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Netuno

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    http://www.mochileiros.com/de-carro-pelo-simpatico-uruguay-com-belas-paradas-no-rio-grande-t51850.html
    http://www.mochileiros.com/patagonia-dos-10-aos-70-anos-19-dias-em-tdp-el-calafate-ushuaia-p-natales-p-arenas-e-b-aires-t52845.html"
    http://www.mochileiros.com/do-atacama-a-machu-picchu-pela-bolivia-em-18-dias-t67545.html#p702986"
    48 DIAS NOS USA: HAWAII, CANYONS, SKY, BIG SUR E CURSO DE INGLÊS EM SAN DIEGO http://www.mochileiros.com/post1120636.html#p1120636
    http://www.mochileiros.com/post1146550.html#p1146550
  1. Depois de uma longa pesquisa, escolhemos o CEL - College of English Language (http://www.englishcollege.com) que tinha boas recomendações, bom preço e, muito importante, turmas pequenas com no máximo 10 alunos. A escola fica no centro de San Diego com ótima localização. Como éramos 5, além de bons descontos, pudemos conhecer vários professores de intermediário e avançado. Todos muito bons! Realmente Professores com formação e didática. Na primeira segunda-feira fizemos o teste e conhecemos a escola. No dia seguinte começamos efetivamente as aulas. Toda semana é feito um teste e você pode mudar de turma conforme a sua evolução. O curso organiza passeios e oferece acomodações. Fomos nas férias de fim de ano e tinha bastante brasileiro no curso. Pelo que me informei em outros períodos são poucos brasucas. Na escolha do curso, acho que além do preço, 2 pontos são fundamentais analisar: o tamanho das turmas e a formação dos professores. É muito difícil praticar em uma turma com muitos alunos. Percebi também que em alguns cursos os professores parecem não ter a formação adequada e, na minha opinião, isso faz muita diferença nas aulas. Gostamos muito de San Diego. É uma cidade bastante simpática e agradável. A locomoção é fácil. Como éramos 5 optamos por alugar um carro. Alugamos um ap que ficava na mesma rua do curso, mas numa zona residencial. Caminhando eram uns 20 a 30 minutos. De carro tinha estacionamento razoavelmente próximo do curso. Optamos for fazer aulas de segunda a quinta para ter mais tempo livre para viajar nos finais de semana. Não sei se o CEL ainda oferece esta opção. O pessoal administrativo do CEL também foi sempre muito atencioso. Desde o planejamento da viagem, esclarecendo as dúvidas sobre o curso e a cidade por email até o apoio simpático no dia a dia da escola. Espero ter ajudado. Se precisar de mais informações, entre em contato.
  2. Olá Catortelli O visto de estudante é só para quem faz mais de 18 ou 20hs (não lembro bem) de aula semanal. Para poder fazer visto de estudante, alguns fazem aula a tarde uma vez por semana para completar a carga horária necessária para o visto. Nós todos gostamos muito da escola. Turmas pequenas (máximo de 10 alunos), professores bem preparados, ambiente legal. Como éramos 5 em turmas diferentes, pudemos conhecer vários professores e todos realmente p Professores. Boas trips e Bons cursos Abs
  3. Patagonia Atlantica e a volta para casa (22 a 27/1/2014) Saímos de El Chalten de manhã. Estávamos iniciando o retorno para casa, mas ainda tínhamos vários lugares para visitar na Patagônia Atlântica. Sabíamos que o tempo era curto e teríamos que priorizar. Retornamos pela Ruta 40 até Tres Lagos e de lá pela Ruta 288 atravessamos a Argentina até chegar no Atlântico e na Ruta 3, na cidade de Cmte. Luis Piedrabuena onde abastecemos e almoçamos. A Ruta 288 é toda de rípio e sem nenhum movimento. Ainda mais vazia que a ruta 40. A estrada estava em obras e fora isso, entre Tres Lagos e Cmte Luis Piedrabuena não vimos sinais de civilização. Cruzamos com pouquíssimos veículos nestes pouco mais de 200 kms. Na Ruta 3, que segue em direção ao sul até Rio Gallegos e Ushuaia, subimos neste dia até Puerto San Julian. Procuramos cabana, mas acabamos optando por um hotel no centro. A cidade é bem agradável, demos uma volta na orla e jantamos no bom restaurante Naos a beira mar. Optamos por não entrar na réplica da nau de Fernão de Magalhães onde funciona um museu. Dormimos cedo, cansados da longa viagem do dia. Saímos de manhã de Puerto San Julian fazendo o circuito costaneiro. Ao invés de pegar a ruta 3, seguimos por estrada de chão pela costa, fazendo o belo circuito costaneiro de Puerto San Julian. Uma região totalmente deserta, com belos visuais de falésias e colônias de leões marinhos. Pegamos a Ruta 3 já mais ao norte e seguimos para o bosque petrificado. Para chegar lá é preciso sair da Ruta 3 e pegar mais de 50 km de rípio. Nesta altura já tínhamos percebido que não daria tempo de fazer toda a programação do dia. Na estrada de rípio ultrapassamos 3 veículos que também seguiam para o bosque. Uma dessas ultrapassagens nos causou o maior stress da viagem. Chegando no bosque petrificado, uma guarda parque leva o grupo para conhecer e explica bastante sobre a formação do bosque. E o local impressiona bastante. No início da visita éramos apenas nós e a guarda. Mas logo ela foi chamada no rádio para esperarmos algumas pessoas que tinham chegado. Sendo que uma delas queria falar com o brasileiro. Quando eles chegaram o argentino vociferava que eu tinha quebrado o vidro do carro dele na ultrapassagem. Reagi em portunhol, explicando que ultrapassei devagar e que ele como não estava atento não mudou de faixa para facilitar e para se afastar das pedras que o carro levanta. As pessoas dos outros 2 carros, todos argentinos, não se manifestaram. Continuamos a visita. Com algum esforço desencanei e curti o local e viajei imaginando as transformações do planeta. O passeio guiado termina e retornamos andando até a sede, onde existe um pequeno museu. Percebi que o argentino e seus 2 filhos adultos aceleraram o passo até nos ultrapassar. Chegando na sede, visitamos o museu, fomos ao banheiro e percebi que o tempo todo eles nos cercavam. Senti que a coisa não ia terminar bem. Em um conflito mais sério, além da desvantagem física (meus filhos eram adolescentes em crescimento) eles jogavam em casa. Quando nos dirigimos para o carro, o argentino veio na minha direção e me interpelou. Informei que não me considerava culpado, mas que tinha seguro e era só irmos até a cidade mais próxima (que era muito distante) fazer a ocorrência. Só que ele ia para o sul e eu para o norte. Por fim ele desistiu do seguro e não rolou um conflito maior. Mas foi bem tenso! Rodamos os mais de 50 kms no rípio até retornar a Ruta 3 e seguimos para o norte. Principalmente entre Caleta Olivia e Comodoro Rivadavia, área de exploração de petróleo, o transito é bem intenso com muitos caminhões. Almoçamos por lá e seguimos. Como não daria tempo de visitar Punta Tombo tínhamos duas opções. Entrar até Camarones no litoral e tentar hospedagem (não parecia ter muitas opções, mas seria bem agradável) ou seguir até Trelew e no dia seguinte retornar. Em qualquer das opções teríamos que rodar bastante além do necessário. Optamos por ir até Trelew torcendo para encontrar alguma hospedagem no caminho. Mas não tem nada mesmo! Em Trelew ficamos no hotel Touring Club. Um hotel antigo, muito antigo com quartos simples e limpos. O destaque é a tradicional cafeteria servida por garçons quase tão antigos quanto o hotel. Lanchamos a noite por lá. O local é charmoso, mas a comida não tem nada de especial. O café da manhã é bem simples com deliciosas medialunas. Chegamos a ficar em dúvida se valia a pena retornar cerca de 100 kms até Punta Tombo. Com o atraso da véspera, teríamos que optar entre visitar os pinguins ou os leões e elefantes marinhos da península Valdez. Escolhemos os simpáticos e desajeitados pinguins, mesmo tendo que voltar muito na ruta 3. E gostamos muito!!! O movimento de pinguins em janeiro é muito grande. Os turistas caminham pela passarela de madeira e os donos da casa seguem sua rotina indiferentes. Neste período do ano os filhotes já nasceram e alguns já começam a aprender a nadar. Na areia vimos filhotes brigando pela atenção da mãe. Famílias de pinguins reunidas, outros descansando. Alguns passeando e, de vez em quando, um deles atravessando calmamente a passarela dos turistas com seu passo desajeitado. Um show atrás do outro! E os turistas sempre respeitando a prioridade dos animais, sem interferir. Fundamental. De Punta Tombo seguimos para Puerto Madryn. Visitamos rapidamente a cidade, que estava bem cheia de turistas, passamos no super para trazer alguns vinhos para o Brasil e almoçamos. Não conhecemos como gostaríamos a cidade e a natureza em seu entorno, pois nosso tempo estava esgotado. Tínhamos que retornar ao Brasil. E a partir de agora, direto para casa. Nesse dia ainda viajamos mais de 300 km até General Conesa onde dormimos num hotel novo na entrada da cidade. Chegamos bem tarde por lá, depois de pegar bastante transito de caminhões na serra. Difícil foi encontrar um local para comer. Por fim, encontramos um bar muito escuro com som de jukebox onde a pizza era razoável e o vinho ajudou a relaxar para o próximo dia de viagem. O dia seguinte foi só estrada. Na medida em que nos aproximávamos da região de Buenos Aires o trânsito aumentava. Quase o tempo todo pegamos pista simples. Almoçamos em um restaurante do Automovel Club Argentino (ACA). O garçon, figuraça, quando trouxe a conta perguntou se éramos sócios do ACA. E antes que eu pudesse responder, piscou e disse: “ que bom que vocês são sócios, pois tem desconto na conta”. Só me restou caprichar na gorjeta e rir bastante. Contornamos BA e já escuro alcançamos a Ruta 14, famosa pelos policiais corruptos e onde tínhamos sido parados na ida. Chegando na saída para Gualeguaychu, depois de mais de mil km rodados no dia vimos um hotel na pista contrária que parecia interessante. Paramos no acostamento para avaliar se era melhor ficar ali ou entrar na cidade. Decidimos fazer o retorno e ficar neste hotel. Quando saí do acostamento, um guarda saiu de sua “toca” embaixo do viaduto. Porém, como fizemos o retorno no viaduto, não passei por ele e não fui parado. Qualquer um que conhecesse a estrada, desviaria daquele policial. O posicionamento deles me pareceu útil apenas para pegar turistas desavisados. O hotel Tague, integrado a um restaurante e posto de gasolina na beira da ruta 14 era novo e limpo. Atendeu perfeitamente a nossa necessidade de um bom sono para pegar a estrada no dia seguinte. E seguimos pela ruta 14 até Colon na expectativa de sermos parados pela polícia. Mas felizmente isso não aconteceu. Entramos no Uruguay e daí em diante a estrada foi a mesma da viagem de ida. Passamos em Rivera no meio da tarde de domingo. Apenas as lojas grandes estavam abertas, mas foi o suficiente para comprarmos bons vinhos e meus filhos dividirem um PS-4 que era uma grande novidade, pela metade do preço que custava por aqui. Dormimos no hotel Cristal na beira da BR-290 próximo de São Gabriel. Uma boa opção para quem está na estrada. No café da manhã encontramos uma família argentina que seguia para o litoral catarinense. Mas agora o idioma oficial era o nosso. O gracias deu lugar ao obrigado. O permiso foi trocado pelo com licença. No meio da tarde estávamos de volta a Floripa. A cidade estava lotada de hermanos. E provavelmente, boa parte dos argentinos que curtiam o verão nas fantásticas praias de Santa Catarina não conheciam a patagônia argentina (muito menos a chilena). Enquanto nós, extasiados com os visuais fantásticos e a natureza exuberante, já começávamos a imaginar nossa 3ª viagem a patagônia.
  4. Ruta 40 e EL Chaltén (18/1 a 22/1/2014) Na nossa primeira viagem para a Patagônia fomos a El Calafate, mas como o tempo era curto não conhecemos El Chalten. O paraíso dos trekkings merecia um tempo maior para ser conhecido. E dessa vez, como viajamos de carro ainda percorreríamos boa parte da lendária e deserta Ruta 40. Depois de passear rapidamente em Chile Chico, entramos na Argentina em Los Antiguos no meio da tarde. Como ainda era cedo, decidimos rodar até Bajo Caracoles que pelo que tínhamos pesquisado era uma vila com hospedagem na Ruta 40. Depois de passar por Perito Moreno (a cidade) rodamos 130 kms sem nenhum sinal de civilização até Bajo Caracoles. Da estrada vimos a pousada e uma placa de um hostel. A pousada Bajo Caracoles tem 8 quartos todos com banheiro compartilhado. Como tinham vários carros chegando e a pousada é bem razoável para uma noite, decidimos ficar lá mesmo se ver o tal hostel. Grande sorte!!! Depois descobrimos que pegamos o último quarto disponível e o tal hostel estava fechado (não sei dizer se reabriu). Se não conseguíssemos vaga teríamos que dormir no carro ou seguir 227 km no ripio até Gobernador Gregores (desviando um pouco do caminho e viajando a noite no rípio) ou ainda retornar para Perito Moreno. Na verdade Bajo Caracoles não chega a ser uma vila. A pousada é o único comércio local e tem uma bomba de gasolina, um pequeno armazém, o único telefone público (nenhum sinal de celular) e um comedor que serve refeições. Ao redor da pousada são muito poucas casas. De qualquer forma é um oásis de civilização e um bom ponto de parada no caminho para El Chalten. Como não existem opções e não há nada para fazer por lá, todos jantam no razoável comedor da pousada, acordam cedo para o café que é servido lentamente e colocam o pé na estrada. Foi o que fizemos. E rodamos muito no rípio até Tres Lagos. No caminho cruzamos com poucos (muito poucos) carros e nenhuma vila. Apenas algumas raras estâncias (fazendas). O rípio na Argentina é muito menos compactado que no Chile. Portanto é importante manter o carro no trilho, saindo apenas se for necessário para ultrapassagem ou para ficar distante de um carro que venha no sentido contrário evitando ser atingido por alguma pedra (e isso nos aconteceu no caminho para o bosque petrificado. Mais detalhes no post sobre a Patagônia Atlantica). Depois de alguns kms já estamos acostumados e é tranquilo dirigir, desde que com cuidado, insisto. Chegamos em El Chalten no início da tarde. Fomos direto no posto de informação turística. Já sabíamos as trilhas que pretendíamos fazer, mas saber as condições climáticas era importante para planejar a sequencia de atividades. Para a Laguna Torre o vento atrapalha mais do que o tempo nublado para chegar no mirador Maestri. Para o Fitz Roy é fundamental o tempo estar aberto e dá para subir mesmo com vento forte. Como no dia seguinte estava previsto sol e vento, começaríamos pelo Fitz Roy. Fizemos o check in no bom hotel Tranqueras de El Chalten que tínhamos reservado com antecedência. Próximo da rua principal, a hosteria tem ótima localização. O prédio é bem novo, muito limpo e as instalações confortáveis. O café da manhã é simples. A pousada é administrada por um jovem casal bastante simpático. Sentimos falta de lugares para pendurar roupas no apto quadruplo. Fizemos um lanche na excelente La Wafleria com muitas e deliciosas opções de wafles e sucos. E fomos passear um pouco. Seguimos até a Laguna Del Desierto. São mais de 30 kms da cidade. É bem bonita, mas já tínhamos visto muitos lagos na viagem, então podíamos ter escolhido melhor o passeio. Ali perto fomos subir até o glaciar Huemul que fica em propriedade privada, mas o dono foi tão antipático que desistimos. Voltamos para El Chalten e jantamos no excelente El Muro. Aliás, comemos bem todas as noites. O El Muro é pequeno com ambiente aconchegante e cozinha criativa. Na 2ª noite fomos ao tradicional Como Vaca que serve ótimas carnes num ambiente simples com bom preço. E na 3ª e última noite fechamos com chave de ouro no La Tapera. El Chalten é uma cidade pequena e simpática. As atrações estão fora do perímetro urbano e o que vale por aqui são as trilhas. E por suas características permitem fazer bate e volta, dormindo em pousadas na cidade, comendo bem e bebendo os excelentes vinhos argentinos a cada noite após as longas caminhadas. Claro que a opção de acampar nas trilhas que muitos fazem é bem interessante também, mas relaxar e comer bem após as trilhas foi uma escolha para nós. Fizemos a trilha do Fitz Roy começando na hosteria Pilar. Para isso pegamos um taxi até lá. A opção é muito interessante, pois além de andar menos o caminho de ida é diferente do caminho de volta. O visual do caminho de ida valeu a pena. Especialmente a vista do glaciar Piedras Blancas. Os dois caminhos se encontram no camping Poincenot, onde fizemos um lanche e uma pausa. Um pouco depois passamos pelo camping Rio Branco e em seguida começa a longa subida para a laguna de los três na base do Fitz Roy. O vento era muito forte e em alguns momentos era difícil caminhar. Algumas rajadas exigiam que nos apoiássemos nas pedras para não cair. Mas como não tem abismo, qualquer coisa é cair, levantar e seguir adiante. A laguna de Los Tres e o visual do Fitz Roy são belíssimos. O vento incomodava e os abrigos são poucos. Mesmo assim, não deixe de seguir um pouco mais até a laguna Sucia. Aliás, por ali estávamos protegidos do vento. Retornamos pelo caminho tradicional passando pela laguna Capri e terminando na cidade. A trilha é longa e cansativa, mas vale muito a pena. Mesmo que o clima seja muitas vezes inóspito, vale muito a pena! A trilha para a laguna Torre é mais leve. O tempo estava fechado e choveu em vários momentos. A maioria das pessoas retorna depois de curtir o belo visual da laguna, mas o mais bonito está depois, seguindo até o mirador Maestri com uma vista próxima do glaciar. Este trecho é que fica perigoso se o vento estiver forte. Como a maioria não segue até lá, o mirador fica muito tranquilo e excelente para apreciar o visual em paz. A ideia era fazer o ice trekking no último dia, porém como demoramos para agendar não conseguimos vagas. Pensamos em fazer a trilha da Loma del Piegle Tumbado, mas estávamos cansados e o dia amanheceu muito ruim. Então saímos de El Chalten logo depois do café rumo a costa atlântica, iniciando o longo caminho de volta.
  5. Carretera Austral (12/1 a 18/1/2014) A Carretera Austral era a parte mais esperada da viagem. E não decepcionou! Os visuais são fantásticos e não são repetitivos. As pequenas cidades são muito agradáveis e as pessoas da região muito simpáticas. Entramos no Chile por Futaleufu. Este trecho inicial não é a Carretera Austral, mas o visual tem o mesmo padrão de beleza da estrada principal. Subimos a Carretera em direção norte até Chaiten e depois descemos até Caleta Tortel. Voltamos até o lago General Carrera para retornar a Argentina por Chile Chico. Não fomos até a Villa O’higguins. Ficamos 7 dias (6 noites) rodando na Carretera. O melhor é curtir a paisagem que é maravilhosa e variada, mas avaliando em retrospecto, deveríamos ter ficado um pouco mais por lá para curtir e entender melhor as pequenas cidades da região. Não fizemos nenhuma reserva prévia e fomos decidindo onde dormir de acordo com o andamento da viagem. Na primeira noite encontramos as cabanas Villa Gesell. Local muito legal em Puerto Cárdenas de frente para o lago Yelcho com belíssimo visual e acomodações confortáveis. É preciso estacionar o carro e caminhar por uma pequena trilha até a recepção e as cabanas. A segunda noite dormimos em Puyuhuapi no recomendado Hostal Y Cabanas Aonikenk que não decepcionou. Depois ficamos 2 noites em Coyhaique nas cabanas Ayelen que ficam na entrada da cidade, são bem amplas, confortáveis e com bom preço. A penúltima noite foi em Cochrane nas cabanas Rio Cochrane que não tem geladeira e são bem simples. A ideia era ficar lá 2 noites, mas como não curtimos, arriscamos encontrar uma cabana na beira do rio Baker para a última noite. Grande ideia! Foi muito legal! Mas não lembro mais o nome do local. Existem alguns lodges na região e não tenho certeza em qual ficamos. Acho que foi no Green Baker Lodge. Com exceção do hostal Aonikenk, todas as hospedagens eram esquema de cabana com cozinha completa e não incluíam café da manhã. Para as refeições preparamos várias vezes o jantar na cabana. O almoço foi em alguns dias lanches de trilha. Mas também fomos em restaurantes legais. O Mi Casita de Té em La Junta tem pratos elaborados em um ambiente rústico e familiar. Fica na própria carretera. O Carnes Queulat em Coyhaique faz jus ao nome com ótimas carnes. Na Caleta Tortel comemos no ótimo Sabores Locales que tem pratos da região e fica no alto de uma escadaria acessada da passarela a beira mar. Como já disse, o melhor é curtir o visual da estrada que é fascinante em muitos (mas muitos mesmo) trechos. Além disso, fizemos passeios. Fomos até os glaciares Yelcho e Colgante pelas trilhas auto guiadas. O segundo é muito mais bonito, mas também uma trilha bem mais longa e pesada, com bastante subida. Andamos de Caiaque em Puyuhuapi e fomos de barco até as capillas de Marmol saindo de Bahia Mansa ao sul de Puerto Rio Tranquilo. Aparentemente esta opção torna o passeio mais barato e mais completo. Dedicamos um dia ao circuito dos lagos próximo a Coyhaique que não valeu muito a pena. São lagos bem bonitos, mas nada especial comparados com os muitos lagos que conhecemos na viagem. Relaxamos e curtimos muito a beira do rio Baker e dos rios em Futaleufu, mas acabamos não fazendo rafting. Nas cidades nos impressionamos principalmente com as cinzas que destruíram e encobriram casas em Chaiten e com as passarelas de madeira em Caleta Tortel. Dirigir na carretera é bem tranquilo. Alguns trechos são asfaltados, passamos por obras de asfaltamento, mas a maior parte é rípio. Por aqui o rípio é bem mais compactado que na Argentina, o que torna a viagem mais segura. Vários trechos são verdadeiros tapetes de rípio, mas é preciso segurar a vontade de acelerar. A aderência é muito menor que no asfalto e qualquer bobeada você pode rodar. Se frear brusco, o carro escorrega. O trecho entre Cochrane e Caleta Tortel foi um dos poucos em que a estrada estava esburacada. O dia a dia na Carretera Austral Entramos no Chile por Futaleufu. Curtimos os rios da região e depois voltamos para a cidade onde almoçamos. Fazia muito calor, mas mesmo assim a galera desistiu de fazer rafting. Pegamos a estrada em direção a Carretera Austral. O caminho é belíssimo. De uma ponte é possível ver a passagem do pessoal fazendo rafting. Deu muita vontade de fazer, mas já era tarde. Chegamos na Carretera já no fim do dia e viramos a direita em direção ao norte. Começamos a procurar hospedagem. Encontramos as excelentes cabanas Villa Gessel no minúsculo povoado de Puerto Cárdenas com belo visual do lago Yelcho. Para chegar nas cabanas é preciso estacionar no final de uma ruazinha e fazer uma rápida caminhada por uma trilha até a recepção e cabanas. Deixamos as mochilas e fomos até Chaiten. O tempo era curto, mas deu para fazer as compras para o jantar em pequenos mercados, passear rapidamente pela cidade (em parte uma cidade fantasma) e, principal, conhecer a parte da cidade destruída pelo vulcão. Impressiona. São casas abandonadas com tudo dentro. Como se o tempo tivesse parado em 2008. Algumas completamente cobertas pelas cinzas. É possível perceber o caminho das lavas descendo pelo rio e alcançando a cidade. Voltamos para a cabana já escuro para jantar. 2º dia Curtimos um pouco o belo visual da pousada antes de seguir viagem. Fizemos a trilha até o glaciar Yelcho que é bem tranquila, leva aproximadamente 1 hora e não tem subidas significativas. O glaciar é visto de longe. Para ir até o glaciar é preciso fazer uma trilha guiada e bem mais longa. Almojantamos em La Junta no restaurante Mi Casita de Té que é bem recomendado e realmente interessante, com pratos bem elaborados. Fica na própria Carretera. Tínhamos indicações de um bom mercado em La Junta, mas achamos quase tão pequeno quanto os das demais pequenas cidades do caminho (exceto Coyhaique que é uma cidade maior e tem supermercado). Seguimos até Puyuhuapi onde nos hospedamos no Hostal Y Cabanas Aonikenk. Estava quase escurecendo, mas fomos andar de caiaque alugado o que foi bem legal e relaxante. Quando terminamos já estava tudo escuro. 3º dia A parte da manhã foi dedicada ao ventisquero Colgante no parque Queulat. A trilha é longa e tem bastante subida, mas o visual do glaciar vale a pena. Para saber disso, foi preciso esperar um tempo lá em cima até que as nuvens deram uma trégua descortinando o glaciar. Para chegar em Coyhaique existem 2 opções de caminho um pouco depois de Villa Maniguales. Pegando a esquerda segue pela própria carretera austral. Pegando a direita segue pela ruta 240 passando próximo de Puerto Aysen e com mais trechos asfaltados. Pelo que tinha lido ambas pareciam muito interessantes. Optamos por seguir pela 1ª opção (esquerda) e gostamos bastante do visual. Não tenho como avaliar o outro caminho. Quem sabe na próxima viagem...Chegamos em Coyahaique no fim da tarde. Encontramos logo na entrada da cidade as cabanas Ayelen, que são aptos bem espaçosos, confortáveis e baratos. Decidimos ficar lá, mas como ainda estavam limpando o apto não pudemos deixar as mochilas. Fomos jantar no restaurante Carnes Queulat e demoramos muito. Quando percebemos estava escuro (passavam das 22hs). Como não tínhamos deixado o apto pago, ficamos com medo de ter sido ocupado. Ufa! Estava lá nos esperando. A dona, muito simpática, disse que várias pessoas procuraram hospedagem, mas ela tinha combinado conosco e não podia alugar para outros. Mas pela nossa demora, achou que tínhamos desistido. Esse perfil de pessoas simpáticas e comprometidas foi o que mais encontramos em toda viagem e, especialmente, nas pequenas cidades da Carretera Austral. 4º dia Dedicamos o dia a passear pelos lagos no entorno de Coyhaique. Todos bem bonitos, mas já tínhamos visto muitos lagos bacanas na viagem e nenhum deles nos surpreendeu. O mais curioso é que os lagos estavam com uma infestação de algas que causavam algum problema sério para a saúde ou para a agricultura (já não lembro). Então estava proibido entrar na água e tinha uma equipe para orientar e ainda borrifavam um líquido nos pneus do carro ao sair da região. Na volta passamos no super, fizemos cambio e fomos para o apto preparar o rango. 5º dia O dia começou com uma surpresa. Quando fomos calibrar os pneus, um deles estava vazio. Enchemos o distinto e fomos procurar uma borracharia para consertar o neumático pinchado (pneu furado). Foi sorte acontecer quando estávamos na maior cidade da Carretera Austral. Resolvido o problema pegamos a estrada. Passando por Cerro Castillo, o tempo estava bem nublado e a vista ficou prejudicada. Chegando em Puerto Rio Tranquilo fomos conhecer as capillas de Mármol. Optamos por pegar o passeio em Bahia Mansa, mais ao sul. Acho que a decisão foi boa. Além de mais barato, a impressão é que o passeio é mais completo. Por ser mais perto, o barco fica mais tempo nas capelas. Como o barco era menor, apenas nós 4 e mais um casal tínhamos mais liberdade para nos movimentar pelo barco, tirar fotos, demorar um pouco mais apreciando o visual. Retornamos até a vila para almoçar, mas preferimos fazer apenas um lanche reforçado. Continuamos em direção ao sul. Quando começamos a margear o rio Baker ficamos encantados. Seguimos até Cochrane, onde chegamos já anoitecendo. Só tivemos tempo para dar uma volta rápida na cidade. Gostaria de ter explorado mais. Ficamos nas cabanas Rio Cochrane, mas não curtimos. 6º dia Fomos até Caleta Tortel. Este foi o pior trecho da estrada, com bastante buracos. Na ida o tempo fechado dificultou o visual, mas na volta pudemos apreciar melhor a vista do caminho. Caleta Tortel é muito agradável e diferente. Você anda por passarelas de madeira junto aos fiordes. Passeamos bastante por lá e almoçamos no bom Sabores Locales. Nesse restaurante encontramos clientes que falavam português. Acho que foi a única vez em nossos dias na Carretera Austral. E mesmo assim eram chilenos que tinham morado no Brasil. A ideia inicial era ficar 2 noites em Cochrane, mas como não tínhamos curtido a cabana e tínhamos adorado o rio Baker, optamos por voltar um pouco mais e tentar hospedagem em algum dos lodges que tinham na margem do rio. Encontramos um bem legal e com preço razoável. Acho que o nome é Green Baker Lodge, mas não tenho certeza se foi nesse que ficamos. 7º dia O último dia na Carretera Austral começou na beira do incrível rio Baker. Curtimos bastante o local, mas acabamos não fazendo a descida de bote que tínhamos combinado na véspera. O preço e a água gelada desanimaram uma parte do grupo e desistimos. Seguimos em direção a Chile Chico margeando o belíssimo lago General Carrera. No início da tarde tínhamos terminado esta parte da aventura. Almoçamos em Chile Chico em um dos poucos restaurantes que ainda estavam abertos, compramos vinhos e chocolates para gastar os pesos chilenos que tínhamos em notas menores e atravessamos pela 4ª vez na viagem a fronteira entre Chile e a Argentina
  6. Netuno

    Florianópolis

    Sobre o passe rápido para turistas tem mais info aqui http://www.setuf.com.br/passe-rapido/cartoes/turista/ O cartão para turistas custa R$ 3,00. A passagem está custando R$ 3,10 em dinheiro e R$ 2,98 com cartão. Então vale a pena se for andar muito de bus ou vier a Floripa com frequencia. Além disso, pagando com dinheiro a integração de uma linha para outra só pode ser feita no terminal, sem mudar de plataforma (só o TICEN tem + de 1 plataforma). Usando cartão tb dá para trocar de bus fora dos terminais sem pagar outra passagem, mas isso depende da linha e do sentido (uma vez liguei p o Setuf e não conseguiram explicar a regra). Para quem vem da Lagoa para o Aeroporto, se estiver no 330 é possível saltar na Av. Mauro Ramos e pegar o Corredor Sudoeste ou Tapera no caminho, mas não sei se vale a pena. Se estiver no 320 (que é + rápido q o 330) a integração será no Ticen, pois ele vem pela Beira Mar. Espero ter ajudado abs
  7. Região dos Lagos Argentinos (07/01 a 11/01/2014) A imigração foi rapidinha e já entramos na Argentina próximo a ruta dos 7 lagos, um pouco depois de Villa La Angostura. Seguimos nossa viagem panorâmica parando nos lagos do caminho até San Martin de Los Andes. A parada que mais gostamos foi no lago Trafful. Ao contrário das estradas pelas quais tínhamos passado de manhã no Chile, por aqui o movimento era intenso e exigia dirigir com atenção. Para o motorista, curtir o visual só nas paradas. Chegamos por volta de 18 ou 19 horas em San Martin. Começamos a procurar hospedagem e...todas lotadas. Fomos no tourist information e depois de enfrentar uma bela fila, a moça fez uma cara de “vai ser difícil conseguir vaga para 5”, mas nos deu o telefone e o preço de 2 pousadas bem caras. Ligamos para uma delas que nos passou um preço ainda maior e informou que uma família estava a caminho. Se eles não chegassem em meia hora, poderíamos ficar com o quarto. Fomos na 2ª pousada indicada e também estava lotada. Esta pousada fica numa região com uns 3 quarteirões só de pequenas pousadas. Então nos dividimos em 3 grupos e saímos batendo de porta em porta. Ninguém tinha lugar para 5, mas algumas tinham lugar para 2 ou 3 pessoas. Tudo resolvido! Nos dividimos nesta noite e na noite seguinte teríamos um chalé para todos na Hosteria y Cabanas del Chapelco. O chalé tem um quarto de casal e 3 camas de solteiro na sala. A cozinha é bem equipada e são 2 banheiros. Na pousada, o apto triplo é bem apertado. Tanto o chalé quanto o apto são bem limpos. O café da manhã é incluído apenas para quem está nos aptos e é bem simples. Depois dessa inesperada emoção, só nos restou jantar e dormir cedo para aproveitar o dia seguinte. Nos encontramos depois do café e fomos para Junin de los Andes visitar o lago huechulafquen com bela vista do vulcão Lanin. O passeio de barco pelo lago foi a parte mais interessante. O lago é bem bonito, mas rodamos muito de carro para chegar lá. Talvez tivesse sido melhor dedicar mais tempo para San Martin (até porque o dia seguinte foi de chuva). Voltamos no fim do dia e jantamos no recomendado e excelente El Regional. O local não é barato, mas vale a pena. A tabua de frios e defumados que inclui javali e cervo é deliciosa e diferente. O local fica muito cheio, mas como chegamos cedo conseguimos lugar sem espera. Como amanheceu chovendo e ventando tivemos que repensar a programação. Ainda tentamos conhecer um pouco melhor San Martin de los Andes, mas a chuva e o tempo muito cinzento atrapalharam muito. Então pegamos a estrada rumo a Bariloche mais cedo. Mesmo com chuva, optamos por um caminho alternativo que prometia belo visual. Primeiro passamos no lago Meliquina. Chovia tanto que tivemos que comer nosso lanche de trilha dentro do carro. Mas depois quando chegamos no belíssimo paso Córdoba o tempo abriu e pudemos curtir o visual. A estrada é de terra e este caminho me parece mais interessante para quem está com carros mais altos, que não sofram muito com buracos. Chegamos em Bariloche no início da tarde. Depois do susto com as pousadas lotadas em San martin, fizemos uma reserva em um apart selecionado pelo tripadvisor. Ao estacionar vimos muita sujeira na garagem, especialmente embaixo da janela onde ficava nosso apartamento térreo. Nosso primeiro erro foi não ter desistido na hora. Por dentro o apartamento também não era um primor de limpeza e ao abrir a geladeira veio um cheiro horrível. Decidimos pedir para trocar de quarto. Nos levaram para um, acho que no 4º andar, com visual belíssimo do lago. Porém, o local era um apartamento improvisado. Ali anteriormente tinha sido o bar do apart hotel. Toda a estrutura ainda estava lá, incluindo garrafas empoeiradas com bebidas, uma cozinha industrial e muitos cascos. Local esquisito, mas a vista era deslumbrante. Só que a cortina era transparente e no dia seguinte a claridade nos acordaria ao amanhecer. Começamos a discutir se valia a pena ficar ou trocar de hotel. O clima tava ficando pesado. Decidimos ficar aquela noite e procurar outro para o dia seguinte. Saímos para comer. Já era fim de tarde e estávamos apenas com o lanche de trilha. Os hotéis que procuramos no centro estavam todos lotados. Fomos passeando de carro pela beira do lago e aproveitamos para procurar pousadas. Depois de algumas tentativas frustradas, na pousada Los Cerezos a dona nos disse que tinha um chalé, mas não podia se comprometer em reserva-lo para o dia seguinte. Resolvemos chutar o balde, abrir mão do que tínhamos pago na espelunca do apart hotel e ficar as 2 noites na pousada Los Cerezos. Sábia decisão! Estávamos gastando pouco na viagem. Melhor perder uma diária e manter um bom clima do que economizar e ficarmos em um ambiente pesado de discussões. Fomos até o horrível apart hotel antumahuida (esse é nome da espelunca) pegamos nossas coisas e nos instalamos na excelente pousada Los Cerezos que é bem espaçosa, muito bem equipada e limpa. E para completar ainda tinha cerejeiras carregadas no quintal. Tudo resolvido e tranquilo, fomos ao centro a noite dar uma volta pela cidade e comprar chocolates. O idioma oficial era o português. Não é a toa o apelido Brasiloche. E muitos turistas com perfil cvc. Bariloche é uma cidade grande, com muito trânsito e movimento o tempo todo. É preciso paciência para atravessar a cidade. Depois de vários dias viajando por cidades e vilas bem menores, para nós que curtimos mais a natureza foi um susto o movimento da cidade. Mas Bariloche também é muito bonita. No dia seguinte fomos ao cerro Catedral. Subimos de teleférico, caminhamos bastante lá em cima, curtimos o belíssimo visual e brincamos na neve. Depois seguimos para fazer o circuito Chico. Belos visuais do lago, mas muito movimentado para o nosso gosto. Almoçamos na beira do lago e tivemos que atravessar a cidade para pegar as roupas na lavanderia. Engarrafamento de cidade grande. Como era a última noite da minha filha conosco na viagem preparamos outro fondue de chocolate maravilhoso para fazer a despedida. Depois do café seguimos para o aeroporto. Como o voo atrasou mais de 2 horas e resolvemos ficar esperando com a minha filha, atrasamos muito a partida para Futaleufu. Mesmo assim seguimos a ideia inicial de seguir por dentro do parque nacional Los Alerces beirando os lagos e curtindo o visual. Novamente estrada de terra que vale a pena para carros altos. Fomos beirando o lago Futalaufquen com belíssimo visual. Como estava tarde, não daria tempo de atravessar a fronteira naquele dia. Tentamos uma hospedagem no próprio parque, mas estavam lotadas. Então seguimos até a cidade de Esquel onde pernoitamos no honesto Planeta Hostel.
  8. Ola HLira, Eu estive no Atacama, Bolivia e Peru em 2012. Vale muito a pena! Planejo voltar, mas não sei quando. E realmente nossas viagens tem sido bem parecidas. Inclusive, eu também moro em Floripa. Abraços
  9. Região dos Lagos Chilenos (04/01 a 07/01/2014) Saímos de manhã, mas não muito cedo, de Rancágua e seguimos pela ruta 5 para o sul. No caminho fizemos contato com o famoso hostal Érika em Puerto Varas e, para nossa sorte, tinham um cancelamento e vaga para nos acomodar por 2 noites. A intenção era ficar 3 noites por lá, mas isso resolveríamos depois. O hostal Erika é simples, mas muito limpo e por um preço justo. Os destaques são o café da manhã e a simpatia da Dona Érika. Foi lá que comemos a melhor Kuchen (cuca) da viagem. Que delícia! Como já conhecíamos Pucon, optamos por concentrar nosso tempo na região dos lagos chilenos no entorno do lago Llanquihué. Chegamos em Puerto Varas já no fim do dia. Demos uma volta rápida e fomos jantar no Mercado 605. Excelente restaurante, mas caro. No nosso primeiro dia realmente de passeio nos lagos, fomos dar a volta no Llanquihué. Começamos pelo salto de Petrohué. Não se limite a percorrer as passarelas. Seguindo dicas dos Mochileiros fizemos uma trilha rápida onde o visual é bem legal e não tinha quase movimento. Acho que se chama sendero Enamorados. Depois fomos até o lago Todos os Santos. O visual é legal, mas os tábanos (moscas gigantes) atrapalham bastante. Elas só aparecem em janeiro. Para quem vai neste período a dica é NÃO usar roupas escuras e passar repelente. Optamos por não fazer os passeios de barco oferecidos e seguimos para o Osorno. No vulcão brincamos bastante de ski bunda e curtimos o visual. Continuamos fazendo a volta no lago Llanquihué. Mas o “laguinho” é muito grande. Fomos até Puerto Octay onde almojantamos em um dos poucos restaurantes da cidade. Comida honesta. Esperava mais da cidade e de lá seguimos a nossa volta antes de escurecer. Na península Centinela, apesar do horário, as praias ainda estavam muito cheias. No final da península encontramos o hotel Centinela com apartamentos de frente para o lago com incrível vista para os vulcões Osorno e Pontiagudo. Perguntamos o preço e estava resolvida nossa hospedagem para o dia seguinte. Escureceu e voltamos para Puerto Varas pela estrada mais rápida que não beira o lago. Terminaríamos a volta ao lago no dia seguinte. Antes de retomar nossa volta ao lago precisamos fazer cambio em Puerto Varas para pagar a D. Érika. Uma das casas de câmbio não tinha dinheiro e a outra resolveu não aceitar nossos dólares, pois eram antigos. Fiz um saque no caixa eletrônico e completei com alguns dólares. D. Érika entendeu o problema e ligou para um amigo para saber o valor da conversão justa. Os mesmos dólares recusados foram aceitos sem problemas mais tarde no banco em Puerto Octay. E com cotação melhor. Check out feito, nos despedimos da D. Érika cujo hostal recomendamos bastante, passamos no super para comprar os ingredientes para um jantar especial na cabana de frente para os vulcões e retomamos nossa volta ao lago. Almoçamos em Fruttilar, passeamos um pouco pela cidade e chegamos no hotel Centinela no fim do dia. Passeamos um pouco na beira do lago e jantamos curtindo o pôr do sol de frente para o Osorno. A sobremesa foi um fondue de chocolate com morangos e framboesas maravilhosos. Acordamos, curtimos um pouco mais a vista e pegamos a estrada em direção a Argentina. Ao invés de seguir o caminho normal para a fronteira, optamos por passar por alguns lagos seguindo por estrada de terra (rípio). Passamos pela praia de Puerto Fonck, lago Rupanco e lago Puyehue. Sem movimento algum, pudemos curtir bastante a natureza por lá. Almoçamos no Jardin Del Turista em Puyehue e seguimos para a fronteira. A comida é bem saborosa, com ótimo atendimento e a sobremesa colhemos no pé numa carregada cerejeira.
  10. Região do Aconcágua (31/12 a 03/01/2014) Ao chegar em Mendoza fomos direto para um supermercado. Tinha acabado de fechar. Muitos clientes ainda estavam lá dentro. Seguimos para outro e a mesma coisa. Continuamos rodando e vimos do outro lado da rua um super da rede Vea ainda aberto. Ufa, tudo parecia resolvido. Só que não! Tinha um canteiro no meio da pista e para chegar no super foi preciso fazer uma pequena volta. Tempo suficiente para que este mercado também fechasse. Pqp! Ferrou! Numa loja de conveniência de posto compramos os itens que conseguimos para quebrar um galho. Encontramos um pequeno mercadinho (bem pequeno, uma portinha) ainda aberto. Compramos o que encontramos. Achamos outros mercadinhos bem pequenos abertos e por fim tínhamos ingredientes para preparar um macarrão ao molho de tomate que ficou delicioso e para tomar café da manhã no dia seguinte. O plano de passar o réveillon bebendo grandes vinhos de Mendoza teve que ser substituído por 2 garrafas desconhecidas que depois se mostraram mais ou menos. Resolvidas as compras era hora de comer alguma coisa. Estávamos morrendo de fome e obviamente também não tínhamos conseguido fazer cambio. E não é que os restaurantes estavam todos fechados. Até um Mcdonalds 24 horas tinha fechado para a festa de confraternização dos funcionários. Um sanduba horroroso num posto de gasolina aplacou a nossa fome. Pelo menos abastecemos sem problemas. Tudo resolvido subimos a cordilheira em direção a Uspallata onde tínhamos reservado um chalé na pousada La Quebrada del Sauce. No caminho paramos algumas vezes para curtir o visual. Ficamos em um chalé com 2 andares. Embaixo a sala confortável, cozinha bem equipada e um excelente banheiro. No andar de cima em um quarto único camas para nós 5. O andar de cima ficava um pouco abafado e os ventiladores eram fundamentais. A pousada fica fora do centrinho de Uspallata, mas bem próximo. Tem um bom espaço e o atendimento foi bem atencioso. O café da manhã pegamos na recepção para comer no chalé, mas no dia 1º de janeiro não teria café da manhã. Apesar de todo perrengue e da necessidade de improvisar, nossa ceia de ano novo ficou bem gostosa e foi muito legal curtir aquele momento em família. Mas estávamos exaustos e fomos dormir logo depois da meia noite. No primeiro dia de 2014 acordamos sem pressa. Estava um calor infernal. Neste dia fomos conhecer os lugares mais interessantes no entorno de Uspallata. Visitamos o cerro 7 colores, que é bem bonito e onde poderíamos explorar mais se não estivesse tão quente. Depois fomos nas bóvedas de Uspallata que é uma construção histórica com um museu simples que conta a colonização da região. Almoçamos na vila em um dos poucos restaurantes abertos e fomos ao cerro tunduqueral. As inscrições rupestres e o visual são interessantes, mas novamente o calor atrapalhou a exploração. O dia seguinte amanheceu bem mais fresco. Que bom! Descemos para Mendoza para visitar vinícolas e conhecer a cidade. Não tinha conseguido reservar pela internet, mas mesmo assim fomos na Catena tentar a visita na hora. Não foi possível fazer a visita guiada (e paga), mas pudemos conhecer toda a vinícola e ainda provar vinhos sem pagar nada. Talvez tenha sido uma opção melhor. De lá fomos para a Belasco de Baquedano. Também não conseguimos vaga para a visita guiada, mas pudemos conhecer a sala de aromas que é ponto forte da visita. Só lamentei não ter vaga para o almoço. Seguimos então para Mendoza, onde fizemos cambio, almoçamos e andamos um pouco pela cidade que é muito agradável. O paseo peatonal Sarmiento é uma boa amostra da cidade. Depois de conhecer o centro arborizado de Mendoza, um verdadeiro oásis, seguimos para o parque San Martin. O parque é muito grande e parece ser excelente para o lazer dos moradores, mas para turismo não vi muito interesse. Subimos até o cerro da Gloria que tem um visual legal, mas nada excepcional. A volta para Uspallata fizemos pelo famoso caminho das 365 curvas que passa por Villavicencio. Belissimo visual. Vale muito a pena subir por este caminho. Mas vá sem pressa, parando para curtir e fotografar. Chegamos em Uspallata já a noite, mas deu tempo de curtir os muitos mirantes no caminho. Na cruz de paramilo o visual é fantástico. No último dia no Aconcágua fomos conhecer as atrações no caminho para a fronteira, para então seguir para o Chile. Começamos visitando o parque provincial do Aconcágua, onde fizemos a trilha curta até a laguna Horcones. O visual é bem bacana, mas fica um gosto de quero mais. Devíamos ter feito uma das trilhas de dia inteiro. Visitamos a Puente del Inca e subimos até o Cristo Redentor já quase na fronteira. A subida para o Cristo tem um visual fantástico, mas a estrada de terra merece bastante atenção, pois é estreita e sem nenhuma proteção. Lá em cima faz muito frio e o vento soprava com força. É possível entrar no Chile por lá, mas nesse caso deve-se fazer a imigração antes. Como não tínhamos pensado nisso, voltamos pelo mesmo caminho e atravessamos para o Chile pelo túnel. Essa foi a fronteira mais movimentada da viagem. Pegamos uma boa fila. A imigração é integrada, ou seja, é feito um único procedimento que vale como saída da Argentina e entrada no Chile. A descida no Chile também tem um belo visual e muitas curvas. Paramos rapidamente em Portillo e seguimos viagem para a região dos lagos. Paramos para almojantar em San Felipe no restaurante Raconto que foi uma boa opção. É uma franquia com muitas opções de refeições, lanches e sorvetes. Pelo horário, a lógica seria dormir na cidade, mas a galera tava animada e seguimos em frente. Contornamos Santiago e seguimos pela ruta 5 em direção à região dos lagos. Já bem tarde paramos em Rancágua para dormir. Fomos em vários hotéis em Rancagua. Não faltavam vagas, mas os preços eram salgados para o que ofereciam. Ficamos no hotel Alejandra que foi o melhor custo benefício que encontramos.
  11. A Viagem de Ida (29 a 31/12/2013) Partimos de Floripa no dia 29 de dezembro. A ideia era sair bem cedo, mas na véspera voltamos do Natal em família no Rio de Janeiro e a sola do meu pé estava inflamadíssima, aparentemente por uma farpa. Tive que esperar 3 horas no pronto atendimento da Unimed e saí de lá tarde da noite tendo que tomar antibiótico e anti-inflamatório. Dormi mal, com medo de complicar a viagem por dificuldade de dirigir por causa do pé, mas os remédios fizeram efeito. Bem, conseguimos sair lá para o meio dia e pé na estrada. De Floripa a Porto Alegre, pegamos trânsito apenas no morro dos cavalos próximo a Floripa, mas hoje este trecho já está duplicado. Depois de Porto Alegre, a BR-290 que é pista simples tinha movimento intenso em direção a capital, provavelmente volta do feriado de Natal. O asfalto estava bom e a estrada tem muitas retas que facilitam a ultrapassagem. Na medida em que nos afastávamos de Porto Alegre o movimento contrário também diminua e facilitava a viagem. Por causa do atraso na saída de Floripa, só conseguimos chegar até Rosário do Sul e bem tarde, lá para as 10 da noite. Ficamos no hotel Ibicuí que é bastante bom. Não era barato, mas estávamos muito cansados para procurar. Fomos comer uma pizza que demoooooorou demais. Apesar de dormir tarde, acordamos cedo para seguir viagem e tentar recuperar o atraso. Optamos por fazer o caminho pelo Uruguay. Em Rivera, fizemos a entrada no Uruguay (a aduana fica um pouco escondida na cidade), trocamos um pouco de pesos uruguaios, pois minha filha viajaria por lá depois, e seguimos em direção a argentina. A ruta 5 é pista simples, mas bem vazia e muito reta, fácil de ultrapassar. Os pedágios aceitam reais e outras moedas. Depois de Tacuarembó, entramos na ruta 26 em direção à fronteira em Paysandu. Ao contrário da ruta 5, a 26 estava mal conservada e com muitos buracos, além de alguns trechos sem asfalto. A fronteira tinha um pouco de fila, mas foi tranquila. Entramos em Colon para almocar. Já tinha passado do horário de almoço e quase todos os restaurantes estavam fechados. Mas encontramos um simples e barato que matou a fome e atendeu as expectativas. Não conseguimos fazer cambio, pois estava no horário da siesta. Sorte que tínhamos trocado um pouco em Floripa por segurança. Mal pegamos a ruta 14 fomos parados pela policia caminera argentina. O guarda pediu um monte de coisas, abri a mala que estava lotada e demonstrei que sabia o que era obrigatório na Argentina. Mostrei o cambão que estava à vista, mas não tinha sido pedido e informei que tinha que tirar tudo da mala para pegar os 2 triângulos. Ele desistiu de checar e nos liberou. Será que ele queria arrumar uma grana de um turista desavisado????? Depois da ruta 14 que é duplicada, pegamos várias rodovias de pista simples algumas com muito movimento. Contornamos Rosário e pegamos a ruta 9 que é uma auto estrada muito boa. Então caiu um temporal daqueles. Não dava para ver nada, mas vamu que vamu. Seguimos em frente até Villa Maria onde chegamos já depois das 9 hs da noite. Demoramos a escolher hotel, pois eram caros ou muito ruins (ou ambos). Finalmente, encontramos um razoável e não muito caro. Comemos alguma coisa rápida próximo do hotel mesmo. Acordamos cedo no último dia do ano. Ainda tínhamos muito chão até Mendoza e depois subir até Uspallata. Durante o café da manhã ouvimos na tv que o comércio abriria até 18 horas. Um alívio, pois ainda precisávamos comprar o material para a ceia, incluindo bons vinhos em Mendoza, terra do vinho (oba!) e o café da manhã do dia seguinte. De Villa Maria até Mendoza a estrada foi bem tranquila, boa parte pela ruta 7 duplicada e bem vazia. Chegamos em Mendoza as 14hs e descobrimos que por lá o comércio tinha acabado de fechar...
  12. Esta foi nossa 2ª viagem para a patagônia. Não repetimos nada. Visitamos apenas lugares diferentes. O relato da 1ª viagem pode ser acessado no link na assinatura. Desta vez viajamos de carro. Saímos de Floripa em direção a Mendoza. De lá atravessamos a cordilheira para o Chile, descendo até os lagos chilenos. Cruzamos novamente a fronteira para conhecer o lado argentino da região dos lagos e continuamos para o sul pela Carretera Austral. Retornamos para a Argentina e descemos até El Chalten. De lá iniciamos o retorno pela patagônia atlântica. Partimos no final de dezembro de 2013 e retornamos a Floripa 30 dias depois. Eu, minha esposa e meus 2 filhos adolescentes (na época com 15 anos) fizemos a viagem completa. Minha filha viajou conosco até Bariloche de onde seguiu para seu mochilão com amigas pelo Uruguay. A viagem foi feita em uma Grand Vitara 2011. Foi uma grande vantagem fazer a viagem em um carro bem preparado para estrada de chão, mas em nenhum momento precisamos usar o 4x4. Fizemos reservas prévias apenas para o Reveillon em Uspallata (aconcagua) e El Chalten. Este último, pois ficaríamos mais dias e li sobre a dificuldade de hospedagem por lá na alta temporada. Ao chegar em cada cidade / vila procurávamos hospedagem. Isto nos rendeu ótimas escolhas. Tivemos dificuldade de hospedagem apenas na região dos lagos argentinos (Bariloche e San Martin). Em Bajo Caracoles, na ruta 40, existe apenas uma hospedagem funcionando e pegamos o último quarto. Ufa! E não existe sinal de civilização por dezenas de kms. Levamos um galão de 20 litros para gasolina extra, mas não precisamos enchê-lo em nenhum momento. Não faltou gasolina em nenhum local. Nos lagos argentinos as filas eram muito grandes. No dia em que estávamos saindo de El Chalten tinha combustível, mas as bombas estavam com problema, mas abastecemos em 3 Lagos sem dificuldade. A viagem foi fantástica! A patagônia realmente merece várias visitas. Não dá para conhecer tudo em uma única viagem. Nem mesmo em duas. Para facilitar a leitura de quem fará apenas parte do roteiro parecida, estou dividindo o relato por regiões, da seguinte forma: - viagem de ida - Aconcagua (Uspallata / Mendoza) - Lagos Chilenos (região de Puerto Varas) - Lagos Argentinos (San Martin de los Andes e Bariloche) - Carretera Austral - Ruta 40 e El Chalten - Patagônia Atlântica e viagem de volta Espero que seja útil.
  13. Netuno

    Praia do Forte

    Obrigado pelo post! Eu estava justamente querendo algo que tenha: 1) sossego, 2) praia boa para banho (mesmo que tenha que caminhar um pouco - 10/15 min - pra chegar), 3) infraestrutura e 4) comida boa. Quero passar 10 dias por lá, minha idéia é alugar um carro. Você recomendaria? O acesso a praias mais próximas é bom? Abraços. Moacir, da pousada para a praia vc faz uma trilha de uns 15 minutos pelas dunas e chega num trecho deserto. Andando um pouco para a esquerda vc chega em um trecho com barracas na praia de Santo Antonio, onde vc pode comer um peixe ou camarao, tomar uma gelada, enfim... O retorno pode ser pela vila do Diogo. Andando bastante na praia (tipo 1 hora) para a direita vc segue por praia deserta (exceto em 2 ou 3 trechos c resort) e chega até Imbassai. O pessoal dos resort so fica no trecho em frente ao hotel. Para a Praia do Forte é preciso ir de carro. O Diogo pode ser base tb para conhecer Sítio do Conde e Mangue Seco. Como íamos p Sergipe preferimos pousar por lá. A Vila do Diogo é bem pequena, mas tem um restaurante famoso chamado Sombra da Mangueira que é bem gostoso. Em outro dia comemos em um restaurante q nao lembro o nome, simples, barato e bem legal. Espero ter ajudado Abs e Boas Trips
  14. Netuno

    Florianópolis

    Os onibus saem do terminal Rita Maria que fica ao lado do TICEN, bem juntinho da ponte para o continente. No aeroporto vc pega bus p o TICEN.
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