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Viagens da Leticia

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  1. VISÃO GERAL Antes de mais nada, acho válido esclarecer que adorei minha experiência na Etiópia, apesar das dificuldades. Se eu recomendo esse destino? Sim, fortemente. Mas não para qualquer viajante. A Etiópia é um destino para pessoas interessadas em cultura, história e natureza, mas que consigam abrir mão de alguns confortos e estejam dispostas a encarar algumas situações de extrema simplicidade. Pra mim a característica mais forte na Etiópia é a religiosidade. A maioria é cristã ortodoxa, e são extremamente devotos. Insuportavelmente devotos, na minha opinião. As mulheres usam vesti
  2. Quando resolvi viajar pra Etiópia não parei de ser chamada de maluca e de ser desencorajada pela maioria das pessoas com quem conversava. Infelizmente a maioria dos brasileiros tem em mente aquela imagem de Etiópia enlatada pela mídia, de seca e fome, que foi sim gravíssimo problema no país há alguns anos. Etiópia é um dos países que mais cresce no mundo, de exuberante natureza, cultura riquíssima e significativa importância histórica. Não encontrei muitas informações sobre viagem pra lá em português, e menos ainda sobre mulheres viajando sozinhas pelo país. Apenas fui. Foi uma experiência inc
  3. @Raquel Vieira 0412 o mais difícil lá, como em todos os outros destinos do nosso país, é o transporte. Vantagem entre o transfer e o ônibus? Acho que nenhuma, mas depende dos horários, fazer casar o que encaixa melhor pra você. O valor do guia é esse, o preço da diária de guia é meio acordado que o mesmo pra todos eles (R$ 150/dia), pra uma ou pra mais pessoas. Se você tiver quem divida com você, aí o preço fica legal. Existem agências que fazem pacotes também. Quando eu pesquisei, acabava saindo quase a mesma coisa e o roteiro não cobria o que eu buscava. Por isso optei pelo tour da for
  4. TUCUPI HOSTEL Quando cheguei ao hostel, não tinha ninguém. Troquei mensagens com o Sérgio, o dono do hostel, e ele foi lá me receber. Todos estavam no carimbó de Ronaldo Guedes, um ceramista da região. Foi só o tempo de deixar a bagagem e tomar um banho rápido, seguimos pro carimbó também. Enfim, eu estava no Marajó!!! Não tinha nada pra comer lá no carimbó, além de bombons de cupuaçu, e foi disso e de cerveja que me alimentei naquela noite. Foi um começo e tanto. Conheci o pessoal que estava no hostel também, fomos os últimos a sair do carimbó, e ainda chegamos e fizemos umas caipirin
  5. BELÉM (3 dias inteiros) Belém é uma cidade muito interessante, super colorida e musical. Sou de São Paulo, e há muitas diferenças culturais entre essas longas distâncias no país. E adorei conhecer um pouquinho. A cidade não me pareceu nada segura. Mas até que andei bastante a pé e de Uber também. O que ver em Belém: cidade velha, forte do Presépio, Mercado Ver o Peso. Casa das Onze Janelas, Estação das Docas, Mangal das Garças, Portal da Amazônia, bar Palafitas, Teatro, as igrejas (de onde sai o Círio de Nazaré e as outras tb) Ilha do Combu (Chalé da Ilha). O restaurante do Manga
  6. SALVATERRA Salvaterra é a outra cidade, do lado de lá do rio. Passei uma tarde visitando as praias. Almocei em Joanes, depois fui pra Água Boa e terminei na Praia Grande. Cada uma com sua beleza. E a água sempre naquela temperatura ótima do norte. Combinei o valor com um mototáxi e em uma tarde percorremos tudo. Um casal de franceses que estava no hostel, fez isso também, mas de bicicleta, durante o dia todo.
  7. FAZENDA BOM JESUS Essa é outra fazenda que também vale a visita. Nesta não tem passeio de búfalo, só caminhada, mas é possível ver diversos animais em seu habitat, aves e plantas. Paisagens majestosas. E no final tem um café da tarde. Não tenho certeza do preço, mas deve ter sido por volta de R$ 100 também.
  8. ATELIÊ DE CERÂMICA A cerâmica marajoara é algo muito importante e lindíssimo. Alguns artistas tem ateliês em Soure, e vale a pena conferir. Eu visiter o ateliê do Ronaldo Guedes (ao lado de onde foi o carimbó), onde é possível conhecer o processo de fatura das peças, ver os pigmentos e ver os artistas trabalhando. Vale a visita e comprar umas coisinhas.
  9. FAZENDA SÃO JERÔNIMO Não é um passeio barato (acho que foi R$ 100), mas são horas bem aproveitadas. Primeiro se uma paisagem linda de barco, daí chega numa das praias mais maravilhosas que já vi, a Praia do Goiabal, daí uma pequena trilha pela praia e depois por pontes suspensas, e no final, um passeiozinho de búfalo.
  10. PRAIA DO PESQUEIRO Todas as praias são lindas. Essa praia tem mais bares do que as outras e tem também quiosques com boa sombra pra ficar. Além disso, a vila é uma graça. Fiz lindas fotos das casinhas da Vila do Pesqueiro. Comi um peixe com creme de caranguejo muito bom e a bom preço (R$ 25). Eu estava sozinha, mas daria pra dois comerem numa boa.
  11. PRAIA DA BARRA VELHA No primeiro dia do ano, todo lugar prometia ser lotado, mas o conceito de lotado no Marajó é um pouco diferente do que eu imaginava. Os bares estavam cheios e o serviço era mais lento, mas tudo bem. A beleza das praias do Marajó compensa e neste dia ainda foi iluminada por uma lua incrível.
  12. REVEILLON NA PRAIA DO PESQUEIRO Eu não programei nada de nada, e estava totalmente tranquila fosse o que viesse para a virada do ano. Na Praia do Pesqueiro tinha uma festa da cidade, com palco e música, não era lotado, mas tinha gente suficiente pra festejar, e foi pra lá que fomos, eu, o dono do hostel e mais dois hóspedes. Jantamos na praia, comi filé marajoara, carne de búfalo com queijo do marajó, de depois, cada um com sua champanhe, vimos os fogos, brindamos a noite, pulamos ondas, tomamos banho de cheiro e começamos bem o ano novo. Fomos de moto táxi e voltamos de ônibus.
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