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Duda Borges

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Reputação

3 Neutra

Sobre Duda Borges

  • Data de Nascimento 01-06-1976

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Na Chapada Diamantina: Lençóis, Palmeiras (incluindo o Vale do Capão e Conceição dos Gatos), Iraquara e algumas das trilhas pertencentes a estas cidades. Tais como: Trilha das Mulas (Lençóis-Capão); Trilha da Fumaça por Baixo; Morrão/Águas Claras; Rodas e Rio Preto; Riachinho; Serrano, Salão das Areias Coloridas, Cachoeirinha, Cachoeira Primavera, Poço Paraíso, Mirante e Poço Halley; Gruta do Lapão; Gruta da Lapa Doce; Pratinha; Cachoeira do Sossego; Ribeirão do Meio etc.
  • Próximo Destino
    Trilha da Fumaça por Baixo, que liga a cidade de Lençóis ao Vale do Capão, no município de Palmeiras na Chapada Diamantina. Esta é considerada a 2ª melhor trilha da chapada, perdendo apenas para o Vale do Pati. É uma trilha pesada, a qual faço sempre em três dias!!!
  • Ocupação
    Servidor Público Estadual - Contador

Últimos Visitantes

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  1. @Hélio Jr1502432675 Agradeço o relato meu amigo! Grande abraço!!!
  2. @Pedro_rs salve meu Instagram eduardoborges2020
  3. @Hélio Jr1502432675 Irmão de trilha, o que ocorre neste mundo do trekking, é que devemos sempre proteger nosso corpo! E os joelhos são sagrados para mim! As descidas para os trilheiros são o ponto forte de desgaste patelar, vc sentindo ou não! O desgaste vai ocorrendo e como muitos não sentem, vão preferindo descer a subir! Eu que faço uma trilha por mês tenho que ter este cuidado! Espero ter ajudado com meu ponto de vista! Me adicione no Instagram, caso tenha: eduardoborges2020
  4. @Pedro_rs obrigado irmão pelo apoio dado so nosso irmão de trilha! Continuo trilhando muito, mas estou fraco nos relatos! Abraço!!!
  5. @Hélio Jr1502432675 Meu WhatsApp 71996448437 para batermos papo sobre trilhas! Quanto ao trecho perguntado, considero o trecho mais complicado! Abraços!
  6. Duda Borges

    Vale do 21 - Vale do Capão - Vale do XXI - Chapada Diamantina

    Parabéns Filipe!!! Parabéns galera!!! Aventura é isso aí!!! Algumas vezes sou questionado porque refaço trilhas que já fiz, e respondo que nenhuma trilha é igual a outra! Quando não são pessoas diferentes, são vivencias diferentes, climas diferentes, ora seco, ora úmido, enfim, é como aquele dito de que nunca nos banhamos no mesmo rio, posto que as águas que por ali passaram não são as mesmas!!!
  7. Duda Borges

    relato Fumaça por baixo - Relato - Novembro 2012

    Murilo, parabéns pela trilha e pelo relato. Obrigado por compartilhar suas fotos! Já fiz a Fumaça por Baixo inúmeras vezes e é sempre bom revê-la. Estou sempre fazendo trilhas pela Chapada, sou de Salvador. Tenho um grupo de aventuras aqui, estamos sempre numa aventura nova. Caso queira fazer trilhas, meu e-mail é: [email protected] É sempre bom fazer amizade com os amantes da Chapada Diamantina e das trilhas!!! Abraços, Duda.
  8. Trilha do 21! Para mim, muito misteriosa, com um quê de selvagem e perigo devido aos relatos e vídeos postados na net. Já havia feito Lençóis-Capão pela trilha das Mulas, bem como pela Fumaça por Baixo (roteiro subindo tanto pelo Macaco, quanto pelo Palmital, passando pelo mirante de frente da Fumaça), só faltava o trecho mais curto entre Lençóis-Capão, o 21. Dia 18/08/12, desembarquei em Lençóis com os amigos Nielson, Márcio, Dilmar, Luciano, Lucas e Green com a dúvida se faríamos ou não o 21, devido aos relatos de chuvas nos últimos dias. Contudo, o amanhecer em Lençóis, sempre brumoso, desta vez mostrava-se já com parte do céu azulado. O sol, logo que apareceu, dissipou nossos últimos receios e nos pomos a caminho do 21. A trilha começa logo depois do Hotel Portal Lençóis, subindo pela serra do Grisante até o Boqueirão, de onde avistamos o vale do rio Ribeirão e o vale do rio 21 lá ao longe. Esta primeira etapa é bastante tranquila, a serra do Grisante é uma subida leve, sem trecho algum para escalar ou algo mais perigoso. No Boqueirão, ficamos um pouco na dúvida sobre a trilha já começar ali pela esquerda, ou avançar rumo ao Morrão e quebrar a esquerda. Analisando o mapa, notamos que a 2ª alternativa era a correta e nos pomos a caminho. Não houve dificuldade em achar a trilha a esquerda que nos conduziria ao leito do rio Ribeirão, onde curtimos um pouco a beleza do rio e reabastecemos nossos cantis. Leito do rio Ribeirão Daí em diante, fomos descendo o rio e procurando uma trilha lateral que adentrasse o vale do 21, conforme um amigo havia me dito (Nassau). Contudo, a tal trilha é praticamente na foz do rio 21, que deságua no rio Ribeirão, uns 10 metros antes. Começamos, portanto, a subir o rio 21 por uma trilha na lateral direita de quem sobe. Depois a trilha acaba e temos que andar pelo leito do rio, num pula-pedras que requer cuidado, tanto pelo risco de escorregões e torções, quanto por forçar os joelhos dos menos preparados. Daí em diante não tem como se perder, é preciso atenção, pois a trilha ora é pela direita, ora pela esquerda, e muitas vezes é pelo leito do rio mesmo. As próximas seis fotos são do início do vale do 21 até perto da cachoeira do Fundão Andamos assim por aproximadamente 01:30h a 02:00h até chegarmos na cachoeira do Fundão. Só a vista que esta cachoeira nos proporcionou já valia todo o esforço feito até ali! Local lindíssimo, céu azul, cachoeira com bom volume d'água, com os raios do sol passando no alto da cachoeira, entre as matas ciliares. Tiramos nossas mochilas, alguns se jogaram no chão, outros foram tirar fotos, mas depois, apenas quatro dos sete membros, banharam-se no poço e cachoeira do Fundão (eu, Dilmar, Luciano e Nielson). Márcio, que já tava ruim do joelho, ficou estirado no lajedo parecendo um morto-vivo, tirando, de lá mesmo, as fotos da cachoeira. Green, após uma sessão de fotos, também dormiu, o mesmo acontecendo com Lucas. Eduardo Borges na cachoeira do Fundão Cachoeira do Fundão - 18/08/2012 Havíamos acertado que às 15:30h, impreterivelmente, deveríamos estar prontos e já subindo, contudo, começamos a subir às 15:02h, pois já havíamos curtido e descansado bastante. A subida é pela lateral esquerda da cachoeira do Fundão, não tem como não achá-la, mas este primeiro trecho da subida do Fundão, é justamente o mais perigoso e que requer mais atenção, pois é preciso retirar as mochilas e repassá-las para um dos membros que já a tenha escalado, no caso, o Nielson. O restante desta subida é tranquila, contudo, há que se registrar que, durante a subida, houve um trecho onde a trilha continuava adiante, mas subimos por um caminho de pedras à esquerda. Isso se deu porque eu já tinha sido avisado que a subida mais batida me levaria a passar num trecho mais perigoso, sendo que haviam aberto esta trilha mais tranquila, daí foi só ficar atento. Chega-se ao topo, um pouco depois da queda. Retornamos, registramos fotos do local, com vista belíssima do vale, bem como do poço aonde estávamos minutos antes! Eduardo Borges no rio 21, pouco antes da cachoeira do Fundão Márcio Rios do outro lado da parte superior da cachoeira do Fundão Eduardo Borges com a cachoeira do Fundão aos seus pés! Após as fotos, andamos pelo leito do rio mais uns 30 metros e, logo a direita, subimos uma trilha íngreme de 3 a 4 metros, chegando a um local perfeito para camping, com grama batida, árvores para esticarmos cordas e fazermos nossos varais, local para fogueira, visual insano dos paredões tanto de um lado, quanto do outro do vale! Após armarmos as barracas, fomos tomar banho e preparar nossa janta. Neste momento, enquanto o pessoal foi tomar banho, adentrei a mata que cercava o camping até chegar ao paredão. Encontrei um segundo local para camping, de terra batida com aquela poeirinha cinza fininha cobrindo todo o terreno, bem ao lado do paredão, local para fogueira, algumas pedras esparsas que serviriam de bancos. Reconheci ali o local de um vídeo que vi no Youtube antes de partir para nossa aventura. Foram cinco barracas para os sete integrantes: eu e Nielson numa barraca, Dilmar e Márcio noutra, Luciano, Lucas e Green em barracas individuais. Dilmar, Lucas e Márcio. Eduardo Borges na área do 2º camping, junto ao paredão, que fica a +ou- 20m de onde armamos as barracas! Nielson fritando a josefina e Eduardo Borges segurando um prato de calabresa! Eduardo e Nielson na noite do dia 18/08/2012, no camping entre a cachoeira do Fundão e a cachoeira do 21. Bom citar que este acampamento fica à direita de quem sobe. Antes de dormir ficamos preocupados com a retomada da trilha no dia seguinte, pois o céu estava cada vez mais fechado, sendo que fomos dormir com os primeiros pingos d'água de uma chuva que varou a noite. Ora mais intensa, ora menos, mas constante até pouco antes do amanhecer. Eu cheguei a cogitar com Nielson nosso retorno a Lençóis, mas não antes de tentarmos a subida até o trecho crítico. No meio da noite Lucas começou a gritar: “Pessoal, ô pessoal, minha barraca tá inundando, tá molhando aqui dentro mais do que do lado de fora!” Quando percebi a situação, ela já estava se resolvendo, pois Green cedeu aos pedidos de Lucas e deixou o náufrago passar a noite com ele. Acordamos cedo, desarmamos nossas barracas e levamos nossas mochilas para o camping junto ao paredão, onde fizemos nosso desejum. Logo depois que retomamos a caminhada, após uns cinco a dez minutos de caminhada, chegamos a cachoeira do 21. Ela estava quase que totalmente seca, sendo que ali percebemos que a cachoeira que tem um volume d'água maior fica a direita de quem sobe, sendo formada por uma sequência de pequenas cascatas. Tiramos várias fotos, antes de retomarmos a nossa caminhada. Em pé: Márcio, Green e Luciano. Agachados: Nielson, Eduardo, Lucas e Dilmar! Márcio Rios com a cachoeira do 21 ao fundo! Pouco volume d'água! Dia 19/08/2012. Márcio Rios na cachoeira que fica do lado direito da cachoeira do 21. Esta sim, mantém um bom volume d'água e alimenta a cachoeira do Fundão! A trilha começa pela lateral esquerda do poço, sendo o oposto da subida do Fundão, pois é mais fácil no início, e mais difícil do meio para o final. A subida não é demorada, sobe-se em quarenta minutos no máximo, contudo há trechos que podem dar pânico em quem tenha medo de altura. Ora, eu sou um destes, mas tenho minhas técnicas para controlar meu medo. Um deles é não olhar para baixo nem a pau, assim sendo, nos locais em que meus amigos alertavam quanto a altura, eu me concentrava no exato local onde iria pisar e, incrível, sem deixar de curtir o visual, pois quando batia vontade eu olhava ao longe sem me fixar para baixo. Fomos subindo assim até encontrarmos uma escada num trecho onde não sei como faríamos para subir sem a bendita escada! É bom ressaltar a quem nunca fez esta trilha que nessa hora é preciso ter cuidado, pois há uns arbustos que nos passam uma falsa tranquilidade quanto ao perigo real, mas basta olharmos através deles que se tem noção da altura onde nos encontramos. Cioso disso, nosso amigo Nielson se prontificou mais uma vez a ser o primeiro a vencer a escada. Para tanto, deixou sua mochila embaixo, subiu, e começou a pegar as mochilas dos demais membros. Logo depois mais membros subiram e ajudaram-no na tarefa, levando as mochilas para mais adiante, longe da pirambeira. Após este trecho, nosso companheiro de trilha, o Dilmar, comentou: “Porra Duda, aqui deve ter sido o lugar onde seu amigo disse que seria morte certa”, pessoal, era tão perigoso, que eu passei meio agachado, corpo um pouco inclinado para esquerda, pois a direita, após uns poucos arbustos, o abismo nos espreitava. Fila indiana para subir a escada que fica no meio da trilha que liga o poço do 21 ao seu topo! Capitão Nielsimento! Nielson já em cima, Márcio posando, Green segurando a escada! Depois deste último trecho de perigo, chega-se ao topo da cachoeira, onde após várias fotos, retomamos nossa trilha. Green, Dilmar, Márcio e Nielson em cima da cachoeira do 21! Dia 19/08/2012. Nielson e Dilmar no topo do 21, avistando a cachoeira lateral que deságua no 21, logo após o poço! Sobe-se o rio 21 pelo leito do rio, ora pelas margens, sempre atentos ao vale que se abriria a esquerda. É preciso estar atento, pois como a mata está bem conservada, corre-se o risco de não perceber a entrada a esquerda. Após entrar neste vale, o qual acho ser o do Córrego Verde, devido a riqueza do verde do local, seja pelas plantas, seja pelo limo nas pedras, a subida é constante, com diversas pequenas quedas d'água que nos exigiam uma parada para mais fotos. Dilmar, Nielson, Luciano, Lucas, Green e Eduardo. Cascata no Córrego Verde! Dilmar, Green, Luciano, Lucas, Márcio, Nielson e Eduardo! Vencemos o trecho do Córrego Verde em pouco menos de uma hora. É fantástico, você sai de um trecho de elfos e gnomos, onde a luz que chega é pouca e filtrada pelas copas das árvores, a um lugar aberto, alto, de onde se pode observar o vale de onde viemos, bem como todo o relevo em volta: este é o início dos Gerais da Fumaça. Gerais da Fumaça! Andamos mais um pouco até encontrarmos a trilha que, dobrando à direita, nos conduzirá até a cachoeira da Fumaça. Optamos por passar por ela, pois Dilmar ainda não a conhecia. E valeu muito a pena, pois as fortes chuvas dos últimos dias tinha deixado a Fumaça com um bom volume d'água. Várias fotos, prancha de pedra, mirante oposto, chuva da Fumaça nos molhando completamente, tudo com um lindo céu azul. Termino nosso relato da trilha aqui, pois da Fumaça ao Capão já é praticamente nossa casa! Abraços aos amigos Márcio, Nielson, Dilmar, Luciano, Lucas e Green! Duda Borges!!! Cachoeira da Fumaça. Dia 19/08/2012. Dilmar, Green, Nielson, Eduardo, Márcio, Lucas e Luciano! Parabéns Tropa Trekking! Até a próxima!!!
  9. Planejei bastante esta trilha para fazer com meus amigos Lucas, Dito e Carlinhos. Lucas já havia feito a Trilha das Mulas (Lençóis-Capão) comigo e essa seria sua segunda trilha na Chapada Diamantina e a primeira de Dito e Carlinhos. Partimos de Salvador na noite de 26/05/11, chegando no início da manhã do dia 27/05, partindo imediatamente para a trilha. A primeira etapa da trilha é a mesma do Ribeirão do Meio (escorrega). Antes de chegarmos no rio Ribeirão, paramos no bar do Fusquinha para algumas fotos. Carlinhos, Lucas, Dito e Eduardo. Próxima parada, leito do rio Ribeirão, onde tiramos diversas fotos num belo céu azul! Às 07:30h atravessamos o rio e começamos a subir a Serra do Veneno. Esta era a terceira vez que subia o veneno, sendo a primeira sem guia, ou melhor, eu era o guia do grupo, mas contava com um arquivo no meu GPS 76CSX da Garmin que nos guiaria até a cachoeira do Palmital. A subida do veneno é extenuante, com belas paisagens e alguns lugares labirínticos!!! O GPS veio bem a calhar! Pois bem, paramos num tradicional ponto para foto que abrangia o vale do rio Ribeirão, no sentido da cachoeira do Sossego. Continuamos a subida até passarmos pela casa abandonada de um antigo morador do local, sr. Anísio. Visitei a casa e descobri um laguinho de águas transparentes no fundo da casa e algumas árvores frutíferas ao redor da casa: tangerinas e pitangas. Após comermos algumas pitangas, retornamos à trilha. Caminhamos até o vale do rio mosquito ou muriçoca, sempre me atrapalho, enchemos nossos cantis e continuamos até chegarmos a Toca da Onça, onde lanchamos e descansamos. Dito e Eduardo na Toca da Onça! Saímos de lá entre 12:40 e 12:50h, vindo a parar somente no local do nosso acampamento, no Palmital. Chegamos neste local às 13:54h. Armamos nossas barracas e fomos tomar banho no poço da cachoeira do Palmital. Levamos colete salva-vidas, pois somente eu e Carlinhos sabíamos nadar. Lucas foi o primeiro a vestir o colete, mas só conseguiu nadar até o meio do poço. Voltamos, e Dito, após vestir o colete, foi conosco até a cachoeira, atravessando todo o poço comigo e Carlinhos. Carlinhos, Dito e Eduardo na Cachoeira do Palmital! Após este banho revigorante, e extremamente gelado, voltamos refeitos para prepararmos nosso almoço/janta e dormirmos. Dia seguinte, 28/05, levantamos cedo, tomamos café, desarmamos as barracas, preparamo-nos e retomamos a trilha, não sem ante registrarmos as os Cancães, pássaros pouco maiores que um pássaro-preto, da família das gralhas e dos corvos, que se alimentavam do resto de biscoitos. Ressalto que durante toda a trilha tivemos o máximo de cuidado em não deixarmos nenhuma sujeira. Todo o lixo por nós produzidos foi levado para o devido descarte na cidade, assim como o lixo encontrado na trilha, o qual, diga-se de passagem, foi muito pouco. A trilha é bastante conservada, e com estes cuidados ainda teremos esta trilha intacta por muito tempo. Começamos a descer às 07:55h pela lateral direita do rio Palmital, registrando muitas fotos legais até o encontro com o rio Capivara. Eduardo na descida do rio Palmital, antes dele desaguar no rio Capivara! Neste momento dobramos a direita e caminhamos até a cachoeira do Capivara, lá chegando às 09:05h. Dito acima da cachoeira do Capivara! Retomamos a trilha e chegamos na base do Macaco às 12:20h. Armamos as barracas, guardamos tudo e fomos até o poço da fumaça somente com cantis e máquinas fotográficas. Chegamos no poço às 14:54h ficamos uns 15 minutos e retornamos ao acampamento. Somente eu tomei banho, o mais gelado de minha vida! Chegamos ao acampamento às 17:30h. Cachoeira da Fumaça e Eduardo no Poço da Fumaça! Tomamos banho, preparamos nossa janta e cama! Dia 29/05, começamos a subir o Macaco às 07:30h, chegando no topo às 09:25h. Descansamos aí, depois no Santuário e por fim na Fumaça por Cima. Depois caminhamos até o Vale do Capão, chegando às 14:53h no fim da trilha, próximo a placa que marca o início da trilha para Fumaça! Fomos almoçar em Dona Beli somente às 16:30h e a noite pegamos uma van com Edinho até Palmeiras! Voltamos a Salvador no ônibus das 22:40h. Carlinhos, Lucas e Dito na Cachoeira da Fumaça! Lucas, Dito e Carlinhos no restaurante de Dona Beli! - Higiene A higiene na trilha é de extrema importância para a preservação das fontes de água potável, como da própria trilha. Cubra as fezes com terra, inclusive o papel higiênico, o mais distante possível das nascentes e do acampamento. Ao tomar banho, utilize sabão biodegradável e procure tira-lo longe do rio pra não poluí-lo. Traga um cantil com água e retire-o num local de terra onde a água não possa escorrer de volta para o rio. Faça o mesmo com a pasta de dente. Evite usar shampoo que são, na maioria das vezes compostos de detergentes sintéticos. Antes de entrar no rio, retire o protetor par não sujar a água. Lembre-se de que mais abaixo, no rio, outras pessoas estão bebendo dessa água. - Cuidados com o lixo O lixo é grande responsável pela poluição dos solos e lençóis freáticos. Por isso é preciso tomar alguns cuidados para que não ocorra uma maior degradação. Durante as caminhadas, recolha todo o lixo produzido num saco plástico e o leve de volta à cidade, onde há um espaço reservado para ele. É preciso ter um cuidado especial com as pilhas, leve-as de volta e entregue num posto de reciclagem. O mais racional é cada um levar na sua mochila o lixo que produziu. Não jogue pela pia os restos de produtos tóxicos e/ou químicos. Eles devem ser conservados em suas embalagens. - Choque térmico Evite banhos da água fria logo após as caminhadas quando o corpo estiver muito quente. Comece molhando as extremidades, antes de mergulhar na água. - Peso sobre os ombros Uma mochila muito pesada é causa desconforto e dores na coluna, podendo evoluir para problemas mais sérios dependendo do tempo que for carregada. Por isso, o recomendável é carregar cerca de 1/3 do peso do corpo, considerando um bom preparo físico do caminhante. Cuidado, portanto, com materiais desnecessários que só causam peso. Procure levar para as caminhadas aquilo que for realmente importante e que tenha utilidade. - Mergulhos A maioria dos poços da Chapada Diamantina tem suas águas escuras que dificultam ver as pedras que estão submersas, Por isso, muito cuidado ao entrar no rio, procure averiguar se não existe pedras e evite mergulhar de cabeça. - Andar solitário Evite fazer caminhadas sozinho, principalmente as mais longas. Além de correr o risco de se perder, caso aconteça algum acidente, não terá ninguém para te socorrer nem chamar ajuda. O mais seguro é fazer esses tipos de passeios em grupo. - Desidratação A desidratação é a perda de líquidos e sais minerais através da transpiração, da respiração e da urina. Em dia normais, uma pessoa perde cerca de 3 a 6 litros de água. Em dias mais quentes, essa média sobe pra um litro por hora. Por isso é recomendável que, durante as caminhadas, principalmente nas de trilhas abertas e expostas ao sol, independente do calor excessivo, se tome meio-litro de água a cada meia hora. Além de evitar a desidratação, ajuda a prevenir a insolação que apresenta a pele avermelhada, quente e seca, febre alta, com risco de perda da consciência e comprometimento das funções vitais. - Hipotermia A hipotermia é o estado de colapso provocado pela perda de calor do corpo devido ao uso contínuo de roupa molhada e/ou vento frio e intenso, comprometendo a temperatura interna do corpo e as funções do cérebro e do coração. São sintomas: sono, cansaço, calafrio, ligeira irritação e descoordenação motora. Para evitar, recomenda-se a ingestão de líquidos, principalmente quente e açucarados como leite, chá, café ou sopa, e a não ingestão de bebidas alcoólicas que causam desidratação. - Intermação A intermação é o elevamento da temperatura do corpo acima de 37 graus, devido ao esforço excessivo e calor intenso, podendo causar câimbras, tonturas e comprometimento das funções vitais. Cuidados: ingira muito líquido, pare á sombra com a roupa bem frouxa e descanse bastante. - Finalizando, estas dicas foram postadas pela minha amiga Jenifer Freitas na comunidade do Orkut: "Fumaça por Baixo - A Trilha" Como foi muito bem colocado pela Jenifer, não é aconselhável fazer as trilhas sozinhos, porém, devemos ter cuidado com as pessoas que convidamos para fazer as trilhas conosco. Não estou me referindo sobre o caráter da pessoa, e sim sobre o condicionamento físico dela. Assim sendo, devemos dar a noção exata do tanto que ela irá andar! Caso seja possível, marque com esta pessoa uma volta num lugar agradável e que tenha pelo menos uns 06 (seis) quilômetros para você observar se a pessoa gostou da caminhada, se se sentiu bem, pois já levei pessoas aqui de Salvador para dar uma volta de bicicleta em Pituaçú e não aguentaram, imaginem na Chapada, que é um sobe e desce sem fim? Já tive dois colegas de trabalho que gostariam de ir, mas eu deixei bem claro para eles que o que dá a força para caminharmos são dois fatores: condicionamento físico e o visual da Chapada que recarrega nossas forças, um foi comigo, o outro desistiu! Acho que é só! Abraços!!!
  10. Integrantes: Eduardo Borges, Daniela Batista e Lucas Pinheiro Eu havia prometido em 2008 a Lucas, então meu estagiário, que o levaria para conhecer a Chapada Diamantina. Marcamos primeiramente para março/2009 nossa tão esperada viagem. Lucas estava muito ansioso, porém, no dia de viajarmos choveu muito e desistimos de viajar. Remarcamos nossa viagem para maio/2009. Neste meio tempo, soube que minha prima Daniela estava louca para conhecer a Chapada Diamantina. Convidei-a, e ela topou na hora! Viajamos na noite do dia 30/04/2009, chegando em Lençóis por volta das 04:30h do dia 01/05. Pegamos nossas mochilas, enchemos nossos cantis com as garrafas d’água do próprio ônibus da Real Expresso. E, antes de partirmos em direção ao hotel Portal de Lençóis, início da trilha, demos uma rápida passada no sanitário da rodoviária de Lençóis. Ainda era madrugada do dia 1º de maio, quando começamos a subir as antigas ruas de Lençóis. Passamos pela avenida Senhor dos Passos, passamos a ponte sobre o rio Lençóis, na Praça dos Nagôs demos uma rápida olhada para a esquerda e vimos o Mercado Cultural. Seguimos adiante na diagonal direita, chegando a Praça Horácio de Matos, onde fica o Banco do Brasil e a agência dos Correios. Fomos subindo a avenida Sete de Setembro até chegarmos ao famoso Coreto, ponto obrigatório para os turistas amantes da fotografia. Dobramos a esquerda e continuamos a subir, agora pela rua Nossa Senhora da Vitória até alcançarmos o deslumbrante Hotel de Lençóis, onde mais uma vez dobramos a esquerda para pegarmos a rua Altina Alves, a qual se finda no hotel Portal de Lençóis, fim da área urbana de Lençóis e início da nossa trilha: a Trilha Lençóis – Capão, também conhecida como Trilha das Mulas. Vou fazer uma parada no relato da trilha para falar um pouco sobre a trilha das mulas e o porquê deste nome! Antes das nossas atuais rodovias, a forma de escoar os produtos agrícolas para a cidade de Lençóis, oriundas do Vale do Capão, Conceição dos Gatos e outras comunidades menores, era através desta antiga trilha de tropeiros, que ligava o Capão Grande (Vale do Capão) até a cidade de Lençóis. Ela é muito mais fácil do que a Trilha da Fumaça por Baixo, mas com suas belezas singulares, tais como: a vista da cidade de Lençóis vista do alto da trilha; a desembocadura para o vale do rio Ribeirão, com o Vale do XXI lá na frente; o Poço da Piaba e a Toca dos Noivos; a deslumbrante vista do Morrão (Monte Tabor), tendo as Águas Claras aos pés do Morrão, entre o mesmo e a Serra dos Cristais; e por fim, a chegada ao místico Vale do Capão, lugar de paz e refazimento!!! Pois bem, voltemos ao nosso relato. Eram exatamente 05:42h do dia 01/05 quando demos nosso primeiro passo na trilha, os primeiros raios matinais começavam a iluminar o ambiente. Como vocês devem saber, todas as trilhas têm subidas e descidas. Esta, particularmente, tem mais subidas que descidas, haja vista que há um desnível altimétrico favorável a quem vem do Capão no sentido Lençóis, pois o Capão está a +/-1000 metros de altitude, enquanto Lençóis está a +/-400 metros de altitude. Pois bem, como estávamos no sentido Lençóis/Capão, tínhamos que vencer 20km e um desnível de +/-600 metros de altitude. Eu ia na frente, pois, apesar dos meus 117kg, era o guia daquela excursão. Logo atrás vinha Dani, que era a mais bem preparada para cumprir o trajeto. Era magra e tinha 22 anos a seu favor. Lucas era o último e, apesar de mais novo e bem mais magro do que eu, parecia que ia “morrer/boiar” na trilha. Rsrs. Não me recordo de Lucas sorrir em uma única foto, devido ao seu cansaço. No entanto, é importante observar que tanto ele quanto Dani amaram tanto a trilha, quanto os demais passeios de nossa viagem. Nossa primeira parada se deu às 06:27h. Já dava para vermos Lençóis do alto, apesar de ainda estarmos muito perto dela. Continuamos nossa caminhada até encontrarmos nosso primeiro riacho! Este ponto é interessante, pois logo após ele há três caminhos a seguir: o da esquerda; o da direita; e o do meio! Devemos seguir pelo do meio! Vinte minutos depois do riacho eu tomei uma baita queda que machucou bastante meu dedo médio da mão esquerda. Tanto que na hora pensei de o haver quebrado. Passei um gel que havia levado e procurei deixar o dedo imóvel. Retornamos à trilha, nos deslumbrando com os pássaros, as bromélias, as cachoeiras temporárias que víamos nos paredões distantes, enfim, curtíamos e muito! Às 08:30h nos deparamos com um pequeno córrego que eu passei de botas sem maiores problemas. Dani tirou seu tênis, calçando-o logo após sua passagem. Já o Lucas, meus amigos, meteu o tênis na água, o que trouxe arrependimento para ele pelo resto do dia, pelo incômodo de andar com um tênis encharcado e suas conseqüências: frieiras, chulé, calos de sangue etc. Às 09:26h eu tomei outra queda, sem maiores conseqüências, na garganta que dá acesso ao vale do rio Ribeirão. Quem quiser ver o vídeo é só acessar: Às 10:10h paramos para enchermos nossos cantis numa pequena cascata temporária, cujas águas também nos serviu para molhar nossas cabeças, nos refrescando um pouco. Retomamos nossa caminhada, serpenteando o chapadão que mais adiante recebe o nome de serra dos Cristais, descendo até o rio Ribeirão. Às 12:08h chegamos no leito do rio Ribeirão, encontrando dois uruguaios que estavam fazendo o percurso contrário, indo do Capão para Lençóis. Aproveitamos para perguntar como estava o Capão e se tinham encontrado mais alguém na trilha. Disseram que o Capão estava tranqüilo e que nós éramos as primeiras pessoas que eles encontravam na trilha!!! Despedimo-nos, atravessamos o rio Ribeirão, passamos pelo acampamento (local a +/-50m do local da travessia do rio, ótimo para quem faz esta trilha em dois dias), minutos depois passávamos pelo Poço das Piabas e pela Toca dos Noivos. Daí em diante a trilha é sempre do lado esquerdo do rio Ribeirão, ora mais perto deste, ora mais longe. Quando nos aproximamos dele, a mata se fecha e torna-se alta. É a chamada mata ciliar, com vegetação de Mata Atlântica ou similar. Quando nos afastamos, a mata se torna cada vez mais rala, as árvores dão espaço aos arbustos, que por sua vez dão espaço aos lajedos com plantas de raízes curtas, pequenas portanto, e a grandes extensões de campos, chamados de gerais. Às 14:07h chegamos defronte ao Morrão. Este é o momento em que começamos a contornar a esquerda, no sentido sul, na direção do Vale do Capão. Porém, antes de contornarmos, paramos para admirarmos o Morrão, com os seus gerais aos seus pés, as matas ciliares serpenteando os campos como cobras a denunciar os leitos dos rios, a serra dos Cristais à direita do Morrão, a encantadora e mística Águas Claras, bem no meio entre o Morrão e a serra dos Cristais. Por falar em Águas Claras, vale aqui informar ao nosso leitor que por lá passa uma trilha que pode ser feita de bike em direção ao morro do Pai Inácio, e que pode ser emendada imediatamente com outra que leva para Lençóis, num dos mais incríveis e técnicos downhills da Chapada Diamantina. Para finalizar a parada no Morrão, pousou para minha lente, o Augaste lumachellus (Beija-flor-gravatinha-vermelha), endêmico da Chapada Diamantina, e que se tornou uma constante nas minhas trilhas, pois sempre o encontro para meu prazer! Depois da contemplação e muitas fotos e filmagens, retomamos nossa trilha, só parando às 15:06h, num pequeno riacho que, acredito eu, deva ser um dos pequenos rios que irá formar o Riachinho, em cujas quedas d’águas nós tomaríamos banho no dia seguinte, após visitarmos a Cachoeira da Fumaça. Às 15:40h avistamos as primeiras casas do Vale do Capão, apesar de geograficamente ainda não estarem propriamente no vale. E às 16:09h descansamos no leito do último rio da trilha, pois ao transpô-lo, encontramos a primeira estrada de barro da região. Consideramos este local como fim da nossa trilha, pois daí em diante até carro transita. No entanto, devo ressaltar que do leito deste rio, até a Pousada Beira-Rio, mais conhecida como Pousada de seu Dai, nós caminhamos ainda por mais 01:33h, chegando na pousada às 17:42h. Pois bem, se começamos a trilha às 05:42h e terminamos às 17:42h, fizemos a trilha em 12 horas, com muitas paradas para descanso, lanches, fotos e filmagens! Após o banho revigorante em seu Dai, fomos a noite na pizza do Thomas, para desfrutarmos sua pizza. Vale ressaltar que lá só tem dois sabores: natural e doce. A natural é feita de mussarela, molho de tomate, pesto (molho de azeitona, manjericão, alho e orégano) e cenoura, tudo no forno à lenha, numa massa fina e crocante. No lugar de catchup, há um mel com pimenta, muito bom! Quem for geminiano não pode deixar de experimentar! Rsrs. A pizza doce é de mussarela, banana d’água, canela, mel e cachaça. Para acompanhar eu sugiro o suco de maracujá silvestre adoçado com mel, ou o suco de mangaba! Ah o suco de mangaba... Dia seguinte fomos tomar café-da-manhã no argentino (Diego), não vou nem descrever nada aqui, senão sai um livro sobre culinária, rsrs. Ao sairmos de lá, fomos à Cachoeira da Fumaça. No retorno, almoçamos em D. Beli. A tarde, fomos ao Riachinho. Dia seguinte fomos a cachoeira do Rio Preto e Rodas e a noite pegamos a rural de Edinho rumo a Palmeiras (outro capítulo a parte, rsrs), de lá partimos para Salvador!!! Há quem ache esta trilha simples, que é para ser feita apenas uma única vez! Eu discordo. Ela é singular, como aliás toda a Chapada Diamantina! De lá voltamos a Salvador com nossas energias renovadas, e com muita saudade, pois quem é trilheiro de coração sabe o que eu e meus amigos de aventura sentimos na hora de voltarmos ao nosso cotidiano! Mas já voltei a ela, e ainda no próximo mês estarei por lá para fazer a Fumaça por Baixo com o Lucas e mais dois amigos: o Dito e o Carlinhos!!! Abraços!!!
  11. Duda Borges

    As Trilhas do Vale do Capão - Chapada Diamantina-BA.

    Parabéns pela descrição das trilhas! Obrigado por relatar a trilha do Poço das Cobras, pois fui na Conceição dos Gatos e não fui até o Poço, mas na próxima irei, graças ao seu entusiasmo em descrever a trilha!!! Abraços!!!
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