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Claudia Ggre

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Posts postados por Claudia Ggre

  1. Oi, Caca, tudo bem? Pra me preparar não fiz trilha nenhuma rs. Aqui no Brasil, fiz em outros momentos Pedra da Mina, Marins e Pico da Bandeira. Trekking só tive experiências mais longas fora do Brasil, como Trilha Salkantay no Peru e na Região do Aconcágua e Plata na Argentina. Mas pra esse trekking não me preparei quase nada, estava fora da academia, só fazendo algumas caminhadas e isso foi um erro. Lá não tem altitude, mas parte do caminho tem sobe e desce, que junto com o peso da mochila, exige bastante. Acredito que se dedicar um pouco de tempo ao preparo físico antes de ir, fará a trilha de forma mais confortável e você poderá aproveitar mais. Não deixe de fazer, é espetacular!!! Penso o seguinte, se alguém como eu fez, qualquer um pode fazer kk. 

  2. Oi, Felipe, respondi, mas acho que a msg não apareceu. Fiz todas as reservas aqui no Brasil. Você não tem encontrado vaga? Tive dificuldades em umas das empresas pra fechar a compra com meu cartão de crédito. Mas consegui resolver depois. Se não estou enganada, alguns campings só abrem em novembro. Não aconselho ir sem reservar. Vimos alguns brasileiros que tiveram o trekking frustrado por falta de reservas. Abraço. Claudia

  3. Adorei o relato parabéns..

    Quando ia lendo que vc estava cansada com vontade de gritar chorar me deu um certo medo e fixo pensando que acho que eu gritaria e choraria kkkkkkk

    Eu pretendo ir pra lá esse ano em Outubro e juro pra vc que estou morrendo de medo viu, mas eu faria o circuito W e olhe lá ainda kkkkkkk

    Eu não conseguiria carregar as coisas como vcs então vou ter que juntar grana pra ficar nos refúgios pq eu tenho problema na coluna e não posso carregar muito peso então será impossível carregar barracas alimentos ....

    Vcs deram bastante sorte de pegar tempo bom né....já vi relatos de pessoas pegarem tempestades feias por lá.

    Obrigada por dividirem essa experiência com a gente

    Abraços

    Oi, Analy!! Fico feliz que tenha gostado. Mas não fique com medo de ir, vá na fé rs. Prepare-se bem fisicamente, pois ainda tem um tempo até outubro e durante a viagem curta cada passo em TDP. É redundante dizer, mas é um lugar belíssimo e merece que a maior preocupação seja aproveitar a paisagem e não o pouco preparo físico kk. É uma caminhada exigente, mas vale todo esforço. Pegamos um tempo excelente, estávamos acompanhado a previsão e confesso que um pouco assustados com o víamos, mas chegando lá o tempo melhorou e foi una bênção rs. Mas o tempo é imprevisível por lá, a colega que comentou acima pegou um tempo muito diferente, pouco tempo depois que saímos de lá. Torço que pegue bom tempo e aproveite muito, seja qual for o circuito. Como falei, vi idosos e crianças por lá. Eu devo ser muito dramática kk. Beijoo

  4. Ola Claudia, muito legal o relato e muito grato pelas diversas dicas. Ah, sim, muito grato pela planilha dos custohs. Olha só, acho que tem uma coisa que não fecha, nos campings:

     

    51,63 x 2 = 471,44

     

    Abração,

    . Oi, Silvio! Tudo bem? Obrigada, espero que possa ajudar em sua viagem. Em relação ao apontamento sobre os custos, realmente essa não é a conta. É que ocultei algumas células e a conta ficou essa aberração kk. Mas o valor total dos 6 dias que ficamos em campings pagos foi esse mesmo. Paguei tudo com cartão de crédito, pois fiz as reservas pelos sites das empresas. Um estava com preços de baixa temporada e outro não ::hein: . Abraços
  5. Oi Cláudia!

    Parabéns pelo relato, adorei!

    Estive em Torres do dia 19/12 - 27/12, também fazendo o Circuito O sozinha.

    Fiquei muito feliz em ver suas fotos, pois furtaram a minha câmera em Santiago e acabei perdendo praticamente todas as fotos que tirei no parque =(

    Passei alguns apuros em TDP...peguei o Paso J. Gardner com uma tempestade e muuuita neve e estar sozinha me deu um desespero danado! E também no trecho Italiano - Central estava ventando muuuuito e não conseguia nem ficar em pé! Resumindo, cheguei a cair e sai do parque cheia de hematomas e até olho roxo!! ::hahaha::::hahaha::

    De qualquer forma, foi uma experiência inesquecível e já estou pensando em voltar! Aquela região tem outras trilhas maravilhosas e quero muito fazer elas!! rs.

     

    Abraços!!

     

     

    Oi, Talita

     

    Obrigada viu! Mas você quem merece os parabéns, encarar essa aventura sozinha, fora os hematomas, você é muito corajosa. Que droga isso de ter a câmera furtada, afinal, além de linda ao vivo, TDP é muito fotogênica e é legal poder guardar as fotos da aventura. Espero que possa voltar e fazer muitas fotos (e voltar com elas rs).

    Você fez o mesmo roteiro?

    Tivemos muita sorte por termos pego tempo estável. Afinal, com o meu preparo físico, era perigoso parar se tivesse tempo ruim de mais kkk.

    Parabéns pela sua coragem. Abraço!

     

     

    Oi Claudia!!

    Fiz o mesmo trajeto que vocês em TDP, só que depois "emendei" com uma viagem para outros lugares do Chile e Argentina (Mendoza - Aconcágua). Esperava encontrar mais mulheres sozinhas no circuito, mas não encontrei nenhuma! Estava bem preocupada em ir sozinha, porque nunca tinha feito nenhum trekking longo, mas no final deu tudo certo! E o que é TDP, né? Fiquei apaixonada...rsrs.

    Quanto ao tempo, tinha lido muito que a Patagônia é realmente instável, porém os guardas me disseram que o tempo que peguei no Paso J. Gardner foi bem atípico para aquela época do ano, tanto que várias pessoas se machucaram. Achei engraçado pois fui mais ou menos um mês depois que vocês e lá tinha infinitamente mais neve do que vi nas suas fotos! Não dava para enxergar as pedras e cheguei a pisar em locais em que a neve ficou no meu quadril, e olha que tenho 1,70 de altura! rs. No dia dos ventos fortes, os guardas do Italiano estavam avisando todos que ia ser perigoso, mas eu não imaginava que seria com aquela intensidade...rsrs.

    Outra coisa que me surpreendeu muito foi a atenção do pessoal que fui conhecendo no decorrer dos dias. As pessoas sempre perguntavam se eu estava bem, se precisava de algo. Fora os guarda parques do acampamento Paso, que me deixaram ficar dois dias lá pois viram que eu estava nervosa e machucada. No dia seguinte os encontrei no Grey e me chamaram para jantar com eles e os outros guardas (ceia de Natal), kkkkk. Toda essa atenção e disponibilidade, principalmente dos chilenos me deixou muito feliz e com muita vontade de voltar! Fiquei com vontade de fazer uma viagem para trekkings mais ao sul até a região de Aysen, o problema é que não é uma viagem barata, então demanda um bom planejamento.

    Quanto a câmera foi realmente triste! Mas é uma desculpa a mais para voltar...rsrs.

    Abração!!

     

    Quando saímos de lá o tempo já estava mudando. Apesar de ter pouca neve, nos poucos lugares que tivemos de passar por ela já afundava uns 30cm. Mas nada comparado ao que passou, deve ter sido mesmo desesperador. Além desse vento maluco. Apesar de viajar só ser libertador e nos tornar mais confiantes, este trekking é bem desafiante, não teria sua coragem. Que bom que no final ficou a vontade de voltar, mesmo com os percalços rs. Como você disse, tem muita coisa pra ver por lá ainda, mas o custo financeiro é exigente. Só resta a expectativa pela próxima!! Abraço

  6. Adorei seu relato. Também conheci esses lugares que você foi, mas fiz em doses homeopáticas, em 2014 conheci o Chile e agora fiz Montevidéo, Buenos Aires e Mendoza. Fiquei 15 dias. Adorei o passeio de Alta Montanha. Meu sonho dirigir assim, como seu noivo. Fui de ônibus de Buenos Aires à Mendoza e realmente achei interessante a Ruta iluminada, a cada 1km eles pintam os postes de cores diferentes. Mendoza é considerada um oásis, no deserto da Argentina, fui na primavera e é um sonho, os vinhedos, as flores, a vegetação e o clima é ameno.

     

    Olá, Jacy_gyn! Tudo bem?

     

    Mais de um ano depois e agora que vi seu comentário! Em dezembro de 2015 estive novamente em Mendoza, fomos de carro, visitamos outras montanhas próximas à Mendoza, que ficam no Cordon del Plata, também fantásticas. Depois de Mendoza, que continua aquele oásis, fomos também à Bariloche e fazer o roteiro dos sete lagos, que também achei maravilhoso. Espero que tenha feito ou que possa fazer a viagem de carro também. Passei novamente pela estrada com os postes e não notei que eram de cores diferentes rs. Grande abraço!

  7. Olá ClaudiaG.Gregi!

     

    Adorei seu relato e principalmente o trekking curto do Aconcágua.

     

    Irei em março/16 e me bateu uma dúvida - chegou a ver neve por lá mas digamos neve onde teve contato?

    Meu amigo quer ver neve... risos...

     

    Pro caso do carro, só a Carta Verde serviu para a Argentina e Chile?

    Li em alguns lugares que pro Chile precisa de um seguro diferenciado mas também li que a Carta Verde abrangendo o Chile já basta.

     

    Parabéns pelo relato.

     

    Roberta

     

     

    Oi, Roberta, obrigada!

     

    Só vi sua mensagem hoje, ainda bem que o colega pôde responder. Espero que tenha dado tudo certo em sua viagem e que seu amigo tenha visto neve em algum lugar. Também adoro neve, mas não vi quando fui fazer o trekking no Aconcágua. Abraço!

  8. Oi Cláudia!

    Parabéns pelo relato, adorei!

    Estive em Torres do dia 19/12 - 27/12, também fazendo o Circuito O sozinha.

    Fiquei muito feliz em ver suas fotos, pois furtaram a minha câmera em Santiago e acabei perdendo praticamente todas as fotos que tirei no parque =(

    Passei alguns apuros em TDP...peguei o Paso J. Gardner com uma tempestade e muuuita neve e estar sozinha me deu um desespero danado! E também no trecho Italiano - Central estava ventando muuuuito e não conseguia nem ficar em pé! Resumindo, cheguei a cair e sai do parque cheia de hematomas e até olho roxo!! ::hahaha::::hahaha::

    De qualquer forma, foi uma experiência inesquecível e já estou pensando em voltar! Aquela região tem outras trilhas maravilhosas e quero muito fazer elas!! rs.

     

    Abraços!!

     

     

    Oi, Talita

     

    Obrigada viu! Mas você quem merece os parabéns, encarar essa aventura sozinha, fora os hematomas, você é muito corajosa. Que droga isso de ter a câmera furtada, afinal, além de linda ao vivo, TDP é muito fotogênica e é legal poder guardar as fotos da aventura. Espero que possa voltar e fazer muitas fotos (e voltar com elas rs).

    Você fez o mesmo roteiro?

    Tivemos muita sorte por termos pego tempo estável. Afinal, com o meu preparo físico, era perigoso parar se tivesse tempo ruim de mais kkk.

    Parabéns pela sua coragem. Abraço!

  9. Claudia, parabéns pelo relato e por compartilhar suas impressões e informações novinhas.

     

    É sempre um prazer ler e reler relatos de Torres del Paine. É uma viagem de volta àquele paraíso de belas e amplas paisagens.

     

    Mas realmente não dá para chamar de viagem barata. Quando passei por El Calafate achei a comida muito cara. Mais de R$40 um filé de frango com saladinha e nada mais. Pensei comigo: é uma cidade hiperturística, Puerto Natales deve ser bem mais barata pois só tem mochileiros. Que nada! Escolhi o restaurante mais modesto, o prato mais simples e mesmo assim a conta ficou tão cara quanto em El Calafate e El Chaltén. De fev/16 pra cá o real valorizou bastante e mesmo assim você encontrou preços altos por lá.

     

    Parabéns também pela determinação. Imagina se você tivesse desistido lá no segundo dia? Foi sofrido mas tudo valeu a pena, né?

     

     

     

    Obrigada, Rafael. Valeu muito a pena sim. Realmente foi um sonho realizado, muito além das minhas expectativas. E Patagônia não pechincha não rs. Apesar de muitas vezes tornar mais difícil uma viagem pra lá, é compreensível, pois a Patagônia está longe de tudo e quando pensamos na aridez do Chile é fácil entender que nem tudo é farto como aqui. Mas seria muiiiito bom se fosse mais acessível, dava pra passar mais tempo lá rs. Abraço!

  10. 24/11/16 – Dia 7 – Italiano – Mirador Britânico – Italiano – Saímos 9h rumo aos miradores. Teoricamente seriam 2,5h. A primeira parte é uma pirambeira, sobe bastante. Durante o caminho a vista é linda. Na primeira hora vemos o Glaciar Francês, depois chegamos ao mirador do Vale Francês e aí você anda muito e quando acha que está chegando, anda mais para chegar ao mirador Britânico. A paisagem vale cada minuto da caminhada.

     

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    O caminho depois do mirador do Vale melhora, mas é longo. Você anda quase todo o tempo dentro de um bosque, quando sai encontra um grande espaço sem árvores, cheio de pedras, basta seguir as marcas laranjas e entrar em outra mata. Nesta mata você andará mais uns 50 min e chegará ao mirador. Chegamos ao Mirador às 12:20 e saímos 12:55, almoçamos, apreciamos e tiramos fotos.

     

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    Lá tinha bastante gente. Alguns grupos guiados, encontramos muita gente no caminho. Nesse dia o joelho Manoel, que tem problemas, doeu bastante, mas ele foi firme fez todo o trajeto. Este dia fomos só com uma mochila de ataque. O dia estava bem fechado e teve alguns chuviscos durante todo o dia. Chegamos às 15:45 no camping. Hoje não tinha batata rs. Estava bem preocupada com o dia seguinte, pois seria outro dia longo. A meia hora do Italiano tem o camping Francês, infelizmente não pensamos na possibilidade de ficar lá, pois poderíamos ter seguido pra lá neste dia. Neste camping tem melhor estrutura e seria uma boa ao menos ter uma pia pra pegar água e lavar qualquer coisa. Não quisemos arriscar ir sem reserva e dormimos mais uma noite no Italiano.

     

    25/11/16 – Dia 8 – Italiano – Camping Central – Saímos do Italiano às 6:25, estava bem frio, mas logo depois que saímos tivemos que parar para tirar os casacos. Passamos pelo camping Francês e depois dele vimos uma paisagem linda, lago e montanhas.

     

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    Depois de 2he10min chegamos ao camping Los Cuernos. Parece ter uma ótima estrutura, tem uns chalés espalhados pela montanha, outro nível rs. Paramos para eu trocar a bateria da câmera e depois seguimos.

     

    Algumas subidas, descidas, subidas (é a regra em todo o circuito) e avistamos uma praia de pedra na margem do lago visto ao longo do caminho, que já era o Nordenskjöld. Que gracinha, fiquei apaixonada por este cenário, mas tinha muito caminho pela frente.

     

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    Continuamos o sobe e desce, eu reclamei (reclamei todos os dias kk) e seguimos em frente. De repente você sai do caminho que estava fazendo, longe do lago, e dá de cara com o lago novamente, dessa vez a visão é mais ampla, é o Lago Nordernskjöld, impronunciável. Neste momento as marcas laranjas somem e eu fiquei com medo de estarmos perdidos. Além disso, quase não víamos mais pessoas.

     

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    Até que finalmente encontramos pessoas vindo da direção contrária. Andamos muito e chegamos a uma espécie de mirador do lago. Sentamos um pouco, seguimos e logo encontramos a placa que indicava o Camping Chilenos e o Torres. Um sobe desce suave. Finalmente vimos lá longe o Camping Central/Torres, mas era como uma miragem, subimos, descemos e andamos muito até chegar lá. A paisagem continua bonita, com um outro pequeno lago.

     

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    Mais pra frente pegamos uma estrada, por onde passam carros e finalmente chegamos ao Hotel Las Torres. Faltavam alguns metros pra chegar ao camping ainda. Mas paramos por ali, em umas mesas, pra descansar e comer o segundo sanduíche de nutella do dia (como o dia seria longo, tivemos essa regalia haha). Criamos coragem e fomos até o camping, fizemos o check in e escolhemos um lugar para montar a barraca. O camping é enorme, cabe muitas barracas, tem mercado, pias, banheiros, mas não tem lugar abrigado pra cozinhar. Cozinha-se em mesas espalhadas pelo camping. Montamos a barraca embaixo de uma árvore, perto do banheiro e pias. Tomamos um banho maravilhoso e ficamos descansando na barraca. Nesse dia também teve uma batata e uma coca :D : D.

     

    Dia seguinte era o último dia de caminhada e também o dia de ver as famosas Torres. Jantamos e fomos dormir. Colocamos o relógio pra despertar.

     

    Dia 26/11/16 – Dia 9 – Camping Central – Torres – Camping Central – Neste dia saímos às 6:50, o sol já estava a pino, muito calor. Seguimos as placas que indicavam o mirador. No dia anterior quando viemos do Italiano, não vimos nenhuma indicação no caminho para o mirador. Estranhamos quando as placas nos mandaram para o mesmo caminho. Não havia ninguém indo pra lá.

    Depois de meia hora encontramos uma placa indicando o Camping Los Cuernos. O Manoel sacou o mapa e viu que devíamos seguir na direção oposta, mas NÃO HÁ, nenhuma placa dizendo isso. Você segue pela trilha oposta, à direita da placa, sobe por um morro e depois vê uma marca laranja que te faz acreditar que é o caminho correto.

    Até quase chegar ao camping Chileno o caminho é de subida bem íngreme, e nesse dia me senti muito mal. Nos primeiros 40 minutos minhas energias simplesmente sumiram. Não conseguia mais andar. Já havíamos tirado os casacos, por sugestão do Manoel tirei a camiseta que usava por cima da segunda pele, mas ainda sim, continuei mal. Acho que fiquei hipoglicêmica por causa da falta de açúcar no café da manhã e de novo por causa do sol, já que no caminho até o Chileno praticamente não há sombra. Só comecei a melhorar depois do camping Chileno. Paramos bastante pra eu descansar. Chegamos ao Camping Torres quase 10h. Encontramos os colegas chilenos descendo que nos disseram que as torres estavam a 45min acima. Encontramos a placa do mal dizendo que o mirador estava 45min acima, a 886 msmn. Fiquei imaginando o quanto seria íngreme, pois a última placa de altitude que tinha vista estava em cerca de 200m. Subimos primeiro por um bosque, por um caminho com pedras grandes, depois saímos do bosque e tem muita caminhada por pedras, sem bosque, só um mar de pedras. Chegamos às 10:55 na base das torres, mas pareceu uma eternidade. Chegamos e me emocionei bastante, afinal, era a realização de um sonho de muitos anos e também a quase conclusão desse trekking lindo, mas muito duro pra mim. Uma sensação indescritível. Ficamos um tempo vendo as torres, comemos um chocolate que levamos pra ocasião especial e abrimos nosso “espumante de batata” rs (sim, outra batata ::lol4:: ). Quando chegamos o céu estava bem azul, mas quando nos demos conta tinha uma nuvem cinza cobrindo as torres. Aparentemente choveria. Ficamos mais um pouco, tiramos fotos e começamos a descer. A descida foi muiiiiiito mais agradável que subida. Encontramos muita gente subindo. Saímos das Torres 12:05 e chegamos no Camping Central às 15:40. Gastamos 4horas pra ir e 3he35min pra descer. Mas a descida pareceu que foi bem mais rápida, apesar de ter sido só meia hora a menos.

     

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    Durante o caminho ficamos pensando em voltar neste dia mesmo pra Puerto Natales, mas não tínhamos feito nenhuma reserva por lá. Pagamos até os extorsivos P$ 6000 pra usar meia de hora de internet pra tentarmos encontrar um hostel, mas nossas coisas estava no Yemel e lá não tinha vaga. Então decidimos manter o plano inicial e dormir mais um dia no Camping. Agora com sentimento de missão cumprida.

     

    27/11 – Dia 10 – Camping Central – Puerto Natales – Neste dia acordamos e arrumamos tudo pra deixar o camping. Ficamos esperando a van que chegaria às 14h em frente ao Centro de visitantes, vendo a vida passar rs.

     

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    Ficamos este final de dia em Puerto Natales e no dia seguinte fomos para Punta Arenas, de onde partimos para o Brasil dia 30/11/16.

     

    Informações

     

    Alimentação

     

    Para o trekking Levamos 20 pães, que lembram um pouco o pão de hambúrguer, amassamos pra caber na mochila. Levamos um pouco de queijo mantecoso, pena termos levado pouco, só comemos dois dias, ficamos com medo de estragar, mas como apesar do sol, o vento é frio em Torres Del Paine, poderíamos ter levado mais que não estragaria.

    Levamos comida liofilizada para café da manhã e jantar (trocamos o café pelo almoço), 10 biscoitos recheados, 20 pães, 02 nutellas de 350g, 40 barras de cereal e um chocolate (para ocasião especial rs).

     

    Roupa

    Levei, contando com a que comecei a trilha: 05 camisetas, 03 calças (uma de fleece), 02 casacos de fleece (usei apenas um), 05 meias de trekking, 01 lenço, 01 boné.

    Durante a trilha constatamos que poderíamos ter levado menos roupa e mais comida, não passamos fome, mas sempre ficava a vontade de comer mais. A trilha é longa e exaustiva, consome muita energia. Podia ter levado mais biscoito e uns miojos pra dar uma reforçada em uma ou outra refeição rs. Separamos a comida liofilizada em porções para cada refeição, pois nem todas servem duas porções, por isso precisamos combinar duas para dar uma refeição para nós dois.

    Em muitos relatos li que era fácil fazer o Circuito O, e que havia muita gente de cabelo branco fazendo. Fiquei o trekking inteiro tentando descobrir o que esses velhinhos tomavam com o leite no café da manhã. Pois a trilha é sim bastante difícil e é preciso algum preparo físico para carregar sua mochila e encarar o sobe e desce.

     

    Equipamentos

     

    Levamos todo o equipamento necessário aqui do Brasil, mas em Puerto Natales é possível alugar. Vimos muita gente fazendo trilha sem os bastões. Particularmente acho imprescindível neste tipo de trekking. Além de boné/chapéu, botas bem amaciadas (as minhas, apesar de já usadas, criaram umas bolhinhas novas), corta vento, barraca pra aguentar o vento, mochila confortável, fogareiro, gás, fósforo (algumas vezes o acendedor do fogareiro falhou), panela, prato/talher/copo, saco de dormir (o nosso era deuter, conforto 1 grau e foi excelente, detalhe é que dormíamos agasalhados), isolante térmico, lanterna de cabeça, capa de chuva e silver tape (salva o dia rs).

     

    Reservas

    Fizemos todas as reservas nesses sites:

    http://www.verticepatagonia.com/

    http://www.fantasticosur.com

    https://wubook.net/wbkd/wbk/?lcode=1470832720

     

    Hostel:

    Ficamos no Hostel Yemel em Puerto Natales – achamos excelente, custo, limpeza, café da manhã, conforto e acesso ao centro e rodoviária.

    Em Punta Arenas ficamos no Hostel Dona Irma – ficamos num quarto confortável, com banheiro privativo, também muito limpo, ambiente bem familiar, com bom acesso ao centro e também à garagem da Bus Sur.

     

    Gastos

     

    Nesta planilha estão todos os gastos da viagem, inclusive aqueles feitos no Brasil, como alimentação nos aeroportos e a comida liofilizada que foi toda comprada aqui. Por isso a alimentação aparece como um custo bem relevante. Além disso estão incluso os gastos em Puerto Natales e dos 02 dias que passamos em Punta Arenas, que foi ontem gastamos com táxi e na ida pra casa no Brasil.

     

    Gastos_viagem_TDP.pdf

     

    Horários

     

    18/11 Dia 1 – Camping Central – Seron – saída 10:10 chegada 16:20

    19/11 Dia 2 – Seron – Dickson- saída 9h chegada 18:25

    20/11 Dia 3 – Dickson- Los Perros- saída 10:10 chegada 17:10

    21/11 Dia 4 – Los Perros – Paso- saída 7:40 chegada 17:15

    22/11 Dia 5 – Paso – Grey - saída 9:00 chegada 14:30

    23/11 Dia 6 – Grey – Italiano- saída 6:30 chegada 15:30

    24/11 Dia 7– Italiano- Vale Francês e Mirador Britânico –saída 9:00 chegada 15:45

    25/11 Dia 8 – Italiano – Camping Central - saída 6:25 chegada 13:20

    26/11 Dia 9 – Camping Central – Base Torres – Camping Central - saída 6:50 Chegada 10:55/ Retorno 12:05 chegada 15:40

    27/11 Dia 10 – Camping Central – Puerto Natales – saída 10:10 chegada 15:58

    • Gostei! 2
  11. 21/11/16 – dia 4 – Los Perros ao Paso – Lemos muito que o Paso era o dia mais difícil, que subia muito, mas não havia visto nenhuma foto com a cara o Paso, não fazia ideia do que nos esperava. Colocamos o relógio pra despertar e saímos às 7:40. Começamos a caminhada por um lugar alagado e parecia um brejo, mas foi tranqüilo, dentro de uma mata.

     

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    Saímos da mata e vimos as montanhas em volta e ficamos tentando encontrar onde seria o Paso. O dia estava fresco, nublado, então a caminhada é mais agradável. Como sabíamos que o dia seria duro, estávamos preparado psicologicamente para uma subida bem difícil.

     

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    Saímos da floresta e encontramos uma montanha e vimos a neve pelo caminho. Fiquei feliz porque gosto de neve rs. Entramos novamente em outra floresta e quando saímos dela tivemos a visão de uma subida, a primeira de muitas, nas montanhas com neve pelo caminho. Estava frio, então a caminhada não era tão desgastante pra mim. Queria parar toda hora pra tirar foto na neve e o Manoel já começou a se irritar kk. Afinal, tínhamos muita coisa pela frente, não dava pra perder tempo com tanta foto rs.

     

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    Enfim, o Paso é um sequencia de subidas, você sobe e logo vê que tem outra montanha (que deve ser a mesma rs) depois daquela que subiu e outra e outra. Mas até então pra mim foi o melhor dia, apesar do cansaço. O fato de estar nublado, de ter muitas montanhas e neve ajudou nisso.

     

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    Enfim, quando achávamos que não terminaria mais de subir e descer e subir de novo, avistamos o maravilhoso Glaciar Grey que não fazíamos ideia que encontraríamos neste dia. (agora você sabe, desculpe estragar a surpresa rs).

     

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    Subimos e agora era hora de descer, mas descer muiiiiiiiiiiiiito mesmo, e essa foi a parte ruim. Você desce a encosta da montanha em zigue zague e depois entra em uma floresta e continua a descer sem ver nada muito além de onde está. A maior parte do caminho tem degraus, que são bem grandes e eu não sabia se chorava ou pedia pra sair ::essa::

     

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    Quando já estávamos cansados de andar e achando que logo veríamos o camping, encontramos uma daquelas placas do mal “Usted esta aqui” dizendo que faltavam 2,5km pra chegar. Surtei!! Mesmo sabendo que não ia adiantar nada, esbravejei, senti ódio, fiquei revoltada com a placa. Masss, continuamos a nadar, digo, andar.

    Descemos mais uns 40 min e vimos um rio que seguia para o glaciar. O Manoel tentou atravessar por um lugar, mas não foi possível. Tinha uma marca laranja no meio do rio e fui por lá tentar atravessar, mas fiquei presa no meio rio e tive que voltar. O rio estava muito caudaloso e ficamos procurando um lugar seguro para passar para o outro lado.

    Nessa hora apareceram dois guardas parques, tinham ido lá tentar arrumar um lugar para atravessar, pois o rio, segundo eles, estava muito mais caudaloso do que é normalmente, umas 03 vezes mais. Eles nos ajudaram a atravessar e ficaram lá tentando mover pedras pra fazer um caminho viável.

     

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    Disseram que o acampamento estava perto. Ficamos descrente por causa da última placa do mal. Nessa descida toda, só encontramos água bem no final da trilha.

    Mas felizmente, depois de uns 20min vimos o camping. Que alegria. Fomos os últimos a chegar pra variar, mas nosso moral melhorou por termos encerrado aquele dia. Chegamos às 17:15, foram 9he35min de caminhada. No mapa diz 6h. Outro detalhe, é que no mapa fala de 8km, mas no camping El Paso havia uma placa dizendo que são 12km. Pra minha teoria da conspiração das placas foi mais uma prova que essas placas com km e tempo não fazem sentido nenhum rs.

    Armamos barraca, fomos conhecer o banheiro. Segundo o Manoel era um banheiro do Tarzan, você se pendura numa corda que tem no teto pra não cair no buraco que serve de vaso kk. Não tem chuveiro. Tem lugar abrigado pra cozinhar e pia faz tudo.

     

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    Fomos jantar, conversamos um pouco com os chilenos e austríaco que estavam por lá e fomos dormir.

     

    22/11/16 – Dia 5 – El Paso – Camping Grey – Neste dia acordamos mais tarde e saímos às 9h para o Grey. A expectativa do dia era o banho quente, pois já eram dois dias sem banho rs. No começo você sobe e encontra um mirante do glaciar “esplêndido” Grey.

     

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    Fomos uns dos primeiros a sair neste dia. Mas como paramos no mirador pra apreciar e tirar fotos, logo passaram pela gente o trio de colegas chilenos, foi nossa sorte. Pois mais a frente demos de cara com um grande rio, com muita correnteza e SEM ponte. Eles já haviam atravessado, mas um deles veio até nos e se ofereceu pra nos ajudar a atravessar, pois estava muito difícil, carregou minha mochila e nos indicou o melhor lugar para atravessar.

     

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    Na outra margem havia um barranco alto e havia uma escada metálica vertical para subir até a continuação da trilha. Andamos muito pela encosta da montanha que margeia o glaciar, e em alguns momentos a trilha pode ser perigosa, pois fica bem estreita e exposta. É preciso atenção. Sorte a nossa termos pego bom tempo, pois com chuva deve ser mais delicado esse caminho. Encontramos uma área bem devastada pela queimada no caminho. :(

     

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    Caminhamos com muita subida, até encontrarmos a primeira ponte suspensa. Depois dessa ponte o caminho fica mais plano. As pontes são uma atração à parte, dá uma disparada no coração no meio da ponte, mas a vista é soberba.

     

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    Andamos e chegamos até uma grande pedra com vista para o Lago e o Glaciar Grey. Uma das mais lindas do caminho.

     

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    Ficamos um tempo lá aproveitando a vista e seguimos para o Grey. Um pouco antes da primeira ponte já notamos a mudança drástica no fluxo de visitantes. Até El paso era bastante reduzido, basicamente o grupo que começou no mesmo dia que a gente. Chegando perto do Grey o movimento era mais intenso. Chegando no Grey, nos sentimos em um shopping tamanha a estrutura e circulação de pessoas. Fizemos nosso check in e fomos instalar nossa barraca. Chegamos às 14:30. Foram 5he30min. O mapa indicava 5h, mas paramos bastante pra ver a paisagem e fotografar. Fomos os primeiros a chegar nesse dia.

    Estava animada com o banho quente, mas na recepção vi que o banho quente só era possível a partir das 18:30. Ok, podia esperar rs. Montamos a barraca e fomos almoçar almoço mesmo e descansar um pouco.

    Às 18:30 arrumei minhas coisas e fui feliz e contente tomar meu banho quente, mas na entrada encontrei a colega chilena e ela disse que nesse dia não haveria banho quente, pois havia quebrado algo :? . Fui até a recepção e o funcionário confirmou essa informação. Resolvi encarar o banho frio mesmo, sem lavar o cabelo rs. No banheiro já havia uma fila, e uma das pessoas disse estar esperando a hora da água quente. Disse no meu inglês de ensino médio que não haveria água quente naquele dia, mas ela respondeu que haveria sim, às 19h e que se quisesse podia tomar banho antes disso. Baseada na informação do funcionário que havia acabado de receber fui para o chuveiro mega frio. Mas quando estava saindo, começou a sair água do chuveiro, mesmo eu tendo desligado e água era QUENTE. Não pensei duas vezes, voltei correndo para o chuveiro lavar o cabelo kk.

    Neste camping tem tudo rs. Refúgio, banho quente, mercado, lugar para cozinhar super abrigado.

    Fizemos a janta e fomos dormir. Dia seguinte também seria longo.

     

    23/11/2016 – Dia 6 – Camping Grey ao Italiano – Nossa caminhada começou às 6:30, e encontramos muita gente ao longo do caminho. Muitos grupos guiados, que aparentemente vinham do Paine Grande até os mirantes dos lagos e glaciar. Alguns idosos seguiam firme, mesmo com o sol escaldante.

    Chegamos ao Paine Grande às 10:55 e nos deparamos com aquela estrutura gigantesca, com o lindíssimo lago Pehoé e aquela vista das montanhas.

     

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    Paramos lá para fazer o almoço, pois hoje tomamos café da manhã mesmo (pão com nutella rs). Fomos até o lugar de cozinhar, fizemos nossa refeição, demos uma volta pela instalação e ficamos um pouco arrependidos de não termos agendado pra ficar naquele lugar tão lindo.

     

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    Às 11:50 continuamos para o Italiano. Este segundo trecho foi difícil pra mim. A área foi atingida por uma grande queimada, então o bosque virou uma floresta de paus secos, não havia sombra nenhuma, sofri muito com o sol (sempre o sol). Boa parte do caminho se dá com vista para o lago Skösttberg, de água muito transparente, mas não tão belo quanto o Pehoé. Fiz muitas paradas pra descansar.

     

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    Encontramos as fatídicas placas e parecia que o camping Italiano estava bem longe. Depois de uma hora desta placa paramos para descansar em uma das poucas sombras do caminho. Ficamos lá por meia hora. Quando saímos andamos mais uns 20 minutos, encontramos outra ponte suspensa, com vista linda para uma montanha nevada. Pra nossa total surpresa, após a ponte já era o camping.

     

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    Eram 15:30. Andamos por cerca de 8horas. Chegamos no Italiano, fizemos o check in na Guarderia. Tínhamos feito reserva para dois dias, pois íamos aos miradores Francês e Britânico no dia seguinte. Havia um aviso de que só poderia ficar por uma noite, mas como tínhamos feito a reserva, nos permitiram ficar as duas noites. Este é o camping mais precário, os banheiros são de fossa seca, havia uns 6, mas apenas um funcionava e havia muitas barracas no camping. Não havia pia para qualquer coisa, você tinha que pegar água no rio pra tudo, e é proibido o uso de detergente lá ou sabonete lá. Pra pegar água no rio você tem que descer até a margem, e pegar água entre as pedras, o rio tem uma correnteza bem forte (esse que aparece na foto acima). O lugar pra cozinhar é bem pequeno, tem umas duas mesas externas onde também é permitido cozinhar, mas tem que lidar com o vento. Depois de armar a barraca comemos nosso prêmio, um batata frita que o Manoel comprou no Grey rs.

     

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    Ficamos por lá e ao nosso lado ouvimos umas pessoas falando em português . Eram brasileiros que haviam acabado de chegar. Tinham vindo pelo Paine Grande e pretendiam fazer o Circuito O. Foi bom ouvir a língua materna, eram os primeiros que encontramos na trilha. Seguimos o mesmo esquema, jantar e dormir.

  12. Fizemos esta viagem, meu namorado (Manoel Comar) e eu, por conta de umas férias forçadas e pensando que por ser basicamente um trekking e como ficaríamos em camping, seria uma viagem barata (santa ingenuidade Robin).

    Compramos a passagem saindo de nossa cidade, São José do Rio Preto/SP à Punta Arenas e começamos a correr atrás de informações e tentar alcançar algum preparo físico para a longa caminhada.

    Levamos os equipamentos para camping daqui e sentimos bastante na hora de organizar a bagagem, pois 23kg cada um era um desafio e ficamos mal acostumados, pois as últimas viagens para trekking ou montanha foram feitas de carro. O lado bom de não haver chuveiro em todo o trajeto, foi levar menos trocas de roupas rs. Desta forma, conseguimos levar toda a comida liofilizada e equipamentos dentro da franquia de bagagem.

    Chegamos em Punta Arenas dia 16/11 e fomos procurar uma van que havíamos lido no relato que poderia nos levar até a rodoviária da cidade pra tomarmos o bus para Puerto Natales. Nosso primeiro erro. Pegamos a Van, P$ 5.000 cada um e essa van nos deixou na garagem da Bus Sur. Compramos passagem, P$ 6000 cada. Entramos no ônibus e qual não foi a nossa surpresa ao vê-lo parar no aeroporto. Ou seja, gastamos P$ 10.000 sem necessidade, se tivéssemos informação, poderíamos ter tomado o bus no aeroporto para PN.

    A viagem durou cerca de 3 horas e a paisagem do caminho é a típica chilena, bastante árida. Dormimos parte do caminho, mas só parte, porque depois ficou impossível, tinha um trator ligado atrás de nós, que eu tive quase certeza que era alguém da dupla Cesar Menotti e Fabiano, só num sei qual, só sei que o ronco era altíssimo.

    Chegamos à rodoviária de PN e fomos tirar as mochilas dos sacos de lixo (embalamos em sacos de lixo preto para não estragar nas esteiras, ou mesmo para as tiras e correias não ficarem presas). Compramos as passagens para o Parque para o dia 18/11, ida e volta para os dois ficou em P$ 30.000, a volta não precisa ser agendada, e fomos procurar o hostel, que era perto da rodoviária.

    Chegamos ao HostelYemel às 10:30 (Fizemos a reserva pelo booking por causa dos comentários, e foi uma excelente opção. Muito limpo, organizado, bem familiar e confortável. Além de ter um ótimo custo x benefício tratando-se da Patagônia). No hostel deixamos nossas bagagens na recepção, pois o quarto ainda não estava pronto,e fomos comer, pois estávamos sem café da manhã. Demos uma passeada pelo centro até dar a hora do almoço e fomos ao Grey Dog, recomendação da dona do hostel. A comida veio gostosa, mas pra nossa fome foi pouco rs. Para o nosso bolso de mochileiro, a conta foi alta P$ 15.000. Depois disso passeamos mais um pouco, fomos a um mercado, compramos a sobremesa e voltamos ao hostel para o soninho da tarde. Acordamos e fomos passear na orla, aproveitara luz do pôr do sol, às 21:30 :D.

     

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    À noite voltamos ao GreyDog e comemos a melhor empanada da nossa vida (e já foram muitas). Mais P$ 18.000.

    Sobre os preços dos restaurantes, entendemos que a Patagônia não é barata, e para nós que viajamos de modo econômico pode parecer mais cara ainda. Só no dia seguinte percebi que gastamos R$ 180,00 em apenas duas refeições bem simples.

     

    Dia 17/11 – Acordamos e tomamos café da manhã. Achei bom pelos padrões chilenos, tinha pão, geleia, queijo e presunto, suco, iogurte e até ovos mexidos feitos na hora. Mais um ponto a favor do Yemel.

    Neste dia fomos passear pela cidade, saímos do começo da orla até o final, onde fica a estátua do Milodon. Neste dia estava bem nublado, então a luz não favoreceu muito as fotos, mas foi muito gostoso. Dessa vez compramos almoço no mercado, empanadas e pastéis e comemos no hostel.

    À tarde fomos fazer as compras para a trilha, biscoitos, pão, nutella (pão com nutella foi nosso almoço todos os dias).

    Bom, fizemos mercado para trilha, já compramos o jantar no mercado e jantamos no hostel.

    No quarto organizamos nossas mochilas e já organizamos as mochilas que ficariam guardadas no hostel (na volta do trekking também nos hospedamos no Yemel).

    Dia seguinte acordamos cedo, tomamos o café da manhã e fomos para rodoviária. Saímos 7:20 e chegamos por volta das 9h na portaria Laguna Amarga, descemos, pagamos a taxa de entrada (P$ 21.000 cada) assistimos o vídeo de instrução e tomamos uma van para o camping Central (P$ 3.000 por pessoa).

     

    Dia 18/11 – dia 1 - Saída Central – Camping Serón - Saímos para o Camping Serón às 10:10, começa por uma estrada normal, subindo, subindo, e depois de uma hora entramos num bosque. Nesse dia o tempo estava nublado, começou a chover, e como havia lido muito sobre o tempo imprevisível, já fiquei preocupada, colocamos a capa na minha mochila, nessa era o Manoel viu que havia esquecido a capa da mochila dele :S. Logo entramos em um bosque e o barulho do vento nas árvores era assustador, parecia que estávamos perto da turbina de um avião. Andamos muito nesse bosque, e o caminho era ao lado de uma cerca de arame. Saímos do bosque, andamos por um vale, com um rio, depois entramos em outro caminho arborizado. Neste caminho vimos uma placa indicando que estávamos no meio do caminho e isso deu uma animada. Segundo relatos este dia era um dos mais fáceis, mas subimos bastante e já estávamos cansando com o peso da mochila.

     

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    Fazia umas duas e meia que estávamos caminhando. Nesse tempo subimos muito, mas agora já tínhamos começado a descer para o vale. Andamos bastante e entramos numa fazendo, tinha gado, e nas cercas tínhamos que subir um tipo de escada, não tinha porteira. Depois do bosque só encontramos um casal no caminho. Haviam passado outras pessoas, mas como estávamos lentos, não vimos mais ninguém. E depois da placa sobre onde estávamos, não vimos mais indicação nenhuma do Seron. Depois da fazenda andamos num estrada e depois de algum tempo notamos que não tinha mais pau laranja ou marcação em lugar nenhum, como estávamos andando há umas cinco horas, ficamos preocupados de ter passado pelo camping. Nesse momento, vimos umas fitas amarelas penduradas em uma árvore mais à frente, felizmente, pois o caminho continuava dentro de uma propriedade, encontramos uns cavalos e seguimos em frente num caminho lamacento, uma hora depois encontramos finalmente a placa do Seron. Andamos mais uns 700 m e o avistamos, às 16:20, seis horas e dez minutos depois da saída. Nem podia mais andar com a mochila. Por um momento, achamos que estávamos perdidos e também pensando, se esse era o dia fácil, imagina os difíceis. ::hahaha::

     

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    Chegamos, fizemos nosso check in.

     

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    Depois que lemos a notícia no site extremos.com sobre a exigência de reservas para acampar nos campings do CONAF, já fizemos as reservas em todos os campings que ficaríamos.

    Fomos armar a barraca, tomar banho quente e fazer nossa comida. Neste camping tem dois banheiros com chuveiro quente, com certo espaço, pia pra lavar louça e um lugar abrigado pra cozinhar. Tem também mercado (tudo muito caro como em todos os outros campings), refúgios e refeições pra comprar. Quem pode e quer gastar, acha jeito rs.

    Comemos, e fomos dormir cedo, dia seguinte seria longo.

     

    Dia 2 – 19/11 –Serón ao Dickson - Neste dia não colocamos o relógio pra despertar, acordamos umas 6:30, desmontamos as barracas, tomamos o café almoço e saímos às 9h. O Seron está rodeado por uma vegetação que parece uma savana, e foi assim que continuamos para o Dickson. Eu vendo a savana só pensava no tal puma. Não tinha nenhuma intenção de encontra-lo. Vamos deixando a savana pra trás e começamos a subir, subir e eu a ficar cansada.

     

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    Logo as pessoas que estavam no Serón começaram a passar pela gente. Vencida as primeiras subidas, com vista linda de lagos, rios, savanas, montanhas, tive o panorama do que nos esperava. Muitas decidas e subidas.

     

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    O sol estava implacável, muito quente, e isso foi minando minha energia, e tinha que continuar subindo, subindo. Neste momento achei que esse trekking definitivamente não era pra mim. Estava totalmente sem forças, era por volta do meio dia e parava sempre pra descansar. Manoel estava melhor, seguia na frente e eu ficava feliz quando ele parava pra fotografar as flores do caminho para eu dar uma descansada.

    Finalmente chegamos no final desta subida e avistamos o Lago Paine, uma visão muito bonita, do lago e das montanhas. Sabíamos que depois do lago chegaríamos à Guarderia Coirón e isso significava que era metade do caminho. Comemos uns biscoitos e continuamos. Dei uma animadinha, que durou pouco. O caminho continuou por uma encosta subindo e descendo o tempo todo e quase não havia sombra e eu quase entrando em ebulição de tão quente. E o lago, que parece não tão grande no começo, nunca mais acaba, e você começa a sentir que a metade do caminho está longe rs.

    Precisávamos parar para almoçar, mas queria chegar ao menos no meio do caminho, ou seja, no Coirón, mas nada de Coirón. Andamos, andamos, acabou a laguna e encontramos uma matinha com um rio e paramos lá para o almoço (pão com nutella e queijo mantecoso). Creio que era perto das 14h. Neste lugar havia uma placa indicando o Coirón. Depois disso andamos mais uns 40min e encontramos a Guarderia, assinamos o nome na lista. Segundo um quadro que estava na parede, estávamos na metade do caminho e o restante seria plano. Aleluia!!

    O caminho agora era de novo savana, ou seja, muito sol. Um caminho muito bonito.

     

    Algumas subidas e descidas, mas bem suaves. Encontramos outra placa daqueles que dizem que faltam tantos km... Usted esta aqui. E depois do primeiro dia, comecei a desconfiar muito dessas placas. Elas abalavam meu psicológico, só pode ter sido um espírito muito fanfarrão quem colocou essas placas pelo caminho, não correspondem à realidade. Pelo menos não a nossa. O dia estava muito bonito e o sol muito forte. Como tem pouca sombra pelo caminho, ficamos muito fatigados com o calor e isso suga energias.

    Enfim, andamos, andamos, andamos e andamos mais e finalmente temos uma vista espetacular de um glaciar. Nessa hora encontramos o casal que havíamos encontrado indo para o Serón, depois descobrimos que eram Holandeses. Tiramos umas fotos e seguimos em frente. Depois de uns 40 minutos, olhamos à direita e vimos um “grande buraco” lindíssimo, e lá estava o camping Dickson. Parecia uma miragem de tão lindo o lugar. Lago, montanha, glaciar, a área gramada do camping, parece as imagens que vemos da Suíça rs.

     

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    Mas ainda tinha um bocadito pra descer e chegar até lá. Quando chegamos, fizemos check in e fomos informados de que não tem lugar abrigado pra cozinhar, deveríamos cozinhar nas mesas que tinham pelo camping. E estava a maior ventania. Eu mal conseguia dar um passo. Fomos os últimos a chegar, eram 18:25. Depois de 18km (medida oficial) em 9h25min chegamos ao Dickson. Estava destruída e só não desisti ali, porque tive pavor de voltar por todo aquele caminho. O trecho está previsto no mapa para ser feito em 6 horas. Apesar de sermos os últimos a chegar,muitas pessoas que haviam chegado antes não chegaram tãooo antes assim. Alguns eram trekkers experientes e mesmo assim tiveram um dia difícil.

    Ainda reunimos forças, calçamos os chinelos e fomos até à margem do lago Dickson. Que visão maravilhosa!! E que frio rs. Ficamos apreciando a paisagem e depois voltamos para armar a barraca, tomar banho e fazer o jantar.

     

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    No Dickson, tem chuveiro quente, ousei tomar um banho, mas acho que o espaço mede 80x80, não tem onde colocar nada das coisas de banho e por baixo da porta entra um vento muito frio, mas mesmo assim é quente e é banho e um luxo num dia como este. Existe pia na área externa, perto do banheiro que serve pra tudo, escovar dente, lavar as mãos, louça, o rosto. Tem mercadinho e tem um refúgio.

    Tomamos uns relaxantes musculares/anti-inflamatórios/morfina rs e fomos dormir.

     

    20/11 – dia 3 – Dickson ao Los Perros – Acordamos sem despertador às 7:40. Este dia seria mais curto. E felizmente já conseguia mexer as pernas e quadris que estavam meio enrijecidos no final do dia anterior. Desmontamos tudo, tomamos café e saímos para o Los Perros.

    Lembra que falei em “buraco” lindo quando avistamos o Dickson? Pois é, temos que subir pra sair dele rs.

    Começamos a trilha subindo às 10:10. Subimos durante uns 40 min e entramos num bosque. A maior parte da trilha é dentro desta trilha, subidas e descidas não tão ruins como a primeira parte do dia anterior. Este bosque é bem úmido e o calor estava lá pra te lembrar que Torres Del Paine não é brincadeira. Paramos pra almoçar/tomar café num lugar bem agradável, na beira de um rio.

     

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    Andamos muito e saímos do bosque, e chegamos a um mirante que óbvio, tinha uma vista impressionante, (também tinha uma daquela placas enganadoras, dizendo Usted esta aqui, mas que na verdade diz, você está em algum lugar no caminho e nós não sabemos quando irá chegar até o próximo camping). Andamos mais e mais no bosque e subimos um morro de sucrilhos (aquelas pedrinhas que te levam pra trás quando você dá um passo pra cima. No final dela havia um outro mirante, era o Glaciar Los Perros, super bonito.

     

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    Mas a paisagem mais bonita, ao menos pra mim, veio depois. Você continua a trilha por uma nano crista, depois desce para o vale e encontra uma lagoazinha de água transparente que eu me apaixonei.

     

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    Acho que compunha um cenário mais bonito com as montanhas do que o lago anterior.

     

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    Enfim, andamos por umas pedras que margeava um rio e encontramos finalmente o Camping Los Perros. Eram 17:10. Ou seja, caminhamos 7 horas, o mapa dizia 4,5h. Aceitamos o fracasso e fomos montar a barraca. Afinal, como o dia só terminava às 21:30, ficávamos felizes em chegar antes do sol se por kkk.

    Los Perros tem guarderia, tem banho frio, tem mercadinho e tem um lugar ótimo pra cozinhar, totalmente abrigado. Tem duas pias pra lavar a mão, louça e todo o resto, dois banheiros, os dois com o vaso entupido.

    Neste dia teve banho de gato (lenço umedecido), jantamos e decidimos que acordaríamos bem cedo pra enfrentarmos o El Paso.

    No dia que chegamos no Serón, haviam várias pessoas de mais idade (mais que a gente, que somos já de alguma idade, 34 e 37 anos). Mas tinha um casal que chegou depois da gente e que tinham por volta de 60 anos e não estavam no esquema de refúgio fullboard. Levavam sua própria barraca e comida.

    No dia do Dickson, o senhor disse ao Manoel que estavam procurando pela gente e tals, o Manoel disse que andávamos muito devagar ele respondeu que o importante era que chegávamos ao mesmo lugar que os outros que andavam mais rápido. Disse também que a dificuldade do Paso era mito. Depois do Los Perros não os vimos mais. Eram muito fortes, andavam rápido, e como os outros gringos, não paravam tanto pra tirar fotos e ver a paisagem como a gente. Neste grupo que começou com a gente deviam ter umas 15 pessoas no regime mais econômico. Essas pessoas mais velhas que vimos no começo, não vimos no Paso, devem ter seguido direto para o Grey. ::lol3::

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  13. Muiiito massa sua viagem, parabéns pela coragem, pelo relato e pelas fotos maravilhosas. Em duas viagens que fizemos de carro por essa região, passamos em algum pontos que você passou e foi muito gostoso poder relembrar. Tem também as lembranças não muito boas... tivemos os mesmos problemas com a polícia Paraguaia e Caminera da Argentina rs. Agora estamos planejando ir até La Paz, fazer esse caminho por SPA, se o combustível e o dólar pararem de subir rs. Havia me esquecido que o preço do combustível na Bolívia era diferenciado para os estrangeiros ::grr:: . Apesar de tudo, acho que viajar de carro é uma experiência muito intensa e depois da primeira a gente passa a querer mais... Que venham outras!

  14. Mais um feriado chegando, o de 9 de julho em SP, e Manoel e eu de novo naquele dilema do que fazer, tudo é tão longe, a previsão do tempo não ajuda, mas por fim pensamos na Pedra da Mina, projeto de 2014 que foi substituído pelo Pico dos Marins. Acompanhando a previsão do tempo, um dia tem chuva, um dia tem sol, um dia tem chuva, outro dia tem mais chuva ainda rs... O Feriado foi se aproximando e a previsão foi melhorando e finalmente tomamos a decisão de ir.

     

    Lemos novamente alguns relatos, e a maioria falava da dificuldade de subir a pedra, fiquei bastante insegura com a minha falta de preparo físico, mas, porém, todavia, a montanha chama!

    Lá vamos nós, juntamos as tralhas, tentando não esquecer nada, imprimimos um relato que achamos mais completo (ainda com trauma dos perdidos que tivemos no Marins rs), GPS, tracklog devidamente baixado e lá vamos nós.

    Dia 09/07 às 7:20 da manhã partimos de Rio Preto pra Passa Quatro/MG. Paradinha pra um café, pra um almoço e por volta das 16:30 chegamos a Passa Quatro. Seguindo as orientações do relato encontramos a entrada para a fazenda Serra Fina, mas continuamos pra abastecer o carro, comer um pão de queijo com café e aí seguir para a fazenda.

     

    Pessoas muito bem informadas que somos, começamos a contar 12km a partir da estrada de terra, quando vimos uma placa com setas amarelas ao lado da placa do Ibama nós sabiamente decidimos que ali era o caminho, afinal, na nossa cabeça ali não existia nada mais importante que a Pedra da Mina pra alguém marcar com setas kkk.

    Claro que estávamos errados, mas só descobrimos quando estávamos quase chegando em Itamonte rs.

    Voltamos e chegamos à placa, que agora sabíamos, tinha que continuar reto toda vida. Toda vida até chegar ao Paiolinho e depois andar mais.

     

    Depois do Paiolinho a fazenda está perto, mas estava um breu só, e eram 18h, e o caminho parecia interminável e muito escuro. Quando pedimos informação sobre a Serra Fina disseram que era só ir reto até o final da estrada. Só não disseram que tinha uma bifurcação, que muito rapidamente o Manoel decidiu que era pra direita (e felizmente acertou). Muito barro, e com o terreno bastante liso, finalmente chegamos no final da estrada e desconfiamos que era a Fazenda. Tudo totalmente escuro, só percebi que tinha alguém na casa que existia ali porque uma criança tossiu.

     

    Chamei e veio a D. Maria, não tinha mais nenhum carro ali na fazenda, um pouco antes de chegar à porteira havíamos visto um carro na estrada, mas achamos que era de pescadores, mas era de “subidores” que haviam começado a trilha durante a tarde.

    Pagamos os R$ 20,00 pra guardar o carro e começamos a procurar lugar pra armar a barraca. Mas tive a linda ideia de sugerir de dormimos no carro, afinal teríamos que desfazer as mochilas, armar e desarmar barraca guardar tudo de novo, demoraria muito. Nem precisei argumentar muito e o Manoel aceitou a “brilhante” ideia de jerico sem pé nem cabeça. Baixamos os bancos e ficamos ali, quietos. Isso 19h da madrugada, íamos acordar às 5h, isso se tivéssemos dormido.

     

    Crianças, a não ser que vocês tenham o carro mais confortável desse mundo, não façam isso, partimos quebrados pra trilha, sem dormir e sem se alimentar direito. E o que já é normalmente difícil, ficou muiiiiiiiiiiiiiiiito mais difícil rs.

    Estávamos nos preparando pra sair e chegaram dois carros com um grupo que também iria iniciar a subida. Eles têm um guia, e também um senhor de uns 60 anos e uma criança de 10 no grupo. Coragemmmm! E eu aqui já cansada sem começar a trilha rs.

    Às 06h30min pegamos nossas mochilas com muitos quilos e saímos. Logo eles nos alcançaram, no rio que cruzamos no caminho (o único), porque antes você passa um riachinho, um fio de água, e depois desse rio, o último rio passa ao lado da trilha.

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    Saímos pesados, e já levando 6 l de água. Mas abastecemos um recipiente vazio neste rio, tiramos fotos, socializamos com o grupo e continuamos. Essa parte a trilha é sempre subindo, mas num terreno amigável e sob as árvores. Depois de uma hora e quarenta caminhando chegamos a uma clareira sombreada e o grupo, que havia seguido na frente, estava lá lanchando. Conversamos mais um pouco e eu resolvi tirar parte dos 125 casacos que usava. O Manoel já havia tirado os dele.

    Depois dessa clareira (que apenas na próxima clareira descobri que era a tal Panela Vermelha, pois ela não estava mais lá rs), a subida foi mais forte, a mata acabou e agora tínhamos uma “matinha”, uma subida constante, com pedra íngremes e eu que comecei cansada, estava mais cansada ainda. Uma hora e meia depois chegamos na outra clareira, e o grupo estava lá e aí soube que aquela subida que tínhamos acabado de fazer, era uma subida difícil que descreviam nos relatos, que começava logo depois da panela vermelha. Pensei: Ufa, menos uma (tão enganada eu estava).

    Logo depois dessa clareira, você anda um pouquinho e à esquerda estará o último ponto de água. Nós estávamos abastecidos então não pegamos água. Descansamos um pouco e continuamos.

    Pegamos um trecho de capim, encontramos uma clareira, que dá pra acampar, olhamos a vista, e fomos procurar o caminho.

     

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    Aqui uma observação, algum anjo abençoado do Senhor passou por lá e marcou o caminho com refletivos grampeados na vegetação. Estávamos com GPS e até esse momento a trilha é clara. No entanto, estávamos traumatizados por termos nos perdido algumas vezes subindo o Marins, e esses refletivos nos trouxe um conforto psicológico imenso, apesar de estarmos com o GPS.

     

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    Entramos no capim, tudo fica igual, a trilha dá uma sumida, a gente procura, e encontra e perde, mas logo ouvimos o grupo vindo lá atrás e os esperamos pra confirmar se estávamos no caminho certo rs.

    Caminhamos no capim, caminhamos, no mato, caminhamos, caminhamos e chegamos numa pedra inclinada (até aqui, foi um trecho de subida, com brejinhos e trepa pedra). Dessa pedra lembro que tinha um amarílis florido. Era cerca de 11 da manhã, 3,5 h de caminhada, e pelos relatos, na minha cabeça, tínhamos passado o trecho mais difícil. Então tá, vai vendo a “desgrameira”. ::grr:::lol:

     

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    Comemos um sanduíche, um biscoito e continuamos. Agora começa um trepa pedra sem fim, haja pernas. Nesse tempo o solado da bota do Manoel descolou inteiro, quando encontramos o grupo com guia, o Manoel pediu uma sugestão, e o guia falou pra ele continuar, amarrar uma corda e seguir, depois jogasse fora as botas, assim ele fez rs.

    Trepa pedra, passa na capim, trepa pedra de novo e por volta das 13h chegamos a um bambuzal, com uma sombra gostosa e deu vontade ficar ali e pedir resgate por helicóptero, ou cavalo, mula, iaque, lhama... qualquer resgate seria bem vindo.

     

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    Mas a vontade de chegar ao cume era grande, lá fomos nós, achando que o mais difícil tinha ficado pra trás.

    Depois do bambuzinho, seguimos em frente, e encontramos mais capim, mais brejinhos, mais pedra pra subir e mais morro pra descer. Sinceramente, eu não li em lugar nenhum que tinha que subir e descer 254 morros antes de chegar à Pedra da Mina. Sério, porque pareceu que foi esse o número de vezes que subi e desci. Não tinha mais forças, quando avistei finalmente a Pedra da Mina eu achei que estava perto, mas faltavam 28 morros pra subir e descer até chegar lá. Depois que saímos do bambuzal encontramos o grupo do carro que estava na estrada, e eles voltaram sem subir até o cume, porque também tiveram a impressão que o cume nunca chegava rs. Pois é, não foi animador...

     

     

    Mas como somos muito teimosos continuamos, apesar das últimas forças terem ficado lá na pedra onde crescia o amarílis.

    Finalmente chegamos à parede que dava acesso ao cume da Pedra. Eu já muito emputecida, resolvi que não ia subir, mas o Manoel disse que eu ia subir sim, então subi (ele manda rs).

     

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    A essa altura parte do grupo guiado ficou no bambuzinho, o senhor, o garoto, o pai e o tio do garoto, segundo informações. Bom, até o bambuzinho é uma longa jornada, o avô e o garoto foram muito longe. Legal uma criança começar esse tipo de atividade logo cedo, ainda mais em família. Do grupo ficaram 03 rapazes e o guia, os quais estavam caminhando com a gente.

     

    Juro que por pouco não pedi pra sair, mas aí subi aquela parede até a Pedra. Mas aquilo não era exatamente o cume, aquele onde fica o livro e tals. Bom, mas era quase. Subimos essa pedra e descemos até uma “cratera” e procuramos um lugar pra armar a barraca. Eram 16:20 da tarde, ou seja, 9 horas e 50 minutos depois que deixamos a Fazenda Serra Fina. :lol:

     

    Ainda era tarde, mas parecia noite, pois o tempo estava fechado e fazia muito frio. Fomos armar a barraca, “fomos” é muita gente, quem mais trabalhou foi o Manoel, meu macho Alfa rs. ::love::

     

    Barraca armada, colocamos todas as roupas de frio disponíveis, e fomos subir até o cume, o verdadeiro, aquele do livro, sem as mochilas pesadas. Ahhh que diferença. Mas lá fazia tanto frioooo, que vimos o pôr do sol, o que só foi possível porque o céu abriu um pouco, assinamos o livro e voltamos para comer nosso miojo no quentinho da barraca.

     

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    Um miojo, um dorflex, e vamos tentar dormir. Fez muito frio à noite, e de madrugada sentimos bastante, apesar de estarmos bem agasalhados e ainda levamos aqueles cobertores de alumínio, que ajuda muito.

     

    Acordamos às 6h com uma ventania e com uma neblina tão densa que não se via um metro longe da barraca. Ficamos mais um pouco dormitando, e só por volta das 7h começamos a recolher as coisas pra sair.

    Enquanto subíamos, eu já pensava na descida, porque descer dói. Dói meus pés e dói os joelhos desgastados do Manoel.

    Começamos a descer às 8 horas, e às 16h, sim 8 horas descendo, chegamos finalmente à Fazenda Serra Fina.

    Descemos fazendo paradas mais longas, mas foi uma descida sofrida, sobe e desce de morros, capim, brejinhos, pedras soltas e assim fomos no nosso tempo, que foi muiiiiiiiiiiiito, mas muiiiito longo por sinal rs.

     

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    Gente, se você é montanhista de semestre como a gente, vá consciente que a subida da Pedra da Mina é difícil, se você tiver preparo bem mais ou menos como o meu, prepare o psicológico, porque é uma subida exaustiva, principalmente se for pernoitar no cume, subir com peso faz muita diferença. Nós vimos muita gente fazendo bate volta, sem peso, em 5 ou 6 horas. Encontramos corredores de montanha que fizeram ida e volta em 3h. Nós dois praticamos atividade física, mas foi coisa de doido ::hahaha:: .

     

    E não esqueça o agasalho, porque teve muita gente passando frio lá em cima, muito frio. ::Cold::::Cold::

     

    No final fica a experiência, a região da Pedra da Mina é linda, amo as montanhas, a natureza e o desafio de sair da rotina apesar do pouco preparo físico rsrs. Mesmo prometendo durante a subida que o próximo feriado será no resort, na descida a gente já começa a pensar na próxima montanha.

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    • Gostei! 1
  15. Muito bacana o seu relato sobre a viagem. Passei mais de uma hora lendo e curtindo a sua viagem. Parabéns !!

     

    Estou planejando uma viagem pela América do Sul, à principio vou sair do Rio de Janeiro, descendo pelo litoral até o Chuí. Vou entrar no Uruguai e ir até o Park Nacional de Santa Teresa e ao Cabo Polonio. Em seguida descer para Punta del Leste, depois Montevideo, depois Colonia del Sacramento.

    Depois sigo para Buenos Aires - Rosário - Assuncion - Cidade del Leste - Foz de Iguaçu.

     

    Pretendo fazer a viagem em 15 dias, parando alguns dias nessas cidades que serão as cidades-bases para a viagem.

     

    Tem alguma dica de algum lugar próximo desse roteiro ??

     

    O único receio até o momento é cruzar o Paraguai e enfrentar os policias corruptos..

     

    http://www.facebook.com/VivendoSupertramp

     

     

    Olá, Fredeng, tudo bem? Foi uma viagem muito marcante pra gente, obrigada! Falei no relato, e vou reiterar aqui, entre Punta e Montevidéu tem uma cidade Piriapolis que é muito interessante. Acho que vale a pena passear por lá. Punta é muito bonita, mas Piriapolis tem um charme próprio. Gostaríamos de ter aproveitado mais Colonia, mas não foi possível, mas pelo que vimos é um lugar encantador. Acredito que quando voltar da sua viagem já estará pensando em fazer outra de carro pela América do Sul, pois nós pensamos o tempo inteiro rs. Sobre a polícia Paraguaia, realmente azeda o dia, mas faz parte do pacote. Mantenha todos os documentos em mãos (foram os únicos que pediram, além de todos os outros, pra ver o atestado de vacina) e leve na esportiva. Depois nos conte como foi sua viagem.

  16. Que legal, Mcparadinha, muito bom seu roteiro. Pelo jeito você chegará ao Aconcágua no início da temporada de escaladas e vai pegar um tempo melhor do que pegamos e os acampamentos bem mais movimentados. Sinal que terá companhia durante o trekking o que de certa forma o tornará mais seguro. O cansaço de viajar de carro é compensado pelas paisagens lindas dessa região e pela liberdade maior de escolha, vai terminar essa já querendo fazer outra rs. Vi que vai até o Ushuaia, eu não conheço, mas morro de vontade de visitar, poste um relato por aqui pra podermos viajar um pouco contigo! Boa sorte.

  17. a respeito do dinheiro local os pesos argentinho chileno e uruguaio, vc levaram daqui do brasil, ou levaram somente dólar e fizeram o cambio la mesmo.. muito linda esta viagem to querendo faze la mas ainda tenho muitas duvidas vcs ja tinham roupas para a montanha ou compraram la em mendoza, ou usaram as que se usa aqui mesmo no brasil... valeu pelo relato..

     

    Olá!

     

    Sobre o dinheiro, nesta viagem levamos dólares e compramos moeda local nos países. Só compramos um pouco de pesos uruguaios no Brasil pra pagarmos os pedágios, e o restante compramos nos próprios países. Fizemos outra viagem no início desse ano pelo norte da Argentina e optamos por comprar pesos em Foz do Iguaçu, já que passamos por lá e o câmbio estava bastante vantajoso, foi melhor negócio que se deixássemos pra comprar lá.

    Para o trekking levamos praticamente tudo do Brasil, pois já tínhamos o equipamento e roupas que usamos em outros trekkings, mas você pode alugar em Mendoza tranquilamente, pois há muitas opções por lá. A única coisa que comprei em Buenos Aires foi um casaco de fleece que saiu bem mais barato que no Brasil.

    E digo uma coisa, não tenha medo de se aventurar, tomando algumas medidas necessárias pra circular fora do país, como documentação do carro, documentos pessoais, seguros você não terá problemas.

  18. Muito bom o o relato, se possível coloque mais fotos :D

     

    Uma pena esses episódios de extorsão. Fiz uma trip pelo Uruguai, Argentina e Chile agora em Janeiro e não fui parado uma única vez nas estradas, passei pela RN 12vindo de Resistência de Corrientes a Puerto Iguazu na volta e graças a deus foi tranquilo, só escutava um adelante caballero, buen viaje nas barreiras. Na ida ao atacama em 2012, em Jujuy, um policial da caminera tentou achar algo pra extorquir, mas no fim desistiu. Infelizmente dependemos de sorte pra passar batido, mas faz parte da aventura.

     

    Obrigada, Hlira! Fizemos m roteiro muito parecido com esse seu em março/13 e só tivemos problemas com a polícia do Paraguai, por isso que apesar dos pesares, voltamos pelo mesmo caminho da ida, porque é o Paraguai é terrível. No mais, foi uma viagem rápida, mas fantástica. Coloquei mais algumas fotos! Abç

  19. Eu e meu namorado Manoel Comar fizemos essa viagem em dez/13 e jan/14, tínhamos apenas 12 dias, mas como férias são luxo, resolvemos conhecer um pouco mais da Argentina. Dessa vez fomos para o Noroeste. Foram cerca de 5650 km, gastamos R$ 3.600,00. A média de gasto com combustível foi de R$ 2,87 por L. E fizemos média de 11,85 km/L. Nosso principal objetivo nesta viagem era subir o Vulcão Tuzgle e apreciar a paisagem desta região da Argentina, que por sinal, é belíssima. Melhor do que as fotos que vimos anteriormente.

     

     

    Dia 1 – 25/12/13 - São José do Rio Preto- SP a Foz do Iguaçu - PR

     

    Saímos de São José do rio Preto às 7:20 rumo a Foz do Iguaçu. Para garantir que acordaríamos cedo não participamos da ceia com a família rs. No dia anterior arrumamos as coisas, colocamos tudo no carro para ficar tudo desenrolado dia 25/12. Para nossa alegria as estradas estavam bem vazias e a viagem rendeu bem, difícil foi achar um lugar pra parar pra comer, pois a maioria das conveniências e restaurantes estavam fechados. Depois de muito procurar, encontramos uma, fizemos um lanche e continuamos viagem. Chegamos em Foz do Iguaçu às 18:10. Tínhamos reserva num hotel chamado San Rafael, que creio eu, só coube no nosso orçamento por ser dia de natal. Era um hotel com estrutura muito boa, excelente café, com estacionamento e a diária custou R$ 130,00. Chegamos, fizemos o check in, descansamos um pouco e fomos visitar amigos que moram em Foz (que nos ofereceram o jantar do dia rs). Voltamos ao hotel e dormimos o sono dos justos.

    Dia 2 – 26/12/13 -Foz do Iguaçu – PR a Presidência Roque Saenz Peña-AR

    Acordamos as 7 horas e fomos tomar o café da manhã, que era incrivelmente perfeito, era nossa despedida do maravilhoso café brasileiro rs. Tomamos café e fomos até uma casa de câmbio que tinha em frente ao hotel trocar reais por pesos. Na viagem que fizemos pela América do sul, em março/13, cometemos o erro de trocar a maioria dos pesos argentinos na própria Argentina, e claro, pagamos o preço da cotação oficial. Desta vez pesquisamos antes, e como passaríamos por Foz compramos lá por R$ 0,29. A cotação oficial está em torno de R$ 0,36 e nas casas de câmbio aqui da região de Rio Preto R$ 0,41. Então pra quem vai viajar pra esses lugares e vai passar por essas regiões de fronteira é bom dar uma pesquisada.

    Compramos os pesos, fizemos o check out, abastecemos e às 9:06 saímos de Foz. Passamos pela migração, foi bem tranquila, e ao entrar na Argentina ganhamos uma hora, pois lá não tem horário de verão.

    O começo da viagem foi tranquilo, já conhecíamos este trecho, é um trecho bonito, muitas árvores, pinheiros, restaurantes e hotéis por todo lado. Mas infelizmente logo isso muda, continuamos pela RN 12 e a paisagem muda, tudo fica feio, muiiiita pastagem, árvores que lembram aquelas da savana africana. O que deu uma colorida nesse trecho foi uma plantação de girassóis, super bonitos.

    Seguimos pela RN 12 até Corrientes, fizemos nosso primeiro almoço de cup noodles ao pé de uma árvore, com temperatura de deserto rs. Depois disso continuamos a viagem. Quase fomos para o país errado em Posadas, pois pegamos o caminho para Encarnacion no Paraguai. . Equívoco constado. Fizemos a volta e retornamos para o caminho correto. Alguns km depois de Posadas, paramos para abastecer num posto perto de Ituizango, mas fomos informados que não tinha nafta, e que dentro da cidade de Ituizango poderia ter, fomos aos dois postos da cidade e nenhum tinha, eram 14h e a previsão era pra chegar em torno de 18h. O tanque estava quase na reserva, e nova possibilidade era a próxima cidade, cerca de 72 km depois. Pensamos, Manoel analisou e decidimos arriscar. Fomos até Ita Ibaté e pra nosso alívio ali havia nafta. Aproveitamos para abastecer o galão eu levávamos (já conhecíamos sobre a escassez e as distâncias entre s postos nessa região). Quando estávamos saindo de Corrientes fomos parados na primeira blitz do dia (as demais nos mandaram seguir). O guarda assim que nos viu, mandou encostar, pediu os documentos para o Manoel, e já pediu que ele o seguisse. E claro, a sessão de corrupção da polícia, já anunciada nos guias de viagem sobre o norte da Argentina, começou a acontecer. O carro estava equipado com um quebra mato, e esse foi o motivo da extorsão, 100 pesos a menos, tempo perdido, conversa fiada e seguimos até uma oficina retirar o quebra mato. (Detalhe que minutos depois dessa parada, contei 4 ecosports, só ecos, com quebra mato passando na rua), mas enfim, a lei só vale para os brasileiros. O Manoel mesmo tirou o quebra mato, seguimos por alguns poucos km e em Resistência fomos parados em nova blitz, dessa vez o guarda já pediu pra parar e correu para a traseira do carro, e começou a dizer que o galão de gasolina que carregávamos era ilegal, assim, como o engate e até o uso do GPS (hahaha, vontade dar uma voadora na cara do guarda). Manoel já escolado, falou que o guarda da blitz anterior falou que não tinha problema, e que já tinha tirado a defensa, que se ele quisesse multar, podia multar. O guarda vendo que não tiraria mais nada dele, nos liberou, felizmente.

    Atravessamos uma longa ponte e paramos para o Manoel tirar o suporte do galão de combustível, esse ele nem quiser levar no carro, deixamos na sarjeta e colocamos o galão cheio de gasolina dentro do porta malas. Mais uns km, nova blitz, que nos mandou seguir, ufa!!

    Depois desse susto, ficamos traumatizados, assim como ficamos com a polícia Paraguaia em março, é desesperador.

    O restante do caminho foi tenso, mas a estrada e o tráfego foi bem tranquilo e finalmente chegamos à Presidência Roque Saenz Penã, uma cidade no caminho em que passaríamos a noite. Paramos num posto pra abastecer e pedir informações sobre um hotel e muito felizmente o moço nos indicou um bom hotel, com preço acessível, chamado Hotel Aconcágua (nós amamos o Aconcágua rs). Fomos até lá pra ver se tinha vaga, acertamos o valor de PA 315 a diária, deixamos nossas coisas e fomos jantar. Comemos um lanche numa praça ali pertinho, e que lanche delicioso (não tem melhor tempero que a fome rs). Voltamos ao hotel, depois desse dia tão estressante e chato, agora alimentados, tomamos um banho delicioso e fomos dormir.

     

    Dia 03- 27/12/13 -Presidencia Roque Saenz Penã a San Antonio de Los Cobres

    Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas e fomos tomar o café da manhã, que por sinal era bom (para os padrões argentinos rs). Comemos, juntamos nossas coisas e seguimos viagem às 7:42. Esse dia rendeu bem, só o calor que era insuportável. Abastecemos em Monte Quemado (havia mais brasileiros na fila do abastecimento) e depois seguimos, fomos procurar um árvore pra chamar de nossa e fazer nosso almoço cup noodles. Encontramos e lá não era menos quente, suávamos enquanto preparávamos a refeição, o vento era quente, muito ruim. Comemos e corremos para o conforto do carro e seu ar condicionado rs. Paramos em uma cidade pra abastecer e encontramos um casal de brasileiros de moto (aliás, o Brasil inteiro estava na Argentina) a moça estava de shorts e blusa e tãooo vermelha do sol que era assustador, o destino era San Pedro do Atacama, boa sorte pra eles. Abastecemos e seguimos em frente. Esses 03 dias de viagens são muito entediantes, a paisagem é chata, sem atrativos, retas sem fim e sol, muiito sol. No final do dia começamos a ver as placas indicando Salta, abastecemos num entroncamento e logo começamos a avistar as montanhas de Salta, Só passamos por sua periferia e tomamos a Ruta 51 rumo à San Antonio de Los Cobres que é deslumbrante e perigoso, parte de rípio (nosso amigo por muitos dias) e cheia de curvas é uma atração por si só, mas montanhas que a margeiam, que deixam de ser verdes e passam a ser cobertas de gramínea e depois de nada. Só suas cores naturais e exuberantes se exibindo pra gente!

    Chegamos em SALC por volta das 20:30 e começava anoitecer. A cidade é muito pequena, parece que parou no tempo (e depois olhando fotos de 70 anos atrás da cidade, constata-se que ela parou no tempo mesmo rs). Encontramos no começo da cidade um local de informações turísticas, fomos até lá e perguntamos sobre a localização da nossa hospedagem, fomos prontamente atendidos e seguimos direto pra lá. Encontrar hospedagem em SALC foi um desafio nos sites de pesquisas só encontrávamos um hotel, o Las Nubes, um pouco caro para os nossos padrões. Procurei no face e na página da cidade encontrei outros e mandei mensagem, mas só o Sérgio da Hosteria La Speranza nos respondeu. Bendita a hora que isso aconteceu, o Sérgio e sua hosteria foi um achado, tudo simples, mas tudo muito aconchegante, acolhedor, com preço bom e com simpatia e gentileza do Sérgio.

    Chegamos, estacionamos, conhecemos nosso quarto, tomamos um banho e fomos procurar algo pra jantar. Pra nossa alegria (again), a hosteria também conta com restaurante, e o Sérgio que também é o cozinheiro, nos serviu uma comida muito gostosa, com direito à empanadas de entrada rs.

     

    Dia 04 – 28/12/13 – SALC- Tuzgle

     

    San Antonio de Los Cobres, está situada a 160 km de Salta, pela ruta 51, sua elevação em relação ao nível do mar é de 3775 m, tem cerca de 5000 habitantes e foi escolhida pra ser nossa base por conta da proximidade com a montanha que pretendíamos subir. Além da proximidade, sua altitude foi determinante na escolha, afinal, precisávamos nos aclimatar, com o pouco tempo que dispúnhamos decidimos sair dos 500m médios da viagem e tentar a sorte aclimatando ali. Felizmente a primeira noite foi tranquila, o Manoel estava muito bem, eu senti um pouco de dor de cabeça durante a noite, mas logo passou.

    Nesse dia a programação era visitar os arredores de SALC, fazer umas caminhadas para ajudar na aclimatação, acordamos, ajeitamos nossas coisas, tomamos o café gostosinho que o Sérgio nos serviu e saímos para dar uma volta nos arredores da cidade. O Sérgio nos falou que pertinho do hostel havia um lugar onde poderíamos ver o Nevado Del Acay, uma montanha que estávamos de olho pra subirmos. Fomos até o final da rua e avistamos uma pequena montanha dentro da cidade, onde estavam instaladas umas antenas. Subimos até lá em cima e já começamos a sentir os efeitos da altitude. Mesmo não sendo muito alto já ficávamos ofegantes a cada passo. Mas chegamos lá em cima, tiramos fotos e voltamos ao hostel.

     

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    Quando contamos o Sérgio que havíamos subido ele se surpreendeu rs. Pegamos nossas coisas e seguimos para conhecer o Viaduto La Polvorilla, por onde passa o trem de Las Nubes, o viaduto está a 4200 m acima do nível do mar, é super charmoso e subi-lo é ótimo para a aclimatação rs. Subimos, apreciamos a vista, tiramos algumas fotos e descemos para fazer nosso almoço cup noodles ali embaixo do viaduto rs. Enquanto preparávamos o almoço passou por nós um motoqueiro do Brasil e outro carro de brasileiros parou uns minutos pra tirar foto do viaduto e logo sumiram. Terminamos nosso almoço e o tempo virou, esfriou bastante. Juntamos tudo e seguimos à procura do Tuzgle.

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    O Manoel havia tomado umas informações de como chegar ao lugar de acampamento do Tuzgle com o Sérgio da hosteria, ele informou que depois da placa da divisa de Salta/Jujuy haveria uma estrada à direita que iria até o acampamento. Avistamos a placa e depois avistamos a estrada e resolvemos seguir. Demos a volta em praticamente todo o vulcão (ou seja, andamos muitos e o carro sofreu muito rs) e finalmente encontramos uma cerca e um menino depois da cerca em um quadriciclo, pedimos informações e ele só disse que as terras eram da vó dele. Se as terras eram da vó dele então estávamos no lugar errado rsrs. Fizemos a volta e lá fomos nós de volta.

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    Tínhamos no GPS o ponto onde deveria estar o acampamento, na minha ignorância achei que apesar de estar nos afastando do ponto, em algum momento iríamos encontra-lo. Ledo engano rs. Voltamos pelo mesmo caminho, e quando estávamos chegando perto da RN 40 novamente o Manoel pediu pra eu verificar no GPS se estávamos voltando pelo mesmo caminho, eu achei que sim, mas depois ele verificou que não, e acabamos numa estrada sem saída para a RN 40. Ele desceu, procurou um lugar pra voltamos à RN e voltamos a andar. Logo voltamos à RN 40 e continuamos a procurar uma entrada à direita, não demorou muito e a encontramos, e agora sim o GPS “dizia” que estávamos indo em direção ao acampamento rs.

    Ficamos muito contentes quando chegamos lá, por volta das 16:30, subimos um pouco mais além do local de acampar, mas logo voltamos e escolhemos um lugar pra armar a barraca, não onde queríamos, pois estava ocupado por um casal no mínimo estranho, que estavam dentro do carro sabe-se lá fazendo o que (mas isso foi um capítulo à parte rs).

    Montamos nossa barraca e fomos fazer uma caminhada no início da estrada de ascensão ao Tuzgle, mas uma chuva que não estava longe logo chegou até nós e voltamos pra barraca. E ela parou de novo e resolvemos ficar por ali apreciando aquela vista majestosa.

    Enquanto apreciava a vista, eu lançava olhares pra aquele estranho casal que estava lá, eles não armaram barraca, e ficavam os dois mais o cachorro dentro do carro. Era um casal de cerca de 60 anos e aparentemente não iam subir a montanha. Fizemos um lanche e logo a chuva chegou.

    Nos recolhemos para a barraca e a chuva de novo parava, mas resolvi não sair mais da barraca, enquanto estava lá ouvi o carro muito suspeito saindo, mas não foram embora, continuaram montanha acima. Mais tarde os ouvi voltando. A chuva continuou noite adentro, nem nos animamos a fazer jantar, havia muito vento, raios e trovões. Tinha a impressão de que as montanhas estavam se movendo de tão alto que eram os trovões.

     

    Dia 05 – 29/12/13 - Tuzgle – Tuzgle – San Antonio de Los Cobres

    Dormimos relativamente bem, e acordamos às 5 horas para começar a subida. Como o Manoel previu, o céu estava incrivelmente limpo e com todas as estrelas do universo brilhando pra nós rs. Adivinhem quem estava ali em seu carrinho?? Sim o casal mega estranho! Mal tive coragem de olhar para a direção deles, à noite fiquei pensando no sorriso sinistro da veinha e qual seria a intenção deles por ali, tive arrepios kk.

    Estava muito frio, ventava bastante e a temperatura estava negativa. Tomamos um chá, comemos um fruta e começamos a subir às 5:46. Começamos a subir e o dia começou a amanhecer, foi magnifico, um espetáculo!

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    Depois de cerca de uma hora subindo, olhei o cume do Tuzgle e tive uma surpresa maravilhosa, havia neve, muita neve. Valeu a pena a tempestade da noite anterior rs.

    O acampamento do Tuzgle fica a 4500m acima do nível do mar, a noite que passamos em SALC valeu muito pra não sofrermos tanto nesta noite no acampamento.

    No inicio da subida o frio era muito intenso, mal paramos pra tirar fotos, íamos subindo com calma, num bom ritmo. Depois de umas 03 horas caminhando a gente encontrou a neve, como foi gostoso deitar, rolar e brincar com ela. Depois da pausa seguimos a caminhada, parando às vezes pra hidratar e comer alguma coisa.

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    Ao contrário do que aconteceu no trekking no Aconcágua, me senti bem melhor, apesar da altitude ser muito maior. Talvez por conta do frio ser menor e por estar mais úmido, o fato é que nem de longe imaginei que estaria tão bem naquela altitude. Por volta dos 5000 m o Manoel parou e falou que estava exausto, estranhei porque ele está sempre melhor que eu. Ele estava carregando a mochila com água e o alimento e isso faz uma diferença enorme, acho que esse peso o desgastou demais. Continuamos a subir num ritmo mais lento e pra nossa surpresa, em torno de 5300m a via acabou. Simplesmente terminou em um desmoronamento, com uma parede muito íngreme que levava à crista do cume. Era por volta de meio dia.

    Eu me sentia bem ainda, mas não poderia garantir minha volta depois de escalaminhar aquela parede, muitas pedras soltas, misturada com areia e mais um bom trecho até o cume.

    Ficamos por ali meio desanimados, pois tudo caminhava para alcançarmos o tão sonhado cume. Por outro lado, estava feliz por ter chegado tão bem naquela altitude, 5300m , de longe o mais alto que estive em minha vida rs.

    Cogitamos tentar outro caminho, mas olhamos para o céu e o tempo começava a fechar, não gostaríamos de correr o risco de pegar uma tempestade como aquela da noite anterior lá em cima, e mesmo sendo muito difícil, decidimos voltar.

    Começamos a descer perto das 13h, o tempo fechando cada vez mais. Dessa vez vim com a mochila, apesar da recusa do Manoel, afinal, tinha que contribuir também, somos um casal, mas na montanha somos parceiros também.

    Descemos bem devagar, durante a descida vimos que tomamos a decisão certa, as forças foram se esvaindo e a volta pareceu eterna, nunca avistávamos o acampamento, eram curvas e mais curvas. Simplesmente não conseguia entender como dei conta de chegar aos 5300, milagre de Deus mesmo.

    Ainda na metade do caminho o joelho do Manoel começou a doer, e isso era um problema, pois é um problema que o incomoda há algum tempo e essas caminhadas intensas causam muita dor. Fiquei muito preocupada, pois estávamos muito longe da barraca ainda. Parecia que já tínhamos caminhado uns 20 km e na verdade não tinha caminhado nem 5km.

    Finalmente, por volta das 16:30 chegamos à barraca, mortos, com uma chuva prestes a desabar. Juntamos tudo de qualquer jeito, colocamos no carro e seguimos rumo à SALC.

    Não veio o cume, mas veio uma sensação maravilhosa de missão cumprida, a tentativa foi feita e demos o melhor de nós. Pra mim foi sublime, uma experiência realmente muito intensa pra uma pessoa que está só começando a conhecer o reino encantado das montanhas!

    Ah sabe aquele casal estranho do carro?? Não estava mais lá, mas havia um cheiro forte de coisa queimada, que fiquei com medo de ter um corpo “desovado” por ali kkk. Sim, puro preconceito e neurose da minha parte, no máximo foram até lá fazer algum ritual, mas confesso que fiquei assustada rs.

    Voltamos para SALC, paramos para tirar nossas últimas fotos com o Tuzgle e seguimos para não pegar aquela chuva toda, pegamos um chuvisco no caminho mas na cidade não estava chovendo.

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    Voltamos para o aconchego de La Esperanza, o Sergio sempre sorridente e solícito, nos indicou um quarto, tomamos nosso banho e “jantamos” empanadas feitas na hora por volta das 16h. Depois disso não saímos mais do quarto, já emendamos nosso sono da beleza.

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    Dia 06 - 30/12/13 – San Antonio de Los Cobres - AR

    No dia seguinte tínhamos outra missão, tentar cancelar uma reserva no hotel Las Nubes ali mesmo em Salc. Fiz essa reserva por segurança para o dia 27/12/13 pelo booking.com, mas quando encontrei a pousada La Esperanza e tentei cancelar a primeira já não podia mais fazer sem ter que pagar toda a diária, então entrei em contato com o hotel e pedi para adiar para o dia 31/12/13 o que foi aceito, mas nossos planos mudaram, não tínhamos mais condições de escalar montanhas, eu cansada demais e o Manoel com o joelho muito comprometido. Fomos até lá, mas não teve negócio, o máximo que conseguimos foi adiantar para aquele dia 30/12. O hotel é grande, bonito, mas os quartos não têm nada demais, o café era basicamente o mesmo que havia no Sergio. Enfim, ficamos o dia de bobeira, passeamos pela cidade e fomos jantar no Sergio rs. O melhor restaurante da cidade, contamos pra ele do ocorrido e perguntamos se ele atenderia ex hóspedes, e claro, ele nos atendeu prontamente. Jantamos e voltamos para o hotel, estava muiiito frio. No outro dia, com a nova programação seguiríamos para Purmamarca, onde originalmente não pernoitaríamos, mas com os novos planos tentamos arriscar ir lá procurar um hotel e passar o réveillon.

     

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    Dia 07 - 31/12/13 – SALC – SALINAS GRANDES – CUESTA DEL LIPAN – PURMAMARCA - AR

    No roteiro original visitaríamos as Salinas e faríamos o caminho pela Cuesta del Lipán, o Sergio nos deu dicas pra fazer um caminho, digamos, mais direto. E que caminho, desde o começo do planejamento sabíamos que o auge dessa viagem seria o caminho. Eu amo a paisagem árida da argentina, e encontramos muitas lhamas, guanacos e mais cardones gigantes.

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    Saímos do hotel às 10h e seguimos pela ex RN 40, um caminho de rípio, cruzamos a 38 e depois a 75 até avistarmos a 52. Antes de avistar a RN 52 que é asfaltada, víamos de longe as Salinas, mas o melhor caminho não era por ali. Chegando à RN 52, seguimos à direita, e por volta do KM 63 vimos as Salinas Grandes. A salina é muito bonita, tinha partes que tinha água, muito legal a experiência.

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    Ficamos por lá, tiramos fotos e seguimos para a tão esperada Cuesta del Lipán. Gente, é maravilhoso, é um caminho lindíssimo, pegamos chuva no caminho, e apesar de ser bastante perigoso, vale a viagem, e aqueles 03 primeiros dias entediantes. Com formações rochosas inusitadas, derrumbres, cactos, nevados ao longe, lindo demais! Gostei mais do que Los Caracoles, dá até vontade de fazer a pé pra apreciar mais.

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    Por volta das 15:00 h chegamos a Purmamarca e fomos procurar hotéis, eu já havia pesquisados hotéis nessa cidade, mas pelo elevado preço das hospedagens resolvi que seria melhor passar o réveillon em Tilcara, porém, agora lá estávamos nós. A cidade é muito pequnena, mas de entrarmos na cidade já víamos hotéis bastante atraentes, ao chegarmos na cidade, vimos muito mais. E também vimos muitos turistas passeando pelas ruas ou com suas mochilas indo a algum lugar. Paramos em dois hotéis pra perguntar por favor, um tinha, outro não, mas vi uma placa de um hotel que pensei em reservar, mas desisti pelo preço, fomos até lá dar uma olhada pra ver se não havia alguma promoção de ano novo. Chegando lá fui até a recepção e o hotel não devia nada para as fotos que havia visto na internet. O hotel é o Marques Del Toro, é lindíssimo, e o preço, não era dos mais acessíveis, cerca de R$ 220,00, sendo uma da especial, resolvemos nos dar esse presente rs, ainda tínhamos vista da sacada do Cerro Siete Colores, principal atração da cidade. Deixamos nossas coisas, guardamos o carro e fomo procurar algo pra comer, logo encontramos um restaurante, o La Chiqueria, charmosinho e quente, fazia muito calor em Purmamarca, eram 16h e o sol brilhava. Manoel foi de milanesa e eu de empanadas, deliciosas por sinal e com preço justo.

    Depois de almoçados, fomos passear pela cidade, visitar lojas e a feira d e artesanatos, as ruas estavam bastante movimentadas, e perto da “rodoviária” estava bem mais. Depois de conhecer a cidade, que é bem pequena, mas bem gostosa, bem mais turística que SALC, repleta de bares, restaurantes e hotéis voltamos para o hotel para descansar e aproveitar um pouco daquele quarto enorme rs. Havia uma piscina no hotel, mas logo o sol que estalava lá fora deu lugar à uma brisa fria rs.

    Por volta das 21h saímos pra jantar, no hotel haveria ceia, mas o preço era caro demais para nós. Resolvemos procurar um lugar fora pra jantar. Havia alguns bares abertos e optamos por um em que o menu era pizza. Entramos, escolhemos nossa pizza e reparamos que havia um pequeno palco montado e pra nossa surpresa haveria um show mais tarde.

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    Por volta das 22h começou um pequeno show, um cantor, um violão e um outro instrumento que não lembro o que era rs. Mas foi delicioso, havia pessoas de várias lugares da Argentina e também do mundo, alemães, Noruegueses, colombianos, e no momento da virada todo mundo confraternizou, brindamos com sprite e fomos todos pra fora do bar ver os poucos fogos que havia. Ao todo gastamos cerca de R$ 60,00 por uma noite deliciosa e aconchegante. Por volta de 1h voltamos ao hotel, afinal o show havia acabado.

     

    Dia 08 - 01 /01/14 – Purmamarca a Tilcara-AR

    No dia primeiro do ano acordamos e fomos tomar nosso café da manhã, muito gostoso por sinal, mas apesar de ser um hotel bem luxuoso, não era tão farto como os servidos normalmente no Brasil (e viva o café da manhã maravilhoso do Brasil rs). Saímos do hotel por volta das 10 horas e subimos num morro no centro da cidade pra vermos o Cerro Siete Colores, mas não consegui ver as sete cores, e a luz daquele horário não o favoreceu, apesar do que havia lido a respeito.

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    Tiramos umas fotos e seguimos para o próximo destino, Tilcara.

    Tilcara fica muito perto de Purmamarca, cerca de 26 km seguindo pela RN 9. No caminho paramos na cidade de Maimará, pois tinha lido que ali eles produziam vinho. Até procuramos por uma bodega, mas depois ficamos sabendo que ficariam fechados até março.

    Depois chegamos em Tilcara e resolvemos continuar até Iruya, passeio que prometia uma visão fantástica do caminho, a cidade fica cerca de 115m de Tilcara, pela RN 9, pela RP 13 e depois por uma estrada de terra. Passamos pelo trópico de Capricórnio, pela Quebrada de Humauaca, Humauca, tivemos problemas com combustível de novo, abastecemos, vimos mais paisagem bonita e finalmente vimos a placa à direita que indicava a entrada para Iruya, passamos essa e entramos na segunda placa, era por volta de 13h e havia uma formação de chuva não muito longe. Ao lermos relatos de pessoas que estiveram lá, vimos que a estrada era digamos, especial, se não chovesse, você enfrentaria uma estrada ruim, mas se chovesse você iria ficar ali por um bom tempo por conta do rio que atravessa a estrada por várias vezes. No entanto, pra nós, que estávamos num carro sem tração, havia outro problema, as subidas, se chovesse o carro, carregado como estava, não subiria. Andamos uns 10km e encontramos um cidadezinha e dali mesmo resolvemos voltar, tinha muita vontade de conhecer Iruya, mas arriscar ficar por lá não estava em nossos planos.

    Voltamos pra Tilcara e fomos procurar nosso hostel, o Pueblo Del Indio, ao encontrarmos nos deparamos com um recadinho na porta fechada que deveríamos procurar a recepção do Viento Norte, um hotel de luxo da cidade, pois eles compartilhavam funcionários. Eu já sabia disso, pois no booking.com eles avisavam a respeito. Resolvemos dar uma volta pela cidade e procurar almoço. Tilcara é maior que Purmamarca, mais estruturada, achei também muito charmosa e agradável, comemos uma pizza perto da praça, tomamos sorvete e fomos procurar o Viento Norte, que era perto de onde estávamos, falamos com a recepcionista e ela enviou outra funcionária para fazer nosso check in. O Pueblo Del Indio é muito bom para os padrões de um hostel, tinha um quarto bastante confortável, um banheiro excelente e é uma construção de pedra muito bonita. O inconveniente é que não tem ninguém na recepção, se precisar de algo tem que se virar. Há um bar que divide o pátio com o hostel, e lá que era servido o café da manhã.

    Desde SALC estávamos tendo problemas com a internet, ou melhor, com a falta dele, todos sofriam da falta de sinal, e o irônico é que todos os hotéis ofereciam wi fi, como diria o Manoel #SQN rs.

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    Nos instalamos no quarto, testamos o wi fi, que também não estava funcionando, e fomos passear um pouco mais pela cidade e também cancelar uma reserva que havia feito, mas como adiantamos nosso itinerário, precisávamos cancelar. Procuramos pela rua onde ficava a pousada, e fomos procurar pelo número que estava indicado no endereço, chegamos ao fim da rua e nada da pousada. Voltamos pelo mesmo caminho e abordamos uma senhora que nos disse não conhecer a pousada e disse também que os números não seguiam sequencia rs. Ahhhhhhhh bom, agora sim fazia sentido, bem que notamos que os números iam do 200 para o 700 sem ordem nenhuma rs. O que nos restava era subir uma ladeira pra ver se a tal pousada estava em cima do morro, e estava! A cidade de Tilcara assim como as anteriores, é cercada de montanhas o que as tornam mais charmosas. Chegamos na Posadita Yacoraite e falamos com a moça que veio até nós, explicamos a situação, ela a principio negou, disse que pela falta de internet não conseguiria cancelar, nos oferecemos pra pagar a comissão para o booking e ai ela acabou dizendo que tentaria cancelar quando a internet voltasse. Pelo jeito ela conseguiu, pois não veio a cobrança no cartão.

    Ainda precisávamos de internet pra adiantar a reserva de Salta e Foz do Iguaçu. Por sorte uma das lan houses da cidade usava um provedor diferente e consegui enviar email para os hostels das próximas reservas e os dois prontamente adiantaram as reservas.

    Depois de tudo resolvido tomamos um café em uma cafeteria super fofa, passamos no mercadinho pra comprar o jantar e voltamos para o hostel.

     

    Dia 09 - 02/01/14 – Tilcara a Salta

    Acordamos por volta das 8h da manhã e fomos tomar o café da manhã no bar, café bem simples e gostosinho, tinha doce de leite e requeijão, e isso pra mim é ótimo rs.

    Depois do café ajeitamos as coisas, pagamos cerca de R$ 150,00 e fomos para Salta. Até Salta são cerca de 180 km, nesse caminho passamos passamos pela capital de Jujuy, San Salvador de Jujuy, não muito depois da capital pegamos uma um trecho estranho da RN 9, este trecho começou estreito, e terminou também rs. É uma estrada linda, montanha de um lado, barrancos de outro, com todas as curvas do mundo, repletas de árvores sombreando lindamente o caminho, mas com apenas QUATRO metros de largura, em alguns trechos, TRÊS metros. Ou seja, pra dois carros passarem ao mesmo tempo, um tinha que parar grudado no barranco ou na montanha rs. Como carona eu me diverti muito, já o Manoel como motorista, nem tanto. Por uns 5km tivemos estrada normal, no mais, chegamos em Salta com aquela largura toda kk.

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    Chegamos em Salta por um lugar totalmente diferente do lugar por onde havíamos passado na ida, quando fomos pela RN 51 para SALC. Chegando pela RN 9 encontramos uma cidade movimentada, grande, bem diferente da parte da periferia que vimos anteriormente. O GPS nos ajudou a encontrar o hostel, muito bem localizado por sinal, o El Argentino. Já que fiquei em muitos hostels na minha vida, mas gente, esse era bem derrubadinho rs. O nosso quarto dava para a área comum, tinha uma porta e uma mini janela que também dava para a área comum e era só uma telinha, lembrei na hora do hostel big brother que quase ficamos em Mendoza ano passado rs. Mas era só uma noite, resolvemos encarar a telinha e o ventilador no calor infernal de Salta. Lá não tinha janela, não tinha estacionamento, não tinha café da manhã, às vezes não tinha recepcionista, mal tinha lençol e sobravam goteiras como pudemos constatar mais tarde.

    Salta é capital da província, então era bem diferente de todas as outras cidades que ficamos. Nossa intenção por lá (principalmente minha rs) era comprar vinhos. Fomos até um Carrefour perto do hostel. Combinamos que deixaríamos o carro em um estacionamento ao lado, ao preço de 50 pesos pela noite e fomos até o mercado. Compramos os vinhos, umas coisas para o café da manhã do dia seguinte, fizemos toda uma nova organização no carro para acomodarmos os vinhos comprados, acho que vamos até patentear a técnica kkk.... fizemos camadas com os sacos de dormir, colocamos malas e milhões de coisas em cima e eles vieram até o Brasil sem dar um pio e sem chamar atenção rs.

    Na saída o Manoel notou um pneu meio murcho e resolvemos procurar uma borracharia, deu trabalho pra achar, abastecemos nesse meio tempo e depois encontramos uma borracharia, o pneu estava realmente furado e felizmente não deixamos para o dia seguinte, pois isso nos atrasaria muito. Deixamos o carro no estacionamento e fomos passear pela cidade, queríamos muito visitar o Museu de Alta Montanha, mas pra nossa tristeza havia fechado fazia meia hora. A surpresa boa foi termos encontrado uma praça muito linda, e animada, com banda tocando ao vivo e com a cara de Santiago no Chile , gente, se me dissessem que estava em Santiago eu acreditaria, parecida demais a praça. Passeamos, por lá, tiramos foto, ouvimos a banda cantando de tudo, Beatles, Maroon 5 entre outros, o Manoel comprou até o CD.

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    Saímos da Plaza 9 de Julho e fomos procurar um lugar pra jantar, entramos em uma pizzaria que estava com a temperatura em torno 55 graus, de tão quente. Sentamos perto de um ventilador gigante e fizemos nosso pedido. Depois de uma meia hora eles ligaram o ar condicionado e não muito tempo depois começou a chover bastante, e nós estávamos a pé.

    A volta foi bem gostosa, teve banho de chuva, outra surpresa rs... chegamos no hostel para o quartinho big brother, eu tomei banho frio, pois achei que a opção quente não existia rs. Fui até a recepção avisar que sairíamos cedo no dia seguinte e estava tudo inundado, muitos baldes pelo chão para tentar aparar água que caia , mas não dava conta, um funcionário puxava com o rodo o excesso rs.

    Eu consegui dormir, o Manoel passou a noite quase toda acordado, por conta da cama ruim, calor, ventilador barulhento. Era o hotel mais barato do booking.com, não podia pedir muito, a noite custou cerca de R$ 45,00 mais R$ 15,00 do estacionamento.

     

    Dia 10 - 03/01/14 - Salta a Presidência Roque Saenz Peña -AR

    Às 6:50 estávamos na porta do estacionamento e o Sr. Raul dono do estacionamento que estava preocupado em acordar tãoo cedo para abrir a garagem e nós não aparecermos ficou surpreso com a nossa presença ali antes das 7 h. Muitas surpresas kk.

    Pegamos o carro e o GPS nos levou para uma estrada de terra nada a ver, perdermos uma hora nessa conversa, voltamos e seguimos para PSRP pela estrada correta, 640 km com muita chuva nos aguardavam.

    O caminho, como na ida, foi entediante e a chuva não nos dava trégua, comemos nosso café da manhã no carro mesmo, e por volta de 13h paramos num ponto de ônibus pra fazer nosso almoço cup noodles, o Manoel não se sentia muito bem, comeu apenas para me acompanhar, grande erro. Chegamos em Saenz Roque por volta de 15 h com o Manoel passando muito mal, fomos direto ao Hotel Aconcágua pra ver se tinha vaga, e já ficamos por lá. Fizemos check in e fomos para o quarto e ele não saiu mais de lá, ficou realmente mal do estômago, que já estava ruim, depois do cup noodles só piorou, eu também fiquei indisposta mas nem tanto como ele. Saí pra procurar uma farmácia aberta, missão difícil em pleno horário da siesta deles. Felizmente encontrei uma aberta e apesar de o farmacêutico não me entender direito, trouxe uns remédios que fizeram bem par a o Manoel.

     

    Dia 11 - 04/01/14 – Saenz Roque a Foz do Iguaçu- PR

    Depois da noite tenebrosa o Manoel estava bem debilitado, mas nem conseguiu comer direito no café. E claro, sendo ele um teimoso, seguimos viagem mesmo assim, saímos do hotel, abastecemos e saímos pra Foz por volta de 10h. Esse caminho era o mesmo que tivemos todos os problemas com polícia na ida, se a outra opção de caminho não fosse o Paraguai, teríamos feito outro roteiro. Mas enfim, continuamos, paramos na beira da estrada e compramos uma mini adega de madeira que estava baratíssima e alguns km depois começou nosso tormento. Policia Caminera, carro brasileiro = carro parado pra uma tentativa de extorsão.

    Nesse dia também estava me sentindo mal, depois do café só consegui jantar, assim como o Manoel. Estava sem o menor saco pra policia safada. Paramos, pediram documentos, falaram de cara que não podíamos levar a adega, eu tirei o cinto pra alcançar a carta verde que pediram e o guarda já disse que estava sem o cinto, que tinha multa :S Chamaram o Manoel para a guarita e lá começou outra sessão de corrupção escancarada, queriam 1000 pesos pra não multa-lo por conta da adega, disseram que a multa era muito cara, 40.000 pesos. Ele alegou que não tinha mais pesos, pediram dólares, pediram reais, falaram novamente da multa exorbitante, mas o Manoel continuou dizendo que não tinha mais dinheiro nenhum, que eles podiam fazer a multa, que eu estava passando mal e ele queria embora. No final, depois de uns 25 minutos, vendo que não tirariam nada dele com aquela conversa fiada, o liberaram.

    Fomos parados por policiais da Gendarmeria Nacional, mas não houve tentativas de extorsão dessa vez e podemos seguir viagem. Chegamos em Foz do Iguaçu por volta de 20:30 e fomos procurar nosso hostel Paudimar, mais conhecido como Albergue da Juventude, recomendadíssimo, estrutura excelente, tem cozinha, restaurante, lanchonete (com preços muito acessíveis), piscina, wi fi, café da manhã farto, estacionamento, realmente excelente. Neste horário nosso apetite já havia voltado, e aproveitamos para jantar no restaurante lá mesmo. Depois cama porque o dia seguinte também seria longo.

     

    Dia 12 - 05/01/14 – Foz do Iguaçu –Ciudad Del Este – São José do Rio Preto SP

    Neste dia acordamos cedo, tomamos nosso café e fomos comprar umas bugigangas no Paraguai, o que seria rápido nos tomou algumas horas e só pegamos estrada por volta do meio dia, paramos para almoçar numa cidade vizinha, com comida boa e barata. Chegamos em Rio Preto por volta das 21:30. Tudo certinho com a graça de Deus. Voltar pra casa em segurança é viagem com sucesso! ::otemo::

     

    [http://viajarpravivermais.blogspot.com.br]

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