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pablosoares

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Sobre pablosoares

  • Data de Nascimento 12-08-1988

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Ilha Grande, Pedra Menina (senhora dos remedios), Serra de Sao José (Tiradentes), Serra do Cipó (MG),Bolivia, Peru
  • Próximo Destino
    Algum lugar na Nova Zelândia
  • Meus Relatos de viagem
    http://www.mochileiros.com/relato-volta-na-ilha-grande-rj-10-dias-acampando-fotos-e-dicas-t57301.html

    http://www.mochileiros.com/roteiro-completo-diario-de-bordo-bolivia-e-peru-10-dias-t75688.html
  • Ocupação
    Músico
  1. pablosoares

    Como sobreviver em Ambientes Naturais e Hostis

    Bacana de mais o post. Parabêns!!
  2. pablosoares

    É possível viver mochileiro?

    Putzzz que tópico foda!!!! Realmente me faz pensar muito, muito mais na vida... Depois de uma mochilada pelo Peru e Bolivia e de quase não ter voltado pra casa pensei muito... Larquei tudo no Brasil e agora estou a quase quatro meses na Nova Zelândia, e vamos que vamos!!! Mas por onde anda o cara que iniciou isso??? PELAMORDIDEUS!!! DÊ NOTICIA MEU VELHO!!!
  3. Valeu Willy!! É verdade mesmo.... quando comecei a filmar não tinha a menor ideia que depois eu faria o filme, fui indo e quando cheguei em casa percebi que tinha horas de gravações.... Fico feliz que a galera têm gostado, espero encorajar e ajudar bastante gente a fazer isso!! Abraço!!!
  4. Se for administrando tudo provavelmente vai dar sim, esse 1600 ta incluído a passagem aérea...
  5. Sexta, 29 de abril, Santa Cruz de la Sierra viagem: Cidade Santa Cruz de La Sierra La Paz Saída -chegada 15:00 08:00 Data 29/abr 30/abr Empresa Copacabana MEM Valor B$ 170,00 Duração viagem 17 horas Gastos: Telefone Casa 4,00 Lanche aeroporto 21,00 Bus terminal 8,00 Guarda volume 4,00 Bus La Paz 170,00 Soroche pirls 6,00 Café da manhã 10,00 Banehiro terminal 7,00 Almoço terminal 20,00 Direito de uso do terminal 3,00 Lanche para viagem 10,00 Total Bolivianos 278,00 Total Dolar 40,00 Total Real 67,00 Sábado, 30 de abril, La Paz Gastos: Taxi terminal- hotel 5,00 Café da manhã (Café Torino) 17,00 Compras artesanato 65,00 Compra de equipamentos outdoor 360,00 Almoço (Subway) 57,00 Folhas de coca 3,00 Total Bolivianos 507,00 Total Dólar 74,55 Total Real 123,75 Domingo, 1 de maio La Paz -Copacabana Viagem: Cidade La Paz Copacabana Saída -chegada 09:00 13:00 Data 01/mai 01/mai Empresa Van próximo ao cemitério Valor B$ 35,00 Duração viagem 4 horas Cidade Copacabana Cuzco Saída -chegada 19:00 05:00 Data 01/mai 02/mai Empresa Valor B$ 90,00 Duração viagem 9 horas + 1 fuso gastos: Café da manhã (Café Torino) 20 Hotel Torino 2 diárias 40 Van para cemitério 1,5 Ônibus para Copacabana 35 Ônibus para Cuzco 90 Mídias DVD virgem 5 Internet 15 Lanche para viagem 26 Banho 4 Total Bolivianos 236,5 Total Dólar 34,77 Total Real 57,75 Galera infelizmente só deu pra salvar esses tres dias Essa viagem foi muito barata, eu gastei entre 1.600 e 1.700 U$D
  6. Valeu!! Acredito que voce vai amar!! Como falei pro Aletucs acabei "perdendo" o caderno mas deu tempo de digitar alguns dados!!!
  7. Valeu velho!! Eu tenho tudo anotado... preço, nomes e horários mas ficou tudo no meu caderno que eu acabei esquecendo (perdendo) no Brasil. Deu tempo de digitar alguma coisa, jaja vou postar... Quanto ao vale sagrado eu queria muito fazer, e tbm a trilha inca pra MP mas a primeira barreira foi grana, depois tempo... MP e o Salar são dois lugares muito distantes pra fazer em pouco tempo...
  8. Diário de bordo Bolívia Peru Sexta, 29 de abril, Santa Cruz de la Sierra Chegada em Santa Cruz de La Sierra na hora prevista (01:15) am. A viagem foi tranquila apesar da espera na conexão em São Paulo. Poucas cochiladas no vôo e mais algumas tentativas em Santa Cruz, a poltrona do Viru Viru até era confortável, mas encontrar uma posição que desse pra descansar por mais de cinco horas não foi fácil. Isso foi compensado pelo belíssimo nascer do sol no El Mirador do aeroporto. Durante o dia em Santa Cruz foi foda..... Peguei dois ônibus e cheguei no terminal bimodal, que é um terminal de ônibus junto com o famoso Trem da morte. Comprei uma passagem pra La Paz e fui conhecer a Plaza 24 de Sietembro, com uma linda arquitetura, muitas árvores e ainda estava acontecendo algumas manifestações culturais. De repente me deu aquela dor de barriga, que nunca aconteceu comigo, foi um desespero só, tive que pegar um táxi e ir direto pro terminal. Foi o resto da manhã e boa parte da tarde revezando entre o banco e a privada do terminal. Até um banho tive que tomar, o ônibus saía as 15:00 e não dava pra encarar 16 horas de estrada todo.......... Não sei o que era pior no banheiro se era a parte das privadas ou do banho. Pra quem tinha frescura de banheiro público, depois dessa, sem dúvida acabou. Três horas depois da partida o ônibus faz sua primeira e única parada, um boteco meio lanchonete, e lá se foi meu último protetor de acento sanitário que era pra toda viagem. No inicio da viagem chegou a tocar uns dois discos de músicas típicas boliviana, foi novidade pra mim, eu tava até gostando, me sentindo mais integrado ao país, depois colocaram um filmes mexicano super tosco de luta. Mais tarde meu primeiro por do sol boliviano. Durante a madrugada as coisas foram ficando mais complicadas, apesar do conforto do ônibus (Copacabana MEM) e das boas condições da estrada, comecei a sentir um frio sem igual... Sabia que teria mas, não imaginava tanto. Sábado, 30 de abril, La Paz Chegando em La Paz um frio de lascar, o vaporzinho que fica por dentro do vidro do ônibus já estava congelado e minhas pernas também, mesmo com duas calças e cobertor. Nunca passei tanto frio assim em um lugar fechado. Frio que foi esquecido quando o sol começou a nascer numa planície seca com um imenso paredão de montanhas e picos congelados. Quase desembarcando conheci um paulista que estava praticamente com os mesmos planos que eu. Dividimos um táxi até a Plaza Murilo e acabamos dividindo um quarto também. Realmente, com mais de uma pessoa fica bem melhor pra negociar. Depois de tomar um café fomos fazer compras de equipamentos e roupas pelas famosas ruas de comércio. Fizemos um lanche pra substituir o almoço e ficamos o resto da tarde batendo perna. A altitude até que não foi “aquela coisa” já tinha tomado uma pílula Soroche no caminho, em Cochabamba, algumas doses de chá de coca que fica tipo um cafezinho em alguns lugares e no final da tarde comprei um saquinho com folhas de coca, não são nada saborosas, mas funcionam muito bem. No início da noite, já no hotel, rolou uma leve dor de cabeça, mas não foi nada demais e finalmente acabou a minha dor de barriga! Pra finalizar tava rolando um casamento no saguão do hotel com banda ao vivo e tudo. Dizem que foi até as quatro da manhã mas eu já estava dormindo, morto de cansaço, desde às dez horas e nenhum barulho me incomodou. Domingo, 1 de maio La Paz -Copacabana Acordei às 5 da manhã e saí pra fotografar a Palza Murilo com as primeiras luzes do sol, ainda tive sorte de registrar um ato cívico, guardas saíram do palácio em formação para hastear a bandeira nacional ao som do que me parecia ser o hino. Depois de um delicioso café no Torino descobri que a temperatura já era de cinco graus. Peguei uma van (lotação) até o cemitério, na parte alta da cidade, de onde sai as vans para Copacabana. Enquanto esperava na fila para comprar o boleto me deparei com uma cena muito engraçada, dois músicos, um com um bombardino e outro com um trompete, saíram bêbados de uma van ao ponto de tropeçar no degrau e deixar cair o que sobrou da garrafa de Pisco (bebida típica peruana). Moral da história: Músicos chapam mesmo, em qualquer lugar do mundo! Já na estrada para Copacabana não sabia se sentia frio ou calor, a viagem foi dura, quatro horas numa van apertada e eu ainda fiquei naquele banquinho perto da porta, onde ninguém gosta. Tudo bem! Era só olhar pra fora que tudo ficava bom. As folhas de coca estavam me fazendo bem, foi só abrir o saquinho e oferecer pro pessoal da van (detalhe, eu era o único turista) que todos ficaram meus amigos. Os bolivianos são muito simpáticos, sempre que passávamos por algum lugar diferente, eles sempre tentavam me falar onde estávamos e o que estava acontecendo. Outra observação da Bolívia, é que não vi praticamente ninguém, pra não dizer ninguém, fumando e as estradas, pelo menos de Santa Cruz até aqui, ao contrário do que eu li são muito bem conservadas. Durante alguns minutos fui viajando as margens do Titicaca e deslumbrado com toda aquela beleza, até chegar ao Estreito de Tiquina onde atravessamos o lago. Para a travessia, a van vai em uma balsa e o pessoal pega um barco, uns dez minutos navegando pelo Titicaca, ótima experiência. Enquanto esperava a van tomei minha primeira Paceña, cortesia dos meus companheiros de viagem. No Brasil, o que chamamos de “deixar pro santo” lá deixa-se a Pachacuti e salud!!! O Titicaca é lindo! Nem tem como falar! Chegando a Copacabana uma família que estava viajando comigo me convidou para me hospedar com eles e ficar na cidade curtindo a festa da Virgem de Copacabana, onde os romeiros viajam grandes distâncias a pé em peregrinação, além de subir um morro para pagar suas promessas, outros levam seus carros para a famosa “challa” (consagração de veículos com fogos de artifício, banho de bebida alcoólica e água benta), e festejo com música, comida e muita bebida alcoólica, resumindo é uma piração total. Decidi ficar só o resto do dia e seguir rumo a Cuzco. A cidade estava lotada por causa da festa, um imenso clima de alegria porém, com poucos turistas, a maioria só chegou no final da tarde voltando dos passeios pelo lago, que infelizmente não deu tempo de fazer, quando cheguei todos já tinham partido. Primeira coisa que fiz foi subir ao Cerro Del Calvário, pela primeira vez senti os efeitos da altitude e falta de oxigênio, pra começar peguei o pior caminho, uma trilha alternativa muito íngreme em meio as pedras, a cada dez metros de subida parava pra curtir o visual e tentar respirar um pouco, foi cansativo mas totalmente recompensador. Do alto pode se avistar toda a cidade de Copacabana, Isla Del Sol e a imensidão do lago, com seus tons de verde e azul que mudam de acordo com a luminosidade. Já de volta à cidade, acompanhei um desfile muito animado que fazia parte das comemorações. Passei em uma lan house para dar notícias e fazer um back-up das fotos, só depois fui perceber que já estava bem tarde, fui procurar um lugar pra almoçar mas não encontrei nada, o jeito foi comprar algumas guloseimas pra comer na hora e levar na viagem pra Cuzco. Por último um quase por do sol no Titicaca, não deu pra ficar até o fim, pois já estava na hora de pegar o ônibus. Essa foi a primeira viagem que só tinha turista, gente do mundo todo. Achei isso de certa forma, legal e estranho, quem estava com a sua”turminha” fazia a maior bagunça e se limitavam somente a ela e uns três ou quatro estavam sozinhos. Uma breve parada na fronteira pra pegar o visto de saída da Bolívia e entrada no Peru, mais algumas horas e estávamos em Puno, trocamos de ônibus pro meu alívio, mais confortável e fomos madrugada a fora rumo a Cuzco. Segunda, dia 02 de maio – estrada Cheguei em Cuzco às cinco horas da manhã depois de oito horas de estrada desde Copacabana, a viagem não foi muito tranquila. O ônibus apesar de ter calefação não tinha quase espaço algum. Até Puno fui batendo papo com um americano em espanhol que foi bem divertido. De Puno a Cuzco o ônibus foi melhor e fui com uma francesa, nada simpática. Cheguei em um terminal que não era o de Santiago como eu esperava. Depois de um certo tempo que a galera desembarcou e já foi pegando os táxis, eu fui me informar de como chegava ao Terminal Santiago, acabei fechando um preço bem legal com um taxista muito gente boa, ele me deixou no lugar de onde partem as vans para Santa Maria. Já na estrada a primeira cidade foi Urubamba, a estrada é uma decida gigantesca e lotada de curvas com montanhas enormes e picos congelados, ver o sol nascer em um lugar desses é de tirar o fôlego. E pela primeira vez nessa viagem não estava me sentindo bem, um pouco enjoado, minha sorte foi que fizemos uma parada de uns 15 minutos, aí deu pra segurar a onda. Logo em seguida veio Ollantaytambo,foi quando começou a cair a ficha que eu estava próximo a Machu Picchu. Pouco tempo depois começou a brincadeira, a estrada que eu estava (quase passando mal) não era nada se comparada com a que eu estava prestes a entrar. Foram duas horas subindo a cordilheira de dois mil e poucos metros acima do nível do mar até 4.700 e a estrada tem uma curva a cada 50 metros a vai costurando a montanha de forma que, se olhar pra baixo da pra ver mais uns quatro andares de estrada, isso tudo com um visual surpreendente, dessa vez estava nos picos congelados e olhando as nuvens de cima para baixo, é como se estivesse em outro mundo diferente de tudo que eu já imaginei ver. Era inaceitável não olhar para fora do carro e isso foi me enjoando mais ainda acabei não aguentando. Tive que parar pra vomitar. Todos os passageiros estavam preocupados comigo, me oferecendo água, coca, folha de coca, até lencinho rolou e além de vomitar eu ainda estava com uma dificuldade enorme de respirar. Depois da quarta parada uns dos passageiros tentando me consolar disse pra eu me acalmar que já estava quase terminando, foi aí que vi uma placa de 4.700 de altitude e um pouco mais adiante, pro meu desespero, outra placa de descida longa. Foi mais uma hora e meia morro abaixo e eu já estava com vergonha de pedir pra parar mais uma vez e fui vomitando na sacolinha dentro da van mesmo. Pelo menos a respiração foi ficando melhor com a descida. Esse foi sem dúvida o pior momento da viagem, mas não deixou de ser lindo e inesquecível. Depois de por pra fora tudo o que eu tinha e o que não tinha, cheguei em Santa Maria, tomei um pouco de soro e mais uma pílula para altitude e já fui logo me informando de como chegar em Santa Tereza e na hidroelétrica, almocei uma comida deliciosa e muito barata, acho que é o almoço mais barato do mundo! Paguei cinco soles com suco. Logo em seguida dividi um táxi com mais três senhoras para Santa Tereza que no meio do caminho ainda pegou mais um casal com um menininho que foram no porta-malas, era um Toyota Corola bem antigo parecido com a nossa Paraty, acho que 90% dos táxis da Bolívia e Peru são desse modelo. Essa sem dúvida, foi a mais emocionante viagem da minha vida, uma estrada de terra, vários buracos, com dois metros e pouco de largura e na beira de um penhasco, com o rio Urubamba passando embaixo, em alguns lugares um riacho descendo da montanha cortava a estrada e alguns eram fundos a ponto de entrar água no carro, por pouco não molhei minha mochila. O motorista muito gente boa andava em media a 50 km por hora. O pessoal que estava comigo ficou em Santa Tereza e fomos dar uma volta para procurar mais alguém para dividir o táxi até a hidroelétrica, cerca de 5 Km. Chegando na hidroelétrica a adrenalina já estava no talo, e agora só dependia de mim pra chegar a Machu Picchu, foram aproximadamente quatro horas de caminhada com muitas paradas pra fotografar e apreciar a paisagem, dava pra fazer com menos de três horas tranquilo. O caminho, ao contrário do que fiquei sabendo é muito tranquilo, ao lado da linha do trem tem uma trilha super limpa e bem cuidada. Já em Águas Calientes depois de me hospedar no Hostal Joe fui correndo comprar meu bilhete de entrada pra Machu Picchu. De volta ao hostal tomei um belo banho com direito a um banheiro só meu, primeira e única vez na viagem, logo em seguida fiz umas comprinhas e fui procurar um lugar para jantar e comer o famoso Cuy, nosso conhecido Porquinho da Índia, e tomar um Pisco, bebida muito forte típica peruana. Antes das 21 horas já estava dormindo e preparando pro tão esperado dia. Terça, 03 de maio - Machu Picchu É hoje o grande dia!!! Levantei às 4:30 da madruga, arrumei as coisas e pé na estrada rumo a Machu Picchu. Tudo correu conforme planejado, às 5 horas estava na entrada do parque e começando a subir a trilha, foi uma subida bem dura, a trilha além de escura tinha várias escadas todas muito irregulares sem contar a dificuldade pra respirar. À medida que fui chegando no alto da montanha o dia foi clareando, e que dia lindo estava fazendo!!! Às 6 horas, já na entrada do parque corria para a fila onde carimbam o bilhete pra Wayna Picchu, entrei e fui caminhando lentamente, deslumbrado com a energia e o visual que aquele lugar tem, até a grande montanha que só abre às 7, cheguei bem na hora. Não dá pra acreditar que é possível subir aquela montanha, ela é muito íngreme, mas os Incas deram um jeito de ir costurando e fazendo algumas escadas. Essa foi a pior subida de todas, tive que parar várias vezes pra descansar, não só eu, todos paravam. Com essas aventuras aprendi que todo esforço é muito bem recompensado, o visual lá do alto é maravilhoso! Não satisfeito, tive que subir até o topo, a última pedra da montanha, com uma vista 360 graus onde da pra ver toda a cidade, o rio Urubamba contornando a montanha, ver do alto as nuvens começando a se formar e aquele horizonte... Voltar pelo mesmo caminho não faz parte da minha rotina, então resolvi descer dando a volta na montanha, passando pelo Vale de La Luna e Gran Caverna pra ir foi uma beleza, só descidas, seguindo da caverna pra cidade foi uma subida sinistra, e eu já com as pernas até doce. Quase chegando na cidade vi uma outra trilha que leva a Huchuypicchu , a outra montanha menor, cheguei na cidade por voltas das 11:30 e nem acreditei que tinha feito tanta coisa e ainda nem tinha chegado na metade do dia. De volta a cidade foi só curtir! Caminhar e fotografar... Depois aproveitar, andar e tirar fotos... Por último fui até a Ponte Inca, que fica um pouco afastada da cidade, mas vale muito a pena. Acho que não teve um cantinho de Machu Picchu que eu não tenha conhecido. Pra economizar a grana do ônibus que leva a Machu Picchu e já que tinha subido caminhando não ia ser nenhum sacrifício descer também, se tem uma coisa pior que subir escadas de pedra totalmente irregular é descer essas escadas, até hoje me pergunto porque , mas desci tudo correndo e pulando de um degrau ao outro e em 30 minutos já estava na portaria do parque. Cheguei ao hostal morto de fome e doido pra tomar um banho mas o gás tinha acabado, enquanto esperava eles arrumarem fui dar uma volta pela cidade e já arrumar uma forma de ir pra Olantaytambo. Fui jantar, dessa vez uma coisa boa e barata, um prato executivo com um bife de Alpaca, o sabor era bom, muito melhor que o Cuy, só achei um pouco dura, não sei se é característica ou foi a forma de preparo. Depois de encher a barriga fui descarregar as câmeras em uma lan house, foi o maior perrengue, como eram muitos arquivos e lá não tinha mídia de DVD tive que gravar em vários CDs. Fui economizar 60 BOL em um pen drive e acabei gastando 25 SOL dessa vez e 15 BOL da primeira. Quarta, 04 de maio – Estrada, Cuzco Pensei em voltar caminhando pelo mesmo caminho pra economizar uma grana, mas infelizmente minhas pernas não compartilhavam dessa vontade, levantei às 5 da manhã e fui para a estação comprar uma passagem para Olantaytambo, o trem partia as 5:30 e a bilheteria só abria as 6:30, só depois descobri que deveria ter comprado antes. Tudo bem, voltei para o Hostal e depois de alguns cochilos e um belo café da manhã comprei para o trem das 8:30. Até que isso não atrasou meus planos, de qualquer forma teria que esperar em Cuzco para pegar o ônibus à noite. Como minhas pernas doíam! O trem parecia não render, andava bem devagar, parava toda hora. Foi uma das, se não a viajem mais confortável de todas e no lanche que serviam a bordo ainda tive a oportunidade de experimentar a tal da Inca Cola, uma bebida típica peruana, mas não se parece com nenhum outro refrigerante. A cor é meio estranha, um verde bem claro, parece até alguns produtos de limpeza, mas é delicioso. E o trem segue lentamente as margens do rio Urubamba. Depois de duas horas e meia cheguei em Olantaytambo, foi aquela confusão todos oferecendo quase a tapas transporte pra Cuzco, arrumei uma vam por 8 sol. Realmente esse caminho de trem até Olantaytambo é muito mais confortável e rápido, porém bem mais caro e não tem a mesma sensação de aventura. Cheguei em Cuzco na hora do almoço, dei uma voltinha na praça de armas depois fui ao terminal comprar a passagem pra La Paz. Ai veio a má noticia, só chegarei em La Paz por volta das 11 horas do dia seguinte e isso quer dizer que eu não teria tempo pra fazer o Downhill e nem conhecer o monte Chacaltaya, será um dia morto, isso também quer dizer que não dará tempo pro Salar. Voltei à praça de armas, onde fiquei praticamente o dia todo, conheci igrejas e museus. Ao anoitecer bateu um frio sinistro e como só estava com uma calça e uma blusa tive que voltar pro terminal e ficar de bobeira até às 22:00 e pegar o ônibus de volta a Bolívia. Quinta 05 de maio – La Paz, estrada pra Uyuni Cheguei em Puerto Desaguadero, divisa do Peru e Bolívia por volta das 8:30, mais um vez passando um puta frio, fiquei mais de uma hora em pé na fila da imigração e ainda com bastante dor nas pernas. Chegando em La Paz foi aquela indecisão Uyuni ou Downhill? Acabei optando por Uyuni, afinal de contas bike posso andar no Brasil. Prefiro pensar assim que me serve de consolo. Mas foi a logística de aproveitamento de tempo que me fez escolher Uyuni. Depois só foi a conta de almoçar no terminal mesmo e andar e andar... e minhas pernas doem, doem... Fui ao museu de instrumentos musicais, foi um dos lugares inesquecíveis de viagem, fiquei deslumbrado com tudo que eu via, bobo igual criança. Depois de mais algumas compras pra encarar o Salar fui para um hotel tomar um tão esperado banho e fazer a barba, tive que pagar uma diária só pra isso e dar uma descansada. Quando cheguei ao terminal e vi o ônibus, bateu aquele desespero, pela primeira vez não era nada do que foi combinado, mas tudo bem! Já estava preparado pra isso. Foram 11 horas de desconforto, barulho e muito frio, mesmo com roupas apropriadas. Sexta 06 de maio – Salar do Uyuni Cheguei a Uyuni às seis da manhã com muito, muito, muito frio e dessa vez estava prevenido. Fui logo procurar uma agência pra fechar o passeio pro Salar, foi aí que a THIAGO TOURS me encontrou, minha intenção era fazer o passeio de dois dias no Salar, mas tive que fechar um dia. Fui informado que não chegaria a tempo do voo em Santa Cruz, decidi então, ficar um dia no Salar, viajar a noite pra Potosi, passar o dia em Sucre e novamente a noite pra Santa Cruz. A saída pro Salar foi às dez da manhã, enquanto isso fiquei na agência descansando e aproveitando o aquecedor. Finalmente chegou a hora! Fomos primeiro ao cemitério de trens, eu e um casal de argentinos. É uma espécie de ferro-velho de trens que chegaram na Bolívia na década de 30, lembra um pouco um filme de terror, e até agora nada de sal, somente uma imensa planície seca. Depois pegamos a Doris, uma italiana que acabou virando minha companheira de viagem desse dia, e mais um casal panamenho com um pouco mais de idade. Saímos rumo ao hotel de sal, por enquanto somente o deserto, mas aos poucos vai surgindo uma mancha branca bem lá no fundo. É uma coisa muito doida, não da pra saber onde termina o céu e começa a Terra. Antes de chegar “no sal” passamos por uma vila, Colchani, onde vivem aproximadamente 200 pessoas que vivem da extração do sal e de artesanato. A primeira coisa que chama a atenção é que todas as casas são feitas de sal, deu pra ver uma ainda em construção, são blocos de sal no lugar dos tijolos. Mas alguns minutos e finalmente entramos no Salar. Por mais que já tinha visto bastantes fotos o lugar é surpreendente todos que estavam no carro ficaram boquiabertos. Antes do hotel passamos por alguns montantes de sal e uma parte ainda alagada. Passamos rapidamente pelo hotel para pegarmos mantimentos e ficamos de parar com mais calma na volta. Mais uma hora e meia no imenso deserto branco e chegamos na Ilha Incahuasi, que foi uma ilha de rocha vulcânica quando o Salar ainda era mar, depois do alagamento total ela desapareceu e quando o mar secou e apareceu novamente toda coberta por corais. Hoje ela tem Cactus gigantes, alguns com mais de 10 metros de altura e aproximadamente 900 anos. Ficamos por lá algumas horas, depois de uma comida típica deliciosa que nossa cozinheira preparou e depois de bastante trilhas e muitas fotos voltamos para o hotel, dessa vez paramos pra conhecer. É incrível!!! Todo construindo de sal incluindo móveis de decoração. Mas adiante, na parte alagada paramos para ver o por do sol. É impressionante as cores que se formam no céu e o reflexo disso na água, aí realmente se perde o controle do que é céu e o que e Terra. E para finalizar meu passeio fui para um lugar que parecia não ter água, mas tinha, era uma espécie de brejo no sal, afundei os dois pés por inteiro. Por sorte não chegou a molhar por dentro, mas ficou úmido e cheio de sal. Chegamos em Uyuni 15 minutos antes do meu ônibus para Potosi. Foi perfeito o passeio, 100% de aproveitamento no Salar, fiz tudo que poderia ter feito. Sábado, dia 07 de maio – Sucre No meio da madrugada paro em Potosi e pego outro ônibus para Sucre “a cidade branca”. Cheguei em Sucre às 05 da manhã e fiquei no terminal esperando abrir os guichês das empresas para comprar minha passagem pra Santa Cruz e guardar minha mochila. Cama é uma coisa que nem sinto mais falta, a última vez foi de terça pra quarta em Aguas Calientes e a próxima só vai ser no Brasil. Banho tomei quinta em La Paz e vou tentar outro hoje. De volta à Bolívia fico rico novamente e só me restam 50 dólares e dois dias e a tristeza de saber que está acabando. Enquanto esperava o comércio abrir fiquei coversando com um taxista que me ofereceu um city tour por 100 bolivianos e disse que poderia fazer mais barato, depois me cobrou 8 bolivianos pra me levar à Plaza 25 de Mayo. Resolvi meter as caras e ir a pé mesmo, nem é tão longe assim. A praça realmente é linda, toda com construções no estilo coloniais, enormes e tudo branco. Descobri que tem um parque jurássico na cidade e cobravam 18 bolivianos para levar turista numa van, decidi pegar o “busão coletivo” e fui por 1,50 bolivianos. O parque é muito legal com réplicas em tamanho real dos dinossauros. Encontraram algumas pegadas fossilizadas e uns fragmentos por lá e estão preservando o lugar. Saindo de lá peguei outro ônibus pro parque Bolivar que também é muito bonito. Encontrei um lugar pra almoçar perto da praça e acabei garantindo a janta também, depois foi só procurar o tão sonhado banho. Depois de rodar muito, passar em vários hotéis e ganhar um, monte de não, encontrei um bem sinistro perto do terminal, não fiquei muito animado com o lugar mas era isso ou ficar mais um dia sem banho e ter que encarar o terminal bimodal em Santa Cruz. Peguei minhas coisas e mandei ver, até que foi bem melhor do que eu esperava. Depois de limpinho peguei o ônibus pra Santa Cruz de La Sierra, essa foi sem dúvida a pior viagem de todas, 14 horas, como estava de dia, ainda estava muito quente e a janela não abria direito e tava dando pra sentir um ferro que estava por dentro da poltrona, sem falar numa senhora (legitima chola) que estava do meu lado com um saco de batatas ou algo parecido no chão e é claro que ocupava meu espaço também e ela não parava de comer uns negócios feito de milho com um cheiro muito estranho. Como estava muito cansado dormi rápido, isso só durou até chegar numa parte da estrada que estava em obras, foram mais ou menos 3 horas de muito calor e poeira sem contar o balanço do busão, eu já estava todo empoeirado e ainda tinha a fumaça do ônibus que não sei porque ia parar lá dentro. Foi horrível!!! Domingo dia 08 de maio – Santa Cruz de La Sierra Alegria de pobre dura pouco.... e a minha infelizmente chegou ao fim. Ceguei em Santa Cruz por volta das 07:30, deixei minha mochila no terminal e fui terminar de conhecer a cidade depois de ter sido interrompido por uma....... enfim.... Peguei um ônibus e fui direto pra a Plaza 24 de Sietembro, dei mais umas voltas ao redor dela, fui até o parque Arenal e a feira Los Pozos e voltei caminhando para o terminal. Apesar de falaram que Santa Cruz não tem nada, se tiver que passar o dia lá e souber procurar tem bastante coisa pra conhecer. Por fim fui a zoológico e passei um tempo lá, almocei e retornei ao terminal. Por volta das 5 da tarde peguei minhas coisas, mais um ônibus e fui para o aeroporto. Quando anoiteceu tomei um “banho de gato” na pia do banheiro mesmo, coloquei uma roupa menos suja e menos suada e fiquei esperando umas 10 horinhas até embarcar de volta ao Brasil. Acabei fazendo amizade com uma menina que trabalhava em uma lojinha e fiquei algumas horas de papo com ela. Depois que ela foi embora dei uma dormida e até que a hora passou rápido. Na hora de ir para o embarque foi dando aquele aperto no peito e a vontade de não voltar pra casa. Foram 10 dias maravilhosos, com muitas aventuras, descobertas... Muita coisa boa e alguns perrengues super toleráveis. Não deu tempo de conhecer bem todas as cidades que eu passei e conhecer todas as atrações turísticas de cada uma, mas, com o que eu tinha de grana e de tempo fiz tudo o que podia fazer e foi maravilhoso! Depois de chegar em casa me dei conta que tinha 4 mil fotos e algumas horas de vídeo, que resultaram nesse documentário. Espero encorajar novos aventureiros e que curtam o passeio !!!
  9. pablosoares

    Auckland - O que se fazer sem gastos ou com pouco gasto?!

    Olá! estou indo pra Auckland em julho e gostaria de mais algumas dicas do que fazer, se tiver também de esportes radicais será bem vinda!! Valeu!!!!
  10. Cara, foi o básico mesmo. barraca, lanterna,fogareiro, capas de chuva, uma lona pra colocar por baixo da barraca e colchão inflavel, esse não recomendo, ele é muito confortavel mas são 3 quilos a mais na sua bagagem fora que depois de andar o dia todo ainda tem que inflar ele.... e todos os lugares que fiquei era areia ou grama, então só um isolante térmico talves com um saco do dormir ja ia resolver isso com menos da metada do peso. Também levei cobertor que foi inútil. Levei muita roupa também, se fizesse isso hoje só levaria duas peças pra caminhas e duas para dormir e uma blusa de frio.. Abração!!
  11. Relato ilha grande Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês. Um Abraço, Espero que gostem!! Fernanda e Pablo Primeiro dia: Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana. Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo. Chegada em Abraão Segundo dia: Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco. No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”. Mergulho no Bananal Inicio da trip Enceada do Bananal Destroços Bananal Praia do Bananal Praia da Matariz Camping D. Marilene Terceiro dia: Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência. Trilha entre Matariz e Passaterra Praia de Sitio Forte Casa do seu Zé Maia praia de Tapera Quarto dia: Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba. Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos. Chegada em Ubatubinha Vista da trilha Trilha Praia da Longa Praia da Longa Praia de Ubatubinha caminho para Lagoa Verde Lagoa Verde Quinto dia: Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO. Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí. Praia Grande de Araçatiba Carona no barco da escola Comunidade de Provetá Ponta do Drago Praia do Aventureiro O famoso coqueiro Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro Sexto dia: Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite. Aventureiro depois do temporal Sétimo dia: Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também. Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente Barraca secando na varanda da igreja Oitavo dia: Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também. Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar. Chegando na praia do sul O famoso mangue Encontro das aguas da lagoa com o mar Surf, nosso guia Rio da Parnaioca chegnado no mar Rio da Parnaioca chegnado no mar Praia da Parnaioca Nono dia Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo. Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa. Trilha de Parnaioca a Dois Rios Figueira gigante Chegando em Dois Rios Presidio de Dois Rios De Dois Rios a Abraão Piscina dos soldados Abraão vista do mirante Despedida da ilha Considerações Finais: Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura. Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo. Pretendemos voltar em breve. OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.
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