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EDJr Edmir Junior

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Sobre EDJr Edmir Junior

  • Data de Nascimento 30-11-1983

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Bolívia, Peru, Argentina, Equador, Brasil!
  • Próximo Destino
    Patagônia (Argentina/Chile)
  • Meus Relatos de viagem
    ARGENTINA: Gelo, deserto, vinho e tango - Relato de Viagem em Julho/2013 com fotografias:
    http://www.edjredmirjunior.com/#!ARGENTINA-Gelo-deserto-vinho-e-tango/c917/55521ede0cf2adc1ad291b5c

    Galápagos: O Refúgio Pacífico - Relato de Viagem (Dez/2015):
    http://www.mochileiros.com/topic132586.html
  • Ocupação
    Fotografia & Arte
  • Meu Blog
  1. Fonte: http://www.edjredmirjunior.com/#!ARGENTINA-Gelo-deserto-vinho-e-tango/c917/55521ede0cf2adc1ad291b5c Grande universo mochileiro! Com satisfação e alegria estou postando meu relato de viagem que realizei à terra hermana Argentina no inverno de 2013. Que lindo país, que povo bacana, que maravilhas de belezas naturais! Foi uma grande realização ter peregrinado por lá por 25 dias em 04 províncias! Como consegui a maioria das informações por aqui, devo retribuir com meu relato, acreditando poder auxiliar mais viajantes! Peço desculpas, pois como realizei um texto em formato pessoal, como um artigo "revista", a formatação não se manteria aqui pelo Mochileiros.com. Assim, estou disponibilizando o arquivo em PDF em anexo ou o link (acima) para que seja acessível a quem se interessar em ler. Coloquei muitas informações e até preços detalhados com imagens diversas. Espero que possam aproveitar, se encantarem e se motivarem a visitar este belo país! Abraços e ¡"Buen provecho"! Cuidado com o portunhol ! Rsrsrsrsrs Mochilada Argentina_(f) - EDJr©.pdf
  2. EDJr Edmir Junior

    Galápagos: O Refúgio Pacífico - Relato de Viagem (Dez/2015)

    Tallidubast Desculpe a demora em responde, mesmo. Esse preço do Hotel España foi individual, por pessoa. Olha, verão = alta temporada. Mas sinceramente acredito que não seria tão complicado de achar hospedagem porque Puerto Ayora tem muitas opções. Eu achei relativamente tranquilo em Isabela e em San Cristóbal. Até onde lembro, o preço da reserva antes da viagem pelo Booking.com, não saiu muito diferente do que pessoalmente. Agradeço, abraço!
  3. EDJr Edmir Junior

    Galápagos: O Refúgio Pacífico - Relato de Viagem (Dez/2015)

    mcm Que bom que pude lhe ajudar em algo. A instrução das notas de USD100 peguei de outro site, então eu nem levei essas notas para lá. Mas é muito bom que aceitaram lá porque as casas de câmbio, por vezes, não têm notas menores para vender. Até falaram de uma praia após a trilha, mas eu achava que estavam se referindo Punta Carola... Rsrsrsrsrs Eu nunca tinha mergulhado, então, deve ser coisa de principiante talvez... Rsrsrs Valeu pelo comentário e por acrescentar mais dicas para os amigos!! Abs!
  4. EDJr Edmir Junior

    Galápagos: O Refúgio Pacífico - Relato de Viagem (Dez/2015)

    Valeu, DSS, agradeço muito! Abs!
  5. Paz, amigos! Escrevo meu 2º relato para o Mochileiros.com com muito prazer e entusiasmo. Nada mais que uma retribuição à esta plataforma que tanto me ajudou na realizações de sonhos. Dessa vez, relato minha viagem ao arquipélago de Galápagos, no Equador, onde estive de 09 a 22/12/2015, em companhia ao amigo fotógrafo argentino Gustavo Roger Cabral. Fiz em formato meio texto, com informativos e afins, pois sempre faço uma espécie de "livro" para mim mesmo, do qual grande parte foi retirado para fazer esta postagem, mas não tirando informações e dicas importantes a quem planeja visitar esse paraíso da natureza ímpar. Tomara que consigam viajar até lá lendo este, tanto quanto eu (novamente)! Desfrutem! [flickr]© EDJr_4703 - title by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] O ARQUIPÉLAGO: Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela! Está distante em cerca de 1000 km da costa equatoriana e possui cerca de 30 mil habitantes, concentradas nas 04 maiores ilhas: Isabela, Santa cruz, San Cristóbal, Fernandina e Baltra (por conta do aeroporto), sendo que praticamente 50% residem em Santa Cruz. De origem vulcânica e com atividade sísmica, é composto por 13 ilhas principais e mais de 100 ilhotas e rochedos emersos, totalizando quase 8.000 km². A fauna endêmica conta com várias espécies de invertebrados, répteis e aves, incluindo a tartaruga-das-galápagos, iguanas marinhos e terrestres, o cormorão-das-galápagos, o singular pinguim-das-galápagos e 13 espécies de tentilhão-de-Darwin ou Darwin’s Finch (pássaros famosos que foram alvo de estudos de Charles Darwin). As tartarugas de Galápagos, ou tartarugas gigantes (Chelonoidis nigra), são as maiores espécies vivas de tartarugas no planeta, localizadas principalmente na Ilha de Santa Cruz. Quanto aos lobos marinhos, é necessário cautela! Estes animais protegem os seus haréns e podem dar dentadas perigosas, potencialmente fatais. Fique afastado de colônias de lobos marinhos e se um deles se aproximar, saia para longe da colônia. Apenas os adultos são perigosos. Mas nadar com lobos marinhos é uma das partes mais interessantes da viagem! Na maioria dos casos, a vida selvagem das Galápagos ignora a sua presença, mas caso seja notada significa que você está muito perto dela. Veja um mapa de fauna de Galápagos: http://www.mediafire.com/view/f8336c2xp13deid/mapa_fauna.gif Um controle estrito do acesso dos turistas é mantido num esforço de proteger o habitat natural e todos os visitantes devem ser acompanhados por um guia certificado pelo parque. Em geral, o crime não é um problema nas Galápagos. Mas atenção deve ser dada, pois há relatos de itens desaparecerem das mochilas e de cabines durante os mergulhos. Logo, é aconselhável manter os seus pertences em sacos fechados e se possível escondidos. Pelo perigo de introdução de espécies que serão nocivas ao meio ambiente local, quando viajar para as ilhas não traga nenhuma planta ou animal. Revistas de malas e lacre das mesmas são realizadas nas entradas e saídas das ilhas, para controle biológico. Visitar Galápagos não é barato, devido às restrições ao viajante e à posição remota do arquipélago. É possível chegar de avião via Guayaquil ou Quito, ou de barco particular com autorização do parque para visita em mais de um lugar. HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA: As ilhas foram encontradas por volta do século XVI e em 1835, aportava aqui o navio "H.M.S. Beagle" do capitão Robert Fitz Roy (sim, o mesmo que dá o nome ao Cerro Fitz Roy na Patagônia Argentina, mais precisamente em El Chatén!) trazendo consigo o naturalista Charles Robert Darwin. Este coletou amostras de flora e fauna e fez estudos por meio de observações, que o inspiraria posteriormente para a criação da Teoria da Evolução. Por isso, o Galápagos é muito popular entre historiadores, biólogos e amantes do mundo natural. O ecossistema possui um equilíbrio ímpar, mundialmente conhecido por sua vida selvagem, em que os animais podem ser vistos de muito perto, não se intimidando com a presença humana por não a considerarem como ameaça. Para preservar as espécies endêmicas, o governo do Equador criou o Parque Nacional de Galápagos em 1959, extinguindo o caráter penal da região e o interesse americano de transformá-la em uma base militar, iniciando a atividade turística em 1960. Em 1979, as ilhas foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco e Reserva da Biosfera em 1985. Em 1987, uma área de 15 milhas náuticas em torno do arquipélago foi transformada na Reserva Biológica Marinha Galápagos. Baseado no texto do Guia de Viagem Galápagos (fornecido por Decolar.com): ainda com toda a conscientização e ação na preservação, a biodiversidade local sofre com a competição de milhares de espécies invasoras animais e vegetais introduzidas pelo homem, como pombos, mosquitos, formigas, cabras, ratos, goiabeiras e amoreiras, além do histórico de caça predatória e destruição do ambiente. Atualmente, está ameaçada pelo crescimento do turismo. Vários projetos vêm buscando recompor o ambiente e erradicar espécies invasoras com apreciável sucesso. Mais de 50% de suas plantas vasculares nativas ainda são consideradas oficialmente ameaçadas e quase 50% de seus vertebrados estão em idêntica situação. MOEDA: dólar estadunidense (US$). O equador o adotou como moeda oficial em 2000, que substituiria o Sucre (ECS$). Um amigo que encontrei em Isabela disse que nessa época de mudança fora um caos no país, pois as pessoas que possuíam muito dinheiro, repentinamente ficaram com poucos dólares, outros perderam tudo e até ocorreram muitos suicídios . Ainda circulam moedas oficiais de Sucre, com valor igual ao dólar: ECS$ 0,15 = US$0,15 ou 15 cents! A cotação com a qual viajei ficou em torno de R$4 para US$1 , pois fora o que paguei na casa de câmbio aqui no Brasil antes de ir e que se manteve até eu voltar. ATENÇÃO! Notas de US$100 não são aceitas em Galápagos ou no Equador. REGRAS DO PARQUE NACIONAL GALÁPAGOS: As regras oficiais são: • Para visitar o Parque Nacional você deve sempre estar acompanhado de um guia autorizado pelo Parque Nacional. (Fora das cidades todos os visitantes têm que ser acompanhados por guias, e só são permitidos visitantes em terra do nascer do sol ao pôr-do-sol; Caminhadas são restritas em todo o parque, mas locais como o Muro de Las Lágrimas em Isabela e o Cerro Tijeretas em San Cristóbal podem ser visitados de forma independente). • O ambiente de Galápagos é único e frágil. Faça apenas fotos e vídeos. Filmagens profissionais devem ser autorizadas pelo Parque Nacional. • Por favor, mantenha-se nos limites das trilhas, para a sua segurança e da fauna e flora. • Para que não se afete o comportamento selvagem natural, evite ficar mais próximo do que 2 metros dos animais. • Acampar só é permitido em locais específicos. Se você deseja acampar, você deve primeiramente obter uma permissão do Parque Nacional de Galápagos. • Ajude a conservar cooperando com as autoridades em suas inspeções, monitoramento e atividades de controle. Avise sobre quaisquer anormalidades ao Parque Nacional. • Não introduza organismos estrangeiros às ilhas, já que eles podem trazer um impacto negativo no ecossistema. • Por favor, não compre souvenirs que são feitas de coral negro, conchas do mar, dentes de leão marinho, cascas de tartaruga, rochas vulcânicas ou madeiras endêmicas. • Os animais de Galápagos possuem o seu próprio comportamento alimentar. Alimentá-los pode ser prejudicial a saúde deles. • As paisagens de Galápagos são lindas e únicas. Não as estrague escrevendo ou rabiscando rochas ou árvores. • Não jogue lixo enquanto estiver nas ilhas. Sempre acomode seu lixo de um modo seguro e apropriado. • Fumar ou fazer fogueiras no parque nacional é proibido e pode causar incêndios devastadores. • Pescar é estritamente proibido, exceto naqueles barcos especificamente autorizados pelo Parque Nacional de Galápagos. • Andar de jet ski, submarinos, skis e turismo aéreo são proibidos. PRÉ-VIAGEM O CONVITE: Eu recebera o convite em Janeiro de 2015 para viajar a Galápagos do amigo Argentino, o fotógrafo Gustavo “Roger” Cabral, que conheci em outra mochilada em 2010/2011, lá na Montanha Chalcataya em La Paz, Bolívia. Quem diria que iríamos nos encontrar novamente para fotografar? Eu hesitei a princípio, pois havia a intenção de viajar para o Pantanal Mato-Grossense em Julho de 2015 ou pretendia economizar mais um pouco para ir a minha tão sonhada Patagônia no primeiro semestre de 2016. Refleti um pouco mais e senti que para minha carreira de fotógrafo essa seria uma grande oportunidade, além da realização de um sonho antigo de poder acompanhar alguém mais experiente e também na ativa da fotografia. Pesquisei brevemente sobre Galápagos. Sim, confesso que somente ouvira falar de lá por conta das famosas tartarugas gigantes. Fiquei alvoroçado pela minha ligeira pesquisa e saber a riqueza desse santuário da vida animal selvagem. Minha namorada Ana me ajudou muito a decidir sobre a questão, pois era um lugar caro para mim, a começar pela passagem aérea. Enfim, estava decidido! Não sabia como seria, mas que eu iria ir, de uma maneira ou outra. Assim, estava marcado de que em Julho/2015 sairia esta viagem e que em breve compraríamos as passagens aéreas. Pouco tempo depois, Gustavo me dissera que a viagem mudaria para Dezembro/2015. Melhor, pois assim eu teria mais tempo para economizar dinheiro. EM setembro ele me aviso que comprara as passagens para saída no dia 09/12 e volta no dia 22/12/2015. Descobri depois que no inverno (julho) as águas estão mais frias em Galápagos, a vida marinha não é tão ativa, mas as aves estão em reprodução e mais agitadas em busca de alimento, além de o clima ser mais fresco – um fator importante, pois sou um amante das temperaturas mais baixas. Já no verão, o mar está mais quente na região. Logo, a vida marinha é mais rica, mas também, o calor é forte – em plena área da linha do Equador! A PASSAGEM AÉREA: Assim que confirmada a sua passagem, comprei as minhas passagens da empresa TAME no Decolar.com com as mesmas datas, conseguindo algo que me economizou em cerca de R$500. De R$3300,00 consegui pagar R$2800, em uma promoção para fechar a aeronave (últimos lugares). Os voos para Galápagos eram sempre em escalas, não importavam os preços. No mínimo, uma parada em Guayaquil (a maior cidade do Equador) ou Quito (capital federal) antes de partir a Galápagos, juntamente com alguma espera. Meu itinerário ficou assim: IDA (09/12/15): SP (GRU) 03:00h --> QUITO (UIO) 05:40h ; QUITO 09:00h --> GUAYAQUIL (GYE) parada técnica de 1h ; GUAYAQUIL --> BALTRA (GPS) 11:30h. VOLTA (22/12/2015): BALTRA 12:30h --> GUAYAQUIL 15:20h ; GUAYAQUIL 19:00h --> QUITO 19:50h ; QUITO 06:00h --> LIMA parada técnica de 1h ; LIMA --> SP (GRU) 16:50h. Estava encaminhada a viagem! Comecei a me preparar: comprei equipamento para snorqueling, bolsas estanques, protetor solar FPS 50, etc. Também iniciei a reunir os documentos, tirar passaporte, comprar dólares e fazer o seguro de meus equipamentos. Eu treinava snorqueling na piscina sempre que podia, juntamente com as bolsas para fotografar e filmar debaixo da água, pois não sabia como seria juntar todas essas ações isso de uma vez. Desde o início, no planejamento e pesquisa, estava tranquilo e sem ansiedade, somente maravilhado com o que lia, assistia e pesquisava sobre o arquipélago equatoriano. A uma semana da viagem, a ansiedade e nervosismo começaram naturalmente a aparecer. A GRANA: Um total de US$1000 em espécie fora espalhado pela mochila e um pouco na doleira (money belt), deixando também cerca de US$500 na minha conta corrente no Banco Bradesco, e mais US$350 no limite do cartão de crédito Credicard Mastercard. O dinheiro na conta corrente, eu separei exclusivamente para pagar as despesas com hospedagens, visto que já liberara e autorizara em minha própria agência, o uso do cartão no exterior das funções de débito e de saque em caixas eletrônicos, já que este possuía a bandeira Plus. FURADA! Nada funcionou! Não conte com isso! O banco me avisou que estava tudo certo e ok! Mas, até cheguei a ir ao Banco do Pacífico em Santa Cruz, onde a atendente ligou na Visa e eles informaram que não havia nenhuma autorização para uso no exterior. Fiquei na mão com esse dinheiro! Minha sorte foi de que consegui administrar bem o dinheiro nos dias que permaneci em Galápagos e também de o cartão de crédito funcionar perfeitamente para me salvar dessa situação que o Bradesco me proporcionou. Em 2013, na Argentina, eu levara meu cartão de conta corrente do Banco Itaú e, nas próprias agências do Itaú em Mendonza e em Buenos Aires, eu não consegui sacar nem utilizar débito, mesmo autorizando e realizando o aviso viagem previamente. Minha namorada passou por algo parecido com o Banco do Brasil na mesma ocasião. Sinceramente, não confio mais em cartão para viajar! Tem que levar $$$ mesmo! Esconda, divida-o, mas leve grana em papel mesmo! FAZENDO A MALA: Levei pouquíssimas roupas e exclusivas para verão, pois minha mochila cargueira estava mais destinada ao equipo de snorqueling e de fotografia, que ocuparam grande espaço. Levei algumas camisetas sintéticas por serem fáceis de lavar no chuveiro e também porque secam rapidamente, são leves e ocupam pouco volume, além de duas bermudas e uma sandália tipo “papete” da Timberland com tendência trekking,com solado para trilha e de secagem fácil. Foi perfeita e essencial! Óculos escuros (indispensável!), chapéu (não boné, para proteger também as orelhas e a nuca do sol), etc. Aqui, disponibilizo o arquivo de tudo que levei: http://www.mediafire.com/view/rmnaoolqmkghj5g/O_que_Levar_-_GAL%C3%81PAGOS.docx A VIAGEM A “MORGADA”: Em Guarulhos, chegava a hora! Check-in realizado às 01h50. Eram 02h45 quando entrei na área de embarque. O voo sairia às 03h. Travei na aduaneira. Saí correndo para o portão, ao qual cheguei às 03h02. O voo partira... As atendentes me disseram que a aeronave já não estava mais ali e me questionavam onde eu estava. O chão caiu... fiquei atordoado... sem reação... Tanta espera e preparação, para isso?!? Não era possível! Não estava acontecendo isso de verdade... não acreditava... Um pouco do que escrevi, ainda em viagem, sobre o ocorrido: Resumindo, saí de Guarulhos às 18h20 e aterrissaria em Lima às 20h30 no horário local (ou 23h30 em horário brasileiro). Cheguei a Quito às 23h40, duas horas após partir da capital peruana. No aeroporto Mariscal Sucre, resolvi cochilar um pouco já que o balcão de atendimento específico abriria às 04h, conforme me informei por lá. Mas me atentei à recomendação de estar na fila o quão cedo, pois esta se enche rápido e o atendimento fica demorado. Meio Dormindo e vigiando minhas mochilas, como passei frio nesse lugar! Não tinha levado blusa ou alguma camiseta de manga comprida. Entrei na fila pouco mais das 03h30 e fui informado por funcionários que o guichê abriria às 05h e não às 04h. Arrrghhh! Mais uma hora na fila! Depois, passei pelo equipamento de raios-X do guichê de Galápagos e paguei a taxa de US$20 da Tarjeta de Control de Tránsito – o controle de pessoas que vão à Galápagos (pode ser previamente cadastrado no site http://www.gobiernogalapagos.gob.ec). Depois, corri para realizar o check-in na Tame e já entraria para a “famosa área de embarque” (Sem vacilos desta vez, não?!?). Assim,às 05h45 embarcava, parava em Guayaquil por 45 minutos às 07h30 para abastecer e às 09h chegava em Baltra. NOTA: ACERTE O RELÓGIO! O fuso horário de Quito e Lima diferem em -02h em relação à Brasília e Galápagos está a -01h em relação ao horário de Quito ou -3h em relação à Brasília. Mas, por conta do horário de verão brasileiro ocorrido geralmente entre outubro e fevereiro, -1h é acrescentada. Desse modo, nessa época, se em Galápagos forem 16 horas, em Quito e Lima serão 15 horas e no Brasil, 12horas (meio-dia). Minha primeira visão de Galápagos (possivelmente Ilha Seymour Norte ou Ilha Baltra): linda cor das águas ! SOL FORTE: Galápagos é muito quente em dezembro e a radiação solar é forte. Protetor solar é indispensável! Não venham com a história de que não precisam, pois até os guias nativos utilizavam o bendito creme! Para os mais claros que queimam com facilidade (como eu!), uma loção pós-sol e um creme hidratante no fim do dia ajuda e muito. Somente fora um dia em que fiquei ardendo de incomodar mesmo (mas durou somente um dia), pois não passara protetor solar durante a viagem de barco a uma das excursões. Passei somente depois, no meio do passeio. Logo, devido à combinação de Protetor solar Sundown FPS 50 + protetor solar labial + loção pós-sol Sundow Aloe Vera (esse funciona bem :'> :'> !) + creme hidratante (em alguns dias) = fique tranquilo quanto ao sol forte do arquipélago! Após desembarcar no Aeroporto de Baltra, é paga a taxa de entrada ao Parque Nacional Galápagos: US$100 para estrangeiros, US$50 para Mercosul e US$25 para equatorianos. ATENÇÃO! Somente por dinheiro em espécie (efectivo!). Carimbo no passaporte de Galápagos (êêêê!!! ) e rumo à saída para a Ilha de Santa Cruz. Baltra é muito árido! Seco, quente e cheio de cactos! Putz! Suava na sombra! Habitat ideal para as iguanas terrestres. Até vi uma no meio do caminho, da janela do ônibus! NOTA:AEROPORTOS EM GALÁPAGOS! Há três aeroportos no arquipélago: dois internacionais, em Baltra e San Cristóbal, além de mais um em Isabela, que creio ser apenas local. Após sair do prédio do aeroporto Seymour de Baltra, meu acesso em Galápagos, toma-se um ônibus gratuitamente das empresas aéreas (Tame, Lan, etc.) até o Canal Itabaca, onde um táxi aquático (ou ferry boat) leva a pessoas para ir a Santa Cruz por US$1 a US$2, com tempo de uns 5 a 10 minutos, mais a demora para carregar as bagagens e a espera do dono da embarcação para conseguir encher o seu transporte. Após desembarcar, é possível ir ao centro de Puerto Ayora via táxi pela média de US$20 a corrida, ou via ônibus urbano por US$3, sendo um pouco mais demorado, por cerca de 50 minutos. Dica que levei comigo de outros Mochileiros: Se for voltar pelo aeroporto de Baltra, reserve umas 03 horas para fazer esse caminho e passar a revista das malas, etc. ILHA SANTA CRUZ – parte I [flickr]© EDJr-4455 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Cais (Embarcadero) de entrada em Puerto Ayora –Ilha de Santa Cruz A capital do Cantão de Santa Cruz, Puerto Ayora, possui desenvolvimento urbano, além de clima e estrutura turísticos, com vias pavimentadas e com grande variedade de hotéis, restaurantes, bares, lojas de artesanatos e a maior parte das agências turísticas. É também o local de partida dos cruzeiros por Galápagos. PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO: Centro de Pesquisas Charles Darwin, mergulho de batismo (“Discovery”), Tortuga Bay,Laguna de Las Ninfas,Cerro Dragón, Los Gemelos, Rancho Primícias, Túneis de lava, peixaria, Las Grietas Ilha de Santa Fé, Playa El Garrapatero. Desci do ônibus no porto de Puerto Ayora,a maior cidade de Galápagos e o centro urbano com maior infraestrutura turística, com muitas hospedagens, restaurantes, bares e agências de viagens.Pode-se fazer de praticamente tudo a partir desta cidade: Cruzeiros, mergulhos e passeios nas outras ilhas. Mas os preços podem variar caso deseje ir visitar outra ilha. Exemplo: um passeio em Isabela era mais barato diretamente em Puerto Villamil (cidade da ilha) do que se contratasse em Puerto Ayora. E, caso fizesse isso, geralmente, teria que dormir uma noite em Isabela por conta dos horários da lanchas que viajam entre as ilhas e pelo fato das excursões saírem sempre pela manhã cedo. ATENÇÃO! As lanchas entre as ilhas partem somente em dois horários: pela manhã bem cedo (06h/07h) ou depois do almoço (14h/15h). HOSPEDEI-ME no Hotel España (Hostal España) ao preço diário de US$25 em espécie ou US$27,75 no cartão de crédito com 12% de imposto (IVA). Não encontrei outro hotel tranquilo e seguro com melhor preço, somente mais caros. Não procurei muito, pois estava acompanhando Gustavo e ele decidira ficar ali. O hotel é muito bom, simpático, limpo e acolhedor. Com uma cama grande de casal, banheiro, TV a cabo e ar condicionado. Internet via WI-FI somente na área comum, em poucas vezes pegara no 1º e 2º pisos. Mas a internet é lenta por lá. Carregar vídeos pelo WhatsApp pode tomar certa paciência.E se conseguir! Como em nenhuma hospedagem em que fiquei (ou mesmo que vi ou li) em Galápagos, não incluía café-da-manhã (desayuno). Mas era oferecido a US$5 uma alimentação matinal bem gostosa com café, leite, pão, manteiga, goiabada, ovos mexidos, um copo de suco e salada de frutas. Em outros lugares, o café era o mesmo preço ou havia até mais barato, por US$3, que somente compensa se a pessoa for de comer muito pouco ou quase nada.Mas o que matava naquele lugar era ter que se hospedar a partir do 3º piso. Muitas escadas, curtas e íngremes. Cansa muito! Podem pesquisar! Muitos reclamam disso pela internet! E não é papo de preguiçoso, não! Falo sério! Quando se anda o dia todo, o cansado é grande e a última coisa que deseja é ter inúmeros degrauzinhos até o quarto. Eu me hospedei em vários níveis enquanto estive neste hostal e era uma alegria quando o atenciosíssimo atendente Mário conseguia um quarto nos andares inferiores! Assim como era uma tristeza, quando me colocou no último andar! Ainda, assim, recomendo muito o Hotel España com toda a atenção prestada, dicas de passeios, conforto e tudo o mais! 1º DIA– 10/12/2015 - DESCOBERTA DA CIDADE E CONTATO COM A VIDA ANIMAL LOCAL Estava quebrado pela viagem de mais de 18 horas e por dormir mal e muito pouco, em intervalos . Fomos almoçar na Calle Charles Binford, a chamada calle de los kioskos. Só comi por lá em Santa Cruz, pois os restaurantes na Av. Charles Darwin eram para gringos! Por US$5: comida farta! Sopa de entrada, arroz, carne de vaca e patacones! Patacones, desconhecido para mim, aparentemente são bananas prensadas e fritas, servidas em formato circular. Muito gostoso, porém enjoei rápido daquilo...Também é possível encontrá-las em formato de salgadinho industrial (como Ruffles, Cheetos, etc.), à venda nos kioskos ou supermercados. Sugeri irmos à Estação Científica Charles Darwin, no final da avenida de mesmo nome do famoso naturalista. Ainda que “moído”, foi interessante passear por lá. GRÁTIS. Ainda que a maior parte do lugar estivesse fechada e com a impressão de abandonado (nos disseram que estavam “em manutenção”), pudemos ver de longe (pois estavam em parte murada) algumas iguanas-amarelas terrestres (Conolophus subcristatus) e tartarugas galápagos, além de vários pássaros, grilos e lagartos. Depois, fomos a uma praia próxima (creio ser La Ratonera). Perto da estação, há alguns pontos de praias, onde algumas são possíveis de entrar, outras não por causa de pedras e corais dificultarem o banho. Por lá, pudemos fotografar os grandes caranguejos vermelhos “Zayapa” (Grapsus grapsus) e também as iguanas marinhas (Amblyrhynchus cristatus). A iguana é quase um dinossauro! As adultas são enormes e com corpo escamoso todo rachado, fungando (exalando) água salgada pelas narinas. Algumas são escuras, outras avermelhadas e outras possuem um tom verde por conta da água. Os caranguejos eram chatos! Mal se chega perto, eles já.... Fiuuuuu .....sumiam! Não pudemos ver o sol se pondo, pois o tempo estava nublado, assim como em vários momentos em Galápagos. Afinal, é verão, não? [flickr]© EDJr-3365 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr--8 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Gustavo me disse que havia feito uma excursão no dia anterior à minha chegada a US$35, chamada Tour de La Bahía ou Bay Tour. Consistiu em ir a alguns pontos locais, com caminhada, snorqueling na Loberia e finalizou com uma rápida ida a Las Grietas. Gostou tanto deste último lugar que voltaria a visitar os paredões por mais três vezes! 2º DIA - 11/12/15 - 1º MERGULHO EM ÁGUA PROFUNDA No hostel, tive que acordar o Gustavo (A primeira de muitas vezes !), que me disse para aguardá-lo na recepção abaixo. Lá estava ele, meio atrapalhado com suas tralhas. Como não o conhecia, morri de rir ao ver ele, com botas pretas, shorts preto apertado, chapéu de pescador e máscara com respirador de snorquel pendurados no pescoço. Hilário a figura, uma caricatura ! Sei que, de primeira, não gostei muito do muchacho não , devido a primeira atitude que vi dele: estava tudo tranquilo onde eu o aguardava, uma área de descanso do saguão com redes e grama sintética, até tinha uma moça mexendo no celular bem quieta. De repente, o Gustavo chega “causando” com aquele andar desengonçado e... POF!!! Jogou as suas nadadeiras com força no chão, gerando um estalo que fez a moça pular e olhar de canto de olho para ele ! Às 09 horas da manhã estávamos no supermercado frente ao porto para comprar água, um pão doce, bananas e cerveja (ideia do boludo! ). No porto se toma um táxi aquático a US$1 e após 05 minutos, somos deixados em uma plataforma de concreto, onde se inicia uma trilha curta em uma região árida, com presença dos cactos com troncos Nopal ou Chumbera (Opuntia echios). Passa-se a Playa de Los Alemanes e mais à frente, chega-se a Las Grietas! São uns paredões enormes que formam um desfiladeiro com a água do mar que adentra em um tom azul/verde, tendo uma profundidade de aproximadamente 20 metros . Um fato cômico! Estava comendo o pão em um banco no porto e aí surgiu um pássaro, um dos tentilhões de Darwin (lá são chamados de Pinzón – maiores informações sobre podem ser encontradas em: http://labs.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/darwin/tentilhoes.html). Depois aparecera outro e após, mais outros. Repentinamente, estavam vários me olhando com desejo do pão. Bem, eu não daria nada a eles já que estava em um local com pensamento cultural de preservação das espécies endêmicas e não iria alimentar nada com comida desapropriada. Ok! Tudo bem! Logo, um pássaro investiu e pulou na minha mão, roubando-me um pedaço de pão! “Bandido!!!” gritei! Os tentilhões de Darwin foram alvo dos estudos de Charles Darwin, identificando que as aves pertenciam a uma única família e que suas poucas diferenças se davam à necessidade de se adaptarem aos múltiplos nichos ecológicos existentes nas várias ilhas e ilhotas. Em Las Grietas, já sabia que era fundo. Mas somente havia feito snorqueling em uma piscina com 1,40 metros de profundidade. Agora, eu estava ali, diante daquela água azul escura, com animais marinhos. Sinal da cruz na pequena plataforma ali e we’re go! O medo passara diante do encanto com aquele lugar. A luz solar penetrava na água clareando o fundo tão distante. Pena haver poucos peixes, mas uns grandes e coloridos, como Peixes papagaios (Scarus ghobban) e a Vieja Ribeteada (Bodianus diplotaenia). Também havia uns pequenos peixinhos amarelos (Coryphopterus urospilus) que se apoiavam com as nadadeiras sob as rochas, com função de patas mesmo! À tarde, saí sozinho pelo centro, pois queria conhecer a região. Fui andar pelo porto e pelas praias próximas à estação da Marinha. Fui sentir a energia do local. Mirei iguanas marinhas, tentilhões de Darwin e lobos marinhos (Arctocephalus galapagoensis). Somente vi as iguanas terrestres na estação científica, já que elas vivem em lugares mais áridos. Há excursões à Ilha Seymour Norte em que avistar a iguana terrestre faz a propaganda dos passeios. [flickr]© EDJr-3427 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Tentilhão-da-terra-grande, Pinzón terrestre grande (Geospiza magnirostris) Pinzón de Cactus (Geospiza scandens) [flickr]© EDJr-3447 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Lagartija de lava, Albemarle lava lizard ou Galapagos lava lizard (Microlophus albemarlensis) Na Av. Charles Darwin, há um mercado de peixe que é uma atração turística! Tudo porque os pescadores estão ali, descarregando, lavando, limpando, vendendo os atuns (Thunnus albacares) e ficam acompanhados de lobos marinhos, pelicanos pardos (Pelecanus occidentalis), fragatas (Fregata magnificens) e gaivotas (Larus fulginosus) rodeando o lugar, esperando uma boquinha fácil de ganhar ou de roubar. Um lobo roubara a cabeça de um atum e saíra correndo com o pescador fulo atrás dele, até que caiu na água e desaparecera, com aquele pedaço enorme na boca! Eu estava no caminho do animal e quase fui para água junto . Só tomei um pequeno banho com a água espalhada pelo mergulho do gatuno. Muito hilário! Todos riram ! O local por vezes fica cheio de turistas acompanhando aquela bagunça, mas também compram peixes e lagostas, e há a possibilidade de comer por ali também. À noite, comi uma hamburguesa na esquina da rua do hotel a US$8,50 com suco e depois fechamos a excursão para Pinzón na Agência Bridmar Tours S.A. na Calle Islas Plazas, do amigo Carlos . Era um passeio de dia todo (full day) que não lera em relatos sobre Santa Cruz, custando-nos US$140 no cartão de crédito (US$15 de imposto). Foi o mais caro que fiz, mas em Santa Cruz me pareceu ser a melhor, juntamente com a excursão à Ilha Seymour com trajeto terrestre para ver iguanas terrestres e fragatas (que estavam em época de acasalamento neste local, onde os machos ficam com o peito vermelho inflado, caracterizando a ave, como demonstrada em inúmeros artesanatos, a exemplo do prato que eu trouxe: 3º DIA - 12/12/15–PINZÓN & DAPHNE: 1º MERGULHO EM MAR ABERTO E A SURPRESA DO BARCO A maioria das excursões parte bem cedo, por volta das 07h ou 08h . Desayuno a US$3 na Av. Baltra e táxi (incluso na excursão) até o canal de Itabaca, onde partiria o barco do passeio. O trajeto consistia ir de Itabaca até Daphne Menor realizar um snorqueling, depois seguiria para a Bahía Borrero para ver as tartarugas marinhas na praia, almoçávamos (incluído)no barco e depois realizaríamos outro mergulho em Pinzón. Pinzón e Daphne eram duas ilhas menores habitadas pelas aves e frequentadas por outros seres marinhos, pelos quais ansiávamos para vê-los. Estava com meu celular, para o qual comprei uma bolsa estanque e funcionara sem problemas em Las Grietas. Em piscina, lago e cachoeiras (água doce) também funcionara muito bem. O ponto negativo dessa bolsa é que sob a água, perde-se toda a sensibilidade do toque na tela (touch), tendo que muitas vezes tirar a bolsa para fora e, assim, conseguir mexer no telefone. Chegávamos a Daphne Menor e já víamos fragatas, gaivotas e Atobás/Piqueros Mascarados ou de Nazca (Sula granti) pelo ilhote todo, deixando toda a pedra vulcânica pintada de branco. Estava uma corrente braba, e eu ali, no meio do mar, sem nenhum lugar para apoiar. “O que eu estava fazendo ali? Onde me metia?”Pensava... Mas eu estava determinado e não ia “arregar”! Rezei uns 30 segundos antes de pular no mar, pedindo a Deus que me protegesse de todos os males e solicitando permissão para entrar e desfrutar do universo dos entes das águas. Atobá-de-Nazca (Sula granti) - Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Brrrrrrr!!!!!! Uma água azul escura linda, mas um pouco fria! Estava com a roupa de neoprene de mergulho que a agência providenciara, mas estava tão apertada que eu mal respirava! ãã2::'> Lembrei dos espartilhos das mulheres dos séculos passados. Só o que posso dizer da minha primeira experiência em mar aberto: que mundo maravilhoso! Quantas cores, quanta vida! O mar é um universo à parte de tudo! Não devemos saber quase nada do que realmente seja o mundo submarino, pois já não se via nada em pouco mais de 15 metros de profundidade. Acompanhando o guia Fabrízio (recomendadíssimo! :'> :'> ), ele nos mostrava onde estava tudo e mais o que desejaríamos ver: estrelas do mar Chocolate Chip (Nidorellia armata) e a exuberante Pentaceraster cumingi, com coloração vermelha, além de ouriços, peixes cirurgiões e peixes anjos coloridos, cardumes e, ao fundo, os tiburones de punta blanca de arrecife (Triaenodon obesus) ou chamado de tintorera,em português: tubarão-de-pontas-brancas-de-recife ou em inglês: whitetip reef shark. Só o guia se aproximou porque os tubarões estavam mais fundo do que todos aguentavam chegar, por conta da pressão que aumenta muito e faz os ouvidos “buzinarem”. ãã2::'> Fotografias cedidas pela Agência e por Gustavo Roger Cabral Depois, desembarcamos na Bahía Borrero onde ali encontramos algumas gaivotas de lava (Larus fulginosus) e tartarugas-verde-do-Pacífico (Chelonia mydas) gigantes na praia, tomando um ar ou namorando na água. Lindas demais! [flickr]© EDJr-3650 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] O assédio! [flickr]© EDJr-3625 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] A caminho de Pinzón, almoçamos ceviche, que é um prato típico também na Bolívia e Peru que visitei. No Equador, consistia em peixe cozido ou marinado quase cru no limão, com temperos, cebola, salsinha e acompanhado de chifles – bananas bem finas que são fritas e servidas como um salgadinho, um tira-gosto bem comum no país. Com isso, recuperei-me do enjoo que sentira pouco antes, em meio ao mergulho. O balanço do barco juntamente com o balanço da corrente dentro do mar me pregariam uma peça mais adiante. Em Pinzón, por volta das 13h, já avistávamos um solitário Pinguim-de-Galápagos (Spheniscus mendiculus) na beira da rocha, rente ao mar. Essa é a única espécie que vive na área da Linha do Equador. Logo mergulhamos para a última parte da excursão. Esse foi demais! Vimos Pinguim-de-Galápagos, tartarugas marinhas, corais e peixes coloridos de diversos tamanhos, cardumes de milhares de peixes Mugil galapagensis passaram entre nós (que fascinante estar no meio de todos aqueles peixes que mudam de direção rapidamente e incrivelmente sincronizados!), a cinzenta arraia raya de espina ou manta sartén (Dasyatis brevis), uma moréia ou morena (Muraena argus ou Gymnothorax dovii) – um sonho ter visto esse animal que me fascinei desde quando o conheci no jogo do Super Mario 64 !), um polvo escondido nas rochas e ainda, realizar o que estampa boa parte do turismo galapagoense: nadar com os tubarões e com os lobos marinhos! Estes últimos eram curiosos e dóceis, sempre passavam nadando ao lado das pessoas do grupo, “medindo” e examinando. Um macho enorme (era maior que eu) veio nadar conosco e deu um susto em todos , pois eu havia lido que podem investir para proteger suas fêmeas, filhotes e seu território. Mas, graças a Deus , ele somente veio fazer um reconhecimento! Nessa última etapa, avistamos meia dúzia de tubarões que estavam parados ao fundo do mar, abrindo a boca a todo momento! Nhac Nhac! Estes se alimentam de peixes e crustáceos encontrados nos recifes, mas caso se sentirem ameaçados eles podem investir, disse Fabrízio. Fotografias cedidas pela Agência Importante frisar aqui que nenhum tubarão tem como presa o ser humano. Os casos de ataque são quase que exclusivamente por se sentirem ameaçados ou por confundirem as pessoas com suas verdadeiras presas naturais. Outra exceção é quando o tubarão é condicionado a buscar alimento com os seres humanos, como vi em documentários explicando que mergulhadores usam as mãos para alimentar os animais com fim de atraí-los para perto. Logo, os tubarões associam uma pessoa a uma fonte de comida fácil. Raramente e não sei se há registro oficial na história de que um tubarão comeu uma pessoa. É fato pesquisado e confirmado: para cada ataque de tubarão contra um ser humano, um milhão de tubarões são mortos por nossa espécie. Voltando à viagem. Os tubarões são lindos, de uma cor cinza fosco, deu vontade de tocar, pois parecia uma pele de camurça. Chegamos bem perto. Até demais! A corrente nos empurrava em direção ao animal e nós usávamos as mãos para nos empurrarmos para trás. Sai!!! A excursão chegara ao fim por volta das 13h30 ou 14h. Voltar a Santa Cruz levaria mais umas duas horas. Eu estava meio mareado, já tinha vomitado um pouco depois do primeiro mergulho, mas depois de parar na praia e almoçar, sentia-me tranquilo. Mareado, mas sem ânsias. Na volta, a lancha foi mais depressa. Consequentemente, mais balanços e mais batidas no fundo após os saltos. Não deu outra . Vomitei tudo que tinha e o que não tinha dentro de mim. O único do barco que passou mal.Que “mico”! Assim, fiquei fraco e zonzo ãã2::'> . Em certo momento, o barco deu uma virada para a esquerda (bombordo!) brusca e eu quase voei para fora pela direita (estibordo)! Histórias de viagem para guardar e contar, não?! :mrgreen: 4º DIA - 13/12/15 – Parte Alta da Ilha de Santa Cruz: Terra firme para me recompor! Havia lido sobre Los Gemelos e a atrativa possibilidade em voltar de bicicleta ao centro de Puerto Ayora, passando pelos túneis de lava e o Rancho Primícias, visto novamente no Mochileiros.com no relato do viajante Fmatsusaki (http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html) e no de Allanavila (http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html). Tão logo, fomos alugar as bicicletas na Av. Baltra, perto do hostel. Pagaríamos US$10 por 03 horas. Tomamos um táxi que nos cobraria US$15 cada para ir até Los Gemelos. Em Galápagos todos os táxis são camionetes de médio a grande porte, como Mazda, Toyota Hilux, Mitsubishi L200, etc. Cerca de 25 minutos depois,já chegávamos na parte alta pela mesma estrada (na verdade é a única) que leva até o Canal de Itabaca. Los Gemelos são 02 crateras de vulcões extintos, onde a vegetação cresceu e tomou conta do local, formando um ecossistema reservado, por assim dizer. Na primeira cratera à esquerda da pista, há uma trilha curta que circunda até a metade da abertura. DICA: vá de calçado fechado se não estiver com vontade de enfiar o pé na lama. Atravessamos a pista e fomos à outra cratera que descobrimos sem querer (não sabíamos até então que eram duas. Por isso o nome de “Gemelos”... Dããã! ::prestessao::::putz::::tchann:: ). Esta tem um trecho menor ainda para poder admirar a cratera. A visita em Los Gemelos é curta, somente algumas fotos e ver toda a floresta invasiva, além dealguns pássaros, flores e plantas. Seguimos em frente. Cratera n.º 01 Cratera n.º 02 Panorâmica da Cratera n.º 01 Papamoscas de galápagos (Myiarchusmagnirostris) e, ao fundo, Galápagos dove (Zenaida galapagoensis) Como disse anteriormente, eu li relatos de que podemos ser deixados pelos táxis em Los Gemelos e depois voltarmos todo o trajeto de bicicleta até o centro, visitando as áreas rurais para ver os túneis de lava e o rancho das tartarugas gigantes. Mas como estava chovendo, o taxista nos disse que a estradinha para retornar do Rancho até a estrada principal estaria péssima naquele dia, pois era íngreme, chovia e era de terra (rípio). Seria exaustivo para o velho do Gustavo, haha! :lol: Mas concordei depois que vi a condição da tal estradinha. O motorista nos ofereceu uma proposta que aceitamos: ir de táxi até o rancho, ele nos esperaria visitar o local (onde também estão localizados alguns túneis de lava) e depois nos levaria de volta à estrada principal de carro, deixando-nos para voltarmos de bicicleta. Descobri somente depois que os túneis de lava são vários e estão localizados nos dois ranchos rurais: El Chato e Primícias no povoado de Santa Rosa e um terceiro no povoado de Bella Vista. O taxista nos informara que El Chato era melhor que Rancho Primícias (o qual eu pretendia ir, pelos relatos de Fmatsusaki e de Allanavila) porque tinha mais tartarugas. Ok, então fomos lá! :wink: Ao entrar, já calçamos umas galochas (porque é muita lama pelo rancho) e visitamos primeiro os túneis de lava. Havia visto fotos de túneis enormes de uns vários metros de altura e o que visitamos eram pequenos, semelhantes a cavernas (se não era!). Descobri depois que os grandes estavam nos outros lugares que mencionei acima. Ok! Valeu o passeio! Gustavo e eu fizemos umas fotografias de longa exposição nos três túneis que percorremos.Demoramos muito ao ficar fotografando e o taxista nos disse, assim que saímos, que nos cobraria a diferença do que tínhamos combinado, pelo atraso. No final, pagaríamos US$25 cada pelo serviço do taxista (lá é caro mesmo, lugar para europeus e americanos). Bora calçar botas... tive que usar um número menor... apeertado.... [flickr]© EDJr-3752 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr© _3772_ by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Já que agora estávamos de “remis” (motorista particular na Argentina ::hãã:: ), visitamos o rancho das tartarugas com calma. Lá as galápagos ficam livres e você pode chegar bem perto delas, vê-las em ambiente natural. Assustadoras! Eram enormes e faziam um barulho estrondoso que assemelhava a um grunhido de dinossauro ::ahhhh:::( ! Fotografei várias, mas tem que chegar de leve, senão elas se fecham para dentro do casco. Estava fotografando uma tartaruga comendo e, repentinamente, outra chegou depressa e a expulsou, fazendo-a sair rapidamente daquele lugar! Depois ficou ali posando para mim! Ciuminho :x ... Tiramos uma fotografia de lembrança dentro dos cascos das galápagos expostos na recepção 8):mrgreen: e pagamos a taxa de US$3 com direito a cafezinho e água à vontade. [flickr]© EDJr-3838 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Voltamos de bicicleta pela estrada principal e foi uma delícia! ::otemo:: Praticamente descida para voltar econhecer um pouco mais os arredores de Santa Cruz. Aproveitando a bici, fomos à Playa de La Estación, do lado do Centro de Pesquisa de Charles Darwin, relaxar um pouco e aproveitar o pôr do sol com céu limpo. À noite aproveitamos para jantar na “calle de los kioskos” e comi um peixe frito (US$10) com cerveja Club ::hãã2:: . Essa rua à noite é muito gostosa, com mesas pela via e lagostas expostas aos montes para venda, além de muitos turistas. Antes disso, passamos por perto do porto para comprar passagens até a Ilha Isabela, para qual iríamos no dia seguinte. [flickr]© EDJr - praia by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Uma assustadora lagosta verde Panulirus gracilis :o ILHA ISABELA [flickr]© EDJr-4285 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Seu nome é em homenagem a rainha Isabel,esposa de Fernando Rei da Espanha que patrocinaram a viagem de Colombo às Galápagos. É a maior ilha do arquipélago equatorianoe ainda está em formação por causa da atividade vulcânica, contando com vulcões ativos e é a casa de 05 caldeiras (crateras de vulcões extintos), flamingos, iguanas marinhos e muitos pássaros.Uma pequena aldeia é a capital Puerto Villamil, ao sudeste da ilha. A maior parte dos habitantes vive da agricultura e da pesca, mas é possível notar o turismo em crescimento. PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Los Tuneles, Las Tintoreras, Vulcão Sierra Negra e Vulcão Chico, Galapaguera Centro de Crianza "Arnaldo Tupiza”, lagoa de flamingos, Muro de Las Lágrimas. 5º DIA – 14/12/15 – PEQUENO MERGULHO NA PEQUENA PUERTO VILLAMIL Levou umas 02 horas para chegarmos a Isabela desde Santa Cruz. Descemos da lancha às 09h45 e já pagamos a taxa de entrada na ilha: US$5 pra estrangeiros e US$2 para equatorianos. Perto do porto, duas tartarugas marinhas namoravam em pleno mar, chamando a atenção de todos da embarcação. ::love::::love::::otemo:: HOSPEDEI-ME na Hospedaje Gladysmar na Avenida Tero Real (que é o nome daespécie de pássaroHimantopus mexicanus que eu desconhecia). Decidimos por ele após visitar outros hostels na cidade de Puerto Villamil. A hospedagem ficou em US$30 quarto simples com banheiro privado (o chuveiro não funcionou água quente por conta defalta de fornecimento de gás), ar condicionado, geladeira, TV e podia ser utilizada a cozinha da casa da simpática senhora. Encontrei um hostel por U$20, mas achei que não compensaria porque não me trouxe segurança, pois viajava com equipamentos caros. Recomendo o local, limpo, arejado e bem simpático! Mal chegamos e já marquei a excursão a Los Tuneles, que nos disseram ser a melhor e obrigatória em Isabela. Pretendia fazer a excursão Las Tintoreras no mesmo dia, pois era possível, mas disseram que não valeria a pena se fosse fazer Los Tuneles. Pagamos US$85 no próprio hostel. Era US$90, mas conseguimos o desconto, já queéramos mais de uma pessoa. No mesmo momento, já peguei um mapa de Isabela e falei a elesobre a piscina natural Concha de Perla, onde era grátis e também possível de fazer snorqueling. Partimos na mesma hora! Esta fica localizada em uma trilha elaborada com pedras, que se inicia ao lado do embarcadero (cais/píer), o local aonde se chega de barco na ilha. Havia muitas pessoas mergulhando, na esperança de ver alguma “atração submarina”. Ficamos umas duas horas por lá, também vasculhando. Ouriços, corais e peixes eram abundantes. Eram difíceis denotar, mas fora possível ver peixes corneta (Fistularia commersonii)finíssimos e semitransparentes dando ágeis disparadas na água para fugir. No meio da piscina, eu chamei a atenção de quem estava perto porque três raias pintadas/rayas águila (Aetobatus narinari) estavam nadando sincronizadamente! Lindas de se verem! Que harmonia, que beleza ao nadarem e mudarem de direção tão sutilmente! Senti-me satisfeito em conseguir avistá-las e poder compartilhar o momento com outros amigos por ali. No fim, um lobo marinho deu as caras na água, mas já havíamos saído da piscina natural. Seu pesado! ::hãã2:: Fotografias extraídas de vídeo realizado por Gustavo Roger Cabral Em Concha de Perla, a bolsa estanque do meu celular pareceu estar com água! Saí nadando depressa com a bolsa para cima da superfície em direção à plataforma. Fato! Meu celular se apagara! ::sos:::x:cry: Mas vibrou continuamente até descarregar a bateria. Deixei dias no sol, mas nada. Até ligou e surgira o logotipo do fabricante na tela, mas depois morrera definitivamente :cry: . Não teve conserto: Perda Total! Fique emprestando o notebook do Gustavo pelo resto da viagem para descarregar as fotografias e escrever emails à família. Ao menos, eu ainda possuía as fotos e vídeos que fizera com o telefone, pois o cartão de memória não fora afetado. O Gustavo não teve essa mesma sorte em São Cristóbal. Nos próximos parágrafos, saberemos o porquê. Fazia um calor forte em Isabela ::mmm:::mmm: ! Considerei-a mais quente e abafada que Santa Cruz. A cidade da ilha Puerto Villamil, é pequenina ese assemelhaa uma vila de pescadores, com muitas ruas de areia e rocha vulcânica escura. O pequeno centro consiste em uma praça retangular envolta por pontos de comércio, restaurantes, hotéis e agências de turismo. Acreditava que fosse mais barato que Santa Cruz, mas os preços eram basicamente os mesmos ou até mais caros. :roll: À tarde, fui almoçar em um restaurante chamado El Encanto de La Pepa, pagando US$7 pelo menú del dia com pequena porção de arroz, batata frita, legumes, carne de vaca juntamente com um copo de suco e um pãozinho de acompanhamento. Depois fui para o hostel, onde conheci um casal de japoneses que estavam fazendo um peixe na cozinha, que cheirava pela quadra inteira! Conversei um pouco com eles em um pouco de espanhol, um pouco de inglês e muita mímica! Foi engraçado demais, rimos muito ::lol4::::lol4:: ! Eles me falaram que viajavam pelo mundo e lhes dei os parabéns porque eram muito corajosos. Encontrei-os depois novamente em Santa Cruz e na trilha do Cerro Tijeretas em San Cristóbal, surpresos com outro novo encontro. 6º DIA – 15/12/2015 – GRANDE MERGULHO NOS TUNELES Saída pela manhã para ir ao embarcadero pegar a lancha para excursão a Los Tuneles. O itinerário compunha snorqueling em dois pontos das formações rochosas em pleno mar, além de uma caminhada terrestre pelo local. A região dos Tuneles é formada por inúmeras rochas que formam túneis submarinos e piscinas naturais entre elas, onde habitam inúmeras espécies de seres vivos. Na parte de cima das rochas, aves aquáticas repousam e formam seus ninhos e os cactos crescem abundantemente. Ali, eu lera que fora possível encontrar os Pinguins de Galápagos e inclusive nadar com eles (vide o relatodo mochileiro Gustavo Villas Boas em http://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo). Dito e feito. Ao avistar os Tuneles, já nos deparamos com pinguins descansando em pé nas rochas. Também estavam por lá as iguanas, lobos marinhos e pelicanos. ::hahaha::::otemo:: [flickr]© EDJr-4096 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr-4082 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] A fauna endêmica de galápagos toda reunida em uma rocha em Los Tuneles: Atobá de patas azuis, Iguana Marinha, Pinguim de Galápagos e Lobo-marinho de Galápagos Estava chovendo fino no começo da excursão, o que incomodou um pouco para realizar fotografias, mas o tempo firmou quando desembarcamos para realizar a parte terrestre, nossa primeira atividade do passeio. Demos sorte ao encontrar um Atobá-de-pata-azul (Sula nebouxii) com seu filhote. O Gustavo teve uma oportunidade de ouro, fotografando a ave alimentando sua cria diretamente na boca! Fiquei feliz e com uma inveja :x (boa, claro :D ) dele! Tivemos um contato tão próximo com a ave, estávamos ameio metro dela e aí percebemos o quão forte é o azul de suas patas! Maravilhoso animal! ::otemo:: Pouco mais à frente, antes do 1º mergulho, havia uma tartaruga encalhada entre as rochas, por causa da maré ficar baixa :( . O guia Dario juntamente com o assistente da lancha se prontificou imediatamente ao resgate, permitindo sua volta ao mar ::Ksimno:: . Caímos na água e já fomos realizar uma selfie com o pingüim ::hãã2:: ! Ele possui uns 40cm de altura e estava só brisando na rocha com os olhos meio fechados. Depois, o danado gostou da atenção e mergulhou na água! Como nada rápido aquela ave! Incrível! Passando em meio de nós, o guia Dario até lhe tocou na barriga, contrariando as normas de Galápagos. Depois ... zummmm... a ave sumira :shock::D ! Aqui um vídeo do Gustavo Cabral: http://www.mediafire.com/download/jpe76v7r6w9woaj/MVI_2633_1.avi Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Fotografia cedida pela Agência Também vimos cavalos marinhos (Hippocampus taeniopterus) onde só quem possui olhos treinados poderia notá-lo facilmente! Eles se camuflam por vezes, ficando imóveis, parecendo parte da vegetação. E nada tão tranquilos, quase como se arrastando! Depois fora a hora do show da tartaruga marinha (Chelonia mydas) ::hahaha:: ! A única durante toda a viagem que praticamente nadou conosco sem nenhum incômodo, ainda que cerca de oito turistas estivessem atrás dela que nem doidos para se aproximarem do animal ::hãã2:: ! Como a sua sutileza de movimentos pode proporcionar um nado tranquilo, consistente e ligeiro? São essas as grandes maravilhas da mãe Gaia que só cabe ao homem admirar e ter a humildade de saber que somos muito minúsculos perante tal grandeza! ::otemo:: Fotografias cedidas pela Agência Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Em seguida, avistamos uma raia cinza descansando ao fundo e o que esperávamos: muitos tubarões de punta blanca ::ahhhh:: . Eram inúmeros ::ahhhh:: ! Nadando, ao fundo do mar, comendo nos recifes, parados em uma “caverna” nos túneis. Foram mais do que havíamos avistado em Pinzón. Mais tarde, Dario nos deixou livres para nadar em uma área, onde em determinada área, eu estava sozinho e afastado da lancha. Estava tranquilo, quando passei por uma rocha no meio da grande piscina e olhei para a esquerda e vi um tubarão enorme ao fundo azul ::ahhhh:: , nadando em direção à superfície. Sabia pelas suas características que era um punta blanca de arrecife, mas estava desacompanhado e também não sou um expert em vida marinha para administrar tal situação. Fiquei com medo :( ! Pesei a lei da natureza selvagem: risco x recompensa. Como ele fora para um lado, fui para o outro :wink::? ! E voltei para o barco :mrgreen: ! Aquela imagem está bem fresca na minha memória, podem acreditar! Contei a Dario e aos que já estavam no barco (uma moça mexicana, alguns americanos, uma australiana acompanhada de uma alemã e nós, os sul-americanos!) e todos deram risadas :|:mrgreen::mrgreen: ! O guia me disse que ostubarões são bonzinhos! Mas é melhor não arriscar, já havia visto muito tubarão e estava mais que satisfeito! ::otemo:: Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Fotografia cedida pela Agência Na volta a Puerto Villamil, foi-nos ofertado um pequeno lanche na viagem: pão com presunto e queijo, maçã, suco e bolacha. Voltávamos em torno das 13h30.Cheguei e capotei na cama para dormir um pouco. Após a soneca, fui alugar uma bicicleta perto do hostelmais tarde com a intenção de ir até o Muro de Lágrimas, um lugar que conhecera através do relato do amigo Fmatsusaki no site Mochileiros.com. Porém, disseram-me que estava tarde e não haveria tempo suficiente para ir, ficar um pouco e voltar, pois eram 16horas e o lugar se distancia em torno de 40 minutos. Desse modo, faria um passeio correndo, sem tempo para ver os lagos e a praia pelo caminho, e também o Tunel Del Estero (uma caverna que é possível adentrar com a maré baixa). E ainda chegaria de volta pela noite, quando expiraria o tempo de aluguel da bicicleta, além de não ser permitido transitar por esses caminhos à noite. Pena :cry: ! Decidi assim ir à famosa galapaguera de Isabela, próximo dali. Pouco depois de cinco minutos, eu estava na trilha de pedras e pontes de madeira que levava ao Centro de Crianza de Tortugas Terrestre Arnaldo Tupiza, passando por algumas pozas ou lagos onde pude fotografar teros reais, patos, alguns (soube mais tarde que havia um caminho, após passar a galapaguera, que desembocaria em uma laguna grande com mais flamingos ainda! DICA!). Além de, nos mangues das encostas, os caranguejos violinistas de Galápagos (Uca galapagensis). ::otemo:: [flickr]© EDJr-4180 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Tero Real (Himantopus mexicanus) Caranguejo Violinista de Galápagos (Uca galapagensis) Não tão perto quanto imaginava, cheguei finalmente ao centro de reprodução, onde o Parque Nacional de Galápagos trabalha para recuperar as diferentes populações de tartarugas galápagos. Estava deserto :| ... Nem turistas, nem funcionários... Estava só eu e as tartarugas gigantes em áreas delimitadas :| ... Ali há um centro de visitantesinformativo bem bacana que vale a visita, ainda que esteja escasso de informações! Parece-me que há tartarugas filhotes pequeninas, mas eu não vi por lá (assim como a trilha a tal laguna) e não havia ninguém para perguntar. A analogia do tempo de vida entre o homem e a tartaruga gigante, que chega ao seu tamanho adulto aos 150 anos Assim como, não consegui alertar sobre uma galápagos que estava estranha :?: . Parecia-me desmaiada ou morta, pois não vira ou ouvira sua respiração :o:shock: . Tentei assobiar para chamar a atenção. Todas as tartarugas próximas acordaram e levantaram a cabeça para o meu barulho, mas esta não! Que desespero :? ! Não vi uma alma viva até chegar ao centro de Puerto Villamil! Fui embora rezando que ela somente estivesse dormindo profundamente. :( Por fim, ao regressar para o a praça central, passei na praia para fotografar um pôr do sol magnífico com uma brisa fresca e depois acabei encontrando Gustavo em um restaurante, tomando cerveja. Disse-me que fora à praia, perto do porto (não o embarcadero, mas sim, outro porto ali próximo chamado de malecón – ou cais), estando a me procurar depois. Antes disso, a caminho da praça central senti falta dos meus óculos escuros que estava em minha cabeça, quando tiraria para fotografar na praia. Voltei correndo já lamentando a “burrada” ::putz:: . Encontrei-o parcialmente encoberto pela areia, quase engolido pela maré que aumentava. Que alívio ::mmm: ! Lembrei que tive de fugir correndo de uma onda mais forte que invadira a praia, podendo molhar meu equipamento. Assim, descobri a causa dos óculos cair e eu, preocupado com a água, não notar tão cedo a falta dos mesmos. Voltando ao restaurante. Resolvemos comer uma pizza média! Média é apelido. Era gigantesca ::hahaha::::tchann:: !!! E bem recheada! Também, pelo preço de US$35 tinha que compensar mesmo, não?! Farreados (estava boa demais!) fomos para o hostel dormir, pois voltaríamos à Santa Cruz no dia seguinte e a lancha sairia às 06horas :shock: . Ou seja, acordaríamos por volta das 05horas para caminhar até a embarcadero que estava um pouquinho longe e estávamos com toda nossa bagagem pesada nas costas e mãos. Na madrugada escura, demos a sorte de conseguirmos um táxi que passava na rua. Cobrou-nos US$3 para nos levar até lá! Assim, assistimos ao nascer do sol já na embarcação. [flickr]© EDJr-4334 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] ILHA SANTA CRUZ – parte II 7º DIA – 16/12/2015 – Retorno a Puerto Ayora Já em Santa Cruz, dirigimo-nos ao Hotel España para dormir e descansar. Gustavo me dizia que já estava cansado destas lanchas. Era muito desgastante mesmo :oops: . Aproveitamos esse dia para vasculhar o centro atrás de possíveis lembranças aos entes queridos :mrgreen: , ou ao menos, pesquisar preços para comprar em nosso último dia em Galápagos. À noite, fomos jantar na Calle Charles Binford, pedindo um Bolón de Pescado: um peixe assado em folhas com tempero, acompanhado de arroz, patacones e, claro, cerveja Club! Divino, meu amigo! Paguei US$7 (pelo prato). Depois fomos tomar outras cervejas na frente do hotel, planejando os outros dias e falando da vida eclaro, de fotografia. Encontrei até um amigo peludo, o qual sua dona afirmou que não estava sofrendo com o calor. Com um pouco de barba eu já sofro no verão, imagine o coitado :| ! 8º DIA – 17/12/2015 – Baía Tartaruga [flickr]© EDJr-4626 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Levantei cedo, aproveitando o descanso do dia anterior. Resolvi ir a um lugar próximo chamado Laguna de Las Ninfas. Uma piscina natural com variedade de mangues, com explicações ao longo de uma trilha de pontes de madeira. Acreditava que era possível fazer snorqueling, mas soube posteriormente que já fazia mais de três anos que isso estava proibido, segundo me dissera a dona da lanchonete em que fui tomar café-da-manhã logo após. Um lugar bonito! Fiquei em paz neste lugar! Um silêncio, uma tranqüilidade :wink: ... Acompanhado somente de elementos naturais... Percorri a trilha envolta pelos variados tipos de mangues (vermelho, branco, etc.), explicando como é formado esse ecossistema, quais são suas características e qual é a sua importância para a biodiversidade. Alimentado do café-da-manhã, percorri o porto para fotografar as aves por lá, como pelicanos, gaivotas e os atobás de patas azuis que estavam voando em torno das águas próximas, pescando fervorosamente ::otemo:: . Também havia um pássaro cujo nome de espécie não consegui encontrar em nenhum lugar. :!: Os pelicanos geralmente estão sozinhos e, do alto, vêm em direção à água com o bico para baixo na tentativa de pegar seus peixes. Porém não mergulham, parando na superfície. [flickr]© EDJr--10 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Já os atobás, voam sincronizados e muitas vezes, acompanhados. Assim que um avista uma possibilidade de pesca, alerta os outros com gritos e VUMMMM... todos mergulham juntos como foguetes :D , indo para baixo da superfície, auxiliados pela impermeabilidade das penas e formato de corpo agudo. Depois tomam voo novamente para continuar a caçada. Fiquei bastante tempo esperando um bom clique. O sol me castigava ::mmm: ! Mas valeu a pena poder acompanhar o comportamento destes belos animais. ::otemo:: [flickr]© EDJr-4541 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Já havíamos programado que Tortuga Bay seria o nosso destino naquele dia. Seguimos a pé até o começo da longa trilha ornamentada de pedras, onde deveríamos registrar nossa entrada. A ida foi mais demorada que a volta :oops: . Digo isso em tom de reclamação porque estava com uma bolha na sola do pé, com ardência do sol tomado pela manhã no porto, do qual não me protegera e, ainda, carregando bolsa e mochila pesadas. Velho ::hãã2:: !!! Enfim chegamos à Playa Brava, sendo recomendado firmemente para não entrar na água devido à corrente forte. Ainda assim, logo que cheguei, encontrei o argentino (que partira na minha frente na trilha, pois eu parava para fotografar ou tomar água) e outros poucos turistas no meio das ondas :roll: . Sinceramente, eu já vi e entrei em praias bem mais bravas que aquela, mas uma mulher no local me disse que morrera um homem há pouco tempo ao entrar ali. Talvez possam existir pedras afiadas, corais e buracos que dificultem bastante um relaxante banho demar. O Gustavo disse que nada lhe parecia ser além de uma praia normal. :| Depois de passar por Playa Brava, chega-se à Playa Mansa, onde faríamos snorqueling. Dizem ser possível ver tartarugas, raias e tubarões. Ninguém viu nada por ali, além de peixes e ouriços :| . Talvez a maré precise estar alta. Gustavo também disse que vira uma víbora na água. Havia muitas iguanas marinhas em terra. As iguanas estavam em época de acasalamento ::love::::love::::hahaha:: , logo, foram os animais que mais vimos. Em qualquer lugar, em qualquer praia, em qualquer pedra, em qualquer banco, ponte, tronco, etc. elas estavam lá! [flickr]© EDJr--11 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr-4011 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Ficamos ali até o final do entardecer. Quando o Gustavo foi calçar suas nadadeiras, mas descobriu que uma delas havia quebrado a trava do calcanhar. Ficou chateado com tal, pois as comprara especialmente para Galápagos e não poderia mais usufruí-las. Crê que se rompera no transporte da lanchadeIsabela À Santa Cruz, pois as bagagens são tratadas tão bem quanto nos aeroportos. :cry: Aproveitei a noite para comprar alguns presentes :mrgreen: e também fotografar o centro. Na Avenida Charles Darwin há uma praça recuada da calçada onde funciona um mercado de artesanato, o Mercado Artesanal, onde é possível encontrar peças um pouco mais baratas do que nas lojas. Além de ser mais fácil negociar, os vendedores estão mais abertos às pechinchas. :D:mrgreen: As espécies de Galápagos estão presentes de inúmeras formas no artesanato local Desafio local! Para jantar, comprei uma pizzana avenida por US$9 e fui para o hotel comer sozinho :mrgreen::D , pois não encontrei o Gustavo e tinha que me preparar, visto que no dia seguinte eu iria a San Cristóbal sozinho (US$55, trajetos de ida e volta). Sozinho, pois o Gustavo iria fazer um mergulho com cilindro em Seymour Norte, algo que desejava muito. Euqueria muito era fazer snorqueling em León Dormido. Assim, disse-lhe para me encontrar em Puerto Baquerizo Moreno no dia seguinte, informando-lhe via facebook onde estaria hospedado e no domingo dia 20/12, voltaríamos juntos à Santa Cruz. ILHA SAN CRISTÓBAL Conhecida por ser a ilha dos lobos marinhos. Apesar de haver esses animais por todos os lugares do arquipélago, é nessa ilha em que eles mais se concentram. Foi a primeira ilha de Galápagos que Charles Darwin visitou em 1835 e é lá que se encontra a escultura mais famosa do pesquisador inglês (em Tijeretas, mais precisamente).Na ilha, na parte alta, está localizada a única lagoa de água doce do arquipélago, El Junco. A cidade de Puerto Baquerizo Moreno é a capital do arquipélago e do Cantão de São Cristóvão, bem como um importante centro turístico das ilhas, sendo mais tranquila que Puerto Ayora. É uma cidade muito bonita, com um magnífico porto natural e um Centro de Interpretação da Natureza. PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Playa Mann, Playa Punta Carola, Cerro Tijeretas, Lobería, León Dormido, Centro de Interpretación, Galapaguera Cerro Colorado, Puerto Chino. 9º DIA – 18/12/2015 – NA ILHA DOS LOBOS MARINHOS [flickr]© EDJr-5079 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Era manhã quando eu aportava em Puerto Baquerizo Moreno, capital da província de Galápagos. Feita a revista de rotina, informei-me sobre hospedagens e me indicaram procurar na avenida de frente ao mar. Percorrendo a mesma, conheci o Hostel Albatroz e um outro, ao lado. Barato (US$15), simples e aparentemente limpo, mas não possuía ar condicionado, somente um ventilador de teto. Em minha opinião, deu-me a sensação de ser um pouco escuro, fechado, abafado, além de que, sinceramente, não me senti totalmente seguro a deixar equipamentos e mochila com dinheiro ali :| . Fui verificar outros, mas me hospedaria ali se não tivesse que deixar objetos de alto valor ou caso não encontrasse outros. Já fiquei em hostels bem mais simples na Bolívia, mas resolvi pesquisar um pouco mais. Se estivesse em uma turma, também ficaria mais aberto à questão :wink: . Mais à frente, em direção do aeroporto, encontrei uma oficina de turismo, onde perguntei sobre hospedagens possíveis e peguei um mapa da cidade. Os hotéis e hostels estão todos por ali, em torno da avenida do porto, também chamada de Charles Darwin. A atendente me disse para ir ao Hostel León Dormido na Calle Jose de Villamil, que era um bom lugar e possuía um bom preço em torno de US$20. HOSPEDEI-ME O Hostel León Dormido parecia fechado. Verifiquei que mais à frente na rua havia um letreiro de hostal. Naquele lugar, Hostal Emanuel, conversei com o senhor José e o senhor Victor que gentilmente me mostraram la habitación, muito confortável e que me deixou bem tranquilo quanto à segurança. Um quarto duplo enorme :D , com uma cama de casal grande e uma cama de solteiro, ar condicionado, TV a cabo, banheiro privado com box de acrílico, todo o chão do hotel era de carpete de madeira, uma vidraça enorme para a rua com cortina, cabideiro, abajur, mesa, criado mudo, água à vontade e ainda no 1° piso! Perfeito ::otemo:: ! Como dissera a ele que meu amigo argentino viria no dia seguinte, paguei US$25 no dia que fiquei sozinho e US$20 nos dias em que dividi o quarto com Gustavo, que pagou também o mesmo valor. Achei que valia o preço, diante do mesmo valor da diária do hotel España em Santa Cruz. O senhor José e senhor Victor me pareceram serem também os proprietários da Farmácia San Cristobal, abaixo do hostal. Foram muitos simpáticos em tudo, dando-nos informações, fazendo ligações telefônicas para nós, etc. O único ponto negativo... o banheiro por vezes cheirava mal :? ! O quarto ficava fechado pelo dia, então chegávamos e tínhamos que abrir as janelas um pouco para depois ligar o ar condicionado. Creio ser um problema pontual do cheiro de esgoto do ralo do chuveiro que está voltando. Mesmo assim, com certeza me hospedaria lá novamente por todo o conforto oferecido :P . Ao lado, conheci um restaurante popular onde comi um bom almoço por US$5, com sopa de feijão e legumes na entrada, pescado, arroz e um copo de suco de abacaxi. Como era mais de 13 horas, o comércio local estava no período do siesta, assim como a maioria das agências de excursões. Fui a San Cristóbal focado em realizar a excursão paga a León Dormido. Era o meu principal objetivo tentar a sorte e conseguir entrar em contato com a raia manta e os tubarões-martelos 8) . Desse modo, aproveitei a pausa após o almoço e saí fotografar o porto onde estavam “lagarteando” lobos e iguanas marinhas, além de inúmeros barcos ao mar, promovendo um belíssimo pano de fundo às fotografias. ::otemo:: [flickr]© EDJr-4719 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Nesse tranquilo passeio, senti uma maravilhosa vibração de San Cristóbal! Puerto Baquerizo Moreno possui uma orla muito bonita, simpática e que cidade tranquila! Fora a cidade que mais gostamos! Sem dúvida :D ! Como o Gustavo dizia constantemente “A mi, me encantó mucho San Cristóbal!” :D . Um centro todo em piso com ladrilhos, com jardins, tablados e bancos de madeiras, onde os lobos pairavam à noite, tranqüilos com o assédio turístico. Além de um comércio digno nos arredores, várias praias próximas e passeios a outras partes da ilha que tiravam o fôlego ::otemo:: . Que rica energia gravitava por lá! Não podia me faltar mesmo! ::hahaha:: O sol estava a pino pelas 14h30 ::mmm: . Juro que foi o dia mais quente que passei na minha vida ::mmm: ! Aproveitei que consegui encontrar uma lan house (que se chama “cyber” por lá), descarreguei minha câmera e escrevi um email para minha namorada ::love:: falando das novidades e dos problemas que tivera com o bendito cartão Bradesco ::grr:: . Eu suava debaixo de dois ventiladores do estabelecimento e ainda com os pés no piso frio ::mmm: . Decidira naquele primeiro dia ir ao Cerro Tijeretas para visitar o Centro de Interpretação e também avistar as fragatas que habitavam por lá, conforme algumas referências que li anteriormente à viagem. Por conta do calor, resolvi esperar o sol baixar para seguir ao monte. ::hãã2:: Certo tempo após, a maioria das agências já estavam abertas e eu poderia procurar fechar a excursão para León Dormido. Pesquisei em várias ali pelo centro e todas ficavam na média de US$110, com dois snorquelings junto ao paredão da rocha León Dormido, mais um mergulho em uma praia na qual também se realizaria uma parada, podendo ser em Manglecito, em Cerro Brujo ou em Puerto Grande. Por fotos, interessou-me muito mais ir a Cerro Brujo, por conta da praia de areia branca, ter lobos e aves, além da paisagem deslumbrante apresentada na propaganda. Porém, em contato telefônico com os guias, as atendentes informavam que eles partiriam no dia seguinte somente a Manglecito. Mas eu desejava ir a Cerro Brujo e insisti em procurar uma agência que possuísse tal roteiro. Encontrei a agência MarTourGal, na calle Española, que confirmou com um guia via telefone (na minha frente) que sua excursão pararia em Cerro Brujo. Foi o melhor preço encontrado também: US$100. Fechado ::otemo:: ! Paguei em efectivo e estava agendado para as 08 horas do dia seguinte. Ok! Hora de ir ao Cerro Tijeretas! Antes disso, passei em um supermercado para comprar provisões (suco, bolachas doces e salgadas) e depois no hostel, fazer minha mochila e pegar protetor solar, claro :mrgreen: ! O sol custou a diminuir sua força. Somente por volta de umas 16h30, senti que poderia ir mais tranquilamente. Estava um pouco tarde... O sol baixava nas montanhas, emitindo os tradicionais raios dourados laterais. E naquela época, pouco mais de 18 horas já seria praticamente uma paisagem noturna. Corri tomar um táxi a US$1,50 (pechinchei nos US$2) e chegava após uns cinco minutos na entrada do Centro de Interpretação. Estavam saindo muitas pessoas, mas ninguém estava entrando. Solitário, pensei eu estar! :| Como estava ao cair da noite, não deu tempo de visitar o Centro, somente uma olhada rápida, já que a trilha aos mirantes (miradores) do Cerro Tijeretas passava por dentro do local. Segui o sendero para o morro. Encontrando várias escadas (escaleras), topei com uns lagartos e uns poucos humanos visitantes. Subi mais e encontrei o mirante do topo. QUE VISTA INCRÍVEL DA BAÍA! ::otemo:: Foi um dos mais belos cenários que vi em Galápagos (E olha que há muitos! :D ). Lá embaixo, olhava os lobos marinhos nas rochas e pessoas praticando snorqueling. Pelo ar, as fragatas voavam constantemente, pousando em intervalos nas árvores da encosta. ::otemo:: Avancei um pouco em uma trilha de terra, curioso onde poderia dar. Parei em uma parte bem próxima ao precipício, onde havia uma bela vista de todo o cenário e um ótimo lugar para clicar e filmar as aves em pleno voo. Fiquei até o anoitecer! Depois me avisaram que se continuasse a trilha, chegaria a uma praia linda, afastada e isolada. Deixo a DICA para o aventureiro que ler meu relato! Lagartija de lava de San Cristobal (Microlophus bivittatus) [flickr]© EDJr-4753 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Em Cerro Tijeretas, é possível visualizar a baía com León Dormido ao horizonte (ao centro, à direita) [flickr]© EDJr-4904 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] [flickr]© EDJr-4787 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] O cerro é conhecido pelas fragatas que permanecem em suas encostas Retornando pelo escuro, cheguei à saída do Centro de Interpretação onde as luzes urbanas dos postes já auxiliavam em meu regresso. Não achei táxi, então fui seguindo a pé. E foi bom ::cool:::'> ! Conheci as proximidades, senti que é possível ir tranquilo a pé até Tijeretas em uma média de 15 minutos, vi umas barracas de ambulantes com empanadas e milhos, além de que pude sentir mais San Cristóbal... E gostar ainda mais desta terra! Na janta, fui comer um lanche na lanchonete Cri’s Burguer Factory onde se fazem hamburguesas monstro!!! Enormes ::ahhhh::::tchann:: !!! E a um preço barato (em Galápagos): US$6, acrescidas de uma garrafa de refrigerante a US$1,75. Delícia ::tchann:: ! Fartei-me! Após estufar la panza, saí para fotografar pelo malecón (cais), onde encontrei vários lobos dormindo, gritando ou nadando por toda a sua extensão. Después yo acosté a dormir para levantar temprano y ir a el León Dormido, por la mañana. ::hãã:::lol: [flickr]© EDJr-5046 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] 10º DIA – 19/12/2015 – RIQUEZA MARINHA NA KICKER ROCK [flickr]© EDJr-5129 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Deixava avisado o Sr. José e o Sr. Victor a respeito de minha excursão e que o Gustavo chegaria antes de eu voltar. Assim, deixei as chaves do quarto no hostel e segui para a agência MarTourGal às 08h20, a duas quadras dali. O passeio demorou e fiquei pouco mais de uma hora no malecón, aguardando a embarcação que atrasara :| . Assim conheci um garoto que não lembro seu nome, mas me acompanhara da agência até o cais, dizendo-me que gostaria de ser um guia turístico no futuro e também sobre Galápagos. Ali, conheci Nicola, um suíço que estava trabalhando como voluntário em uma fazenda próxima a San Cristóbal. Pelo tempo do atraso, conversamos bastante sobre os ataques terroristas e o clima de tensão na França :( , sobre as línguas aprendidas na Suiça, sobre a cultura celta no seu país (no caso, os Helvéticos), mas este último assunto ele não detinha muito conhecimento. Achei engraçado :) . Tão logo, o guia Javier veio se apresentar a nós e logo depois embarcávamos no catamarã que nos levaria àquela enorme rocha no meio do Oceano Pacífico, assemelhando-se à figura de um leão dormindo. Realmente e agradecidamente, fora um catamarã que realizou nosso transporte. Um barco muito mais estável e espaçoso do que as lanchas, promoveu-nos uma viagem tranquila :D:wink: . Éramos quatro turistas: Nicola, eu, um colombiano (que não recordo o nome) e uma americana, acompanhados pelo guia Javier, El Capitán (era como lhe chamavam mesmo! Creio que era um apelido - un sobrenombre), o guia de mergulho com cilindro (buceo) que acompanharia o colombiano, além de um auxiliar imediato. De início, o guia de buceo perguntou nossos nomes e o que desejávamos ver naquele dia. E também apelidava a turma: eu de garotinho! O suíço Nicola, de chocolate! Os outros, eu não lembro. Mas ele via o suíço e gritava a todomomento: “vamos, chocolate”,“hey, chocolate”... Isso, com a pronúncia espanhola, ficou muito engraçado! Morria de rir... ::lol4::::lol4:: Primeiro mergulho foi em León Dormido, no meio da fenda onde forma um canal. Cada vez que se chegava mais perto do paredão, mais ele crescia. E, no fim, ele é GIGANTE! ::ahhhh:::o Segundo algumas informações pela internet, este possui quase 150 metros de altura ::hein: . O barco fica minúsculo quando próximo ao monumento natural :shock: , distante uma hora de Puerto Baquerizo Moreno. Lamentavelmente, o guia Javier disse que a excursão não era fotografada por ele. Assim, infelizmente, por não possui câmera subaquática, não há registros de todas as maravilhas que presencie e que descrevo a seguir. :cry::cry:::essa::::prestessao::::bruuu:: Conhecido por ser um local rico em fauna marinha, houve também muita corrente naquela água azul profunda onde, afortunados com uma ótima visibilidade, pudemos acompanhar inúmeras espécies. E inúmeras, estou sendo bem modesto, pois eram milhares ::otemo:: . Neste mergulho eu fui um privilegiado por muito do que vi e do que pude estar próximo! Nadei com várias tartarugas marinhas e os lobos passavam que nem doidos por nós. Estes foram os maiores que vi em Galápagos... Enormes ::ahhhh:: ! Até assustou a americana quando um lobo maior do que ela estava nadandoa uns 20 centímetros do seu lado, mas um pouco recuado para ela não vê-lo. Assim que lhe chamei a atenção, deu para notar o seu espanto! ::lol4::::bruuu:: Foi engraçado! Chamei o guia e apontei para o meio do cardume abaixo de nós porque avistei um peixe comprido e prateado com uma mandíbula saliente: era uma barracuda (Sphyraena idiastes)! Porém, não era daquelas que eu conhecia que possuíam presas enormes e para fora, mas ainda assim era muito bela! De repente, avistamos dois tubarões de pontas negras de recife (Carcharhinus melanopterus). Logo, mais dois... seis... dez... rapidamente estávamos em meio a uma esquadra de 10 tubarões bem próximos e mais vários outros um pouco mais afastados, mas ainda unidos ao coletivo! Javier se extasiou estando junto a quase 20 tubarões ::ahhhh::::ahhhh::::otemo:: ! Realmente fora incrível! Difícil descrever em palavras, mas sei que estou louco para mergulhar novamente, agora que escrevo! ::hãã2:::D Nosso sonho poderia acontecer! Javier disse que as águas estavam quentes e haviam muitos peixes. Logo, um ambiente propício para encontrar o tubarão-martelo. Mas ele não apareceu! :cry: Ainda que insistindo, até se tentava chamar a atenção com batidas de palmas debaixo da água, nenhuma barbatana e nenhuma forma peculiar de cabeça surgiria no passeio. Nadamos até mais próximos à costa. Em águas mais rasas, encontramos raias, uma inofensiva víbora tigre (Myrichthys tigrinus)que acredito ser a mesma que Gustavo vira anteriormente em Tortuga Bay, um pece lagartija ou peixe lagarto (Synodus lacertinus) em meio à sua camuflagem na rocha, pois ele fica paradinho e se mistura em meio à textura da rocha. Este, fui eu que encontrei! Até chamei Javier para que mostrasse aos outros da excursão. Hã!Hã! :mrgreen::mrgreen: Superei o guia! Brincadeira! :lol:8) Também avistamos o ouriço Mellita longifissa (conhecido também por bolacha-de-mar) e também uns pequeninos caranguejos quando chegamos na praiaem que pararíamos. Pararíamos... :| Foi o que Javier nos dissera ainda na água (pois o barco ficou longe para não atolar)... Que ali poderíamos pausar um pouco e caminhar em terra para ver espécies terrestre... Mas foi só chegar à areia que deram um grito avisando que havia algo na água ::ahhhh:: . De longe, via-se algo negro com a cabeça para fora ::hahaha:: . Uma iguana marinha, nadando em meio ao oceano! ::otemo:: Não poderia perder aquilo pois era algo que Gustavo e eu desejávamos contemplar! Caí na água e fui depressa até ela :mrgreen: . Acompanhei ela nadando na superfície, observando-a de todos os cantos sem nenhum incômodo sentido pelo animal! Repentinamente, ela submerge indo ao fundo e se agarra a uma rocha com suas enormes garras, comendo seu alimento predominante: algas marinhas. Mergulhei até ela e a puder ver se alimentando, tranquilamente. Pouco depois ela emergia novamente e continuaria a nadar a algum destino no horizonte. Deixe-a ir, admirando seu nado suave, com o balanço somente de sua comprida cauda enquanto suas patas permaneciam praticamente imóveis. Agradeci a Deus ::otemo:: e às entidades das águas ::otemo:: por me permitir isso tão bem. Gustavo, morra de inveja!!! Un chiste, amigo! :lol::lol: Voltei ao já distante catamarã onde estava o resto da turma. O almoço seria servido enquanto o barco seguia caminho. Perguntei a Javier se estávamos naquele momento seguindo a Cerro Brujo. Ele respondera que o itinerário daquele dia não ia a Cerro Brujo, mas sim a onde estávamos: Puerto Grande... Aquela praia onde “paramos”... :x Disse-lhe que havia contratado a excursão até este local e que me fora vendido tal roteiro. Ele deu uma disfarçada e disse primeiramente que aquele dia não era dia de excursão para Cerro Brujo, depois falou que os itinerários podem mudar repentinamente pelas condições de clima e maré. :x Ok! Já entendia que não iríamos a Cerro Brujo e que as respostas que me dava eram com finalidade de “enrolar” ::vapapu:: . Não havia mais o que fazer e também não causaria um estresse ali sozinho, com 03 habitantes nativos em um barco no oceano. O passeio valeu anda assim, visto que nenhuma agência iria a Cerro Brujo naquele sábado, e também porque encontrei um lugar onde paguei mais barato. O almoço incluído foi de refrigerante, salada, arroz, batatas fritas e frango, o qual o guia de buceo brincou ser carne de fragata. Até chegarmos ao último ponto de mergulho, perto de León Dormido, ficamos ali conversando, tirando sarro dos significados das palavras em espanhol e em português e também como eram os palavrões e apelidos nas duas línguas. Mergulhando, vimos tubarões ponta negra (um deles nadou bem debaixo de mim! Medo e satisfação misturados! ::tchann:: ), tartarugas e vários peixes. Mas... nada de tiburones martillos... também nada de raia manta... OK! A água já estava fria e encerrava a excursão dentro do tempo prometido, por volta das 13h30. Atracaríamos em Puerto Baquerizo Moreno entre 14h30 e 15 horas. Não acreditei que o Gustavo me dera o cano quando cheguei ao hostel e não o vi, assim como sua bagagem. Tomei um banho e o boludo batera na porta, dizendo-me que perdera o barco da manhã :roll: . Mal chegou e me convidou a ir à Lobería,mas tive que recusar pelo cansaço da excursão realizada. Logo, ele foi passear e eu caí na cama dormir. Gustavo me contara depois à noite que tomou um táxi a US$4 e por lá fotografou muitos lobos, mas também que é um local perigoso pela razão de haver muitas rochas e quebras de ondas. Resolvemos sair pelo centro à noite, ver os lobos e também poder lhe apresentar a cidade pela qual ele se encantou muito. Até propôs ficarmos mais um dia e voltarmos na segunda-feira, dia 21/12. Aceitei e no dia seguinte acertamos de ir a Tijeretas, para mergulhar naquela baía que havia visto do alto do morro e tão bem falada por outros. Tomamos umas cervejas pelos arredores :mrgreen: , vendo o movimento das pessoas e jantamos na Av. Alsacia Northia (paralela a Charles Darwin), onde a casa dos donos era ao fundo e na frente funcionava um restaurante caseiro com mesas na calçada ao ar livre, com vitrine refrigerada, chapa, etc. Pedi um pescado asado que fora servido à moda da casa :P : o peixe com somente as vísceras e cabeça extraídas, mas com as barbatanas e o rabo para petisco :mrgreen: . Muito bom, apesar de pouca carne. Preço fora total de US$14, acompanhado de arroz, salada e cerveja,o qual dividi o preço com o Gustavo. Já de noite, descarreguei minhas fotos, escrevi emails e postei algumas imagens na internet através do notebook do argentino. Tão rápido, desmaiei na cama, com a cidade que dormia com as ruas desertas e silenciosas. Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral 11º DIA – 20/12/2015 – CONFORTO NAS ÁGUAS Saí tomar café-da-manhã na cafeteria Mary’s, no mesmo prédio do hostel León Dormido, na calle Jose de Villamil, como fiz todos os dias em que fiquei naquela ilha. US$3.50 valia o café da manhã continental gostoso e ótima relação custo x benefício em Galápagos: café com leite ou com chocolate, suco de fruta, três torradas com manteiga e goiabada e salada de frutas. Mais tarde, fui acordar o Gustavo já que combinamos de ir a Tijeretas. Necessitávamos telefonar às agenciadoras das lanchas para voltarmos a Santa Cruz, para mudar o dia do bilhete visto que ficaríamos mais um dia. Fomos a uma agência onde recebemos a informação de que precisávamos ligar para a nossa agenciadora Cabo Mar Tur S.A. em Santa Cruz (por onde compramos os bilhetes). Em nossas saídas de Santa Cruz às ilhas de San Cristóbal e Isabela, optamos por comprar os bilhetes das lanchas de ida e também de volta , ganhando US$5 de desconto por comprar as duas passagens de uma única vez. Mais uma DICA. É possível comprar separadamente, mas como já estávamos certos da data para a volta e de existir a possibilidade de remarcação sem custo, comprávamos o pacote completo com ida e volta. Já que o Gustavo e eu queríamos ficar mais um dia na ilha, precisávamos correr atrás de um telefone que realizasse uma chamada para o celular da empresa Claro da agenciadora de lanchas, impresso no bilhete. Conseguimos emprestar o celular de uma moça que estava em uma loja de esportes, já que possuía crédito grátis para a operadora. Ainda assim, paguei-lhe US$1 pelo incômodo e ela nos deu duas barras de cereais :mrgreen: . Ok! Lancha remarcada para o outro dia! ::cool:::'> Fomos almoçar uma quadra à frente do hostel, em um lugarzinho mais popular. Pagamos US$3,50 a sopa com carne cozida e legumes, junto com arroz, salada e peixe frito. Sentamos na mesma mesa com dois pescadores locais, que nos pareceram serem gente boa. Quando estávamos no hostel preparando as bagagens, Gustavo se deu conta de que não estava com o seu celular ::sos:: . Procuramos pelo quarto todo, por todas as malas, que nem loucos! Depois ele saiu correndo para ver se estava no restaurante em que almoçamos. Nada! Nem em nenhum lugar! E na hora do almoço, Gustavo havia tirado uma foto do prato. Desconfiava de que havia sido furtado pelos nossos acompanhantes. Não havia outra explicação, mas como o argentino era hiperativo, poderia ter perdido o seu telefone pela rua também ou de alguma outra forma :D . Lamentava-se mais pelas fotografias e vídeos registrados naquela viagem... Filmes para o seu pequeno filho perto dos animais, confidenciando o que sentia naqueles momentos... Recordações que, naquele momento, estavam perdidos e somente estariam em suas lembranças. :cry: Ainda frustrados, seguimos à agência Los Mantas, calle Ignacio Hernández com esquina para a calle Teodoro Wolf, para alugar um equipamento de snorquel porque o Gustavo deixara odele em Santa Cruz, depois partimos para o Cerro Tijeretas de táxi. Lá, como disse anteriormente, há uma trilha pavimentada de pedras que em alguns momentos se divide com placas indicando os lugares a seguir. À esquerda da primeira bifurcação, sentido Playa Punta Carola, fomos ao ponto de snorqueling da baía que eu havia visto de cima do cerro dois dias antes. É um lugar muito gostoso e tranquilo! Estávamos sozinhos, mas atentos às nossas bagagens deixadas na plataforma de acesso ao mar. :!: Por ali vimos muitos peixes, com uma corrente média nos levando. Assim que vimos alguns lobos marinhos nas rochas à frente, tentamos nos aproximar. Quando notamos que havia mais lobos, decidimos não prosseguir, ::prestessao:: pois consideramos que poderiam ser um bando de fêmeas com filhotes acompanhados de machos dominantes e territoriais, sendo melhor evitarmos um contato más cerca. Na plataforma, havia vários caranguejos Zayapa pintados onde consegui fotografar alguns de perto, pois eram muito ariscos à presença de pessoas. A plataforma fica numa área de rochas onde a maré oscilante torna complicada a subida à terra firme, precisando ter cuidado para não se machucar quando a água te empurra contra as pedras. Até tive que ajudar o velho do Gustavo a subir porque as ondas o tiravam dali quando estava pronto a ascender. ::lol4::::lol4::::lol4:: Foi muito engraçado em ver el boludo gritar meu nome para ajudá-lo, pois parecia estar derrotado após várias tentativas frustradas. ::lol4:::lol: [flickr]© EDJr-5194 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral [flickr]© EDJr-5216 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Logo ali, há um mirante onde está a famosa estátua de Charles Darwin. Sem desmerecimento nenhum quanto às questões estéticas, mas realizando uma análise objetiva, a escultura é um pouco desproporcionalquanto às formas do corpo... Não sei se intencional ou não. :| Mas, por ficar em um ponto pouco mais afastado da ilha, revela a importância do naturalista inglês, autor da teoria da Evolução, para todo o arquipélago. Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral Seguindo a trilha, chegamos à Playa Punta Carola, onde há um farol ao fundo. Um lobo marinho era a atração da turma por lá, mas que logo depois, sumira pelo mar adentro. Ali é possível fazer snorqueling e ver muitos peixes e ouriços. Mas atenção às rochas com a maré baixa, pois pode se machucar! Estava um clima ameno e gostoso, ficamos um bom tempo curtindo o sol e a água :wink: . Voltamos a pé até encontrarmos os ambulantes que já havia relatado na avenida. Comi uma empanada muito gostosa e o Gustavo pediu um milho que não saboreou tanto. :? [flickr]© EDJr-5260 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Então fomos ao porto para fotografar os lobos que começaram a chegar por ali, pelo pôr-do-sol. Até pensei que um deles pularia em mim, pois estava dormindo e, ao me aproximar, deu um grito e veio até minha direção :shock::? . Que susto, lobiño :lol: !!! À noite, fomos jantar na lanchonete Cri’s Burguer Factory mais uma vez, onde experimentei outro lanche, mas que não era tão recheado e grande como o do outro dia. E saímos à caça de cerveja pelas ruas 8) . Sim, porque era domingo à noite, ou seja, somente alguns estabelecimentos estavam abertos e também porque no Equador há a proibição de consumir bebidas alcoólicas aos domingos. Por isso, estava difícil de alguém nos vender cerveja, quando encontrávamos um estabelecimento aberto. Um senhor, que estava na frente de sua casa com amigos, vendeu-nosduas garrafas de cerveja, mas nos aconselhou a beber “na moita” 8) por conta da polícia que patrulhava a cidade. Havia mesmo uma viatura passava pelas ruas com ladrilhos e, em determinado momento, nós nos sentamos na porta de alguma casa ou algum tipo de comércio e colocamos as cervejas escondidas atrás de nós enquanto disfarçamos. Uuufa ::mmm: ... Vai saber, não?!? :mrgreen: Sinceramente, achei muito considerável esta norma, pois talvez vise a diminuir os casos de acidentes com automóveis. Ainda mais visto que em nosso Brasil, isto é uma fatídica realidade. Mas também... somos gringos e estamos de férias! Será que não poderia existir uma relevância?!? (Olha o “jeitinho” brasileiro safado! Credo! ::putz:: ). ILHA SANTA CRUZ – parte III 12º DIA – 21/12/2015 – VISITA A LAS TIENDAS DE SANTA CRUZ Na viagem toda, usei meu aprendizado em viagens quanto às compras de lembranças e outros regalos: ver preços pelos primeiros dias muito informalmente e somente no último dia, após ver todos os preços das lojas que averiguei, efetivar propriamente as compras. Logicamente, não é uma regra rígida, pois há oportunidades únicas que não dão para ser adiadas e nem mesmo muito analisadas, como a exemplo de uma única camiseta legal que você curtiu muito, é a última peça e você somente encontrou em certo lugar, ou quando encontra o pingente/chaveiro/quadro que fará parte da sua coleção de viagens e está com um preçoatrativo demais em comparação a outras lojas. Em Galápagos não houve muita variação de preço quanto a muitos assuntos. Quanto aos presentes, notei que em Santa Cruz encontrei maior variedade e melhores ofertas em relação às outras ilhas. Em Isabela achei tudo mais caro e em San Cristóbal até possuía bons valores, mas em Santa Cruz há maior quantidade de lojas e diversificação de artesanato e arte local, devido Puerto Ayora ser a maior cidade e com maior estrutura turística. No Mercado Artesanal se pode encontrar melhores preços e ofertas do que nas lojas, além de melhor oportunidade de negociação ::cool:::'> ::cool:::'> . Lembrando: uma mini tartaruguinha marinha feita em pedra com tamanho de 03 cm, custará em torno de US$4 a US$5. Caro para nosotros, pero en Galápagos fuera el mejor precio que yo encuentré. ::hãã:: Partimos à Santa Cruz pela manhã às 06h15 e chegávamos após aproximadamente 02 horas de viagem, sendo a mais tranquila que realizamos entre ilhas. Não deu enjôo, o barco bateu pouquíssimo, o Gustavo dormiu e eu até cochilei nos bancos da embarcação lotada de pessoas. Havia até um casal de velhinhos que viajavam com a família pelas ilhas. Sei disso porque os vi em Isabela, em San Cristóbal e depois os viríamos mais uma vez em nosso último passeio em Las Grietas antes de irmos embora de Galápagos. Já deixávamos as malas no Hotel España e fomos tomar o desayuno ali por perto, no mesmo lugar onde tomamos as cervejas no primeiro dia. Um café-da-manhã continental muy rico por US$5 ::hahaha:: contendo suco, café com leite grande, pão, manteiga, goiabada e salada de frutas com iogurte! Dali, seguiríamos a três escritórios do governo, nos quais perguntaríamos onde seria possível registrar o “roubo” do telefone para que o Gustavo pudesse entregar ao seguro do equipamento. Enfim, era no distante fim da Avenida Baltra. Porém, exigiram o seu passaporte, que não estava com ele ::prestessao:: . Logo, disse que voltaria à tarde e que deveríamos ir aonde havíamos combinado: Las Grietas! Era meio-dia e estávamos no porto para tomar o táxi aquático e chegar ao início do caminho a Las Grietas. Voltamos lá porque queríamos conhecer a segunda parte do lugar, mais ao fundo. Estava muito bom! Calor, sombras, água fresca e com boa visibilidade, e também, com poucas pessoas ::otemo:: . Permanecemos por duas horas, mergulhando e acompanhando vários peixes. Na segunda parte, acessível após alguns trechos difíceis com rochas, avistei uns grandes peixes em grupos e bem próximos. Fui sortudo em ser o único a ver uma moréia nadando para se esconder nas fendas dos paredões. Pois o Gustavo conheceu um casal de argentinos com quem estava combinando dividir um táxi para o centro de Quito, devido a sua escala aérea lhe promover essapausa na capital equatoriana. Enfim, foi muito bonito e muito bacana estar ali naquele momento. Uma merecida despedida dos mergulhos! ::otemo:::D Fotografias cedidas por Gustavo Roger Cabral Enquanto dormi um pouco à tarde, Gustavo conseguiu voltar à delegacia e fez o registro de ocorrência que “acontecera” em Santa Cruz. À tarde sairíamos para as compras! 8)8). No decorrer das lojas, acabamos por nos separar. Eram muitas coisas e não deu tempo de acompanhar as intenções de cada um. Antes disso, fomos até o fim da Avenida Charles Darwin, até o busto do cientista na entrada da estação científica. Próximo dali, há uma pequena vila com várias artes em mosaicos. Vale a visita! ::cool:::'> Passei por muitas lojas e pelo Mercado Artesanal, comprando camisetas, a tartaruga de pelúcia para minha irmã ::tchann:: , bolsas, pequenas esculturas em pedra e madeira para minha coleção, entre outras recordações :) . Trouxe de lá todos os presentes de natal da família ::hãã:: ! Às vezes o cartão passava, outras vezes não. Possivelmente por conta da internet de lá. Que canseira deu tudo isso ::mmm: ! No caminho de volta ao hotel, já de noite, encontrei o Gustavo também retornando. Conversamos à noite sentados na entrada, mostrando um ao outro o que compramos. Dormimos cedo após algumas cervejas. Pois, mesmo que o voo estivesse marcado às 12h30, a recomendação era de que saíssemos às 08 horas, ainda mais por irmos de ônibus até o canal de Itabaca. 13º DIA – 22/12/2015 – O INÍCIO DO REGRESSO O sol nascia e a noite ainda permanecia quando despertei às 05h30 :!: para tomar banho e terminar de fazer as mochilas para ir embora. No saguão, não havia ninguém exceto o vigia que cochilava de tempo em tempo :D . Devolvi-lhe as chaves e os controles do ar e da TV. Encontramos um táxi na esquina às 06h40 e logo íamos ao terminal de ônibus, distante dali por 15 minutos. Este lugar estava deserto. O ônibus que vimos quando chegávamos estava a partir e praticamente lotado. Disse ao Gustavo para tomarmos o próximo, já que tínhamos tempo. Encontramos um alemão que viajava pela América do Sul de bicicleta e que voltaria naquele momento para casa, pois o dinheiro acabara devez em Galápagos por conta dos altos custos do lugar ::ahhhh:: . Às 07h25 subimos no ônibus e 40 minutos após, já partimos na lancha para atravessar o Canal de Itabaca. Tão logo, aguardávamos algum ônibus de companhias aéreas para levar todos os viajantes até o aeroporto de Baltra. O ônibus demorava ::putz:: ! O alemão, cujo voo estava marcado para 09h30, respondia ao Gustavo: “No bus!” :| . Somente chegaríamos ao aeroporto às 09 horas. Quase uma hora de espera! E ônibus da LAN lotado! Muitos, como eu, tiveram que ir de pé! Francamente, o episódio mostrou uma desorganização desse processo! Pelo preço que custa Galápagos, creio que o local possui condições e que deve melhorar nesse serviço. ::toma:: Na espera pelo nosso voo que partiria às 12h30, fotografei os imensos geradores eólicos de energia ali próximos e a paisagem árida. Na esperança de ver alguma iguana terrestre por ali :mrgreen: , somente consegui fotografar a Galápagos Dove, Rola-das-galápagos ou Paloma de Galápagos (Zenaida galapagoensis) bebendo água na saída do cano pelos jardins secos do aeroporto. [flickr]© EDJr-5401 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Despedida final de Galápagos, com direito a selfie na pista de decolagem com o Avião da Tame ao fundo 8):mrgreen::D . Agora era para valer! Eu sabia que o regresso iria ser difícil pelo tempo que demoraria e por estar sem celular para me distrair com jogos, livros, vídeos e navegação pela internet. Escrevi as últimas letras enquanto aguardava para embarcar, pensando em sobre o que tinha lido anteriormente à viagem e sobre o que passara naquele lugar: Às 14h20 do dia 22/12/2015, quando desembarcamos na grande cidade de Guayaquil, Gustavo e eu nos despedimos no avião com um abraço fraterno ::otemo:: , com a sensação de que facilmente poderíamos nos ver novamente para uma nova aventura juntos. Eu partiria dali a Quito em cinco horas, já Gustavo chegaria à capital depois de uma hora somente. Mas eu deixaria Quito às 06horas do dia seguinte e o argentino, voltaria para Buenos Aires algumas horas depois de mim. Vai entender as escalas... ::hein: No belíssimo aeroporto de Guayaquil (o qual achei muito cheio de frescuras :roll: ), pude comer um lanche, escrever na internet em um cyber e também fui atrás de como pedir a devolução dos impostos pagos a estrangeiros. Acreditava ser algo direto: apresentar em algum caixa as notas ou os recibos com o valor do IVA discriminado e, tão logo, receber o dinheiro. Direcionei-me ao posto de informações que fica fora da área deembarque, no andar abaixo desta. Neste posto, é fornecido um formulário e um envelope, juntamente com as instruções de como realizar toda a operação. Este processo consistia em preencher um formulário com dados pessoais e com as informações das notas de compra, anexando-as em via original, juntamente com uma cópia de seu passaporte, além de informar um número de cartão de crédito – pois é a única maneira deles creditarem o valor após uma “análise”, sem menção de prazo para tal. Após passar pela imigração, já em Quito, depositei em uma urna o envelope completo. Creio que em Guayaquil há essa urna também, mas é necessário se informar. Até fevereiro de 2016, quando este texto foi finalizado, não fora creditado nenhum valor em meu cartão. ::vapapu::::bad:: Cheguei em Quito às 20 horas (horário local), 30 minutos de voo desde Guayaquil...Esta noite seria longa... Como possuía dólares estrategicamente planejados para meu último dia, fiz uma extravagância bem feita: fui jantar como um rei! :mrgreen: Não imagine isso como ir a um restaurante chique e caro, ser bem-servido, com champanhe e blá blá blá. Mas sim, como um rei glutão morto de fome :mrgreen::mrgreen: !!! Queria comer muito e bem! Peguei um coche (carrinho de malas) no aeroporto a US$2 novamente e fui ao “shopping” em frente ao prédio de embarque. Fora do aeroporto climatizado, mais uma vezestava uma noite fria. Escolhi um restaurante por ali onde comi um prato delicioso a US$11 com muito arroz, caldo com feijão, batata frita, salada, ovo frito “zóiudo” e bife de carne de vaca! Com uma caneca enorme de suco natural de morango com maracujá. Urrrra! ::hahaha:: Mais do que me fartei! Quase enfartei! Mas merecidamente, pois não comia direito há muito tempo. :D Após certa cochilada no saguão gelado do aeroporto, voltei ao “shopping” novamente, pois queria um bolo de chocolate! ::tchann:: Não encontrei, mas comi um brownie junto com um copo grande de chocolate quente! Que delícia! Saboreava o gostinho de canela ao fundo enquanto descansava no sofá confortável que, visto ter consumido algo, poderia ficar por ali até o embarque. :mrgreen: Fiz minhas últimas compras no free shop, com chocolates, balas e um carregador portátil de bateria de celular da Maxwell que não carrega meu atual Moto G3 completamente :oops: . Às 05h30, estava de frente ao portão de meu embarque. O avião que decolaria às 06horas aparentemente deu uma pane. Só podia ser isso, pois o avião chegara a tempo, mais logo iniciaram os avisos de atraso do voo. Mais uma aeronave da Tame pousou na pista e o portão logo abriu para começar a receber os passageiros, o que ocorreu somente às 07horas. E decolaria somente às 07h30. E eu fiquei pensando sobre o episódio de ida, no qual perdi o voo naquela madrugada do dia 09 somente por três minutos... É aquilo: o usuário fica penalizado, mas a empresa nunca. ::grr::::grr:: Voltando para casa, paramos no aeroporto de Lima para uma parada técnica e embarque/desembarque de passageiros. Uma família com quatro mulheres se sentou próximo e uma delas, ocupou a terceira cadeira do mesmo lado da aeronave em que eu viajava. Descobri a nacionalidade delas após se falarem com sotaque tranquilo e espaçado. Ao perguntar algo àquela que sentara perto, dissera-me que era de Minas Gerais! Só podia! :D Conversamos sobre viagens e lugares. Esqueci o nome dela, mas me disse que estava voltando do Peru após uns dias passeando com a mãe e as irmãs em uma viagem planejada por seu primo, que falecerapouco tempo antes. Dizia que aquela viagem era uma realizaçãopor ele também, pelo tanto que pesquisou e sonhou com aquilo. Dei-lhe um cartão para me procurar caso precisasse de dicas de lugares que lhe interessavam, como o Salar de Uyuni na Bolívia, onde eu estive em 2010. Perdi a noção dos fusos horários ::essa:: , pois também não arrumei o relógio e cheguei “antes do que imaginava” em Guarulhos/SP. “Antes” em termos, pois eram quase 19horas. Mais de uma hora atrasado. Meu pai ansioso não via nenhuma aeronave da Tame pousar. Mas, no fim, cheguei são e salvo. Feliz e grato em rever minha mãe, meu pai, minha irmã caçula e minha namorada! Mais uma vez! Felicidade em partir, felicidade em retornar! Principalmente pelas pessoas que participam de seu mundo e te querem bem! E ainda: véspera da véspera de natal! Muito booommmm!!!. ::otemo::::otemo:: DEPOIS DO REGRESSO Após minha chegada ao Brasil, eu tive muita tontura, náuseas e ânsias, além de desequilíbrio ::dãã2::ãã2::'> . Fui a três médicos que me avaliaram com possível quadro de labirintopatia, em que meu labirinto fora afetado por mudanças de pressão com os mergulhos, barcos e muitos aviões. Tomei remédio por cerca de um mês e melhorei, após vários dias em que só queria ficar deitado pelo incômodo de estar em pé. ::hein: Com Gustavo, fora um pouco pior. Ele me disse que teve dor na panturrilha e fora ao hospital, tendo que realizar uma punção, cortando um pouco da carne da perna a fim de tirar elementos infecciosos :shock: . Desse modo, ficara alguns dias de cama para melhorar. Acredita que pode ter sido ocasionado por algum peixe ou coral. Na viagem, ele não me reclamou de nada. Cortara a sola do pé em uma pedra no caminho, na ilha de Isabela, onde precisou fazer diariamente curativo e até foi ao hospital, mas disse que não era consequência disso. Atualmente disse estar bem e melhor com a sua família. :) Ainda descansando do passeio, estou a editar as fotografias com esperança de tornar o material em alguma forma de trabalho, seja pessoal, autoral/profissional. Escrevo abaixo, algumas palavras sobre as quais refleti ainda em viagem, concordando até o momento com elas. Agradeço a Deus pela oportunidade, à minha família por me apoiar na loucura (segundo meus pais), à minha namorada Ana Carolina ::love:: que me incentivou (e ainda o faz) a todo o momento, mesmo em minhas dúvidas se deveria mesmo fazer a viagem, e ao mais que um amigo agora, mas também um companheiro e parceiro, o fotógrafo argentino Gustavo “Roger” Cabral. Este, que me promoveu o convite, as risadas, as conversas, as loucuras, as cervejas e a algo que valorizo muito no meio profissional artístico: as ricas e verdadeiras trocas de experiências. ¡Un abrazo, boludo! ¡Hasta una próxima vez! ::otemo::::otemo:: Paz a todos! Amor a todos! Duas necessidades que deveriam ser cultivadas por qualquer ser humano, acima de tudo, pois isso nos bastaria. :D [flickr]© EDJr-3794 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr] Fotografia cedida pela agência REFERÊNCIAS ONLINE: • http://www.gobiernogalapagos.gob.ec - registro para entrada em Galápagos • http://viagem.uol.com.br/guia/equador/galapagos/planejando-ir/index.htm - informações • http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html - relato de Fmatsusaki • http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html - relato de allanavila • http://www.mochileiros.com/mergulho-em-galapagos-liveabord-com-fotos-t88456.html - relato de copaes • http://www.mochileiros.com/dicas-o-que-fazer-em-galapagos-t35903.html - relato de arthursa • hhttp://ttp://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo - relato de Gustavo Villas Boas • http://muitaviagem.com.br/galapagos-custo-passagens-pousada - relato de Gustavo Villas Boas Outras dicas, relatos e imagens de Galápagos: • MAPA MUITO BOM DE GALÁPAGOS (Fonte: All You Need is Ecuador): http://www.mediafire.com/view/lxaz4z93j08ye2n/Mapa_Gal%C3%A1pagos_Completo.jpg • Outro Mapa com alguns pontos turísticos: http://www.mediafire.com/view/49m7npd71bfoydd/mapa-galapagos-mapa-mundi.jpg • http://viajeaqui.abril.com.br/materias/fotos-de-animais-de-galapagos#10 • http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/equador-galapagos/fotos#10 • https://viagem.catracalivre.com.br/geral/mundo-viagem/indicacao/10-coisas-para-fazer-em-galapagos-quase-de-graca/ • http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/cristian-dimitrius/imagens-de-natureza/galapagos-santa-cruz-e-seus-grandes-monstros-12517.asp • http://www.flashesdeviagem.com.br/2012/09/entendendo-galapagos-translados.html • http://extra.globo.com/tv-e-lazer/viagem-e-turismo/galapagos-de-ilhas-encantadas-maravilha-da-natureza-2726513.html • http://bodeswell.org/2011/01/25/galapagos-day-1-isla-baltra/?lang=pt
  6. E aí, blza? Gostaria de saber a respeito sobre cartões de crédito por lá. Tava pensando em nao levar a grana da hospedagem e evitar andar com essa parte do dinheiro, que levarei todo em espécie Sem Visa Travel Money, nem nada. E tb, vc pareceu fazer mts passeios sozinho, sem guia. Foi tranquilo isso por lá, aparentemente. É que li q precisa de guia para qq coisa por lá, impedindo um rolê independente mesmo... Tb levarei equipamento fotografia lá, acha q é de boa o ambiente la? Somente li uns furtos de mochila nos passeios... Mss possivelmente deixarei o mochilao em locker no hostel e usarei uma mochila menor com o equipamento fotográfico. Valeu.
  7. Fmatsusaki , está programado média de 12 dias. Chego dia 09/12 e deixo Galápagos em 21 ou 22/12, chegando em Guarulhos/SP em 23/12 à noite (depois de 23h de viagem, pegando 03 aviões em 03 escalas hahahahahaha Valeu, abraço!
  8. Parabéns pelo excelente relato. Estou indo para Galápagos em uma excursão fotográfica em dezembro/2015 e seu post enriqueceu demais meus esquemões de viagem que sempre faço e levo em minhas viagens. Tentarei aproveitar todas as maravilhas que você desfrutou! Eu gostaria de acampar por lá, mas li que somente há uns campings de luxo por lá e que em Isabela poderia montar barraca, mas teria que pedir autorização não sei para quem antecipadamente. Por acaso, alguém viu pessoas com barracas ou acampando por lá? E tb estou pensando em levar pouquíssima roupa (para economizar no peso), do tipo algumas camisetas dri-fit, uns 2 shorts (1 calça bermuda), 1 bota , 1 chinelo... o que podem me aconselhar, já que é pleno verão na linha do Equador? Valeu mesmo e agradeço! Abraços, mochileiros!
  9. EDJr Edmir Junior

    Botas CURTLO

    Saudações mochileiros, legal que existe um tópico para falar sobre as botas Curtlo. Estou para ir à Argentina em julho/2013 e pesquisando botas há tempos, encontrei as botas Curtlo de que não havia ouvido falar. Loo, me ineteressei pela reputação da marca. Assim, entre as Nômade Finisterre, Snakes Blox Dry e Dry Stone, e Curtlo OutLand e Summit, acabei por comprar uma Curtlo modelo Summit que atenderia mais os meu propósitos que é mais uso urbano, impermeável e algum hiking. Pois bem, animado e coisa e tal, a bota eu achei muito bonita e bem acabada.... então desde março até meados de maio estive usando ela em caminhadas em uma área verde próxima para testá-la e amaciá-la. Aí entra o "causo" todo: A bota me provocou dores no pé, na planta do pé, parecendo que eu pisava em algo duro (quase que como direto na borracha da sola) enquanto andava...e isso me causava dores de não aguentar nem 30 minutos com ela... e as dores ficavam horas depois das caminhadas, estendendo pela perna... Testei várias palmilhas, sozinhas ou em conjunto com a palmilha Lat-Air do calçado. Cheguei a comprar, em último esforço, uma palmilha técnica da Nômade, bem recomendada por usuários de botas pela internet... mas em vão... Tive que mandar a bota para o fabricante em Franca... depois de muitas ligações e emails não correspondidos, mas o responsável técnico da fábrica FootWear (Rafael), foi muito atencioso e solícito... mas me disse que a bota não tem problema nenhum, mas que iria me mandar uma bota nova até dia 05 de junho agora, para não pensar que não querem fazer nada...mas ressaltou que o problema irá persistir e que pode ser uma incompatibilidade do calçado com meu pé... Até agora, estou no aguardo do envio da nova bota, mas não estou nem um pouco confiante e estou pensando em vendê-la para não perder meu dinheiro, pois fico no medo de chegar a bota nova e dar o mesmo problema e ela, usada, irá perder o valor para venda... então vou vender para poder inteirar a compra de uma das botas que eu pretendia comprar anteriormente, ou comprarei uma na Argentina mesmo (Bariloche ou BsAs)... quem sabe por lá, consigo uma bota mais top e com um preço melhor que aqui no Brasil, não? A pós venda foi boa, blza, td bem , mas... minha opinião: a Curtlo não tem uma tradição (creio eu) em produção dew botas, então ela deve ficar atenta aos que os consumidores estão reclamando, para, enfim ,melhorar tais aspectos... pois nós estamos sendo cobaias destes produtos.... O responsável até me relatou que eles NUNCA tinham tido nenhuma reclamação do tipo, que seus produtos tinham muitos feedbacks positivos pelo conforto e esse fator era o principal pela procura dos compradores....mas até questionei ele no mesmo momento: "mas qto tempo a Curtlo fabrica botas?" e a resposta "um ano"... convenhamos que é pouco tempo de experiência para relatar que o produto NUNCA apresentou defeito ou reclamação... No meu caso, até pensei em achar se era algum problema de falta de costume de andar direto, de nervo ciático, distensão, ec... mas com outros calçados não gerava as dores e o desconforto que a Summit produzia... então.... é incompatível, gera dor, e depois de ler por aqui, vou tentar reaver minha $$$ na loja ou vendê-la para alguém mesmo... Abraços a tds... paz!
  10. Fala Taciano, tranquilo? Curti muito o seu relato e sua trip. Muito tempo,muitas pessoas e muitas experiências e sensações! Isso aí... mt bom. Estou para fzer um rolê com a mulher na Argentina no invern de Julho por Bariloche, Mendoza, La Rioja e BsAires. O que está me quebrando a cabeça é se uma ida a La Rioja (capital) vale a pena. Pois nossos interesses (que conseguimos pesquisar por lá) na Região é trekking/bike/cavalgada, em Parque Talampaya, Sendero de los Dinosaurios, Laguna Brava, Corona del Inca. Pelo que pesquisei, esses passeios saem de Villa Unión (vilarejo na Província de La Rioja) pois da Capital são 250km até o Parque Talampaya. E para chegar até lá, de Mendoza, seria mais viável pegar um bus até Patquía, e de lá um ônibus interiorano até Villa Unión (Não consegui empresas e horários que fazem isso), do que ir até La Rioja capital (que tem ônibus de Mendoza) e "voltar" até Villa Unión. Pelo seu relato, você passou por Patquía para ir até Valle Fertil (na Província de San Juan). Como ir de Mendoza até San Juan (capital) e de lá até Valle Fertil é "geograficamente" mais prático e possivelmente mais rápido, acredita que fosse a melhor opção? Sabe me dizer se estas atrações pretendidas consigo por San Juan (sei que somente por lá posso ver o Ischigualasto)? E se no inverno estiver aberto tb, não? No que puder ajudar, agrdeço muito! :'> :'> Valeu, gde abço!
  11. Valeu msmo pelas infos...assim que tiver mais alguma coisa: dúvidas ou sugestões, postarei aqui. Vou explorar mais essa região atlântica mso. Quero ver se consigo programar algo por ali, centrando em Puerto Madryn e dps partir para outras cidades em volta, em que eu possa fazer mta coisa: ver baleias e tb orcas, golfinhos, pinguins, lobos, leões e elefantes marinhos, quero ver se consigo mergulhar, passear de bike, talvez um 4x4...td vai depender das infos que conseguir e do fator $$$ E tb visitar museu oceanográfico e em Trelew, o museu dos dinossauros gde abraço, brigadão
  12. Grande, André! Valeu mesmo, véio. Eu gostaria de te fazer mais uma perguntas, kk Gostaria de saber mais sobre os custos das diárias de hostels que ficou e se, em todos, era possível utilizar a cozinha para preparar uma lanche, uma janta, etc. E vc viu alguma neve em Barioche quando esteve por lá agora? Os passeios, vc conseguiu fechar fácil nas cidades, na hora mesmo? E sobre mendoza, os mais top são o Alta Montanha e as vinícolas. Ficou sabendo de mais algum legal, quando esteve lá? Eu já fui para a Bolívia e Peru, lá era muito fácil conseguir os passeios, há várias agências fáceis de encontrar e com inúmeras opções de passeios. Não sei se rola a mesma coisa na Argentina. Agradeço, abraço!
  13. Valeu mesmo Principe185, não sabia que havia tanta coisa assim na região de P. Madryn. Não abusando da boa vontade, já que conhece o local bem, você tem algumas indicações de passeios de hiking,trekking ou 4x4 nesta região, ou nas outras quie possivelmente passarei como Mendoza e Noroeste Argentino? Sou fotógrafo e amo natureza, tanto que a pretensão é especializar na área de fotografia de natureza e viagem. Abraço! AProveitando, espero contribuir em algo, indicando estes sites que achei muita coisa legal lá, para quem se interessa ir à Argentina (como eu, kkk): http://www.welcomeargentina.com/index_p.html (um dos melhores que achei, em português) http://www.argentour.com/pt/ http://www.turismo.gov.ar/ (oficial da secretaria de Turismo argentina)
  14. Olá, agradeço a ajuda de vcs. Realmente, acho que para não ficar muito apertado, muito em cima o orçamento, viajarei para BsAs, depois irei para P.Madryn, onde tentarei aproveitar bem por lá, no que conseguir, ainda mais por ser verão. Depois seguirei para Mendoza e de lá,vendo a $$ e o tempo, voltarei para BsAs para ir embora para SP, ou deixarei mais ou menos um roteiro armado para alguma cidade no noroeste argentino, ou quem sabe, meio que rapidamente, em Bariloche mesmo. Pena que não consiga ver neve nessa viagem... Acredito que somente nos topos dos cerros em Bariloche, não? Gdes abraços.
  15. Principe185: olá, estou pensando em ir de P. Madryn para Mendoza ou El Calafate de bus mesmo, pois o avião nestes trachos não encontrei custoxbenefício melhor. As passagens de bus, simulei em sites de companhias e também pelo site plataforma10 e encontrei estas viagens a preços em média de R$250,00 cada. O aéreo de Sp-->BsAs-->Sp, nas últimas vezes que estou cotando, estou encontrando preços entre R$480 e R$600,00, mas por conta do dólar subir, ainda não vi por estes últimos dias. Tenho média de 15~25 dias de viagem, sendo 25dias o limite máximo. Porém, consegui simular domingo agora, pela Decolar, os trechos aéreos Sp-->BsAs + El cAlafate --> BsAs + BsAs -->Sp , ou seja 3 aviões por R$750,00 com taxas. Eu achei muito bom, tomara que tenha algo assim até a época que viajarei kkkkk Mas, como te falei, se eu fizer o seguinte roteiro: Sp-->El Calafate, de lá seguindo de bus para P. MAdryn e de lá seguindo para BsAs de bus também e voltando de BsAs de avião para São Paulo, calculando passeios, aéreos, todos os ônibus, hospedagem e alimentação (uma média geral de R$100 e R$120 por dia), tudo ficaria em uns R$3.000 e R$3.300. Ou seja, muito apertado, muito em cima. Valeu a atenção, estou pesquisando todos os dias sobre o que posso aproveitar na Argentina com essa grana e esses dias, além de BsAs e P. Madryn (que são chaves nessa trip) Marthinha29 Então, nós temos no máximo R$3000,00 cada um para gastar juntamente com as passagens. Meu roteiro terá que ser mais limitado mesmo. Por isso estou tentando bolar um passeio mais curto, porém que eu aproveite a natureza, além de Buenos Aires pois ela é a cidade principal do roteiro, que gerou interesse nesta trip à Argentina. Puerto Madryn é uma outra cidade que não tirarei do roteiro, mas parece que nesta época de janeiro não é possível vê-las, pois a temporada delas é até dezemro, mas quem sabe?? kkk Gde abraço!!
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