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RUI F.COSTA

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  • Data de Nascimento 17-12-1980

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  1. Boa tarde amigos mochileiros! Vou relatar aqui minha nova viagem realizada agora em agosto, junto de mais dois amigos. Esse ano decidimos fazer Chapada Diamantina/BA e mais alguns lugares. O roteiro básico foi: São Paulo - Salvador (avião) / Salvador - Lençóis (ônibus) - 5 dias; Lençóis - Salvador (ônibus) - 3 dias/ Salvador - Vitória (ônibus) - 1 dia/ Vitória - Belo Horizonte (trem) - 1 dia/ BH - S. Paulo (ônibus). Total de dias: 10. Partimos de SP dia 1º de agosto de avião com passagem comprada na net antecipadamente por $ 250,00 cada. Não reservamos nada, compramos somente a passagem de ida e levamos cartões. No aeroporto de Guarulhos fizemos o "check-in" e fomos comer algo antes de partir, mas quando fomos até o portão de decolagem, nosso voo já tinha partido. Culpa nossa que não fomos no horário indicado. Chegamos 10 minutos antes, mas mudaram o portão e até chegarmos no novo local não pudemos embarcar por causa de 1 min.... Desolados e sem direito a reembolso, pegamos nossas malas e fomos comprar uma nova passagem pra mais tarde... De raiva fomos tomar um chope e esperar e lamentar a burrice... srsrsrs Fizemos tudo certinho e decolamos às 17h30min. Chegamos em Salvador às 19h30min e fomos de circular pra rodoviária e lá compramos as passagens pra Lençóis (cidade porta de entrada da Chapada Diamantina). O ônibus partiu às 23h30min e cansados dormimos a viagem toda. Chegamos por volta das 5h e estava escuro ainda. Ficamos esperando amanhecer pra procurar um lugar pra ficar e depois uma agência de viagens. Nesse tempo apareceu um sujeito que dizia ser guia de viagem e começou a oferecer pacotes com hospedagem, alimentação e passeios por $ 1.000,00 cada um. Nossa hospedagem seria na casa dele em outra cidade: Guiné (interiorzão da chapada) No começo ficamos meio cabreiro com o tal sujeito, mas ao amanhecer fomos vendo que ele era bem conhecido na cidade de Lençóis, decidimos fechar o negócio. Reunido com meus amigos em particular, eu disse que estaríamos em vantagem, pois se ficássemos em um hostel (350,00) + passeios (1.000,00) + alimentação (400,00), o preço seria muito mais caro. O primeiro dia foi em Lençóis mesmo. O guia nos deixou em um hostel parceiro dele, onde pudemos descansar da viagem, comer, deixar as malas e partir pra uma trilha, onde visitamos a Cachoeira do Sossego. Um lugar tranquilo, bonito e de águas escuras e geladas. Detalhe: todas as águas da Chapada Diamantina são escuras e de tom avermelhado por conta da vegetação. Nesse tempo fomos nos familiarizando com o guia e vendo que ele era gente boa. De tarde voltamos pra Lençóis, pegamos nossas mochilas e partimos pra Guiné, a casa do nosso guia. Foi uns 150 km de estrada. Uns 50 km de asfalto, o resto terra. No carro (uma Mitsubishi 4x4 /Pajero) o guia botou um som maneiro e fomos curtindo. O local onde chegamos era um sítio afastado da cidade de Guiné. E ele morava sozinho. Antes passamos na casa de sua ex-esposa pra visitar seus três filhos e depois fomos jantar numa pousada. Eu estava com tanta fome que comi desesperadamente... Estava uma delícia. Depois fomos dormir no sítio. No outro dia bem cedo, fomos tomar cafe da manhã nessa pousada e a surpresa: o café era muito bom. Tinha uma cozinheira exclusiva pra gente e ela fazia de tudo um pouco: tapioca, cuscuz, ovos, bolos, sucos naturais, batata-doce e banana-da-terra cozidos e outras coisas...Todos os dias a gente ia comer lá antes de partir pras aventuras. O segundo dia foi mais suave. Visitamos as famosas grutas: A Encantada e a do Lago Azul. Ambas longes de onde estávamos e por isso andamos muito de carro... A gruta Encantada tem que pagar pra conhecer ($20,00) e descer uma pequena trilha até a caverna. A gente desceu até ela em turmas de 15 pessoas e não é possível mais nadar pois o contato da água com a nossa pele estava poluíndo a lagoa. Mas a paisagem é espetacular. Tem um feixe de luz solar que adentra a gruta e forma um raio luminoso dentro da lagoa e a gente ficou admirando a cena por 10min. Depois da Encantada, partimos pra gruta do Lago Azul. Mais uma viagem pelas estradas de terra da chapada e lá chegamos. Nela é possível nadar por apenas 30min e em grupos de 15 pessoas. Tivemos sorte porque não tinha tanta gente e pudemos curtir em paz. A lagoa é impressionante. Tem águas cristalinas e a gente recebe colete e snorkel. A profundidade da lagoa é de 25 metros e quando mergulhamos a impressão é de que estamos em outro planeta. Depois almoçamos e partimos pra uma cidade bem antiga - a primeira da Chapada: Igatu. Ela é de difícil acesso, numa estrada toda de pedra e montanhas. Ali se estraiu muitos diamantes no passado. Todas as construções são de pedra e tem muitas casas bem antigas abandonadas. A cidade hoje vive do turismo e recebe muitos estrangeiros. Passeamos até o final da tarde e voltamos pra Guiné à noite. O terceiro dia foi puxado. Acordamos bem cedo e depois do café partimos pra uma caminhada de 19 km pela Chapada. Fizemos várias paradas em cânions, cachoeiras e vales. Partimos de um ponto e voltamos por outro. Pudemos apreciar belíssimas paisagens como a do Vale do Pati e também alguns rios e cachoeiras. Voltamos à noite muito cansados de tanto caminhar, mas felizes por ter conhecido tanto lugar bonito. Jantamos na pousada e fomos dormir. No quarto e último dia, fizemos uma visita em um sítio arqueológico, onde pudemos observar algumas pinturas rupestres de cerca de 12 mil anos. De lá fomos fazer o famoso Morro do Pai Inácio, passeio clássico e que por ser de fácil acesso, deixamos para o último dia. Depois fomos conhecer umas cachoeiras e passar a tarde de boa. No final do dia voltamos pra Lençóis, onde ficamos esperando a hora de embarcar no ônibus de volta pra Salvador. Nesse tempo, aproveitamos pra curtir a cidade e então paramos num bar e ficamos bebendo até dar a hora de irmos embora. Bebemos e proseamos até ficarmos bêbados.... e eu fiquei tão bêbado que nem sei como fui até a rodoviária. Acordei no ônibus já no meio do caminho à Salvador... Chegamos em Salvador numa ressaca terrível e não tínhamos onde se hospedar. Fomos até o terminal de circulares que fica ao lado da rodoviária e pegamos um ônibus pra Praia da Barra. Eu tinha pesquisado na net sobre um hostel de lá: o Che Lagarto e para nossa felicidade, o ônibus passou em frente. Fizemos o "check-in", mas tivemos que esperar a liberação de um quarto e nesse tempo ficamos em uma sala com redes e um banheiro. Eu só queria uma coisa: dormir. Quando liberaram o quarto, outra surpresa: nos alocaram num quarto com banheiro e com vista pro mar da Praia da Barra. De tarde e "recuperados" da ressaca, fomos conhecer a cidade e partimos direto pro Pelourinho, onde conhecemos os principais cartões postais da cidade. No outro dia a gente decidiu comprar um passeio de barco onde visitamos algumas praias e ilhas. A primeira foi a ilha dos Frades e depois a Praia de Itaparica. Lugares muito bacanas e almoçamos comidas típicas da Bahia. Voltamos no final da tarde e fomos até o bairro da Praia do Rio Vermelho onde tem vários bares. Fomos à pé. Salvador é tranquila. Não achei tão perigosa, como ouvi dizer, mas é claro que todo cuidado é pouco, afinal aqui é Brasil... Acordamos cedo, tomamos café, fizemos um rolê pelo bairro e partimos pra rodoviária e lá embarcamos numa longa viagem de 22 horas até Vitória. Eu gosto de viajar de ônibus, mas essa foi desagradável para mim. Acho que por ter comido demais as comidas baianas na véspera, peguei uma dor-de-barriga.... e então em cada parada que o ônibus fazia eu saía correndo pro banheiro. Chegamos em Vitória por volta das 14h e fomos até o hotel que eu tinha pesquisado. É bem simples e fica no centro ao lado do Palácio do Governador. O tempo não estava firme e por isso não pudemos fazer caminhadas tranquilas pra conhecer a cidade. Fomos comprar as passagens do trem pro próximo dia e depois caí na cama e "apaguei'". No outro dia acordamos bem cedo, pois a partida do trem era às 7h30min, então tomamos um rápido café e pedimos um táxi (Uber). Chegamos na hora certa e embarcamos tranquilamente. O trem era enorme e estava super lotado. Gente de todas a s idades e de todos os lugares. Fomos na segunda classe e viajamos por 13 horas até Belo Horizonte. No trem tem vagão restaurante e então almoçamos e jantamos no trem. Viagem super bacana e que infelizmente no Brasil só é possível nesse trecho, pois nossos governantes sucatearam todas as nossas ferrovias e acabaram com todos os trens de passageiros... Chegamos em Belo Horizonte à noite e descemos logo no centro e fomos caminhando por uma avenida grande e super movimentada de bares. Procuramos um hotel pra ficar e escolhemos um bem antigo, porém confortável, melhor que muito hostel da moda. Abro aqui uma opinião sobre isso: infelizmente no Brasil tudo é explorado gananciosamente. O hostel na verdade foi uma ideia de um professor alemão que queria um lugar barato e sem luxo pra hospedar alunos viajantes, por isso o compartilhamento de quartos/banheiros e tal. No exterior isso é levado a sério: Hotel é caro, porém com luxo e conforto, Hostel é barato, mas sem frescura. Como aqui tudo vira "moda" e por os nossos hostels receberem muitos estrangeiros, eles ficaram "cool" e caros... Então, meus amigos mochileiros, no Brasil está compensando ficar em hotéis. Eles são mais baratos, com banhos quentes, bom café da manhã e com privacidade. Vale a dica: quando viajarem, procurem hotéis antigos nos centros das cidades. Por aqui no nosso território está compensando muito mais. Depois de um bom banho, fomos pra avenida dos bares e lá ficamos por um tempo vendo o movimento e tomando umas cervejas, que por sinal achei muito barato em BH. Domingão, acordamos e depois de um bom café da manhã fomos dar umas voltas pelo centro e tinha muita coisa legal. Exposições, protestos, shows de pequenas bandas. Estava um sol bonito e quente e então aproveitamos bastante. De tarde fomos conhecer o Lago da Pampulha e nunca pensei que fosse tão grande... Não conseguimos fazer o percurso todo que é cerca de 18 km. Ficamos de boa curtindo o que estava ao nosso alcance. De noite fomos pra rodoviária e pegamos um ônibus pra São Paulo, onde finalizamos nossa viagem. Espero ter contribuído com alguma coisa. O site Mochileiros.com é legal por isso. Nos oferece muitas idéias através dos relatos dos viajantes. Valeu!! P.S. Depois pensando sobre a viagem, achamos que poderíamos ter feito Chapada Diamantina/ Salvador e Morro São Paulo. Seria mais interessante. Optamos pela volta terrestre pra poder pegar o trem de Vitória-Minas, mas a viagem não é lá tão grande coisa... muito paradona. Bom, sempre gosto de viajar sem fazer muitos planos. Faço muita pesquisa sobre o que tem no local onde quero passar e assim calculo mais ou menos o quanto vou gastar e aí ponho o pé na estrada. Dá certo, porém tem uns contratempos, mas é normal em qualquer viagem. Nessa trip eu reservei $3.000,00 e consegui voltar com grana pra casa.
  2. Olá Stephanie!! Eu não lembro o nome da loja e nem sei em que rua/avenida fica... Nós fechamos o passeio com uma agência pequena, perto do Hostel (tem muitas espalhadas e é só negociar). O passeio ficou 20.000 pesos e o aluguel das roupas eu paguei em reais (140). Aluguei botas, calça, blusa e luvas. Eu quase nem usei as luvas. A van que nos levou passou bem cedo no Hostel (5h30) e nos trouxe por volta das 16h. Acho que a maioria das vans passam por essa loja porque não parava de chegar gente... Espero ter ajudado, abraços!!!
  3. Oi Analy!!! É cansativo sim, mas em compensação vc conhece cidades e paisagens muito diferentes das que a gente tá acostumado por aqui... Tem vários trechos beirando o Oceano Pacífico. É muito bonito! E eu particularmente gosto de viajar por terra. Faça uma play-list com as músicas que vc curte, leve um livro e esqueça da vida!! kkkk Valeu, muita boa sorte na sua trip!!
  4. Oi! Boa tarde!! Conseguimos negociar por $25.000,00 pesos somente a ida de ônibus de Santiago/Calama. E depois mais $3.000,00 de Calama/São Pedro de Atacama. Os passeios conseguimos negociar numa agência (não lembro o nome, mas fica numa esquina no começo da calle principal), por: Gêiseres: $20.000,00 Termas Puritama: 7.000,00 + 10.000,00 (entrada) Salar do Atacama + Lagunas Altiplânicas (full day): 25.000,00 + 3.000,00 (entrada das Lagunas) Laguna Cejar (a que não se afunda por causa da alta salinidade): $15.000,00 (entrada) Valle de La Luna: $ 7.000,00. Hostel: $60.000,00 = 6 diárias: $10.000,00. Era 13.000,00. Negociamos em "off" com a dona e ela fez por menos, por sermos brasileiros!!! Isso é o legal de viajar pelos nossos países vizinhos. Se vc negociar, sempre dão um desconto pra nós!! Bom, espero poder ter ajudado!!!
  5. OLÁ MOCHILEIROS!! Vou relatar aqui o mochilão que eu e mais dois amigos fizemos em maio passado para o Chile. Começamos a planejar a viagem uns seis meses antes e a por em prática mesmo a partir de janeiro/16, comprando as passagens aéreas sp-santiago-santiago-sp por R$ 990,00 incluindo as taxas. Levamos em dinheiro: U$ 550,00 e mais R$2.000,00. A cotação do dólar é bem melhor no Atacama. O real deixamos para Santiago e Valle Nevado. Partimos de SP no dia 1º/05/2016, às 17h30 e chegamos em Santiago por volta das 22h. Não reservamos nada e só tinhamos em mente onde ir e o que conhecer. Nosso roteiro básico foi: avião de sp/santiago +bus santiago/calama+bus calama/são pedro atacama. 6 dias num hostel em São Pedro+passeios. Retorno de bus pra Santiago no mesmo esquema da ida e mais 3 dias em Santiago com Valle Nevado e retorno pra SP de no dia 13/05/16 às 18h. Chegamos no aeroporto de Santiago e fomos tentar negociar uma partida de táxi até o centro da cidade pra passarmos a noite e noutro dia seguir de bus pra Calama, Não conseguimos nada positivo e então decidimos passar a noite no aeroporto mesmo. Nesse tempo descobrimos um terminal de coletivos no próprio aeroporto interligado ao terminal rodoviário e por um preço justo!! Procuramos um lugar tranquilo pra "dormir" e logo cedo partimos pra rodoviária de Santiago. Lá embarcamos em mais um bus numa longa viagem de 26 horas para Calama. A viagem foi muito boa. O bus era de dois andares e bem confortável com direito a kit-lanche. A paisagem muito diferente do que a gente é acostumado no Brasil. E vários trechos da estrada à beira-mar, com vista pro Oceano Pacífico! Chegamos em Calama na terça-feira (3/05), às 12h, varados de fome, pois passamos a viagem toda comendo o kit-lanche e porcarias que comprávamos nas paradas. Fomos num restaurante em frente ao terminal de bus e comemos um prato-feito típico do país: arroz, pollo (frango) e papas fritas (batatas). Uma delícia!! Que fome! O som ambiente do local era um flashback anos 80 legal! Partimos pra São Pedro logo depois do rango e chegamos no tão esperado lugar ás 3h da tade. O clima desértico é mesmo estranho pra nós tropicais brasileiros e temos que ir se adaptando aos poucos. Saímos em busca de um local pra se hospedar e andando pelas ruas encontramos um hostel cheio de gringos!! Uma casa simples, mas MUITO acolhedora. O responsável pelo local era um europeu gente-boa e nos deu muitas dicas de agências de passeios e mercados de comidas baratas, claro!! (Em São Pedro é tudo muito caro). Conhecemos o local, trocamos dólares e fechamos com uma agência vários passeios. O primeiro logo no dia seguinte, às 4h30 da madruga. Fomos conhecer os Gêiseres (manhã) e Termas Puritama (tarde). Sensacional. No dia seguinte fizemos um passeio full-day e foi o mais impressionante! Conhecemos o Salar de Tara logo pela manhã e depois as espetaculares Lagunas Altiplânicas. A estrada que leva a gente pra elas é incrível. São aquelas que vemos nos postais e lembram muito as estradas do desenho papa-léguas. Quando chegamos nas Lagunas, ficamos paralisados e a sensação era de que estávamos dentro de um quadro. Emoção pura! Conhecemos uma galera do mundo todo, inclusive uma brasileira gente-boa que resolveu mochilar sozinha por aquelas bandas! No terceiro dia fomos conhecer o fantástico Valle de La Luna. A famosa Pedra do Coiote e muitos outros lugares. Que incrível! Tudo muito fora da nossa realidade. Em cada foco uma imagem deslumbrante. Estávamos em Marte! O legal de tudo era poder compartilhar a beleza local com pessoas do mundo todo, numa confraternização universal!! No sábado ficamos a toa. Andamos na cidade, nas praças, nas lojas e de noite encontramos nossa amiga brasileira e fomos num bar estilo estilo pub, meio medieval e rock, com gente do mundo todo também. Lá bebemos umas e trocamos idéias até tarde da noite. No domingo meus dois amigos foram fazer um passeio diferente. Foram escalar um vulcão. Eu fiquei no hostel curando a minha ressaca... Chegaram de noite muito cansados e felizes. Decidi não fazer o passeio porque no ano passado escalei um vulcão na Bolívia e passei mal, mas pra quem curte aventura é muito bom! Na segunda, arrumamos as mochilas e partimos pra Calama às 13h. Com certo pesar por ter de deixar aquele lugar. Impossível relatar tudo o que vivemos. Cada momento, paisagem, pessoa. Foi muito marcante e cada um tem uma impressão diferente. O retorno foi tranquilo. Chegamos em Santiago no dia seguinte às 15h. Fomos direto pro centro procurar o hostel Che Lagarto indicado por nossa amiga brasileira. Chegando lá não tinha vagas, mas eles indicaram um outro por ali mesmo. Muito bom. Perto de tudo e com estação de metrô em frente. Fomos andar e conhecer a cidade. Santiago é muito bonita e tem praças e avenidas limpas. Muito diferente de nossas cidades com seus centros sujos e abandonados... A população frequenta as praças bem cuidadas. Gostei muito de Santiago. Logo cedo fomos conhecer o Cerro Santa Lucía. Você sobe um pequeno morro de trem e lá em cima observa toda a cidade. Tem uma igreja, praças e cafeterias. Muito bonito. De volta, compramos um passeio pra Valle Nevado pro dia seguinte logo cedo. No outro dia cedo, partimos de van rumo ao Valle Nevado. Tivemos muita sorte de conhecer a neve pois é muito raro nevar no Valle em meados de maio. Passamos antes numa loja de aluguel de roupas especiais e o dono é brasileiro. Chegando lá, a emoção foi muito forte. Um sonho realizado. Só tinha brasileiro, claro! Foi como ver o mar pela primeira vez!! Deitamos, rolamos, fizemos guerra e COMEMOS neve!! A sensação que tive foi a mesma quando a gente tá numa praia brincando na areia.... só que tudo gelado!!! Foi demais!! Voltamos pra Santiago, fizemos mais uns passeios pela cidade e no outro dia mais bate-perna pelas ruas, compramos vinho chileno (impossível até pra quem não gosta) e de tarde fomos pro aeroporto. Decolamos às 19h e chegamos em Sp às 22h. Tudo muito sensacional e inesquecível. Vou sentir saudade do Chile. Sobre os gastos... Não fiquei contabilizando quanto paguei nisso ou aquilo, fui vivendo e... Voltei com U$ 100,00 e com R$ 1.000,00. Não passei vontade de nada. Não saí comprando tudo e esbanjando. Com moderação, é possível!! Abraços a todos que curtem sair pelo mundo, conhecer lugares, pessoas, culturas diferentes e que sonham com o dia em que todos possam andar livremente por esse mundão afora!!
  6. Bom dia!! Muito interessante esse passeio de trem em Salvador. Eu já li algo sobre ele na net, mas não vi fotos iguais a essas!! Salvador também está nos meus planos de viagens.... Deve ser linda e com muitas histórias.... Sobre caminhadas, eu também curto pra caramba. Não tenho problemas em encarar qualquer subida!!! srsrs!!! Já ouviu falar sobre a tal Estrada Real? É um antigo caminho de tropeiros que levavam o ouro extraído das Minas Gerais até Paraty-RJ. Alí dá pra fazer uma boa caminhada!! Quando estou numa cidade nova curto muito ficar andando e aprendendo algo sobre o local!! É isso aí! Quando eu for pra Salvador quero umas dicas e entro em contato. Grande abraço e até mais. Fala cara, tudo blz? Eu nem sabia que existia esse trem, afinal isso é raro no Brasil de hoje. Acabaram com todos eles!!! Os únicos existentes são os da Vale. Esse que eu encarei sai de Belo Horizonte e termina em Vitória. Ao mesmo tempo tem um que sai de Vitória pra Belo Horizonte. No meio da viagem eles se cruzam e é muito legal. Eu peguei o de Belo Horizonte às 7h30 e fui até o final. Cheguei em Cariacica (grande Vitória) às 20h30. São 13h de viagem e com paradas rápidas nas cidades em que passa. Em Belo Horizonte fiquei num albergue (Chalé Mineiro - fone 31-3467-1576) e em Vitória foi engraçado porque não sabia onde eu ia dormir. Lá não tem albergue. Então desci na estação peguei um ônibus pra rodoviária e lá pedi informações pro guia turístico (ainda bem que tinha! rsr) A moça me indicou dois hotéis, mas eram caros ($80), então fui até um taxista e ele me indicou um no centro da cidade ao lado de um que a moça tinha me indicado por $40! Fui de ônibus e desci em frente ao Palácio do Governador. Subi as escadarias e segui uma rua à direita e cheguei no hotel. Não era muito bom, mas deu pra tomar banho e dormir. Cara, esqueci o nome desse hotel. Na viagem de trem vc verá muitas paisagens. Ele segue em grande parte o rio Doce. Dá pra conhecer um monte de gente, pois o trem é grande e vc pode andar de um vagão pro outro. Tem o vagão restaurante e também vendedores que passam a todo tempo pelos corredores. Tem 1ª classe ($75) e 2ª classe ($50). A diferença é só o ar condicionado. Se vc quiser mais informações tem o fone da estação de Belo Horizonte - 0800-285 7000. Essa estação não fica longe da rodoviária de BH. Lá eles te dão um mapa do centro da cidade e aí fica tudo mais fácil. Bom acho que isso é o básico. Qualquer dúvida estamos aí!!! Flw
  7. É muito bacana mesmo!! Andar de trem é ter mais liberdade. Vc anda pra lá e pra cá. Conhece mais pessoas. Tem o vagão restaurante, que é o máximo!! Vc não fica preso na poltrona o tempo todo!!! Bom , mas o Brasil infelizmente não investe em tranporte ferroviário de passageiros. Existe uma forte pressão por parte das empresas de ônibus, caminhões e aviões, que não querem perder seu espaço no mercado pois viajar de trem seria muito mais barato, então.... temos que aproveitar o que tem!!! rsrrsr Mas enfim, gosto de viajar e não importa o meio de transporte!!! O importante é conhecer lugares e pessoas. Isso pra mim é viver!!! Grande abraço e quem sabe nos trombamos em algum lugar por aí!!!! srsr
  8. Oi!!! Minha próxima viagem vai ser pro Maranhão. Era pra eu ter ido esse ano, mas quebrei o pé em março e quando estava me recuperando apareceu uma oportunidade de trabalho e então tive que adiar... Mas o roteiro é diferente: quero sair de Bauru-SP, ir pra Ribeirão Preto-SP e de lá pegar um ônibus até Açailândia-MA (três dias viajando pelo interior do país). Chegando lá, vou pegar um trem ( o da Vale, da mesma empresa que opera entre Belo Horizonte-Vitória), até São Luíz-MA. Deu pra perceber que gosto de viajar de trem. Onde eu moro, antigamente tinha um trem famoso que foi extinto no governo FHC, o trem do pantanal, que partia de Bauru e ia até Corumbá-MS, divisa com a Bolívia. Foi por isso que decidi fazer o "mochilão pelo sudeste" no ano passado. Queria andar de trem, aí pintou a oportunidade de conhecer o Rio o que deixou a aventura muito mais emocionante!! Legal de vc ter gostado!!! E obrigado pelos parabéns!!!!
  9. Olá! Em julho de 2010 eu estava desempregado e desanimado e com vontade de sair pelo mundo. Eu ainda tinha uma grana guardada e pensei em fazer um mochilão pra esfriar a cabeça. Queria uma viagem sem agência, sozinho e sem destino. Pensei em fazer uma viagem de trem, mas isso é quase impossível no Brasil. Na internet descobri um que partia de Belo Horizonte e ía até Vitória (o trem da Vale). Meu pai é caminhoneiro e ele tinha uma viagem pro ES e iria passar por Belo Horizonte. Peguei uma carona até lá. Saímos no domingo de Pirajuí-SP (onde moro) e tocamos até Divinópolis-MG, onde dormimos. Logo cedo partimos até Belo Horizonte, onde eu fiquei e ele partiu. Peguei um circular pra rodoviária e lá me informei sobre pontos turísticos, locomoção e endereços (estação ferroviária, hostel, etc) Andei um pouco pelo centro e fui pro hostel onde ira dormir (hostel Chalé Mineiro - $20,00). Chegando lá, tomei um banho, dormi um pouco e voltei pra cidade. Fui na estação comprar a passagem de trem pra Vitória ($50,00 na classe econômica), andei mais um pouco no centro, conheci o mercado municipal, praças e avenidas. Fui pro hostel, comi um lanche numa padaria e fui dormir. Acordei bem cedo, tomei um café na estação e parti às 7h30 de Belo Horizonte rumo a Vitória. Foram 13 horas de viagem, com paisagens belíssimas do Rio Doce e montanhas de pedras. Dentro do trem andava sem parar de um vagão a outro. Conheci muitas pessoas que entravam e saíam em cada estação (poucas pessoas vão de Belo Horizonte à Vitória). Almocei no vagão restaurante um pf com suco ($8,00) e tomei uns cafezinhos e comi umas paçocas quando o vendedor passava pelos corredores do trem. Uma senhora sentada próximo de mim ficou com pena de eu estar vindo de tão longe sozinho e me oferecia algo pra comer toda vez que ela comia. Achei engraçado a sua gentileza. Depois de muitas curvas e paisagens, paradas, e pessoas, o trem chegou em Cariacica, grande Vitória às 20h30. Na estação e sem rumo certo, busquei informações sobre como chegaria até a rodoviária. Um taxista me indicou qual o circular que me levaria até lá. Cheguei e fui procurar um posto de informações turísticas. A moça me indicou dois hotéis (em Vitória não tem Hostel), mas eu achei meio caro ($80,00) e fui buscar informações sobre algo mais barato com os taxistas. Um deles me indicou um atrás de um indicado pela moça por $40,00. Peguei um circular e fui até lá. O hotel ficava ao lado do palácio do governador, no centro de Vitória. Não era um hotel bom, claro, mas limpo e seguro. Tomei banho e "apaguei" de tanto sono. Acordei cedo, tomei um café bem reforçado, peguei minha mochila e fui embora. Conheci o centro velho a pé. Visitei o palácio do governador e algumas igrejas e ruas antigas. Depois fui almoçar. Andei de circular pela orla da praia e conhei o shopping da cidade. De tarde fui pra rodoviária comprar passagem pra Belo Horizonte. Chegando lá vi uma promoção de passagens pro Rio de Janeiro. Eu fiquei pensando e resolvi prolongar a viagem sem destino... Lembrei que eu tinha um folheto com o telefone de todos os hostel do país. Liguei pra um de Copacabana e reservei uma diária. Comprei a passagem e parti às 21h30. A viagem foi tranquila e a chegada foi às 5h. Acordei bem na hora que ônibus tava passando pela ponte Rio-Niterói. Na hora pensei: "o que eu tô fazendo aqui?". Na rodoviária fiquei meio perdido sem saber pra onde ir. Procurei a agência de ônibus que ia pra minha cidade, mas estava fechada. Fiquei esperando ela abrir e nesse tempo conheci uma moça. Contei minha aventura e ela achou um máximo e me deu umas dicas sobre como andar no Rio (pegar ônibus, metrô etc). Eu disse que gostaria de conhecer o centro e algumas praias e ela me ensinou. Comprei a pasagem pra no dia seguinte às 19h30 e fui de circular até a Av Rio Branco, centrão do Rio. A emoção foi a mesma de quando conheci a Av Paulista pela 1ª vez!! Andei por ela até a Cinelândia e lá visitei alguns pontos turísticos: Museu de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Paço Imperial, Cinema Odeon, Palácio Tiradentes, Museu da Marinha, Centro Cultural da Justiça Federal e algumas praças. O Teatro Municipal estava em reforma, mas eu o apreciei por fora. Andei no bonde dos Arcos da Lapa e fui até o bairro boêmio de Santa Tereza. Queria ter conhecido mais coisas, mas estava anoitecendo e eu precisava ir pro hostel em Copacabana. Peguei um circular e desci na rua indicada pelo recepcionista quando eu liguei para fazer a reserva. Ao chegar, ganhei uma cerveja e não soube o motivo (hostel é um lugar bem descontraído). Fui tomar banho e arrumar minhas coisas. Conheci um companheiro de quarto que por sinal era paulista também e fomos comer algo, pois estava com muita fome. Conheci a orla de Copacabana toda, pois é pequena (achava que fosse bem maior) e fui dormir. Acordei cedo, tomei um café reforçado e fui bater perna. Conheci o Pão de Açúcar e o Jardim Botânico. Não fui no Cristo, pois o tempo não estava bom e o pessoal disse que não vale a pena pagar caro pra não ver nada. Esse passeio ficou pra próxima!! Depois do almoçar numa padaria e comer umas porcarias de supermercado, fui andar na praia de Ipanema e Arpoador, onde subi nas pedras e apreciei a paisagem tomando uma cerveja, mas o tempo fechou e tive que pegar um circular pra rodoviária. Era por volta das 16h e lá esperei o meu ônibus pra Bauru. Caiu um temporal e demorei muito pra sair da cidade por conta do trânsito lento. Mas a viagem foi tranquila e cheguei em Bauru às 8h. Liguei pra uma tia e fui almoçar com ela, onde contei minha aventura. De tarde tomei um outro ônibus pra minha cidade, onde cheguei às 18h. Foi o meu primeiro mochilão, sem dúvida inesquecível e o primeiro de muitos outros.
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