Ir para conteúdo

Netuno

Colaboradores
  • Total de itens

    256
  • Registro em

  • Última visita

Tudo que Netuno postou

  1. Depois de uma longa pesquisa, escolhemos o CEL - College of English Language (http://www.englishcollege.com) que tinha boas recomendações, bom preço e, muito importante, turmas pequenas com no máximo 10 alunos. A escola fica no centro de San Diego com ótima localização. Como éramos 5, além de bons descontos, pudemos conhecer vários professores de intermediário e avançado. Todos muito bons! Realmente Professores com formação e didática. Na primeira segunda-feira fizemos o teste e conhecemos a escola. No dia seguinte começamos efetivamente as aulas. Toda semana é feito um teste e você pode mudar de turma conforme a sua evolução. O curso organiza passeios e oferece acomodações. Fomos nas férias de fim de ano e tinha bastante brasileiro no curso. Pelo que me informei em outros períodos são poucos brasucas. Na escolha do curso, acho que além do preço, 2 pontos são fundamentais analisar: o tamanho das turmas e a formação dos professores. É muito difícil praticar em uma turma com muitos alunos. Percebi também que em alguns cursos os professores parecem não ter a formação adequada e, na minha opinião, isso faz muita diferença nas aulas. Gostamos muito de San Diego. É uma cidade bastante simpática e agradável. A locomoção é fácil. Como éramos 5 optamos por alugar um carro. Alugamos um ap que ficava na mesma rua do curso, mas numa zona residencial. Caminhando eram uns 20 a 30 minutos. De carro tinha estacionamento razoavelmente próximo do curso. Optamos for fazer aulas de segunda a quinta para ter mais tempo livre para viajar nos finais de semana. Não sei se o CEL ainda oferece esta opção. O pessoal administrativo do CEL também foi sempre muito atencioso. Desde o planejamento da viagem, esclarecendo as dúvidas sobre o curso e a cidade por email até o apoio simpático no dia a dia da escola. Espero ter ajudado. Se precisar de mais informações, entre em contato.
  2. Olá Catortelli O visto de estudante é só para quem faz mais de 18 ou 20hs (não lembro bem) de aula semanal. Para poder fazer visto de estudante, alguns fazem aula a tarde uma vez por semana para completar a carga horária necessária para o visto. Nós todos gostamos muito da escola. Turmas pequenas (máximo de 10 alunos), professores bem preparados, ambiente legal. Como éramos 5 em turmas diferentes, pudemos conhecer vários professores e todos realmente p Professores. Boas trips e Bons cursos Abs
  3. Patagonia Atlantica e a volta para casa (22 a 27/1/2014) Saímos de El Chalten de manhã. Estávamos iniciando o retorno para casa, mas ainda tínhamos vários lugares para visitar na Patagônia Atlântica. Sabíamos que o tempo era curto e teríamos que priorizar. Retornamos pela Ruta 40 até Tres Lagos e de lá pela Ruta 288 atravessamos a Argentina até chegar no Atlântico e na Ruta 3, na cidade de Cmte. Luis Piedrabuena onde abastecemos e almoçamos. A Ruta 288 é toda de rípio e sem nenhum movimento. Ainda mais vazia que a ruta 40. A estrada estava em obras e fora isso, entre Tres Lagos e Cmte Luis Piedrabuena não vimos sinais de civilização. Cruzamos com pouquíssimos veículos nestes pouco mais de 200 kms. Na Ruta 3, que segue em direção ao sul até Rio Gallegos e Ushuaia, subimos neste dia até Puerto San Julian. Procuramos cabana, mas acabamos optando por um hotel no centro. A cidade é bem agradável, demos uma volta na orla e jantamos no bom restaurante Naos a beira mar. Optamos por não entrar na réplica da nau de Fernão de Magalhães onde funciona um museu. Dormimos cedo, cansados da longa viagem do dia. Saímos de manhã de Puerto San Julian fazendo o circuito costaneiro. Ao invés de pegar a ruta 3, seguimos por estrada de chão pela costa, fazendo o belo circuito costaneiro de Puerto San Julian. Uma região totalmente deserta, com belos visuais de falésias e colônias de leões marinhos. Pegamos a Ruta 3 já mais ao norte e seguimos para o bosque petrificado. Para chegar lá é preciso sair da Ruta 3 e pegar mais de 50 km de rípio. Nesta altura já tínhamos percebido que não daria tempo de fazer toda a programação do dia. Na estrada de rípio ultrapassamos 3 veículos que também seguiam para o bosque. Uma dessas ultrapassagens nos causou o maior stress da viagem. Chegando no bosque petrificado, uma guarda parque leva o grupo para conhecer e explica bastante sobre a formação do bosque. E o local impressiona bastante. No início da visita éramos apenas nós e a guarda. Mas logo ela foi chamada no rádio para esperarmos algumas pessoas que tinham chegado. Sendo que uma delas queria falar com o brasileiro. Quando eles chegaram o argentino vociferava que eu tinha quebrado o vidro do carro dele na ultrapassagem. Reagi em portunhol, explicando que ultrapassei devagar e que ele como não estava atento não mudou de faixa para facilitar e para se afastar das pedras que o carro levanta. As pessoas dos outros 2 carros, todos argentinos, não se manifestaram. Continuamos a visita. Com algum esforço desencanei e curti o local e viajei imaginando as transformações do planeta. O passeio guiado termina e retornamos andando até a sede, onde existe um pequeno museu. Percebi que o argentino e seus 2 filhos adultos aceleraram o passo até nos ultrapassar. Chegando na sede, visitamos o museu, fomos ao banheiro e percebi que o tempo todo eles nos cercavam. Senti que a coisa não ia terminar bem. Em um conflito mais sério, além da desvantagem física (meus filhos eram adolescentes em crescimento) eles jogavam em casa. Quando nos dirigimos para o carro, o argentino veio na minha direção e me interpelou. Informei que não me considerava culpado, mas que tinha seguro e era só irmos até a cidade mais próxima (que era muito distante) fazer a ocorrência. Só que ele ia para o sul e eu para o norte. Por fim ele desistiu do seguro e não rolou um conflito maior. Mas foi bem tenso! Rodamos os mais de 50 kms no rípio até retornar a Ruta 3 e seguimos para o norte. Principalmente entre Caleta Olivia e Comodoro Rivadavia, área de exploração de petróleo, o transito é bem intenso com muitos caminhões. Almoçamos por lá e seguimos. Como não daria tempo de visitar Punta Tombo tínhamos duas opções. Entrar até Camarones no litoral e tentar hospedagem (não parecia ter muitas opções, mas seria bem agradável) ou seguir até Trelew e no dia seguinte retornar. Em qualquer das opções teríamos que rodar bastante além do necessário. Optamos por ir até Trelew torcendo para encontrar alguma hospedagem no caminho. Mas não tem nada mesmo! Em Trelew ficamos no hotel Touring Club. Um hotel antigo, muito antigo com quartos simples e limpos. O destaque é a tradicional cafeteria servida por garçons quase tão antigos quanto o hotel. Lanchamos a noite por lá. O local é charmoso, mas a comida não tem nada de especial. O café da manhã é bem simples com deliciosas medialunas. Chegamos a ficar em dúvida se valia a pena retornar cerca de 100 kms até Punta Tombo. Com o atraso da véspera, teríamos que optar entre visitar os pinguins ou os leões e elefantes marinhos da península Valdez. Escolhemos os simpáticos e desajeitados pinguins, mesmo tendo que voltar muito na ruta 3. E gostamos muito!!! O movimento de pinguins em janeiro é muito grande. Os turistas caminham pela passarela de madeira e os donos da casa seguem sua rotina indiferentes. Neste período do ano os filhotes já nasceram e alguns já começam a aprender a nadar. Na areia vimos filhotes brigando pela atenção da mãe. Famílias de pinguins reunidas, outros descansando. Alguns passeando e, de vez em quando, um deles atravessando calmamente a passarela dos turistas com seu passo desajeitado. Um show atrás do outro! E os turistas sempre respeitando a prioridade dos animais, sem interferir. Fundamental. De Punta Tombo seguimos para Puerto Madryn. Visitamos rapidamente a cidade, que estava bem cheia de turistas, passamos no super para trazer alguns vinhos para o Brasil e almoçamos. Não conhecemos como gostaríamos a cidade e a natureza em seu entorno, pois nosso tempo estava esgotado. Tínhamos que retornar ao Brasil. E a partir de agora, direto para casa. Nesse dia ainda viajamos mais de 300 km até General Conesa onde dormimos num hotel novo na entrada da cidade. Chegamos bem tarde por lá, depois de pegar bastante transito de caminhões na serra. Difícil foi encontrar um local para comer. Por fim, encontramos um bar muito escuro com som de jukebox onde a pizza era razoável e o vinho ajudou a relaxar para o próximo dia de viagem. O dia seguinte foi só estrada. Na medida em que nos aproximávamos da região de Buenos Aires o trânsito aumentava. Quase o tempo todo pegamos pista simples. Almoçamos em um restaurante do Automovel Club Argentino (ACA). O garçon, figuraça, quando trouxe a conta perguntou se éramos sócios do ACA. E antes que eu pudesse responder, piscou e disse: “ que bom que vocês são sócios, pois tem desconto na conta”. Só me restou caprichar na gorjeta e rir bastante. Contornamos BA e já escuro alcançamos a Ruta 14, famosa pelos policiais corruptos e onde tínhamos sido parados na ida. Chegando na saída para Gualeguaychu, depois de mais de mil km rodados no dia vimos um hotel na pista contrária que parecia interessante. Paramos no acostamento para avaliar se era melhor ficar ali ou entrar na cidade. Decidimos fazer o retorno e ficar neste hotel. Quando saí do acostamento, um guarda saiu de sua “toca” embaixo do viaduto. Porém, como fizemos o retorno no viaduto, não passei por ele e não fui parado. Qualquer um que conhecesse a estrada, desviaria daquele policial. O posicionamento deles me pareceu útil apenas para pegar turistas desavisados. O hotel Tague, integrado a um restaurante e posto de gasolina na beira da ruta 14 era novo e limpo. Atendeu perfeitamente a nossa necessidade de um bom sono para pegar a estrada no dia seguinte. E seguimos pela ruta 14 até Colon na expectativa de sermos parados pela polícia. Mas felizmente isso não aconteceu. Entramos no Uruguay e daí em diante a estrada foi a mesma da viagem de ida. Passamos em Rivera no meio da tarde de domingo. Apenas as lojas grandes estavam abertas, mas foi o suficiente para comprarmos bons vinhos e meus filhos dividirem um PS-4 que era uma grande novidade, pela metade do preço que custava por aqui. Dormimos no hotel Cristal na beira da BR-290 próximo de São Gabriel. Uma boa opção para quem está na estrada. No café da manhã encontramos uma família argentina que seguia para o litoral catarinense. Mas agora o idioma oficial era o nosso. O gracias deu lugar ao obrigado. O permiso foi trocado pelo com licença. No meio da tarde estávamos de volta a Floripa. A cidade estava lotada de hermanos. E provavelmente, boa parte dos argentinos que curtiam o verão nas fantásticas praias de Santa Catarina não conheciam a patagônia argentina (muito menos a chilena). Enquanto nós, extasiados com os visuais fantásticos e a natureza exuberante, já começávamos a imaginar nossa 3ª viagem a patagônia.
  4. Ruta 40 e EL Chaltén (18/1 a 22/1/2014) Na nossa primeira viagem para a Patagônia fomos a El Calafate, mas como o tempo era curto não conhecemos El Chalten. O paraíso dos trekkings merecia um tempo maior para ser conhecido. E dessa vez, como viajamos de carro ainda percorreríamos boa parte da lendária e deserta Ruta 40. Depois de passear rapidamente em Chile Chico, entramos na Argentina em Los Antiguos no meio da tarde. Como ainda era cedo, decidimos rodar até Bajo Caracoles que pelo que tínhamos pesquisado era uma vila com hospedagem na Ruta 40. Depois de passar por Perito Moreno (a cidade) rodamos 130 kms sem nenhum sinal de civilização até Bajo Caracoles. Da estrada vimos a pousada e uma placa de um hostel. A pousada Bajo Caracoles tem 8 quartos todos com banheiro compartilhado. Como tinham vários carros chegando e a pousada é bem razoável para uma noite, decidimos ficar lá mesmo se ver o tal hostel. Grande sorte!!! Depois descobrimos que pegamos o último quarto disponível e o tal hostel estava fechado (não sei dizer se reabriu). Se não conseguíssemos vaga teríamos que dormir no carro ou seguir 227 km no ripio até Gobernador Gregores (desviando um pouco do caminho e viajando a noite no rípio) ou ainda retornar para Perito Moreno. Na verdade Bajo Caracoles não chega a ser uma vila. A pousada é o único comércio local e tem uma bomba de gasolina, um pequeno armazém, o único telefone público (nenhum sinal de celular) e um comedor que serve refeições. Ao redor da pousada são muito poucas casas. De qualquer forma é um oásis de civilização e um bom ponto de parada no caminho para El Chalten. Como não existem opções e não há nada para fazer por lá, todos jantam no razoável comedor da pousada, acordam cedo para o café que é servido lentamente e colocam o pé na estrada. Foi o que fizemos. E rodamos muito no rípio até Tres Lagos. No caminho cruzamos com poucos (muito poucos) carros e nenhuma vila. Apenas algumas raras estâncias (fazendas). O rípio na Argentina é muito menos compactado que no Chile. Portanto é importante manter o carro no trilho, saindo apenas se for necessário para ultrapassagem ou para ficar distante de um carro que venha no sentido contrário evitando ser atingido por alguma pedra (e isso nos aconteceu no caminho para o bosque petrificado. Mais detalhes no post sobre a Patagônia Atlantica). Depois de alguns kms já estamos acostumados e é tranquilo dirigir, desde que com cuidado, insisto. Chegamos em El Chalten no início da tarde. Fomos direto no posto de informação turística. Já sabíamos as trilhas que pretendíamos fazer, mas saber as condições climáticas era importante para planejar a sequencia de atividades. Para a Laguna Torre o vento atrapalha mais do que o tempo nublado para chegar no mirador Maestri. Para o Fitz Roy é fundamental o tempo estar aberto e dá para subir mesmo com vento forte. Como no dia seguinte estava previsto sol e vento, começaríamos pelo Fitz Roy. Fizemos o check in no bom hotel Tranqueras de El Chalten que tínhamos reservado com antecedência. Próximo da rua principal, a hosteria tem ótima localização. O prédio é bem novo, muito limpo e as instalações confortáveis. O café da manhã é simples. A pousada é administrada por um jovem casal bastante simpático. Sentimos falta de lugares para pendurar roupas no apto quadruplo. Fizemos um lanche na excelente La Wafleria com muitas e deliciosas opções de wafles e sucos. E fomos passear um pouco. Seguimos até a Laguna Del Desierto. São mais de 30 kms da cidade. É bem bonita, mas já tínhamos visto muitos lagos na viagem, então podíamos ter escolhido melhor o passeio. Ali perto fomos subir até o glaciar Huemul que fica em propriedade privada, mas o dono foi tão antipático que desistimos. Voltamos para El Chalten e jantamos no excelente El Muro. Aliás, comemos bem todas as noites. O El Muro é pequeno com ambiente aconchegante e cozinha criativa. Na 2ª noite fomos ao tradicional Como Vaca que serve ótimas carnes num ambiente simples com bom preço. E na 3ª e última noite fechamos com chave de ouro no La Tapera. El Chalten é uma cidade pequena e simpática. As atrações estão fora do perímetro urbano e o que vale por aqui são as trilhas. E por suas características permitem fazer bate e volta, dormindo em pousadas na cidade, comendo bem e bebendo os excelentes vinhos argentinos a cada noite após as longas caminhadas. Claro que a opção de acampar nas trilhas que muitos fazem é bem interessante também, mas relaxar e comer bem após as trilhas foi uma escolha para nós. Fizemos a trilha do Fitz Roy começando na hosteria Pilar. Para isso pegamos um taxi até lá. A opção é muito interessante, pois além de andar menos o caminho de ida é diferente do caminho de volta. O visual do caminho de ida valeu a pena. Especialmente a vista do glaciar Piedras Blancas. Os dois caminhos se encontram no camping Poincenot, onde fizemos um lanche e uma pausa. Um pouco depois passamos pelo camping Rio Branco e em seguida começa a longa subida para a laguna de los três na base do Fitz Roy. O vento era muito forte e em alguns momentos era difícil caminhar. Algumas rajadas exigiam que nos apoiássemos nas pedras para não cair. Mas como não tem abismo, qualquer coisa é cair, levantar e seguir adiante. A laguna de Los Tres e o visual do Fitz Roy são belíssimos. O vento incomodava e os abrigos são poucos. Mesmo assim, não deixe de seguir um pouco mais até a laguna Sucia. Aliás, por ali estávamos protegidos do vento. Retornamos pelo caminho tradicional passando pela laguna Capri e terminando na cidade. A trilha é longa e cansativa, mas vale muito a pena. Mesmo que o clima seja muitas vezes inóspito, vale muito a pena! A trilha para a laguna Torre é mais leve. O tempo estava fechado e choveu em vários momentos. A maioria das pessoas retorna depois de curtir o belo visual da laguna, mas o mais bonito está depois, seguindo até o mirador Maestri com uma vista próxima do glaciar. Este trecho é que fica perigoso se o vento estiver forte. Como a maioria não segue até lá, o mirador fica muito tranquilo e excelente para apreciar o visual em paz. A ideia era fazer o ice trekking no último dia, porém como demoramos para agendar não conseguimos vagas. Pensamos em fazer a trilha da Loma del Piegle Tumbado, mas estávamos cansados e o dia amanheceu muito ruim. Então saímos de El Chalten logo depois do café rumo a costa atlântica, iniciando o longo caminho de volta.
  5. Carretera Austral (12/1 a 18/1/2014) A Carretera Austral era a parte mais esperada da viagem. E não decepcionou! Os visuais são fantásticos e não são repetitivos. As pequenas cidades são muito agradáveis e as pessoas da região muito simpáticas. Entramos no Chile por Futaleufu. Este trecho inicial não é a Carretera Austral, mas o visual tem o mesmo padrão de beleza da estrada principal. Subimos a Carretera em direção norte até Chaiten e depois descemos até Caleta Tortel. Voltamos até o lago General Carrera para retornar a Argentina por Chile Chico. Não fomos até a Villa O’higguins. Ficamos 7 dias (6 noites) rodando na Carretera. O melhor é curtir a paisagem que é maravilhosa e variada, mas avaliando em retrospecto, deveríamos ter ficado um pouco mais por lá para curtir e entender melhor as pequenas cidades da região. Não fizemos nenhuma reserva prévia e fomos decidindo onde dormir de acordo com o andamento da viagem. Na primeira noite encontramos as cabanas Villa Gesell. Local muito legal em Puerto Cárdenas de frente para o lago Yelcho com belíssimo visual e acomodações confortáveis. É preciso estacionar o carro e caminhar por uma pequena trilha até a recepção e as cabanas. A segunda noite dormimos em Puyuhuapi no recomendado Hostal Y Cabanas Aonikenk que não decepcionou. Depois ficamos 2 noites em Coyhaique nas cabanas Ayelen que ficam na entrada da cidade, são bem amplas, confortáveis e com bom preço. A penúltima noite foi em Cochrane nas cabanas Rio Cochrane que não tem geladeira e são bem simples. A ideia era ficar lá 2 noites, mas como não curtimos, arriscamos encontrar uma cabana na beira do rio Baker para a última noite. Grande ideia! Foi muito legal! Mas não lembro mais o nome do local. Existem alguns lodges na região e não tenho certeza em qual ficamos. Acho que foi no Green Baker Lodge. Com exceção do hostal Aonikenk, todas as hospedagens eram esquema de cabana com cozinha completa e não incluíam café da manhã. Para as refeições preparamos várias vezes o jantar na cabana. O almoço foi em alguns dias lanches de trilha. Mas também fomos em restaurantes legais. O Mi Casita de Té em La Junta tem pratos elaborados em um ambiente rústico e familiar. Fica na própria carretera. O Carnes Queulat em Coyhaique faz jus ao nome com ótimas carnes. Na Caleta Tortel comemos no ótimo Sabores Locales que tem pratos da região e fica no alto de uma escadaria acessada da passarela a beira mar. Como já disse, o melhor é curtir o visual da estrada que é fascinante em muitos (mas muitos mesmo) trechos. Além disso, fizemos passeios. Fomos até os glaciares Yelcho e Colgante pelas trilhas auto guiadas. O segundo é muito mais bonito, mas também uma trilha bem mais longa e pesada, com bastante subida. Andamos de Caiaque em Puyuhuapi e fomos de barco até as capillas de Marmol saindo de Bahia Mansa ao sul de Puerto Rio Tranquilo. Aparentemente esta opção torna o passeio mais barato e mais completo. Dedicamos um dia ao circuito dos lagos próximo a Coyhaique que não valeu muito a pena. São lagos bem bonitos, mas nada especial comparados com os muitos lagos que conhecemos na viagem. Relaxamos e curtimos muito a beira do rio Baker e dos rios em Futaleufu, mas acabamos não fazendo rafting. Nas cidades nos impressionamos principalmente com as cinzas que destruíram e encobriram casas em Chaiten e com as passarelas de madeira em Caleta Tortel. Dirigir na carretera é bem tranquilo. Alguns trechos são asfaltados, passamos por obras de asfaltamento, mas a maior parte é rípio. Por aqui o rípio é bem mais compactado que na Argentina, o que torna a viagem mais segura. Vários trechos são verdadeiros tapetes de rípio, mas é preciso segurar a vontade de acelerar. A aderência é muito menor que no asfalto e qualquer bobeada você pode rodar. Se frear brusco, o carro escorrega. O trecho entre Cochrane e Caleta Tortel foi um dos poucos em que a estrada estava esburacada. O dia a dia na Carretera Austral Entramos no Chile por Futaleufu. Curtimos os rios da região e depois voltamos para a cidade onde almoçamos. Fazia muito calor, mas mesmo assim a galera desistiu de fazer rafting. Pegamos a estrada em direção a Carretera Austral. O caminho é belíssimo. De uma ponte é possível ver a passagem do pessoal fazendo rafting. Deu muita vontade de fazer, mas já era tarde. Chegamos na Carretera já no fim do dia e viramos a direita em direção ao norte. Começamos a procurar hospedagem. Encontramos as excelentes cabanas Villa Gessel no minúsculo povoado de Puerto Cárdenas com belo visual do lago Yelcho. Para chegar nas cabanas é preciso estacionar no final de uma ruazinha e fazer uma rápida caminhada por uma trilha até a recepção e cabanas. Deixamos as mochilas e fomos até Chaiten. O tempo era curto, mas deu para fazer as compras para o jantar em pequenos mercados, passear rapidamente pela cidade (em parte uma cidade fantasma) e, principal, conhecer a parte da cidade destruída pelo vulcão. Impressiona. São casas abandonadas com tudo dentro. Como se o tempo tivesse parado em 2008. Algumas completamente cobertas pelas cinzas. É possível perceber o caminho das lavas descendo pelo rio e alcançando a cidade. Voltamos para a cabana já escuro para jantar. 2º dia Curtimos um pouco o belo visual da pousada antes de seguir viagem. Fizemos a trilha até o glaciar Yelcho que é bem tranquila, leva aproximadamente 1 hora e não tem subidas significativas. O glaciar é visto de longe. Para ir até o glaciar é preciso fazer uma trilha guiada e bem mais longa. Almojantamos em La Junta no restaurante Mi Casita de Té que é bem recomendado e realmente interessante, com pratos bem elaborados. Fica na própria Carretera. Tínhamos indicações de um bom mercado em La Junta, mas achamos quase tão pequeno quanto os das demais pequenas cidades do caminho (exceto Coyhaique que é uma cidade maior e tem supermercado). Seguimos até Puyuhuapi onde nos hospedamos no Hostal Y Cabanas Aonikenk. Estava quase escurecendo, mas fomos andar de caiaque alugado o que foi bem legal e relaxante. Quando terminamos já estava tudo escuro. 3º dia A parte da manhã foi dedicada ao ventisquero Colgante no parque Queulat. A trilha é longa e tem bastante subida, mas o visual do glaciar vale a pena. Para saber disso, foi preciso esperar um tempo lá em cima até que as nuvens deram uma trégua descortinando o glaciar. Para chegar em Coyhaique existem 2 opções de caminho um pouco depois de Villa Maniguales. Pegando a esquerda segue pela própria carretera austral. Pegando a direita segue pela ruta 240 passando próximo de Puerto Aysen e com mais trechos asfaltados. Pelo que tinha lido ambas pareciam muito interessantes. Optamos por seguir pela 1ª opção (esquerda) e gostamos bastante do visual. Não tenho como avaliar o outro caminho. Quem sabe na próxima viagem...Chegamos em Coyahaique no fim da tarde. Encontramos logo na entrada da cidade as cabanas Ayelen, que são aptos bem espaçosos, confortáveis e baratos. Decidimos ficar lá, mas como ainda estavam limpando o apto não pudemos deixar as mochilas. Fomos jantar no restaurante Carnes Queulat e demoramos muito. Quando percebemos estava escuro (passavam das 22hs). Como não tínhamos deixado o apto pago, ficamos com medo de ter sido ocupado. Ufa! Estava lá nos esperando. A dona, muito simpática, disse que várias pessoas procuraram hospedagem, mas ela tinha combinado conosco e não podia alugar para outros. Mas pela nossa demora, achou que tínhamos desistido. Esse perfil de pessoas simpáticas e comprometidas foi o que mais encontramos em toda viagem e, especialmente, nas pequenas cidades da Carretera Austral. 4º dia Dedicamos o dia a passear pelos lagos no entorno de Coyhaique. Todos bem bonitos, mas já tínhamos visto muitos lagos bacanas na viagem e nenhum deles nos surpreendeu. O mais curioso é que os lagos estavam com uma infestação de algas que causavam algum problema sério para a saúde ou para a agricultura (já não lembro). Então estava proibido entrar na água e tinha uma equipe para orientar e ainda borrifavam um líquido nos pneus do carro ao sair da região. Na volta passamos no super, fizemos cambio e fomos para o apto preparar o rango. 5º dia O dia começou com uma surpresa. Quando fomos calibrar os pneus, um deles estava vazio. Enchemos o distinto e fomos procurar uma borracharia para consertar o neumático pinchado (pneu furado). Foi sorte acontecer quando estávamos na maior cidade da Carretera Austral. Resolvido o problema pegamos a estrada. Passando por Cerro Castillo, o tempo estava bem nublado e a vista ficou prejudicada. Chegando em Puerto Rio Tranquilo fomos conhecer as capillas de Mármol. Optamos por pegar o passeio em Bahia Mansa, mais ao sul. Acho que a decisão foi boa. Além de mais barato, a impressão é que o passeio é mais completo. Por ser mais perto, o barco fica mais tempo nas capelas. Como o barco era menor, apenas nós 4 e mais um casal tínhamos mais liberdade para nos movimentar pelo barco, tirar fotos, demorar um pouco mais apreciando o visual. Retornamos até a vila para almoçar, mas preferimos fazer apenas um lanche reforçado. Continuamos em direção ao sul. Quando começamos a margear o rio Baker ficamos encantados. Seguimos até Cochrane, onde chegamos já anoitecendo. Só tivemos tempo para dar uma volta rápida na cidade. Gostaria de ter explorado mais. Ficamos nas cabanas Rio Cochrane, mas não curtimos. 6º dia Fomos até Caleta Tortel. Este foi o pior trecho da estrada, com bastante buracos. Na ida o tempo fechado dificultou o visual, mas na volta pudemos apreciar melhor a vista do caminho. Caleta Tortel é muito agradável e diferente. Você anda por passarelas de madeira junto aos fiordes. Passeamos bastante por lá e almoçamos no bom Sabores Locales. Nesse restaurante encontramos clientes que falavam português. Acho que foi a única vez em nossos dias na Carretera Austral. E mesmo assim eram chilenos que tinham morado no Brasil. A ideia inicial era ficar 2 noites em Cochrane, mas como não tínhamos curtido a cabana e tínhamos adorado o rio Baker, optamos por voltar um pouco mais e tentar hospedagem em algum dos lodges que tinham na margem do rio. Encontramos um bem legal e com preço razoável. Acho que o nome é Green Baker Lodge, mas não tenho certeza se foi nesse que ficamos. 7º dia O último dia na Carretera Austral começou na beira do incrível rio Baker. Curtimos bastante o local, mas acabamos não fazendo a descida de bote que tínhamos combinado na véspera. O preço e a água gelada desanimaram uma parte do grupo e desistimos. Seguimos em direção a Chile Chico margeando o belíssimo lago General Carrera. No início da tarde tínhamos terminado esta parte da aventura. Almoçamos em Chile Chico em um dos poucos restaurantes que ainda estavam abertos, compramos vinhos e chocolates para gastar os pesos chilenos que tínhamos em notas menores e atravessamos pela 4ª vez na viagem a fronteira entre Chile e a Argentina
  6. Netuno

    Florianópolis

    Sobre o passe rápido para turistas tem mais info aqui http://www.setuf.com.br/passe-rapido/cartoes/turista/ O cartão para turistas custa R$ 3,00. A passagem está custando R$ 3,10 em dinheiro e R$ 2,98 com cartão. Então vale a pena se for andar muito de bus ou vier a Floripa com frequencia. Além disso, pagando com dinheiro a integração de uma linha para outra só pode ser feita no terminal, sem mudar de plataforma (só o TICEN tem + de 1 plataforma). Usando cartão tb dá para trocar de bus fora dos terminais sem pagar outra passagem, mas isso depende da linha e do sentido (uma vez liguei p o Setuf e não conseguiram explicar a regra). Para quem vem da Lagoa para o Aeroporto, se estiver no 330 é possível saltar na Av. Mauro Ramos e pegar o Corredor Sudoeste ou Tapera no caminho, mas não sei se vale a pena. Se estiver no 320 (que é + rápido q o 330) a integração será no Ticen, pois ele vem pela Beira Mar. Espero ter ajudado abs
  7. Região dos Lagos Argentinos (07/01 a 11/01/2014) A imigração foi rapidinha e já entramos na Argentina próximo a ruta dos 7 lagos, um pouco depois de Villa La Angostura. Seguimos nossa viagem panorâmica parando nos lagos do caminho até San Martin de Los Andes. A parada que mais gostamos foi no lago Trafful. Ao contrário das estradas pelas quais tínhamos passado de manhã no Chile, por aqui o movimento era intenso e exigia dirigir com atenção. Para o motorista, curtir o visual só nas paradas. Chegamos por volta de 18 ou 19 horas em San Martin. Começamos a procurar hospedagem e...todas lotadas. Fomos no tourist information e depois de enfrentar uma bela fila, a moça fez uma cara de “vai ser difícil conseguir vaga para 5”, mas nos deu o telefone e o preço de 2 pousadas bem caras. Ligamos para uma delas que nos passou um preço ainda maior e informou que uma família estava a caminho. Se eles não chegassem em meia hora, poderíamos ficar com o quarto. Fomos na 2ª pousada indicada e também estava lotada. Esta pousada fica numa região com uns 3 quarteirões só de pequenas pousadas. Então nos dividimos em 3 grupos e saímos batendo de porta em porta. Ninguém tinha lugar para 5, mas algumas tinham lugar para 2 ou 3 pessoas. Tudo resolvido! Nos dividimos nesta noite e na noite seguinte teríamos um chalé para todos na Hosteria y Cabanas del Chapelco. O chalé tem um quarto de casal e 3 camas de solteiro na sala. A cozinha é bem equipada e são 2 banheiros. Na pousada, o apto triplo é bem apertado. Tanto o chalé quanto o apto são bem limpos. O café da manhã é incluído apenas para quem está nos aptos e é bem simples. Depois dessa inesperada emoção, só nos restou jantar e dormir cedo para aproveitar o dia seguinte. Nos encontramos depois do café e fomos para Junin de los Andes visitar o lago huechulafquen com bela vista do vulcão Lanin. O passeio de barco pelo lago foi a parte mais interessante. O lago é bem bonito, mas rodamos muito de carro para chegar lá. Talvez tivesse sido melhor dedicar mais tempo para San Martin (até porque o dia seguinte foi de chuva). Voltamos no fim do dia e jantamos no recomendado e excelente El Regional. O local não é barato, mas vale a pena. A tabua de frios e defumados que inclui javali e cervo é deliciosa e diferente. O local fica muito cheio, mas como chegamos cedo conseguimos lugar sem espera. Como amanheceu chovendo e ventando tivemos que repensar a programação. Ainda tentamos conhecer um pouco melhor San Martin de los Andes, mas a chuva e o tempo muito cinzento atrapalharam muito. Então pegamos a estrada rumo a Bariloche mais cedo. Mesmo com chuva, optamos por um caminho alternativo que prometia belo visual. Primeiro passamos no lago Meliquina. Chovia tanto que tivemos que comer nosso lanche de trilha dentro do carro. Mas depois quando chegamos no belíssimo paso Córdoba o tempo abriu e pudemos curtir o visual. A estrada é de terra e este caminho me parece mais interessante para quem está com carros mais altos, que não sofram muito com buracos. Chegamos em Bariloche no início da tarde. Depois do susto com as pousadas lotadas em San martin, fizemos uma reserva em um apart selecionado pelo tripadvisor. Ao estacionar vimos muita sujeira na garagem, especialmente embaixo da janela onde ficava nosso apartamento térreo. Nosso primeiro erro foi não ter desistido na hora. Por dentro o apartamento também não era um primor de limpeza e ao abrir a geladeira veio um cheiro horrível. Decidimos pedir para trocar de quarto. Nos levaram para um, acho que no 4º andar, com visual belíssimo do lago. Porém, o local era um apartamento improvisado. Ali anteriormente tinha sido o bar do apart hotel. Toda a estrutura ainda estava lá, incluindo garrafas empoeiradas com bebidas, uma cozinha industrial e muitos cascos. Local esquisito, mas a vista era deslumbrante. Só que a cortina era transparente e no dia seguinte a claridade nos acordaria ao amanhecer. Começamos a discutir se valia a pena ficar ou trocar de hotel. O clima tava ficando pesado. Decidimos ficar aquela noite e procurar outro para o dia seguinte. Saímos para comer. Já era fim de tarde e estávamos apenas com o lanche de trilha. Os hotéis que procuramos no centro estavam todos lotados. Fomos passeando de carro pela beira do lago e aproveitamos para procurar pousadas. Depois de algumas tentativas frustradas, na pousada Los Cerezos a dona nos disse que tinha um chalé, mas não podia se comprometer em reserva-lo para o dia seguinte. Resolvemos chutar o balde, abrir mão do que tínhamos pago na espelunca do apart hotel e ficar as 2 noites na pousada Los Cerezos. Sábia decisão! Estávamos gastando pouco na viagem. Melhor perder uma diária e manter um bom clima do que economizar e ficarmos em um ambiente pesado de discussões. Fomos até o horrível apart hotel antumahuida (esse é nome da espelunca) pegamos nossas coisas e nos instalamos na excelente pousada Los Cerezos que é bem espaçosa, muito bem equipada e limpa. E para completar ainda tinha cerejeiras carregadas no quintal. Tudo resolvido e tranquilo, fomos ao centro a noite dar uma volta pela cidade e comprar chocolates. O idioma oficial era o português. Não é a toa o apelido Brasiloche. E muitos turistas com perfil cvc. Bariloche é uma cidade grande, com muito trânsito e movimento o tempo todo. É preciso paciência para atravessar a cidade. Depois de vários dias viajando por cidades e vilas bem menores, para nós que curtimos mais a natureza foi um susto o movimento da cidade. Mas Bariloche também é muito bonita. No dia seguinte fomos ao cerro Catedral. Subimos de teleférico, caminhamos bastante lá em cima, curtimos o belíssimo visual e brincamos na neve. Depois seguimos para fazer o circuito Chico. Belos visuais do lago, mas muito movimentado para o nosso gosto. Almoçamos na beira do lago e tivemos que atravessar a cidade para pegar as roupas na lavanderia. Engarrafamento de cidade grande. Como era a última noite da minha filha conosco na viagem preparamos outro fondue de chocolate maravilhoso para fazer a despedida. Depois do café seguimos para o aeroporto. Como o voo atrasou mais de 2 horas e resolvemos ficar esperando com a minha filha, atrasamos muito a partida para Futaleufu. Mesmo assim seguimos a ideia inicial de seguir por dentro do parque nacional Los Alerces beirando os lagos e curtindo o visual. Novamente estrada de terra que vale a pena para carros altos. Fomos beirando o lago Futalaufquen com belíssimo visual. Como estava tarde, não daria tempo de atravessar a fronteira naquele dia. Tentamos uma hospedagem no próprio parque, mas estavam lotadas. Então seguimos até a cidade de Esquel onde pernoitamos no honesto Planeta Hostel.
  8. Ola HLira, Eu estive no Atacama, Bolivia e Peru em 2012. Vale muito a pena! Planejo voltar, mas não sei quando. E realmente nossas viagens tem sido bem parecidas. Inclusive, eu também moro em Floripa. Abraços
  9. Região dos Lagos Chilenos (04/01 a 07/01/2014) Saímos de manhã, mas não muito cedo, de Rancágua e seguimos pela ruta 5 para o sul. No caminho fizemos contato com o famoso hostal Érika em Puerto Varas e, para nossa sorte, tinham um cancelamento e vaga para nos acomodar por 2 noites. A intenção era ficar 3 noites por lá, mas isso resolveríamos depois. O hostal Erika é simples, mas muito limpo e por um preço justo. Os destaques são o café da manhã e a simpatia da Dona Érika. Foi lá que comemos a melhor Kuchen (cuca) da viagem. Que delícia! Como já conhecíamos Pucon, optamos por concentrar nosso tempo na região dos lagos chilenos no entorno do lago Llanquihué. Chegamos em Puerto Varas já no fim do dia. Demos uma volta rápida e fomos jantar no Mercado 605. Excelente restaurante, mas caro. No nosso primeiro dia realmente de passeio nos lagos, fomos dar a volta no Llanquihué. Começamos pelo salto de Petrohué. Não se limite a percorrer as passarelas. Seguindo dicas dos Mochileiros fizemos uma trilha rápida onde o visual é bem legal e não tinha quase movimento. Acho que se chama sendero Enamorados. Depois fomos até o lago Todos os Santos. O visual é legal, mas os tábanos (moscas gigantes) atrapalham bastante. Elas só aparecem em janeiro. Para quem vai neste período a dica é NÃO usar roupas escuras e passar repelente. Optamos por não fazer os passeios de barco oferecidos e seguimos para o Osorno. No vulcão brincamos bastante de ski bunda e curtimos o visual. Continuamos fazendo a volta no lago Llanquihué. Mas o “laguinho” é muito grande. Fomos até Puerto Octay onde almojantamos em um dos poucos restaurantes da cidade. Comida honesta. Esperava mais da cidade e de lá seguimos a nossa volta antes de escurecer. Na península Centinela, apesar do horário, as praias ainda estavam muito cheias. No final da península encontramos o hotel Centinela com apartamentos de frente para o lago com incrível vista para os vulcões Osorno e Pontiagudo. Perguntamos o preço e estava resolvida nossa hospedagem para o dia seguinte. Escureceu e voltamos para Puerto Varas pela estrada mais rápida que não beira o lago. Terminaríamos a volta ao lago no dia seguinte. Antes de retomar nossa volta ao lago precisamos fazer cambio em Puerto Varas para pagar a D. Érika. Uma das casas de câmbio não tinha dinheiro e a outra resolveu não aceitar nossos dólares, pois eram antigos. Fiz um saque no caixa eletrônico e completei com alguns dólares. D. Érika entendeu o problema e ligou para um amigo para saber o valor da conversão justa. Os mesmos dólares recusados foram aceitos sem problemas mais tarde no banco em Puerto Octay. E com cotação melhor. Check out feito, nos despedimos da D. Érika cujo hostal recomendamos bastante, passamos no super para comprar os ingredientes para um jantar especial na cabana de frente para os vulcões e retomamos nossa volta ao lago. Almoçamos em Fruttilar, passeamos um pouco pela cidade e chegamos no hotel Centinela no fim do dia. Passeamos um pouco na beira do lago e jantamos curtindo o pôr do sol de frente para o Osorno. A sobremesa foi um fondue de chocolate com morangos e framboesas maravilhosos. Acordamos, curtimos um pouco mais a vista e pegamos a estrada em direção a Argentina. Ao invés de seguir o caminho normal para a fronteira, optamos por passar por alguns lagos seguindo por estrada de terra (rípio). Passamos pela praia de Puerto Fonck, lago Rupanco e lago Puyehue. Sem movimento algum, pudemos curtir bastante a natureza por lá. Almoçamos no Jardin Del Turista em Puyehue e seguimos para a fronteira. A comida é bem saborosa, com ótimo atendimento e a sobremesa colhemos no pé numa carregada cerejeira.
  10. Região do Aconcágua (31/12 a 03/01/2014) Ao chegar em Mendoza fomos direto para um supermercado. Tinha acabado de fechar. Muitos clientes ainda estavam lá dentro. Seguimos para outro e a mesma coisa. Continuamos rodando e vimos do outro lado da rua um super da rede Vea ainda aberto. Ufa, tudo parecia resolvido. Só que não! Tinha um canteiro no meio da pista e para chegar no super foi preciso fazer uma pequena volta. Tempo suficiente para que este mercado também fechasse. Pqp! Ferrou! Numa loja de conveniência de posto compramos os itens que conseguimos para quebrar um galho. Encontramos um pequeno mercadinho (bem pequeno, uma portinha) ainda aberto. Compramos o que encontramos. Achamos outros mercadinhos bem pequenos abertos e por fim tínhamos ingredientes para preparar um macarrão ao molho de tomate que ficou delicioso e para tomar café da manhã no dia seguinte. O plano de passar o réveillon bebendo grandes vinhos de Mendoza teve que ser substituído por 2 garrafas desconhecidas que depois se mostraram mais ou menos. Resolvidas as compras era hora de comer alguma coisa. Estávamos morrendo de fome e obviamente também não tínhamos conseguido fazer cambio. E não é que os restaurantes estavam todos fechados. Até um Mcdonalds 24 horas tinha fechado para a festa de confraternização dos funcionários. Um sanduba horroroso num posto de gasolina aplacou a nossa fome. Pelo menos abastecemos sem problemas. Tudo resolvido subimos a cordilheira em direção a Uspallata onde tínhamos reservado um chalé na pousada La Quebrada del Sauce. No caminho paramos algumas vezes para curtir o visual. Ficamos em um chalé com 2 andares. Embaixo a sala confortável, cozinha bem equipada e um excelente banheiro. No andar de cima em um quarto único camas para nós 5. O andar de cima ficava um pouco abafado e os ventiladores eram fundamentais. A pousada fica fora do centrinho de Uspallata, mas bem próximo. Tem um bom espaço e o atendimento foi bem atencioso. O café da manhã pegamos na recepção para comer no chalé, mas no dia 1º de janeiro não teria café da manhã. Apesar de todo perrengue e da necessidade de improvisar, nossa ceia de ano novo ficou bem gostosa e foi muito legal curtir aquele momento em família. Mas estávamos exaustos e fomos dormir logo depois da meia noite. No primeiro dia de 2014 acordamos sem pressa. Estava um calor infernal. Neste dia fomos conhecer os lugares mais interessantes no entorno de Uspallata. Visitamos o cerro 7 colores, que é bem bonito e onde poderíamos explorar mais se não estivesse tão quente. Depois fomos nas bóvedas de Uspallata que é uma construção histórica com um museu simples que conta a colonização da região. Almoçamos na vila em um dos poucos restaurantes abertos e fomos ao cerro tunduqueral. As inscrições rupestres e o visual são interessantes, mas novamente o calor atrapalhou a exploração. O dia seguinte amanheceu bem mais fresco. Que bom! Descemos para Mendoza para visitar vinícolas e conhecer a cidade. Não tinha conseguido reservar pela internet, mas mesmo assim fomos na Catena tentar a visita na hora. Não foi possível fazer a visita guiada (e paga), mas pudemos conhecer toda a vinícola e ainda provar vinhos sem pagar nada. Talvez tenha sido uma opção melhor. De lá fomos para a Belasco de Baquedano. Também não conseguimos vaga para a visita guiada, mas pudemos conhecer a sala de aromas que é ponto forte da visita. Só lamentei não ter vaga para o almoço. Seguimos então para Mendoza, onde fizemos cambio, almoçamos e andamos um pouco pela cidade que é muito agradável. O paseo peatonal Sarmiento é uma boa amostra da cidade. Depois de conhecer o centro arborizado de Mendoza, um verdadeiro oásis, seguimos para o parque San Martin. O parque é muito grande e parece ser excelente para o lazer dos moradores, mas para turismo não vi muito interesse. Subimos até o cerro da Gloria que tem um visual legal, mas nada excepcional. A volta para Uspallata fizemos pelo famoso caminho das 365 curvas que passa por Villavicencio. Belissimo visual. Vale muito a pena subir por este caminho. Mas vá sem pressa, parando para curtir e fotografar. Chegamos em Uspallata já a noite, mas deu tempo de curtir os muitos mirantes no caminho. Na cruz de paramilo o visual é fantástico. No último dia no Aconcágua fomos conhecer as atrações no caminho para a fronteira, para então seguir para o Chile. Começamos visitando o parque provincial do Aconcágua, onde fizemos a trilha curta até a laguna Horcones. O visual é bem bacana, mas fica um gosto de quero mais. Devíamos ter feito uma das trilhas de dia inteiro. Visitamos a Puente del Inca e subimos até o Cristo Redentor já quase na fronteira. A subida para o Cristo tem um visual fantástico, mas a estrada de terra merece bastante atenção, pois é estreita e sem nenhuma proteção. Lá em cima faz muito frio e o vento soprava com força. É possível entrar no Chile por lá, mas nesse caso deve-se fazer a imigração antes. Como não tínhamos pensado nisso, voltamos pelo mesmo caminho e atravessamos para o Chile pelo túnel. Essa foi a fronteira mais movimentada da viagem. Pegamos uma boa fila. A imigração é integrada, ou seja, é feito um único procedimento que vale como saída da Argentina e entrada no Chile. A descida no Chile também tem um belo visual e muitas curvas. Paramos rapidamente em Portillo e seguimos viagem para a região dos lagos. Paramos para almojantar em San Felipe no restaurante Raconto que foi uma boa opção. É uma franquia com muitas opções de refeições, lanches e sorvetes. Pelo horário, a lógica seria dormir na cidade, mas a galera tava animada e seguimos em frente. Contornamos Santiago e seguimos pela ruta 5 em direção à região dos lagos. Já bem tarde paramos em Rancágua para dormir. Fomos em vários hotéis em Rancagua. Não faltavam vagas, mas os preços eram salgados para o que ofereciam. Ficamos no hotel Alejandra que foi o melhor custo benefício que encontramos.
  11. A Viagem de Ida (29 a 31/12/2013) Partimos de Floripa no dia 29 de dezembro. A ideia era sair bem cedo, mas na véspera voltamos do Natal em família no Rio de Janeiro e a sola do meu pé estava inflamadíssima, aparentemente por uma farpa. Tive que esperar 3 horas no pronto atendimento da Unimed e saí de lá tarde da noite tendo que tomar antibiótico e anti-inflamatório. Dormi mal, com medo de complicar a viagem por dificuldade de dirigir por causa do pé, mas os remédios fizeram efeito. Bem, conseguimos sair lá para o meio dia e pé na estrada. De Floripa a Porto Alegre, pegamos trânsito apenas no morro dos cavalos próximo a Floripa, mas hoje este trecho já está duplicado. Depois de Porto Alegre, a BR-290 que é pista simples tinha movimento intenso em direção a capital, provavelmente volta do feriado de Natal. O asfalto estava bom e a estrada tem muitas retas que facilitam a ultrapassagem. Na medida em que nos afastávamos de Porto Alegre o movimento contrário também diminua e facilitava a viagem. Por causa do atraso na saída de Floripa, só conseguimos chegar até Rosário do Sul e bem tarde, lá para as 10 da noite. Ficamos no hotel Ibicuí que é bastante bom. Não era barato, mas estávamos muito cansados para procurar. Fomos comer uma pizza que demoooooorou demais. Apesar de dormir tarde, acordamos cedo para seguir viagem e tentar recuperar o atraso. Optamos por fazer o caminho pelo Uruguay. Em Rivera, fizemos a entrada no Uruguay (a aduana fica um pouco escondida na cidade), trocamos um pouco de pesos uruguaios, pois minha filha viajaria por lá depois, e seguimos em direção a argentina. A ruta 5 é pista simples, mas bem vazia e muito reta, fácil de ultrapassar. Os pedágios aceitam reais e outras moedas. Depois de Tacuarembó, entramos na ruta 26 em direção à fronteira em Paysandu. Ao contrário da ruta 5, a 26 estava mal conservada e com muitos buracos, além de alguns trechos sem asfalto. A fronteira tinha um pouco de fila, mas foi tranquila. Entramos em Colon para almocar. Já tinha passado do horário de almoço e quase todos os restaurantes estavam fechados. Mas encontramos um simples e barato que matou a fome e atendeu as expectativas. Não conseguimos fazer cambio, pois estava no horário da siesta. Sorte que tínhamos trocado um pouco em Floripa por segurança. Mal pegamos a ruta 14 fomos parados pela policia caminera argentina. O guarda pediu um monte de coisas, abri a mala que estava lotada e demonstrei que sabia o que era obrigatório na Argentina. Mostrei o cambão que estava à vista, mas não tinha sido pedido e informei que tinha que tirar tudo da mala para pegar os 2 triângulos. Ele desistiu de checar e nos liberou. Será que ele queria arrumar uma grana de um turista desavisado????? Depois da ruta 14 que é duplicada, pegamos várias rodovias de pista simples algumas com muito movimento. Contornamos Rosário e pegamos a ruta 9 que é uma auto estrada muito boa. Então caiu um temporal daqueles. Não dava para ver nada, mas vamu que vamu. Seguimos em frente até Villa Maria onde chegamos já depois das 9 hs da noite. Demoramos a escolher hotel, pois eram caros ou muito ruins (ou ambos). Finalmente, encontramos um razoável e não muito caro. Comemos alguma coisa rápida próximo do hotel mesmo. Acordamos cedo no último dia do ano. Ainda tínhamos muito chão até Mendoza e depois subir até Uspallata. Durante o café da manhã ouvimos na tv que o comércio abriria até 18 horas. Um alívio, pois ainda precisávamos comprar o material para a ceia, incluindo bons vinhos em Mendoza, terra do vinho (oba!) e o café da manhã do dia seguinte. De Villa Maria até Mendoza a estrada foi bem tranquila, boa parte pela ruta 7 duplicada e bem vazia. Chegamos em Mendoza as 14hs e descobrimos que por lá o comércio tinha acabado de fechar...
  12. Esta foi nossa 2ª viagem para a patagônia. Não repetimos nada. Visitamos apenas lugares diferentes. O relato da 1ª viagem pode ser acessado no link na assinatura. Desta vez viajamos de carro. Saímos de Floripa em direção a Mendoza. De lá atravessamos a cordilheira para o Chile, descendo até os lagos chilenos. Cruzamos novamente a fronteira para conhecer o lado argentino da região dos lagos e continuamos para o sul pela Carretera Austral. Retornamos para a Argentina e descemos até El Chalten. De lá iniciamos o retorno pela patagônia atlântica. Partimos no final de dezembro de 2013 e retornamos a Floripa 30 dias depois. Eu, minha esposa e meus 2 filhos adolescentes (na época com 15 anos) fizemos a viagem completa. Minha filha viajou conosco até Bariloche de onde seguiu para seu mochilão com amigas pelo Uruguay. A viagem foi feita em uma Grand Vitara 2011. Foi uma grande vantagem fazer a viagem em um carro bem preparado para estrada de chão, mas em nenhum momento precisamos usar o 4x4. Fizemos reservas prévias apenas para o Reveillon em Uspallata (aconcagua) e El Chalten. Este último, pois ficaríamos mais dias e li sobre a dificuldade de hospedagem por lá na alta temporada. Ao chegar em cada cidade / vila procurávamos hospedagem. Isto nos rendeu ótimas escolhas. Tivemos dificuldade de hospedagem apenas na região dos lagos argentinos (Bariloche e San Martin). Em Bajo Caracoles, na ruta 40, existe apenas uma hospedagem funcionando e pegamos o último quarto. Ufa! E não existe sinal de civilização por dezenas de kms. Levamos um galão de 20 litros para gasolina extra, mas não precisamos enchê-lo em nenhum momento. Não faltou gasolina em nenhum local. Nos lagos argentinos as filas eram muito grandes. No dia em que estávamos saindo de El Chalten tinha combustível, mas as bombas estavam com problema, mas abastecemos em 3 Lagos sem dificuldade. A viagem foi fantástica! A patagônia realmente merece várias visitas. Não dá para conhecer tudo em uma única viagem. Nem mesmo em duas. Para facilitar a leitura de quem fará apenas parte do roteiro parecida, estou dividindo o relato por regiões, da seguinte forma: - viagem de ida - Aconcagua (Uspallata / Mendoza) - Lagos Chilenos (região de Puerto Varas) - Lagos Argentinos (San Martin de los Andes e Bariloche) - Carretera Austral - Ruta 40 e El Chalten - Patagônia Atlântica e viagem de volta Espero que seja útil.
  13. Netuno

    Praia do Forte

    Obrigado pelo post! Eu estava justamente querendo algo que tenha: 1) sossego, 2) praia boa para banho (mesmo que tenha que caminhar um pouco - 10/15 min - pra chegar), 3) infraestrutura e 4) comida boa. Quero passar 10 dias por lá, minha idéia é alugar um carro. Você recomendaria? O acesso a praias mais próximas é bom? Abraços. Moacir, da pousada para a praia vc faz uma trilha de uns 15 minutos pelas dunas e chega num trecho deserto. Andando um pouco para a esquerda vc chega em um trecho com barracas na praia de Santo Antonio, onde vc pode comer um peixe ou camarao, tomar uma gelada, enfim... O retorno pode ser pela vila do Diogo. Andando bastante na praia (tipo 1 hora) para a direita vc segue por praia deserta (exceto em 2 ou 3 trechos c resort) e chega até Imbassai. O pessoal dos resort so fica no trecho em frente ao hotel. Para a Praia do Forte é preciso ir de carro. O Diogo pode ser base tb para conhecer Sítio do Conde e Mangue Seco. Como íamos p Sergipe preferimos pousar por lá. A Vila do Diogo é bem pequena, mas tem um restaurante famoso chamado Sombra da Mangueira que é bem gostoso. Em outro dia comemos em um restaurante q nao lembro o nome, simples, barato e bem legal. Espero ter ajudado Abs e Boas Trips
  14. Netuno

    Florianópolis

    Os onibus saem do terminal Rita Maria que fica ao lado do TICEN, bem juntinho da ponte para o continente. No aeroporto vc pega bus p o TICEN.
  15. Netuno

    Florianópolis

    De Floripa para Balneário tem bus frequente pela Viação Catarinense. A passagem pode ser comprada pela internet (www.catarinense.net). Sao muitos horarios. A viagem leva entre 1:15 e 1:30hs. Os horários do bus executivo costumam ser diretos e mais rápidos. Importante não confundir Balneário Camboriú com Camboriú. Espero ter ajudado. Boas Trips!
  16. Hawaii – Big Island de 03/02 a 09/02/2015 A chegada na Big Island no minúsculo avião da Mokulele teve um visual incrível. A pilota ainda fez uma volta sobre umas praias lindas. Quando aterrissamos perguntei o nome da praia. O co-piloto não sabia, mas nos disse que o acesso era pelo Sheraton. Então pegamos o carro alugado e seguimos para lá. Mudamos apenas de praia, mas o roteiro já previa conhecermos praias ao norte de Kona no primeiro dia. Na entrada do luxuoso resort, basta informar que vamos para a praia. O estacionamento de visitantes é bem próximo da praia. Caminhamos por lá, vimos tartarugas, sítios arqueológicos e curtimos o visual. No resort tem restaurantes chiques de frente para a praia. Mas preferimos retornar em direção a Kona. Antes de chegar em Kona, paramos para almoçar na região do porto, no restaurante Harbor House, um fish and chips indicado pelo Lonely. A comida é saborosa, mas muito gordurosa. O visual da marina é bem interessante e o local agradável. Boa cerveja local. Em Kona, passeamos pela orla e fomos no Hulihe’s Palace. Que decepção! O museu tem muito pouca informação. Sorte que nós tínhamos carteirinha de estudante do curso de inglês e não precisamos pagar. O preço normal são salgadíssimos $ 8. Já no caminho para captain cook, onde nos hospedamos, passamos pela White Sand Beach que também decepcionou. Ainda descemos até a baia dos golfinhos (kealakekua bay), mas como a descida é longa quase perdemos o pôr do sol. Nos hospedamos no Halemalu nas 2 primeiras noites em Kona. Como a ilha é grande, optamos por ir rodando a ilha, por isso ficamos 2 noites em Captain Cook, depois 2 noites próximos do vulcão e as 2 últimas noites em Waikoloa, próximo de North Kona e South Koala. Dessa forma, evitamos passeios bate volta muito longos. Para nós funcionou muito bem. Conhecemos pessoas que montaram base em Hilo para conhecer toda a ilha retornando sempre para a mesma base. O Halemalu não é bem um hotel nem um hostel. Eu diria que a proposta, muito interessante, é de uma casa comunitária. Todos os aptos têm 2 quartos e uma sala com sofá cama, acomodando 6 pessoas tranquilamente. Ao chegar o dono, muito simpático, apresenta toda a casa que fica sob o cuidado apenas dos hóspedes. Para contatos com o proprietário, que mora próximo, temos um telefone vermelho. O único problema é que a área comum e as varandas não veem uma vassoura faz tempo. Mais detalhes em http://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g60580-d1631478-r269804381-Halemalu-Captain_Cook_Island_of_Hawaii_Hawaii.html#REVIEWS Preparamos o jantar na bem estruturada cozinha do Halemalu e fomos dormir. Acordamos cedo para ver os golfinhos na baía. A ideia era mergulhar com eles ou andar de caiaque. Porém estava frio e atualmente só é permitido remar na baía dos golfinhos em excursões guiadas. Então nos limitamos a vê-los no amanhecer, mas estavam bem distantes. Para mergulhar seria necessário nadar bastante. Só vimos um casal se preparando para mergulhar logo cedo. Depois do café, seguimos para Honaunau. Começamos pelo parque nacional (Pu'uhonua O Honaunau National Historical Park) e depois fizemos snorkel na baía. O parque é um sítio arqueológico interessante, mas esperávamos mais informações para entender a história do Hawaii. O snorkel foi bom, mas nada inesquecível. A praia é bem bonita. Retornando a rodovia principal, almoçamos no excelente Kona Coffeehouse & Cafe at Honaunau, bem próximo do acesso para Honaunau. Comida leve, saudável, muito saborosa e ótimo atendimento. Destaque para o hambúrguer de macadâmia. Delícia! Como não tínhamos demorado na Kealakekua bay no início da manhã, pudemos antecipar a programação do dia seguinte. Então fomos até o extremo sul da ilha (e dos EUA) e seguimos até a impressionante green sand beach. Para chegar no South Point é preciso passar por um trecho que as locadoras de veículos não autorizam. Fomos mesmo assim e não vimos nenhuma dificuldade no percurso. Apenas é um trecho muito estreito que em algumas partes só passa um carro por vez. Nada demais. No South point o mar bate forte nos rochedos e o visual é interessante. Seguindo um pouco mais, chegamos ao estacionamento para a Green Sand Beach. Para ir até lá só caminhando ou de 4x4. Caminhonetes fazem o percurso, mas preferimos ir caminhando para curtir o caminho. E é realmente muito bonito e não chega a ser cansativo para quem gosta de caminhar. A Green Sand Beach impressiona. Além da cor da areia, o visual é muito bonito. Descemos até a praia. Já era fim de tarde e estávamos sozinhos por lá. Um pouco depois chegaram umas crianças locais que deram ainda mais vida ao local, brincando na areia e na água. Voltamos de olho no relógio e chegamos no carro pouco antes de escurecer. Passamos no supermercado de Captain Cook, menor que o de Kona, mas bem sortido. Preparamos o jantar no Halemalu e sandubas para o dia seguinte no vulcão. De Captain Cook seguimos para o vulcão Kilaueua, no caminho passamos pela Black Sand Beach. Esperávamos ver tartarugas, mas vimos apenas bastante movimento de pessoas. Visitar um vulcão ativo era o ponto alto da viagem. Não é todo dia que passamos por um deles e a expectativa era muito alta. Já tinha pesquisado no site do parque nacional e sabia que não havia nenhum local acessível para ver lava naqueles dias. A lava que invadia Pahoa já tinha mudado de direção e poupado a simpática cidade. Chegando na sede do parque confirmamos as informações sobre o caminho da lava e sobre as trilhas. Fomos até o museu Thomas Jaggar de onde se tem a melhor vista da fumaça que sai da cratera principal em atividade. De lá seguimos de carro fazendo todos a parte aberta da Crater Rim Drive e descendo a Chain of Crater Road até o belo Holei Sea Arch a beira mar. Paramos em diversos lavas flow de várias erupções e pudemos observar nas mais antigas a natureza renascendo. Tínhamos até escolhido a trilha que faríamos, mas faltou tempo e deixamos para o dia seguinte (mas depois mudamos os planos). Do parque seguimos para a casa que reservamos pelo booking em Mountain View, um pouco depois de Volcano. Foi fácil a melhor hospedagem da viagem. E muito barata. O local chama-se Secluded Rainforest Retreat. Não encontrei no tripadvisor, apenas no booking. É uma casa muito boa numa área verde muito agradável. São 3 quartos que acomodam 7 pessoas tranquilamente. A reserva não inclui café da manhã, mas a simpática dona nos deixou a geladeira repleta de guloseimas para o breakfast. A casa tem uma bela vista da mata, é confortável e muito bem decorada. Fica um pouco distante do centro, então é fundamental estar de carro. E para completar foi muito barata. Pagamos $223 para 6 pessoas por 2 noites, ou $37 por pessoa por noite. O email da Maile e do Steve para contato direto é [email protected] Jantamos na própria casa bebendo um vinhozinho e curtindo a mata ao redor. A Maile indicou o supermercado mais próximo, que não era tão próximo assim. No dia seguinte ao invés de voltar para o vulcão decidimos fazer snorkel. Fomos até Kapoho Tide Pools Ahalanui Park que é um point muito bom com bastante vida marinha, bonito e bem vazio próximo a Pahoa. Na volta paramos no Ahalanui Park que é um pequeno parque com piscina termal e salva vidas. Agradável para relaxar. Voltamos pela beira mar curtindo o visual até Pahoa onde almoçamos em um restaurante de comida havaiana bem gostoso chamado Kaleo's Bar & Grill. Chegamos no meio da tarde e estava aberto. Jantamos no mesmo esquema agradável e de baixo custo da véspera e fomos ver o vulcão a noite no mesmo mirante do museu Thomas Jaggar. Muiiiiito frio, mas vale a pena o visual. No quinto dia na Big Island nosso destino final era Waikoloa, passando por Hilo e pelo Mauna Kea. Mas antes resolvemos incluir uma visita diferente. E proibida. Ir até a usina de tratamento de lixo de Pahoa que tinha sido invadida pelas lavas do vulcão na erupção atual, um ou dois meses antes da nossa viagem e cujo acesso estava interditado. Interessante ver que os havaianos colocam oferenda sobre o fluxo de lavas. É assustador ver a destruição que causa. Deixamos o carro longe do local da interdição e fomos andando em duplas. Era sábado e não havia ninguém. Ficamos com receio, mas deu tudo certo. De Pahoa seguimos para Hilo. Desistimos de visitar o museu da Tsunamis. Eu tenho bastante curiosidade sobre o assunto, mas o museu era minúsculo e achamos que não valia a pena. Almoçamos em um restaurante tailandês bom e barato New Chiang Mai Thai Cuisine. Visitamos rapidamente a cidade que já foi destruída 2 vezes por tsunamis e cujo centro parece perdido no tempo. De lá seguimos para o gigante Mauna Kea. A informação era de que a partir do centro de visitantes somente com veículo 4x4, que não era o nosso caso. No centro confirmaram a informação e tinham fotos de acidentes. A maioria do grupo não estava animada para subir até o topo, mas como meu cunhado estava muito afim de ir, a turma topou esperar no carro junto ao centro de visitantes. Somente eu e meu cunhado subimos de carona. Tinha lido que é fácil pegar carona, mas acho que esperamos uns 15 minutos até que 2 americanas do Oregon nos levaram até o topo e ainda garantiram a carona de volta. O visual lá de cima é muito lindo. E o frio intenso. Valeu a pena chegar quase na hora do pôr do sol e curti-lo antes de descer. No dia em que fomos, sem chuva nem neve, a estrada estava bem tranquila para carros comuns. Finalmente, já a noite seguimos para o nosso hotel em Waikoloa. Ficamos no Paniolo Green. Um resort simples, com apartamentos de 3 quartos excelentes e ótimo preço. Mais detalhes em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g60608-d242433-Reviews-Paniolo_Greens_Resort-Waikoloa_Kohala_Coast_Island_of_Hawaii_Hawaii.html. A vila de Waikoloa tem uma localização mais ou menos. Para chegar nas praias é preciso sempre descer de carro as montanhas. O local é repleto de hotéis. Vi apenas um supermercado na vila. Fiquei com a impressão que Waikoloa é uma vila de turistas. No dia seguinte fomos conhecer as praias da região de South Koala. Começamos por Hapuna beach que é bem movimentada e tem um estacionamento gigante. De lá fomos caminhando até a famosa e agradável Mauna Kea beach, passando por belas paisagens. De volta ao carro subimos mais um pouco até Kawaihae. A praia e a vila não tem nada de especial. Comemos bons burgers e tacos no Koahala Burger e Taco que fica no segundo andar de um pequeno shopping. O local é pequeno e apertado, mas os sandubas e tacos são bons. A ideia era conhecer Puako na volta, mas optamos por voltar direto para o hotel. Fim de viagem, todos cansados fomos aproveitar um pouco a estrutura do hotel. Passamos no super e preparamos o rango na bem estruturada cozinha do apart. No nosso último dia no Hawaii fomos até North Koala. Conhecemos a pequena cidade de Hawi e o Pololu lookout. Muito bonito, mas o pessoal não teve disposição para descer até o vale. A ida foi pela 270 uma scenic drive que segue pela costa. Quase sempre estávamos no alto da montanha, vendo o mar e algumas baleias lá de cima. Voltamos pelo interior da ilha em direção a Waimea, por outra scenic drive, Kohala Mountain road. Infelizmente o tempo fechou e pudemos ver muito pouco das montanhas. De qualquer forma, dá para perceber que é uma região rural, bem diferente do restante da ilha. Almoçamos rapidamente em Waimea e seguimos para o Waipio valley. O tempo já estava aberto novamente. Assim como no Pololu lookout, o visual é bem interessante. Da mesma forma, a preguiça de fim de viagem não animou para descermos até o vale. De lá pegamos a estrada para Kona, concluindo nossa volta pela realmente grande Big Island. Chegamos com tempo para dar uma volta pela cidade e comprar alguns presentes. Planejamos comer em um restaurante bem conceituado para fechar a viagem com chave de outo. Mas como estava cheio, acabamos indo ao Pizza Hut e de lá para o aeroporto. Nosso voo partia as 10:36hs. Chegamos por volta de 8:30 da manhã em San Diego, depois de uma conexão em Los Angeles. Alguns custos (em dólar por pessoa) Aluguel de Grand Caravan (7 lugares) em Kona por 7 dias - $ 363 Halemalu em Cap. Cook 2 noites sem café - $ 431 ou $35,91 por pessoa / dia Secluded Rainforest Retreat 2 noites c/geladeira abastecida - $ 250 ou $ 21,66 por pessoa / dia Paniolo Green Resort 2 noites sem café - $ 417 ou $ 34,75 por pessoa / dia Despacho de bagagem na American Airlines - $ 25 (por mochila) Almoço no Harbor House (Kona)- $ 17 Almoço no Kona Coffee house (perto de Cap. Cook)- $ 20 Almoço Kaleo's Bar & Grill (Pahoa) - $ 26 Almoço New Chiang Mai Thai Cuisine (Hilo) - $ 21 Sandubas no Kohala Burger and Taco (South Koala) - $ 12
  17. Netuno

    Chacaltaya

    Não me lembro c certeza, mas acho q voltei do Chacaltaya proximo da hora do almoco. O passeio seguia até o vale da lua, mas muitos desceram no centro. Acabei nao indo a Tiwanaku.
  18. Netuno

    Chacaltaya

    Depois do Uyuni vc estará adaptado a altitude. Então pode ir p o Chacaltaya qdo chegar em La Paz sem precisar nova adaptação. Qdo fui não encontrei nenhum tour que fizesse Chacaltaya e o Tiwanaku. Para fazer os 2 no mesmo dia, acho que a opcao seria na volta do Chacaltaya saltar no caminho, pegar uma van e fazer Tiwanaku por conta. Mas como faz tempo q estive lá, podem ter criado outros passeios. Boas trips
  19. Netuno

    Florianópolis

    Oi Mariane, eu concordo com o João sobre a Costeira. Para os padrões de Floripa é considerado um bairro perigoso, pela presença do tráfico de drogas. Para os padrões de Rio e SP, é tranquilo. Sobre transporte público, da Costeira vc tem bus direto para o Aeroporto, Tirio e Ticen. Se vc quiser ir p as praias do sul, pega bus no tirio, entao é tranquilo. Se vc quiser ir p as praias do norte ou leste, a costeira nao tem boa logistica. Para a ufsc, tem uma linha com raros horários (tirio - titri). Se nao coincidir o horario, tem pegar 2 bus apesar de ser perto. De taxi p a ufsc é perto. Espero ter ajudado. Boa Trip e Bom Evento
  20. Hawaii – Ilha de Maui de 29/01 a 03/02/2015 Depois do último dia de aula em San Diego, partimos para o Hawaii. A expectativa era grande! Terminada a aula, muitos abraços de despedida e já estávamos com saudade de San Diego, do curso e, principalmente dos amigos que fizemos. Almoçamos rapidamente, devolvemos o carro e seguimos para o aeroporto. O voo para Maui com conexão em Los Angeles era da American Airlines, então fomos para o terminal 2. A van da locadora nos deixou lá. Sem erros, certo? Errado! O voo até LA é feito por uma cia regional do grupo da AA e sai do Commuter terminal. Então, pegamos o bus circular do aeroporto e mudamos de terminal. Por sorte estávamos com tempo e não rolou stress. No terminal certo, despachamos o mínimo de bagagem possível, pois em voos internos nos EUA a bagagem despachada é cobrada. Os mão de vaca conseguiram organizar a bagagem e despachar apenas 2 mochilas para 6 pessoas. Deixamos várias coisas no hotel onde ficaríamos na volta a San Diego. O primeiro voo foi numa aeronave pequena, na qual a bagagem de mão também tem que ser despachada (sem custos), pois não tem bagageiro no teto. Sabíamos que teríamos que trocar de terminal em LA, mas a boa notícia é que a própria AA disponibiliza um bus para te levar pela pista do terminal regional para o terminal principal da empresa. Lá fizemos um rango e esperamos a conexão. O voo para Maui foi bem tranquilo e depois de umas 5 horas estávamos no Hawaii. Chegamos no aeroporto de Kahului quase as 22hs. Pegamos o carro alugado e seguimos para o ap alugado em Kahana no oeste da ilha, alguns kms depois de Lahaina. Antes passamos no supermercado Foodland em Lahaina para comprar uma pizza para a noite e o café da manhã dos dias seguintes. Esse mercado tem uma boa variedade, é caro (como quase tudo no Hawaii), mas tem uma dica interessante para reduzir os custos. Informe o número do celular no caixa para receber os descontos para clientes fidelidades. Uma curiosidade é que faz muito muito frio lá dentro, outra curiosidade é que só vendem bebidas alcoolicas até certo horário (23hs, se não me engano). Como passava deste horário não pudemos comprar um vinhozinho para relaxar depois da viagem. O ap alugado no airbnb era muito bom e pode ser visualizado em https://www.airbnb.com.br/rooms/3264864. Fica em um grande condomínio em Kahana, uns 10km depois, local bem agradável. São 2 quartos com cama de casal e mais um sofá cama na sala. A cozinha é muito bem equipada e o ap ainda tem prancha de surf, cooler, cadeiras de praia. Ou seja: bem completo. E o preço estava excelente, menos de 30 dolares por dia por pessoa. Apenas o sofá cama não era confortável. Como estávamos em 6, decidimos democraticamente revezar quem dormiria nele. Sobre a localização, o oeste da ilha é a região mais movimentada e cheia de resorts. Para conhecer toda a ilha, não é o melhor local. Como o preço estava muito melhor que as opções disponíveis, achamos que valeu a pena rodar um pouco mais, ficar num ótimo ap e pagando pouco para os padrões locais. Depois de uma boa noite de sono era chegada a hora de começar a conhecer o hawaii. Dedicamos o primeiro dia ao oeste de Maui, onde estávamos hospedados. As praias nesta região são cercadas por resorts, mas sempre tem acesso público apesar de as vezes ser complicado conseguir estacionamento. Kahana, onde estávamos não chega a ser uma praia. Napili é muito agradável. A praia é pequena e bem aconchegante. No canto direito fizemos um bom snorkel. Nada impressionante, mas bem legal. Lá também tem um restaurante a beira mar. Kaanapali talvez seja uma das mais famosas. Tem muitos restaurantes e resorts na orla. De lá também saem passeios de barco. Por causa dos resorts são poucos locais para estacionar. Caminhamos até a Black Rock, ponto famoso de snorkel, mas não gostamos. Estava muito cheio. É interessante para quem não quer nadar, pois já vemos peixinhos bem na beira. Mas a variedade de vida marinha estava pequena. Talvez pelo grande número de pessoas ou por termos ido na parte da tarde, quando o mar fica mais mexido. Só não perdemos a viagem por causa de uma gentil tartaruga se exibiu para nós. Na parte da manhã, tentamos estacionar em Kapalua e não encontramos vagas. No fim da tarde voltamos e caminhamos em direção a Oneloa Beach, por uma trilha bem marcada e quase sempre calçada passando ao lado de luxuosos resorts. Visual belíssimo e agradável, mas uma trilha muito urbanizada para o nosso gosto. Em Kapalua também tem restaurante a beira mar que pode ser uma boa opção para o pôr do sol (não vi preços), mas estávamos cansados e voltamos para o ap antes do sol se por. Indo além da região dos resorts, fomos até a linda Honolua bay. O visual lá de cima é belíssimo, mas não chegamos a descer até a praia, que dizem também tem ótimo snorkel. Passamos por diversas outras praias na região, que é agradável e bem bonita, mas como já disse é muito movimentada e sofisticada por causa dos resorts. Jantamos em Lahaina em um restaurante típico bem meia boca, o Aloha Mixed Plate. O local é bem movimentado e costuma ter fila de espera. Chegamos perto do horário de fechar, quase 9 da noite e estava mais vazio. Os pratos vieram muito rápidos, mas são pfs típicos sem muito sabor. De lá seguimos até o agradável centrinho de Lahaina onde tomamos um sorvete deliciosao em uma varanda a beira mar no Ono Gelatto. Pelo que tinha pesquisado a Road to Hana seria a cereja do bolo em Maui. E como o tempo daquele lado da ilha é bem mais chuvoso, cuidamos de escolher o dia com melhor previsão do tempo para ir para lá. Acordamos o mais cedo que conseguimos e pé na estrada. Como não era tão cedo assim, decidimos não parar em Paia e nas praias do norte. Também não paramos em Jaws na ida, pois as ondas estariam mais altas no fim da tarde. Pegando a road to Hana fomos parando nos pontos que pareciam mais interessantes. Gostamos bastante do lava tube e da black sand beach quase chegando em Hana. Mas vou ser sincero: a road to Hana nos decepcionou bastante. A estrada é bonita passando por dentro de uma floresta tropical, mas para nós brasileiros isso não é grande novidade. Em alguns momentos o visual do mar do alto de penhascos também é bem legal. Mas pelo tanto que tinha lido esperava mais. Par um carioca era como andar na Floresta da Tijuca e de vez em quando ter visuais da Avenida Niemayer. Em Hana comemos em um restaurante tailandês bem simples, quase improvisado, mas bem gostoso e com bons preços chamado Thai Food By Pranee. O cardápio informa se os pratos são apimentados. O que eu escolhi era médio, mas ardia demais. Estava muito gostoso, mas não final eu já estava chorando. Todos os outros pratos que pedimos tinham pouca ou nenhuma pimenta. Depois do almoço seguimos até o Oheo´s Gulch, também conhecidos como 7 Sacred Pools. O local tinha sido muito recomendado, inclusive por uma havaiana em San Diego. Só que não. As piscinas naturais estavam quase secas. Snif, snif. Hora de pegar a estrada de volta. O tempo estava curto para ir até Jaws que meu cunhado queria muito conhecer. E ainda começou a chover. Acabamos nos esquecendo da Red Sand Beach. Andamos o mais rápido possível na estrada super estreita, cheia de curvas fechadas e debaixo de chuva, mas chegamos ainda com claridade em Jaws. Como já sabíamos que não há indicações na estrada, coloquei as coordenadas no gps todo crente. Mas o gps nos mandou por uma estrada que estava fechada. Pedimos informação em uma casa e usamos o gps do celular para chegar em Jaws e ver as ondas, que estavam altas mas não gigantes, lá de cima. No terceiro dia em Maui fomos para o sul da ilha. Começamos fazendo snorkel na Ahihi Kinau reserve. Para chegar lá é preciso pegar um pequeno trecho de estrada bem estreita que as locadoras proíbem. Mas o trecho é pequeno, vale o risco. O dia estava feio e a praia vazia. Achamos que estava vazio por causa do tempo, mas depois descobrimos que o principal motivo era a final do Super Bowl. Como nós e os peixes não acompanhamos futebol americano, tivemos uma snorkel fantástico. A visibilidade não era boa por causa do tempo, mas a diversidade de peixes compensava. Um snorkel padrão Noronha! Na volta paramos em food truck de tacos chamado Jawz. Uma boa opção. Nada excepcional, mas vale bastante, pois na região não vimos muitas opções. Depois de matar a fome, fomos conhecer outras praias no sul. Caminhamos por Makena, Ulua, Maluaka (se bem me lembro). Aqui a trilha a beira mar é também bem urbanizada e a região tem vários resorts de luxo. Perto de um deles acompanhamos várias tartarugas se alimentando nas pedras. Na volta do sul da ilha fomos para o norte. A distância norte sul não é grande, porém ir de leste (Hana) a oeste da ilha é longe. Fomos ao mirante em Hookipa, acompanhamos a galera surfando e depois paramos em Paia, demos uma volta pela vila e tomamos um sorvete. O astral da região é muito diferente do oeste. No lugar de resorts e turistas tradicionais, casas de madeira e tribos alternativas. Gostamos do lugar, quem sabe não ficamos por lá da próxima vez. Na volta para o ap, finalmente o pessoal conseguiu se decidir entre acordar cedo e ir a Molokini ou dormir um pouco mais. Quatro de nós toparam a ideia. Um dos meus filhos e meu cunhado preferiram um bom soninho. Fomos então até as lojas que vendem os passeios, mas já era tarde e todas estavam fechadas. Consegui contratar o passeio por telefone na Boss Frog, que pelas minhas pesquisas era a mais barata. Dá para fechar por tel até as 20hs, mas precisa pagar no cartão (e morrer nos 6,38% do iof). Como teríamos que acordar muiiiiito cedo, jantamos no China Boat, restaurante chinês bem ao lado do ap. Comida honesta e barata. E fomos dormir, pois a vida de turista não é fácil. Acordamos cedo. E põe cedo nisso! O barco saía de Maalea harbor as 6:30, mas tínhamos que estar lá as 6hs. Pela nossa localização, a atendente calculou meia hora até o porto. Saímos as 5:45, chegamos as 6:10. Tudo escuro. Paramos do lado errado no porto, mas logo localizamos o local de onde partia nosso barco. Fizemos o check in e ainda conseguimos pegar um bom lugar na parte externa na frente do barco. O café da manhã servido tem frutas e bolo. Quando amanheceu já estávamos saindo do porto. Começamos a navegar e a avista baleias. Mais adiante um filhote fez uma bela exibição para nós. O capitão parou para acompanharmos. E continuamos vendo baleias em todo trajeto até Molokini. Meu filho e minha esposa alugaram roupa de neoprene. Eu e minha filha dispensamos. Não precisamos, mas também não somos friorentes. Máscara, snorkel e pé de pato são incluídos no passeio. Chegando na cratera fomos os primeiros a descer e os últimos a retornar para o barco. Precisa dizer se gostamos? Águas transparentes, grande visibilidade, bela vida marinha. Valeu muito a pena! No caminho de volta ainda vimos várias outras baleias. Ainda valeu como um passeio de avistagem de baleias. Fizemos uma segunda parada para snorkel na Turtle beach. Infelizmente a visibilidade não estava boa e a vida marinha era pouca ou estava escondida. Não vimos nem uma tartaruguinha para contar a história. Dessa vez voltamos para o barco bem antes. O lunch já estava servido. Tinha saladas, frios e pão para você montar seu sanduba ou comer como refeição. Estava bom. Encerrados os mergulhos, tomei uma cerveja para comemorar. Chegando no porto retornamos para o ap onde encontramos os dorminhocos. Descansamos um pouco e seguimos para o último passeio em Maui. O também muito famoso vulcão Haleakala. A ideia era fazer uma trilha para dentro da cratera e depois ver o pôr do sol. A estrada para chegar lá é cheia de curvas e com belíssimas vistas. A caminhada prometia. Mas chegando no cume, o vento era muito forte. De levar as pessoas. Sem chance de fazer trilha nestas condições. Apenas conhecemos o cume, andamos um pouco por lá quase carregados, mas com belas vistas. Paramos também no centro de visitantes próximo ao cume que já estava fechado. De lá tivemos um belo visual da cratera. Ficava um pouco melhor quando conseguíamos abrigo do vento. Decidimos não esperar o pôr do sol e descemos parando várias vezes para curtir o visual. Jantamos em no Denny´s em Kahului. Uma boa rede de restaurantes americanos que já conhecíamos de San Diego. Voltamos para o ap bem cansados, mas ainda precisávamos arrumar tudo para partir no dia seguinte para a Big Island. Duas cias aéreas fazem voos de Maui para Big Island. Como compramos com antecedência, a preço da Hawaian Airlines não era muito superior ao da Mokulele. Preferimos (por 5 votos a 1) a Mokulele que usa aviões pequenos (9 passageiros) e voa mais baixo para poder curtir o visual durante o voo. Por incrível que pareça, conseguimos sair para o aeroporto antes da hora combinada. O trânsito estava bom e a devolução do carro foi muito rápida. Então chegamos no pequeno terminal de voos regionais do aeroporto de Kahului muito antes do horário. Fizemos o check in, despachamos 3 mochilas ($ 15 cada uma), pesamos a bagagem de mão e fomos pesados. Isso mesmo, é preciso que cada um suba na balança com a bagagem de mão que vai na cabine para definir os assentos. Além disso, a bagagem de mão um pouco maior é despachada e se exceder o peso tem que ser paga. Uma das nossas passava das 15 libras permitidas, mas a atendente não cobrou. Thank you! Teríamos muito para esperar naquele minúsculo terminal sem nada para fazer, mas para nossa sorte vieram nos perguntar se queríamos antecipar o voo. Em uma aeronave para 9 pessoas conseguiram antecipar 6 passageiros. Ao invés de partimos as 10:15 decolamos antes das 9:30hs. Como o vento da véspera continuava, alguns estavam receosos de voar naquele teco teco. No início do voo realmente balançou bastante e as nuvens atrapalharam um pouco o visual. Mas logo estávamos com uma paisagem exuberante, clicando um monte de fotos e curtindo o voo como um tour aéreo. Nem todos, é claro. Tinha gente segurando a poltrona e morrendo de medo. Mas não conto quem era! (hehehe). Falando sério, para quem não tem medo de avião a escolha da Mokulele valeu muito a pena, pois mais do que um transporte, o voo foi um dos passeios mais bonitos que fizemos. Porém, para quem tem medo de voar, pode ser mais tranquilo um avião maior da Hawaian Airlines. Alguns custos (em dólar por pessoa) Passagem aérea Mokulele Kahului – Kona - $ 80 Aluguel de Grand Caravan (7 lugares) em Maui por 5 dias - $ 363 Aluguel de apto por 5 dias para 6 pessoas - $ 858 ou $28,60 por pessoa / dia Snorkel em Molokini pela Boss Frog - $ 65 (inclui café da manhã, bebidas sem álcool e almoço) Despacho de bagagem na American Airlines - $ 25 (por mochila) Despacho de bagagem na Mokulele - $ 15 (por mochila) Jantar no Aloha Mix Plate (Lahaina) - $ 15 Almoço no Thai Food By Pranee (Hana) - $ 15 Tacos no Jawz food truck (perto de Big beach) - $ 8,50 Banana bread na road to Hana - $ 5 Jantar no Denny´s (Kahului) - $ 13 Jantar no China Boat (Kahana) - $ 16 Sorvete na Ono Gelatto (Lahaina) – entre $ 5 e $ 7
  21. Netuno

    Praia do Forte

    Eu sugiro uma pousada na vila do Diogo administrada por uma belga (Sophie). O site é http://www.toocoolnabahia.com.br/. A pousada é muito agradável, o atendimento é fantástico. O acesso a praia deserta de Santo Antonio é feita por uma trilha pelas dunas. O local é bom para quem está de carro, que será necessário para visitar a Praia do Forte. Estive lá em 2013. Paguei R$ 195,00 em chalet triplo. Pelo que me lembro o preço era bem melhor que em pousadas similares no Forte. E de carro, é bem perto.
  22. Queríamos realmente conhecer os canyons. Não bastava dar uma olhadinha no Grand Canyon e seguir em frente, a ideia era sentir e vivenciar alguns dos belíssimos canyons do Arizona e Utah. Para fazer isso precisávamos de um tempo maior, então aproveitamos o feriado de Martin Luther King e ainda matamos um dia no curso de inglês para conseguir fazer esta viagem. E mesmo assim sabíamos que seria apertado. Como Las Vegas fica no caminho, combinamos uma paradinha em LV para conhecer um pouquinho a loucura dessa cidade. Aproveitaríamos a noite na cidade e um pouco da manhã seguinte e seguiríamos para o Zion, depois Bryce, Antelope, finalizando no Grand Canyon. Na volta para casa, um pequeno desvio pela antiga Rota 66. Aproximadamente 2.300 quilometros para fazer em 5,5 dias e ainda muitas trilhas e mirantes para curtir. E assim fizemos! E valeu muito! Saímos de San Diego na quarta-feira logo após a aula. Quanto antes chegássemos em LV, mais tempo teríamos para visitar a cidade. A estrada foi tranquila, no início da I15 várias pistas, depois pista dupla com pouco movimento para atravessar o deserto. Por volta das 18 horas estávamos no Embassy Suites Las Vegas (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g45963-d97971-Reviews-Embassy_Suites_Las_Vegas-Las_Vegas_Nevada.html). O hotel é muito bom e tem um excelente café da manhã americano. É próximo, mas não fica na Strip, mas para quem está de carro isso não é problema. O pessoal da recepção indicou um shopping center onde estacionar sem custos. Comemos um hot dog interessante com várias opções de molhos e sabores no Pinks. Como tem mesas na calçada, ali mesmo já começamos a observar o movimento da cidade. De lá seguimos um roteiro com os casinos que queríamos conhecer. Como meus filhos são menores de 21 anos, não podem jogar e nem mesmo ficar parados em uma mesa ou máquina de jogo. Além disso, tínhamos pouco tempo e essa não era prioridade. Então em cada um dos cassinos nos limitávamos a conhecer e observar. E andando pela rua, também. A cidade tem uma energia diferente e interessante, como se fosse carnaval o ano inteiro. Por outro lado, a desigualdade social salta aos olhos e devia merecer mais reflexão. Super imponentes hotéis e cassinos, consumo desenfreado e dezenas de homeless na rua, no frio de inverno. Incontáveis mexicanos e mexicanas na rua oferecendo serviços de prostituição muitas vezes ofuscados por gigantescos luminosos oferecendo consumo e mais consumo para a sociedade mais consumista do planeta. E, entrando no próximo cassino, mais luxo, ostentação e extravagância. Deixando de lado essa discussão filosófica e social, o cassino que mais gostamos foi o Venetian. O New York New York o que mais decepcionou por dentro, apesar de ser muito bonito por fora. Não vou me aprofundar muito, pois nossa visita foi rápida. O planejamento que minha filha fez foi importante para conseguirmos visitar todos que achamos mais interessantes. O Luxor ficou para o dia seguinte, mas acabamos só olhando por fora. Como não acordamos cedo, na manhã de quinta apenas passeamos de carro pela Strip e fomos na famosa placa de Welcome to Fabulous Las Vegas. Que decepção. É uma placa minúscula com fila para tirar foto sozinho. Colocamos logo o pé na estrada rumo ao Zion. Já sabíamos que o tempo disponível para conhecer o Zion dependeria da hora que saíssemos de LV. Como partimos no final da manhã, deu tempo de fazer a scenic drive parando em todos os mirantes, fazer as trilhas lower e upper emerald pools e seguir ainda de dia rumo ao Bryce pela Zion Mt Carmel Hwy que é muito linda e passa por um velho túnel longo e muito estreito que é uma atração a parte. Para fazer tudo isso, o rango foram sandubas preparados antes de sair de San Diego. A scenic do drive do Zion é muito bonita e os mirantes muito interessantes. Como você está no meio do canyon a perspectiva é diferente dos outros canyons que conhecemos depois. Apenas a trilha da Emerald pools decepcionou. Imagino que outras trilhas do parque sejam mais interessantes. Esta tinha sido bem recomendada, mas o visual do caminho não tem nada demais e as piscinas são bem sem graça. O visual mais interessante é no final da trilha na Upper. Se tivéssemos um dia inteiro, acho que teríamos feito os Narrows. A noite nos pegou na estrada para o Bryce Canyon. Desde o Zion o tempo todo é pista simples, mas com pouco movimento e asfalto muito bom. Foi bem tranquilo dirigir. A parte da estrada que pegamos a noite, pudemos apreciar no dia seguinte rumo a Page e é muito bonita. Vale passar por lá de dia. Ficamos em Bryce City. Que é uma pequena vila um pouco antes da entrada do parque. Lá tem uns 3 hotéis (1 fechado no inverno), restaurantes (só 1 aberto no inverno até 9 PM), posto de gasolina e lavanderia. Voltando um pouco até a rodovia tem um subway (que fecha muito cedo no inverno, acho que as 6 PM) e outro hotel fechado. Tínhamos reservado o Best Western Plus Bryce Canyon Grand Hotel pelo booking que atendeu plenamente (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g56943-d1460646-Reviews-BEST_WESTERN_PLUS_Bryce_Canyon_Grand_Hotel-Bryce_Utah.html). Estava muito frio, mas muito frio mesmo por lá. Tudo nevado em volta, mas as estradas estavam limpas. O hotel tem excelente calefação, mas do lado de fora...Apenas um restaurante estava aberto, o principal do hotel Ruby´s Inn. Não tivemos trabalho para escolher, mas ficamos com medo de ser ruim e caro. Que nada! Bem bom e com preço bem razoável. Além de refeições, principalmente carnes, tem burguers e bom atendimento, típico de interior. Voltamos para o hotel com os termômetros marcando -13º celsius. Vou repetir -13º!!! O hotel e o restaurante são bem próximos, mas fomos de carro por causa do frio. Depois do café seguimos para o parque, que fica uns 2 km depois de Bryce City. Já no caminho tudo nevado em volta da estrada. Dentro do parque árvores cobertas de neve e, o melhor, o próprio canyon em boa parte todo branquinho. Apenas a estrada limpa. Seguimos bem devagar apreciando a paisagem. Paramos em alguns view points na ida e em outros na volta. No final da scenic drive do parque ficam dois belos mirantes: Yovimpa e Raimbow. Lá nos demoramos mais brincando na neve onde afundávamos até o joelho em muitos pontos. Na volta fizemos a trilha do Queens Garden e retornamos pela Navajo Trail. A fome já estava batendo, os lanches de trilha eram estavam acabando, mas nos mantivemos firme para fazer a trilha. E foi demais! A Queens Garden começa no Sunrise point e vai descendo o canyon até o Queens Garden. O jardim tem esse nome por causa de uma pedra que pareceria com a rainha. Não é grande coisa, mas o caminho descendo por dentro do canyon é fantástico. A cada curva um novo e belo ângulo do canyon. Por ser inverno uma parte da trilha estava coberta de neve e outra cheia de lama do derretimento da neve. Importante usar botas para facilitar a caminhada e não escorregar. No Queens Garden terminamos comemos o que ainda tínhamos para lanche de trilha e seguimos a Navajo Trail para retornar por outro caminho. No inverno apenas uma das subidas da Navajo Trail fica aberta. A subida é íngreme, mas o visual compensa. Em cada parada para tomar fôlego muitas fotos e contemplação. Chegamos no Sunset point e de lá seguimos pela Rim trail, que como o nome diz vai beirando o canyon até o Sunrise point onde estava o carro. Morrendo de fome paramos no Subway que fica na rodovia principal na entrada para Bryce city. Atendimento muito lento, fora do padrão da rede. De lá continuamos para Page onde chegamos já de noite, para variar. Enquanto o dia ainda claro pudemos curtir belos visuais na estrada, toda mão dupla mas com pouco movimento. Em Page nos hospedamos no Best Western View of Lake Powell. Bom e barato (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g60834-d74135-Reviews-BEST_WESTERN_View_of_Lake_Powell_Hotel-Page_Arizona.html). Comemos uma pizza no Strombolli´s bem pertinho do hotel e fomos dormir. A pizza era boa, mas não era nada especial, mas valeu a pena principalmente pelo preço e por ser pertinho do hotel. Precisávamos dormir cedo e recarregar as baterias para o dia seguinte. Depois do excelente café continental no hotel, seguimos para o horseshoe bend, que é uma curva do rio em forma de ferradura. O rio está lá embaixo e curtimos a vista lá de cima. Mesmo quem não gosta de ficar na beira do precipício como eu consegue curtir o visual. Deixamos o carro em um estacionamento as margens da rodovia (US 89) e caminhamos uns 15 minutos até lá. Não tem custo para visitar, mas também não tem estrutura ou qualquer proteção. Nem precisa dizer para quem está com crianças que é preciso ter cuidado. Como os meus já estão bem grandinhos caminhamos um pouco pelas pedras buscando as melhores vistas. Não sei se é hereditário, mas nenhum de nós curte ir até a beirinha do precipício. De lá voltamos um pouco na estrada e fomos para o Antelope Canyon. Uma grande dúvida antes da viagem era sobre ir ao upper ou ao lower canyon. Escolhemos o lower por ser mais vazio, exigir um pouco mais de esforço na visita (é muito tranquila, apenas não é acessível para quem tem limitações físicas), e last but not least, por ser bem mais barato. Não sei se fizemos a melhor opção, pois não fomos no upper, mas gostamos muito do lower. Apenas 2 empresas fazem o tour, paramos o carro na primeira que estava muito mais vazia. Chegamos a ficar com medo da outra ser melhor, pois estava mais movimentada. Porém nosso guia Navajo foi muito bom e como não tinha mais ninguém no nosso horário, fizemos o tour sozinhos, logo mais tempo para curtir o visual e pegar explicações com o guia. Se não me falha a memória o nome da empresa é Lower Antelope Canyon Tours. O passeio dura em torno de uma hora. Caminhamos um pouco fora do canyon até uma escada que descemos para entrar no estreio canyon. Dali voltamos caminhando por dentro do canyon e apreciando as incríveis formações e o reflexo da luz em algumas delas. De vez em quando o guia tocava uma flauta típica dando um clima ainda mais legal ao passeio. No final, abri a mão e feliz da vida demos $ 10 de gorjeta. Antelope conhecido, hora de seguir para a atração mais famosa e aguardada da viagem: O Grand Canyon. Já era hora do almoço e como saco vazio não fica em pé e a estrada para lá provavelmente não teria cidades (e não tinha mesmo, alguma civilização só já próximo a entrada para o GC na altura de Tuba City), voltamos um pouquinho em direção a Page fizemos um lanche no MCDonald´s mesmo antes de colocar o pé na estrada. A estrada foi tranquila, pista simples com bom asfalto e pouco movimento. Seguimos pela US-89T depois AZ-64. Antes mesmo de entrar no parque já temos alguns mirantes. Dá para ver a grandiosidade do canyon e em alguns pontos o rio correndo lá embaixo (acho que neste trecho não é o Colorado). Entramos no parque com o ingresso anual comprado no Zion e fizemos a Desert View parando nos mirantes. Com certeza as vistas são lindas, mas depois de tantos visuais maravilhosos de canyons esperávamos mais do GC. Ao contrário dos outros parques sempre vazios, aqui o movimento de turistas era bem grande. Especialmente no Mather Point. Vimos o sol se pôr no Yavapai point e seguimos para o hotel. Talvez por ser inverno, conseguimos reserva no Masvik Lodge dentro do parque por um preço bastante bom, mas sem café da manhã (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g143028-d73450-Reviews-Maswik_Lodge-Grand_Canyon_National_Park_Arizona.html). Então, optamos em ficar por lá. O hotel é bem tranquilo, mas dentro do parque as opções de alimentação são restritas as cafeterias e restaurantes do hotel e um mercado na GC Village. Como a cidadezinha de Tusayan é muito próxima e estávamos de carro, fico na dúvida se ficar lá não nos daria mais opções de alimentação. Nesta primeira noite fomos jantar no Arizona Room, um restaurante no Bright Angel Lodge. Gostamos bastante, além de um bom barbecue os burguers também eram bons. O segundo dia no GC foi dedicado a fazer trilha no GC. Tomamos café da manhã bem caro na cafeteria do Masvik e compramos sanduba para comer na trilha lá mesmo. Seguimos de carro até o centro de visitantes onde pegamos o bus do GC até o Yaki point, início da South Kaibab trail. A trilha vai descendo o canyon e passando por alguns belos visuais. No Cedar Ridge tem banheiros e muita gente volta dali. Seguimos adiante até o Skeleton point onde paramos, fizemos um bom lanche curtindo o visual e começamos a retornar. São muitas as orientações para não tentar ir até o rio e voltar no mesmo dia. No verão por causa do calor e no inverno por causa dos dias mais curtos. A descida é tranquila, mas é preciso guardar energia para subir. E, de preferência, subir devagar curtindo o visual. Até porque a subida é puxada. Depois de uns 9km de caminhada (ida e volta) feitas em 4 ou 5 hs (já não lembro bem) ainda tínhamos tempo para conhecer mais o GC. Mas só eu e minha filha estávamos com disposição. Então enquanto os outros voltaram de bus do GC para o hotel, nós 2 pegamos o bus até o Yavapai point, de lá descemos caminhando pela Rim trail passando por vários mirantes até a Mather point, onde pegamos o carro e fomos fazer a Hermits Rest road parando nos seus vários view points. No inverno não tem bus neste trecho de parque e você pode rodar de carro. Fomos até o final e deixamos os view points recomendados para o pôr do sol para o final. Mas quase não chegamos a tempo no Mohave point. Missão cumprida no GC, voltamos para o hotel e jantamos na cafeteria do Masvik mesmo. O visual nos vários view points são diferentes entre si. Mas se o tempo estiver curto, pode-se parar apenas em alguns que já terá uma bela e ampla visão do impressionante GC. A trilha para descer o canyon é um pouco cansativa na subida, mas permite viver e sentir mais o GC. Mas cada um dos canyons que visitamos tem um jeito e um visual bastante diferente. Valeu muito a pena ter feito este giro por Utah e Arizona conhecendo os vários canyons ao invés de ir apenas no famoso GC. O Bryce foi o que mais nos impressionou, talvez por estar coberto de neve. O Antelope é uma visita rápida, mas valiosa. No Zion não tivemos muito tempo, mas valeu muito ter passado por lá. O GC é gigantesco e impressionante. Esperávamos mais, mas talvez nossa expectativa estivesse muito alta depois dos outros canyons. Todas essas reflexões viemos fazendo na longa viagem de volta para San Diego. Quase 950 km, pois optamos por desviar pela antiga route 66 e passar por Seligman e Kingman na viagem de volta. Paramos ainda na Hackberry General Stores. Almoçamos em Kingman, rodamos um pouco pela cidade antiga, mas desistimos de visitar o museu da route 66. Já na Califórnia a estrada estavam bem cheia por causa da volta do feriadão. Chegamos quebrados em San Diego, mas felizes pela viagem. O roteiro era bem apertado, mas conseguimos curtir e aproveitar tudo que queríamos. Alguns Custos (em dólar por pessoa) Embassy Suites Las Vegas - $ 25 (apto quíntuplo com café americano) Western Plus Bryce Canyon Grand Hotel - $ 28 (apto quíntuplo com café americano) Best Western View of Lake Powell em Page - $ 20 (apto quintuplo com café continental) Masvik Lodge dentro do GC - $ 23 (por noite em apto quíntuplo sem café) Pink´s hot dog em Las Vegas - $ 11 Jantar no Rubi inn em Bryce - $ 29 (com vinho) Subway em Bryce - $ 10 Pizza no Strombolli´s em Page - $ 12 (com vinho) Mcdonald´s em Page - $ 5 Jantar no Arizona Room no GC - $ 28 (com vinho) Café da manhã no Masvik no GC - $ 8 Lanche de trilha no GC - $ 7 Jantar na cafeteria do Masvik - $ 16 (com vinho) Almoço no Denny´s em Kingman - $ 15 Entrada nos parques nacionais - $80 por carro passe anual. (Cada um dos 3 parques nacionais – Zion, Bryce e GC - visitados custaria $25 por carro) Passeio guiado no Lower Antelope - $ 28 (demos ainda $2 de gorjeta por pessoa)
  23. Esqui no Big Bear 08 a 11/01/2015 Neste final de semana o programa foi basicamente esquiar. Depois da aula na quinta-feira pegamos a estrada em direção ao Big Bear lake. No início a estrada é a mesma da viagem ao Big Sur em direção a LA, depois vamos mudando de estrada seguindo o gps. Somente na subida da serra a rodovia passa a ser mão dupla. Foram pouco mais de 200 km feitos em menos de 3 horas. Como havia possibilidade de neve na estrada e nesse caso teríamos que usar correntes nos pneus compramos as correntes indicadas para o pneu da Dodge Journey no Wallmart (como não usamos nem nesta viagem nem nos canyons, pudemos trocá-las e receber o $$ de volta). A serra tem bastante curvas, mas é bem tranquila. Chegamos no Hillcrest Lodge reservado pelo booking no fim da tarde, mas já estava escuro. A pousada é bem agradável e o quarto tem uma cozinha bem equipada (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g32074-d651349-Reviews-Hillcrest_Lodge-Big_Bear_Region_California.html). Nesta primeira noite comemos pizza pronta que tínhamos comprado em San Diego, tomamos vinho e ficamos conversando. Depois resolvemos dar uma volta na vila que a noite fica toda iluminada e muito bonita. Mas estava muiiiito frio. Voltamos para descansar e enfrentar o desafio de esquiar no dia seguinte. Acordamos cedo, preparamos nosso café e partimos para o Big Bear Mountain. Compramos por telefone um pacote com entradas para 2 dias, equipamentos e 2 horas de aula cada dia. Este pacote saiu bem mais barato do que comprar na hora. Como o Big Bear e o Snow Summit são da mesma empresa e bem próximos, optamos por ir no primeiro dia para o Big Bear e no segundo para o Snow Summit. Eu, minha esposa e um filho escolhemos esqui. Minha filha e meu outro filho escolheram snowboard. Na chegada vários funcionários orientam o estacionamento. Daí seguimos para uma fila para pegar o ticket comprado antecipadamente e na sequencia retirar os equipamentos alugados. A fila era grande, mas andou rápido. É uma verdadeira linha de produção. Como marinheiros de primeira viagem, estávamos um pouco perdidos, mas deu tudo certo. Prontos e equipados, guardamos as mochilas e tênis no locker, nos separamos e seguimos para o ponto de encontro das aulas de esqui e snowboard. Formamos um grupo com 7 iniciantes em esqui. Pegamos um caminhão que subiu até o local da aula e começamos. O professor era um senhor muito tranquilo, que falava devagar e explicava o passo a passo. Primeiro aprender a andar com um esqui, depois com os dois. Aprender a fazer a famosa pizza para frear. E começar a descer um pouquinho. Assim se passaram as 2 horas de aula. Meus filhos que fizeram aula de snowboard reclamaram um pouco que os professores falavam rápido e era difícil entender, então eles seguiam o movimento dos outros alunos. Terminada a aula nos encontramos e fomos comer um sanduba. Andar com a bota de esqui é bem difícil e lento. Me sentia um astronauta, cada passo uma vitória. Alimentados era hora de voltar para a pista. Agora por conta própria. Eu ainda estava inseguro, mas vamu que vamu! Para não pagar mico na fila dos teleféricos, subíamos por uma esteira ao lado da pista para iniciantes, descíamos até o final da esteira e subíamos de novo. Depois de um tempo experimentamos subir mais usando o teleférico. Já estávamos bem mais à vontade. E estava Muito divertido! Brincamos de esquiar até cansar. Infelizmente não pudemos subir nos elevadores mais altos das pistas mais difíceis. A vista lá do alto deve ser fantástica, mas sem chance de encarar as maiores descidas. Felizes e cansados, voltamos para a pousada. Depois de um bom banho fomos comer massa no Sweet Basil Bistrot. O ambiente intimista é muito legal, as massas são boas, mas não tem nada de especial. Tinha fila, o ideal teria sido reservar. Bem alimentados e relaxados por um vinho californiano bem bom e com ótimo custo (Castle Rock) fomos dormir para mais um dia de esqui. Seguimos o mesmo ritual do primeiro dia, só que desta vez no Snow Summit. E como era sábado estava muito mais cheio. O carro ficou num estacionamento distante onde pegamos um caminhão. Resolvemos ir direto esquiar e fazer snowboard. Só minha esposa fez a aula do segundo dia (mesmo não fazendo a aula já paga, saiu bem mais barato o pacote comprado por telefone). Achamos que seria mais divertido e relaxante ficar direto esquiando ao invés de seguir todas as orientações do instrutor. Já tínhamos aprendido o básico, então estávamos confiantes para descer as nas pistas de iniciantes. E foi bem legal! Por estar cheio as filas para os teleféricos eram gigantes, então muitas vezes subimos a pé até uma esteira rolante para não ficar na fila. As várias lanchonetes e restaurantes também estavam bem cheios, foi difícil conseguir uma mesa para 5. No meio da tarde, cansados e realizados fomos para a vila tomar um café bem gostoso no Cooper Q. Rodamos um pouco pela charmosa vila e voltamos para a pousada. Jantamos uma massa preparada na boa cozinha do apto. A ideia para domingo era dar uma volta pelo lago Big Bear e voltar a tarde para San Diego. Porém, amanheceu chovendo. A volta foi muito encurtada e chegamos cedo de volta para casa. Alguns Custos (em dólar por pessoa) Hillcrest Lodge - $ 29 (apto quíntuplo com cozinha e sem café) Esqui - $ 80 (na sexta com 2 horas de aula e aluguel de equipamentos) $ 90 (no sábado) Burguer no Big Bear $ 12 Burguer no Snow Summit $ 11 Jantar no Sweet Basil Bistro - $ 28 (com vinho) Café e pastries no Cooper Q - $ 5
  24. Road Trip Big Sur 01 a 04/01/2015 Passamos o Reveillon em San Diego e no dia 1º pegamos a estrada para o Big Sur. A ideia era ver os fogos no Harbor, mas estava frio e bateu preguiça, então fizemos a ceia em casa e ficamos curtindo o momento. Acordamos no dia 1º sem pressa, arrumamos as mochilas e pé na estrada. O destino do primeiro dia era Solvang, 400km de San Diego. O caminho no Google Maps e no gps eram os mesmos, então foi só seguir o gps. Escolhemos uma opção por estrada sem pedágio que levava mais 5 minutos. Se optássemos pela rodovia pedagiada, teríamos 5 dias para pagar o pedágio pela internet. Na freeway I5 são muitas pistas, em alguns trechos existem pistas exclusivas para carros com 2 ou mais pessoas, chamadas de car pools. Nos trechos em que pegamos trânsito mais pesado não tinha car pool. Fizemos um pequeno desvio e fomos conhecer Santa Mônica, praia famosa próxima a Los Angeles. Talvez por ser feriadão, a praia e a cidades estavam muito cheias. Por sorte paramos bem no estacionamento do píer de Santa Mônica ($ 6 dia inteiro). O píer era imenso e estava lotado, bem diferente da tranquilidade da Imperial beach que tínhamos visitado na semana anterior. Os fast foods e restaurantes transbordavam de gente, desistimos de almoçar por lá, comemos os sandubas destinados a viagem do dia seguinte pelo Big Sur. A parada valeu apenas pela curiosidade de conhecer a praia famosa, seu píer e o início (ou fim) da route 66. A praia em si é bem parecida com a maioria das praias de San Diego e LA. Chegamos em Solvang já escuro, por volta de 18 horas. Deixamos as coisas no bom hotel Royal Copenhagen Inn (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g33103-d321097-Reviews-Royal_Copenhagen_Inn-Solvang_California.html) e fomos conhecer a cidade a noite e jantar. Ops! A maioria dos cafés e restaurantes estava fechado ou fechando, isto é ainda tinha clientes, mas não estavam mais servindo. Encontramos uma padaria com doces dinamarqueses que fecharia as 19hs, compramos alguns para garantir a sobremesa. Logo em seguida encontramos o restaurante típico dinamarquês Bit O´Denmark que tinha boas avaliações no TripAdvisor e realmente valeu a pena. Então fica a dica: A noite em Solvang são poucas as opções de restaurante. O Bit O´Denmark fica aberto e é bem gostoso. Uma outra opção seriam os fast foods que ficam abertos, mas a proposta era aproveitar esse cantinho dinamarquês saboreando pratos típicos. Depois do jantar, andamos um pouco pela cidade e fomos dormir. Estava beeeem frio, tipo 2º celsius. A cidade é muito bonitinha e agradável com construções enxaimel e toda iluminada, imagino que para o Natal. Tomamos café continental no hotel com boas opções e alguma coisa típica e fomos andar pela cidade agora de dia. Bem agradável. Depois voltamos para a estrada para fazer o Big Sur e seguir até Monterey. A primeira parada foi em Morro Rock logo após San Simeon. Uma praia bonita, mas nada demais. Mais ou menos nesta altura a hwy 1 passa a ser pista simples. Como era feriadão estava bem movimentada, mas a grande maioria andava devagar curtindo o visual. A segunda parada foi em Elephant Seal Rockery, uma praia repleta de elefantes marinhos. Fica na beira da estrada e é muito movimentada, não tem risco de passar direto e vale realmente a pena a parada. Como são animais migratórios em cada época do ano um perfil diferente de elefantes marinhos habita a praia. Em janeiro, as mamães estão alimentando seus filhotes. Seguimos no rumo norte. Paramos no Big Sur Deli para comer um sanduba. As opções na estrada não são muitas, mas vc não passa fome. Neste local tinha um mercadinho, Burger, pousada e um posto de gasolina caríssimo. Felizmente enchemos o tanque ao sair de Solvang. Provavelmente por ser feriadão de ano novo a hwy 1 estava bem movimentada. Seguimos com um olho na pista outro no visual. A próxima parada foi já bem depois na fantástica MC Way falls no Julia Pfeiffer Burns State park. O acesso é gratuito se estacionar o carro fora do parque, como a maioria que para no acostamento da rodovia. A caminhada é curtíssima e estamos vendo essa linda cachoeira na beira de uma praia paradisíaca. Porém, não é permitido descer até a praia. O fim do dia nos pegou em um dos poucos trechos longos sem vista para o mar. Acelerei bastante e ainda conseguimos ver o pôr do sol no Pacífico. O final da viagem já foi no escuro. Chegando em Carmel pegamos um longo engarrafamento que se estendeu quase até Monterey. Em Monterey ficamos no El Castel Motel reservado pelo booking. O hotel fica na North Freemont street, uma rua longe da praia mas com muitos hotéis e restaurantes. O hotel é bem tranquilo, com ótimo custo benefício (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g32737-d578695-Reviews-El_Castell_Motel-Monterey_Monterey_Peninsula_California.html). Descansamos um pouquinho e fomos dar uma volta no Old Fisherman Wharf. A ideia era jantar por lá, mas nenhum dos restaurantes nos atraiu. Voltamos para um restaurante de massas bem em frente ao hotel onde comemos pizza, fomos muito bem atendidos por mexicanos muito simpáticos e foi bom e barato. No sábado em Monterey fomo ao Aquarium. A ideia era chegar bem cedo pois o dia estava cheio, mas para variar nos atrasamos um pouco. E vale a pena chegar cedo, o aquário estava bem vazio e foi enchendo, enchendo...Ficamos lá umas 2 horas e foi suficiente. As diferentes aguas vivas foram a melhor parte da visita. Valeu a pena! Saindo do aquário seguimos pela Ocean View Boulevard e Sunset drive até a famosa 17 miles drive. Ambas são scenic drives bem interessantes, com a diferença que na primeira não precisamos pagar nada e na 17 miles pagamos $ 10 na entrada do chiquerésimo condomínio onde fica a estrada. Terminamos o passeio em Carmel, comemos um sanduba rápido, abastecemos e já pegamos a Hwy 1 no sentido sul retornando em direção a Santa Bárbara. Afinal de contas esta viagem foi uma road trip e tínhamos que cair na estrada. Como estávamos atrasados passamos direto pelo Point Lobos State reserve, mas fomos parando em muitos pontos da estrada para curtir o lindo visual. Como a estrada estava bem movimentada fazer as paradas no sentido sul foi mais tranquilo, pois não precisava cruzar as pistas. Curtimos mais um belo pôr do sol no Pacífico e chegamos em Santa Bárbara já de noite. Ficamos no SandPiper Lodge bem confortável, mas um pouco caro (avaliação em http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g33045-d81930-Reviews-Sandpiper_Lodge-Santa_Barbara_California.html). Jantamos comida natureba por peso no Whole foods (um supermercado orgânico) e fomos dormir. No domingo, último dia dessa viagem, fomos a missão de Santa Bárbara que é muito bem conservada. A igreja e o convento ainda estão em atividade. As missões americanas são do final do século XVIII, bem mais “jovens” que as brasileiras. Ao invés de ruínas, encontramos prédios bem conservados e museu. Senti falta apenas de um olhar mais crítico quanto a exploração dos índios. Pode ser por ainda estar em atividade ou pelo perfil cultural dos americanos mesmo, mas isso já é um outro assunto. Saindo da missão seguimos por uma scenic view bem ao lado com uma bela vista da cidade, demos uma volta rápida na cidade, paramos um pouco na praia e, fazendo jus a road trip, colocamos o pé na estrada de volta para San Diego. A ideia era pegar a Hwy 1 que é mais lenta, mas segue junto as praias. Porém um trecho interditado nos fez voltar muitas milhas de volta para a 101. Então, optamos por entrar apenas em Venice Beach. No caminho a fome apertou e paramos em uma das muitas cidades junto a rodovia para comer um sanduba. A praia em Venice Beach é extensa, com um grande píer. Muitos bares, restaurantes e agitação nas ruas em volta. A praia em si não tem nada de especial. Demos uma volta e seguimos para casa, pois na segunda teríamos aula logo cedo. Alguns Custos (em dólar por pessoa) Estacionamento em Santa Mônica $ 6 (dia inteiro) Restaurante em Solvang – Bit O Denmark $ 40 (com vinho) Hotel em Solvang – Royal Copenhaguen Inn $ 29 (com café continental em apto quíntuplo) Burguer no Big Sur Deli - $ 8 El Castel Motel em Monterey - $ 23 (com café continental em apto quíntuplo) Pizza no Carusos em Monterey - $ 19 (com vinho) Monterey Aquarium $ 35 (estudante) 17 miles drive $ 10 (por carro) Hotel SandPiper Lodge em Sta Barbara $ 34 (com café continental em apto quíntuplo - 2 qtos) Jantar no Whole food $ 13 Missão em Santa Barbara $ 5
×
×
  • Criar Novo...