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Ana Paula Soida

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Tudo que Ana Paula Soida postou

  1. Fui para Sewell em novembro de 2012, foi um dos pontos altos da viagem mas sou suspeita para falar pois trabalho com patrimônio histórico. É possível visitar a cidade apenas com agência de viagem. Fui pela VTS, fiz a reserva no Brasil por 35.000 CLP. Só há passeios de fim de semana e alguns feriados. Há prédios razoavelmente conservados e outros interditados, com risco de cair. O guia era o típico guia com piadinhas e exagero de simpatia, não tem muito como escapar disso em agências. Mas era agradável e se esforçou para falar devagar sabendo que tinha uma brasileira no grupo. Além de mim, só tinha um canadense que falava espanhol. Visitamos depois Coya, cidade satélite de Sewell, também bastante simpática. O almoço é bom e simples mas não há opções além do que é servido. Se você for vegetariano, por exemplo, aconselho a levar lanche. O ônibus era ótimo, muito confortável. É bom ficar do lado direito do ônibus para, ao entrar na mineradora, conseguir ver melhor a cidade pois a estrada fica na encosta.
  2. Oi Helaine. Pelo seu email percebi que ficou faltando a conversão para reais, falha minha. Bom, o gasto varia de acordo com o perfil do viajante. Fazendo um cálculo rápido, gastei em torno de R$1.200,00 mais passagem pela Lan de R$ 680,00, voo direto Guarulhos-Santiago A divisão dos custos ficou mais ou menos assim: Hospedagem em dormitório (somente Santiago): R$225,00 Refeição: R$ 250,00. Para se ter uma ideia, dá para comer bem por R$15,00/ refeição. A empanada custa em torno de R$3,00 e a água 500ml, R$2,50. Transportes e passeios R$635,00, divididos da seguinte forma: Metro em Santiago: R$ 37,00 considerando duas viagens por sete dias Taxi: R$ 35,00 Ônibus Santiago-Mendoza ida e volta: R$ 140,00 Tour Sewell R$150,00 (CLP 7.500) Tour Altas Montanas R$73,00 (AR$ 170,00) Transporte e tour Valparaiso R$ 42,00 (CLP 10.000) Transporte Isla Negra ida e volta R$ 32,00 (CLP 7.500,00) Tour vinícola Cousiño Macul: R$35,00 Entradas para museus, centro culturais, etc: por volta de R$ 90,00 E mais lagumas besterinhas e lembrancinhas no caminho. Espero ter ajudado. Qualquer coisa, dê um toque.
  3. Tentei resumir aqui a viagem mostrando mais preços e impressões gerais. Estou disposta a esclarecer qualquer dúvida. Dia 01. Chegando em Santiago me dirigi ao hostel Che Lagarto, próximo à estação Santa Lucía. Já havia feito reserva nesse lugar pois li diversas boas avaliações no Trip Advisor mas me decepcionei, esperava mais. É barato (o dormitório sai por U$ 12,00), as camas são confortáveis e os funcionários prestativos. Mas fiquei incomodada que não há definição de cama, é de quem chegar primeiro e se não tem controle sobre a cama que está sendo usada, como sabem qual deve ter os lençóis trocados? Segundo que há menos armários que o número de camas. Tem alguns armários de aço mas nos quais não entra uma mochila de viajante. Para minha sorte também havia menos viajantes que cama. Terceiro, o armário que peguei não fechava muito bem, motivo pelo qual fiquei um pouco preocupada nos dias que lá fiquei. A primeira coisa foi ir ao Terminal Alameda, na estação de metro Universidad de Santiago para comprar a passagem para Mendoza. (o metro é eficiente e percorre todo o centro e algumas regiões mais afastadas. O preço normal é de CLP$ 610, podendo alterar para 670 no horário do rush). Há dois terminais contíguos no espaço. Procurei pela Andesmar que fica ao Oeste (poniente). Escolhi um horário para o terceiro dia de viagem, um assento da frente para ver a paisagem. Não me lembro do preço da passagem. Sai pela cidade para ter as primeiras impressões. Era domingo e eu não sabia que era também dia de eleições. Em dias assim Santiago fica vazia e quase tudo fecha por volta das 17h, nem parecia que estava numa capital. Dia 02. Passeei por alguns dos pontos principais da cidade: Plaza das Armas (Catedral, Museo Histórico Nacional), Mercado Municipal, Cerro San Cristóbal, Parque Forestal e outros pontos olhei só por fora. Há um ponto de informações turísticas na Plaza das Armas onde fiquei sabendo que o Museo Precolombiano e o funicular do Cerro San Cristóbal estão fechados para manutenção e o funcionário não soube precisar a data de reabertura. Depois soube que há ainda estabelecimentos fechados para manutenção desde o terremoto de 2010. No ponto de informações, pegue o mapa azul que contém um mapa com desenhos em perspectiva. É bem melhor que o mapa vermelho da Turistik que se encontra em todo lugar. O que me chamou bastante a atenção, tanto em Santiago quanto em Mendoza, foi como os residentes aproveitam suas cidades e notadamente o espaço público – muito diferente para uma paulistana. As praças são muito valorizadas e utilizadas para namorar, deitar, estudar passar o tempo, no banco ou na grama. Até na grama do canteiro entre avenidas há pessoas deitadas. Isso se estende para outros espaços como um canteiro de flores de um prédio particular, por exemplo (sou arquiteta e urbanista por isso fico reparando nessas coisas. Desculpe se não fiz me entender na explicação). Dia 03. Saí cedo para pegar o ônibus para Mendoza. A viagem foi muito boa. O assento era muito confortável e nem sei se era reclinável ou não de tão bom que estava. O janelão da frente tinha daquelas películas perfuradas e bem escura o quê dificultava (um pouco) a apreciação da paisagem. De qualquer forma, só de ver a paisagem pela janela lateral estava muito bom. A imigração foi tranquila, rápida e sem burocracia. Nesse período, entre primavera e verão, o tempo de viagem é em torno de oito horas contando com a imigração. Mas foi tudo tão rápido que fiz a travessia em sete horas. O Terminal é pequeno e próximo ao centro. Como não havia casa de câmbio por lá fui andando até o centro, por volta de doze minutos. Fique atento para os feriados de Chile e Argentina pois nessas datas os residentes passeiam para o país vizinho e lotam os albergues. Em Mendoza fiquei hospedada na casa de uma conhecida. A cidade é um charme. Superarborizada, planejada e com os canais de irrigação pra todo lado. A planta da cidade é quadriculada e fácil de andar. A Plaza da Independencia é o centro e a referência da cidade e do viajante. No Passeo Sarmiento, uma peatonal (calçadão), há um pequeno cubículo de informações turísticas. Nessa rua há diversos bares, cafés, restaurantes, gelaterias e agências turísticas. Tanto Mendoza quanto Santiago estão acostumados com brasileiros e alguns falam português muito bem ou, ao menos, entendem muito bem. Mesmo os residentes tentam ajudar um brasileiro falando portunhol. As casas de câmbio ficam na Avenida San Martin. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110213004.jpg 500 333.686440678 Legenda da Foto]Paisagem da viagem Santiago-Mendoza[/picturethis] Dia 04. De manhã voltei à charmosa Paseo Sarmiento e procurei uma agência chamada Youth Travel Argentina, uma indicação que peguei em Santiago. Fechei o pacote Altas Montañas para o dia seguinte por ARP$ 170,00. Comprei na agência mesmo a passagem de volta para Santiago da Cata Internacional, semicama. Custo: ARP$ 160,00. De lá segui para o Parque General San Martin. Eu havia entendido que o zoológico fechava às 15 horas, mas fecha às 13 horas e não deu tempo de pega-lo aberto. O zoo fica um tanto longe e não tem nada de interessante no caminho até lá, então é aconselhável pegar um taxi, aproveitando que esse transporte é barato na Argentina. O resto do dia foi caminhar pelo entorno da Plaza Independencia, Av. Villanueva (onde ficam os barzinhos para jovens e mais carinhos) e o Centro Cívico. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110215214.JPG 500 333.686440678 Legenda da Foto]Mendocinos aproveitando um dos diversos parques[/picturethis] Dia 05. A van da agência me buscou na porta do prédio onde estava hospedada, um pouco atrasada. A guia, Lorena, é simpática e animada mas sem excesso, faz o tour em espanhol bem devagar para os turistas entenderem e em inglês com um pouco de sotaque. Recomendo. O passeio leva o dia inteiro, a maior parte de van com algumas paradas mais uma hora de trekking no Parque Aconcágua. No parque faz frio mesmo em novembro. Vá de calça e leve uma blusa leve e um lenço. Não pudemos ter o almoço combinado (não me lembro o motivo). Para comer voltamos à Ponte Inca que não tem estabelecimentos atraentes. Leve um lanche e bolachas para comer no caminho se achar melhor. O passeio é bom e leve, um dos clássicos. Há diversas outras opções com rapel e rafting. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110213141.JPG 500 333.333333333 Legenda da Foto]Entrando no Parque Aconcágua[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110214319.jpg 500 333.333333333 Legenda da Foto]Trekking no Parque Aconcagua[/picturethis] Dia 06. Só tinha a manhã antes de voltar à estrada. Fui à Área Fundacional conhecer mais da história da cidade. No museu tem algumas escavações do período pré e pós o terremoto do século XIX. Passei também pelo Parque Central para observar os residentes aproveitando o espaço e fui ao Terminal. Depois de viajar com a Andesmar, a Cata não parece tão boa. Não é tão confortável, o vidro da frente tinha uma película mais leve mas a janela lateral tinha a esquadria bem na minha visão, mas nada de tão ruim. Porém, recomendo mais a Andesmar. De novo, viagem foi tranquila e imigração, rápida. Cheguei ao Terminal Alameda e fui para o mesmo albergue pois já havia reservado e pago ainda no Brasil. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110215823.JPG 500 333.333333333 Legenda da Foto]Museo Área Fundacional[/picturethis] Dia 07. Para esse dia já havia reservado, ainda no Brasil, um passeio para a cidade de Sewell, uma cidade que foi construída no início do século XX para extração de cobre com prédios para homens solteiros, mulheres solteiras, famílias, escola, hospital etc. Não é um passeio comum para estraneiros. Eu trabalho com edifícios históricos por isso resolvi fazer esse passeio. É patrimônio mundial da Unesco. O passeio toma o dia inteiro e foi com a agência VTS por CLP$35.000 incluindo almoço. site: http://www.vts.cl/. Só há tour em espanhol que é mais rápido que o argentino mas o guia se esforçou para falar devagar. Visitamos Sewell e as cidades mais próximas também ligadas à exploração do cobre, Rancagua e Coya. O almoço é num clube de campo de golfe muito bonito. A comida é simples porém saborosa. Se for vegetariano, leve lanche. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110213344.JPG 500 333.333333333 Legenda da Foto]Cidade mineradora de Sewell[/picturethis] Dia 08. Era domingo e aproveitei para ir aos museus já que nas segundas-feiras todos fecham. Fui à casa do Pablo Neruda, La Chascona, perto do Cerro San Cristóbal. A entrada custa CLP$ 3.500 como todas as suas outras casas da fundação Neruda. É muito bonita e decorada pelas coleções do Neruda. A visita é permitida somente com guia em grupo. A guia explicou tudo muito vagarosamente para os turistas em espanhol e parecia ter bastante conhecimento sobre o assunto. De lá dei um pulo ao zoológico do Cerro San Cristóbal. Depois fui aos centros culturais Mapucho, Gabriela Mistral e do La Moneda, que fica abaixo da praça em frente ao Palácio La Moneda. Terminei o dia no Cerro Santa Lucía. Esse cerro, menor que o San Cristóbal, é mais adaptado para ser ocupada pelos visitantes com terraços/mirantes até o último mirante no topo. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110215612.JPG 500 333.333333333 Legenda da Foto]Centro Cultural Gabriela Mistral[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110215700.JPG 500 333.333333333 Legenda da Foto]Centro Cultural La Moneda[/picturethis] [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110215431.JPG 500 332.487309645 Legenda da Foto]Vista de Santiago a partir do Cerro Santa Lucía[/picturethis] Dia 09. Depois de concluir os dias que havia reservado decidi trocar de hostel. Fui para o Providência, perto da estação Baquedano http://hostelprovidencia.com/portal/. O dormitório sai por CLP$7.500. Parece que passou por reformas recentes e o lugar é agradável, bem ventilado e colorido. Gostei bem mais que o Che Lagarto por um custo um pouco maior. De manhã liguei para a vinícola Cousiño Macul para reservar um tour às 16 horas. No tempo que restava até o tour andei pelo bairro Providência que tem uma arquitetura mais elegante do entre o século XIX e início do XX (um chute). Chegar em Cousinõ Macul é fácil, precisei ir até a estação Quilin, na linha 4. De lá dá para pegar um ônibus mas como estava em cima da hora, peguei um táxi, é muito rápido. Como era baixa temporada, eu era a única visitante e fiz o tour sozinha. Leva uns 45 minutos passando pelos pontos de produção, plantação e degustação de três bons vinhos. Uma pena que não era período de safra e vi tudo só no teórico. Custo: CLP$ 8.000,00. De lá, fui para o campus da Pontificia Universidad Catolica do Chile em San Joaquin, perto da estação do mesmo nome, na linha 5 para ver o edifício Torres Siamesas. Não é um ponto turístico a não ser para arquitetos. As torres mesmo não me impressionaram mas o campus é muito interessante. Dia 10. Voltei ao Terminal Alameda para ir a Valparaíso. Lá fui abordada por uma companhia de turismo chamada Rodtur. Eu geralmente desconfio dessas abordagens mas um primo já havia feito o passeio à Valparaíso dessa mesma forma e gostou. O pacote incluía Valparaíso + Viña del Mar mas só queria ir até Isla Negra ver a casa do Pablo Neruda. Conversando com os funcionários (atenciosos) fechei somente metade do passeio - apenas por Valparaíso - com passagem somente de ida. A viagem até Isla Negra e retorno seria por conta própria. Prometeram ainda que me levariam de volta ao terminal às 13h30. Se o passeio ainda não tivesse acabado nesse horário, uma van me pegaria. Custo: CLP$ 10.000 sendo CLP$ 2.000 apenas a passagem (acho que esse é o valor para quem compra ida e volta. Apenas ida é em torno de CLP$ 5.000) Chegando no terminal de Valpo conheci o Sr. Eungenio o cara que recebe os turistas e que ficou encarregado de me levar de volta ao terminal. Eugenio é ótimo! Fala português muito bem e fez tudo de bom grado. Acho que Valparaíso, para que gosta de conhecer a cidade e não apenas olhá-la e gosta de história é melhor fazer a pé, começando bem cedo. No meu caso não havia muito tempo e foi bom fazer de ônibus, parando em alguns pontos. Passamos também pela casa do Pablo Neruda em Valpo, La Sebastiana (preço CLP$ 3.500 não incluso no passeio). O guia me manteve informada sobre minha situação particular e o Eugenio foi me pegar de van conforme prometido. Ainda houve tempo de me levar de van até a cidade alta e depois até o terminal. Recomendo muito essa agência para quem preferir assim. Comprei a passagem para Isla Negra por CLP$3.200 pela companhia Pulman quase na hora da saída. Não é possível comprar a volta no terminal. O ônibus é bom e vai parando em várias cidadezinhas em 1h30 de viagem. A casa da Isla Negra é a que ele mais trabalhou, com mais sensação de se estar num barco e com uma vista incrível para a costa de rochas. Não havia feitos reservas e foi preciso esperar formar um grupo no qual pudesse ser incluída. É o mesmo preço das outras casas, CLP$ 3.500. De volta à estrada principal, o posto de vendas da Turbus fica próximo e comprei a passagem de volta por CLP$ 4.300 que chegou pontualmente no horário marcado: 17h48m. Mais duas horas de viagem. Dia 11. No último dia só houve tempo de arrumar a mala e visitar rapidamente a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santiago. Dei um pulo também no Centro Artesanal Santa Lucia para comprar lembrancinhas mas não gostei muito. Não há muita variedade entre as lojinhas e nada de muito especial, na minha opinião. Havia reservado um shared taxi no hostel mesmo por CLP$ 6.000 até o aeroporto e peguei o primeiro e último congestionamento de trânsito. Daí, de volta à São Paulo. [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20121110213607.jpg 500 335.025380711 Legenda da Foto]A vista da casa do Neruda em Isla Negra[/picturethis]
  4. Oi dbochi. Estou planejando um roteiro muito parecido com o seu, mas em dezembro. Depois nos conte como foi! Abraços
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