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ellentsq

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Tudo que ellentsq postou

  1. Atravessando a fronteira Uru-Arg Pegamos o bus para Gualeguaychú, paramos no terminal, mas não sabíamos o endereço da casa do Nacho (nosso host do couchsurfing) e também não tínhamos dinheiro argentino. Começamos a caminhar até o centro da cidade, lá ia ter internet e cambio, assim pensávamos. Depois de passar por todas as ruas principais e não principais, entrando em bancos e lojas que não nos ajudaram em nada, conseguimos trocar o dinheiro e entrar em contato com o Nacho. Com o endereço na mão, paramos em um café porque a fome já estava batendo depois de ficar zanzando e se estressando naquela cidade. Enfim, conhecemos nosso host, que nos recebeu muito bem e nos fez sentir muito confortáveis. Logo nos convidou para um show que iria com os amigos à noite, que prontamente aceitamos. Comemos, descansamos e, mais tarde, fomos com ele para a casa de sua amiga Tina. Lá, conhecemos também Luchi, Macarena, Santiago, Mati, Matute e um amigo que não lembramos o nome. Jantamos pizza, assistimos o jogo da Argentina e, depois, fomos para o bar La Cantina ver o show da banda Invasión Ska, que é muito boa! Quando terminou, fomos para o segundo andar. Lá, conhecemos Sabina, Gonzalo e Juanma, pessoas muito divertidas que nos convidaram para um after party de música eletrônica. Aceitamos, foi legal, mas não ficamos muito tempo. No dia seguinte, pela tarde, íamos com o Nacho e Matute para o parque, mas como tínhamos combinado com a Sabina de ir a um seminário de samba, os guris ficaram esperando. Quando voltamos, como estava tarde acabamos não indo ao parque, e logo outros amigos chegaram com os instrumentos. Tocaram vários tipos de música por horas, daí decidiram fazer uma festa e convidaram outras pessoas, mas só o pessoal da noite anterior apareceu, o que não foi problema algum porque onde eles estão sempre tem festa. Cantamos karaokê, improvisamos rap (nós bem mal), comemos, tomamos bastante ceva e, depois, a maioria de nós foi para uma festa na Zero. Estava muito boa! Ao acordarmos, já era mega tarde. Fomos pro parque com o Nacho, Mati e Matute. O dia estava lindo, com sol. Na volta pra casa, enquanto tentávamos achar couch no Paraná, Nacho e Matute estavam jogando videogame, e Mati e Santi estavam tocando. Logo, decidiram ir para a casa de Tina. Era a nossa despedida. Santi cozinhou para todos uma comida muito gostosa. Durante o jantar, muitos sentimentos se misturavam porque a Argentina nos recepcionou com dias intensos, mas o que importava eram aquelas pessoas ali, lindas, compartilhando momentos com a gente, nos tornando parte daquela família de amigos, se despedindo carinhosamente. A saudade já começava a apertar, mas é sempre necessário seguir viagem.
  2. Intendencia de Colonia Para sair de Montevideo, pegamos um ônibus e, depois que descemos, andamos cerca de 5 km até um ponto onde decidimos pedir carona. Quinze minutos depois, Evan, de Río Branco, parou porque aquela era uma zona perigosa para caronar. Ele tinha o dia livre, é taxista e estava indo buscar a mãe em San José. Depois dele, às 14h30, quem nos deu carona foi o caminhoneiro Fabricio, que nos ajudou e deixou bem perto de Colonia del Sacramento. Cara muito gente boa. Fabricio Às 15h50, Melina e Eliana, nossa segunda carona feminina, pararam, nos ajudaram e nos levaram até Colonia. Daí, seguimos para o Hostel Sur, onde ficamos 2 dias por não ter conseguido couch. Até foi bom porque, depois de duas experiências complicadas com famílias, podíamos, finalmente, nos sentir confortáveis. No primeiro dia lá, como chegamos perto do fim de tarde, não fizemos muito, só sacamos dinheiro e fomos ao mercado. No dia seguinte, fizemos brigadeiro e saímos para vender enquanto caminhávamos zonas históricas e não históricas da cidade. Descobrimos que não temos espírito de vendedoras e nem cara de pau, mas até que nos saímos bem para a primeira vez. ahahhah.. Vimos o por do sol comendo os 4 que não conseguimos vender. No outro dia, era hora de ir para a estrada novamente. Caminhamos até a ruta e três cachorros nos seguiram e não nos largaram mais. Depois de um tempão esperando alguém parar, começamos a caminhar, e Álvaro parou sem a gente fazer sinal. Eram 14h15. Ele nos levou por 10 km na Ruta 21 para que nos afastássemos mais da entrada da cidade. Às 16h15, outro moço parou. Ellen foi na caçamba, e Cassy dentro do carro conversando com ele. á perto de Carmelo, mas quase fim de tarde, pedimos carona mais uma vez já olhando ao redor onde podíamos colocar a barraca. Depois de um tempo, Jose parou e nos levou até a cidade. Conversamos bastante, ele perguntou onde ficaríamos, e eu disse que não sabíamos muito bem, mas que talvez acampássemos na Playa Seré. Ele, então, disse que faria um tour com a gente e que, se quiséssemos, no fim, podíamos ficar na casa que ele tinha há 3 km ou acampar na praia. Ao fim, mesmo ficando com o pé atrás, óbvio que aceitamos ficar numa casa quentinha do que na praia no frio, mas não imaginávamos que a casa fosse tão bonita e ótima. Na verdade, era tipo uma casa-restaurante, no campo, com piscina e tudo, mas não era tão longe da cidade. Ele não morava lá. Em seguida que chegamos, ele foi trabalhar, e nós ficamos cozinhando e tomamos nosso merecido banho. Ele logo voltou com um amigo, cozinharam frango, vimos o jogo do Brasil (estava rolando os Jogos Panamericanos) e eles se foram, deixando a casa só pra nós. Antes de sair e depois de um monte de perguntas acerca da nossa viagem sem muita grana e de carona, o amigo de Jose nos deu dinheiro para nos ajudar a seguir e que foi muito útil no dia seguinte. Confessamos que, em todo momento, por sermos mulheres, estávamos com o pé atrás e não dormimos muito bem imaginando que eles podiam voltar ou qualquer pessoa podia aparecer no meio da noite e nos atacar porque a casa ficava no meio do nada.. ahahhah… Mas nada aconteceu, acordamos aliviadas e com mais fé na bondade das pessoas. A estrada é mesmo imprevisível, não só por chegar em um lugar sem teto e conseguir um lugar quentinho, com um quarto só para nós, mas também porque, nessa noite, depois de muito esperar por respostas positivas de alojamento no norte do Uruguai, decidimos que desistiríamos e seguiríamos para a Argentina. Vista desde a casa Às 13h do outro dia, Jose nos levou até a ruta para pedirmos carona para Mercedes. Jose Ficamos lá mais de 2h e nada, ninguém parava. Foi quando decidimos voltar até a parada mais próxima e esperar o bus para lá. Ônibus tomado, na rodoviária de Mercedes, compramos passagem para Gualeguaychú, já na Argentina. O bus sairia às 6h30, portanto, passamos a noite no terminal, Cassy dormindo e a Ellen vendo filmes. Nisso, antes de dormir, Cassy fez um pedido de couch para o Nacho. De madrugada, já tínhamos uma resposta positiva. Era a Argentina nos dando as boas-vindas.
  3. Como explicamos antes, vimos que estávamos pobres, sem Couchsurfing em Piriápolis, estava chovendo, meio tarde para ir para a estrada e, provavelmente, ninguém pararia para duas criaturas molhadas, então decidimos ver quanto era a passagem para Piria e a Ellen lembrou dos pesos argentinos e chilenos que tinha. Conseguimos trocar apenas os pesos argentinos, o que foi melhor que nada. Compramos as passagens por 128 pesos cada. Ainda não tínhamos ideia se íamos acampar, nem o que faríamos com tão pouco dinheiro, mas, pelo menos, tínhamos comida. Começávamos a perceber que íamos ter que entrar em uma administração de guerra e vender brigadeiro ou sei lá, porque faltava muito para chegar em Bariloche, onde pretendíamos parar para trabalhar. Estava chegando o momento que teríamos que aprender a viajar sem dinheiro. Cassy preparando nossos sanduíches de atum no terminal de ônibus Bem, quando chegamos a Piria, ainda estava chovendo e, na chuva, fomos ao camping em frente ao terminal. Não vimos ninguém, totalmente deserto, fomos procurar os hostels que tínhamos visto na internet, também estavam fechados. Voltamos até o camping para procurar alguém e nos foi avisado que estava fechado também, mas, pelo menos, o dono informou que o camping AEBU estava aberto todo o ano e era o único lugar na cidade que estava aberto. Ficamos indignadas que nada funcionava na cidade na baixa temporada, mas, ainda na chuva, caminhamos uma dúzia de quadras e pensávamos que nunca chegaríamos, exaustas de carregar todas as tralhas. Chegamos, estava aberto e nos deram uma área coberta para montar a barraca. Lá, ficamos 3 noites e dois dias, durante os quais não fizemos muita coisa: cozinhamos pela primeira vez com nosso fogareiro, escutamos música, saímos para sacar dinheiro e, no terceiro dia, conhecemos Federico e Rodrigo, primos que estão no Couchsurfing e que não podiam nos hospedar, mas que nos convidaram a passar o dia com eles. Passamos quase o dia inteiro juntos, caminhamos, comemos bizcochos, jantamos macarrão, bebemos mate, os ensinamos a sambar, foi muito engraçado e divertido. Primeira refeição feita com o fogareiro: Purê e arroz com molho Um pouquinho de Piria: No dia seguinte, arrumamos as coisas, comemos milanesas compradas em um mercadinho e fomos para a estrada, que começava dentro da cidade mesmo. Era dia de ir para Montevideo. O primeiro carro parou em menos de 10 minutos e nos levou até a entrada de Las Flores. Daí, mal tínhamos arrumado as mochilas no chão e tentávamos tirar uma foto, parou o Álvaro, que nos levou direto para a capital. Ao posar para a foto, o carro de Álvaro estava vindo e parou. Chegando lá, pegamos um táxi até o terminal de ônibus, onde conseguimos usar a internet para falar com Silvina, uruguaia que Ellen conheceu em Porto Alegre. Ela explicou como fazia para chegar na casa dela e fomos. Chegando lá, sua irmã e seu pai nos receberam e alojaram no quarto da Sil. Fomos muito bem recebidas, conversamos bastante e vimos televisão depois que a mãe da Sil chegou. Quando ela mesma chegou, eu, Ellen, senti que, depois de mais de um ano sem se ver, nao foi necessariamente esquisito, mas que, de alguma forma, éramos totalmente estranhas. Conversamos coisas triviais e pronto, já não tinha mais o que falar. Aí percebi que nossa amizade não era e não seria mais a mesma, e isso me decepcionou muito, visto que eu estava muito empolgada para vê-la de novo. Mas vida que segue. Uma hora, a gente aprende que algumas pessoas, por mais próximas que tenham sido, só estavam na sua vida de passagem. Viajar é uma das formas mais eficazes de constatar esse fato. No dia seguinte, saímos logo cedo para ir à visita guiada grátis da Antel, de onde se tem vista panorâmica da cidade. Daí, fomos ao Palácio Legislativo, mas, além de ter que pagar, a visita guiada era à tarde. Seguimos, então, para o Mercado Agrícola, que é muito bonito, cheio de lojinhas, restaurantes, padarias e a loja da cervejaria Mastra, nosso principal objetivo de ter ido lá. Aí, pagamos $ 260 (pesos uruguaios) na degustação de cerveja artesanal deles. Valeu muito a pena. Vem 4 copos médios de cerveja e você pode escolher os tipos em meio a uma lista muito boa. Felizes, saímos de lá rumo ao centro visitar uns museus. Alguns estavam fechados, outros não existiam mais e outros eram legais. Acabamos indo só no Museo da Pedagogia, que mostra como a Reforma Vareliana mudou o ensino no Uruguai. Daí, fomos comer, mas acabamos gastando mais do que o esperado. Como era: Como ficou: Depois, fomos atrás do Museo del Vino; estava fechado, pois era um bar. Na verdade, não sabemos como funciona. Daí, seguimos para casa, mas não sem antes parar em um carrito que vendia panchito muito barato e onde, obviamente, devíamos ter comido antes. No terceiro dia, fomos na fábrica da cervejaria Davok. Para realizar essa visita, é só enviar um e-mail para eles e marcar um horário. Fizeram um pequeno tour grátis com a gente e, apesar de não ganharmos uma degustação, ganhamos várias dicas de cervejas e cervejarias na América Latina. Daí, fomos para a Plaza Independencia e para o Archivo da cidade, onde vimos umas exposições. O Palacio Salvo continua lindo Archivo Histórico Depois, caminhamos mais, comemos pão com chorizo, e fomos procurar o Unibar, que não estava aberto porque não eram nem 5 da tarde. Por coincidência, encontramos o Museo de Historia Natural. Quando saímos daí, vimos que o bar começou a abrir, então fomos a uma bizcochería ao lado passar o tempo. Depois de um tempo no bar e de duas cervejas, percebemos que não iria encher, então decidimos ir embora. No caminho até a parada de ônibus, vimos um protesto e corremos para ver o que era. Foi a melhor coisa que fizemos. Foi o primeiro protesto feminista que participamos e foi tão forte, mas tão forte. Seguido desse momento de êxtase, fomos para casa. Vítimas do feminicídio, que aumenta a cada ano no Uruguai No nosso quarto dia, fomos para Pocitos andar um pouco frente à praia e tirar fotos no letreiro da cidade, que, apesar de já termos ido a Montevideo, ainda não conhecíamos. À noite, saímos com Silvina, que nos levou ao Bar Rodó. Daí, eu e Cassy seguimos para um irish pub, que estava muito legal, e para o Jackson Bar, lugar de festa latina, onde curtimos muito. Toda a área desses bares está a noite da cidade. Em nosso último dia, aproveitamos para descansar.
  4. E aí, conterraneoo!! hahaha.. Que bom que tá curtindo o relato!! Estamos super atrasadas, mas logo postamos mais. Abracoo!
  5. Holiiis!! Voltei com o relato depois de uns dias off.. Bora pra Minas, no Uruguai. Depois que descemos do ônibus que ia para San Carlos, às 12h20, começamos a pedir carona para a entrada da Ruta 12, estrada que segue até Minas, nossa próxima cidade. Conseguimos que alguém nos levasse depois de 40 minutos de espera. Ao colocarmos nossas coisas na 12 para começar a fazer sinal de carona, o Gustavo parou sem nem ao menos estarmos preparadas e, para a nossa sorte, ia direto para nosso destino e nos deixou na rua da casa de Gonzalo, Magel e a inteligente filha deles, Bruna, que nos hospedaram através do Couchsurfing. Aí, ficamos 3 das cinco noites que havíamos planejado. Gustavo Nesse primeiro dia, depois das muitas instruções do Gonzalo sobre o que conhecer na cidade e ao redor dela, saímos felizes da vida para sacar dinheiro. Na volta, compramos nosso “almoço” e, ao chegar novamente na casa, conhecemos a Magel e a Bruna, com quem ficamos brincando muito tempo. Depois, nos convidaram para jantar. Aceitamos, comemos e continuamos a brincar com a Bruna. Nessa noite, já percebemos que o casal não socializava muito com a gente, apenas para mostrar algumas músicas, e, algumas vezes, cochichavam entre eles, o que nos deixou um pouco desconfortáveis. Plaza Libertad No dia seguinte, levantamos mais tarde, almoçamos e saímos para conhecer mais da cidade. No pouco tempo que tínhamos antes de pegar o ônibus para o Parque de Vacaciones da empresa UTE, passamos pelos pontos turísticos abaixo: Teatro Lavalleja Plaza Rivera Parque Fabini Casa de la Cultura - Casa Lavalleja No Parque, lugar de férias dos funcionários da empresa UTE, companhia de luz do país, conhecemos o mirador e caminhamos pela natureza, sem pagar nada para entrar. O lugar fica fora da cidade, tem um ônibus direto para lá desde a rodoviária e é bem barato. Para se informar melhor sobre horários e tarifa, passe no centro de informações que há no próprio terminal de ônibus. A passagem não se compra com antecedência, se paga diretamente ao motorista. Às 20h, voltamos para Minas e, enquanto esperávamos a água ficar quente para tomar banho, Magel estava colocando a mesa e nos perguntou se tínhamos jantado. Falamos que não, mas não tínhamos a intenção de comer com eles. De qualquer forma, ela colocou pratos para a gente, e percebemos que estava bastante contrariada. Com essa situação, não soubemos como reagir para recusar a comida. Depois de tomarmos banho, também tivemos outro atrito com a Magel, pois nem o casal havia nos falado como funcionava a questão de limpar o banheiro depois (não havia cortina na banheira e não falaram do rodo), nem a gente perguntou para eles o que deveríamos fazer. Nessa noite, fomos dormir muito tristes, sem saber o que fazer. Na manhã seguinte, levantamos cedo e deixamos um bilhete ao casal falando de como estávamos nos sentindo, que sabíamos que havíamos errado em aceitar a comida deles na noite anterior, e que faríamos o jantar quando chegássemos. Saímos e fomos em direção à rua onde pedimos carona para o Cerro Arequita. Desistimos e, depois de uns 15 minutos caminhando, voltamos a pedir e conseguimos que um casal parasse e nos deixasse na entrada do caminho para o cerro. Quando chegamos ao cerro, estava fechado, parece que abre só nos fins de semana. Daí, seguimos para o caminho das grutas, que também estavam fechadas. E, por último, fomos para Laguna de los Cuervos, que ficava há 3,5 km, os quais sofremos muito para percorrer, mas valeu a pena. Vale ressaltar que o Complexo Arequita conta com camping selvagem dentro da área do cerro, um camping municipal mais à frente na estrada que é de graça e o camping abaixo, onde fica a Laguna de los Cuervos, daí, além da entrada para ver a laguna ($30), também se paga um pouco mais pela estadia. Na volta, caminhamos mais tranqüilas e chegamos mais rápido na estrada, onde pedimos carona para voltar à cidade. Delci, com seu filho pequeno, foi a primeira mulher a nos dar carona na viagem. Nos levou até o centro de Minas, onde decidimos ir para um bar para não chegar tão cedo em “casa”. A verdade é que não queríamos voltar, mas, depois de duas cervejas, a gente tinha que ir. Passamos no supermercado, compramos todas as coisas para fazer o jantar e fomos. Ao chegar, parecia que nada tinha acontecido, nos receberam muito bem e começamos a cozinhar felizes. Poucos minutos depois, quando o sinal de wifi funcionou no celular, recebemos a mensagem que Magel havia nos enviado antes de chegarmos em casa, dizendo que todos nós tivemos uma falta de comunicação, que aceitavam nosso jantar, mas que deveríamos ir embora na manhã seguinte. Fingimos que não tínhamos lido isso, continuamos a cozinhar, comemos todos em paz, brincamos mais com a filha do casal e, antes de dormirmos, procuramos alternativas do que fazer na manhã seguinte, pois não tínhamos para onde ir, nem muito dinheiro. Às 8h, terminamos de arrumar nossas coisas, deixamos um bilhete de despedida e saímos atrás dos dois hostels que havíamos visto pela internet. O primeiro, encontramos o endereço, mas não tinha nada escrito na frente. O segundo, demos de cara com a dona, chamada Marta, e acabamos ficando lá (Martita Hostel). Contamos toda a história e, sabendo disso e que trabalhamos no hostel de La Paloma, ela nos deu um desconto na diária, mas, de qualquer forma, quase 50 reais para cada uma era muito para quem não podia gastar mais. Ficamos bem chateadas com tudo que aconteceu, mas mais porque não se importaram se tínhamos lugar e dinheiro para ir para outro lugar. Mesmo assim, também era um alívio estarmos sozinhas novamente e, desistindo de ir para Villa Serrana, tiramos esse dia para curtirmos juntas a cidade, andar de bicicleta, cozinhar e fazermos tudo que estivéssemos afim. Estávamos felizes e leves. À noite, nos arrumamos, tomamos vinho, fomos a um bar e uma festa, onde terminamos discutindo e voltando sem se falar para casa. Lembrando de todos os momentos de tensão que já tivemos nesses mais de quatro meses de viagem, percebemos que, sempre que passamos por situações de estresse, isso acaba afetando o nosso humor e a nossa convivência, fazendo-nos descarregar nossas frustrações uma na outra. Na manhã seguinte, a primeira coisa que fizemos foi pedir desculpas, e foi como se nada tivesse acontecido. Além disso, acordamos com muita ressaca e prometemos que nunca mais sairíamos um dia antes de pedir carona. De qualquer forma, estava chovendo, era domingo e decidimos ir até a rodoviária ver o preço da passagem para Piriápolis. Para pagar, trocamos uns pesos argentinos que tínhamos de outras viagens, e ficamos esperando no terminal até o horário do ônibus. Mal sabíamos que esse dia ia ser muuito longo.
  6. Que bom saber que só relatar já está encorajando alguém, Sara, ainda mais uma mulher! Que todas nós tenhamos coragem e suporte! Boa sorte aí no final da graduacao e provas e bora planejar essa viagem aí!! Quando for, avisa!! Vamos estar na estrada ainda no ano que vem. Bj.
  7. Oi, Eduardo!! Que bom que tá curtindo, espero que o nosso relato possa ajudar. Que demais que estao indo para estrada também. Se fizerem alguma página ou blog, avisa aí. Com questao da grana, ela já terminou logo depois que entramos na Argentina. O Uruguai sugou quase tudo porque tava dificil conseguir hospedagem e carona mais pro fim dos nossos dias lá, e o medo de ficar na rua também atrapalhou. O início nao é tao fácil aceitar que, sim, tu vai ficar na rua um dia, e, sim, tu vai ficar sem dinheiro um dia. Agora já estamos mega tranquilas, já ficamos dias com 7 pesos no bolso para as duas. De boa. Aconselho a levar dinheiro vivo ou pedir pra alguém te enviar por Money Gram, aí nao paga as taxas do banco. Perdemos muita grana fazendo saques no início da viagem. Para fazer mais grana, vendemos brigadeiro, bolo de chocolate e brownie nos parques. Deu certo e olha que somos péssimas vendedoras... ahhahah... E é bom conseguir couchsurfing ou trabalho em troca de hospedagem, porque aí já é menos uma coisa para se preocupar. O dinheiro que ganhamos é para basicamente comprar comida e, quando estamos vendendo, para comprar mais ingredientes também. Passeios, procuramos fazer o mais independente possível, ou carona ou onibus urbano (essa opcao se tem um pouco de dinheiro, claro). Aviso que a Argentina tá cara demais e a vida tá dificil aqui, mas nao é impossível. Abraco!! E qualquer coisa que puder ajudar, só chamar!
  8. Ao chegarmos em Rocha, na costa uruguaia, tomamos outro ônibus até La Paloma, que leva cerca de 30 minutos para chegar e é bem barato. A cidade, localizada a 240 km de Montevideo, foi fundada em 1874 e conta com cerca de 5.500 habitantes permanentes, chegando a 30.000 pessoas no verão, quando recebe uma multidão de turistas em busca de tranqüilidade e surf. Recebeu esse nome porque, antigamente, por causa da quantidade de pedras e ondas, de longe, os navegantes a enxergavam em formato de pomba, “paloma” em espanhol. No inverno, a cidade fica super tranqüila, a maioria dos estabelecimentos fecha e, muitas vezes, se pode ter a praia só para você, se não tiver nenhum surfista. As principais praias são La Aguada, Costa Azul, La Balconada, El Cabito e Anaconda. No Hostel Arazá, onde trabalhamos em troca de alojamento e comida nos 4 dias que ficamos na cidade, conhecemos o Nacho y a Beba, donos do hostel e que foram para Montevideo logo depois que chegamos, e a Ana, a Lili e a Betina, com quem, no primeiro dia, fizemos uma noite de meninas, regada a muita pizza, vinho e filmes. No dia seguinte, trabalhamos e, no fim de tarde, fomos ver o por do sol na Playa La Balconada, muito bonita por sinal e cheia de pedras. No nosso terceiro dia, Nacho, dono do hostel, nos convidou para fazer uma aula de surf de graça. Eu preferi ficar na areia filmando e tirando fotos de tudo, e a Cassy foi testar suas habilidades no mar. Foi um dia de inverno na praia La Aguada, outra muito bonita, e foi muito divertido, tanto fazer a aula como assisti-la. No último dia, depois de carregar muita lenha e almoçar, finalmente ficamos livres para conhecer mais da cidade. Caminhamos até o farol, que, para a nossa decepção, estava fechado, e depois caminhamos até duas praias e para o centro. Pela manhã, nos despedimos de todos e seguimos, novamente de ônibus, para Rocha e, de lá, sentido a San Carlos, descendo na estrada antes de chegar à cidade. Aí, pedimos carona pela primeira vez desde que entramos no Uruguai. Nossa experiencia no Hostel Arazá Ficamos sabendo que o Hostel Arazá aceita trabalho em troca de hospedagem através do Bernardo, que alimenta, juntamente com a Isabela, a página Instinto Viajante. Entramos em contato direto com o pessoal do hostel, e Ignacio aceitou nosso pedido prontamente. Quando chegamos, ele e Beba nos avisaram que iriam para Montevideo, mas uma amiga deles chegaria no início da tarde para nos ajudar. Ficamos encarregadas da limpeza e ordem das áreas comuns e dos quartos, que, por ser baixa temporada, apenas 3 estavam disponíveis. No último dia, carregar a lenha também. O Arazá, que leva o nome de uma àrvore, abriu no último verão, portanto ainda não tem uma equipe de staff, mas isso não tinha problema agora porque também não estava recebendo tanta gente. Enquanto ficamos lá, chegaram 3 casais, brasileiros e estrangeiros. A nossa rotina foi bem tranquila, trabalhávamos 4 horas por dia e nos deram todas as refeições, o que nos permitiu economizar bastante. Durante o tempo que ficamos, também conhecemos a galera que está sempre por lá, Beba e Nacho, que são os donos e nos receberam e cuidaram maravilhosamente bem, Ana e Betina, que nos ajudaram nos dois primeiros dias, Pablo, que estava sendo treinado para trabalhar no hostel, e a Lili, colombiana que estava morando lá. Esse tipo de experiência é ótima, pois é possível fazer parte dos dois lados de se estar em um hostel: trabalhar e ser hóspede. Te faz dar mais valor às pessoas que fazem tudo aquilo funcionar para que você se sinta bem e não te falte nada. Além de tudo isso, dando o nosso review sobre o hostel, tem café da manhã incluso e bom, quartos compartilhados e de casal, todos com banheiro completo. Tem um pátio enorme nos fundos, que contém piscina (no verão), vôlei de praia e uma área para curtir nos sofás. Dentro da casa, há sala com televisão, refeitório e cozinha com tudo que você possa precisar. Imaginamos que, no verão, seja muito animado, visto que a cidade fica lotada. Ah, lá também se pode pegar as bicicletas de graça e ter aulas de surf, que custam cerca de 50 reais, se lembramos bem. Vale a pena a experiência! Nacho é muito paciente para ensinar. E não precisamos dizer que o staff é muuuito divertido e buena onda e que vão fazer de tudo para que você tenha os melhores momentos!! Já sabem onde ficar em La Paloma!! Super recomendado!
  9. Chegando na agência do ônibus em Treinta y Tres, não tínhamos ideia para que lado ir para a casa do nosso host. Enquanto organizávamos nossas coisas para começar a caminhar, Alejandro, o host, apareceu do nada porque ia se informar de alguma coisa ali na agência, que também é uma espécie de correio. Dali, fomos caminhando para a sua casa, onde ganhamos um quarto só para gente e onde, nos três dias que passamos lá, nos sentimos muito confortáveis. Nesse dia, não fizemos muita coisa. Enquanto o Ale foi para a aula, nós tomamos banho, atualizamos coisas do blog, avisamos as famílias que estávamos bem e conversamos muitíssimo com a Judith, irmã do nosso host. Ela falou muitas coisas sobre o povo da cidade e do país. Disse que a maioria das pessoas da cidade é bem conservadora e religiosa e que Treinta y Tres parou no tempo, atrapalhando o próprio progresso. À noite, saímos para comer chivitos em um trailer que tem ali perto. É super tranqüilo e seguro andar por lá, as casas ficam com as portas destrancadas sempre, os vizinhos se conhecem, parece muito cidade do interior. Reservamos o dia seguinte para ir até a Quebrada de los Cuervos, que fica cerca de 30 km de Treinta y Tres, mais 25 km de estrada de terra até a entrada. Quando se chega na parte da Ruta 8 que tem a placa para a Quebrada, tem outra para você pedir informações em um armazém que tem por ali. A moça vai te dar um mapinha com a rota de 25 km que você deverá seguir caminhando até a entrada de fato. Nossa saga até lá foi cheia de sorte. Para chegar, caminhamos até a ruta e conseguimos 2 caronas para chegar até a estrada de terra. Aí, com o mapa em mãos, um moço de carro chegou bem na hora e nos levou todo o caminho até a Administración da Quebrada. Aqui é onde se paga 50 pesos. A trilha demora cerca de 2h30. 25 km!!!!! Moço que nos salvou e, ainda por cima, era muuuito gente boa Começo da trilha – Vá para a esquerda! Vá para a direita se quiser descer até a Quebrada! Pensem em uma água gelaaada. Vale a pena, meu povo!! Na volta para Treinta y Tres, não tinha uma alma viva na estrada de terra, então começamos a caminhar e sofrer internamente pelo caminho de 25 km que tínhamos pela frente e porque sabíamos não conseguiríamos chegar até a Ruta 8 antes de anoitecer. Pior, até chegar, íamos entrar noite adentro se arrastando até a estrada. Mas, dramas à parte, depois de uns 30 minutos caminhando, ouvimos barulho de carro. Foi a nossa salvação. O moço nos Levou até a ruta e daí conseguimos carona com outro caminhoneiro até a rua que devíamos entrar para ir para a casa do nosso host. Essa noite, cozinhamos massa, bebemos vinho e ficamos muito tempo conversando com o Alejandro e a Judith, o que sempre era ótimo. No nosso terceiro e último dia, descansamos e, pela tarde, fomos conhecer a cidade com o Ale. Treinta y Tres é muito querida, cheia de árvores, arquitetura chama a atenção, tem um ar de interior e é muito segura. Recebeu esse nome porque, a mando de Juan Antonio Lavalleja, militar e presidente do Uruguai em 1853, “33” homens lutaram pela independência do país. Cada um deles tem uma rua com seu nome. Passamos pela Praça 19 de abril, ao redor da qual fica a Intendencia e a Biblioteca Municipal, e o Parque Río Olimar, que recebe eventos culturais e onde se pode acampar. Lá, desde a Playa Rio Olimar, ainda se pode ver as duas pontes da qual os locais tem muito orgulho. Plaza 19 de Abril Monumento a los 33 Ponte sobre o Rio Olimar. E Barack admirando o fim de tarde. À noite, fomos beber mais um pouco de vinho com o Ale e seus amigos. Às 4h da manhã, acordamos correndo. O nosso ônibus para Rocha saía às 5h.
  10. No dia 14 de maio, acordamos para um dia que já sabíamos que não seria nada comum. Era O dia, aquele que esperávamos há tempos e que, ao abrir os olhos, não acreditávamos que tivesse chegado. Chegou! Terminamos de arrumar o que faltava nas mochilas, nos despedimos de nossas famílias e o irmão e a mãe da Cassy nos levaram até a rodoviária. Lá, compramos passagens em um ônibus em direção a Guaíba (cerca de R$ 8 cada), nos despedimos rapidamente e subimos. Os minutos até ele parar na Br-116, em frente ao posto Ipiranga, passaram devagar e rápido, mas o nervosismo ou a ansiedade já não tinha mais espaço. Ao descer do ônibus, decidimos ficar depois do posto para mostrar que estávamos indo em sentido a Pelotas, exatamente nesse ponto azul: ***Esse site é muito bom para quem vai viajar de carona. O círculo azul é o comentário que fizemos acerca do ponto onde pegamos carona. Ficamos depois do pedágio, da Polícia Federal e do posto Ipiranga. Primeiro, pedimos carona sem placa nenhuma, porque esquecemos de fazer uma. Só o básico né. ahhahah.. Depois, eu fiz uma no único papel que tínhamos e que era branco, portanto não temos ideia se dava para enxergar alguma coisa com todo aquele sol. Pensamos que não, mas… Depois de 40min, um caminhão parou. Era o Everaldo, caminhoneiro, cujo sonho era ter uma carreta. Há 4 anos, conseguiu realizar este sonho e, desde então, viaja o Brasil, mas sempre quer estar em casa nos finais de semana. Durante nossa conversa, ele falou que só dá carona para mulheres, que para homem não pára de jeito nenhum. Disse também que o melhor dia para pegar carona na rota que estávamos fazendo era exatamente o dia que escolhemos, pois, no sábado, muitas pessoas estão voltando para suas casas em Pelotas depois da semana de trabalho. Por fim, nos levou até Turuçu e nos deu seu número caso quiséssemos ir com ele para o Chuí na segunda-feira. Depois de cerca de 1h esperando em frente a um posto na saída de Turuçu, o casal de universitários Ellora e Luciano pararam para nós com sua combi. Nessa altura do dia, já havíamos percebido que é muito difícil carros particulares pararem para caroneiros. Tivemos a sorte de eles serem jovens e quererem fazer uma viagem parecida com a nossa. Além disso, estavam indo direto para Pelotas. A conversa foi muito boa, os dois são muito gente boa. Ao chegarmos na cidade, trocamos contato e nos despedimos. Estávamos muito perto da casa onde ficaríamos, mas, com as mochilas e as muambas que estamos carregando, ficou bem ruim de caminhar até lá. No primeiro e segundo dias na cidade, não fizemos muita coisa, nem saímos de casa, pois, no domingo choveu o tempo inteiro. Ficamos organizando nossas coisas e curtindo um pouco da companhia das nossas anfitriãs pelo Couchsurfing, Erika e sua mãe Rose, que nos receberam muito bem e estavam sempre preocupadas com o nosso bem-estar no friozão que estava fazendo. Na segunda-feira, finalmente conseguimos sair de casa e fomos conhecer o centro histórico de Pelotas. Olhem um pouco da lindeza: Praça Coronel Pedro Osório Biblioteca Pública Municipal Mercado Central Club Caixeiro Depois, seguimos em busca do Circulo’s, uma lanchonete que serve um xis famoso na cidade chamado de Bebum, pois contém vinho. Xis é como um hambúrguer só que muito melhor e maior. Para a nossa má sorte, estava fechada, daí comemos no Subway mesmo, mas, para a nossa boa sorte, na procura, achamos a Catedral Anglicana Cristo Redentor (ou a “Cabeluda”). É linda ou não é? Éeee. A partir daí, pensamos em voltar para casa, mas vimos no nosso mapa que estávamos a algumas quadras perto do Quadrado, um lugar onde o povo da cidade costuma ir para assistir o por do sol, então para lá fomos. No caminho, pudemos notar a mudança de paisagem, o sentimento era de que estávamos entrando em uma zona mais perigosa da cidade, e estávamos mesmo, e entramos. Mas não aconteceu nada, muito pelo contrário, tiramos fotos da Universidade de Artes e Design, depois no Quadrado e ainda tomamos uma cerveja litrão Polar no boteco de lá (Bar do Quadrado) porque estava apenas, APENAS, R$ 6. Segurem nossas mãos!!!! Universidade de Artes e Design Quadrado Ajuudaaaaa!!!! 6 REAAAAISSSS!!! Depois desse momento feliz, fomos para casa e organizamos nossas tralhas porque, no dia seguinte, partiríamos para o Uruguai. Assim imaginávamos… Na Br-471, começamos a pedir carona rumo a Jaguarão cerca das 8h, assim pensávamos, mas, após alguns caminhoneiros passarem sinalizando que estávamos na direção errada (Parabéns pra nós), caminhamos uma meia hora, agora no sentido certo, sofrendo, até encontrar uma parte da estrada que tivesse acostamento. Dessa vez, já tínhamos placa, feita pela Erika, e que podíamos escrever com giz. No lugar que paramos, ficamos mais um bom tempo esperando com vento na cara até que caminhamos mais um pouco. Depois de 2h20 esperando, Nei, comerciante que mora em Bento Gonçalves, nos deu carona, mas, como não deu para nos deixar na rótula que ia para Jaguarão por falta de acostamento, acabou se afastando, nos deixando em um posto de gasolina no sentido para Porto Alegre. Pelo menos, agora estávamos na 116! \o/ Daí, caminhamos novamente em sentido contrário por cerca de 2km até onde tivesse acostamento. Quase 13h, Marcelo e Vanessa, casal que mora em Rio Grande, parou e nos deu carona até um pouco depois da rótula que deveríamos ter parado antes. Vanessa Caminhamos até depois do viaduto e, às 14h20, Marcos, caminhoneiro, parou mesmo com a desconfiança do amigo que vinha logo atrás. Ele disse que parou porque já tinha nos visto na estrada pela manhã. Segurem nossas mãaaos!! Marcos A conversa foi muito boa, e ele nos levou por um bom pedaço, nos deixando antes da entrada para Pedro Osório. Dali, caminhamos até a frente de uma venda, comemos uma lata de atum e, meia hora depois, o Raúl, caminhoneiro uruguaio de Florida, parou para gente. Ele disse que quase nunca pára para caroneiros e quase nunca passa por essa rota. Também conversamos muito com ele e descemos faltando cerca de 10km até Jaguarão. Era quase fim de tarde. Nesse momento, vimos que não iríamos chegar em Treinta y Tres naquele dia e já olhávamos ao redor na estrada para ver onde podíamos montar acampamento. Em pouco tempo, Flávio, que já morou em muitos lugares do Brasil, parou. Ele foi sensacional com a gente. Além de nos levar para Jaguarão, ainda fez um tour pela cidade, atravessou a fronteira para Rio Branco para nos mostrar como teríamos que fazer no dia seguinte e, ao dizermos que não tínhamos ideia de onde iríamos dormir, disse que não poderia nos receber em sua casa porque estava recebendo o filho, mas conseguiu outro lugar para gente. Nos levou até lá, no porto, onde outra figura que ajuda muitos viajantes também entrou no nosso caminho: o Mira. Flávio O Mira nos recebeu na sede dos motociclistas, onde ele ajuda motoqueiros, ciclistas e mochileiros com alojamento e comida, tudo sem pedir nada em troca. Passamos um bom momento com ele e um casal de amigos dele enquanto a comida era feita. No dia seguinte, sacamos dinheiro e, quando íamos levar a chave da sede, o Mira apareceu e, com um amigo, nos levou até Rio Branco, e os dois nos levaram nas agências para procurar passagem de ônibus para Treinta y Tres. Gente muuuito do bem. Se você precisar de ajuda em Jaguarão, procure por Claudenir Mirapaleta (o Mira) no Facebook. Mira Depois disso, foi sentar no conforto do bus e esperar o que Treinta y Tres nos reservava.
  11. Falaa, galeraa!! Tudo tranquis? Para continuar, é muito bom falar dos preparativos para essa viagem. Eu decidi realizá-la no início do ano passado, entao tinha tempo para guardar uma grana e comprar o que nao tinha. Acabei nao conseguindo economizar muito. Saí com cerca de R$ 900 do Brasil, e a Cassiany, que decidiu vim comigo em janeiro desse ano, saiu com cerca de R$ 800, o que pode ser muito para alguns e pouco para outros. A ideia nao era ter muita grana mesmo e, sim, parar para trabalhar no caminho para continuar a viagem. A ideia também nao era gastar rios com transporte e hospedagem, mas, sim, pedir carona e se hospedar através do Couchsurfing, ou trabalho em troca de alojamento, ou, se tudo desse errado, acampando na estrada/postos de gasolina/pátios de casas..., e por aí vai. Mas, Ellen, como que tu teve mais de um ano para economizar e só guardou R$ 900? Bem, isso é muito simples de responder: compras pra viagem e muito álcool com os amigos. Acho que fiquei todo esse tempo me despedindo. Ah, e ainda teve uma pequena viagem para Floripa para ser feliz e que me levou uma boa parte do dinheiro que me restava, mas eu realmente nao estava muito preocupada. O que voces levaram para a viagem? Algumas roupas e itens sao pessoais e cada um decide a quantidade que vai levar, mas nao se emocione. Lembre-se que vai ter que carregar tudo e vai querer jogar a mochila no primeiro lixo que passar quando ela começar a machucar suas costas. Roupas e sapatos técnicos: - 1 blusa segunda-pele por R$ 40 (http://www.decathlon.com.br/trilha-trekking/roupas-de-inverno-femininas/segunda-pele-camada-1/blusa-underwear-simple-warm?skuId=884803) - 1 fleece (Cassy comprou esse por R$ 86 - http://www.ciadaaventura.com.br/vestuario/roupas-de-frio-linha-underwear/blusa-solo-feminina-micro-fleece-expedition-solo/) (Ellen comprou esse por R$ 100 - http://www.decathlon.com.br/trilha-trekking/roupas-de-inverno-femininas/blusas-polares-e-pullover/casac-fleece-forclaz-200-quech?skuId=358649) - calça térmica (Ellen comprou essa por R$ 40 - http://www.decathlon.com.br/ski-snowboard/roupas-femininas/segunda-pele/calca-termicas-neve-warm?skuId=884679) (Cassy comprou essa por R$ 60 - http://www.decathlon.com.br/esportes-coletivos/underwear/segunda-pele-adulto/calcao-termico-kipsta-keepdry-1) - 1 casaco corta-vento para neve por R$ 190 (http://www.decathlon.pt/casaco-neve-first-heat-mulher-id_8302889.html) - o link que tínhamos nao abre mais, mas foi pela decathlon. - bota para trekking (Cassy comprou por $ 110 - http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-700270644-bota-coturno-tenis-adventure-caminhada-feminina-couto-legiti-_JM) Eletronicos: - cameras fotográficas - notebook - hd externo (http://www.americanas.com.br/produto/124488474/hd-externo-portatil-seagate-expansion-1tb-usb-3.0) - celulares (perdi o meu vagabundo um pouco antes da viagem, tive que comprar outro.. ) Kit cozinha: - Conjunto panela, frigideira, pratos, canecas Nautika por R$ 80 c/ frete (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-775520616-conjunto-panela-prato-caneca-p-camping-express-nautika-_JM) - descartamos a panela. - Panela pequena antiaderente - Leiteira pequena antiaderente - Espiriteira Camper por R$ 32 c/ frete (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-719820409-fogareiro-alcool-espiriteira-esmaltada-camper-_JM) - muito boa Outros itens importantes que compramos ou trouxemos: - varal - lona 3x2 - conjunto de estacas para a barraca (pagamos $18 em uma loja em Poa) - capa de chuva para a mochila - canivete por R$ 10 s/ frete (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-714159002-canivete-estilo-suico-7-funcoes-em-aco-inox-multifuncional-_JM) - muito bom - pau de selfie - muita gente nao quer comprar, mas é bem útil - canga do Brasil - serve para muitas coisas, inclusive para chamar atençao na hora de pedir carona - remédios - muito importante ter um kit de emergencia - extensão de tomada - um T - carregadores de pilhas recarregáveis - lenços umedecidos - UNO - secador de cabelo - chapinha - caixinha de som - lanterna - saco de dormir para temperaturas baixas (se não rolar, vai o que tem mesmo) - isolante térmico - óculos de sol - cadernos de viagem - fotos 3x4 (nunca se sabe quando vai precisar) - barraca impermeável e forte (tente economizar, mas compre algo de qualidade... comprei a nossa pela OLX) Vacina da Febre Amarela e o Certificado Internacional de Vacinaçao Fazia tanto tempo que eu não tomava uma vacina que nem sabia mais o que era isso. Daí, fui lá e já tomei logo três. Uma delas foi a da Febre Amarela, obrigatória em alguns países que iremos. A questão é que essa vacina marota aí é a única exigida e deve ser tomada até, no máximo, 10 dias antes da sua viagem. Tu pode encontrá-la, de forma gratuita, pelo SUS, e ela tem duração de 10 anos. Antes disso, verifique se tu não tem alguma contra-indicação e saiba que podem haver reações entre o 5º e 10º dia após a vacina, como febre, dores musculares e dor de cabeça. Se o sintomas persistirem, procure um médico. A minha carteira nacional de vacinação da infância sumiu, mas isso não foi problema. Quando fui no posto modelo tomar a da Febre Amarela, eles me deram outra novinha, carimbaram, assinaram e colocaram a data e o lote, informações que serão utilizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na hora de fazer o seu Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia. A primeira coisa que tu deve fazer para obtê-la é se cadastrar no site da Anvisa (http://www.anvisa.gov.br/viajante) para adiantar o processo e garantir que os seus dados vão estar seguros lá caso precise pedir uma segunda via. Se tu não fizer isso, sem problemas, o trâmite só vai durar mais tempo quando tu chegar lá. Depois de picar o braço, tu já pode ir na Anvisa mais próxima portando a tua carteira nacional de vacinação e um documento com foto (identidade, passaporte ou carteira de motorista). A confecção do certificado internacional é gratuita e dura menos de 5 minutos se tu já tiver feito o cadastro no site. Ele também dura 10 anos contando a partir do 10º dia após a data da vacina. Dito tudo isso, sempre verifique todos os documentos exigidos pelos países que tu pretende ir. Evite transtornos. Outros documentos - Passaporte já tínhamos, mas, nos países do Mercosul, tu só vai precisar da identidade. - Seguro Viagem - nao fizemos, mas vai de cada um. Acho importante, mas não deu pra fazer. - Procuração - Como a viagem é longa, é melhor deixar alguém para resolver qualquer problema pra ti no teu país. Ninguém quer interromper a viagem por alguma pendência ou ruim que der, né, por mais simples que seja. Para fazê-la, escolha bem a pessoa que vai cuidar da sua vida enquanto estiver fora e vá até um Cartório (verifique se fazem procuração) portando sua carteira de identidade e os documentos da pessoa que ganhará os poderes (pedirão nome completo, número do RG, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e endereço). Lá, criarão o documento e tu terá que pagar cerca de R$ 80. Pode ser que fique pronta no mesmo dia ou no dia seguinte. É bem rápido e fácil. Quando já tiver o documento em mãos, vá ao seu banco apresentá-lo, para que estejam cientes de que outra pessoa usará seu nome para resolver problemas bancários. - Receitas médicas dos remédios que estiver levando para não ter problemas em alguma fronteira ou se precisar comprar em outro país. Coisas a fazer antes de ir para uma viagem longa - Check up médico (aproveite para pedir as receitas dos remédios que levará). - Tomar todas as vacinas obrigatórias. - Habilitar cartão internacional, baixar aplicativo do seu banco e desbloquear uso pela internet. Isso vai facilitar a sua vida. - Digitalizar e tirar cópias dos documentos (passaporte, id, título de eleitor, cartão de crédito (frente), carteirinhas de vacinação, passagens (se tiver alguma), seguro viagem (se tiver), notas fiscais, diplomas, currículo, exames...). - Fazer procuração. - Cadastro em sites de hospedagem gratuita (Couchsurfing) ou trabalho em troca de alojamento (Workaway, Worldpackers, Wwoof, Helpx.... - não fizemos, entramos em contato direto com o lugar, seja por facebook, email ou telefone, não pagando, assim, as taxas que esses sites pedem). - Estudar mapas de estradas. - Baixar aplicativos importantes como Hitchwiki Maps (mapas com dicas de outros viajantes de onde é bom ou ruim pegar carona), Maps.me (será o que tu mais vai usar e são mapas que funcionam offline), Couchsurfing e Currency (conversor de moedas). - Divulgue a sua viagem em grupos de mochileiros e caroneiros dos países por onde vai passar. As pessoas se oferecem para ajudar, seja com dicas, seja mostrando a cidade ou até com alojamento. Contatos de nativos são muito importantes em uma viagem como essa. E já falei demais por hoje! Bora pra parte do relato!!
  12. Holaa!! Começo pedindo perdao pela falta de acentos. O teclado argentino nao me permite escrever um portugues corretinho, mas nao é pra isso que a gente tá aqui né. Estou aqui para contar que nós (eu e a Cassiany, minha prima) largamos nossos empregos, deixamos família, amigos e Porto Alegre para viajar pela América Latina, de carona. E nao pretendemos voltar tao cedo. Isso não veio do nada em uma mesa de bar ou, simplesmente, acordamos e decidimos... apesar de que tinha muitas chances de ter sido assim. A coisa foi se desenhando. E aqui estamos para contar o que aconteceu, os preparativos e como está sendo essa viagem. ELLEN Eu não sei exatamente quando surgiu essa vontade louca de conhecer o mundo, ou quando o que eu vivia passou a não ser suficiente, só sei que foi um processo, que, mesmo durando anos, foi rápido. Não sei como foi a tomada de consciência de que a vida podia ser mais do que nos dizem que ela é e de que podemos mais e melhor do que dizem (e insistem em mostrar) que somos capazes. Eu tinha tudo para seguir o caminho que muitos chamam de “comum”, aquele que nós vamos sendo preparados para trilhar (e talvez até trilhemos um dia): escola, faculdade (talvez um mestrado ou até doutorado), emprego, primeiro apartamento, casamento, filhos, aposentadoria, viver a vida. Sei lá, não sei porque precisamente tomei um desvio e não sei de mais um monte de coisas, mas sei que todos que inventaram que VIVER A VIDA deveria ser a última coisa que devemos fazer sabiam muito menos que eu. Fui abrindo tanto os olhos que não era mais possível voltar atrás. O momento decisivo foi quando fiz minha primeira viagem sozinha. Aquilo me fez refletir e perceber que, mesmo não sabendo o que faria da minha vida profissional (e ainda não sei), na pessoal, o que eu queria (e ainda quero) era ser viajante e conhecer o máximo de lugares e pessoas possíveis. Eu tive a certeza que queria sentir aquele frio na barriga pelo desconhecido e aquela liberdade de novo e de novo, que queria me sentir capaz e suficiente daquele jeito, não para os outros, mas para mim mesma. Viajar seria minha prioridade na vida. Lembro de voltar daquela viagem muito feliz, mas também me lembro como a rotina e a sociedade do jeito que ela é estruturada foi acabando com tudo que eu construí naqueles 18 dias, toda a confiança em mim mesma. O sistema está aí para dizer que você não é capaz, e as pessoas acreditam nisso. Eu já acreditei várias vezes… até perceber que quem comandava, muitas vezes, era incompetente e/ou se aproveitava do esforço dos subordinados, ganhando às suas custas, às custas dos seus medos. Eu não queria participar mais disso. O jeito que encontrei foi, enquanto eu viver e não importa o quão difícil se torne, não trabalhar por uma empresa, não me importar com ela a ponto de dá-la trinta anos da minha vida se em algum momento eu não me sentir mais feliz de estar lá, a ponto de deixar ela tirar a minha saúde, roubar os meus pensamentos quando estou fora dela. O jeito que encontrei foi decidir trabalhar por mim, pelo que eu posso aprender, pelas pessoas que posso conhecer e ajudar. O jeito que encontrei foi descobrir e lembrar sempre o motivo maior de eu estar lá: a próxima viagem. Depois dessas mudanças de pensamento e daquele mochilão por Uruguai, Argentina e Chile, percebi que precisava mudar também meu jeito de viajar. Aquela maneira já não me era profunda suficiente. Eu sentia que estava apenas passando pelos lugares sem conhecer a sua essência da forma devida. Eu sentia que tinha que entrar em contato mais direto com os nativos, com a realidade local, com a cultura e gastronomia de rua, sair da zona de conforto dos ônibus com destino certo, do roteiro planejado, da cama quente me esperando em um hostel (por mais que eu ame hostels), da viagem feita para entrar no orçamento. Decidi que precisava fazer o que muitos já estavam fazendo: sair por aí com mochila e barraca em mãos, de carona, pouco dinheiro, trabalhando (de forma social ou não) em troca de comida e alojamento e dizendo mais ‘sim’ às oportunidades que a estrada for apresentando. Decidi que tinha que ir ver, por mim e por quem serei, e que tinha que começar por aqui, pela nossa América Latina. Há um pouco mais de 3 meses, essa jornada começou. E não saí sozinha como imaginei desde o início. Alguém decidiu, de última hora, também pegar um desvio. CASSIANY A necessidade de viajar começou a crescer após a minha primeira viagem. Foi uma experiência inesquecível! Sentir a liberdade de cada momento, conhecer culturas e pessoas diferentes, foram essas vivências maravilhosas que me fizeram enxergar que não era uma simples viagem a passeio, mas, sim, uma experiência de vida e de autoconhecimento. Então, já não bastava ficar na rotina do dia a dia, eu tinha que sair mundo afora para conhecer cada vez mais. Minha visão de viagem foi amadurecendo ao decorrer dos mochilões que fiz com as minhas primas e amiga. Muitas experiências envolvidas! Não queria mais parar hahaha! Só que o caminho que estava seguindo não tinha espaço para uma viagem tão grande como esta. Então, como eu vim parar aqui?! Bom… Caí praticamente de paraquedas nesta viagem! Quando a minha prima Ellen comentou que estava planejando fazer um mochilão pela América Latina para este ano, tive uma grande vontade de ir com ela, mas já tinha planos em mente. Esses planos seriam estudar para as provas da residência na área pediátrica (que é uma especialização clínica), que ocorreriam no final do ano de 2015. Nada deu certo hahaha… Já não sabia o que fazer no ano seguinte, talvez continuar estudando ou sei lá… Realmente, não tinha mais a mesma certeza do que eu queria. Isso me deixou um pouco perdida. Então, comecei a pensar na possibilidade de ir com a Ellen. Não lembro muito bem quando, definitivamente, decidi que iria, só lembro que a minha prima gostou da ideia. Confesso que depois de ter confirmado, bateu um pouco de medo, pois ainda não tinha pensado em fazer uma viagem tão grande como esta e, muito menos, com pouco dinheiro. No início, achei complicado fazer uma viagem com pouquíssima grana, mas comecei a ficar um pouco mais tranquila depois de ver relatos de viajantes que mostraram que é possível viajar sem grana. Agora, é seguir o caminho e vivenciar esta nova aventura! NÓS Mesmo que já estejamos na estrada, continuamos sem ter ideia de como tudo vai ser, de como continuar realizando essa viagem, de que caminhos exatamente seguiremos, mas era isso que a gente queria, não é mesmo? Algumas pessoas já perguntaram o que vamos fazer quando voltarmos. Respondemos: Não sabemos nem da ida, que dirá da volta. E rimos. A ansiedade já nao toma mais conta, mas não vamos mentir para vocês e dizer que não tínhamos medo (ainda mais por sermos mulheres). Nao vamos dizer que sabemos muito bem o que estamos fazendo, que está sendo fácil sem muita grana, sem saber onde vamos dormir. Cara, no início, deu um nervoso do caramba, mas se tem duas coisas que quem quer fazer uma viagem dessas tem que ter em mente são que não vai ser fácil e que, mesmo assim, é possível. Não somos nem as primeiras, nem as últimas. Os outros estão aí para nos provar que é foda, que nem tudo é a maravilha que parece, mas que dá e vale a pena demaaais. Quem estiver se planejando para ir, quem já estiver na estrada, quem tiver dicas para nos dar, perguntas/propostas a nos fazer, quem quiser nos encontrar, entre em contato, vamos conversar! Agora, estamos em Bariloche! Vamos continuar postando relatos aqui, mas, para quem quiser, é possível seguir nossa história em http://foradoaquario.net, no Facebook (http://www.facebook.com/omundoforadoaquario/) e no Instagram (@fdaquario)! Temos também um canal no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCnbY9q6B__Ru5b_C_F95XwA, que nao é lá muito profissional, mas é divertido. Esse é o caminho que já percorremos: http://www.tripline.net/trip/Latinoamerica-57613614043710129E27CA13CBA91C94 Hasta luego!!
  13. Oi! Fazendo minha contribuição, em Punta del Diablo, tem o Camping Punta del Diablo (o mais longe), o Camping de la Viuda (meio longe, mas eles tem uma van que leva o pessoal até o centro - o problema é não poder sair a hora que tu quiser e para voltar também será um problema) e o Camping Flor de Pez (o mais perto, e dá para fazer tudo caminhando, além de ser ótimo). Em Cabo Polonio, como já disseram, não se pode acampar porque é uma reserva e é protegida. Mas existe a linda Valizas, cheia de opções de campings. Sério, lá é demais. Eu indico o Camping Lucky Valizas e Camping El Jardín Volador. De lá, rola de fazer a caminhada até Cabo Polonio, que tem uns 8km indo pelas dunas. Dependendo da disposição pode demorar 1h30 a 3h. A maioria faz a caminhada de manhã, mas muita gente começa essa caminhada no fim da tarde, monta acampamento quando chega perto da praia e, no dia seguinte, pela manhã, faz o restante da caminhada pela praia. Já fui dos dois jeitos e, para ter essa experiência, eu sugiro a segunda, sem contar que economiza na diária né, e tem um céu muito estrelado com direito a estrelas cadentes passando toda hora. Se for passar a noite na areia, leva comida, água e saiba que faz frio. Em Cabo Polonio, o Rancho de La Rueda, que fica logo que tu chega na cidade da caminhada de Valizas, aceita uma barraca no quintal. Aconselho conversar com o Daniel Peñagaricano (que eu me lembre, esse é o sobrenome - ele é o dono do lugar, tu acha ele no facebook) e reservar teu lugarzinho. Nos outros lugares não conheço campings não, mas espero que as dicas ajudem. Abraço! Aproveita muito o Uruguai. Esse país é sensacional.
  14. Se ainda precisa da informação, de Chuy para Punta del Diablo tá custando 79 pesos, em torno de 10 reais, pela empresa Rutas del Sol. De Punta del Diablo para Cabo Polonio é mais difícil ter onibus direto. Veja horários e preços no site da Rutas del Sol.
  15. Eu já fui para os dois países em fevereiro e ainda prefiro o Uruguai. Mas tu deve ter plena consciência de que, por ser fevereiro, as praias bombam mais a partir de quarta/quinta até sábado, depois esvazia de novo, não é que nem janeiro que todo dia é dia de festa. Mas é tudo muito bom, dá pra conhecer muita gente e não tem tanto brasileiro quanto janeiro, o que é ótimo pra praticar o espanhol e o inglês. Acabei de voltar de lá pela terceira vez, então gostei de verdade. Indico muito Punta del Diablo, Valizas, Cabo Polonio e La Pedrera. E se quiser ir pra Punta del Este, também indico, mas daí já é mais caro, não exatamente em termos de hospedagem, mas pra quem bebe é complicado o quanto gastamos lá. Ah, mais uma vantagem de ir em fevereiro é que as hospedagens custam bem menos que em janeiro. Buenos Aires é como o povo disse, é mais do mesmo, é tudo que estamos acostumados, mas não posso falar muito de lá porque quase não saí à noite, em compensação, no Uruguai, saí praticamente todos os dias, menos em Montevideo, confesso que Mvd não é das melhores cidades pra sair em fevereiro visto que muita gente tá no litoral, mas o Bar 21, onde fui, estava super cheio janeiro de 2014, talvez valha a pena como opção. Abraço e boa viagem!!
  16. Estarei em Montevideo de 17 a 21 de fevereiro, já montei meu roteiro todo e já com passagens compradas. Vai estar lá nesse período? Abraço Oi, Vinicius!! Mil desculpas pela demora infinita pra responder, nunca mais entrei aqui no site, mas que bom que ainda dá tempo de te responder. Ainda vai pra Montevideo? Eu ainda não sei se vou estar lá nesse período que tu disse, mas pretendo. Vamos manter contato e te aviso direito quando chego lá. Abraço
  17. 32º DIA (quinta-feira – 30/01) - SANTIAGO No dia seguinte, último dia, fomos andar mais pela cidade e ver o que ainda não tínhamos visto. Fomos para a Plaza de Armas, mas dessa vez tiramos fotos dos prédios de linda arquitetura em volta e entramos na catedral, muito linda também. Quando saímos de lá, vimos uma idosa parar em um cantinho, baixar as calças e fazer xixi ali mesmo. Sério, isso aconteceu. Passado o pequeno choque, continuamos nossa caminhada até a Câmara dos Deputados (Ex-Congresso Nacional). É fechada, mas é permitido tirar fotos no jardim, você só tem que pedir para o guarda. Muito lindo o lugar. Em seguida, passamos à Plaza de la Constitución, onde tem um monumento de Salvador Allende e onde vimos, de surpresa, uma apresentação da guarda do Palacio de La Moneda. Ó o que a Guarda tava tocando: Atrás do Palácio, fica a Plaza de la Ciudadania e o Centro Cultural La Moneda, onde entramos e demos uma olhada nas exposições. De lá, andamos, andamos, andamos e conseguimos achar as Calles Londres e Paris. Que ruas mais queridas. Almoçamos empanadas em um bar mais baratinho que aqueles restaurantes pega-turistas de lá. Se não bastasse tudo que vimos, ainda fomos para o Cerro Santa Lucía, outro lugar lindo. Quase morremos subindo o cerro, mas vale muito a pena. Quando saímos de lá, ainda caminhamos até um xerox, onde a Lisy tinha que imprimir não lembro o que, e já ficamos conversando com o casal dono do lugar, muito simpáticos. Dali, seguimos até o supermercado grande para comprar coisas para comer durante a viagem de volta e comprar pisco. Eu comprei duas garrafas de pisco sour e uma de pisco. Voltamos para o hostel, mas logo, eu e a Lisy, fomos até o parque do Cerro San Cristóbal comprar roupa. A Lisy comprou dois blusões, eu comprei minha tão procurada calça colorida e aproveitei para comprar um blusão também. Para a noite, a Cassy tinha combinado de sair com o Mike, e nós (eu e a Lisy) íamos também. Coincidentemente, o lugar que iríamos era o La Piojera, bar que eu queria muito ir. Mike foi nos buscar no hostel, e fomos caminhando até lá, que é uma boa pernada. Passamos por uma exposição muito legal sobre crianças com Síndrome de Down, depois passamos por um pessoal dançando um ritmo típico de lá, não lembro o nome. Quando chegamos no La Piojera, é aquele botecão pé sujo, cheio, pessoas de todas as idades, mas bastante universitários e estrangeiros. Gostei muito do lugar e recomendo. Pedimos logo um terremoto, uma bebida típica rosa com sorvete em cima. Uma hora, eu e a Cassy fomos pegar mais um terremoto e, na volta, fiquei puta com uma chilena que botou o pé para eu cair quando passamos por ela e estávamos voltando para a nossa mesa. Meu, a guria nem me conhecia. Como assim?!!! Foi aí que percebemos que as chilenas têm ciúme dos chilenos porque os caras dão em cima mesmo das estrangeiras, e não estão nem aí para as chilenas, que, segundo os chilenos que conhecemos no pub crawl, são todas iguais. Enfim, eu já estava irritadíssima com os chilenos que enchiam o saco em todos os lugares, mais essa guria aí, só dei uma encarada nela pra ela ver que eu percebi o que ela tentou fazer. O Mike e os amigos chilenos dele disseram que iam em uma festa (não lembro o nome do lugar). A Cassy queria ir, então eu disse que tudo bem. Daí, rolou um estresse com a Lisy porque ela disse que sabia que a gente não ia cumprir o combinado (que íamos voltar cedo porque tínhamos que acordar cedo), que era falta de parceria e tal. Resolvemos o impasse e combinamos que íamos embora às 2h30. Chegando na tal festa, Mike e os amigos pagaram pisco para nós sem a gente pedir, mas logo todo mundo se separou. Na volta para casa, pegamos um táxi. Bateu uma fome, então Cassy e Mike nos deixaram no Mc Donalds milagrosamente aberto àquela hora e perto do nosso hostel e foram ser felizes.. ahahha.. E, cara, nós também fomos muito felizes com aquele hambúrguer lindo. Chegamos no hostel, tinha uma galera do nosso quarto na cozinha, maior zueira, uma guria pegando um cara que conheceu no free walking tour, mas que também estava hospedado no nosso hostel, o chileno guia do tour também estava lá falando nada com nada, contando da vida dele. Acabou que ficamos sozinhas com ele na cozinha, e o cara não parava de falar. Logo nos despedimos dele e fomos dormir. Maior zueira no quarto, mas o pessoal até que foi dormir rápido também. 33º DIA (sexta-feira – 31/01) – SANTIAGO > BUENOS AIRES Cassy chegou de manhã, na hora do café. Importante ressaltar que foi o primeiro café da manhã que teve suco de laranja. Nos outros dias, era suco de pêssego, suco de maçã, suco de sei lá o que, tudo que não gostávamos. Terminamos de arrumar nossas coisas e pegamos um táxi até a rodoviária. Já tínhamos a passagem para Bue (54.000 pesos chilenos pela empresa Cata) desde que chegamos em Santiago, e a de Buenos Aires para Porto Alegre (882,34 pesos argentinos pela empresa Pluma) havíamos conseguido comprar um ou dois dias antes pela internet, depois de umas confusões. Tudo certo. Bora dessa bagaça, que eu não aguento mais! É sério, pra mim, já tinha dado tudo que tinha que dar. À noite, no ônibus, as luzes já desligadas, antes de dormirmos, o cara do “serviço de bordo” puxou assunto com a gente. A gente não deu muita bola, só fomos respondendo o que ele perguntava, até que, no final, ele pergunta se a gente não queria ver a paisagem na cabine do motorista. É óbvio que a gente disse que não. E essa foi a nossa BELÍSSIMA despedida do Chile.
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