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Viagens da Leticia

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Viagens da Leticia venceu a última vez em Dezembro 22 2018

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  1. @Raquel Vieira 0412 o mais difícil lá, como em todos os outros destinos do nosso país, é o transporte. Vantagem entre o transfer e o ônibus? Acho que nenhuma, mas depende dos horários, fazer casar o que encaixa melhor pra você. O valor do guia é esse, o preço da diária de guia é meio acordado que o mesmo pra todos eles (R$ 150/dia), pra uma ou pra mais pessoas. Se você tiver quem divida com você, aí o preço fica legal. Existem agências que fazem pacotes também. Quando eu pesquisei, acabava saindo quase a mesma coisa e o roteiro não cobria o que eu buscava. Por isso optei pelo tour da forma que fiz. Dê uma olhada no aluguel de carro, não sei se sairia mais em conta, se valeria a pena.
  2. TUCUPI HOSTEL Quando cheguei ao hostel, não tinha ninguém. Troquei mensagens com o Sérgio, o dono do hostel, e ele foi lá me receber. Todos estavam no carimbó de Ronaldo Guedes, um ceramista da região. Foi só o tempo de deixar a bagagem e tomar um banho rápido, seguimos pro carimbó também. Enfim, eu estava no Marajó!!! Não tinha nada pra comer lá no carimbó, além de bombons de cupuaçu, e foi disso e de cerveja que me alimentei naquela noite. Foi um começo e tanto. Conheci o pessoal que estava no hostel também, fomos os últimos a sair do carimbó, e ainda chegamos e fizemos umas caipirinhas de caju quando voltamos. Esse hostel mais parecia uma casa de amigos. Conheci muita gente legal lá. Uma casa simples, com uma varanda acolhedora, onde tudo funcionava muito bem. Teve até um tocador de carimbó no hostel, fazendo som e contando histórias. O Sérgio, o dono, é uma figura divertida, que dá dicas sobre tudo na região, além de ser boa companhia. Tenho saudades daquele café da manhã de lá, com queijo do Marajó, doce de leite e manteiga de búfala, e aquele pãozinho estranho, meio duro, meio borrachudo, mas delicioso, que só vi em Soure.
  3. BELÉM (3 dias inteiros) Belém é uma cidade muito interessante, super colorida e musical. Sou de São Paulo, e há muitas diferenças culturais entre essas longas distâncias no país. E adorei conhecer um pouquinho. A cidade não me pareceu nada segura. Mas até que andei bastante a pé e de Uber também. O que ver em Belém: cidade velha, forte do Presépio, Mercado Ver o Peso. Casa das Onze Janelas, Estação das Docas, Mangal das Garças, Portal da Amazônia, bar Palafitas, Teatro, as igrejas (de onde sai o Círio de Nazaré e as outras tb) Ilha do Combu (Chalé da Ilha). O restaurante do Mangal das Garças, além de ser uma construção bem bonita, tem uma vista ótima. A comida é uma riqueza paraense que julgo imperdível. São muito sabores diferentes. Eu adoro taperebá (que é cajá!) e cupuaçu. Mas além disso tem também o bacuri, o buriti, ... Não deixe de provar: o verdadeiro açaí, com peixe, no Point do Açaí; a comida deliciosa, com alimentos orgânicos e comprada de pequenos produtores do Iacitatá Centro de Cultura Alimentar (os preços são meio salgados, mas vale o investimento); o sorvete da Cairu; as maravilhosas cervejas da Amazon Beer. E tem o JAMBU! E a cachaça de jambu. O boteco Meu Garoto serve bons pratos e petiscos e tem uma lojinha muito boa de cachaças. Na ilha do Combu, tem o chocolate e os doces das Filhas do Combu. Faltou o tacacá. Qualquer hora volto lá pra provar. Faltou também o polo joalheiro. Mas sempre bom ter motivos pra voltar. Veja mais fotos no instagram: @[email protected] e http://viagensdaleticia.tumblr.com e curta a página https://www.facebook.com/viagensdaleticia
  4. SALVATERRA Salvaterra é a outra cidade, do lado de lá do rio. Passei uma tarde visitando as praias. Almocei em Joanes, depois fui pra Água Boa e terminei na Praia Grande. Cada uma com sua beleza. E a água sempre naquela temperatura ótima do norte. Combinei o valor com um mototáxi e em uma tarde percorremos tudo. Um casal de franceses que estava no hostel, fez isso também, mas de bicicleta, durante o dia todo.
  5. FAZENDA BOM JESUS Essa é outra fazenda que também vale a visita. Nesta não tem passeio de búfalo, só caminhada, mas é possível ver diversos animais em seu habitat, aves e plantas. Paisagens majestosas. E no final tem um café da tarde. Não tenho certeza do preço, mas deve ter sido por volta de R$ 100 também.
  6. ATELIÊ DE CERÂMICA A cerâmica marajoara é algo muito importante e lindíssimo. Alguns artistas tem ateliês em Soure, e vale a pena conferir. Eu visiter o ateliê do Ronaldo Guedes (ao lado de onde foi o carimbó), onde é possível conhecer o processo de fatura das peças, ver os pigmentos e ver os artistas trabalhando. Vale a visita e comprar umas coisinhas.
  7. FAZENDA SÃO JERÔNIMO Não é um passeio barato (acho que foi R$ 100), mas são horas bem aproveitadas. Primeiro se uma paisagem linda de barco, daí chega numa das praias mais maravilhosas que já vi, a Praia do Goiabal, daí uma pequena trilha pela praia e depois por pontes suspensas, e no final, um passeiozinho de búfalo.
  8. PRAIA DO PESQUEIRO Todas as praias são lindas. Essa praia tem mais bares do que as outras e tem também quiosques com boa sombra pra ficar. Além disso, a vila é uma graça. Fiz lindas fotos das casinhas da Vila do Pesqueiro. Comi um peixe com creme de caranguejo muito bom e a bom preço (R$ 25). Eu estava sozinha, mas daria pra dois comerem numa boa.
  9. PRAIA DA BARRA VELHA No primeiro dia do ano, todo lugar prometia ser lotado, mas o conceito de lotado no Marajó é um pouco diferente do que eu imaginava. Os bares estavam cheios e o serviço era mais lento, mas tudo bem. A beleza das praias do Marajó compensa e neste dia ainda foi iluminada por uma lua incrível.
  10. REVEILLON NA PRAIA DO PESQUEIRO Eu não programei nada de nada, e estava totalmente tranquila fosse o que viesse para a virada do ano. Na Praia do Pesqueiro tinha uma festa da cidade, com palco e música, não era lotado, mas tinha gente suficiente pra festejar, e foi pra lá que fomos, eu, o dono do hostel e mais dois hóspedes. Jantamos na praia, comi filé marajoara, carne de búfalo com queijo do marajó, de depois, cada um com sua champanhe, vimos os fogos, brindamos a noite, pulamos ondas, tomamos banho de cheiro e começamos bem o ano novo. Fomos de moto táxi e voltamos de ônibus.
  11. PRAIA DO CÉU E VILA DO CÉU No meu primeiro dia no Marajó, primeiro teve que achar a casa do seu Catita, o barqueiro, na Vila do Pesqueiro, e negociar com ele pra ir até a praia do Céu. Não foi muito fácil, mas deu tudo certo. Estávamos eu e mais um lá do hostel. Na imensidão da praia do Céu, só tinha a gente. A praia é linda, imensa, a maré estava super seca. A vila do Céu também é lindinha, com a maioria das casas de madeira. Saímos andando pela vila em busca de alguém pra abrir o único restaurante e da praia. passamos o dia lá e seu Catita foi nos resgatar no fim da tarde. E ainda parou pra gente tomar banho de rio na volta. Era o último dia do ano e a gente queria lavar a alma nas águas do Marajó antes da virada.
  12. A ILHA DO MARAJÓ (5 dias inteiros) A maior cidade pra se hospedar é Soure. Tem hotéis, pousadas, restaurantes e o hostel Tucupi. Na ilha, o tempo é outro. O comércio abre de manhã, depois fecha na hora do almoço e só abre lá pelas 16h. Daí fica aberto até as 20h. Chamam de "hora do comércio". Nesse tempo, não tem nada aberto pela cidade, só as farmácias. É também o horário do sol mais quente, então melhor ficar na praia ou numa boa rede descansando. As distâncias são longas, então para se deslocar é preciso carro ou moto táxi. Os moto táxis funcionam muito bem na ilha. Foi assim que eu fiz tudo. Existem "barcos rápidos" para Belém, mas é bom comprar com antecedência. E os horários do guichê de passagem são tão estranhos quanto os do comércio. Minha volta demorou menos de 2h, no barco que saía de Soure ao amanhecer. Na época que eu fui, a quantidade de pernilongos era surpreendente. Eu nunca tinha visto tanto pernilongo. Mais do que Ilha Grande, mais do que Barra Grande. Consumi muito repelente e dormia na frente do ventilador, senão eles me atacavam. Mas eles sempre achavam um caminho pra me atacar.
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