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  1. @Juliano Franco Obrigada! Ainda não conheço o Jequitinhonha, mas queria muito. Quando voltar, conta tudo! Já andei pesquisando sobre como ir para lá e achei bem pouca coisa na época. Boa viagem
  2. A 120 km de Belo Horizonte fica Cordisburgo, a cidade natal do escritor Guimarães Rosa. A antiga casa do autor é hoje um museu. Além disso, a cidade abriga a Gruta do Maquiné, aberta à visitação. Faz tempo que a cidade estava nos meus planos de viagem e quando estive em BH, resolvi que era a hora de conhecê-la. Imaginei que não teria maiores dificuldades para ir de manhã e voltar ao final do dia, já que a distância era pequena. Mas não foi bem assim… Só na própria rodoviária de BH consegui informações sobre o horário dos ônibus. A viagem levou 4 horas, com as diversas paradas pelo caminho. As grutas são lindas e o restaurante que fica em frente te obriga a comer muito mais que o necessário . Na recepção da Gruta, perguntei como eu poderia chegar até o centro da cidade. Uma dúvida simples, mas nem tanto. O guia disse que não tinha ônibus dali, mas que ia ligar para um taxista conhecido para perguntar se ele poderia vir me buscar. “Mas não se preocupe, que a gente dá um jeito. Qualquer coisa, te levo no meu carro.” Se tem uma coisa que aprendi nas cidadezinhas pelo Brasil é que o que falta em estrutura, sempre se contorna com solidariedade e boa vontade. O taxista – o único da cidade, pelo que entendi – não atendia o telefone e o guia saiu falando com todos os visitantes perguntando quem poderia me ajudar. Consegui carona com uma família muito animada que veio comemorar o aniversário de seu avô em Cordisburgo. Para trazer todo mundo, alugaram uma van. “Tem espaço para ela aí, não? Para deixar ela no centro?”, perguntou o guia. “Claro, porque você não falou logo?! E se não tivesse a gente dava um jeito também!” Cordisburgo é uma cidade pequena, de menos de 10 mil habitantes, e a rua principal – ou a que me pareceu a principal – fica em frente a uma antiga estação. Não sei pelo vagão de trem enferrujado na linha, se o mato crescendo, mas chega a dar saudade do tempo que não vivi. A casa-museu Guimarães Rosa fica quase em frente essa estação de trem. A fachada é simples, igual a muitas outras casas ali do centro, mas achei uma graça. O escritor viveu nessa casa com a família até os 9 anos e vários cômodos recriam a decoração de uma casa de interior no início do século 20. Tem o quarto da família com os terços na parede, o oratório cheio de santos na beira da cama, a colcha bordada e o tapete de remendos de tecido no chão (como não se lembrar um pouco da sua própria avó?). Tem a cozinha com o fogão a lenha, as panelas de ferro, o pilão e a cristaleira com paninhos bordados em cada uma das prateleiras. Nos fundos da casa tem o poço, um carro de boi de madeira… O pai de Guimarães Rosa tinha uma venda e conta-se que o primeiro contato do autor com as falas e as histórias sertanejas vem do que ele ouvia ali enquanto seu pai trabalhava. A venda também está lá, com os produtos que serviam à vida daqueles tempos: os artigos de couro e de palha, os vasos de barro, o berrante, ­os brinquedinhos da época, os chapéus e as violas, as espingardas, as selas, os esteios, entre outras coisas que hoje mal sabemos o nome. Apesar dos transportes atrapalhados, valeu muito a pena! Quem se interessar, conto sobre esse passeio com mais detalhes neste post. Para ler mais histórias sobre o interior do Brasil siga o blog Noticias de Toda Sorte ou o Instagram.
  3. Eu queria escrever sobre meu encanto com Alter do Chão (PA). Queria escrever sobre o rio de águas azuis tão largo que parece mar a perder de vista. Queria escrever sobre a água doce que abraça a língua quando a gente abre a boca mais do que devia no meio de um mergulho. Queria escrever sobre a praia cercada pela amazônica floresta impressionante à sua volta. Queria escrever sobre as areias brancas e que se enchem de sombras douradas no pôr do sol. Mas esse tempo passou. Eu queria escrever sobre os botos que nadavam quase ao nosso lado enquanto o sol pintava de rosa a Ponta do Cururu. Queria contar sobre o homem-boto que acordava o cachorro nas madrugadas da floresta, como explicou o índio. Queria falar dos pássaros que eu aprendi a chamar pelo nome, o pica pau amarelo e o vermelho, e a cigana, de penacho na cabeça. Queria falar da preguiça em seu silencioso abraço na árvore. Mas esse tempo passou. Leia mais em: https://noticiasdetodasorte.wordpress.com/2018/04/24/alter-do-chao-outros-lados-do-paraiso/
  4. @RicardoRM Verdade! Tem uma menos famosa também...
  5. -Qual a cidade que você mais gostou de visitar em Minas Gerais? -Acho que Milho Verde... -E o que tem para fazer lá? -Umas cachoeiras que dá para ir a pé... -E que mais? -Uma igreja muito pequenininha. -E esse foi o lugar que você mais gostou? Milho Verde é uma vilinha. Tem cerca de mil habitantes e algumas poucas ruas de terra sem iluminação. Pequenas casas de cores já gastas. Mato baixo do cerrado abrindo o horizonte do olhar. Gramadinho envolta da igreja, das menores que já vi. Tem cachoeiras... E só. E mais. Tem galinha passeando solta, tem mugido de vaca se intrometendo no seu telefone. Tem criança pequena montada a cavalo sem sela pela rua. Tem gente que chega com o violão, bate na porta (pura formalidade que aqui não é terra de trancas) e mostra a que veio: talento na voz e nos dedos de quem pouco estudou, mas muito aprendeu. Tem prosa na porta de casa para quem passar e tiver tempo de ouvir, histórias dos antigamentes. Tem os causos de hoje também, e convite para um jogo de cartas ou para um banho de rio... É andar pelas ruas cumprimentando as pessoas aqui e ali, todos já seus conhecidos em apenas três dias de estadia. Leia mais no post: https://noticiasdetodasorte.wordpress.com/2017/11/17/milho-verde-de-paisagens-e-historias/
  6. Eu achava que hotel de selva eram só aqueles super caros que a gente costuma ver propaganda por aí. Até que descobri que existem outras opções. Fiquei numa pousada no Lago Juma, que tinha quarto coletivo, como um hostel, atividades para fazer o dia inteiro na selva e preço bem mais amigável. Fechei com eles pela Agência Iguana, indicada pelo hostel que fiquei em Manaus. Ficou R$ 160 por dia (fiz três dias e duas noites), com tudo incluso: transporte, alimentação e atividades. Dá para ficar só uma noite também e tem quem fique até uma semana por lá. Acho que uma semana pode ficar um pouco repetitivo, pelo menos na época da seca, já que o acesso a algumas áreas fica mais difícil. No blog, falo mais sobre a viagem, a estrutura do lugar, as refeições e as atividades na selva: fiz pesca esportiva, focagem de jacaré, trilha, visita a uma casa ribeirinha e passei uma noite acampada na floresta. Continue lendo no link: https://noticiasdetodasorte.wordpress.com/2017/05/06/hospedagem-barata-na-selva-amazonica-existe/
  7. Oi! Comecei um mochilão pelo Brasil e resolvi registrar as histórias da viagem: tem dicas para ajudar os amigos que vinham me pedir ajuda, mas também as histórias dos lugares que conheci e das pessoas que encontrei (que fazem cada viagem ser especial!). O endereço: https://noticiasdetodasorte.wordpress.com Valeu!!
  8. Oi pessoal, Estou com uma nova dúvida e queria ver com vcs se alguém pode me ajudar. Vou ter menos tempo em El Chaltén do que pensei, só um dia Para aproveitar melhor, queria ir para lá no ônibus das 18h30, após fazer um passeio em El Calafate (mini trekking ou Todos os Glaciares) e poder passar pelo menos o dia seguinte inteiro lá. Mas tenho medo de não dar tempo. Vocês lembram que horas retornaram a El Calafate depois desses passeios? Será que dá ou arrisco perder o ônibus? Preciso definir logo para poder fazer as reservas nos albergues! Obrigada! Marina
  9. Estou com uma grande dúvida sobre El Chalten, se alguém souber responder... Vou ficar dois dias lá e queria fazer algumas trilhas (nada muito pesado, até pelo pouco tempo). Vejo todo mundo dizer que para essas trilhas não precisa de guia, porque são muito sinalizadas, mas eu não queria fazer trilha sozinha. Tem como comprar passeio com guia para essas trilhas mais básicas lá? Dá para fechar o passeio quando chegar lá (vou agora em fevereiro) ou é melhor comprar antes? Onde? Em El Calafate? Obrigada! Marina
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