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ÁquilaChv

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  1. 3ª parte: JOHANNESBURGO + SAFARI (KRUGER NATIONAL PARK) Nesse post, finalizo aqui o meu relato. Ficou um pouco grande, pois fiz questão de narrar detalhadamente uma abordagem policial. Em Johannesburgo, separamos uma tarde e um dia inteiro para conhecer a cidade. Depois, foram quatro noites no Kruger Park e mais uma noite em Johannesbugo, apenas para dormir próximo ao aeroporto na noite anterior ao voo de volta ao Brasil. Sem dúvida foi a parte mais divertida da viagem, não tanto por Johannerburgo, que também é muito interessante, principalmente pelo Museu do Apartheid. Mas sim pelo Safari. Em Port Elizabeth, última cidade antes de Johannerburgo, nosso anfitrião já tinha comentado conosco que o Kruger é uma “very nice experience”. Joburg, como os locais gostam de falar, é uma cidade gigante, moderna, rica, desigual e tem fama de ser violenta. Eu, que nasci e cresci em São Paulo, não senti muito a violência, mas foi algo que eu li em muitos lugares. Mas sem dúvida, concordo é uma cidade menos tranquila que as outras pelas quais passamos. Em Johannesburgo, achamos mais vantajoso pegar e devolver o carro no aeroporto, pois o Uber (ida e volta do aeroporto) era quase o preço de 2 diárias. Conseguimos um preço bom na locação reservando com bastante antecedência. No caminho para nossa casa (Airbnb), vimos pichações em viadutos, algo que ainda não tínhamos visto na África do Sul. Johannesburgo é muito parecida com São Paulo. Nosso anfitrião, Steve, não estava no momento, por isso quem nos recebeu foi Joejoe. Assim que chegamos, deixamos as mochilas no quarto e fomos conhecer a Nelson Mandela Square e Sandton City. Esses dois lugares formam um complexo comercial, com shopping, restaurantes e prédios comerciais. Sandton City é um shopping e a Nelson Mandela Square é onde tem a estátua gigante do Nelson Mandela. Almoçamos (almo-janta na verdade) num restaurante muito bom. Voltamos para a casa e, antes de entrar para o quarto, conhecemos Steve pessoalmente. Ele nos contou que trabalha de câmera man para uma TV japonesa e pediu desculpa por não ter nos recebido porque não pode nos receber quando chegamos porque estava numa cidade vizinha filmar bebês rinocerontes órfãos. No dia seguinte de manhã, decidimos pegar o ônibus Sightseeing. No primeiro horário nós já estávamos no ponto de compra em Rosebank. Apesar de “turistão”, achamos um bom programa por termos pouco tempo na cidade. Ele pára nos principais pontos de visitação e podemos ir vendo a cidade de cima (no segundo andar do ônibus). Há também um áudio (com dezenas de opções de idiomas) que vai explicando e contando um pouco mais da cidade enquanto vamos passando pelos lugares. Como já íamos precisar gastar com deslocamento para o Museu do Apartheid, Constitution Hill, etc, achamos que valeria a pena. A primeira parada foi Constitution Hill. Depois fomos para o Museu do Apartheid. Johannesburg é grande, então os deslocamentos são longos. O Museu do Apartheid é parada obrigatória para quem visita Johannesburgo, é muito grande e recomendo reservar umas 4 horas para percorrer todo o museu com calma. Ele fecha às 17:00. Como chegamos lá perto da hora do almoço, almoçamos primeiro e começamos a visita logo depois do almoço. Não lembro a hora exata, ficamos até a hora de fechar e não deu tempo de ver tudo. O museu é muito interessante, dá para sentir bem o que foi o Apartheid e como o país conseguiu derrubar esse regime racista. Logo na entrada, os bilhetes são distribuídos aleatoriamente. Eu recebi bilhete o para pessoas negras e minha esposa recebeu para pessoas brancas, são entradas separadas. Na entrada de pessoas negras, há menos informações. Esse simples experimento já é suficiente para fazer você sentir um pouco do que é a segregação. Você fica querendo saber o que há a mais no corredor do lado e não pode fazer nada, tive que pedir para minha esposa tirar fotos para depois ver as fotos. Depois do Museu, voltamos para o Rosebank para jantar e caminhar mais um pouco por lá. Não demoramos muito para voltar para a casa porque o dia seguinte seria longo. Kruger Park (Safari) O Kruger é o maior e mais famoso parque nacional da África do Sul para fazer safari. Acordamos bem cedo para evitar o trânsito na saída de Johannesburgo e partimos rumo ao Kruger. Assim como qualquer cidade grande, o congestionamento nos horários de pico é grande. A estrada é ótima e há alguns pontos de parada para almoçar. Na estrada, reparei em várias placas indicando manutenção preventiva, isso me chamou atenção. A viagem estava indo tudo bem. Até que, entre 12:00 e 12:10 (aproximadamente nas coordenadas 25.612070, 30.276770 – quem for de carro, é bom anotar no GPS e ficar esperto), sofremos uma tentativa de extorsão de três policiais. Minha esposa estava dirigindo e, numa bifurcação, um guarda fez sinal para pararmos, havia pelo menos mais um carro de turista parado. Primeiro ele falou que estávamos muito rápido. Minha esposa não dominava o inglês e, não entendendo direito o que ele disse, apenas pediu desculpas. Depois ele falou que a multa era 2.000 Rands (algo próximo de R$ 500 na época). Achamos estranho, pois estávamos muito atentos com os limites de velocidade. Então perguntei a ele qual tinha sido nossa infração. Ele disse que cruzamos a linha contínua. A linha que separa as faixas na estrada é tracejada, quando há uma saída, você não pode mudar de faixa em cima da bifurcação, tem que mudar de faixa na linha tracejada com antecedência, antes da linha tracejada virar contínua. No Brasil é igual. Começamos a conversar em português entre a gente, enquanto isso ele anotava a placa do carro e copiava dados do documento da minha esposa. Não tínhamos certeza se realmente tínhamos cruzado a linha contínua. Mas também achamos a abordagem estranha, primeiro ele tinha falado da velocidade e agora estava falando da linha. Minha esposa achava que não estava nem acima do limite de velocidade e eu lembrava vagamente de termos escutado o GPS falando para manter a esquerda bem antes daquela saída e de nós estarmos dirigindo à esquerda da via. Mas mesmo assim não tínhamos 100% de certeza para questionar o policial. Então ele voltou dizendo que falou com o supervisor dele e que podia dar um desconto de 50% se pagássemos ali na hora. Caso contrário, teríamos que ir para a Police Station, que era longe e ia atrasar a viagem. Sim, ele disse que era “longe e que ia atrasar a viagem”. Comecei a achar estranho, mas pensei: “vai que aqui na África do Sul é assim mesmo”. Então perguntei se podia pagar no cartão de crédito, mas ele disse que com cartão de crédito só na Police Station. Então voltamos a conversar em português (minha esposa e eu) para decidir o que fazer, enquanto isso ele foi lá falar com outro policial e continuava anotando coisas na prancheta. Desci do carro e fui falar com o policial de novo. Percebi que ele estava anotando num papel sulfite, não era nem um papel timbrado. Comecei a achar mais estranho ainda. Mas se tivéssemos que ir para a Police Station, certamente iríamos perder uma tarde de Safari (que era tudo que nós tínhamos no primeiro acampamento no Kruger). Pedi para ele confirmar qual era a nossa infração de novo, disse que não tinha entendido direito. Após a confirmação, num tom muito sutil, eu disse a ele que achava que estávamos dirigindo pela faixa da esquerda desde lá de trás e que por isso achava que não tínhamos cruzado a linha contínua. Mas ele disse: “you did”. Não questionei, afinal, não sabia como eram os policiais lá na África do Sul. Enquanto isso, outros carros de turistas também eram parados. Eles estavam em 3 policiais. Tentei deixar ele sem alternativas, disse a ele que não tínhamos dinheiro ali conosco, tínhamos que pagar com cartão de crédito. Então ele perguntou: “how much do you have?”. Disse que não sabia e que ia ver com minha esposa. Eu já tinha certeza do que estava acontecendo e fui até o carro para falar com a minha esposa, disse a ela que eles queriam arrancar dinheiro da gente. Ela ainda ficou na dúvida, mas eu estava convicto. Perguntei a ela se não tinha problema levar isso até o final e correr o risco de perdermos o dia ou ter algum problema mais grave com a polícia, ela disse que não e então voltei para falar com o policial. Disse a ele que preferíamos pagar com cartão de crédito mesmo [na Police Station]. Fiz questão de falar que “preferíamos” ao invés de falar que não tínhamos dinheiro em espécie. Então, no idioma deles, que não consegui reconhecer qual era, ele falou alguma coisa com o outro policial. Depois ele disse alguma coisa para mim (em inglês) que eu não entendi e o outro disse “we’ll give you a second chance”. Então o policial que tinha nos parado disse que poderíamos seguir, se despediu e disse para tomarmos cuidado. Agradecemos, nos despedimos dele também e partimos. Portanto, minha dica é, em qualquer lugar que estiver, ande corretamente, dentro dos limites de velocidade e, se algum policial quiser te extorquir, não ceda tão facilmente. Saímos indignados, mas rapidamente, a medida em que estávamos chegando perto do Kruger, fomos esquecendo o ocorrido. No Kruger há um horário em que se pode transitar. Antes dos portões abrirem (bem cedo) e depois dos portões fecharem (no fim da tarde), ninguém pode transitar no parque. Estávamos com receio de atrasar e não conseguir entrar. A primeira noite seria em Crocodile Brigde. Inicialmente o plano era entrar pelo portão da Crocodile Brigde, fazer o checkin, deixar as malas e sair de novo para fazer Safari nas redondezas da nossa primeira pernoite. Mas já estávamos no meio da tarde e talvez chegássemos lá quase na hora dos portões fecharem. Então, ao invés de dirigir para leste por fora do parque (pela rodovia), decidimos entrar pelo Malelane Gate e pegar a S25 (veja aqui o mapa do Kruger) e dirigir até o Crocodile Brigde por dentro do parque. Foi uma ótima ideia, pois pudemos já iniciar o Safari. Em 2 horas vimos dezenas de espécies de animais. Se tivéssemos ido por fora do parque, talvez não tivéssemos tempo de sair de novo. O Kruger é incrível. O parque é muito grande. Não precisa ir com guia, basta pegar o carro e dirigir por qualquer estrada para ver dezenas de animais. Todo momento se vê algum animal. Alguns são mais difíceis de ver: rinocerontes, chita e leopardo. Em quatro dias, vimos quase todos os animais existentes no parque. Um que eu queria ver e não vi foi a chita. Recomendo muito ficar hospedado dentro do Kruger, e para isso é preciso reservar com bastante antecedência. Alguns acampamentos, por exemplo, não têm hospedagens “padrão hotel”, os banheiros são compartilhados, etc. Mas foi bem tranquilo. A vantagem de ficar hospedado dentro do parque é que, devido a extensão do parque, nem é possível transitar por algumas vias mais distantes da entrada. Então preferimos ficar hospedados em diferentes lugares dentro do Kruger, assim, já estaríamos fazendo Safari no deslocamento entre um acampamento e outro. Ficamos uma noite no Crocodile Brigde, duas no Satara e uma no Skukuza. Todos acampamentos são bem seguros, com cerca elétrica, etc. Não há o que temer em relação aos animais. Além disso, todos os animais têm medo dos seres humanos, que vêm caçando e perseguindo os animais há milênios. Os dois mais badalados são o Lower Sabie e o Skukuza. O Skukuza fica bem perto da entrada principal e é gigante. A estrada que liga esses dois é famosa por ser a estrada onde mais se vê felinos. Outros são mais vazios, há menos vagas, mais silenciosos. No Crocodile Brigde, por exemplo, havia poucas cabanas e espaço para acampamento. Lá também havia fogareiros em frente às cabanas para fazer churrasco (Braai, como eles chama em Afrikaans), ou simplesmente para acender uma fogueira e ficar olhando para ela de noite. Uma coisa que é importante saber é que nem todos os acampamentos têm restaurante. No Crocodile Bridge, por exemplo, há apenas uma loja de conveniência que fecha umas 18:30. No dia em que chegamos quase ficamos sem comida de um dia para o outro. Mas deu tempo de chegar, fazer o checkin e comprar um lanche para comer de noite e outro para o café da manhã do dia seguinte. Além disso, o checkout é muito fácil, basta deixar a chave na caixa de chaves na saída, não precisa passar na recepção e nem descer do carro. No 2ª dia, subimos para o Lower Sabie pela S28. Almoçamos no Lower Sabie e seguimos para Skukuza, vimos uma leoa caçando. De Skukuza, subimos para o Satara. Foi um dia longo. Passamos quase o dia todo dentro do carro dirigindo. O cansaço só é sentido de noite, porque durante o dia ficávamos animados cada vez que víamos um animal diferente. Girafas, zebras, búfalos, elefantes (muitos filhotes), zebus, aves, hienas, avestruz, impalas, etc. Todos atravessam na frente do carro e muitas vezes estão pertinho das estradas (pastando ou apenas descansando na sombra). Assim que chegamos ao Satara, decidimos fazer um Night Drive. Os acampamentos oferecem vários Game Drives (como eles chamam o Safari): morning drive, sunset drive, night drive, morning walk, etc. Muita gente faz, mas não é necessário fazer para ver animais. Decidimos fazer o Night Drive por que era a única chance de sair do acampamento de noite e queríamos sair de noite por que é nesse período que os felinos saem para caçar. Durante o dia eles se escondem do sol e ficam na sombra descansando. Mas foi uma decepção, de felino só vimos um gato selvagem (que era igualzinho um gato doméstico) comendo um filhote de impala. No Satara havia um restaurante bem legal, meio rústico. Na segunda noite, jantamos nesse restaurante. Observando a conversa das garçonetes e cozinheiras, perguntei para a atendente que língua elas estavam falando. Ela disse que era Sutu. Perguntei se a principal língua naquela região era Sutu, ela disse que não e, apontando para uma mulher, disse que falava Sutu com ela e com outro cara, Xonga com a fulana, Venta com a outra. Surpreso, perguntei se ela ficava intercalando as línguas toda hora. Ela disse que sim. Perguntei se as línguas eram similares e ela disse que não. Fiquei impressionado com isso, rs. No outro dia de manhã, iríamos para o Skukuza, o plano era passar a noite lá. Saímos bem cedo e pegamos a estrada S36. A ideia era ser o primeiro a passar por essa estrada, que é de terra e, portanto, menos movimentada que as estradas asfaltadas. Pensamos que às vezes algum animal pode amanhecer perto da estrada e se esconder quando começam a passar muitos carros. Antes de pegar a S36, passamos em frente a um grupo de leões que estavam debaixo de uma árvore desde o dia anterior. Logo no início, nos deparamos com uma manada muito grande de búfalos, que nos deixou até intimidados. Havia, sem exagero, milhares de búfalos. De repente, um deles se assustou com alguma coisa, talvez conosco ou talvez com algum predador, e começou a correr. Então, todos começaram a correr. Por sorte, eles não correram na nossa direção. Nessa hora tivemos medo. Se eles tivessem corrido na nossa direção, seguramente teríamos um grande problema. Chegamos ao Skukuza quase anoitecendo. Ainda não tínhamos visto o leopardo e estávamos decepcionados por isso. Estávamos até decidindo se faríamos um morning drive no outro dia de manhã, como última tentativa de ver o leopardo. Foi então que vimos um carro quase parado na estrada, andando bem devagar. Emparelhamos e, antes que pudéssemos perguntar o que eles estavam vendo, um homem apenas disse: “leopard”. Ele falou tão baixo para não incomodar o animal que entendi o que ele disse mais pela leitura labial do que pelo som da voz. Todo desânimo desapareceu, ficamos uns 15-20 minutos, só a gente e mais dois carros observando o leopardo. Ele estava caminhando paralelamente à estrada, era quase um desfile. Depois parou e ficou olhando para o outro lado da estrada, parecia que ele não estava nem aí pra gente. Ficamos todos parados aguardando o próximo passo dele. Então, vagarosamente, ele atravessou a pista entre os carros (que estavam parados), ficamos a 2 metros de distância dele, e deitou na margem do rio, do outro lado da pista. As melhores fotos do Kruger eu tirei nesse momento. No dia seguinte, dia de ir embora do Kruger e fazer a Panorama Route, fizemos checkout e partimos rumo ao portão de saída. O percurso em si foi mais um Safari, vimos um grupo de leões, mais um leopardo, um bebê hipopótamo e vários outros animais. Esses avistamentos inesperados até nos fez atrasar um pouco a Rota Panorama. Tivemos que negligenciar um pouco a Rota Panorama, passamos apenas pelos pontos que ficavam mais perto do parque e seguimos para Johannesburgo. Para facilitar a logística, ficamos hospedados num hotel bem perto do aeroporto. De noite, indo jantar, fomos parados duas vezes pela polícia. Para ser justo com a polícia sul-africana, fiz questão de incluir essa parte no relato. Nas duas vezes os policiais foram muito corretos. Dicas gerais para o Kruger (Safari): Se hospedar dentro do parque (reservar com antecedência) Para quem vai em grupo (ou família), ou tiver orçamento para isso, alugar uma SUV alta para ver melhor os animais (não fizemos isso mas vimos muita gente dirigindo SUVs e achamos que a vista seria muito melhor) Respeitar o espaço dos animais Se informar sobre os hábitos dos animais que deseja ver (em geral, os animais se escondem do sol entre 10:00 a 15:30) Qualquer dúvida, podem perguntar que tentarei ajudar. Abraços!
  2. ÁquilaChv

    Dicas de leitura (Tailândia e/ou Camboja)

    [email protected]_JK, baixei a amostra grátis desse livro e graben também estou gostando. Um abraço
  3. Olá pessoal, como prometido, segue a segunda parte. Ainda postarei a terceira. 2ª parte: GARDEN ROUTE Hermanus é uma cidade muito bonita, ruas com asfalto novo e bem cuidado, casas com fachadas e jardins bonitos. Fiquei impressionado por ser uma cidade tão pequena e tão bem cuidada. A cidade também tem bons restaurantes. Outra coisa que nos surpreendeu foi que só tivemos contato com a anfitriã por mensagem (whastapp e airbnb). Ela disse para contatá-la quando chegássemos na cidade, mas achamos que ela iria pelo menos ao nosso encontro. Quando a contatamos, ela nos passou uma senha que abrirmos uma caixa que estava na porta, lá tinha a chave da casa, rs. Depois, na hora de ir embora, apenas deixamos a chave na casa. Ficamos surpresos com a confiança da dona da casa em nós (desconhecidos). Isso seria algo impensável no Brasil. A partir de Hermanus, agora transitando por cidades menores, então, começamos a perceber um fenômeno interessante no trânsito sul-africano: é impressionante como os cruzamentos funcionam bem sem semáforo. Tem uma sinalização de “pare” para no asfalto para os quatro sentidos do cruzamento. Todos os carros realmente param e saem intercalando-se, devagar e educadamente. Começamos aí a ficar positivamente surpresos com o trânsito da África do Sul, que me pareceu ser muito seguro e civilizado. A fama da cidade se deve ao fato de sua baía ser um santuário de baleias. O período bom de ver baleias é entre junho e dezembro (variando um pouco dependendo da espécie). De fato, pudemos ver muitas baleias. Depois de deixar as coisas na casa, fomos dar uma volta na cidade. Assim que chegamos ao píer (centro turístico da cidade), vimos algumas pessoas olhando para o mar, algumas com binóculo, outras com máquinas fotográficas. Nos aproximamos e vimos que eram baleias, elas estavam muito próximo a uma pedra. Era possível caminhar essa pedra e ficar a uns 10 metros de distância das baleias. Eram duas, uma delas parecia filhote. Depois vimos outras também, parecia que naquela baía havia dezenas delas. Elas ficam flutuando, sobem para respirar e depois descem, e às vezes saltam como se estivessem se exibindo para quem está assistindo. Ficamos vendo as baleias saltarem de longe até escurecer. Foi muito legal. Achamos que íamos precisar fazer uma excursão em alto mar para ver baleias, mas não é necessário. Como ficamos 2 noites em Hermanus, no dia seguinte fomos para Cape Agulhas, o ponto mais ao sul do continente africano. Tem um farol bonito e um monumento com uma placa onde os oceanos índico e atlântico se dividem, não é nada demais. Para quem está com tempo curto, acho que Cape Agulhas é dispensável. No outro dia também vimos baleias, mas elas não estavam saltando tanto quanto no dia anterior. Em Hermanus também tem uma estação espacial, não conseguimos ir porque quando tentamos ir era sábado e não abre aos sábados. Seguimos para Oudtshoorn. É difícil pronunciar esse nome, rs. É algo como “oudtchróen”. No caminho, fizemos uma parada em Mossel Bay. A cidade é bem bonitinha, o asfalto é de bastante qualidade e me lembrou um pouco São Francisco nos EUA, apesar de não conhecer SF. Fomos almoçar no restaurante chamado Kaai (indicação da internet), que fica bem perto do porto e da praia. Lugar é bastante agradável para almoçar. Perto da nossa mesa, vimos um casal miscigenação, que me chamou atenção por ter sido o único que tinha visto até então, e acabou sendo o único que vi em toda a África do Sul. As consequências do Apartheid são muito visíveis até hoje na Áfrical do Sul. Uniões inter-raciais, por exemplo, eram proibidas. Percebe-se nitidamente também a influência (e domínio) holandesa nas cidades da Rota Jardim. O cardápio do restaurante estava em Afrikaans. As placas indicando as cidades, na estrada, também estão em Afrikaans. Mossel Bay, por exemplo, está indicado como Mosselbaai. Em Oudtshoorn, passamos apenas uma noite. O turismo aqui é em torno de um conjunto de cavernas chamada Cango Caves e nas fazendas de avestruz. Acordamos cedo, pegamos a visita guiada na Cango Caves no primeiro horário, depois visitamos uma fazenda de avestruz e almoçamos avestruz. Na Cango Caves, há uma parte, que não faz parte da visita guiada, com uns painéis informativos. Não deixe de passar e ler (tem bastante coisa para ler, mas achei que valeu a pena, foi bastava informativo). Depois fomos numa fazenda de avestruz. A visita começa com uma apresentação do guia sobre avestruz e depois interagimos com alguns deles. As duas visitas foram legais, muito informativas. E a carne de avestruz é muito gostosa. A cidade sai um pouco do roteiro. Para quem está com tempo curto e quer fazer a Rota Jardim “pura”, acho que dá para não subir para Oudtshoorn. A gente estava na dúvida se visitaríamos Oudtshoorn ou não. Mas depois de ter visitado, achamos que valeu a pena. Como a cidade fica numa região e clima semi-árido, é muito mais quente que as cidades da Rota Jordim. Depois fomos para Knysna (se pronuncia Nysna). É um cidade um pouco maior que as duas anteriores. A cidade é muito bonitinha e tem uma Waterfront também. Os restaurantes da Waterfront são excelentes (a dona da pousada que ficamos nos indicou o Bazala, que gostamos muito). Comemos carne de crocodilo, carne de Kudu com alguns acompanhamentos típicos (Maliepap, que parece um cuscuz, e chakalaka, um tipo de molho bastante apimentado). Antes de deixar a cidade, fomos visitar o Knysna Head (ou simplesmente The Head), cuja vista é muito bonita. Dá para ficar um tempinho contemplando a paisagem. No pé do morro, tem uma espécie de padaria, tomamos café da manhã lá. Nunca na minha vida tinha visto tanto jalapeño (pimenta) junto no mesmo prato. Suei tanto que tive que lavar o rosto no banheiro, rsrs. Demos uma volta no centro da cidade, visitamos uma igreja anglicana e partimos rumo a Plettenberg Bay. Também por indicação da senhora da pousada, paramos no Garden of Eden (informativo e agradável, mas não é indispensável) e na Robberg Nature Reserve – parque nacional que tem 3 trilhas (a maior tem 9 km), a paisagem é maravilhosa, vale a pena passar pelo menos um período. Infelizmente estávamos com pouco tempo e só fizemos metade da trilha mais curta. Para fazer as trilhas (que tem muitas escadas), recomendo estar de tênis e bermuda (apesar do vento frio e forte da costa sul). Plettenberg é uma cidade bem gostosa também, tem atmosfera mais praiana e de surf. Demos uma volta na praia (a água estava geladassa), tinha uns caras surfando. Assim como em Cape Town, há várias mansões na beira da praia que cercam o acesso à praia, que obriga as pessoas a darem uma volta grande para chegar na areia. Na praia Central Beach, vi uma placa que me chamou a atenção. Tinha várias proibições: entre elas música alta, comida, bebida alcoólica e "Ball Games". E pensamos: “ué, o que se faz na praia então?” kkkkk. Tudo o que o brasileiro mais gosta de fazer na praia estava proibido naquela placa. De noite experimentamos mais uma comida típica sul-africana: Boboti (basicamente, é carne moída com ovo batido). Acordamos cedo e partimos sentido à vila de Storms River. Decidimos nos hospedar nessa vila porque é onde estão as hospedagens mais próximas do Tsitsikamma Park, depois das hospedagens que ficam dentro do parque, é claro. Mas as hospedagens do parque (que ficam quase na praia, com uma vista incrível) são bem mais caras e é preciso reservar com muita antecedência. Dentro do parque também tem a opção de camping. No caminho, fizemos uma parada na praia Keurboomstrand. É bonita, mas devido ao tempo meio frio, estava deserta. Também passamos para almoçar no famoso bungee jump Face Adrenalin. É muito alto, rs. Deixamos para decidir se pularíamos no dia seguinte. Acabamos não pulando, mas quem estiver animado eu recomendo. É um dos mais altos do mundo e lá tem uma placa comparando os 10 bungee jumps mais altos do mundo, com a altura e o preço de cada um. E realmente a relação preço-altura desse bungee jump é a melhor. O Tsitsikamma Park é, talvez, o segundo parque mais famoso da África de Sul. O primeiro seria o kruger. É muito grande, seriam necessários vários dias para conhecer tudo. Os pontos do parques que julgamos ser os que valeria mais a pena visitar em apenas um dia inteiro que estivemos lá foram a Waterfall Trail e a ponte pencil. A waterfall trail é uma trilha que dá numa cachoeira de uns 50 metros, com um poço excelente para banho e que desemboca quase no mar – eu nunca tinha visto um cenário como esse, com mar e cachoeira se misturando. Tem também o caiaque ou uma espécie de boia Cross para fazer no rio, que também legal, como estávamos com pouco tempo priorizamos a trilha. No dia seguinte, tínhamos café da manhã e partimos para Jeffreys Bay. A cidade está no circuito mundial de surfe, então tudo é voltado para surfe. Tem aulas de surfe, ajudam prancha, etc. Tem também algumas outlets de marcas como Ripcurl, Bilabong, Quicksilver, etc. É uma cidade gostosa, mas deve ser melhor no verão. Também tinha planos de surfar em Jeffreys Bay, mas como estava frio e o mar não estava lá essas coisas, não animei entrar na água gelada para pegar uma onda pior que a do Guarujá. Então seguimos para Port Elizabeth, onde pegaríamos o voo para Johannesburg. Nosso anfitrião já esteve no Brasil, era um cara bastante agitado e atencioso. Nos deu dicas de onde comer e conversamos bastante. A cidade é bem maior e mais rica que as outras da Rota Jardim. Apenas caminhamos pela orla perto de onde estávamos, comemos e, no dia seguinte, pegamos o voo para Johannesburg.
  4. Olá @LucasMarcos, Não é uma viagem cara. Começando pelas passagens. Quando compramos, as passagens mais baratas eram para África do Sul. Em relação a hospedagem, pode variar bastante. Depende também da cidade, claro. Se pesquisar com certa antecedência (pelo Booking ou pelo Airbnb), pois as hospedagens mais baratas se esgotam primeiro, dá para encontrar diárias em hospedagens legais por aproximadamente 100 reais. Se ficar em hostel é mais barato ainda. E tem uns hostels que não perdem em nada para uma hospedagem padrão. As hospedagens mais caras foram as dentro do parque Kruger (no Safari), e não foram as melhores em que nos hospedamos. Se for fazer Safari e quiser dormir dentro do parque (o que eu recomendo muito), tem que reservar com bastante antecedência. Os preços é melhor consultá-los diretamente no site do parque, pois há variações durante o ano: https://www.sanparks.org/parks/kruger. Aliás, a única forma de reservar hospedagem dentro do kruger é pelo site oficial do parque. Há também diversos tipos de hospedagem, desde camping até luxo. Então varia bastante mesmo. Em relação a alimentação, é mais barato que no Brasil. Como o país é produtor de vinho, uma taça de vinho, por exemplo, é mais barato que refrigerante. Uma refeição boa (em local turístico) pode ser encontrada a partir de 80 Rands. Hambúrgueres e sanduíches são mais baratos. Mas aqui também pode variar bastante, depende do seu gosto e da sua exigência. O aluguel do carro (econômico) também não foi caro. A diária ficou em torno de 60 reais (fazendo a conversão). Mas reservamos com bastante antecedência pelo Expedia. Espero ter ajudado. Abraço
  5. Sim, ainda não consegui parar para escrevê-los. Viu tentar postar nos próximos dias. Abraços
  6. ÁquilaChv

    Dicas de leitura (Tailândia e/ou Camboja)

    Olá pessoal, Alguém tem alguma dica de leitura sobre Tailândia e/ou Camboja? Algo a respeito da história da região ou até mesmo um romance que permita absolver sobre o cotidiano do lugar? Um abraço
  7. Conexão em Luanda Fizemos conexão em Luanda (Angola), foi a opção de voo mais barata que encontramos. A conexão em Luanda é uma bagunça, tanto na ida quanto na volta. Na sala de espera não cabia todas as pessoas sentadas, o lugar é muito úmido, o ar condicionado não funcionava e a fila que se forma é muito demorada. *** 1ª parte: CAPE TOWN Cape Town é uma cidade muito legal, alguns dizem que lembra o Rio de Janeiro, por suas belezas naturais, só que mais rica e mais segura. Eu também achei que lembra Sydney. Durante um tour que fizemos, soubemos que o cais da cidade (o famoso Waterfront) foi inspirado na Darling Harbour de Sydney. Nos hospedamos no bairro Green Point, numa casa que encontramos no Airbnb. A casa era sensacional e ficou bem mais barato do que uma hospedagem no Booking. Nosso anfitrião também foi muito gentil e atencioso. Não nos sentimos inseguros em nenhum momento, mas o transporte público não é abundante e é incomum ver pessoas andando a pé na rua. Se forem fazer passeios mais longos, acho que vale muito a pena cogitar o aluguel de um carro (pegamos um Fiesta automático que saiu muito em conta). O Uber também é relativamente barato – de Green Point (bairro em que ficamos hospedados) até o Waterfront dava uns 20 minutos a pé e a corrida de Uber ficava entre 22 e 29 Rands. No Waterfront não é fácil estacional carro, a não ser em estacionamentos. Nos primeiros dias, nos deslocamos a pé e de Uber. Depois, alugamos um carro para o último dia, pois íamos até Cape Hope e depois faríamos a Rota Jardim. Pontos que visitamos: Waterfront District Six Museum World of Birds (santuário de pássaros muito legal) Imizano (uma township) Jardim Botânico (Kirstenbosch National Botanical Garden) Table Moutain Signal Hill e Lion's Head Península Cape Hope + praias + Chapman’s Peak Drive Também iríamos à Robben Island, onde Nelson Mandela ficou 18 anos preso. Hoje é um museu. Mas a balsa que leva os turistas de Cape Town à ilha é muito sensível ao tempo. Cancelou duas vezes e desistimos. Sobre os pontos que visitamos, cabem alguns comentários. District Six Museum: achamos mais ou menos, nem se compara ao museu do Apartheid em Johannerburgo. Mas detalha mais sobre as desocupações forçadas que ocorreram no Distrito 6 em Cape Town durante o Apartheid. Mas depois da visita caminhamos nas ruas ao redor e foi uma caminhada gostosa. Há dois parques agradáveis ali perto: The Company's Garden e De Waal Parl. Tanto o World of Birds quanto a township Imizano, visitamos pelo city tour no sightseeing (aqueles ônibus vermelhos de dois andares). Sempre tento fugir desses passeios muito turistas, mas como estávamos com pouco tempo e ao mesmo tempo ficávamos sem saber o que fazer quando a visita à Robben Island era cancelada, achei que até foi interessante. Você circula pelo cidade e vai escutando explicações no fone de ouvido e economiza no taxi. Jardim Botânico: não estava nos nossos planos, mas acabamos indo quando o passeio para a Robben Island cancelou pela segunda vez. É bonito e para quem gosta de visitar Jardins Botânicos vale a pena, mas não achamos nada demais. Signal Hill e Lion’s Head: dá para ir no mesmo dia. A Signal Hill é só parar o carro e curtir o visual. A Lion Head tem que fazer uma trilha de mais ou menos 1h-1h30. Se animar também dá para fazer parapente da Lion’s Head. Os passeios da Robben Island e Table Moutain são bastante sensíveis ao tempo. Qualquer alteração na previsão, mesmo que esteja apenas nublado (sem chuva), eles fecham e você tem que re-planejar o seu dia. Então recomendo ficar atento na provisão e escolher o dia de melhor previsão para visitar esses dois pontos. A Table Moutain é muito legal, tem que ir. É, talvez, a sensação de Cape Town. Recomendo chegar bem cedo (no primeiro horário) para pegar menos fila e pegar o sol mail fraco. Há muitas trilhas no topo e lugares para contemplar a vista, recomendo separar pelo menos uma manhã. É interessante também separar um dia para ir até a península Cape Hope. O roteiro que fizemos foi o seguinte: Clifton Beach, Camps Bay Beach, Hout Bay, Chapman’s Peak Drive, Cape Hope / Cape Point. Cape Hope e Cape Point ficam dentro de um parque nacional, é um lugar muito bonito e dá até para passar o dia. Creio que pelo menos meio dia tem que separar para esses lugares. Camps Bay é uma praia badalada em Cape Town, tem bons restaurantes e uma atmosfera legal, é um excelente lugar para ver o pôr do sol ou ficar tomando cerveja ou vinho. Pegamos um dia de muito frio, eu tive até que comprar uma touca de lã, e outro dia de bastante chuva. Nesse dia de muita chuva nós decidimos, no dia anterior após ver a previsão do tempo, fazer uma excursão para as vinícolas, pois assim não perderíamos o dia (passamos o dia comendo, bebendo vinho e se deslocando de van). Passamos por Stellenbosh, Paarl e Frankhock. Achei que foi uma ótima ideia. Foi bom também porque, pelo tanto que bebemos, não tínhamos a menor condição de ir de carro. Sem querer ser repetitivo, rs, fiquem atentos na previsão do tempo em Cape Town! Onde comer: Food Market no Waterfront é muito legal, tem várias opções Addis in Cape (é um restaurante Etíope): gostamos muito do menu degustação, em que se come com a mão. Foi onde mais gastamos mas recomendo, é uma experiência interessante. Mzansi: restaurante típico sul africano montado dentro de uma casa. Fica numa Township e paga-se um valor para comer à vontade. Há apresentação musical e a dona do restaurante conta a história deles. Vale a pena. Utilizar o TripAdvisor (lendo os comentários) sempre funciona Algum mercado ou padaria local perto de onde estiver hospedado Inicialmente, nosso plano era sair de Cape Town e se hospedar 2 noites em alguma cidade para visitar as vinícolas (em Stellenbosh ou em Frankhock). Mas como iríamos perder o dia em Cape Town na chuva, antecipamos as vinícolas e decidimos nem dormir mais nas cidades das vinícolas. Mas depois de conhecer Stellenbosh decidimos passar pelo menos uma noite lá. Como depois do dia de Cape Hope iríamos iniciar a rota jardim, achamos que seria legal pernoitar em Stellenbosh ao invés de pernoitar em Cape Town, pois assim poderíamos curtir pelo menos uma noite em Stellenbosh (cidade pequena mas muito charmosa). Até porque voltar de Cape Hope para Stellenbosh seria o mesmo tempo do que de Cape Hope para Cape Town. Stellenbosh é uma cidade universitária. É a principal cidade das vinícolas. Há muitos ingleses e holandeses estudando lá. É bem bonitinha. Caminhamos um pouco pela universidade, fomos no Mugg & Bean (uma cafeteria excelente, que não conhecíamos), comemos em lugares legais, conversamos um pouco com as pessoas, etc. E de Stellenbosh, então, seguiríamos viagem para a rota jardim.
  8. Olá pessoal, Esse é meu primeiro relato de viagem aqui no mochileiros. Mais já tenho outros que estou acabando de escrever. Vou postar um resumido e tentar ir respondendo eventuais dúvidas conforme for aparecendo. Vamos lá! Primeiramente tenho que dizer que a África do Sul é um país muito grande. E que há roteiros para vários gostos, bolsos e climas. É difícil conhecer tudo numa só viagem. Tentamos conhecer o máximo possível numa mesma viagem, mas isso tem prós e contras. Falarei mais a seguir. Desde já, recomendo fortemente um estudo prévio sobre a história da África do Sul antes de ir. Há diversos livros sobre o assunto, principalmente se pesquisar em inglês. A própria wikipedia (em inglês) contém uma boa introdução sobre o assunto. O Apartheid, período que vigorou o sistema de segregação racial por mais de 4 décadas, foi complexo e gerou consequências que ainda hoje podem ser percebidas. A África do Sul também tem uma história bastante multicultural, com povos de origens e culturas diferentes. Assim como chineses, japoneses e coreanos são diferentes, o mesmo acontece com os povos africanos. Há inclusive diferenças físicas entre eles. Uma demonstração dessa diversidade, por exemplo, são os 11 idiomas oficiais existentes no país. O clima é bastante variado também, depende muito da localização. O viajante pode encontrar um clima mediterrâneo, típico de países da Europa (inclusive com vinícolas mundialmente famosas), semidesértico, savana, florestas tropicais úmidas e até neve (perto de Lesoto), etc. Na África do Sul come-se muito bem, em grandes quantidades e de tudo, há restaurantes de todo tipo. Em geral, é mais barato do que São Paulo para comer num restaurante bom. O vinho costuma ser mais barato que sucos e refrigerantes. O que nos chamou atenção é que no geral eles usam bastante pimenta, rs. Em relação à hospedagem, foi quase toda em Airbnb ou hospedagens encontradas no Booking que eles chamam de self-catering ou bed and breakfast, foi muito mais barato que hotéis. Aí depende da cidade, por isso recomendo sempre consultar nos dois. Enfim, nosso roteiro foi o seguinte: 1ª parte: Cape Town 13/10/2017 – 18/10/2017 2ª parte: Garden Route 18/10/2017 – 19/10/2017: Stellenbosh 19/10/2017 – 21/10/2017: Hermanus 21/10/2017 – 22/10/2017: Oudtshoorn 22/10/2017 – 23/10/2017: Knysna 23/10/2017 – 24/10/2017: Pletterberg Bay 24/10/2017 – 26/10/2017: Tsitsikamma Park (Stormriver) 26/10/2017 – 28/10/2017: Jeffreys Bays 28/10/2017 – 29/10/2017: Port Elizabeth 3ª parte: Johannesburgo + Safari (Kruger National Park) 29/10/2017 – 31/10/2017: Johannerburgo 31/10/2017 – 04/11/2017: Kruger Park (Safari) 04/11/2017 – 05/11/2017: Johannesburgo Tentarei dividir o post em 4 partes (essa introdução + as 3 partes da viagem que postarei a seguir). Dicas gerais: O clima em Cape Town é bastante instável, pelo menos estava instável no período que ficamos lá. Não sei se é assim o ano todo, mas conversando com os locais eles confirmaram a instabilidade da cidade. Para quem vai para a África do Sul para conhecer apenas Cape Town e fazer a Rota Jardim, recomendo ir no verão. Também dá para apostar na meia estação, mas é preciso contar com um pouco de sorte e é bom lembrar que Cape Town está na mesma latitude que Buenos Aires – Argentina. No Kruger (mas vale para o Safari em geral), não é bom ir no verão, pois é muito quente e chove mais. O clima mais quente, além de tornar o Safari mais desgastante, deixa os animais mais escondidos. Além disso, com chuva mais abundante, faz com que os animais se movimentem menos, pois há mais pastagens e mais água para beber. Só dá para trocar dinheiro nos bancos, que não funcionam a qualquer hora e dia. Fim de semana e feriados eles estão fechados. Mas quase todo lugar aceita cartão de crédito. Os bancos cobram uma taxa para trocar dinheiro, o que achei um absurdo, pois levamos dinheiro para não pagar IOF de 6,38% e chagando lá descobrimos que há a taxa do banco. Mesmo assim compensa levar dólar e trocar lá. Fomos abordados muitas vezes por pessoas pedindo dinheiro. Tem que saber lidar com isso. Em Stellenbosh um cara tentou nos aplicar um golpe: paramos o carro no estacionamento de um shopping e um cara passou falando que tinha que validar o ticket na máquina. Seguimos o caminho apontado por ele e ele nos apontou uma ATM onde já tinha outro cara, que, ao ver nossa cara de interrogação, disse que poderia nos ajudar. Eu questionei-o dizendo que aquilo era uma ATM (para sacar dinheiro), percebi que eles estavam mal intencionados e saí andando. A guia que nos levou para a vinícola também nos contou uma história de um golpe que estavam aplicando em Cape Town. Um homem de terno que se passava por funcionário do governo estava abordando turistas e pedindo para ver a licença para transitar ali. As pessoas desconheciam a licença e, é claro, não a possuíam. Então o homem cobrava para tirar a licença ali na hora. Nossa guia disse que não havia relatos de violência e que se um cara desses (ou qualquer outro pedinte) nos abordasse era só desconversar e sair andando. Lemos alguns relatos a respeito de guardas exigindo carteira internacional para dirigir, mesmo havendo acordo internacional entre Brasil e África do Sul. Alguns viajantes relataram suspeita de haver uma tentativa de cobrar “caixinha”. No entanto, fomos parados 3 vezes por policiais e, no geral, saí com uma boa impressão da polícia Sul Africana (não deixei de ler a 3ª parte, na qual detalharei). Então, lembre-se de andar com a carteira de motorista internacional e jamais dirija depois de beber. Leia sobre a África do Sul antes de ir e, se possível, aprenda algumas palavras ou frases em algum dos 10 idiomas além do inglês. Ouvi de uma mulher sul-africana que algumas pessoas se sentem muito orgulhosas quando vêem que um turista sabe um pouco da sua língua. O idioma Xhosa é bastante interessante A hospedagem dentro do Kruger Park tem que ser reservada com bastante tempo de antecedência. Reservamos a nossa hospedagem 2 meses antes e já tinha poucas opções e ainda não estávamos na alta da temporada. A alta temporada no Kruger é no inverno.
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