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Aloisio Neto

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  1. Ola luana, Seu roteiro ja parece bem legal. - Piranhas: cidadezinha historica na beira do sao francisco, de clima bem bucolico, possui uma boa infraestrutura para turismo, e possui alguns passeios imperdiveis, tais como os canions do velho chico e a grota do angico (onde mataram lampiao), nao sei exatamente qnts dias seria ideal, mas chutaria uns 2 dois. - Penedo: outra cidadezinha historica na beira do sao francisco e tbm possui infraestrutura para o turismo, o ponto alto de Penedo eh o passeio de barco pelo rio ate a foz, que, por sinal, eh muito lindo, um paraiso. Ha tambem um passeio pelas dunas da regiao da foz, nao sei se incluso no pacote, e o por do sol nas dunas lindo de mais, me senti do deserto do saaha, simplesmente show. Alem desses, desconheco outros passeios em Penedo. Acho que 1 dia basta. - Pontal do Peba: eh uma colonia de pescadores a beira-mar e a uns 20 km da foz do sao francisco, a infraestrutura eh muito precaria, a unica pousada legal eh cara (acho q uns R$ 150), as outras sao bem modestas, mas sao bem baratas (R$ 60), se vc dispensa conforto, eh uma boa pedida pelo preco. Por outro lado, quase todos os passeios que se faz a partir do Peba sao os mesmos feitos a partir de Penedo, por isso, dispensaria ir no peba, a nao ser apenas de passagem para conhecer o lugar, que tbm eh muito bonito, com varios barquinhos ululando na mare, valem boas fotos. Se optar por ficar e fazer os passeios, creio que 1 dia basta. - Pontal de Coruripe: aqui sim eh uma lugar lindo q vale perder um tempinho a mais, tem otimas pousadas, o mar eh lindo, e vale curtir a tranquilidade do lugar, indico muitissimo fazer o passeio aos baixios de don rodrigues, uma piscina natural quase em alto-mar formada por um banco de areia e uma barreira de corais, se gostam de mergulho, la no pontal de coruripe exsitem otimos points, principalmente naufragios. Se vcs gostam de curtir uma praia deserta, recomendo dar uma esticadinha ate o miai (de baixo ou de cima), que fica entre o pontal de coruripe e jequia. Acho q em coruripe vale a pena perder uns 2 dias, so para curtir a praia mesmo. - Jequia da praia: aqui o imperdivel sao as dunas de marape (q nao tem duna nenhuma) ou fazenda duas barras, o lugar eh muito bonito, mas se paga uma taxa de visitacao que parece ser bem salgada, mas realmente vale a pena, o lugar eh lindo, magnifico, qnd fui fiquei embabacado. Em jequia, desconheco a existencia de pousadas, mas tbm acho q nem seria necessario, pois creio que meio-dia seria suficiente para desfrutar do lugar, a menos que queira aproveitar da paisagem por mais tempo. Eu recomedaria o seguinte: apos sairem de coruripe, passem a manha em duas barras, se gostarem do lugar, almocem e depois sigam para Barra de Sao Miguel. - Praia do Gunga (barra de sao miguel): recomendo ir para a barra de sao miguel, pois eh o municipio onde se localiza a praia do gunga (na verdade fica no municipio de Roteiro, mas isso nao vem ao caso =). Na barra, apesar de ser um lugar bem pacato (pelos menos durante a semana. no fim de semana eh um pouco mais movimentado. Durante dezembro e janeiro eh bem movimentado. No carnaval eh um inferno) , possui otimos lugares para hospedagem, desde de mosdestas pousadas ate um luxuoso e exclusivissimo resort ( que custa os olhos da cara). A praia da Barra de Sao Miguel, por si so, eh linda, pois na mare baixa a barreira de corrais forma uma verdadeira piscina de aguas claras e mornas, lindo. Da barra vcs nao podem deixar de ir (como ja bem sabem) a praia do gunga, um lugar do nosso litoral (apesar de ser bem badalado por turistas), onde a lagoa do roteiro se encontra com o mar, o lugar eh realmente belo. Vc pode alcanca-lo de duas maneiras: primeiro, indo de barco, que se pega no porto de escunas da barra de sao miguel, aproveita e faz um passeio pela lagoa, se gosta de ostras entao, vale a pena ir visitar a fazenda de ostras que fica na lagoa do roteiro e comer ostras fresquinhas. Segundo, vai de carro mesmo. Na praia do gunga recomendo fazer o passeio das falesias, eh caro, mas eh show, essas fotos do meu post foram tiradas la, e tem umas lagoas tbm no meio das falesias que sao coisa de cinema. Vc nao pode deixar de ir tbm no mirante do gunga, que fica na beira da pista mesmo, ao lado do acesso a praia. As fotos tiradas de la sao imperdiveis. 2 dias acho q esta de bom tamanho para aproveitar com tranquilidade a Barra e o Gunga, senao, em 1 dia so da para fazer tudo isso, um pouco corrido, mas acho q da. - Maceio: as praias urbanas mais bonitas do brasil (sem puxar sardinha para minha cidade hehehe, mas eh verdade), aqui as opcoes depedem do seu gosto, bem como o tempo necessario para desfruta-la. Os points sao praia de ponta verde e pajucara, bem como as piscinas naturais de pajucara. Qnd tiver saido da Barra de Sao Miguel indo para Maceio, no caminho, Recomendo muito uma passada na praia do frances (dia de semana eh show, mas fim de semana eh um inferno de gente) e na praia do saco. O almoco na massagueira (maior e melhor centro gastronomico de frutos do mar que se tem noticia na historia da humanidade - ta bom - exagerei, mas la eh muito bom mesmo), com toda certeza, nao pode faltar na sua viagem. Se houver tempo, recomendo ainda conhecer a praia de carro quebrado (eleita uma das mais bonitas do brasil) e as gales de maragogi (pacote basico CVC, mas eh bonito), ambas no litoral norte de Alagoas. Eh isso, espero que as dicas sejam uteis e que vcs desfrutem da viagem...
  2. Na verdade essa viagem foi idealizada alguns meses antes, quando começou a ser planejada por mim e minha companheira de aventuras, Flavia, inicialmente para ser feita a pé, porém, tendo em vista a distancia a ser percorrida, um pouco mais de 100 km, e o pouco tempo disponível para realizá-la, apenas um final de semana, tornou a empreitada a pé inviável, daí a mudança de planos para percorrer o trajeto de quadriciclo, um suzuki kingquad 750. Ainda na fase do planejamento, tracei a rota a ser feita quase toda pela areia, beirando o mar, contudo, através dos mapas, em geral pelo google earth, alguns desvios se mostraram necessários para contornar alguns rios intransponíveis para o quadri, sendo necessário desviar pelo asfalto (eu sei que é proibido trafegar com o quadri em vias publicas, porém, esse era o único jeito de implementar e viagem, lembrando que andamos sempre pelos acostamentos e com muito cuidado e atenção aos carros). Tive que atentar também para os horários das marés, pois só é possível fazer o trajeto em baixa-mar. Já na noite da sexta-feira, dia 01/06, seguimos para a praia de Barra de São Miguel, onde passaríamos a noite e de onde iniciaríamos nossa empreitada na manhanzinha do dia seguinte, após uma boa noite de sono. A viagem em si começou na madrugadinha do sábado, dia 02/06, acordamos por volta das 4:30 da manha já na Barra de São Miguel, tomamos um rápido café da manha, arrumamos nossas bagagens no bagageiro traseiro do quadri e partimos umas 5:30 em direção a praia do Gunga. Da Barra de São Miguel até a praia do Gunga não tem escapatória, tem que ser feito pela rodovia, mas conseguimos fazer boa parte desse percurso, quase a metade, por estradas de barro em meio a canaviais localizados nos tabuleiros costeiros logo acima da Barra, onde hoje se encontram construídos um luxuoso condomínio chamado Alta Vista e um hotel cujo nome não me recordo. Até aqui conseguimos evitar o asfalto, mas tão somente até o topo da ladeira que leva até a ponte sobre a belíssima lagoa do Roteiro, desse ponto até a entrada da praia do Gunga é impossível de evitar a rodovia. Porém, o trajeto foi tranquilo, pois como erram apenas 5:45 da manha não existia nenhum trafego, não cruzamos com nenhum veículo. Quase chegando a entrada que dá acesso a praia do Gunga fomos saudados por uma esplendorosa alvorada. Nossa!!!! Aquela maravilhosa visão do nascer do sol soterrou de uma vez por todas o restinho de sono que se recusava a ir embora. Entramos no acesso a praia e percorremos todo o caminho até chegar definitivamente a beira mar, onde realmente a viagem começava, e nem preciso comentar a beleza que é a praia do Gunga (pelo menos não para quem já conhece hehehe), principalmente do jeito que estava naquela manha: deserta, a baixa mar, com a barreira de corais exposta e com o sol nascendo ao fundo de forma não menos que pitoresca. Seguimos ao sul, beirando o mar. Com pouco mais de 5 km já começa o espetáculo de cores e formas, pois já adentramos a região das falésias no litoral sul de Alagoas. Há controvérsias quanto ao nome dessa praia, alguns chamam de jacarecica do sul, outros chamam de fazendinha, ouvi também outro nome que não me lembro agora, mas nesse lugar o que menos importa é o seu nome. A praia é totalmente deserta e de uma beleza impar, não avistamos sequer pegadas na areia. Mas isso era só o começo. Quando pensamos que esse trecho já tinha nos mostrado todo seu potencial e que não poderia nos surpreender mais do que já estávamos surpreendidos com tanta beleza, damos de cara com uma magnífica lagoa encravada bem no meio daquelas falésias e emoldurada pela vegetação nativa, uma visão de sonho, daqueles onde um espelho d’aqua reflete a vegetação circundante e o belíssimo céu azul, tudo isso a poucos passos da imensidão do mar. Entretanto, essa não era a única lagoa existente nesse trecho, encontramos mais adiante outras 3 ou 4 parecidas, distantes apenas alguns kilometros umas das outras, sendo impossível dizer qual a mais bonita. Mas como nem tudo na vida são flores, também foi de impressionar como em um lugar tão remoto havia tamanha quantidade de lixo humano, desde garrafas plásticas dos mais variados tipos (refrigerante a água sanitária) até uma televisão e um botijão de gás, não sei o que é mais impressionante, o que nos leva a pensar para onde está caminhando nosso planeta. Após percorridos 14 km, chegamos ao povoado de Lagoa Azeda, uma pequena comunidade de pescadores escondida entre as falésias do sul. Aqui nos deparamos com as primeiras dificuldades da viagem, algumas pedras parecem bloquear a passagem do quadri pela areia, mas com jeitinho conseguimos vencê-las e deixar para trás o pequeno povoado com seus barquinhos multi coloridos balançando ao sabor das ondas, mas não sem antes virmos um imenso baiacu que jazia estufado e morto na areia, exibindo a potência, agora inócua, de seus espinhos pavorosos, uma cena triste de ver, bem como todo aquele esgoto, oriundo daquelas pequenas casas, sendo jogado diretamente no mar por aqueles pescadores que deveriam ser os maiores interessados em preservar a incolumidade desse frágil e tão já maltratado ecossistema marinho. Mas a quem culpar? Os pobres ignorantes ou aqueles que os mantém na ignorância? Fica a reflexão. De volta as falésias, percorremos cerca de mais 10 km e nos deparamos com o primeiro verdadeiro obstáculo da viagem, varias pedras, muitas mesmo, que parecem ter desmoronado da falésia acima, pois não eram corais. Bloqueavam totalmente a passagem pela areia, formando uma verdadeira muralha que ia desde a base da falésia até alguns metros adentrando o mar. Eu até tentei passar com o quadri, mas pensei melhor e desisti, pois a possibilidade de acontecer um acidente, de quebrar a máquina ou simplesmente ficar ali enganchado entre aquelas pedras era real e assustadora, principalmente por sermos só eu e Flavia. Entristeci-me, pois achei que a viagem tinha acabado ali, mas num lampejo de esperança avistei entre as falésias uma rampa artificial e curiosamente calçada com o que pareciam ser conchas de massunim, dando acesso a parte superior do barreirão, porém, ainda assim, haviam três problemas, o primeiro, a rampa era fechada por uma porteira, segundo, da areia para rampa havia um degrau de barro de mais ou menos um metro de altura causado pela própria erosão das ondas ao se chocarem contra o paredão de barro, e terceiro, eu não sabia onde aquela rampa me levaria. Mesmo assim, decidi subi-la para não ter que desistir da aventura. Como ela era fechada pela porteira, tive que subir pelo barranco ao lado, mas antes tinha que vencer o degrau de quase um metro de altura, então, me aproximei do degrau devagar, apoiei as rodas dianteiras do quadri, liguei a tração 4x4, engatei a reduzida e acelerei devagar, as rodas dianteiras começaram a cavoucar o barro enquanto as traseiras empurravam o bichão para frente e para cima, nesse momento Flavia dá um grito, eu me assusto e paro, então percebo que, apesar das rodas da frente já estarem em cima do degrau, as de trás ainda estavam embaixo, numa posição realmente perigosa, quase capotando para trás, com isso, sou obrigado a dar marcha ré, o que abalou um pouco minhas esperanças. Ao descer e sair daquela posição de cavalo empinado, tenho a agradável surpresa de perceber que toda essa empreitada acabou por cavar uma espécie de rampa no degrau de barro, não era bem uma rampa, mas agora dava para subir tranquilo (não tão tranquilo, mas dava para subir hehehe), tomei uma pequena distância para subir embalado e, apesar dos gritos de CUIDADO da Flavia, sentei o dedo no acelerador e subi feito uma largatixa, hehehe, esse quadri é realmente um trator, impressionante. Uma pena que com toda aquela tensão de subir esse barranco nos esquecemos de tirar fotos, foi uma ótima oportunidade perdida. Após subir a rampa, chegamos ao topo das falésias, e daquele mirante natural tivemos uma bela visão do oceano, da faixa de areia já percorrida e do tanto ainda a percorrer. Foi quando nos demos conta de que estávamos dentro de uma propriedade particular, uma fazenda ou algo do tipo, fiquei com medo de ser recebido por algo hostil como um cachorro bravo ou o dono da propriedade com uma calibre .12, então, logo comecei a procurar alguém para explicar minha presença ali e pedir permissão para passar, foi nessa hora que, na varanda da casa sede, vejo uma porta se abrir e de lá surgir um homem de chapéu, bermuda e algo preto e cumprido nas mãos, foi um susto, mas ainda bem que era só o faxineiro com uma vasoura, ufa!!! Nesse mesmo instante encontrei um rapaz que transitava na estradinha e trabalhava na fazenda, expliquei o ocorrido na praia e pedi permissão para passar pela propriedade, ele, muito simpático, autorizou e nos mostrou o caminho até a entrada principal da fazenda, fechada por um portão de alumínio que dava acesso a uma estrada de barro lamacenta e que nos levou de volta a praia. Seguimos por cerca de 2 km até chegar a praia de Duas Barras ou Dunas de Marape (que não tem duna nenhuma, confesso que foi uma decepção), mas fora não ter duna nenhuma, o lugar, ainda assim, é muito bonito mesmo, é uma espécie de estuário, onde o rio Jequiá joga suas águas no mar, protegido por uma barreira de corais que com a baixa-mar forma uma linda piscina natural, realmente belo o lugar, que dispõe ainda de uma pequena infraestrutura com bar e restaurante. O rio Jequiá, em sua foz, não é muito largo, nem muito fundo, mas como a areia em seu leito era muito fofa e a correnteza muito forte, preferimos não tentar atravessar e voltamos os 2 km até a estrada lamacenta e seguimos por ela até a rodovia para podermos atravessar o rio pela ponte. Chegando na rodovia, percorremos uns 4 km e entramos na estrada que dá acesso ao complexo turístico Dunas de Marape e a Faz. Duas Barras, que por sorte pertence a família de um grande amigo meu e de sua esposa, até tinha a esperança deles estarem por lá, mas não estavam. Lá chegando demos de cara com uma guarita fechada por uma corrente e tivemos que conversar com o porteiro, um senhor carrancudo com um imenso bigode, e explicar que o nosso acesso era só de passagem e que ali não pararíamos, apenas seguiríamos viagem, até que, após alguns minutos de conversa, ele relutantemente nos deu passagem. De volta a praia, seguimos mais 3 km e chegamos a outro rio, o qual o nome não me recordo, creio que seja o 2º rio que forma as duas barras. Nesse ponto, eu até ia tentar atravessa-lo, pois era menor e menos profundo que o rio Jequiá, mas quando estava me preparando para adentrá-lo um pescador que estava próximo me alertou que esse rio era traiçoeiro e que seria melhor cruza-lo pela ponte da rodovia, me indicando o caminho, não gostei da ideia, mas, como um presságio, achei melhor seguir o conselho daquele senhor que tinha alguns muitos anos de experiência na minha frente. Dito e feito, peguei um rápido desvio por uma estrada de barro, a margem da qual um pequeno grupo de pessoas acampava na beira do rio, inclusive, me dando uma ótima dica para um futuro camping, pois o lugar era bem paradisíaco, deserto, a beira do rio, com belos manguezais e há apenas alguns passos do mar. Na rodovia, seguimos por menos de 500 metros até atravessar a ponte e tomar outra estrada de barro de volta a praia. Já na areia, continuamos rumo ao sul, e ao contornar um pequeníssimo cabo de areia, chegamos numa das mais belas praias de toda a viagem, localizada numa pequena enseada, contornada em quase toda a extensão por uma barreira de corais, formando um belíssimo espelho d’aqua, totalmente cristalino e de uma coloração indescritível, desde o transparente da beiradinha, passando por diversos tons de verdes, até um profundo azul marinho após os corais, até tentei tirar fotos, mas acho que minha câmera não possui todas aquelas cores, definitivamente não. Infelizmente, conversando com um rapaz que, inusitadamente, parecia varrer as algas deixadas na areia pela maré alta (o famoso sargaço), ele me disse que aquilo tudo era propriedade privada, pertencente a Faz. Pituba. Tudo bem que a praia é pública, mas todos os possíveis acessos são pela própria fazenda ou pela praia, que é fiscalizada por homens que se dizem do IMA (instituto do meio ambiente, e que eu tenho minhas sérias dúvidas de que eram realmente funcionários públicos, mas enfim...) e que proíbem o trafego de veículos automotores na faixa de areia, ou seja, quase impossível o acesso a essa belíssima praia, a não ser se caminhar por uns 15 km. Minha sorte é que eu só descobri essa proibição na volta, no dia seguinte, quando eles me pararam e pediram para eu seguir pela rodovia, pois na ida eles nem me viram passar, ainda bem!!! Seguindo viagem, rumo ao sul, após uns 8 km, chegamos a lagoa do pau, uma praia um tanto quanto badalada do litoral sul de Alagoas, com muitas casas e bares a beira mar, mas como ainda era cedinho, por volta das 8 hs da manha, a praia ainda estava vazia, apenas com algumas pessoas alocando as mesas dos bares na areia para receber os visitantes. Um lugar bonito, mas sem nada que o destaque, então decidimos seguir viagem direto para o Pontal de Coruripe. Mas antes de deixarmos o lugarejo para trás, encontramos um rio que, mais uma vez, tentava impedir nossa viagem, mas esse eu decidi encarar, após verificar a profundidade e as condições do danado, liguei a tração 4x4 e sentei o dedo no acelerador rio adentro, não deu outra, o quadri atravessou sem nem pestanejar, deu nem graça, pois achei que seria mais emocionante, esse quadri, definitivamente, é um verdadeiro tanque. Transposto o rio, ao longe já avistávamos o farol do Pontal, então seguimos direto, por 5 km, até finalmente chegarmos a praia de Pontal de Coruripe, aqui, já haviamos vencido metade do caminho, com pouco mais de 50 km percorridos. Confesso que foi um alivio chegar aquele belo lugar, localizado na foz do rio Coruripe e emoldurado por uma peculiar barreira de corais que na maré baixa transforma o estuário numa verdadeira piscina, de tão calma que ficam as águas entre a areia e o coral, e na maré alta faz com que as ondas que nela esbarram se transformem em deliciosas cascatas ao caírem do outro lado da barreira. De fato é um lugar único e muito bonito, que saúda seus visitantes com seu imponente farol a beira mar. Aqui, como o rio Coruripe é deveras profundo e largo, não ousei sequer cogitar em atravessa-lo, então tive que achar um lugar que me desse acesso da praia ao calçamento logo acima da orla, busca que foi um pouco difícil, pois como o mar havia avançado bastante nesse ponto desde a ultima vez que tinha vindo aqui, foram construídos verdadeiros paredões de concreto para proteger as casas, o próprio farol e a via pública que passava logo acima, então tivemos que percorrer alguns muitos metros até achar uma escadaria, isso mesmo, uma escadaria que dava acesso da rua, em cima, a areia, em baixo. Mais uma vez o pequeno monstro 4x4 mostrou para que veio e subiu a escadaria sem dificuldade alguma, impressionando, inclusive, alguns habitantes locais que por ali papeavam. Após alcançar as ruas do Pontal, seguimos para a casa dos tios da Flavia, que moram por ali, naquele lugar “feio”, onde um café da manha com variadas frutas e sucos nos aguardava. Devidamente alimentados, seguimos nossa viagem, em busca de cruzar o rio Coruripe pelo asfalto, e aqui começa a parte chata da viagem, pois percorremos um longo caminho em área urbana, por dentro da cidade do Pontal de Coruripe até a cidade de Coruripe, de onde pegamos a rodovia rumo ao sul, em busca do acesso à comunidade Barreiras, que fica logo após Coruripe. Na rodovia, percorremos apenas uns 700 metros, atravessando 3 pontes, e imediatamente após a 3º ponte identificamos, à esquerda, a entrada que nos levaria até Barreiras, então adentramos a estrada, que era de um asfalto em péssimas condições, com muitos buracos e quebra-molas inúteis, pois era impossível trafega com velocidade naquele asfalto esburacado. Foi um percurso de quase 3 km até que o asfalto (e os buracos) acabasse, emendando-se em uma estrada de barro que, por incrível que pareça, estava menos esburacada que o asfalto. A partir daqui começamos a procurar um acesso que nos levasse de volta a praia, e foi preciso ter muito cuidado, pois erramos o caminho duas vezes, e em uma delas nos metemos num vizinhança esquisita e mal encarada à beira do mangue, o que parecia ser uma favela, ao percebermos, imediatamente demos meia volta, buscando a estrada “principal” onde estávamos antes e continuamos seguindo-a, até que avistamos outra entrada e decidimos, cautelosamente, verifica-la. Como essa pequena estrada parecia mais segura, sem nenhum risco aparente a vista, seguimos por ela, que parecia mais uma trilha single track beirando o mangue às margens de um dos braços do rio Coruripe. Como ainda estamos um pouco assustamos com o erro anterior, continuamos seguindo com cuidado, até que trilha se embrenhou de vez mangue adentro, receosos, fizemos uma pausa de alguns poucos minutos para ponderar se seguiríamos ou não, foi quando apareceu, percorrendo a mesma trilha, uma pequena família da região, pai, mãe e sua filha, os quais, simpaticamente, nos informaram que aquela trilha pelo mangue nos levaria de volta a praia, então, seguimos por lá mesmo, até que num jubilo de alegria comemoramos nossa volta a praia, e foi tanta alegria que até esquecemos do susto anterior para seguirmos, tranquilos, o resto da viagem. Foi realmente um alivio voltar a praia!!! Novamente de volta a praia, seguimos direto para o pontal do peba, como a maré estava super baixa, tínhamos uma grande baixa de areia para trafegar, e a areia era muito compacta, o que permitia que o quadri transita-se sem esforço algum, mantendo uma velocidade de cruzeiro de 50 km/h, salvo quando tínhamos que atravessar pequenos córregos. Mesmo assim, carros pequenos também conseguiam rodar por ali sem qualquer dificuldade, até mesmo uma viatura da policia militar, que passou por nos a toda velocidade. Dessa forma, foram 25 km de uma viagem extremamente tranquila, só curtindo o belo visual, principalmente porque nesse ponto Flavia assumirá a pilotagem. Passamos por Miai de cima, Miai de baixo e Feliz Deserto, comunidades quase que imperceptíveis por quem passa pela praia, salvo por algumas poucas casas e construções, mas o que nos chamou mesmo a atenção foi a presença da carcaça enferrujada de um velho navio naufragado chamado Estocolmo, que veio a pique nos idos de 1950, e que agora descansa a beira d’aqua. Infelizmente não consegui maiores informações sobre o naufrágio, mas é muito legal de se ver e de se imaginar como aquela tragédia aconteceu. Finalmente, alcançamos o pontal de peba, e como estávamos a menos de 20 km de nosso objetivo final, a Foz. do Velho Chico, seguimos direto, a empolgação era tanta que nem nos a percebemos de contemplar o lugar. Apenas quando adentramos a região das dunas é que nossos espíritos se acalmaram diante daquela imensidão desértica, de um lado um oceano de água, de outro, um mar de areia branca, e bem ali no meio, nós, naquela intersecção esplendorosa, de uma beleza única, totalmente indescritível, incapaz de fazer jus a qualquer foto, mas mesmo assim, nos tentamos. Com a maré seca como estava, o percurso é simples, pois a areia é bastante compacta e permite um transito bem tranquilo, inclusive para carros pequenos, porém, o caminho é longo, quase 20 km do Pontal do Peba até a foz. Vencida tranquilamente toda a distância, enfim, alcançamos nosso objetivo, a Foz do São Francisco, na divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe, lugarzinho definitivamente abençoado por Deus e com um visual não menos que paradisíaco, nos trazendo uma paz e uma tranquilidade impar, simplesmente, mágico. Até aqui, foram percorridos no total 128 km, desde a Barra de São Miguel, chegamos por volta das 10:30 da manha, o que nos deu um tempo total de 5 hs de viagem. Cumprido o objetivo, ora de colher os frutos e curtir o visual.
  3. Poxa Ewerton, tbm sou de maceio cara, e esse seu relato me instigou muito a fazer essa caminhada tbm, vou ficar esperando o fim do relato pra colher mais informacoes, esses primeiros km foram muito bons hein, mas se vc aceitar uma dica, inclui datas e horarios durante o percurso, onde acampou, onde conseguiu agua e etc... abs e parabens...
  4. Valeu pela dica otavio, eu ja tinha visto seu post anterior e ja tinha entrado no site, mas como la nao tem nenhuma informacao sobre as botas nem prestei muita atencao, porem como vc vai me consegui um desconta lah, acabei de mandar um mail... haiuhaiuhaiuahiuahiauhaiu abs companheiro...
  5. As opnioes dos colegas acima foram realmente muito esclarecedoras, pois eu estava justamente a pensar na possibilidade de comprar uma bota EPI para usar na trilha. dai fui pesquisar algumas marcas e modelos e os que mais me agradaram foram alguns desses modelos da Bracol: http://www.bracolonline.com.br/bracol/pt/detProduto.php?codproduto=48 http://www.bracolonline.com.br/bracol/pt/detProduto.php?codproduto=39 http://www.bracolonline.com.br/bracol/pt/detProduto.php?codproduto=205 inclusive, essa ultima eu tive a oportunidade de calcar e me pareceu muito confortavel e estavel, mas como nao tive a oportunidade de caminhar com ela nao sei se permanecem confortaveis depois de uma boa caminhada, ou se eh duravel na trilha. e tbm achei interessante esses dois modelos da fujiwara: http://www.fujiwara.com.br/vercalcados.php?acao=calcado&linha=9&codigo=0&segmento=todos&pagina=3 http://www.fujiwara.com.br/vercalcados.php?acao=calcado&linha=9&codigo=0&segmento=todos&pagina=3 alguem conhece esses modelos? servem como alternativa economica as botas pra trekking? Abs.
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