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Viagens da Leticia

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  1. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    TUCUPI HOSTEL Quando cheguei ao hostel, não tinha ninguém. Troquei mensagens com o Sérgio, o dono do hostel, e ele foi lá me receber. Todos estavam no carimbó de Ronaldo Guedes, um ceramista da região. Foi só o tempo de deixar a bagagem e tomar um banho rápido, seguimos pro carimbó também. Enfim, eu estava no Marajó!!! Não tinha nada pra comer lá no carimbó, além de bombons de cupuaçu, e foi disso e de cerveja que me alimentei naquela noite. Foi um começo e tanto. Conheci o pessoal que estava no hostel também, fomos os últimos a sair do carimbó, e ainda chegamos e fizemos umas caipirinhas de caju quando voltamos. Esse hostel mais parecia uma casa de amigos. Conheci muita gente legal lá. Uma casa simples, com uma varanda acolhedora, onde tudo funcionava muito bem. Teve até um tocador de carimbó no hostel, fazendo som e contando histórias. O Sérgio, o dono, é uma figura divertida, que dá dicas sobre tudo na região, além de ser boa companhia. Tenho saudades daquele café da manhã de lá, com queijo do Marajó, doce de leite e manteiga de búfala, e aquele pãozinho estranho, meio duro, meio borrachudo, mas delicioso, que só vi em Soure.
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    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    BELÉM (3 dias inteiros) Belém é uma cidade muito interessante, super colorida e musical. Sou de São Paulo, e há muitas diferenças culturais entre essas longas distâncias no país. E adorei conhecer um pouquinho. A cidade não me pareceu nada segura. Mas até que andei bastante a pé e de Uber também. O que ver em Belém: cidade velha, forte do Presépio, Mercado Ver o Peso. Casa das Onze Janelas, Estação das Docas, Mangal das Garças, Portal da Amazônia, bar Palafitas, Teatro, as igrejas (de onde sai o Círio de Nazaré e as outras tb) Ilha do Combu (Chalé da Ilha). O restaurante do Mangal das Garças, além de ser uma construção bem bonita, tem uma vista ótima. A comida é uma riqueza paraense que julgo imperdível. São muito sabores diferentes. Eu adoro taperebá (que é cajá!) e cupuaçu. Mas além disso tem também o bacuri, o buriti, ... Não deixe de provar: o verdadeiro açaí, com peixe, no Point do Açaí; a comida deliciosa, com alimentos orgânicos e comprada de pequenos produtores do Iacitatá Centro de Cultura Alimentar (os preços são meio salgados, mas vale o investimento); o sorvete da Cairu; as maravilhosas cervejas da Amazon Beer. E tem o JAMBU! E a cachaça de jambu. O boteco Meu Garoto serve bons pratos e petiscos e tem uma lojinha muito boa de cachaças. Na ilha do Combu, tem o chocolate e os doces das Filhas do Combu. Faltou o tacacá. Qualquer hora volto lá pra provar. Faltou também o polo joalheiro. Mas sempre bom ter motivos pra voltar. Veja mais fotos no instagram: @[email protected] e http://viagensdaleticia.tumblr.com e curta a página https://www.facebook.com/viagensdaleticia
  3. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    SALVATERRA Salvaterra é a outra cidade, do lado de lá do rio. Passei uma tarde visitando as praias. Almocei em Joanes, depois fui pra Água Boa e terminei na Praia Grande. Cada uma com sua beleza. E a água sempre naquela temperatura ótima do norte. Combinei o valor com um mototáxi e em uma tarde percorremos tudo. Um casal de franceses que estava no hostel, fez isso também, mas de bicicleta, durante o dia todo.
  4. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    FAZENDA BOM JESUS Essa é outra fazenda que também vale a visita. Nesta não tem passeio de búfalo, só caminhada, mas é possível ver diversos animais em seu habitat, aves e plantas. Paisagens majestosas. E no final tem um café da tarde. Não tenho certeza do preço, mas deve ter sido por volta de R$ 100 também.
  5. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    ATELIÊ DE CERÂMICA A cerâmica marajoara é algo muito importante e lindíssimo. Alguns artistas tem ateliês em Soure, e vale a pena conferir. Eu visiter o ateliê do Ronaldo Guedes (ao lado de onde foi o carimbó), onde é possível conhecer o processo de fatura das peças, ver os pigmentos e ver os artistas trabalhando. Vale a visita e comprar umas coisinhas.
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    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    FAZENDA SÃO JERÔNIMO Não é um passeio barato (acho que foi R$ 100), mas são horas bem aproveitadas. Primeiro se uma paisagem linda de barco, daí chega numa das praias mais maravilhosas que já vi, a Praia do Goiabal, daí uma pequena trilha pela praia e depois por pontes suspensas, e no final, um passeiozinho de búfalo.
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    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    PRAIA DO PESQUEIRO Todas as praias são lindas. Essa praia tem mais bares do que as outras e tem também quiosques com boa sombra pra ficar. Além disso, a vila é uma graça. Fiz lindas fotos das casinhas da Vila do Pesqueiro. Comi um peixe com creme de caranguejo muito bom e a bom preço (R$ 25). Eu estava sozinha, mas daria pra dois comerem numa boa.
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    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    PRAIA DA BARRA VELHA No primeiro dia do ano, todo lugar prometia ser lotado, mas o conceito de lotado no Marajó é um pouco diferente do que eu imaginava. Os bares estavam cheios e o serviço era mais lento, mas tudo bem. A beleza das praias do Marajó compensa e neste dia ainda foi iluminada por uma lua incrível.
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    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    REVEILLON NA PRAIA DO PESQUEIRO Eu não programei nada de nada, e estava totalmente tranquila fosse o que viesse para a virada do ano. Na Praia do Pesqueiro tinha uma festa da cidade, com palco e música, não era lotado, mas tinha gente suficiente pra festejar, e foi pra lá que fomos, eu, o dono do hostel e mais dois hóspedes. Jantamos na praia, comi filé marajoara, carne de búfalo com queijo do marajó, de depois, cada um com sua champanhe, vimos os fogos, brindamos a noite, pulamos ondas, tomamos banho de cheiro e começamos bem o ano novo. Fomos de moto táxi e voltamos de ônibus.
  10. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    PRAIA DO CÉU E VILA DO CÉU No meu primeiro dia no Marajó, primeiro teve que achar a casa do seu Catita, o barqueiro, na Vila do Pesqueiro, e negociar com ele pra ir até a praia do Céu. Não foi muito fácil, mas deu tudo certo. Estávamos eu e mais um lá do hostel. Na imensidão da praia do Céu, só tinha a gente. A praia é linda, imensa, a maré estava super seca. A vila do Céu também é lindinha, com a maioria das casas de madeira. Saímos andando pela vila em busca de alguém pra abrir o único restaurante e da praia. passamos o dia lá e seu Catita foi nos resgatar no fim da tarde. E ainda parou pra gente tomar banho de rio na volta. Era o último dia do ano e a gente queria lavar a alma nas águas do Marajó antes da virada.
  11. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    A ILHA DO MARAJÓ (5 dias inteiros) A maior cidade pra se hospedar é Soure. Tem hotéis, pousadas, restaurantes e o hostel Tucupi. Na ilha, o tempo é outro. O comércio abre de manhã, depois fecha na hora do almoço e só abre lá pelas 16h. Daí fica aberto até as 20h. Chamam de "hora do comércio". Nesse tempo, não tem nada aberto pela cidade, só as farmácias. É também o horário do sol mais quente, então melhor ficar na praia ou numa boa rede descansando. As distâncias são longas, então para se deslocar é preciso carro ou moto táxi. Os moto táxis funcionam muito bem na ilha. Foi assim que eu fiz tudo. Existem "barcos rápidos" para Belém, mas é bom comprar com antecedência. E os horários do guichê de passagem são tão estranhos quanto os do comércio. Minha volta demorou menos de 2h, no barco que saía de Soure ao amanhecer. Na época que eu fui, a quantidade de pernilongos era surpreendente. Eu nunca tinha visto tanto pernilongo. Mais do que Ilha Grande, mais do que Barra Grande. Consumi muito repelente e dormia na frente do ventilador, senão eles me atacavam. Mas eles sempre achavam um caminho pra me atacar.
  12. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    DE BELÉM A SOURE De volta ao terminal hidroviário, lá pelas 13h eu já estava na parte do embarque. Foi uma experiência antropológica essa embarque. Chamaram as pessoas idosas e com crianças de colo: mais da metade das pessoas que iam embarcar. Ficaram todo de pé brigando por um lugar na fila (que não era fila, era uma aglomerado imenso de milhares de crianças, mães e vós). Daí depois os outros passageiros também levantaram, inclusive eu, com minhas duas mochilas acopladas, e nos juntamos à grande muvuca em volta da cordinha que limitava a área de embarque. Meio ao empurra empurra, cruzei a linha de embarque e fui pro barco. A ala VIP foi o meu segundo oásis do dia: era no pavimento de cima, a poltrona era até grandinha, e não estava cheio. Foram umas 3h de viagem, desde às 14h, e eu pude dormir feliz o tempo todo. Choveu durante o trajeto. Chegando a Camará, achei um transporte de ia até Soure, um micro ônibus. Não lembro quanto custou. Estava bem cheio quando eu entrei, não tinha onde colocar a mala, e as mochilas tiveram que ir no meu colo. Todas as cortinas do veículo estavam fechadas e não dava pra saber onde eu estava, nem se era dia ou noite. Depois de um trecho de estrada, parou na fila da balsa, por muito tempo. Desci do ônibus duas vezes pra procurar algo pra comer. Depois da travessia, em Soure, me mudaram de ônibus, mas o transporte me deixou na porta do lugar onde eu ia ficar. Cheguei lá umas 20h.
  13. Viagens da Leticia

    ANO NOVO NA ILHA DO MARAJÓ E BELÉM - 9 dias - dez/17-jan/18

    A PRIMEIRA VISTA DE BELÉM: MERCADO VER O PESO E ESTAÇÃO DAS DOCAS Nas muitas horas que tive pra esperar até o meu embarque, guardei a mochila grande no guarda volumes do terminal hidroviário (R$ 5) e saí pra explorar os arredores. Todo mundo me disse que era muito perigoso, então peguei um Uber. Acabei chegando ao Mercado Ver O Peso, por volta das 8h da manhã, então vi bastante coisa interessante por lá. Cores, sabores, cheios, e muita música. Toda hora surgia uma música de Dona Onete (das minhas poucas referências do Pará até então), e eu fui descobrindo os peixes, as frutas, os temperos, os sabores paraenses e muitas palavras diferentes. Fui até abordada por uma equipe da Globo local ali no mercado. Mas acho que acabei não indo ao ar. O calor de Belém é forte. E eis que eu descobri um oásis: a Estação das Docas. Uma espécie de Puerto Madero versão brasileira, as antigas docas do porto foram revitalizadas, envidraçadas, cheias de ar condicionado e bares e restaurantes legais, além de um calçadão ótimo, às margens do rio. Cenário muito agradável, onde a tarde e a noite acontecem danças e músicas, do lado de dentro e de fora. Também dei uma volta na região comercial ali perto, precisava comprar umas coisinhas, vi uns casarões maravilhosos e muito comércio informal pelas ruas. Depois descobri que ali é chamado de Cidade Velha.
  14. Estou devendo esse relato há quase um ano. Mas agora, talvez possa ajudar quem está procurando um destino pra passar o ano novo: Ilha do Marajó! Lindas praias, belas paisagens, búfalos, guarás, uma rede na varanda e sossego. voo direto SP-Belém hospedagem Soure: Hostel Tucupi hospedagem Belém: Galeria Hostel (está fechado agora) Belém-Marajó: navio (ida) barco rápido (volta) Decidi a viagem na quinta-feira a noite, e na sexta a noite já fui pro aeroporto. Era 28 de dezembro de 2017. Paguei caro. Mas valeu cada centavo. Não deu tempo de pesquisar muito, também não achei informação com facilidade. Mas o norte estava me chamando e eu fui. E adorei! Peguei um voo direto de SP a Belém, na madrugada do sábado 30 de dezembro. Cheguei a Belém umas 3h da manhã e fiquei lá no aeroporto esperando amanhecer. Por volta das 6h, fui de Uber para o Terminal Hidroviário, em busca de uma passagem pra Marajó, pois não consegui comprar nada nem informações pela internet. Missão impossível: a fila ocupava o terminal inteiro, e muito antes de chegar perto de mim, o barco das 7h encheu. O próximo barco era o "navio" (a versão mais lenta de travessia), só às 14h e me deixaria no porto de Camará, mais longe, onde ainda teria que pegar um ônibus até Soure. na minha breve pesquisa antes da viagem, li em algum lugar "COMPRE O VIP, VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER". E eu me lembrei disso e comprei o vip. Custou R$ 37, era uma poltrona, em ala separada, com ar condicionado.
  15. Viagens da Leticia

    Ilha do Algodoal, Pará - 4 dias - novembro/2018

    CONSIDERAÇÕES SOBRE ALGODOAL Na ilha é tudo muito, muito simples. Imagino que lugares como Jericoacoara e Caraíva também foram assim há algum tempo. A beleza natural compensa, as praias são muito bonitas. Mas é perrengue chegar, é lento, os serviços não são grande coisa e não são baratos. A rede hoteleira tem muito o que se desenvolver. Mas eu sempre acho mais legal conhecer os lugares assim, in natura, do modo local, de ver a vida real e as dificuldades que as pessoas enfrentam, do que quando já está tudo enlatado, com a realidade maquiada pros turistas. veja mais fotos em: instagram: @viagensdaleticia curta a página no Facebook: @viagensleticia e acesse http://viagensdaleticia.tumblr.com
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