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Luiz Ricardo Prais

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Reputação

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Sobre Luiz Ricardo Prais

  • Data de Nascimento 21-02-1992

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Argentina; Chile; Turquia; Portugal; Dinamarca; Finlândia; Suécia; Noruega; Inglaterra; França; Luxemburgo; Bélgica; Holanda; Alemanha; Polônia; República Tcheca; Áustria; Eslováquia; Hungria; Sérvia; Bulgária; Grécia; Itália; Vaticano; Suiça; Espanha; Marrocos; Ucrânia; Rússia; Coréia do Sul; Islândia; Escócia
  • Próximo Destino
    Aceitando trabalhos voluntários para a Antártida! haha
  • Ocupação
    Físico

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  1. Luiz Ricardo Prais

    Chernobyl: a cidade soviética fantasma!

    Oi, Leonardo. Desculpas pela demora em responder (por alguma razão não havia chegado a notificação de resposta do post. Então, cara, eu cheguei lá com um voo da Polônia, mas tu consegue entrar praticamente de qualquer país da Europa. Se vc planeja entrar por terra, aí já não sei ao certo. Sei que há trens diretos da Rússia, Bielo-Rússia, e provavelmente da Polônia também.
  2. Luiz Ricardo Prais

    Chernobyl: a cidade soviética fantasma!

    Acho que um dos pontos altos em minha vida foi ter colocado os pés nesse lugar, e com meus próprios olhos ver o que possívelmente será do planeta quando nós, humanos, partirmos dessa para melhor. Chernobyl é mesmo um local único e assustador. A vegetação descontrolada e livre, as paredes caindo, vidros quebrados, portas arrebentadas e objetos pessoais deixados para trás. Não apenas isso, Chernobyl é uma oportunidade única de vivenciar uma era congelada no tempo, a era soviética. Vamos aos fatos: • Chernobyl é o nome de uma pequena cidade (agora fantasma) localizada no norte da Ucrânia, muito perto da fronteira com a Bielorrússia. Próximo dali foi construída, ainda na antiga União Soviética (URSS), uma central nuclear. A cidade próxima deste local, e que de fato sofreu com a tragédia, é um pouco menos conhecida, e leva o nome de Pripyat. Ainda que não muito grande, em Pripyat viviam cerca de 50 mil pessoas, quando em 1986 um teste na usina deu errado, e um dos reatores colapsou, liberando altíssimas doses mortais de radiação por toda a área! Após o acidente, 3 dias depois as pessoas tiveram que sair às pressas de suas casas, por odem do governo, sem nem mesmo saber o motivo. Muitos pensavam que voltariam após alguns dias. Mas não foi bem isso o que aconteceu… Conhecendo o inimigo: a radiação Existem 3 tipos de radiação, conhecidas como radiação alfa, beta e gama. Os dois primeiros tipos são partículas sem muito poder de penetração, e que são barradas por poucos milímetros de proteção, como chumbo. A radiação gama, por outro lado, tem altíssimo poder de penetração, sendo necessária por vezes uma placa de chumbo de até 10 cm para contê-la. Por esse motivo, a primeira recomendação no tour é: UTILIZE ROUPAS QUE CUBRAM TODO O CORPO! Utilize camisas de manga longa, calças compridas e um calçado fechado, como bota. É óbvio que isto não barra toda a radiação incidente, mas pelo menos dos dois primeiros tipos você estará “a salvo”. Mas não se preocupe! O tour é seguro e bem feito. Na verdade, mesmo em uma radiografia (raio-x) ou um voo de longa duração recebemos uma certa dose de radiação. Então vai sem medo e curta esse lugar peculiar! Como chegar a Chernobyl? Simples: com um tour! Esta é a única maneira legal de se entrar na área. Apenas agências de turismo autorizadas e credenciadas pelo governo ucraniano têm permissão para realizar esta atividade. Em geral, todos os tours partem da capital ucraniana, Kiev. Na minha ida contratei o tour de 1 dia da companhia Chernobyl Tour (https://chernobyl-tour.com/english/). Na altura, fui no mês de agosto (alta temporada) e paguei cerca de USD 100,00 por todo o processo. Neste preço estava incluso o transporte de ida e volta, autorização para entrar na área e guia. Por falar nisso, a guia do tour era muito bem informada e prestativa. Sem dúvidas recomendo esta empresa. Feito isso, pé na estrada! Chernobyl possui 2 zonas de exclusão, uma de 30km e uma de 10km, contados a partir do marco zero, ou seja, a usina nuclear (ou o que sobrou dela). Cada uma das zonas é um posto de controle, vigiado pelo exército ucraniano, e este será seu primeiro contato com o local. Logo na primeira zona, a de 30km de distância, a van parou e descemos todos para que fosse feita a verificação dos passageiros. Nesse momento, checaram nossos passaportes e tudo mais, incluindo a autorização da agência para realizar esta atividade. Detalhe: brasileiros não precisam de visto para visitar a Ucrânia Passado pelo primeiro controle, seguimos em frente, agora já dentro da zona fantasma! Digo fantasma, pois desde o acidente em 1986, não há mãos humanas que façam a manutenção do local, e assim a natureza foi tomando conta. Prédios e casas foram abandonados, sofrendo com o tempo. Abaixo, uma foto de um antigo mercadinho soviético que ali existiu. Nem produtos, nem pessoas, nem nada. Só as marcas sombrias do que um dia foi uma próspera civilização. Quando estava lá, por vezes me sentia mesmo em outro lugar. Um cenário pós-apocalíptico, talvez. É realmente impressionante! Continuando o caminho pela estrada, chegamos na entrada da antiga cidade de Chernobyl! Sabe o que é interessante? Ainda moram pessoas lá!!! Cerca de 500 trabalhadores estão morando nesta cidade. Estas pessoas estão encarregadas de, em turnos, construir o novo galpão de contenção de radiação da usina, pois o antigo está vazando. Certamente estes são trabalhadores mais bem pagos, por razões óbvias. Ainda assim, como disse, no acidente a cidade de Pripyat foi muito mais afetada, pois está mais próxima da usina, e é para lá que seguimos. Após andar mais um pouco com a van, chegamos na última fronteira, a zona de exclusão de 10 km. Deste ponto em diante é terminantemente proibido passar a noite. Nesta área a radiação é de fato muito maior do que na cidade de Chernobyl em si! Difícil de acreditar, mas Pripyat é mesmo o local mais afetado, embora o acidente leve o nome de “Chernobyl”. Aqui as coisas ficam estranhas! Não são apenas casinhas e supermercados abandonados, é uma cidade inteira! Uma cidade inteira, com ruas, prédios, avenidas e praças tomadas pelo tempo. Uma história que está aos poucos se apagando com o passar dos anos. Vazio, apenas. Só se ouve o vento. O vento que corta os vidros quebrados das janelas. Na escola, ou o que sobrou dela, não se aprende mais nada. Livros espalhados pelo chão e cadeiras velhas apodrecendo nos dão uma aula importante da nossa fragilidade perante a natureza. Nas paredes da escola, o antigo sonho soviético de conquistar o espaço vai desbotando na solidão. A partir daí estávamos andando a pé, explorando a assombrosa e quieta cidade de Pripyat. Nos deparamos com uma antiga creche abandonada, que sem dúvidas é um lugar peculiar. Quando você pensa que está só, tem sempre uma boneca velha malvada te espreitando. Ou mesmo um coelhinho de pelúcia que às pressas foi deixado para trás. Continuamos nosso caminho, e aos poucos vamos encontrando ruas e paredes que perderam a batalha nesta cidade. Na cidade, um dos locais que mais marca presença é um antigo parque de diversões, que sequer chegou a ser inaugurado. Estes brinquedos nunca viram a diversão. Na frente, um campo de futebol que já não mais vê partidas e momentos de descontração. Em alguns lugares, o medidor já nos dá os alertas dos perigos. Obs: este contador pode ser alugado no tour por cerca de 6 ou 7 dólares, e no final do dia você ganha um certificado de visita constando a sua dose de radiação recebida. (Um belo de um souvenir para colocar na parede!) Seguindo em frente, entramos em um velho prédio. Lá, uma cena arrepiante: máscaras de gás utilizadas pelos corajosos heróis que prejudicaram suas vidas tentando conter a radiação. Ao fim do tour, passamos em frente à usina nuclear, que deu origem à tudo isso. Uma oportunidade de registrar o momento único na vida. Ao final do dia, voltamos em direção à van e regressamos para Kiev. Chernobyl é um lugar a se conhecer, e seguindo as instruções de segurança é seguro. Há, de fato, radiação, mas nada tão absurdo se vc evitar determinados lugares por lá. Na verdade, recebemos muito mais dose de radiação em uma viagem intercontinental de avião, do que em um tour por aquela região. Podem ir tranquilos. Por fim, fica aqui uma imagem que traduz este relato.
  3. Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013 Como eu apenas fiquei 1 noite em Helsinki, já de manhã era hora de fazer check-out, explorar um pouco da cidade e pegar o navio para a Suécia as 17h. Pouco antes de sair do hostel conheci um outro brasileiro, chamado Daniel, e exploramos a capital juntos. O problema é que eu nunca mais tive contato com ele. Encontrei hoje (16/02/2016) o endereço de email anotado no meu diário de viagens. Se você conhece este homem, mostre este relato para ele! Amizades mochileiras Pois bem, saindo do hostel pegamos uma espécie de bondinho (tram?) que há em Helsinki. Descemos em frente à catedral de Helsinki (a da foto acima), e de lá apenas exploramos um pouco ao redor. Não durou muito: nos despedimos logo, e parti sozinho para ver algumas outras ruas, tentar encontrar um mercado (comprar comida para comer no navio) e ir para o porto. Love is in the air, i mean, in the bridge Com muita fome, e procurando um lugar bem barato para comer, acabei entrando em um bar aleatório. Notei uma bandeira diferente, uma galera diferente, e claro, comida diferente. Pedi uma espécie de salgado que tinha lá. Era tipo de carne com arroz (estranho!). Só depois que me dei conta que era um bar de imigrantes iraquianos! haha Foi super legal depois. O dono do bar deu uma olhada em mim e perguntou de onde eu era. Falei que era do Brasil, trocamos bastante ideia, ele disse que gostaria de conhecer nosso país, etc, mas o que mais me marcou foi a seguinte frase que ele disse: "Nós precisamos de paz". Realmente é triste ver como alguns povos sofrem com os conflitos atuais. Passado isso, procurei muito um supermercado, mas como era Natal, não encontrei. Não estava disposto a gastar muito dinheiro para comer no navio, então minha melhor opção foi comprar 9 cheeseburgers do McDonald's e 1 donut. Tudo por 10 €. Refeição de mochileiro: 9 cheeseburgers, batatas e 1 donut Por fim, e com esse monte de (tranqueiras) comidas compradas, segui para o porto. Lá fiz o check-in e segui para a minha cabine. Aliás, seria a minha primeira vez em um navio! Devem estar pensando: "Nossa, que patrão. Fazendo cruzeiro na Finlândia...." Cara, QUE NADA! hahaha Minha cabine era compartilhada (4 camas), sem janela, e segundo o plano do navio, estava abaixo do deck onde estavam os veículos. Era praticamente em cima da sala de máquinas. Afinal, é o que se consegue por 30,00 €. Corredor assustador do navio Não demorou muito e meus companheiros de cabine chegaram. Uma turma bem diversificada, diga-se de passagem: 1 chinês, 1 indiano que ficou fazendo Yoga por um tempão, um tiozão marroquino com pinta de gigolô, e eu. E assim foi. Fiz amizade com o chinês, dei um cheeseburger para ele (afinal, estava notando que tinha comprado demais!), fomos ao duty free, compramos uma cidra, andamos pelo navio, e voltamos para a cabine. O difícil foi enfrentar a tempestade que deu no Mar Báltico aquele dia. Por segurança tiveram que fechar os acessos às partes de fora do navio, e com o movimento das ondas, o navio oscilava MUITO! Não paravam de aparecer na minha cabeça planos sobre como sobreviver em caso de algum problema. A realidade era: o navio afunda, e eu afundo junto. Eu já estava começando a passar mal. O jeito foi me deitar na cama, segurar (corpo e estômago) e dormir. De manhã estaria na Suécia!
  4. Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013 Olha bem a data! Sério, aqui vai um conselho: EVITE SE DESLOCAR NA VÉSPERA DE GRANDES FERIADOS! (Natal e Ano Novo, por exemplo) O motivo? Os transportes param, os mercados e lugares fecham mais cedo (ou nem abrem), as pessoas param, tudo para. Até nós deveríamos parar! hahaha O dia começou bem, sem nenhum problema. Cheguei ao aeroporto de Copenhagen a partir de um trem que sai da estação central. Na época custava 5 €. Vai direto e rápido. O legal desse dia foi que o meu voo de Copenhagen para Helsinki foi o Flight HEL AY666. Eu estava indo para Finlândia no voo 666. Já devem imaginar como minha mãe ficou ao ver isso Depois de "sobreviver" a isso, cheguei nas terras do Papai Noel (dizem que ele mora em Rovaniemi, no norte do país). Brincadeiras à parte, recomendo muito a companhia Finnair. O serviço de bordo é muito bom e a empresa é bem pontual. Além do mais, o preço foi bom: 50 € pelo trecho! O problema foi quando cheguei lá. Há um bus que sai do aeroporto e é possível comprar o ticket numa máquina de vendas automática, fora do aeroporto, bem em frente a parada de ônibus. Eu comprei o ticket enquanto o último ônibus já havia saído. 4,50 € perdidos! Obs: se prepare! Na Finlândia os preços são mais altos que na Dinamarca. Por fim, peguei um bus da Finnair que levou todo mundo para a estação de trem de Helsinki. Lá peguei um taxi para o hostel, e me custou 25 €! Aliás, uma corrida de taxi em Helsinki já começa em 9,00 € e vai aumentando bem rápido conforme o carro anda. Fiquei hospedado no hostel CheapSleep (17,00 €/ noite). Recomendo. Por fim, como o mercado estava fechado, não pude comprar nada para cozinhar, e já estava escuro, pois no inverno já não há mais Sol a partir das 15h. A solução? Uma pizza e uma cerveja para um mochileiro solitário numa véspera de Natal fria, escura e chuvosa! (Desse jeito parece dramático, mas estava ótimo!) A pizza e a cerveja ficaram em torno de uns 15 €. O cara cobrou mais caro da cerveja por causa do horário (?) Ah, outra coisa. Tinha uma mulher de idade muito, mas MUITO bêbada falando sozinha! Que Natal! Um lugarzinho aleatório na Finlândia, cerveja e bêbados nórdicos! Como já era tarde, voltei para o hostel para descansar. Na manhã seguinte farei o check-out e sairei com a mochila para explorar a cidade e embarcar em um navio às 17h.
  5. Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013 Mais um dia normal de caminhadas pela cidade. Desta vez fui acompanhado do amigo Jeremy, canadense que conheci no hostel e que estava junto na bebedeira da noite anterior. Neste dia eu já estava praticamente ok em relação ao que eu precisava ver na cidade, que era principalmente o porto de Nyhavn, o centro da cidade, etc. Estava um pouco preocupado com o clima, pois estava tudo muito nublado, meio chuvoso, e claro, frio! Isso implicava que eu corria o risco de não ver a aurora boreal, que era o objetivo principal da trip. Ainda assim, é importante não se deixar levar pelo sentimento de "talvez" não ver a aurora, pois isso pode atrapalhar a maneira como você pode aproveitar o "agora". Se for para ficar triste por não ver a aurora, que seja depois, caso de fato NÃO VEJA. Antes da certeza, é preciso continuar curtindo a trip! Sem muita coisa neste dia, era hora de voltar para o hostel e dormir, pois no dia seguinte sairia o voo para Helsinki, na Finlândia!
  6. Olá pessoal, o relato deu uma atrasadinha porque eu estava em época de provas aqui na faculdade, mas agora que as férias vieram acho que vou ter tempo de terminar! Logo mais vou continuar. Fico feliz que está sendo útil! Aliás, LuizGatti, no primeiro post ali em cima eu coloquei umas informações sobre os percursos, acomodação nos países, transporte, etc. Foram lembradas de cabeça, mas se precisar de alguma informação específica, é só dizer. Vou procurar algum registro e complemento aqui!
  7. Dia 2: Copenhagen - Dinamarca (Dia de explorar!) Domingo, 22 de Dezembro de 2013 Amanheceu um belo domingo na capital dinamarquesa. Era o primeiro dia para explorar de fato a cidade. No hostel eu consegui um mapa (agora colado em meu diário de viagens) com a sugestão de uma rota a explorar. Como o hostel era localizado bem no centro, fiz todos os trechos à pé. Na verdade, esta é a melhor forma de se conhecer uma cidade. O que me encantou em Copenhagen foi a arquitetura. Em uma parte da cidade, muitos prédios no estilo "tijolinho", e em outras partes, antigas casas coloridas no antigo porto de Nyhavn. Estes são alguns belos exemplos desta magnífica arquitetura. Andando um pouco mais cheguei num dos ícones da cidade, Nyhavn. No passado, Nyhavn foi um importante porto viking na cidade. Depois, para fechar a tarde, uma visita ao Palácio de Amalienborg, residência oficial da família real dinamarquesa. Depois de voltar para o hostel (muito cansado e com frio) fiz amizade com uns amigos. Jeremy, Kaiwaan e Ai Wern, do Canadá, Tailândia e Austrália, respectivamente. Tivemos boas conversas sobre a vida e viagens, e para encerrar a noite fomos para um pub tomar uma cerveja! Desta forma o domingo estava muito bem aproveitado. Deu para ver boa parte da cidade e de quebra fazer amizades do tipo que só se faz em hostel.
  8. Dia 1: Copenhagen - Dinamarca (A chegada!) Sábado, 21 de Dezembro de 2013 Depois de cerca de umas 4 horas de voo, desde Lisboa, cheguei em Copenhagen. Estava cansado, pois precisei dormir no aeroporto, e obviamente foi uma péssima noite. O voo atrasou 1 hora e o pessoal precisou fazer uma manutenção no avião pouca antes de decolar. Nem deu medo! hahaha No dia anterior, sexta-feira, que foi o dia em que fui para Lisboa para dormir no aeroporto, também fiz uma prova. Como consequência, tive que ir de mochila, toda equipada, para a sala de aula. Sem dúvidas, professores e alunos ficaram muito confusos com tudo isso! Mas felizmente deu certo (por pouco). Passei na prova e pisei na terra dos vikings! \m/ Mas vamos ao que interessa. Eu já previa que iria estar frio, sem dúvidas. Prova disso eu tive olhando pela janela do avião, que estava praticamente congelada por fora. Mas por incrível que pareça, não havia neve em Copenhagen. Foi um inverno estranho, pois já era para estar bem coberto de gelo. Tão estranho que até os escandinavos estavam se perguntando o que havia de errado com aquele inverno. Do aeroporto de Copenhagen para a estação de trem, que fica no centro da cidade, há um trem direto, e custa aproximadamente uns 5 EUR. (O valor está em euro, mas a moeda local é a Coroa Dinamarquesa, DKK). Na altura, 1 EUR = 7,20 DKK Por falar em estação, foi ali que comecei a ficar apaixonado por este país E o melhor de tudo dessa estação é: fica praticamente em frente ao hostel onde fiquei, o Copenhagen Backpackers! Sim, eu só precisei cruzar a rua e estava no hostel! Por essa e outras razões eu recomendo muito este hostel. O único problema é que não tem cozinha, então ou você come fora em um restaurante (que na Dinamarca não é nada barato) ou faz como eu: sandubas! haha Ah, e ainda sobre o hostel: foi preciso pagar (cerca de 15 EUR) pelos lençóis e roupas de cama em geral. Infelizmente não estava incluso na reserva. É por isso que é SEMPRE preciso ter uma grana a mais guardada. Enfim, foi um dia legal, pois foi o dia da chegada na Dinamarca. O problema é que o Sol já estava se pondo, e isso era por volta das 16h00. Então, apenas dei uma voltinha a noite pela cidade. A saída para explorar de verdade seria no dia seguinte!
  9. Fala, mochileiros! Fiz uma viagem pela Escandinávia no final de 2013, e agora, espantando a preguiça, gostaria de deixar aqui o meu relato com algumas dicas e fotos daquela terra tão incrível! ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Escandinávia: terra que desperta um sentimento místico e aventureiro. Terra dos antigos Vikings, pagãos, e claro, gelo e frio! Esta viagem ocorreu no final do ano de 2013, quando eu encerrava meu primeiro semestre vivendo em Portugal. No hemisfério norte, os meses de Dezembro e Janeiro são marcados por muito frio e escuridão. Escuridão? Requisito básico para se ver a magnífica aurora boreal! O percurso Antes de chegar ao Ártico, passei por 4 países escandinavos, pois além da Aurora Boreal em si, há muita beleza nestes lugares. A trip inteira durou por volta de 15 dias. Iniciei saindo de Copenhagen, na Dinamarca. Em seguida peguei um voo para Helsinki, na Finlândia, e de lá um navio para Stockholm, na Suécia. Em seguida peguei um trem para Oslo, Noruega, e finalmente um voo para Tromso, no ártico norueguês. Para chegar em Copenhagen eu utilizei a companhia low cost Easy Jet. Os bilhetes de ida e volta, contando a mochila despachada e flexibilidade total para poder alterar as datas, saíram por volta de EUR 160,00 Obs: infelizmente esta rota já não existe mais na Easy Jet, mas é possível chegar em Copenhagen com outras companhias, mas será mais caro, pois geralmente não são low cost. O voo de Copenhagen para Helsinki foi operado pela Finnair e custou em torno de EUR 50,00 O navio que faz a travessia Helsinki - Stockholm é operado pela companhia Tallink Silja Line por um custo de aproximadamente EUR 30,00. A travessia dura uma noite. De Stockolm a Oslo utilizei um trem operado pela companhia SJ por cerca de EUR 25,00 (tarifa para jovem menor de 25 anos) O voo de Oslo para Tromso foi efetuado pela Norwegian, e na volta, de Tromso para Copenhagen, pela Scandinavian Airlines. Os custos dos bilhetes combinados sairam por cerca de EUR 150,00 A maioria das companhias oferece um desconto para viajantes com menos de 25 anos. Porém, é bom ficar atento à alguns horários, pois aparecem algumas promoções muito boas em alguns dias específicos para todos os públicos. Acomodação Como bom mochileiro, e também de grana curta, uma boa hipótese (e mais divertida) é ficar em um hostel! Segue uma lista dos hostels que fiquei durante esta trip: Copenhagen: Copenhagen Backpackers Hostel - DKK 162,00 por noite (Aproximadamente R$ 88,00) Helsinki: CheapSleep Hostel Helsinki - EUR 17,00 por noite (Aproximadamente R$ 60,00) Stockholm: InterHostel - SEK 149,00 por noite (Aproximadamente R$ 64,00) Oslo: Anker Hostel - NOK 230,00 por noite (Aproximadamente R$ 100,00) Tromso: nesta cidade fui hospedado por 2 simpáticas amigas. Porém, com uma rápida pesquisa, os preços de hostel em Tromso parecem rondar por volta de EUR 50,00 por noite. Definitivamente uma cidade cara. Detalhes sobre os hostels, como localização e infraestrutura, vou escrever durante o relato. Preparo Além da bagagem normal de qualquer mochileiro (roupas para o dia-a-dia, produtos de higiene pessoal, etc), para esta viagem é preciso estar preparado para enfrentar o frio. Como já enfatizei, o clima de Tromso é mais ameno se comparado a outros lugares, porém ainda assim é preciso se preparar, pois "menos frio" não significa que não seja frio! Gastos É preciso ter em conta que a Escandinávia é um lugar com alto custo de vida, o que significa que as coisas não são baratas. Em meu planejamento, coloquei uma média de EUR 35,00 por dia (excluindo acomodação). Para a alimentação eu comprava coisas no supermercado e cozinhava no hostel, utilizava apenas transportes públicos (quando necessário), tomava umas cervejas baratas, etc. É óbvio que este é apenas um valor médio e sugestivo. Seus gastos podem ser menores ou maiores, dependendo do que quiser fazer. Conheci gente que gastou menos que isso, e gente que gastou muito mais. Se você tem a intenção de visitar museus, catedrais, ou fazer passeios turísticos, aumente o seu orçamento diário. Depois que estimar o gasto total da viagem, adicione um valor extra (cerca de 10% do total) para ficar guardado para alguma emergência. Acredite, vale a pena. #Partiu Com tudo no jeito, mochila arrumada e sorriso no rosto, peguei meu voo de Lisboa para Copenhagen.
  10. Luiz Ricardo Prais

    Marrocos

    gabrielzucchi, eu não estive em Zagora, mas passei por Merzouga, onde também fica bem perto da Argélia. Sobre a segurança, foi tudo tranquilo. Mesmo em cidades mais povoadas e caóticas, como Fes, não vi indícios de violência. Foi tudo tranquilo. Porém é sempre bom ficar um pouco esperto. Só tome cuidado de verdade com os métodos que os caras têm para "tirar" dinheiro de você. Cobram por tudo, até mesmo para dar informação. Se alguém se oferecer para te ajudar a chegar em tal lugar (e obviamente vai cobrar), negocie o preço antes! Ah, e nunca pague o primeiro preço, ou seja, se o cara disser que é 100, diga que paga 30 (para no final pagar 60 ou menos). Vale para todo o Marrocos! hahahaha Boa viagem, cara!
  11. Luiz Ricardo Prais

    Com qual quantia da para fazer um mochilão tranquilo ?

    E aí Luccas, tudo certo? Bem vindo, cara! Olha, nesse link (http://www.priceoftravel.com/2100/south-and-central-american-backpacker-index/) tu pode consultar uma lista de destinos na América Latina e seu respectivo custo diário. É claro que os valores são bem indicativos, e dependendo do seu ritmo, pode gastar menos ou mais. Com essa grana que tu tem dá para fazer um mochilão da hora, cara!
  12. Luiz Ricardo Prais

    O que levar na mochila?

    Eu recomendaria levar uma barraca, saco de dormir, roupas leves e de secagem rápida, produtos de higiene pessoal (sabonete, creme dental, escova, etc), um pequeno canivete multiuso, garrafa para água, remédios básicos (dor nas costas, sal de frutas), etc..... Tenho uma dica: sente-se e pare para pensar e mentalizar seu caminho. Durante o dia, o que você acha que iria precisar? Imagine uma situação, como por exemplo, hora de cozinhar (ou do banho). E por aí vai Ah, não se esqueça do mais importante: um diário de viagens! Have a nice trip!
  13. Luana, você também pode optar por passes de trem, especificamente o da Eurail (http://pt.eurail.com/eurail-passes) Existem vários tipos de passes, como os globais, que abrangem cerca de 28 países, ou os regionais, individuais, etc.. Quando viajei pela Europa utilizei um global de 1 mês, e a melhor vantagem deles é a flexibilidade. Pode acontecer de você ter todas as passagens compradas para todos os destinos, mas caso perca um trem no meio do caminho (digamos, por atraso), pode desencadear uma reação em cadeia. Nestes casos você teria que comprar tickets na hora direto na estação, e aí sim, os preços seriam um problemão! Dá uma olhadinha no link e veja se algum passe se encaixa na suas necessidades. Qualquer coisa é só perguntar
  14. Luiz Ricardo Prais

    Alguém indica algumas músicas "mochileiras"?

    Tem uma banda Australiana bem do estilo surf, que é muito boa também: Hoodoo Gurus Pode procurar que você vai gostar!
  15. Luiz Ricardo Prais

    Por que voce gosta de viajar???

    Simples: Viajar é a única coisa que você compra e fica mais rico!
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