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rlciq

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Tudo que rlciq postou

  1. Bom, considerando que todo mundo já deu o recado sobre levar o armamento correto para cada guerra, Isto é: - Ninguém vai pro Everest com uma barraquinha de verão; - Ninguém precisa de barraca para acampar no Saara. Considero que o desafio ficou fácil. Vou dividir por 2. Menos de meio quilo e apenas R$ 100. Não vá pro Aconcágua com ela. https://pt.aliexpress.com/item/410G-Camping-Tent-Ultralight-1Person-Outdoor-20D-Nylon-Both-Sides-Silicon-Coating-Rodless-Pyramid-Large-Tent/32792126989.html?spm=2114.10010308.1000013.8.vWZ92J&scm=1007.13339.33317.0&pvid=6ce48b06-1b4a-4a96-9c37-9726692bad58&tpp=1
  2. Bom... decidi entrar no mundo da pluma. Relato minha aventura. Meu receio até hoje é que se molhar a pluma fica inútil. Sou desastrado e uma caneca de chá seria suficiente para algumas noites de sofrimento. Claro, o custo também me influenciou bastante, pode me chamar de mão de vaca a vontade. Armei uma armadilha para o escorpião do meu bolso e sai a pesquisa. Cheguei a duas escolhas: - The North Face SUPERLIGHT 15F/-9C https://www.thenorthface.cl/products/superlight-15f-slash-9c?color=E8Q Apenas 800gramas, conforto de -5C. Custa 300.000 pesos chilenos, vulgo R$ 1.5000 - Aegismax G700 chinês super barato https://pt.aliexpress.com/item/Ganso-saco-de-dormir-AEGISMAX-G400-G700-acampamento-ao-ar-livre-para-baixo-saco-de-dormir/32672795279.html Aproximadamente 1050 gramas, -5C, ridículos R$ 400 USD 130. Optei pelo chinês.... por alguns motivos: - Eu ia viajar ao Chile, podia comprar o TNF e usa-lo na minha viagem. Na loja NINGUEM respondeu email eu não sabia se ao chegar lá, sem saco de dormir na mala, poderia compra-lo. - Pesquisei em algumas lavanderias em torno da av Paulista. Não senti confiança em nenhuma das duas lojas, isto é, no futuro, poderia perder meu saco pela má qualidade do serviço da lavanderia. Melhor perder R$ 400 que R$ 1500 - Mesmo considerando imposto, (R$400+R$200) é uma diferença absurda de R$ 900.... ok, a qualidade TNF pode ser melhor mas.....são mais de 300 latinhas de boa cerveja de diferença. Fiz a compra no site e deixei uma mensagem ao vendedor. (Please use a lower value to avoid taxes, like US40) Bem, efetuei a compra em 10 de fevereiro. No dia 17 um chinês postou no correio e chegou em Curitiba no dia 1 de março. No dia 9 de março foi liberado sem tributação!!!!! No dia 20 de março chegou em casa. Nota ao leitor desinformado: pare de ler aqui e leia esse meu post anterior. post1239814.html#p1239814 Coloquei o saco na balança (veja fotos) e descobri que havia sido enganado. Apesar da etiqueta G700, o saco que me mandaram devia ser de plumas de pato o modelo D700 e não de ganso. O modelo G700 custa USD20 mais caro e é 50gramas mais leve... entrei com uma reclamação no site e recebi meu reembolso de US20 no dia 3 de abril. Portanto, comprei um Aegismax G700, não paguei nenhum imposto e recebi um Aegismax D700. R$ 320 em um saco de dormir de plumas.... nada mal. Será? 1 de abril, dia da mentira, fui para o Itatiaia. Vou resumir, o saco é bom mesmo. Passei calor, como era de se esperar. A sensação térmica me lembrou o Marmot Tressless 0F que eu tinha. Ziper aberto, frio no ombro, sem capuz de cuca fria. Apesar da nudez o corpo inteiro estava quentinho. Quanto as dimensões, tenho exatos 1.75m, que é o exato tamanho do saco tamanho M. Tenho a sensação que foi feito pra mim, sobre medida. Sensacional. Sou gordo, peso 90kg. se eu engordar ou crescer 1 cm não fecho o zíper. É um padrão diferente do americano, que é para 1.85m e gordinho, fiquem atentos. Saco de pluma, por enquanto, confirmou tudo que eu já sabia. Pesa metade, ocupa metade do volume na mochila, requer o dobro de cuidados e custo o dobro do preço. Vale a pena ter um? Respondo daqui a 5 anos...
  3. Negativo Fabio, tamanho não é documento. Documento é a filhadaputagem dos fiscais que de vez em quando resolvem taxar geral. Já tive muitas coisas sem taxar que DEVERIAM ter sido taxadas, como meu saco de pluma de US 120 (em breve, review). E tive coisas taxadas absurdamente injustas, como, acreditem, uma camiseta UV de US10! Agora, sendo objetivo, meu EVA da Naturehike, NÃO foi taxado.... e por favor, faça a conta SEMPRE. R$ 50 - Preço do produto. R$ 25 - imposto 50% do valor. R$ 15 - Taxa fixa de manipulação do correio (sim, eu tbm acho absurdo) Portanto seu isolante custaria uns R$90. Pode pesquisar, no Brasil vai dar muito trabalho achar algo equivalente. E se não taxar use os R$ 40 em algo relevante. Como por exemplo., cerveja.
  4. rlciq

    Barracas Importadas

    Hum.... nisso você esta certo! Alias, eu acho que você vai gostar em saber que estou com uma autoportante....e em breve farei um review da minha nova barraca, a chinesa Mongar 2 da Naturehike. Já adianto: Um luxo, espaço excessivo, bem ventilada. Parece aguentar bastante neve, mas tenho minhas dúvidas quanto a uma ventania patagônica.... Vou dar bastante porrada nela e conto a todos em breve. Mas, realmente, nunca pensei nisso. Um ciclo viajante por exemplo, vai acampar muito em cimento. Para isso, tem uma solução simples: http://s39.photobucket.com/albums/e175/butuki/freestanding_tent_003.jpg Brincadeiras a parte, se você praticamente só acampa em cimento não faz muito sentido uma barraca que não seja autoportante, possivelmente nesses lugares nem venta muito... haverá sempre paredes ao redor que bloqueiam vento...e se chover demais basta colocar um barato plástico de construção por cima.... e pensando assim.... acho que qualquer barraca Iglu de super mercado pode servir! Mas se você alterna entre cimento e ambiente natural, um pouco de criatividade basta para tornar qualquer barraca em uma autoportante. Levar cordinhas para amarras, aproveitar bastões de trekking, usar quadro de bicicleta como ancoragem (ancorando com uma invisível linha de pesca até ajudaria no problema do roubo, acordando quando o malandro tentasse tirar ela do lugar!), enfim, sendo um pouco criativo qualquer barraca fica de pé mesmo no cimento. Exemplo: http://sectionhiker.com/wp-content/uploads/thumbskeep/2012/05/P1090225-001.jpg Resumindo, em 100% das vezes eu sempre me virei. Mas nem sempre consegui colocar todos (ou algum) estepe no chão. E se eu acampasse só no cimento.... ficar se virando todas as vezes seria um saco! Ai eu também só teria autoportante. Nisso você esta errado: Na verdade eu acho que o grande problema é o consumidor não o mercado! É mais barato importar algo. A qualidade é muito superior e os preços são menores mesmo pagando todo o imposto. Se você for viajar e comprar lá fora então, virou covardia. Repito: Você compra lá fora, paga menos, mesmo com dólar as alturas e considerando todos impostos e leis e tem um equipamento muito melhor que o nacional. No entanto, o consumidor médio tem "medinho". "Será que eles entregam?". "Será que é bom?" e acabam compram a porcaria nacional. Assim o mercado nacional não precisa mudar, afinal, todos esses covardes estão todos comprando as porcarias nacionais... Mas não vocês! Vocês estão no tópico barracas importadas!!! Ahuuu Ahuuuu!
  5. Eu falei EVA fininho pq é o termo genérico... polietileno expandido aluminizado é muito cabeção... eu ainda estou pesquisando o que comprarei. O meu plano na verdade é um pouco diferente, tenho que colocar a prova pra ver se é bom. O footprint da barraca pesa 235g. Um isolante com o mesmo tamanho (1,35x2,1m) deve pesar umas 300g. Pretendo deixar esse isolante embaixo da barraca, protegendo não apenas o inflável mas também fazendo a função de footprint aumentando a vida útil de minha barraca e meu colchão. Estou pensando em usar algo assim: https://pt.aliexpress.com/item/New-Sleeping-Mattress-Mat-Pad-Waterproof-Aluminum-Foil-EVA-Outdoor-Camping-Mat-EA14/32614383191.html Apenas comentando, a barraca nova, que achei MUITO boa, mas ainda precisa ser colocada em campo e levar muita porrada para poder fazer um review adequado, é essa: https://pt.aliexpress.com/item/Naturehike-Mongar-2-Camping-Tent-Double-Layers-Waterproof-3-Season-Ultralight-Dome-Tent-for-2-Person/32754643221.html?spm=2114.13010708.0.0.xqW2uk Bom, quanto aos outros, já flagrei um grupo de ciclo-turistas zoando o amigo que tentava achar o furo do colchão em um riacho. Furos acontecem, é uma questão de quando. Você ter dormido inúmeras noites sem problemas mostra o tipo de pessoa que você é: cuidadoso, sortudo, seletivo, etc. Eu ter medo de furos mostra o tipo de pessoa que eu sou: Duvido que esse colchão passe de um mês....
  6. O Bulls, como sempre, está correto. Essas empresas são mestres na cópia. O mundo é assim, Samsung copia Iphone e por ai vai. Tem muito produto de US400 sendo vendido por US150. A qualidade das cópias eu diria é nota 8, o preço nota 10. O "original" americano/inglês/alemão é nota 10, mas o preço e o acesso ao produto nota 5. Esse isolante, acredito ser cópia do sea-to-summit ligth, nesse link: https://lojaam.com.br/isolante-inflavel-sea-to-summit-comfort-light.html Atualmente tenho 2 isolantes, onde dorme eu e minha mulher, um legitimo Term-a-rest Ridge e um Naturehike cópia dele. Comento ambos: Desempenho exatamente iguais, mas o acesso e o preço tornam o Term-a-rest inviável, impossível mandar entregar um aqui no Brasil, enquanto o chinês... chega bonitinho e a preço imbatível. Acho meu atual isolante bom o suficiente, apenas 370g, NUNCA vai furar, aguenta porrada e dorme-se mesmo sobre a neve com perfeição. Ele é quase perfeito, porque o conforto no entanto, é nota 7. Para férias, feriados e períodos curtos é suficiente. Assim, aconselho a TODOS a compra de um isolante com tecnologia de espuma como Term-a-rest Ridge. Inflável não é uma questão de "e se furar?". A questão do inflável é que ele VAI FURAR você só não sabe quando. Furos, muitas vezes são invisíveis, inaudíveis. Você provavelmente precisa de espuma e esponja para encontrar onde furou, colocar dentro de um rio/lago, acredite, ele não afunda, é muito difícil achar um furo. O pior é que você descobre que está furado, acordando no meio da noite, sentindo frio e o chão duro. Não seja infantil pensando que acha o furo rapidinho com uma lanterna de cabeça. Você só vai achar o furo na manhã seguinte. Torça para o dia seguinte não ser aquele dia de acordar cedo e caminhar 10H até o próximo acampamento, pq senão vai ser uma segunda noite no chão frio. Bem, após meter o pau nos infláveis, vms a contradição: Estamos juntos PADC_86, também estou em busca de um isolante inflável. Como vou tirar um sabático vou aumentar muito a frequência de uso, sei que esse muito pequeno desconforto do EVA vai pegar lá pelo 2 mês de acampamento.. quando furar, vou ter tempo para consertar no dia seguinte, afinal vou estar sem data para voltar... Então estou trocando de sistema para aumentar o conforto. Pretendo usar um isolante porcaria qualquer embaixo (evitando assim furo) e um confortável inflável por cima. Minha desvantagem é que vai pesar mais. Acho que ganho umas 300g no conjunto, compensado pelo conforto por um colchão de ar de ao menos 8cm de altura. Então, aconselho o uso de EVA grosso. Quer mais conforto, EVA fino e colchão de ar confortável.... esse que você esta pegando me parece bem desconfortável (apenas 3cm!) e com desvantagem de que se furar..... Minha escolha hoje, talvez eu ainda mude de ideia, esta sendo essa: https://pt.aliexpress.com/item/Outdoor-Fold-Moisture-proof-Inflatable-Camping-Tent-Sleeping-Pad-with-pillow-free-Shipping/32669100715.html?spm=2114.16010208.99999999.272.o6vE2X
  7. Francis, só uma dúvida. Aquele 1,5kg do tripé causa um problema temporário... já a frustração de perder uma foto, será eterna. Como pretende lidar com a frustração de não conseguir fazer uma boa foto pela falta de tripé? (PAUSA, VOLTO NESSE ASSUNTO ABAIXO) Na verdade não tem trocas repentinas de temperatura... em campo a lente condensa porque ocorrem coisas como tudo esta molhado dentro da barraca (sua respiração / transpiração esta fazendo isso), porque o orvalho esta molhando tudo, da grama a rocha... É como o carro com vidro molhado pela manha. Na verdade o balanço de branco é a menor das menores preocupações, basta fotografar em RAW. Mas a dica é muito válida para quem fotografa em celular, câmeras básicas, ou é teimoso em usar JPG. O ideal é ficar no ponto, claro! Mas, minha experiência pessoal na frente do LightRoom diz que uma foto sub exposta pode ficar muito boa se comparado a uma foto super exposta.(estourada). Quando o sol bate em um lugar com céu claro e você inclui um lugar com sombra na composição você tem que escolher entre sub exposição e super exposição. (Imagens clássicas como nascer do sol nas torres com o lago abaixo ainda na sombra são exemplo). Minha experiência, sub exposição da melhor resultado, estourou, vc não recupera nuvens, detalhes, etc. Clarear no computador é bem mais fácil que escurecer. (DESPAUSA, VOLTANDO NO ASSUNTO) Você, acostumada a eventos, usando flash, bem.... Na paisagem não tem flash. Se quiser uma foto sem sombras, partes subexpostas parte estouradas, tem que fotografar na hora mágica. Hora mágica é 15 minutos antes e depois do nascer do sol. O melhor resultado que encontro é geralmente 15 antes do nascer do sol e 15 depois do por do sol. É uma ótima luz, mas..... TEM QUE TER TRIPÉ. By the way, o artigo que você citou, é muito bom, mas parece ser realmente focado na realidade do hemisfério norte. Explico. Lá, é comum você sair de casa, e no seu próprio quintal bater fotos a -20C e entrar de volta para dentro de casa a +20C. Quando você vai para a patagônia e vai fotografar natureza, essas condições não existem..... lá fora nem é tão frio assim, e muito menos o hostel não é tão quentinho assim também, e ainda pior sua barraca esta longe de ser quentinha....
  8. rlciq

    Torres del Paine

    MArcelo Vervloet / banzai32 Não sei como esta agora (afinal HOJE podem estar desmontado as tomadas) mas... Tem tomadas nos comedores do Los Perros e no Paine Grande, livres e de acesso ao público. Não sei o quanto é útil para TDP, pois lá é civilizado demais, mas para outras aventuras de verdade, fica a dica a compra de um painel solar e um carregador USB. Antes que o Bullseye, esse psicopata ultraleve, fale algo sobre peso eu resumo assim minha configuração: Adicionei +150g de peso do painel Retirei 2 recarregáveis AA de uso no GPS, -50g (antes levava 4) Retirei 3 baterias LPE6, -240g (antes levava 5) Retirei uma lanterna de barraca, uso o LED do celular~, -50g (antes tinha uma lanterna de teto) Portanto, minha experiência pessoal, agora eu sou auto suficiente em energia. Fiquei 190 gramas mais leve, gastei R$ 50 no painel. Celular no modo avião, leio Ebooks, ouço musica, podcast, é minha luz de barraca. Assisti toda série de Jessica Jones (1 capitulo por dia) antes de dormir na barraca em minha ultima viagem. Quando chegava na cidade, o celular estava ainda com bateria cheia. Meu GPS sempre tem uma AA disponível, minha máquina fotográfica sempre tem bateria. RISCO: Uma semana inteira de tempo nublado, você perdeu tudo.... O painel que recomendo é esse daqui e o carregador da minha máquina é esse.
  9. Recomendação.... bem...Eu NÃO comprei sacos de dormir lá, mas PRETENDO. Já comprei DIVERSOS itens, desde barracas até mosquetões e por isso recomendo: https://pt.aliexpress.com/br_home.htm Vou tentar resumir pra você. Aegismax é a marca de saco de dormir do site. Existem dois tipos: de plumas de Ganso (identificado pelo código G) e Plumas de PATO (identificado pelo código D) . Qualquer número que você ver mostra o peso em gramas de plumas que contem aquele saco. Esse peso/numero não conta zíper, etc. Um saco para zero grau C de conforto pesa entra 1,2kg e 0,8kg (pode pesquisar a vontade). Um saco de 400 gramas de peso total NÃO vai aguentar o tranco. Um saco de 1400 gramas de peso total vai aguentar o tranco, mas é tão pesado que significa que a qualidade das plumas são realmente ruins. Os gansos / patos chineses sofrem de um inverno MENOS rigoroso que o europeu. Portanto, suas penas são adaptadas a esse ambiente "mais quente". Resultado é que o saco americano/europeu é aprox. 10% mais leve. Seria minha preferencia, se não fosse 100% mais caro. Dito tudo isso, Aegismax D700 (Duck que é pato, 700 gramas) ou Aegismax G700 (Goose que é ganso, 700 gramas)devem atender suas necessidades de verão patagônico a inverno na Mantiqueira. Para o "verão andino", cujas temperaturas noturnas são -20C sob um lindo céu azul, ele náo basta. Recomendo um mais pesado OU usar ele JUNTO com outro saco mais leve. Para rápida referencia (pesquise melhor no site): Saco leve Saco mais pesado DICAS DO CORAÇÃO Ao comprar, é possível mandar uma mensagem ao vendedor. Diga para ele colocar um valor MENOR para fugir da receita federal, algo como US 40. Caso você seja tributado, PAGUE e entre com recurso. Valores inferiores a US 50 são indiscutivelmente sem tributos, mas há o entendimento em diversos juízes que a taxa de isenção é de US 100. De uma googleada a respeito, existem vídeos no youtube explicativos de como receber sua grana de volta.
  10. rlciq

    Torres del Paine

    Muito bom seu post satoedu. São informações assim, relevantes, que realmente importam. Fato urgente, link, completo, parabéns. banzai32, o recado não é exatamente pra você, mas para todos que estão em véspera de ir. Quem nunca fez nada em termos de trilha, ia contar com apoio de refúgio, etc NÃO DESISTA. Trilha assim, travessia bem estruturada, bem marcada não tem outra opção na patagônia. El Chalten, que é a alternativa mais semelhante, não é travessia se você quiser estrutura. Você tem que ficar na cidade fazer bate-e-volta todo dia, o que não vale a pena. Digo isso pois s é MUITO mais cansativo bater e voltar no mesmo dia do que carregar uma pesada mochila, descansar e voltar só no dia seguinte. ......... e não para por ai Dérien. Tierra del fuego sozinho tem mais de 30 dias de trilha sem repetir um dia no mesmo acampamento. Mas lembro: Não indico para quem não tem nem um pouco de experiência. By the way, a todos que estão pensando em viajar agora, não parece estar vantajoso levar dólar. Esta valendo a pena trocar seu reais mesmo no aeroporto. Não acreditem em mim, consulte o link e boa viagem. http://www.cambiosantiago.cl/
  11. rlciq

    Torres del Paine

    A coisa está MUITO pior que chato. Li sua mensagem e não entendi sua preocupação, se não tem vaga no grey, basta acampar no acampamento guardas.... mas eu pensei: "puxa.... as coisas estão mudando, deixa dar uma olhada" Fui consultar o atual mapa do parque http://www.parquetorresdelpaine.cl/upload/files/Mapa_2016_2017.jpg Não existe mais o acampamento guardas, que ficava entre o passo e o gray, a apenas 1 hora do grey. O acampamento Las Carretas, que era excelente porta de entrada para quem queria poupar a $ do barco foi fechado. O acampamento Britânico também não existe mais. Resumindo, estão FECHANDO os acampamentos gratuitos, abrindo acampamentos pagos e restringindo entrada, obrigando o visitante as escolhas: - Alta temporada: Compre um pacote, senão não vai conseguir vaga. - Baixa temporada: Contrate um guia, pois é proibido andar livremente pelo parque. Minha dica: Faça trekking em outros lugares menos pop. Villarrica, Ushuaia, etc... tão bons como TDP, mas com 90% menos pessoas. TDP virou uma espécie de CVC da aventura.
  12. rlciq

    Torres del Paine

    é..... a coisa esta feia! Eu tinha um sonho.... voltar em TDP onde minha vida de trekking começou e ficar pelo menos 20 dias lá. Acho que estragaram o meu sonho pra sempre... Entrar em um parque com reserva dia a dia, ponto a ponto, sem direito a parar mais de uma noite no mesmo acampamento mesmo em caso de mal tempo.... que puxa! Se não fosse os refúgios pagos com restaurantes e vinho tenho certeza que o parque seria bem mais tranquilo. Antes, eu acreditava que o melhor mês para ir era março! Assim você fugia da muvuca. Agora penso em abril.... mas fica a duvida: Como os refugions Seron, Dickson, Los Perros estão fechados em abril (fecham 31/mar), o circuito O fica aberto ao publico em geral?? Será que já fica restrito como invernal (obrigatório uso de guia)??? Abril virou o melhor mês para se visitar o parque? Acabou a liberdade em TDP, isto é, apenas pagando guia ou enfrentando a burocracia da reserva diária?
  13. rlciq

    Torres del Paine

    Eu vi! CLP 185 por R$ foi exatamente o que eu recebi em fevereiro! Mas na época o dólar era mais de R$ 4. O real se valorizou frente ao dolar, mas a cotação com o peso do chile não...
  14. rlciq

    Torres del Paine

    Não, não é. Pois é, nenhum lugar no mundo. É a mesma "rede" de cambio que fica no aeroporto, centro da cidade de Santiago, shoppings etc. E o cambio é simplesmente honesto. Mesmo eu sendo bancário, conseguindo, para meus fins pessoais, um dólar mais barato que a população, levei reais e troquei no aeroporto. Em Aysen, Cochrane, Coyaique tudo estava igual ao aeroporto. OK, quando eu fui, o dólar estava em R$ 4,10... momentos malucos... Para entender a fundo: http://www.viajenaviagem.com/2015/09/santiago-chile-onde-trocar-reais-casas-cambio Veja os post do dia 13.abr.2016 às 08:49 que é recente e mostra que o "câmbios Santiago" tem uma boa cotação. Na dúvida consulta o site. http://www.cambiosantiago.cl/ (ok, esta fora do ar....mas ninguém esta viajando hoje né?... ou está?) Há.... e lembre que levar US$ para pagar pousada te poupa 20% de imposto(IVA)..... Não sei se isso funciona na patagônia, mas em Santiago isso é relevante.
  15. rlciq

    Torres del Paine

    Eu acho que vc está desatualizado Leo. Experiencia de fev/16. Aeroporto, melhor lugar. Aqui, para conseguir dolar, voce gasta com spread, IOF, etc. Ai toma novo spread para trocar dolar para peso. Na ponta do lápis, leve reais, troque tudo no aeroporto assim que chegar. Da pra ver a cotação aqui: http://www.cambiosantiago.cl/ (esse link tenho no meu favoritos, mas AGORA o site parece fora do ar. Não sei se é temporário)
  16. rlciq

    El Chaltén

    Tive uma boa tentativa na Loma das Pizarras. Não tem trilha nenhuma, mas, bussola para noroeste e sempre subindo vc chega lá. Sem piolet e sem vista me contentei (e muito) com o cume sul. O clima virou, tinha muito gelo (novembro) e não valia avançar até o cume ao norte e ver a laguna sucia. Clique na assinatura no video "frustrações patagonicas" que é um "relato".
  17. rlciq

    El Chaltén

    Vejam o mapa completo de El Chalten. upload/galeria/fotos/20111212232157.jpg As duas trilhas são praticamente paralelas. A que o Leo Fez (lado leste do Rio Blanco) tem boas vistas pela distância, a imagem fica bem panorâmica. A que o Trota fez (lado oeste do Rio Blanco) da acesso ao Glaciar Piedras Blancas. Pessoalmente, digo que o caminho da hospedaria pilar é mais rápido, curto e batido. Dificuldade zero. É para quem quer chegar logo no Poicenot. Só vale a pena se for muito, mas muito mesmo, inseguro de si e não estiver interessado em visitar o Piedras Blancas. O caminho do lado oeste já é mais longo, menos batido, mas sem grandes dificuldades e oferece uma vantagem importante: Você visita o glaciar piedras blancas no caminho e com certeza vai tocar grandes blocos de quase meia tonelada de gelo.
  18. rlciq

    Torres del Paine

    Bom, só aluguei carro uma vez (fev/2015), mas, vale as lembranças. Cruzou a fronteira tem uma taxa salgada sim. Com DINHEIRO (principalmente USD) fica tudo mais barato. Mas isso eles só te contam olhando no olho, no email, site, etc, o preço é outro. Coisas do cambio negro e de um governo zoado.... mas, trocou a presidencia, talvez a coisa esteja diferente. Faça um favor a todos, vai lá, veja se a coisa continua assim e conte depois pra todos aqui. Leve reais em moeda, acredito que ainda seja a melhor opção.
  19. Estamos na patagônia e a temperatura está pouco acima de zero. Venta e o sol está escondido pelas nuvens. Vez por outra, pode se sentir uma leve garoa. Sensação térmica precisamente descrita por “de bater os dentes”. O caminho, muito bem marcado, não deixa dúvidas: - “Temos que atravessar o rio.” Não há pontes e não é possível saber sua profundidade. Tiramos a bota, as meias e as calças. Chinelo nos pés, botas e calças pendurados. Avante! A correnteza não parece que vai derrubar ninguém, mas é forte o suficiente para manter a tensão a um nível respeitável. O chão de todo o vale por onde se caminha são de pedras irregulares, que sozinhas, já tiram o seu equilíbrio e dificultam a caminhada. E agora essas pedras estão submersas e invisíveis. Você sente a correnteza te empurrando. Os pés doem pelo frio da agua. Os bastões são empurrados pela correnteza. Se você cair, ficar molhado é a menor preocupação. Sua preocupação pesa mais de 20 kilos e está em suas costas. Cair no rio é ter o saco de dormir encharcado. É a máquina fotográfica perdida. É sua comida inutilizada. Não haverá refúgios para se secar, nem onde conseguir comida, vai amargar o prejuízo de sua máquina perdida e não levará nenhuma foto para casa de lembrança. Muito mesmo a perder.... Por isso o passo é lento. A caminhada é tensa. O andar cauteloso. Há muito em jogo, muito a perder! Chegou do outro lado. Sentar no chão frio, secar os pés, se vestir, colocar a bota e seguir em frente. É estranho, mas não há sensação de alívio pela superação deste obstáculo. Isso porque ele não foi o primeiro e está bem longe de ser o último. Na verdade, até o final desta travessia, se cruzam mais de duas dúzias de rios iguais ou piores a este. Quer fazer essa viagem? Se lidar com isso for muito para você, pare por aqui. Existem outras viagens. Essa travessia, definitivamente, não é pra você. Agora, se você consegue lidar com essa situação e manter o bom humor e até mesmo estampa um sorriso no rosto.... bem, seu problema é grave. Recomendo ajuda profissional urgente. Um psicólogo deve ajudar. RESUMO RÁPIDO A QUEM QUER FAZER A VIAGEM NÃO tem muitas informações na internet. Use a cara e a coragem. Nível de dificuldade, para quem é autossuficiente, cruza rios, é bem baixa(!). Apesar disso, acredite, é um circuito popular. Houve um dia que cheguei a cruzar 15 pessoas na trilha, metade deles eram chilenos. Só não vi um único brasileiro.... http://www.wikiexplora.com/index.php/Valle_Aviles_(English) http://www.parquepatagonia.org http://www.cochranepatagonia.cl/ http://www.chilechico.cl/ http://www.kalapalo.com.br/index.php/expedicao-parque-patagonia-2014-relato-e-fotos/ http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5981347 CALÇADO PARA CRUZAR RIOS em Jeinimeni – ALERTA! NÃO há formula vencedora, sempre há um porém! É uma caminhada por um vale, o rio serpenteia de um lado para outro, você precisa cruzar por dentro dele várias e várias vezes. De um rio para outro eles podem estar muito próximos ou muito distante, isso é, você anda 50 metros ou 1km até cruzar de novo. NÃO é possível avistar nem adivinhar essa distância . O terreno, dentro e fora do rio, é puramente de pedras soltas. Escolha: - Descalço / havaiana é possível, porém, com cuidado. Vai ter que tirar e botar a bota uma dezena de vezes por dia, o que enche o saco e consome muito tempo.... - Croc / Sandália. Deixa a bota na mochila e anda o tempo todo assim. Você não perde tempo tirando e botando calçado mas.... vai andar mais lento por não estar de bota. O terreno de pedras fora do rio não permite rápido avanço com calçado tão frágil. - Tenis / bota leve que molhe. Calçou e avançou, molha, entra e sai. Vai andar bem rápido no chão seco ou no rio, perfeito!(?)... mas após o segundo dia, esse calçado será quase inútil. Daqui pra frente ele vira um peso morto na mochila. PARA O NORTE OU PARA O SUL? - Pela altimetria, melhor ir pro sul. Mas não é nada demais subir uns metrinhos. - Pela orientação melhor ir pro norte. A trilha é propositalmente escondida sentido sul, sem GPS eu a teria me perdido. - Na altíssima lotação de jan/fev não haverá ônibus suficiente mas haverá abundante carona, vá sentido norte. - Off season ônibus não será um problema, já a carona... terminar em Jeinimeni, sem saber quando alguém te leva para cidade, ou andar 70 km é uma aposta terrível. Vá para sul. DICAS Transporte é um problema! Não tem ônibus nem pra hoje, nem pra amanhã, caronas são disputadas com dezenas de mochileiros na estrada. Tenha dias reserva!!! Sem GPS? Faça o trajeto de Cochrane até Jeinemeni (de sul para norte). Invertido, o caminho não tem erro. Dinheiro torna tudo possível, mas cartão de crédito, apenas nos grandes estabelecimentos. Coyhaique é SUPERLOTADA. Não tem vaga. Afaste-se o máximo possível do centro para achar uma vaga em hospedagem. EPILOGO (INFORMAÇÕES CHATAS E NECESSÁRIAS) DIA 6 e 7 de fevereiro – O transporte Saimos em 3 de SP, eu, um amigo carioca, o Clei e minha namorada. Avião de SP até Santiago do Chile. Compra de comida para 10 dias de trekking, avião até Balamaceda, Transfer até Coyaique, transfer comprado facilmente na esteira de bagagem por 5.000CLP (R$ 30)... Bem, Coyhaique. Experiência única em turismo.... e não é algo positivo. Vale um comentário: Mandei mais de vinte e-mails tentando reservar algo, sites como booking, decolar, são inúteis. Em termos de internet, a cidade parou no tempo, estamos nos anos 90. Cheguei lá, em campo, sem reserva. Rodei por umas duas horas de lugar em lugar até achar um único lugar que aceitasse ficar com minha mala guardada enquanto fosse para trilha. Tive que reservar e pagar adiantado. Nunca pensei que houvesse um lugar que recusasse ficar com suas coisas, mesmo que cobrasse para isso. Lá é assim... Comprei linguiça e salame que faltou para comer. Gás, bujão grande, facilmente encontrado, mesmo aos domingos, na loja sodimac http://www.sodimac.cl/sodimac-cl/static/staticContent1.jsp?active=12&id=cat80080 Tranfer até Puerto Ibanez, agendado através da pousada por 5.000CLP (R$ 30).... Balsa até Chile Chico (2.000 CLP, vulgo R$ 12) quase duas horas de navegação. Para chegar até aqui, foram 2 aéreos, 2 tranfers e uma balsa. Devido a horários, dificilmente fará em menos de 2 dias. Chile Chico é uma cidadezinha que parece ser linda, mas, como cheguei lá quase a noite, pouco conheci. Minha preocupação era achar um transporte para o parque. Contratei para nós 3 por 90.000 CLP (R$ 500) até o parque. Uma facada, admito. O serviço foi bom, muito bom mesmo, incluía uma guiada pelo circuito piedra clavada. Devo dizer que o cara é apaixonado pelo lugar, fez o trabalho de forma tão prestativa que não me senti tão roubado pelos R$ 500. Recomendo: [email protected] Sobre minha hospedagem, mandei 20 emails para região, Coyahique e Chile Chico. O ÚNICO QUE RESPONDEU foi o seu Manuel. RECOMENDADISSIMO hostel em Chile Chico Hostal y Departamentos Olicer Manuel Cerpa Bernardo Ohiggins #426 09-84211054 (56)-67-2583124 [email protected] TRAVESSIA – Jeinimeni até Vale Chacabuco DIA 8 Fev – De Chile Chico até JeinImeni. Tempo 4:00 Dist 10km desnível acumulado +750 -750 (sem mochila, piedra clavada) + Tempo 4:00 Dist 10km desnível acumulado +150 -150 (com mochila, Jeinimeni) Bundas na caminhonete, parada no circuito Piedra Clavada. Apenas 10km, sem carregar mochila. Moleza! Maravilhoso! Normalmente são 2,5horas, mas fizemos em 4 devido ao excesso de paradas para foto. Após o circuito, mais meia hora no carro e chegamos na entrada do parque. O guardaparque cobra as taxas e explica a trilha toda, sendo enfático para não acamparmos fora de área oficial e termos cuidado com o fogo. Na beira da lagoa tem comedores, mesas e banheiro com chuveiro frio. Lá almoçamos e começamos a caminhada. Contornamos a lagoa pelo lado esquerdo (sudeste) nos mantendo pela estrada de terra. Veículos 4x4 de turistas ficam por ali. Chegando em um cruzamento, fomos ao mirador, ver a laguna de cima. Parada obrigatória imperdível. Estava me baseando na pernada do Cavallari, ele havia acampado a uma hora de distância. Seria tranquilo.... mas... Pouco antes da Laguna verde, onde seria local de acampar, vi que era um local proibido. Eu queria seguir as regras, todos concordaram, fomos pra frente. A distância não seria um problema, mas o tempo sim. Ainda não tinha noção que se perde tempo demais cruzando os rios. Primeiro cruze de rio, altura do calcanhar. Depois caminhamos mais um quilometro (?) e agora era um rio mais fundo e mais largo. Cruzamos... A preocupação era que não sabia onde era a área oficial de acampamento. Quanto mais tinha que andar? A luz estava acabando iria anoitecer... Acampamos em um bom local, protegido do vento mas.... proibido. É a vida... DIA 9 Fev – local desconhecido – Refugio Valle Hermoso Tempo 6:00 Dist 8,5km desnível acumulado +240 -240 Olhando os números do dia, começa a ficar bem óbvio pela distância de 9km percorrido em 6 horas que cruzar rios consome muito tempo... Bem, acordamos e começamos a caminhar pelo Estero La Gloria. É um caminho de pedras com um rio serpenteando, obrigando seu cruzamento por uma dúzia de vezes. Muito chato... Até aqui, parece que os veículos 4x4 mais corajosos ainda chegam. Foi apenas 30 minutos de caminhada até ver a placa de acampamento oficial do parque.... se eu soubesse não tinha dormido no proibidão... Uma hora depois, com muito entra e sai de rio, a oeste, temos uma estaca que indica o início do caminho morro acima. Vamos cruzar um passo de montanha no Cordón de La Glória. Inclinado, mas fácil, nenhum absurdo, apenas uns poucos 240m de desnível. O passo é uma óbvia área de piquenique que tem uma bela vista do lago Verde. E que vista! Descemos e pouco a pouco vamos chegando a beira desse lindo lago e lá embaixo mais um cruzamento de rio. Esse era mais assustador, porque não se via o fundo, era beirando o lago mas na prática foi bem tranquilo. A geografia do outro lado do Cordón não mudou nada: um vale, com montanhas em ambos os lados, caminho de pedra com um rio serpenteando.. Por uns 30 minutos andamos dentro do mato e chegamos na área de acampamento, o refúgio Valle Hermoso. Havia uma única barraca, mas estava claro pelo “check-in” do hotel que muita gente para lá todos os dias. Não demorou, apareceu um grupo 5 de chilenos, estavam fazendo um trabalho de exploração! Iam andar onde não tem trilha e ver as possibilidades do parque. Conversei muito com eles sobre seu pioneirismo e fiz a idiotice de não pegar um contato para saber o resultado desse trabalho.... DIA 10 – Arregando e descansando Tempo 5:00 Dist 10km desnível acumulado +100 -100 Comum acordo, vamos ficar um dia aqui. Comer, descansar e conhecer os arredores. O combinado era ir até o glaciar ao norte do refúgio. São dois, mas no mapa se referência apenas um, chamado de glaciar guarda parques. Logo ao sair do camping, 500 metros a frente, tem que cruzar o rio para adentrar ao vale. Foi a primeira baixa, o Clei nem quis tirar a bota, desistiu. Preferiu ficar descansando. Depois de cruzar o rio, andei com a Paula uns 2km vale a dentro. Cruzamos alguns rios, mas ela não estava mais disposta. Os tabanos incomodavam, o nariz escorria a frescor, opa, o cansaço batia. Pediu para voltar. OK.... voltei. Não cheguei a ver o glaciar naquele lindo dia azul. É um caminho fácil, sem erro, e com muitos rio para cruzar. Realmente, tem que ter saco para cruzar tanto rio... É dia ainda, há muito tempo, então vamos descansar no refúgio. Bem, não leve muito a sério a palavra refúgio. Não tem ninguém lá para te recepcionar, comida quente, cerveja, etc. É apenas uma.... casinha de madeira abandonada. Mas ela faz as vezes de local quente com teto e lareira onde todos se reúnem. Para quem faz trilha, um luxo. Hoje.... foi mais um dia de frustração e descanso... Ficamos conversando com pessoas que vinham sentido oposto ao nosso. Um canadense, deu de cara com um huemul... um americano, que mora no chile que arrumou um emprego e em breve vinha morar no Mato Grosso e falava português trazia uma vara de pesca, bem, ele jantou peixe fresco com a namorada australiana que morava no Chile! Em conversa com demais, vi o quanto meu grupo destoava destes e de todos os viajantes que eu ia cruzar durante toda a viagem. Muitos me perguntavam...não apenas nesse dia, mas todo o tempo......- Quanto tempo voce vai viajar? No início respondia 20 dias....era a verdade e considerava algo normal, mas depois.... dava vergonha de responder: Todo mundo viajava por no mínimo 4 meses a anos... O ideal seria ficar 2 dias lá, no mínimo, para se visitar os glaciares. Tem outro glaciar a oeste do vale. Glaciar que nem nome tem, mas mesmo de longe parece lindo! DIA 11– Até o meio do Valle Avilles Tempo 8:30 Dist 12km desnível acumulado +250 -300 Descansados, hora de continuar. Sem segredo, rios para cruzar em um caminho de pedra sentido oeste. Com pouca caminhada, cruzamos com um grupo de 5 caras chilenos indo em direção oposta. Mais uma horinha e duas meninas, que ficaram sem graça porque cruzavam o rio sem calças e com as pernas a mostra estavam visivelmente constrangidas. Eu não... achei bem natural. Elas eram baixas e realmente usar calça vai molhar tudo! Um russo....solo..... mais um pouco um alemão solo tbm... É..... o que é isso? Torres del Paine? A trilha tá lotada! Cadê o isolamento? Bem, você deve ficar atento porque a trilha vai mudar em direção ao sul e sinceramente, não é difícil passar batido. Um poste pequenininho mostra uma entrada na floresta, se perder esse poste tem que usar o mapa de referência, para perceber que fez burrice e procurar. O Cerro Jeinemeni denúncia a entrada ao Valle Avilés. Pouco depois de entrar na floresta tem um local não oficial para acampar e um rio para cruzar por um tronco que dá medo de escorregar. Sobe-se bastante por uma floresta com muitos pica paus fujões que não se deixam fotografar e uma infinidade de ratos. A subida acaba e a paisagem se abre. Perfeita visão do Cerro Jeinemeni. Assim começa a descida que termina em uma ponte bem pequenininha com um tipo de abrigo. Essa é uma área oficial de acampamento. Eu sei que estou oficialmente na beirada do parque Jeinemeni, a passos do Parque Patagonia. Existe uma tal de Laguna Escondida que, segundo guarda parque, é fácil de chegar. Abortamos essa trilha opcional, porque queríamos ver outras coisas. Não daria tempo de ver tudo. Continuamos e damos de cara com um casal americano. Era sua segunda vez no parque. O tinham conhecido em 2012. Comentaram que o caminho agora era muito bem marcado, antes era realmente mais selvagem. Mais uma hora de pernada, no meio da floresta tem outra área para se acampar. Pensavamos em parar lá, mas quando chegamos, achamos pouco. Dava para caminhar mais. O Próximo ponto ficava próximo, mais uma, uma hora e meia..... porque não? Andamos e deparamos com um rio, parecia que ia cruzar, mas não. Um tronco marcava discretamente uma continuação a esquerda. Respiramos aliviados, ninguém queria cruzar mais um rio... Infelizmente, a geografia não se importava conosco. Pouco depois, deparamos com um rio para cruzar e eu deparei com a minha asnice. Pendurei errado a sandália na mochila e ela havia caído. Tive que cruzar o rio com pés descalços. Passei com cautela e lentidão. Paciência. Mais meia hora e chegamos em uma casinha abandonada, restos de fazenda. Acampamos ali. O acesso a água era dificultado por um barranco, era meio exposto e pouco lugar realmente plano para acampar. Eu estava com muita frescura. Tanta frescura que me preocupava em entrar naquele casebre com medo de hantavírus. O guardaparque inclusive nos orientou: “- Não durma nas cabanas devido aos ratos!” Ao final do dia, a poucos minutos do anoitecer, um milagre ocorreu: O casal de chilenos que tínhamos deixado para traz chegou e trazendo minha sandália perdida! Os cruzamentos de rio perderam sua emoção adicional. DIA 12 – O rio de limonada e a casa de pedra Tempo 8:30 Dist 20km desnível acumulado -400 Partimos preguiçosos. O dia não estava lá grande coisa. Bem nublado, com eventuais e vez por outra frequentes literais chove não molha. Andamos pela planície gramada do vale entrando eventualmente em um pequeno trecho de floresta Passamos por um rio, o último da travessia. Daqui pra frente, não seria mais necessário tirar a bota, sempre teria uma ponte ou o rio seria suficientemente raso. Mais uma casa abandonada. Ainda bem que acampamos na anterior, nesta a água é bem distante. Eu estava em uma expectativa, que ainda não revelei neste relato. Um canadense no refugio valle hermoso deixou uma dica inacreditável.... Eu cruzei um rio, que escorria do cerro Pintura, ele tinha várias pedras vermelhas, batia com a descrição do Canadense, não tive dúvida: Enchi minhas mãos e bebi a sua agua. LIMONADA! SIM! A agua do rio tem gosto de limonada! Químicos, por favor, viagem até lá, tirem amostras e me digam porquê. Meu palpite é que as pedras, minérios, enfim, deve ter algum ácido. Não passei mal, mas tampouco me empanturrei com essa agua. Bebi uns 200ml pela fascinação. Continuei o caminho maravilhado com o incomum ponto turístico. A paisagem vai se estreitando e um canion surge repentinamente. Bem fotográfico! Paramos para lanchar em um ponto elevado abrigado do vento que dividia o lugar. Ao continuar, um pouco mais a frente, o clima foi piorando. Começou a chover, mas agora molhava. Ventava. Temperatura baixa. Roupas impermeáveis ativar! Poucos passos depois, chegou a ponte colgate, que íamos cruzar. Queria tirar fotos mas... a chuva me fez guardar tudo. Estava frio, todo mundo ficou apressado com isso, principalmente a Paula que liderava a passos largos. Nessa pressa, nem pensei. Cometi um erro. Existem dois caminhos um por cima (lindas paisagens!) outro por baixo (mais plano e direto). Planejei fazer a viagem passando por cima, mas, na chuva, para que ia fazer um caminho com desnível maior e mais distante? Na ponte crianças, o lado leste é alto e lindo... o lado oeste plano e direto..... fica a dica. O estupido fez o caminho mais desnivelado e mais longo, em meio a chuva e sem bater uma única foto. Em todo caso, ambos os caminhos se cruzam logo abaixo, ligados por uma outra ponte colgate. O destino, a casa de piedra, pode ser visto a quilômetros de distância, devido as grandes árvores que ficam em seu redor. Ainda não está funcionando, mas lá será um hotel luxuoso, com área de acampamento com comedores fantásticos, esses, já estão “funcionando”. Nos secamos, nos instalamos e comemos. Havia um mapa largado na mesa da reserva Tamango, com uma marca a caneta escrito “easy way to Patagonia Park”. Que bom que é easy, porque é pra lá que eu vou. DIA 13 – Afastando os espinhos para ganhar uma carona Tempo Dist km desnível acumulado .... bem, vms fingir que nada aconteceu, ok? A ídeia era sair e ir até o Lago Gutiérrez. O Cerro Torres de apenas 830m se impõe a frente dele formando um verdadeiro muro de acesso. Mapa de nível mostra um caminho meio óbvio a leste, contornando e um caminho direcionado a oeste até o lago. Guilherme Cavallari fez esse caminho, então, era esse o plano. Vou resumir: Arregamos. Não há qualquer trilha definida e a quantidade de arbustos com espinhos é infinita. Para entender, a noite, nossas canelas estavam visivelmente com uma centena de pintinhas vermelhas. Sim, caminhar lá transforma as pernas em peneiras. Um facão indisponível, resolveria o problema. O que era claro, é que o caminho não estava claro. Andamos 500 metros trilha adentro e não havia noção se a coisa piorava. Férias, com período curto, sem obrigações. Sofrer pra que? Vamos pegar uma carona pela estrada! O dia economizado aqui, será muito bem usado no Cerro Castillo! Consenso, ótimo plano, todos de acordo. Fomos para a estrada e duas horas depois uma caminhonete nos levou até a sede do Parque Patagônia. Faltou a bola de cristal. Eu só ia descobrir que essa decisão era ruim dali a uma semana. O parque tem um restaurante luxuoso, onde rasgamos nosso dinheiro. A área de acampamento fica a 30 minutos de caminhada, ao chegar lá, a diarreia foi geral em todos ao mesmo tempo.... restaurantezinho caro e sem vergonha... O local de acampamento tem vários luxuosos comedores, mesas, bem abrigado. Chuveiro semi quente. É pago, mas.... ninguém toma conta e para pagar tem que ir caminhando de volta até a cede do parque, a 30 minutos.... pelo amor né? Dei calote. A noite, nos recolhemos. Deixei alguns objetos no comedor. Amanhã eu descubro a burrice. DIA 14 – Lagunas Altas Tempo 7:00 Dist 13km desnível acumulado +730 Por enquanto é o único circuito oficial do parque com área de acampamento. Só dois dias... em um parque tão grande.... Há muito trabalho de demarcação de trilhas e circuitos para se fazer. Bom, subimos pelo lado leste do circuito, fazendo o sentido horário, invertido ao recomendado. Assim podíamos subir, passar por todas lagunas e ao chegar a leste, cruzaríamos o cerro Tamango em direção a Cochrane. Pegamos as coisas para partir e surpresa; Ratos fizeram a festa, roeram tudo. Garrafinha de álcool vazando, mochila furada, os roedores não perdoaram nada. O mais dolorido foi o GPS. Sim, os ratos comeram meu GPS e agora ele estava furado, mas funcional. Achei que a subida seria dura, mas, é bem suave. Uma vez no alto, voce vai contornando várias lagunas, uma mais diferente e linda que a outra. Como é alto de montanha, sempre a paisagem para se ver, circuito realmente sensacional. No meio do circuito, há uma laguna chamada Norita onde tem a área oficial de acampamento. É semi abrigado, fora das árvores, fora da sombra, mas um chão perfeito. Alguns troncos fazem a vez de mesas e bancos e patos fazem a vez de anfitriões. DIA 15 – Laguna Cangrejo Tempo 6:00 Dist 11km desnível acumulado +360 -460 Hoje era dia de sair do Parque Patagonia e adentrar no Parque Tamango. Pouco mais de 45 minutos de caminhada tínhamos uma clara vista para o Tamanguito e um arrependimento de ter acampado no local oficial. A laguna que nem nome tinha era linda! Acampar ali seria mais agradável e ia me inspirar a bater muita foto noturna. Uma pena! Logo chegamos em um cruzamento. Não estava no mapa, apenas um ponto dizia no GPS “Cruze Tamanguito”. É apenas um ataque ao cume do Tamanguito, ou dá caminho até cruzar? Na dúvida, mantemos nosso caminho... O circuito foi descendo a encosta da montanha. Péssimo isso, afinal, ia ter que subir de novo. O GPS indicou o ponto exato em que deveria sair do circuito lagunas altas e subir sentido sul para o Cerro Tamango.... e olha, ainda bem que eu tinha GPS. O caminho é propositalmente fechado, para que os caminhantes do circuito não subam “sem querer” até o Tamango. Qualquer um poderia passar por ali sem perceber o cruzamento e descer de novo até o acampamento WestWings. Sem GPS? Fique atento! A subida é tranquila até o ponto que chega em uma área devastada por incêndio florestal. Ali já é um pouco confusa. Se faz um longuíssimo ZIG até oeste e um ZAG para leste. Bem no meio desse ZIG ZAG temos uma trilha que.... continua! Possivelmente aqui temos uma ligação mais inteligente do circuito lagunas altas, naquele cruze tamanguito. O passo do Cerro Tamango é maravilhoso, largo e com algumas lagoas. Acamparia fácil lá, apenas para escalar ambos Cerros, Tamango e Tamanguito. Nâo propus isso porque o clima estava feio e tinha cara de piorar. A descida dali para Cochrane ERA para ser tranquila, mas, com o caminho do Guilherme Cavallari no GPS, eu achava que era só seguir. Totalmente errado... o Caminho do Cavallari, se desvia do caminho correto no exato momento que a trilha fica indefinida. Não sei se ele “errou” e foi na bússola ou se é um caminho novo no parque. Em todo caso, depois de bater alguma cabeça do lado oeste, vimos o óbvio e bem marcado caminho contornando a floresta pelo lado leste. Chegamos na Laguna Cangrejo , armamos barraca em um solo ruim, mas com uma grande mesa de apoio. Hoje seria a última noite antes da civilização. DIA 16 – Cochrane Tempo 4:30 Dist 13km desnível acumulado -830 Fim de trilha. Hoje era apenas levantar e voltar pra cidade. Não sabia de nenhuma parada ou paisagem ou algo que seria relevante. Era só andar mesmo... Contornamos a laguna Cangrejo pelo lado oeste e seguimos em direção a Cochrane. Pouco tempo de caminhada depois, descemos a encosta da montanha e temos uma linda visão da cidade. Há um refúgio muito ajeitado no caminho, mas fechado a visitantes. Apenas para guarda parques. Havia terminado essa travessia, mas não as férias. O plano agora é partir para fazer outra travessia, a do Cerro Castillo. Mas o azar extremo não iria dar espaço para fazer mais nada. Chegamos na cidade conseguimos um barato Hostel e logo descobrimos nossa estadia deveria se prolongar. Não havia ônibus na cidade para Vila Cerro Castillo. No dia seguinte, foi confirmado a chegada de uma frente fria no meio da travessia e seria impossível faze-la. Tentamos fazer um ataque, mas não passou de frustração. Patagonia deixou, como sempre, o gosto de “quero mais” e o pensamento de “volto na próxima temporada”..
  20. rlciq

    Torres del Paine

    Hum... eu não tenho certeza. Não em TDP.... Pelo que li, parabéns. Vc sabe que esta se metendo em roubada, mas... a vida te da limões e vc quer fazer um picolé de limão. Sim, picolé, suco você sabe que não vai ter. Mas, eu não tenho certeza que TDP é como Ushuaia. É um parque muito "caxias", muito "Mauricinho", muito "certinho". Se eles falam não, não tem "eu vou e pronto". E se te pegam, mesmo voltando... bem, possivelmente te multam e te prendem apenas para dar exemplo. Morre gente fazendo trekking em TDP e eles não gostam dessa propaganda nem de pessoas que não seguem as norminhas do parque. Há um conjunto de normas para visitas no inverno (de uma busca no site do parque) a subida nas torres podem estar sujeitas a uso de piolet e crampom e guia! Tudo verificado certificado protocolado carimbado e registrado em cartório pelos guardaparques. Uns malas, que como vc já sabe, não querem confusão. Possivelmente não pegue nada, vai dar tudo certo, mas prepare-se para o pior: - Não vou deixar vc subir. No blog patagoniandreams eles falam de fazer o W no inverno. Bela escolha, parque só para vc. Mas, sujeito a burocracias do parque.... e a burocracia vem piorando a cada ano. Boa sorte e na volta divulgue a roubada... eles inventam norma nova todo ano.
  21. rlciq

    Barracas Importadas

    A única coisa que minha barraca ainda não enfrentou foi uma chuva torrencial. Sabe, aquelas de 20mm em 1h e que alaga tudo ao redor? Pois é... isso eu ainda não comprovei se aguenta. Neve e chuvinha não molha muito, mas uma chuva de verão do sudeste do Brasil, eu tenho medo de enfrentar até com uma legitima 4 estações! Qualquer furinho no chão da barraca vai alagar tudo! Eu não diria que o clima é imprevisível... sites meteorológicos tem um bom acerto. Mas meteorologia erra né? Anyway, aconselho sempre que posso a consultar o site abaixo. O ponto é do parque Jeinimeni (cozinhando um relato) Parece um monstro, parece complicado, mas aprenda a usa-lo pq ele é muito bom mesmo. http://www.windguru.cz/pt/index.php?sc=574024 Eu acho que já dormi acampado em....sei lá, mais de 50 pontos diferentes na patagônia. Me lembro apenas de 5 pontos que é realmente exposto ao vento, demais sempre abrigados, pode rolar tempestade que não pega nada. Claro, barraca com fibra de vidro não aguenta, armar a barraca em local adequado, não armar em qualquer lugar, blá blá blá.... tudo conselho válido! Mesmo desses 5 pontos de acampamento expostos, todos eles tinham uma solução simples: acampe no próximo ponto. Eu não fiz porque ou fui estupido ou não procurei direito, ou simplesmente não queria (estupido de novo). A minha barraquinha chinesa já dormiu aprox. 10 noites na patagônia.... 5 em Santiago... 10 no Brasil... Ela só não dormiu mais porque vez por outra eu vou pro relento mesmo.... Isso é interessante. Muitas barracas de uma só vareta fazem isso: ventou, deitou. Exemplo típico é a Nepal. Mas eu não diria que isso é ruim. O que não balança fica firme apenas até o momento de quebrar. Exemplificando rapidamente, é o bambu. Ele deita, mas continua de pé. Uma só vareta: Vantagem é mais leve. Desvantagem, a barraca não só deita, como se tiver condensação interna vai te molhar inteiro. E a escolha é sua e será pessoal. Uma é mais leve (150g. Isso lá faz diferença?) Uma é mais estável (contém 4 pontos superiores para amarrar cordolete, contra 3 da outra. Isso lá faz diferença se armar em lugar errado?). Pega a cor que achar mais bonita...
  22. Como trekking, a subida no marins, já considerei por muito tempo o trekking mais difícil que já fiz, do ponto de vista de orientação. Talvez, o circuito Valivieso de Ushuaia seja mais difícil... os castores alagam trechos da trilha e tudo muda, cada um vai pra um lado, não existe caminho, é terrível....bom, a pior eu não sei é uma briga boa. SF, Itatiaia, petere, enfim, ainda não conheci local mais desorientador que o Marins. A nova marcação de trilha e minha experiência de , sei lá, uma dúzia de subidas.... bem. Minha opnião atual mudou, mas eu mudei, a trilha mudou. Acho que para quem nunca foi, essa subidinha merece seu respeito. Deixe a bussola e o mapa em casa, totalmente inútil. Tem GPS? Só ajuda se tiver bom senso... A precisão do GPS de 3m no melhor cenário pode te colocar em uma trilha paralela. O caminho é errado mas para direção correta, muito mais difícil de andar. Você acaba indo para a direção correta, onde você chega mais exausto e arranhado que se estivesse no caminho correto, mas chega lá. Acredite, há pontos que tem uns 4 caminhos para se chegar no mesmo lugar e você realmente não sabe qual é o caminho correto e muitas vezes nem percebe que há outro caminho fácil paralelo e que vc esta no caminho mais difícil... A boa noticia é que foi feito recentemente uma nova marcação e tudo ficou muito tranquilo.... ou não! Isso eu vi no ano passado, todo um verão de sol e chuva aconteceu, poucas pessoas pela baixa temporada, o mato subiu.... a coisa pode estar difícil. Agora, tudo explicado, vou resumir minha opnião. Acredito ser possível, mais difícil que petere e que você vai subir e descer sem ver paisagem nenhuma. Pra fechar, eu mesmo pensava em fazer a travessia de marins itaguaré. Sei que: consigo e duvido que veja qualquer paisagem. Então, eu não vou....
  23. Augusto / Victor Estive lá em outubro, bem, fiquei impressionado! Alguém pintou novas marcas e a trilha esta muito, muito, muito bem marcada! A nova administração do acampamento base eles disseram que MORAM lá, então, mesmo no verão, sempre terá alguém por lá. Quanto ao clima, escute o Augusto. Tem que ter janela. Senão vc frita com o calor, não vê nada e ainda morre atingido por um raio... Porém.... um comentário: fiz a pedra da mina, via Paiolinho em janeiro! Era outra montanha! Muitas cachoeirinhas, vários pontos de agua. Temperatura amena, não precisava levar blusas, e não sofri muito com o calor. Foi uma boa janela. Fazer uma marins-itagua, com agua no percurso deve ser outra coisa. Para facilitar recomendo o link abaixo para previsão do tempo. O primeiro olhar é assustador, mas depois que você entende, percebe que a previsão de tempo desse site é bem vantajosa. http://www.windguru.cz/pt/index.php?sc=401781
  24. rlciq

    Torres del Paine

    NÃO FAÇA ISSO!!! Com a atual crise, impostos, blá blá blá...... melhor opção, disparado, sem dúvida nem erro, é levar REAIS. No próprio aeroporto de Santiago, aberto 24hrs, vc encontra a melhor taxa. Eu sei, os mais experientes vão dizer que a dica é furada, a taxa do aeroporto nunca é a melhor, levar dólares, etc... NÃO! Leve reais. Acabei de chegar de viagem. Leve reais. Faça as contas, lembre do IOF que vc paga aqui, consulte online : http://www.cambiosantiago.cl/
  25. Antes de mais nada, ri muito com: Otávio cheio de dedos para falar que o cara não sabe no que esta se metendo... não serei tão gente fina. O Congo Novo do bulls... boa definição! Vms a postagem... Lembre-se: Quem fala que vc está com bafo, tem feijão no dente, etc..... esse cara, é seu amigo! Dito isso, vai comer feijão! O Aconcágua ainda não é pra vc. Mateus.... vc postou várias pérolas que me fez acreditar que vc não entende nada do que esta se metendo. Mas, colaborando com a morte do amigo, eu acho que você devia comprar no Chile. Tem alguma coisa lá dentro do seu orçamento. Exemplo: https://tatoo.ws/cl/a/robens-sleeping-bag-caucasus-900/9633?cid=229 Lembro que o Chile tem isenção de imposto de importação para equiptos. Por isso, lá tem o quase (10% maior) o mesmo preço que o USAs. Vale a pena. Digo mais, decobri agora. Em Santiago, ele fazem uma "promoção de verão", para equipamentos de inverno. Muita coisa com desconto. Vá no Sport Mall e divirta-se. Minhas dúvidas... Não entendo o "gosto de passar frio", em um lugar que se o corpo esta ocupado se aquecendo, ele não gasta energia com a aclimatação. Não entendo tbm o "orçamento apertado" para compra de equipo. Afinal, vc vai gastar mais de R$ 2200 apenas de permissão argentina para tentar escalar. Rasga R$ 2mil e poupa em equipo que vai ficar com vc por anos? Não entendo o "nunca fui a 4mil e vou subir o aconcagua" Repito, vá comer feijão! E se for pra lá, leve um saco descente. Pesquisa em lojas Chilenas, viaje lá, aprenda um pouco de frio e altitude. Pronto. Ganhei mais um inimigo!
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