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maritortorella

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Tudo que maritortorella postou

  1. Levei uma Nikon D7000 com a lente 18-105mm do kit. Aquela que le o relato em partes e esquece do início.. Vc tinha colocado lá, quando citou sobre o seguro. Desculpa! Vc levou flash ou só corpo e lente? Levei só o corpo e a lente, o flash seria um peso a mais, e nem senti muita falta dele.
  2. DIA 23 – Tour Salar: Geisers, Termais, Deserto de Dalí, Laguna Verde Era pra gente ter acordado às 5h, pra que que conseguíssemos sair às 6h. Eu acabei acordando às 5:45, e só porque as meninas me chamaram, tava apagada. Não tive tempo de tomar café da manhã. Tava muito escuro ainda, e não tinha luz elétrica, então peguei minha lanterna e fui pro banheiro. GEN-TE! Parecia cenário de filme de terror, era coco pra todo lado: chão, vaso, paredes, pia. Acho que alguém tava tentando imitar um pirocóptero enquanto tinha uma diarreia, é a única explicação que eu tenho. Cara, se eu não tivesse de lanterna, estaria na merda, literalmente hehehehe. Sem condições de usar o banheiro, apelei pra minha garrafa de água pra escovar os dentes e o álcool gel pra limpar as mãos. Fazer xixi? Nem pensar, não naquele banheiro tenso. Só deu tempo de eu agarrar uma panqueca que sobrou do café da manhã antes que recolhessem tudo. Obviamente, nossos carros foram os últimos a sair, eu que acordo tarde e eles é que se amarram, peloamor. Eu tava que era o bagaço da laranja, dormi mal pra caramba, tossi a noite toda e tava com febre. Chegamos nos Geisers Sol de Mañana quando já estava amanhecendo (acho que o nome do lugar faz sentido, né? hehehehe). Ainda tinha neve no caminho, mas conseguimos passar. DICA: cuidado com as câmeras lá nos gêiseres, tem muito enxofre no ar, e ele gruda nas câmera. A minha ficou cheia de pintinhas, limpando com cuidado elas saem, mas é um saco. Mas igual tem que limpar a câmera depois que volta do passeio, porque é MUITA poeira. Brincamos um pouquinho no gêiser de mentira. Véi, o olho começa a lacrimejar muito com o vapor. Dá pra fazer umas fotos massa hehehe. Nesse gêiser a fumaça sai com mais força e depois tem os gêiseres naturais, onde ela sai mais devagar. Na hora de ir embora, precisávamos passar pela neve de novo, foi complicado, mas o Nelson conseguiu porque ele é foda hehehehe. Vários carros ficaram presos na neve e o pessoal teve que descer pra ajudar. Passamos pelo Deserto de Dalí, mas não paramos porque passaríamos por ali na volta. Chegamos nas termais, quase todo mundo entrou, menos eu, a Ana, a Marcia e a Ximena. Dizem que as águas são medicinais, mas eu não quis entrar porque fiquei com medo de entrar na água quente e depois sair no frio (porque ainda tava muito frio). Pra variar, a galera ficou se amarrando, os motoristas chamavam pra ir embora e nada. Fomos os últimos a chegar na Laguna Verde, o lado bom é que tínhamos ela só pra nós hehehehe. Eles explicaram que ela não estava tão verde quanto o habitual porque não tinha vento e uma parte dela ainda estava congelada. Meu instinto, ou o meu profundo desejo de ver a Laguna Verde, sabia que a gente ia conseguir fazer o passeio completo. Não me arrependo de ter arriscado o passeio de 3 dias, mesmo sabendo que poderíamos interromper ele depois da Laguna Colorada. A Laguna Verde é linda, com o Vulcão Licancabur ao fundo. Tudo lindo, amei esse passeio e quero fazer de novo. Começamos, então, nosso caminho de volta. Paramos no Deserto de Dalí pra tirar foto e seguimos até o posto de controle da Reserva Nacional, pra carimbar nossa saída nos ingressos. Fiquem com os documentos à mão, porque eles pedem pra olhar de novo. Depois paramos em uma casinha que tem ali perto, onde almoçamos (arroz, atum, e salada), às 14h. Às 15h estávamos no Valle de Las Rocas, cheio de pedras vulcânicas. Eu tava exausta, então nem explorei muito . Nossa próxima parada foi em San Cristóbal, onde estava acontecendo a festa de aniversário da cidade. Muita gente vestida com aqueles trajes folclóricos coloridos e dançando no meio da rua. Nos metemos no meio e ficamos dançando com eles hahahahaha. Chegamos em Uyuni às 18h40. Nos despedimos e trocamos contatos. As bolivianas tinham que pegar o ônibus de volta a Cochabamba às 19h, o resto do pessoal foi pra La Paz. O Nelson ia só passar a noite por ali e no dia seguinte voltar pra casa dos pais dele, na Laguna Colorada (gente, sério, olha que mão). Eu resolvi que precisava de uma boa noite de sono, fui até o Hotel Avenida (bem recomendado aqui no Mochileiros), que fica uma quadra distante da agência. Peguei um quarto privado, com banheiro compartilhado, por B$ 35. Tomei banho (cuidado pra não perder o horário de funcionamento das duchas, se eu não engano vai até as 20h30). Depois do banho fui lavar minhas botas no tanque, tava tão frio que a água congelou os cadarços hahahahaha. Nem jantei de tão cansada, só comprei uma água na recepção por B$ 5 e fui dormir. Primeira noite bem dormida em diaaas. - Gastos e endereços: Quarto privado com banheiro compartilhado: B$ 40 no Hotel Avenida (Avenida Ferroviaria, perto da estação de trem) Água de 2 litros: B$ 5 na recepção do Hotel
  3. DIA 22 - Tour Salar de Uyuni: Vulcão e Lagunas Acordamos às 6h, tomamos café da manhã e saímos lá pelas 7h. Fomos primeiro até a estrada de ferro perto da fronteira com o Chile, dá pra tirar umas fotos maneiras lá. A segunda parada foi no mirador do Vulcão Ollague, demais de lindo, o chão é todo de rochas vulcânicas. Uma das coisas que eu acho mais incríveis nesse passeio é que se pode ver a lua mesmo durante o dia. Pode ser 11 horas da manhã, mas se tu olhar pro céu ela vai estar lá, o céu foi a coisa que mais me encantou na Bolívia, nunca vi um céu tão bonito em toda minha vida. Enfim, a galera saiu a desbravar as pedras e demorou pra voltar, quase todos os carros já haviam ido embora (o que é ótimo, porque fica mais fácil fotografar sem tanta gente em volta hehehehe),só um outra empresa continuava por lá, eles estavam preocupados com o segundo carro deles que desapareceu, perguntaram pra vários motoristas e ninguém sabia de nada, ninguém via o tal carro desde que saíram do alojamento. Por isso é bom cuidar na hora de contratar a empresa, o motorista precisa ser bom, prudente e ter bastante experiência, porque não é difícil se perder por lá, o caminho não é marcado e pra todo lado que tu olha é tudo meio que igual, ficando muito difícil de se localizar por lá. Bom, não podíamos ficar aguardando com eles, precisávamos continuar nosso passeio até a Laguna Cañapa. A essa altura, já estava quase na hora do almoço, então o Nelson mandou a gente passear por ali enquanto ele preparava o almoço (bife à milanesa, massa e tomates). Tinha neve derretida por todos os lados, e aí o negócio virou um lodaçal tenso hahaha, a Andrea foi fotografar os famincos e queria chegar bem perto, porque ela só tinha uma grande angular de 10mm (inveja saudável), ela ficou presa naquela mistura de neve e terra até os tornozelos e bateu o desespero porque ela ia cair e a câmera ia junto hahahaha. Mas ela conseguiu salvar a tempo. Não muito longe dali, uma outra menina não teve a mesma sorte, caiu de costas no barro hahahahahahaha OBS: Se acostumem a comer comida fria, todos os almoço são gelados, não adianta. Mesmo assim, a comida foi sempre boa. Muitas fotos depois, almoçamos e voltamos pra dentro do carro, paramos poucos minutinhos na frente da Laguna Honda. Meu, que paisagens, esse segundo dia tem uma paisagem mais linda que a outra, de cair os butiá do bolso. Em seguida, fomos até a Laguna Hedionda, liiiinda linda (batendo uma puta saudade desse passeio), cheia de flamincos. Nessa laguna tem banheiro, é meio tenso, mas tem e custa B$ 5 pra usar. Confesso que eu teria pago B$ 20 e sairia feliz, porque olha, tomando a quantidade de água recomendada chega uma hora que a coisa começa a apertar hehehehe. Quando chegamos na Árvore de Pedra já tava um frio de renguear cusco. Desbravamos as rendondezas, tiramos fotos e depois seguimos para a Laguna Colorada. No caminho, paramos no posto de controle da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, onde precisávamos comprar os ingressos (na compra do pacote, eles avisaram que não estava incluído). Os preços para bolivianos e extrangeiros são diferentes, eu paguei B$ 150 . Quando chegamos na laguna Coluna Colorada o sol já estava se pondo, tinha muita sombra e estava bem frio, mas nada disso tirou a beleza do lugar. Éramos praticamente os únicos ali, porque sempre demorávamos mais em todas as paradas. Assim sendo, fomos os últimos a chegar no alojamento hahahaha. OBS: Eu fiz uma panorâmica linda da Laguna Colorada, mas ela tá com 512MB e eu to sem meus programas de edição pra mexer nela. Mas assim que tiver meu notebook de volta, eu posto ela aqui. Esse alojamento é beeeem mais simples que o Hotel de Sal, beirando o precário. Fomos recebidos com chá e bolachas. Eu já fui direto me informar sobre o banho, perguntei pro Nelson se tinha água quente nas duchas ele disse que sim (OBAAAA!), mas que não dava pra tomar banho porque os encanamentos estavam congelados (lógica pra quê, né? hehehe). FFFFUUUUU! Sim, fazia muito frio ali A boa notícia foi que boa parte do gelo que bloqueava a estrada havia derretido e, assim, conseguiríamos ir até os Geisers e, quem sabe, até a Laguna Verde DICA: Levem lenços umedecidos. Vocês podem até querer tomar banho, mesmo se estiver -50°C (eu mesma tinha essa intenção). Acontece que o banho pode não ser uma opção e os lenços umedecidos podem salvar o dia. A Ana, irmã da Ximena, ficou muito mal nesse dia, com dor de cabeça, garganta, os olhos dela incharam de uma maneira absurda, e ficaram beeeem vermelhos, infecção tensa (por isso é bom estar sempre de óculos, tem muita poeira, mesmo dentro do carro com os vidros fechados). Dei alguns dos meus remédios pra ela e ela ficou deitada até o dia seguinte, com dois saquinhos úmidos de chá de maçã nos olhos. Estávamos jantando quando eles anunciaram a ligada do gerador, às 19h. Geral correu pras tomadas, pra carregar baterias e celulares. Tivemos que dividir em turnos, 1 hora pra cada um, e precisava ter alguém de olho, porque chegavam uns espertinhos e desligavam as coisas dos outros pra ligarem as suas. Eu entrei no grupo das 20h e fiquei por ali, cuidando. Comecei a conversar com a Melissa, da Bélgica, que tava fazendo um ano sabático e tal. Ficamos lá, conversando sobre os desapegos de quem viaja por tanto tempo. E o pessoal enchendo o saco pra furar a fila e carregar os aparelhos, até que a Andrea teve a ideia GENIAL de pedir mais uma hora de luz (que iria só até as 21h). O cara com quem ela falou disse que era pra falar com o filho do dono do alojamento, só ele podia autorizar. Fomos lá e… adivinha quem era? O NELSON!!! hahahahahahahaha. Luz garantida até as 22h Carreguei minha meia hora de bateria (pq eu sou legal) e voltei pra janta, que era sopa de legumes e massa ao sugo, acho que tinha milho também. Enfim, lá pelas tantas, chegam os nossos motoras com 3 garrafas de vinho pra gente. EEEEEEE BELEZA!!! Pra espantar o frio hehehehehe. Depois da janta, vesti todas as roupas que eu tinha (8 camadas de blusas e casacos e 4 camadas de calças), mais gorro, luvas e manta. Fui pra rua fotografar o céu, que era o mais espetacular que já vi na vida, fiz algumas fotos e voltei pra dentro. Quase todos já tinham ido dormir, só os belgas estavam por ali ainda, eles estavam esperando apagarem as luzes pra sair e fotografar o céu também. Fui com eles. Um deles tinha uma lente fish-eye de 10mm, ou seja, ela pegava tudooooo. do chão ao céu. A gente precisava deitar no chão pra ele fotografar, caso contrário, nossos vultos sairiam nas fotos. Cara, espetacular, sem palavras. Eu quero muito voltar lá, só pra ver aquele céu de novo. Tava fazendo -20°C essa noite, mas ficar deitada naquele chão, olhando as estrelas, compensou qualquer frio. Tiradas as fotos, voltei pra dentro e fui ~TENTAR~ dormir. Sério, acho que dormi umas 2 horas só, e só porque eu tava muito cansada. Eu tava com todas aquelas camadas de roupas, mais saco de dormir. mais 3 cobertores e, por mais que me encolhesse, não conseguia dormir de frio, além de estar mal da gripe, com tosse e toda ferrada. Tirando que a gente ia ter que acordar às 4:30h. -Gastos e endereços: Banheiro: B$ 5, na Laguna Hedionda Ingresso Reserva Nacional Eduardo Avaroa: B$ 150
  4. DIA 21 - Uyuni e Salar O ônibus chegou em Uyuni às 7h, eu já tinha desistido de dormir, com aquele ônibus chacoalhando horrores. Eu mal botei o pé pra fora do ônibus e uma horda de agentes de viagens alucinados já caíram em cima de mim. Gente, sério, sabe aquelas cenas de filme em que os zumbis fecham o cerco em cima da pessoa? Pois é, foi que eu me senti, só faltou eles ficarem murmurando “brains, brains”. Tenso, viu. Sério, tive que pedir pra eles me darem um tempo, eu precisava pelo menos pegar meu mochilão e dar uma respirada. Aí veio o Thiago, da Thiago Tours, me oferecendo os pacotes dele, com valores bem baixos. Ele é brasileiro e já ficou apelando pro meu lado patriótico, mas se deu mal, porque eu não sou nada patriota hahahahaha. O mineiros já se interessaram pelo passeio dele, mas como as coisas que eu li sobre a empresa, aqui no fórum, não eram lá muito boas, preferi não arriscar. Todos os vendedores estavam dizendo que não dava pra fazer o passeio de 3 dias porque nevou forte uns dias antes e não estava dando pra chegar nos geisers e nem na laguna verde, no terceiro dia, estava tudo bloqueado pela neve. Até que veio uma moça muito simpática, a Mari, minha xará, da Expediciones Latitudes, ela me falou sobre o passeio e me convenceu a ir até a agência, que fica bem na frente da estação de trem. Chegando na agência, fui super bem atendida pelo dono da bagaça, conversei muito com ele sobre essa questão dos caminhos bloqueados pela neve, porque eu queria muito fazer o passeio de 3 dias. Ele disse que eu poderia arriscar, mas que não me garantia que ia conseguir chegar na laguna verde e que, se isso acontecesse, não devolveriam a diferença do dinheiro. Resolvi correr o risco. Ele queria 750 bolivianos pelo passeio de 3 dias e 2 noites, mas eu disse que fecharia com ele se me fizesse por B$. 700 com o saco de dormir incluído. FECHADO! Pedi pra ele anotar no recibo tudo o que estava incluído (sempre façam isso, por garantia). Lá pelas tantas, entra na agência o alemão/polonês do nome impronunciável que eu conheci em Machu Picchu. Ele tinha me pedido umas dicas e eu falei pra ele sobre Uyuni, pelo jeito resolveu seguir meu conselho. Mas ele e o amigo americano queriam só fazer o passeio de um dia, no máximo dois. Deixei o mochilão em uma salinha que eles tem nos fundos e separei umas roupas pra levar na malinha de mão que comprei em La Paz. Na mochila de ataque foram os remédios (muitos), papel higiênico, água, lanches e a câmera. A Mari veio me buscar pra me levar até um lugar pra tomar café da manhã, o Nonis. O lugar fica quase na frente da agência, é meio escondidinho, mas o café da manhã é muito bom e barato. Pedi o café da manhã continental, por B$ 20, vinha café preto, chá de coca, suco, pão e geleias. Fui em uma lojinha de esquina e comprei duas garrafas de água e alguns chocolates (B$ 30). Voltei pra frente da agência, onde já estava o nosso motora, o Nelson. Os carros estavam em ótimo estado, bem novinhos. Já conheci um dos companheiros de viagem que também estava esperando ali, o Nico. A Mari, figuraça que é, já queria fazer os meus lados com ele hahahahahahaha. Ela perguntou se eu tinha namorado e eu disse que não, aí ela apontou pro Nico e disse: “Agora tem, vocês tem 3 dias pra aproveitar, depois tu vai me agradecer”. Cara, não me aguentei de tanto rir HAHAHAHAHAHAHA O Nelson saiu pra buscar o resto da turma, que estava tomando café da manhã no hotel, uma família gigante hehehehe. Todos os outros carros já haviam saído e a gente ainda estava lá. Mas enfim, ele chegou com a turma do barulho, depois de arrumar mochilas e malas, o pessoal foi metade pra um carro e metade pro outro. No carro onde eu estava foram a Ximena; as duas irmãs dela, Márcia e Ana (que mora no Zimbabue e veio visitar a família); a sobrinha da Ximena, Andrea, que é espanhola e veio visitar a família; o Nico, da Alemanha, e eu. No outro carro foram as duas filhas da Ximena, a Carla, de 18 anos e a Laura, de 10; a prima das meninas (não lembro o nome), de 16; a Beth, amiga da Andrea e um casal de irmãos franceses, a Celine e o… bom, como ninguém entendia o nome dele de jeito nenhum, demos um novo nome pra ele: Sérgio hehehehehehe Trupe formada, saímos às 11h em direção ao cemitério de trens, que fica bem próximo da cidade. Ficamos só alguns minutos e já saímos em direção à Comunidade Colchani, onde eles refinam o sal e também onde fica o Museu de Sal; tem inúmeros artesanatos e lembrancinhas do salar pra vender. Próxima parada: Salar! Paramos no famoso Hotel de Sal, o único que fica no meio do salar, lá onde tem as bandeiras dos países. Atualmente ele está desativado, e os guias não recomendam entrar por risco de desabamento do telhado. Depois de tirarmos vááárias fotos, seguimos de carro pelo salar. Nesse meio tempo, a Andrea - uma pessoa muito hiperativa hahaha - veio puxando papo com o Nelson - uma pessoa EXTREMAMENTE tímida. Gente, ele tem só 22 anos e já faz tours ao salar desde os 20. DICA: se vocês moram em um lugar muito úmido, como eu, cuidado na hora de escolher os artesanatos feitos de sal. Eu comprei um copinho com dados, tudo de sal, o copo é todo pintado com algum tipo de tinta/caneta mas já tá tudo borrado e os detalhes já não tem mais. O clima é muito úmido aqui em Porto Alegre, choveu muito no inverno e, quando fui ver, o copinho tava todo borrado sem eu nem ter mexido nele. Momento reflexão: eu fiquei pensando muito nisso durante o trajeto, o Nelson começou a fazer os tours quando tinha só 20 anos. Será que ele teve outra oportunidade na vida? Porque, assim, Uyuni é uma cidade muuuito pequena, e tudo lá é voltado pro turismo, tudo gira em torno do salar. As pessoas que nascem lá e não tem condições de ir estudar em outro lugar, estão fadadas a trabalhar com turismo. A Mari também é uma delas, ela mesma me disse que não tinha muitas opções, e precisava trabalhar. Sei lá, é meio triste essa falta de perspectivas e opções. Me senti mal por eles, e ainda me sinto meio triste cada vez que penso nisso. Mas enfim, voltando aos assuntos alegres, seguimos até a Isla del Pescado, ou, como muitos conhecem, a ilha dos cactus gigantes, onde seria a nossa parada de almoço. É literalmente uma ilha cheia de cactus, que cresceu no meio do nada. Mas aí tu te pergunta, porque raios eles chamam de Isla del Pescado se é uma ilha de cactus no meio de um deserto de sal? É por que ela tem o formato de um peixe!!! O nome oficial é Isla Inkawasi, mas todos conhecem por Isla del Pescado. O Nelson preparou o almoço, fez uma mesa toda bonitinha hehehe, tinha chuleta, batatas, arroz e salada. Depois de comer, ele disse que tínhamos 1 hora pra conhecer a ilha enquanto ele arrumava as coisas do almoço e colocava tudo no carro. O ingresso não é incluso no passeio, mas custa só B$ 30 e vale muito a pena, o visual de cima da ilha é lindo demais, e a própria ilha também. Tem cactus com 9 metros de altura e mais de 600 anos de idade, é incrível. Depois de sairmos da ilha, fomos rumo ao primeiro alojamento, um dos vários Hotéis de Sal do povoado de San Juan. Muitooooo legal, mesmo. Paredes, mesas, bancos, camas, tudo de sal. Como disse uma amiga minha: deve rolar uns churrascos massa por lá hahahahaha. Fomos recepcionados com chá e bolachas (aqui no RS a gente não fala biscoito hehehe). Primeira coisa que eu fiz foi me informar sobre a ducha hehehehe, só tinha uma e custava B$ 10. Depois do lanche, levantei e voei pra ser a primeira a tomar banho hehehe. Água quentinha, banheiro limpinho, maravilha dos deuses. A janta foi uma sopa de verduras delicinha como entrada, e depois frango, batatas, banana assada e salada, e de sobremesa tivemos pêssego em calda. Praticamente um banquete. A energia elétrica ia das 19h às 22h, mas acho que foi um pouquinho além das 22h. Eu saí pra fotografar e depois fui dormir. Essa noite foi tranquilo pra dormir, não fez taaanto frio, só -10ºC. Na verdade, teria sido uma noite tranquila se eu não estivesse me sentindo mal pra caramba, culpa do banho gelado em La Paz. Meu nariz estava congestionado, minha garganta doía e tive febre, ou seja, não dormi nada. - Gastos e endereços Passeio Salar de Uyuni, 3 dias e 2 noites: B$ 700 (incluindo saco de dormir) pela Expediciones Latitudes, na Avenida Ferroviaria, bem em frente à Estação de Trem Café da manhã continental: B$ 20, no Nonis, em frente à agência 2 águas de 2L e chocolates: B$ 30 Lembrancinha de sal: B$ 15 Ingresso Isla del Pescado: B$ 30 Ducha no alojamento: B$ 10
  5. Compensa sim, dá pra fazer a festa das compras por lá hahahahaha Tudo é bem barato
  6. Debora, teu relato continua divertidíssimo. Como disse o Aletucs, a gente se sente dentro das tuas aventuras hehehehehe. Cusco é uma cidade que realmente suga a gente, tu chega e não consegue ir embora, eu fui pra ficar 3 dias e acabei ficando 8 hehehehehehe Poxa, se eu soube desse Choco Museu teria ido certooooooo. Vou da próxima vez, to até pensando em morar lá um tempo.
  7. Nossa, que massa. Vivendo e aprendendo. Olhando de fora o mercado parece ser uma ruazinha só, mas depois que entra lá no meio ele é enomeee, tem muita coisa. É legal dar uma passada lá.
  8. ADOOOOOOORO! hahahahaha Fui sim, é bem interessante. Dizem que se tu compra uma coisa de uma banca e vai em outra comprar outra coisa, a chola não vende porque diz que tu comprou em uma banca concorrente quando poderia ter comprado tudo com ela hehehehehe
  9. DIA 20 - La Paz Acordei cedo e fui tomar café, os meninos estavam se preparando pra ir pro Chacaltaya. Eu precisava fazer check-out, então resolvi tomar um banho antes. Testei TODOS os chuveiros, e todos estavam gelados, fui na coragem mesmo assim. Pior decisão que eu poderia ter tomado, fazia frio naquela manhã, e os banheiros do WR são na rua. Não deu outra, fiquei doente pelo resto da viagem. Enfim, finalmente consegui fazer minha rematrícula. Fiz o check-out, acho que paguei uns B$ 90 contando com a lavanderia. Depois peguei um táxi até o Banco do Brasil (Av. 20 de Octubre, edifício Torre Azul, 14º andar), paguei B$ 30. Essa zona parece que é outra cidade, muito diferente da região dos arredores da Plaza San Francisco, os prédios são super modernos, muito bonitos. Saquei 200 dólares da minha conta, o caixa logo viu minha pulseira do WR e perguntou se eu estava gostando de lá. Depois de sair do banco, peguei um táxi até a Plaza San Pedro (B$ 11), pra fazer o Free Walking Tour. Fiquei sentada esperando o tal do cara de boné vermelho aparecer hehehe. Nesse meio tempo, comprei um sorvete (B$ 2) de um senhor que fica ali com um carrinho, depois comprei uma salteña (B$ 3,50) e uma água (B$ 4). Dava pra ver direitinho quem estava esperando, todos com pulseiras nos pulsos hehehe. Chegou o nosso guia, Jack, um australiano que mora na Bolívia. Ficamos um tempo ali, ouvindo ele falar sobre a prisão San Pedro, um lugar muito bizarro. Os presos moram lá dentro com as famílias e os guardas ficam só do lado de fora e quase não interferem no que acontece lá dentro. Depois fomos até o Mercado Rodriguez, Mercado de Las Brujas, Iglesia San Francisco, Mercado Lanza, Plaza Murilo e mais um outro lugar que eu não fui. Em todos os lugares ele parava pra uma explicação e algumas histórias interessantes. O passeio é bem bom, eu gostaria de ter ido antes, mas como me machuquei na estrada da morte um dia antes, deixei pra quando voltasse de Cusco. No final do passeio, ele deixa o boné e as pessoas deixam a quantia que quiserem. Eu não terminei o tour porque já eram 16h quando chegamos na Plaza Murilo, o meu ônibus pra Uyuni saía às 19h e eu ainda tinha coisas pra fazer. Me despedi do grupo e fui em direção à calle Comercio, procurei uma loja de fotos pra esvaziar meu cartão de memória, como ia demorar muito, a mulher me disse pra sair e voltar depois. Voltei pro hostel, subi pro bar morrendo de fome, o prato dia era lasanha e eu AMOOOOO lasanha . Aquela tava particularmente deliciosa. O Ivan estava ali com mais um pessoal de MG, ficamos conversando e aí eu precisei voltar na loja pra buscar meus CDs com as fotos. Paguei B$ 60 e voltei pro hostel. Me despedi dos mineiros e peguei um táxi pra rodoviária, paguei B$ 20 por causa do horário, tinha muito trânsito e eu achei que não ia chegar a tempo, além do mais foi mega difícil conseguir um táxi nesse horário. Mas ok, cheguei a tempo e nem precisava ter me preocupado, porque atrasou bastante, tinha mais um grupo de mineiros ali, todos de BH. Embarcamos quase 19:30, o ônibus não era uma maravilha mas era ok, pelo menos tinha cobertores hehehe. Depois de um tempo rodando, ele parou em um lugar onde eu desci e comprei uma água e uma fanta (B$ 11). A primeira metade da viagem foi de boa, mas as 5h horas seguintes foram um negócio, e aí eu entendi porque o pessoal prefere ir de trem hehehehe. São 5h horas sacudindo como se estivesse dentro de um liquidificador, não tem jeito de dormir, mas dá pra sobreviver hehehe. - Gastos e endereços Check-out WR: B$ 90 por 1 noite em dormitorio 8 camas e 2kg de lavanderia Táxi até o Banco do Brasil: B$ 30 (Av. 20 de Octubre, edificio Torre Azul, 14º andar) Táxi até a Plaza San Pedro: B$ 11 Sorvete: B$ 2 Salteña: B$ 3,50 Água: B$ 4 3 CDs com as fotos da minha câmera: B$ 60 Lasanha no hostel: B$ 30 Táxi até rodoviária: B$ 20 Água e uma fanta: B$ 11 num bar de beira de estrada
  10. DIA 19 - De Puno a La Paz Cheguei em Puno umas 4 e pouco da manhã, quase 5h. Tinha que trocar de ônibus, fiquei esperando até as 6h. O ônibus até Copacabana era um convencional, apertadinho e tava um frio desgraçado, muito frio . Levamos meia hora na fronteira, primeiro tem que passar na polícia federal, depois tem que carimbar a saída do Peru na migração e depois carimbar a entrada na Bolívia. Em Copacabana trocamos de ônibus novamente (um da Titicaca Tours), a saída demorou pra caramba e, adivinhem? Subiu um casal com 3 crianças choronas. Gente, SÉRIO, não podia ser uma só, tinha que ser treeeeeeees! Bastou eu entrar na Bolívia de novo pra ter crianças chorando no ônibus. Enfim, cheguei em La Paz umas 15h. Já aproveitei que estava na rodoviária e comprei minha passagem pra Uyuni pro dia seguinte, B$ 100 o ônibus semicama da Panasur. Ir de Oruro e de lá pegar um trem até Uyuni seria beeeeem legal, mas eu perderia no mínimo um dia fazendo isso =/, por isso escolhi o ônibus noturno direto até Uyuni. Peguei um táxi até o Wild Rover (B$ 15), fiz o check-in, fiquei no mesmo quarto e na mesma cama hehehehehe. Deixei algumas roupas pra lavar ali na recepção, acho que eles cobram B$ 15 por kg. Fui bater ponto no Mercado de Las Brujas hehehe, comprei uma malinha dessas que todo mundo compra por lá pra enfiar o excesso de compras hehehehe, não lembro bem quanto custou porque ganhei um desconto por ter comprado mais um blusão pro meu pai. Os dois saíram por B$ 150. Fui até o Mercado Lanza comprar um carregador pro meu celular (B$ 10), porque eu perdi o meu em algum lugar em Cusco hehehehe. Voltei pro hostel, dei uma arrumadinha nas minhas coisas e, alguém adivinha? Fui pro bar, obviamente hehehehehe. Tinha uma cambada de brasileiros, um grupo bem grande de mineiros, um deles eu lembro de ter conhecido no meu primeiro dia em La Paz, logo que cheguei no hostel. O Felipe, um dos porto-alegrenses que encontramos na rodoviária de Cusco também estava lá, ele contou que o amigo dele não conseguiu sair do Perú porque perdeu os documentos. Tomei váááários free shots essa noite hehehehe. - Gastos e endereços Passagem de La Paz a Uyuni: B$ 100 em bus semicama pela Panasur Táxi da rodoviária até o WR: B$ 15 Lavanderia (no próprio hostel): B$ 30 Mala e blusão: B$ 150 no Mercado de Las Brujas Carregador de celular: B$ 10 no Mercado Lanza
  11. Galera, meu notebook morreu e não tenho previsão de quando vou ter ele de volta, talvez isso atrase um pouco mais o andamento do relato. Mas vou tentar escrever pelo computador do trabalho pra vocês não ficarem sem atualizações. Abraço
  12. DIA 18 – Cuzco Passei a manhã juntando minhas coisas, depois fiz check-out e fui até o Mercado San Pedro. Comprei duas garrafas de pisco, daquelas com formato do Deus Inti, 15 soles cada uma, mas a mulher me fez as duas por 25. Parei pra tomar um suco na banca da dona Ana, uma senhorinha bem idosa, que trabalha lá há muitos anos, ela me fez um suco de banana e laranja que tava de lamber os beiços. Na verdade, ela faz uma jarra por 3,50 soles e quando acaba o primeiro copo ela enche de novo (muito, muito amor ). Continuei meu passeio pelo mercado, passei por uma banca onde tinha uma menininha linda, de 2 anos, a Lucille. Ela queria que eu tirasse fotos dela, e depois não me deixava ir embora, muito fofa. Comprei mais umas lembrancinhas baratinhas. Voltei pro hostel porque precisava fazer minha rematrícula na faculdade. Óbvio que deu ruim, meu pai esqueceu de pagar e eu não consegui fazer hahahahaha, mas não ia me estressar com isso. Fiquei um tempo conversando com a Amanda e o Marcelo, o casal de gaúchos. Eles foram na Salkantay e a Amanda disse que não estava preparada pra isso, ela passou frio e precisou usar a mula e o carro algumas vezes e, claro, pra fazer isso tem que pagar a mais. Concluí que eu fiz a coisa certa em desistir, mas ainda vou fazer essa trilha, tanto essa quanto a tradicional Trilha Inca. Ainda tinha mais uma coisa que eu queria fazer antes de ir embora de Cuzco: comer cuy (foi o que várias pessoas de lá me recomendaram). E eu só tinha mais 30 soles no bolso, ou seja, precisava comer e ainda ter alguma coisa pra pegar o táxi até a rodoviária hehehehehe. Passei em vários restaurante e em quase todos o prto custava 50 soles, aí lembrei do Yakumama, na Calle Procuradores. O prato estava incluído no menu especial (que é muuuuito bem servido: entrada, segundo prato, aperitivo, suco e sobremesa) por S/.20. Fui de sopa criolla amor, cuy al horno, limonada, pisco sour e panqueca de manjar. Eu voltei pro hostel quase rolaaando de tanto comer. OBS: sobre o cuy, eu não gostei. Na verdade, achei horrível. Pra quem não sabe, o cuy é um dos pratos típicos do Perú, um porquinho da Índia assado. Acho falta de amor no coração matar um bichinho que nem tem carne quase e que, ainda por cima, tem um gosto muito ruim. Quando eles trouxeram o meu prato, eu quase desisti, só de olhar aquele bichinho com cabeça e tudo ali. Não comam, não vale a pena. Mas, em compensação, todos os outros pratos foram deliciosos. Fiquei no hostel esperando a Amanda e o Marcelo, porque combinamos de dividir o táxi até a rodoviária, acho que eles iam seguir pra Copacabana. Me despedi das meninas de Sampa e lá fomos nós. O táxi deu S/.4 (o que é ridiculamente barato). Na rodoviária encontramos mais dois porto-alegrenses. Não me lembro bem o horário, mas acho que o meu ônibus saía às 22h ou algo em torno disso. Eu iria com ele até Puno, onde trocaria de ônibus. Foi um dos melhores ônibus que eu peguei na viagem, tinha cobertor e serviço de bordo. OBS 2: descobri que o andar de baixo, quando o ônibus tem dois andares, é beeeem mais silencioso. Se for pegar um ônibus noturno e quiser dormir, vá no andar de baixo. - Gastos e endereços: 2 garrafas de pisco: S/. 25, no Mercado San Pedro Suco de laranja e banana: S/. 3,50 no Mercado San Pedro Menu especial: S/. 20 no restaurante Yakumama (na Calle Procuradores)
  13. Isso mesmo, estilo cachorro-quente americano. Foi foda, mas a anta aqui esqueceu de comprar coisas pra comer antes. Vou me esforçar pra terminar logo, mas to trabalhando direto e tem a faculdade também. Mas vou fazer o esforço pra ir mais rápido hehehehehe
  14. DIA 17 – Aguas Calientes – Machu Picchu Deixei a TV e várias luzes ligadas antes de dormir, caso meu despertador não tocasse e ninguém me ligasse da recepção pra me acordar (porque, eventualmente, eu poderia acordar com o som da TV). Eu sempre fico com medo de que tudo dê errado e eu não acorde na hora, acho que o meu corpo entende o nervosismo e acaba acordando na hora certa hahahaha. Às 4h eu já estava acordada, meu despertador não tocou e ninguém me ligou da recepção. Fiquei um tempo ainda assistindo um filme muitoooo bizarro, que acaba no estilo Carrie, a Estranha hahahahaha. O filme acabou era quase 5h, eu levantei e fui abrir a janela pra ver como estava o clima na rua e... TAVA DESABANDO O MUNDO. Eu pensava que era só o barulho do Urubamba, mas era chuva mesmo. Daí pensei: PQP, escolhi justo julho porque é época de seca e aí eu chego aqui e chove, sendo que um dia antes tava um calor do inferno. Mas ok, recolhi minhas coisas, deixei a mochila de ataque na recepção e fui só com a bolsa da câmera. No caminho, parei pra comprar uma capa de chuva (S/. 10), porque a minha eu esqueci no mochilão que ficou em Cusco . O ponto de onde saem os ônibus fica lá embaixo, na Avenida Hermanos Ayar. Quando eu cheguei já tinha uma fila bem grande e era recém 5h. Os ônibus começaram a sair perto das 5:30 e chegamos na entrada de MP perto das 6h, só dava pra ver as lanternas subindo as escadas no meio do caminho. Eu fiquei esperando o meu guia, ele disse que nos encontraríamos lá em cima, ele estaria com uma bandeira azul. Juntamos o grupo, eu expliquei pra ele que eu iria subir o Huayna Picchu às 7h e ele me falou pra voltar até a entrada às 11:30 pra fazer a visita guiada. Passei pela catraca, eles olham o passaporte e o ingresso pra verificar os dados. Logo ali na entrada tem um guarda volumes, acho que custa 4 ou 5 soles. Fui entrando no parque e, sem palavras, é muita emoção. Eu sonhava em conhecer o Machu Picchu há muito tempo, meu pai é fascinado por MP e sempre me contava histórias sobre o lugar e, assim, o sonho passou de pai pra filha. Ele nunca teve a oportunidade de ir, e eu só olhava praquela beleza toda e pensava em como eu queria que ele estivesse ali. Da próxima vez, vou levar ele e a minha mãe junto. Eu nem sei como explicar direito, as fotos não fazem justiça ao lugar, Machu Picchu é mágico, tem uma energia incrível. Eu fiquei alguns minutos admirando tudo aquilo, emocionada. Tinha muita neblina, mas isso não tirava a beleza toda. Atravessei o parque até a entrada do Huayna Picchu, já tinha uma pequena fila esperando. Pra variar, sempre tem brasileiros por tudo né hehehehe, conheci as duas Julianas, de São Paulo. Elas também estavam esperando pra subir o HP, o portão abriu e o pessoal começou a entrar. Registrei meu nome e meu passaporte no livro e, às 7:10 iniciei minha subida. Choveu, parou, choveu de novo. E fomos subindo, nós 3, uma dando apoio pra outra hehehehe. Fizemos várias paradas pra tirar fotos, o que fez a nossa subida ser um pouco mais demorada, mas em um lugar lindo daqueles, eu é que não tinha pressa alguma. Chegamos no topo perto das 9h, sentamos pra apreciar a vista e as nossas conquistas pessoais. Por um lado, foi bom ter chovido, assim não sentimos tanto calor na subida hehehehe. Eu tava muito feliz lá em cima, mal conseguindo acreditar que estava ali. Descansadas, começamos a descida, que foi bem demorada, uma das Julianas estava com medo de cair, então descemos bem devagar. Eu sei que eu vou pro inferno por rir da desgraça alheia, mas tinha um casal de italianos que estava descendo junto conosco, deviam estar na faixa dos 60 anos, e o senhor olhou pra gente e disse: “É só ir descendo de lado, segurando nos degraus com uma das mãos. Façam como eu, eu sei bem isso porque sou alpino”. Meu, não deu 15 minutos e ele tava esburrachado no chão hahahahahahahahaha. Ele escorregou e foi descendo. Mas logo levantou e disse que tava tudo bem, mas foi engraçado demaaaaais hehehehehehe. Às 10:50 estávamos de volta ao controle de entrada do Huayna Picchu, assinei minha saída no livro e fomos de volta à entrada de MP, nossas águas haviam terminado e estávamos morreeendo de fome. O ingresso é válido pro dia todo, então dá entrar e sair do parque quantas vezes quiser. OBS: levem comida e bebida, mas deixem na mochila/bolsa, porque teoricamente só se pode comer lá fora. Eu comprei uma água nas máquinas que tem lá fora, por OITOOOO SOLES! E o que aconteceu? A máquina engoliu meu dinheiro e não me deu a água hahahaha. Fui até o restaurante reclamar e o atendente abriu a máquina pra mim e pegou a água. Comprei um cachorro quente (nada parecido com os nossos) por 15 soles (pagos no cartão). Me despedi das meninas, deixei meu casaco no guarda-volumes e entrei novamente em MP pra fazer a visita guiada e logo encontrei o grupo da bandeira azul. Sinceramente, não achei grande coisa a visita guiada. Ok, algumas informações interessantes, mas eu poderia ter lido em um livro. O que eles fazem é levar o grupo até os setores, todo mundo dá uma olhada e depois sentamos todos em algum lugar pra ouvir o guia. Sei lá, eu gosto de estar olhando pras coisas enquanto me explicam pra que elas servem, mas ok. A visita guiada terminou às 13h30, e aí eu fui desbravar o Machu Picchu sozinha. Fiquei perseguindo lhamas por um bom tempo (adoro lhamas hehehehe) e encontrei os dois argentinos do dia anterior, o Lucas e o Santiago, sentados na praça central de MP, exaustos; eles tinham acabado de descer do Huayna Picchu e, a essa altura do dia, o sol já brilhava (thanks God) e o calor reinava hehehehe. Conversei um pouco com eles e segui desbravando a velha cidade inca. Fui subindo, pra encontrar o lugar ideal pra tirar a foto clássica. VEEEESH! Foram várias as tentativas, nenhuma bem sucedida hahahahah. Acho que as pessoas tem medo de câmeras grandes =/ Subi até a casa de vigia, a vista de lá é beeeeem legal. Tinha um espanhol, o Fernando, e ele começou do nada a tirar muitas fotos com iPhone, perguntou se não nos importávamos em aparecer. Enfim, todos ali ficaram curiosos, ele tava fazendo uma foto 360° muito foda, com um aplicativo. Começamos a conversar, já me enturmei com um alemão que está morando no Equador e que eu não sei pronunciar e muito menos escrever o nome, nem por decreto; o Alan, americano amigo do alemão de nome difícil, e a Teresa, espanhola. Sentamos ali nos andenes perto da casa de vigia e ficamos um tempo, tirando muitas fotos e conversando. Saímos de Machu Picchu às 16h30 (fecha às 17h), o Alan e o Alemão iriam descer de volta a Aguas Calientes a pé e depois caminhar até a Hidrelétrica, onde pegariam um táxi ou uma van. O alemão contou que mora com a namorada no Equador, mas que que o visto dele expirou, então precisava matar um tempo no Perú e na Bolívia. Falei pra ele sobre Uyuni, e sobre a Estrada da Morte, ele curtiu a ideia. Nos despedimos, eles seguiram pela escada e eu peguei meu super confortável ônibus de volta a Aguas Calientes. Eu fiquei em Machu Picchu das 6h30 às 16:30, foram 10 horas super incríveis e no final eu tava simplesmente exausta. Mas foi ótimo eu ter ficado todo esse tempo, a neblina durou até quase meio-dia e o sol só apareceu à tarde. Valeu MUITO a pena. Chegando em Aguas Calientes fui direto pro hotel pegar minha mochila, passei em uma dessas lojinhas perto das termais e comprei um chinelo por 5 soles (ainda tenho ele hahahaha). Eu precisava MUITO de uma banho e resolvi ir nas termais. Ok, muita gente pode pensar que é nojento, mas foi a melhor decisão que eu tomei, fiquei novinha com aquela água quentinha e as pedrinhas no fundo da piscina massageando os pés. Delícia. A mochila eu deixei em um armário que eles tem lá e cobram 1 sol pra guardar e o ingresso pras termais custa 10 soles. Acho que fiquei 1h de molho hehehehe, saí de lá às 19h e fui procurar um lugar pra comer (STARVINGGGGG!!!). Parei em um restaurante na Av Pachacutec e pedi o menu turístico: Sopa Criolla (OMG MELHOR SOPA FOREVER TE AMO!), suco de abacaxi e o segundo prato que era arroz, carne de alpaca, saladinha e, claro, papas hehehehehe. Também pedi uma Cusqueña porque ninguém é de ferro hehehehe. O menu foi S/. 15 e a cerveja foi S/. 7. Depois de comer passei em um mercadinho e comprei água e mais umas besteiras pra comer na viagem de volta. Fui andando até a estação, e fiquei esperando o trem (que estava programado pra sair às 21h30), a sala estava lotaaada de gente. Quando abriram as portas pra plataforma aquilo lá parecia uma visão do apocalipse, gente correndo pra todo lado, empurrando. Sério, calma pessoal, o trem não vai fugir e o assento é marcado. Pra variar, eu dormi a viagem toda, não vi nem o serviço de bordo hahahahaha. Só acordei quando chegamos em Ollanta, devia ser umas 23h30. Alguém deveria estar lá esperando com uma van pra me levar de volta a Cusco. Procurei todas as pessoas segurando plaquinhas, pra ver se alguma tinha o meu nome. E nada. Olhei todas, nenhuma tinha o meu nome. Até que eu ouvi alguém gritar: “MARIA TERTOLE!!!!”. Velho, já erraram o meu nome de muitas maneiras, mas nunca assim são escrotamente hahahahaha. Bom, como as minhas passagens também vieram com o meu nome errado (cada uma de um jeito diferente – é, vai entender...), assumi que essa Maria Tertole poderia ser eu HAHAHAHAHAHA. Entrei na van, capotei e só acordei em Cusco, quando paramos na Plaza San Francisco à 1h da manhã. Fui caminhando até o Wild Rover, fiz o check-in (dessa vez em dormitório de 10 camas) e, alguém adivinha? Isso mesmo, fui pro bar. Encontrei a Tamires no caminho, e depois as outras meninas lá dentro. Elas disseram que a trilha Inca é linda, mas foi super puxada. Buenas, bebi e fui dormir porque tava o bagaço da laranja hahahahaha. - Gastos e endereços: Capa de Chuva: S/.10 Garrafa de água 500ml em MP: S/.8 Cachorro-quente em MP: S/.15 Chinelo de eva: S/.5 Ingresso piscinas termais: S/.10 Menú turístico: S/.15 Cusqueña long neck: S/.7
  15. Vejo muita gente aqui falando só das eletrônicas, mas alguém sabe onde ficam as festas e pubs de rock (rock de verdade, não indie) e metal? Vi que tem o The Roxy, mas tem algum outro?
  16. Olha, não me lembro bem, mas acho que dava pra ouvir o Urubamba sim. Oi Ka, Pois é, a data que vc quer deve ser bem concorrida por lá. O e-mail deles é [email protected] Se não conseguir lá, tem o Milhouse e o Pariwana ali pertinho. Sei que o pessoal do Pariwana tava sempre ali no bar do Wild Rover tb. Pra conseguir vaga no Loki em datas assim, só com muuuita antecedência. E, pra ser sincera, pra chegar lá tem uma subidinha cretina hehehehe
  17. DIA 16 – Aguas Calientes Acordei bem cedo, recolhi minhas coisas, tomei café , deixei o mochilão guardado na Luggage Room do hostel e me mandei pra agência, onde já estavam me esperando pra me explicar os detalhes. Caminhamos até a Plaza Regocijo, onde eu fiquei esperando a van. Só me lembro de ter entrado na van e de ter acordado quando chegamos em Ollantaytambo. Tava um calor dos 7 infernos e o meu trem saía às 12:58. Comprei um tubo de Pringles por 10 soles, pra enganar o estômago e fui pra plataforma. As passagens de trem estavam incluídas no meu pacote, mas cada uma delas (ida e volta) custa cerca de 50 dólares, no vagão Expedition. OBS: Eu fui no vagão Expedition, é o mais barato. Todos, menos o Hiram Bingham, tem teto panorâmico, de vidro, pra gente poder ver as montanhas durante a viagem. MAS, se tu não quiser ter uma insolação, evite o horário do meio-dia, o vagão vira uma estufa e o sol fica bem em cima da tua cabeça. Eu peguei um lugar bem ruim, o sol tava beeem em cima. Mas tinha um grupo de franceses ali e eles queriam jogar cartas, pediram se eu podia trocar de lugar com eles e eu aceitei, felizona. Fiquei na sombra hehehehehe. Teve uma situação muito engraçada, tinha um cara sentado na minha frente e, lá pelas tantas, eu pedi pra ele tirar uma foto pra mim, e alcancei a minha câmera pra ele. O cara começou a tirar umas fotos muito aleatórias, da paisagem e tal e eu ali com cara de tacho esperando ele tirar uma foto minha; ele devolveu a câmera e ainda acrescentou: “Vê como ficou, não sou nenhum profissional”. Sério, eu quase morri rindo (inclusive agora e em todas as vezes que eu lembro disso hahahahaha), expliquei pra ele que eu queria que ele tirasse uma foto minha, em que eu aparecesse, ele não sabia onde enfiar a cara, ficou muito sem jeito hahahahahaha. A viagem dura umas duas horas e a paisagem no caminho é linda demais; às vezes dá pra ver o pessoal na trilha Inca. Cheguei em Aguas Calientes às 15h. Normalmente, os funcionários dos hotéis ficam esperando na plataforma, com plaquinhas com os nomes dos hóspedes que tem reserva, pra poder levar até o hotel. Era uma confusão de gente gritando nomes de passageiros e eu acabei não encontrando a pessoa que estaria lá me esperando. Em Aguas Calientes não circulam carros, não tem táxis, tudo precisa ser feito a pé, mas não se preocupem pois o povoado é bem pequeno. Como eu tinha o mapa do hotel, fui andando, meio complicado de encontrar, mas no fim deu tudo certo. O Puma’s Inn foi uma das melhores estadias da minha viagem e com certeza a melhor ducha quente. Lembro de ter visto na recepção que o valor do quarto de solteiro era de 40 doletas. Depois de tomar o melhor banho ever da viagem, fiquei deitada, assistindo “Sob o Sol da Toscana” na TNT e me empanturrando de Pringles. Na real, eu tava era esperando o sol baixar e o calor diminuir pra sair na rua hahahahaha. Escurece cedo em Aguas Calientes, porque o povoado fica na meio das montanhas e o sol se esconde atrás delas lá pelas 17h. Fui visitar as piscinas termais, é só avisar na entrada que tu vai só dar uma olhada e já vai sair, que eles não cobram o ingresso. No caminho, conheci dois argentinos, o Lucas e o Santiago, muito gente boa. Depois de visitarmos as termais, fomos até a praça e paramos em um dos muitos restaurantes legais ao longo da Av Pachacutec pra tomar umas cervejas. A recepcionista do hotel me avisou que o guia iria estar me esperando entre as 19h e 22h pra ter o briefing. Buenas, como essa hora se aproximava, eu tinha que voltar pro hotel. Os meninos se ofereceram pra pagar a conta (lembram quando eu comentei das vantagens de ser uma mulher e estar viajando sozinha? Hehehehe). No caminho, comprei uma camiseta do Peru por 20 soles. Voltei pro Puma’s e resolvi assistir um filme enquanto o guia não chegava. Assisti Velozes e Furiosos 1, 2 e tava começando o 3. Era quase 22h e nada, já tava pensando em ligar pra agência e rodar a baiana quando bateram na porta. O cara da recepção avisando que o guia estava lá embaixo esperando. FINALMENTE. Fui descendo e minhas Havainas arrebentaram na escada, quase desci no melhor estilo Vítima da Nazaré Tedesco, mas ok. Cheguei lá, uma pé com chinelo e o outro sem, o guia me olhou com cara de WTF, mas ok. Ele deu os avisos, combinamos os horários e ele me entregou os tickets do ônibus que leva até a entrada de MP (custa $ 18 ida e volta, mas o meu já estava incluso no pacote. Voltei pro quarto, assisti mais uns filmes e resolvi dormir, porque precisaria acordar às 4:30, pra poder pegar um dos primeiros ônibus (que saem 5:30), porque perto das 5:30 a fila fica gigantesca. Meu celular ficou sem bateria e eu perdi o carregador em algum lugar. Liguei pra recepção e pedi pra me acordarem às 4:30h. Capotei. - Gastos e endereços Puma’s Inn: Pasaje Selva Alegre, #105 – Aguas Calientes Pringles: S/. 10 em Ollanta Passagem de trem no vagão Expedition: US$ 50 Camiseta Peru: S/. 20
  18. Apesar de que, com tanta antecedência assim, as passagens são caras mesmo. Os melhores preços a gente encontra uns 4 ou 5 meses antes, em geral.
  19. Eu também estou de olho nas passagens, porque quero ir novamente pra Bolívia em julho, mas to apavorada com os preços. Deve ser essa maldita Copa do Mundo, só tenho essa explicação.
  20. Olha, foi o melhor ônibus que eu peguei na viagem, super limpo, com cobertor e serviço de bordo. Mas foi só até Puno, onde tivemos que trocar de ônibus.
  21. DIA 15 – Cuzco Acordei cedo, tomei café da manhã e decidi ir até a rodoviária comprar minha passagem de volta pra La Paz. Eles vendem passagens nas agências, mas comprando direto na rodoviária é mais barato, na agência do WR eles tavam cobrando S/. 100. Enfim, fui andando até o terminal pra economizar, comprei minha passagem com a Transzela por S/.80. Voltei pela Av El Sol, passei por uma associação de artesãos que tem logo no início, muita coisa legal lá. Depois, fui até a Plaza San Francisco, onde estava acontecendo uma FEIRA DE COMIDAS \o/ (não sei se acontece todo domingo, mas nesse dia era domingo). Tinha de tudo, Cuy al Horno, Trucha, Lomo Saltado, Chicha Morada e mais uma infinidade de coisas, tudo muito barato. Mas eu não me arrisquei a comer ali não, quando eu vi que eles guardavam as carnes embaixo de uns panos. OK, DISPENSO. Tomei só um copo de chica morada (aquela bebida do milho roxo) por S/. 1. Horrível, detestei, sério, BLERGH! Maaaaaas, tinha uma barraquinha que vendia tortas e era bem limpinha, não fazia o estilo “compre aqui sua infecção intestinal”. Decidi que era seguro comer e resolvi experimentar uma torta de café com leite condensado. Cara, demais, amor, vida em fatias, e por apenas S/.3. Tinha muitas tortas e eu gostaria de ter comido todas, mas fiquei só nessa hehehehe. Segui até o Mercado San Pedro, queria experimentar o famoso milho com queijo. MELHOR MILHO EVERRR! O grão tem o triplo do tamanho do nosso e é muito cremoso, uma delícia. Na frente do mercado estava acontecendo uma feirinha de artesanatos, comprei uns pins do Peru e me mandei pra San Blas. Passei por várias lojinhas de artesanatos, tava procurando uns álbuns artesanais com capa de couro, muito bonitos, a faixa de preço estava entre S/. 50 e 60 em todas as lojas. Até que entrei em uma lojinha que fica na rua da Pedra dos 12 ângulos (Hatunrumiyoc), é a primeira lojinha à esquerda, depois da pedra. Jesus amado, a menina só não tentou me vender a família inteira por falta de oportunidade. Ela começou me oferecendo o álbum por S/. 80, depois baixou pra 40 e terminou me implorando pra comprar por 30 hehehehe, comprei mais um caderno com um super desconto e duas mantas de alpaca de 20 por 15 soles cada. Chega de presentes, já to quase pobre hahahaha Voltei pro hostel, tomei um banho e dei uma descansada. O Mike, neo zelandês que conheci em La Paz, mandou uma mensagem avisando que estava em Cuzco. Marcamos de ir no Paddy’s Pub mais à noite, convidei o Patrick e ele disse que iria mais tarde. Buenas, me fui andando, um frio danado, mas valeu a pena, que lugar legal. O Mike chegou um pouco depois de mim, ficamos ali bebendo e pedimos uma pizza de pepperoni, demaaais de boa (S/. 15). Eles dão aos clientes um cartaz do Pub, que diz algo do tipo: “Paddys’s Pub, o pub 100% irlandês mais alto do mundo”. Algo assim, mas eu esqueci de pedir o meu na saída, que pena, terei que voltar pra buscar hehehehehehe. Fui embora cedo porque, na manhã seguinte, eu iria rumo a MP!!! UHUUUUUL \o/ - Gastos e endereços: Passagem Cuzco – La Paz: S/. 80 pela Transzela, comprada na rodoviária. Torta: S/. 3 na feira de domingo da Plaza San Francisco Chicha Morada: S/. 1 Milho com queijo: S/. 3 no Mercado San Pedro Pizza: S/. 15 no Paddy’s Pub, ao lado da Catedral
  22. DIA 14 – Cuzco e ruínas do City Tour Acordei às 9h, tomei meu café e parti pra rua. OBS 1: o café da manhã é igual em toooooooodos os hostels, tanto na Bolívia quanto no Peru: pão (achatado, duro e nada parecido com o nosso pão francês), geléia, café preto e chá. Fui caminhando até a Calle Puputi, é uma pernadinha até lá, mas caminhar faz bem ao corpo e ao bolso hehehehehehe. Logo que se entra na rua dá pra ouvir os motoristas das vans gritando: PISAC, PISAC, PISAAAAAAAC!!! Hehehehehe Mas calma, eu não ia pra Pisac de novo. E queria visitar as ruínas de Tambomachay, Pukapukara, Qenqo e Sacsayhuaman, mas o passeio pela agência saía 10 dólares. Aí eu fucei aqui no Mochileiros e descobri onde pegar uma van que me deixasse em Tambomachay, e depois eu só iria descendo a pé até as outras ruínas, até chegar a Cuzco, tudo no meu próprio tempo e sem a correria das agências. Na Calle Puputi tem várias vans que levam até Pisac, é só pedir pro motorista te deixar em Tambomachay, que fica no caminho, as outras ruínas são bem perto e dá pra ir a pé. Falei com o motorista de uma das vans, pedi pra ele me largar em Tambomachay. Fui bem apertadinha entre o motorista e o carona, mas por S/. 3,50 tava valendo Logo na entrada de Tambomachay, ouvi uma família conversando em português e já me meti no meio, como toda boa brasileira hehehehehe. A Verônica e o André estavam viajando pelo Peru com os filhos, a Manu, de 10 anos e o filho mais velho, de 16, que estava fazendo a Inca Jungle, até Machu Picchu. Eles moram no Rio e começaram a viagem por Lima, onde alugaram um carro e vieram descendo até chegar em Cuzco. O André é um mochileiro veterano já, me contou que quando tinha 18 anos ficou mochilando por 1 ano. Ele foi pra Cuzco em 1987 e disse que o trem até MP era extremamente precário, Cuzco só tinha meia dúzia de construções em volta da Plaza de Armas e pra chegar nas ruínas do City Tour não havia estrada, tinha que fazer trilha mesmo. Ele disse também que era possível caminhar livremente pelas ruínas, naquela época elas não eram protegidas por linhas de contenção (é claro que o número de visitantes também era muito menor, e por isso as ruínas não precisavam de tanta proteção). A Manu é um projeto de mochileira, figuraçaaaaa, já viajou mais que a metade de nós aqui hahahahahaha. Depois de visitar Tambomachay, só atravessamos a rua e estávamos em PukaPukara. Eles me ofereceram carona pra ir até as outras ruínas e eu aceitei, claro, bem felizona Fomos até Qenqo e depois até Sacsayhuaman. Ficamos umas boas horas em Sacsayhuaman, das quatro ruínas, essa é a melhor e maior delas. Eu ficava de butuca tentando ouvir as explicações de um guia e outro hehehehehehe. De Sacsayhuaman é só ir descendo que vai acabar parando na Plaza de Armas de Cuzco. Mas eu não precisei fazer isso porque encontrei essa família linda e amor que me adotou hehehehehe. Chegamos em Cuzco lá pelas 15h (todos vesgos de fome) e eles me convidaram pra almoçar (lindos, lindos, lindos, já moram no meu coração). Almoçamos no La Peruana, eu fui de Lomo Saltado Amor (ok, Amor não faz exatamente parte do nome do prato, mas é amor hehehehe) e um pisco pra acompanhar. O restaurante é super bom e bonitinho, mas é caro pros padrões mochileiros OBS 2: a maioria dos lugares vende cerveja quente, temperatura ambiente. Então, tem que pedir gelada. Depois do almoço, visitamos as feiras de artesanato, até que a Manu e cansou e eles precisaram voltar pro Hostal. Nos despedimos e trocamos contatos. Família amor, de verdade. Eu parei em uma loja de fotos, na frente da Plaza San Francisco, pra baixar o cartão de memória da câmera. Foram 4 DVDs por 35 soles. Demorou quase uma hora, aí fiquei lá batendo papo e contando da viagem. OBS 3: Levem o cabo da câmera junto. Na Bolívia, principalmente, a maioria dos computadores é muito antiga e não tem leitor de cartão. Também não é tudo que é Hostel e Lan House que deixa conectar os dispositivos, fazendo a gente recorrer às casas de fotos também. Eu levei 2 cartões de memória, um de 16 Gb e um de 2 Gb. Voltei pro hostel, tomei banho e parti pro bar, onde, como sempre, encontrei o Patrick. Fiquei tão orgulhosa por ele ter conseguido (finalmente) vencer a ressaca e fazer coisas de turista, tipo visitar Pisac e Ollantaytambo hehehehehe (lembrando que ele tinha planejado ir embora de Cuzco um dia depois de eu chegar hahahaha). Estávamos lá, de boas, bebendo nossas cervejas e acontece que fizemos amizade com uma das bartenders (tentem isso, é legal hahahahahaha). Ela nos abasteceu de Hi-fi e tequila durante a noite, tudo por conta dela. Alguém imagina uma ressaca? Hehehehehehehe. Véi, essa noite a bruxa tava solta no Wild Rover hehehehe. Lá pelas tantas eu sinto alguém puxando o meu cabelo com muuuuita força. Uma menina agarrou na minha cabeça pra poder subir no balcão e dançar. OK, ela subiu e eu fiquei careca (tá, não fiquei, mas quase). Quando eu olho pra cima, ela tá SÓ de camiseta. Sim, apenas camiseta, nada mais. Geral pirou, a macharada foi à loucura hehehe. Ela tava completamente bêbada (magina, sério?), o bartender tentou tirar ela dali antes que ela escorregasse na água e morresse e ela simplesmente se jogou no colo dele. Olha, quando se trata de festa, essas europeias perdem a noção hahahahaha. O Patrick só me olhou e disse: “Someone is going to have sex tonigh. With 5 diferent man”. Sei lá, só sei que depois de um tempo a guria sumiu. Vai saber, né... hahahahaha. Depois já tinha uma galera dançando no balcão (por que a gringaiada gosta tanto disso? Hahahaha) e só foram embora quando fechou a bagaça, na minha hora de ir pro berço hahaha. - Gastos e endereços: Van até Tambomachay: S/. 3,50 na Calle Puputi Passar fotos do cartão de memória para DVDs: S/. 35 na casa de fotos na Calle Santa Clara (na frente da Plaza San Francisco)
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