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Kássio Massa

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Sobre Kássio Massa

  • Data de Nascimento 22-08-1993

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  1. Olá, João Marcos, td bem? Muito bacana o vídeo, e o pessoal lá da Dona Anésia é realmente muito simpático e acolhedor, é uma simpática senhora! Mas quanto à travessia, não existe um caminho específico para descer este vale. É possível ir pelas pirambas também, assim como fazer rapel nos paredões e ir direto pelo rio. Além disso, existe a possibilidade de as chuvas de verão terem modificado a paisagem. Concluindo: cada vez que se faz a travessia do Vale da Morte é uma experiência nova! Quando fizemos a travessia, desde a Garganta do Diabo até a Confluência dos rios da Onça e Mogi, levamos cerca de 14h. Abç e boa trip!
  2. HAHA Até poderia dizer o mesmo, se não fosse o inconveniente de que praticamente todo ano a gente precisa "redescobrir" estes caminhos, pois os verões chuvosos sempre assolam as paisagens da região, não só ali, é claro! Valeu man!
  3. Trip realizada no dia 2 de Fevereiro de 2013 (Relato originalmente publicado em: http://rotamassa.blogspot.com.br/2013/02/cachoeiras-da-solvay-escondida-e-um.html) Não por ser simplesmente meu último fim de semana antes que a maratona hard do meu terceiro semestre de faculdade voltasse com força total, deveria eu recompor minhas energias ou mesmo me preparar para retomar a rotina frenética de estudos e trabalhos braçais, ficando de molho dentro de casa. Muito pelo contrário, a ideia era fechar minhas férias com chave de ouro, e nada mais interessante e fácil que retornar à região da Serra do Meio, em Paranapiacaba, e subir de novo o Morro do Careca. Ahn?! Bem, pelo menos era isso o que planejávamos... Deste modo, nos encontramos na estação Brás, pontualmente, ás 7h da manhã daquele convidativo Sábado. A princípio, somente eu, Raphael e Jacira demos as caras, porém, decidimos por não esperar o restante do pessoal por muito tempo e, assim que percebemos que mais ninguém iria aparecer, embarcamos no trem com destino a Rio Grande da Serra. No meio do caminho, a Vivi nos telefonou, dizendo que também iria, mas como ela estava um pouco atrasada (apenas um trem atrás), combinamos de esperá-la já em Rio Grande da Serra. Pois bem, com o quarteto formado, às 8h20, nos dirigimos ao ponto de ônibus onde embarcamos 10 min mais tarde no coletivo que ia a Paranapiacaba, porém, descemos no meio da rodovia SP-122, onde existe o acesso da Estrada do Gasoduto, via que nos levaria à trilha do Lago de Cristal, já percorrida tantas outras vezes. Nosso ritmo era bom, e não demoramos para atingir o leito raso do Rio da Solvay, o qual acompanhamos, ora pelas margens, ora pelo seu leito pedregoso, sempre cuidando para não escorregar nos lisos blocos de pedra. Em cerca de 15min percorrendo este rio, adentramos a última parte da trilha na margem direita do rio, que apenas costura um humilde barranco e nos deixa na grande clareira do Lago de Cristal. Por sorte, o tempo neste dia estava fabuloso, com céu límpido e o rio estava relativamente calmo e cristalino, o que nos fez cair naquela gélida água sem pensar duas vezes! Ficamos não mais que 20 minutos no lago, uma vez que nosso tempo também era um pouco apertado e muitos tinham compromissos á tarde, inclusive eu. Portanto, seguimos adiante rumo ao tal Morro do Careca, o qual eu já havia alcançado numa outra empreitada e que era acessível tanto via planalto quanto via subida da Cachoeira Escondida. O fato é que nosso grupo estava maior agora, pois duas garotas, Carol e Aline, que também estavam no Lago de Cristal, resolveram nos acompanhar nessa. Ok! Ainda no meio do caminho, paramos para apreciar a primeira grande cachoeira do percurso, a Cachoeira da Solvay, que nos dava as boas vindas definitiva às "Cachoeiras do Vale". Curiosamente, constatamos que era possível acessar seu topo mediante transposição de algumas corredeiras, algo que ainda não havia feito até então, sempre passando batido por esta parte nas outras vezes em que estive na região. A vista que se tem do seu topo é inigualável, além de que neste local formam-se pequenas piscinas naturais à beira da queda! Voltando à trilha principal, transpusemos o paredão da corda, e chegamos não muito tempo depois à referida Cachoeira Escondida, a segunda e última grande queda do dia. No entanto, subí-la pelas encostas que bordejam suas quedas d'água era tarefa arriscada, e na última vez que a subimos, o fizemos por um córrego paralelo à direita (ou esquerda, no sentido do fluxo do rio) da cachoeira, que nos deixava em seu topo, através de um paredão de fácil ascenção. Pois bem, adentramos o tal córrego e começamos a subi-lo. Estranhamente o dito paredão não constava mais na paisagem, o que nos fez cogitar que o mesmo havia sido eliminado por recentes desmoronamentos que ocorreram ali, e de fato, muita coisa desta região estava bem diferente em comparação a 1 ano atrás. Bem, mesmo assim, insistimos em subir o córrego até onde nos fosse interessante, sempre nos atendo às escorregadias rochas, a buracos, mato espinhento, paredões verticais de até 3 metros de altura, entre outros obstáculos da subida. Apesar de interessante este córrego, já era unânime a conclusão de que este não nos deixaria de forma alguma próximos ao nosso destino, o que nos fez dar meia-volta e retornar, após atingirmos sua nascente, ou seja, fim de linha! Por fim, após 40 minutos de descida hard (pelo menos mais que a subida), nos vimos de volta à base da Cachoeira Escondida, onde nos despedimos da Aline e da Carol, pois as mesmas haviam decidido seguir rio abaixo em direção à Garganta do Diabo. Boa sorte a elas! Optamos, então, por ficarmos no patamar intermediário da Cachoeira Escondida, e ali finalizarmos o rolé, por volta das 14h, uma vez que não teríamos mais tempo para atacar o cume do Morro do Careca naquele dia, mesmo que por outras vias alternativas ou até via planalto (Trilha das Torres), portanto, esta ideia acabou por ser adiada para uma próxima oportunidade. A trip que começou de um jeito, mas acabou ganhando novas linhas e acabou totalmente diferente do proposto resultou em pelo menos três coisas novas e igualmente bacanas as quais eu ainda não tinha feito na região. Seja a vista incrível do platô da Cachoeira da Solvay, seja a subida das pedras da Cachoeira Escondida, ficando aos pés de sua imponente queda d'água com três lances, ou mesmo a quase ocasional exploratória do pequeno riacho sem nome, foram resultado da ousadia e sede por conhecer lugares diferentes nesta intocada região!
  4. Trip realizada no dia 5 de Agosto de 2012 Confira a galeria de fotos completa desta trip! "Muitos aqui vivem, mas poucos daqui ousam se aventurar além dos limites cinzentos desta grande floresta de concreto chamada São Paulo." A vida frenética e efervescente típica de grandes metrópoles não deixa de lado esta vasta mancha urbana. São Paulo exibe sua imponência enquanto cidade em suas inúmeras atrações, apesar de sofrer com seus peculiares problemas tais como a famigerada violência e o trânsito caótico. A soma destes elementos nos faz desacreditar que, a poucos quilômetros do centro desta badalada urbe, podemos nos deparar com a Serra da Cantareira, um denso remanescente de Mata Atlântica secundária, considerada a maior floresta urbana do mundo. O nome "Cantareira" nos remete aos séculos XVI e XVII, quando esta região serrana era rota de tropeiros que estabeleciam relações comerciais entre São Paulo e Minas Gerais. Estes comerciantes carregavam seus suprimentos de água em jarros chamados "cântaros" e os guardavam em prateleiras sugestivamente chamadas de "cantareiras". A área foi intensamente explorada no ciclo do café paulista, tendo grande parte de seu território devastado para dar lugar às áreas de plantio. Mas com as medidas preservacionistas tomadas nas últimas décadas, a flora e fauna vêm se recuperando de forma muito interessante. Abrangendo os municípios de São Paulo, Mairiporã, Caieiras e Guarulhos e cobrindo uma área de 64800 hectares, integra o Cinturão Verde da Cidade São Paulo. Sua encosta sul é administrada pelo Parque Estadual da Cantareira, unidade de conservação concebida e mantida com objetivo de promover o turismo sustentável - e auto-guiado sob uma taxa simbólica de R$5 para ingresso nos núcleos do parque - em seus inúmeros atrativos - tais como o mirante da Pedra Grande (1010m), quedas d'água e trilhas diversas - , bem como de proteger este importante ecossistema, garantindo que a cidade, por meio da especulação imobiliária, não a engula de vez Já havia visitado, algumas poucas vezes, o Núcleo Pedra Grande, onde pude ter meu primeiro contato com a Serra da Cantareira e contemplar uma vista surreal da metrópole, vista a 1010m, bem como uma outra trilha secundária que leva a um charmoso lago de carpas. Mas algo dentro de mim dizia que aquela região não se resumia somente ao que os já badalados núcleos do parque poderiam oferecer. E numa oportunidade ocasional, em Agosto de 2011, eu, o Gabriel Medina e o Leandro Furquim, nos embrenhamos num ponto mais abandonado da serra, nos arredores da antiga Estrada da Vista Alegre, utilizada pela Sabesp para manutenção de seus tanques de captação de água, atualmente desativados. E foi nesta ocasião que acabamos por mapear alguns curiosos caminhos e cenários que encontramos, além dos piscinões represados. Eis que o mais curioso destes atrativos, um desmoronamento de rochas, formava uma gruta de tamanho considerável, cuja qual em seu interior corria um riacho límpido que se perdia vale abaixo. Intrigados com a "descoberta", mas assolados pelo mal tempo que naquele dia nos fez abortar a "mini-expedição", prometemos a nós mesmos um retorno mais detalhado a este local, retorno este conseguido quase um ano depois, desta vez sob a participação de um grupo maior. Nosso objetivo era simples: pretendíamos atingir a referida gruta, com acesso pelo sopé da serra, localizada em uma propriedade particular, e a partir da mesma, tentar emendar com a Estrada da Vista Alegre, por meio de alguma possível trilha que supostamente conectaria os dois atrativos, ocasionando um circuito inédito na região. Esta estrada, de terra, nos conduziria de volta à civilização, nos deixando na Estrada da Santa Inês (esta liga a Zona Norte de São Paulo ao município vizinho, Mairiporã), nas proximidades da E.T.A. Guarau. Por se tratar de um bate-volta próximo, a logística simples nos permitiu grande flexibilidade. A maior parte do grupo que se encontraria por volta das 8h da manhã nas estações Santana e Palmeiras-Barra Funda, do Metrô, iriam de ônibus até o Hipermercado Andorinha, localizado próximo ao Núcleo Pedra Grande do P.E. da Cantareira e também ao Horto Florestal de São Paulo, onde estariam eu e o Gabriel os esperando e, a partir daí, nos dirigiríamos até o posto policial da Santa Inês, onde encontraríamos a Vivi e o Fábio, às 9h30, completando o grupo. Obviamente, houve atrasos, mas nada tão significativo! Seguindo adiante por cerca de 20min, pela Avenida Santa Inês (não confundir com a Estrada Santa Inês, são a mesma via, porém, trechos distintos), atingimos uma região bem carente, referida ao bairro Jardim Antártica, onde após algumas quebradas, nos deparamos com a entrada do caminho anteriormente percorrido que nos conduziria a ruínas de um antigo vilarejo colonial português. Aqui existe uma guarita, onde trocamos ideia com o guardinha, alegando que pretendíamos apenas fazer uma trilha e que a conhecíamos. Por fim, sem restrições, o mesmo nos deixou passar e logo nos vimos diante de um rico patrimônio cultural cruelmente abandonado. Fizemos algumas fotos enquanto o Anderson procurava cantos do casarão e da capela - ambos sem tetos - onde pudesse trazer suas "modelos" para ensaios fotográficos. Enfim, após quase meia-hora, demos início definitivo à pernada, pela trilha que tem início a partir do casarão. Numa primeira bifurcação, tocamos para a direita, uma picada que seguia em direção ao riacho principal, mas vimos que a mesma complicaria logo adiante, apresentando deslizamentos e outros caminhos duvidosas. Então orientei a todos que retornássemos à bifurcação e seguíssemos pelo outro caminho, à esquerda, que subia a encosta do vale, nos obrigando em certo ponto a descer pela mata densa, de volta ao fundo do vale e ao riacho para, então, atingir a trilha secundária que nos conduziria à gruta. E lá fomos nós, subindo a encosta íngreme e acidentada daquele vale, até que feitos 600m de trilha, vimos que já teríamos condições de descê-la, uma vez que nesta área a vegatação era menos densa e o terreno menos acidentado. Sendo assim, cada um desceu à sua maneira, uns quase rolando, outros sentados, enfim, o importante é que todos venceram este primeiro "obstáculo". Por fim, às 11h30, nos vimos, finalmente, na "Trilha da Gruta", como gosto de chamá-la, e trata-se justamente do mesmo caminho pelo qual tentamos seguir no início, porém, agora, estávamos além dos obstáculos vistos no início. Seguindo adiante, nos deparamos com outras pequenas formações rochosas e uma "Gruta-menor" - pequena de mais para caber gente dentro - no meio do caminho, e ainda uma bifurcação cuja sua exploração preferimos deixar para uma próxima ocasião, mesmo tendo nos arriscado por ela durante algumas dezenas de metros - na ocasião de 2011, passamos batido por estes locais. Após breve parada para descanso na Gruta-menor, o Fábio se queixou de seu pé que começara a doer, uma vez que naquela manhã, o mesmo teria sido atingido por uma gaveta em queda. Às 12h30, demos continuidade á pernada exploratória, porém, decidimos seguir com mais calma e cautela. O Fábio preferiu por não avançar mais e nos esperar na Gruta-menor, portanto, combinamos de retornar pelo mesmo caminho de onde viemos, para assim, reencontrá-lo ali mesmo, e não mais adotar o traçado originalmente proposto. A Gruta principal ficava a menos de 10min da Gruta-menor. O local era fabuloso, a começar pela grande clareira que se apresentava diante do enorme desmoronamento de rochas que formou a gruta. Um pórtico estreito nos conduzia ao interior do salão, amplo e parcialmente iluminado pela luz natural que penetrava pelas frestas e aberturas entre os blocos de pedra. Ainda dentro da galeria, uma sequência de pequenas quedas d'água e piscinas naturais formada pelo riacho que esculpiu todo o vale permitia o refresco do dia. Ali ficamos durante algum tempo, até que nossos relógios começaram a escandalizar e a pressão dos compromissos de fim de dia nos fez seguir adiante, sem que antes, a Vivi trouxesse o Fábio, "na marra" para que ele pudesse conhecer a "'caverna' do lado de casa". Com o Fábio novamente presente, decidimos que retomaríamos o traçado original e procuraríamos o suposto caminho que nos deixaria na supracitada Estrada da Vista Alegre. Avançamos para além da Gruta, por uma trilha fácil e desimpedida onde um único trecho íngreme exigiu certa cautela para ser transposto. Num piscar de olhos, a trilha nos deixou numa estrada maior, de terra batida, que rapidamente identificamos como sendo a almejada Estrada da Vista Alegre, mais precisamente, na altura do 1º Tanque de captação. Missão [quase] cumprida! Novamente, as dores no pé do Fábio voltaram a infernizá-lo e o mesmo decidiu tomar rumo à Estrada da Santa Inês, onde descansaria e nos esperaria, enquanto nós seguimos estrada adentro até o "mirante", uma rocha de tamanho médio com vista panorâmica das comunidades ao redor. Feita alguma hora por ali, decidimos rumar de volta à civilização e irmos ao encontro do Fábio. Em cerca de 40min, deixamos a Estrada da Vista Alegre, já na Santa Inês, onde o reencontramos e seguimos de volta ao posto policial do encontro inicial, onde nos despedimos da Vivi e do Fábio, que seguiriam por outro caminho. Eu, o Gabriel, a Simone, a Camila, o Anderson e o Felipe paramos numa padoca próxima para nos esbaldar com algum bem vindo salgado, antes de nos despedirmos. Cada vês mais diluido o grupo, seguimos, desta vez, somente eu, o Gabriel e o Felipe rumo ao ponto de ônibus próximo ao Horto Florestal, onde o Felipe seria o próximo a seguir rumo próprio. Um detalhe curioso foi que flagramos a Vivi e o Fábio fazendo hora junto a amigos que encontraram por ali!. Batemos um último papo e nos despedimos pela segunda vez! Não importa o tamanho físico de uma pernada, nem mesmo a distância que nos separa de nossos destinos. Esta trip é uma prova de que mesmo no quintal de nossas casas existem locais de beleza cênica e que merecem ser desbravados e preservados.
  5. Meu, que fotos são aquelas do céu estrelado?! Que perfeitas! Ainda não tive oportunidade de iniciar por definitivo no montanhismo. Mas é um tipo de trip que cada vez mais me atrai e me inspira a fazer! Meus parabéns pela ousadia da "estreia" nos Marins, e pelos novos laços de amizades que constituiram! Abç
  6. Este relato é fruto de uma trip realizada a pouco mais de 1 ano. A princípio, havia apenas publicado um álbum de fotos, mas resolvi deixar minhas breves impressões acerca desta bela exploratória, organizada primariamente pelo experiente trekker Jorge Soto, em pleno "Mar de Morros" da região de Paranapiacaba! --------------------------------------------------------------------------------- Trip realizada no dia 18 de Dezembro de 2011 Link com as demais fotos da trip Leia também as versões do relato escritas pelos trekkers Jorge Soto e Lucas Ramalho! Onipresente, elevado cerca de 850 metros sobre toda a região conhecida como Serra do Meio, entre Paranapiacaba, Rio Grande da Serra e Cubatão, o Morro do Careca apresenta em seus vastos mirantes vistas únicas de todo o complexo de cachoeiras do início do Vale da Morte, bem como uma vista panorâmica do Vale do Rio Mogi, por vezes, quase se perdendo nas frequentes névoas serranas. A trip da vez, na verdade, foi totalmente ocasional. Meu amigo Gabriel Medina havia cogitado sobre irmos explorar a trilha da cachoeira da Torre, possivelmente descendo até o Parque Perequê, em, Cubatão, e assim foi decidido inicialmente. Porém, uma vez em Rio Grande da Serra, já prontos para embarcar, eis que trombamos com o lendário Jorge Soto - trekker nato, considerado um dos principais caminhantes do país - , que acompanhado de seu pessoal, Marcelo, Lucas e Carol, seguiriam para uma exploratória inédita, à qual acabamos sendo convidados a participar. Bem, na mesma semana, havia conversado com o Jorge e o mesmo disse estar planejando esta investida. Enfim, fechamos, plano do dia alterado! Ainda antes de adentrarmos a trilha (inicialmente uma variante da trilha do Lago de Cristal, que também tem início na rodovia SP-122), ainda encontramos o André e o Ricardo, figuras já conhecidas por mim anteriormente, e que estavam de carro nesta ocasião. O plano visava, primariamente, atingir o Morro do Careca, porém, a incerteza da existência de trilha até seu cume fez surgir rotas diversas, sendo duas as adotadas para serem tentadas - na impossibilidade da primeira, tenta-se a segunda. Pois bem, na bifurcação da trilha do Lago de Cristal, já proximos ao leito raso do Rio da Solvay, seguimos à direita, um caminho conhecido por Trilha das Torres, uma vez que serve de via de manutenção das torres de energia que rasgam o planalto nesta região. Entretanto, a partir de tal momento, constatou-se de que este não seria o melhor dos caminhos, e que a via mais certeira seria via rio, ou seja, a tradicional Trilha das Cachoeiras do Vale, alcançando o morro pela Cachoeira Escondida! Com a primeira alternativa descartada e feito o trecho inicial em trilha batida e encharcada, retornamos à bifurcação e encontramos o Rio da Solvay logo adiante, pelo qual seguimos até o dito Lago de Cristal, por onde, desta vez, fomos só de passagem. Seguindo adiante, rio abaixo, atingimos a base da Cachoeira Escondida, a qual subimos seus dois lances pela "escadaria natural" à sua direita (o segundo lance é facilitado por uma corda improvisada). Enfim, 30m cachoeira acima, fizemos nosso primeiro break, com direito a fotos e um belo visual do Rio da Solvay abaixo de nós! Recuperado o fôlego, continuamos rio acima, agora num trecho bem mais leve, o qual rapidamente abandonamos em favor de um barranco à nossa esquerda. Era a partir deste que alcançariamos nosso alvo. Dito e feito, por volta de 12h, nos vimos na crista do Careca, pela qual não demoramos para percorrer e nos depararmos com o grande descampado deste cume! O calor e a aridez do local nos convidava para um breve picnic, alternado com um bom papo em que compartilhávamos nossas andanças naturebas e fazíamos registros fotográficos imperdíveis! Com o início da tarde dando as caras, o Verão também nos lembrava, através das nuvens carregadas que começavam a pairar sobre nós, de que não é feito apenas de Sol e Calor. Sendo assim, por volta das 13h30, iniciamos nosso retorno, mas por um caminho que havíamos encontrado no meio do descampado do cume, e que evidenciava levar até locais conhecidos por nós. Valeu a pena arriscarmos, pois este caminho nos deixou, em 20min, no rio da Cachoeira Escondida, já próximos à então percorrida Trilha das Torres. Enfim, toda esta região apresenta uma rede vasta e ao mesmo tempo interligada de trilhas, o que permite uma variedade de percursos! Daqui em diante, o caminho já era mais que conhecido. Resolvemos passar o restante da tarde no Lago de Cristal, uma vez que ainda estava relativamente cedo, e neste ponto, a chuva já não nos apresentaria maiores problemas, alias, esta veio em boa hora, um excelente meio, mesmo que rápido e passageiro, de nos refrescarmos e nos recuperarmos daquele calorento dia! O retorno da trip, bem produtivo, onde o Jorge compartilhava suas andanças e experiências de trilha com o pessoal, ainda guardava, antes do embarque no trem para São Paulo, uma digna "bebemoração" pós-trilha (na qual me resumi a sucos) em Rio Grande da Serra, na Padaria Barcelona, em frente á estação ferroviária, aonde alguns resolveram ir a pé, enquanto outros pegaram carona no carro do André. Esta empreitada é mais um exemplo de como mesmo os picos mais improváveis acolhem seus desbravadores, presenteando-lhes com maravilhas intocadas, mesmo que para isto, seja preciso um pouco de audácia, criatividade e foco!
  7. Põe impar nisso kkk Valeu, Mesin! É um histórico caminho ferroviário em estado de degradação. Uma mistura de emoções para quem se embrenha por ele!
  8. Trekking em Brasília. Por onde começar?

    Olá! Faço trilhas e travessias nos arredores da cidade de São Paulo (região da Serra do Mar, principalmente), ha pelo menos 2 anos. Mas no meio deste ano (provavelmente no dia 22/06) pretendo fazer um trekking no Distrito Federal. A ideia é realizar o percurso do Poço Azul (Rio da Palma). Se se interessarem, podemos formar um grupo de ataque a esta região. No mais, ainda estou a procura de infos sobre a região. Pelas fotos é muito bela e de relativo fácil acesso! Abç!
  9. Trekking Brasília [DF]

    Olá, Galera! Sou trekker de São Paulo e concentro minhas caminhadas nos arredores desta região, principalmente na Serra do Mar, na Cantareira, e na região de Sorocaba. Porém, estou planejando um trekking (por enquanto estou cogitando dia 22/06/2013) no Distrito Federal. Pretendo fazer a região compreendida às margens do Rio da Palma (Poço Azul). Se pudermos trocar ideias sobre o local, bem como formar um grupo para esta ocasião, seria ótimo! No aguardo!
  10. Pico Cabeça de Nego... a pé!

    Das vezes que passei pela serra entre Mogi e Bertioga, foram poucas em que deixei de notar este pico e dua silhueta peculiar e, de certa forma, imponente, o que me fez sempre cogitar se o mesmo seria acessível, e de que forma seria sua ascenção. Por fim, zapeando o mochileiros.com, me deparo com este relato que trata justamente do dito pico! Talvez seja esta a deixa para que eu possa atacá-lo em breve! No mais, excelente relato, o perrengue é grande, pelo visto, mas a conquista é sem dúvida, gloriosa para o tipo de trip! Parabéns a todos que participaram!
  11. Valeu, Frida! Teremos mais este ano! Opa! expandir horizontes, sempre! Os próximos que estou mirando por aqui são certamente o Itapanhau, e também o circuito Capivari/Branquinho>Branco! O Itatinga ainda quero averiguar de perto tambem, pelo menos a parte da barragem... Não sou muito adepto a repetir trips, com exceção de algumas poucas. A exemplo do Vale da Morte, faria algums variantes dele, mas não sei se voltaria a descê-lo por completo, pelo menos não está em meus plano. rsrs Quanto ao Rio Claro... este é um caso a parte. Como já havia conversado contigo naquele dia, é um objetivo nobre para mim! Só não sei se o farei tão logo... Araço e boas empreitadas por aí!
  12. Eu gostaria de conhecer essa Trilha Funicular...sempre estou indo pra Paranapiacaba e nunca fui nessa trilha...me avisem por favor quando forem??? Meu cel pra contato ... 11-98215-4129 Olá, como está/ Por hora, não planejo refazer o Funicular, mas vira e meche sei de gente que se aventura por lá. Futuramente, quem sabe, poderei acabar visitando o lugar, ou fazendo alguma variante dela, aí posso avisá-lo também! Forte abraço e boas empreitadas!
  13. Para poucos! Parabéns novamente pela inusitada trip. As fotos ficaram incríveis e a narração tambem! Forte abraço!
  14. A cada atualização deste relato, fiuco emocionado e encantado pela imensidão, imponência e beleza deste vulcão e de sua trip por ele. Parabéns, estou acompanhando...
  15. Grande abraço! Fala Getúlio! Tudo bem? É mesmo muito interessante ver como, mesmo tão pisoteada pelo homem, a natureza ainda consegue se reerguer da forma como ocorreu nesse caso de Cubatão! Hoje, quem resolve se aventurar pelos caminhos molhados da serra, entre Cubatão e Paranapiacaba, não imagina o que foi aquela paisagem toda ha poucas décadas. Mesmo o outro lado da serra, onde funcionava o sistema Funicular, era uma enorme encosta totalmente descampada e repleta de construções das quais poucas restam atualmente. Ehr...Poxa, ainda estou treinando estes desfechos de relato mais líricos . pode ser que num futuro incerto eu resolva publicar um livro Mas para mim a natureza realmente é uma arte, sem ressalvas, ela é completa por sí só! :'> Forte abraço e um ótimo início de ano!
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