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Mitsy

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Tudo que Mitsy postou

  1. Galera, vocês acham que em Buenos Aires os preços para a GoPro são menores? Se alguém já teve essa experiência poderia me indicar alguma loja?
  2. Seria esse o kit de limpeza? http://www.decathlon.com.br/rodas/acessorios/hidratacao/conjunto-de-limpeza-de-bolso_31593
  3. Mitsy

    Monte Roraima

    Olá andressa_afc, Com o bom portunhol você consegue se comunicar facilmente, seja na agência ou no seu trekking com o guia. Com relação a bota eu sugiro que você compre antes e amacie. Não é indicado comprar bota nova e utilizar para longas distâncias logo de primeira, fatalmente vai te causar calos. Até mesmo porque eu não encontrei loja nenhuma que vendesse equipamentos de aventura. Existe uma loja de esportes que fica num Hotel (se não me engano chama-se Anaconda) na entrada da cidade, mas é caríssima, com a conversão da moeda fica a mesma coisa das lojas brasileiras, não vi vantagem. E mesmo assim, a loja não tem equipos específicos, tem mais coisa de ciclismo e tênis de corrida, tudo Addidas, Nike... Ou seja, não deixa para comprar NADA por lá.
  4. Limpei segundo o vídeo e deu certo, apesar de ter ficado com medo de tirar o bico da mangueira. Realmente deu um trabalhinho, gvogetta.
  5. Queridos, depois que usar um bocado o camelbak estou um pouco preocupada coma limpeza dele. Vi esse vídeo acima e me parece muito prático e simples. Vou testar aqui em casa e depois conto se deu certo. Alguém já tentou algo do tipo? Gostei bastante de uma dica que vi aqui em comentários bem antigos indicando usar escova para limpar mamadeira. Só imagino que seja um pequeno problema o tamanho do arame e sua forma arredondada na ponta extrema.
  6. Mitsy

    Recife

    Imagino que no metrô não tenha esse serviço, mas vou dar uma checada e te digo depois. De qualquer forma, é possível que você encontre esse serviço nos hotéis do centro. Existem dois hotéis próximos do Recife Antigo/Centro: Recife Plaza Hotel (http://www.recifeplazahotel.com.br/) e o Hotel Central ([81] 3222-2353). Tenta entrar em contato por email/telefone com eles e pergunta sobre a possibilidade.
  7. Willy, valeu pelo comentário no post, a ideia é exatamente essa, ajudar outras pessoas que tem dúvidas e reforçar a vontade de muitos outros de se aventurar nesse lugar mágico. Então, lá é super fácil de encontrar agências, na rua do Backpackers na mesma calçada ainda tem o hotel Michele que faz parceria com uma agência de guias para o Roraima... Não vejo problema algum em fechar negócio por lá mesmo. Eu fechei negócio um dia antes com o Backpackers, mas meu colega já tinha feito contato antes para saber os preços e se haveria disponibilidade, mas não fizemos reserva. Boa viagem!
  8. Jay, melhorou bastante o preço! Valeu por teu comentário, espero que você tenha uma viagem surpreendente!
  9. Olá andradekaroline! Vamos tentar responder a algumas de suas questões... 1. Se você pretende passar o dia em Olinda, fique em Olinda! Lá é tudo muito movimentado, o clima não é de carnaval e tudo ferve! Existe uma linha especial que funciona no carnaval levando você do Recife Antigo até Olinda, funciona até 22h. Mas esse trajeto de táxi também é relativamente pequeno, deve custar uns R$ 20. Nesse site você pode ver com precisão quanto ficaria o percurso até o lugar onde iria se hospedar. http://precodotaxi.com/recife/ Em Recife, no carnaval, o maior atrativo é o Recife Antigo e Bairro de São José. O bairro mais interessante para o turista em Recife e o mais procurado é Boa Viagem. De lá o deslocamento também é tranquilo por ônibus, o percurso de Boa Viagem até o Recife Antigo dura no máximo 25 minutos sem trânsito. De lá você também pode chegar a Olinda com transporte público, mas o percurso é mais longo. Em época de carnaval todos em Boa Viagem estarão à espera do Piedade/Rio Doce, ônibus que vai até Olinda, um trajeto super tranquilo também, mas é fato que a procura vai ser grande por esse ônibus. 2. O Carmo é sim uma ótima pedida, bem pertinho. Mas vocês também podem ver a possibilidade de ficar numa dessas casas coletivas. Nunca fiquei, mas quem vai adora e diz que o clima de festa é ótimo! 3. Carnaval é a época de maior circulação do turismo e a cidade fica bem vigiada pela polícia. Tenha cuidado com suas coisas como teria em qualquer outra cidade grande. Ponha seu dinheiro num porta dólar e curta o frevo sem preocupação! 4. Com relação a hospedagem eu te sugiro a começar a vasculhar nos hostels, geralmente os preços sofrem alteração e fica tudo muito caro nessa época, se você quer economizar, acho muito difícil que encontre uma pousada por um preço bom. Então aposte nos albergues, mande email para todos! E com dúvidas sobre hospedagem vá até o link de hospedagem em Recife/Olinda, lá você pode encontrar algumas dicas. Não conheço muito as hospedarias daqui. Minha opinião: Se você pretende curtir Olinda, fique em Olinda mesmo, assim você evita deslocamentos desnecessários de ônibus lotado. Passa o dia frevando nas ladeiras e à noite vai ver os shows do Recife Antigo de ônibus, pegando a linha especial. Todavia o ônibus para de circular à 0h30, espero que nesse ano essa linha continue circulando pela madrugada toda! Mas de qualquer forma os shows só acabam pela manhã!
  10. Mitsy

    Recife

    Boa sorte e uma ótima viagem!
  11. Mitsy

    Recife

    Você está certo, tem mais lógica seu raciocínio. Todavia, eu evitaria essa hora, iria entre 9 horas e 10 horas. Existe um grande fluxo de pessoas que utilizam o metrô para se locomover entre "Centro - Camaragibe" ou vice versa. E é exatamente essa linha que você vai pegar! Outra opção é pegar o ônibus de linha "TI TIP Conde da Boa Vista" Ele te deixa dentro da rodoviária! Veja o itinerário: Cidade/Surbúbio - Av. Guararapes, Av, Conde da Boa Vista, R. Dom Bosco, Av. Gov. Agamenon Magalhães (via marginal Oeste), Acesso na 4ª agulha (em frente à pracinha da CERPE), R. do Paissandu, Praça da Bandeira, Av Sport Club do Recife, Av. Eng. Abdias de Carvalho, Rodovia BR 232, Rodovia BR 408, T.I. TIP. Eu nunca peguei esse ônibus, por isso não posso te dizer quanto tempo é de viagem.
  12. Mitsy

    Recife

    Olá viejoloko15. É tranquilo sim você usar o metrô, mas procure não utilizar nos horários de pico, já que ultimamente os metrôs tem ficado lotados nesses horários. Para chegar do centro à rodoviária utilizar a opção metrô é a mais rápida, em 30 minutos você chega a Rodoviária.
  13. Os preços das mochilas Deuter estão irresistíveis na http://www.backpackingforever.de/ Estou pensando em comprar nessa loja. Por aqui no mochileiros ainda não vi comentário de ninguém que já comprou, só gente procurando saber se é confiável.
  14. Olá dasquebradas! A cotação estava de 14,3 BLV se não me engano! Boa viagem pela Venezuela!
  15. Para fazer o icetrek no viedna você precisou alugar algum vestuário? caminhou com sua própria bota + os crampons? tenho fleece, anoraque e segunda pele, aguenta o frio dessas visitas?
  16. Gente, esse aqui é fantástico! Já fiz umas aulinhas para tirar o ferrugem e gostei bastante da didática utilizada. Vale conferir! http://www.francaisfacile.com
  17. As refeições são preparadas pela equipe do guia e geralmente são à base de milho e presunto, vou tentar listar algumas refeições dais quais me lembro. Sempre muito farta, a comida é servida para todos com certa variedade. Café da manhã: Queijo branco ralado, presunto, arepa (espécie de pão de milho) ou panqueca ou um pão frito no óleo. Aveia com água + Cereal de milho + geléia Café, chá ou leite quente (com ou sem achocolatado). Almoço: Pão integral + salada (milho, ervilha, atum, maionese, repolho, pepino, cebola) + suco em pó Macarrão parafuso com carne desfiada + suco em pó Sanduíche com queijo, presunto, tomate e cebola. (esse "almoço" foi servido no dia da subida ao monte) Jantar: Canja de galinha com legumes Espaguete com molho branco, milho, presunto em cubos. Espaguete com carne moída Água: Você se abastece em todos os riachos encontrados ao longo dos dias. Nós decidimos levar pastilhas de clorin para purificar a água.
  18. Destino: Monte Roraima, Venezuela. Período de viagem: 02 Agosto / 15 Agosto 2013 Cidades visitadas: Manaus - AM, Boa Vista - RR, Lethen - GUY, Santan Helena de Uairén - VEN. 1ª dia. Manaus Antes de chegar à Venezuela fizemos um pequeno e curto percurso tendo em vista que o valor da passagem aérea para Manaus estava absurdamente mais barata, bem mais em conta do que irmos via Boa Vista. Dessa forma, chegamos a Manaus, fomos a casa de um colega que nos serviu como ponto base para deixar as malas e tomar um banho. Enquanto que não chegava a hora do ônibus (Manaus - Boa Vista) visitamos o parque INPA, que possui um área grande com diversos ambientes para desfrutar da natureza, assim como conhecer um pouco mais da fauna e flora amazonense. Pegamos o ônibus de 20h na rodoviária. Bem confortável as poltronas, mas notei que as do lado esquerdo possuem maior espaço entre fileiras. Um ônibus de primeiro andar com banheiro limpo e com um pequeno freezer com água disponível para os passageiros. A viagem foi bem tranquila, saímos de 20h e chegamos de 7h da manhã em Boa Vista. Única parada para comprar lanche. Empresa: Eucatur Valor da passagem: R$ 120 Tipo: Executivo 2ª dia. Boa Vista Amigos nos buscaram na rodoviária e fomos de táxi para a casa de um deles. Após o café da manhã embarcamos juntos com eles para uma reunião de trabalho na cidade de Bonfim, que fica na divisa entre Brasil e Guiana Inglesa. Dessa forma, passamos praticamente todo o dia circulando na fronteira, almoçamos e conhecemos um pouco da cidade de Lethem, que na verdade é mais atrativa para quem está à procura de artigos Made in China, já que todas as lojas são dominadas pelos orientais. Ou mesmo, serve de porta para quem deseja fazer ecoturismo no país. Transporte: Táxi fretado (me parece que existem cooperativas só para realizar esse trecho) Valor fixo para o trecho Boa Vista - Bonfim: R$ 25 Capacidade para até 5 pessoas Tempo de duração: 2 horas 3ª dia. Boa Vista - Santa Helena de Uairén Depois de uma boa noite de sono seguimos logo pela manhã para Santa Helena. O trecho é realizado por táxi, geralmente pela cooperativa de Pacaraima que cobra valores fixos para transportar até 5 pessoas. Como estávamos cheios de equipamentos e malas lotadas, pagamos pelo espaço utilizado, ou seja, dividimos entre 4 o valor da 1 passageiro.O taxista atravessou a fronteira conosco e nos deixou na pousada Los Pinos, antes disso fizemos o câmbio na sede da Cooperativa Pacaraima em Santa Helena. Fiz o câmbio de R$ 150 e foi mais do que o suficiente para 03 dias na cidade de Santa Helena. Lembrando que esse valor foi divido para duas pessoas. Telefone do Taxista: 9133 6519 / 8111 7866 (Luiz Pacaraima Táxi) Valor fixo: R$35 Aproveitamos o dia para descansar e organizar tudo quanto necessário para o dia seguinte, onde começaríamos a caminhada ao Roraima. Fechamos com a Backpackers e ficamos na pousada do dono da empresa, Erick. O valor total para 6 dias de trekking, mais um carregador e duas diárias na pousada Los Pinos, ficou por R$718. Vale salientar que esse valor está incluído a pousada. Pagamos em reais, mas também é possível fazer transferência para a conta do banco do Brasil que ele tem. Almoçamos numa espécie de mercado municipal que tem vários outros pontos de alimentação, comemos comidinhas tradicionais do local que geralmente são à base de milho. Depois de almoçar, voltamos para a pousada a fim de descansar um pouco a viagem e colocar o sono em dia. A pousada é muito linda, limpa, confortável e fica no bairro Los Pinos, de mesmo nome da pousada. Eles servem café da manhã e um jantar super especial com entrada, prato principal e sobremesa. Possuem bar e serviço de lavanderia, que foi essencial para nós na volta do Roraima. Nesse dia choveu muito, trovões e relâmpagos que iluminavam tudo. 4ª dia. Monte Roraima [primeiro dia de caminhada] Monte Roraima, Gran Sabana, Venezuela. por mitsyqueiroz, no Flickr Por volta das 09h40 da manhã saímos rumo ao Roraima. A viagem é linda, são aproximadamente duas horas até chegar em Paraitepuy. Chegamos, descarregamos as mochilas, a que seria para o carregador já tinha deixado organizada e pronta. Almoçamos pão com queijo e presunto + suco em pó. Assinamos o livro do INPARQUES que regulamenta a entrada, deixamos os dados de passaporte (mesmo sem ter carimbado na entrada da Venezuela), profissão, nacionalidade, nome, quantos dias passaríamos na expedição e assinatura. Feito tudo isso, começamos a caminhar finalmente! O primeiro dia nos rendeu a travessia de pequenos riachos, um sol escaldante na cabeça e quase 05 horas de caminhada. É o trecho mais plano de todo o roteiro, todavia é o mais descoberto de árvores, já que a vegetação é típica de savana, rasteira. Roraima 129 por mitsyqueiroz, no Flickr Chegamos ao acampamento que fica às margens do rio Tek no final da tarde, nossas barracas já estavam montadas e fomos nos organizar para um possível banho. A ideia foi logo abortada, um frio terrível e os puri-puris (mosquitos) estavam atacando pra valer nas margens do rio. Molhei o rosto, braços e voltei para a barraca. Tomamos um banho de gato mesmo, usamos em toda a viagem toalhas umedecidas de dois tipos, as íntimas e a maior para todo o corpo. A noite não foi muito relaxante. Ficamos num lugar de desnível e me senti num escorrego a noite toda. O isolante térmico + o saco de dormir de tecido sintético não ajudaram muito! Finalmente tivemos a ideia de colocar as mochilas nos pés e ficamos empurrando-as para conseguir não escorregar e dormir melhor. A sensação de quando entrei na barraca foi "nunca vi barraca tão suja quanto essa! e que cheiro é esse?" Mas com o passar dos dias você entra num estado de desapego que é transformador! (risos) Dormimos quase todos os dias por volta das 20h. 5ª dia. Monte Roraima [segundo dia de caminhada] Atravessamos dois rios nesse dia. Aconselha-se usar meias. Quando tinha lido sobre as meias serem anti-derrapantes não tinha entendido bem a relação. Mas não é que funciona perfeitamente? O rio Tek é tranquilo de atravessar, tem um fluxo bem menor que o Kukenán. Ambos atravessamos com o nosso guia ajudando. Utilizei os bastões de caminhada e foi suficiente para ir com tranquilidade. Tornei a calça um short, tirei a bota e prendi na mochila, tirei a meia coolmax e coloquei uma fubeca. Do outro lado do rio aquele ritual de sempre: secar os pés, talco anti-séptico e meias secas! Depois do almoço choveu muito, tanto que toda a trilha virou um enorme riacho. Tivemos que esperar a chuva passar porque os ventos estavam fortes e a precipitação foi intensa. Por fim, depois de muita subida, respiração profunda e diversos saltos de pedras em pedras, chegamos ao acampamento base! Roraima 172 por mitsyqueiroz, no Flickr Neblina até dizer: basta! Depois de algumas horas, no pôr-do-sol avistamos o imenso paredão que estava totalmente encoberto. Uma surpresa tremenda perceber o quão próximo estávamos dele! Depois de muitas fotos e vídeos fomos jantar e nos recolher ao sono. Mais uma vez a barraca em desnível e noite complicada para dormir. 6ª dia. Monte Roraima [terceiro dia de caminhada] Subida até o topo. Foi tudo bem tranquilo. Percebi que algumas coisas extremamente importantes para a subida: - Tenha atenção ao caminho, onde pisa e onde se apoia. Praticamente toda a subida é sobre pedras soltas e com limo, por isso muita atenção! As árvores ajudam com seus troncos e raízes. É praticamente como um corrimão ao longo da subida, em momentos de desespero pode procurar que a natureza mais te oferecer uma "mãozinha"! - Não utilize bastão de caminhada. Exatamente, não use! Ter as mãos livre vai te ajudar mais do que tê-las ocupada. Dê preferência a se apoiar nas árvores e nas pedras. Eu usei o bastão em toda a caminhada, menos na subida! - Beba bastante água e pare quantas vezes for necessário. Seu corpo vai te cobrar algumas paradas para água e descanso, respeite-o! Subir o Roraima não é uma maratona esportiva, mas um momento de desfrute da natureza com prazer, encare dessa forma e respeite seus limites. - Respeite a sabedoria do seu guia! Deve prevalecer o conhecimento do seu guia sobre o local e melhores rotas de caminhada. Sempre pergunte por onde pisar, apoiar. Nunca desmereça o seu guia! - Poncho é fundamental. No passo das lágrimas é extremamente necessário um poncho, a água cai pra valer! Logo depois do passo das lágrimas, com um pouco mais de caminhada, chegamos ao topo do Roraima! Gritar? Jamais! É necessário respeitar acima de tudo a cultura de quem nos acolhe em casa. Dessa forma, respeite a cultura indígena que abomina tal atitude por acreditar que irrita Canaima, guardião do Roraima. Ficamos no acampamento Índio, um charme só. Um buraco no meio das pedras que nos abrigou do vento e chuva. A vista do acampamento índio era para o lindo Kukenán. Tepuy Kukenan por mitsyqueiroz, no Flickr Esperava passar por mais frio, mas acredito que todos as peças de roupa (sistema das 3 camadas: segunda pele, fleece polartec e anoraque) que levei foram essenciais. Nesse dia o jantar foi uma canja de galinha deliciosa, perfeita para o clima e para repor as energias gastas no dia! 7ª dia. Monte Roraima [quarto dia de caminhada] Neblina por mitsyqueiroz, no Flickr O lugar é fantástico, com paisagens que te surpreendem naquela imensidão rochosa negra. A tempo é bem instável, chove muito com neblina e poucos são os momentos de sol, menores ainda os de céu aberto. Conseguir boas fotos nas ventanas (janelas) é questão de sorte somente. Ainda esperamos por quase meia hora o céu abrir, mas Canaima não quis conversa conosco! Fomos então para as jacuzzis, lá almoçamos e o tempo ruim nos perseguia. Ainda conhecemos o vale dos cristais, quedas d'água e outras paisagens. Caminhada tranquila, sem nenhuma cobrança do corpo. Jacuzzis, Monte Roraima. por mitsyqueiroz, no Flickr Dei preferência a ir de anoraque e me arrependi de não ter vestido a segunda pele, já que senti muito frio nas ventanas. O anoraque impermeável segurou bem a chuvinha que caía constantemente, quando engrossava, punha o poncho, mas detestava caminhar de poncho pois me roubava muito a visibilidade das pedras e pisadas. Roraima 298 por mitsyqueiroz, no Flickr 8ª dia. Monte Roraima [quinto dia de caminhada] Acordamos e saímos mais cedo do que todos os dias até então, isso porque nos esperava uma caminhada de 10 horas, dois dias em um apenas. A descida é a pior parte de todas e isso é unânime entre os guias e aventureiros. Eu tive problemas no joelho que doeu intensamente, arrependi-me de não levar um tensor para o joelho. Como um dos meus bastões quebrou, fiquei com um emprestado de um colega e outro meu. Eles foram essenciais para suavizar o impacto da descida no joelho. Em compensação forcei bastante os braços que no dia seguinte estavam doloridos. Chegamos ao acampamento base na hora do almoço e logo depois continuamos a caminhar até o acampamento Tek. Para atravessar o rio Kukenán o guia me carregou nas costas como um gesto de preocupação e prestativo de sua parte. Tive bastante medo porque escorreguei duas vezes e meu joelho doía demais. O rio estava caudaloso porque tinha chovido muito na noite anterior. Geralmente quando o rio fica cheio demais esperam-se duas horas, caso o nível não diminua, acampa-se às suas margens. Muito cansada, depois do jantar, tomei um anti-inflamatório e me cobri de Massageol (um spray anti-inflamatório que me ajudou muito). Aliás, é muito importante ter um kit de remédios consigo com aqueles que você toma de costume. Principalmente um anti-alérgico porque o mosquito Puri-puri provoca na maioria das pessoas uma reação alérgica de coceira e inchaço. Uma das dicas que li aqui e são muito valiosas: Passe repelente na bunda e pernas! Quando você for no matinho fazer pipi eles te atacam que é uma coisa! O jantar dessa noite foi uma massa deliciosa com molho branco, fizemos um brinde com sangria para comemorar a união de toda a equipe do guia Celso. 9ª dia. Monte Roraima [sexto dia de caminhada] Meia hora de caminhada e as nuvens começaram a anunciar que logo viria grande chuva. Chuva, MUITA chuva e em três minutos minha bota impermeável estava encharcada. Fazia um vento forte e trovejava muito. A chuva durou por volta de duas horas ininterruptas. Não tínhamos pego chuva tão forte assim até então. O caminho se tornou uma pista de patinar já que o barro encharcado nos fazia escorregar bastante. Em alguns trechos o guia nos levou para caminhar sobre a vegetação, excluindo grande parte do risco de uma queda feia. Chegamos ao fim e logo seguimos viagem de volta a Santa Helena, com uma pausa apenas para o almoço na estrada. Exausta, só me restava passar o tempo quanto fosse necessário debaixo do chuveiro quente, colocar as roupas para lavar (estavam muito fedidas! inclusive a mochila que o carregador levou, as alças estavam com um cheio horrível impregnado.) e tirar todo o barro que a minha bota arrastou. Jantamos na pousada Los Pinos e dormimos deliciosamente. PS.: Ainda tive alguns espasmos do cansaço, mas isso foi comum durante as noites que acampamos no Roraima. 10ª dia. Santa Helena de Uairén Após o café da manhã partimos de mudança para outra hospedaria, já que aquela estaria full. Escolhemos então ir para o Hotel Michelle que nos agraciou com meros 180 BLV. O quarto é muito válido para o tanto que custa a diária. Só o chuveiro me causou ódio por diversas vezes. A internet funciona legal e a recepção também fica aberta aos domingos, o que é um ponto muito positivo! Almoçamos e fizemos uma pequena caminhada de reconhecimento na cidade, uma vez que a nossa pousada antiga ficava longe do centro. Todavia, preferimos descansar mais ainda o corpo, dormimos muito cedo mais uma vez como de costume no Roraima. 11ª dia. Santa Helena de Uairén Café da manhã na primeira padaria que encontramos e foi delicioso. Caminhamos pelo centro e não havia nada de atrativo nas lojas, muito parecidas com as de Lethem. Procuramos por quase meia hora o local para enviar nossos postais, que é praticamente um ritual que fazemos em todas as nossas viagens. Como não tinha o selo de 1BLV, compramos o de 20BLV e enviamos. Nossas refeições saíram por uma média de R$10 a R$15 convertendo a moeda. Tudo muito delicioso, vale a pena visitar os restaurantes da cidade, principalmente as pizzarias que são deliciosas! Vale a pena tomar um sorvete Tio Rico, que é como se chama a Kibom na Venezuela. Caminhamos no fim da tarde até a igreja da cidade que fica um pouco depois da praça Bolivar. Muito charmosa a igreja e de quebra tinha uma procissão linda pois era dia da padroeira da cidade. 12ª dia. Santa Helena de Uairén - Boa Vista Tomamos café da manhã na padaria Gran Sabana, bem ajeitadinha e com uma boa variedade de produtos, coisa que é um pouco difícil na Venezuela. Logo depois fomos até a cooperativa de táxi Pacaraima e em poucos minutos estávamos a caminho de Boa Vista. A ida nos pareceu mais curta que a volta e menos exaustiva também. Fomos parados na receita federal e um agente pediu para conferir a bagagem de todos no carro, isso nos roubou no mínimo 20 minutos. O táxi nos levou até o hotel Euzebio's que foi a nossa escolha para o regresso. O hotel parece ser antigo, mas a acomodação matrimônio luxo é bem equipada. O banheiro é limpo e clean, o chuveiro não aquece muito, mas é suficiente. O ar condicionado funciona bem, somente o frigobar do quarto 254 dava um escândalo toda vez que disparava sua eletricidade. A única coisa que realmente nos incomodou é um sofá velho que existe dentro do quarto, sem utilidade alguma e ainda todo empoeirado. Tarifa para quarto casal: R$127 (à vista) É necessário entender que quanto menos pessoal o hotel for, mais agradável será para todas as demandas que acolher. A localização é perfeita, próximo dos pontos turísticos de BV sem dúvida. Tem uma piscina legal e uma área grande ao redor dela com serviço de bar. E o café da manhã é bem diversificado. Tivemos que almoçar um cupnoodles na loja de conveniência de um posto de gasolina perto de lá porque quase todos os estabelecimentos de comida estavam fechados. Abrem somente depois das 17h da tarde. Depois de dormir quase a tarde toda, saímos para jantar nas praças de alimentação que existem próximo do hotel no portal do milênio. Os preços são ótimos e tem uma grande variedade, dentre eles sopa, caldos, açaí, pastel, hambúrguer, petiscos e bebidas. Finalmente uma noite de sono completa e satisfatória! 13ª dia. Boa Vista Decidimos caminhar pela cidade, como geralmente fazemos em nossas viagens, procurando não utilizar táxi ou ônibus, somente quando é estritamente necessário. Caminhamos bastante e não encontramos nenhum lugar para almoçar, tudo fechado! As ruas são longas e largas, poucas pessoas caminhando, talvez fosse o sol. Com a ajuda de uma moradora que nos indicou o mercado municipal, almoçamos um prato feito a R$10. O lugar é simples, um pouco sujo até, mas com a fome que tínhamos foi um banquete. Aproveitei para experimentar o guaraná Baré. De lá continuamos a caminhada em busca de um shopping. Encontramos na verdade uma galeria com várias lojas vazias. Tomamos um sorvete e deixamos o tempo passar e levar a chuva torrencial que caiu repentinamente. Voltamos andando, descansamos um pouco mais e saímos de táxi à noite para a orla, onde jantamos. Percebi que as dificilmente utilizam o sistema de ônibus coletivo e que existem as "lotações" que são táxis que operam como ônibus, cobrando R$2,50 por bairro percorrido. As distâncias me pareceram grandes entre pontos da cidade e isso é algo negativo quando a cidade não te oferece condições de circular tranquilamente entre bairros. Solicitamos a recepção o serviço de táxi para nos levar ao aeroporto de meia noite. Rapidamente o táxi chegou e em menos de quatro minutos estávamos no aeroporto. Nesse momento percebi que o taxímetro estava desligado. O taxista nos cobrou R$30. Um absurdo cobrar tanto por uma viagem que sairia no máximo R$10. Soube então que o preço é tabelado para o aeroporto seja qual for o táxi. Voltamos de pinga pinga até chegar em nossa querida Recife. Dicas gerais: 1. Leve bastante esparadrapo para envolver as áreas de atrito nos pés, te ajuda a não criar bolhas ou calos. 2. Pare quantas vezes for necessário para relaxar os pés. Tire a meia e deixe seus pés respirarem. Coloque mais talco e continue a caminhar. 3. Lanterna de cabeça é um item muito importante, principalmente ter pilhas reservas! 4. Leve quantas meias for necessário, você pode se encontrar numa situação difícil e a melhor coisa é ter meia seca! 5. Anoraque é essencial para o clima do Roraima. 6. Use protetor solar nas mãos, pois elas ficam muito expostas. 7. Repelente é importante e pode te ajudar bastante com os puri-puris. 8. Passe repelente na bundinha e entre coxas quando for utilizar o banheiro. 9. Dê preferência a blusas de manga comprida para trekking assim como calças ao invés de shorts, os puri-puris não perdoam.
  19. Ricardo, como você segue para La Paz? Carro particular ou ônibus rodoviário? Se for de ônibus, poderia me repassar a agência? Estou vendo a viabilidade de conhecer La Paz no fim de tudo. Mitsy, de Uyuni para La Paz vc tem varias opcoes. O bus turistico pode ser reservado inclusive em San Pedro na propria agencia que fizer o passeio do Salar. Nos foruns da Bolivia tem mais detalhes sobre este trajeto. Na minha opiniao os passeios de SP e do salar sao bem diferentes. No maximo as lagunas altiplanicas tem razoavel semelhanca com as lagunas blanca e verde, Os geisers sao completamente diferentes. Em SP jorra agua, no salar lama. Espero ter ajudado Abs Ajudou bastante, Netuno. Muito obrigada.
  20. Ricardo, como você segue para La Paz? Carro particular ou ônibus rodoviário? Se for de ônibus, poderia me repassar a agência? Estou vendo a viabilidade de conhecer La Paz no fim de tudo.
  21. Pessoas, uma pergunta que pode parecer besta mas me pôs dúvidas.... o roteiro para o Uyuni, as lagunas e os geysers que existem nele não se chocam com os demais passeios típicos de SPA?
  22. Te dou duas opções boas de botas femininas, que ao menos para mim e minha companheira foram muito confortáveis até o momento. Surpreendeu minhas expectativas a Chochorua que é mais leve que a Finisterre e aguentou bem lama, chuva e abrasão. Finisterre da Nômade Chochorua da Timberland
  23. O hotel Michelle vale tudo aquilo que você paga por um quarto. As cores dos quartos não são muito neutras, com cores vibrantes, de um rosa a laranja, você pode se sentir um pouco claustrofóbico. O chuveiro é quente e com um fluxo baixo de água que te faz procurar as gotas de água para finalizar o banho. As camas são simples e as toalhas são encardidas, tem um ventilador de chão que funciona bem, mas o clima de Agosto não te cobra muito ventilador, pois é agradável. Possui internet e recepção durante todo o dia. Esse é realmente um ponto positivo, pois chegamos no domingo e o Backpackers não tinha nenhuma pessoa responsável pelo mesmo, já o hotel Michelle tinha recepção inclusive nos finais de semana. À noite, após 22h fecha-se a grade e o acesso é com a chave dos que estão hospedados. O hotel é simples, mas vale muito o descanso de quem acabou de chegar do trekking do Roraima. Possui ainda uma lojinha de produtos naturais e outra de artesanato que vale a pena conferir! O quarto duplo ficou por 180 bolívares a diária.
  24. O hotel Euzébio's parece ser antigo, mas a acomodação matrimônio luxo é bem equipada. O banheiro é limpo e clean, o chuveiro não aquece muito, mas é suficiente. O ar condicionado funciona bem, somente o frigobar do quarto 254 dava um escândalo toda vez que disparava sua eletricidade. A única coisa que realmente nos incomodou é um sofá velho que existe dentro do quarto, sem utilidade alguma e ainda todo empoeirado. É necessário entender que quanto menos pessoal o hotel for, mais agradável será para todas as demandas que acolher. A localização é perfeita, próximo dos pontos turísticos de BV sem dúvida. Tem uma piscina legal e uma área grande ao redor dela com serviço de bar. E o café da manhã é bem diversificado. Dica: Não reserve táxi junto a recepção para ir até o aeroporto. Um absurdo o táxi cobrar R$ 30 sem taximetro funcionando por uma distância que daria por volta de R$ 10. Ou seja, solicite táxi por seu telefone pessoal.
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