Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

raquelfurtado

Membros
  • Total de itens

    2
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra
  1. Continuando... A Viagem Parte 1 – O Relato pelo Parque Nacional de Jasper, no Canadá Primeira parada: JASPER Com tudo decidido, seguimos viagem no trem da ViaRail para Jasper. Chegamos em Jasper às 16:30hs. A estação de trem é pequenininha, bem proporcional à cidade, que conta com apenas 4.500 habitantes. Desembarcamos e aguardamos alguns poucos minutos a chegada de nossas bagagens. Bem em frente à estação, estava nosso hotel, o Whistler’s Inn. A localização do hotel é muito boa – mas considerando o tamanho de Jasper, isso não é muito difícil. O quarto é amplo, com duas camas de casal, TV e um bom banheiro. Um forte ponto positivo do hotel são duas hidros no terraço, que funcionam até as 23hs e oferecem uma bela vista do entardecer. Muito agradável relaxar por ali no fim do dia. O Whistler’s Inn também conta com um restaurante, um Pub e uma casa de câmbio (mas não indicamos trocar dinheiro aí, pois foi a pior cotação que encontramos). O café da manhã não está incluído. Após fazermos o check-in, fomos direto para a o Centro de Visitantes de Jasper. Sempre aconselhamos vistar o centro ao chegar em uma nova cidade, mesmo que já tenham sido feitas várias pesquisas sobre ela. Os funcionários dali podem te dizer o que está acontecendo na região, se alguma via está fechada, se há alguma atração especial, além de distribuir mapas e responder qualquer dúvida que você possa ter sobre o local. A nossa dúvida, no caso, era se havia algum lago próximo à cidade que pudéssemos conferir e aproveitar para dar um mergulho – as águas são geladas, é verdade, mas a gente não resiste a um mergulhinho! Nos indicaram os Lakes Annete e Lake Edith, que ficam a menos de 10 minutos de carro da cidade. A imagem abaixo mostra a cidade de Jasper e os lagos que iríamos visitar. Eles estão indicados por setas vermelhas. Pegamos um taxi e fomos conferir! O taxi foi caro para o curto trajeto: 20 dólares canadenses cada trecho (o câmbio estava praticamente CAD1 = US$1). Mas topamos mesmo assim – só alugaríamos um carro no dia seguinte e não teríamos tempo suficiente para ir caminhando. Já eram 18:30hs e o sol se poria por volta das 20:00hs. lakeedithOs lagos são muito bonitos e ficam muito próximos um do outro, nem dois minutos a pé. Indicamos muito que os conheçam! Caminhamos pela margem do Lake Annete e demos um mergulho. Há ali um deck onde umas garotas faziam um pic-nic. Encontramos uma pequena trilha, à esquerda, que liga essa área do deck a uma ótima prainha para se tomar sol ou para relaxar admirando a vista. Havia aproximadamente 10 pessoas por ali. Atravessamos em seguida uma estrada logo atrás da praia e chegamos ao Lake Edith, que estava praticamente vazio. Encontramos apenas um casal andando de caiaque. Tiramos algumas fotos, caminhamos um pouco pela margem e voltamos para o Lake Anette. Vimos próximo a ele uma área reservada para pic-nic com algumas mesas de madeira. Se tiver oportunidade, leve seu lanchinho É uma ótima opção para o fim do dia. Ficamos na região até as 19:40hs, quando nosso taxista chegou e nos levou de volta a cidade. -> A dica é deixar combinado com o taxista o horário da volta. Não há telefones por lá e não passam taxis com frequência. Voltamos ao hotel e nos preparamos para ir jantar. Infelizmente, os restaurantes que queríamos conhecer já estavam fechados. O jantar por lá é bem cedo, por volta das 21:00 horas. Já eram 22:30hs quando chegamos, então, no Earls, que por sorte estava aberto. Nossa escolha da noite foi salmão grelhado com cogumelos, e eles não nos decepcionaram! Existem vários restaurantes charmosos pela cidade, mas lembre-se de chegar antes das nove da noite e até fazer uma reserva. O site OpenTable é uma boa saída para isso. No dia seguinte, acordamos cedo e fomos à Budget. Alugamos um SUV com GPS. Como passaríamos 7 dias com o carro, resolvemos pegar um mais confortável, com espaço até para, caso precisássemos, dormir dentro dele. A Budget de Jasper foi recentemente comprada pela AVIS. Foi um pouco difícil encontrar o escritório deles pois não havíamos recebido essa informação. Se você for à cidade por esses dias, saiba que o escritório agora é o mesmo que o da AVIS. Já com o carro, seguimos para o supermercado para comprarmos nossos mantimentos da viagem. Sanduíches, sucos e algumas frutinhas… Não sabíamos como seria a alimentação na estrada nos próximos dias e, como o Canadá não é lá um país muito barato, fazer supermercado é um jeitinho de economizar. O supermercado que escolhemos foi o Robinsons, que fica na mesma avenida que o nosso Hotel, a Connaught Drive. Ele está à direita quando olhamos de frente para o Centro de Informações. Nossa próxima parada foi na loja Jasper Dollar Store (625, Patricia St.), mais para a ponta esquerda de Jasper. Passamos aí para comprar um cooler (para armazenar nosso lanches) e toalhas. A loja tem de tudo, e é um super quebra-galho para esses momentos. Com tudo pronto, chegava a hora de cair na estrada. Íamos explorar a Maligne Road, uma rodovia linda, cercada por muita natureza. Uma das atrações mais famosas do Jasper National Park é o Maligne Lake, e essa é a rodovia que nos levaria a ele. Ligamos o GPS e seguimos viagem. A Maligne Road possui aproximadamente 45km de extensão e segue no sentido sul, partindo de Jasper. Chegando na Maligne Road: Da saída leste de Jasper, pegue a Highway 16 EAST. Depois de 1.5km, vire a direita na Maligne Road. Nossa primeira parada foi no Maligne Canyon, a apenas 10km da cidade. Estacionamos o carro e seguimos pelas trilhas e pontes que existem no local. Logo ao chegar, você encontrará dois murais com um mapa apresentando sugestões de trajetos para admirar os canyons. Dependendo da disposição de cada um, o caminho percorrido pode ser maior ou menor, variando, consequentemente, a quantidade de cachoeiras que se observará. O lugar é lindo e a visita vale muito a pena. No inverno, inclusive, o cenário muda completamente. O rio congela e pode-se caminhar sobre a água congelada, explorando o canyon lá de dentro. Dizem que é imperdível! http://vamospraonde.com/2013/10/09/jasper-nacional-park/#jp-carousel-221 Fomos caminhando até considerarmos que já não haveria mais nenhuma novidade para se ver por ali. Não temos dúvidas de que a caminhada inteira seja linda, mas ainda queríamos chegar no Maligne Lake. Devemos ter caminhado aproximadamente 3 km (ida e volta). Voltamos então ao carro e seguimos pela estrada. No caminho, nos deparamos com um visual maravilhoso à nossa direita. Era o Medicine Lake. Há um local para se estacionar o carro e admirar a paisagem (mas algumas pessoas param o carro um pouquinho antes também). O lago fica bem abaixo da estrada, ao final de um caminho de pedras. Resolvemos descer até lá: o namorado, pra variar, queria dar um mergulho. A água estava congelante, mas ele encarou muito bem! Não tinha mais ninguém nas margens do lago, mas depois desse mergulho, os turistas se empolgaram e resolveram descer pelas pedras também. Uma latina muito simpática tirou essa foto pra gente. Importante: Esse não é um lago muito interessante de se visitar no inverno: o nível da água desce muito e o deixa com um aspecto barrento. Mergulho dado, seguimos para o principal destino do dia, o Maligne Lake. Ele está a 44km de Jasper, e marca o fim da Maligne Road. O lago é enorme: possui 22.3km de extensão e sua profundidade chega a 96m! A temperatura média da água é 4°C. Veja aqui um mapinha. Mostramos com uma seta o seu local de chegada. Chegamos lá por volta das 13:00 horas. Paramos o carro e fomos direto à Boat House para alugarmos uma canoa. Nunca tínhamos andado e escolhemos esse lindo lago para a primeira experiência. Fizemos o passeio de uma hora. A Boat House também aluga caiaques duplos e individuais. Existe por ali um passeio de 90 minutos em um barco turístico, chamado de Spirit Island Cruise. Ele vai até a Spirit Island. Não o fizemos mas dizem que é muito bonito. Foi muito bem recomendado inclusive pelo Centro de Informações Turísticas, mas nós preferimos encarar nossa canoa! Clique aqui para ver preços, horários de saída e reservas. Ao voltarmos, depois de muito remar (e sentir que não saíamos do lugar), tiramos nosso cooler do carro e fizemos um pic-nic para o almoço. Depois, resolvemos caminhar um pouquinho até o Moose Lake, um outro lago ali pertinho – mas não valeu muito a pena. A melhor parte dessa caminhada, na verdade, foi a sorte que demos ao ver uma família de 4 ursos (o que deduzimos ser a mãe e três filhinhos) descendo de uma árvore e tentando atravessar para o outro lado do Maligne River, o rio que parte do Maligne Lake. Estávamos na ponte em frente ao lago quando os vimos. Eles passaram por debaixo da ponte várias vezes (a mãe até subiu na ponte e ficou ali, cara a cara com o turistas – veja nas fotos abaixo – mas não apresentou perigo algum). Depois, eles resolveram atravessar o rio, mas um dos filhotes foi levado pela correnteza. É incrível como esses bichinhos são fortes, pois ele conseguiu nadar contra o curso do rio e chegar até a família na margem do outro lado. Foi sensacional ver aquilo tudo acontecendo ali, na nossa frente! Tiramos muitas fotos – junto a um aglomerado de turistas que os admirava também! Quando começou a entardecer retornamos ao carro e pegamos a Maligne Road para voltarmos a Jasper, mas resolvemos curtir o fim de tarde nos lagos Pyramid e Patricia, a apenas 15 minutinhos da cidade. Clique na imagem abaixo para ver o mapa do caminho de Jasper até os lagos. O acesso é pela Pyramid Lake Road. O primeiro a aparecer no caminho é o Patricia Lake, com quase 2km de extensão e profundidade média de 30 metros. Ele é um pouco menor que o outro e possui uma pequena prainha para mergulho. Passamos rapidamente por ele e resolvemos ficar no Pyramid Lake, onde há uma ilhazinha. Fomos até ela para conhecê-la e depois retornamos até a praia, que conta com uma pequena mas agradável extensão de areia. Havia uma grande família fazendo um pic-nic por ali. Demos um mergulho na água, mais uma vez congelante, e ficamos admirando a paisagem. Este lago tem quase 3km de extensão e possui o nome de Pyramid Lake por causa da montanha em forma de pirâmide que existe em sua margem. Na imagem abaixo mostramos o lago e a montanha que lhe deu o nome. Aí é possível alugar canoa, equipamento para windsurf e pesca. No inverno, o lago vira uma grande pista de patinação de gelo. Em frente a ele, há um maravilhoso hotel chamada Pyramid Lake Resort. Não sabemos dizer se é uma boa opção de hospedagem pois não tivemos a oportunidade de conhecê-lo, mas é muito bonito e a localização, apesar de não ser na cidade de Jasper, é sem dúvidas privilegiada. O hotel possui um restaurante aberto ao público, o The Pines Restaurant. Próximo ao Patricia Lake, também há uma boa opção de hospedagem, o Patricia Lake Bangalows, muito bem avaliado no Trip Advisor. Nós gostaríamos de ter passado uma noite aí, mas quando procuramos por hotéis (com aproximadamente 1 mês de antecedência) já não havia mais vagas. Passamos mais uma noite em Jasper. Voltamos ao hotel e enrolamos muito para sair para jantar. O resultado foi que, naquela hora (já quase 23h) nada mais estava aberto. Acabamos comendo nossa marmitinha que carregávamos sempre no cooler. Resolvemos, nesse tempo, pesquisar mais um pouquinho sobre Jasper na internet, até que descobrimos que o Parque Nacional de lá é um dos melhores lugares do mundo para se observar o céu, devido à escuridão absoluta. Pesquisando mais um pouquinho, vimos que é possível observar a Aurora Boreal no próprio parque naquela época do ano. Fomo correndo para o site http://www.aurorawatch.ca/ para ver a intensidade da aurora no Canadá e, para a nossa sorte, ela estava bem significativa. Curiosidade: A Royal Astronomical Society of Canada designou o Jasper National Park, em 2011 como Dark Sky Preserve (uma área livre da poluição de luzes artificiais). Existem várias regiões no Canadá que possuem esse selo, mas o interessante do Parque Nacional de Jasper é que ele é a maior área do mundo e a única que engloba uma cidade, facilitando aqueles que querem observar o céu nessas perfeitas condições, pois têm um local próximo com estrutura para dormir, comer e acesso fácil devido às rodovias que existem por lá. (Se tiver interesse de ler mais sobre o assunto, veja a matéria aqui. Ela está em inglês) Existe até um evento anual de Dark Sky em Jasper: http://www.jasper.travel/dark-sky-festival-2013 Lemos também que o Pyramid Lake (principalmente sua ilhazinha) é um dos melhores lugares para a observação do céu em Jasper. Como somos apaixonados pela Aurora, e sempre sonhamos em conseguir vê-la, resolvemos voltar para o carro e seguir para o Pyramid Lake. Chegando em nosso destino, bateu a realidade: “Estamos no meio de um parque nacional, cheio de animais selvagens e não enxergamos um palmo à nossa frente”. Como saímos de última hora, não compramos lanterna nem nada. Eu fiquei morrendo de medo, não só de ursos mas de tudo, acho que escuridão não é comigo! Heheh Resultado? Não consegui sair do carro! A ideia da ilhazinha então foi eliminada. (A foto abaixo mostra a escuridão que deveríamos enfrentar). Não conseguimos ver nada de aurora. Mesmo assim, ficamos por ali observando um pouco do céu de dentro do carro – e cabeça pra fora da janela. Realmente, o céu estava maravilhoso, era estrela que não acabava mais. Vimos várias estrelas cadentes. O tempo foi passando e resolvemos voltar. Ainda nas margens do lago, vimos um carro estacionado e resolvemos parar mais um pouquinho por ali também – ter outra pessoa por perto nos dava mais segurança . Demos a volta com o carro e quando paramos: SURPRESA! Havia luzes verdes no horizonte, que por cerca de 10 minutos ficaram variando de intensidade. Não podíamos acreditar na nossa sorte. Era a Aurora, bem ali, na nossa frente. A intensidade nem se compara com as fotos clássicas que vemos por aí, mas a primeira vez a gente nunca esquece! Tentamos muito fotografar o fenômeno, mas não conseguimos. Ainda precisamos aprender a configurar a câmera para isso. Se alguém ai souber como fazer, por favor, divida com a gente aqui nos comentários! Voltamos para a rodovia a caminho de Jasper e nos encontramos com dois amiguinhos nas margens das florestas. Só conseguimos fotografar esse curioso aí embaixo, que ficou nos observando. O dia seguinte chegou e nossa hora de partir rumo a Icefields Parkway também. São apenas 230km até o Lake Louise (que marca o fim da rodovia), mas resolvemos fazê-los em dois dias para aproveitar o que tem de melhor a oferecer. Antes de sair da cidade, passamos novamente no supermercado para comprarmos sanduíches (que seriam o café da manhã) e reabastecer nosso cooler. Viajamos sem pressa, visitando os diversos pontos turísticos que se encontram por ali, além de outros pontos menos divulgados. É importante relembrar que, para dirigir pela estrada e transitar pelos parques, é necessário possuir um passe canadense para os Parques Nacionais. Ele pode ser adquirido no Centro de Informações de Jasper ou nos próprios Check Points (National Park Gates) da estrada. Passamos por dois na nossa viagem. Você passará por eles naturalmente, mas se quiser ver a exata localização, clique aqui. Você também pode fazer a compra online. Dependendo do tempo que se deseja passar na região e do número de pessoas viajando, pode ser mais interessante comprar o passe anual do que vários passes diários. No nosso caso, por exemplo, de duas pessoas viajando sempre juntas por 7 dias, foi mais vantajoso comprar o passe anual. Ele vale para até 7 pessoas no mesmo veículo. A Icefields Parkway (Hwy 93N), ou Promenade des Glaciers, é considerada umas das rodovias mais cênicas do Canadá, e não é para menos! O caminho é muito bonito, sem contar os diversos lagos e cachoeiras que existem por ali. Nossa primeira parada da estrada foi o Horseshoe Lake, um lago cristalino em meio a dois cliffs (essas pedras que vocês vêem na foto abaixo), excelente para cliff jumping. Ele está localizado a 25km a sul de Jasper. Muitos turistas acabam passando despercebidos por esse lago pois ele não é muito divulgado. Não deixem isso acontecer! Foi um dos nossos preferidos de toda a viagem. É indescritível sua beleza e o quão cristalina é a água. Ao chegar, estacione o carro e vá seguindo a pequena trilha pra dentro da floresta, pegue a segunda parte da trilha a esquerda. Você imediatamente verá o lago e os cliffs para o salto. O trajeto não dura nem 5 minutos. Encontramos um casal de alemães que saltavam das pedras sem parar. A dica é pular bem retinho, como se você fosse um lápis ou uma vela. Uma queda desajeitada pode ser muito perigoso, causando até um rompimento na costela. Vimos notícias de vários acidentes que já ocorreram aí. De todo jeito, a gente não resistiu e pulou. O namorado ainda foi 3 vezes, eu uma só! Não há risco aparente de bater nas pedras e o lago é bem fundo. Existem várias alturas, acredito termos escolhido uma das mais baixinhas, talvez uns 8 metros. Mas foi muito bom! A água é linda, apesar de muuuito fria, e cair nela foi revigorante! As próximas paradas foram em duas cachoeiras: a Athabasca Falls e Sunwapta Falls. Elas são bem bonitas, mas se for preciso fazer a Icefield Parkway em apenas um dia, pode-se eliminar do roteiro alguma delas, ou até mesmo as duas. Dentre todas as cachoeiras que vimos nessa viagem, essas são as que menos nos chamaram a atenção. A primeira é mais interessante pois é possível caminhar por um pequeno canyon até as margens do rio Athabasca. Já a segunda, é menor, bem menos interessante, mas é um ótimo ponto para se fazer um lanche na estrada. Existe ali um hotel, o Sunwapta Falls Rocky Mountains Lodge, que conta com um restaurante que oferece sanduíches, sopas, saladas e frutas. Nós fizemos nosso lanchinho saudável por ali antes de seguir viagem. Além das frutas e legumes, pedimos também uma sopa que estava divina. Quanto ao hotel, não sabemos dizer se é uma hospedagem boa ou não, mas não indicaríamos a localização: há locais bem melhores nessa estrada! O restaurante, que a noite se transforma em um belo local para jantar, com lareira acesa e todo o charme de um lodge. Ao passarmos dessa última cachoeira, entramos no Parque Nacional de Banff.
  2. Esse é meu primeiro relato aqui no Mochileiros! Espero não decepcionar Dividí o post em 3 partes para não ficar grande demais: * Montanhas Rochosas Canadenses – O Planejamento * A Viagem Parte 1 – Relato pelo Parque Nacional de Jasper, no Canadá * A Viagem Parte 2 – Relato pelo Parque Nacional de Banff, no Canadá Montanhas Rochosas Canadenses – O Planejamento Que o Canadá é um país de muito frio, de bandeira vermelha e branca, da típica Maple Leaf, de Niagara Falls e de inglês e francês, muita gente sabe. Não é difícil que Vancouver, Quebec, Montreal e Toronto já tenham feito – ou ainda fazem – parte da lista de destinos de muitos viajantes. Grandes cidades e modernidade, por ali não falta. Mas o que mais esse país tão extenso tem a oferecer? Eu e meu namorado partimos rumo às Montanhas Rochosas Canadenses para explorar cenários que fogem do comum. Com a mochila nas costas, seguimos viagem nos sentindo exploradores. Queríamos ir além das dicas de revistas, além do turismo padrão, além da multidão. E conseguimos! Agora trazemos tudo para vocês sentirem que foram com a gente – e os desafiamos a não quererem arrumar as malas agora e partir ! Entendendo os locais, a logística, o período e a duração - O que são as montanhas rochosas, onde estão localizadas e pelo quê são conhecidas? As Montanhas Rochosas (ou Rocky Mountains) são uma importante cordilheira localizada na América do Norte ocidental. Elas possuem mais de 4.800km de extensão, seguindo desde British Columbia, no oeste do Canadá, até o Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. Os picos mais altos estão no Colorado: é para lá que muitos amantes dos esportes de inverno partem para a prática de snowboard e ski, com destaque para as cidades de Aspen e Vail. A parte canadense das Rocky Mountains também tem grande importância no inverno, mas é no verão que elas são mais convidativas: nessa época, os lagos originados pelas geleiras formadas nos topos das montanhas ganham tons azul turquesa que causam grande admiração naqueles que passam por ali. As Rockies estão presentes em 4 parques nacionais reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco. O mais famoso deles, o Parque Nacional de Banff, é o que abriga o tão falado Lake Louise; mas há também os parques de Jasper (o maior entre eles), Kootenay e Yoho. Resolvemos explorar os Parques Nacionais de Jasper e Banff devido à suas grandes extensões e alto número de atrações naturais. Além disso, a estrada que os conecta é considerada a mais cênica do Canadá, já fazendo valer a viagem. Abaixo mostramos a localização das Rockies, dos Parques Nacionais e do trajeto que fizemos. Para dirigir por eles, é necessário adquirir o Park Pass. Falaremos sobre isso adiante. Os aeroportos mais perto dos parques de Jasper e Banff são aqueles localizados nas cidades Edmond e Calgary respectivamente (veja no mapa acima). Como já falamos no post anterior, chegamos em Jasper de trem, partindo de Vancouver. Precisaríamos de um avião apenas para o retorno. Utilizamos o aeroporto de Calgary – por isso nossa rota termina aí. Escolhemos o sentido Jasper-Banff simplesmente para aproveitarmos o passeio de trem no início da viagem, mas não há impedimentos para aqueles que desejam fazer a mesma rota no sentido contrário, partindo de Calgary a Jasper e de lá embarcando tanto no trem para Vancouver quanto em um avião saindo de Edmond. É possível também fazer a rota Vancouver – Jasper de carro, mas se prepare para achar um lugarzinho para passar a noite na estrada, afinal serão quase 800km!! A nossa dica é que visitem os Parques Nacionais de carro. Nós escolhemos a Budget para o aluguel (o site era mais bem estruturado, o preço bom e a empresa de confiança). Pegamos o carro em Jasper e o devolvemos no aeroporto de Calgary. A Budget está em praticamente todas as cidades que passamos e oferece essa mordomia de alugar o carro em um local e fazer a devolução em outro. Outra sugestão de locadora seria a Avis, também muito boa. Existem diversas excursões, de duração aproximada de 4 dias, que levam turistas para conhecer as Rocky Mountains. Se essa é a sua única saída, tudo bem! Não é tão ruim assim e é definitivamente melhor que nada Mas em um lugar tão lindo como esse, nada se compara à flexibilidade de poder parar aonde quiser, ficar o tempo que desejar em cada destino e escolher o seu próprio roteiro e trajeto. A temperatura média nas montanhas é de 6 °C. No inverno ela cai facilmente até -14 °C e as chuvas são mais comuns. Essa é a estação mais úmida e fria, indicada apenas para aqueles que buscam os esportes de neve. Já os verões são mornos e secos e a temperatura média é de 15°C. Não é muito raro, entretanto, que a sensação térmica chegue aos 25°C: os dias de sol podem ser bem quentes. O outono é, na nossa opinião, a estação mais indicada. Além de possuir menor probabilidade de chuvas, ela não conta com a aglomeração de turistas do verão. A temperatura média será realmente mais baixa, próxima aos 10°C, mas a sensação térmica facilmente chegará aos 20°C nos muitos dias de sol. Considere viajar em setembro ou aproveitar o finalzinho do verão no mês de agosto. Os parques nacionais têm muito a oferecer, principalmente com um tempo bom e sem chuvas. Indicamos reservar 6 ou 7 dias para fazer o roteiro com calma, principalmente se você for um grande amante da natureza e decidir alugar um carro. Cinco dias também é um período bom, mas as visitas serão mais corridas e alguns “luxos”, como passar uma manhã inteira na beira de um lago para um mergulho e um pic-nic, talvez precisem ser eliminados, além de algumas caminhadas mais extensas. Entretanto, se trekking não é muito a sua praia e só de pensar em caminhar por mais de 2km já bate aquele cansaço, 4 ou 5 dias serão extremamente suficientes! Para entender um pouco mais sobre os parques a serem visitados, veja os mapas abaixo. Eles mostram: 1. Os locais que visitamos (em destaque verde); 2. As cidades (em destaque laranja) e 3. As rodovias pelas quais passamos. Para ter uma rápida ideia do que foi nossa viagem, veja esse videozinho abaixo:
×