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Gibackpacker

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  1. Bogotá, o que há?

    Hola, viajeros! Acabei voltando a Bogotá a trabalho, e por coincidência tinha um feriado para esticar, então lá vão mais algumas dicas desta cidade tão acolhedora (e cujo acessório indispensável é o guarda-chuva)! Fiquei no North Hostel (http://www.northhousehostel.com/ - reserva feita pelo Hostel World por 10% do valor, US$2,80, por duas noites) e, apesar de alguns comentários não muito favoráveis ao albergue que encontrei na net, posso dizer que valeu a pena! Tinha um pessoal bem legal hospedado, o ambiente é acolhedor, staff atencioso - fizeram festa quando souberam que eu era brasileira pq não costumam ir muitos lá, e tocaram até o funk carioca "Eu só quero é ser feliz" (???) em homenagem ao Brasil, tinha chuveiro quente e cama ok, mas o melhor deste albergue com certeza é a localização: está a umas cinco quadras da Zona T e Zona Rosa, lugar onde ficam vários restaurantes legais, baladas, os Centros Comerciais (Shoppings) Andino e Retiro, além de estar muito perto da estação Heroes do Transmilenio! Mesmo estando sozinha, fui e voltei caminhando à noite, sem problemas, é perto e seguro! Saí de Medellín no final da tarde do sábado 15/10, no aeroporto aproveitei para pegar um guia e umas dicas em um ponto de informações turísticas, tomei um táxi autorizado do aeroporto (paguei COP26.000, algo em torno de R$26,00, o que não achei caro pelo tempo de viagem), cheguei no albergue já de noite, tomei um banho e fui reconhecer a área e jantar (como esqueci de levar "sombrilla", e ainda não tinha comprado uma, o pessoal do albergue me emprestou, pois estava garoando). Não levei 10 minutos caminhando para chegar na área da balada, e dei uma volta por lá. Como era sábado à noite, lógico que estava bem cheio. Reconhecimento feito, fui jantar no Gyros y Kebab (Cra. 13, no. 82 - 28), e não me pareceu a melhor comida árabe, mas o ambiente é bem agradável (destaque para o michui de lomo e para o falafel, estavam muito bons, mas infelizmente não posso dizer o mesmo do babaganuche e do homus). Fica a dica tb que esse restaurante é vizinho de porta da Cachao, para quem gosta de salsa como eu! Como queria ir à Catedral de Sal em Zipaquirá, o ponto não poderia ser mais estratégico, pois é mais perto da saída da cidade que vai pra lá do que a tradicional La Candelaria, onde ficam a maioria dos Backpackers. Tomei café da manhã em um restaurante na Cra. 15, mas deveria ter caminhado um pouco mais e ter ido ao Archie's, que eu adoro (quase do lado do albergue tem um Dunkin Donuts, mas estava fechado às 8h do domingo). Depois fui caminhando à estação Heroes do Transmilenio (fica a 3 quadras do albergue - para quem não conhece, o Transmilenio é uma espécia de "Fura Fila" que se concretizou). Cheguei na estação e comprei um cartão magnético com duas viagens (cada uma vale COP1.700). Uma das dicas era tomar qualquer um dos ônibus "B", mas se possível não tomar os de numeração de 1 a 5, que paravam em todas as estações, e consequentemente demoram mais (regra não aplicável para um domingo de feriado às 9h da manhã, pq seguindo isso só demorei mais para pegar o ônibus, uma vez que não tinha trânsito - mas os ônibus estavam lotados do mesmo jeito, me senti saindo da Paulista no bumba das 18h de sexta-feira - rs). Acabei tomando um B94, que demorou um pouco pra chegar (em torno de 20 minutos), e a viagem até o Portal Norte levou uns 15 minutos. Chegando no Portal, tem que dar uma volta e descer por uma escada que leva ao outro lado da estação, em sentido aos intermunicipais. Lá se forma uma fila para pegar os ônibus que têm destino a Chia ou a Zipaquirá que saem do terminal. Apesar de ter uma filinha, peguei o ônibus em menos de 10 minutos (eles não saem com o ônibus lotado, mas vão parando nas estações e vão enchendo de gente). O preço é COP3.700, e se paga diretamente ao menino que toma conta da porta. Pedi para eles me avisarem quando chegasse perto da Catedral, e em 45 minutos desci perto da "Estación del Tren", peguei "carona" com uma família de Barranquilla que também estava no mesmo ônibus que eu e tinha o mesmo destino, e fomos caminhando - apesar de ter a opção de ir de táxi, que vale COP3.000, vale a pena fazer o trajeto a pé, dá pra tirar umas fotos legais no centro da cidade. Tivemos que pedir informação ao pessoal na rua de como chegar, pois não há indicações, mas a dica é sair da estação, seguir reto a rua principal só de pedestres que sai dela, chegar nesta praça, virar à esquerda na esquina do banco (acho que era HSBC), seguir até o final, pegar à direita e seguir até o final, que já se chega na entrada da estação. Para subir da entrada até a bilheteria da Catedral, pode ser a pé, de táxi para quem já está em um, de carro para quem tiver alugado, ou tomar um trenzinho que custa COP1.000/pessoa (opção que escolhemos). Chegando lá, há vários pacotes, que vão desde o básico A1 (que custa COP20.000, e praticamente é a entrada à Catedral + tudo que há lá dentro - cinema 3D, um showzinho de luzes e música, espejo de agua, que está no caminho da visita) até A7 (http://www.catedraldesal.gov.co/index.php?option=com_content&view=article&id=131&Itemid=64&lang=en). Caí na besteira de comprar um A5 (COP29.000) + um passeio de trem (COP3.000), pois pode ser que vc curta tudo o que oferece um pacote, mas eu já estava cansada de caminhar e ver as coisas por lá depois de caminhar as 2,5 horas do passeio guiado da catedral (eu realmente não tenho problemas em caminhar, sou capaz de andar em bom ritmo o dia inteiro como já fiz em todas minhas viagens mas acho que, por ser subterrâneo, estar cheio de sal e ter pouco oxigênio, a energia vai embora rapidinho). Dei uma passada no Museo de la Salmuera, mas tb não achei grandes coisas (cheguei atrasada uns 10 minutos, me juntei a um grupo que estava vendo uma projeção, fiquei lá por uns 5 minutos vendo o filminho, e acabou o passeio) - talvez a explicação de antes tenha valido a pena, mas realmente já estava cansada e preferi não esperar o outro grupo. O passeio de trem é desorganizado, e quando fui tomá-lo tinha um monte de gente brigando com as meninas que vendiam o passeio pq estava esperando há mais de hora para tomar um trenzinho (que inclui a descida e uma volta "turistica" pela cidade, mas que pra mim só valeu pela descida, pois na ida aproveitei muito mais o passeio, parando onde queria e explorando melhor) - também sei que tem que levar em conta que eu fui em um feriado, talvez em datas normais não seja essa loucura toda. No mais, a Catedral é realmente linda, uma coisa absurda pelo tamanho e pela suntuosidade, o passeio guiado vale a pena pq vc entende a intenção de cada obra (só tem que levar em consideração que é em espanhol), vale a pena! Voltei à estação de trem, tomei um ônibus (não pode esquecer de falar que é para descer no Portal Norte) pelos mesmos COP3.700, e desmaiei na quase uma hora de viagem até Bogotá. De volta ao Portal, tomei o D94 (tem que ver se o ônibus que vc vai tomar para na estação que vc precisa descer, mas é tudo bem indicado e, qualquer coisa, as pessoas de informação são solícitas). Também há a possibilidade de tomar o Turistren (Tren Turístico de la Sabana - http://www.turistren.com.co/) para ir de Bogotá a Zipaquirá, mas como planejei tudo em cima da hora, já não tinha mais lugar. De volta à região do albergue, eu tava verde de fome (já eram 16h, e eu tinha tomado café da manhã às 8h - na Catedral o que não falta é comércio, incluindo restaurantes e cafés, mas eu não quis comer por lá), então fui ao Andres DC, que é a versão bogotana do Andres Carne de Res de Chía, e fica no CC Retiro. Não podia deixar de provar o tradicional Lomo ao Trapo, que é realmente delicioso, e acabei comendo uma empanada (a melhor que eu já comi aqui na Colômbia) e um patacón (pq eles servem um monte de molhinhos, dá vontade de ficar provando todos, e o patacón foi o melhor acompanhamento). Eles têm suco de tudo quanto é fruta, mas acabei ficando na goiaba (ué, deu vontade - rs). O preço de verdade compensa, pq o que eu pedi dá pra dividir em duas pessoas (sim, levei embora o que sobrou, que não foi pouca coisa, e fiz o pessoal do albergue bem feliz). A conta, com serviço, saiu COP61.000, mas valeu muito, o ambiente é bem legal (tem balada de sexta a domingo à noite, são COP20.000 para entrar + o que consumir), o serviço é excelente, comida muito bem feita, e eles têm o cuidado de presentear uma sacolinha com docinhos, e a conta vem em um tubo de metal com o logo do restaurante que vc leva de recordação. De volta ao albergue, banho, papo com a galera e um sono bem profundo até o dia seguinte. Uma dica que uma amiga do trabalho que já morou em Bogotá me deu foi o Restaurante Club Colombia (sim, o mesmo da cerveja) pra tomar o café da manhã, uma ótima oportunidade de provar alguns sabores bem colombianos (Avenida 82, no. 9 - 11, também walking distance do albergue). É um buffet, paga-se o preço fixo de COP38.000 já com serviço, e se come à vontade. Desde frutas, sucos de todos os tipos, pãezinhos, bolos, tortas e afins até tamales, arepas (a minha de choclo fizeram na hora, uma delícia), arroz atollado, chicharrón (torresmo), etc. Depois da comilança, um último passeio no CC Andino, e voltei para o albergue pq tinha que sair de lá e ir ao hotel trabalhar. Fiquei hospedada no Casa Dann Carlton (Calle 94, no. 19 - 71), deixei as coisas, e fui caminhar até o Parque de la 93, já que estava bem perto de lá. Estava chovendo (pra variar) então não consegui curtir muito o parque em si, parei no Café Oma para tomar um cafezinho, e voltei para o hotel, pois precisava trabalhar. Espero que essas dicas ajudem! Boa viagem!
  2. Cali - Perguntas e Respostas

    Oi, Leo! Acho que chegamos por aqui na mesma época, me mudei pra cá em outubro do ano passado e, apesar da saudade, claro que a qualidade de vida aqui é outra! Voltei algumas vezes pro Brasil neste meio tempo, mas agora só volto no Natal... Vc sabe se tem mais brasileiros por aqui? Abs, Gi
  3. Cali - Perguntas e Respostas

    Olá, Usei este tópico para ajudar a compor minha viagem a Cali (na verdade viajei pra lá a trabalho, e estiquei o fds), então gostaria de deixar algumas dicas (a primeira é que, como já foi dito por aqui, a conversão de moeda é aproximadamente $1.000 = R$1,00). Enquanto estava a trabalho, fiquei hospedada no Spiwak Chipichape, que é um hotel novo dentro do complexo do Shopping Chipichape (http://www.spiwak.com/hotelencali.php), que é ótimo e bem localizado (mas um tanto caro - a minha diária, com café da manhã, ficou em $300.000, algo em torno de R$300,00), e por conta fiquei no bairro Granada, no albergue The Pelican Larry (http://www.pelicanlarrycali.com/), que é do Gunther, um alemão que se mudou pra Colômbia há muitos anos - veio passar as férias, se apaixonou por Cali e aqui ficou (diária de $18.000 em quarto coletivo, ou aproximandamente R$18,00) sem café da manhã, o que não é problema, pois por perto há muitas padarias, bares e restaurantes. Para quartos privados, custa $50.000 sem banheiro e $70.000 com banheiro a diária para duas pessoas. O albergue tem banheiros e camas limpas, tem chuveiro quente (pra quem detesta banho frio, como eu, está bem servido lá), wifi (mas só perto da recepção), tem uma cozinha relativamente bem equipada, e ao redor tem vários tipos de restaurantes, desde os mais econômicos até os gastronômicos, pois fica num bairro que lembra a Vila Madalena, cheia de bares, ateliês e restaurantes. Aparentemente é seguro, mas infelizmente uma australiana que estava no meu quarto que teve o porta-documentos roubado, onde estavam os cartões de crédito, dinheiro e o passaporte, e ela me disse que estava no locker, e realmente não sabemos o que aconteceu. Eu era a única latino-americana por lá, então foi uma ótima oportunidade pra soltar o inglês - ótimo pra quem só anda falando portuñol nos últimos tempos, como eu - hehehe! Para os passeios não sou a maior referência, pois contei com um colega de trabalho que vive lá, e me levou de carro pra conhecer os principais pontos turísticos - segue uma listinha do que conheci: -Parque del Gato: Há uma escultura grande de um gato, e a história é que ele estava muito solitário, então deram gatas idênticas e sem pintura a vários artistas plásticos, que "presentearam" o parque com várias possíveis namoradas - uma versão felina da CowParade; -Parque Artesanal Loma de la Cruz: tem uma feirinha de artesanatos, mas passei por lá super cedo, não tinha quase nada, mas parece que por lá há apresentações de grupos de teatro, músicos e afins; -Centro, Teatro Municipal e prefeitura - tudo de dentro do carro; -Plaza de Sebastián de Belalcázar: praça que tem uma estátua do fundador da cidade, e onde há um ótimo mirante; -Cristo Rey: uma versão valluna do Cristo Redentor, que tem uma vista excelente da cidade, mas é perigoso (além de longe) para ir caminhando, é melhor ir em táxi e pedir para que te espere, ou alugue um carro; -Iglesia de San Antonio: local bucólico, com uma pequena igreja e um mini anfiteatro, onde grupos independentes de teatro se apresentam e recolhem dinheiro depois do espetáculo; -Parque del Perro: equivalente ao Parque Lleras daqui de Medellín, é uma praça com uma escultura (bem pequena, diga-se de passagem) de um cachorro, e ao redor da praça há bares, restaurantes e "rumbas" - não provei, mas o meu colega disse que aqui vendem os melhores "aborrajados", banana da terra madura assada com recheio de queijo, típicos da região. Tudo isso foi feito em menos de três horas, pois estávamos de carro, quem dirigia conhece muito bem a cidade, mas sinceramente se estivesse sozinha não sei como faria para conhecer tudo isso em tão pouco tempo (e certamente meu roteiro seria um pouco diferente, teria incluído alguns museus que me pareceram interessantes, como o Museo de Arte Moderno La Tertulia). À tarde fomos à Hacienda El Paraíso (http://www.colombia.travel/en/international-tourist/sightseeing-what-to-do/recommended-tourist-attractions-special-reports/hacienda-el-paraiso, visita guiada a $4.500), um lugar lindo num "pueblo" próximo a Cali, lugar que serviu de cenário para uma história verdadeira que virou livro, novela e filme, "María", clássico da literatura colombiana escrito por Jorge Isaacs. O caminho do Valle del Cauca tem paisagens lindas, pura natureza, vale a pena (fiz de carro o trecho Manizales-Cali, pelo Eje Cafetero, realmente um caminho muito bonito). O almoço foi numa cidadezinha chamada Ginebra, onde comemos o famoso "sancocho de gallina". À noite queria dançar, afinal Cali é a capital colombiana da salsa, e eu tinha que fazer jus às minhas aulas de dança (rs). Perguntei ao Gunther, que me falou que na 6a (avenida próxima ao albergue) tinham várias baladas, mas passei durante o dia por lá e não me pareceu o melhor lugar pra sair, então perguntei ao moço que cuida à noite da recepção do albergue, que me deu a dica do Tin Tin Deo (http://www.tintindeo.com/), típico e frequentado por locais, foi ótimo, dancei a noite toda! Cada trecho de táxi saiu por $8.000, e a entrada feminina eram $10.000, consumíveis (ô saudade da consumação mínima - rs). Aliás, o Gunther é gente boa e tem ótimas intenções, mas cuidado com as dicas dele... rs! Não me senti segura de caminhar à noite sozinha procurando uma pizzaria na 6a, onde ele me disse que poderia ir tranquilamente, então voltei rapidinho para a 9a, onde tinham muitos restaurantes e bem mais próximos ao albergue. O táxi para o aeroporto custou $45.000, e era recomendado pelo albergue (perguntei a vários taxistas, e o preço era meio que padrão), mas há também a opção de tomar um ônibus até o terminal, e de lá sair de fretado ($8.000), mas muito mais demorado e arriscado, sendo que a mesma australiana que teve o passaporte roubado me contou que roubaram a mochila de outra menina dentro de um ônibus - na verdade, me sinto mais segura em Medellín que em São Paulo, mas roubo e violencia existem em qualquer parte e, se possível, é melhor não dar chance ao azar. Outro ponto que tem que ser levado em consideração é que Cali está cheia de obras, e muitas ruas estão bloqueadas, inclusive ao redor do albergue, o que dificulta um pouco a locomoção e me fez ter a sensação de insegurança maior (tinham vias para pedestres, mas muito limitadas, e com pessoas suspeitas em algumas partes, então tive que dar uma volta maior pra evitar o perigo). Dizem que por ser um bairro de importância tanto turística quanto para os caleños, as obras serão concluídas "rapidamente", num prazo de aproximadamente 5 meses. Boa viagem!
  4. Bogotá, o que há?

    Olá, mochileiros! Sempre consultei o Mochileiros.com mas, como meus destinos eram sempre muito batidos, acabei nunca postando... Agora, inspirando-me em uma amiga que fiz em uma dessas viagens (Evelyn, aqui vai uma homenagem a vc, que sempre posta suas viagens com o máximo de detalhes e informações possível), e vendo a dificuldade que tive de fazer um roteiro por conta da escassez de informações, decidi dividir com os leitores do site um pouco sobre a Colômbia, onde resido há quase dois meses, e algumas dicas sobre Bogotá, para onde fui no último feriado. As informações sobre Medellín, minha atual moradia, ficam para quando tiver conhecido mais pontos turísticos. Por estar residindo neste país tão incrível, tracei um plano pessoal de aproveitar alguns feriados (aqui todos os feriados são transferidos para a 2a. feira seguinte - são os chamados "lunes festivos" - salvo quando já caem na 2a. feira ou datas como Natal, Ano Novo, Independência, Dia do Trabalho e algumas festas religiosas) para conhecer a diversidade de culturas, climas e pratos. Para levar em conta os valores descritos abaixo, considerar que R$1,00 equivale, aproximadamente, a $1.000,00. Meu primeiro destino mais distante de Medellín foi Bogotá! Partindo de dicas deste site, fiz reserva no albergue Destino Nómada, na Calle 11, 00-38, La Candelaria. Fica na mesma rua do Centro Cultural Garcia Márquez (Calle 11, 5-60 - tem um Juan Valdez Cafe, imperdível), Donación Botero (Calle 11, 4-41 - entrada gratuita, e não tem somente obras do Botero, mas obras doadas por ele, então tem também Monet, Renoir, Picasso, dentre outros), Casa de Moneda (Calle 11, 4-21 - entrada gratuita) e Biblioteca Luis Ángel Arango (Calle 11, 4-14), e é travessa da Plaza Bolívar. Dá pra fazer tudo a pé (só tem que ter um fôlego bom, porque na volta tem uma subida razoável). A construção do albergue é antiga, como todo o bairro, então tem que levar isso em conta na hora da sua avaliação. Pontos positivos: staff atencioso, boa localização, bom custo-benefício (paguei $44.000 a diária por um quarto privado sem banheiro, mas os coletivos são mais baratos), banheiros limpos, claridade em relação à proibição ao uso de drogas e ao turismo sexual, roupa de cama e banho brancas e limpas, chuveiro e cobertores quentes (contando que Bogotá fica em um ponto alto da cordilheira, e faz frio), tem área comum com televisão, sala de vídeo, wifi, computador com internet (pago à parte), churrasqueira (toda 6a. rola um churras) e uma geladeira com refri, água, cerveja, prateleira com uns salgadinhos e brownies, e tudo é pago na hora de fechar a conta. Pontos negativos: o café da manhã gratuito vai das 8:00 às 9:00h e é bem simples (pra não dizer ruim), e fora isso tem um mais completo pago à parte, instalações um tanto antigas, não é recomendável caminhar pela vizinhança à noite (como nos centros da grande maioria das cidades do mundo), e é afastado das baladas (rumbas) que acontecem na Zona Rosa (de táxi dá uns 20 minutos, e fica em torno de $15.000), Usaquén e Parque de la 93. No albergue conheci brasileiros, além de backpackers da França, EUA, Austrália e Peru. Tentei utilizar o shuttle do albergue na chegada à cidade ($18.000), afinal o aeroporto se localiza na principal avenida (Calle 26, que está completamente tomada por obras, causando um caos no trânsito), mas o motorista bateu o carro, então tomei um táxi tradicional (saiu $17.000). Primeira dica em relação aos táxis: pergunte sempre quanto é o "recargo", porque eles cobram isso aleatoriamente em cima do valor da corrida, independentemente de ser via taxímetro ou previamente combinado. A dica para quem pretende alugar carro é ter em conta que há rodizio municipal duas vezes por semana para cada final de placa, das 6:00 às 20:00h - praticamente o dia inteiro sem poder utilizar o carro. Ouvi dizer que os táxis estão melhores agora, mas por precaução é melhor escolher os rádio-táxis. Há um site oficial de turismo do país (http://www.colombia.travel/po/) que dá a informação de um passeio guiado gratuito a pé pelo centro histórico da cidade pelo Ponto de Informações Turísticas (PIT). Infelizmente houve um problema com o e-mail que eles disponibilizam para se inscrever no passeio, mas como cheguei cedo aproveitei para me inscrever pessoalmente. Neste passeio (e em todos os outros pontos turísticos que visitei) encontrei muitos brasileiros, o que me alegra muito, pois a imagem do narcotráfico e das FARC está ficando para trás e finalmente estão descobrindo a beleza do país e a gentileza de sua gente. O passeio dura em torno de duas horas, tem dois horários diários (10:00h e 14:00h) e é guiado por um policial militar especializado em turismo. O ponto de partida é a Plaza de Bolívar com os quatro monumentos em seu entorno: Capitolio Nacional, Catedral Primada de Bogotá, Palacio de Justicia e Palacio Lievano (onde se encontra o PIT). Passamos pelo Museo Iglesia Santa Clara, Palacio Echeverry, Observatorio Nacional, Palacio Nariño (a casa do presidente), casa do Simón Bolívar, dentre outros pontos. O guia era muito gentil, tinha muitas histórias para contar, o passeio foi extremamente agradável. Antes do passeio, como tinha tempo, tomei café da manhã em um lugar indicado pelo hostel chamado La Puerta Falsa (Calle 11, próximo à Plaza Bolívar), e pedi um "combo" de chocolate (não se esqueça que o chocolate aqui pode ser em leite ou em água de panela, que é um tipo de diluição de rapadura em água onde se coloca uns tabletes de chocolate, e para quem está acostumado com leite, como eu, pode ficar decepcionado), queijo (único ponto realmente saboroso neste café da manhã), almojábana (um tipo de pão de batata que não tem recheio mas tem queijo na massa) que costuma ser gostosa, mas estava fria, e pão com manteiga por $5.000. Depois aproveitei e conheci a Casa de Moneda. Depois do passeio no centro pensei em ir ao Monserrate (ponto mais alto da cidade), mas começou a chover, então fui ao Museo del Oro (Calle 16 com Carreira 5 - $3.000, nos domingos a entrada é gratuita, e também dá para ir a pé do albergue). Vale a pena conhecer, pois mostra toda a história de troca entre sociedades até chegar ao uso do metal, além das várias técnicas de artesanato com ouro utilizados pelos antigos povos. Almocei no restaurante do museu, provei um ajiaco (uma sopa típica da região, com vários tipos de batatas e frango, acompanhada de alcaparras, creme de leite, arroz e abacate, além de um couvert não cobrado (um pão maravilhoso com azeite e vinagre para "chuchar") e suco de mandarina por $20.000 (já contando a "propina", ou o serviço). Voltei para o albergue, e estava tão cansada que à noite não saí para jantar. A dica é que os colombianos apreciam muito mais os produtos nacionais que os de empresas que vêm de fora, e eles realmente são saborosos, então provar um biscoito Noel, um refrigerante Postobon ou um sorvete CremHelado vale a pena! No dia seguinte tomei um táxi do hotel e fui ao Cerro Monserrate ($6.000), ponto mais alto da cidade - lembrando que esses trajetos podem ser feitos a pé, mas contando que eu tinha pouco tempo e a chuva era iminente, preferi ir de táxi. A subida pode ser feita de funicular (que é um tipo de trem), de teleférico (as viagens têm o mesmo valor, então se pode fazer como eu, que subi em funicular e desci em teleférico - $8.000 ida e volta), ou a pé (só é aconselhado para grupos maiores, pois o caminho é perigoso). Os horários de funcionamento e os valores estão no site http://www.cerromonserrate.com. Chegando lá tomei café da manhã no restaurante Casa de Santa Clara (que tem uma vista espetacular), comi um Desayuno Monserrate, com suco de laranja, chocolate (esse sim em leite, bem cremoso), pão, manteiga, marmelada de uchuva, tamal (um parente da nossa pamonha, mas recheado com carne de frango e de porco), queijo e café extras - lembrando que o pessoal por aqui chama o cafezinho de "tinto", então não se assuste se te oferecerem um tinto às 8 da manhã ($23.000 com propina). Uma dica interessante: o pessoal aqui coloca pedaços de queijo no chocolate quente, e a textura resultante é bem interessante. Saindo de Monserrate, tomei um táxi ($5.000) até o Museo Nacional (Carrera 7, 28-6 - fui no domingo, e a entrada era gratuita), e sugiro que se vá com tempo para contemplar as diversas exposições que ocupam seus corredores que formam uma cruz. São três alas em cada andar, e são três andares! A pé de lá se pode ir à Plaza de Toros de Santamaria (Carrera 7 com Calle 27), que infelizmente não está aberto para visita, e ao Planetário de Bogotá (Carrera 6, 26-07), que é seu vizinho. Na rua seguinte está o Colpatria, o edifício mais alto da cidade (Carrera 7, 24-89) e, em teoria, estão o Museo de Arte Moderno (Calle 24, 6-00) e a Biblioteca Nacional (Calle 24, 5-60), mas estava debaixo de chuva, caminhando rápido, mas acho que fui tão rápido que passei pelos dois e não percebi e, quando dei por mim, já estava no Museo del Oro (rs)... uma pena, mas na próxima viagem a Bogotá serão meus primeiros destinos! Na esquina seguinte ao albergue tem uma lanchonete que pertence à maior rede colombiana de fast food, a El Corral (e fica bem em frente a uma universidade), mas infelizmente na hora que fui jantar estava fechada. Bem em frente tinha uma pizzaria aberta, a 1969 (pizza individual Napolitana e uma cerveja Club Colombia, mais propina: $15.000 - detalhe que eu só consegui comer metade da pizza, era muito grande)! Aliás, uma dica: cuidado ao tomar cerveja nacional, pois se vc aprecia uma Original, Bohemia ou Brahma como eu, há marcas muito boas como Club Colombia e Aguila, mas tem outras como a Reeds, que é doce... urgh! No dia seguinte só tinha a manhã para passear, então rachei um táxi com um casal que estava no albergue até Usaquen ($22.000), um bairro (que um dia foi um "pueblo" perto de Bogotá) há uns 20 minutos de La Candelária onde rola um mercado de pulgas, uma feirinha de rua com artesanatos e comidas típicas, vários restaurantes descolados e um shopping que aproveitou a estrutura de um antigo casarão, o Hacienda Santa Bárbara (interessante, mas no final vc se dá conta que é um shopping mesmo - rs). A sorte é que dei de cara com um restaurante de frutos do mar indicado por uma amiga colombiana, o 80 Sillas. Comi o couvert (pãezinhos folha com patê de grão de bico com curry) e duas entradas, um ceviche misto (camarão, peixe marinado, polvo e lula) com molho green (alface romana, hortelã, coentro, limão) e um tartar de atum com óleo de gergelim, coentro, cebola e ovas sobre arroz de sushi, uma taça de Chardonnay e uma garrafa de água, saiu em torno de $50.000. Saiu caro, mas a experiência valeu muito! No próprio restaurante pedi um táxi para voltar ao albergue, e saiu $16.000. Acabei não andando de Transmilénio nem indo a um monte de lugares, como o Parque de la 93, a Zona Rosa e o MamBo, além da Catedral de Sal em em Zipaquirá, Chia, Villa de Levya, mas tentei aproveitar o máximo possível os lugares que consegui ir! Não tem problema, pois pretendo voltar em breve à capital! Dentre as frutas locais, sugiro experimentar guanábana, feijoa, tomate de arbol, lulo e uchuva. Dos restaurantes, além dos que já citei, vi muitas referências nos posts sobre o Crepes & Waffles, e realmente vale a pena fazer uma refeição lá: é barata, saudável e feita com muita qualidade (uma curiosidade que o pessoal do meu trabalho me contou: eles só empregam mulheres chefes de família, e geralmente mães solteiras). Outra coisa que li e também é recorrente tanto em Bogotá quanto em Medellín é a revista, seja do carro que está entrando em um shopping, ou da bolsa de quem vai entrar a pé em algum lugar. Claro que isso não impede completamente a violência (os cuidados de sempre são imprescindíveis), mas inibe bastante e, associado ao grande número de policiais na rua deixa os turistas mais tranquilos para fazer o que realmente tem que ser feito: divertir-se! Espero não ter me equivocado em nada, e estou à disposição para tirar dúvidas sobre o que escrevi! Boa viagem!!!
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