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maritortorella

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Tudo que maritortorella postou

  1. maritortorella

    [[Template core/front/global/prefix is throwing an error. This theme may be out of date. Run the support tool in the AdminCP to restore the default theme.]] Deserto de Atacama

    Oi, gente Alguém sabe me dizer a diferença entre os passeios do Salar de Tara e do Salar de Atacama?
  2. Parabéns pelo relato incrível e cheio de detalhes, está ajudando muito no meu planejamento.
  3. Tranquilo de conseguir carona, estrada bem movimentada. Minha dica e que não pegues carona na "estrada" e sim nos trevo de acesso as cidades ou nas saídas delas. Se você tiver uma placa com o nome de seu destino, e ainda mais fácil. Anote esta super dica!!! se voce for para uma cidade que esta longe, coloque o nome da que estiver mais próxima de você , ai mesmo que alguém for para longe ou perto, sempre vai te dar a carona. Ja viajei muito com esta dica kkkk Boa viagem e as ordens pelo Chui, onde termina a Ruta 9. Valeuzão pela dica
  4. Oi pessoal, alguém sabe me dizer se é de boa pegar carona pela ruta 9? Abraço
  5. maritortorella

    Chuy

    Fala galera, estou indo pro Uruguay dia 1/02 via Chuí. Saio de Poa dia 1/02 e chego dia 2/02 pela manhã, de ônibus. Minha dúvida é: quero dar um pulinho nos free shops antes de seguir pra Punta del Diablo. Vocês sabem onde eu consigo deixar o mochilão enquanto isso? Além disso, alguém já viajou de carona por essas bandas? Acho que durante fevereiro tem mais movimento e é mais de boa, certo? Abraço
  6. Oi Léster, tudo bem? Obrigada pelos elogios Respondendo as tuas perguntas: - Sim, me senti super segura na maioria dos momentos. Mas também não dá pra fazer como alguns gringos que andavam na rua com a câmera solta no pescoço, andando por tudo quanto é biboca. Eu carregava sempre no toploader dentro da mochila e sacava quando queria fotografar, numa boa, mas dependendo do lugar até é tranquilo ficar com ela no pescoção. - Eu levei só a lente do kit, acho ela mais versátil. Cara, não te aconselho a levar a 50mm, não vai usar ela pra muita coisa e só vai ser mais peso pra carregar, lá pelo meio da viagem isso faz uma boa diferença. A 70-300 também acho meio dispensável, mas eu teria dado um dedinho por uma grande angular, essa sim vale estar na mala. - Fiz o seguro da câmera com a Kertzmann ([email protected]) e o de saúde foi da GTA, que contratei por uma agência de viagens daqui. Qualquer outra dúvida, só falar.
  7. Ele é o "ingresso" pra visitar as principais atrações (ruínas, Qorikancha, Valle Sagrado, etc...)
  8. Oi Bruno, Muito obrigada Pode ficar à vontade, qualquer dúvida é só me perguntar Abraço
  9. Oi Maria, Que legal, viagem em família! Olha, eu realmente recomendo o caminho que fiz, porque acho Sucre a cidade perfeita pra relaxar depois do mochilão. Tem muuuuita coisa pra aproveitar em Cuzco nesses 5 dias. Por conta própria, eu sugiro vocês visitarem: 1. Plaza San Francisco e Mercado Central (comam o milho com queijo e tomem um suco, os dois são uma delícia) 2. Qorikancha (precisa do boleto turístico), ele fica na Av. El Sol e dá pra ir a pé 3. Caminhar pela Av. El Sol (tem várias feiras de artesanatos) 4. Sentar na Plaza de Armas e aproveitar uma tarde de sol. 5. Visitar a Catedral (em dia de missa, não paga entrada) 6. Almoçar em um dos restaurantes em volta da Plaza de Armas, aqueles com as sacadinhas. 7. Museu da Coca, que fica o lado da Catedral (é bem legal) 8. Visitar o bairro de San Blas, fica pra trás da Catedral 9. Pedra dos 12 ângulos (San Blas, ao lado da Catedral) 10. Tomar café da manhã no Jack's Café (um dos melhores de lá), fica em San Blas, na esquina da calle Choquechaca com a Cuesta San Blas 11. Comer um bife de alpaca no The Muse (no mirador de San Blas) 12. Fazer o City Tour, que é basicamente visitar as ruínas mais próximas (Tambomachay, Pukapukara, Qenko e Sacsayhuaman), tem que ir até a calle Puputi e pegar uma van que vá pra Pisac, aí é só pedir pro motorista deixar vocês em Tambomachay e ir fazendo o caminho de volta a pé. Pukapukara fica bem na frente de Tambomachay, Qenko já é um pouco mais distante, mas é só ir tranquilo e aproveitando a vista, e é tudo descida mesmo. Logo depois tem Sacsayhuaman, e bem perto tem o Cristo Redentor, a partir daí é só desder as escadarias e vocês vão acabar na Plaza de Armas. 13. Centro Qosqo de Arte Nativo (Av El Sol), incluído no boleto turístico. Lá tem apresentações de danças típicas, entre outras coisas. 14. Monumento al Inka Pachacuteq (seguir pela Av El Sol em direção à rodoviária) 15. Passeio do Valle Sagrado. Pegar a van pra Pisac na Calle Puputi, depois de ver as ruínas pegar outra van até Ollantaytambo. As duas ruínas são grandes, então aconselho a irem cedo. O trem pra Aguas Calientes sai de Ollantaytambo, a minha sugestão é ir um dia antes e já passar a noite, a cidade é bonitinha. 16. Eu não fui a Chinchero nem a Moray, também não sei como se chega lá, mas acho que vale a visita. 17. Explorem, se percam, e descubram lugares legais pra depois contar pra gente. Espero ter ajudado.
  10. Oi Bruno, obrigada 1 - Vai na fé, o espanhol deles é suuuper tranquilo de entender, acho que um dos mais fáceis da América do Sul. Com inglês e portunhol tu vai conseguir te comunicar super bem, fica susse. 2 - A pergunta mais importante é: tu gosta mais de frio ou de calor? Em julho faz bastante frio, mas eu amo frio, então fiquei de boa. Eu fui em julho por causa de Machu Picchu, porque tem menos chuvas, e também por causa do Salar, pra pegar ele sequinho. Mas ainda quero ir no verão pra ver o salar alagado.
  11. Oi Anna, eu consegui, tu consegue também. Mas não vai já pensando nisso, é só descer com calma e prestando atenção que vai dar tudo certo e nada vai te acontecer
  12. Oi Anna, fico feliz que esteja te ajudando. Então, eu faria La Paz antes, porque se tu precisar comprar qualquer coisa pra usar na viagem, tipo roupas de frio, mochila, saco de dormir e etc, lá é muito mais barato que em Sucre (apesar de tu ter que carregar tudo contigo até o resto da viagem). Em La Paz também tem os passeios mais hard, Sucre já é uma cidade mais tranquila, perfeita pra dar uma relaxada em final de viagem.
  13. Oi Catherine! Obrigada pelos elogios, demorou pra ficar pronto, mas foi escrito com muito carinho. Olha, eu ficaria um mês inteiro em Sucre se fosse possível. Eu amei a cidade, muito! Mas como tu tens pouco tempo, esses dois dias servem sim. Sim, fui à Recoleta, é bem legal e vale a caminhada até lá. Aproveita muito, porque essa é uma viagem inesquecível. Abração!
  14. Cara, Sensacional! Parabéns pelo relato, é a viagem dos meus sonhos. E olha, tuas fotos estão incríveis, to aqui babando nelas hehehe.
  15. Bela, Não deixe de viajar por falta de companhia, não sabe o que pode perder com isso. Tu vai encontrar várias companhias no meio do caminho
  16. Opa! Devo ter sim, vou dar uma procurada em casa e te mando assim que encontrar Mila, hahaha valeu Então, eu não pegava uma bike fazia muitos anos (talvez por isso eu tenha quase me matado) hehehehe Mas fica tranquila, a única coisa que tu precisa no Downhill é ter bons reflexos e saber usar o freio hehehehe
  17. Uma ordem: não adie essa viagem, se adiar agora por isso, vai adiar depois também. Vai sem medo, o que mais tem lá é brasileiro que só fala português e gringo que só fala a própria língua também. Nem esquenta, os espanhol deles é bem fácil de entender e não se esqueça que todo mundo adora brasileiros
  18. DIA 28 - Quijarro/Corumbá Chegamos às 7h em Quijarro, sendo que era pra termos chegado às 5h. Eu e o Rogério dividimos um táxi até a fronteira, eles ficaram esperando enquanto eu passava pela migração boliviana pra registrar a saída, o que demorou quase 1 hora. Quando eu voltei, o Rogeria havia combinado com o motorista que ele nos levaria até Corumbá, no hotel onde ele ficaria. Aí é que tá, o cara cobrou 50 reais, eu teria ido de ônibus numa boa, mas o Rogério se ofereceu pra pagar (e eu não recusei). O problema é que o motora passou reto pela polícia federal no Brasil e eu não dei entrada no país, mas o Rogério disse que pegaria o carro no hotel e me levaria lá depois. OBS: se forem pegar táxi até Corumbá, atravessem a frontei a pé e peguem táxi do lado brasileiro. Não combinem nada com os taxistas bolivianos, eles cobram muito mais caro. Chegamos no hotel, pegamos o carro e fomos pra rodoviária buscar um amigo do Rogério, que devia estar esperando desde muito cedo hahahaha. Voltamos pro hotel, os dois dividiram um quarto e eu acertei com o dono do lugar que ficaria só até a noite, então ele me fez por R$ 30,00 (normalmente é R$ 50). Eu fiquei dormindo e assisti um pouco de TV até a hora de sairmos pra almoçar, acabamos em um restaurante beeeem simples, que fica em frente à rodoviária de Corumbá, o nome é Restaurante Boa Viagem. Cara, o prato do dia era arroz, feijão (feijão é amor, sdd feijão, amo feijão <3), carne de panela e salada. JESUS MARIA JOSÉ, é um negócio pra caminhoneiro: vem um prato fundo só com arroz e feijão e outro com a salada e muita carne (e ainda dava pra repetiiiiiir cara, muito <3). Gente, a comida lá é boa demaaaais, bem caseira e muitooo barata. Não sei quanto é por pessoa, mas 3 almoços + 6 latas de cerveja saiu R$ 42,00 (sério, muito barato!). Rachamos a conta e voltamos pro hotel pra descansar. Lá pelas 16h eles me levaram até a fronteira, pra eu carimbar a entrada no Brasil. Cara, não tinha NINGUÉM na fila, melhor horário. Depois a gente parou em um posto de gasolina e ficamos lá bebendo e jogando conversa fora. Já era noite e resolvemos ir até o tal Cristo do Pantanal. Vale a pena ir até lá, se tiverem um tempinho, a vista lá de cima é linda. Depois fomos procurar um restaurante pra jantar, eles queriam que eu experimentasse o Pacu. Não lembro o nome do lugar, mas tava muito bom e era muito bem servido. Também não sei quanto deu, eles não me deixaram pagar a conta. OBS: eu tinha fotos desse dia, mas elas se perderam quando meu HD queimou. Peguei algumas do Google, porque relato sem fotos se torna chato. Perto da hora de eu ir (meu ônibus saía às 23:20, eu acho, ou algo assim), eles me levaram até a rodoviária, nos despedimos e eu agradeci a eles por tudo. O mendigo grego tava lá, indicando o caminho até a Andorinha hahahaha. Eu comprei passagem pra ônibus executivo, e quando ele chegou, quem adivinha?... é, não era executivo, era convencional. E lá foi todo mundo pedir a diferença das passagens de volta, o que atrasou um pouco a nossa saída. Eu tinha pago R$ 100 na passagem (sdd ônibus cama na Bolívia), sendo R$ 40 só de imposto, cara. Aí sabemos que estamos de volta ao Brasil Mas no fim, deu tudo certo, o ônibus era convencional mas não era ruim. No embarque, os motoristas perguntam onde tu vai querer descer, na rodoviária ou no aeroporto de Campo Grande. Que felicidade, não ia precisar pegar táxi hehehehehe. Conheci uns mineiros e fiquei conversando com eles, falando sobre as viagens e tal. Depois eles me deram um par de dramins e eu dormi feito uma pedra até chegar em Campo Grande. - Gastos e endereços Táxi da rodoviária de Quijarro até a fronteira: R$ 5 (deve ter dado R$ 10 no total) Almoço: R$ 14 (contando com as cervejas) no Restaurante Boa Viagem (em frente à Rodoviária de Corumbá) Passagem de ônibus Corumbá - Campo Grande: R$ 100 o executivo, mas me devolveram R$ 16 (eu acho) porque o ônibus era, na verdade, convencional
  19. DIA 28 - Santa Cruz de La Sierra Acordei às 7h e fiquei conversando com o funcionário que estava na recepção enquanto o táxi não chegava, ele me perguntou sobre o que era esse tal de CouchSurfing e como funcionava. Não sei bem se ele curtiu ou se pensou que era coisa de maluco hehehehehe. Mas enfim, o táxi chegou e eu me mandei pro aeroporto, custou B$ 30 porque é meio longinho. Chegando lá, tem que pagar a taxa de aeroporto (B$ 11) Em relação ao voo, foi um dos piores da minha vida, as poltronas são bem pequenas, eu achei que a minha cabeça ia estourar e os meus ouvidos ficaram fechados. Foram 30 minutos intermináveis. Mas pelo menos cheguei em Santa Cruz hehehehehehe. No desembarque, puxei assunto com outra mochileira e perguntei se poderíamos dividir um táxi até o centro de Santa Cruz. A corrida sairia B$ 70 no total, mas ele fez B$ 40 pra cada uma porque iríamos ficar em lugares diferentes, a chilena ia ficar em um hostal no centro e eu iria direto pro terminal bimodal. Assim que cheguei no terminal, fui logo procurar passagem pra Quijarro. Eu poderia ter comprado no trem da morte, mas eu já estava cansada e doente, com certeza ele não teria o mesmo conforto de um bus cama, além de demorar mais e ser mais caro. Um cara tava insistindo muito pra eu comprar com ele em um ônibus caindo aos pedaços, eu disse que não e que estava procurando pela Pantanal, porque foi com eles que eu havia ido até Sta Cruz e gostei bastante. Ele me levou até a empresa pra comprar a passagem, paguei B$ 110, mais caro que a vinda, eu insisti mas ele não quis me dar mais desconto. Só sei que fiquei muuuuito tempo sentada, esperando, porque meu ônibus só saía às 20h e não era nem meio-dia ainda hahahahahaha. Eu não quis passear pela cidade porque já não tinha mais dinheiro, então fiquei por ali mesmo, deixei o mochilão e a malinha de compras no guarda-volumes (não queria dar bobeira com tanta coisa e alguém acabar levando tudo), acho que não saiu mais que B$ 6. Pra matar o tempo, fiquei sentada em um banco, lendo um dos livros que eu levei (SIM), até que um equatoriano começou a puxar papo comigo, o Alejandro (cara, não consigo pensar nesse nome sem lembrar da Lady Gaga hahahahaha). Ele tem uma loja em uma cidadezinha litorânea do Equador e sempre vai ao Peru comprar mercadoria pra revender na loja, porque é muito mais barato, e resolveu esticar até o Paraguay pra visitar parte da família. Ele estava lá, esperando o ônibus pro Paraguay, que era pra sair às 15h, mas já eram 17h e nada ainda, até que ele resolveu falar com alguém e mandaram ele ir pra plataforma de embarque. Eu fiquei matando mais um tempo, tentei trocar 20 reais no câmbio e o carinha não quis porque o real tava valendo só 2 bolivianos. Quem mandou gastar tudo né? hehehehehe. Mas pelo menos deu pra comprar uns “pães de queijo” (na real é um biscoito mais achatadinho, mas parece pão de queijo hahahahaha). Perto das 20h, que era o horário de saída do meu ônibus até Quijarro, eu busquei minhas coisas no guarda-volumes e fui pra plataforma. JE-SUS A-MA-DO! Aquilo tava uma muvuca doida, nunca vi uma rodoviária tão atrolhada de gente. Lá pelas tantas, eu vi que o meu ônibus não tava nem perto de sair, até porque ele não tinha nem chegado ainda. Mas ok, resolvi sentar e esperar. Era um tal de gritedo de “POLLO POLLO POLLO!!!”, “PAPAS FRITAS!!!”. O pessoal dos restaurantes vai pras plataformas com uma bandeja cheia de viandas (cara, essa palavra é muito engraçada hahahaha), outros com água, refrigerante e suco e outros com bolachas, doces, chicletes, balas e etc. O pessoal compra as viandas (às vezes é só um saco plástico com arroz, batatas e frango) e come com as mãos mesmo, super higiênico hahahahahaha. Já tinha se passado meia-hora e nada de o ônibus aparecer, veio um outro brasileiro (Rogério) achando que tava atrasado e eu só falei pra ele sentar, porque ainda ia demorar. Nisso, chegou um outro senhor, que também é brasileiro, e disse que aquilo era super normal na rodoviária de Santa Cruz e que no Natal era 10 vezes pior. Cara, sério que tinha como ser pior? Aquela gente gritando no meu ouvido já tava me dando nos nervos. Eu já tinha passado a tarde toda ouvindo gritos. Sério, a rodoviária de Santa Cruz parece uma feira, só que ao invés de ficarem gritando “CEBOLA, TOMATE, ALFACE FRESQUINHAAAA!!” eles gritam os nomes dos destinos, pra vender passagens a todo custo. OBS: enquanto eu passei a tarde perambulando pelo Terminal Bimodal, eu notei muitas pessoas bastante distintas andando pra lá e pra cá, achei que eles eram de algum grupo de teatro: todos com as mesmas roupas, todos muito muito muito brancos e, sei lá, eram estranhos. Depois eu descobri que eles pertencem a uma forte comunidade Menonita boliviana, e vivem na colônia Manitoba. Funciona mais ou menos como as comunidades Amish dos Estados Unidos. Na verdade, eu só descobri que eles eram Menonitas por causa de uma reportagem que rodou a internet e foi um choque pra todo mundo. Mas enfim, passada 1 hora de atraso, nosso ônibus chegou. Não era tão bom quanto o da ida, mas era ok. O Rogério estava sentado na poltrona atrás de mim. Ele é de Cuiabá e vai direto pra Santa Cruz, porque o tio dele mora lá e é onde ele compra peças de som automotivo pra vender na loja dele. Gente, pra vocês terem uma noção, o ônibus levou mais de UMA HORA só pra CONSEGUIR sair do terminal. Sério, congestionamento de 1h só pra sair do terminal de embarque, e não dá nem pra culpar os carros, porque eram só os ônibus mesmo. Eu e o Rogério ficamos conversando até me bater o sono e eu me recolher ao meu casulo, o que não demorou muito hahaha. - Gastos e endereços: Táxi do Parque Bolívar até o aeroporto de Sucre: B$ 30 Taxa de aeroporto: B$ 11 Táxi aeroporto Viru Viru até Terminal Bimodal Sta. Cruz: B$ 40 (dividindo com outra pessoa, sendo B$ 80 no total) Passagem de Ônibus Sta Cruz-Quijarro: B$ 110 pela Pantanal Guarda-volumes: B$ 6 Biscoito que parece pão de queijo: B$ 10 (10 unidades)
  20. DIA 27 - Sucre Acordei às 7h, tomei banho, tomei meu café da manhã e fiz o check out. Enquanto eu tomava café, fiquei conversando com um dos ingleses e com o dono do hostel (mas eu só soube disso depois), falei pra eles que estava indo pra casa do meu host do Couchsurfing e eles ficaram super preocupados, esse pessoal maluco que fica se hospedando na casa de estranhos hahahaha. Me disseram pra voltar correndo pra lá caso o cara fosse um psicopata hehehehe, mas enfim, a moral é que eles foram muito queridos e preocupados. Fui procurar uma lan house e uma cabine telefônica (B$ 5), liguei pro Omar e ele me deu o endereço, pra eu ir à tarde. Depois, resolvi seguir a dica dos meus colegas de quarto e fui conhecer o tal Cafe Mirador, que fica no mirador recoleta, um dos pontos mais altos da cidade. Pra chegar lá, tem que subir por toda a vida a Calle Ayacucho, que depois vira Audiencia e que depois vira Grau (as ruas ficam mudando de nome ). Vale a pena dar uma passeada pelas ruas lá em cima, tem umas feirinhas legais, e várias mesas de jogos (fla-flu/totó/pebolim ou seja lá como vocês chamam). A vista da cidade é muito linda lá de cima, muito mesmo. Peguei uma das mesas do Café, no lado de fora, e fiquei lá um tempo, sentada. Como já tava perto da hora do almoço, pedi o cardápio e decidi almoçar por ali mesmo, o preço é caro pros padrões bolivianos, mas me dei o luxo, até porque não é todo dia que a gente almoça com uma vista daquelas. Pedi meia porção de massa carbonara e um suco muito delícia de maracujá, banana, maçã e limão (não lembro bem quanto saiu tudo, mas acho que foi uns B$ 50 ou perto disso). Voltei até a Plaza 25 de Mayo, onde parei pra tomar um sorvete em uma lojinha de sorvetes artesanais na calle Calvo, escolhi um de limão com algodão doce e sentei em um dos bancos da praça. Um menino ficou me perseguindo pra limpar minhas botas, eu dizia pra ele que não, elas estavam limpas (na verdade não estavam heheheh) e ele ficava insistindo, até que desistiu. Voltei até o Kultur Berlin, peguei minhas coisas e tomei um táxi até o Parque Bolívar, que é onde fica o Hostal do Omar. HAHAHAH siiiim, isso mesmo, ele tem um hostal e hospeda pessoas do CS (sem os outros hóspedes saberem, claro).A funcionária dele me recebeu super bem, eu deixei minhas coisas ali e fui dar uma volta pelo parque, que é super bonito. Quando eu voltei, tinha um grupo de franceses assistindo um documentário sobre as minas de Potosí (aquele que eu mencionei há alguns posts atrás), se chama The Devil’s Miner e é muito bom. Naquele momento eu soube que tomei a decisão certa em não ter feito o passeio das minas, chorei pra caramba. Mas ainda quero voltar lá pra fazer esse passeio. Quando terminou o documentário, fui até o SAS comprar umas coisas pra comer no dia seguinte e, pra me despedir da Bolívia, fui jantar no Joy Ride, barzinho legal pra carambaaa!!! Pedi um hamburguer e os mojitos estavam em dose dupla. MAOOOOOOEEEEE! Curti muito. A conta deu 56 bolivianos. Depois, peguei um táxi e voltei pro hostal (B$ 5). - Gastos e endereços: Lan House: B$ 5 Almoço no Cafe Mirador: B$ 50 (subindo a calle Ayacucho até o final) Táxi até o Parque Bolívar: B$ 5 Jantar no Joy Ride: B$ 56 (Calle Nicolas Ortiz) Táxi do Joy Ride até o Parque Bolívar: B$ 5
  21. DIA 25 - Sucre Acordei às 7h, tomei banho, e fui buscar meu ticket de café da manhã na recepção. Quando cheguei no pátio onde servem o café, vi uma galera com pratos de ovos mexidos, cereais e leite e fiquei muito feliz. Tem que apresentar o ticket na cozinha e eles trazem as coisas na tua mesa, e aí quando eu apresentei o ticket a mulher disse que eu não tinha direito aos ovos, leite e cereais porque eu eu não estava em quarto privado (poxa, que discriminação hehehe). Fiz o check-out e fui dar uma volta. Parei em uma lan house (B$ 5,00) pra procurar outros hostels, encontrei um bem perto da Plaza 25 de Mayo, o Kultur Berlin, onde também funciona uma escola de espanhol e alemão. Eu resolvi procurar outro hostel porque queria uma coisa um pouco mais animada que o Cruz de Popayan. Dei uma paradinha em uma das várias lojas de chocolates artesanais, gastei BS 14 em chocolates e voltei pra pegar minhas coisas no hostel, peguei um táxi até o Kultur Berlin (BS 5) e fiz check in em um dormitório de 16 camas (B$ 50). Na verdade, não era bem 16, o dormitório era dividido em dois lados e cada lado tinha um mesanino com 4 camas, mais 4 camas embaixo. Deixei as minhas coisas lá e voltei pra rua a bater perna hehehehe. Fiquei andando pela Plaza 25 de Mayo e depois fui em busca de uma lavanderia, precisei parar no posto de informações turísticas e eles me indicaram uma ao lado do SAS (supermercado amor ). Graças à minha vontade de lavar roupa eu descobri o SAS. Deixei minhas roupas na lavanderia (B$ 10 o Kg) e entrei no mercado, comprei caixinhas de chá de coca (pra trazer pra casa hehehe), e coisas pra comer, botei tudo no cartão de crédito. No caminho de volta até a Plaza 25 de Mayo, resolvi visitar o Museo Catedralício (B$ 20), as visitas guiadas tem horário, mas eu não lembro quais eram. Sinceramente, a catedral é mais bonita por fora que por dentro, mas valeu a visita mesmo assim. Perto da Plaza 25 de Mayo, na Calle Audiencia quase esquina com a Nicolas Ortiz, tem um escritório da Boa, onde comprei minha passagem pra Santa Cruz (B$ 338 com taxas). Depois fui até o Mercado Central, comprei alguns artesanatos e presentes, mas era tudo mais caro que em La Paz. Passei em uma farmácia, comprei um xarope pra tosse (B$ 48) e voltei pro hostel. Peguei uma mesinha no pátio e pedi uma batata rellena (batata recheada) e uma limonada (B$ 10), enquanto eu estava ali, conheci alguns dos meus colegas de quarto, a Sarah (Bristol, UK) e mais um outro britânico que eu não lembro o nome. Eles me comentaram sobre um Café que tem no Mirador Recoleta, subindo a Calle España toda a vida. Essa noite tinha aula de salsa e dose dupla de mojitos no hostel. Resolvi tentar a salsa; GENTE, meus amigos e família jamais imaginariam isso, eu dançando salsa. Bom, o que aconteceu em Sucre, fica em Sucre hehehehe. Mas foi muito divertido, ainda mais regado a dose dupla de mojitos ãã2::'> hahahahahahaha. Mas só foi divertido até chegar o meu par, ele perdeu metade da aula, fazia tudo errado, e era mais duro que pedra, ah sim, e as mãos dele suavam. Como já era perto das 20h, usei a desculpa de que precisava buscar minhas roupas na lavanderia e fugi dessa criatura que tava me dando nos nervos hehehe. Depois de pegar as roupas, voltei pro hostel e fiquei mais um tempo no pátio, conversando com o pessoal e depois fui ~tentar~ dormir. Foi uma noite difícil, tosse frenética durante a noite, tanto que a menina que tava na cama de cima levantou no meio da noite pra me dar uma pastilha pra garganta, tadinha - Gastos e endereços: Lan House: B$ 5 Chocolates: B$ 14 Táxi: B$ 5 Dormitório "16 camas" no Kultur Berlin: B$ 50 (Calle Avaroa, 326) Lavanderia: B$ 10 (Calle Nicolás Ortiz, mas o mapa tb diz Juan José Perez, como se a rua tivesse 2 nomes), ao lado do SAS (que também tem um cinema) Museo Catedralício: B$ 20 Passagem de avião Sucre-Santa Cruz: B$ 338 pela BoA (Calle Audiencia quase esquina com a Nicolas Ortiz) Xarope pra tosse: B$ 48 Janta (batata recheada e limonada): B$ 10 (no bar do hostel)
  22. Gente, desculpa, fiquei sem internet por mais de uma semana, mas já estou escrevendo a continuação
  23. DIA 24 - Potosí e Sucre Acordei às 7h, arrumei minhas coisas, deixei o mochilão na recepção do hotel e saí pra comprar uma passagem até Potosí, consegui uma com saída às 10h, por B$ 30 (não lembro a empresa, mas não tem muita diferença entre elas). Usei a internet em uma lojinha que tem ali na Plaza Arce (B$ 5). Depois, fui buscar um lugar pra tomar café da manhã e acabei no Restaurante 16 de Julio, ali perto. Pedi o desayuno de la casa (B$ 28), que era omelete, pão torradinho, manteiga, geléias, suco e chá, porque né, ninguém aguenta 20 dias comendo só pão seco com geléia e chá no café da manhã todos os dias hehehehe. O pão, tanto na Bolívia quanto no Peru, é ruim, fino e duro. Assim que terminei, voltei até o hotel pra buscar minhas coisas e ir esperar o ônibus, que não era dos melhores. Pra ajudar, sentou um boliviano muito fedido do meu lado e eu tive que ficar sentada meio de lado a viagem toda hehehe. Lá pelo meio-dia o ônibus estragou e ficamos parados um tempo até eles conseguirem consertar. Quando eu cheguei em Potosí, um pouco depois das 14h, resolvi que não ia ficar na cidade por motivos de: eu estar mal quase morrendo, garganta inflamada, tosse interminável, febre, vias aéreas em estado de calamidade pública. Enfim, eu queria fazer o passeio das minas, mas não estava em condições físicas e, muito menos, psicológicas. Sei lá, além de estar doente e de as minas serem um lugar fechado, quente e claustrofóbico eu enfrentei certos conflitos internos quanto a esse passeio. Não sei se eu pagaria pra ver o sofrimento alheio, mas por outro lado talvez parte desse dinheiro seja usado em benefício deles. OBS: Depois, em Sucre, eu assisti um documentário sobre as minas de Potosí e cheguei à conclusão de que tomei a decisão certa, eu não estava psicologimente pronta pra esse passeio. Se eu já chorei um rio de lágrimas assistindo o documentário, imagina ver a situação real. Recomendo que vocês assistam, o nome é “La Mina del Diablo” (The Devil’s Miner) e tem completo no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=evvB_rBnSRo). Decidi nem ficar na cidade e ir direto pra Sucre. Os ônibus que vem de Uyuni te deixam na rodoviária antiga, e os que partem pra Sucre saem da rodoviária mais nova (bem mais e bem mais bonita). Peguei um táxi até lá, não lembro bem o valor, mas deve ter sido algo como 15 bolivianos. A rodoviária é quase um aeroporto de grande hehehehe. Eu mal consegui descer do táxi e duas mulheres, de empresas diferentes, vieram me oferecer passagens pra Sucre. Gente, juro, achei que as duas iam sair na porrada ali mesmo pra me vender a passagem hehehe. Uma dizia: “Não vai com o dela, o ônibus é velho e ruim, o meu é mais novo” e a outra: “Mas o meu tá mais cheio e vai sair primeiro, o dela não vai sair no horário e bla bla bla”. Antes que elas se matassem na minha frente, acertei com a do ônibus mais novo (B$ 20), ela não tinha troco pra minha nota de 50. Ok, ela saiu e eu fiquei esperando, lá dentro da estação. E esperei. Quando tava chegando perto do horário do ônibus sair, eu me levantei e fui indo até lá, pretendia ficar esperando ali até ela voltar com o meu dinheiro. Acontece que, quando eu tava indo O ÔNIBUS RESOLVEI SAIR SEM MIM!!!! Ele tava saindo pelo portão da rodoviária e eu comecei a correr e a gritar, desesperada, com o mochilão nas costas, a mochila de ataque na frente, a mala extra pendurada de um lado e a bolsa da câmera do outro (se eu caísse, não levantava nunca mais hahahaha). Agora imagina um pessoa carregando tudo isso, correndo pela rodoviária e gritando pro guarda do portão avisar o motorista, tudo isso a quase 4 mil metros de altitude. CAAAARA, quamorri hahahahahaha O motorista parou, eu embarquei e expliquei pra ele que estava esperando a menina que me vendeu a passagem voltar com o meu troco. Ele disse que ia parar na frente da rodoviária pra esperar ela conseguir o meu troco. Quase 20 minutos depois, me volta ela com o dinheiro (porra, amiga, já to em final de viagem e a grana tá curta hehehehe). Pouco tempo depois, mandaram a gente mudar de ônibus porque aquele ali tava vazio. Fomos pra um, maior, mais cheio e pior. Enfim, aquela viagem pareceu durar uma vida, mas às 19h eu estava desembarcando em Sucre. Até esse momento eu não sabia onde ficar, eu tinha mandado uma mensagem pra um cara do CouchSurfing, mas avisei que não sabia ao certo que dia eu chegaria. Como eu não tinha o telefone dele, precisava escolher uma hospedagem pra essa noite. Peguei meu xerox do Guia do Viajante Independente e vi que o Hostal Cruz de Popayan (Calle Loa) parecia um bom negócio. E aí nesse momento eu tive uma diarréia mental e achei que ir caminhando seria uma boa ideia, até porque eu já estava com pouco dinheiro e precisava economizar. Pra ajudar, o meu mapa tava incompleto, então eu não sabia bem onde ficava a tal rua e tive que sair perguntando. Sem mentira, acho que caminhei por quase uma hora até chegar no endereço. Cara, não sejam pão-duros como eu e paguem por um táxi, porque o centro de Sucre é longe pacas da rodoviária. Bom, cheguei quase morta no hostal, suada e botando os bofes pra fora, mas cheguei. Achei o lugar muito fofo, todo bonitinho, aqueles casarões antigos com pátio interno. Peguei um dormitório de 6 camas, por B$ 40, mas só tinha eu lá (o que era ótimo, porque assim eu não incomodaria ninguém com a minha tosse durante a noite). Eu tava tão cansada que deitei com a roupa que eu tava e capotei, só acordei no dia seguinte.. - Gastos e endereços: Café da manhã: B$ 28, Restaurante 16 de Julio Passagem Uyuni-Potosí: B$ 30 Táxi da rodoviária velha até a nova, em Potosí: + ou - B$ 15 Passagem Potosí-Sucre: B$ 20 Hostal Cruz de Popayan: B$ 40 por uma noite em dormitório 6 camas
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