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Viagens da Leticia

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Viagens da Leticia venceu a última vez em Dezembro 22 2018

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  1. VISÃO GERAL Antes de mais nada, acho válido esclarecer que adorei minha experiência na Etiópia, apesar das dificuldades. Se eu recomendo esse destino? Sim, fortemente. Mas não para qualquer viajante. A Etiópia é um destino para pessoas interessadas em cultura, história e natureza, mas que consigam abrir mão de alguns confortos e estejam dispostas a encarar algumas situações de extrema simplicidade. Pra mim a característica mais forte na Etiópia é a religiosidade. A maioria é cristã ortodoxa, e são extremamente devotos. Insuportavelmente devotos, na minha opinião. As mulheres usam vestidos longos e pouco decotados, um véu jogado sobre os cabelos, geralmente branco, com algum detalhe colorido. Os homens também usam uma espécie de manto jogado sobre os ombros. Para entrar nas igrejas é obrigatório tirar os sapatos (são neuróticos com isso), e em algumas necessário usar véu para cobrir a cabeça. Os etíopes em geral são muito simpáticos, curiosos pelos turistas. Mas o comportamento social em relação às mulheres é bem diferente do que conhecemos por aqui. Na capital, apesar da grande diversidade religiosa, as mulheres usam roupas como as nossas também. Algumas até usam saias curtas e é possível ver muitas mulheres trabalhando e frequentando os lugares. Porém nos outros lugares, nas cidades menores, bem diferente. Cafés, restaurantes, bares, nunca havia mulher alguma frequentando. Só se fosse turista. As garçonetes às vezes sim, eram mulheres, mas frequentadoras, não vi quase em nenhum lugar. Muitas vezes eu perguntei onde estavam as mulheres na Etiópia, e os homens, que sempre vinham falar comigo, geralmente não tinham respostas. Minha maior dificuldade com lidar com o assédio. Tinha a impressão de que todos os homens na rua vinham falar comigo. Alguns ofereciam serviço de guia, ou simplesmente vinham perturbar. "Hello! How are you? Where are you from? What's your name?" Eu ouvia milhares de vezes, o dia todo, todos os dias da viagem. É comum esses candidatos à guia ficarem conversando com você, mesmo enquanto você anda, e não pára pra falar com eles. As vezes eu tinha a impressão de que se andasse 3 Km a pessoa ficaria me importunando por 3 Km. Em algumas situações também as pessoas (homens) pareciam me ajudar mas não por serem solícitas, mas por acharem que eu não capaz de resolver sozinha (por ser mulher, do meu ponto de vista). Além disso, um imenso espanto por eu estar viajando sozinha. Espanto maior ainda por eu não ser casada e não ter filhos. Cheguei até a ouvir que "eu estava atrasada" e se "é normal no meu país uma mulher da minha idade não ser casada e não ter filhos". As mulheres etíopes se casam muito jovens e tem milhares de filhos. Com seis filhos pra cuidar, e sem máquina de lavar roupa, realmente é muito difícil fazer algo além de cuidar de crianças e da casa. É usual comer com a mão, a comida aliás é muito boa. A cerveja também é muito boa. Em geral as temperaturas são amenas, por causa da altitude. Dificilmente é possível pagar com cartão de crédito. Os transportes em geral são lentos, não há iluminação pública. Mesmo na capital, poucas são as ruas com postes de luz.
  2. Quando resolvi viajar pra Etiópia não parei de ser chamada de maluca e de ser desencorajada pela maioria das pessoas com quem conversava. Infelizmente a maioria dos brasileiros tem em mente aquela imagem de Etiópia enlatada pela mídia, de seca e fome, que foi sim gravíssimo problema no país há alguns anos. Etiópia é um dos países que mais cresce no mundo, de exuberante natureza, cultura riquíssima e significativa importância histórica. Não encontrei muitas informações sobre viagem pra lá em português, e menos ainda sobre mulheres viajando sozinhas pelo país. Apenas fui. Foi uma experiência incrível, bastante difícil em alguns aspectos, mas um imenso aprendizado de viagem. O quanto é gratificante conhecer um lugar diferente assim e este ter sido o meu primeiro contato com a África, é difícil de explicar. Saí do Brasil com quase nada planejado, a viagem foi acontecendo conforme me desloquei mesmo. Foram 22 dias de aventuras. E deu tudo certo.
  3. @Raquel Vieira 0412 o mais difícil lá, como em todos os outros destinos do nosso país, é o transporte. Vantagem entre o transfer e o ônibus? Acho que nenhuma, mas depende dos horários, fazer casar o que encaixa melhor pra você. O valor do guia é esse, o preço da diária de guia é meio acordado que o mesmo pra todos eles (R$ 150/dia), pra uma ou pra mais pessoas. Se você tiver quem divida com você, aí o preço fica legal. Existem agências que fazem pacotes também. Quando eu pesquisei, acabava saindo quase a mesma coisa e o roteiro não cobria o que eu buscava. Por isso optei pelo tour da forma que fiz. Dê uma olhada no aluguel de carro, não sei se sairia mais em conta, se valeria a pena.
  4. TUCUPI HOSTEL Quando cheguei ao hostel, não tinha ninguém. Troquei mensagens com o Sérgio, o dono do hostel, e ele foi lá me receber. Todos estavam no carimbó de Ronaldo Guedes, um ceramista da região. Foi só o tempo de deixar a bagagem e tomar um banho rápido, seguimos pro carimbó também. Enfim, eu estava no Marajó!!! Não tinha nada pra comer lá no carimbó, além de bombons de cupuaçu, e foi disso e de cerveja que me alimentei naquela noite. Foi um começo e tanto. Conheci o pessoal que estava no hostel também, fomos os últimos a sair do carimbó, e ainda chegamos e fizemos umas caipirinhas de caju quando voltamos. Esse hostel mais parecia uma casa de amigos. Conheci muita gente legal lá. Uma casa simples, com uma varanda acolhedora, onde tudo funcionava muito bem. Teve até um tocador de carimbó no hostel, fazendo som e contando histórias. O Sérgio, o dono, é uma figura divertida, que dá dicas sobre tudo na região, além de ser boa companhia. Tenho saudades daquele café da manhã de lá, com queijo do Marajó, doce de leite e manteiga de búfala, e aquele pãozinho estranho, meio duro, meio borrachudo, mas delicioso, que só vi em Soure.
  5. BELÉM (3 dias inteiros) Belém é uma cidade muito interessante, super colorida e musical. Sou de São Paulo, e há muitas diferenças culturais entre essas longas distâncias no país. E adorei conhecer um pouquinho. A cidade não me pareceu nada segura. Mas até que andei bastante a pé e de Uber também. O que ver em Belém: cidade velha, forte do Presépio, Mercado Ver o Peso. Casa das Onze Janelas, Estação das Docas, Mangal das Garças, Portal da Amazônia, bar Palafitas, Teatro, as igrejas (de onde sai o Círio de Nazaré e as outras tb) Ilha do Combu (Chalé da Ilha). O restaurante do Mangal das Garças, além de ser uma construção bem bonita, tem uma vista ótima. A comida é uma riqueza paraense que julgo imperdível. São muito sabores diferentes. Eu adoro taperebá (que é cajá!) e cupuaçu. Mas além disso tem também o bacuri, o buriti, ... Não deixe de provar: o verdadeiro açaí, com peixe, no Point do Açaí; a comida deliciosa, com alimentos orgânicos e comprada de pequenos produtores do Iacitatá Centro de Cultura Alimentar (os preços são meio salgados, mas vale o investimento); o sorvete da Cairu; as maravilhosas cervejas da Amazon Beer. E tem o JAMBU! E a cachaça de jambu. O boteco Meu Garoto serve bons pratos e petiscos e tem uma lojinha muito boa de cachaças. Na ilha do Combu, tem o chocolate e os doces das Filhas do Combu. Faltou o tacacá. Qualquer hora volto lá pra provar. Faltou também o polo joalheiro. Mas sempre bom ter motivos pra voltar. Veja mais fotos no instagram: @[email protected] e http://viagensdaleticia.tumblr.com e curta a página https://www.facebook.com/viagensdaleticia
  6. SALVATERRA Salvaterra é a outra cidade, do lado de lá do rio. Passei uma tarde visitando as praias. Almocei em Joanes, depois fui pra Água Boa e terminei na Praia Grande. Cada uma com sua beleza. E a água sempre naquela temperatura ótima do norte. Combinei o valor com um mototáxi e em uma tarde percorremos tudo. Um casal de franceses que estava no hostel, fez isso também, mas de bicicleta, durante o dia todo.
  7. FAZENDA BOM JESUS Essa é outra fazenda que também vale a visita. Nesta não tem passeio de búfalo, só caminhada, mas é possível ver diversos animais em seu habitat, aves e plantas. Paisagens majestosas. E no final tem um café da tarde. Não tenho certeza do preço, mas deve ter sido por volta de R$ 100 também.
  8. ATELIÊ DE CERÂMICA A cerâmica marajoara é algo muito importante e lindíssimo. Alguns artistas tem ateliês em Soure, e vale a pena conferir. Eu visiter o ateliê do Ronaldo Guedes (ao lado de onde foi o carimbó), onde é possível conhecer o processo de fatura das peças, ver os pigmentos e ver os artistas trabalhando. Vale a visita e comprar umas coisinhas.
  9. FAZENDA SÃO JERÔNIMO Não é um passeio barato (acho que foi R$ 100), mas são horas bem aproveitadas. Primeiro se uma paisagem linda de barco, daí chega numa das praias mais maravilhosas que já vi, a Praia do Goiabal, daí uma pequena trilha pela praia e depois por pontes suspensas, e no final, um passeiozinho de búfalo.
  10. PRAIA DO PESQUEIRO Todas as praias são lindas. Essa praia tem mais bares do que as outras e tem também quiosques com boa sombra pra ficar. Além disso, a vila é uma graça. Fiz lindas fotos das casinhas da Vila do Pesqueiro. Comi um peixe com creme de caranguejo muito bom e a bom preço (R$ 25). Eu estava sozinha, mas daria pra dois comerem numa boa.
  11. PRAIA DA BARRA VELHA No primeiro dia do ano, todo lugar prometia ser lotado, mas o conceito de lotado no Marajó é um pouco diferente do que eu imaginava. Os bares estavam cheios e o serviço era mais lento, mas tudo bem. A beleza das praias do Marajó compensa e neste dia ainda foi iluminada por uma lua incrível.
  12. REVEILLON NA PRAIA DO PESQUEIRO Eu não programei nada de nada, e estava totalmente tranquila fosse o que viesse para a virada do ano. Na Praia do Pesqueiro tinha uma festa da cidade, com palco e música, não era lotado, mas tinha gente suficiente pra festejar, e foi pra lá que fomos, eu, o dono do hostel e mais dois hóspedes. Jantamos na praia, comi filé marajoara, carne de búfalo com queijo do marajó, de depois, cada um com sua champanhe, vimos os fogos, brindamos a noite, pulamos ondas, tomamos banho de cheiro e começamos bem o ano novo. Fomos de moto táxi e voltamos de ônibus.
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