Ir para conteúdo
  • Cadastre-se

daitios

Membros
  • Total de itens

    36
  • Registro em

  • Última visita

Reputação

0 Neutra

Sobre daitios

  • Data de Nascimento 14-05-1986
  1. Muito legal seu relato! Eu tinha perdido minhas anotações com os nomes desses locais, te agradeço por relembrá-los!
  2. Não coloquei numeração porque me perdi na conta. [t1]Alter do Chão - Santarém/PA[/t1] Praia eleita pelo jornal The Guardian, pela segunda vez, como uma das 8 mais belas do Brasil.
  3. bergsan, pelo que o guia me falou, o clima muda pouco durante o ano. Ou seja, a possibilidade de cair chuvas é sempre grande, independente do mês. Aproveite! O lugar vale muito a pena mesmo!
  4. Itinerário: Belém/PA - Boa Vista/RR - Santa Elena de Uairén/VEN Período da viagem: 15 a 23/11/2014 Dia 15/11: Peguei o voo de Belém/PA, minha cidade, às 22h40 do dia 14. Fiz conexão em Manaus e, às 3h40 (com quase 1h de atraso) no horário local, cheguei em Boa Vista. Peguei um táxi até o Hotel Ideal, que estava lotado. Acabei caminhando duas quadras e, após passar algumas pessoas estranhas de bicicleta por mim, decidi entrar no primeiro hotel que encontrei, o Barrudada. Acordei, tomei café e peguei um táxi até o Terminal Caimbé, de onde saem os táxis coletivos até Pacaraima. Esperei em torno de 20 minutos pro táxi encher, e daí saímos rumo à fronteira. A viagem demorou em torno de 2h30. A aduana brasileira estava fechada na hora do almoço, e quando foi reaberta (às 13h30), havia uma fila enorme - consegui sair de lá só às 15h. Segui a pé para a aduana venezuelana, fiz os procedimentos e fiquei aguardando passar um outro coletivo. De lá, segui ao Hotel Michelle, onde encontrei com o já famoso Marco, com quem já tinha acertado alguma coisa antes de sair do Brasil. Com ele, também acertei um tour para a Gran Sabana, de 1 dia somente. Gastos: Táxi Boa Vista - Pacaraima: R$ 30,00 Táxi Aduana - Santa Elena: Bs.F. 50 Diária Hotel Michelle: Bs.F. 700 Tour da Gran Sabana: R$ 170 Câmbio: R$ 1,00 = Bs.F. 37 Dia 16/11: Às 9h partiu o tour para a Gran Sabana, o qual recomendo bastante. A primeira parada foi logo na Quebrada de Jaspe, já comentada aqui no fórum, e que é um local belíssimo. Vale tomar um bom banho nas águas geladas de lá. O mais bacana é que, quando chegamos lá, não havia ninguém. O tour passou por outros pontos legais de apreciar (como um mirante para a cadeia de tepuis), parou para almoço na comunidade de San Francisco, e seguiu até Sapo Wapo, outro lugar muito legal par tomar banho, com águas igualmente geladas - este estava mais cheio, era um domingo e havia muitas famílias lá. Ponto negativo para alguns turistas, que jogaram lixo por todo o local - a guia (aliás, recomendo a Nurys, dona de uma Blazer verde - ela vive lá no Michelle) teve de chamar a atenção de um dos turistas por 3 vezes. No retorno ao hotel (às 16h30) o Marco me informa que não conseguiu fechar um grupo pro tour de 8 dias, e não havia grupos para aquela data que não fossem de 6 dias, somente. Então, ele me encaixou em outro grupo, de 6 dias mesmo. Uma pena. Gastos: Entrada na Quebrada de Jaspe: Bs.F. 10 Monte Roraima (6 dias): ao todo, custou R$ 750,00, negociado direto com o guia Marco, porém não guiado por ele Dia 17/11: Saí pra conhecer a padaria Gran Sabana Deli - e não achei nada de mais, apesar de ser uma boa opção na escassez de variedades em Santa Elena. Às 10h30 passou o 4x4 no hotel. O motorista ainda parou para abastecer (numa casa normal, naquele esquema da Venezuela) antes de seguir a Paraitepuy, ponto de início da trilha. Acabamos iniciando a trilha somente às 14h. O primeiro dia de trilha é bem tranquilo, exceto por uma subida bem no início dela, que o guia Roberth disse que se chamava "Subida da promessa". Eu entendi muto bem o porquê: passei mal logo nela! A minha moral foi lá pra baixo, mas o meu sobrepeso cobrou a parte dele, né! kkkk Enfim, depois de algum tempo na trilha, começou a chover muito forte. Como lá anoitece cedo (pouco depois das 17h já está bem escuro) e as nuvens estavam bem pesadas, ficou bem complicado caminhar. Chegamos umas 18h no Campamento Tek debaixo de um "toró", como dizem aqui na minha cidade. As barracas foram montadas durante a chuva mesmo. Depois da janta, todos nos recolhemos. Dia 18/11: Aqui também amanhece cedo: às 5h já estava de pé. A trilha começou logo com a travessia pelo Rio Tek, onde o guia sugeriu atravessar de meias pela água, como muitos já falaram aqui no fórum. O Tek estava bem tranquilo, então a travessia foi sussa. Ainda passamos por uma simpática igrejinha - que nos fez sair da trilha principal para bater umas fotos dela - até chegarmos no Rio Kukenán, este sim mais forte. Mesmo procedimento, com um detalhe: vi errado uma pedra e pisei em falso na água. O resultado? fiquei todo molhado! A bota também mergulhou por completo na água! De qualquer forma, paramos no Kukenán para tomar um banho (já que chegamos muito tarde no dia anterior), e deixei a roupa e a bota secando durante o banho. A trilha seguiu por muitas subidinhas não íngremes, mas um tanto cansativas para um pançudinho como eu. Às 12h chegamos no Campamento Militar, onde rolou um almoço - salada fria de atum. Caminhando devagar, chegamos às 15h no Campamento Base. Mais um bom banho (e outra queda kkkkk), janta e... barraca! Dia 19/11: O amanhecer foi animador: depois de 2 dias, enfim o Roraima e o Kukenán ficaram visíveis. Muitas fotos legais antes do café. Às 8h30 saímos para a temida subida ao Roraima. Amigos, a subida é forte. Aqui cada um seguiu seu ritmo, sendo que o meu é bem lento em subidas. Em algumas partes de pequenas descidas, o guia orientava a descer de costas para a queda. O tempo piorou e, durante a trilha, começou a chover bem forte, assim como as nuvens ficaram bem densas, prejudicando um pouco a trilha. O Paso de las Lagrimas estava sem a queda d'água, mas a chuva não permitiu ver o progresso da caminhada. Às 12h45 consegui chegar no cume. Junto comigo, chegou um grande grupo de brasileiros, alguns deles de bastante idade. Conversei com vários lá, nos abraçamos e nos felicitamos pela vitória (afinal, que sensação fantástica a da conquista de um objetivo, hein?). Exploramos um pouco a região próxima à da subida antes de seguirmos para a "área hoteleira", as cavernas onde os grupos montam acampamento lá no Roraima, e que são chamados de Hotéis. Acabamos ficando no Hotel San Francisco, porém não na parte principal dele: o grupo resolveu chamá-lo de "Quintal do San Francisco" mesmo. Choveu forte todo o resto do dia, deixando-nos presos no hotel, com muito frio. O chocolate quente e a sopa quentinha que o guia Roberth e o carregador Florencio fizeram ajudou bastante! Dia 20/11: O único dia que ficaríamos inteiro no Roraima era esse. E ele começou bem: o tempo abriu! Tomamos café e fomos correndo para "La Ventana", a janela que fica de frente para o Kukenán e que permite vistas fantásticas da Gran Sabana. No caminho, o tempo de repente começou a fechar, fechar e... Bem na hora que chegamos na Ventana, o tempo fechou de vez De lá seguimos para a "Jacuzzi", uma belíssima piscina natural com cristais ao fundo, e de águas gélidas kkkk O banho nele foi fantástico, mesmo com o frio (apesar de que, como a água estava mais gelada que o tempo, o corpo logo acostumou com a temperatura). Da Jacuzzi fomos ao vale dos cristais, e de lá Roberth nos levou para mostrar as curiosas formações rochosas - incluindo "El Pene", uma pedra de formato meio fálico que rendeu fotos engraçadíssimas. Voltamos ao Quintal do San Francisco para almoçar e dar uma leve descansada. De tarde, debaixo de muita chuva, seguimos para "La Cueva", uma caverna muito interessante - o ponto mais alucinante do dia, pra ser mais exato. O guia sentiu a vibe do grupo e seguiu para o interior da caverna - coisa que outros grupos não fizeram. Lá, depois de passar por caminhos bem estreitos, chegamos a uma pequena queda d'água e um lago belíssimos, onde não resistimos: o grupo se deu as mãos e mergulhou naquela água congelante! Foi um daqueles momentos memoráveis - o mais marcante da trilha toda para mim. Na saída da caverna, o tempo deu uma melhorada, e o guia novamente alterou a rota original pela vibe do grupo: em vez de voltar ao acampamento, seguimos para o "Maverick", um dos pontos mais altos (em altitude mesmo) do Roraima. Quando chegamos lá no topo, o tempo abriu de vez: conseguimos ver tooooooda a região do Roraima, o Kukenán limpinho limpinho, o trajeto do Rio Kukenán... Enfim, uma vista fantástica. Só descemos quando o tempo começou a fechar de novo, já escurecendo. Ao retornar para o "hotel", um momento de meditação para agradecer um dos dias mais fantásticos de minha vida. Dia 21/11: Acordamos às 5h15 com o tempo suuuuper aberto, quase sem ventos pra trazer as nuvens. O Roberth nos autorizou a sair com o Florencio novamente até La Ventana. Seguimos correndo pra lá, e chegamos com o lugar somente para nós. Tempo ótimo, sem nuvens. Resolvemos adiantar muitas fotos para apreciar depois o lugar. Logo outros grupos começaram a chegar, aproveitando o tempo bom. Voltamos ao acampamento, tomamos café, desmontamos as coisas e iniciamos a descida às 9h. A descida castigou bastante meus joelhos, me fazendo tomar mais uma queda por conta das pernas fraquejadas (ô homem pra cair, eu! ). Chegamos às 12h15 no Campamento Base pra almoçar, e logo seguimos novamente. Esse dia, pra quem ainda não leu outros relatos, é o dia mais cansativo, pois fazemos 2 dias em 1: o 2º e 3º dias de caminhada são feitos juntos, no retorno, neste dia. Bem cansado, cheguei perto de 17h no Campamento Tek, depois de atravessar novamente os rios (sem cair, desta vez). Dia 22/11: Último dia de trilha. Seguimos a passos lentos de volta, sempre olhando para trás, curtindo o Roraima e o Kukenán (que estavam mais uma vez abertos, se mostrando para nós). Cheguei em Paraitepuy um pouco depois de 10h. Em Paraitepuy, conforme prometido, paguei "una bien helada!" para Roberth e Florencio, embora a cerveja nem estivesse tão gelada assim... Dali, a 4x4 nos levou a San Francisco de Yuruani para almoçar, e depois nos levou de volta a Santa Elena de Uairén. Gastos: Cerveza: Bs.F. 50/unidade (sei lá quantas bebemos... kkkk) Coca-Cola: Bs.F. 50 Considerações: - Recomendo DEMAIS o guia Roberth. Ele conseguiu sentir a motivação do grupo e alterou diversas vezes a programação, incluindo coisas que não estavam inicialmente previstas. Além disso, é engraçado (tirou muito sarro de mim kkkk) e muito atencioso, além de contar muitas histórias do local. O carregador Florencio também é muito atencioso e prestativo. Roberth Castro E-mail: [email protected] Telefone: 041 64902337 - Falando nos guias e carregadores, os caras trabalham pra caramba. No final demos uma pequena contribuição porque eles merecem, carregam um peso desgraçado nas costas e só terminam de trabalhar quando todo mundo se recolhe. - Aqui não espere muita higiene: até o Clorín é meio dispensável. Você pode botar no seu cantil, mas e na hora do suco servido nas refeições? A meu ver, tem que relaxar a cabeça com esse detalhe e depois mandar ver num anti-helmíntico na volta Outro detalhe, que li num mapa no hotel: a água no Roraima tem um pH ácido, o que pode irritar o estômago de alguns (como o meu). De qualquer forma, vale sempre perguntar pro guia onde dá pra colher água pra beber. - A última: sinceramente, acho que o Roraima foi com a nossa cara, assim como eu fui muito com a dele. Obrigado, Monte Roraima!
  5. Pessoal, uma dúvida pequena, que não encontrei nada por aqui. Andei vendo sobre transporte de El Calafate - Puerto Natales, existem ônibus que saem nesse sentido às quartas-feiras (minha viagem é em outubro)? No site da Zaahj não consta deslocamento nesse dia específico. A Cootra não me respondeu o e-mail que enviei. Alguém sabe?
  6. Pessoal, sei que a época não está boa para compras em BsAs. Mas ainda assim, alguém sabe se pra compra de roupas sociais (paletó, essas coisas) ainda vale a pena? Andei lendo alguns sites além do Mochileiros e alguns ainda dizem que vale a pena...
  7. daitios

    Huaraz

    Paguei s/ 70 no trajeto inverso, Huaraz - Lima, pela Movil Tours em ônibus cama. Não era tão bom como o da Cruz del Sur, mas dá pra dormir numa boa. Você também pode ver as empresas Oltursa e Linea. A Linea, até onde sei, não tem assento cama nos ônibus (corrijam-me se estiver errado), a Oltursa tem.
  8. daitios

    Huaraz

    tomazhorn, Tem um monte de agências na av. Luzuriaga que você pode pesquisar. Eu lembro de ter visto na Pablo Tours e na World Expedition Tours preços melhores, algo em torno de s/ 35 cada um desses que você citou. Eu fiz o Pastoruri pela World Expedition. Apesar de ter dado uma bronca na van durante a ida (van terceirizada de outra agência, ela engasgava nas subidas) o tour foi muito bom. E foi s/ 35, salvo engano.
  9. Salve amigos do fórum, este é meu primeiro relato no Mochileiros. Minha viagem ocorreu entre 01 e 23/09/2012, com o seguinte roteiro: Lima >> Trujillo >> Chachapoyas >> Huaraz. Focarei, assim como o Márcio/SP nas cidades com menos informações, sobretudo Trujillo e Chachapoyas, que são menos visitadas por nós brasileiros, e que até por isso mesmo foi um tanto difícil encontrar informações sobre. Desde já me coloco à disposição para perguntas sobre esses locais. Trujillo Cheguei em Trujillo após uma viagem de 09h vindo de Lima, pela Cruz del Sur (saída de Lima às 22h) Peguei um táxi (s/ 5) até o Hostal Colonial (s/ 60 a diária em quarto privado), onde fechei também os tours de Huaca de la Luna, pela manhã, e Chan Chan, pela tarde. (cada tour saiu por s/ 20, totalizando s/ 40 ãã2::'> ) A Huaca de la Luna foi um grande templo da cultura Mochica (100 d.C - 800 d.C) utilizado para cerimoniais religiosos, sacrifícios humanos e oferenda de sangue aos deuses. Foi construído em tijolos de adobe e sua estrutura é bastante interessante, especialmente a grande parede e o Mural de los mitos. É um sítio bastante conservado e que ainda possui uma imensa área de escavações. Pra quem gosta de arqueologia e história é um prato cheio. Visita quase que obrigatória. Já Chan Chan, a maior cidade de barro do mundo, data da civilização Chimu (900 d.C - 1.400 d.C). As paredes da cidade contém uma riqueza de detalhes impressionante. Ela fica localizada ao lado do Oceano (dá pra escutar o barulho das ondas lá dentro) mas as paredes bloqueiam a maior parte dos ventos. Depois de Chan Chan, ainda demos um pulo na bela praia de Huanchaco, onde vemos os "caballitos de totora", as famosas milenares embarcações feitas de totora que hoje são usadas por pescadores artesanais. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120928174133.jpg 500 375 Mural de los Mitos][/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120928174243.jpg 500 375 Chan Chan][/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120928174259.jpg 500 375 Caballito de totora e pescador artesanal][/picturethis] No outro dia, visitei o Museo Cassinelli. Que me perdoem os outros, mas na minha opinião é o melhor museu de todo o Peru. Seguindo a Calle Orbegoso você passa pela Av. Mansiche e chega numa rotatória onde tem um posto de gasolina da Repsol. Atrás dele, numa placa meio que caindo aos pedaços, está lá, escondido, essa verdadeira pérola da arqueologia. Chegando lá, a grade da porta estava trancada e tinha um cara pintando a parede por fora. Perguntei a ele se tinha alguém atendendo. Ele prontamente respondeu que sim: limpou as mãos num pano, abriu a grade e me forneceu o ticket de entrada (s/ 7). Desci uma pequena escada e entrei no museu de fato: uma sala apertada com pouco mais de 1.400 peças de cerâmica de muitas civilizações pré-incas (Chavín, Mochica, Chimú, Salinera, Huari, Virú...). Logo o "pintor" desce e começa a explicar, quase que uma a uma, as peças expostas. Faz indagações, levanta hipóteses, demonstra as convicções nas peças. Ele pega um pututo (instrumento musical de concha dos Mochica) e o toca em minha frente. Mesmo quem não gosta de arqueologia, vale uma visita pela surpresa e pela qualidade das explicações. (em tempo: o dono do museu, José Cassinelli, sofreu 3 derrames e, embora vivo - e adquirindo peças junto a saqueadores - não possui mais saúde para fazer andar um museu de fato, que já possuía espaço e projeto definidos) À tarde segui para Chachapoyas (16h30 pela Movil Tours, s/ 60 no semi-cama, 14 longas horas de viagem). De noite o ônibus deu uma parada em Chiclayo, quando estava rolando o jogo Peru x Venezuela pelas Eliminatórias. Terminal da Movil Tours LOTADO. O Peru venceu o jogo, mas quando eles fizeram os gols, meu ônibus já estava na estrada. Chachapoyas A chegada em Chachapoyas foi às 06h40. Fui direto ao Hostal Plaza, que fica de frente à Plaza de Armas. O terminal da Movil Tours lá é perto, umas 5 ou 6 quadras, dá pra sair andando (ou pegar um táxi a s/ 2). Depois de me instalar, passei na agência Turismo Explorer, que segundo ouvi de algumas pessoas, é a agência que opera há mais tempo na região. Fechei todos os tours por lá. Logo estava no tour à Zona Arqueológica Monumental de Kuelap, segundo eles o maior sítio arqueológico original preservado de todo o Peru. Kuelap foi o centro administrativo-religioso da cultura Chachapoya, que ocupou a região entre os séculos VIII e XV. Foram subjugados pelos incas e, posteriormente, pelos espanhóis. Os Chachapoyas se rebelaram com a escravidão imposta pelos espanhóis e se rebelaram - a rebelião foi a justificativa dos hispânicos para atear fogo na cidade do "povo das nuvens". As casas tinham um formato circular, com paredes de pedra. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120928181654.jpg 500 375 Kuelap]A Choza de Kuelap, reconstrução fiel das casas da época[/picturethis] No dia seguinte fui ao tour da Caverna de Quiocta e dos Sarcófagos de Karajía. Antes de irmos à Caverna, paramos no povoado de Lamud para alugar galochas de borracha, pois dentro da caverna tem muita água. Na caverna (500 m de profundidade/extensão) observa-se muitas formações de estalactites e estalagmites, além de ossadas humanas (segundo o guia, a caverna era usada para rituais espirituais pelos Chachapoyas). De lá seguimos ao povoado de Cruz Pata, onde começa um caminho de 15 minutos até o mirador para os Sarcófagos de Karajía, grandes estátuas de 2,20m de altura que foram colocadas na encosta de uma grade montanha, e que dentro deles eram colocados os corpos de pessoas importantes da cultura. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120928182635.jpg 375 500 ]Estalactites e estalagmites na Caverna de Quiocta[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120928182734.jpg 500 375 Karajía]Sarcófagos de Karajía[/picturethis] No outro dia, fechei o tour à Catarata de Gocta. Gocta é a terceira maior queda d'água do mundo, com 771m de altura. O tour nos deixa no povoado de Cocachimba, onde fechamos o guia e pagamos a entrada - dá pra alugar cavalos também, que sobem até uns 400 m antes da queda d'água. A trilha é bem demarcada, então o guia não é tão necessário, mas como o povoado é bem simples, particularmente acho legal contribuir. A trilha é percorrida entre 2h30 a 3h e, pra um sedentário como eu, foi um pouco puxada (especialmente a volta, que tem uma subida bem forte). Mas visualizar Gocta é algo que não tem preço. Fantástica. No último dia em Chachapoyas, não fechei tour (infelizmente vacilei pra ir ao tour de Revash). Acabei pegando um táxi coletivo até Huancas, um povoado a 10 km da cidade. Por uma vacilada minha, em vez de descer na praça do povoado, acabei indo parar dentro de um presídio! O táxi tava entupido de artigos de mercearia, que eram todos para esse presídio em Huancas. O mesmo taxista me deixou na praça (após entalar o táxi novamente com lenha, e carregar 9 pessoas dentro - coisas do Peru ). Lá segui a pé ao Cañon del Sonche, um cânion com pouco menos de 1 km de altura. Uma vista bonita, num local que venta MUITO. De Chachapoyas, à noite segui novamente para Trujillo, e em seguida para Huaraz. Custos em Chachapoyas: Tour Kuelap: s/ 30 Entrada Kuelap: s/ 15 Tour Karajía: s/ 50 (foi um tour "semi-privado", pra 3 pessoas) Aluguel de galochas: s/ 2 Entrada Quiocta: s/ 5 Entrada Karajía: s/ 5 Tour Gocta: s/ 30 Entrada Gocta: s/ 5 (a efeito de informação, o aluguel de cavalo para a trilha custava s/ 25 cada trecho) Táxi coletivo para Huancas: s/ 3 (e mais s/ 3 para voltar a Chachapoyas) Entrada mirador Cañon: s/ 1 Diárias do Hostal Plaza: s/ 25 cada dia Observações sobre Chachapoyas: - O Hostal Plaza e a Turismo Explorer operam meio que em parceria. Hospedando-se no Plaza e fazendo os tours na agência se consegue descontos em ambos; - Pra quem gosta de compras, há uma loja de souvenirs na Jirón Ortiz Arrieta, próximo à Plaza de Armas, com lembranças de preços excelentes; - Chachapoyas é uma cidade extremamente pacata, super tranquila. Andei à noite sozinho pelas ruas escuras muitas vezes e nada aconteceu. Além disso, o povo de lá é muito amistoso, simpático e conversador; - Existem boas licorerias na Jirón Ayacucho. Mas nos fins de semana, é comum ver alguns saindo do bar pra "botar pra fora" ; - Tem um restaurante excelente na Calle Hermosura, subindo a Jirón Amazonas (uma rua fechada para trânsito de carros) chamado La Real Cecina. Cecina é uma espécie de carne de sol da região e o único lugar que gostei de comer isso foi nesse restaurante. Quem me levou lá foi a guia do tour de Kuelap; - Brasileiro é figura raríssima na região. Tem muito gringo e, principalmente, limenhos fazendo turismo; - Existe um aeroporto que ainda não opera. Segundo um taxista, estão em fase de licitação das linhas regulares de voo, então é provável que daqui a algum tempo o "sofrimento" do tempo de viagem possa diminuir, incentivando mais o turismo na região; - Por fim, quem se interessar, existem dois trekkings principais na região: Huaylla Belen (4d/3n) e Laguna de los Condores (acho que é 3d/2n). Meu sedentarismo não me permite fazer esse tipo de viagem, o que é uma pena. Observação sobre Trujillo: Em Lima, em Huaraz, em Chachapoyas e mesmo em Trujillo ouvi muitos conselhos de tomar cuidado ao andar nas ruas de Trujillo. Em Chachapoyas, conheci um carinha que foi assaltado lá. Em Trujillo, uma senhora me contou que um viajante, algumas semanas atrás, foi tomar um táxi qualquer de noite e acabou sendo assaltado. Então, fica o conselho de ficar de olho e evitar andar muito tarde sozinho (a) nas ruas de Trujillo. A partir das 21h30, quase tudo fica deserto (exceto a Jirón Pizarro, onde ficam muitos cassinos e restaurantes). Bom, não sei se ficou lá muito bom o relato, mas espero muito que ele incentive mais as pessoas a visitarem essas cidades, especialmente Chachapoyas, que ganhou meu gosto.
  10. Com certeza postarei sim. Essa parte do Peru, especialmente Chachapoyas, ainda é carente de informações - não só aqui, mas no LP e em alguns outros guias que consultei também. Aliás, seu relato é o que de melhor consegui sobre Chachapoyas, o que já tenho que te agradecer demais.
  11. daitios

    Caral

    Pô Lucas, acabei falando besteira. Agora que vi que o preço mais em conta que falei da Inca Trek é pra festividade pátria deles, agora em julho... O preço normal deles, pelo que entendi, se equivale ao de outras agências. Perdoe a desatenção!
  12. daitios

    Caral

    De tours mais em conta pra Caral, só existe a Inca Trek? As outras que vi (umas 5) só fazem tours privados, custando o olho da cara... Alguém conhece outra agência que faça?
  13. Márcio, Todos os tours que vc fez (Kuelap, Gocta, Revash/Leymebamba) são de 1 dia? A Laguna de los Condores e Karajia também seriam tours de 1 dia, ou algum desses todos poderiam ser feitos num mesmo dia? Tô planejando conhecer Chachapoyas em setembro, num roteiro bem parecido ao seu (passando por Huaraz e Trujillo - esse último vou ficar mais tempo que vc heheheh).
  14. Bom, não sei se a paisagem compensa, pois viajei de noite. Dormi bem tranquilamente, mas pode ter sido por conta do meu sono pesadíssimo hahauhauha Eu durmo demais e muito rápido, especialmente em ônibus: trabalhei por 2 anos a 450 km de minha residência, e devo ter desenvolvido técnicas de sono em coletivos ãã2::'> Huaraz eu vou conhecer agora em setembro. Se você for por lá, quem sabe a gente não se esbarra! Tô montando meu roteiro, ainda.
  15. Muito bom seu roteiro, cara. Sobre Arequipa, não subestime o Cañon del Colca. Ele é fantástico, lindo demais mesmo, mas vi muita gente passando mal na altitude lá. Dá pra ir de Arequipa a Cusco de ônibus, creio (eu fiz o trajeto inverso). A viagem é confortável, apesar de levar muito tempo. Um bus cama resolve tudo =) Só tenha cuidado na rodoviária de Cusco, pois lá um "guia" me abordou, me encheu tanto o saco que até me acompanhou no táxi ao hotel... Um saco! Só consegui me livrar dele depois de falar umas boas na cara dele... hehehe
×
×
  • Criar Novo...