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pombo

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Tudo que pombo postou

  1. 90 day ticker - The best last minute cruise markdown. Vale a pena se registrar para ver os Cruzeiros com preços especiais para os últimos até 90 dias antes da partida. http://www.vacationstogo.com/login.cfm?t=y
  2. Cruzeiros Transatlânticos saindo de Santos para Itália. Dirijo este tópico especialmente aos mochileiros com mais idade, como eu, que tem tempo sobrando e também um pouco dinheiro sobrando. No fim da estação de verão aqui no Brasil (Março-Abril) e inicio do verão na Europa alguns navios partem de Brasil numa Viagem Transatlântico para Europa. Eles sobem na costa Brasileira e param em Rio, Ilhéus, Salvador, Maceió, Recife e Fortaleza antes de iniciar a travessia do Atlântico. Confiram aqui abaixo no primeiro Link como são baratos estes Cruzeiros que duram de 19 -21 dias. Nos Links seguintes sugestões para Cruzeiros baratos para conhecer em pouco tempo vários países. Neste casso na área do Mediterrâneo. Fiz no ultimo tempo quarto viagens de navio e estou-me tornando um expert no assunto. Especialmente em relação aos vistos em Cruzeiros que partem ou visitam países como China, Vietnam, Taiwan, Dubai etc.. Veja no primeiro Link... ...Cruzeiros saindo de Santos para Itália e de volta com avião (Abrindo os links, as paginas na internet talvez já foram alteradas, não faz mal você esta no site “Cruisedirect" uma das muitas firmas que vendem Cruzeiros de todas as Companhias marítimas. Começa sua própria pesquisa.) MSC" Fantasia" na Ilha de Madeira. Cruzeiros saindo de Santos para Itália e de volta com avião http://res.cruisedirect.com/travel/cruise/search.rvlx?DestinationID=38&cruise_month=0&cruise_year=2013&cruise_duration=15-9999&VendorID%5B%5D=&portid=257&s=event4&btnG.x=23&btnG.y=8&btnG=Go Gostei os dois Cruzeiros saindo de Santos até Gênova na Itália. O preço de 866 ou 899 US$ por pessoa para cabine externo é muito bom. De Genova podem ir com trem até Florença e ficar lá umas 3 noites e depois para Roma e ficar lá dois noites ou seguir de Roma direto para São Paulo. Tem se ver um voo barato de Roma para São Paulo. O preço aéreo mais barato que achei de Roma- SP 870 US$ Marcar os hotéis conforme ( booking.com ou na Decolar).Escolhe hoteis perto do porto ou da estação de trens. O navio "Costa Fortuna" no porto de Malta. Cruzeiros saindo de cidades do Mediterrâneo e voltando para lá. http://res.cruisedirect.com/travel/cruise/search.rvlx?DestinationID=22&cruise_month=0&cruise_year=2013&cruise_duration=10-14&VendorID%5B%5D=5&portid=&s=event4&btnG.x=29&btnG.y=3&btnG=Go Gostei do Cruzeiro da “Norwegean”, muito barato, 629 US$ no mês de março (outside cabin). O navio é muito bom. Neste caso precisamos uma viagem aérea de São Paulo – Roma – São Paulo. O preço aéreo: SP – Roma – SP = á partir de 890 US$ De Nápoles para Roma com trem. Podem ficar 2-3 noites em Nápoles e visitar a ilha de Capri. Depois ficar mais dias em Roma ou seguir direto para São Paulo. Tem os dois Cruzeiros de 1099 US$, começando em Barcelona e terminando em Veneza ou contrario. Neste caso precisamos um avião Sp – Barcelona e de volta Veneza – SP. O preço aéreo mais barato que achei SP – Barcelona e volta Roma – SP = 1127 US$ MSC Fantasia no Porto de Malaga http://res.cruisedirect.com/travel/cruise/search.rvlx?DestinationID=22&cruise_month1=&cruise_year1=&date_search_type=&cruise_month=1&cruise_day=25&cruise_year=2013&cruise_month2=12&cruise_day2=31&cruise_year2=2013&cruise_duration=10-14&VendorID=60&ShipID=&portid=&page=1 Cruzeiros da MSC com ida e volta de Itália, que facilita a compra do bilhete aéreo. Vejam os Cruzeiros de 849 e 899 US$ para Março 2013. O avião seria SP – Roma – SP. O preço aéreo: SP – Roma – SP = á partir de 890 US$ Em caso de o Cruzeiro termina em Genova, pegam o trem até Florença , ficam lá 3 noites e seguem depois com trem para Roma para pegar o avião de volta ou ficam mais umas 2-3 dias em Roma. http://res.cruisedirect.com/travel/cruise/search.rvlx?DestinationID=22&cruise_month=1&cruise_year=2013&cruise_duration=10-14&VendorID%5B%5D=8&portid=&s=event4&btnG.x=39&btnG.y=8&btnG=Go&rcs=2&extended_search=yes Partindo de Barcelona e terminando em Split/Croácia, talvez é um complicado para iniciantes. Tem muito, muito mais para ver, partindo e chegando de vários pontos do mundo. Para quem tem tempo e um pouco dinheiro vale a pena pesquisar pois existem ofertas incríveis. Fim da viagem, desembarcando en Genova. Navegando é gostoso demais, tranquilo para esquecer o seu stress de dia á dia. Se querem ver fotos de outras viagens minhas, de Cruzeiro (4) ou de mochileiro (, acesse meu facebook https://www.facebook.com/home.php?ref=home#!/dieter.auricht/photos_albums Neste caso o album é: Cruzeiro de 21 noites, Santos - Veneza e Munique, més 3/4.2012
  3. Olá Priscila, Realmente do terminal internacional de Bus em Bucareste não sai nenhum bus para Bulgária. Conforme meu relato acima perdi muito tempo para finalmente perceber como funcione. Tem um minibus saindo de Bucareste até Ruse já na Bulgária, cidade logo na fronteira após ultrapassar a ponte do Danúbio. De Ruse é depois fácil chegar até a rodoviária em Sofia. Se já tem o tempo de sua estadia em Sofia definido, pode comprar na chegada a passagem do bus já para Istambul. Tem vários bus/dia. Leia atentamente o meu relato sobre estas 3 cidades, Bucareste, Sofia e Istambul. 2 dias para Sofia e Bucareste esta ok, Istambul exige realmente 3-4 dias. Abraços Dieter
  4. Márcio, El Calafate – Perito Moreno (a cidade, não o glaciar) e de lá até Esquel por outra empresa é feito no verão regularmente. No inverno pelas condições da estrada (estrada de terra batida), a falta de apoio ao transito e a falta de viajantes ainda não é feito este trajeto. Depois ter feito a sua viagem no Fev. coloque aqui a sua experiência, pois ainda existem duvidas para esclarecer. Abraços Dieter
  5. Olá mochileiros, Juntei uma coleção das fotos da minha viagem para Índia e Nepal, organizei elas e coloquei com 2 lindas musicas indianas no “you tube”. Para quem quiser ver: http://www.youtube.com/dieterauricht Abraços Dieter
  6. Olá Walter, Lembro-me do teu entusiasmo antes de ir para a tua viagem para Europa, e mais ainda na tua volta cheio de alegria de ter conseguido realizar esta viagem. Sobre a tua viagem para a Patagônia falaste mais nada. Queria saber e muito se realizaste a viagem e se esta foi um sucesso como a viagem para o Portugal e Espanha. Abraços, Dieter
  7. Olá Diogo, Para poder fazer em 23 dias, corta primeiro Puno, a única atração são os Uros mesmo e estes podes ver se fazes conforme o meu roteiro. Chegando a Puno tens tempo até o ônibus da noite para Cuzco partir e podes ver os Uros. Arequipa e o Vale de Colca são no mínimo 3 dias/noites, pois saindo de Arequipa para Colca com excursão dorme-se á noite num vilarejo e de manha cedo se segue para Colca. Depois se volta direto para Arequipa aonde chegas ao fim da tarde. De San Pedro para Uyuni não é tão fácil. Existe uma excursão com jipe que custa 80-100 US$ e te leva lá em 3 dias. È fantástico! Outra opção é de San Pedro para Calama, tem bus vários vezes ao dia e de lá tem um bus para Uyuni, mas acho só nas Quartas e Domingos, sai meia noite e demora 17 horas. Ainda tem o trem de Calama para Uyuni nas Quartas às 22 horas, chegando a Uyuni as 16.45 do dia seguinte. O final do seu roteiro não tem problemas. Se você vai acompanhado US$ 1000 para cada um hoje em dia deve chegar, porque em dois o dormir não pesa tanto. Viajando sozinho aumenta umas 100 US$. Levei nas minhas 3 viagens para esta região US$, mas hoje prefiro levar umas 200 US$ e o restante em cartão de credito internacional. È mais barato porque troca só uma vez de Real direto para a moeda estrangeira e caixas eletrônicas tem em todo lugar. O cartão é mais seguro de guardar sempre perto de seu corpo. Abraço, Dieter
  8. Olá Paulo, muito obrigado pelo seu elogio. Se quiser uma cópia de um diário é só pedir aqui. Fiz agora 8 viagens de mochileiroe os diários e relatos são as seguintes: Diários: “Do Pacífico até o Atlântico, SP – Lima – Amazonas Peru/Brasil – Belém”. “Machu Picchu com volta via Santiago”. “SP - Amazonas - Isla de Margarita”, com volta via a costa e o interior de Venezuela, Colombia, Equador, Peru, Bolívia Paraguai, entrando pela ponte de amizade a pé após 58 dias. “SP - Amazonas - as 3 Guayanas com volta via Macapá, Belém, São Luis, Fortaleza”. “Diário para a Patagônia”. “Diário para 13 países da Europa”. ‘Viagem para Índia e Nepal - Diário”. “Diário para Helsinque – Leste de Europa – Istambul”. Relatos: “Já perdemos a batalha para salvar o Amazonas”! “Viajar sozinho, companhia não falta”. Abraços, Dieter
  9. Olá Felipe, desculpe de mandar o diário tão tarde, só hoje dia 23.08 entrei novamente neste site. Espero que gosta o diário e o e-mail do envio com as dicas. Abraços, Dieter
  10. Olá Edy! Obrigado pelos elogios. Se tu queres, tu podes! Planeja a viagem e um dia vais conseguir chegar lá. Abraços, Dieter
  11. Olá Felipe Piña! Muito obrigado pelos seus elogios. Fiz as contas e hoje o custo desta viagem deve ser aprox. 1100 – 1200 US$. Se quiser o diário por e-mail com várias dicas no e-mail do envio, deixe aqui o seu e-mail. Abraços, Dieter
  12. Olá Assis! Muito obrigado pelo teu elogio. O meu “Diário para a Patagônia” esta aqui neste site na pagina 3 com a ultima postagem em 13. Fev. 2008. Lá falo também sobre Uhuaia. Abraços e boas aventuras, Dieter
  13. Bucareste: As fontes no centro da cidade na "Champs Elysées" de Ceausescu. 12.05 – 13.05. – 14º - 15º dia, Segunda e Terça: Com avião para Bucareste – Bucareste. As 13.10 aterramos em Bucareste. Um rápido controle de passaportes e saímos. Agora fiz a primeira estupidez nesta viagem e pensei que nunca mais ia fazer uma como esta. Já falei tantas vezes de não entrar na cantada das pessoas que oferecem serviço. Ofereceram serviço de táxi e fui com o homem. O táxi devia custar 30 Euros até o centro e o taxímetro mostrou em Lei o equivalente de 65 Euros. Fiquei nervoso, o homem não encontrou o hotel e depois de encontrar disse que era ruim porque era longe do centro e caro de mais. Eu disse que ia pagar no maximo 40 Euros pelo táxi, ele insistiu nos 65 e fechou o meu saco de bagagem no carro. Ele disse que ia chamar a policia, mas não chamou, queria me levar para um hotel mais barato e melhor localizado. Falou no hotel ÍBIS, (depois vi que este custava 85 Euros). Estava mais aborrecido comigo do que com ele. Esperei mais uns 5 minutos e disse: ”eu pago então 50 ou vou eu chamar a policia”. Finalmente resolvemos o assunto à base de 50 Euros. O hotel era realmente o mais caro da minha viagem, mas como tinha poucas informações da internet e nem sabia ainda como ir de Bucareste até Sofia, não queria arriscar. O hotel “Suter Inn” reservado com http://www.booking.com custou 75 Euros por noite com bom café de manha. Não era só o hotel mais caro, mas também o mais aconchegante da minha viagem. As duas recepcionistas me ajudaram o maximo possível. Disseram só tomar táxi com o preço 0.95 Lei por km escrito na porta (0,33 Euros). No final o centro era muito perto e a estação de bus internacional á 100 metros. Mas só ia desta estação bus para a Ucrânia, Moldava, Turquia e Grécia, nada para Bulgária. Até agora tinha só a informação do meu Guia que o bus parte da Autogare Diego. Fui até o centro, umas 10 minutos á pé e peguei o metro até a estação de trem. Tinha dois trens um às 12.15 horas, chegando de madrugada às 02.00 horas e um as 19.53 chegando ao outro dia de manha. Não queria ir com nenhum dos dois. Voltei com o metro para o centro e fui para o Autogare Diego, era nenhuma estação de bus, só um ponto de informação. O homem só dizia: “Ruse as 09.30, Hotel Camélia”, queria saber onde era Ruse na Bulgária e como ia de Ruse para Sofia, mas nada. Sempre só: “Ruse as 09.30, Hotel Camélia”. Fui ainda para este hotel e eles disseram que tinham nada com isso, mas de manha em frente do hotel ia sair um minibus para Bulgária. Pensei de esquecer o assunto e arriscar indo lá no dia da partida. Com esta procura já perdi à tarde quase toda. Passei pelos enormes fontes do centro e vi o centro moldado por Ceausecu o ditador comunista durante 40 longos anos. Era a grande Avenida, Bd. Unirii, a “Champs Elysées de Bucareste”, inspirado por uma viagem dele para Piongiang e Pequim. Sempre acompanhado de fontes vai lá até o Palácio do Parlamento, o 2º maior edifício do mundo após o Pentágono nos EU. Tem 3100 quartos e cobre 330 000 metros quadrados. É o cartão postal de Bucareste de hoje, o resto foi abandonado ou destruído e vi como eles agora tentam recuperar com garra o que exista ainda da cidade antiga e das velhas igrejas. No outro dia fui ver a cidade antiga e fui á pé até o Parlamento, é realmente impressionante. Á noite fica iluminado e do terraço do meu quarto no hotel tinha uma linda vista sobre ele. No dia 14.05. de manha a recepcionista chamou um táxi e fui até o hotel Camélia. O taxista conhecia o bus. O táxi eram só 8 Lei, dei 10, portanto 3 Euros. O minibus aparecia confortável, mas os amortecedores eram gastas e senti cada pedra no caminho, além disso, apertado e quente lá dentro. Eram 4 horas até Ruse na Bulgária no outro lado do rio Danúbio. Bom eu vi então o rio Danúbio que divide aqui estes duas países e vi como Romênia e Bulgária estão ainda longe de uma Europa como conhecemos da Itália, Portugal e Espanha, só para dizer uns exemplos. Bucareste: O famoso palácio do povo dos tempos do ditador Ceausescu. Sofia: Catedral 14.05. – 15.05. – 16º – 17º dia, Quarta e Quinta: Com bus para Sofia – Sofia. Agora vi que Ruse é uma cidade da Bulgária no lado do rio Danúbio. Para Sofia tinha vários bus o próximo era em 20 minutos, outra minibus. Paguei os 20 Leva com 10 Euros e para usar o banheiro paguei com 3 Leis romenas que ainda tinha. Eram mais 5 cansativas horas até cheguei em Sofia, pelo menos o bus era bem melhor. Aqui em Sofia era todo novamente fácil. A estação de bus era nova com um posto de informação de turismo. Comprei já a passagem para Istambul, tinha 10 bus por dia e a viagem demora 10 horas, paguei 20 Euros. Depois peguei o táxi para o meu Hostel. O Hostel era o Red Star Hostel, reservado com [email protected] custava só 22 Euros por noite e café de manha estava incluído. O banheiro era comum. A localização não poderia ser melhor e a Senhora que tomava conta era muito simpática. Falava espanhol, porque já trabalhou em Madrid. Ela me - explicou todo o que deveria ver e mostrou no mapa. Fui para a rua e vi o problema, a mapa indicava os nomes das ruas em letras de latim, mas as placas indicavam os nomes em letras cirílicas. Para ir para o Centro deveria ir para a esquerda, mas confuso fui para a direita e como não consegui me informar pelos nomes das ruas transversais percebi que estava errado só após ter andado umas 500 metros. Bom fiz os primeiros contatos com as pessoas e passei por um restaurante bem freqüentado indo de volta. Começou chover um pouco e procurei uma Pizzaria para jantar, encontrei, mas o cardápio me não agradava. Voltei para o restaurante acima, a menina que atendia falava inglês. Eu disse que queria um bom bife com batatas assadas e pão fresco, uma salada mista e uma caneca de ½ litro de cerveja. A comida era excelente e o preço para mais uma caneca de cerveja incluída a volta de 20 Euro, por tanto em conta. Infelizmente não guardei a Nota Fiscal, para informar o nome do restaurante, mas é na mesma rua do hostel, na Angel Kanchev streeet. No outro dia passei pelo centro e vi lá no final da cidade as montanhas que cercam Sofia, cheio de neve ainda. Deu-me uma vontade de ir até lá e subir o teleférico ou o esqui-lift até o topo da montanha, 2181 metros. Tinha ser com táxi porque não tinha tempo para escolher o transporte publico e não fui. Fui visitar a catedral e depois o parque em frente da Opera e do Balé Nacional. Observei os muitos homens sentados nos bancos e nas mesas jogando xadrez por pequenos valores. Tinha visto uma Pizzaria “Hut” e voltei até lá para jantar, o mesmo cardápio como em outros países do mundo, Fiquei contente. A orientação no centro era mais fácil, as ruas principais tinham as placas escritas em letras de latim e cirílica. Chegando ao Hostel algumas meninas tocaram musica turca e dançaram, era um ambiente bem agradável. Referente o alfabeto cirílico falta de dizer, que este foi inventado pelos Búlgaros no séc. IX e é usado entre outros países pela Rússia. Sofia: Theatro Nacional. Istambul: Estreito de Bósforo. 16.05. – 19.05. – 18º - 21º dia, Sexta – Segunda: Com bus para Istambul – Istambul. O bus de Sofia saia as 08.30 e após 10 horas chegou a Istambul, na estação central de bus. Já sabia que a estação de bus é uma cidade dentro desta cidade com 14.6 milhões de habitantes na área urbana. A estação serve para os bus de todas as regiões da Turquia e os bus internacionais para Grécia, Bulgária e em principio toda a Europa Central. A estação forma um grande circulo e os bus entram no subterrâneo deste circulo. Subindo você chega aos escritórios dos terminais das companhias e tem acesso a toda infra-estrutura desta enorme estação, como lojas, restaurantes, saida de táxi, metro e elétrico para o centro histórico Sultanahmed e outras áreas da cidade. Junto comigo estava uma mochileira Australiana e tentamos ver se encontramos o bus para o centro ou o metro. Mas estava impossível encontrar alguém que falava inglês e poderia explicar detalhes. O movimento nesta Sexta a tarde era simplesmente grande demais e ninguém tinha tempo de nos ajudar. Eu disse que ia tirar dinheiro e depois tomar um táxi, ela ainda estava pensando o que fazer. No Domingo a encontrei por acaso no Bazar e ela disse que no final tomou também um táxi. Perguntei o taxista quanto era e ele disse aprox. 30 Liras o que corresponde a 15 Euros. Ele ligou o taxímetro. O trafego era congestionado nesta hora e chegando ao bairro Sukthanamet ele ligou por celular para o hotel (eu tinha o numero) para saber onde era exato. O taxímetro mostrou 35 Liras, dei 50 e ele não queria devolver nada, depois discussão devolveu 10 Liras. O hotel não poderia ter localização melhor, pertinho de todo o que queria ver. Era o Erboy Hotel, reservado com http://www.booking.com , por 47 Euros/dia, incluído um bom café de manha. Respirei fundo. Consegui! Estava em Istambul! Acho perguntando quais as cidades que alguém mais queira visitar deve ser entre os primeiros 5 do mundo, talvez, New York, Londres, Paris, Madrid e já Istambul. Eu agora estava aqui nesta cidade milenar, situado metade na Europa e outra na Ásia. Cidade fundada em 667 a.C. com o nome de Bizâncio passou pelo domínio romano, sendo reconstruído em 330 d.C. pelo imperador Constantino, que tornou ela capital do Império Romano e virou ser Constantinopla. Constantinopla e o império Bizantino caíram para o império otomano em 1453 e a cidade virou Istambul, capital do estado turco e cidade centro do mundo islâmico. A famosa igreja ortodoxa “Santa Sofia” tornou-se a Mesquita Ayasofia e hoje é museu. Fui ainda passar pelas ruas movimentadas até a estação do trem e depois na volta escolhi um restaurante de rua para jantar. No outro dia fui até o Golden Horn, braço do Bosphorus, estreito entre a Europa e Ásia. Fui atravessar a famosa Ponte Gálata até o Gálata Tower com linda visão sobre toda a cidade. Almocei num restaurante abaixo da Ponte Gálata, um sanduíche enorme com delicioso peixe frito. Depois peguei um barco de excursão para subir o Bosphorus até a segunda ponte que atravessa este estreito, já quase na entrada no mar Marmara. Visitei o Grand Bazar, mas nesta tarde com medo de me perder lá dentro, fiquei só na rua principal e se fui para uma rua do lado fui logo de volta. Depois no quarto dia fui explorar o Bazar inteiro. Visitei a Hagia Sofia que era mesquita até declarado museu nos anos 30, portanto as pessoas podem entrar com sapatos e ver esta maravilha do mundo moderno. Em frente dela passando por um lindo jardim esta quase uma copia dela, a Mesquita Azul, hoje a principal de Istambul. Era dia nacional e todos podiam entrar tirando os sapatos, crianças, mulheres e infiéis. Dentro tinha um cordão e abaixo da enorme cúpula o lugar era reservado só para os homens. Pelo menos aqui aparece todo muito liberal, vi muitas mulheres com lenço na cabeça e saia comprida, mas talvez por que era dia nacional e muita gente de visita do interior. Na Segunda vi menos usando o lenço e tapando inclusive o rosto acho vi só duas mulheres. Fui ainda visitar o palácio dos Sultões com vista ao Harém e os museus lá dentro, todo livre por causa do feriado nacional, mas com gente demais. No Bazar comprei todas as lembranças desta viagem para mim e para os meus amigos. O meu relógio não funcionou direito e comprei um lindo “Swiss made” por inicialmente 220 Lira, mas no final ficamos por 80, por tanto 40 Euros. Na Segunda á noite peguei o trem para Thessaloniki. Paguei com cama, 102 Lira, ou 51 Euros. O trem ia às 20.30 horas e devia chegar as 08.30 em Thessaloniki, mas chegamos com atraso as 10.30. Praticamente éramos só turistas no trem e o controle do passaporte e da bagagem era severa nos dois lados. Talvez fosse esta a razão do atraso. Istambul: Ayasofia 20.05. – 21.05. – 22º - 23º dia, Terça - Quarta: Chegada com trem da noite de Istambul a Thessaloniki – Thessaloniki (Salónica). O trem chegou e não tinha nada para me preocupar, estava novamente na terra do Euro e tinha o meu hotel reservado á umas 200 metros da estação. Como sempre chegando perguntei já para o trem ou bus para o próximo destino, para Skopje a capital do país Macedônia. Tinha só um trem, as 16.15 e demorava 4 horas. Fui ainda para a estação de bus, mas não tinha bus para Skopje. Não gostei do horário do trem, mas o que fazer, decidi de já comprar a passagem para o dia 22.05. às 16.15 horas. Depois sai da estação e atravessando a praça já estava na rua do meu hotel. Era o Hotel Rex, custando 45 Euros/noite, com café de manha completo incluído e reservado com http://www.booking.com. Era um dia quente e decidi de vestir uma calça comprida bege, lavando assim a minha calça Jeans, que poderia agora secar durante dois dias. Isso é contra as regras do hotel, mas a Jeans precisava uma lavagem. Peguei um mapa na recepção e fui direto para a cidade, o centro começa mais ou menos 300 metros do meu hotel. Salónica é a segunda maior cidade da Grécia e como falam a mais Hippie da Grécia. Realmente a cidade com sua linda localização no Golfo da Salónica e com sua rica historia grega, romana, bizantina e turca ferve de turistas. Em 1997 Salónica era capital de cultura do mundo e com certeza ainda aproveita a fama deste acontecimento para atrair jovens de todo o mundo. O problema era que achei a cidade muito caro e a construção da primeira linha de metro cortando o centro atrapalha um pouco. Fui até a “Torre Branca” o final da antiga muralha bizantina que ainda cerca a cidade antiga. Lá tem uma estatua enorme de Alexandre o Grande e uma linda vista sobre o Golfo de Salónica. Sempre seguindo o cais fui de volta para o centro e entrei nas ruas do mercado até a Catedral. Esta noite jantei na Pizzaria “Hut”. Tinha só Pizzas especiais e com mais 2 meio litros de cerveja paguei 23 Euros. Acho fui o jantar mais caro da minha viagem. Tinha falado com um mochileiro que tinha ido até a cidade alta e no outro dia decidi fazer o mesmo. O mapa mostrou só as ruas principais com os nomes em letras gregas e as ruas iam em curvas para cima, mas eu queria ir em linha reta. Escolhi as igrejas bizantinas no caminho como marcas e perguntando por elas fui subindo até chegar ao ponto mais alto da muralha. Fiquei compensado com a vista sobre toda a cidade podendo ver os monumentos e igrejas agora de aqui acima. A volta fui simples, só seguir o muro que ia em linha reta até a “Torre Branca”. No caminho novamente muitos monumentos para visitar. No terceiro dia, como o trem ia tarde, deixei a bagagem no hotel e fui novamente até o mercado onde se vende de todo, mas o mais interessante é o mercado de peixes e o artesanato, especialmente o artesanato baseado em motivos bizantinos e religiosos da igreja grego-ortodoxa. Queria comprar mais algumas coisas, pois era todo muito barato, mas desisti pois tinha comprado muito em Istambul e pensei de comprar mais alguma coisa em Scopje. Às 14.00 horas já fui para a estação. Thessaloniki: Golfo de Thessaloniki com a "Torre branca" da antiga muralha bizantina. Thessaloniki: Estatua de Alexandre o Grande. 22.05. – 23.05. – 24º 25º dia, Quinta e Sexta: Com trem para Scopje (capital do país Macedônia) – Skopje. O trem saio pontualmente ás 16.15 horas para a Republica de Macedônia que até 1991 fazia parte da Jugoslávia comunista. O trem deveria chegar a Skopje em 4 horas, mas parou nos dois lados da fronteira quase meia hora. Depois da fronteira de Macedônia entraram muitos passageiros e o trem parava em cada pequena vila. Olhei para o relógio e para o mapa e pensei nunca vamos chegar as 20.15 em Skopje. As vilas eram bem pobres e os carros nas ruas muito velhos. Faltavam só 45 minutos e chegamos a Verne, na metade do caminho entre a fronteira e Skopje. Entrou um rapaz e começou logo falar comigo, estudava turismo e falava fluentemente inglês e outras línguas inclusive um pouco alemão. Disse que ia trabalhar na próxima temporada num navio de turismo americano que ia de San Francisco via Seattle e Vancouver no Canadá para Alaska. Ele tinha 20 anos. O trem agora andou rapidíssimo e o rapaz disse que não ia mais parar até Skopje assim íamos chegar às 19.15 horas como previsto, pois tinha ainda uma hora de diferença de horário entre Grécia e a Macedônia. O rapaz foi ainda comigo até a estação de bus ao lado da estação de trem. Tirei aqui os Dinares da Macedônia com meu cartão de credito e comprei já a passagem para Prishtina, pagando 10 Euros. Depois pegamos um táxi e fomos até o centro, eram poucos metros e paguei a tarifa mínima de 60 Dinares, ou 1 Euro. O rapaz foi ainda comigo até o hotel para ter certeza que estava todo ok. Fiquei contentíssimo, pois com a ajuda dele tinha resolvido todo rapidíssimo e sem problema. O meu “Hotel Square” tinha reservado com http://www.hopstelbookers.com, por noite eram 45 Euros. Um bonito quarto com banheiro privativo. O hotel tinha uma linda vista sobre a praça central. Às 20.00 horas já estava na movimentada praça central ao lado do rio Vardar com a velha “Stone bridge”. Tinha na praça um restaurante bem freqüentado e com esplanada, entrei e pedi uma Pizza grande, cerveja e para sobremesa sorvete. Acho era um dos melhores jantares da minha viagem pelo preço de a volta de 16 Euros. No outro dia fui visitar o castelo e depois fui até o mercado na parte dos Albaneses da cidade. Os Albaneses são islamitas e mais ou menos 15 % da população. Lógico á noite fui para o mesmo restaurante pedindo um bife com batatas assadas e uma salada, para sobremesa um doce. Aproveitei os preços baixos para comer bem. Skopje: Stonebridge sobre o rio Vardar. Skopje: Vista da tranquila cidade com as torres das mesquitas albanesas. 24.05. - 26º dia, Sábado: Prishtina, capital do Kosovo. Fui com táxi até a estação do bus e comprei um monte de chicletes gastando as minhas ultimas Dinares da Macedônia. Às 10.00 horas o bus saiu. Eram 4 horas até Prishtina. Novamente tinha sorte, um rapaz sem saber falar inglês, “conversou” comigo. Explicou que deveria sair do bus onde ele sai para não ir até a estação do bus um pouco fora do centro. Chamou um táxi e disse ainda que custa 3 Euros. Pois eu estava novamente na zona do Euro. O Kosovo governado com ajuda da UNO e da União Européia adotou o Euro como moeda. Esta vez não tinha reservado o hotel. Tinha anotado conforme o meu Guia de Viagem o hotel Iliria, mas não consegui fazer reserva por internet. Chegando lá pensei que conforme Guia ia custar entre 45-65 Euro, mas que bela surpresa eram só 25 Euros por noite e incluindo café de manha. O hotel era ainda tal como na era comunista, todo em “grande e pomposo”, velho, mas bem conservado, a recepção, os quartos, os banheiros com os canos de ferro e as pesadas torneiras, a sala de jantar com cortinas em veludo, as cadeiras revestido com veludo vermelho. O garçom vestido á rigor tratou-me como um velho membro do partido. Após o jantar deixei uma gorjeta digno da minha importância. Prishtina não tem muito para ver. Eu queria realmente ver, como vive este povo após 60 anos de ditadura e “ocupação pela Sérvia”. O povo do Kosovo é de origem Albanesa e praticam o islamismo. Como era Sábado o calçadão em frente do hotel era muito movimentado. Vi nenhuma mulher usando véu e só algumas idosas usando lenço na cabeça. Fiquei impressionado pela beleza das meninas em geral altas, bem vestidas e maquiadas. Só 5 % da população são Sérvios, vivendo perto da fronteira com a Sérvia. Durante o tempo de Milosevitch os Albaneses nem podiam falar a língua deles em publico e o jornal deles não podia ser impresso. Bom eles ganharam a independência em Fev. deste ano, mas este independência não esta reconhecida por muitos países, como a própria Sérvia, a Rússia, China e Espanha etc. Entende-se, a Rússia tem o problema da Tchetchênia, a China de Tibet e a Espanha do país Basco. Eles já têm passaportes do Kosovo, mas para viajar para a Sérvia onde muitos têm parentes estes não servem, então para entrar na Sérvia eles ainda usam os passaportes da Sérvia em quanto estes são validos. Um estrangeiro não pode entrar do Kosovo para a Sérvia, pois para eles o país Kosovo não existe. Prishtina: Pessoas desaperecidas durante a guerra contra a "ocupação sérvia". Prishtina: Monumento em honra á "Teresa de Calcutá", que é Albanesa e nasceu em Skopje. 25.05. – 26.05.- 27º - 28º dia, Domingo e Segunda: Com bus de Prishtina até Belgrado - Belgrado. O bus de Prishtina para Belgrado era velho, o ar-condicionado nem funcionou e as janelas não abriram. O ar no bus era sufocante. Era o único estrangeiro no bus. Chegando á fronteira no lado do Kosovo disseram que não vão me deixar entrar na Sérvia, mas para não provocar não carimbaram a saida no meu passaporte. O ajudante do motorista colecionou todos os passaportes para entregar eles á policia da fronteira no lado sérvio. Lá era o meu passaporte vermelho no meio dos passaportes escuros da Sérvia. Comecei suar e fazer planos caso não podia passar a fronteira. O ar no bus era agora insuportável. Após umas 15 minutos de sofrimento veio o policial sérvio com os passaportes e no meio era o meu, olhou rápido na cara dos passageiros e entregou os passaportes ao ajudante, desejando boa viagem. O ajudante entregou o passaporte a mim sorrindo. Consegui! Fui ver se tinha o carimbo de entrada na Sérvia, não tinha. Na saida da Sérvia perguntaram por onde entrei e disse direto da Macedônia. Já estive em Belgrado no ano passado e tinha ficado num Hostel em frente da estação de trem, pertinho do centro. Entrando na internet encontrei a website do hotel Astoria com 3 estrelas, reservei com eles por 43 Euros/noite inclusive café de manha. Também este hotel é só umas 150 metros da estação, mas muito melhor do que o Hostel onde tinha pagado 39 Euros/noite. Belgrado é uma cidade agradável, mas com aparência mais pobre do que Ljubljana (Eslovênia) ou Zagreb (Croácia) para mencionar 2 capitais da antiga Jugoslávia. Aparece que Belgrado tem mais vida e mais flair internacional. Muitas pessoas dos outros países da Ex-Jugoslávia visitem Belgrado também por causa disso e acima disso a facilidade que a língua é como a deles de origem eslava. Se o governo da Servia encontra o seu caminho dentro da Europa, para mim tem um futuro promissor. Belgrado tem charme. Adoro ir para o ponto mais alto da cidade com as ruínas do castelo antigo e uma boa vista sobre o rio Save que entra lá abaixo do castelo no rio Danúbio. Belgrado tem uma posição central para chegar fácil até os outros países dos Bálcãs ou para seguir direto para a Grécia e Turquia. Fui para a estação para comprar a passagem de Belgrado para Munich para o dia 27.05. As 13.15., chegando a Munich no outro dia as 06.15 de manha. Belgrado: Vista do Castelo. O rio Save á direita entrando no rio Danúbio. Belgrado: Meninos tomando banho numa fonte do centro num dia quente desta primavera. 27.05. – 28.05. 29º - 30º dia, Terça e Quarta: Com trem de Belgrado para Munich e em seguida para Braunschweig perto der Hannover. Sentei na esplanada do café da estação para gastar os meus últimos Dinares. Pensei que depois no trem podia pagar bebidas ou comida em Euros. Errei, só aceitaram Dinares ou Kunas da Croácia, pagando em Euros só recebi o troco nestas moedas. O trem tinha vagões dos caminhos de ferro da Sèrvia e da Croácia, os últimos novinhos e com ar-condicionado. Lógico sentei num compartimento Croata e logo este estava cheio. O trem parou muito na Sérvia, mas ficou cada vez mais vazio. Depois na Croatia a mesma coisa, mas nunca mais ficou cheio e fiquei só com um homem da Eslovênia no meu compartimento. Fui para o vagão do restaurante e pedi um lanche e cerveja. Paguei em Euros e recebi o troco em Kunas. De volta já eram 20.00 horas, fiquei com sono e deitei para dormir. Acordei quando chegamos a Zagreb e depois às 24.00 horas em Ljubljana quando o esloveno se despediu com uma tapa no meu ombro. Não acordei mais durante todo o trajeto na Áustria, nem em Salzburg nem na chegada na Alemanha, só na ultima estação antes de Munich em Rosenheim. Fui para o banheiro para lavar o rosto e arranjar o cabelo. Às 06.15 horas pontuais, quase não acreditei, entramos na estação central de Munich. Pensei de tomar o café de manha em Munich, de escolher com calma o trem para Braunschweig e de ligar depois para o meu cunhado avisando a minha chegada. Mas tinha um trem “city express” para as 06.50 horas e as 13.30 ia já chegar a Braunschweig. Paguei os 95 Euros. Imagine que preço em relação do trem de Belgrado-Munich! Mas os trens não se comparam, este esta voando sobre os trilhos com velocidades entre 250 – 290 km hora.O trem vai quase só por túneis ou por pontes, pois para atingir esta velocidade o trecho tem ser bem reto, sem curvas. Chegando a Braunschweig liguei para o meu cunhado, tomei na estação um belo café de manha com bolo alemão. Ainda comprei flores para a minha irmã e pouco depois o meu cunhado chegou e fomos para “casa”. 29.05 – 31.05. 31º - 33º dia, na casa da minha irmã mais velha em Salzgitter perto da linda cidade de Wolfenbuettel. Que delicia, descansar em “casa” após esta maratona da viagem e comer as delicias que só a minha irmã sabe fazer. Acho em cada dia na Alemanha engordei 1 kg, pois cheguei com 5 kg á mais no Brasil. Tinha partido com 68 kg e cheguei com 73 kg. Wolfenbuettel é uma cidade antiga e o centro sem carros com todas estas casas velhas do séc. 16 até o séc. 19 convidam para passear e tomar uma cerveja nos cafés e esplanadas. Wolfenbuettel: Detalhe da linda cidade, com a minha irmã mais velha andando de maõs dados com o meu cunhado. Wolfenbuettel: Centro num dia de mercado. 01.06. – 02.06. 34º - 35º dia, Domingo – Segunda: De Braunschweig até Berlim com trem e de avião de Berlim via Paris para São Paulo. O meu cunhado me levou novamente até a estação de trem de Braunschweig e as 11.04 já peguei o trem para Berlim. O trem só para uma vez em Wolfsburg, onde esta a fabrica da VW. As 12.15 já chegamos a Berlim. Eu fui cedo porque não queria ir com táxi até o aeroporto de Berlim-Tegel , queria ver como funcione o bus. Bem era fácil e pouco depois das 13.00 horas já estava no aeroporto. O meu vôo ia só as 18.35, mas o tempo passou rápido. As 20.20 cheguei ao aeroporto Charles de Gaulle, terminal 2E e o vôo para São Paulo saia no terminal 2D. Agora uma coisa que não me lembro como aconteceu. Tem um vôo às 23.05 de Paris para São Paulo, mas o meu era só as 09.15 no outro dia. Talvez tinha escolhido este por ser mais barato. Não podia entrar na sala de embarque e os restaurantes em frente da sala de embarque começaram fechar. Consegui ainda comer uma Pizza e depois acabou. O ultimo avião saia ás 00.30 horas para Moscou e 15 minutos antes fechou também a sala de embarque. Estava quase sozinho e o que fazer agora? Pensei de ir de volta para a sala de espera dos trens entre terminal E e D, mas no caminho tinha uma Lanchonete fechado, e o acesso às poltronas e bancos estava aberto. Vi lá 4 pessoas dormindo. Apareciam não ser passageiros, mas moradores de rua. Bem estava com sono, pós a minha bolsa num banco a toalha acima e a minha almofada estava pronta. Tirei o Anorak para me cobrir e amarrei o saco de viagem na mão e dormi logo. Acordei às 05.30 horas. Dos meus companheiros de dormir dois tinham sumido e dois dormiam ainda. Fui para o banheiro para me arranjar e depois fiz o “check in” e entrei no hall de embarque. Lá dentro o tempo passou rápido, tomei o café de manha e fui ver os duty free shops. Comprei ainda um perfume. O vôo de volta foi também agradável e as 17.30 chegamos a São Paulo. Demora em sair, pois o controle de passaporte e a chegada da bagagem na esteira são muito lentos. Peguei o bus até o aeroporto de Congonhas e de lá um táxi para a minha casa. Esta viagem era boa demais e nem queria voltar tão rápido para a casa, mas infelizmente ou felizmente a vida não é só de uma viagem. Diariamente embarcamos em novas viagens, basta que definimos o destino desejado de cada uma delas e a vida continua ser de uma só viagem boa. Abraços, Dieter Foto tirada do ultimo compartimento do trem de Varsóvia para Vilnius. O fim da linha? Não, rumando para um novo destino!
  14. Helsinque – Leste Europeu – Istambul. (Viagem realizada entre 29.04.- 02.06. 2008) Istambul: O Golden Horn. Olá mochileiros! Eram vários razões para planejar este roteiro e visitar estes países: 1º Tinha uma curiosidade enorme de ver os três pequenos países bálticos, com historia milenar tão rica, mas quase sempre ocupado pelos países vizinhos. A ultima ocupação pelo comunismo acabou quase com a identidade deles. Mais surpreendente é então a rápida recuperação deles, mostrando a sua enorme capacidade humana. Precisava conferir o que faz eles tão únicos e por que já são chamados os tigres bálticos. 2º Precisava ver esta cidade que já era Byzanz, depois Constantinopla e virou no século XV a Istambul do império otomano. A famosa Istambul de hoje no encontro entre a Ásia e Europa. 3º São agora 27 países na comunidade européia, com este roteiro visitei 25, me faltam dois a Chipre e a Malta. Uma quase obsessão de visitar todos os 27. 4º Ver o mais novo país do mundo o Kosovo e a sua relação secular com a Sérvia, de onde se separou sob duras lutas definitivamente em Fev. deste ano (independência não reconhecida pela Sérvia, Rússia etc.). Fixei o roteiro, o vôo de ida e volta e reservei na internet todos os hotéis ou hostels nos 13 países visitados. Portanto nada podia falhar durante a viagem, o roteiro tinha ser comprido na integra. Antes pelo site “Deutsche Bahn” (trens da Alemanha) que informa sobre todas as ligações por trem na Europa e pode ser também consultado em inglês, analisei as possibilidades de ligação por trem entre as cidades e países que pretendia visitar ou pesquisei as ligações entre eles com bus. O meu roteiro era o seguinte: SP – Paris - Berlim com avião. Berlim - Varsóvia/Polônia – Vilnius/Lituânia – Riga/Letônia – Tallinn/ Estónia – com ferry-boat para Helsinque/Finlândia – com avião para Bucareste/Romênia – Sofia/Bulgária – Istambul/Turquia – Thessaloniki/Grécia – Skopje/Macedônia – Prístina/Kosovo – Belgrado/Servia – Berlim – Wolfenbuettel – Berlim. Berlim – Paris – SP com avião. Compra de passagem de avião: Conforme roteiro tinha fixado a ida no dia 29.04. até Berlim e a volta no dia 01.06 de Berlim com chegada em São Paulo no dia 02.06.. Era a segunda parte da primavera, para mim a melhor época para viajar na Europa. Pesquisei na internet entrando direto nos sites das companhias aéreas. Ganhou como quando fui para Europa no ano passado a Air France. O preço base era US$ 840, ou seja, 1457,48 Reais, mas com as taxas e impostos brasileiros foi para 1813,65 Reais. Comprei a passagem com o cartão de credito direto na internet e imprimi na minha impressora o “bilhete eletrônico”. Sobre outros detalhes referente escolha da companhia aérea e vôos baratos consultem o meu diário do ano passado “Diário para nove países da Europa”. Alias estou repetindo muitas observações gerais deste diário, pois encontrei novamente as mesmas condições. Berlim: Parlamento de Alemanha. Reserva de Hostels ou Hotéis. Sabia que chegando a cada pais/cidade precisava um hotel/hostel barato, limpo, perto do centro histórico da cidade. Sabia que não me poderia enervar indo na chegada a procura destes hostels perdendo tempo e gastando dinheiro com táxi. Confirmo novamente que andar com táxi na Europa é muito caro e mochileiro deve evitar ir com táxi. Usei o táxi só para chegar da estação de trem ou bus para o hostel quando isso era necessário. As estações de trem na Europa são quase sempre perto do centro ou com boa ligação de transporte publico para o centro. Entrei no site da Google e coloquei, por exemplo, Varsóvia hotel/hostel e abriam vários sites ofertando quartos baratos com indicação da localização. Reservei todos os hotéis/hostels das cidades que visitei, com exceção de Prishtina no Kosovo. Vocês podem escolher quarto duplo ou uma/duas camas em dormitórios de 4 até 10 camas, sempre pagando por cama. Viajando sozinho, querendo um quarto separado, se paga as duas camas do quarto. Vou informar para cada cidade o site que escolhi para fazer a reserva. Os preços em quartos duplos por cama variam entre 15 – 30 Euros conforme a cidade, portanto duas pessoas 30 – 60 Euros. Camas em dormitórios de 4 – 10 pessoas são mais barato e variam entre 8 e 15 Euros conforme cidade. Referente os preços para dormir, portanto é melhor esquecer os preços de Brasil ou de qualquer outra país da América do Sul. Agora os preços do restante são compatíveis (restaurantes, transporte publico) ou mais barato (supermercado). 13 países, 9 moedas diferentes: Na Europa manda o Euro, não leve US$. Eram 12 países visitados, mais o país novato Kosovo perfaz 13. Nove países fazem parte da Comunidade Européia, mas só 3 já têm o Euro, a Alemanha, a Grécia e a Finlândia. A Polônia, Lituânia, Letônia, Estónia, Romênia e Bulgária ainda usam as suas moedas e tem dificuldades de acertar as contas internas conforme exigido pela União Européia e por causa disso não devem poder usar o Euro pelo menos até 2011. A Turquia, Macedônia e a Sérvia ainda não fazem parte da Comunidade, bem que pelo menos os últimos dois tem a sua entrada um dia quase como certa. O Kosovo e administrado com ajuda da Comunidade e usa já o Euro. A margem entra compra e venda das moedas é muito reduzida, porque eles são todas acopladas ao Euro e acompanham este com pequena margem de oscilação. Levei alguns Euros, mas é mais vantajoso comprar lá as moedas pelo cartão de credito. È bom fazer os cálculos e sempre tirar o valor quase exato para a estadia em cada país. Caso sobre dinheiro é fácil trocar no país seguinte, mas não troca na estação de trem ou bus na chegada, lá eles dão no mínimo 10 % menos do que nos lugares de cambio na cidade. Não trocei as Levas da Romênia na Bulgária e depois não consegui mais vender, perdi assim 30 Euros. Falar como? Com português ou espanhol nestes países nada mesmo. Inglês ajuda bastante, mas esta vez também com inglês não era nada fácil. Talvez o conhecimento de russo tivesse ajudado um pouco. Especialmente na Bulgária onde como dificuldade á mais as ruas estão com os nomes no alfabeto cirílico e o mapa que recebi na estação de bus era com as letras em latim. Mas escolhi sempre bem as pessoas aos quais fazia perguntas, na regra jovem com cara e aparência inteligente. Muitas vezes precisei articular com gestos. Mas me virei. Depois na Turquia, Grécia, Macedônia, Kosovo e Sérvia com inglês já era novamente mais fácil. Como entrar sem problemas na Comunidade Européia. Aproveite que você como Brasileiro não precisa o visto para entrar e faz todo para passar sem ser controlado. As pessoas chegam do avião até a policia e policiais em civil observam já as pessoas. Pessoas “duvidosas” são retiradas discretamente e os documentos checados com mais cuidado. Para passar fácil, veste-se de uma maneira de não gerar atenção. Não leva muita bagagem de mão. Se vai ser investigado mais fundo é bom ter a passagem de volta, saber responder para onde quer ir e quanto tempo quer ficar e ter cartão de credito ou dinheiro vivo que prova a possibilidade de sustentar a sua estadia. Uma vez na Comunidade praticamente não tem mais problemas de viajar para os outros países, especialmente se eles fazem parte do acordo Schengen que aboliu as fronteiras entre eles. Estes países são Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, os Países Escandinavos, Áustria e Grécia. Inglaterra não faz parte. Também entre a Polônia e os países bálticos até a Finlândia houve nenhum controle de fronteira. Diário: 29.04. 1º dia, Terça: SP – Paris – Berlin com Air France. Como já tinha marcado o meu assento de ida e volta na compra do bilhete na internet podia entregar a minha bagagem direta no “bagage drop” ao lado do “check in”. O avião foi pontualmente as 16.45. Houve um bom jantar á bordo e no outro dia antes de chegar em Paris um café de manha completo. Chegamos pontual as 08.35 em Paris no Terminal 2E. Esta vez tinha muito tempo, o vôo para Berlim era só as 10.20. Fui tranqüilo em 20 minutos até o Terminal 2D. O vôo durou 11:05 horas e tinha mais 5 horas de diferença horário. A passagem pela policia também era tranqüilo, nenhum passageiro ficou para uma verificação mais completa. Berlim: Calçadão em frente do "Brandenburger Tor", simbolo da divisão e unificação da Alemanha. O muro passava em frente deste monumento. 30.04. – 01.05., 2º-3º dia, Quarta - Quinta: Chegada em Berlim – Berlim. As 12.05 chegamos ao aeroporto Berlim Tegel. O aeroporto de Tegel é muito apertado para o grande movimento, difícil se locomover e de se orientar. Mas perguntando algumas vezes achei a saida do bus municipal para a Estação Central. Eram 2,30 Euros. Entrei na Estação Central aonde também chegam e partem os “S-Bahn”, trens dos subúrbios. Confirmei o trem pesquisado na internet para a Varsóvia e já comprei a passagem para dia 02.05. Tinha trem para as 06.29 e 12.29. horas. Comprei para as 12.29 com chegada em Varsóvia prevista para as 18.35 horas. Depois peguei o S-Bahn e fui as duas estações até a estação Jardim Zoológico. Chegando lá era só sair e atravessar a rua e estava no AO Hostel. O preço era salgado, 90 Euros para um quarto duplo c/banheiro e com café de manha. Tinha pesquisado outros mais baratos, mas tinha de ir á pé um pedaço ou até ir com a S-bahn e ainda com o Metro ou “U-bahn” como se diz na Alemanha. Em Berlim é fácil pegar o mapa e escolher as atrações mais importantes e ir a pé e com bus e metro. Como para todas as outras cidades que visitei escolhi conforme os meus Guias “O Viajante Independente na Europa” e “Lonely Planet” para “Eastern Europe” o que devo ver. Estou sempre muito interessado em saber, se o que li sobre os países, as cidades e seus povos corresponde à imagem que tinha formado na minha mente. À noite fui jantar num restaurante ao ar livre ao lado da famosa “Gedaechtniskirche” pertinho do meu Hostel. Um bom bife com batatas assadas, salada e dois canecas de meio litro de cerveja eram 21 Euros. Varsóvia: Vista do muralha a volta da cidade antiga. Varsóvia: Vista do meu hotel, o edificio bege, o quarto no 3º andar com o balcão era meu. 02.05. – 03.05., 4º - 5º dia, Sexta – Sábado: Com trem para Varsóvia – Varsóvia. O trem saiu da estação central de Berlim e depois parar em Berlim “Estação Ost” seguiu até a fronteira em Frankfurt ao lado do rio Oder. Não era um trem superrapido. Na fronteira percebi que trocaram a locomotiva. Não houve nenhum controle policial nem no lado da Alemanha e nem no lado da Polônia. Agora o trem passou pela região que até o final da 2º Guerra pertencia á Alemanha. Passamos na região e na cidade onde nasci em 1940. Estava a primeira vez na Polônia e fiquei emocionado passando por Schwiebus como se chamava a cidade onde nasci e hoje se chama Swiebodzin. Tinha 4 anos quando fomos forçados de sair, mas me lembro bem de muitos fatos. O que me chamou atenção passando pelos campos que à volta de 15 % das plantações eram campos plantados com raps (canola). O mesmo já tinha visto na Alemanha. Os campos estavam em flor, um lindo amarelo. Raps (canola) serve para produzir Biodiesel. Imagine 15 % canola em vez de trigo e tem ainda gente que diz que isso não faz aumentar o preço dos alimentos. Além de acabar com a biodiversidade. Vi que se trabalhava muito para melhorar a eletrificação das linhas de trem e chegando mais perto de Varsóvia o trem andou cada vez mais rápido. Chegado em Varsóvia me informei logo sobre o trem para Vilnius. Depois peguei um táxi para o meu hotel no fim do calçadão e na praça ao lado da entrada para a cidade velha. Sabia que era pertinho e paguei pelo táxi 15 Zlotys ou menos do que 5 Euros. Fiquei encantado com o hotel escolhido. O quarto no terceiro andar tinha uma vista boa sobre a cidade velha. A foto abaixo mostra o hotel tirado da torre da igreja em frente dele. Adorei a cidade velha. Passei lá à noite e no outro dia após ter ido á pé para a estação para comprar a passagem para Vilnius no dia 04.05. Na volta da estação assisti a parada do exercito do dia 03.05., feriado nacional na Polônia. Neste dia era promulgada a constituição da Polônia de hoje. O meu hotel era o Fundacja Domu Literatyury, reservado por [email protected] , 400 Zl ou 117 Euros pelas duas noites, incl. café de manha. Varsóvia: Parada das forças armadas no dia nacional da Polônia, dia 03.05. No caminho para Vilnius (fronteira), na direita o trem chegado da Varsóvia, na esquerda o trem indo para Vilnius. Vilnius: As ruas estreitas de Vilnius. O Papa João Paulo II visitou este santuário. 04.05. - 05.05., 6º - 7º dia, Domingo – Segunda: Com trem para Vilnius – Vilnius. Tinha de levantar às 05.45 horas, tomar café de manha e pegar um táxi para a estação. O trem ia às 07.24 horas. Como era muito cedo e domingo, a dona do hotel já pediu o táxi na noite anterior para me esperar às 06.50 horas em frente do hotel. O trem passa por lindos campos e florestas e para em várias pequenas vilas até chegar à fronteira. Chegamos à estação da fronteira às 14.48. Todos saem e entram no trem para Vilnius na outro lado da plataforma. Novamente nenhum sinal de policia de fronteira nos dois lados. Às 15.03 continuamos e chegamos às 17.57 em Vilnius. Tirei com o cartão de credito as Litas que achei que precisava e fui para o táxi. O taxista disse que poderia ir a pé, eram só 300 metros, mostrou o caminho, mas entendi nada. Preferia ir com táxi mesmo e não perder tempo, paguei 15 Lt ou 5 Euros. Antes de irmos ele mostrou onde fica a estação de bus para a compra da passagem para Riga. Gostei do hotel, coloquei a bagagem e fui logo para ver a cidade. Recebi um mapa da cidade no hotel. Vilnius é uma das maiores cidades antigas ainda totalmente intacta. Passei pelo calçadão com muitos cafés e restaurantes até a praça com a catedral e o palácio dos Reis construído a partir do séc. 10 e atualmente em obras praticamente construindo ele de novo a partir dos fundamentos. Ele deve estar pronto para os festejos dos 1000 anos da Lituânia em 2009. Uma linda cidade com muitos turistas e, portanto muita vida, e aparece que o turismo vai virar a maior fonte de divisas da Lituânia rapidamente. No outro dia antes de continuar a minha ronda pela cidade fui os 300 metros a pé até a estação do bus e comprei a passagem para Riga no dia 06.05. São 6 horas de viagem e paguei 50 Lt, ou 15 Euros. O meu hotel era o Hotel Rudninku Vartai, reservado na internet pelo [email protected] , paguei por noite 49,23 Euros com café de manha. Riga: Com Stalin no museu de arte comunista. 06.05 – 07.05., 8º - 9º dia, Terça – Quarta: Com bus para Riga – Riga. O bus saiu às 10.00 horas em ponto em Vilnius e demoramos um pouco mais de 5 horas. Chegando em Riga fiquei um pouco confuso, tinha um mapa com a localização do meu Hostel, mas não correspondia ao que encontrei. Perguntei várias pessoas até encontrei uma menina que disse que tinha o mesmo caminho. Passamos pelo mercado central, por um túnel, pela estação de trem e por um shopping, depois era só contornar a esquina. Era difícil até para sair de novo, errei no caminho, mas como era todo pertinho, não tinha importância. Esta vez era um Hostel mesmo, tinha comprado o quarto com duas camas. O banheiro era comum e Hostels não servem café de manha, mas Hostels tem internet e Hotéis nem sempre. Como tinha pouca gente, usar um banheiro comum não fazia diferença. A internet era só minha. O centro histórico da Cidade é pequeno e em duas horas fiz a volta em toda a cidade. Também Riga recuperou todas as igrejas e edifícios históricos danificados ou destruídos durante a 2º guerra mundial. Atravessei o rio Daugava e vi o Porto, o Porto que deu importância a Riga durante os séculos e ainda hoje é um dos portos mais importantes de toda a região e também para a Rússia, pois ele fica descongelado durante todo o ano. Jantei num restaurante no shopping ao lado da estação de trem. A comida era boa, mas o que é servido é muito pouco, já tinha notado isso desde Varsóvia. Com tão pouca comida era difícil não ficar com fome. O hostel era a City Hostel, reservado por [email protected] . O preço 33 Euros por noite era muito alto em relação ao que foi oferecido, mas a localização é muito boa, nem usei táxi em Riga. Fui ainda para a estação de bus para comprar a passagem para Tallinn. O preço da passagem 11,1 Lats, ou 16 Euros. Riga: Centro Tallinn: Câmara municipal e praça central. 08.05. – 09.05., 10º - 11º dia, Quinta e Sexta: Com bus para Tallinn – Tallinn. O bus para Tallinn foi às 08.30 horas e chegamos as 13.15. Sabia que da estação do bus até o meu hotel tinha de tomar um táxi. O taxista cobrou 90 Kroon, ou 6 Euros. O meu hotel era entre a entrada da cidade antiga e duzentos metros da estação de ferry. O hotel era novo. Um dos melhores e mais baratos que tive durante a minha viagem. Paguei 88 Euros pára as duas noites com um bom café de manha incluído. Era o “Reval Inn Tallinn” e reservei com http://www.booking.com , “Booking.com online hotelreservation”. O tempo era bom, um lindo dia de primavera e a brisa de mar gostoso. Aparecia que este era o meu melhor dia nestes primeiros 11 dias da minha viagem. Contente fui até a estação dos ferry para ver como funcione, ver os ferry-boat e o movimente dos carros e caminhões saindo e embarcando. Escolhi já o meu fery-boat para o dia 10.05. para Helsinque, paguei 410,00 Kroon, mais ou menos 16 Euros. Depois passei pelo mercado do porto, com as suas muitas lojas de artesanato e bebidas alcoólicas. Bebidas alcoólicas nos países escandinavos são muito caro, e os turistas aproveitam os preços mais em conta aqui em Tallinn. Entrei na cidade antiga e fiquei encantado. A praça central com a câmara municipal e as suas casas antigas à volta apareciam ser tirados de um cenário de cinema. Tem lá uma casa que é farmácia desde 1422 até os dias de hoje. Depois as igrejas e o palácio presidencial. A igreja Oleviste Church, cuja construção começou no inicio do séc.13, era dedicado ao rei Olav II do séc. 11 da Noruega. Era com 159 metros até o séc. 15. a mais alta construção do mundo. Após um incêndio a torre fui reconstruída para a altura atual de 135 metros. Todo nestes três países bálticos mostra que eles são partes da Europa ocidental. Se juntar a este Europa o que eles após o trauma da ditadura comunista mais querem. Aproveitei a intimidade do hotel para jantar lá e beber as minhas 2 canecas de cerveja. Talliin, vista parcial, no fundo o mar báltico. Helsinque: Catedral. 10.05. – 11.05., 12° - 13º dia, Sábado e Domingo: Com ferry-boat para Helsinque – Helsinque. O ferry leva passageiros e carros. Ele vai muito rápido e esta toda fechada como um avião, portanto nada de tomar uma boa brisa durante a viagem. A visão também é limitada aos ângulos das janelas, mas estas são bem grandes. Os assentos e o serviço funcionem como num avião. Em pouco menos de 2 horas chegamos ao Porto de Helsinque. O ferry chamava-se “superseacat3”, ou “supergato do mar3”. Helsinque! Finalmente cheguei neste país abençoado. Quanto estava ansioso de visitar este país, rico e oficialmente o menos corrupto da terra. Tinha um mapa tirado do computador que indicava o porto, o centro e a localização do meu Hostel. Eram mais ou menos 500 metros até o “Eurohostel Helsinque” no lado oposto do cai aonde cheguei. Tinha pensado de tomar um táxi para não perder tempo, mas desisti logo. Tinha tanta coisa para ser visto no caminho. Passei pelo mercado antigo ao lado do cai e na feira do Porto, que só funcione aos Sábados. Depois segui a pé a linha do metro Nº4 até o hostel. Só por o saco de viagem e fui logo sair para ver nesta tarde o maximo possível. Passei pela linda esplanada “Pohjoisesplanada”, (não vou escrever mais nomes, pois ler finlandês é difícil mesmo, em compensação todos os “jovens até 50 e tal falam inglês”). Fui até a estação e de lá pela catedral e o centro novamente para o porto. Helsinque tem nada antigo, pois era um país relativamente pobre com quase todas as casas em madeira. Sofreu um grande fogo no final do século 19 e foi totalmente reconstruído. Hoje é um dos países mais ricos do mundo, um país “hightec”. Já falei da corrupção zero, mas também se deve falar do ensino, que é numero 1 no mundo. Finlândia fazia parte da Suécia e a partir de 1809 parte do Império Russo. Uma das construções mais antigas é talvez a linda catedral ortodoxa russa. Esta com a catedral protestante estão formando a silhueta de Helsinque para quem chega do mar. Em 1917 Finlândia conquistou a independência. Stalin fez todo para submeter eles com força novamente, mas não conseguiu. À tarde peguei ainda um barco de excursão para passar pelas ilhas e ver o antigo sistema da defesa contra intrusos pelo lado do mar. Este sistema foi construído durante o tempo Sueco. Usaram correntes enormes fixadas entre as ilhas e baixaram estes para dentro da água em caso de ataque naval. À noite comi Pizza no restaurante do Hostel, cheio de turistas jovens ou um pouco menos jovens como eu. O Hostel tinha reservado direto, [email protected] . O Hostel é caro 41,50 Euros/noite, sem café de manha (6,50 Euros à parte). O quarto minúsculo com banheiro comum. Já tinha comprado na internet o vôo para Bucareste. O vôo era via Kopenhagen, onde trocamos o avião e custou 204 Euros. Três vezes por semana tem vôo direto e naturalmente mais barato Tinha de levantar cedo, às 6.00 horas para apanhar o avião as 07.50. O Hostel tinha convenio com uma rede de táxis de lotação, custou 20 Euros até o aeroporto. Helsinque: Passeio com barco saindo do porto do Helsinque.
  15. Olá cezai! Eu fui de um ponto mais acessível do rio Amazonas, Pucallpa ao lado do rio Ucalayi partindo até Belém, mas tinha boas fontes de informação. Talvez pela lógica fosse melhor tomar como ponto de partida lugares mais acessíveis, por exemplo, Porto Velho (Rio Madeira), ou Manaus ou Tabatinga. Se quiser partir de Porto Velho com barco pede o meu diário para as 3 Guayanas, onde estou falando sobre a viagem de barco de Porto Velho até Manaus. Por exemplo, sais de uma destas cidades e vais subir o rio Ucalayi até onde podes ou o rio Napo até Coca no Equador. Eu estive em Coca e vi que é possível, vi mochileiros que tinham partido de Tabatinga e subido o trio Napo até este ponto. Acho o tempo de Tabatinga é no mínimo 8-10 dias e na ultima parte em pequenos barcos com motor de Índios. Acho tu devias entrar no site “Sua Rota” http://forum.suarota.com.br/portal.php e depois em "Relatos". Se não consegues entrar, procure no Google Sua Rota, é o primeiro site que abre. Abrindo entre em Relatos. Lá encontras o diário ainda esta completo e não truncado. Lá encontras também o meu diário, para as 3 Guayanas. Se quiser podes pedir o diário por e-mail para [email protected] Abraços Dieter
  16. Olá Du Jacob! O US$ desvalorizou também muito na Bolívia e Peru, acredito num aumento de 30 - 40 %. Portanto se viaja modesto como eu, não vai gastar mais do que a volta de 25/27 US$ por dia. Eu estou acompanhando as viagens de outros mochileiros e acho o meu diário esta ainda bem atualizado. Se quiser mando o diário por e-mail. Com o e-mail do envio seguem muitas dicas. Se quiser pede por meu e-mail [email protected] ou deixe aqui o seu pedido com o seu e-mail. Abraços Dieter
  17. Olá mochileiros, Desta a minha primeira viagem como mochileiro para "Machu Picchu com volta via Santiago" fiz agora mais 7 viagens, por tanto no total 8 viagens. Os diários das sete viagens anteriores estão todos também aqui neste site. Eu estive agora em maio/junho 2008 novamente na Europa, esta vez no Leste Europeu. O meu roteiro era o seguinte: SP – Paris - Berlim com avião. Berlim - Varsóvia/Polônia – Vilnius/Lituânia – Riga/Letônia – Tallin/ Estónia – Helsinque/Finlândia – Bucareste/Romênia – Sofia/Bulgária – Istambul/Turquia – Thesaloniki/Grécia – Skopje/Macedônia – Prístina/Kosovo – Belgrado/Servia – Berlim. Berlim – Paris – SP com avião. Acho que devo novamente escrever o diário! O titulo sera: "Helsinque - Leste Europeu - Istambul". Abraços Dieter _________________
  18. Olá Patricunha, muito obrigado pelo seu elogio. Basta definir os seus desejos mais ardentes e depois sonhar bastante com eles. Vai ver alguns desejos se tornam rápido em realidade. Eu acredito. Um grande abraço, Dieter
  19. Esqueci de dizer, que encontrei nenhuma vaca sagrada até agora em Nepal. Aparecia-me que os nepaleses são mais pragmáticos em questões religiosos. Também não tinha tantas pessoas pedindo ou oferecendo serviços como nas cidades da Índia e vi nenhuma pobreza absoluta. Todo isso sabendo que o rendimento per capita no Nepal é metade do da Índia. Ligou uma pessoa dizendo que era da agencia em Kathmandu que reservou o hotel para mim. Ia me esperar no outro dia na recepção. 2° dia Kathmandu. O homem insistia tanto para pelo menos comprar a tour de 6 horas para as montanhas a volta de Kathmandu de onde se tem uma boa vista para a cadeia do Himalaia e o por do sol iluminando as montanhas. Seriam 60 US$ e queria me levar para o aeroporto no ultimo dia por 400 rupees. Tinha 100 US$ e fechei o negocio com ele. Mas neste dia queria visitar a cidade dos templos Hanuman-dhoka Durbar Square, mais próximo do meu hotel e maior do que a visitado de ontem. No inicio era o mesmo caminho de ontem, mas depois entrar nas ruas estreitas da cidade. Aqui encontrei muitos turistas e fiquei mais a vontade. Este lugar faz parte da lista de monumentos históricos da UNESCO. Visitar este lugar se precisa mesmo um dia. Entrei sem ver que tinha um posto de pagamento de entrada, agora sai de um outro lado para ver lojas e quando queria entrar novamente fui apanhado e tinha de pagar 200 rupees. Visitando este lugar resolveu mais uma pendência aberta na minha cabeça, um lugar que me fascinou deste que vi as fotos num livro anos atrás. Cidade de templos, Kathmandu. Cidade de templos, Katmandu. 3° dia Kathmandu. Para o 3° dia não tinha mais reservado, só a viagem para as montanhas. Às 14.00 horas chegou o carro. O condutor tinha aspecto de ser mongoles, perguntei e ele disse que faz parte do povo das Sherpas, um povo valente das montanhas. A esposa dele e o único filho vivem na aldeia para onde ele volta uma vez por ano com bus e depois mais 24 horas a pé. Aqui em Kathmandu ele trabalha como motorista da agencia. Vive em condições precárias num quarto alugado com outras 2 pessoas. Fomos subindo ate Nargacot, mais ou menos 50 km de Kathmandu. Passamos por pequenas aldeias, mas as casas todas feitas com tijolos. Os campos pequenos cercados com pedras, uma agricultura intensiva. A estrada estreita quase sem possibilidade de ultrapassar os poucos carros. Chegamos ao topo de uma montanha e passando por uma floresta a pé sozinha cheguei a uma plataforma com vista fantástica para as montanhas infelizmente cobertas por nuvens. Eram 16.00 hora, estava sozinho. Chegaram mais pessoas e um grupo escolar de meninos entre 10 -11 anos. Eles pediram de tirar fotos com eles. Chegando o por do sol as nuvens se levantaram e vi lá de longe toda cadeia do Himalaia. Num foto da cadeia consegui identificar o Monte Everest. Em quanto o sol descia a imagem das montanhas ficou cada vez mais nítido e o sol brilhava mudando a cor da neve das montanhas para laranja brilhante. Fiquei até o ultimo raio do sol desapareceu atrás de mim, ficou rápido escuro e as montanhas desapareceram na escuridão. Era como tinha visto um grande espetáculo e a cortina se fechou no final. Olhei para o relógio, era 17.30 e desci para o carro. Não falei nada, agradeci Deus, agradeci ao meu motorista e aos rapazes que me tinham vendido a belíssima foto das montanhas por 100 rupees. Na volta vi que nas casas o maximo de luz era uma lâmpada fraca. Depois ficou todo sem luz como muitas vezes em Kathmandu. Em alguns lugares vi que eles usaram agora velas e de vez em quando lâmpadas de gás. De volta em Kathmandu pedi ao motorista que ele me deixasse ao lado do Palácio Royal para não entrar nas ruas estreitas, dei 200 rupees a ele e ele ficou muito contente. Contei as minhas rupees nepaleses e vi que podia comprar ainda o elefante esculpido em madeira que tinha visto numa loja da rua, o rapaz queria 600 rupees e ficou em 300. Vi uma deusa esculpida em madeira e pintado em cores vivas e dourado. O rapaz pediu 1600 rupees, agora estava em desvantagem só consegui baixar para 1200 rupees, paguei uma parte em rupees indianos. No hotel admirei a beleza das minhas compras. E estou contente até agora porque o que comprei depois na Índia não se compara com estes duas lindas peças. Ainda olhando para as duas “jóias” que comprei, acabou a luz e começou funcionar o gerador do hotel, deixando ligado só uma lâmpada. Na escuridão fui para o meu restaurante e comi o meu prato preferido à luz de velas. No caminho de volta para o hotel voltou a luz. Rapazes Nepaleses esperando tal como eu pelo por do sol. Por do sol atras de mim, o sol eluminando as montanhas do Himalaia, mudando a cor da neve para laranja brilhante. 22.11. 18° dia, Kathmandu – Varanasi - Kolkata. Levantei as 09.00, tomei o bom café de manha pela ultima vez neste bonito hotel e neste meu querido Kathmandu. Sentei na recepção esperando o motorista para me levar para o aeroporto, combinado para chegar às 11.00 horas. Li as ultimas noticias no “Financial Times da Índia” do dia anterior. As 11.05. Comecei ficar preocupado e fui para o pátio do hotel. O motorista estava esperando, tinha receio de entrar. Era o mesmo motorista de ontem. 30 minutos mais tarde chegamos ao aeroporto internacional de Kathmandu. Despedi-me do homem e dei lhe 80 rupees, ficando só com uma nota de 50. Agora surpresa, primeira fila no aeroporto é para pagar “Serviço ao Passageiro” 791 rupees e mais 565 rupees “Serviço de turista”, não tinha mais rupees e podia pagar com cartão de credito internacional. Gastei os meus últimos 50 rupees para comprar uma caixinha de suco que lá fora custa metade. O avião ia às 14.10 horas, mas o “check in” é muito demorado por causa das medidas de segurança e os problemas da guerrilha maoísta que combate o governo nepales há muitos anos. Agora de volta no Brasil ouvi noticias que a guerrilha chegou á um acordo com o governo de Nepal. Vai participar no governo e juntos votarão pela abolição da monarquia em Fevereiro deste ano 2008. Bom ainda estava em Novembro 2007. Vencido o “check in” começou a fila do controle do passaporte. Eu fiz as contas o avião deveria ir as 14.10., o vôo ia demorar 40 minutos, chegando a Varanasi as 14.50, desembarque mais 30 minutos seria 15.20. O aeroporto esta 16 km da estação de Varanasi, o meu trem para Kolkata vai as 16.25. Não podia dar certo. Estava preparado para o pior. Rezava que pelo menos o rapaz do hotel estivesse lá para me levar do aeroporto para a estação. A fila para carimbar o passaporte era enorme e finalmente vencido faltavam só 10 minutos para o vôo sair. Cheguei à sala de embarque reservado para a Indian airlines e nada ainda. As 14.10 em vez de sair o vôo começou o embarque com ônibus até o avião, na subida nova revista pessoal e da bagagem de mão. Depois todo muito rápido, mal sentei o avião começou rodar e partir. Tinha uma vista linda sobre Kathmandu e as montanhas, mas olhava mais para o relógio. De repente um alivio, tinha 15 minutos de diferença horária conforme aviso do comandante de vôo. Ganhei 15 minutos, comecei a nova contagem do tempo. Chegado a Varanasi o controle de passaporte fui muito rápido, mas a chegada da bagagem demorada. Chegou um trator com 3 carrinhos, o meu saco estava no terceiro. Passei correndo pela alfândega e lá estava o rapaz esperando com carro e motorista. Graças a Deus não estava mais sozinho. Buzinando fomos para Varanasi. Varanasi à volta e perto da estação é um outro mundo, muita gente, barracas de lona ao lado da estrada, perto da estação vi que estavam cortando galhos dos arvores, não sei pára fazer fogo para cozinhar ou montar um abrigo. O rapaz disse não se preocupa estamos na Índia aqui não se perde um trem tão fácil. Chegamos na parte traseira da estação as 16.40. Chegou um carregador e perguntamos “Doon Express” de noite para Kolkata? Ele diz, esta 2 horas atrasados. O rapaz foi comigo para frente da estação, ultrapassamos os trilhos numa passarela. Em frente do painel eletrônico ele disse adeus, dei 200 rupees e um abraço, muito agradecido. No painel confirmei “Doon Express” atrasado, novo horário 18.25. Olhei a volta, gente e mais gente, muitos sentados ou deitados no chão esperando a partida dos trens. Referente o que falou o rapaz sobre a Índia e a pontualidade dos trens, preciso dizer a verdade. Nas duas vezes que fui ainda com trem uma vez o trem atrasou e outra vez era pontual. E vi nas estações que a maioria dos trens sai pontual. Portanto acho simplesmente mais uma vez tinha sorte. Precisava urinar, mas vi nada. Tinha lá um aviso, “sala de espera para turistas e fazer reservas” de trem. Para chegar lá com muito cuidado para não pisar em ninguém no chão. Na sala tinha banheiro. Tinha uma fila de turistas para fazer reservas, acho esperar o trem era o único. Falei com um rapaz que queria comprar o bilhete para Agra para o outro dia. Perdeu horas para vir para cá e para voltar amanha para pegar o trem, isso é se ele tem sorte e consegue ainda lugar num trem no dia previsto. Como já falei para quem vai viajar com trem na Índia e tem os dias contados e um roteiro para cumprir é bom comprar as passagens numa agencia na chegada na Índia, para se prevenir. Fui para fora e para a plataforma oito para esperar o trem. Chegou um carregador e como vi o movimento e os trens compridos achei por bem ficar com ele, para me levar para o comportamento certo. Ele disse que o trem vai atrasar mais e provavelmente não sair da plataforma 8. Combinei 40 rupees e ele na hora certa ia ao meu encontro. Ele passou primeira vez e disse mais tarde. Depois passou e disse vamos, é a plataforma 3. Fomos para o lugar onde conforme ele parava o meu vagão. Chegou o trem e ele foi empurrando para frente. Era o compartimento A1, lugar 14. Dei 50 rupees e o homem inclinou-se para agradecer. Era o ultimo lugar vago. Às 20.40 horas finalmente partimos. Chegou o empregado e trousse 2 lençóis brancos uma almofada e um cobertor. Minha cama era acima. Os outros 3 passageiros tinham colocado a bagagem abaixo do assento e fixado com correntes. Só um deles estava acordado. Não tinha corrente, então coloquei o saco acima da minha cama, preparei a cama e comi mais um dos meus chocolates e uma caixinha de suco e fui dormir com a minha bolsa com o dinheiro e passaporte bem firme fixado no corpo. Eu achei nos trens os passageiros tão bem comportados e um roubo quase impossível. Alem disso, como viajei 2° classe, muito caro para muita gente, as pessoas eram dum nível acima dos que encontrei na rua. Na 3° classe, já no vagão seguido a meu o ambiente era bem diferente. Só para dizer, na Europa existia antigamente a 3° classe nos trens com vagões lastimáveis, fui abolido e hoje existe só a 1° e 2° classe. Dormi fantástico e só acordei a volta das 07.30 de manha. Um pouco mais tarde o trem entrou na estação “Howrah” de Kolkata. 23.11. – 25.11. 19° - 21° dia, Kolkata. Ponte sobre o Hooghly river. Comparavel com a ponte "Harbour bridge" de Sidney. Em um único vão de 450 metros ela passa sobre o rio. 100.000 carros/dia, a ponte mais movimentado do mundo. Zona antiga junto ao rio. O mato tome conta das casas, que aparecem vazias, mas vive gente lá dentro. Sai do trem e comecei andar olhando se como combinado tinha alguém esperando por mim. Não vi ninguém. Imagine esta cidade enorme Kolkata. Bom regra um só para repetir para mim mesmo: Ficar tranqüilo, não mostra que você não sabe para onde e como ir. Tinha um lugar para comprar táxi pré-pago e aconselho quando isso existe e existem nas maiores estações e aeroportos sempre usar este serviço. Eu entrei na fila e veio um espertalhão para ir com ele o táxi estava aqui mesmo e mostrou o carro, ia cobrar 150 rupees. Fui com ele, não aconteceu nada, mas podia ter acontecido. Fomos para o Hotel Royal Garden na Park Street 163. A Park Street talvez seja a rua mais chique de Kolkata, mas com certeza não nesta altura. Chique só os primeiros 2000 metros a partir da Jawaharlal Nehru Rd. O hotel tinha só um grande nome, mas era razoável. Os hotéis achei caro comparados com os preços de hotéis melhores aqui. O meu quarto com banheiro custava 1800 rupees, portanto 85 Reais, sem café de manha. A volta das 11.00 horas já desci a Park street, eram mais ou menos 3 km até o encontro dela com a Jawaharlal Nehru Rd. No caminho tinha um café com doces fantásticos, entrei e pedi 3 e um café com leite. Chegando ao cruzamento fui para a direita para encontrar a Sudder Street a mais conhecida pelos mochileiros com muitos guest-house baratos. Muitos e muitos camelôs vendendo de todo. Fixei o meu roteiro para o outro dia e pela Sudder Street e Mirza Ghalib Street fui de volta para Park Street. Pouco antes tinha um grande restaurante Chinês onde jantei carneiro estufado com arroz e legumes uma cerveja e um sorvete misto, 350 rupees. No outro dia fui de novo descer a Park street até a Jawaharlal Nehru Rd. e depois no outro lado dela seguindo até o Hooghly River. Segui no lado do rio por um lindo jardim e depois por uma rua com grandes edifícios do tempo colonial, mas em estado de abandono até a Howrah Bridge. De lá de volta até a Park Street. O alto do meu 3° dia fui ir com o metro da estação Park Street até a estação Rabindra Sadan e de lá até o Queen Vitória Memorial, no meio de lindos jardins e cheio de muitas pessoas neste dia de domingo. A entrada para Indianos era novamente só 20 rupees e para turistas 250 rupees. O meu trem para Mumbai (Bombay) ia só ao dia 26.11 às 22.55 horas, então decidi de pagar mais uma estadia no hotel para poder tomar banho e descansar antes da viagem. Falei com o dono e ele fez um preço especial de 1400 rupees. Quando sai do hotel às 18.00 horas ele queria cobrar os cafés de manha, 150 rupees para cada um. Disse que isso conforme voucher estava incluído no preço. Ele disse que não, mas não paguei porque achei que não era meu problema, mas o dele com a agencia. Ele até ligou para Nova Delhi. Novamente nada do prometido e em principio pagado o “pick up” no hotel e me levar até a estação. Era na hora do rush e difícil conseguir um táxi para a estação, mas no final deu por 250 rupees. "Queen Victoria memorial" em Kolkata, bonito tal como o Taj Mahal. Movimente em frente e na plataforma 21, saida do meu trem para Mumbai. 26.11. – 28.11. 22°- 24° dia, trem de Kolkata – Mumbai. Chegado com o táxi na estação entrei e parei para olhar. Agora nesta hora de noite tinha muito mais gente do que quando cheguei. Parei para me orientar. O meu trem era o JNAESWARI SUPDLX as 22.55. horas. Acho o SUPDLX significa Super de Luxo. Saia na plataforma 21. Seriam 31 horas de trem até Mumbai. Tinha muito tempo e fui tomar num restaurante bolo de frutas secas e café com leite, era delicioso. Para a viagem estava prevenido com chocolates, e esta vez nozes. Uma hora antes da partida fui para frente da plataforma 21 e guardei em frente do painel eletrônico o aviso da chegada/saida do trem. Como sempre muita gente sentada e dormindo no chão, era difícil de achar até um lugar para esperar em pé. Contratei um carregador que ia me procurar pouco antes da chegada do trem. O trem chegou com quase uma hora de atraso. Também aqui no meu compartimento, novamente A1, 4 lugares com 4 camas. Também aqui logo após a partida todos fomos dormir. Esta vez tinha a cama na parte de baixo e deixei o saco de viagem no chão, mas fixei-o com uma fina corrente no meu braço. No outro dia de manha 2 dos passageiros tinha já saído e na estação da cidade de Bilaspur entraram outros dois. O trem parou só nas grandes cidades como Raipur onde comprei na parada um sacinho com tangerinas, em Nagpur e me lembro ainda de Jalgaob. As horas passaram muito rápidas e já eram 22.00 horas quando novamente íamos dormir. Eram poucas horas, pois as 05.30 já chegamos a Mumbai. Não me tinha preocupado com a estação da chegada, pensei seria “Mumbai Central Station” ou “Victoria Terminus”, mas não, era uma estação bem rudimentar fui ler “Lokmanyatilak Station”, localizei a no mapa do meu Guia, era em Mumbai Norte umas 10 km do centro. Então procurei o voucher do hotel e vi que dizia Hotel Siddhartha na Swami Visekanada Rd. perto da estação de subúrbios “Bandra Station”. A praça na frente da estação era de terra batida, poeirenta, com vacas e muitos rapazes tentando pegar na minha bagagem para me levar para um táxi. Estava muito desconfiado quando vinha um rapaz alto dizendo que tinha um táxi e que ia cobrar 450 rupees, achei muito, mas também não sabia a distancia certo nem mais ou menos. Alem disso o ambiente não era confiável. Pedi para ver a carta de condução e me mostrou, dizia que concordava com o preço, mas ia ficar com a carta até a chegada no hotel. Por quê? Lembrei-me de repente relatos de mochileiros na Bolívia que pegaram um táxi e pouco adiante o taxista deixou entrar mais homens que roubaram o dinheiro dos mochileiros. Bom o rapaz concordou. Depois perguntou o porquê de ficar com a carteira e contei a ele. Espero não ter insultado ele. Chegamos ao hotel, era longe mesmo e quando fui embora de Mumbai saindo da mesma estação paguei para uma auto-rickshaw 250 rupees para me levar até lá. "Indian Gateway", Bombay, foto tirada do barco para Elephanta Island. Elephanta Island, entrada de uma das cavernas escavadas dentro das montanhas de granito. 28.11. – 30.11. 24°-26° dia, Mumbai O hotel custou 2400 rupees, sem café de manha, mas já estava pago. Como eram só 09.00 horas pedi um café de manha escolhendo no cardápio o que queria e uma garrafa de água mineral. Pensei como ir agora para a Churchgate área e Colaba área no centro mesmo de Bombay. Com táxi? Perguntei no hotel e eles tinham serviço de carro, mas queriam 800 rupees para ida e volta. Achei caro e não me agradava nada sabendo que tem um carro todo o dia a minha espera. Fui para a rua e pedi um táxi por 150 rupees. Tinha pena do taxista, demoramos uma hora e trinta minutos para chegar até Churgate station, ultima estação dos subúrbios. Transito parado e muito calor, dei 200 ao motorista, lógico ele não parecia muito contente. Segui o mapa do meu Guia até o “Indian Gateway”, e no caminho perto da praça “Flora Fountain” almocei num bom restaurante, novamente a salada mista com muitas rodelas de cebola, frango a moda chinesa, cerveja, pão e sorvete, 350 rupees ou 17 Reais. Em frente do “Indian Gatewaty” peguei um dos barcos que iam até “Elaphanta Island” para ver as cavernas escavadas no granito com salas enormes e estatuas de Lord Shiva, são nove km até lá sempre seguindo pela península de Mumbai. À volta já no por do sol sobre a península sul de Mumbai. Como sempre ficou rápido escuro e eu voltei depressa até Churchgate Station. O trafico novamente infernal agora no sentido do Centro Sul para o Norte. Pensei um táxi não seria muito bom nesta hora e me lembrei que no cartão do hotel diz que este esta perto da “Bandra railway station”. Eram 18.30 quando cheguei à estação Churchgate, Bandra Station era a nona de mais de 20 em direção para o Norte. Tem 6 plataformas e todos os trens vão à mesma direção, não tem para errar. Tem vagões só para senhoras, pois o aperto é muito grande e as pessoas viagem penduradas nas portas que não são fechadas durante a viagem. Pedi um bilhete, são só 6 rupees. Depois vi que tem a 1° classe, que custa imagine 9 vezes mais, bem que ainda barato, mas o aperto é o mesmo, só as pessoas são mais bem vestidas. Bom fui segunda classe e não podia nem respirar fundo de tão apertado, e para sair, quem não era bem posicionado era derrubado. Mas cheguei lá. Na frente da estação uma fila para os auto-rickshaws, e outros auto-rickshaws sem fila. Uma menina explicou quem entra na fila quer ir para destinos pertos, paga 10 rupees e o taxista não pode recusar. Quem não entra na fila combina o preço com o taxista e o taxista se pode negar de aceitar a corrida se o preço não agrada. Tentei combinar, mas não dei certo, eles simplesmente como sempre estavam com medo de olhar para o cartão do hotel ou de olhar para mim e ouvir direito. A menina disse, seu hotel esta muito perto, fique na fila, até pode ir a pé atravessando as ruas escuras na frente. Cheguei a minha vez e o taxista assustado disse logo não, não sabe. A menina explicou e então ele foi comigo. Talvez ele nunca tivesse ido para este hotel, mas era perto mesmo, chegando vi de longe o hotel e mostrei para ele. Dei 20 rupees, ele ficou tão sorridente e que milagre olhou para os meus olhos, acho para ele foi uma pequena vitória. No outro dia atravessei as ruas estreitas da favela para a estação, era perto nem 250 metros. Comprei a 1° classe, mas como já falei o aperto era o mesmo. Lembro-me de um senhor que entrou correndo bem acima de mim me puxando para frente. Se estivesse Indiano, todo bem, é simplesmente a luta dura diária, mas não era, era estrangeiro e ele ficou tão sem jeito pedindo desculpas quase chorando. Pergunto-me, esta vida de tanta gente vivendo tão perto, se empurrando para chegar ao trabalho ou qualquer outra lugar, voltar para uma morada degradante, sem opção de sair deste circulo diário da vida, talvez nunca na vida ver uma praia ou sair da cidade, este vida é ainda humano? Elephanta Island, vistoa de dentro de uuma das cavernas. Trem de subúrbio na estação Churchgate em Bombay. 2° dia Mumbaí. Bom neste dia fui para a movimentada rua “Colaba Causeway” que desce para o “Colaba market”. Aqui encontrei a maior numero de turistas. Olhei e escolhi já o que podia comprar para levar como lembranças, mas as compras mesmo queria fazer em Goa. Vi uma camisa bonita leve, colorido e comprei para usar em Goa, eram 200 rupees, 10 Reais. Fui visitar o mercado, mas tinha medo de me perder e não entrei nas ruas mais estreitas. No “Colaba Causeway” entrei num grande restaurante cheio de turistas na maioria de Europa comendo e bebendo cerveja. Gozado, como após dias só em contato com Indianos a gente fica aliviada estar novamente entre pessoas da sua cor (desculpem, talvez não seja a expressão certa) e vestida e pensando como você. À noite desci a rua perto do hotel e vi que era perto de uma zona razoavelmente chique com lojas de produtos estrangeiros, mas para comer só fast food. Comprei chocolates, nozes e tangerinas. No último dia segui da estação Churchgate em direção a Bahia e depois subindo na avenida ao lado do mar entrei novamente na cidade para ir até a estação muito bonita “Victoria Terminus”. Podia observar a vida desta zona de pequeno comercio e pequenos escritórios. Vi ainda gente com maquina escrever na rua sendo procurado para escrever cartas ou preencher formulários. Mumbai para Goa. O meu trem que vai para o Sul, esperando que passa o trem indo para a Norte. 01.12. 27° dia, trem de Mumbai para Goa. Como já falei este trem também saia da estação “Lokmanyatilak” para onde fui com auto-rickshaw pagando 250 rupees. Chegando lá, lógico a estação não tinha nada mais de assustador para mim. O trem ia às 11.40 horas. O problema é se você da uma moeda á alguém pedindo, você não se libera mais de outros pedintes e aqui eram as mulheres com os bebes fracos nos braços e mais uma ou duas crianças a volta delas. No inicio quando cheguei à Índia, a pobreza visto era tão chocante que me senti mal e obrigado de ajudar, mas muito rápido se fica acostumado e simplesmente ”fecha os olhos” e vira a cabeça. O trem fui pontual. Era a viagem de trem mais bonita, gente alegre, paisagens bonitas e a minha alegria de chegar a Goa, terra portuguesa durante 530 anos e hoje a região mais visitada por turistas estrangeiros. No bilhete dizia “Margao station” e fiquei preocupado porque é a estação da cidade de Panaji a capital de Goa, 60 km longe da vila onde tinha marcado o hotel. Como chegando nesta estação á noite ia para a minha vila Anyuna? Falei com o empregado do trem e este disse, chegando à província de Goa o trem para em cada estação, portanto podia sair perto da cidade Mapusa no “Tivim station.” Fiquei mais contente ainda. Como os trilhos estão só de uma linha umas 3 vezes o trem parava para deixar passar um trem que vinha do Sul. Olhando o nosso trem nem podia ver o inicio nem o fim dele por causa das curvas. Do outro lado os trens que chegaram eram enormes também. Realmente o sistema dos trens da Índia talvez não seja um dos mais modernos, mas funcione e muito bem. Chegando perto de Goa veio o empregado e disse vem a próxima estação e depois é a sua. Era bom saber, porque era noite e as placas indicando os nomes das estações não eram iluminadas. Chegamos nesta pequena estação de Thivim e saindo olhei de volta para o trem e novamente nem vi o inicio e nem o fim dele. Éramos só quarto passageiros que saíram. Em frente da estação só um táxi e 3 auto-rickshaws. Perguntaram para onde queria ir e indicaram a primeira auto-rickshaw na fila, eram 250 rupees para mais ou menos 15 km até “Anyuna beach.” e o meu hotel “Vila Anyuna”. Eram 22.30 horas e passamos por uma estrada estreita, nos dois lados casas grandes com jardins e arvores enormes. Às vezes uma fogueira em frente da entrada da casa, às vezes um carro velho estacionado no jardim. Eram casas abandonadas pelos portugueses á 40 anos, quando tinham de deixar o país. Os indianos não querem ou não podem viver lá dentro porque não é deles. Nesta escuridão aparecia uma civilização perdida na selva. Nos próximos dias tirei ainda muitos fotos de casas e igrejas abandonadas. Chegamos ao hotel. Um jardim verde e bonito, uma recepção grande, uma piscina iluminada nesta hora, o cheiro do mar, o quarto grande e bonito o banheiro grande, todo perfeito. Anyuna beach, Goa. Casas abandonadas pelos portugueses. Os Indianos montam tendas em frente ou ocupam a entrada. 02.12. – 06.12. 28°-32° dia, Anyuna Beach, Old Goa e Panaji. Passei os dias na praia andando de um lado para o outro, o mar azul, praia de areia às vezes rochas entrando no mar, coqueiros a beira da praia, muitos cafés e restaurantes, muitos turistas, mas também indianos passando férias. Á noite jantar num bar a beira do mar, ouvir musica e vendo o mar na luz da lua. Esta rotina alterei só duas vezes. No segundo dia peguei um táxi até “Old Goa”, mais ou menos 40 km do hotel, paguei 600 rupees. Era o dia 03.12., dia da morte de Francis Xavier em 1552. Francis de Xavier era aluno de St. Ignatius de Loyola e um grande missionário aqui na Ásia portuguesa. O corpo dele não se descompôs e o Vaticano mandou uma equipe para analisar o caso. Relataram que o corpo realmente era bem conservado sem ser mumificado e encostando o dedo numa ferida no peito saia sangue aparentemente fresco. Em seguida em 1622 fui canonizado. O corpo jaz hoje num caixão de vidro na “Basílica de bom Jesus” aqui em Old Goa e é mostrado 10 em 10 anos ao publico, a ultima vez em 2004. A maior parte da população de Goa é católica e vão prestar homenagem a Francis Xavier neste dia. Old Goa no século 16 estava rivalizando com Lisboa, qual era a cidade mais bonita. Mas devido a doenças e os novos tempos mais seguros contra piratas a cidade fui abandonado em 1843 e a capital mudou-se 10 km rio para cima, mais perto do mar para Panaji. Hoje 17 igrejas e outros monumentos no meio da selva são testemunhas destes tempos antigos. Algumas igrejas são muito bem cuidadas porque Old Goa é atração turística da Índia. Depois segui para Panaji, também aqui muitas lembranças dos portugueses. As pessoas de Goa me aparecem mais soltas do que os outros Indianos. As mulheres ainda usam mais saias do que saris, bem que as saias vão até os calcanhares. Mais um dado o rendimento por capita de Goa é o mais alto das províncias da Índia. Subi uma colina até o templo do “Deus macaco” todo pintado em cor laranja, com uma torre de observação á cada lado, para ver e para ser visto de toda cidade. O templo estava vazio, tinha só um homem dormindo num banco, talvez o guarda. Entrei no pátio e tirei fotos da cidade, depois tirei uma foto da entrada no templo e entrei. Pela primeira vez na Índia entrei num templo Hindu e acima disso com os tênis. Não era maldade, simplesmente estava descontraído. Assustei-me com um grande grupo de pessoas que entrou, todos sem sapatos incluído o homem que dormia no banco. Eles olharam para mim meio surpreso, talvez inacreditável demais para ser verdade, talvez pensando lá esta a encarnação do “Deus Macaco” e nem o guarda reagiu. Fugi as pressas pela traseira do templo saindo para a rua e descendo ate o palácio do arcebispo de Goa e depois até a cidade. “Deus Macaco” e venerado, porque quando Shiva lutou contra os demônios fui o “Deus Macaco” que mandou um exercito de macacos para ajudar Shiva de vencer os demônios. Outra quebra de rotina fui o “flee market” (mercado de pulgas) em Anyuna junto à praia. Este mercado funcione todas as quarta-feiras e chegam muitas turistas de outras praias para comprar as lembranças da sua viagem. Fui aqui que comprei as minhas. Procurei uma pessoa que falava português ainda. Numa ruazinha da Vila Anyuna, vi uma placa, restaurante “Meu amigo” na porta do jardim uma Senhora, eu disse “boa noite” e ela sem ficar admirado respondeu, “boa noite”. Comecei falar com ela, era descendente indiana, mas com cidadania portuguesa. O marido era indiano e juntos me contaram a vida deles. Fiquei para jantar, era o único cliente da noite. A senhora se chamava Remedia, tinha 55 anos, portanto mais ou menos 10 anos quando os portugueses foram mandados embora. No dia 07.12. o carro do hotel me levou para o aeroporto estava incluído no preço. O aeroporto fica 29 km de Panaji, portanto 60 km de Anyuna. O avião para Delhi ia ás 15.15 horas e cheguei de volta em Nova Delhi às 20.20 horas. Convento e igreja de St. Francis de Assis e a Catedral em Old Goa. Por de Sol. Anyuna beach, Goa. 07.12. – 10.12. 33°- 36° dia, Delhi. O Ramiis estava á minha espera no aeroporto e me levou para o mesmo hotel onde fiquei na chegada na Índia o “Maurias Heritage”. No outro dia chegaram com carro para fazer mais voltas na cidade e especialmente fazer compras comigo. Disse que não, queria descobrir agra Delhi á minha maneira. Ficaram lógico desapontado. Pedi para me deixar na estação do metro e para me buscar no dia 10.12. às 17.00 horas no hotel para levar para o aeroporto. Estes 3 dias andando sozinho em Delhi eram os melhores, sabia onde estavam os lugares que queria ver, pois já passamos com carro nos primeiros dias na Índia e queria ver agora como vive o povo. Fui primeiro até a grande Praça “Connaught Place” e de lá á pé até a estação “New Delhi trainstation”. Fui ver como funcione a reserva de trens e compra de bilhetes. O problema é que existem vários companhias de trem e mais do que uma estação conforme os destinos. Mergulhei no “Main Bazar” em frente da estação, uma rua de comercio tipicamente indiano. Peguei o metro até “Chandni Chowk” desci a movimentada rua com o mesmo nome até o grande templo Hindu “Digambra Jain Temple”, visitei o “Red Fort”, esta vez também por dentro, visitando os palácios e jardins . Passei por “Old Delhi” até a Mesquita “Jama Masjid”, paguei a entrada, tirei os sapatos e entrei. Depois peguei uma rickshaw e fui até o Ghandi Memorial depois com outro rickshaw até o metro. No outro dia fui novamente para o Main Bazar queria comprar a Deusa Kali esculpido em madeira de sândalo que alguém tinha pedido e um cachecol de lá de Kashmir e mais cúpulas para lâmpadas feitos de tecido bordado. À noite comi num bom restaurante, o mais caro de minha estadia na Índia, jantar com duas cervejas era 650 rupees, 32 Reais. Era o fim gostoso de uma grande viagem, talvez a última para um destino tão difícil de mochilar, mas no mesmo tempo gostoso pelas pequenas aventuras e vitórias de cada dia que passa. Em frente da estação New Delhi station. Dentro do "Red Fort" os muitos palácios, rico nos detalhes de acabamento. 11.12. 37° dia, as 03.25 voar de volta para São Paulo. Não tem mais muito para dizer. Às 17.00 horas me levaram para o aeroporto. Era uma tarde com poluição incrível, a estrada para o aeroporto em obras de duplicação, muita poeira. O aeroporto em obras, para o “check in” só se podia entrar 3 horas antes do vôo, até lá esperar numa sala grande no outro lado da rua em frente das 3 entradas para o check in. Um país em mudanças, em obras, tentando encontrar uma vida melhor para os seus 1,1 bilhões de habitantes. O custo destas mudanças é alto e a chegada realmente até um fim melhor duvidoso. Uma coisa é certa a grande maioria vai continuar viver na pobreza neste circulo eterno de vida e morte. Dobrei 16 notas de 100 rupees, 1600 rupees e dei para Ramiis, para dividir com o motorista e amigo dele de Kashmir. Sei que eles precisam este dinheiro, mas não sei se a quantia era adequada ou não. Às 03.25 horas com Boeing 747 saida pontual para o primeiro destino, Londres. Chegada no mesmo dia às 07.25 horas, significa 09h30min horas de vôo e 05h30min horas diferença do horário. Saida de Londres com Boeing 747 às 11.12 horas pontuais e chegando a São Paulo no mesmo dia às 21.20 horas, significa 11h30min horas de vôo, 03h00min horas diferença do horário. Mais um recorde para mim, este dia 11.12.2007 era o dia mais comprido da minha vida, 24 horas mais 08h30min horas de diferença horária = 32h30min horas. Dieter Acabamento no Palácio da foto anterior, pedras preciosas encrustadas em marmore branca.
  20. Viagem para Índia e Nepal (Viagem realizada em Novembro/Dezembro 2007) Taj Mahal, Agra. Olá mochileiros, esta foi a minha 7° viagem como mochileiro. A segunda fora da América Latina. Como na minha ultima viagem para 9 paises da Europa, planejei toda a viagem com muita antecedência, esta vez baseado no Guia “Índia” do “lonely planet”. Pesquisei as companhias aéreas e os hotéis e guest-houses conforme o meu roteiro planejado. Faltando mais ou menos 30 dias até o dia da viagem planejado, a segunda-feira, dia 05.11. 2007 comprei a passagem aérea e comecei de reservar os hotéis na internet. O meu roteiro foi o seguinte: Com avião SP – Londres – Nova Delhi Nova Delhi – Jaipur – Agra – Nova Delhi - Varanasi (a antiga Benares) – Kathmandu – Kolkata (Calcutta) – Mumbai (Bombay) – Goa – Nova Delhi. Com avião Nova Delhi – Londres – SP. "Main bazar", na frente de New Delhi railway station, Delhi. Por que a Índia? Desde jovem na escola ouvindo sobre a Índia estava curioso sobre este país. O mais que queria entender como podem viver tantas pessoas juntos num espaço relativamente pequeno. Na altura, no meu ultimo ano na escola em 1958, Índia tinha a volta de 400 milhões de habitantes. Havia relatos de secas e fomes periódicos. No meu livro de escola dizia que os problemas da Índia são tantas que tentar resolver estes, compara-se á tirar as montanhas do Himalaia para baixo com uma pá. O fatalismo e conformismo do povo indiano continuam? Karma e reencarnação são bases da religião. Não existe o final do céu ou inferno como no Cristianismo. Todo é uma seqüência de vida, morto e reencarnação até após uma seqüência muito positiva se chega a liberação deste ciclo. Portanto se estou mal na vida atual, isso é conseqüência da vida anterior. Pouco ou nada se pode fazer para mudar a vida atual. Que então adianta de lutar por uma vida melhor? Bom o que estou dizendo, eu li em livros, a verdade são as pessoas na rua. Acho que eles lutam e muito para vencer o dia a dia, mas os meios e os fatos cruéis à volta não dão muitas chances para alguém que vive na miséria ou asfixiado pelos costumes em que vive a sociedade. O que vi, se um jovem quer um moto ou um carro também aqui na Índia vendo a chance de chegar lá ele luta para conseguir, tal como se luta aqui no Brasil. Hoje Índia tem 1,1 bilhões de habitantes, anualmente a população aumenta em torno de 22 milhões de habitantes, a densidade de habitantes por km² é uma das mais altas do mundo. Estes números por si já são assustadores especialmente para um meio ambiente que em todos os lugares mostra que se chegou ao limite da resistência. Queria ver se a tarefa de resolver os problemas da Índia continua tão grande como falava o meu livro de escola ou se existe uma possibilidade de chegar a uma melhoria para não só 50 ou 100 milhões de pessoas, mas para todos. Fui por isso que não queria ver só o Taj Mahal ou os últimos Tigres em reservas. Queria ver as cidades grandes e como vivem lá as pessoas. Como as cidades absorvem a fuga das pessoas do campo, onde vivem ainda 75% da população contra só 19% no Brasil. Diário: 05.11. – 07.11. 1° - 3° dia, SP – Londres – Nova Delhi com British airways. Como falei já tinha comprado no dia 14.09. na internet a passagem. Tinha simpatizado com a Air France via Paris, o preço era quase igual o da British, mas no dia 14.09. de repente custou umas 500 Reais a mais. Para não sofrer um aumento igual na British, resolvi de comprar neste dia mesmo e paguei 1056 Euros, portanto 2693 Reais para a viagem de ida e volta. Agora no dia 05.11. só precisava ir para o check in sem esperar na fila e despachar o meu saco de viagem. A partida era as 18.10. e chegada em Londres no dia 06.11. as 07.15 local time, portanto 11 horas de vôo, com uma diferença do horário de 3 horas. Esta vez começou mal. 10 dias antes da viagem, cai no quintal de um amigo uma barreira de pedras para baixo. Não prestei muita atenção as feridas leves nos braços, pernas e nas costas, mas 2 dias antes da viagem começou piorar, e fui para o pronto socorro. Recebi soro uma injeção e antiinflamatórios fortes, mais um medicamento para aliviar o efeito destes medicamentos no estomago. Pensei que não podia viajar, mas no dia antes da viagem me senti bem, só o estomago deu sinal de fraqueza. Levei uma quantidade de barras de cereais, para me alimentar nos primeiros dias na Índia. O jantar no avião de SP para Londres fui muito bom, até tomei um vinho tinto. Também fui bom o café de manha no avião antes da chegada. O avião para Nova Delhi saia as 11.40 do terminal 4 em Heathrow, o mesmo aonde cheguei. Tomei um suco de laranja e um sanduíche de peru, estava todo bem. Mas comecei sentir uma fraqueza, não sabia de que. O avião para Nova Delhi era cheio, já senti aqui a diferença, todo acontecia mais barulhento e os assentos eram sem duvida com menos espaço entre eles do que no mesmo tipo de avião de SP para Londres, o Boeing 747. Talvez porque a maioria dos passageiros são indianos mesmo, e estes em media são menores do que os Europeus. Será? A verdade é, nem sabia onde deixar as minhas pernas. Chegou a comida e senti o cheiro de curry, experimentei e comi só pouco. O vôo eram quase 09h30min e uma diferença de tempo de 05h30min. Portanto cheguei só as 01.25 do dia 07.11. fraco mas bem disposto em Nova Delhi. Graças a deus na saida do aeroporto esperava o rapaz do Hotel Vishal Residency onde tinha feito a reserva. São mais ou menos 25 km até o centro. Nem me lembro muita coisa, chegamos e fui depressa para o quarto. O quarto era não muito bom pelo preço de 30 US$ e pior no outro dia eles disseram que seriam 30 Euros. Tomei uma ducha e cai na cama eram quase 4 horas da manha. Acordei às 09.00 horas. Fui subir para o 5° e ultimo andar para tomar café. Antes fui olhar do teto do prédio para rua e pensei, bem é isso, estas na rua “Main Bazar” e saindo do hotel para a direita e mais ou menos 300 metros, deve estar a estação de trem “New Delhi station”. Das coisas para comer expostos num bufê fraco e não muito limpo escolhi um tipo de panqueca e geléia, recusando as coisas cozidas. Continuava bem desposto, mas fraco. Lotus temple, Delhi. Temlo Hindu "Digambra Jain Temple", Delhi. 07.11 – 09.11. 3° - 5° dia, Nova Delhi. Onde eu estava? Sai do hotel e fui para a direita, nos cruzamentos procurei o nome das ruas, mas vi nada. Também o mapa que tinha recebido no aeroporto era fora da escala e indicava só as ruas principais. Pois a cidade tem 12 milhões de habitantes ou 22 milhões na Grande Delhi, sem muitas construções acima de 4 -5 andares espalha-se como um polvo para todos os lados, 50-60 km do leste ao oeste e os mesmos km do sul para o norte. Tinha logo muita gente ao meu lado, cycle-rickshaws e auto-rikschas, vendedores ambulantes e mendigos, todos perguntando e falando: o que procura? para onde quer ir? give money, precisa ajuda? veja o bebe doente, give money. Nem podia mais andar ou pior parar e olhar para o meu mapa da cidade. Qualquer coisa estava errada. Voltei depressa para o hotel. Apreendi já a primeira lição: para andar na rua tem de saber para onde vai e ir firme sem parar, se você para e mostra insegurança você esta perdida. Sentei na recepção e veio acho o gerente e perguntou se precisava ajuda. Apontei para o mapa e perguntei onde estou? Ele apontou “Karol Bagh” área bem no centro, mas umas 10 km da “Chandni Chowk” área onde fica a Estação Nova Delhi, também no centro e onde eu deveria estar. O que tinha acontecido: Quando reservei o hotel na internet escolhi Hotel Vishal, “Main Bazar”, mas por engano reservei Hotel Vishal Residency, portanto longe da estação. Apreendi a segunda lição: Delhi é grande e o centro é grande, mais ou menos um raio de 20 km. As pessoas se movimentam com cycle-e auto-rickshaws em pequenas áreas do centro. Para ir mais longe, como? Eu vi o metro lá acima num trajeto tipo minhocão em São Paulo, mas só na volta, no final da viagem usei ele para chegar até lugares mais longe dentro do centro. Estava perdido, nem sabia o que fazer. O que tinha visto nos poucos minutos lá fora me assustou. Nunca tinha visto coisa igual. O gerente disse ele ia me levar para uma agencia e devia falar com eles. Mais tarde vi que tinha muitas agencias, mais ou menos precários e duvidosos. Pensei muito e concordei, não tinha outra idéia. Pensei como o hotel esta em sites da internet eu poderia mostrar um pouco confiança. Trafego na "Chandni Chowk Rd.", no fim da rua se pode ver o "Red Fort" e á direita o Templo Hindu "Digambra Jaine Temple", Delhi. Mudei os meus planos confiando no homem da agencia. Bom estava claro para mim que não estava na América Latina, nem em Lima ou Bogotá, para citar duas cidades acima de sete milhões de habitantes onde já estive e não tinha nenhum problema de me orientar. Comecei de entender muita coisa que tinha lido no meu Guia sobre a Índia e aos quais não tinha prestado muita atenção. Uma era, que a mesma coisa pode custar de 10 - 60 rupees (20 centavos até 1,2 Reais) como uma caixinha de suco natural que bebi muito. O preço era conforme o lugar e podia alterar com um olhado pára a minha cara de estrangeiro. O dono da agencia era um jovem de 29 anos e falava um inglês do UK perfeito. Falando pouco eu entendia que ele sabia todo e que ele percebia que eu também não era novato. Mais tarde percebi que o negocio dele era justamente este, ajudar em casos que começaram mal. Ele perguntou sobre o meu roteiro, perguntou se já tinha reservado os hotéis e tomou nota. Fui consultar um empregado voltou e disse que ia fazer para mim todas as reservas de trem do bus de Varanasi para Katmandu (Nepal), sugeriu de voltar de Kathmandu com avião para Varanasi, e combinamos de voltar de avião de Goa para Delhi no final da viagem, assim teria mais três dias e não só dois na volta de Goa em Delhi. Para os primeiros 3 dias em Delhi ele ia me dar um carro com condutor e um guia. Ia incluir Jaipur no meu roteiro e para tanto ele dava um carro com condutor de Delhi até Jaipur e de Jaipur até Agra, incluído os hotéis em Jaipur e Agra. Incluído os pick ups nos aeroportos e me levando para os aeroportos com exceção do aeroporto de Kathmandu. Total 49 887 rupees, aprox. 1000 Euros. Ia mudar o hotel e pagar os mesmos 30 US$/dia como no hotel onde estava. Ele disse para remarcar todos os hotéis com ele, mas não queria saber nada disso nesta altura. Bom paguei com cartão de credito e fechado o negocio, fomos para o hotel para tirar a minha bagagem, em vez de 30 US$ exigiam 30 Euros. Queria discutir, mas vi que ia perder em vez de apreender. O novo hotel o Maurya Heritage era mais bonito, com quarto mais airoso, banheiro grande e comida a qualquer hora, café de manha tipo “continental”. À noite vi que o hotel era perto duma movimentada rua de muitas lojas e perto do metro. Comecei pensar talvez fosse bom de remarcar mesmo os hotéis com a agencia. Mas o carro estava esperando lá fora para iniciar a visita aos pontos turísticos de Nova Delhi, conforme tínhamos marcados no mapa da cidade junto com o dono da agencia. O guia perguntou se queria almoçar, eram 12.30 horas, mas comprei só uma garrafa de água e disse que ia comer algumas das minhas barras de cereais. Ofereci a ele e o condutor uma e gostaram. A água não é mineral, não vi água mineral na Índia, é água tratada, filtrado e ionizado às vezes juntando sais minerais. Pontos turísticos de Nova Delhi. Maior mesquita da Ìndia "Jama Masjid", Delhi Interior da mesquita "Jama Masjid", Delhi. Vou somente dizer o que vi, pois sobre os detalhes de cada monumento se pode ler mais fácil em qualquer Guia sobre a Índia ou mais fácil ainda entrar na “Google”. 1° dia Nova Delhi. Neste dia visitamos o “Red Fort” um enorme Forte construído a partir de 1638 pelo imperador Shah Jahan, que queria transferir a capital do império muçulmano de Agra para Nova Delhi. È enorme com muros de 33 metros de altura. Passamos e não entrei, pois fomos ver o maximo possível nestes dias e os monumentos maiores e mais interessantes queria ver na volta indo por minha conta com metro ou ricksha. Mostraram o grande templo Hindu construído no séc. 16, o Digambra Jain Templo. Passamos pela maior mesquita da Índia a Jama Masjid. E paramos nos jardins onde entre outras estão os restos mortais (cinzas) de Mahatma Gandhi, Jawaharlal Nehru o primeiro a governar Índia após a indecência e Nehru´s filha Indira Gandhi, que era sucessora dele no governo. Fiquei impressionado pelas distancias que andamos com carro e o caos do transito, vi as primeiras vacas sagradas descansando na beira e às vezes no meio da rua. Vi as primeiras “Slums”, pessoas vivendo abaixo de lonas a beira das avenidas. O meu primeiro jantar na Índia. Levaram-me para um restaurante aparente muito caro. Ficaram fora no carro e entrei sozinho. Que bela surpresa vendo os preços, um prato comida chinesa recomendo por ser menos apimentado e sem curry, frango amargo e doce, 150 rupees, ou seja, 8 Reais, cerveja já é mais caro, carregado com impostos, uma garrafa grande 130 rupees, ou seja, 6 Reais, completei o jantar com frutas frescas cobertas com sorvete. Total da conta mais ou menos 23 Reais. Em seguida fomos para o meu hotel. Refleti sobre o primeiro dia e cheguei à conclusão, que nunca teria visto á meu modo de ver a cidade o que vi hoje. Ia gastar muito dinheiro (tinha projetado 1500 Euros para os 36 dias na Índia, ou seja, transporte e hotéis, mais 600 Euros para as despesas diárias) e ia ver pouco sem esta ajuda profissional da agencia. No dia seguinte levei a lista de hotéis marcados para a agencia e o dono fez os seus comentários. Depois vi que com uma exceção de Bombay os comentários negativos dele estavam certos. Para Goa e Kathmandu escolhemos hotéis de categoria mais alta. Apresentou uma conta 65 000 rupees ou 1200 Euros, já incluído o atual hotel em Delhi onde estava. Assim gastei 2200 Euros e com as despesas do dia a dia e as muitas gorjetas mais 600 Euros, gastei no total a volta de 2800 Euros (7000 Reais) para toda a viagem, 700 Euros a mais do que tinha previsto. Sei que ele ganhou bem, mas também sei que nos 36 dias vi o que queria ver sem estragar a minha saúde demais e digo uma coisa, aventuras ainda vivi bastante. "Humayun's tomb" e os lindos jardins a volta, Delhi. "Red Fort", Delhi. 2° dia Nova Delhi. Este segundo dia estava fresco e aparecia que tinha muito nevoeiro, mas após a primeira sensação de frescura senti que o ar era muito pesado. Era nevoeiro misturado com fumaça e gases dos carros, especialmente gases dos ônibus municipais todos velhos sem exceção, das centenas de milhares de motos e especialmente das dezenas de milhares das barulhentas auto-rickshaws soltando a sua fumaça. Fomos para os Humayun´s tomb no meio de imensos jardins. Já no carro senti a dificuldade de aspirar e os olhos ardendo, depois no jardim fiquei meio tonto de bêbedo de tanta poluição. Aparece que as plantas estão gostando disso, pois as arvores, arbustos e palmeiras são muito grandes e de rara beleza. Em seguida a Índia Gate um monumento no meio de cruzamento de várias avenidas em memória dos soldados da Índia mortos ao lado dos soldados ingleses na primeira guerra mundial e na guerra perdida da Inglaterra contra Afeganistão no ano 1919. Depois passamos pelo palácio do governo e a Residência oficial do primeiro ministro. Já no caminho para o hotel passamos perto do “Main Bazar” e da estação “New Delhi”, queriam me mostrar à área onde inicialmente tinha marcado o meu hotel para a estadia em Delhi. A primeira vista um caos de movimento de transito, lixo e poeira. (Explicação: “guia”, rapazes da agencia para me acompanhar. “Guia”, o livro sobre a Índia do “lonely planet”.). O trafego era imenso ficamos horas paradas e o guia disse que era por causa do Lightening ou Diwali Festival no dia 09.11., é a maior festa Hindu e todos estavam na rua para comprar os presentes. À noite o meu guia ia jantar comigo, combinamos para as 19.30. Eram 17.30 e fui para a rua para o meu primeiro contato com o povo. Levei o cartão do hotel e fui descer a rua, perguntei duas meninas que vinham da escola onde tinha lojas para comprar alimentos, roupas etc. Ela escreveu no cartão do hotel “Ajmal Khan Rd.”, umas 10 minutos a pé ou tomar um cycle-rickshaw e pagar 10 rupees (20 centavos). Chamamos a rickshaw e ela explicou ao homem, mostrando o cartão. Andamos por algumas estreitas ruas e chegamos numa rua muito movimentada e o homem disse, é aqui. Queria dar os 10 rupees e ele disse não com cara muita feia, queria 30. Discutimos e dei 20, um policial já estava olhando, ele ficou com medo, pegou os 20 e disse que podia ir embora. Fixei bem onde tinha entrado nesta rua, para depois sair no mesmo lugar. Não achei nenhuma loja para alimentos sem falar em supermercado e na verdade não achei no resto da viagem. O alimento se vende em pequenas lojas e nos mercados ao ar livre. Um dos muitos estantes em frente das lojas vendia barras de chocolate tipo “Mars” e “Bounty”, igual as do Brasil. Comprei logo uma quantidade. Começou ficar escuro e voltei para o mesmo lugar aonde cheguei, chamei uma rickshaw e mostrei o cartão do hotel. O rapaz disse si que sabia e fui. Não sabia nada, andamos as voltas e parei-o, explicando onde em minha opinião era o hotel. Junto fomos para um outro hotel e perguntamos e após mais algumas voltas chegamos. Tinha pena do homem e não queria discussão, dei 30 rupees, ele queria argumentar para receber mais, mas veio o guarda do hotel e ele foi. Cada vez que tomei uma rickshaw e mostrei o cartão do hotel em Delhi ou outras cidades nenhuma vez encontraram o hotel sem se perder ou depois eu já experiente ajudar. Chegou o guia e ficou admirado da minha primeira saida sozinho. Fomos para a mesma rua onde estive e entramos num restaurante tipo fast food. Não gostei, mas não havia outro. Comi spaghetti com molho tomate e carne de frango. Disseram que não era apimentado, mas era. Cerveja não tinha só água ou Sprite ou Pepsi. Sobremesa um ice-café. Em todos os restaurantes onde estive durante a viagem nenhum, tinha carne de vaca ou porco no cardápio. Era frango ou carneiro ou cabrito. Perguntei o guia sobre a sua vida e o trabalho dele. Tinha 18 anos, chamava-se Ramiis, era muçulmano e vinha de Kashmir. Era um rapaz bonito, alto, olhos escuros como carvão. O pai morava em Srinagar, capital de Kashmir. Tinha uma loja de revelação de fotos e artigos de fotografia. Com a guerra de guerrilha contra o ocupante à Índia e com as rivalidades entre Paquistão e da Índia nesta região cada vez as turistas eram menos e o negocio ficou ruim. Nos últimos anos os turistas começam voltar, mas o pai não acompanhou a mudança para a fotografia digital e perdeu o negocio. Tinha duas irmãs mais velhas, que conforme a tradição andam com lenço preto na cabeça mostrando só os olhos. Não trabalham e como não tem dinheiro para pagar um marido ninguém casa com elas. Ele diz que precisa juntar pelo menos 2 vezes 15 000 US$ para conseguir casar cada uma delas. A agencia tem uma cliente americana, que adora a Índia e já fui visitar a família dele. Conheci-a, me convidou para visitar um dia Kashmir com ela. Ela já deu uma vez 1000 US$ para Ramiis para ajudar ele na difícil tarefa que ele tem. 3° dia Nova Delhi. O 3° dia era o dia antes do feriado do Diwali Festival. Transito infernal. Fomos até o lindo Lótus Templo e seus jardins. Depois ficamos parados no transito e decidimos de voltar para o hotel. Às 19.00 horas fomos a meu pedido para o mesmo restaurante do primeiro dia, estava fechado. O condutor de hoje era também muçulmano de Kashmir e fomos para “Old Delhi”, a parte antiga da cidade. Era um milagre como ele conseguiu um lugar para estacionar mesmo em frente da entrada principal da grande mesquita Jama Masjid. Tinha pouca iluminação, as muitas barracas de vender frangos vivos, autopeças, peças para eletrônicos, peixes, carne de carneiro, misturado assim mesmo estavam ainda funcionando. Empurre, empurre para todos os lados. Segurei mais a minha bolsa, confesso estava com certo medo. Entramos em pequenos becos e chegamos num restaurante árabe. O guia já sabia do meu problema e escolheu a comida, mas não adiantou muito era apimentado e muito gorduroso. Pedi uma salada mista e o pão árabe que conhecemos também aqui como pão sírio. Nada de cerveja. Comer com as mãos, com ajuda de pequenos pedaços do pão. Lógico antes lavei bem as mãos. Comi pouco. Tinha quase só homem. Um casal muçulmano, ele com aspecto enérgico, uma filha e um filho, ela gorda enfiando a comida com uma mão encostado a cabeça na outra. Cheio de anéis e dourados. Vi aqui o que notei em toda viagem que muitas mulheres aparecem ser mesmo só meio para ter família e filhos. Uma vez casado aparece que perdem toda vontade de se cuidar e comportar como uma senhora devia, por exemplo, aqui na mesa. Na volta começou a festa, fogos de artifício por todo lugar. Em frente do hotel e das casas vizinhas também todos soltando fogos, era uma alegria total. Cheguei às 20.00 horas e fiquei até as 20.30 recebendo doces feitos de açúcar e leite queimado, até gostei. O ar que já era ruim ficou irrespirável, meus olhos doíam, mas aparentemente só eu sentia isso. Não agüentava mais entrei no hotel e fui para o quarto. Liguei o ar-condicionado e era fresco, mas uma hora mais tarde também o ar no quarto era insuportável. Olhei pela janela para o quintal atrás, uma parede de fumaça. Isso continuou até a meia noite. Tenho certeza que nesta noite morreram dezenas se não centenas de velhos e crianças recém nascidos com problemas de Asma e Bronquite. 10.11. – 11.11. 6° - 7° dia Delhi - Jaipur Transito na estrada Delhi - Jaipur, para conseguir viagem, muitas vezes só acima do ônibus. Transito na estrada Delhi - Jaipur. 18 pessoas numa auto-rickshaw, sem contar o bebe no braço da mãe. Às 10.00 horas saímos do hotel e fomos para agencia, queriam-me já entregar todas as vouchers dos hotéis e passagens de trem e avião. Assim, como combinado antes, poderia ir de trem de noite de Agra direto para Varanasi, sem voltar para Delhi. Como era feriado era uma tarefa impossível. Tentaram ainda e eu me sentei em frente do computador e resolvi as minhas pendências da internet. As horas passaram e avisaram à mudança, tinha de voltar de Agra para Delhi e em vez de ir de Agra para Varanasi ia de Delhi e ia com o trem das 20.30. Até lá eles iam juntar tudo que faltou para o restante da viagem. As 15.30 finalmente fomos. Fui com Siteram, um homem de 55 anos, casado e o carro novo dele marca “Tata”, um carro tamanho e aspeto Vectra, cor branco. Siteram disse que nos próximos 4 dias eu era o chefe dele. Até Jaipur são 260 km. Passamos pelo bairro nobre das embaixadas, algumas enormes como naturalmente a o dos Estados Unidos, mas também vi a da China e da Inglaterra. Depois bairros pobres, mas também vi os primeiros edifícios altos para morar. Morar em prédios até ou acima de 20 andares aparece ainda não muito comum na Índia, mas isso diz nada, também na Alemanha e outros países as pessoas não gostam muito de viver em prédios altos. Aparece que a cidade não tem fim, agora vinham às áreas das indústrias, todas firmas conhecidas do Japão, EU, Alemanha, Inglaterra, etc., todas novas com bairros de habitação perto. Senti um alivio quando começou finalmente o campo aberto. Siteram parou para colocar diesel no carro, o litro custou 32 rupees, portanto 1,45 Reais o litro. A Índia tem pouca produção própria de petróleo e de ma qualidade, uma parte da poluição vem dos motores dos carros em media muito velhos, especialmente os ônibus e caminhões e como já falei os barulhentos velhos auto-rickshaws, a outra parte vem da má qualidade da gasolina. Este preço baixo é só possível, cobrando poucos impostos, por razões que eles devem saber. Sabemos que Brasil como quase todos os paises ricos cobrem muito imposto sobre a gasolina para pagar os danos dos carros à infra-estrutura que eles usam e por fim estimular a busca para alternativas a gasolina/diesel. Lógico um pais como Índia não pensa ainda muito sobre este ultima razão. Também as primeiras perguntas de Siteram como de quase todos os Indianos são: de onde vem? Quantos anos têm? È casado? Quantos filhos têm? Ser solteiro ou divorciado/separado aparece uma coisa que não entra na cabeça deles. Ter um filho só também não. A família para o Indiano esta sobre todo e em primeiro lugar. Conhecemos o problema da mulher Indiana, se ela não gera filhos e de preferência rapazes e não só meninas ela não vale e no campo este é razão para se separar dela. Sem homem ela fica abandonada pela comunidade onde vive e até pela própria família. Siteram e sua vida. Um dos portões para entrar na cidade de Jaipur, cercado com muralha. As vacas sagradas atrapalham um transito já complicado. Uma vista parcial da área do Palácio do Marajá de Jaipur. Siteram com orgulho me contou que tinha 4 filhos, o mais novo estudava e falava inglês. Siteram apreendeu o inglês abandonando o campo e com sorte arranjar um lugar para trabalhar como servente num escritório. Não adianta perguntar, se não seria melhor menos filhos e conseguir que eles estudam. Ter muitos filhos para eles é sempre bom, de uma ou outra maneira ajudam os pães e crianças mais novas de sobrviver, ás vezes só com umas migalhas de comida. Siteram tinha um irmão mais novo no campo, não longe da estrada e me pediu se podíamos rápido passar lá para entregar os doces que ele comprou como presente para o Diwali-festival. Seria rápido e eu concordei. Era estrada de terra, 5 km mais ou menos. Infelizmente eram já 18.00 horas e ficou escuro. A aldeia tinha alguma casa de tijolo o resto feito de terra. Veio o irmão, era mais novo, apresentou os 3 filhos. O mais velho tinha 16 anos e já estava na 10° classe, não falava inglês tal como seu pai também não. A esposa do irmão não fui apresentada e nem vi ela.. Não entramos na casa, sentamos num banco com mesa fora da casa, ofereceram chá e abriram a caixa dos doces, me ofereceram. Eram os mesmos de açúcar e leite queimado que já me ofereceram no hotel. Gostei tanto que comprei depois em Jaipur 1 kg para variar a minha dieta de barras de cereais, Mars e Bounty. Depois ofereceram água para beber, mas Siteram disse para eu não beber. Tinha urgente necessidade de urinar, falei baixo para Siteram que fui comigo 20 metros para dentro da escuridão. O irmão de Siteram trabalha o pedaço da terra dele e o do Siteram e era agente de seguros, tinha um moto para visitar locais próximos. Siteram levou um saco de batatas e legumes, com certeza o pagamento pelo uso da terra dele pelo irmão. Na Índia se fala dezenas, se não centenas de línguas e para se comunicar a língua oficial do negocio é o Inglês. Por razões políticos e populistas alguns estados deixaram de ensinar o inglês. Então às vezes os conhecimentos de língua de uma pessoa estão limitados à região ou ao estado onde ela vive. Nas cidades sem inglês ninguém pode progredir até o rickshaw-men sem conhecimento de inglês esta em desvantagem, sem falar de um taxista um empregado de hotel ou empregada de uma loja. Eu senti nos meus contatos com as pessoas nas cidades que os que não sabiam inglês, sabiam que eram inferiores e se comportaram respectivamente. Chegamos só as 20.30 no hotel. O Hotel Pratap. O quarto estava bom tinha ventilador de teto como todos e ar-condicionado. Também serviram jantar no quarto, escolhi “green salad” era o mesmo em todos os lugares com muitas rodelas de cebola Tirei sempre os últimos dois anéis das rodelas que eram amargo e talvez não limpo e comi o resto todo, com certeza ajudou de manter o meu estomago em ordem. Novamente frango doce e amargo e uma garrafa de cerveja grande e um litro de água. Dei uma boa gorjeta ao garçom e assim tinha garantido o bom café de manha que já encomendei com ele. Com Siteram tinha combinado que íamos sair às nove horas. Ele ia dormir num guesthouse, onde num quarto dormem 6 - 10 pessoas, normalmente com banheiro separado. O meu Dia em Jaipur. Vista parcial da área do Palácio do Marajá de Jaipur. Detalhe da pintura. Todo Palácio é muito rico nos detalhes. Às 09.00 horas estava em frente do hotel observando as 3 vacas sagradas em frente do container de lixo. Um homem trazia os braços cheios de grama verde para oferecer a elas. Primeira visita era “Jantar Mantar” um observatório construído a partir de 1728. Fui construído após contato e estudo de outros no mundo conhecido. Em 1901 foi completamente restaurado e deste ano para cá mantido em constante manutenção. Depois entramos pelo portão na cidade cercado de muralha, um trafico intenso para entrar e sair e como a porta era estreita um carro de cada lado por sua vez. Também em frente do portão vacas atrapalhando o já difícil trafego. Visitei o City Palace residência dos poderosos Marajás de Jaipur. Durante os tempos dos ingleses os Marajás eram mantidos para ajudar em governar o país e nos primeiros anos da independência eram governadores das províncias, mas com o tempo substituído por políticos e hoje sem influencia. Prince Charles e Diana ainda visitaram o último Marajá de Jaipur, na visita que eles fizeram para Índia logo após o casamento. Hoje é dificil de manter todos os grandes monumentos destes tempos, mas com ajuda de turistas é feito o mais necessário. Indianos pagam entrada de 20 rupees e turistas 200. Depois visitar “Amber” e o “Fort”, uma construção com muros, jardins, palácios e grandes pátios. Este Fort nunca fui conquistado e continua intacto. Muitos turistas vão a pé subindo até o Fort, outros com Jipes ou elefantes. Às 15.00 horas voltamos para a cidade. Siteram perguntou se queria ver mais. Pois o que ele queria é que visitamos lojas para ele ganhar comissão. Conhecia isso de viagens organizadas que fiz anteriormente onde metade do tempo se gasta em visitar lojas e fabricas. Você tem de saber que os vendedores destas lojas são especialistas e usam todos os truques para vender, uma pessoa inexperiente não escapa. Bom primeiro uma fabrica de tapetes e colchas para cama. O próprio dono tomou conta de mim, oferecendo chá, whisky ou qualquer outra bebida. Estava decidido de comprar nada e nem o vendedor depois mostrando colchas de cama de seda conseguiu. Custaram até 300 Euros, lógico o primeiro preço, sabendo que um comprador mais vivo reduz o preço até a metade. Vi muitos turistas entrando e muitos levando ou mandar por frete aéreo. Depois uma fabrica de presentes ao lado e no final uma grande loja de jóias. Também aqui o dono esperou por mim. Depois o vendedor mais esperto, mas eu disse e é verdade que no Brasil tem coisas mais bonitas e mais baratas. Também é muito arriscado, pois tantos rubis e safiras que mostraram que automaticamente alguém começa duvidar se são verdadeiras. Então queria que comprasse pelo menos um besouro de sorte em cristal, assim ele ficaria contente e eu também, mas achei o cristal mais para vidro e muito firme na minha disposição de comprar nada me despedi. Achei que tinha ganhado uma grande batalha, pois digo novamente se não é experiente diga firmemente não antes de entrar. Na volta passamos pelo Central Museu e novamente fiquei impressionado pelo transito caótico. O museu era ocupado por milhares e milhares de pombos cujas fezes estragaram já toda estrutura deste bonito monumento. Pensei na luta dificil na Europa de conter a população dos pombos, mas aqui nada a cada minuto chegou alguém e ofereceu milho para eles. No hotel perguntei referente um internet café, era longe e Siteram me levou para lá, depois dispensei ele. Era impossível de acessar o meu site, as cortes de luz neste dia eram constantes e como era domingo o dono disse que todos estão neste momento em frente do computador e as linhas saturadas. Alias as cortes de luz sempre só por alguns segundos, maximo 1-2 minutos são constantes também em dias normais. Até no aeroporto domestico a luz fui para baixo vários vezes em quanto estive lá. O resultado é que o uso de geradores á gasolina é freqüente e aparelhos elétricos mais sensíveis como ar-condicionado precisam estabilizadores. Como não consegui nada o dono do internet café disse que precisava pagar nada. Tinha lá um rapaz conhecido dele com moto e este se ofereceu de me levar de volta ao hotel. Deu 50 rupees a ele, ele não queria pegar, mas vi que ficou contente. Um dos muitos pavilhões do Forte de Agra. Elefantes descendo do Forte para a vila levando turistas. 12.11. 8° dia, Jaipur - Agra. Transito passando pela cidade de Agra para o "Taj Mahal". Saímos novamente às 09.00 horas para andar os 230 km de Jaipur até Agra. Tinha só este dia para visitar as 2 coisas mais importantes de Agra o Taj Mahal e Forte. O transito era pesado e em muitos lugares obras para duplicar a pista. Mas o Sitemar não dispensou a parada num restaurante caro à beira da estrada, tal como muitos ônibus de turistas. Lógico ele deve ganhar também aqui uma comissão ou pelo menos comida grátis. Comi um green salad, 2 pães árabes e 1 caixinha de suco de manga, só este custava 70 rupees, quando normalmente na rua pagava 10 – 12 rupees. Com esta parada chegamos só às 15 horas em Agra. Siteram disse que precisava um guia e que ele tinha um, só precisava pagar 400 rupees a este. Os carros podem só ir até um lugar de 1,5 km distante do Taj Mahal para proteger este dos gases dos carros. Pegamos um rickshaw para ir até a entrada do monumento. A entrada era 100 rupees para Indianos e 750 para turistas, portanto a volta de 40 Reais. O movimento era grande e muitas as regras para cumprir para entrar. Entramos pelo portão principal que já por si é um palácio. Do meio do portão a primeira vista para o Taj Mahal agora na luz suave do fim da tarde. Passamos pelos jardins e os lagos de água e eu sempre parando para tirar fotos de novos ângulos. Paramos no lugar onde Prince Charles e Diana se olharam nos olhos com o monumento do amor atrás deles. Todos sabiam isso e todos tiravam fotos de aqui. Agora já pensei que era bom ter o guia, pois com o tempo era pouco eu poderia seguir os conselhos dele e ver mais ordenado todo o que deve ser visto. Para entrar no pátio e no próprio monumento tirar os sapatos, mas o guia tinha meias brancas para por acima dos sapatos o que era permitido. Dentro não era permitido tirar fotos. Também lá dentro tem só os túmulos simples dele e da mulher amada, que morreu ao dar luz ao 13° filho dele. Depois novamente fora no jardim, sentamos num banco e o guia me contou toda a historia deste grande amor. O monumento realmente é magnífico e único, um símbolo o que um grande amor pode construir. A visita ao Taj Mahal demorou mais tempo e não poderíamos visitar mais o Forte, mas era tempo de passar numa grande loja que esta vez tinha todo, tapetes, colchas vestidos, quadros, jóias etc. Vi que o guia também tinha ligação com a loja, mas não adianta ficar aborrecido o jeito é de encarar o desafio. Aceitei uma bebida e passei pela loja sempre acompanhado por um vendedor, se pegava numa coisa para ver melhor já estava meio perdido. Disse muito obrigado, gostei, mas precisava entrar na internet e não tinha mais tempo. Sem mais sai, livre mais desta. Fui a ultima vez durante esta viagem que aceitei de entrar numa loja. Fomos para o hotel, o Usha Kiran Palace um hotel também para o nosso conceito de no mínimo 4 estrelas. A minha correria destes primeiros dias era tanto que adorei o mimo oferecido. Tinha um lugar de internet perto e esta vez consegui os contatos. Voltei e comi no restaurante do hotel, novamente o green salad com muitas cebolas e frango, infelizmente novamente sem cerveja. "Taj Mahal" no meio de lindos jardins. Detalhe do acabamento. Marmore branco e pedras coloridas e semi-preciosas encrustadas. Nenhuma pintura. Interessante que o monumento aparece ser novo, acabado ontem. 13.11. 9° dia, Agra – Nova Delhi. Partida às 09.00 horas para visitar o enorme Forte que foi construído a partir de 1565 pelo mesmo imperador muçulmano que mandou construir o Taj Mahal, depois ampliado pelo seu filho e seu neto. São 200 km até Nova Delhi. Vi muitos carregamentos enormes de artigos agrícolas ou palha ou madeira em carros tipo rickshaw grandes com duas rodas de borracha e puxado por um camelo. Muitas auto-rickshaws e motos. O condutor da moto precisa usar capacete, mas para a mulher atrás e às vezes mais um á três filhos isso obviamente não é necessário. Pior as mulheres sentem-se de modo chique com as duas pernas penduradas para um lado. E podem creditar já vi 18pessoas num auto rickshaw, um acima do outro dentro, pendurado no lado e pendurado atrás. As 16.30 chegamos à agencia. Uma ma noticia, todo em ordem, mas não tinham conseguido vaga no trem da noite para Varanasi. Tínhamos combinado 2° classe e como são trens de longa distancia todos transformam os lugares para sentar em camas para dormir a noite. Portanto viajar a pé nestes trens não existe. Na temporada alta de Outubro até Março é bom fazer reserva e comprar com antecedência. Fiz logo uma cara feia, mas então disseram que compraram uma passagem aérea para o próximo dia às 15.00 horas, Deveria, portanto dormir mais uma noite em Nova Delhi. Todo isso não ia alterar o preço que paguei. Bom novamente não adianta ficar chateado o jeito é de encarar os fatos. O problema era só que em vez de chegar as 09.00 da manha em Varanasi ia chegar à volta das 17.30. Portanto os 3 dias em Varanasi iam se reduzir para só dois dias e uma noite. Mais uma noite em Delhi, o hotel era perto do anterior e eu podia ir até a pé para a rua já conhecida das lojas, esta vez fui do inicio até o fim da rua. No inicio tem a estação do metro da linha azul que ia usar no final da viagem. Jantei no hotel. 14.11. – 16.11. 10° - 12° dia Delhi -Varanasi Do meu hotel com rickshaw para o rio Ganges, ruas estreitas e vacas atrapalhando. Esta foto foi tirada da rickshaw. A descida para o sagrado Rio Ganges (tem mais descidas, mas esta é uma das maiores). O meu primeiro vôo domestico na Índia. Não tinha mais nada a fazer e assim pedi já meio dia que me levassem para o aeroporto. Fui Siteram que me levou. O aeroporto perde contra todos que conheço no Brasil, em conforto, beleza, eficiência, limpeza contra todos, seja Congonhas, Santos Dumont, Belo Horizonte, Salvador, ou Porto Alegre. Aparecia um aeroporto de um pequeno país e não um país tão grande como a Índia. A Freqüência dos vôos e os destinos internos por longe também não são tantos como no Brasil. Talvez o bom funcionamento dos trens ajude de reduzia demanda para mais vôos domésticos. O problema de atraso existe como no Brasil, mas o governo lá decidiu de agir enérgico, pois li no jornal que para melhor estavam cobrar multas grandes para vôos que se atrasam. Fiz o check in. Os controles são mais rígido do que no Brasil, antes de entregar a bagagem á companhia aérea, esta já passa por um raio-x e fica selado com fita, etiqueta e selo no fecho. Depois antes de subir no avião, já na pista nova revista pessoal e da bagagem de mão. Comi um lanche e esperei ansioso de entrar na sala de embarque. A luz foi para baixo pelo menos 3 vezes. Na sala de embarque a luz de emergência era tão fraca, a gente praticamente estava nas escuras. Pequeno atraso. Tinha lugar na janela, mas era difícil de ver uma coisa o ar era pesado, nevoeiro ou poluição? O aeroporto de Varanasi já é do interior mesmo. Uma esteira de bagagem de 6 metros e depois a bagagem é tirado e colocado no chão à volta, portanto muito empurre para conseguir tirar a bagagem. A minha era quase a primeira de chegar. Fui para fora e estava lá esperando o rapaz do hotel. Graças a Deus funcionou. Poucos metros do edifício acaba já o asfalta e até o estacionamento o caminho é de terra. È melhor levar a bagagem na mão para não rodar com ela na poeira. No Jipe tinha já uma moça que veio poucos minutos antes com outra companhia de Nova Delhi era de Canadá viajando também sozinho. Do aeroporto até a cidade são 16 km passando por uma estrada estreita com muito movimento. Siteram já tocava cada instante a buzina, mas este aqui nem tirou a mão da buzina. Acho um carro sem buzina não funcione aqui, é a coisa mais importante do carro. Ficou já escuro quando passamos pelo centro, o centro tinha um pouco luz e vi o sinal de Mc. Donald’s. Eu senti que a passagem do dia claro para o escuro é mais rápida do que em São Paulo, bem que as duas cidades estão mais ou menos na mesma distancia do equador, só Delhi ou Varanasi no Norte e São Paulo no Sul da nossa terra. Do centro mais 2 km até o hotel, fixei bem o caminho, pois queria sair um pouco e ir até o centro. Novamente gostei o hotel o refeitório o jardim e o quarto. Acho são hotéis de backpackers da primeira, pois também aqui metade dos hospedes eram turistas. Registrado e todo resolvida fui sair e arrisquei-me de ir a pé até o centro. Sem perguntar alguém consegui chegar lá. O Mc. Donald’s fazia parte de um pequeno shopping, o primeiro que vi na Índia e aparecia quase novo. Até tinha cinema dentro do shopping. Para entrar revista pessoal e da bolsa de mão. Dentro tinha uma escada rolante, a atração maior do shopping ainda, inclusive eu me diverti de ver as pessoas na sua primeira tentativa de subir a escada. Muita gargalhada, e jeitinho das moças para ser ajudado pelos valentes namorados. Pessoas de mais idade até desistiram. Para mulheres os compridos e longos saris também complicam. Os hamburgers do Mc. Donald’s eram vegetarias ou com frango. Tinha uma loja de artigos importados e comprei novamente os meus Mars e Bountys e creme Nívea para a cara e o corpo. Na volta para o hotel fui com rickshaw, ele olhou para o cartão e foi, mas na duvida parou e numa banca de fruta perguntou pelo caminho. Jantei no hotel, tinha muitos turistas, mas também indianos. Varanasi, a cidade sagrada. Rio Ganges, sagrado, mas mal tratado, aguas sujas mas ainda sereno. A tarde aglomeração dos crentes, agora domina o colrido dos saris das mulheres. Muita fé. Agora não tinha mais guia, nem carro a disposição, agora tinha procurar os meus próprios caminhos. Nem tinha planta da cidade, mas precavido como sou, eu tinha uma fotocópia da planta do meu Guia “lonely planet” tirado ainda em São Paulo antes de viajar. Alias tirei uma cópia de todas as cidades que ia visitar e fui bom, com exceção de Goa e Delhi realmente não achei mapas bons. Escolhi no mapa o Dasasamedh Ghat, um dos principais acessos ao rio Ganges. Chamei uma rickshaw e falei claro o nome. Como eram 09.00 de manha ainda não tinha muito movimento e chegamos fácil até uma praça com a igreja St. Thomas, ponto marcante para mim para não errar na volta. A igreja em péssimo estado me deixou triste. Agora mais umas 200 metros a pé passando por um tipo de feira entre outros de legumes, flores e artigos religiosos. No meio andaram algumas vacas sagradas. Depois uma escada larga para baixo e lá estava o rio. Não tinha muito movimento e escolhi de ir primeiro para a direita. Como aprendi, sem mostrar preocupação ou desconhecimento, assim quando alguém se aproximava para servir como guia ou vender uma coisa, bastava um gesto firme com a mão e um “thank you very much”. Vacas, cabras e num lugar búfalos se deliciando na água eram ainda na maioria. Numa parte se lavava roupa de cama, calças e camisas com muito sabão. O rio é sujo mesmo e no meu Guia diz que ele esta biologicamente morta, mas a roupa secando no sol cheirava bem e o branco ficou branco mesmo. Voltei recebendo ofertas de massagens ou consultas com um dos muitos Gurus ou “holy man” como falaram. Muita gente tomando banho, na maioria rapazes e homens. Quem tome banho aqui se credita tira para fora todos os seus pecados. Fui até o lugar da cremação dos mortos. O Guia diz para não tirar fotos, assim tirei um pouco de longe. Passava por uma casa alta acima do lugar da cremação. Entrei e aqui não consegui me livrar dos rapazes pedindo dinheiro para os moribundos. Os Hindus presos no circulo de vida, morte e nova vida, procuram de morrer aqui ao lado do Ganges e ser cremado aqui. Creditam para quem morre aqui, se libera deste circulo e vai direto para o estagio final. Então quem sente que vai morrer vai para este lugar perto. Tinha de sair, como não dei dinheiro me chamaram ma pessoa e que ia ter ma sorte na vida, portanto não como nos falamos, “você vai para o inferno”. Lá fora outra que disse vai embora você é ma, vai se dar mal. Eu disse que não, que me consultei um pouco antes com um Guru, que disse ter muita sorte nos próximos dias. Depois um pouco afastado observei o ritual. Em meia hora vi uns três corpos descer numa maca, vestido com vestes dourados e pratas. Foram levados até a água e mergulhados no rio sagrado. Tinha pilhas de madeira, falaram 300 kg por pessoa para queimar e não deixar restos. O preço da madeira é conforme o tipo, sendo sândalo o mais caro. Falaram que o custo é entre 3000 – 5000 rupees seria 100 Euros ou 265 Reais. Bom achei o valor baixo, também pensando que estamos na Índia. Todo queimado se joga as cinzas no rio. No mesmo lugar tem homens que tiram os pedaços da madeira não totalmente queimados e as vestes douradas não queimadas, cada coisa vai para um lugar já certo. Também tem no mesmo lugar búfalos na água, mastigando não sei o que. Todo este trabalho é feito por homens das castas mais inferiores. Quem fica no lado para onde o vento leva a fumaça não aquenta. Fiquei sabendo, que oficialmente se tenta reduzir estes rituais para poupar madeira, ajudar os rios e reduzir o impacto ruim para o meio ambiente em geral. Chamei uma rickshaw e mostrei o cartão do hotel, no inicio achei o caminho certo, mas depois ele andou e andou e suando e sorrindo disse é aqui! Não era! Após consultas e novamente andar muito chegamos lá. Paguei o dobro, mas ele não estava satisfeito. Eram 13.00 horas e tinha comprado junto com a canadense com a qual cheguei no dia anterior a city-tour, 600 rupees, 12 Euros, relativamente caro. Fomos a todos os lugares interessantes conforme o nosso Guia, mas ficamos desapontados porque nos templos não podíamos entrar. O ponto alto seria uma visita numa loja de sedas, mas a canadense e eu insistimos que este item deveria ser tirado do programa. No outro dia fui novamente para o mesmo lugar. Entrei nas ruas paralelas ao Ganges, muito estreitas, com lugares úmidos, escuros e muitas pequenas lojas. Entrei num “German bakery”, padaria alemã. Era agradável tinha almofadas no chão e mesas grandes altura de 20 cm mais ou menos. Tinha turistas e me sentei, era fresco e confortável. Tomei suco de manga e German cheese-cake e salada de frutas. Esqueci a minha preocupação se devia ou não, mas achei todo limpo. A volta das 14 horas aumentou o numero de pessoas junto ao rio e chegaram mais e mais, mulheres vestido em saris coloridos e ricamente bordados homens em vestes brancos, famílias inteiras com oferendas, cestas de frutas e flores. Sentaram a beira do rio, entraram na água com as vestes, todo em silencio. A volta das 17.30 era difícil de andar com tanta gente e chegando cada vez mais. Como começou ficar escuro fui para o ponto da minha ultima entrada e tentei uma rickshaw, era difícil, mas consegui. O movimento entre motos e rickshaws era tanto que só lentamente íamos para frente, esta vez me lembrei do caminha e antes o rickshaw-boy ia um caminho errado, mostrei para onde ir. Esta vez paguei o dobro e mais, 50 rupees, 5,20 Reais, o homem começou rir e pensei finalmente acertei. Já perto do lugar da cremação dos mortos e ainda se lava roupa no rio. Cremação dos mortos, mais adiante não se podia tirar fotos. Movimento numa das muitas ruas estreitas, paralelas ao rio Ganges. Foto tirada da rickshaw nesta tarde voltando para o hotel. 17.11. 13° dia, Varanasi – fronteira de Nepal. No Guia diz a gente pode ir sozinho, sem ir com uma agencia. Bem eu tinha um voucher da agencia em Delhi e o hotel me devia levar para a companhia que fazia o trajeto Varanasi - Kathmandu. Paguei 650 rupees, para ir até a fronteira, dormir num guest-house e no outro dia com outro bus seguir até Kathmandu. No hotel diziam que não sabiam que me deviam levar para a saida do bus. Pensei bem se não, não faz mal vou com auto-ricksha. Graças a Deus insisti e liguei para a agencia em Delhi, que confirmava que me deviam levar para o bus. O bus ia as 08.50, então saímos às 08.00 horas, o rapaz foi me levar para a estação de bus e disse é aqui. Só tinha ônibus velhos e pensei estes nunca chegam até lá. E perguntei ao rapaz, mostre o meu bus, ele foi perguntar, não era o lugar certo e saímos procurando agora pelo nome da rua indicado no voucher. Perguntamos mais umas vezes e finalmente achamos o lugar. Uma agencia onde pediram de esperar num tipo de café mais 50 metros para cima. Chegamos lá e tinha mais turistas. Ofereceram no café um café de manha com pão, e ovo frito era grátis e incluído no preço. Desisti porque não achei confiável. Chegou o bus, um tamanho que de aqui não conheço para explicar como era, nem grande nem um mini. Era velho. Os bancos retos com pouco espaço para as pernas Éramos 20 pessoas, de todo mundo alemães, ingleses, no meu lado uma menina de México, que estudava na França com o amigo Francês, um casal da Coréia do Sul, duas meninas da China. Andamos para o Norte passando pequenas vilas. Gente trabalhando no campo, búfalos puxando os arados, gente batendo no trigo para separar o trigo da palha. Puxei conversa com um rapaz da Escócia, também sozinho no caminho. Ele já estava no Brasil e subiu o Amazonas de Belém até Tabatinga, de Manaus foi para Venezuela. Então tínhamos muito para falar. Paramos para almoçar num lugar duvidoso, não queria comer, mas como o escocês pediu, pedi também arroz frito com legumes e água mineral 50 rupees, 5 Reais. Numa pequena vila, eram 17.00 horas um estouro e o bus parou, os dois pneus do lado direito na traseira do bus estouraram. Saímos todos, logo cercado por muita gente. Fiquei admirado como resolveram todo após mais ou menos meia hora. Começou ficar escuro e chegaram 4 auto-rickshaws, 5 de nos para cada uma. Era muita correria, pois tiraram nossa bagagem e colocaram acima das rickshaws, então um alemão falou que cada um deveria acompanhar a bagagem e ficar junto com ela na mesma rickshaw. Andamos mais ou menos uma hora e meia, já me sentiu mal porque não podia movimentar as pernas. Paramos numa cidade, não sei o nome e mudamos para dois jipes, 10 pessoas em cada jipe. Agora andamos rápido, mas o aperto e desconforto eram grandes, para se mexer só pedindo licença da pessoa enfiada ao lado. As 22.30 chegamos à fronteira. Carimbar passaporte no lado da Índia e depois andar 300 metros até o posto de Nepal. Preencher papeis, pagar 30 US$ para o visto e podíamos entrar no Nepal. Aqui já esperava um rapaz do guest-house, e andar mais 100 metros chegamos lá. Fiquei com mais 3 rapazes num quarto. Eram já 23.30 e estava muito cansado, fui para o restaurante e pedi uma cola e dois pudins de arroz. Fui uma boa escolha, o pudim era bem servido e delicioso. Fui o primeiro a deitar, não tirei a roupa, lavei só as mãos e a cara, tirei o anorak do saco da viagem e me cobri com ele a calça do pijama coloquei acima da almofada e dormi logo. As 06.00 chamaram para levantar. Vi que os outros 3 rapazes também dormiam com a roupa. Um café e um pedaço de pão era o café de manha. Com o nosso bus quebrado no meio do caminho, fomos com auto-rickshaws como esta e depois com jipes seguir até a fronteira. 18.11. 14° dia, da fronteira até Kathmandu. Tinha dois ônibus esperando, um ia para o interior e o outro para Kathmandu. Eram bus de linha normal. A maioria de nosso grupo fui para o interior, também o escocês. Acho só 6 foram para o Kathmandu. O bus estava cheio e muita gente viajava sentada no chão. A bagagem ficou acima do bus exposto á poeira, talvez sabiam que não ia chover, seria um desastre pare as minhas coisas no saco da viagem. Paramos para fazer necessidades e comprei milho tostado e água mineral. Mais tarde um sacinho de tangerinas. A paisagem era linda, subimos e descemos montanhas em muitas curvas. Pouco antes de Kathmandu entraram pessoas tentando convencer os poucos turistas de ir para certos hotéis. O meu já estava reservado, era o Hotel Vaishali na área mais movimentado da cidade perto de todo, a “Thamel” área. O hotel mais bonito da toda viagem. Levaram o meu saco de viagem para o quarto, lavei as mãos e a cara e fui sair, com todo cuidado para me não perder. Achei um restaurante no fim de um beco num jardim, com musica ao vivo. Pedi massa italiana com frango e uma cerveja. Na volta no hotel ainda tirar todo do saco viagem e fui com ele abaixo da ducha, pois tinha uma crosta de pó. Dormi fantástico após esta maratona. No outro dia um bufê completo para o café de manha, mais completo mesmo, só me lembro uma vez ter visto igual no Othon Palace, Copacabana. 19.11. – 21.11. 15°-17° dia Kathmandu. Cidade dos templos, Katmandu. Cidade dos templos, Kathmandu. Recebi um mapa der Kathmandu no hotel e sai para o encontro da primeira rua muito movimentado. Também este mapa era sem escala e mostrava só as ruas principais. Não consegui localizar a rua onde estava no mapa, mas como a mapa mostrou o meu hotel e o Palácio Real, sabia onde estava mais ou menos. Chamei um ricksha e pedi para ir até o Palácio Real. Fixei bem os lugares onde passei e a distancia. O homem da rickshaw queria ficar comigo, disse que ia me mostrar toda a cidade. Mas não queria e paguei-o com 50 rupees de Nepal. A rupee de Nepal vale mais ou menos 80 % da rupee de Índia, portanto neste caso as 50 rupees que paguei eram mais ou 0,8 Euros ou 2 Reais. O homem da rickshaw queria mais, mas como ainda não tinha experiência com os preços em Kathmandu achei o preço certo. Aqui em Kathmandu todo é ainda mais barato do que na Índia, com a rupee de Nepal valendo menos 20% comprei o mesmo como com uma rupee na Índia. Decidi de cruzar toda a cidade e o rio para chegar até o Centro de templos “Patan Durbar Square”. No caminho numa espécie de shopping achei uma loja que vendia os meus “Mars” e “Bountys”, comprei e mais um sorvete e isso era o meu almoço. Acho que eram mais do que 6 km para andar e só às 16.00 horas cheguei. Podia-se ver que foram feitos obras para melhorar o acesso dos turistas e a rua principal estava sendo pavimentado. Fiquei impressionado com os templos, que eram umas das coisas que mais conhecia de fotos de Nepal. Tinha de voltar, pois entre 17.00 – 17.30 fica escuro. Andei de pressa. Vi o por de sol atrás de Kathmandu se espelhando lá longe na neve das montanhas do Himalaia. De repente as calcadas da Rua principal “Kanti Path” se enchem com camelôs, disputando cada pedaço livre. Eles vendem o essencial, nada de sofisticado, legumes e roupas e mais roupas. Era difícil de seguir na calçada por causa deles e na rua por causa do transito pesado agora de motos, rickshaws, ônibus velhos e alguns carros. Era escuro mesmo sem muita iluminação, quando cheguei à entrada para o bairro do meu hotel. Agora me atrapalhei e entrei para uma rua errado, perdi meia hora até chegar novamente no lugar de onde tinha ido errado. Parei e pensei bem antes de seguir, pois eram já 20.00 horas, mas consegui encontrar a rua de onde parti de manha e o restaurante onde comi ontem á noite. Sentado no restaurante comendo massa italiana e tomando uma cerveja festejei a vitória alcançada neste dia.
  21. Olá vvzinha, obrigado pela sua mensagem. O seu roteiro até a Norte de Itália (Lisboa - Porto - Santiago de Compostella – Madrid – Barcelona – Marselha – Genova – Roma), pode-ser feito muito corrido nos 25 dias. 3000 Reais sem a viagem da ida e volta é possível e talvez sobre dinheiro. O problema é a volta de Roma. Comprar um vôo ida de São Paulo até Lisboa via Madrid e de volta de Roma via Madrid para São Paulo é caro demais. Poderia ser São Paulo – Lisboa via Madrid – São Paulo, custo com taxas 2827 Real. Mais o trecho Roma – Lisboa com Alitalia, a volta de 700 Reais. Consulta on-line na www.iberia.com.br . Agora talvez indo para o escritório da Ibéria em São Paulo eles fazem um bom preço do trecho Roma – Madrid. A idéia de ir de Roma com avião para Praga e depois com trem (5 horas) para Berlim e de lá para São Paulo, acho não possível devido ao seu limite de tempo e dinheiro. Entre uma vez no seguinte site, vendo estas conexões http://www2.skyeurope.com/en/ baratas com avião dentro da Europa talvez ajude também no seu planejamento e você vai remodelar sua rota conforme. Abraços Dieter
  22. Olá Oseas, Deste que estou mochilando, portanto de Nov. 2004 para cá, estou ouvindo de ir via Acre para Cuzco. Ouvi muitos que disseram que foram, mas quando pergunto, foram de Inapari com táxi para Puerto Maldonado e de lá com avião. Tu as a primeira pessoa que me diz que foi e foi de Puerto Maldonado com bus. Antes nem sabíamos se um bus ia e qual era a freqüência deste bus. Bom sabíamos que era uma coisa difícil de fazer, mas agora temos um relato e sabemos um pouco mais. Parabéns pela sua iniciativa, que lendo o seu relato quase aconteceu contra a sua vontade. Que bom ter encontrado este peruano, insistindo tanto de ir com ele por terra de Puerto Maldonado até Cuzco. Sabe uma coisa, fiquei um pouco triste, mais uma região quase intocada vai ser agora invadida. O misterioso acabou, vai ser uma rota como outra qualquer. Bom as coisas são assim, é o mundo em que vivemos. Abraços Dieter
  23. Diário para nove países da Europa. (Viagem realizada em Maio/Junho 2007) Olá mochileiros, esta foi a minha 6° viagem como mochileiro. A primeira fora da América do Sul. Já faz quatro anos, que deixei Portugal e 10 anos que não vi as minhas três irmãs, duas na Alemanha e a mais nova na província de Suedtirol com a capital Bozen ou Bolzano na Norte da Itália. Precisava fazer esta viagem e ela tinha ser bem planejada para que as minhas irmãs soubessem exatamente quando ia chegar e assim organizar as suas vidas. Fixei o roteiro, o vôo de ida e volta e reservei na internet todos os hotéis, hostels ou hostales nos nove países visitadas. Portanto nada podia falhar durante a viagem, o roteiro tinha ser comprido na integra. Antes pelo site “Deutsche Bahn” (trens da Alemanha), que informa sobre todas as ligações por trem na Europa, analisei as possibilidades de ligação por trem entre as cidades e paises que pretendia visitar. Depois durante a viagem pesquisei se em relação a tempo ou preço a viagem com bus era mais conveniente. O meu roteiro foi o seguinte: Com avião SP – Paris – Milão. Milão – Veneza – Ljubljana, capital da Eslovênia – Zagreb, capital da Croácia – Dubrovnik (Croácia) – Sarajevo, capital da Bósnia Herzegovina – Belgrado, capital da Sérvia - Budapeste, capital da Hungria – Bratislava, capital da Eslováquia – Praga, capital da Republica Checa – Berlim, capital da Alemanha, Braunschweig (Alemanha), Munich, Weilheim (Alemanha) – Bolzano capital da província de Suedtirol na Norte da Itália – Milão. Com avião Milão – Paris – SP. I. Compra da passagem de avião: Conforme o roteiro tinha fixado a ida no dia 30.04 até Milão e a volta no dia 05.06. de Milão, portanto durante o segundo mês de primavera. Pesquisei na internet entrando direto nos sites das companhias aéreas. Vi que um vôo direto SP – Milão pela TAM ou pela Al Itália custa mais ou menos 10 % a mais do que um vôo de “2 partidas”. Vi também comprando direto na companhia aérea é 5-10 % mais barato do que comprar numa agência de viagem. Um vôo de “2 partidas” significa você quer ir, por exemplo, de SP para Milão, então compra SP – Paris – Milão pela Air France ou SP – Madri – Milão pela Ibéria. Outro exemplo SP – Lisboa pela TAP direto é mais caro do que SP – Madrid – Lisboa pela Ibéria. Outra coisa indo na ida para uma cidade, por exemplo, Milão e partindo de volta de uma outra, por exemplo, Roma, custa quase o dobro do que um vôo chamado ponta a ponta. Portando o ponto da ida e volta tem ser a mesmo. Após analisar varias companhias cheguei à conclusão que o vôo pela Air France SP – Paris – Milão e a volta Milão – Paris – SP era o mais conveniente e mais barato. II. Reserva de Hostels ou Hotéis: Sabia que chegando a cada país/cidade precisava um hostel barato, limpo, perto do centro da cidade. Sabia que não me poderia enervar indo na chegada a procura destes hostels perdendo tempo e gastando dinheiro com táxi. Usar táxi era simplesmente impossível pelo alto custo, só usei uma vez e confirmo mochileiro não pode pagar táxi na Europa. Sabia que as estações de trem são na Europa quase sempre no centro da cidade e se não com boa ligação de transporte municipal para o centro. Então entrei no site da Google e coloquei, por exemplo, “Veneza ou Venice hostels” e abriram vários sites ofertando quartos baratos com indicação da localização. Vocês podem escolher quarto duplo ou uma cama só em dormitório de 4 até 10 camas, sempre pagando por cama. Viajando sozinho, querendo um quarto separado, se paga as duas camas do quarto. Em seguido vou informar para cada cidade o site que escolhi para fazer a reserva. O site cobre uma pequena entrada e depois o restante é pago na chegada. Os preços em quartos duplos por cama variam entre 12-30 Euros conforme a cidade, portanto duas pessoas 24 - 60 Euros. Camas em dormitórios de 4-10 camas são mais barato, e variam entre 6 e 16 Euros conforme a cidade. Referente os preços para dormir, portanto é melhor esquecer os preços de Brasil ou de qualquer outra país da América do Sul. Agora os preços do restante são compatíveis (restaurantes, transporte publico) ou mais barato (Supermercado). III. 9 países, 6 moedas diferentes: Na Europa manda o Euro, não leve US$. Dos nove paises visitados 6 já fazem parte da Comunidade Européia, mas destes só 3 já usam já o Euro, é Alemanha. Itália e Eslovênia. Hungria, Eslováquia, e a Republica Checa ainda não tem o Euro, bem que a moeda deles já tem a sua margem de cambio fixadas em relação ao Euro. Croácia, Bósnia Herzegovina e Sérvia não fazem ainda parte da Comunidade Européia, más também as moedas delas estão acoplados ao Euro e por tanto a margem entre compra e venda é bem pequeno. Levei alguns Euros, mas é mais vantajoso comprar lá as moedas pelo cartão de credito. É bom fazer os cálculos e sempre tirar o valor quase exato para a estadia em cada país. Caso sobre dinheiro é fácil trocar no país seguinte, mas não troca na estação de trem na chegada lá eles dão no mínimo 10% menos do que nos lugares de cambio na cidade. Vender os Dinares Sérvios que sobraram na Hungria era difícil, mas no final consegui no centro de Budapeste. IV. Falar como? Com português ou espanhol nada mesmo. Alemão só algumas pessoas sabem, pois os países visitados dos Bálcãs fizeram parte do Império Áustria-Hungria até o fim da 1° Guerra Mundial. Portanto só com inglês mesmo. Na escola as crianças apreendem a língua mãe e como 2° língua obrigatório o inglês. Como terceira língua em alguns países podem escolher entre o Alemão e Espanhol. As crianças são vivas e espertas e gostam praticar o seu inglês. Portanto com inglês não tem problemas, mas escolhe as pessoas com quem falar, olhe para a cara deles e vai errar raras vezes. Pessoas de idade às vezes estão inibidos e jovens que não sabem inglês se sentem envergonhados. Agora não sabendo inglês ou quase nada, o que fazer? Eu diria vai em frente, é um desafio á mais. V. Malha fina: Malha fina é uma expressão minha. Estou escrevendo sobre isso, porque o problema aumentou novamente e os países/cidades que facilitaram a entrada de “trabalhadores ilegais” são agora mais rigorosos, como Portugal/Lisboa, Espanha/Madrid, Itália/ Milão. Isso após uma bronca de Bruxelas e dos outros países da Comunidade. Inglaterra/Londres já era sempre mais rigoroso. O que estou escrevendo esta também baseada na viagem de 16 dias para Portugal e Espanha em Abril deste ano. As pessoas chegam do avião até a policia e policiais em civil observam já as pessoas. Pessoas “duvidosas” são retiradas discretamente e os documentos checados com mais cuidado. Brasileiro graças às relações especiais com Portugal não precisa visto para entrar como turista. Só se a policia tem duvidas que uma pessoa queira fazer turismo ou trabalhar ilegal, ela vai mais a fundo. A recusa de não dar o visto de turista na entrada não é explicada o que com razão em casos não justificados gera revolta. Como a companhia aérea que traz a pessoa em caso de recusa tem de levar ela de volta, a própria companhia na venda da passagem já faz sondagens. Evite que você entra na “malha fina”. Veste-se de uma maneira de não gerar atenção. Não leva muita bagagem de mão que chama atenção. Uma vez entrado na malha será bom de ter passagem de volta, saber responder para onde quer ir e quanto tempo quer ficar e ter cartão de credito ou dinheiro vivo que prova a possibilidade de sustentar a sua estadia. Uma vez dentro da Comunidade praticamente não tem mais problema de viajar para os outros países, especialmente se eles fazem parte do acordo Schengen que aboliu as fronteiras entre eles. Estes países são Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, os países da Escandinávia, Áustria e Grécia. Inglaterra não faz parte. Diário: 30.04. 1° dia, Segunda: SP – Paris –Milão com Air France. O vôo ida e volta custou US$ 916, portanto hoje (Junho 2007), com o US$ a 2,00 seria 1832 Reais. Mas talvez seja melhor trabalhar com o cambio no dia da compra, quando paguei Reais 2306. Tinha comprado a passagem já no dia 31.02.2007 direto na internet e podia ainda marcar o assento desejado para o vôo de ida e volta. Saímos pontualmente as 16.45. 01.05. 2° dia, Terça: Paris – Milão – Veneza. O avião chegou como previsto as 08.50 hora local (+ 5 horas = 03.50 horas de Brasil). Infelizmente o avião não poderia encostar-se à sanfona para o desembarque e parou na pista a espera de um ônibus para o nosso desembarque. O meu vôo para Milão era as 09.35, portanto vi já que não ia dar, pois entrando na sala de desembarque na ala C do aeroporto num sinal luminoso deram uma estimativa de 20 minutos para ir até a sala de embarque para o vôo para Milão na ala F. Passei pela policia, vi ainda que três pessoas de traços indianos da Bolívia ou Peru entraram na malha fina, peguei o bus interno do aeroporto até a ala F, corri para o check in, mas só para saber que o vôo já tinha fechado o check in ou até já partido. Fiquei mais do que estragado com este inicio da minha aventura. O próximo vôo pára Milão ia só as 14.35, portanto perdi 5 horas e estas cinco horas iam faltar na minha estadia em Veneza. O vôo ia demorar 1.35 horas. A Air France desculpou-se e eu mais três pessoas do mesmo vôo de São Paulo podíamos fazer o check in na primeira classe. A partir de aqui funcionou todo muito bem. O avião chegou 5 minutos mais cedo em Milão, encostou-se à sanfona e as 16.15 já estava na esteira da saida da bagagem e esta chegou logo. As 16.25 já estava no bus para a estação central de Milão. Havia um trem (Inter-city) para Veneza as 17.15, comprei o bilhete 21 Euros (1 Euro – 2,65 Reais), chegada prevista em Veneza as 19.40. O trem voa acima dos trilhos, passamos por Brescia, no lado sul do Lago di Garda, Verona, Vicenza, Padova. 1° impressão todo é muito bem cuidado, nada deixado para estragar esta opinião. As casas pobres, os cantos com lixo e entulho na saida das cidades e ao lado da linha do trem, que ainda vi fazendo a mesma viagem 10 anos atrás, não existiam mais. Passamos a ponte do continente para Veneza com o sol descendo, o mar brilhando numa luz suave. Desci do trem e pensei que ia devagarzinho para o Hostel e não ia sair mais esta noite. Comprei água mineral, maças, um sanduíche e iogurte ainda na estação. Sai da estação, descendo esta escada de mais de cem metros de largura até o Canale Grande. Todo no luz do por do sol, os barcos a musica suave que chegava de um deles passando. Todo aparecia ser tirado de um canto de fados. Ultrapassei a ponte, indo para a direita, depois entrando na esquerda e mais umas 100 metros e lá estava o meu Hostel no fim de um pequeno jardim. O pessoal já tinha ido embora, mas a chave estava como combinado acima da caixa de correio. No quarto abri a janela, entrou o cheiro da água do canal abaixo da janela e o cheiro de jasmim e de uma casa distante ouvia-se a musica “malafemmena”. Quarto com cama casal e pia, o banheiro com ducha no corredor, 65 Euros para uma ou duas pessoas. Na mesa café, frutas, biscoitos, água mineral um mapa de Veneza e um cartão de boas vindas. Era o Guest House, Residenza Ca`Dario, Santa Croce 642. Reservado na internet por Hostelclub.com, [email protected] Veneza, vista do meu quarto no Hostel. Veneza, vista do meu quarto para a frente. 02.05. 3° dia, Quarta: Veneza. Era todo perto, segui as ruas e canais passando por lindas praças, palácios, igrejas. A água sem o cheiro mal de 10 anos atrás. Passei o Canale Grande pela ponte Rialto e fui até a Praça San Marco. Visitei a igreja San Marco e o museu dentro dela por 3 Euros. Fiz uma viagem com barco do transporte publico, passando pelo Canale Grande até a estação e de volta via o Lido novamente até a Praça San Marco. Era a Linha 42 e o preço 6 Euros. Turistas e mais turistas. Restaurantes chiques e muitos cafés. Fui de volta a pé pela ponte Accademia. Perto do meu hostel entrei numa Pizzaria, só tinha turistas, uma pizza grande, salada, 0,5 litros vinho tinto da casa, 18 Euros. Comprei a passagem do trem para Ljubljana, saindo no outro dia as 15.45 com chegada prevista às 19.42 horas. O preço da passagem era 25 Euros. Passei ainda pelos bares e restaurantes do lado de esquerda da estação. Fui tarde para a cama, sabendo que no outro dia poderia dormir até as 08.00 horas ou mais. Canale Grande, Veneza Praça San Marco, Veneza 03.05. – 04.05. 4°-5° dia, Quinta e Sexta: Veneza – Ljubljana. Mais um dia bonito para passear no lado do Canale Grande. Senti uma paz dentro de mim, olhando para esta beleza toda e a rica historia desta cidade. Acho é difícil alguém aqui pensar que vivemos uma crise da alteração do clima mundial e da destruição do nosso meio ambiente. Comi um sanduíche com queijo e salame e tomei um suco de laranja. O trem era da Eslovênia, novo e rápido. Quando entramos na Eslovênia começaram as montanhas, mas o trem passava por túneis um após o outro numa ferrovia construído a mais de cem anos. Montanhas altas, mas coberta de florestas e de nuvens brancas. Muitos trens de carga, pois Eslovênia é um corredor do Leste para o Oeste e contrario. Os trens carregados de madeira, gás, pedras, carvão, minério, chapas de aço, cimento, carros e cereais. Chegando a Ljubljana confirmei que o país já tinha adotado o Euro como moeda em Janeiro deste ano, portanto ainda nada de trocar dinheiro. O Hotel/Hostel era 10 minutos a pé da estação e 5 minutos do centro. O quarto com duas camas e banheiro, todo novo. Paguei 53 Euros por noite, incluído o café de manha completo. Uma cama em dormitórios de 4-6 camas custava 10 Euros, mas sem direito a café de manha. Peguei um mapa da cidade, larguei a minha bagagem e andei descobrir o centro desta pequena capital. Mais uma cidade com muita historia deste a sua fundação no inicio do século nove. Como era já tarde fui entrar num restaurante antigo, um steak especial da casa, salada a moda da casa, pão e uma garrafa de cerveja eram 17.50 Euros. No outro dia fui curioso para ver mais perto esta primeira cidade que vi e que quinze anos atrás fazia ainda parte da Iugoslávia comunista. Ainda pode-se sentir o cheiro destes 45 anos de estagnação especialmente na construção das moradias. O centro com suas lindas casas antigas e as lojas das grandes marcas da moda internacional e os muitos turistas não deixaram duvidas sobre o futuro deste país. O mesmo vale para os outros países que visitei fora de dois, que em minha opinião tem de achar ainda o seu rumo para o futuro, são a Bósnia Herzegovina e a Sérvia. O Parque Hotel reservei pela Hotelsrus.com, [email protected], mas como já expliquei entrando no site do Google, pesquisando Hostel, hotéis Ljubljana. Fui ver o trem para Zagreb no outro dia, tinha um as 09.30, mas infelizmente não no Sábado. Comprei a passagem para o próximo as 14.08, chegando a Zagreb as 16.34, custo da passagem, 11,80 Euros. Meu trem de Veneza para Ljubljana. Catedral de Ljubljana. 05.05 – 06.05. 6°- 7° dia, Sábado e Domingo: Ljubljana – Zagreb. Como o trem vai só à tarde, aproveitei para dormir até as 08.30, tomei o café completo do hotel e as 10.30 já foi a caminho da estação para ver especialmente o movimento dos trens de carga, que passam constantemente trazendo cargas pesadas do Leste europeu párea o Oeste e contrario. Vi como o transporte por trem é eficiente, só pensando na quantidade de caminhões para transportar todo isso. O meu trem para Zagreb saiu pontual as 14.08, ele passa quase sempre ao lado do Rio Save, este rio que também passa por Zagreb e entra no Danúbio no Centro de Belgrado. No meu comportamento tinha uma Senhora que voltou de visitar a sua filha trabalhando na Alemanha. Falamos em Inglês. Ela falou da maravilha de Alemanha. Conhecia a rua onde era o meu hostel em Zagreb, 200 metros da estação no centro da cidade. Da moeda o Kuna, 7.20 Kunas = 1 Euro. A localização da estação de bus para comprar a viagem para Dubrovnik. Ela orgulho-se de explicar as maravilhas da Croácia e de Zagreb. Portanto cheguei a Zagreb já bem informado e sem dificuldade achei o meu hostel. Esta vez não ganhei um mapa de Zagreb. Deixei a minha bagagem e fui de volta par a estação e comprei um mapa, pois o escritório de Turismo era fechado, neste Sábado. Abaixo da estação e da praça em frente tem um grande shopping, resolvi comer num dos restaurantes, Lasanha com uma garrafa de cerveja 32 Kunas, portanto a volta de 12 Reais. Tinha muito tempo e resolvi já de tratar da viagem para Dubronik, fui a pé até o terminal de bus. O bus era muito barato, 184,60 Kunas, aprox. 25 Euros para as 11 horas previstas da viagem. Voltei com o elétrico até o centro. Outra coisa, todas as cidades visitadas ainda usam o carro elétrico ou bonde, mas vagões novos e rápidos em espaço reservado só para eles. Fui para o hostel, deixando a visita aos pontos importantes da cidade para o outro dia. O hostel era o Checkers Private Flats na Rua Gunduliceva 39. O quarto tinha cama de casal, sala ampla e um bom banheiro. Era para duas pessoas ou no meu caso uma, 59,44 Euros/noite, sem café de manha. Tinha reservado na internet na Hostelbookers – [email protected] No outro dia fui ver esta linda cidade, o centro antigo a catedral o parque que se estende do centro antigo até a estação. O mercado de flores e o mercado de frutas e vegetais. Esta noite comprei uma garrafa de vinho, pão, queijo camembert, salame, frutas e resolvi de jantar no hostel. Levantei às 05,00 horas, pois o bus ia às 07.00 horas para Dubrovnik. Peguei o bonde em frente do jardim botânico até o terminal do bus. Pode pagar o bonde dentro ao condutor, mas é melhor comprar o bilhete antes numa banca de jornal. São 6,5 Kunas ou mais ou menos 2,5 Reais. Zagreb, centro da cidade com os eficientes elétricos ou bondes. Zagreb, "Hotel Esplanade" ao lado da Praça da estação. 07.05. – 09.05. 8°-10° dia, Segunda, Terça e Quarta: Zagreb – Dubrovnik. O bus para Dubrovnik era já um pouco velho com só 50% dos assentos ocupados. Tinha um bom lugar na janela com vista para o lado direito. Andamos numa auto-estrada passando por planícies e montanhas baixas, passamos por pequenos vilarejos, mas sempre muito longe. Chegamos a Split para uma pausa de 45 minutos. Split é um porto na costa do Mar Adriático/Mediterrâneo e é a saida para as balsas para várias ilhas e para a Itália. Agora seguimos numa estrada ao lado da costa. Olham para um mapa e podem imaginar a vista para o Mar Adriático e as muitas ilhas. A estrada anda sempre cortado nas montanhas que às vezes descem abrupto para o mar. Entramos na estreita faixa de Bósnia e Herzegovina junto ao mar, um controle de passaporte relaxado e após mais ou menos 5 km novamente fronteira e entramos novamente na Croácia. Segue-se o trecho mais bonito da viagem. Pouco depois das 18.00 horas chegamos a Dubrovnik. Aparecia fácil de encontrar o meu Hostel, saindo do terminal de bus e pegar a terceira rua á direita Dizia “street” em inglês, portanto rua, mas vi rua nenhuma. Nem perguntas ás pessoa ajudaram. No final eram ladeiras subindo em escadas, portanto a tradução era errada. Eram cem degraus ou mais para subir, mas fui compensado, o quarto era bonito com duas camas e só 25 Euros/noite. Um lindo terraço com vista sobre o Porto e o mar. No Porto tinha dois grandes navios de passageiros, eram tão perto aparecia que podia pular para eles. O por do sol sobre o mar era único. Desci, mas pelo mapa que tinha pegado no terminal vi que a Cidade antiga era longe, mais ou menos 4 km ou meia hora para andar. Decidi de deixar a Cidade antiga para o outro dia, tinha tempo, pois ia ficar 3 noites em Dubrovnik. Ao lado do terminal tem um supermercado e pensando na vista do meu terraço decidi de comer no meu Hostel. Comprei novamente um bom vinho tinto da Croácia, pão, queijo tipo brie francês, salame italiano, uvas e maças e fiz um jantar delicioso. No dia seguinte peguei o bus até o centro antigo, 8 km um pouco menos de 3 Reais. A Cidade antiga esta ainda totalmente cercado por muralhas altíssimas e dentro todo como construído séculos atrás. È a cidade medieval melhor conservado do mundo. As pessoas podem ir acima do muro bem largo e fazer toda a volta da cidade com vista para a azul do mar. Esta volta demora mais ou menos uma hora. Depois mergulhar nos becos, ladeiras, praças, ver os palácios e as igrejas. Sentar numa esplanada e beber uma cerveja bem gelada. Fui á pé der volta para o meu Hostel, passando pelo lado do mar. No outro dia fui para o bairro atrás do Porto seguindo a Costa. Fiquei feliz, realizei mais um sonho da minha vida de ver esta cidade, que queria conhecer deste que vi a primeira foto dela. A reserva do hostel tinha feito no hostlsclu.com – [email protected] eram 25 Euros para o quarto duplo/noite com banheiro privativo. Comprei a passagem para Sarajevo, dia 10.05 ás 08.00 horas, Kunas 150,00 mais ou menos 21 Euros ou 55 Reais. Fim do dia, vista do meu terraço em Dubrovnik para o Porto Dubrovnik, Cidade velha, vista de acima do muro para a rua principal. 10.05. – 11.05. 11°-12° dia, Quinta e Sexta: Dubrovnik – Sarajevo. Todos lembram da guerra cruel que começou em 1992 após a queda do comunismo e o e a desintegração da Iugoslávia. Os Bósnios e os Croatas declaram uma republica multinacional de “Bósnia e Herzegovina”. Os Sérvios da Bósnia Herzegovina sobre influencia da Servia não aderiram, contrario começou uma guerra brutal entre os Sérvios, Bósnios e Croatas. Os Bósnios vivendo em lugares dominados pelos Sérvios foram brutalmente assassinados. A partir de 1995 a Uno tenta manter a paz entre as três etnias, no inicio com grandes problemas. O bus para Sarajevo contrario dos outros no terminal era velho, mas limpo. O ar-condicionado não funcionou. A beleza da região compensa, pois passamos por montanhas e vales verdes, no horizonte ainda montanhas com neve. No inicio bandeiras da Croácia hasteada por algumas casas. Depois muitas casas queimadas e em ruínas. Quem matou aqui quem? O bus passa por Mostar e ás 14.00 horas entra em Sarajevo. Pensei aqui vai ser fácil de comunicar os elétricos e trolebus traziam as publicidades escritas em alemão. Rápido entendi que eram velhos, ofertas da Alemanha. Como não sabia a localização do meu Hostel e não queria comprar um mapa peguei um Táxi e rápido cheguei lá. Ele pedia 5 Euros ou 10 Markas, muito caro para a pequena volta que fizemos, mas também não tina taxímetro para conferir. O país depois de estabelecido a paz adotou o Marco Alemão como moeda. Quando Alemanha adotou o Euro a Bósnia Herzegovina criou a sua própria moeda, mas acoplado ao Euro pela mesma relação que tinha antes com o Marco. 1,99 Markas = 1 Euro. Portanto é fácil pagar em Euro e receber o troco em Markas. A Marka também é valido na parte dos Sérvios, a matricula dos carros é a mesma na parte dos Sérvios, a policia não, eles tem a sua própria policia. Passei pela cidade que aparece ter curado as principais feridas. Visitei as duas principais mesquitas, o cemitério dos bósnios, muitos homens jovens mortos entre 1992 e 1996. Sem lugar para mais mortos abriram um novo cemitério. Visitei o mercado antigo construído pelos turcos e o comercio á volta e das ruas perto, muitas turistas dão nova vida e o centro esta recuperado. Visitei a igreja antiga cristão-ortodoxa dos Sérvios e a mais nova, a igreja dos Católicos na maioria Croatas. A estação é muito grande, mas serve agora só para um trem para Zagreb e outro para Budapeste e alguns trens regionais. Para Belgrado não tem mais trem. Do terminal de bus, vai só um ás 06.00 de manha para Belgrado, preço da passagem 60 Markas. Fui para o lado Sérvio de Sarajevo com um Trole ainda com publicidade de firmas da cidade de Solingen, Alemanha. As janelas não abrem o bus tem ar-condicionado, mas como este não funcione o calor torna-se pesado. O cenário muda e todo aparece mais triste e pobre. Cheguei ao terminal de bus do lado Sérvio. Tinha a volta de 5 bus para Belgrado por dia,, preço da passagem 29 Markas, portanto metade do preço do bus do centro. Adotaram a escrita cirílica o que dificulta ainda mais a integração. Aparece que a realidade da Comunidade Européia esta tendo influencia. Os Sérvios aqui da Bósnia Herzegovina vão ver que a Servia não pode fazer muito por eles, tem os seus próprios problemas, que são enormes, e para ambos o irmão russo é muito longe. O futuro é colaborar com os Bósnios e Croatas para o bem comum. O meu Hostel Skend Sarajevo, praticamente no centro. Quarto com cama solteiro e banho privativo, geladeira, preço 27,00 Euros/noite. Reservado pelo Hostelsclub.com [email protected] A dona do Hostel é muçulmana. Nas ruas de Sarajevo vi menos mulheres com os cabelos coberto com lenço do que em Berlin. Para dizer ao certo, vi só 3 ou 4. Á noite fui jantar na esplanada do shopping logo em frente do Hostel. Era uma comida tipicamente Servia, gostosa, mas muita gordura, mais duas pequenas garrafas de cerveja, paguei 5 Euros. Já na cama ouvi o canto do muezzin de uma mesquita próximo chamando os fieis para a oração. Só para a sua informação, a população da Bósnia Herzegovina é composta de 44% Bósnios, mistura de Sérvios, Croatas com povos Turcos durante os séculos de ocupação turca. São na maioria muçulmanos. 31% Sérvios, 17% Croatas e 6% Iugoslavos, descentes de casamentos mistos entre as outras etnias. Paisagem de Dubrovnik para Sarajevo Mesquíta em Sarajevo. 12.05. – 13.05. 13°-14° dia, Sábado – Domingo: Sarajevo – Belgrado. Novamente fui com o velho Trolebus para o terminal de bus no lado Sérvio. O meu bus ia sair às 08.00 horas. Quando chegou o bus já vi que era bem velho. Tinha um lugar ruim ao lado de uma pessoa gorda. Pensei vou ficar neste lugar até Pale a “capital” da parte Sérvio. O bus sai em curvas subindo e passa no alto da montanha com Sarajevo lá embaixo. Em Pale saíram muitas pessoas, entrando outras, mas os lugares na parte traseira ficaram vazios, então fui para lá aliviado. Com o sol subindo aumentou o calor e novamente o bus com o ar-condicionado não funcionando e as janelas não para abrir. As pessoas começaram suar, a roupa cola no assento cheio de pó entranhado, aumenta o cheiro de suor e de vomito. A viagem começou ficar desagradável. Paramos em varias pequenas localidades, que não estavam no meu mapa. Após das 14.00 horas chegamos a Zvornik, olhei para o mapa e pensei, nunca chegamos a Belgrado às 18.00 horas como previsto. Nem fizemos a metade do caminho. Passamos pelo posto da fronteira, presença discreta de um carro blindado da Nato, Atravessamos o rio Dina e no outro lado o maior posto da fronteira da minha viagem para entrar na Sérvia. Fui durante toda a viagem que só aqui ganhei o carimbo da entrada e na saida da Sérvia o carimbo da saída. Eu não agüentava mais no bus. As estradas continuavam precárias com muito transito, andamos atrás carros lentos sem poder de ultrapassar. Mas de repente uma auto-estrada que não esta ainda no meu mapa e com só 30 minutos de atraso chegamos ao terminal em Belgrado. O terminal de bus está ao lado da estação do trem e em frente desta era o meu Hostel. Um prédio velho e feio. Subi até o 6° andar e entrei, tinha um casal jovem muito simpático falando ambos inglês. Mostraram o quarto, a cozinha com geladeira e os banheiros comuns. O quarto tinha cama casal, o banheiro era fora ao lado e como tinha poucos hospedes, nunca encontrei o banheiro ocupado. Paguei a parte não adiantada, o total era 29 Euros/noite para uma ou duas pessoas, com café de manha. Tinha reservado com HostelsClub.com [email protected] Trocei a camisa, lavei a cara, recebi um mapa e conselhos para o que ver nestes dois dias. Com muita força e espírito renovado fui para a rua. Fui direto para o Centro e o Castelo erguido pelos Turcos numa colina e lá em baixo o Rio Save a direita do castelo entrando no Danúbio. Em frente do castelo a vista sobre o rio Danúbio agora já bem largo e majestoso. O castelo tinha só as muralhas enormes ainda e dentro um grande parque. Na parte entre o muro exterior e interior um demonstração de tanques, canhões, carros blindados da 1° e 2° guerra mundial. Quase exclusive armas soviéticas. Como era Sábado tinha muita gente passeando, mas quase não vi turistas. Saindo do castelo tem o calçadão do Centro, cheio de esplanadas. Procurei um restaurante, mas vi só restaurantes de fast food. Numa das esplanadas comeram Pizza grande com chopes de cerveja de meio litro. Fui isso, paguei para a Pizza grande e gostosa e 2 chopes de meio litro 450 Dinar ou 5,6 Euros, a volta de 15 Reais. No outro dia atravessei uma das três pontes do rio Save, ao lado da estação. Poderia ver muitos vagões de carga velho estacionado e encostado, no rio muitos barcos de carga velhos e abandonados. A cidade que era capital de um pequeno império, agora reduzido só á própria Sérvia. Com os antigos estados da Federação se orientando para o Oeste sobrou muita coisa, incluído o grande edifício do Parlamento Federal construído em 1979 com grande jardim à volta, agora sem uso. Passei pelo parque ao lado de um braço do rio Danúbio até uma pequena vila onde moravam os empregados do estado de Áustria e Hungria. Com casas do inicio do século 17 um lugar muito bonito com uma grande feira neste domingo, preços estrema mente baixas em relação aos nossos aqui. Fiquei uma hora sentada no lado do rio, todo tranqüilo neste dia de domingo. Comi tâmaras, sorvete e num café um bolo gostoso acompanhado de um bom café. Depois passei pela vila e peguei o ônibus de volta para o Centro da cidade. Comprei a passagem para Budapeste no outro dia as 08.20. o preço 1275 Danar ou aprox. 16 Euro. A estação também é muito grande para os poucos trens que passam agora por Belgrado. O trem para Budapeste tem como destino final Moscou via Viena e Kiev. Tem ainda um trem para Sofia capital da Bulgária e de lá até Istambul, um para Zagreb e Ljubljana e um para Thessaloniki na Grécia. Belgrado, vista no fim da tarde do castelo para o rio Save na direita entrando no rio Danúbio. O Rio Danúbio visto de uma vila pequena perto de Belgrado. 14.05. – 15.05. 15°-16° dia, Segunda – Terça: Belgrado – Budapeste: O trem anda bem devagar e precisa 7.30 horas para os mais ou menos 370 km que separam as duas cidades. Uma viagem pelo passado, pequenos vilarejos no meu de campos verdes plantados com vários cereais e no horizonte florestas. Aparece que parou todo no tempo. Em Budapeste o trem parou na estação Keleti pályaudvar e depois segue para a estação Nyugati. Eu tinha de sair aqui e conforme a explicação na confirmação da reserva do Hostel pegar o metro linha vermelha e andar até Blaha L tér, uma estação em direção ao centro. Tinha reservado com hostelbookers.com [email protected] era o Agape Guesthouse, quarto com cama solteiro e banho privado com TV e geladeira, 40 Euros/noite. Na recepção recebi um mapa e fui logo para descobrir as belezas desta cidade e posso dizer são muitas. Para me orientar desci a pé até o Rio Danúbio que divide a cidade em Pest no lado direito e Buda no lado esquerda. Estamos no segundo mês de primavera e os dias são suaves com os parques verdes as arvores em flores. Muitos turistas alegres. Este ambiente faz que a gente se sente bem. Cheguei à ponte Erzsébet hid a primeira ponte a ser construído para unir Buda e Pest no inicio do séc. 19. Da ponte tinha uma boa vista para os dois lados da cidade e decidi como fazer para ver o maximo possível no dia seguinte. Hoje fui passear ao lado do Danúbio até a terceira ponte indo em direção do parlamento. Na volta passei um pouco para dentro, passando pelos hotéis de 5 e mais estrelas e as ruas de comércio. O que até aqui vi já justifica o dizer “Budapeste a Perola ou Rainha do Danúbio”. Não vou agora falar de todo que vi. Fazendo como eu e com o mapa na mão você vai descobrir o que deve visitar é só olhar a volta. No outro dia fui para Pest subi até o castelo, para me informar um pouco mais entrei no museu a entrada custou 1100 Florín ou seja 4,50 Euros. Do castelo se tem uma vista bela sobre o Danúbio e Buda. À tarde peguei o metro linha amarelo na primeira estação dela junto a Basílica St. Stephan e fui até a estação Hösök tere em frente da Praça dos Heróis. O sistema de metro de Budapeste é o segundo mais velho do mundo após o de Londres. A linha do metro amarelo foi a primeira a ser construído de Budapeste, as estações são pequenas cabem só 3 vagões estreitas. Todo aparece novo, restaurado, as estações com decoração de mosaicos em tom marrom claro e os vagões em cor bege escuro um cenário de 100 anos ou mais atrás. E realmente esta linha foi iniciada e aberta em 1896 para os festejos dos mil anos da fundação de Hungria. Tome esta linha de metro para visitar a Praça dos Heróis. A Praça é enorme e mostra os lideres das tribos magiares que fundaram Hungria no século 9, entre eles Stephan I que viveu entre 977-1038 e outros estadistas importantes dos primeiros 1000 anos da Hungria festejados em 1896. Só para informar os Magiares eram tribos mongóis que chegaram no séc. 9 da Ásia até Alemanha. Batidos pelo imperador de Alemanha recuaram e ficaram na região da Hungria hoje, subjugando os povos que viviam aqui e se misturando com eles. Bom fui um dia destes, andei e andei. Voltei com o metro amarelo e depois em vez de ir para a esquerda fui para a direita, notei só quando já estava em frente da estação Nyugati pu. Agora precisava tomar o elétrico para ir de volta até perto do meu hostel. Num lindo café, pedi um café com leite, água mineral e um pedaço de uma Sachertorte (uma torta, especialidade de Viena), paguei 1750 Florín ou seja 7 Euros, 18 Reais. O jantar foi novamente no Hostel, em frente mesmo tinha um supermercado para comprar as delicias, fui um jantar com vinho tinto Húngaro. O castelo de Pest acima do Danúbio, visto no fim da tarde. Do lado de Pest olhando para Buda, no fundo o Parlamento. 16.05 -17.05. 17°-18° dia, Quarta – Quinta: Budapeste – Bratislava. Chegando a Budapeste já tinha anotado os trens para Bratislava. Tinha um trem as 09.50 que continuava de Bratislava via Praga para Berlim, decidi de tomar este. O próximo era as 11.45 fazendo o mesmo percurso. Fui com o metro até a estação do trem um pouco mais cedo para comprar a passagem. Paguei 3825 Florín, 15,30 Euros. Chegamos às 12.22 horas em Bratislava. Esta vez já pedi um mapa da cidade no balcão das informações da estação. Localizei a estação e o meu Hostel no mapa e fui para a saida dos bus municipais. Um rapaz me disse qual era a linha e que deveria sair na segunda parada. Já tinha trocado na estação o restante dos meus Floríns para a Coroa de Eslováquia. 33 Coroas era 1 Euro. Tinha um autômato para tirar a passagem, a mais barata da zona 1 eram 14 Coroas, portanto 0,42 Euros ou 1,20 Reais. Nas cidades que visitei, vi relativamente poucos táxis e isso em minha opinião porque o sistema de transportes públicos é muito eficiente e barato. Desci na 2° parada diretamente ao lado do Palácio Presidencial. Eram mais 100 metros até o meu Hostel. Era o City Hostel, reservado novamente pelo Hostelbookers [email protected] o preço 35,75 Euros/noite para um quarto duplo com banheiro. Já tinha adiantado pela internet 7,15 Euros, portanto faltava pagar 71,15 menos os 7,15 igual 64,35 Euros ou 2160 Coroas. À tarde tirei num caixa automático as Coroas que achei que precisava para minha estadia em Bratislava e a noite paguei o Hostel. O meu Hostel esta na Rua Obchodna a principal rua de comercio, mas lojas de grife encontra-as também em outras ruas à volta e no centro antigo. Resolvi primeiro ver o comercio da Rua Obchodna e depois seguir até o terminal de bus. Passei pelo mercado e um grande supermercado para conferir preços. No terminal de bus conferi preços e horários, mas em vista dos baixos preços dos trens e a comodidade de chegar no coração das cidades, nem entrei fundo na questão. Isso muda na Alemanha onde os preços dos trens é 2-3 vezes mais alto. Como em todas as cidades que visitei tem bus diário para várias cidades de outros países, principalmente da Alemanha, más também para a Polônia e Áustria. Acho quem quer ir de Bratislava para uma cidade fora das rotas de trens rápidos compensa ir com bus. Ir até Hamburgo com bus é mais barato do que ir de trem via Berlim. Só quero dizer que existem opções e quem tem mais tempo pode pesquisar e variar em ir com trem ou bus. Fui jantar num restaurante italiano poucos metros do meu Hostel e em frente da “Pizza Hut”. Lasanha com cerveja e um capuchinho eram 410 Coroas ou 12,50 Euros. No outro dia passei pela cidade velha, todo impecável e aqui estão os turistas todos. No pequeno centro velho tem 6 igrejas importantes e muitos Restaurantes com esplanadas. Passei até o rio Danúbio, andei na margem pelos jardins e subi até o castelo acima de uma coluna. São lindos os jardins a volta do castelo e a vista para o Danúbio lá embaixo com seu movimento de barcos turísticos. Fui ainda ver a troca da guarda do Palácio Presidencial. Já no fim da tarde fui para o “Centro” construído pelos governos comunistas, mas todo abandonado, no enorme Centro Comercial resistiam só alguns barzinhos. Para se livrar desta herança e ganhar de volta o terreno, acho só desmontar este monstro de concreto. Palácio Presidencial Bratislava. Castelo de Bratislava. 18.05. -20.05. 19°-21° dia, Sexta – Domingo: Bratislava – Praga. Levantei cedo para pegar o trem às 08.25 para Praga. Peguei o bus municipal até a estação tirando o bilhete do autômato por 14 Coroas. O trem chegava de Budapeste e seguia via Praga para Berlim. Paguei SKK 632,00 ou seja 18,50 Euros. Chegada as 13,25 em Praga. Praga tem duas estações de trem conforme o destino tem de ver em qual estação chega e parte o seu trem. A estação mais central é Hlavni Nadrazi. O meu trem chegou à estação Holsovice Nadrazi. Conforme a confirmação da reserva do Hostel sabia que tinha de tomar o metro linha vermelho dentro da estação do trem e ir em direção “Haje terminal”, saindo na estação do “Muzeum”. O Narodni muzeum esta no fim da Praça Wenceslau ou Vaclavské nám. Desci a pé a Praça e no final entrar na esquerda a Rua Narodni e mais 20m metros até a Rua Charvatova 10. Com esta corrida com o metro e a pé até o Hostel, já estava dentro do esquema desta grande cidade. Tinha reservado o “Manhattan Hostel”, quarto com 2 camas e banheiro privativo, 55.60 Euros/noite. Com o adiantamento feito, faltavam ainda 150 Euros para pagar, ou 4229,64 CZK (Coroas Checas). Trocar dinheiro para pagar era uma desvantagem porque a Coroa tinha subido um pouco em relação ao Euro. A recepcionista queria que pagasse em CZK, mas no final aceitou os 150 Euros. Recebi o mapa da cidade. Deixei a bagagem e sai direto, primeiro para a principal Praça da cidade Staémesto Námest, eram só umas 200 metros do Hostel. Só precisava seguir os turistas que chegaram para visitar o centro neste inicio da tarde. Não vou falar das igrejas, museus, palácios, jardins, pois é tanta coisa para ver e se você chega e tem um mapa na mão rápido vai se localizar e conforme o tempo que tem marcar os lugares que quer visitar. Da praça segui para o Rio Vitava, de lá tem uma boa visão sobre os dois lados da cidade. Não queria ainda passar pela famosa ponte Karlúv most ou conhecido em todo o mundo por Charles bridge. Fui para a direita passeando no lado do Rio até a próxima ponte e entrando novamente na cidade. No outro dia passei pela Charles bridge cheio de turistas passeando de um lado para o outro admirando as suas 30 estatuas de Santos e de Cristo. Estas estatuas foram colocadas a partir de 1628. A ponte foi construída já em 1357. Da ponte há uma vista fantástica para o Castelo e a imponente Katedrála Sv. Vita, com inicio de construção em 1344 e só acabado no século passado. Bom todo isso ia visitar no outro dia, no final ia ficar uma tarde e mais 2 dias em Praga. Na ponte tem muita animação músicos, cantores, pintores e vale a pena ir e voltar para ver todo a segunda vez. No outro lado do rio fui para a ponte most Legil e voltei para o Centro. Na Praça Wenceslau tem muitos estantes vendendo vários tipos de pão com vários tipos de salsichas grelhadas, o cheiro deixa a gente com água na boca. Não resisti e pedi um sanduíche destes e uma cerveja, são 3,50 Euros, se depois deste ainda tem fomo repete a dose. Para Berlim tem um trem 4 em 4 horas, escolhi o trem das 06.34 horas, para chegar cedo, pois ia ficar só 2 noites em Berlin. Já comprei o bilhete do metro também aqui 14 Coroas (0.40 Euro ou 1 Real) da estação da linha amarela Mustek 50 metros do meu Hostel até a estação da linha vermelha “Muzeum” e de lá até a estação do trem Holsovice Nadrazi. Todo pronto para amanha não perder tempo ou perder o trem. Staromestké Námesti, Prefeitura antiga, construído a partir de 1338. Karlùv most ou Charles bridge. Praga, muitas turistas na entrada do Palácio Real. 21.05 – 22.05. 22°-23° dia, Segunda – Terça: Praga – Berlim. Levantei as 04.45 e pouco após das 05.30 entrei no Metro, já tinha o bilhete, portanto desci direto. Um homem e uma mulher controlando os bilhetes, mostrei o bilhete e ela começou falar comigo “warum haben Sie nicht entwertet”? (porque não desvalorizou?). Sabia que tinha de desvalorizar pois chegando em Praga alguém me explicou, tinha esquecido. Falei com ela em alemão, mas não adiantou nada, ela repetiu sempre a mesma pergunta. Pensei que ela só sabe mesmo esta pergunta em alemão. O que fazer? Deixei minha bagagem ao pé dela e corri escada rolante para cima para desvalorizar. Voltei , ela disse mais nada e foi embora. Pouco antes das 06.00 estava na estação e comprei a passagem. 1414 CZK ou 49,60 Euros. Fiquei com a boca aberta, para quase os mesmos km de Bratislava até Praga tinha pagado só 18,50 Euros. Bom depois em Berlin não ia mais fechar a boca mesmo. Chegada em Berlim 13.34, portanto 5 horas de viagem. O trem no lado Checa parou 3 ou 4 vezes e pensei nunca vamos chegar em 5 horas em Berlim. Passamos a fronteira e chegamos à cidade de Dresden (chamado a “Florença ao lado do rio Elbe”). Faltavam só duas horas e nem metade do caminha feito. Mas saindo de Dresden o trem começou o seu vôo acima dos trilhos e sem mais parar chegamos pontualmente em Berlin. As locomotivas podem facilmente andar 200 – 300 ou mais km/hora, o problema é quando mais rápido mais adaptado tem ser os trilhos os dormentes o trajeto do trem, sem grandes curvas e a proteção de casas perto da linha. Isso custa dinheiro e nem sempre é possível atingir a velocidade desejada. Cheguei à nova estação central de Berlin, a estação mais moderna do mundo com a sua integração de trens internacionais, nacionais de longa distancia, trens regionais e os trens de subúrbios e o metro. Com o trem de subúrbio (S-bahn) fui até a estação Berlin Jardim Zoológico. No A&O Hostel no lado da estação tinha reservado um quarto com banheiro privativo. A reserva tinha feito pela A&O Hotels and Hostels na internet, [email protected] . Paguei pela primeira noite 64 Euros e pela segunda 82 Euros. Salgado, mas tinha analisado muito e achei que era o mais barato nesta zona. O mesmo Hostel tinha dormitórios até 10 camas, 16 Euro/cama. Bom nestes dois dias em Berlin andei muito usando o metro o S-bahn ou ônibus, preço único 1,20 Euro para a Zona 1 = ate 4 estações sem a contagem da estação do inicio. Fui ver o novo Parlamento a Porta de Brandenburgo, o Tiergarten (grande parque no centro de Berlin), a parte da antiga Republica Democrática, o antigo Check Point Charly onde era a única ligação aberto no muro entre Berlim de Leste e Oeste, fui até o bairro de Kreuzberg onde moram na maioria os turcos que vivem no Berlin. 40 % das pessoas que vivem neste bairro são da origem turca. Queria ver se existe uma diferença em relação a outros bairros de Berlim, mas não achei. Lojas e restaurantes turcas existem em qualquer outra bairro de Berlim também. Na Alemanha 10% da população são estrangeiros, são 8 milhões e destes 4 milhões de origem turca ou curda. Bom para visitar Berlin, acho deve comprar um guia mesmo para definir o que quer ver, assinalar no mapa e ir em frente. Uma coisa vocês já devem ter visto de Berlin, a igreja com a torre destruída durante a 2° guerra mundial. A torre da igreja continua destruída, tal como foi e a nave da igreja é nova. Chama-se Kaiser-Wilhelm Gedaechtniskirche no Kurfuerstendamm, rua chique de Berlim. Do meu Hostel até a igreja são 200 metros. Ao lado da igreja tem 3 grandes Restaurantes ao ar livre, nos dois dias em Berlim jantei lá. Segunda vez no restaurante “Joe’s Wirtshaus zum Loewen” (Joe’s restaurante de Leão) um “Holzfaellersteak”, “Steak a Lenhador”, Euro 10,90, ½ Litro de cerveja de fermentação especial feito de trigo branco 4,2 Euros. A cerveja é boa mesma, tomei um segundo chope de ½ litro e paguei total 19.30 Euros ou seja 50 Reais. Berlin, Parlamento da Alemanha. Kaiser Friederich-Wilhelm Gedaechtniskirche, simbolo da derota de Alemanha na 2° Guerra e "simbolo do castigo de Deus". Foto tirada no fim da tarde. Berlin, Estação central a mais moderna do mundo, vista do intérior. 23.05 – 26.05. 24°-27° dia, Quarta – Sábado: Berlin – Braunschweig – Wolfenbuettel. Que pena de deixar já Berlin, dois dias realmente não chegam para visitar esta cidade. Como tinha planejado 4 noites na casa da minha irmã mais velha, decidi de deixar Berlin só à tarde. Peguei a S-bahn para ir até a estação central e comprei a passagem para Braunschweig, um pouco mais de 200 km de Berlin. Agora o preço dobrou, 49 Euros para somente 200 km. Mochileiros concordo, com estes preços é difícil de viajar, mas a velocidade e o conforto compensam. O Inter-city para em mais 2 estações em Berlin e depois em 54 minutos percorre as 200 km até Braunschweig. Só passando perto da fabrica da Volkswagen em Wolfsburg o trem reduz um pouco a velocidade. È uma sensação fantástica de fazer uma distancia tão grande em tão pouco tempo. Olhando para fora da janela, só pode olhar para mais longe, tentando fixar coisas mais pertos se fica tonto. Na estação o meu cunhado estava a minha espera. Foram quatro dias em ”casa”. Um dia fizemos compras no mercado da pequena cidade de Wolfenbuettel, nunca tinha visitado esta cidade. Fiquei impressionado com o centro antigo desta cidade, tão bem conservado. Na Alemanha vale a pena visitar também uma ou outra cidade histórica menor, bem que quase todas as cidades têm uma historia de no mínimo 900-1000 anos. Dia de mercado na pequena cidade de Wolfenbuettel. Rua com vista da igreja na cidade de Wolfenbuettel. 27.05. – 29.05. 28°-30° dia, Domingo – Terça: Braunschweig – Munich. Tomei o trem às 10.58 de Braunschweig para Munich. Como este trem ia via Frankfurt e Stuttgart para Munich, trocei o trem em Fulda e após 10 minutos de espera continuei com o trem que ia de Hamburgo para Munich, descendo direto. Assim as 15.38 já cheguei em Munich. São à volta de 450 km e o preço da passagem 109 Euros. Encontrei a minha 2° irmã em Munich, jantamos juntos e fomos com trem regional para a casa dela em Weilheim, uma hora de trem de Munich. Fiquei a primeira noite na cidade de Weilheim. Em Munich tinha reservado o “Euro Youth Hostel Munich”, pela [email protected] para duas noites. Eram 42 Euros incluído café de manha bom, para um quarto com cama solteiro e pia, a ducha e o WC no corredor. O Hostel fica nem 100 metros da saida da estação, portanto como esta no centro da cidade. Munich é uma cidade charmosa e uma das mais turísticas de Alemanha, pois era residência dos reis da Bavária, portanto tem uma cidade histórica grande com os palácios e jardins reais, belos parques ao lado do rio Isar, muitos igrejas, a mais conhecida a Catedral, Frauenkirche com as suas duas torres de 100 metros de altura, construído entre 1468 -1488 que junto com a bonita câmera municipal nova construída entre 1867 - 1908 e a câmera antiga que data de 1310 formam o Marienplatz, a principal praça central. Ao lado desta praça é a bem conhecida igreja St. Peter, construído entre 1379-1386 sobre os escombros de uma igreja do século 11. Pode subir a torre e de lá tem um boa vista sobre toda a cidade. . Indo da estação para o Centro, você mergulha na massa das turistas. Entre eles muitos japoneses, mas não é mais como poucos anos atrás, muitos dos supostos japoneses são hoje chineses. Com a China e Índia ficando cada vez mais ricos, Europa deve receber uma invasão de turistas de lá nos próximos anos. No Hofbraeuhaus, a famosa casa de cerveja falei com um Chinês na minha mesa. Tinha um grupo grande de chineses numa mesa perto se divertindo com as canecas de 1 Litro de cerveja. O Chinês na minha mesa disse, o que eles em primeiro lugar querem visitar é os EU e depois logo a Europa. Munich, calçadão da estação para o centro. Munich, câmera municipal antiga, construído a partir de 1310. Ao lado a câmera nova em obras, foto tirada no unico dia de chuva durante a viagem. 30.05. – 03.06. 31°-35° dia, Munich – Bozen (Bolzano) – Meran (Merano) – Schlanders (Silandro). Era o trem das 11.30 horas de Munich para Veneza via Insbruck na Áustria e depois passando os Alpes pelo passo do Brenner até Bozen seguindo via Trento e Verona para Veneza. Eu desci em Bozen e peguei o trem regional ate Meran. O preço da passagem de Munich até Bozen com Inter-city era 57,60 Euros com mais 3,50 Euros de reserva de lugar obrigatório. De Bozen até Meran com trem regional, 7,00 Euros. Cheguei em Meran as 16.13. Bozen ou Bolzano em italiano é a capital da província Suedtirol, que pertencia até o fim da 1° guerra mundial ao Império Áustria-Hungria. Esta província esta situada no sul dos Alpes. A maioria fala alemão e como a província tem autonomia todo esta escrito em 2 línguas, 1° alemão e 2° italiano. A primeira língua na escola é o alemão e a 2° o italiano. De Meran tinha de ir ainda com o trem particular até Schlanders. Uma hora passando ao lado do rio Etsch, entrando num vale de 40 km de cumprimente, com as montanhas dos Alpes nos dois lados. Se o trem de Bozen até Meran já passa por cenários muito bonitos, de Meran para Schlanders é uma coisa simplesmente fantástico, uma terra abençoado por Deus. Em Schlanders a minha irmã mais nova estava a minha espera. Fiquei 5 dias e passamos muito nas montanhas dos dois lados do vale. Fomos duas vezes para a linda cidade de Meran. Aqui em Meran, simplesmente relaxado demais neste fim da viagem deixei a minha maquina fotográfica num lugar qualquer, perdi ela. Graças a deus as fotos até Munich incluído estavam salvas, pois tinha trocado o chip em Munich. Portanto posso mostrar nenhuma foto de Meran. È uma pena, tinha tirado tantas, das montanhas com neve, dos riachos, da casa da minha irmã encostada na montanha com vista linda sobre a cidade de Schlanders ou Silandro em italiano. Infelizmente perdi a maquina em Meran, portanto não tenho as fotos desta última etapa. Talvez a etapa mais bonita. A última foto, o jardim Real de Munich. 04.06 – 05.06. 36°-37° dia, Schlanders – Milano – Paris – São Paulo. Chegou a hora de dizer “auf Wiedersehen” (não é adeus e nem good-by, talvez até breve, ou melhor, vamos nos ver de novo. Assim seja, vamos nos ver de novo). Fui de Schlanders até Meran. De Meran via Bozen com trem regional até Verona, pagando 9,40 Euros. De Verona com Inter-city até Milão pagando Euro 11,50. Na Alemanha só para este trecho Verona-Milão teria pagado a volta de 35 Euros. Portanto definitivamente andar de trem é barato com exceção no meu caso de Alemanha, onde paguei quase 3 vezes o valor do que nos outros paises para trechos comparáveis. Chegamos com atraso de 5 minutos às 16.00 horas em Milão, mas estava tranqüilo o fecho do “check in” do meu vôo era às 17.50 horas. Comprei a passagem do bus para o aeroporto de Linate num quiosque da estação e saindo no lado lateral esquerda da estação tem os bus para o aeroporto de Linate no meu caso ou o aeroporto de Malpensa. O bus vai 30 em 30 minutos. Bom o restante da viagem era: As 18.20 ir com avião da Air France para Paris, chegada as 19.50. Tinha um lugar na janela e novamente uma linda visão sobre os Alpes. Saida de Paris as 23.15, chegada São Paulo as 05.45 hora local no dia 05.06., portanto 5 horas a menos do que no local da saida. A manha do dia 05.06 às 06.00 horas era a manha mais fria do ano, 6 graus. Não era uma recepção calorosa. Mas chegando em casa me senti bem, pois estava de volta em São Paulo, Brasil. Dieter Pronto para sair, para voar conosco acima dos trilhos, atravessando campos, vilas e cidades, pronto para nos levar até qualquer lugar da jovem e bonita Europa. [olor]
  24. Olá leocaetano, muito obrigado pela sua mensagem. As fotos que coloquei são estas, também nos outros sites onde esta o diário. Abraços Dieter
  25. Diário para a Patagônia. (Viagem realizado em Nov./Dez.2006) Olá Mochileiros, a minha penúltima viagem, a 4º na América do Sul, via o Amazonas para as três Guayanas realizei em Abril/Maio de 2006. Planejei a 5º viagem. Sabia que para a Patagônia não poderia ir no inverno/inicio da primavera, para não chegar lá no frio com chuvas, com os ventos fortes e as noites escuras muito compridas. Lendo muito cheguei à conclusão o melhor seria ir no meio da primavera, isso significava esperar até meados de Novembro. Era difícil de esperar tanto tempo e pensei, vou para a América Central em Setembro. Fiz os planos, estava todo pronto para sair. O problema era eu tinha o compromisso comigo mesmo de conhecer a América do Sul do Norte até o Sul, do Leste até o Oeste e todos os seus paises e respectivas capitais. Então faltava a Patagônia. Não tinha jeito, esperei, planejei todo para sair em Novembro e estar de volta antes Natal. Fiz as contas e escolhi o dia 16.11.2006 como a data da saida. Ir de ônibus ia ficar muito cansativo. De São Paulo via Buenos Aires para chegar até Ushuai ia gastar 4 dias e noites e depois a volta de Buenos Aires para São Paulo mais 2 dias/noites. Consultei os vôos e achei que pelo preço dificilmente poderia fazer o mesmo trecho com ônibus. Quem vai com Aerolineas Argentinas com vôo internacional para Argentina recebe um bom desconto para os vôos domésticos na Argentina. Então comprei a passagem São Paulo – Buenos Aires ida e volta mais o trecho Buenos Aires – Ushuaia, total 1074 Reais. Era a primeira das minhas 5 viagens para descobrir a América do Sul, que fiz um trecho da viagem com avião. O meu roteiro foi o seguinte: SP – Buenos Aires – Ushuaia – Punta Arenas – Puerto Natales – Parque Torres del Paine – El Calafate – Glaciar Perito Moreno – El Chalten – Parque Fitz Roy - Rio Gallegos - Comodore Rivadavia – Esquel – Carretera Austral – Chaitén - Islã Chiloé – Puerto Varas – Bariloche – Mendoza – Buenos Aires – SP. Eram 32 dias e 31 noites de viagem. Dormi: 1 noite na cadeira do aeroporto em Buenos Aires 4 noites viajando durante a noite no ônibus 6 noites em albergues de juventude 20 noites em hostalagens, hostales ou hosterias e hotéis. Gastei 2163 US$ incluído os vôos. 2 pessoas viajando, fica mais barato, devido ao preço da hospedagem que cai para dois terços ou até a metade por pessoa. Em Buenos Aires e Bariloche aceitam Reais para cambiar. O cambio direto sem passar pelo US$ é vantajoso. O que me impressionou mais além da natureza tão exuberante, os lagos azuis no meio das montanhas com os picos cobertos de neve, as planícies sem fim, era a explosão da natureza na primavera. Flores tão delicadas neste vento ainda forte e gelado no meio da primavera, arvores fortes com os troncos destorcidos se agarrando firme nas encostas das montanhas. Aparece que todo obedece a um sinal para começar ao mesmo tempo: ficar verde, crescer, florear e gerar frutos. 16.11. 1º dia, Quinta: São Paulo – Buenos Aires. Chegou finalmente o dia do inicio da minha 5° viagem. Já esperei demais, precisava sair, não estava mais agüentando. O avião ia sair as 18.30 do aeroporto internacional de Guarulhos. Já às 13.00 horas peguei o táxi, fui até o aeroporto de Congonhas e de lá com o ônibus até o aeroporto de Guarulhos. As 15.30 já começou o check in, depois passei logo o controle dos passaportes e entrei na ala do embarque. Os passageiros na maioria viajando em negocio ou familiares que moram no Brasil ou Argentina e visitam parte da família que trabalha no outro pais. Turistas, acho era o único. Saida pontual e chegada pontual as 21.57, mas com a diferença do horário era 20.57. Passar pela Policia para todos igual, formando uma fila grande. Pensei que os moradores do Mercosul tinham um tratamento especial sem fila com saida sem controle como na Comunidade Européia, mas não a mesma fila para todos. Na saida tinha um Cambio. Fiz o primeiro erro da viagem, cambiei logo 250 US$, cambio 1US$ = 2,74 Pesos. Depois vi que poderia pagar no restaurante com US$, ao cambio de 3,10 e em qualquer lugar fora do aeroporto o cambio era de 3,00 – 3,05. Portanto chegando trocam só o necessário para ir até a cidade e lá tem muitos lugares para trocar ou pagar em US$. Fui para a ala dos vôos domésticos para confirmar o meu vôo para Ushuaia no outro dia as 08.20 e voltei para a ala internacional. Escolhi um restaurante sem ser fast food, pedi Ravióli com molho Roquefort e uma cerveja grande. Como em todos os restaurantes depois na viagem o garçom traz uma cesta com vários tipos de pão fresco e manteiga. Paguei 36 Pesos =12 US$. Como passava já das 23.00 horas o movimento era pouco agora, as vôos intercontinentais para Europa já tinham saído. Tinha algumas pessoas dormindo nas poltronas e eu já sabia que ia fazer o mesmo. Tirei o anorak para me cobrir a toalha para por abaixo da cabeça, empurrei o saco da viagem abaixo da poltrona fechei a bolsa com cadeado e fixei-a no braço. Tinha policia rondando, era todo seguro. Dormi logo e muito bem. Ushuaia, a cidade no fim do mundo. 17.11. 2° dia, Sexta: Buenos Aires – Ushuaia. Acordei eram 06.10, estava com muito sono ainda, mas vi que a maioria dos meus companheiros de dormir já tinham levantado. Fui para um banheiro lavar a cara e os dentes e estava pronto para iniciar o novo dia. Tomei café de manha, medalones (croissants) com um café grande com leite. Quando cheguei a sala de embarque tinha muita gente para as poucas portas de saida e misturaram-se passageiros de vôos diferentes. Partiram muitos vôos com pouca diferença de horário. Para Ushuaia já estavam chamando, quando entrei no avião já estava cheio. Eram turistas de vários paises europeus, todos com a volta da minha idade, portanto aposentados. Ouvi italiano, espanhol, francês, alemão. Perguntei a pessoa a meu lado, mas ele não estava de muito conversa. Iam todos para El Calafate com um pacote turístico. Portanto o avião ia via El Calafate para Ushuaia. Tinha um ótimo lugar na janela e vi lá embaixo El Calafate, uma cidade relativamente nova vivendo do turismo. Num lado os Andes e no outro a planície. De El Calafate até Ushuaia o avião era quase vazio. Chegamos as 14.50 horas em Ushuai, o vôo demora 3horas e meio. Como tinha o saco de viagem no avião sai direto para fora do prédio do aeroporto, fui chamado de volta para uma revista da minha bagagem referente produtos agrícolas proibidas de entrar. Era uma revista de rotina e nada foi aberto. Perguntei a Senhorita quanto custa o táxi para o centro. Sempre pergunto para evitar problemas com taxistas, ela disse 5-6 pesos. O dia era cinzento e chuvoso com 13 graus. Tinha escolhido 3 hotéis do meu Guia “O Viajante independente na América do Sul”, mas esta vez o Guia não ajudou muito o turismo mudou tanto a cidade nos últimos 3-4 anos, o 1° hotel não encontramos e os outros dois tinham feito reformas e custaram acima de 100 US$. O taxista também não sabia ajudar muito. Estávamos na Calle Gobernador Paz e pedi para sair para não rodar mais, ele cobrou 8 pesos. Vi que nesta Calle tinha algumas hostales, mas na minha frente estava a HI albergue de juventude Torre al Sur, também no meu Guia. Entrei e tinha vaga num quarto com 2 beliches e poderia escolher, duas camas estavam ainda livres. O banheiro era logo em frente. Topei por 20 Pesos/noite, portanto 6,60 US$. Deixei a bagagem tirei o anorak e um cachecol comprido e ansioso fui para a rua. Fui para a rua mais movimentada, a Avenida San Martin e depois para a rua a beira do canal do Beagle. A cidade e o canal são rodeados de montanhas com os picos ainda com neve. O sol começava sair era forte e brilhante. Eles recomendam de não sair sem óculos de sol e sem protetor solar abaixo 30. O sol queima mesmo por causa do buraco de ozônio. O vento era forte e gelado. Na entrada do Porto tem um escritório de turismo. Na Argentina vale a pena ir lá em qualquer cidade que você visita, eles tem lista dos hotéis ordenados por preços, mapas da cidade e informações para excursões. Deixei carimbar no meu passaporte que cheguei à “Ushuaia, La Ciudad Mas Austral Del Mundo”. Em frente tinha estantes típicas de madeira com venda de várias excursões com barco ou lanchas pelo Canal do Beagle ou para o Parque Nacional e o trem do fim de mundo. Comprei uma excursão para o Sábado às 15 horas, quarto horas pelo Canal e 40 minutos de trecking. Paguei 110 Pesos e mais 5 no outro dia para entrar no Porto, portanto nada barato. Já eram 19.30 horas, tinha fome e fui ver os restaurantes na Avenida San Martin, fast foot ou bufês com valor fixo para comer o que quiser, o ultima 23-28 pesos com direto a churrasco também. O Sol estava ainda lá acima das montanhas, a rua cheia de turistas na maioria lógico Argentinos. Mas também muitos mochileiros e turistas da 3° idade de Europa. As restaurantes ainda vazias. Não queria comer bufê, pois sei que como demais. Escolhi o restaurante Lá Casa de los Mariscos, Av. San Martin 232, Salmão de várias maneiras entre 26 – 28 Pesos. Tinha já um casal comendo e entrei também. Pedi Salmão e uma garrafa vinho da casa tinto 15 Pesos e água mineral com gás 4 pesos. O pão fresquinho ainda quente com manteiga. Sem perceber bebi a garrafa de vinho toda. A comida uma delicia. Os dois dias seguintes pesquisei muito, mas sempre jantei no mesmo restaurante. Também o bife era muito bem servido. Mas nunca mais na viagem pedi uma garrafa de vinho grande, pois sai do restaurante cantando e ainda cantei chegando na albergue. Eram 21.30 e começou escurecer. Fiquei ainda na sala com vista fantástica sobre a cidade e o Canal de Beagle com as montanhas cobertas de neve. A sala cheio de mochileiros. Tomei banho e fui dormir, cai nem morto na cama. Acho dois dos meus companheiros do quarto já estavam dormindo. Ushuaia, Canal de Beagle. 18.11.-19.11. 3°-4°dia, Sábado e Domingo: Ushuaia. Dormi muito bem. Levantei às 08.00 horas e já estava sozinho no quarto, os outros 3 já tinham saído. Tomei café de manha na albergue, 5 Pesos. De repente senti um cansaço e deitei-me novamente, só um pouco, mas adormeci e dormi até as 11.30. Fui para a Av. San Martin para a agencia de viagem e comprei a passagem para Punta Arenas na Segunda. Uma das viagens de bus mais caras, talvez por causa do ferry para atravessar o estrecho de Magellanes. 150 Pesos = 30 US$. Comprei um sandwich de queijo e jamon e uma Coca e fui para a Av. Maipu a beira do Canal de Beagle. Tinha sol e quase nenhum vento. Como outros mochileiros e turistas sentei e comi o meu sandwich esperando a saida da lancha às 15.00 horas. Éramos 9 pessoas mais o guia e o homen da leme na pequena lancha. Subimos no meio do Canal com boa vista da cadeia de montanhas nos dois lados. Aqui o vento era forte e as ondas altas, era necessário sempre se segurar com a mão. Passamos por várias ilhas, uma com uma pequena colônia de Pingüins e Leões marinhos e uma grande colônia de Comerantes. O guia tinha mapas e explicou a rota da lancha. Paramos numa ilha e iniciamos a caminhada de 40 minutos. Passamos por abrigos dos índios da Ilha de Fogo. Eram só buracas contra o vento, à volta os restos da comida de mariscos. Quando era muito frio eles se cobriam com peles, mas normalmente andavam no. Comiam mariscos e algas e com sorte na caçada Leão marinho ou Guanaco. Já no inicio do século 20 não existia nenhum destes índios mais. Eram obrigados pela igreja de se vestir, deixaram de comer mariscos cru e algas. Não estavam habituada a nova comida e muitos morreram devido aos novos hábitos impostos e as doenças que o homem branco trousse. Dos que ficaram livres sem duvida uma grande parte morreu pela caçada praticamente livre a eles. Hoje estão homenageado com monumentos, como o grande monumento no meio da praça de armas em Punta Arenas. Voltamos às 19.00 horas e passei pela agencia para comprar a excursão para o Parque Nacional no Domingo, mas era já fechado. Fui jantar, mas esta vez tomei só uma garrafa pequena de vinho da casa, 8 Pesos. No domingo tentei ainda a excursão para o Parque Nacional as 14.30, mas nada. Tinha um van esperando e passei. O homem perguntou o que procurava, expliquei e ele disse que vai levar um casal para o Parque às 15.00 horas. Se queria poderia ir com eles por 60 Pesos, portanto 35 pesos mais baratos do que o tour pela agencia. Era o Casal de Espanha que tinha encontrado no dia anterior na lancha. Passamos pertinho das montanhas, visitamos dois lagos e depois deixou-nos num vale. Descemos a pé e subimos no outro lado mais ou menos 1hora e meio e após mais uma curta parada num lago voltamos para Ushuaia aonde chegamos as 19.30. Punta Arenas, Plaza de Armas. 20.11.-21.11. 5°-6°dia, Segunda e Terça: Ushuaia – Punta Arenas. Levantei às 06.00 horas, pois pediram para já estar em frente da agencia de onde sai o bus para Punta Arenas as 07.30 para sair pontual as 08.00. Já tinha pagado na noite anterior os 60 Pesos referente à minha estadia na albergue. Fui a pé os 20 minutos até a agencia na Av. San Martin. O bus era quase cheio e no caminha pegou mais pessoas em Rio Grande e San Sebastian. No inicio passamos em curvas pelas montanhas que acompanham o Canal de Beagle, depois só Planícies com vegetação ralo. Muitos carneiros pastando. Pouco depois San Sebastian a fronteira entre Argentina e Chile. A parte da estrada de San Sebastian até o Ferry ainda não esta asfaltado. As 15.30 chegamos ao Estrecho de Magallanes. No meu Guia diz que atravessa do Estrecho demora 2 horas, mas estranhei porque o Estrecho aparecia-me aqui muito estreito. Como o Ferry entrou em serviço só no governo de Kirchner, talvez o Guia se refira a atravessa entra Punta Arena e Provenir. Demoramos só 20 minutos para atravessar sempre acompanhado de Golfinhos Preto e Branco, que só vivem aqui no Estrecho. As 18.30 chegamos em Punta Arenas. Na parada tinha uma Menina que oferecia hospedagem no Blue house. Já tinha visto os folhetos deles na fronteira. 2 Mochileiros e eu fomos com ela. Quarto precário, cama de casal e banho privado 12 000 pesos chilenos = 24 US$, café de manha fraco incluído. Eles tinham quartos para 4 e mais pessoas por 3000 por pessoa = 6 US$. Já à noite fui ver a cidade toda. A Praça de Armas é muito bonito com as arvores grossos e as copas das arvores compactas. Crescem pouco por ano, mas crescem forte. A catedral em frente da Praça. Fui até a Avenida Colon passando pelo centro histórico. Esta noite comi a 1° e ultima vez bufê na viagem, comida abundante e sobremesa, 4500 Pesos mais uma caneca grande de cerveja 1200 pesos total = 11,4 US$. No outro dia novamente sol e clima agradável. Em toda a viagem, nunca tinha chuva que demorava mais de 10 minutos. Fui visitar o escritório do turismo ao lado da Praça de Armas e peguei a planta da cidade e a relação dos hotéis, também já referente Puerto Natales. A agencia ao lado cobrava 10 000 Pesos para visitar os Pingüins, mas tinha já vista outra que cobrava 7000. Comprei a visita aos Pingüins para as 16.00 horas. No Van tinha um mochileiro de Alemanha de 36 anos ele vivia na parte da antiga Alemanha Oriental, portanto tínhamos muito para falar. Chegando perto dos Pingüins paga-se mais 4000 Pesos de entrada, portanto total de 11 000 pesos = 22 US$. Os caminhos são cercados e de madeira acima das dunas. Os pingüins andam sem qualquer atenção para as pessoas. Procuram seus buracos entra 20 – 80 metros da praia. È época de acasalamento, portanto muito namoro e beijinhos. Eles vão para o mar 10 horas /dia para pegar comida. A organização privada que cuidava todo fazia contagem para ver se a colônia aumenta ou esta diminuindo. À noite mostrei ao Alemão o restaurante bufê, mas eu não queria comer lá. Comi num restaurante de massas Ravióli com jamon e queijo roquefort, 1600 Pesos mais dois cervejas 350 ml, 1400 pesos, pão fresco e manteiga total 3000 Pesos = 6US$. Pinguins no estrecho de Magalhães. Puerto Natales, Parque Torres del Paine. 22.11.-24.11. 7°-9° dia, Quarta, Quinta e Sexta: Punta Arenas – Puerto Natales, Parque Torres Del Paine. Já tinha comprado no dia anterior a passagem com saida para as 14.00 horas, preço 3000 pesos, 3 horas de viagem. Chegando em Puerto Natales aparece que todos já tinham um lugar para onde ir, fiquei sozinho na parada. Perguntei no táxi e mostrei os 3 lugares anotadas, duas descartei pelo ambiente e a terceira era muito mais caro do que as no maximo 15 – 20 US$ que queria gastar. A taxista disse, mas porque ficar aqui no centro tem o Hostal Patagônia, com banho privado e café de manha por 5000, achei longe do centro, mas fomos até lá e fiquei. Paguei a simpática taxista, eram só 2000 pesos. Realmente uma escolha boa um quarto bonito um café de manha completo, 10 minutos a pé do centro passando pela linda Plaza B.O’Higgins. Indo com táxi custava só 1000 pesos. A Dona era muito simpático, queria ir para o centro, chamou um táxi e fui com ela. Indicou-me uma agencia e comprei a visita para o Parque Torres Del Paine 18 000 pesos mais a entrada no Parque 15000 Pesos mais a visita da Milodon Cave 3500 = total 73 US$. È realmente caro, mas quem vai visitar o Parque pode fazer trecking lá dentro e acampar em caminhadas de 3-4 até 12 dias. Jantar, a volta da Plaza de Armas com a linda Catedral, tem vários bons restaurantes para jantar barato e bom. No outro dia levantei às 06.00 horas. O café de manha realmente bom pão, manteiga, iogurte, frutas, suco. Pouco depois das 07.00 horas chegou o Van. Era o ultimo de um total de 11 pessoas, incluído os italianos que conheci na visita aos Pingüins em Punta Arenas. Chovia e muitas nuvens, pensei novamente vou ver nada, como quando visitei a Cordilheira Branca no Peru e esperei 3 dias para finalmente ver os picos das montanhas. Mas nada, chegando perto do Parque as nuvens foram e sol durante todo o dia. Escrever sobre a beleza do Parque é difícil. Após cada curva novas emoções. Eu não tenho as palavras certas acho só indo para lá e estar bem preparado para ver tanta beleza num só dia. Quem tem a fibra, o dinheiro e o tempo, fica lá alguns dias e faça trecking. Passamos na geleira grey, era eu uma japonesa e dois jovens americanos. No lago passou um iceberg caído da geleira. Eu pedi ao Americano de tirar uma foto. Quando vejo os olhos dele assustados, surpresos “O my God”, olhei para o lago e vi o iceberg partir com um estrondo em duas partes. Fugimos para trás para não pegar a onda que veio do lago. Só as 21.30 chegamos em Puerto Natales. Decidi de ficar mais um dia, era cansado e feliz e queria gravar as emoções deste dia na minha mente antes de enfrentar outras. Informei-me e poderia ir para El Calafate e o Glaciar Perito Moreno sem voltar para Puerto Natales. Na minha agencia custou 30 000 Pesos, na agencia ao lado 25 000, comprei lá no outro dia. Jantei, fui a pé para o Hostal. Valeu a pena e se toda a viagem se fosse resumir só neste dia, valeu a pena. Dormi até as 09.00 horas e passei todo o dia perto do mar e as montanhas. No jantar Salmão com purê de piemont e vinho tinto, água mineral, como sempre pão fresco e manteiga. 9000 Pesos = 18 US$. Parque Torres del Paine. Parque Torre del Paine, Glacier Grey. 25.11. 10° dia, Sábado: El Calafate, Glaciar Perito Moreno, El Chalten. Levantar as 05.40, tomar banho, tomar este gostoso café de manha e as 07.30 estava o Van na porta para ir para El Chalten e o Glaciar Perito Moreno. Disse adeus à simpática Dona do Hostal. Ficamos emocionadas com lágrimas nos olhos, ela disse você esta sempre cantando. Realmente quando estou feliz estou sempre cantando, sem perceber. E cantei muito ainda nesta viagem. Novamente passamos de Chile para Argentina, mais dois carimbos no passaporte. Muitos no nosso bus não iam seguir na Argentina iam voltar à noite para Puerto Natales, portanto vão ganhar 4 carimbos neste dia. Chegamos em Calafate pagamos a entrada no Parque 35 Pesos, 11,60 US$ e entrou uma Guia. Paramos para comprar um lanche, pois não íamos ter tempo para almoçar. No caminho para o Parque a Guia explicou todo sobre o Glaciar. Não é o maior da Argentina, mas o mais bonito e mais acessível. O campo de Gelo a volta dele conforme ela é o terceiro maior do mundo após a capa de gelo no Pólo Norte e a Antártica. Pensei na Groenlândia, mas estou na duvida. Perto do Parque uma ducha fria, quem quer comprar a passagem com o barco em frente do Glaciar? Fiquei pensando. Todos compraram e comprei também, 36 Pesos, mais 12 US$. Mais uma coisa única, que nunca tinha visto. Esta parede de gelo de 500 metros de largura entrando no Lago Argentino entre duas cadeias de montanhas cobertas de neve. 500 metros e 60 metros de altura. Todos os dias caem 2 metros para dentro do lago às vezes icebergs grandes com estrondo forte. Conheci um rapaz descendente alemão vivendo nos EU e podia dividir com ele o entusiasmo vendo este espetáculo. A viagem, do barco demora 30 minutos e chegando ao pé da parede de gelo aparece um brinquedo. O bus levou-nos de volta até El Calafate. Eu pensei porque ficar em El Calafate? Poderia ir até El Chalten. A Guia falou que o ultimo bus para El Chalten vai as 18.30 e ia ter tempo para apanhar ele. Assim poderia ficar mais um dia em El Chalten. Falei com o Americano e ele gostou da idéia. Mas tinha já marcado um Hostal. Comprei a passagem já ida e volta 90 Pesos = 30 US$. Esperando pela saida do bus um rapaz argentino começou falar comigo. Disse vai ser difícil arranjar lugar em EL Chalten, é todo caro e os lugares bons e baratos cheios. Ele conhecia a dona do albergue de juventude Patagônia, ligou para ela e tinha uma vaga. Agradeci muito ao rapaz, uma preocupação a menos na chegada após 4 horas de viagem. Acima da hora da saida do bus veio o Americano. Chegando perto de El Chalten a volta das 21.30 um por de sol fantástico atrás das montanhas Cerro Torre e Cerro Fitz Roy. Chegamos as 22.30. O Americano acompanhou-me até o albergue, mas não tinha mais lugar. Ligaram para dois lugares nada, assim ele foi à procura. Eu fui jantar num belo restaurante ao lado. Depois, antes de entrar no quarto tirei a roupa para não acordar ninguém. Eram 3 beliches, portanto 6 pessoas num quarto pequeno, rapazes e meninas. Dormi bem. Puerto Natales. El Calafate, Glacier Perito Moreno. 26.11. 11° dia, Domingo: El Chalten – Trecking para o Lago Torre. Acordei às 07.00 horas, pulei da cama. Era o ultimo, todos já tinham saído. As 08.00 iniciei a caminhada para o Lago da Torre. São12 km, tempo previsto para 24 km ida e volta 6 horas. O caminho começa a 100 metros do albergue. Uma caminhada tranqüila por florestas nunca tocadas e no inicio sempre o Fitz Roy na frente. Após 3 ½ hora de caminhada cheguei ao Lago. Uma vista! O Cerro Torre em cor laranjada e a volta as montanhas mais baixas com neve. A água entra no lago pela caída do gelo do glaciar que vem da cadeia de montanhas com o Cerro Torre o pico mais alto. No outro lago a água sai, formando o Rio Fitz Roy. Sentei a beira do lago e comi as nozes e a chocolate que tinha levado. Bebi a água do lago. Após um descanso de meia hora iniciei a volta. Chegando num cruzamento peguei o caminho para o centro de EL Chalten. Era um pouco mais comprido com vistas sobre o Vale do Rio Fitz Roy. El Chalten tem a volta de 500 habitantes vivendo do turismo. Na cidade comprei nozes e chocolate para a caminhada de amanha. Cheguei cansadíssimo na albergue, tomei banho e fui jantar no restaurante ao lado. È bom mesmo, comi chuleta e tomei meia garrafa vinho da casa branco. Fiquei mais um pouco curtindo a conversa dos outros mochileiros e acho as 22.00 já estava na cama. El Chalten, Trecking para 0 Lago Torre. El Chalten, Fitz Roy. 27.11. 12° dia, Segunda: El Chalten – Lago de los Três. Novamente 24 km ida e volta, mas esta vez a previsão são de 8 horas de caminhada com os ultimas 1500 metros de subida forte. À frente sempre o majestoso pico do Cerro Fitz Roy. Perdi-me no caminho e perdi meia hora. Ao meio dia, após quarto horas cheguei ao Camping do Rio Branco. Tinha lá 3 barracas de mochileiros. Um camping sem apoio, só água não precisam levar podem beber do rio. È o campo base para quem quer iniciar o alpinismo para o Cerro Fitz Roy. Agora subir 1500 m. Faltou fôlego, mas melhorei meu empenho subindo. Mais 5oo metros com trechos retos e subindo. O vento forte derruba as pessoas, estou deixando quase todos atrás de mim. A neve chega horizontal e bate na cara e nos olhos como graus de areia. Usando óculos fica difícil de ver, deveriam ser óculos especiais. Estou me agarrando nas pedras e passo por mais duas meninas atrás de uma pedra grande. Preciso chegar lá. Estou-me abaixando e mais 50 metros até um abrigo ao lado do Lago. Têm lá 3 Italianos, os únicos que chegam lá neste dia fora de mim. Tiram um foto de mim, mas o vento e a neve estragam a foto. Eles vão embora. Sozinho solto o grito da Victoria. Tiro algumas fotos atrás do abrigo e me rasteando vou voltar. As meninas estão ainda lá assustadas e digo a elas para voltar. Depois encontro três alemães, eles perguntam se da para seguir, eu digo que não, a nevasca esta aumentando. Um dos 3 volta comigo. De volta no camping Rio Blanco, me deito na grama junto com outros turistas, come meu chocolate e as nozes e bebo como os outros a água de um riacho. As 17.30 chego à albergue. Vou novamente cedo para a cama, pois amanha levantar cedo para pegar o ônibus. Pago os 60 Pesos para as 3 noites, mais 6 de gorjeta para os empregados. Fitz Roy, trecking para o Lago de los Três. De mais ou menos 40 pessoas subindo, só eu e 3 italianos chegamos até o Lago. 28.11.-30.11. 13°-15° dia, Terça – Quinta: El Chalten - El Calafate – Rio Gallegos – Comodoro Rivadavia - Esquel. Levantei as 05.15. e para perturbar ninguém tirei logo todas as minhas coisas para fora do quarto. Arrumei-me na sala e as 06.00 fui sair para pegar o ônibus para El Calafate. Era só ultrapassar a rua em frente do albergue. Tentei-me informar nos dias anteriores, se existe a possibilidade de pegar a “Rota 40” a partir do Vilarejo Tres Lagos até Esquel, mas fui desaconselhado. Só para alguém que não tinha os dias contados e um plano fixo para cumprir. Então como já tinha comprado a passagem de volta para El Calafate, segui até lá. Chegamos as 10.20 e comprei logo a viagem para Rio Gallegos, saida as 12.30, portanto tinha quase duas horas para ver a cidade El Calafate. Uma cidade fundado há pouco mais de 40 anos, vivendo só do turismo para o Perito Moreno. O bus para Rio Gallegos (4 ½ horas de viagem, 33 Pesos) era de dois andares, e eu tinha o lugar acima mesmo em frente. Após ter passado pela linda paisagem do Lago Argentino só planície com vegetação ralo, sem arvores e arbustos. Só poucas vezes alguns carneiros pastando. Estrada reta até o horizonte onde ela aparecia cair num sem fim. As 17.00 chegada em Rio Gallegos, comprei a passagem para Comodore Rivadavia às 19.00 horas, 65 Pesos, previsão da viagem 12 horas. Primeira vez nesta viagem fui á noite. Cheguei as 05.30 no outro dia. Como queria ficar a noite, informei-me quando ia o bus para Esquel. Tinha só uma companhia para este destino, era o bus executivo leito para Bariloche e ia só às 21.30 horas. Portanto tinha dois dias e uma noite na cidade Comodore Rivadavia. Fui para a Hostaria Rua Mariana, Calle Belgrano 738, com banho privado e café de manha, todo muito precário e os preços nada mais conforme o meu Guia. 59 Pesos = 20 US$. Tomei banho e fui dormir, meu corpo doía do esforço nas caminhadas em El Chalten e o meu dedo indicador direito estava machucado, todo vermelho e começou pulsar. À tarde comprei pomada de penicilina e começou melhorar Fui ver a Cidade de um lado ao outro, visitei dois museus fora da antiga estação de trem da Patagônia, também museu. Comer difícil. No final da principal Av. San Martin um Shopping, um Supermercado e um restaurante self-service enorme. Aparecia que todos comeram lá, estava cheio na hora do almoço e do jantar. As pessoas comiam muito, sempre com pratos cheio de papas fritas. Nunca vi tantas mulheres gordas. Não queria viver nesta cidade longe de todo, num lado o mar e no outro a subida para a planície. Finalmente chegou a hora de partir para Esquel, Quinta às 21.30 horas. O bus executivo custou 85 Pesos, o bus normal 65 Pesos. O bus executivo com jantar a bordo. Carratera Austral, Vulcano Corcovardo, vista da pequena vila Chaitén em frente da Ilha Chiloé. 01.12. 16° dia, Sexta: Chegada em Esquel – Bus até a fronteira – Carretera Austral – Chaitén. Chegamos as 06.00 em Esquel. Uma cidade que se compara com Bariloche, mas menos conhecida. As casas de madeira aparecem estar dentro de um grande parque. Tem um grande centro de esqui e esta encostada nas montanhas dos Andes. Queria ficar uma noite, mas informaram na rodoviária que um bus até a fronteira com Chile ia só nesta Sexta já às 08.00 horas e depois só na Segunda. Era difícil de tomar a decisão, mas não queria comprometer a parte da viagem para a Carretera Austral e a Ilha Chiloé. Tomei café de manha com os deliciosos medalones e as 08.00 segui para a fronteira. Passamos pela cidade de Trevelin e chegando mais perto da fronteira o bus ficou quase vazio. Paramos mesmo em frente do posto da fronteira, carimbar o passaporte e a pé para o outro lado. Lá tinha um Van velho, já tinha gente, mas cabiam mais dois chilenos eu e dois mochileiros um da Israel e outra da França. 2 mochileiras ficaram de fora. O Van ia até o vilarejo de Futaleufú, pagamos 3000 pesos =6US$. No mapa aparecem estes Vilarejos, mas na verdade são só algumas casas no meio de uma natureza exorbitante. Chegando em Futaleufú não tinha mais transporte publico antes de Segunda. Começou chover e ficamos-nos 3 mochileiros em frente de um tipo de bar abrigado. O Francês tinha 56 anos e queria descer primeiro para Puerto Aisen e depois ver como seguir. Após mais ou menos uma hora chegaram as 2 mochileiras de corona, eram também Israelitas. Após muita discussão o que fazer os 3 Israelitas foram embora, não sei como e para onde, nunca mais os vi. Então o Francês e eu tentamos também ir de corona. Após mais uma hora passou um Van que levava turistas para fazer rafting até Puerto Ramirez e para 2000 Pesos/pessoa ia levar nos dois. Chegado em Puerto Ramirez tínhamos sorte e um engenheiro da construção da estrada nos deu corona até Villa St. Lucia. Aqui o Francês decidiu de dormir numa casa particular pagando 2500 Pesos = 5 US$. Eu decidi de pegar o ultimo mini-bus desta semana para Chaitén, 3000 Pesos. Vale a pena de fazer toda a Carretera Austral é uma terra onde poucos colocaram o pé, portanto uma viagem numa parte do mundo que quase é única e existem poucos iguais hoje em dia. (O Francês mandou-me um e-mail ele desceu até o final da Carretera para Villa O’Higgins e a pé com barco e carona em caminhão conseguiu chegar até El Chalten, sem passar por postos de fronteira). Cheguei só às 20.00 horas em Chaitén. O Bus deixou-me em frente do mar com vários hotéis e hostales. Escolhi o Hotel/Restaurante Corcovado, como todas as casas em Chaitén uma casa totalmente feita em madeira. Dentro da casa sente-se o conchego e a leveza do ambiente. 7000 Pesos = 12 US$ por noite, incluído o café de manha. Fiz uma volta, começou escurecer e achei nenhum lugar para comer. Voltei para o Hotel, tinha dois hospedes comendo. Sentei-me também, comida ótima com vinho e água mineral, 7500 Pesos. Puerto Varas, com a linda igreja toda feita em madeira e no fundo do lago o Vulcano Osorno. Puerto Vara, Lago Llanquihue e Vulcano Osorno. 02.12. 17° dia, Sábado: Chaitén. Levantei cedo, pois tinha combinado encontro com o meu amigo Nicolas La Penn da agencia Chaitur para estar lá as 08.30 e caso ele arranjava pelo menos mais duas pessoas íamos para o Parque Nacional, custo 29 000 Pesos. Infelizmente não arranjou ninguém. Então levamos um amigo dele de Santiago para um rio para pescar trutas. Chegamos mais perto do Vulcão Corcovado (o mesmo nome do hotel), o pico coberto com neve sempre atrás das nuvens. Mas no domingo de manha felizmente poderia tirar a desejada foto sem as nuvens. Depois fomos juntos para a agencia comprar a atravessa com barco para a Ilha Chiloé. O barco não tinha chegado neste Sábado por causa de uma avaria do motor, então tinha já alguns carros e caminhões esperando. O barco eram 16000 Pesos e ia no Domingo de manha as 07.30. Depôs o Nicolas explicou-me o caminho a pé para o Parque, para ver pelo menos a cascata do rio e o museu militar sobre a historia da Patagônia chilena sua descoberta e incorporação no estado chileno, bem como a construção da Carratera Austral com as dificuldades para ultrapassar montanhas vales e rios. Puerto Varas, Parque Vicente Pérez Rosales, Vulcano Osorno. 03.12.- 05.12. 18°-20° dia, Domingo – Terça: Ilha Chiloé, Chonchi, Ancud. Tinha avisado que ia sair as 06.45. Quando desci tinha ninguém na sala, mas o café de manha estava na mesa. Não esperava esta, fiquei contente. Sai sem ver ninguém. Vi que o barco já tinha chegado e pouco depois das 07.00 cheguei lá. Eram poucos passageiros, mas os carros, caminhões e bus não cabiam todos. Algumas tinham de esperar a volta do barco anunciado para as 19.00 horas. Só caminhão com tanques de filhotes de Salmão tinha 5 esperando. Filhotes criados na cabeçada dos rios e agora transferido para os tanques de rede no mar. Eles constantemente controlaram a temperatura e o oxigênio dos tanques. As 07.30 saímos, são 5 1/2 horas de atravessa até o vilarejo de Quellon na Ilha Chiloé. Uma vista muito bonita do mar para as montanhas do continente e especialmente para o Vulcão Corcovado, que mostrou agora na despedida o seu pico coberta de neve sem nuvens. Durante a atravessa vimos muitos pingüins caçando sem ligar o mínimo para o barco. As 12.40 chegamos em Quellon. Fui para a saida dos bus para o interior. O bus para Chonchi ia às 16.00 horas. Comprei a passagem, 800 Pesos e fui para o centro tirar dinheiro numa caixa automático. Comprei Iogurte e frutas e comi na sala da linha do ônibus. Uma paisagem linda até Conchi, as casas ao lado da estrada todas em madeira, tal como em Chaitén e depois em Conchi. Aparecem casas de bonecos, cada um criando o seu estilo de fazer a casa. Também as igrejas em madeira. A igreja de Conchi é uma das mais bonitas. Chegado em Conchi perguntei pelo Hostal Esmeralda, conforme o meu Guia o dona é Canadense. Tinha quartos compartilhados e banho separado por 6000 Pesos por pessoa. Optei por um com banho privado por 10.000 Pesos, mais 1500 Pesos café de manha com panquecas à moda do Dono. Ele fez questão de mostrar todo o Hostal, lógico também feito todo em madeira. No jardim mais uma casa com quartos e uma cozinha grande e sala de jantar. Fiz uma volta pela praia até o centro. Decidi de comprar pão fresco, manteiga, queijo, salame, frutas e vinho num dos 3 supermercados (na verdade são mercearias) que vi. Comi na sala de jantar do Hostal, tal como outros mochileiros. No outro dia peguei o bus para Ancud, 2200 Pesos. O bus vai hora em hora e passa por Castro a capital da Ilha. Cheguei às 13.30 horas em Ancud. Tinha uma moça simpática que me convidou para a Hospedaje “Don Luis” que era dela, 5 minutos a pé da rodoviária e 15 do centro. 5000 Pesos sem banho privativo. Aceitei. Também aparece uma casa de bonecos. Saindo para o centro fui passar em zikzak por ruas diferentes, para ver os lindos jardins e as casas de madeira. O movimento no Porto. O Fuerto San Antonio com os canhões grandes mostrando o ano de fundição e a coroa espanhola. Ancud foi o ultimo lugar dos espanhóis no Chile, ainda no poder deles após 8 anos da declarada independência de Chile. Perderam a ultima batalha Naval e em 1826 foram definitivamente embora. No outro dia peguei um bus até Puñihuil para visitar as ilhas com suas colônias de pingüins e comorantes. No bus tinha um casal de namorados de Paraguai hospedado na mesma Hospedaje como eu e ainda o casal de Suíços que tinha encontrado no meu Hostal em Conchi. O bus deixa as pessoas na praia e é necessário uma caminhada de 3 km, sempre a beira do mar. Chegando à praia em frente das ilhas, só com barco e Guia, 3000 Pesos. Na volta, me separei dos outros, pois tinha deixado a caixa dos óculos num lugar para tirar fotos. Achei, ela ainda estava lá. Eram 16.00 e o bus ia chegar só as 17.00. Então pedi corona e consegui logo, as 16.45 já estava no centro de Ancud. Jantar salmão com vinho e pão fresco, muito barato, 4500 Peso = US$. Tem restaurantes de fast food ou lanches, más quase sai pelo mesmo preço ou você come só Hambúrguer mesmo. Mais uma noite de sono profundo, acho nestas casas de madeira se ganha uma tranqüilidade adicional. Barioloche, visto do Cerro Otto. 06.12.-07.12. 21°-22° dia, Quarta e Quinta: Puerto Montt, Puerto Varas. Na chegada em Ancud tinha-me já informado sobre o Bus direto para Puerto Varas. Era às 10.15 horas, 3000 Pesos. O bus saindo de Ancud vai direto para o ferry para o continente. A atravessa demora 20 minutos, mas sem espera, tem 3 ferrys num ir e vir constante. Novamente vimos pingüins e esta vez também leões marinhos. O bus passou pela rodoviária de Puerto Montt. Chegamos ao terminal da companhia do bus em Puerto Varas e decidi de comprar já a passagem para Bariloche para Sexta, um feriado no Chile e Argentina, 10 000 Pesos. Fiz bem, eles colocaram um bus extra para as 09.50 e este também já estava cheio, só um lugar, o 38, fiquei com ele. Depois vi porque, o bus estava cheio com turistas de idade, (jubilados= aposentados) da Holanda. Fui a pé subindo a rua para o centro, pensei de encontrar um Hostal barato, mas nada, só hotéis caros com três estrelas e mais. Saindo novamente do centro, na rua principal na primeira rua à direita, C. Pio Nono vi uma Hospedaje, meio velho. Tinha vaga e era limpo e o pessoal simpático. Banheiro em frente do quarto e ducha descendo a escada. 13500 Pesos, com café de manha. A cidade tem muitos colonos alemães. Vi as meninas e meninos vestido e o cabelo arranjado como nos anos 50 na Alemanha. Mas aparece após ganhar a independência dos pais se vestem e comportam como os outros. A igreja em madeira tem tamanho de uma catedral, toda branca com as torres em vermelho. Comprei bolo, cerejas e água mineral e fui para a praça de armas para comer. Ao lado o edifício mais pomposo da cidade, o Cassino. Todas as cidades maiores têm Cassinos, quem freqüenta eles? Os turistas? Sei que Alemanha tem Cassinos, mas poucos e o Alemão em geral é poupado demais e não brinca com dinheiro em Cassinos. Visitei 3 vezes o Cassino em Estoril/Portugal, nunca ganhei. Fiquei uma hora sentada em frente do Lago Llanquihue com o Vulcão Osorno e seu pico branco lá no fundo. Peguei um bus até Frutillae, 2000 Pesos para ver uma outra cidade perto do lago. Também com 2 lindas igrejas em madeira e vista para o Osorno, aqui mais perto. Na quinta de manha peguei um bus, 2000 Pesos para o outro lado seguindo o lago até, mesmo no pé do Vulcão no vilarejo de Ensenada. Entrei no Parque Vicente Pérez Rosales, 2000 Pesos com as quedas de água do rio Petrohue saindo da cadeia das montanhas com o Osorno no meio. Segui ainda até o Lago Todos Santos. Neste lago chega-se com barco até o lado de Argentina e de lá tem transporte regular até Bariloche. Perguntei no outro dia o rapaz ao meu lado no bus para Bariloche se era mais rápido e mais barato este caminho para Bariloche, mas ele disse que não, não tem horários fixos para nada, portanto não é aconselhável. Primavera em Bariloche. Trecking-way em Bariloche. 08.12.-10.12. 23°-25° dia, Sexta – Domingo: Puerto Varas – Bariloche. São 09.20, peguei um táxi para o terminal. São só umas 300 metros, mas os táxis cobram só o valor mínimo, 300 Pesos. As 09.50 saímos. Fiquei muito ansioso, no final ia visitar a tão comentada Bariloche. A previsão eram 8 horas de viagem, mas gastamos quase 2 horas na policia da fronteira de Chile e mais uma na da Argentina. Paisagens lindas, especialmente descendo da fronteira para Bariloche. Chegamos às 18.20 horas. Encontrei no bus uma menina alemã, falamos um pouco. Ela estuda na Alemanha e como parte do estudo queria-se informar no Chile como funcione a criação dos salmões em tangues de rede no mar. Ia ficar 60 dias no Chile. Na rodoviária decidi de tomar um táxi até o primeiro hotel anotado na minha lista. Vi a menina vindo da paragem dos bus para a cidade e ela falou que não tinha Pesos argentinos, então pegamos junto um táxi para a cidade, eram só 8 Pesos. Juntos entramos no Hostal Sur, mas queriam 27 US$ em vez dos 17 do meu Guia e tinham vaga só para uma noite. Disse adeus à menina. Fiz uma volta inteiro no quarteirão com muitos hostales e escolhi a Hospedaje Tito na C. Eduardo O’Connor 100 metros da Catedral, 50 Pesos =21US$, com banho privado s/café de manha. Tinha pressa de sair para ver o lago, as montanhas, mas primeiro a rua principal a Av. Mitre. Andei para acima e para abaixo, para mim uma coisa nova aqui na América Latina, tanto chique, hotéis até 5 estrelas, lojas bonitas, restaurantes bonitas e não caras e muitos muitos turistas de todas as idades. Muitos mochileiros. Jantei num restaurante Italiano, comida típica da Alemanha e Áustria, Gulasch com Spetzle (ensopado de carne com tipo especial de massa) 18 Pesos, Salada mista cinco Pesos, Vinho da Casa oito Pesos, água mineral e como sempre colocaram uma cesta com pão fresco e manteiga na mesa. Total eram 38 Pesos, 12,5 US$. No outro dia fui à beira do lago passando pela estação do trem que ainda funcione até a cidade de Viedma na costa Atlântico para a rodoviária para comprar a passagem do bus até Mendoza. Na volta subi a Av. Mitre e peguei o bus para turistas até o Cerro Otto, 20 Pesos preço especial para jubilados, incluída subida e descida com teleférico. Lá acima têm um restaurante giratório, 360 graus em uma hora. E andando a volta uma vista para Bariloche lá embaixo o lago e as montanhas cobertos de neve. Também tem 3 opções de caminhadas nas montanhas a volta. A tarde queria comprar a excursão e o passeio de barco para a Islã Victoria. Entrei numa agencia e a menina falou 56 Pesos, mais 21 de bus do hotel até o Pto.Pañuelo. No folheto dizia Jubilados metade do preço, mas ela falou só para Jubilados argentinos. Pensei vou amanha pegar um bus até o Pto. Panuelo e lá comprar a excursão. No outro dia peguei o bus as 11.00 que demora quase 1 hora para chegar ao Porto, 2,6 Pesos. Fiquei nervoso, pois pensei ainda vou perder o barco, que sai às 12.00 horas. Chegando lá acima da hora tinha 2 agencias, uma fazia a excursão com Catamaran e a outro com um barco construído em 1939 na Holanda, mas totalmente renovado com motores novos. Escolhi este, que surpresa a menina que vendia a excursão era a mesma da agencia da cidade. Ambos rimos e o preço lógico ficou nos 56 Pesos sem desconto. Uma tarde gostosa navegando a volta da Islã Victoria, com vistas fantásticas e caminhadas na Islã. De volta muitos ônibus esperando para levar as pessoas de volta para o Hotel. Como não tinha nenhum queria pegar o bus municipal, mas tinha um minibus esperando quase cheio e ia direto para o centro por 5 Pesos. Entrei, faltavam mais 2 e com o bus cheio partimos, 30 minutos mais tarde já estava no centro. Muita badalação no Centro. Mochileiros, não percam, Bariloche deve ser visto! Fui dormir tarde, mas como o bus para Mendoza ia só às 13.00 horas, dormi até as 09.30. Visitando Viñedos e uma Bodega em Mendoza. Mendoza, vista para o Aconcagua com 6960 metros a montanha mais alta das Américas. O pico abaixo do meu braço esquerdo. 11.12.-13.12. 26°-28° dia, Segunda – Quarta: Bariloche – Mendoza. Mendoza, as ruas e avenidas com uma sombra gostosa. Buenos Aires, Casa Rosada, Palácio do Presidente. O bus, 125 Pesos foi até a cidade de Neuquén, um bus de dois andares e novamente tinha um lugar na fila da frente. Chegamos lá às 18.00 horas. Tomei um lanche e uma cerveja e às 20.00 horas seguimos em ônibus leito para Mendoza. No bus serviam novamente um ligeiro jantar. As 07.45 chegamos. Perguntei qual era a melhor área para procurar um hotel barato e bom e o custo do táxi. Peguei um táxi até a Avenida das Heras cruzamento com Av. San Martin. O táxi custou 4,60 Pesos. Escolhi o hotel Imperial, eram 45 Pesos com banho privado. Perto tem a Plaza de Independência e em toda esta zona tem hotéis e hostales baratos. Na Av. San Martin tem um Inf. Turístico, é bom ir lá e pegar uma mapa da cidade e informar-se sobre excursões e lugares p/visitar. Resolvi de pegar um ônibus municipal para a região das Bodegas e fui visitar uma com a ajuda de um argentino que conhecia bem as bodegas. Não aconselho ir sozinho, é melhor ir com uma agencia que cobra 25 pesos. Mas vale a pena ver de onde vem tanto vinho que é exportado para vários paises do mundo e um vinho cada vez mais apreciado. Mostraram também o sistema de irrigação, cada Viñedo recebe sua cota de água 14 em 14 dias. O rio Mendonza entra na cidade para abastecer as casas e os viñedos. Eu tinha a impressão que a água vinha mesmo já usada e filtrada para as viñedos. De qualquer maneira o rio sai da cidade sem nenhuma gota de água. Viñedos até onde se poderia ver, mas tem ainda muita terra para plantar, o que falta é mesmo mais água. Mendoza aparece uma cidade rica que vive do vinho e do turismo. A cidade dorme entre 13.00 horas e 16.00 – 16.30, todo fechado. Depois começa de novo a vida e as ruas, os calçadões da Av. Sarmiento e as muitas esplanadas ficam cheios de pessoas alegres. Comprei a excursão no outro dia para as montanhas altas por 56 Pesos. Saímos as 07.30 e fomos seguindo o rio Mendonza que antes entrar na cidade era cheio de água agora na época do degelo. Fomos até a fronteira com Chile vendo as pistas de esqui Los Penitentes e depois a vista para o Aconcagua, com 6959 metros, a montanha mais alta das Américas. Aqui se pode alugar Mulas para levar o equipamento até a base da montanha para quem quer subir o Aconcagua. Na Quinta de manha andei novamente pela cidade, comprei uma camisa mais adequada para as temperaturas acima de 30 graus aqui. As Ruas e Avenidas têm arvores grandes nos dois lados, como não tem prédios acima de 3 andares eles crescem até esta altura e depois as copas das arvores se expandem e fecham como um túnel acima das ruas. Andamos sempre numa sombra gostosa. Às 13.00 horas as ruas ficaram novamente vazias. Só algumas pessoas nas esplanadas. Sentei para tomar um suco de laranja, um café e medalhones. 14.12.-17.12. 29°-31° dia, Quinta – Domingo: Mendoza - Buenos Aires. Os ídolos de Argentina e em especial de Buenos Aires, perdido no passado: Futebol, Diego Madona, Tango, Carlos Gardel, Evita Perón, Che Quevara o grande filho da Argentina, mito e revolucionário. Tentando voar em Buenos Aires. O bus para Buenos Aires saia às 18.00 horas, 135 Pesos. Ônibus leito de dois andares. Serviram um lanche e depois jantar, era muita comida. O bus quase vazio. Passamos quase uma hora por viñedos e bodegas bonitas no meio delas. Auto-estrada reta muito larga com faixa enorme no meio. Postos grandes de luz iluminaram a Auto-estrada, pensei será até Buenos Aires? A volta das 22.00 horas cai no sonho e só acordei as 07.30 já começando entrar na cidade. Chegamos as 08.30. A rodoviária é perto do centro, informaram que o táxi custa à volta de 8 Pesos. Com taxistas não tinha sorte em Buenos Aires. Falou muito, disse na Calle Lavalle para onde queria ir seria muito caro etc. Paramos no Cruzamento Calle Lavalle e Calle Esmeralda. Ele pediu 11 Pesos, dei 12 e ele disse que a nota de 10 era falsa, dei outra, falso também. Ainda desconfiei nada, abri novamente a carteira ele disse deixe ver e de repente tinha todo dinheiro na mão. Disse assim esta bom devolvendo o resto. Contei e vi que faltava uma nota de cem pesos. Insisti de receber de volta e ele negando. Começamos discutir e ele devolveu a nota, dizendo pega esta falsa. Sai dizendo hijo da ...., contei o dinheiro e vi que em vez de dez ele tinha tirada a nota de 50 Pesos. Primeira vez que cai neste golpe de um taxista bacana fazendo você tão confuso que começa reagir perdendo a atenção. Entrei no Hotel O’Rei, cobraram 55 Pesos, quarto com banho particular, mas estava completo. No outro lado o Hotel El Cabildo, 80 Pesos. Fiquei com este. O quarto e o banheiro eram recente restaurados, tinha ar-condicionado central e ainda ventilador. A temperatura no quarto era muito agradável, era o melhor quarto de toda a viagem. A Calle Lavalle cruza com a Florida, ambas as mais movimentadas da cidade e o hotel esta a cem metros da Av. 9 de Julho, com o famoso obelisco de 65 metros de altura. Já estava em 1983 em Buenos Aires, mas não tinha mapa e andei perdido, mas entrando na Calle Florida comecei-me lembrar e fui até a Plaza San Martin, Casa Rosada e Plaza de Mayo. No Inf. Turístico da Av. Rivadavia peguei a mapa da cidade e folhetos de interesse. Na Plaza de Mayo, como sempre tinha uma demonstração e desta vez contra Kirchner e os supostamente 600 desaparecidos ou presos políticos no governo dele. Diziam que a policia continua agir impune. Buenos Aires deve-ser realmente a cidade mais perto da aparência de cidades europeus. Mas não vi mais o charme de 1983 na época já em decadência. Comparar Buenos Aires com Paris ou Madrid é um insulto para estas duas cidades. Fui ver a parte recuperada do Puerto Madero com muitos restaurantes levando a cidade mais perto para o Rio de la Prata. Depois fui até o outro lado da Av. 9 de Julho até o Congresso. Aqui escolhi um bom restaurante para jantar. No hotel comprei a excursão para o Delta do Rio Tigre no Rio de la Prata, 75 Pesos. Primeiro com bus passando pelos subúrbios residenciais tipo favela e depois luxuosos. Pegamos o tren de la Costa até a cidade dormitório com casas luxuosas San Isidoro. Seguimos até o Rio Tigre para pegar um Catamarán. O rio esta morta ou quase morta, tipo Pinheiros, só chegando perto do Delta del Rio Paraná ele ganha vida novamente. Esta noite queria comer na Calle Lavalle, tem muitos restaurantes, mas todos adaptados a turistas que querem comer muito gastando pouco. Tem massas custando o prato 10 Pesos até churrasco ou chuletas enormes de 25 -30 Pesos 18.12. 32° dia, Segunda: Buenos Aires – São Paulo. Chegou a ultima noite da minha viagem. Talvez foi a viagem mais bonita das 5 que fiz tipo mochileiro. Mas vi, para encontrar um mundo ainda puro e selvagem, você pode ir até o fim do mundo e sempre esta lá alguém vivendo. A Fauna e Flora estão tentando se adaptar, mas estão perdendo. O avião com turistas chegou também ao fim do mundo há muito tempo. Sabia que o táxi para o aeroporto ia custar acima de 70 Pesos. Então chamei um táxi para tomar o bus para o aeroporto. O custo do táxi seria a volta de – 8 pesos. Parece impossível, mas o taxista não sabia onde partia o bus. Por 60 pesos ia me levar até o aeroporto, mas não queria. Tinha anotado Tienda Leon atrás do hotel Sheraton. Perguntando chegamos lá. O taxímetro mostrava 12 Pesos, o taxista estava suando, queria só 8 Pesos, mas paguei os 12. É um prédio novo e o bus parte cada 15 minutos, custo 25 Pesos. No aeroporto tinha 12 balcões de check in da Aerolinas Argentinas, mas só quarto estavam abertas, uma fila enorme. Fiquei mais de uma hora na fila, muitas pessoas nervosas porque estava acima da hora para o avião partir. Tinha lá a TV filmando e abriram mais 4 balcões. Tempo para ir para o shopping Duty Free não tinha mais. Passei e fui até a sala do embarque, o avião ia atrasar uma hora, portanto ia as só as 15.20. Com os últimos pesos comprei um lanche. Sentado no avião avisaram novo atraso esta vez era uma equipa feminina de basquete do Brasil, o vôo de conexão delas era atrasado. Bom chegamos após as 19.00 horas em São Paulo com uma hora diferença no fuso horário eram 20 horas. Às 22.00 horas estava em casa. Agora feliz que todo tinha acabado bem. Tschau Patagônia! Talvez um dia posso voltar para esta linda obra de Deus. Abraços dieter
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