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avimeney

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Sobre avimeney

  • Data de Nascimento 10-10-1981

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    Analista de Sistemas
  1. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Oi André! Boa tarde! Não é necessário reserva antecipada. É só chegar e comprar o ingresso na portaria. Não existe limitação de número de visitantes. Abraços!!! Ângelo
  2. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Oi André! Já tem três anos que estive lá, então algumas coisas já estão escapando da memória. Quanto às "áreas para cozinhar", me lembro que no Grey havia realmente um local fechado, com mesas, bancos e pia, mas não lembro se havia um fogão de uso coletivo. Relendo o meu relato, vi que no Cuernos também existia um local fechado, mas não conseguimos usar por estar super lotado. No camping das Torres, relatei que não havia local fechado. De qualquer forma, o fato é que você deve sim, levar seu fogareiro e gás. Usamos o nosso próprio equipamento em todas as refeições, seja porque não havia fogão coletivo, seja porque a cozinha estava lotada. Os equipamentos de montanha que você listou podem ser alugados em Puerto Natales. Nos próprios hostels você deve encontrar este serviço. Não tente fazer isso no parque, procure na cidade, com antecedência. Qualquer outra dúvida é só falar! Boa viagem! Abraços, Ângelo
  3. avimeney

    relato Chapada Diamantiva - fev/2014

    Oi Maiquelnet! Que bom que gostou do relato. Sempre obtenho muitas informações aqui no mochileiros e quando retorno também gosto de colaborar com algumas informações. O Buração, Fumacinha e Fumaça estão entre as melhores cachoeiras para visitar, por isso, seria difícil escolher alguma delas para ficar de fora. No Buracão, nadamos dentro de um canyon maravilhoso até chegar o mais perto que conseguíssemos da queda d'água, ounvindo o barulhão da água estourando no poço e sentindo o vento forte gerado pela queda d'água. Eu não deixaria isso de fora e acabaria optando por excluir a Fumaça ou Fumacinha. O diferencial da Fumacinha é o visual do canyon lindíssimo onde ela se encontra e a possibilidade de se entrar atrás da cortina d'água. Já o diferencial da Fumaça é a altura da queda e o visual do vale. Nunca tinha visto uma queda d'água tão alta. Talvez eu deixasse de fora a Fumaça por uma questão logística. Como é preciso ir pra Ibicoara para visitar o Buracão, visitaria também a Fumacinha por lá e pouparia o tempo de viajar até o Vale do Capão. Mas... de novo... é uma escolha difícil. O acesso a estas cachoeiras é tranquilo no sentido de que as trilhas não tem nenhuma dificuldade técnica. Ou seja, não existe escalada, trechos com exposição à altura ou necessidade de utilização de cordas ou qualquer equipamento de segurança. Mas nenhuma delas é só estacionar o carro do lado. É necessário estar disposto a caminhar por algumas horas. A trilha do Buracão acho que é a mais tranquila das três. A Fumacinha é um pouco mais longa e bem exposta ao sol. A Fumaça começa com uma caminhada de cerca de 2,5 Km bem íngreme, mas depois fica plana, bem exposta ao sol também. Contratem um guia para se sentirem mais confiantes e não perderem tempo procurando o caminho. No início da trilha do Buracão existe uma guarita onde um guia da ACVIB fica de plantão para evitar que acessem o local sem o pagamento da taxa. Mas a sede da ACVIB, que é o local onde é possível contrar os guias para as atividades, não é lá. A sede fica na entrada da cidade, ao lado do posto de combustível. É facil de localizar. O guia que contratamos, o João Ibicoara, também faz parte da ACVIB, mas fiz contato com ele por telefone diretamente. O preço que ele nos cobrou está de acordo com a média cobrada por todos os outros guias das demais ACVs da Chapada. Em Ibicoara não existem empresas de turismo instaladas, então a contratação dos guias é feita exclusivamente através da ACVIB ou diretamente com a pessoa. Já em Lençóis existem empresas de turismo e, aí sim, os guias contratos através da ACVL certamente sairão mais baratos do que negociar com a intermediação de uma agência. Fizemos trilhas quase todos os dias que estivemos na Chapada e os almoços realmente sairam prejudicados... Saímos de manhã, após o café, e retornávamos apenas no final da tarde, só pensando no banho e no jantar. Recomendo que você faça um bom café da manhã e leve na mochila sanduíches e biscoitos para só se preocupar com refeição no início da noite. Não dá para fazer as trilhas e aproveitar os banhos de cachoeira cronometrando a hora de voltar para almoçar. As próprias cidades já se adaptaram a este ritmo. Você vai ver em Lençóis que a maioria dos restaurantes está preparado para receber os frequeses no início da noite. Pagamos R$ 150 por diária o casal na Kabana de Pedra. Anexei no relato uma planilha com todos os gastos caso você precise de outras referências. O site da pousada está aqui com telefone e e-mail para contato. Fomos recebidos lá com grande hospitalidade pela Célia e pelo Carlos. O acesso aos poços Azul e Encantado, bem como à Torrinha é muito simples. É praticamente estacionar o carro ao lado da entrada. Não é necessária a contratação de nenhum guia para os poços. Basta pagar a entrada no local. Qualquer orientação adicional será oferecida pelos próprios funcionários quando você chegar no local. Já na Torrinha o guia é obrigatório, mas também é oferecido no próprio local, e estará a sua disposição assim que você pagar a taxa de entrada. A visita não tem nenhuma dificultade, é apenas uma caminhada com lanternas dentro da caverna. Você precisará no máximo subir ou descer uma escada de madeira ou meia dúzia de pedras desniveladas. Vá tranquilo! Editei hoje o relato acrescetando um mapa que usei nas estradas lá. Incluí neste mapa uma estrada de terra que não aparecia na versão original e ajuda bastante na visita ao poços. Veja na parte que falo de Iraquara. Se você gosta de lugares calmos e belezas naturais está indo pro lugar certo. Como disse no relato, eu achei a Chapada maravilhosa. Se eu pudesse, teria ficado mais tempo por lá. Assim como vocês, me programei para visitar Morro de São Paulo na sequencia e me arrependi. Preferia ter ficado mais tempo na Chapada. Aproveitem a viagem e depois contem como foi. Espero ter ajudado. Se tiver mais dúvidas é só falar. Abraços!
  4. [t1]Morro de Tristeza[/t1] Visitei Morro de São Paulo com minha namorada de 19/02/2014 até 22/02/2014, logo após nossa visita à Chapada Diamantina (relato da chapada aqui). Morro de São Paulo é um dos piores locais para onde viajei, se não o pior. Gosto de contato com a natureza e tranquilidade. Quando viajo, me interesso por conhecer as características naturais do local que estou visitando, conversar com moradores, conhecer a cultura local e ser respeitado como turista. Morro de São Paulo é um daqueles lugares em que o turista é visto como um otário endinheirado que está ali para ser explorado. O lugar está saturado de visitantes e os locais não se preocupam em tratar ninguém com cordialidade, tudo é cobrado (e bem cobrado) e a qualidade dos serviços deixa muito a desejar. As características naturais do local foram fortemente impactadas pelo turismo predatório. A impressão que se tem é estar caminhando em um shopping center encaixado numa ilha. A primeira sensação que tive quando cheguei na ilha foi uma profunda tristeza por ver um lugar que certamente já foi um paraíso natural e hoje está nas mãos de estrangeiros, voltado para atender ao turismo internacional, aos modismos e a badalação. Não conheço ainda Fernando de Noronha, mas este relato que li no mochileiros está em sintonia com a percepção que tive de Morro de São Paulo: http://www.mochileiros.com/a-farsa-de-fernando-de-noronha-t22293.html Saímos de Salvador com destino à Morro a partir do Terminal Marítimo, em frente ao Mercado Modelo. Após uma viagem de cerca de 2,5 horas, estávamos chegando ao nosso destino. Mal o catamarã encostou no cais da ilha, já embarcaram uns caras com o uniforme da "Associação de Informantes de Turismo de Morro de São Paulo". Começaram então a abordar os passageiros, se oferecendo insistentemente para carregar as suas bagagens até as hospedagens, ou ainda ofertando pousadas. Não bastava o cais estar bem cheio com todos os turistas que desembarcavam ou esperavam para embarcar, os tais "informantes" ainda ficavam ali empatando a passagem e perturbando quem acabou de pisar na ilha. Conseguimos atravessar o cais e fomos arrebanhados para uma espécie de bilheria onde fomos obrigados a pagar R$ 15 por pessoa para "ingressar" na ilha, a chamada "Taxa de Preservação Ambiental". Uma vez paga a taxa, ganhamos o direito de pisar no chão de Morro de São Paulo. Dali até a entrada da nossa pousada foram não sei quantas abordagens dos "informantes de turismo" querendo carregar nossas mochilas. Para piorar, se você diz que não está interessado e agradece, sua educação é a porta aberta para a insistência. Se você simplesmente ignora e segue em frente, ouve insinuações audaciosas como "Ih! Esse aí é surdo!". Deixamos nossas mochilas na pousada e fomos caminhar pela rua principal, que dá acesso à primeira praia. A rua possui "fino calçamento" onde pisam turistas de várias partes do mundo e, aparentemente, um número menor de brasileiros. São pousadas, lojas de lembranças, lojas de grife, bares e restaurantes, um do lado do outro. Em Morro de São Paulo, também já adquiriram o péssimo hábito de enfiar um cardápio na sua cara enquanto você caminha em frente aos restaurantes e abordam você falando em espanhol, como se essa fosse a lingua nativa do local. De fato, esta parece ser a língua mais falada na ilha, tanto pelos turistas quanto pelos donos de estabelecimentos que, em grande parte, não são brasileiros. Quando alcançamos a praia, caminhamos por um deck de madeira onde, à direita, se enfileram hotéis e pousadas caríssimas com piscinas de frente para o mar e "varandas lounge, estilo Ibiza". À esquerda, se vê a faixa de areia loteada por restaurantes que ali dispõem suas mesas com velas, tochas, e até lonas para bloquear o vento evitando assim despentear alguma madame que esteja acomodada confortavelmente à beira mar apreciando um espumante. À noite, transitam pelo deck jovens vestidos com roupas caras, preparados para curtir a noite em alguma balada ou apenas exibindo seus modelitos e bronzeado. No dia seguinte, caminhando pela parte menos turística da cidade, vi pessoas bem humildes, habitando casas muito simples, ladeadas por um córrego de água cinzenta, muito suspeito. Pode ser uma avaliação leviana para quem teve apenas alguns dias para conhecer a ilha, mas a impressão que tive foi que o turismo predatório construiu uma vitrine de cristal para atender os visitantes estrangeiros em um pedaço da ilha, enquanto, do outro lado, os nativos foram relegados à pobreza e à subserviência a este mercado do turismo. O atendimento nos locais é ruim, e o preço cobrado por tudo é alto. Passamos mal com a comida que comemos em um dos restaurantes (a propósito, as moscas infestavam todos os restaurantes reforçando a ideia de que estávamos vivendo em uma fachada bonita para uma realidade bem diferente…). Fizemos o passeio de barco em volta da ilha. Para embarcar, caminhamos pelas praias hora sendo direcionados para o grupo que ia em determinado barco, hora para outro barco até que todos os "atravessadores de turistas", comandantes e marinheiros chegaram ao consenso de qual seria a embarcação que de fato nos conduziria. Uma das atrações do passeio é a visita à cidade de Cairu. Para desembarcar em Cairu, adivinha? Se paga. Assim que se desembarca, os "guias locais" se apresentam cobrando para te levar para dar uma volta pela cidade e contar a história local. Quer entrar na Igreja/Convento da cidade? Ok, é só pagar também. Para voltar à Salvador descobrimos que também precisavámos pagar pelo uso do cais. Já havíamos comprado as passagens da volta no terminal marítimo de Salvador, com hora marcada, pela empresa BioTur. Quando chegamos para embarcar, a fila no cais era enorme. Nosso catamarã encheu e tivemos que permanecer na fila, em pé com as bagagens, no sol, esperando uma próxima embarcação. Os catamarãs também não são nenhuma maravilha. Os assentos parecem de ônibus público, bem sujos e duros. Os vidros também são todos sujos, não dá nem pra ver o mar direito. A viagem, principalmente a de volta, é bastante desconfortável. A embarcação sacode bastante e muitos passageiros passaram mal. Um cara estava tão mal que viajou deitado no chão. Pediram pra usar um colchonete que estava no barco mas o comandante não autorizou. Algo de bom? A ilha tem praias bonitas, em especial as mais afastadas do centrinho da badalação. A água do mar não é tão fria, o que agrada aqueles que se incomodam com isso. A água é bem clara também, principalmente nas piscinas naturais que podem ser visitadas de barco. De qualquer forma, eu ainda acho a Ilha Grande (RJ) e Ilha do Mel (PR) muito mais bonitas, ricas e interessantes. Torço para que, apesar de também já bem sofridas com o turismo predatório, estas e outras ilhas brasileiras não sejam completamente descaracterizadas e vendidas aos estrangeiros como aconteceu com Morro de São Paulo.
  5. avimeney

    relato Chapada Diamantiva - fev/2014

    (...continuação) [t3]Iraquara[/t3] Saímos de Lençóis com destino ao Vale do Capão. Programamos visitar no caminho o Mucugêzinho, Poço do Diabo, Torrinha, Pratinha e Lapa Doce. Cometemos o erro de sair tarde de Lençóis e perdemos tempo desnecessariamente no Mucugêzinho e Poço do Diabo. Fizemos uma visita longa à Torrinha, acabamos sem tempo para visitar a Lapa Doce e quase perdemos o horário máximo de entrada (16h) na Pratinha. Estes pontos ficam distantes uns dos outros, as estradas são de terra e as visitas demoradas. A dica é sair muito cedo e controlar bem o horário de chegada e saída em cada ponto. Torrinha O ingresso é comprado na chegada ao local e já inclui o serviço do guia (obrigatório) do próprio local. Dependo da extensão da caverna que se deseja visitar, o preço varia. Pagamos R$ 120 pela visita completa, cada pessoa. Nosso guia foi o Raimundo, um verdadeiro apaixonado pela caverna, que nos proporcionou uma visita excelente. A escolha da visita da caverna completa valeu muito à pena. Vimos formações que eu nem sequer sabia da existência. Muito interessante. Gastamos cerca de 3 horas dentro da caverna. Pratinha Um local muito bonito porém muito propenso a farofada. Visitamos fora de temporada e, mesmo assim, estava bem cheio. Se paga R$ 20 por pessoa para entrada e mais R$ 20 por pessoa para cada atividade que se deseja realizar (tiroleza e flutuação). A água é super cristalina, coloração azul muito bonita e, para quem paga pela flutuação, pode nadar ao lado de diversos peixes coloridos, o que não ocorre nem no Poço Azul nem no Poço Encantado. A visita à Pratinha merece ser feita com boa iluminação solar pois interfere na cor da água e é possível tomar banho no local. Já a visita à Torrinha não é influenciada pela iluminação. Então, vale a pena começar o passeio pela Pratinha e terminar com a Torrinha. Observar o horário máximo para entrada na Torrinha, às 17:00. [t3]Vale do Capão[/t3] Depois de uma longa viagem, por muita estrada de terra, chegamos ao Vale do Capão e re encontramos o sossego que tinha ficado pra trás quando deixamos o sul da chapada. No Capão os hippies estão por toda parte. Pedir e oferecer carona é praxe no local. A cidade é bem pequena, sem muita estrutura, mas existem várias opções de campings e pousadas. No centro, vale a pena conhecer a pizza do Tômas. Para quem procura um pouco de conforto, acho que o melhor é escolher uma pousada um pouco mais afastada do centro, com restaurante interno. Apesar da cidade ser bem tranquila, um mercadinho na praça, ao lado da igreja, inventou uma espécie de festa que vai noite a dentro com som bem alto incomodando a visinhança. Além disso, não existe grande variedade de restaurantes no centro. Pousada do Capão Assim como em Igatu, tenho vontade de voltar ao Vale do Capão para ficar uma semana só relaxando nesta pousada. A área interna é muito bem decorada e a parte externa possui muito verde, com visual para as montanhas da região e um poço para banho. Bom café da manhã e ótima comida no restaurante interno. Nosso quarto foi silencioso e aconchegante. Fumaça (por cima) A entrada para a trilha fica próxima a entrada da cidade, ao lado da ACVVC e da torre de uma antena. Para entrar na trilha você fará um registro em uma guarita e poderá deixar uma contribuição voluntária, mas o acesso ao local é gratuito. Guia não é obrigatório. A trilha começa com uma subida íngreme de cerca de 2 km de extensão. Depois segue no plano, até o final. Neste dia, fomos sem guia. Não existe sinalização na trilha. A orientação é 90% do tempo bem fácil, mas foi nos 10% que tomamos uma bifurcação errada e perdemos 1h de caminhada. Vou tentar explicar nosso erro e como evitá-lo: Após a subida, passamos por uma mureta de pedra, à meia altura, nas laterais da trilha, formando uma espécie de portal. Depois, começa um grande descampado, onde a trilha segue por um lajeado onde não é fácil identificar pegadas e a vegetação formada por várias moitas uniformemente espalhadas por todos os lados dificulta a orientação. Neste ponto, não é mais visível o Morrão que se mantinha à esquerda quase todo o tempo. Até então, estávamos na trilha correta. Em dado momento, começamos a seguir para a esquerda, nos aproximando cada vez mais de uma grande paredão rochoso que surgia no horizonte. Até que chegamos neste paredão e tentamos de diversas formas transpô-la sem sucesso. Concluímos que estávamos na trilha errada e retornamos para procurar o caminho certo. Descobrimos então que tomamos uma bifurcação errada, para a trilha para Cachoeira 21, que segue para a esquerda, enquanto para a Fumaça deve-se manter a direita. Essa bifurcação passou desapercebida inicialmente. Algo que ajudou a nos confundir foi que a trilha para esta outra cachoeira estava super pisada, dando impressão de que a Fumaça seria por ali. Enquanto procurávamos o caminho, mais outras 3 pessoas cometeram o mesmo erro e se juntaram a nós… Não sei descrever a posição exata onde está a bifurcação, até porque ela aparece enquanto estamos andando sobre o descampado. Porém, uma dica que pode ser útil é: quando chegar a tal mureta de pedras, você estará de frente para a direção em que a trilha correta segue majoritariamente. Se você começar a se deslocar para a esquerda em direção ao paredão de pedras, está errado. Observe também que a trilha é todo tempo bem ampla, muito usada. Se começar a ficar difícil transpor a vegetação, você estará no lugar errado. De volta à cidade, comprei o mapa "Trilhas e Caminhadas na Chapada" na pousada Tatu Feliz. O mapa cobre uma região muito grande, por isso, não tem muitos detalhes de uma ou outra trilha específica. Ainda assim, está lá presente a tal bifurcação que leva pra Cachoeira 21. Talvez se tivéssemos adquirido o mapa antes da trilha, teria nos ajudado. (fim)
  6. avimeney

    relato Chapada Diamantiva - fev/2014

    (...continuação) [t3]Igatu[/t3] Igatu é uma cidade minúscula (401 habitantes, segundo informações de moradores), muito simpática e tranquila, com grande valor histórico e cultural para a Chapada. Passeamos pelas ruas da cidade admirando a arquitetura de pedras brutas no calçamento e fachadas. Visitamos o Espaço Arte e Memória, e ruínas da época em que a cidade chegou a ter milhares de habitantes, atraídos pelo garimpo. É indispensável a visita à Gruna do Brejo, e a conversa com o seu guardião atual, o Sr. Badega. Ele é um garimpeiro que conhece muitas histórias da época áurea do garimpo e sua decadência. A visita à gruna é uma verdadeira aula de história e da cultura local. Como tínhamos pouco tempo ficou faltando a visita às cachoeiras e à Rampa do Caim, que dizem ser muito bonitas. Na cidade existem algumas pousadas, campings, hospedagem na casa de moradores e alguns poucos (porém bons restaurantes). Não existe posto de gasolina, nem caixas eletrônicos e se trabalha apenas com dinheiro (com sorte, cheque). Recomendo o restaurante Água Boa e a pousada Flor de Açucena (descrita abaixo). Não chegamos a experimentar, mas a pousada/restaurante Art Hotel Cristal pareceu bem legal também. Pousada Flor de Açucena Uma das pousadas mais interessantes em que me hospedei. A integração com a natureza é perfeita, está presente em cada detalhe. Deu vontade de ficar uma semana em Igatu só para aproveitar a pousada. Tomamos um bom café da manhã ao lado dos pássaros e dormimos ouvindo o coachar dos sapos. Fomos recebidos com muita simpatia e cordialidade pelo casal Allain e Juscilene, e pelo Jamar. Vontade de voltar para Igatu para só para relaxar mais naquele ambiente. [t3]Lençóis[/t3] Chegando em Lençóis deixamos pra trás o atendimento familiar e cordial de Ibicoara e Igatu e encontramos a frieza e descaso daqueles que já se estabeleceram no mercado do turismo e contam com a freguesia fácil que chega à cidade durante todo o ano. Pela primeira vez, encontramos pousadas sem vagas disponíveis. Na Pousada Safira, tocamos a campainha, batemos palma e nem sequer nos atenderam. Caminhando pela cidade, a língua que menos se ouve é o Português e o clima pacato do sul da Chapada é trocado por bares lotados, música ao vivo alta o suficiente para incomodar os ouvidos. Gente vestida como se fosse para alguma boate e parece estar ali pela "badalação" e não pelo que a Chapada tem de melhor a oferecer, que é a tranquilidade e o contato com a natureza. Não fossem os atrativos ecológicos nas proximidades, e eu preferiria nem ter passado por Lençóis. Na cidade existe uma agência do Banco do Brasil e um caixa eletrônico do Bradesco. Existe um posto de gasolina na entrada e um Petrobras na BR-242, perto da entrada para Lençóis. Existe uma boa variedade de alimentação e até loja de esportes para quem precisar de uma bota ou chapéu de última hora. Na "hora do almoço" é difícil encontrar restaurantes abertos. Parece que a maioria abre no final da tarde, quando os turistas estão voltando das atividades. Pousada Alto do Cajueiro Chegamos na pousada tarde e cansados. Fomos recebidos friamente com uma ficha de hospedagem a ser preenchida e fomos obrigados a pagar adiantado 100% do valor das diárias. Pra completar, não nos ajudaram nem a levar a bagagem para o quarto. Em nenhuma outra pousada em que estivemos na Chapada, Salvador ou Morro de São Paulo tivemos que pagar qualquer coisa na chegada. Tirando isso, o quarto e banheiro estavam limpos, ar condicionado funcionando corretamente. Gostei do jardim arborizado e da localização, mais afastada do centro. Cachoeira do Mosquito A trilha é curta e fácil. Coletando com antecedências algumas informações sobre a estrada de acesso, poderia ser visitada antes mesmo da chegada em Lençóis, aproveitando-se a passagem pela BR-242. No entanto, essa logística é destruída pela necessidade de compra no Mercado Sena, no centro de Lençóis, do voucher para visitação. O voucher é cobrado pelo dono da propriedade onde fica a cachoeira. O guia local é recomendado pelo proprietário, mas segundo fomos informados, não será exigido caso você chegue sozinho com o voucher na mão. Como não possuíamos essas informações e não queríamos perder tempo procurando, contratamos o guia Adriano na ACVL. A visita à Mosquito e ao Pai Inácio saiu por R$ 120 o casal. Adriano foi um bom guia. Ele nos acompanhou também no restante das atrações em Lençóis. Pai Inácio A trilha é curtíssima e a orientação é facílima. Dispensa o guia por completo. Nos alertaram que é necessário chegar antes das 17h para entrada. No entanto, não identifiquei nada que impedisse alguém de fazer a visita depois deste horário. A única coisa que notei é que depois das 17h a equipe que fica cobrando uma taxa de visitação termina seu turno e você poderia fazer a visita sem pagar nada…. Cachoeira do Sossego O início da trilha fica bem próximo ao centro de Lençóis. Quem está de carro pode utilizá-lo, mas quem não estiver facilmente chega à pé. A trilha é facil de ser seguida sem guia para quem tem alguma experiência com trilhas. É bem definida no início e, depois, consiste basicamente em subir o Ribeirão até a queda d'água. Em alguns pontos será necessário trocar de margem para percorrer o melhor caminho. Se o nível do rio estiver muito alto, aí contar com alguém que conheça os melhores pontos para atravessar o rio pode ser útil. Não se paga nada para acessar o local. Ribeirão do Meio A trilha se inicia no mesmo ponto onde se inicia a trilha para a Sossego. O mesmo rio que dá origem a esta Cachoeira forma o poço conhecido como Ribeirão do Meio. A trilha para acesso ao Ribeirão é extremamente fácil (praticamente uma estrada de terra). Emendamos depois da Cachoeira do Sossego e, com o guia, tivemos a oportunidade de pegar um atalho na volta do Sossego, dispensando assim, o retorno até o ponto de início da primeira trilha para começar a outra. Não se paga nada para o acesso. Assim como na Sossego, existem poços excelentes para banho. Portanto saia cedo para as trilhas se você pretende emendar as duas no mesmo dia e curtir bastante os banhos. Mucugêzinho / Poço do Diabo Bem próximos de Lençóis, com acesso direto a partir da BR-242 e com bar/restaurante no local, estes atrativos são um prato feito para farofada. Além disso, não possuem nenhum grande diferencial para quem já visitou as outras cachoeiras da Chapada. Bonito, mas foram os atrativos menos interessantes que visitamos. Se soubéssemos que nosso dia ainda seria bem longo, certamente teríamos pulado estes pontos e seguido direto para Iraquara, nosso próximo destino. (continua...)
  7. avimeney

    relato Chapada Diamantiva - fev/2014

    [t3]Salvador[/t3] Não gostei da estratégia de voar para Salvador, dormir uma noite por lá e seguir viagem para a Chapada no dia seguinte. Sendo possível, eu daria preferência a chegar cedo de avião, alugar um carro no próprio aeroporto e pegar a estrada de imediato. O aeroporto fica razoavelmente longe da cidade, os táxis são caros, o trânsito não é dos melhores (principalmente com as obras para a Copa) e achei muito ruim o custo/benefício das hospedagens. Além disso, não gostei de fazer turismo na cidade. É o tipo de lugar onde o turista é visto como um idiota que está ali para ser explorado por todos. Andando pelas ruas facilmente se encontra um metido a malandro querendo aplicar algum tipo de golpe, vendedores te assediando para vender as mais diversas quinquilharias e atendimento bem ruim nos estabelecimentos. Abaixo, falo da pousada em que ficamos antes de pegar a estrada para a Chapada e da outra em que ficamos quando voltamos da Chapada, antes de ir para Morro de São Paulo (relato sobre Morro aqui). Hotel Barra Mar O banheiro é tão pequeno que para se sentar no vaso sanitário os joelhos ficam encostados na parede. O tapete do banheiro estava sujo, o assento do sanitário e o chão box também. A torneira da pia é equipada com um temporizador irritante. Acordei com o barulho das máquinas de lavar roupa se sacudindo na lavanderia do hotel. O café da manhã fica alguma coisa entre o simples e o ruim. Pedi achocolatado para o leite e a funcionária me ofereceu, mas disse que estava quebrando o meu galho porque o chefe não gosta que faça isso. Espero nunca mais pisar lá. Pousada Estrela do Mar O café da manhã é simples e tem aparência de um casarão antigo transformado em pousada. Ainda assim, é muito melhor do que a anterior. Fomos bem atendidos pelo Sean, o quarto era amplo e o banheiro limpo, tudo funcionando corretamente. A localização não é muito boa pois com as obras da Copa a rua ficou extremamente movimentada. Demos sorte do nosso quarto ficar nos fundos, mas o barulho poderia ser um problema se estivéssemos na frente. [t3]Ibicoara[/t3] Ibicoara é a cidade de acesso a duas atrações imperdíveis: o Buracão e a Fumacinha, além de outros pontos muito bonitos. Certamente influenciadas por empresas de turismo, algumas pessoas visitam estes atrativos a partir de Lençóis (a 200 Km de distância) ou Mucugê (80 Km), o que não faz nenhum sentido. Se você pretende conhecer algum destes atrativos, se hospede em Ibicoara. A cidade é bem pequena. No centro você encontrará um caixa eletrônico do Bradesco, um posto de gasolina e poderá comer uma boa pizza na lenha servida no Sabor da Chapada (restaurante do Elmar). Muitos estabelecimentos aceitam cartões de débito/crédito. As melhores pousadas ficam afastadas do centro, na estrada do Buracão. Dê preferência àquelas que oferecem refeições porque no centro não há muitas opções de alimentação. Pousada Kabana de Pedra Uma das melhores hospedagens que tivemos na Chapada e a campeã em conforto. Foi inaugurada em novembro de 2013. Os quartos e banheiros são espaçosos, estava tudo limpo, organizado, tudo funcionando perfeitamente. Melhor chuveiro das férias. Bom café da manhã e serve refeições deliciosas no restaurante da própria pousada. Comemos alface e tomamos café colhido da horta local. Atendimento excelente pelo casal Célia e Carlos. Buracão É uma atração imperdível. Um dos pontos mais interessantes da Chapada. Para chegar na queda d'água, nadamos por dentro de um canyon lindíssimo rumo à cachoeira. Inesquecível. Para chegar no início da trilha se pega uma estrada de terra a partir do centro. Na estrada existem bifurcações e não há indicações para a cachoeira. Chegando no local, existe uma pequena guarita da ACVIB exigindo o turista estar acompanhado de um guia local, bem como o pagamento da taxa de R$ 6,00 por pessoa. O guia ajudará na estrada de terra e também na travessia (de carro) de um pequeno rio próximo ao início da trilha. A trilha (cerca de 3 Km só ida) não possui qualquer sinalização (placas, setas, etc). A papete é mais interessante que a bota pois se atravessa o rio pela água mais de uma vez. Licuri/Raízes Seguimos a sugestão do guia e emendamos após o Buracão. A trilha, no entanto, começa em um local diferente, foi preciso pegar a estrada novamente. Cobram R$ 6,00 pelo estacionamento junto ao início da trilha. Trilha é de fácil orientação para chegar até a primeira queda d'água (Cachoeira Licuri). Porém, seguimos o rio até a Cachoeira Raízes e voltamos por uma trilha diferente, para ver a Licuri por cima. O guia local não é obrigatório, mas sua presença foi interessante para fazer esse circuito corretamente. Da Licuri até a Raízes se atravessa o rio algumas vezes (muito recomendável o uso de papete), e o guia conhece os melhores pontos para fazer isso. Para quem tiver mais tempo, ainda é possível continuar descendo o rio e conhecendo outras cachoeiras. Licuri e Raízes são muito bonitas. Menos surpreendentes do que o Buracão, mas merecem uma visita. Gostei da Raízes em especial. Fica num local muito bonito, cercado de paredes de pedras com água de cor avermelhada escorrendo pelas raízes das plantas, que possuem um verde vibrante, uma atmosfera muito envolvente. Quando cheguei ao local estava chovendo. Mas ao invés de estragar o passeio, a chuva deu um ar ainda mais fascinante ao local. Tive vontade de acampar por lá para aproveitar mais daquela ambiente maravilhoso. Para visitar o Buracão e Licuri/Raízes rodamos cerca de 60 Km neste dia. Pagamos R$ 100 (o casal) ao guia João Ibicoara para fazer o Buracão, Licuri e Raízes. João foi educado e mostrou conhecer bem a região. Recomendamos. Procurando na Internet é fácil encontrar a sua página com telefones de contato. Chegando em Ibicoara, a sua casa fica bem ao lado do posto de gasolina. No muro se vê logo escrito o seu nome oferecendo serviço. Fumacinha (por cima) Para chegar ao início da trilha rodamos cerca de 30 km de estradas de terra através de povoados e propriedades rurais, sem sinalização e com algumas bifurcações. A entrada da trilha não é fácil de se identificar na estrada. A orientação ao longo da trilha, apesar de não contar com sinalizações adicionais, é fácil para quem tem alguma experiência. A trilha possui cerca de 6.5 Km (somente ida), a maior parte do tempo no plano, através de um descampado muito bonito. Não esquecer proteção contra o sol. A bota pode ser usada nesta trilha, não há travessias de rio. A presença do guia foi interessante pois nos orientou de carro na estrada de terra e nos levou aos os melhores pontos para avistamento da cachoeira e do canyon ao longo da trilha. O mirante que eu mais gostei, inclusive, certamente eu não teria descoberto por conta própria. Além disso, é possível entrar por trás da cortina d'água da cachoeira, um lugar incrível, que possivelmente eu também não teria descoberto sozinho. João cobrou R$ 120 o casal. Não pagamos nada para acessar o local. [t3]Itaetê / Nova Rendenção[/t3] Saímos de Ibicoara, rumo à Igatu. No caminho, visitamos o Poço Encantado (em Itaetê) e o Poço Azul (Nova Redenção). Seguem algumas dicas sobre este dia: Os dois poços são lindíssimos e ambos merecem ser visitados. Nunca tinha visto algo parecido. Caso eu não tivesse tempo para visitar os dois, eu preferiria o Azul pois é possível tomar banho nele, o que não acontece no Poço Encantado. Muita atenção para os horários de visitação e para o tempo de deslocamento entre os poços. Ficam distantes um do outro e neste dia pegamos as estradas em piores condições de toda a viagem. Sair cedo para não se decepcionar!!! De Ibicoara ao Poço Encantado gastamos 2 horas e 15 minutos. Do Poço Encantado ao Azul foram 2 horas. E do Azul à Igatu, 1 hora e 25 minutos. Pesquisando na Internet você verá que existe um período do ano em que existe incidência direta de luz solar sobre os poços causando um efeito visual lindíssimo em determinadas horas do dia. Porém, mesmo fora deste período do ano, existe também um horário que deve ser seguido para se obter uma iluminação solar interessante dentro dos poços: 10h - 13h no Poço Encantado e 12:40 - 14:50 no Poço Azul. Chegamos tarde no Poço Azul e pegamos apenas o finalzinho desta faixa de horário. A diferença de iluminação é significativa. Ficamos chateados por não ter conseguido chegar antes. A BA-142 estava em bom estado, porém, após Mucugê (sentido Lençóis), apareceram diversos buracos pegando de surpresa quem vem dirigindo confiando na boa qualidade da pavimentação. Saindo do Poço Encantando em direção ao Poço Azul, se entra na "Fazenda Moreno" e se caminha por algum tempo dentro da propriedade. Ficamos na dúvida se estávamos no lugar certo, mas logo chegamos a um rio onde existe uma balsa para levar os automóveis para o outro lado, já bem próximo do Poço Azul. Quem pretende (como nós) continuar a viagem para Igatu/Andaraí/Mucugê, não precisa atravessar o carro, basta pagar pela travessia das pessoas na canoa. O Carlos (da pousada Kabana de Pedra) nos deu uma dica boa para sair do Poço Azul com destino à Igatu/Andaraí: Não é necessário voltar até a estrada de asfalto que vai para Itaetê. Cerca de 5,5 Km depois de deixar o Poço Azul, existe um estrada de terra de 33 Km, à direita, que encurta a viagem. Esta estrada não aparece no mapa que baixei na Internet e usamos bastante pra nos orientar na Chapada. Por isso, editei esse mapa acrescentando a estrada e disponibilizei abaixo. mapa_chapada_ComDicasCarlos.jpg.zip (Continua...)
  8. [t1]Chapada Diamantina em 10 dias[/t1] Estive na Chapada Diamantina com minha namorada de 08/02/2014 até 18/02/2014. Achei um dos lugares mais bonitos para se conhecer no Brasil. Um destino excelente para quem gosta de natureza, tranquilidade, caminhadas, cachoeiras e belas paisagens. No ano anterior eu havia visitado a Chapada dos Veadeiros, achei maravilhosa, e ainda assim, a Chapada Diamantina é muito mais interessante. Os 10 dias que tivemos foram pouco dado o tamanho e a diversidade de atrativos. Eu faria certamente uma viagem de 1 mês por lá. Para conhecer tudo com tranquilidade, talvez nem 2 meses de viagem seriam suficientes. O período que escolhemos, fora de feriados prolongados, foi excelente para aproveitar os atrativos com sossego e preços menores. Nadamos no Poço Azul sozinhos por quase 40 minutos, um verdadeiro privilégio sabendo-se que este é um lugar no qual se pode esperar numa fila por até algumas horas para uma visita de cerca 15 minutos na companhia de outras 10 pessoas (por vez). Fizemos algumas trilhas sem encontrar com nenhum outro turista, nadamos no canyon da Cachoeira do Buracão sozinhos, outro grande privilégio. Estava calor, mas nada desagradável. Em algumas cidades, fazia até um friozinho à noite. Chuva, apenas um pouco, nos primeiros dias em Ibicoara. Para conhecer a Chapada decentemente você precisará de um carro. O Parque é gigante, existem diversas cidades no seu entorno e cada uma é o ponto de partida mais indicado para se conhecer um conjunto de atrativos distinto. Contando com os deslocamentos Salvador-Chapada e vice-versa, rodamos quase 1800 Km de carro durante os 10 dias de viagem. Percorremos trechos asfaltados e muitos trechos de terra. De forma geral, as estradas estavam em boas condições. Utilizamos um Corsa Sedan 1.0, com cautela, mas sem problemas. Dados que o acesso à vários atrativos imperdíveis se dá pelas estradas de terra, vale a pena consultar as condições de rodagem antes de partir para a viagem. Voamos do Rio para Salvador, onde alugamos o carro. Para chegar na Chapada, passamos por Feira de Santana, Ipirá e Itaberaba. Na BR-242, antes de chegar em Lençóis, saímos para a BA-142 rumo à Ibicoara. Este é o melhor caminho para quem vem de Salvador, segundo as conversas que tivemos com algumas pessoas na Chapada. Como nossa viagem começou pela cidade de Ibicoara (ao sul), fiquei na dúvida se deveríamos fazer outro caminho, por baixo, usando a BR-116. Mas as informações são que esta estrada está em piores condições e é repleta de caminhões. Conversando em Ibicoara descobrimos uma estratégia diferente: voar para Vitória da Conquista e de lá dirigir até Ibicoara, um trajeto de 200 Km, bem mais curto do que os 560 Km a partir de Salvador. De uma próxima vez, pretendo estudar melhor esta possibilidade. Existe também o aeroporto próximo à Lençóis, mas aí o aluguel do carro precisa ser feito na Chapada, em geral com preços maiores do que os praticados em Salvador (acho que só existe uma locadora). Optando por ir dirigindo, reserve um dia inteiro só para a viagem de ida, e outro só para a viagem de volta. O percurso é realmente longo e não vale a pena tentar emendar alguma atividade nos mesmos dias de viagem. Na Chapada, fizemos a viagem contornando o Parque no sentido Ibicoara - Vale do Capão, pelo lado leste. Nos hospedamos em diferentes cidades ao longo do percurso, o que se mostrou uma ótima estratégia para poupar tempo de deslocamento e conhecer cada localidade mais a fundo. Fixar base em uma só cidade (Lençóis, por exemplo), seria impensável para mim. Resumi abaixo o que fizemos em cada dia para consulta fácil e depois descrevi em maiores detalhes as dicas referentes a cada cidade/atrativo. Fiquei muito satisfeito com este roteiro, recomendo. Os atrativos visitados foram excelentes e consegui ter uma visão abrangente do local. Agora, pretendo voltar para fazer as trilhas e travessias que levam mais de um dia de duração: Vale do Paty, Fumaça por baixo e Fumacinha por baixo. Anexei o arquivo gastosBahia.xls contendo os gastos que tivemos ao longo da viagem. Lembrar que os valores que aparecem em refeições são para um casal. Quando se aplica, coloquei nas observações o valor individual. Nesta planilha também existem gastos em Morro de São Paulo, porque fomos prá lá depois da Chapada. Também está em anexo o arquivo distanciasChapada.xls com os tempos e quilometragens que anotamos na estrada. gastosBahia.xls distanciasChapada.xls [t3]Resumo do Roteiro[/t3] Dia 1 (08/02/2014) - Salvador Viagem Rio - Salvador (chegamos às 16:30) Visita ao Morro do Cristo Visita ao Farol da Barra Pernoite em Salvador Dia 2 (09/02/2014) - Estrada Viagem Salvador - Ibiocara (7 horas de viagem e 1 hora de parada para o almoço. Saímos às 11:00 e chegamos às 19:00) Pernoite em Ibicoara Dia 3 (10/02/2014) - Ibicoara Buracão Licuri e Raízes Dia 4 (11/02/2014) - Ibicoara Fumacinha por cima Dia 5 (12/02/2014) - Itaetê/Nova Redenção/Igatu Saímos de Ibicoara rumo à Igatu Visita ao Poço Encantado Visita ao Poço Azul Pernoite em Igatu Dia 6 (13/02/2014) - Igatu Caminhada pela cidade Visita ao Espaço Arte e Memória Visita à Gruna do Brejo Dia 7 (14/02/2014) - Lençóis Saímos de Igatu rumo à Lençóis Cachoeira do Mosquito Pai Inácio Pernoite em Lençóis Dia 8 (15/02/2014) - Lençóis Cachoeira do Sossego Ribeirão do Meio Dia 9 (16/02/2014) - Iraquara/Vale do Capão Saímos de Lençóis rumo ao Vale do Capão Visita rápida ao Rio Mucugezinho e Poço do Diabo Visita à Caverna da Torrinha Visita à Pratinha Pernoite no Vale do Capão Dia 10 (17/02/2014) - Vale do Capão Fumaça por cima Dia 11 (18/02/2014) - Vale do Capão/Salvador Viagem Vale do Capão - Salvador (Continua...)
  9. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Oi Gabriel! Você certamente já foi e voltou do TDP e eu não tinha visto sua pergunta... Desculpe pela demora e espero que tenha aproveitado por lá. Vou responder de qualquer forma para ficar registrado aqui, caso seja útil para mais alguém. - Nós não viajamos com gás no avião. Compramos cartuchos compatíveis em Punta Arenas. Em Puerto Natales também é possível comprar. - Usamos 2 cartuchos de 230g para 4 pessoas em 6 dias e sobrou bastante. Acredito que 1 cartucho destes renda cerca de 10 refeições. Abraços, Ângelo
  10. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Olá, Pedro! Obrigado. Respondendo suas perguntas: 1 - A água é abundante e de boa qualidade em todo o parque. Durante as trilhas frequentemente surgem rios e pequenos cursos d'água onde se pode abastecer o cantil. Fiz todo o percurso carregando comigo apenas uma garrafa de 500 ml. Como as temperaturas costumam ser baixas, o consumo também não é tão grande quanto numa "trilha tropical". 2 - Tivemos problemas com os specs apenas nos Cuernos, pois o camping estava lotado e restaram apenas lugares muito ruins, com solo duro e entremeado pedras. Como não conseguimos fincar todos os specs, com um pouco de paciência, conseguimos coletar no entorno algumas pedras soltas para amarrar os cordeletes. Mas isso foi uma exceção. Nos demais campings não tivemos problemas e certamente no Cuernos as coisas seriam mais fáceis se ele não estivesse tão cheio. 3 - Levei um fogareiro pequeno, convencional ("tekgas"), de propano + butano. Funcionou sem problemas quanto ao frio e altitude. O vento atrapalhou um pouco em alguns momentos, mas nada que não fosse contornado com algumas pedras em volta do fogareiro ou buscando um lugar mais abrigado. No acampamento Grey, por exemplo, pudemos cozinhar dentro do abrigo. 4 - Acho que é possível comprar alimentos sim. Entretanto, levamos tudo o que consumimos, por isso, não sei dar mais detalhes sobre o assunto. Eu não recomendaria fazer uma excursão como essa contando apenas com a compra de comida nos abrigos. Acho que levar uma quantidade mínima para se manter é importante. Boa viagem e qualquer coisa é só perguntar!! Abraços!!!
  11. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Oi Affonso, Fazia tempo que eu não aparecia por aqui. Desculpe a demora para respondê-lo. Não sei se ainda ajudo, mas vamos lá: Eu diria que o único ponto fraco do meu roteiro foi a falta do acampamento Italianos. Como tivemos que fazer o trecho Pehoe->Cuernos em um só dia, acabamos ficando sem tempo suficiente para conseguir chegar até o último mirante do Vale del Frances. Indo novamente, eu certamente faria um pernoite no acampamento Italianos. Já se o objetivo for economizar tempo e (muita) energia, vale a pena suprimir o pernoite no acampamento Grey. É bem cansativo subir e descer o trecho do Grey com equipamento completo. Neste caso, o ideal seria pernoitar no Pehoe e fazer um bate-e-volta no Grey, deixando o trecho Grey->Paso para outra viagem. Abraços, Ângelo
  12. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Obrigado, Otávio!! Qualquer coisa é só falar! Abraços, Ângelo
  13. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Valeu marioluc!! Grande abraço! Ângelo
  14. avimeney

    Parque Nacional do Caparaó (ES)

    Valeu Henrique! Qualquer coisa é só falar! Abraços, Ângelo
  15. avimeney

    Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

    Valeu!! Qualquer coisa é só falar!! Abraços, Ângelo
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