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Rafa Spiekermann

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  1. Olá Edver, O Pontal e mesmo um lugar diferenciado, possui uma beleza unica! Li o seu relato sobre o pontal, muito bom por sinal, mas fiquei na duvida, pelo que entendi você foi até o Sr Wylli e voltou?? heheh valeu pelo toque ja corrigi o nome dela, fiquei mesmo na duvida entre Neli e Noeli, no seu relato li Noeli e la quando ela falou o nome entendi Neli...Os dois são realmente pessoas incriveis, cheios de historias, caso você for pra la diga a eles que eu eo Rodrigo mandamos um grande abraço. Abraço
  2. Trekking realizado em Tapes-RS nos dias 6,7,8,9 de setembro de 2012 por eu Rafael Spiekermann e pelo meu amigo Rodrigo Bruxel. Foi percorrida a distancia de 70 km a pé, atravessando o Pontal de Tapes (península localizada na Lagoa dos Patos) e chegando-se ao seu ponto mais extremo o Pontal de Santo Antonio. 1 Dia (06/09//2012) O inicio da jornada Pegamos o ônibus na rodoviária de Lajeado as 14:00 e chegamos a rodoviária de Porto Alegre as 16:15, tomamos uma polar bem gelada e pegamos o ônibus para Tapes as 17:35. Chegamos em Tapes por volta das 19:00, demos uma volta no centro da cidade e após isso fomos procurar um lugar para acampar, conversamos com algumas pessoas e estas nos informaram da existência de um camping no bairro Pinvest, o camping fica a uma distancia de 2 km do centro e se chama Camping Pinheiros mais conhecido como Camping da Pinvest, pegamos um taxi até o camping. Chegando ao Camping encontramos Vitor que é o homem que cuida do camping, preenchemos um formulário e pagamos a diária de 10 reais por pessoa para acampar. O camping e muito bem estruturado e fica na beira da Lagoa dos Patos. Após isso montamos acampamento e cozinhamos um Miojo e fomos dormir. Antes de dormir eu descobri que havia trazido a câmera digital porem esquecido que botar a bateria nela após a carregar, por sorte tínhamos mais uma câmera mais teríamos que economizar nas fotos para a bateria dela durar os três dias seguintes. 2 Dia (07/09/2012) Da Pinvest até o Pontal do Pinus Acordamos as 6:00 e tomamos um bom café, arrumamos as mochilas e botamos a bota na trilha. Saímos do Camping da Pinvest e seguimos beirando a Lagoa dos Patos até chegarmos num pequeno córrego chamado de Jacarezinho, ele pode ser atravessado a pé porem não queríamos tirar as botas e nem molhar elas de manhã cedo então resolvemos ir pelo mato de Pinus, a região tem muita pouca mata nativa e maior parte da vegetação e Pinus. Subimos por uma rua paralela ao Jacarézinho, lá encontramos uma moradora que nos informou sobre uma ponte improvisada de troncos para atravessar o córrego. Rodrigo atravessando o jacarézinho Atravessamos o córrego e entramos no mato de Pinus, andamos um pedaço dentro do mato e logo encontramos uma trilha, seguimos a trilha que ficou cada vez mais fechada até chegar a uma linda praia onde existe um acampamento abandonado e uma figueira já morta, tiramos algumas fotos até que então o Rodrigo notou a falta do seu boné, ele havia prendido o boné na parte de cima da mochila e provavelmente ele caiu durante a parte mais fechada da trilha. Indignado com a situação resolveu voltar para procurar o boné, voltou um pedaço porém não o encontrou. Fizemos uma pequena parada para descanso nesta prainha e após isso voltamos a andar na beira da Lagoa dos Patos e descobrimos como e pesado caminhar na areia, resolvemos então mesclar o trekking, as vezes na beira da Lagoa e as vezes no mato de Pinus. Prainha Após andarmos um tempo na areia ingressamos novamente no mato de Pinus e logo chegamos a uma porteira vermelha seguida de uma ponte, perto da porteira haviam pescadores acampados, pedimos se podíamos ultrapassar a porteira eles falaram que sim e nos passaram algumas informações de como chegar ao Pontal de Santo Antônio, o ponto mais extremo do Pontal de Tapes. Após ultrapassar a porteira seguimos reto por uma estrada onde avistamos uma tropa de cavalos, eram sete cavalos que aparentavam ser selvagens, nos aproximamos ao máximo deles e tiramos algumas fotos mas eles não permitiam uma grande aproximação. Porteira vermelha Liberdade Saimos da estrada e resolvemos voltar a beirar a lagoa, ao sair da estrada chegamos a uma belíssima praia com grande dunas de areia extremamente branca esta praia e conhecida como Roncador, caminhamos um bom trecho entre as dunas e nos desgastamos muito nesse trajeto por isso resolvemos voltar a caminhar entre os pinus. Roncador Caminhamos um trecho entre os Pinus e avistamos um grande rebanho de gado(o gado é selvagem mas inofensivo e arisco), percorremos mais um trecho e chegamos ao acampamento do senhor Willy e da senhora Noeli as 14:45. Chegando la fomos muito bem recebidos pela simpatica senhora Noeli que logo já preparou um bom chimarrão, conversamos um pouco quando de repente uma lancha se aproximou, era os amigos do Sr Willi e Sra Noeli, neste momento o senhor Willi acordou e então o conhecemos. O Sr Willi e Sra Noeli são duas grandes pessoas extremamente simpáticos e cheios de historias eles vivem no pontal a 10 anos mas possuem uma residência na cidade de Tapes, ficam a maior parte do tempo no pontal onde recebem muitos amigos, seu meio de locomoção entre o Pontal e a cidade de Tapes e um belo barco. A lancha que se aproximava ancorou, nela estavam um grupo de pessoas extremamente animadas, eram todos amigo de Willi e Neli e estavam vindo visita-los e testar a nova lancha que haviam comprado. A senhora Noeli nos convidou a conhece-los e participar do batismo da lancha, observamos o batismo que foi feito pela Sra Noeli e logo após nos apresentamos e conversamos com o pessoal que havia vindo na lancha, era um grupo de pessoas extremamente simpáticas, legais e festeiras. Nessa parte da travessia a bateria da nossa câmera já estava indo pro final, foi então que pedimos se não existia algum jeito de recarregar a bateria pois o Rodrigo havia trazido junto o carregador da mesma, então o senhor Willi ligou o gerador de energia e assim conseguimos recarregar nossa bateria. Enquanto a bateria carregava, ficamos conversando com o pessoal, explicamos sobre o nosso objetivo de chegar ao Pontal Santo Antonio, eles nos ofereceram alguns copos de cerveja, nos convidaram para um churrasco no domingo (o qual acabamos não indo) e nos deixaram seu numero de telefone para algum caso de emergência. Depois de darmos uma boa carga na bateria da câmera e de conversamos bastante e conhecermos o acampamento do senhor willi, nos despedimos daquelas pessoas encantadoras e seguimos nosso rumo. Grandes pessoas Saimos do acampamento do Sr Willi por volta da 17:20, atravessamos a mata de Pinus e chegamos a Praia de Fora (chamada assim por ficar do outro lado da enseada de Tapes) , a praia de fora e extremamente bela e ali fomos contemplados com um belo por do sol. Pôr do sol na praia de fora Após caminhar cerca de 40min chegamos ao Pontal do Pinho, logo após ele existe uma cerca que corta o pontal fora a fora, ali o pontal fica bastante estreito pois no final do pinus se inicia o estreito de areia. Quando chegamos a final do Pinus logo vimos o acampamento dos pescadores, eles eram entre sete amigos e foram muito receptivos e nos acolheram muito bem, aproveitamos para conhecer o barco deles e ver os peixe que eles tinham capturado. Montamos as nossa barracas proximas as barracas deles, no pontal do Pinus existe uma cabana de madeira a que fica livre para qualquer um acampar, desde que se cuide dela e não se jogue lixo, os pescadores usaram a cabana para cozinhar e guardar seus mantimentos. Após terminarmos de montar as barracas fomos até a Lagoa para tomar um banho, já estava escuro e a agua estava muito gelada, depois do banho preparamos nosso jantar (Miojo de novo) e tomamos um bom vinho que foi nos oferecido pelos pescadores. Após jantar ficamos sentados a beira do fogo, tomando um vinho e escutando as boas e divertidas historias dos pescadores, de repente fomos surpreendidos por um rajada de vento extremamente forte , como era areia os specs não estavam muito firmes e nossas barracas viraram pipas, o vento logo cessou então montamos novamente as barracas desta vez de uma forma mais reforçada e fomos dormir. Eu não consegui dormir direito pois fiquei com receio de o vento voltar, e não deu outra, no meio da madrugada as rajadas de vento voltaram e dessa vez muito mais fortes, tentei segurar minha bivak pensando que o vento logo iria cessar mas não deu certo, quando eu vi ele já havia levantado a barraca e arrancado todos specs, a barraca do Rodrigo também estava “voando” embora porem ele não acordou, gritei para ele e então ele acordou, arrastamos nossas barraca para dentro da cabana e ali conseguimos nos proteger um pouco do vento, voltei a dormir mas dormi muito mal. 3 dia (8/09/2012) Ataque ao ponto mais extremo do Pontal de Tapes Acordamos as 6:00, meio “quebrados” em função da noite mal dormida, tomamos um café forte, arrumamos as mochilas, nos despedimos dos pescadores e pé na trilha. Pulamos a cerca e iniciamos a travessia do estreito de areia, caminhamos pela beira da praia de fora pois la a areia era firme e assim fácil de caminhar, seguimos num ritmo forte e logo atravessamos o estreito de areia chegando a uma pequena faixa de mata nativa, que logo perdeu espaço para o Pinus. Neste trecho a mata tanto nativa quando exótica se encontra em recuperação em função de um incêndio ocorrido no Pontal é uma área mais selvagem pois fica mais isolada, encontramos inúmeras pegadas de Capivara e Graxaim. Continuamos a caminhar num ritmo bastante forte e logo começamos a avistar o final do Pinus e uma curva, era o final do Pontal de Tapes que se aproximava. Paramos no final do Pinus para um breve descanso e ouvimos um ronco de um motor imaginamos que ele deveria vir da casa do pescador que vive nessa parte mais isolada do Pontal. Após o descanso seguimos caminho na areia, a mata havia ficado para traz e a área de banhado começava a se fazer presente logo chegamos a ponta do Pontal de Tapes, observamos ali um pequeno farol caído no banhado, seguimos caminho e chegamos ao ponto mais extremo do Pontal, chamado de Pontal Santo Antonio. O lugar é incrível, repleto de aves, na nossa frente toda a imensidão da Lagoa dos Patos, neste lugar reina uma sensação de paz indiscritivel. Ponto mais extremo, o pontal Santo Antonio Porém não nos contantamos com o ponto mais extremo do Pontal e seguimos caminho tentando contornar o pontal, os pescadores haviam falado que era impossível e extremamente perigoso pelo fato de ser uma área de banhado e com um numero considerável de jacarés, mas não queríamos voltar pelo mesmo caminho e queríamos fazer o contorno pontal e também encontrar a casa do pescador que ali morava isolado. Entramos no banhado e fomos costeando os juncos, no inicio era raso mas depois começou a ficar fundo na nossa frente so avistávamos a lagoa dos patos e banhado, caminhamos assim por cerca de uma hora e não encontramos nem uma saída para terra firme apenas banhado resolvemos então abortar a tentava e voltar, pois ficava cada vez mais fundo e perigoso. Andando no banhado Retornamos pela praia de fora, mesmo caminho que viemos, quando estávamos atravessando o estreito de areia encontramos alguns trilheiros de moto, e para nossa surpresa eles eram da cidade de estrela, cidade vizinha a nossa, batemos uma foto juntos e continuamos andando. Chegamos novamente ao Pontal do Pinus, onde os pescadores estavam acampados, era cerca de 14:00, la aproveitamos para descansar e almoçar, comemos o que sobrou do almoço dos pescadores, alguns pedaços de carne de churrasco, arroz e peixe, após almoçar os pescadores ofereceram carona de barco para voltar a cidade de Tapes porém eles voltariam somente no domingo antes da noite, o que seria tarde demais para nós, tendo em vista que tínhamos que pegar o ônibus para Porto Alegre. Após descansar resolvemos voltar ao acampamento do senhor Willi pois ele havia comentado que talvez iria a cidade de Tapes no domingo de manha enta tentaríamos descolar ali uma carona. Nos despedimos dos pescadores, tomamos um banho gelado na Lagoa e andamos até o acampamento do senhor Willi, chegando la montamos nossa barracas. Acampamento Fomos conversar com o senhor willi, ele falou que voltaria apenas na terça para Tapes, bom então nos tínhamos que voltar tudo a pé. Em seguida o Sr. Willi nos ofereceu uma cabana do acampamento, nós aceitamos, desmontamos nosso acampamento e nos alojamos na cabana, fomos ainda presenteados pela Sra Noeli com uma feijoada e uma caixa de ovos. Jantamos e muito bem, miojo com feijoada e suco de uva(levei um tang uva) e depois fomos domir. Pôr do sol visto do acampamento do Sr Willi 4 Dia 09/09/2012 O retorno Acordamos cedo as 4:00 pois queriamos chegar cedo na rodoviaria de Tapes em função do onibus, cozinhamos 8 ovos e tomamos um café reforçado, deixei os ovos que sobraram na borda da cabana do Sr. Willi, infelizmente não conseguimos nos despedir do Sr Willy e da Sra Noeli. Arrumamos as mochilas e saimos as 6:00, resolvemos voltar por dentro dos Pinus pois estavamos bastante desgastados para andar na areia. Andamos num ritmo extremamente rapido, na volta ainda econtramos o boné que o Rodrigo perdeu (isso sim e sorte hehehe), chegamos no camping pinheiros as 11:45, ligamos para o taxi, ele nos buscou e nos deixou na rodoviaria. Estavamos extremamente cansados em razão do ritmo forte que impomos na volta, fizemos em torno de 16 km numa manhã, mas estavamos animados de termo atingido a nossa meta de chegar ao ponto mais extremo do Pontal de Tapes, porém a aventura ainda nao tinha terminado, na rodoviaria descobrimos que o onibus estava lotado e de que teriamos que viajar a pé de Tapes a Porto Alegre sendo que o tempo médio da viagem e de duas horas. Compramos a passagem, o onibus sairia as 13:00, comemos rapidamente um cachorrão e logo em seguida embarcamos no Onibus, viajamos grande parte em pé, somento no final um banco liberou e então pudemos sentar. Chegamos em Poa as 14:00 e pegamos o onibus para Arroio do meio as 16:00, chegando em casa as 18:30, finalizando assim mais uma grande trekking. Foi uma grande aventura cada instante valeu a pena, conheçemos novas pessoas, um pouco sobre a cultura da região da Lagoa dos Patos, criamos amizades e passamos por alguns perrengues, o relato ficou meio extenso mas espero que gostem e que ele sirva de informação para trekkers e aventureiros que queiram conheçer o incrível Pontal de Tapes.
  3. Belo relato Edver, deve ter sido bacana fazer um trekking em parceria do seu pai... Pretendo realizar este trekking no feriadão de 7 de setembro, a principio a ideia e seguir a beira da lagoa, saindo do centro de Tapes, fazendo o contorno do pontal retornando novamente ao centro de Tapes. Abraço, Rafael
  4. Ola Getulio Bah a travessia é muito bacana, tem bastante cachoeiras, a vila abandonada, as usinas hidreletricas, belas paisagens do vale do rio das Antas sem falar no trem que passa com bastante frequencia. Vale a pena fazer! Abraço
  5. Trekking realizado nos dias 21, 22 e 23 de julho de 2012 entre a estação ferroviária de Jaboticaba localizada em Bento Gonçalves até a estação ferroviária de Feitor Faé em Vila Flores, com a extensão de 34 km de linha férrea percorridos por mim Rafael Spiekermann e por meu amigo Rodrigo Bruxel. Primeiro dia 21/07 Saímos de ônibus as 14:15 da rodoviária de Lajeado e chegamos em Bento Gonçalves as 16:10, como pretendíamos apenas acampar na estação de Jaboticaba no sábado para podermos começar a travessia domingo de manha bem cedo resolvemos dar uma volta por Bento para conhecer um pouco da cidade e tomar uma cerveja bem gelada em um bar. Após conhecermos um pouco da cidade e de degustarmos duas saborosas budweissers no bar do Perera fomos até o supermercado pois o rodrigo ainda não havia comprado todos os mantimento necessários em função do tempo, sendo que ele trabalhou no sábado de manhã. Após comprarmos os mantimentos faltantes fomos em busca de um taxi para nos levar até a estação de Jabuticaba, sendo que ela fica a 22 km do centro da cidade, encontramos um taxista que nos fez um preço de 70 reais, após pechincharmos um pouco conseguimos baixar para 60 o que ainda nos soou salgado porém era o preço e não tínhamos outra opção, pois não existe ônibus que vai até la. O taxista era um italiano muito louco indignado com o pensamento das mulheres locais, que voava nas curvas da serra e não parava de conversar. De tanto conversar o taxista acabou pegando a estrada errada e começou a subir os morros do vale do rio das Antas, chegou um ponto que eu e o Rodrigo começamos a ficar preocupados e pensamos que seriamos assaltados, mas apesar de louco ele era gente boa, fez o retorno e com algumas dicas nossas acabou encontrando a estrada da estação. Quando chegamos já estava escuro e no taxímetro marcava quase cem reais, pagamos 60 para ele como foi o combinado, ele não se estressou muito, nos desejou boa sorte e foi embora. Na estação de Jaboticaba moram algumas pessoas, conversamos com elas e pedimos permissão para acampar ali, a permissão foi concedida e montamos acampamento debaixo da marquise da estação, após alguns minutos escutamos de longe a buzina do trem ele veio se aproximando lentamente e passou por nós foi o primeiro dos 4 trens que vimos passar, após isso jantamos e fomos durmir. Segundo dia 22/07 Acordamos as 6:15, tomamos um bom café, desmontamos o acampamento, arrumamos as mochilas e pé no trilho, andamos um pouco e chegamos ao famoso túnel em Y , seguindo reto se tem a ferrovia TPS, pegando se a direita tem se a abandonada ferrovia do vinho. Após o túnel chegamos a um viaduto sobre o Rio das Antas, a paisagem ali e muito bonita, se observa muito bem o vale criado pelo rio durante os milhares de anos, logo após o viaduto fica a Usina Hidrelétrica Monte Claro, fomos até a Usina para dar uma olhada mais de perto, batemos umas fotos lá, até que de repente ouvimos o trem, corremos até os trilhos a tempo de vê-lo passar, ele carregava quase só tanques de combustível. Seguimos caminho, atravessamos um túnel e após o túnel encontramos dois pescadores que moram na região, eles falaram do perigo de acampar na estação de jabuticaba sendo que ali moravam algumas pessoas que tinha o habito de furtar objetos alheios, nos despedimos deles e seguimos caminhos sempre acompanhados por belas paisagens e pelo Rio das Antas, de repente escutamos o som de uma cachoeira, descemos o barranco e la estava ela, uma pequena porem bela cachoeira, tiramos fotos, bebemos agua e pé no trilho. A maioria da área faz parte da APP da Usina Monte Claro, por isso a mata esta muito bem preservada e a agua das vertentes e riachos que descem dos morros e extremamente cristalina, durante o trajeto não faltou agua para nos, sendo que sempre enchíamos o cantil em vertentes ou riachos, deve se levar em consideração que fomos no inverno e após um período de chuvas, o quadro pode se reverter no verão durante os períodos de estiagem. Seguimos caminho e chegamos a um pequeno viaduto, embaixo dele existe uma linda cachoeira, de um tamanho bastante razoável, descemos uma trilha em meio ao mato e chegamos até ela, quando chegamos nela, ouvimos o trem, passou então o terceiro trem, aproveitei para filmar o trem e a cachoeira. Durante o trajeto não fizemos parada para o almoço, apenas pequenas paradas para descanso e para um lanche. Após a cachoeira botamos o pé no trilho e seguimos caminho, sempre acompanhados pelo Rio das Antas e pela mata muito bem preservada, andamos alguns km e então chegamos em torno das 4 horas a estação de Coronel Salgado, totalmente abandonada e depredada, tínhamos andado até ali 18 km, fizemos um lanche, o rodrigo fez uns ajustes na bota afim de evitar uma bolha que estava começando a surgir e após isso seguimos o trilho, após andar um pouco e atravessar um pequeno túnel chegamos a famosa vila abandonada da 4 seção porém havia somente duas ruinas, entramos em uma estrada a esquerda, ela estava fechada por um portão que parecia ter sido feito recentemente pois estava bem pintado, ficamos meio assim em entrar porém o espirito de aventura falou mais alto e queríamos encontrar também a cachoeira da 4 seção, pulamos o portão e subimos a estrada de terra muito bem conservada e logo encontramos a cachoeira, em seguida apareceram duas senhoras e um guri, ficamos meio assim por achar que era propriedade particular, mas as senhoras falaram que não, comentaram que a área da cachoeira era publica e que ate poderiamos acampar ali. Acampamos ali mesmo, o lugar é perfeito, montamos as barracas dentro de uma pequena gruta formada no paredão de arenito e basalto, além de ser bacana aquilo nos protegeria bem em caso de chuva, pois eram previstas algumas pancadas. Após montarmos o acampamento, tomamos um banho de gelar a alma na piscina construída na cachoeira, estava muito frio mesmo, tive a sensação de estar pegando fogo, mas depois do banho me senti renovado. Após isto fizemos uma fogueira, já que tem bastante lenha seca por la, jantamos , ficamos jogando conversa fora e fomos dormir. Terceiro dia 23/07 Acordamos cedo e botamos o pé no trilho atravessamos um pequeno viaduto e logo após encontramos a verdadeira vila abandonada, ruinas de varias casas abandonadas, um lugarzinho bem sinistro, um lugar bacana para se filmar um filme de terror, apos a vila existe um pequeno túnel, o atravessamos e após isso, começa a se observar a presença de algumas estradas laterais e algumas casas, e é incrível que no momento que se nota uma maior presença humana as paisagem começam a ficar menos belas, a mata preservada e substituída por capoeira e inço, após a vila abandonada a beleza da travessia diminui. Seguimos caminho fazendo sempre pequena paradas para lanche, e chegamos em um ponto onde haviam vários pés de bergamota, pensamos em pegar mas não pegamos , foi então que avistamos a Barragem de Vila Flores e uma pequena descida no barranco, descemos o barranco e conseguimos ver bem o lago e a barragem, tiramos algumas fotos e subimos. Neste ponto as fontes de agua começam a dimunuir, então entre os pés de bergamota avistamos uma casa e resolvemos ir la pedir agua, para completar o cantil, chegando na casa fomos recebidos de forma hostil por um sujeito desconfiado que cuidava da casa para o seu patrão, ele falou que não gostava de “desaforo” nos trilhos e que volta e meia passava alguém fazendo bagunça nos trilhos, e que também pegavam bergamotas, disse que se visse alguém roubando bergamotas ou fazendo “desaforo” nos trilhos ele atirava com sua espingarda e não se importava de matar a pessoa, contou um caso de um vizinho que matou um rapaz que havia roubado uma laranja, falamos a ele que estávamos caminhando de boa nos trilhos e deixou nós pegarmos agua nos despedimos e fomos embora, eu suspeito que o trilho que desce ate o rio onde da pra observar a barragem seja dele, pois la embaixo tem um pequeno porto de caicos, acredito que se ele nos visse la não iria ficar muito feliz. Seguimos o trilho e de longe escutamos o trem, esse era o quarto e o ultimo trem que vimos, após o trem passar prosseguimos, atravessamos um viaduto, nessa ponto do trajeto, já existem varias casas e estradas laterais, andamos mais um pouco e chegamos a estação de Feitor Faé. Da estação de Coronel Salgado até Feitor Faé são 16 km. A estação de Feitor Faé esta bem conservada, la encontramos um trabalhador da ALL conversamos um pouco com ele , ele contou como funcionam as manutenções, um pouco da vida de trabalhador dos trilho e também do descaso da ALL em relação a conservação dos trilho. Após isto seguimos por uma estrada de chão lateral aos trilhos, e subimos um puxado morro por onde a estrada passa, pois so no topo do morro se tem sinal de celular, ligamos para o taxi de Vila Flores (na cidade existe apenas um taxista), ele nos buscou e nos deixou na rodoviária, da saída dos trilhos na estação Feitor Faé ate o centro de Vila Flores são uns 11km. Pegamos um ônibus ate Bento, la tomamos umas geladas Budweisers no bar do Perera que acabou simpatizando com nós, contamos a ele como foi toda a travessia e depois pegamos o ônibus rumo a Lajeado. Achei o trajeto muito bacana,possui varias coisas laterais ao trilho para serem exploradas, para mim esta travessia não perde em nada para a Ferrovia do Trigo. Estação de Jaboticaba Tunel em Y Vale do Rio das Antas Cachoeira Estação Coronel Salgado Acampamento 2 dia Cachoeira 4 seção Vila abandonada PCH Jararaca https://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120725212500.JPG Trem da ALL Estação Feitor Faé
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