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Mochila da Juli

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Sobre Mochila da Juli

  • Data de Nascimento 23-05-1981

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Brasil, Uruguai, Argentina, EUA, Italia, Alemanha, Espanha, Portugal, França, Suiça, etc.
  • Próximo Destino
    Holanda
  • Ocupação
    Psicóloga, pesquisadora, blogueira e aspirante à fotógrafa. Gosta de fazer mil coisas ao mesmo tempo, e não conhece o significado da palavra 'tédio'. Interessa-se por viagens, música, fotografia, arte, poesia, ecologia e sustentabilidade. Ama cachorros, tatuagens, bicicleta, esportes, comida saudável e (quase) tudo aquilo que foge do senso-comum.
  • Meu Blog
  1. Olá pessoal, Escrevo para mostrar um pouquinho sobre o que meu Rio Grande do Sul tem para oferecer. Gramado e Canela são as cidades de maior potencial turístico por aqui e não é por acaso que são conhecidas por todos. Seja no verão (em que se pode curtir o Natal Luz) ou no inverno (faz um friiiiooo...), dar um pulinho até a Serra é sempre uma grande pedida. Estivemos lá em duas ocasiões recentes: na primeira delas, acampamos e optamos por alguns programas mais roots. Já na segunda vez, fomos para um programa família e aí pudemos curtir uma programação mais light, com bons roteiros gastronômicos e passeios pelo centro da cidade. Aqui seguem algumas dicas de viagem. Como somos estudantes, farofeiros e sem-frescura, nossas dicas levarão sempre em conta a relação custo-benefício: onde comer melhor e mais barato, onde se hospedar e não gastar muito, como fazer para conhecer lugares legais sem desembolsar as economias... enfim... para quem tem o espírito mochileiro, estas dicas poderão ser úteis. Bom, pra começar, algumas dicas sobre onde ficar. Como gostamos de acampar, indicamos o Camping do Sesi, em Canela (http://www.macamp.com.br/_Campings/RS-Canela-SESI.htm). Este camping conta com boa infra, tem chuveiro quente, banheiros limpos e muuuito silêncio (o que é muito bom), além de ser bastante seguro. O valor da diária é R$ 15,00 por pessoa. O camping oferece café da manhã (R$ 5,00 adicionais). Além disso, é possível percorrer uma trilha que leva até uma cachoeira muito bonita!!! Porém? Sim, é longe do centro de Canela e fica a 8km de Gramado... portanto, ideal para quem vai de carro ou para quem gosta de caminhar como nós. Para aqueles que não curtem o camping, a dica são os hostels que possuem preços bem acessíveis: (http://www.gramadohostel.com.br). Para os que preferem o bom e velho hotelzinho, o Gramado Palace é legal, pois não é muito caro e tem um café da manhã sensacional (http://www.gramadopalace.com.br). Dentre as dezenas de atividades e programas legais, para a gente o que mais enche os olhos são as paisagens e as atividades de ecoturismo. É impossível ir à Gramado e Canela e não visitar o Parque do Caracol (e a cachoeira mais linda do mundo). Lá é possível caminhar pelas trilhas, descer as escadas que dão acesso ao pé da cachoeira e ainda subir ao observatório ecológico (recém construído e que permite uma visão linda de 360º). O lugar eleito por nós como 'Simple The Bes' é o Vale da Ferradura (http://www.valedaferradura.com.br). A visão é de tirar o fôlego e é o lugar ideal para um piquenique ou um chimarrão no fim de tarde. Para quem curte esportes radicais, vale a dica de procurar as empresas especializadas. A JM Rafting (http://www.jmrafting.com.br) oferece diversas modalidades de passeios ecológicos e esportes radicais e ainda disponibiliza bikes para alugar. E aí vale muito a pena, pois é possível pedalar por aí e conhecer tudo de bonito que a região tem pra oferecer (com um ventinho no rosto!).Além desses passeios mais alternativos, Gramado e Canela oferecem muitos outros atrativos: Castelinho (estrada do Caracol Km 3,6), Catedral de Pedra de Canela, Mini Mundo (Gramado), Rua Coberta (Centro de Gramado), Lago Negro (Gramado)... Bem, e como falar da Serra Gaúcha sem falar de programas gastronômicos? Aí vão dois lugares imperdíveis (e acessíveis ao bolso): Fritz Haus (comida típica alemã, em Gramado) (http://www.fritzhaus.com.br), Café Colonial Gramado (http://www.gramadocafecolonial.com.br) E não deixem de aproveitar o chocolate quente Caracol que pode ser tomado na lojinha do centro de Gramado (Ao lado da Rua Coberta). Também recomendamos as casas de fondues e lojas de chocolate (são muitas e são lindas)... Por fim, a serra oferece atrativo quase todo o ano: Para quem curte agito, a dica é visitar a serra em Dezembro (Natal Luz), em Abril (Chocofest), em Julho (frio e possibilidade de neve) ou em Agosto (Festival de Gramado). Para fugir do frio e do movimento, os melhores meses são Setembro, Outubro, Março, Abril e Maio. Para saber mais: http://www.gramado.com.br http://www.portalgramado.com.br http://www.natalluzdegramado.com.br http://www.canelaturismo.com.br http://www.canelatur.com.br No top deste post, estão algumas fotos tiradas nas nossas duas viagens pra lá, em setembro e outubro de 2009. Pra quem gosta de sossego, é a melhor época pra viajar. Para mais informações sobre roteiros no Brasil, visitem o link http://juntosnomundo.blogspot.com/search/label/Viagens%20pelo%20Brasil
  2. Mochila da Juli

    relato Passeio rápido a Fortaleza

    Sempre quis conhecer Fortaleza... essa capital tão nordestina... Demorou mas foi! Fui com uma amiga para um Congresso de Pós-Graduação em Psicologia na UNIFOR. Pudemos conhecer alguns lugares interessantes e aprender um pouquinho sobre essa cidade e esse povo pra lá de hospitaleiro e peculiar. Também conseguimos aprender sobre o que não fazer, onde não ir e onde não se hospedar. Pra não deixar esse post muito extenso, vou trazer algumas dicas, úteis aos mochileiros que desejarem visitar a ‘Cidade da Luz’. Praias Conhecemos algumas praias legais, outras nem tanto. Por falta de tempo não pudemos ir para Jeri e Canoa Quebrada (que são os cartões de visita do CE). Ficamos pelas praias mais próximas. Via de regra, as do centro são sujas e poluídas. Nem pense em arriscar um banho de mar ou um ‘lagarteio’ nas areias de Iracema, Mucuripe ou Meireles, por exemplo. Você corre o risco de pegar doenças e isso, definitivamente, não é legal. Opte pelas praias mais afastadas, como é o caso da Praia do Futuro - super movimentada e com boa infra-estrutura. Já Ponta das Dunas (município de Aquiraz), está em pleno crescimento, com muitos resorts e condomínios de luxo sendo erguidos em todo o canto. A praia é bonita, o mar azulzinho... mas me causou um certo desconforto ver tanta construção ao redor... triste saber que, em pleno século XXI, as pessoas insistem em destruir e privatizar a paisagem natural que deveria ser de todos. Definitivamente, a Praia do Cumbuco, no município de Caucaia, é a mais legal que conheci. Se você puder andar um pouquinho mais, vá até lá. Mais afastada que as anteriores, Cumbuco preserva a essência das prainhas mais roots do Nordeste. Lá é possível fazer passeios radicais de buggy pelas dunas, praticar o sandboard, se aventurar nos passeios de quadriciclo e de jegue (!!!) ao longo da praia. Transporte Transporte público não é muito eficaz e para se deslocar de ônibus ou lotação você precisa dar muitas voltas e desprender muito tempo. Para quem pode, vale a dica: negocie com um taxista a corrida de ida e volta. Costuma ser bem em conta, além de ser seguro. Nos aventuramos a ir até a Praia do Futuro de lotação e não recomendamos... é perigoso, desconfortável e demorado. Quando você chega, já está na hora de voltar (não esqueçam que lá anoitece cedo). Precisa de um táxi e de um taxista super gente boa? Chame pelo Seu Gomes (cel + 55 8599742811). Comer Ao contrário das outras capitais nordestinas, Fortaleza não é uma cidade onde se come barato. Além disso, acredite, custei a encontrar um local onde pudesse comer tapioca. Fiquei frustrada, pois acreditava que lá também poderia me deliciar com as maravilhas típicas da culinária nordestina. Que nada! Para terem uma ideia, nem sucos naturais eu encontrei: Cajá, Graviola, Caju... só de polpa! Será que cortaram todas as árvores do Ceará? Uma dica para comer bem (mas também gastar um pouquinho) é o Restaurante Coco Bambu, no bairro Meireles. Ali você come os melhores frutos do mar... para quem não está a fim de gastar muito, Fortaleza oferece alternativas mais baratas, como os barzinhos e restaurantes da beira da praia de Meireles e Iracema. Visitar Alguns lugares legais que conheci, para além das praias, foi o Centro Cultural Dragão do Mar, o Centro Histórico, o Teatro José de Alencar, a Feirinha de Artesanato, a casa onde nasceu José de Alencar. O Centro Cultural Dragão do Mar compila exposições, lazer, música, teatro, cinema e botecos, em um espaço arquitetônico interessante e pluralizado. O Centro Histórico conta com igrejas, prédios e museus antigos, como é caso do Teatro José de Alencar, inaugurado em 1910 e que apresenta arquitetura estilo art noveau. A Feirinha de Artesanato da Beira-Mar é uma atração a parte. Funciona diariamente, sempre à noite, e traz as maravilhas do artesanato cearense como as rendas, bordados, trabalhos em couro e madeira e as tradicionais garrafinhas de areia. Vale a pena, sobretudo, pelas castanhas, encontradas em dezenas de banquinhas, por um preço bem acessível. Uma dica: O comércio lá é algo meio ‘árabe’... por isso, aprenda a arte da barganha. A Casa de José de Alencar é um convite de retorno ao Romantismo. O local é mantido pela UFCE e tombada pelo IPHAN e conta com as ruínas do primeiro engenho a vapor do Ceará, além de museu, pinacoteca, biblioteca e restaurante. Hospedagem Bom, sobre onde se hospedar, considerando que fiquei em apenas um hotel, posso aconselhar onde 'Não ficar'. Portanto, aconselho, não fiquem no hotel que fiquei, o La Maison. Como boa farofeira que sou, optei pelo local mais barato. Resultado: Ficamos em um quarto sujo, desconfortável e com um café da manhã péssimo. As roupas de cama cheiravam a cigarro e as toalhas estavam todas manchadas. E se não bastasse, o proprietário, um francês, nos cobrou, indevidamente, uma diária a mais e convidou a gente a se retirar do hotel só porque contestamos a cobrança absurda. Só depois descobrimos que, pelo preço que pagamos, poderíamos ter ficado em hotéis muito melhores e tão bem localizados quanto. Nem sempre vale a pena a economia. O incômodo não foi pouco, além da humilhação que passamos. Um outro ponto, é que não encontramos muitos hostels por lá, o que é uma pena. Credenciado pela FBAJ só um. Pessoas Como diriam os nordestinos: “Pense num povo simpático?” Pois os fortalezenses são o maior patrimônio da cidade. Atenciosos, sorridentes, prestativos... estão sempre dispostos a ajudar, a dar uma informação, a carregar sua mala ou, simplesmente, contar uma (ou várias) piada/s. Demonstram muita preocupação com os turistas, sobretudo no que se refere aos alertas sobre a violência da cidade.
  3. Mochila da Juli

    relato Visitando Milão

    Em novembro, fomos até Milão. Duas horinhas de trem daqui de Bologna. Chegamos sexta e voltamos no domingo. Valeu cada segundo... Chegamos na Estação Central de Milão e de lá fomos caminhando (por opção) até a Piazza Duomo. Pelo caminho, fomos conhecendo um pouco da arquitetura da cidade que ia se tornando cada vez mais linda na medida em que nos aproximavamos do Centro Histórico. A primeira surpresa foi quando a gente visualizou a Galeria Vittorio Emanuele II. Imponente e pretensiosamente linda! E pouco importa as grifes e lojas que existem por lá. A arquitetura é do que estou falando, a cobertura de vidro e metal, os mosaicos no chão, o charme das pinturas... Quando chegamos até a Igreja Duomo, sentimos aquele arrepio na espinha! Qualquer descrição da beleza dessa igreja seria leviana. À noite, toda iluminada, torna-se ainda mais encantadora. É um show a parte. Só ela vale qualquer esforço de visitar Milão. Após um lanche rápido, fomos para o hotel. Descobrimos que nem sempre dá pra confiar no Google Maps e nas descrições de localização oferecidas nos sites de hospedagem. Nosso hotel era muito longe de tudo, em um bairro afastado e nada atrativo. A sorte foi que ficamos perto do Estádio Giuseppe Meazza (ou San Siro) o que permitiu uma visita rápida ao estádio mais famoso do mundo (depois do Estádio Olímpico, sure!). Além disso, deu pra conhecer um pouco mais da cidade. Seguramente, se tivéssemos ficado no centro, só teriamos conhecido isto. No sábado, desprendemos umas boas horas para subir na Duomo e assim visualizar mais de pertinho os pilares de estilo gótico e suas mais de 3.400 estátuas. Pagamos 5 euros pra subir. Valeu muito a pena. Muito mesmo! Além da beleza da própria igreja, é possível obter uma vista privilegiada do centro da cidade e dos alpes italianos. Após o passeio na Duomo, saímos caminhar pela cidade. Fazia muito frio e mesmo assim havia muitas pessoas, por todos os lados, vindas de todos os lugares. Fomos ao Teatro Scala, ao Castello Sforzesco, ao Parque Sempione... vimos a estátua de Da Vinci, o Palazzo Reale, o Palazzo della Ragione... Agora, o que mais valeu a pena foram as exposições. Para nossa sorte, pudemos ver a Mostra “Salvador Dalì. Il sogno si avvicina“, no Palazzo Reale e a Mostra “Caravaggio. Una mostra impossibile”, no Palazzo della Ragione. Fiquei pensando na nossa tamanha sorte. Em que outra situação é possível ver duas obras dessa magnitude de dois grandes artistas como Dalì e Caravaggio, na mesma cidade, em um único final de semana? Milão é uma cidade linda, cosmopolita e que sabe mesclar o ‘velho’ e o ‘novo’, tornando tudo incrivelmente atraente. Valeu a pena a visita, valeu a pena driblar o frio... Queremos voltar lá! Dicas: Faça sua carteirinha de estudante internacional. Com ela é possível economizar em todas as exposições e entretenimentos culturais que você decidir visitar. Se informe sobre as possibilidades de deslocamento para os locais que você deseja ir. A cidade é toda coberta por rotas de metrô... você pode ir a qualquer lugar com eles. Basta um euro. Portanto, aproveite essa vantagem das cidades européias... Desaprenda seus conceitos de hábitos alimentares saudáveis. Se você quer economizar na comida pra poder ver uma exposição, por exemplo, aprenda a almoçar e jantar fast food. A gente resolveu almoçar em um restaurante e saímos com os bolsos e os estômagos vazios e a consciência pesada. Os pratos são pequenos e caros. Se mesmo assim você quiser provar um prato típico milanês, escolha algum da lista do dia (que costuma ser mais barato) e se informe sobre os preços da bebida. A gente pagou 4 euros pela latinha de refrigerante... Totalmente absurdo. Prefira os locais mais afastados do centro, pois esses são mais baratos, menos movimentados e servem melhor. Ao lado do nosso hotel tinha um restaurante minúsculo, atendido pelo sorridente proprietário que era também o cozinheiro, o caixa e o garçom. Foi a melhor refeição que fizemos em Milão. Ao chegar lá, sentamos e fomos muito bem recepcionados. Pedimos o Cardápio, e ele nos disse: "Quì no se vedere niente, solo mangia". Os pratos eram feitos na hora, os ingredientes eram escolhidos de acordo com a sugestão do chef e do nosso interesse. Como era a primeira vez que estávamos em Milão, e queríamos comer uma verdadeira comida milanesa, confiamos na sugestão dele. Um panino milanês feito na hora, com um queijo delicioso e um frango (à milanesa..), e o melhor cappuccino que nós tomamos. Tudo por 1/5 do preço dos restaurantes do centro. Aprenda a enfrentar filas com bom humor. E mais ainda. Aprenda que italianos não respeitam filas e não estão nem aí se você gosta de cigarros ou não. Eles furam filas e fumam na fila... o que significa que você pode passar 3 horas esperando para ver Salvador Dalì, vendo a galera entrando na sua frente e fumando, fumando e fumando. Foi o que aconteceu com a gente. E certamente será assim com quem for se aventurar a entrar numa coda di ragazzi italiani.
  4. Mochila da Juli

    relato Conhecendo Bologna

    Bologna, ou La Grassa (a Gorda) está sendo nossa morada por seis meses(minha e de meu marido). O apelido não é por acaso, perchè qui si mangia troppo e si mangia bene!!! Ah! E che cosa mangiano? Pizza, naturalmente! Quando chegamos, já no primeiro dia, a impressão que tivemos foi a melhor. Cidade mediana, mas muito movimentada e com muita gente jovem pelas ruas. A parte central é toda ornamentada por arcos e pórticos que se espalham por todo centro, dando um toque elegante e clássico. Bem, o que mais falar de Bologna, além dos jovens, da università mais antiga do ocidente e das pizzas? Vale a pena falar da arquitetura, da arte sacra, do comércio interiorano, dos cantinhos pitorescos, da gastronomia em geral.... das pessoas... Vamos contando aos poucos e em partes. Bologna transpira arte. Palácios medievais, igrejas, praças, monumentos... a todos os lugares vale a pena uma visita. Por isso, neste post, vou contar um pouquinho do lado Cult dos nossos passeios e visitas. Igrejas Começando pelas igrejas, nos encantamos com a Chiesa San Petrônio (Piazza Maggiore), fundada em 1390 em homenagem ao bispo de Bologna (de mesmo nome). A igreja foi construída para ser maior que a Basílica de São Pedro, mas o projeto não foi finalizado, o que resultou em uma arquitetura interessante: metade da sua fachada é construída em mármore, metade em tijolos. Dizem os historiadores, que o desperdício de dinheiro ocorrido na construção dessa igreja teria sido a gota d’água para a revolta de Martin Lutero. Mesmo sendo a igreja mais famosa de Bologna, na minha opinião, não é a mais bonita. Além desta, outras igrejas legais para conhecer: Abbazia di Santo Stefano (Via Santo Stefano, 24) San Domênico (Piazza San Domênico, 13) San Giacomo Maggiore (Piazza Rossini) Chiesa San Maria Della Vita (Via Clavature, 10) Mesmo para quem não é católico, vale a pena visitar esses locais. Através delas, é possível entender parte da história que move o mundo e as religiões... Entende-se, por exemplo, a construção da concepção humana sobre Deus. São igrejas com muita pompa e imponência em todos os detalhes. A arte sacra é de derrubar o queixo. Tudo é grande: a nave, os altares, os pilares... Como se cada detalhe, tivesse sido pensado para provocar no ser humano a idéia de ser pequeno perante o “poder divino” (que não tem nada de divino). A primeira coisa que pensei foi: Deus não precisa de tudo isso para estar presente, certamente não! Praças As praças de Bologna são outro ponto alto da cidade. A Piazza Maggiore (também conhecida como Piazza del Nettuno), com certeza, é a mais conhecida. Ela abriga ao seu redor, além da Igreja San Petrônio, a sede da Prefeitura, a Estátua Del Nettuno e a Biblioteca Borsa (sim, deve ser de algum parente; será que tenho direito a algum livro de herança? Hehe). É comum encontrar jovens e turistas comendo panini (sanduíches) sentados nas calçadas, sobretudo em dias ensolarados. Na Maggiore, você encontra um Centro de Informações para Turistas, onde pode-se solicitar um mapinha da cidade (super útil pra você não se perder). Piazza di Porta Ravegnana: Onde ficam as duas torres (due torri), chamadas Garisenda e Asinelli. Você vai ouvir falar muito destas torres, pois elas são altas e servem de referência para qualquer lugar que você desejar ir. Os nomes das torres referem-se aos sobrenomes das famílias que as construíram. Detalhe: Na Idade Média, as torres simbolizavam status e poder. Quanto maior a torre, maior a riqueza da família. Vai entender essa gente! (Acho deve ser mais ou menos como as BMWs e as Louis Vuitton de hoje em dia). Piazza di Santo Stefano: Onde fica a Chiesa di Santo Stefano, sobre a qual você poderá conferir detalhes neste link (e nos sucessivos comentários). Piazza Medaglie D’Oro: Local onde fica a Estação de Trem de Bologna. A cidade é um “nó ferroviário” que permite viagem de trens para diversas cidades, de modo rápido e barato. Para título de referência: Milão (+- 2h), Veneza (+- 2h30), Verona (2h), Roma (3h), Ancona (3h). Bom, a praça não tem nada de especial, a não ser a estação de trem e um outro centro de informações pra turistas... Ruas Bologna possui ruas estreitíssimas, com quebradinhas pra lá e pra cá. Dentro dos muros (ou seja, na parte central, contornada pelos pórticos que antigamente davam acesso à cidade), é tudo muito confuso. Cuidado com as lambretas, bicicletas, ônibus, carros, etc. Você não sabe onde é calçada e onde é rua... Tome cuidado, olhe para os lados, respire fundo e corra! Algumas vie de Bologna são clássicas porque concentram alguns principais atrativos. Uma delas é a Via Zamboni – na sua extensão, estão grande parte dos prédios da Università di Bologna. Então você vai ver muito estudante por ali, comendo uma pizza, batendo um papo, ouvindo algum artista de rua (aqui tem muitos) ou, sobretudo, fumando. Obs: aqui todo mundo fuma, sobretudo os jovens. Fumam em locais abertos, fechados, dentro dos bancos... Muito chato, pois você vira fumante passivo, obrigatoriamente. Eu gostaria de saber o índice de enfisema por aqui. Via Rizzoli/Via Ugo Bassi: Avenida central onde tem ponto para vários ônibus que levam a diferentes locais da cidade. Concentra vários serviços, como lojas, bancos, etc. Via Independenza: Assim como a anterior, funciona como uma espécie de Carlos Gomes de Poa ou uma Av. Paulista. Ali tem bancos, lojas de departamento, hotéis, restaurantes, cafés, mercadinhos, etc. É uma avenida que concentra muitos serviços e que liga a Piazza Maggiore à Estação Central. ============================ Buenas, pra não deixar este post muito extenso, vamos ficando por aqui. Em breve voltamos contando um pouco mais de Bologna (A Gorda). Afinal, per sei mesi qui sara la casa nostra. Avremo molte cose da raccontare! Baci, pace e amore a tutti! Ciao! Juli http://juntosnomundo.blogspot.com http://porminhaslentes.blogspot.com
  5. Mochila da Juli

    relato Reveillon @ Roma

    Passamos o Reveillon em Roma, mais precisamente no Coliseu, e foi sensacional! Chegamos dia 30 e partimos ontem, dia 01. Foram dois dias e meio de caminhada sem parar... A cidade é um espetáculo! Provavelmente a cidade mais bonita que já conhecemos na Itália. Assim que chegamos, saímos da estação rodoviária e fomos pra Villa Borghese. Um parque gigantesco e muito bonito! Parecido, em tamanho, com o Parque da Redenção (em Poa), mas com árvores totalmente diferenciadas. É lindo de se ver. Não estava tão frio e deu pra aproveitar bem, mas ficamos pensando: "No verão isso aqui deve ser o bicho". Seguimos em direção ao hotel, deixamos as nossas coisas lá e saímos de novo.. Seguimos pra Fontana de Trevi, Pantheon, e terminamos o dia na Piazza Navona, que é uma das mais célebres praças de Roma e que serve como palco de diversos espetáculos artísticos (P.S.: A embaixada brasileira está situada nessa praça, com um baita bandeirão! Não podia estar melhor localizada. É bonita de se ver. Um prédio imponente. Ponto pra nós!). No outro dia, saímos de casa cedo e fomos pra o Vaticano. Sendo cristão ou não, não tem como não se encantar com as construções e com a riqueza histórica do lugar. É impressionantemente grande e bonito. Saímos de lá e fomos pra Capela Sistina, que é decorada pelas principais obras de arte dos maiores artistas da Renascença (Michelangelo, Bolticelli, Rafaello, etc..). O aglomerado de arte é encantador. Lá, a gente tem a certeza de que a Itália, realmente, foi 'abençoada' por ter tido tantos artistas fabulosos nascido na mesma época e no mesmo local. Não tem comparação com nada já visto! Tudo aqui é muito cheio de história, a religião permeia tudo que já conhecemos... A cidade apresenta construções de todas as épocas... desde criações da época a.C até obras moderníssimas. Muita coisa não sabemos, muitas outras aprendemos lá.. À noite, depois de descansados, fomos passar o Reveillon no Coliseu. Chegamos lá por volta de 22:30 e tivemos tempo pra admirar aquela maravilha. É encantador.. ficamos o tempo todo pensando em como devia ser a vida ali, antigamente... quantas pessoas morreram naquele lugar; a vida dos imperadores brincando de deuses, jogando pessoas e pessoas para lutar até a morte, para simples diversão do povo... Não sabemos ao certo o porque mas, curiosamente, o Coliseu é considerado um local sagrado hoje em dia... Enfim, deixando de lado esses aspectos históricos, ficamos esperando chegar a virada de ano em uma rua quilométrica, com milhares de pessoas de todos os lugares do mundo e, obviamente, muitos brasileiros. Os romanos comemoram a virada de ano com muitos fogos de artifício, parecido com o São João nordestino. A virada de ano foi espetacular. Bem diferente da forma como comemoramos no Brasil, mas extremamente significativa pra nós. Depois da virada, andamos um pouco, para ver o que a cidade tinha a oferecer, e acabamos assistindo um pedaço de um show de um grupo equatoriano em uma praça vizinha ao Coliseu... Após um ano espetacular, e mais ainda, dois últimos dias fabulosos, fechamos o ano de 2010 com chave de ouro (e com um espumante delicioso). Tutti a ballare... foi assim que começou o nosso 2011! Abçs a [email protected] Juli http://juntosnomundo.blogspot.com/ http://porminhaslentes.blogspot.com/
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