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renan.padron

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Tudo que renan.padron postou

  1. Nos restaurantes da rede, El Fuego, Mamma Pasta, Galeto Mamma Mia. Nós conseguimos no Mamma Pasta e no El Fuego. Boa sorte e aproveite!
  2. Boa noite, mochileiros!!! Estive na região da Serra Gaúcha no mês passado, por 5 dias, e fiquei hospedado principalmente em Gramado. Quase que por acaso, passeando no centrinho e procurando algum lugar para comer, fui convencido por um atendente a experimentar o creme no pão de seu restaurante, que estava com 50% de desconto. Como típico paulista, desconfiei, mas pensamos "se for furada, a gente toma um creme e sai fora". Maaas, iiiincrivelmente, o desconto era real, o creme era muito bom, e os descontos não paravam aí. É o seguinte, o dono do Chocolates Caracol possui uma rede de restaurantes em Gramado e produziu um Guia Gastronômico da cidade, com várias informações e cupons de desconto dentro do folheto. E DESCONTOS ÓTIMOS! No Mamma Pasta, pagamos 50% do valor no creme no pão e no fondue de chocolate (bom pra crl). No Galeto Mamma Mia, comemos um rodízio de massas, saladas, sopa de capelete e o MELHOR GALETO DA MINHA VIDA (deu dó do Galeto´s em sampa), por míseros R$64, para o casal (já aplicado o desconto de 50%). E pra finalizar, fomos na sequência de fondue do El Fuego, simplesmente incrível a qualidade, até cordeiro tinha no fondue de carne. O preço normal era R$74 por pessoa, mas com o cupom saiu R$74 para o casal. Galera, corram atrás desse cupom, porque os restaurantes são todos de altíssima qualidade e não gastamos mais de R$100 em nenhum deles. O galeto, que foi o melhor, saiu por R$70 tudo, com bebidas, para o casal (não tomamos vinho lá). De lambuja, ainda tem 10% de desconto nas lojas do Caracol! Pra sentir o gostinho da viagem, segue o vídeo que fizemos: Boas Viagens a todos!!!!
  3. Nati, acho que a resposta veio um pouco atrasada, Mas sim, o centro estava bastante cheio na época e pelo que me lembro as pousadas estavam todas lotadas. Não foi muito problema para nós porque só passamos o dia mesmo. As escunas saem às 11h da manhã e o passeio é imperdível, voltei lá em uma outra oportunidade e foi sensacional.
  4. Obrigado, Renato! Ilha Grande quero muito conhecer, tem algumas dicas?? Abraço!
  5. Obrigado, Alan! Hostel é uma ótima opção também, depende do espírito da viagem. Ficamos em camping selvagem porque preferíamos isolamento no feriado em questão. Se quiser badalação e conhecer gente nova, hostel é a pedida.
  6. Espero que tenha passado a virada lá mesmo, se fizer relato posta aqui pra eu dar uma olhada e curtir de tabela! Abraços!
  7. Obrigado, ffms! Tenho novidades europeias (incluindo alguns dias de desabrigado em Portugal) e vem relatos novos por aí hahah
  8. Cara, a respeito dos ônibus existe um tópico sobre Cabo Polonio que um uruguaio explica perfeitamente várias linhas da região, frequência, preços, etc. Sobre seu roteiro, se me permitir posso dar alguns pitacos, passei exatos 10 dias no Uruguai em 2013: 1º Montevideo você mata em um dia inteiro, fácil. Eu cortaria um dia. 2º Não perderia um dia de Uruguay somente para ir à Casapueblo, a não ser que tu seja um extremo admirador da arte do Vilaró. Se quiser mesmo ir, Piriapolis não fica perto. A Casapueblo fica em Punta Ballenas, próximo de Punta del Este. Aliás, não vi Punta del Este no seu roteiro, mas não faz falta, as praias do norte são melhores. 3º Valizas fica bem perto da entrada de Cabo Polonio mas se puder durma em Polonio mesmo. Primeiro porque ir e voltar vai ser mais trabalhoso. Segundo porque a noite em Polonio é sensacional. Vale dois dias fácil. 4º Eu colocaria um dia inteiro em Punta del Diablo. Praia boa e atmosfera sensacional, muita gente jovem e várias opções de entretenimento à noite. Qualquer dúvida dá um toque, Abs
  9. hahahah você sentiu o drama da Serra do Faxinal também então? Imagina à noite, foi tenso mesmo! Obrigado pelos comentários, abraço!
  10. Muito bom o relato!!!! viagem deve ter sido ótima. Nada contra eurotrip, mas as experièncias que você viveu me pareceram muito mais genuínas! Viu, tem como você colocar umas informações a respeito dos gastos totais? Agregaria bastante aqui no fórum, não é todo dia que postam relatos sobre Bali aqui. Até mais!
  11. hahaha Eai Janaina! Terríveis aquelas vespas, né não?? Reveillon não vou poder ir mas tomara que dê certo sua trip! Abraço.
  12. De carro pela Serra Gaúcha Alô, mochileiros! Segue mais um relato rápido, sucinto e contendo apenas dicas e pequenas histórias de uma viagem realizada no inverno de 2012: eu e minha namorada de carro pelo sul do Brasil. Espero que gostem e seja útil no planejamento de vocês! Planejamento Planilhas na mão, dias contados, cálculos de expectativa de gastos, principais passeios que se deseja fazer e bastante levantamento de dados dos lugares a visitar. Planejar é sempre necessário e saber na medida certa pode ser a diferença de uma puta viagem para uma furada. Utilizei os seguintes sites para recolher informações: - mochileiros.com: inspiração para todos os roteiros, tirador de dúvidas, guia anti-furadas, enfim, tudo! - viajeaqui.abril.com.br: calcula rotas e gastos para viagens de carro pelo Brasil, informando custo de pedágios e tudo o mais, recomendo para evitar surpresas. - cambaraonline.com.br: site que reúne informações muito úteis sobre a região de Cambará do Sul, me ajudou bastante. O roteiro definido foi: São Paulo - Florianópolis - Cambará do Sul - Gramado e Canela - Bento Gonçalves - São Paulo Passar pelo litoral sul, explorar os cânions da região dos campos de cima da serra gaúcha, conhecer as famosas cidades de Gramado e Canela e fazer um tour gastronômico por Bento Gonçalves. Nada mal, hein? Melhores Momentos / Hotspots A ideia do primeiro dia era dar uma passada rápida em Florianópolis para visitar um primo descolado da Mari, almoçar e partir. Foi o que fizemos e deu uma vontade imensa de ficar por ali mesmo. Que lugar incrível. Na sequência viria Cambará do Sul e os não tão famosos cânions. Os cânions são incríveis e despertam uma sensação absurda de liberdade por dentro. Ficar na beira do precipício, apreciar aquelas paredes rochosas intermináveis e sentir o vento (felizmente fraco) no rosto foi uma das melhores experiências da viagem. Confesso que fiquei apaixonado pela região. Não vale a pena descrever os cânions em palavras, eu não conseguiria chegar perto de transmitir a vocês a sensação de estar lá. Cânion Fortaleza PN da Serra Geral Não lembro onde foi mas tenho certeza que durante minha pesquisa sobre os cânions li que havia pumas no local. Sei que esses animais são praticamente impossíveis de serem avistados, mesmo nas regiões em que se encontram em maior concentração, como na Patagônia; mas brincava a toda hora que queria ver um puma lá. Ela debochou tanto de mim que quando estávamos voltando do mirante do cânion Fortaleza nos deparamos com um Graxaim, um cachorro do mato da região, cruzando a trilha. Corri atrás como se fosse o puma, qualquer contato com animais selvagens seria válido. E eis que saiu essa foto. Não foi um puma mas tá valendo! hahaha Graxaim O Parque da Ferradura, em Canela, possui várias trilhas e mirantes no meio da mata com um visual do Vale da Ferradura sendo cortado pelo Rio Cai. Uma trilha maior desce até o rio, aproximadamente 1h descendo, pesada na descida e cansativa na subida, mas vale a pena demais. Na minha opinião o melhor parque de Canela. Ainda, no meio da trilha, uma cachoeira escondida entre a mata se apresenta pra você e meio que diz “Você está no caminho certo, meu filho!”. Top. Cachoeira no Parque da Ferradura Fins de tarde em Canela e Gramado são top, seja vislumbrando os paredões do vale da ferradura ou sentado na beira do Lago Negro. Parque dos Paredões Gastronomia é o forte do sul e nada como comer e beber bem enquanto estiver por lá. Bento Gonçalves oferece dois roteiros que podem ser feitos de carro para quem estiver interessado: o Vale dos Vinhedos e o Caminhos de Pedra. No Vale dos Vinhedos se encontram as maiores vinícolas do Brasil, nas quais você pode fazer tours guiados com degustação no final. Fizemos na Vinícola Miolo e valeu a pena. No Caminho de Pedra existem vários estabelecimentos típicos do sul como moinhos produtores da erva-mate, a Casa da Ovelha e o restaurante Nona Ludia, um buffet livre animalesco que te faz pedir arrego. Recomendo também! Vale dos Vinhedos Quebrando mitos Ir aos cânions com carro baixo e sem guia Ir com carro próprio aos cânions é totalmente possível desde que não esteja chovendo e se tenha um pouco de paciência. Fomos de Celta e não tivemos problema algum, a estrada para o PN Aparados da Serra é de terra e pedra, aproximadamente 18km, mas se for devagar não tem erro. Para o PN da Serra Geral são 22km se não me engano mas menos de 10km são de terra, tranquilo também. Não há necessidade de guia em nenhum dos dois parques, dá pra se virar sozinho tranquilamente. Você faz seu roteiro, seus horários e as trilhas que quiser sem pagar por isso. Fui apenas uma vez ao local e não senti falta de guia em nenhum momento. Gramado (opinião totalmente pessoal!) Chegamos em Gramado no começo da noite. Minha primeira impressão foi que Gramado era uma cidade de brinquedo. Parece um grande parque fantasiado de cidade. Todas as lojas são exageradamente decoradas por dentro e por fora. Locais que crianças são clientes em potencial possuem pelo menos um boneco ou um dragão gigantes do lado de fora! É tudo tão fantasiado que pra mim perdeu um pouco a graça. Gosto da beleza natural das coisas e infelizmente natural é a palavra que menos combina com Gramado. Não que não seja um local bacana para conhecer, gostei muito de passar por lá, mas por ter passado nos cânions tudo parecia muito artificial e a cidade não me encantou como eu esperava. Para viajar bem tem que gastar bem De jeito nenhum. Meu gasto total com a viagem, com tudo incluso, foi de R$1.050 reais para 10 dias, incluindo todos os buffets livres, hotéis, gasolina, pedágios, passeios, tudo. Um pacote para uma viagem dessas em agências deve custar o dobro para um período bem menor. A chave está no planejamento e na vontade de buscar as informações e resolver sozinho sua trip. Além de se sentir mais dono do seu nariz e ficar com o roteiro totalmente livre, você economiza bem e possibilita a realização de outras viagens na sequência! Perrengues Serra do Faxinal No primeiro dia, saindo de Floripa em direção a Cambará começou uma sequência de tomadas de decisão inadequadas que nos fizeram passar por um estresse grande. Continuamos na BR-101 beirando o litoral catarinense passando por Palhoça, Tubarão, Criciúma e Araranguá. A estrada estava cheia de desvios e a sinalização bastante confusa em muitos pontos, bastante ruim de dirigir á noite. Perto de Araranguá paramos em um posto para perguntar sobre as condições da estrada com destino à Cambará do Sul. A resposta foi: “Cambará do Sul? Não conheço”. Como assim? Cambará ficava a apenas 100km dali e o cara não conhecia, tinha algo de estranho. Comecei a explicar, “é pelo caminho passando por Praia Grande/SC, tem que subir uma serrinha” e aí ele percebeu a encrenca, “a Serra do Faxinal? Vocês estão com que carro?”. Falamos que era carro comum, baixo, mas ele tentou tranquilizar. Disse que era uma serra de estrada de terra e pedra mas que seriam só alguns poucos km de chão ruim, que poderíamos subir tranquilo. Na verdade não tínhamos opção, eram quase 20h e queríamos chegar logo na pousada, não fazia sentido pernoitar naquele lugar desconhecido pois nada até então nos tinha desestimulado a subir. Grande erro. Meu amigo de facebook Amyr Klink ficaria desapontado comigo. Não pesquisei de forma adequada as condições da Serra do Faxinal. Para falar a verdade nem sabia que esse era o nome da serra que liga Praia Grande à Cambará. Ainda, fui totalmente imprudente saindo de Floripa às 17h, perto do pôr-do-sol, sabendo que ainda faltavam pelo menos quatro horas de viagem. Depois de perder a entrada e fazer o retorno pegamos uma estrada de via simples, com asfalto bom e razoavelmente bem sinalizada mas muito mal iluminada. Estávamos completamente sozinhos no local e quando passamos pelo que parecia uma cidade fantasma (depois descobri que era São João do Sul) vi que tinha algo errado e sinistro. Eu impaciente querendo acelerar e PLAU, um cachorro salsicha (que na hora achei que fosse uma doninha ou marmota ou qualquer outro animal selvagem, pois tudo pra mim ali era selvagem) aparece no meio da estrada! Desviei o carro em velocidade mas não estava tão rápido e segurei a direção, um baita susto! A partir daí fiquei mais cabreiro e mais cauteloso. Depois de muito mais tempo do que o planejado chegamos em Praia Grande e vimos uma pizzaria aberta. Fui logo perguntar sobre a Serra do Faxinal e agora veio um discurso mais realista e sábio: “A serra está em péssimas condições, você vai pegar uns 40km até Cambará sendo que menos de 10km são de asfalto. Eu não subiria a essa hora da noite.” Tínhamos saído às 3h da manhã de São Paulo, não preciso dizer que estávamos exaustos e loucos por uma cama. Mas faltavam só 40km, meu cérebro imprudente me convenceu: “sobe lá, Renan. Você consegue! Não vai perder uma manhã nos cânions por causa de medo, não é?” Mais um erro, resolvemos continuar. A partir daí, um desastre. São vários os motivos para não subir a Serra do Faxinal à noite, dentre eles: (i) o chão é péssimo e cheio de pedras soltas que vão destruir o seu protetor de cárter e possivelmente furar algum pneu seu, ainda mais com baixa visibilidade; (ii) não existe iluminação nem sinal de celular em nenhum ponto, é uma estrada selvagem, qualquer problema que dê no seu carro será a certeza de que você vai passar a noite ali até alguém te encontrar; (iii) passar a noite ali não deve ser nada agradável, nesse dia a temperatura estava com certeza perto ou abaixo de 0º C; (iv) enquanto subíamos dava pra enxergar umas luzinhas lá embaixo e tive certeza que o visual dali durante o dia deve ser espetacular, mas só víamos as luzes por estar a noite; (v) subindo por esse caminho você passa pela entrada do Parque Nacional de Aparados da Serra 18km antes de Cambará, ou seja, se subisse de manhã eu poderia passear pelo parque antes mesmo de entrar em Cambará e economizar 36km (ida e volta) de estrada de terra. Ficou claro que erramos ao subir a Serra do Faxinal á noite, certo? Pois é, ainda vacilei em uma subida e o carro parou, não conseguia sair, as pedras soltas não me deixavam subir, um terror. Aí saí no frio congelante para ver até onde podia dar ré, voltei alguns metros pelo barranco até onde vi que seria possível, deu um impulso e subiu! Corri atrás, congelado, roxo, nervoso, com medo, admito. Enfim, chegamos em Cambará perto das 23h da noite. Por sorte a dona da pousada ainda estava acordada e me deu as chaves do chalé. Não foi uma noite muito agradável, vou explicar o porquê na avaliação das hospedagens de Cambará. A volta, 15h dentro do carro O título já explica o perrengue. A ideia era sair de Bento Gonçalves e ir direto para São Paulo, mil e poucos quilômetros em 12 horas, segundo o google. Sabia que ia ser perrengue mas dormir na minha cama em São Paulo não teria preço (aliás teria, seria de graça, bem diferente de dormir em qualquer lugar pelo caminho). O que rolou foi que a BR-116 na maior parte do caminho é pista simples, possui poucos trechos de ultrapassagem, muitas regiões serranas em que você não consegue ultrapassar 60km/h e grande tráfego de caminhões. Viagem um tanto perigosa e muito cansativa. No final as 12 horas viraram mais de 15 e chegamos destruídos em São Paulo. Perrengue. Obs: Como puderam ver, os dois perrengues estão relacionados às viagens de ida e volta, nas quais tentamos fazer em um único dia. Qual a lição tirada disso? Quem tem pressa e não se prepara direito passa perrengue. Se fizesse de novo esse roteiro eu dormiria em Floripa na ida e quebraria a volta com uma parada em Curitiba, por exemplo. Vai da vontade e da resistência de cada um. Dicas Cambará do Sul Previsão do Tempo: Preciso dizer que nossa passagem em Cambará foi espetacular e muito disso devido ao tempo bom que pegamos na cidade. Apesar do frio cortante da noite os dias estavam ensolarados e sem nenhuma nuvem no céu, dias simplesmente magníficos que nos deixaram aproveitar ao máximo os dois parques da região. Eu ainda não tinha decidido se começaria a viagem por Cambará ou por Gramado e o que definiu minha decisão foi a previsão do tempo. Então, segue outra dica: se for à Cambará fique de olho na previsão, influencia totalmente o seu passeio. A época que oferece melhor visibilidade dos cânions e menor incidência de chuvas é o inverno. Serra do Faxinal: Não subir a Serra do Faxinal à noite, subir logo pela manhã, aproveitar o visual e conhecer o PN de Aparados da Serra antes de entrar em Cambará. Se tiver tempo, conhecer os cânions por baixo, por Praia Grande/SC, fiquei apenas dois dias em Cambará e ficou uma sensação de “quero mais”. Comer na galeteria: Comi na galeteria O Casarão e não me arrependi. O buffet livre custava R$28, R$38 com opção de galeto, R$48 com opção de truta, mas pra nós estes eram dispensáveis. Tinha uma enorme variedade de saladas, sopa de capelleti, massa com molho branco, molho vermelho, costela de porco, queijo coalho e polenta na pedra fritando na sua mesa, pinhão, doces, muitos doces, sagu, chás, enfim, bom demais! Valeu a grana, comemos muito e comemos bem. http://www.galeteriaocasarao.com.br/" onclick="window.open(this.href);return false;: R$56/casal Passeios: Visitar primeiro o PN Aparados da Serra, que abriga o cânion Itaimbezinho. É o parque com mais infraestrutura turística, bom para começar o passeio em Cambará. Visitar o PN da Serra Geral depois do Aparados! Por que? Porque se você for no cânion Fortaleza antes vai achar o Itaimbezinho sem graça. Eu pessoalmente gostei muito mais do PN da Serra Geral, sem infra, maior, várias trilhas diferentes, liberdade total e o visual é bem mais impressionante. Recomendo pelo menos um dia inteiro nesse parque, fazer todas as trilhas disponíveis, vale muito a pena. Leve uma mochila com água e lanches para o dia. Não deixe lixo no local de forma alguma e se possível recolha o lixo dos outros que encontrar no caminho (não encontrei quando fui, ainda bem!). Como já dito, dá pra ir sem guia e com carro baixo. Gramado e Canela Passeios: Parque da Ferradura de manhã com Parque dos paredões no final da tarde e se quiser emende com o teleférico perto do pôr-do-sol, são todos bem próximos. Parque do Caracol é passeio para meio dia apenas, preferência pela manhã. Na volta passe no Castelinho do Caracol, um mini-museu em que você pode comer um Apfelstrudel que dizem ser muito bom (quando passamos lá tinha acabado de fechar! Uma pena.) Gastronomia: Uma boa pedida em Gramado ou Canela é comer uma sequência de fondue, ainda mais no dia dos namorados. Pesquisei bastante e vi que um dos melhores custo/benefício era o restaurante do Carlito’s, sequência de fondue por R$34 por pessoa se pago em dinheiro, R$44 no cartão. Claro que pagamos em dinheiro! Só fique atento pois eles tentam te empurrar entrada sem avisar e você pode ter uma surpresa desagradável na conta (entrada custa quase o preço de 01 pessoa a mais na mesa, pasmem). A sequência de foundue é estilo rodízio, comida à vontade, portanto chega até a ser anti-ético oferecer entrada (pãezinhos com patê)! Mas eles colocam na sua mesa sem pedir e depois vem a facada. Eu estava prevenido e pedi para o garçom tirar na hora e ele fez cara feia. Outra coisa chata é a insistência em tentar te empurrar vinhos e espumantes, todos caríssimos. Nós tínhamos vinho no hotel e só queríamos o fondue, pronto. Mas não, pelo menos 6 garçons ofereceram vinho até que eu falei que não bebia. Cara feia de novo. Enfim, eles oferecem o fondue mais em conta e tentam ganhar na entrada e na bebida, coisas do Brasil. A sequência em si é muito boa, primeiro fondue de queijo com pão italiano, batatinha, goiabada, polenta, muita coisa. Depois uma chapa de pedra fumegando, vários tipos de carnes e diferentes molhos, muito bom! E no gran finale o fondue de chocolate com frutas (nesse eu já estava empurrando pra dentro por obrigação). Fugindo das armadilhas: Gramado e Canela são bem próximos (2km) e as coisas em Canela tendem a ser menos caras. Portanto, se estiver de carro vale a pena se hospedar em Canela e conhecer as duas cidades tranquilamente. Fuja dos roteiros tourist-trap, ou armadilhas para turistão. Eles dão nomes fabulosos para qualquer coisa lá, prepare-se para se decepcionar com alguns lugares. Prepare o bolso também. Bento Gonçalves Passeios: A dica é tirar um dia inteiro para passear em Bento. Acordar bem cedo e fazer o tour no Vale dos Vinhedos pela manhã, parar para conhecer uma ou duas vinícolas (tour guiado com degustação) e aproveitar o clima da região. Quando a fome apertar pegue seu carro, ligue o GPS e rume para o outro lado da cidade, na direção do Caminho de Pedra. Logo no início do caminho fica o buffet livre Nona Ludia, espetacular. Vá com bastante fome pois eles te alimentam muito bem ali! Na parte da tarde aproveite para andar mais adentro do Caminho de Pedra, visitar a Casa da Ovelha e a Casa do Mate. Para ser sincero, nada nesse roteiro é deslumbrante ou muito especial, mas a combinação de tudo isso com certeza fará desse dia um dos mais agradáveis da sua viagem. Avaliação de Hospedagem Cambará do Sul Pousada Serrana, R$70/casal. Acabou não sendo bom negócio, mas poderia ter sido pior. Essa pousada na verdade se resume a quatro chalés de madeira, sem luxo algum, de certa forma bastante limpos, mas que tem um defeito inadmissível: não possuir aquecedor. Também não serve café da manhã. Nas duas noites que passamos lá a temperatura estava perto de 0ºC e o chalé era insuportavelmente frio, muito desconfortável. Minha primeira opção era a Pousada Simone, que pesquisei bastante e achei que fosse o melhor custo/benefício (o que se confirmou!), mas não tinha vaga para os dois primeiros dias; acabei ficando na Pousada Serrana e passei frio. Pousada Simone, R$60/casal. Casa de família simples com alguns quartos bastante aconchegantes, também não possui aquecedor mas possui lençóis térmicos que esquentam sua cama e dão uma sensação muito boa de conforto. Café da manhã bom, mergulhei no suco de uva e me entupi de salame. Ainda nos ajudaram quando deu problema no carro. Ótimo custo/benefício, com certeza a melhor opção da região para mochileiros. RECOMENDADO! Gramado e Canela Couchsurfing, R$0/casal. Em Gramado fizemos couchsurfing por dois dias! Para quem não conhece, couchsurfing significa “surfar em sofás”dos outros. É uma comunidade online que reúne pessoas interessadas em dar abrigo e receber abrigo enquanto viajam, trocando experiências e fazendo novos amigos, sem cobrar nada obviamente. Uma das melhores ideias dos últimos tempos. Conhecemos o Felipe, super gente boa, tomou uma cerveja com a gente (cerveja Polar, só encontra no Sul) e nos convidou para tomar café no seu hotel, o Hotel Quero-Quero, bem conhecido por lá! Grande Hotel Canela, R$135/casal. Em Canela ficamos no Grande Hotel Canela, era dia dos namorados e queria um pouco mais de conforto. Além do mais, conseguimos uma boa promoção em sites de compras coletivas e pagamos apenas R$135/casal na diária do Apartamento Luxo. O hotel é sensacional, o quarto em que ficamos era maravilhoso e o café da manhã está facilmente no top 5 da minha vida. Não costumo me apegar muito em hotel, prefiro hostels e pousadas, mas o custo/benefício dessa compra foi ótimo. Bento Gonçalves Hostel Casa Mia, R$38/pessoa, quarto compartilhado. Em Bento Gonçalves ficamos no Hostel Casa Mia e não teve crise. Foi o melhor preço que encontramos, as pousadas custavam todas acima de R$100 para o casal e fomos consultar esse hostel. O preço era de quarto compartilhado mas pegamos um quarto com somente duas camas, que logicamente nós juntamos e virou uma só. Ou seja, quarto privativo pelo preço de compartilhado. O hostel era bastante limpo, o café da manhã era justo e a localização que não sei informar se era boa ou não, pois estávamos de carro e não nos preocupamos com isso. Gastos Alimentação (casal): R$592 Principais itens Galeteria O Casarão: R$28/ pessoa Sequência de Fondue no Carlitos: R$34/ pessoa Nona Ludia: R$33/ pessoa Mercado para viagem toda: ~R$120 Transporte (gasolina e pedágios, para o casal): R$566 Acomodação (casal): R$681 Outros: R$235 Principais itens PN Aparados da Serra (entrada 2 pessoas + estacionamento): R$17 PN da Serra Geral: R$0 Parque da Ferradura (entrada 2 pessoas): R$16 Parque dos Paredões (entrada 2 pessoas): R$10 Parque do Caracol (entrada 2 pessoas): R$24 Tour com degustação na Vinícola Miolo (2 pessoas): R$20 Total para o casal: R$2.074 A viagem em números Dias: 10 Estados percorridos: 4 Kms percorridos: 2767 Litros de gasolina queimados: 180 Pneus furados: 1 Hotéis visitados: 1 Pousadas visitadas: 2 Hostels visitados: 1 Couchs visitados: 1 Vinícolas visitadas: 1 Buffets livres visitados: 5 Indigestões depois de buffet livre: 5 Pontos turísticos falsos detectados em Gramado: 17 Cachorros-do-mato avistados: 2 Pumas avistados: 0
  13. Realmente cara, na semana da viagem ouvi muitos "vocês estão loucos" e "é perigoso demais". Mas como diz o Amyr Klink, o maior erro no planejamento de uma viagem é não começar, não partir, o que acontece muito por causa das nossas barreiras psicológicas impostas pela vida em sociedade, raízes, paradigmas, é complicado. Mas só quem consegue desapegar disso um pouco pode aproveitar a natureza como a gente aproveitou nesse feriado, foi bom demais mesmo. Obrigado pelos elogios, Abraço!!
  14. Puts, agora que vi que cheguei um pouco atrasado!! hahaha Provavelmente você já está viajando!
  15. Eu iria de carro, sem dúvidas, por todas as vantagens já citadas pelos outros usuários. Se for sozinho realmente o cansaço pode bater, principalmente no trecho do Brasil no Mato Grosso, cheio de caminhõs e só plantação de soja ao redor, mas terá a liberdade de parar onde e quando quiser, a qualquer hora e qualquer momento, sem depender de horários de ônibus e guias de agências. Quanto a Uyuni e o Atacama, você podia descer de La Paz passando por Oruro até Uyuni, deixar o carro na cidade de Uyuni e pegar aquelas excursões de 4x4 no deserto, tem algumas de 4-5 dias que cobrem, além do Salar, o Atacama e o Altiplano. Entrar de carro no deserto não deve ser muito seguro, além do que esses passeios não costumam ser caros, minha namorada pagou acho que 90 dólares pelo passeio de 3 dias, em abril/2012, com alojamento e refeições inclusas. Um amigo meu foi no fim do ano passado para Huaraz e curtiu muito, mas fica mais ao norte do Peru e talvez atrase sua volta, planeje bem, afinal ir de carro será uma bela aventura mas você não quer passar 20 dos 40 dias dirigindo, não é mesmo? Tente limitar os dias de estrada para no máximo 1/3 da viagem se possível. Eu cortaria Huaraz e Lima e desceria de Cusco para a Reserva Nacional de Paracas, Ica e Pisco, passaria por Nasca e Arequipa, Canyon del Colca e aí sim voltaria para La Paz. Em La Paz, se curtir aventura faça o Downhill de Coroico, uma cidadezinha ao lado, falam que é animal! Boa sorte e nos conte como foi a viagem!
  16. Obrigado, Frida! Se for lá, cuidado com as vespas! São pequenos monstros voadores, hahaha Abraço!
  17. Valeu, tui! Vai sim cara, não fica cabreiro não, tem vários lugares pra acampar lá, mas pra mim o melhor mesmo foi a Praia Brava. No Cachadaço tem um camping que é bem barato, sem energia elétrica e tal, é mais roots mas pelo menos você não fica tão exposto. Se for na piscina natural vai bem cedinho, pq na hora do almoço aquilo parece o piscinão de ramos, hahah Abraço!
  18. Antes do relato da viagem, no qual buscarei colocar o máximo de informações possíveis para que outros possam aproveitar tanto quanto aproveitei, preciso descrever uma sensação totalmente diferente que essa experiência me proporcionou: a sensação de sair da sua zona de conforto. Que me perdoem os mochileiros mais experientes, que provavelmente já experimentaram desse hormônio correndo em suas veias muitas vezes e não tem interesse em ler mais um relato desse tipo, mas preciso descrever, preciso compartilhar com vocês. Sair da zona de conforto significa abdicar da proteção que o pacto com o Estado te dá. Nós vivemos em uma sociedade controlada pelo Estado, pagamos impostos e seguimos leis, e alguém já se perguntou o porquê? Pela nossa segurança, pela garantia da propriedade privada, pelo direito de termos um teto seguro onde possamos colocar nossa cabeça em um travesseiro e descansar em paz. Essa discussão é antiga e não interessa a ninguém agora; o que quero ressaltar é que a sociedade é nossa zona de conforto e ponto. A partir do momento que você se distancia um pouco, nem que seja por alguns dias ou algumas poucas horas, você está abdicando desse pacto, está fora de sua zona de conforto, e para os menos experientes, como eu, se sente presa fácil do mundo. Se isolar e acampar em uma praia deserta é de certa forma abandonar sua zona de conforto. Então outros questionarão: porque abandonar a zona de conforto? Porque se desvincular do pacto da civilização e se submeter às regras da natureza, ou às leis do “Club and Fang”, segundo Jack London em “The Call of the Wild”? Simplesmente porque fora da sociedade você sente o que eu acredito que deveria ser (e não é!) a essência da vida de todos: a felicidade de simplesmente estar vivo. E foi atrás desse sentimento que eu corri nestes cinco dias de viagem. Experimentar o desconhecido e, em certas situações, o inevitável. Ceder à pressão da sociedade (e dos amigos beberrões e putanheiros) e trocar o carnaval pela natureza não é fácil, mas vale a pena, ainda mais em ótima companhia. Afinal, já dizia Chris McCandless: “happiness only real when shared”! O Pico Com a vontade de curtir a natureza, faltava escolher o local. Joguei no google “praias desertas desse brasilzão” e obtive resultados toscos. Ok, empolgação controlada, joguei apenas “praias camping” e logo pipocaram ideias nos meus olhos: Ubatuba, Ilhabela, Cananeia, Búzios, Arraial do Cabo e...Trindade! O que eram aquelas fotos de praias de areia grossa e pedras nas encostas, mata atlântica ao redor, relatos de paz e tranquilidade, praias desertas e semi-desertas, cachoeiras, trilhas, piscinas naturais? Perfeito! Para saber mais sobre Trindade, dá uma olhada nesse site: www guiadetrindade.com.br. Destino escolhido. Ainda na fase de planejamento eu havia detectado um pequeno problema: Trindade está situada no Parque Nacional da Serra da Bocaina, onde só é permitido acampar em áreas delimitadas. “Que merda”, pensei, “vamos ter que nos render aos campings”. Mas comecei a pesquisar o porquê de ser proibido acampar e descobri que é devido ao impacto ecológico que o camping pode causar, ao deixar lixo nas praias, fazer fogueiras, destruir mata nativa, entre outros. Pensamos melhor e decidimos acampar selvagem sim, escondidos, na calada da noite, mas nos propusemos a deixar a área utilizada para o camping intacta, e assim foi feito. No primeiro dia percebi que o que estávamos fazendo nao era só aceitável, mas muito mais correto do que ficar nas áreas de camping. Todas lotadas, uma sujeirada, carros parados com o som no máximo tocando funk carioca. No camping do Cachadaço o pessoal fazia fogueira, a fiscalização do ICMBio era só durante o dia. Não julgo, não culpo, só gostaria de mostrar que com consciência pode-se fazer esquemas muito mais ecologicamente corretos do que os autorizados. Lembrando daquilo tudo agora percebo o quanto meu feriado podia ter sido prejudicado por esses detalhes. Nada contra quem curte muvuca, mas não era o que nós estávamos procurando, e por sorte conseguimos um cantinho para ficarmos na nossa e curtir o som do mar e o céu estrelado apenas, todos os dias. E como valeu a pena. A Chegada Após uma aventura ao descer a serra de Cunha, enfrentamos a Estrada Real, que liga Cunha à Paraty. Foram 10km percorridos em aproximadamente duas horas, isso mesmo. A tal da Estrada Real era majestosamente terrível de se andar, apesar de maravilhosa de visual. Costeando vales de floresta tropical, é um circuito e tanto para quem quer curtir uma paisagem surreal e única, porém, com carro 4x4 ou moto, com carro baixo NÃO! Depois do rallie, deixamos o carro fumegando nos quase 40ºC da vila de Trindade e partimos com as mochilas nas costas para conhecer as praias próximas; e que praias! Praia de Fora e Praia do Rancho são muito bonitas, mas são as praias que tem acesso fácil pela Vila e estavam cheias demais. Passamos reto e conhecemos a Praia do Meio, menor, com um visual e uma encosta de rochas demais que dá acesso à Praia do Cachadaço, nosso lar doce lar por dois dias. Pouco movimentada, comprida, água muito limpa, com vários locais de sombra natural na mata que a delimita, essa praia é demais. A Noite Era noite de lua nova e eu não conseguia enxergar nada que estivesse a mais de 3 metros de distância. Não tinha nada ali, mas podia ter tudo, que eu não ia ver. E era esse “podia ter tudo” que não me deixava em paz. Se alguém mal intencionado aparecesse ali? Não tem polícia, não tem testemunha, não tem nada broder, é você contra seu inimigo, você e ele com apenas a natureza ao seu redor. Posso estar romantizando a situação, mas a sensação é exatamente essa. E essa sensação de perigo que faz você se sentir mais vivo que nunca. Mas na real, se for analisar bem, mais perigoso ainda é morar em São Paulo. Enfim... Recanto armado, céu estrelado, ondas batendo e fogareiro ligado, preparei um macarrão com molho de tomate, atum e ervilha e mais de tudo um pouco, que não ficou lá essas coisas mas deu pro gasto! Compras no supermercado (macarrão, molho, enlatados, biscoitos, snacks e bastante água) R$ 150/ para os dois Foi o bastante para a viagem inteira Praia Brava Após dois dias curtindo as praias próximas da vila de Trindade, resolvemos mudar de ares e acampar em outro local que não a Praia do Cachadaço. Estávamos na dúvida entre a Praia do Sono e a Praia Brava. Como a Praia Brava era a mais próxima, decidimos dar uma passada nela e depois acampar na Praia do Sono. Recolhemos nossas tralhas e subimos alguns poucos quilômetros na serra de Trindade, com medo do carro fumegar novamente, mas logo chegamos ao canteiro/ estacionamento que dá acesso à trilha para a Praia Brava. Descemos só com a mochila pequena, para conhecer a praia e dar um mergulho. Trilha mais complicada que as outras, percorrendo uma encosta de mata atlântica bastante fechada, daquelas que você pensa “caiu, morreu”, mas a trilha em si muito bem delimitada, não tem erro, é só descer. No meio da trilha tem um acesso à esquerda que leva à cachoeira da Brava, mas continuamos até a praia. Chegando lá, meu amigo, é o paraíso. Essa eu não vou nem descrever, só dá uma olhada nas imagens: Praia Brava - panorâmica Logicamente, mudamos de planos. Ali era perfeito para acampar: bastante espaço, sem fiscalização, fonte de água no canto da praia, enfim, demais. Decidimos subir a trilha e pegar nossas tralhas mas nessa hora o cansaço me pegou. Aquele sol de 30 e muitos graus na cabeça o dia inteiro, as trilhas dos dias anteriores, a areia quente, tudo contribuiu para eu começar a dar sinais de cansaço e mau humor. Subi a trilha meio que resmungando sem nem saber porque mas mesmo assim dei uma esticada na cachoeira. Não tenho dúvida que foi a melhor escolha da viagem. O banho de cachoeira me revigorou, saí debaixo da queda d’água novo, cheio de ânimo e curtindo cada vez mais os momentos passados ali. Cachoeira Brava Na partida da praia Brava aconteceu uma parada muito louca. Logo atrás do local que acampamos tinha uma trilha, diferente da que descemos para a praia, que descobrimos no dia anterior com um casal que dava direto na cachoeira. Resolvemos subir por essa trilha, para variar o caminho e tomar um ducha na cachoeira pra despertar. Eis que no caminho, atrás de algumas árvores e da mata, se escondia um terreno aberto e descampado, coberto de vegetação seca cor-de-palha, destoando totalmente de tudo ao redor. Ao atravessarmos o terreno vimos algumas vespas bem grandes e pretas voando ao nosso redor, e quanto mais a gente avançava e movimentava o mato, mais vespas vinham pra cima!! Que loucura, parecia fase de videogame, que você sai da praia, entra na mata fechada verde, e cai em um descampado seco cheio de vespas querendo te tirar uns pontos de life, hahaha. Saímos quase correndo pela trilha, desvencilhando das vespas até chegar na beira do riacho que tinha origem lá em cima na queda d’água, dando risada mas meio cabreiros com aqueles insetos do tamanho de filhotes de hamsters! Depois dessa só um banhão de cachoeira pra deixar relax. Paraty Depois de um total de 14 trilhas de mata atlântica percorridas, 3 noites acampando e alguns poucos banhos, estávamos ansiosos por um pouco de conforto. E buscamos esse conforto em Paraty. Sempre ouvi bastante de Paraty, tinha muita vontade de conhecer e fazer um passeio de escuna, mas o ataque das vespas negras e o banho na cachoeira atrasaram nossa saída. Chegamos em Paraty por volta das 12h e fomos ao Centro Histórico, procurando a pousada de uma conhecida de família que fazia o passeio de escuna. Como esperado, perdemos o horário, a escuna saía às 11h, uma pena. Passeio de escuna: Pousada Centro Histórico Sai às 11h R$30/ pessoa Sem a escuna fomos conhecer o centro, que não deixa a desejar. No melhor estilo colonial, com ruas de paralelepípedo um tanto quanto confusas e alagadas, Paraty exala história. Um ótimo passeio para umas 2-3h de caminhada, rende boas fotos de casas antigas e uma diversidade imensa de souvenirs. Almoçamos e tomamos sorvete no centro, passeio de turista mesmo, e gastos de turista. O almoço e o sorvete saíram por cerca de R$75, preço mais salgado do que as águas que banham aquela marina cheia de charme. Em condições normais eu teria um infarto ao pagar uma conta dessas, mas a economia dos primeiros dias somada à carência de conforto me fizeram superar esse trauma e curtir o nosso descanço. Almoço: mais charme do que sabor. R$60/ casal (não lembro o nome do restaurante, mas essa era a faixa de preço) Sorvete: R$15/ casal Rio-Santos e Camburi No final da tarde deixamos Paraty para trás rumo a Camburi.. Para chegar em Camburi, pegamos a Rio-Santos sentido Santos e percorremos uma boa parte do litoral norte paulista, cruzando Ubatuba e margeando a encosta com Ilhabela, com picos e visuais de te fazer refletir a cada 5 minutos: “porra, por que trabalhar em São Paulo?”. Me larguei numa cama com colchão de verdade e parecia o lugar mais confortável da face da Terra. Na boa, foi uma das minhas melhores noites de sono. É engraçado como você dá valor às coisas somente quando elas te fazem falta. Rio-Santos Pizza no restaurante Paraty: muito boa! R$50/ casal Considerações Finais Por fim, passamos um dia nas praias de Camburi e Camburizinho, debaixo do guarda sol, tomando uma cerveja gelada, lembrando dos momentos vividos nos últimos dias e extremamente satisfeitos com a nossa escolha de carnaval. Recomendo demais aos mochileiros de plantão que acampem por conta própria nas praias de Trindade (sempre respeitando o ecossistema), que visitem Paraty por pelo menos um dia e que carreguem óculos de mergulho para todos os picos do local. Não deixem de viajar por falta de grana, com planejamento sempre dá pra adaptar um roteiro compatível ao seu bolso. E o mais importante: não se deixem levar pela mesmice da sociedade. Você absolutamente não precisa comprar passagens caríssimas para Salvador para curtir o carnaval, não precisa pagar diárias de R$200 em Maresias para curtir a praia, não precisa visitar a CVC para viajar e de forma alguma precisa ficar em casa assistindo o desfile pela TV (nesse caso não é bem “não precisa ficar”, é mais “não deve!”). Só não esqueçam da regra básica de qualquer mochilada: MUITO, MAS MUITO PLANEJAMENTO. Além de ser divertido planejar uma trip, te deixa preparado pra tudo. O planejamento pode ser a diferença entre uma aventura e uma tragédia. A Viagem em Números: Km rodados: ~700km Horas dentro do carro: ~15h (dá pra fazer bem menos) Gastos totais por pessoa: Praias visitadas: 7 Trilhas atravessadas: 14 Cachoeiras visitadas: 1 Vespas esquivadas: 147
  19. oseas, primeiramente parabéns pelas viagens e por aproveitar o que a vida nos dá de melhor, a liberdade! E muito obrigado por disponibilizar as informações e mostrar que é possível sim conhecer a américa do sul de carro. No próximo ano pretendo fazer uma viagem de carro, entrando na Venezuela pela Colômbia e voltando por Boa Vista-Manaus. Terei poucos dias lá, no máximo 15. Você como conhecedor do país, que rota me sugere? Que lugares são imperdíveis lá? Queria conhecer ao menos Caracas, Los Roques e Isla Margarita. Maracaibo vale a pena? E passar em Punto Fijo e conhecer Aruba? De Caracas ao Brasil pretendo fazer seu roteiro inverso, igualzinho. Minha dúvida é da Colômbia à Caracas, se vou "por cima" para conhecer Maracaibo e Aruba ou "pelo interior" fazendo seu trajeto. Obrigado e parabéns novamente!
  20. Carla, demais sua viagem! Gostei bastante da forma que organizou/dividiu o roteiro! Carretera Austral é um sonho pra mim. Estou planejando fazer a Carretera de carro também, mas de carro próprio, saindo de SP. Acha que carros baixos aguentam a Carretera? Existe algum ponto crítico da estrada que tu recomendaria que eu evitasse? Para esclarecer, pretendo entrar por Chile Chico e sair por Futaleufu. Obrigado, até mais!
  21. Victor, não posso te responder com muita propriedade pois nunca estive lá. Mas algumas coisas posso te falar pelo que venho pesquisando: 1. No inverno, você tem grandes chances de pegar TDP fechado. Inclusive em maio! 2. As aduanas da cordilheira na região dos lagos também fecham ocasionalmente por causa de nevascas, o que poderia atrasar tua viagem. Essa temporada (2011) foi prejudicada pela erupção do vulcão e pela pior nevasca dos últimos anos. 3. De Santiago para Mendoza é mais pra cima, não acredito que tenha problemas na travessia. Pode até pegar uma vista do Aconcágua com bastante neve. Resumindo cara, é por esses e muitos outros motivos que a maioria prefere encarar essa região em estações mais quentes. Descer até TDP e encontrar o parque fechado deve doer no coração. Ou pior: sofrer algum acidente nas pistas congeladas. Maas,aventura é aventura. Boa sorte! Abraço.
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