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rsfreitas

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Sobre rsfreitas

  • Data de Nascimento 16-06-1983

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  1. Valeu! Sensacional! 3 semanas vai dar pra se divertir bem! Nao acho que voce conhece tudo em 3 semanas, mas acho que vai cobrir bem. No sul tem muias praias incriveis, e minha viagem mal teve as trilhas nas montanhas, que sao um espetaculo a parte... entao, vai com tudo, e depois deixa as fotos pra gente ver! abs!
  2. Achei um novo paraíso no mundo: Córsega ou Corse como eles dizem, ou ainda, Corsica em inglês. A viagem passou por St Florent, Loto, Saleccia, Ille Rousse, Calvi, Giralata, Porto, Sant'Antonino, e todas as fotos :'> , mapas, GPS tracks e links com mais informacoes estao no meu blog:http://www.tripsetracks.com/2012/07/corsega-st-florent-loto-saleccia-ille.html Paraíso de praias, com águas azuis, transparentes, maravilhosas. Mas também de montanhas rochosas estonteantes, se esticando da costa até as alturas, cortadas por tortuosas estradas que te levam ao mesmo tempo a belezas indescritíveis e curvas dignas de um email das "estradas mais perigosas do mundo". Se fosse descrever em uma palavra, seria "autentica". Pela sua história, de muita luta, guerra e fuga para os "maquis", onde o povo sobreviveu, e com ele a cultura e os costumes. Um povo que não aceitou ser dominado, brigou, apanhou, e sempre que não tinham mais como brigar pela ilha que sempre foi um ponto estratégico e objeto de desejo para romanos e tantos outros antes, subiam as montanhas praticamente intransponíveis, e se refugiavam até que pudessem expulsar os invasores. Até hoje isso é presente. Placas escritas em Corse e Francês tem somente uma das línguas pichadas: qual? E a bandeira que mais se ve por la? A cultura de morte, descrita no livro The Dream Hunters Of Corsica, de Dorothy Carrington, já não existe mais, mas sua herança sim, algo que ainda quero voltar e explorar mais. A viagem começou em Bastia, a cidade do maior aeroporto da ilha, que não conheci além de atravessar em meu Peugeot alugado. Alugar carro é mais do que necessário, já que as distancias são grandes, o transporte publico pouco eficiente e os taxis uma fortuna. Decidi pelo carro quando vi o valor do taxi de Bastia a St Florrent, o primeiro destino: 70 a 90 euros pelas pesquisas. Optei pelos 220 por uma semana de carro alugado. De carro na mão, pegamos a estrada e já na primeira montanha tive que parar... Esse inconveniente aconteceu na viagem toda! É tudo tão lindo, que a cada mirante ou vista nos víamos obrigados a sair do carro pra fotografar. Depois de 1 hora estávamos estacionados no nosso primeiro camping: D'Olzo - localização bem legal pra quem quer conhecer St Florent e ter uma calma praia pra curtir (Olzo). Alugamos um coque, que nada mais é que uma cabana de madeira com luz e tomada, e por 30/dia foi uma maravilha. O camping tem piscina, restaurante e pizzaria (ótima pizza) e wifi gratuito rápido, coisa rara, além de um mercadinho com tudo o que você pode precisar, onde acabamos comprando de sacola térmica a esteira a colchão de ar. St Florent A vila é charmosa e bonita, feita ao redor do pier, onde centenas de barcos exibem as bandeiras da França e de Córsega flamulantes. Em sua beira restaurantes e sorveterias artesanais se distribuem oferecendo menus "Corse" de 3 courses por 15 a 20 euros. É de lá que partem os passeios para as praias Loto e Saleccia, por uns 16 euros ida e volta. Loto e Saleccia As duas fazem parte das mais belas praias da ilha, e ousaria dizer, do mundo. O barco parte de St Florent e em menos de 1 hora esta em Loto, na costa da reserva nacional do Deserto de Agriates. A partir do pier você esta a sós com a natureza! Apesar de popular, no começo de junho (inicio da media temporada) estava tranquilo. Chegamos e fomos diretamente a Saleccia, o que era o programa Top 1 da viagem, e onde iríamos passar duas noites, mas mudamos de idéia e acabamos ficando no D'Olzo, que oferecia conforto e comida. Infelizmente nesse dia o tempo virou e ventava MUITO, o suficiente pra deixar Saleccia menos paradisíaca, meio fria e com uma areia incomoda voando em nós. A trilha foi linda, mas nao ficamos muito na praia e resolvemos voltar pra Loto. Existem duas trilhas: pela costa e por dentro. Como não poderia deixar de ser, o melhor é ir por uma e voltar pela outra, caso não siga viagem adiante. Digo isso pois nos planos iríamos fazer a trilha Sentier du Littoral (link 1), ou Coastal Path (link 2), que liga St. Florent a L'Ostriconi em dois dias de caminhada, dormindo em Saleccia, no Camping U Paradisu. Fica a recomendação, e deixe um comentário caso você faça essa! As duas praias são maravilhosas e visitas imperdiveis na região! Leve sua bolsa térmica com a cerveja, um sanduíche, e aproveite as águas azuis transparentes e areias branquinhas. Ile Rousse Próximo a St Florent, essa vila charmosa oferece praia e conforto, com restaurantes na beira da areia, servindo sua gelada na espreguiçadeira, fazendo com que curtir o dia todo ali seja algo facílimo! As águas são tão belas quanto ao redor de toda a ilha, e o canto esquerdo ainda guarda mais surpresas! Ali onde se vê uma torre e um farol de longe, mora uma costa maravilhosa, onde pode-se nadar mais isoladamente em uma paisagem estonteante! Subir até o farol é obrigação (e é rapidinho), e a vista também é maravilhosa. No caminho, vale passear pelas pequenas ruas forradas com lojistas e restaurantes, e ver os locais jogando bocha na praça. Lozari A proxima parada foi o Camping Le Belgodere, diferente de todos que ja me hospedei. Ao inves de usar a barraca, alugamos o que eles tem espalhado por todo o terreno, que sao tendas de lona emborrachada, grandes, com quartos, geladeira, fogao e varanda com mesa. Um grande conforto pelos mesmos €30,00/dia. Realmente vale a pena ficar nesse camping! O camping fica proximo a praia de Lozari, que eh bem bonita, apesar de nao ser a mais linda de todas. Estava ventando muito quando fomos, entao a dica nessas situacoes eh ir para o canto, onde existe o abrigo natural da montanha, e fica muito mais confortavel. Porto (Giralata, D81b, U Nichjaretu) Da nossa nova base (Belgodere), partimos para uma viagem rumo a Giralata, que sabiamos ser um lugar maravilhoso. A distancia nem eh tao grande (menos de 100km), mas as tortuosas curvas em ladeira acima e abaixo das estradas da regiao, com as constantes paradas para fotos e para admirar as paisagens incriveis, nos fazia ter uma velocidade media de 40km/h. Chegando em Giralata percebemos que faltou um pouco mais de pesquisa. Para se chegar a praia, soh a pe ou de barco. A primeira forma eh por uma trilha de 7km ladeira abaixo de um barzinho na estrada, e a segunda por Porto, que foi pra onde seguimos viagem. Porto eh realmente uma vila muito charmosa! (e meio cara) Super pequena, tem uma praia que nao eh bem pra banho, barcos e mais barcos, e muitos restaurantes. Ali eh possivel alugar um bote e ir passear pela regiao de Giralata e Scandola, que eh uma reserva natural, e para isso nem habilitacao eh necessaria! O bote com motor pequeno pode ser alugado por qualquer um. Na volta de Porto resolvemos pegar a estrada D81b a partir da regiao de Galeria, e fomos pela costa ateh Calvi. Nao podiamos ter feito escolha melhor!!! A estrada nos fez para para tirar fotos e saborear a vista diveeeeersas vezes. Um lugar mais bonito que o outro, ateh que achamos o ideal para parar e curtir uma praia deserta: U Nichjaretu. Esse eh o nome do restaurante, a unica coisa presente na praia de pedras, que acredito tambem ser o nome da praia. Nao tem numero, nao aparece no Google Maps, mas eh a coisa mais linda! Ali ficamos um bom tempo curtindo a agua verde, as montanhas rochosas e depois saboreando um belo sorvete no restaurante. A descricao pode fazer pensar em um restaurante rustico... nao. Eh um belo restaurante, com uma vista incrivel! Se estiver em Calvi, vale a pena ir pra la. Calvi Calvi eh uma cidade mais viva e noturna do que as outras que visitamos. Comecamos pelo alto, na Notre-Dame de la Serra, igreja no alto da montanha que tem uma vista espetacular de Calvi e da região. De la partimos para Calvi e vimos o por do sol de dentro dos muros medievais. Diz a lenda que Cristóvão Colombo nasceu ali. Depois de anoitecer andamos pela rua dos restaurantes na beira-mar, com varias opções de bares e boites, e comemos uma bela pizza antes de voltarmos para o Belgodere. Sant'Antonino Nosso ultimo dia foi dedica a uma pequena vila, Sant'Antonino. Diz a lenda que eh uma das mais preservadas vilas de Córsega, e eh muito legal conhece-la. Super pequena, instalada no "meio do nada", em cima de pedras no topo de uma montanha, mostra um pouco de como as coisas eram em Corsega ha tempos atras. As casas construídas em meio as rochas, como se elas fizessem parte das paredes, as ruelas tortuosas e circulares que levam a cada curva uma vista mais bonita da região. Almoçamos no restaurante "A Porta" ( 04.95.55.64.37 ) onde apreciamos o menu Corse saborosíssimo, com uma vista sensacional. A dica eh pesquisar bem qual o caminho para chegar la de carro. O GPS nos levou a uma estrada instransponivel em carro pequeno, e acabamos caminhando ate la, o que foi agradavel, mas depois vimos que tinha outro caminho. Logo na chegada, vale a pena tomar um suco natural para recompor as energias e comecar o tour. A partida No ultimo dia partimos de volta a Bastia para ir embora. Uma viagem maravilhosa chegando ao fim... mas, antes de terminar, ainda cruzamos essa incrivel cidade em miniatura feita por algum artista que ali morava. Uma semana foi pouco tempo! Conhecemos rapidamente o norte da ilha, mas nem ele por completo, e ainda tem MUITO mais pra ver ao redor da ilha toda. Nao sei porque Corsega nao eh um destino famosissimo de turismo. Os franceses adoram e vao sempre, os italianos tambem conhecem e aparecem por la, mas o resto... Bom, eu quero voltar e passar mais 15 dias continuando de Porto pra baixo, conhecendo todo o litoral Sul, que tambem eh incrivel. Entrem no meu blog pra ver as fotos, tracks, mapas e mais informacoes. Tem tambem a nova pagina no Facebook! https://www.facebook.com/TripseTracks
  3. Valeu Andre! Eh a regiao eh bem bonita mesmo. Espero voltar la esse ano! Abs!!
  4. Me mudei para Londres, e agora minhas trilhas passaram a ser pela regiao! Tambem ficarei sem acentuacao nos posts! A estreia for na regiao Lake District, no norte da Inglaterra. Lugar maravilhoso, com lagos em meio as cadeias de montanhas, formados pela água de degelo, e muitas ovelhas. Quando vim para cá nao sabia como os ingleses amam caminhar! Existem montes de revistas e sites especializados, e as pessoas realmente gostam e fazem muitas e muitas walks. Diferente do Brasil, tambem gostam de ir com mapas em papel e bussola, um conhecimento de navegacao que pouco se ve em nosso pais. Bom, cheguei em Ambleside depois de pegar um trem de Londres para Windermere, com baldeação em Lancaster e um rapido onibus de Windermere ate Ambleside. De la para o camping pegamos um Taxi, pois ja era final da tarde e nao havia mais onibus indo para a regiao das montanhas. O camping fica extremamente bem localizado para as caminhadas! E eh tambem o camping mais organizado e limpo que ja fui em minha vida. Esta ai algo para o Brasil melhorar. A viagem foi somente no final de semana, portanto fizemos a caminhada no sabado e retornamos domingo. O objetivo era passar pelos Langdale Pikes, alguns picos na cadeia de montanhas da regiao. Comecamos sabado cedo, e a subida inicial eh bem puxada, mas com trilha bem feita e facil. Sem problemas! Chegamos no primeiro lago, o Stickle Tarn. Simplesmente maravilhoso. Vale uma parada para tomar agua e comer algo apreciando esse belo lago, formado pelo degelo das montanhas. Na sequencia, partimos para os cumes, seguindo uma trilha que passava em um local bem ingreme, de frente para o lago. O problema eh que era realmente super ingreme, e minha mulher nao achou das melhores ideias do mundo, portanto depois de subir um bocado, resolvemos voltar e subir pela rota mais facil, que evitava alguns dos picos. Esse desgaste foi um fator que prejudicou nosso desempenho, pois cansamos bastante na subida e desistencia. Subimos pela outra rota e la de cima a vista eh linda! O lago, e as montanhas se estendem para longe. Uma vez em cima, pouco se sobe e desce para ir de um pico ao outro, o que eh a grande beleza da caminhada. Nos, ja cansados, fomos perto do Pike O'Stickle, e entao iniciamos nossa descida, ja debaixo de chuva. A volta tambem eh muito bonita, com vistas incriveis! Essa foi soh uma caminhada no Lake District, e com certeza voltaremos para as proximas. O mais legal depois disso, eh que na Inglaterra voce sempre encontra um belo Pub com Ales locais para relaxar apos a trilha! Isso nao tem preco!!! As fotos e GPS track estao no blog! http://www.tripsetracks.com/2011/10/langdale-pikes.html Ateh a proxima! Freitas www.tripsetracks.com
  5. Minha segunda trilha em UK foi pras Highlands of Scotland, um lugar que ja tinha ouvido falar e lido a respeito, e era algo tao improvavel em minhas viagens, que nunca imaginei que em tao breve estaria la. A fama eh merecida! Que lugar maravilhoso! Se vier a Europa e estiver pensando em fazer umas trilhas, considere seriamente as Highlands! Pra chegar lá voei para Glasgow e peguei um ônibus para Glencoe. A região tem muitos, mas muitos lugares pra ir, entao essa é somente uma das tantas opções. Escolhi esse lugar pois ouvi falar bem e vi que poderia fazer trilhas sem precisar me locomover de carro. A viagem de ônibus já foi linda! A paisagem vai mudando, e entao começam a aparecer algumas montanhas maiores e quando você percebe as grandes ladeiras já estão ao lado da estrada. A formação das montanhas nao parece nada que já vi antes, com enormes encostas lisas, de vegetação rasteira, que vão ate o topo dessas gigantes. Chegando em Glencoe nao sabia onde ficar, já que ficaria a partir de domingo no Glencoe Independent Hostel, mas para o sábado nao consegui vaga nenhuma via internet em nenhum lugar. Comecei a andar pela charmosa via principal da vila, parando em todos os Bed & Breakfast, até que encontrei um que, apesar de só ter quarto de casal, tinha um disponível. Paguei os £45 feliz, mesmo com a dona Ann insistindo que era muito caro pra somente 1 pessoa. Que lugar gostoso! Tulachgorm e o nome dele. No primeiro dia fiz um reconhecimento da vila, e caminhei ate o unico pub, chamado Clachaig Inn. Um pub simples, aquecido, com uma boa variedade de boas ales, e mais de 200 rotulos de uisque. A caminhada leva ao redor de 40 minutos, que fiz na chuva leve. Experimentei o tradicional Haggis and Tatties! O tradicional prato feito de coisas que voce nao tem porque querer saber, eh uma delicia! Pra resumir de forma simples (que nao reflete o devido valor), eh tipo uma bela carne moida com batata, mas saborosissimo, e bem melhor do que carne moida com batata. Estomago satisfeito era hora de voltar para o B&B. Fiz a caminhada de volta, e ja com sono por causa do voo da madrugada e as poucas horas dormidas no dia anterior, fiz apenas umas compras de lanche de trilha, chequei a previsao do tempo detalhada das montanhas e fui dormir. Acertei o cafe da manha para as 7h00, que a Ann fez com maestria! Salsichas, bacon, suco, cereal e tudo o que tinha direito! Era hora de partir pro Hostel, que fica a 15 minutos de caminhada do Pub, o que significa uma bela caminhada com mochilao nas costas. Por sorte o marido da Ann me deu carona, e preservou uma importante energia que precisaria para a trilha que estava prestes a fazer. O Glencoe Independent Hostel eh simples e bom. Como era um domingo, todos estavam de saida, e pude ficar com um quarto soh pra mim, o que foi um luxo. Todos os quartos e ambientes do Hostel tem tranca com codigo, o que garante uma boa seguranca para deixar as coisas no quarto, apesar de nao ter locker. No horario que cheguei os donos nao estavam acordados, entao deixei minha mala abandonada na recepcao, com um bilhete sobre minha reserva, e parti pra trilha! Em tese a trilha comecava bem perto do Hostel, no entanto, uma ponte que atravessa o rio ali do lado estava em manutencao, e fechada! Nada legal. Isso me custou mais 5km de caminhada para sair da estrada paralela, voltar pela estrada principal, e chegar do outro lado do rio! Cogitei arriscar uma travessia mais valente pelas pedras do rio, mas estava chovendo e escorregadio, e logo na primeira investida quase cai no chao, antes de chegar na margem, e desisti, afinal ainda estava 100% de energia pra caminhar. Contornado o rio, comecei a verdadeira trilha Sgor na h-Ulaidh. Uma pausa aqui para homenagear a organizacao desta regiao com relacao as trilhas! O site http://www.walkhighlands.co.uk/ eh uma grande biblioteca de todas as trilhas da regiao, e foi meu ponto de partida para decidir a regiao que ia e a trilha que fiz. As informacoes que eles deram da trilha, ja dizem muito sobre ela. Comecei a caminhada sozinho, mas enquanto parei para trocar as pilhas do GPS, um grupo de umas 20 pessoas me passou. Achei bom, ja que trilha sozinho nao eh a melhor das ideias. Segui proximo ao grupo ate o pe da montanha, apos uma prazerosa caminhada ao lado do rio, e naquele ponto comeca uma pesada subida de uns 700m. Demorei muito pra subir tudo, e achei bem pesadinha! Fiquei pra tras do grupo, o que mostra meu fraco preparo fisico pra subidas deste porte. Eventualmente cheguei la em cima, e pra minha tristeza a visibilidade era de uns 15 metros. Literalmente no meio das nuvens, e sem uma trilha marcada para seguir, estava andando "as cegas", seguindo apenas o GPS. Apos uma breve caminhada decidi voltar, ja que nao tinha vista, estava correndo o risco de me perder e nao tinha absolutamente ninguem na montanha. Valeu o esporte, a conquista do cume, e conhecer esse belo lugar! Espero voltar com tempo melhor! As fotos, videos e GPS track estao sempre no meu blog! http://www.tripsetracks.com/2011/10/sgor-na-h-ulaidh-glencoe-highlands-of.html Ateh a proxima! Freitas www.tripsetracks.com
  6. Obrigado Rafael! Dizem por lá que só os brasileiros gostam de ir até a Proa.. não sei porque.. mas vale a pena. Abs!!
  7. Oi Fábio, Para baixar você precisa se cadastrar no Everytrail.com Aí tem o link: "Export This Trip Please login to download KML and GPX files" Vai lá: http://www.everytrail.com/view_trip.php?trip_id=914493 Abs e boa viagem! Depois poste seu relato e fotos por aqui.. Freitas
  8. Fala pessoal, acabei de voltar do Monte Roraima, e estou postando um relato bem completinho. Para ler o relato com as imagens, videos e GPS Track, entre no blog: http://www.tripsetracks.com/2010/12/monte-roraima.html Eis que para fechar o ano fiz a mais longa caminhada que me aventurei até hoje! Uma viagem que vinha namorando há 6 anos, e por ser longe de SP, relativamente cara, e que precisa de bastante tempo pra ser realizada, veio sendo adiada até 2010. Fui com mais 2 amigos e 1 amiga para a empreitada, que aconteceu entre os dias 5 e 12 de dezembro, época que começa a ser aconselhada para se fazer a trip, por ser o período de "seca". Entre aspas porque realmente o tempo é bem maluco lá em cima... em um momento está sol, e com isso quente, mas em 30 segundos pode vir uma nuvem correndo e transformar o sol em uma névoa forte e fria, ou mesmo chuva, voltando a ser sol 1 minuto adiante. Para chegar lá partimos de SP com destino a Boa Vista (RR) pela TAM, com escala em Manaus. Chegando na madrugada do dia 4/12 em Boa Vista fomos ao hotel que havia reservado: Hotel Ideal ((95) 3224-6342 - Rua Araújo Filho, 481). Nossa reserva não estava marcada, mesmo confirmando poucas horas antes um dos quartos, mas felizmente haviam quartos sobrando. O hotel é bem simples e honesto. Tem ar condicionado (essencial!!) e o chuveiro sem aquecimento, o que é totalmente dispensável pois a água sai morna mesmo sem ele. Pagamos 60 ou 70 reais por quarto, dormimos e saímos 11h30 do dia seguinte para almoçar e seguir a viagem. Comemos no restaurante Ver o Rio, na beira do rio, e com comida mais do que excelente! Recomendado! Pegamos então um taxi para o ponto que leva para a Venezuela. Existe uma cooperativa que faz o trajeto Boa Vista - Pacaraima, ou Santa Elena de Uairén, nosso destino, por 30 reais por pessoa. A viagem leva por volta de 2h30 e por ela cruza-se a fronteira, parando para registrar a saída do Brasil, entrada na Venezuela, e depois ainda passamos pelos 3 poderes venezuelanos. Um processo mais rápido do que parece... Chegando em Santa Elena nos hospedamos no Hotel Lucrecio, que ficava em frente a nossa agência, a New Frontiers. O hotel é bem tranquilo e barato, com o imprescindível ar condicionado, e ducha elétrica. Tivemos alguns problemas com a água, mas depois o encanador arrumou.. era no hotel todo. Vale muito a [pena ficar no hotel, pois é bem localizado e confortável. Saímos pela cidadezinha, que é bem interessante, tomamos algumas cervejas (Solera Verde é a melhor), comemos uma pizza muito boa, que incluiu um ingrediente inusitado: formigas (termitas, que vem no cumache, um molho apimentado muito bom, principalmente sem as formigas! haha). Depois dormimos para começarmos a jornada no dia seguinte. 5/12 - Dia 1 Pegamos o 4x4 para Paratepui, a aldeia indígena onde se começa a trilha, chegando lá por volta do meio dia. Fizemos um almoço leve e começamos a caminhada. O primeiro dia é um sobe e desce bem leve, mas no geral descemos ao longo do trajeto de 14 km até o Rio Tek, onde passamos nossa primeira noite. Tivemos sorte com o tempo.. um sol de rachar. Chegamos ao acampamento, fomos tomar um banho no rio, que é frio, mas tranquilo, e depois jantamos, tomamos um pouco do rum que levamos e ameaçamos jogar um pouco de "dudo" mas bateu um sono. Fomos pra dura cama. Levei um isolante térmico bem vagabundo da Nautika (o mais barato do Decathlon, que eu já tinha há algum tempo http://www.arcoeflecha.com.br/p-453-Isolante-Termico-Aluminizado-6mm--Nautika.html) e voltei da viagem com a dica: invista em um isolante bom... vai fazer diferença ao longo das noites onde o chão não costuma ser macio, e muitas vezes tem inclinação e pedras bem desagradáveis abaixo. O isolante da Nautika tem a superfície de alumínio e isso faz com que seja super escorregadia no sleeping. Com uma inclinação mínima você já sofre a noite. Dia 2 Acordamos bem cedo, tomamos um café da manhã, colocamos as papetes e partimos para atravessar o Rio Tek, e 40 minutos mais pra frente, o Rio Kukenan, nome do monte vizinho ao Roraima, que embeleza a paisagem ao longo da viagem toda, com sua cachoeira de 600m de altitude. Nadamos no Rio Kukenan para dar uma última relaxada, e então subimos rumo ao acampamento base, fazendo uma parada para almoço sob forte chuva (e rápida) no meio do caminho. Chegamos ao acampamento base sob mais chuva, bem molhados e um pouco cansados, preocupados com as botas já molhadas no segundo dia. Ficamos sob uma cabana bem trash empoleirados, com as roupas penduradas pra secar (o que não aconteceu, tamanha a umidade e chuva que permaneceu por um longo tempo). Tomamos um banho em uma "piscina" próxima, apesar do frio forte... coisa de brasileiro... os gringos não tomam tantos banhos como nós. Nessa noite um episódio engraçado: a cabana trash quando anoiteceu revelou que sua palha era casa de milhares e milhares de baratinhas... parecia cena de filme quando comecei a jogar a luz no teto e ver mais e mais e mais baratas! hahaha Teve gente que não conseguiu ficar mais ali embaixo (adivinha se foi a única mulher do time?), mas elas eram inofensivas e limpas, porque ali só tem mato. A noite foi bem molhada, com umidade passando pelo chão da barraca, mas nada de grave. Amanhecemos sem chuva e prontos para a subida! Dia 3 Após o café da manhã, sempre bem reforçado, partimos para a tal subida. Neste dia que se sobre por volta de 900 metros de altura, bem íngreme, e com um visual de arrepiar de todo o paredão imenso que se coloca sempre ao nosso lado. Você sobe, sobe, sobe e ele só parece ficar maior e mais alto! Num trecho final passamos por uma espécie de cachoeira, cheia de pedras soltar e próximas a um precipício, que é de fato a parte mais sinistra do caminho.. muito bonita, com um visual maluco em meio às nuvens, com chuva (ou água que cai do paredão) e água correndo pelo chão. Após esse trecho, mais um pouco de subida e chegamos ao topo! Bem cansados, mas muito animados, soltei um belo de um grito, que foi imediatamente repreendido pela guia, que explicou que os índios acreditam que fazer isso atrai chuva e outros males.. hehe Logo que paramos para descansar entendemos um pouco melhor o clima local. À frente viamos um hotel (nome dado às cavernas onde se dorme) e o sol estava agradável, mas em 1 minuto chegou uma nuvem, um vento frio úmido e forte, e a temperatura caiu imediatamente. Muito estranho! De lá partimos para o Hotel Principal, onde passaríamos a primeira e a última noite no topo. Depois do perrengue do acampamento base, o Hotel Principal era 4 estrelas! Lugares para secar a roupa, lugar seco para todos sentarem, um visual lindo, tudo perfeito! Partimos então para um reconhecimento do local e um banho na Jacuzzi, umas piscinas lindas de cristal.. vale muito a pena o batismo por lá! Ao longo do caminho fomos conhecendo um pouco do terreno, com partes arenosas, outras parecendo brejo e muitos cristais de quartzo espalhados por todos os cantos, além de vários tipos de orquídea e algumas plantas carnívoras, a maioria endêmicas do Roraima. Banho tomado, era hora de voltar para o Hotel, comer, apreciar algumas estrelas e dormir muito. Dia 4 Ao amanhecer nossa guia Mireille começava a preparar o café, e quando ouvíamos o barulho do fogareiro aceso era hora de levantar. Dia de empacotar tudo e seguir rumo ao nosso próximo hotel, o Coati, já do lado brasileiro do Roraima, e um local pouco visitado no Monte. Dizem que somente os brasileiros gostam de fazer o tour de 7 noites, onde permanecemos 4 noites no topo. No caminho pudemos ver todo o tipo de formas nas pedras, percebendo os diversos tipos de vegetação que rolam por lá. Por mais que nas fotos pareça sempre um monte de pedra, ali em cima é sempre uma coisa diferente. Uma hora tem um tipo de planta, depois outro, em um momento tem brejos e charcos para passarmos, em outros praias de areia ou então pedras e mais pedras subindo e descendo. Um longo trecho ao lado do rio leva ao Vale dos Cristais, um local maravilhoso, com uma infinidade de cristais por todos os lados. Chegamos ao Hotel Coati, 12 km depois, bem cansados e felizes com o que viria no dia seguinte! Esse hotel é espetacular! Cheio de "salas", bem maior do que o outro, com bastante lugar pra sentar, e o melhor, ficaríamos duas noites, permitindo um dia de caminhada sem peso nas costas. O frio nesta noite estava pesadíssimo! Esperávamos o jantar semi congelados fora das barracas, tentando fazer algum tipo de movimento para se aquecer, e então, mal acabamos de engolir toda a comida, caimos na cama para dormir. No meio da madrugada, no entanto, acordamos com alguns barulhos, e percebemos nossa amiga passando mal. Algo não tinha caído bem, e ela vomitava sem parar. Para continuar as aventuras, ao acordar comecei a sentir meu estômago reclamar, e alguns momentos depois tive que correr para o "banheiro", no meio da madrugada, que ficava uns 100 metros adentro na "caverna". Naaada agradável. Dia 5 Depois dessa noite cheia de emoções, acordamos, eu e ela, sem a menor fome ou energia. Os dois embrulhados resolveram tentar comer um pouquinho para sobreviver, e fomos assim, de barriga vazia para o melhor dia de todos: conhecer o Lago Gladys e a Proa. Foi extremamente esgotante passar por esse dia. Me sentia totalmente fraco e sem fôlego, tendo que parar para beber água e descansar muitas vezes. Assim chegamos no Lago Gladys, que é incrível, onde paramos para ficar admirando por algum tempo. É legal olhar as rochas caídas dentro do lago, e perceber exatamente de onde se soltaram. De lá vimos os destroços de um helicóptero que caiu por lá há alguns anos, e seguimos para a Proa. Nossa guia trabalha ali há 12 anos, e já subiu ao Monte mais de 200 vezes, mas na Proa pude ver ela e o índio Fabian tirando fotos e comemorando como nós. Ela nunca havia ido até ali! A Proa é um lugar de difícil acesso, e até levamos corda para chegar lá, mas o Fabian encontrou alguns caminhos malucos que permitiram chegar até ali sem cordas. Um visual totalmente fantástico. Nós estávamos acima das nuvens, na beira de um precipício, com outros tepuis ao redor, em um cenário digno de uma pintura surrealista ou um filme. Almoçamos por lá (eu só consegui comer umas bolachas de maizena), descansamos, tiramos muitas fotos, e então voltamos ao Hotel Coati esgotados e felizes! Sem ter comido nada durante o dia, eu estava quase desfalecendo, e junto com a Marcela tomei um soro para reidratar. Mal consegui ver o belo pôr do sol nesse dia, e cai na cama morrendo de frio para tentar me aquecer. Achei que estava bem mal, pois o sol havia nos castigado e minha cara fervia, além de estar me sentindo morto e mal. Na hora do jantar venci a inércia e saí para comer uma sopa de lentilhas, que me deu a energia para acordar no dia seguinte me sentido bem! Dia 6 Saímos do Hotel Coati com destino ao Hotel Principal, local da primeira noite, passando pelo Ponto Triplo, a tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana Francesa, e pela Fossa, um buraco muito legal, com uma pequena cachoeira, e um caminho tortuoso e longo para se chegar lá dentro, através de uma caverna. Coisa de loco, mais uma vez! A água da Fossa é a mais gelada do Roraima! Ao menos uma vez por dia tinhamos a oportunidade de um banho, e de longe a água da Fossa é a mais gelada de todas! E olha que as outras não são nada quentes! Mesmo assim vale a experiência, afinal, quando você vai voltar ali!? À tarde chegamos novamente o Hotel Principal, e decidimos ficar por lá descansando, tomando um chá e batendo papo até o jantar, para então cair em mais uma noite de sono. Dia 7 Acordamos e decidimos subir o Maverick! O ponto mais alto do Monte Roraima, na beira do precipício. Vale totalmente a subida, e a foto abaixo dispensa os comentários. Apenas tenha certeza de subir lá, pois é fácil e rápido. Depois das fotos lá em cima voltamos para nossas malas e seguimos rumo ao acampamento do Rio Tek, onde passamos a primeira noite. Nesse dia andamos o mesmo trajeto dos 2 primeiros para subir, e no Rio Tek pudemos novamente tomar um belo banho com sabonete e shampoo, ítens proibidos lá em cima, e com temperaturas BEM mais agradáveis. As pessoas que estavam subindo pareciam sofrer um pouco no banho do Rio Tek, mas nós tomávamos banho como se estivéssemos em uma hidromassagem de hotel 6 estrelas! Dia 8 Os 14 km finais de volta a Paratepui foram bem acelerados. Em 3h30 estávamos de volta, e já sem as botas pudemos esperar o resto da turma descansando e comemorando o feito! Que bela viagem!! DICAS: - Leve uma boa capa de chuva tipo PONCHO, que você pode cobrir também a mala, para não molhar as costas dela. Levei um da Nautika, que NÃO recomendo. Péssima qualidade, rasgou na primeira usada, e depois ainda rasgou no botão.. um lixo. (http://www.arcoeflecha.com.br/p-90-Poncho-Iguazu--Nautika.html) Um amigo levou um da Quechua que era bem melhor. - Leve repelente Exposis para os dias 1, 2 e 7, quando não se está no topo. Os borrachudos são violentos. - Leve roupa de FRIO. Levei um fleece leve (50), uma "segunda pele", camiseta e anorak, e passei frio com tudo junto. Recomendo um gorro, fleece grosso, segunda pele para a perna também, e sleeping de 0-5 graus. - Fechamos o pacote com a New Frontiers. Deu tudo bem certo, mas achamos que faltou a guia ser mais animada em nos contar histórias e detalhes do Monte. Ela era muito calada, e quando passamos mal nem saiu da barraca para ver o que acontecia. - Um incidente bem desagradável no final. Ao chegarmos no hotel em Santa Elena, meu sleeping havia sumido. Eles eram levados com algumas outras coisas pelos porteadores, e não ficavamos conferindo todo dia. No último ou houve um acidente e foi esquecido no acampamento do Tek, ou foi confundido em Paratepui pela bagagem de outras pessoas, ou ainda roubado por alguém. Estou em contato com a New Frontiers para tentar receber ao menos alguma compensação, mas até agora estão tentando localizar. - Não esqueça dos papeis higiênicos, e um baby wipes também não é nada mal pra quem fica 4 dias sem poder colocar um sabonete no corpo. - Leve remédios para tudo o que é coisa. Ali em cima um probleminha pode virar um problemão. - Leve esparadrapo para bolhas, bepantol para curá-las e uma dica de um amigo maratonista: vaselina para não assar as pernas com tanto tempo caminhando. (frescura.. eu sei, mas todo mundo acabou usando, e funciona!) -Tenha um "kit"de roupa para a noite, que devem estar sempre lacradas na mala, secas. - Lembre-se que de dia sua roupa molha mesmo, e também faz um certo frio (camiseta + segunda pele + anorak foram usados simultaneamente em alguns momentos). - Bastões de caminhada são fantásticos. Nunca havia usado, mas fazem uma TREMENDA diferença na subida e descida. Os joelhos agradecem. Segue um estudo que me convenceu a levá-los: http://www.theuiaa.org/upload_area/files/1/UIAA_MedCom_Consensual_Vol11_Bastes_de_Caminhada_2008_V1-2_PT.pdf Veja as fotos, videos e baixe a GPS Track no site: hhttp://ttp://www.tripsetracks.com/2010/12/monte-roraima.html
  9. Caros, Acabei de retornar do Monte Roraima, e antes de ir li bastaaaante sobre as discussões das vantagens ou não dos bastões. Fui convencido por um estudo médico que encontrei na internet (http://www.theuiaa.org/upload_area/files/1/UIAA_MedCom_Consensual_Vol11_Bastes_de_Caminhada_2008_V1-2_PT.pdf) e comprei um par da Quechua Forclaz 500 light. Meu veredicto: fantástico. Faz uma tremenda diferença nas subidas e descidas. Na reta não vejo utilidade no uso do par. Apenas um resolve, ou mesmo ando sem, mas para subir e descer, não tem nem o que falar. Quem disse que não muda nada, provavelmente não está usando da forma correta, pois é nítida a diferença. Abs! Freitas http://www.tripsetracks.com
  10. Fui para Delfinópolis no dia 5 de setembro, e apesar de estar tudo normal para fazer as trilhas, realmente havia um foco de incêndio próximo às cachoeiras do Paraíso. O Brasil está em chamas!
  11. Fiz esta viagem já faz algum tempo, em outubro de 2008, mas acabei não postando aqui. O Pico dos Marins é o mais alto que fica inteiramente dentro do Estado de São Paulo. Ele perde para o Pico da Mina, por exemplo, que fica entre SP e Minas Gerais. O Pico tem 2420 metros de altura, e fica no município de Piquete. O acesso até o início da trilha é fácil e pode ser feito por qualquer carro. Para chegar de São Paulo até o Pico dos Marins: Dutra - Saída 51 BR 459 - Passar por Piquete e logo depois (menos de 1km) pegar a estrada José Rodrigues Ferreira à direita, para chegar à Vila do Marins. Passando o portal de Marmelópolis, logo a direita é o acampamento base. Já no acampamento base, deixe seu carro, negocie o preço com o Milton, e bata um papo com ele para conhecer melhor o que você terá pela frente. Apesar de eu ter levado o GPS para essa viagem, tinha comprado ele há menos de 1 semana, e mal sabia usar. Resultado: praticamente não usei, e o caminho tortuoso, demarcado por rochas empilhadas ou marcações bem toscas nas pedras, facilitou que nós 3 errassemos o caminho duas vezes na ida, e mais uma na volta. Recomendo levar um GPS com uma track bem feita (que não é o caso da minha), ou subir com um guia. A subida é realmente linda! A paisagem da mantiqueira vista cada vez mais do alto é de tirar o fôlego! Subimos em um dia muito quente e com muita bagagem (barraca, fogareiro, pratos e talheres, comida, água, etc..) o que dificultou muito nossa velocidade. Depois de aproximadamente 4 horas de subida e um erro, já estávamos bem cansados, e estávamos chegando nas subidas mais íngremes da aproximação do cume. Na quinta ou sexta hora, erramos o caminho novamente, em um grande charco que fica próximo ao ataque ao cume. Neste local o tempo fechou e começou a chover de leve, o que provocou um misto de calor e suor fortes sob o anorak, com muito cansaço e exaustão com o erro do caminho, que nos fez saltar de pedra em pedra no meio do charco, atolando o pé em lamas, com vegetação da nossa altura. A sensação foi de esgotamento geral. Neste ponto, tão perto do Marins, desistimos de continuar subindo e procuramos o local mais próximo para acampar: uma pedra mais plana e ampla, que cabia bem nossa barraca. O caminho tem essa peculiaridade. Quando você erra, ele é complicado de se caminhar. A vegetação entre as pedras é muito alta, por mais que não pareça, e quando você não consegue passar de uma pedra a outra, tem que entrar nessa vegetação, e passar um bom perrengue pra sair em algum lugar correto! Paramos no vale que antecede o cume, montamos a barraca e o fogareiro, arrebentados de cansados, e começamos a fazer nosso macarrão. Problema: água. Onde estacionamos não tinha água limpa. Tinham algumas passagens de água pouco corrente sobre as pedras, que tivemos que pegar com muito custo para pode fazer o macarrão, fervendo antes, para não ter muito problema. No dia seguinte viríamos descobrir um ponto de água próximo, mas com nosso erro não encontramos. Dormimos ali mesmo, no vale a beira do Marins, em uma noite incrível, com nuvens cobrindo a lua como se fosse o sol, criando sombras estranhas, depois limpava, e num instante uma massa de névoa vinha em nossa direção e cobria tudo, como se estivessemos em meio à serra na neblina. Demais! Algumas pessoas que desistiram pouco antes de nós passaram um belo perrengue nesta mesma noite. Eles estavam na área elevada, antes de nosso vale, e a noite foi de um completo vendaval, que fazia a barraca deles encostar em seus narizes durante a noite! Fica a dica: acampe no vale. Apagamos e no dia seguinte acordamos nos perguntando se deveríamos atacar o cume ou voltar, afinal, era domingo. Achamos que poderíamos levar muito tempo para subir e resolvemos não arriscar. Descemos em metade do tempo da subida, o que nos deu certo arrependimento de não ter deixado a bagagem e subido leve até o cume. Valeria a pena! Sim, voltamos sem alcançar o cume, mas com a promessa de voltar! Veja as fotos, e acesse o GPS Track com nossos erros no meu blog: http://tripsetracks.blogspot.com/2009/12/pico-dos-marins-sao-paulo.html - lá estou colocando todos os relatos de minhas viagens.
  12. Olá pessoal! Muita gente já ficou sabendo que o Parque Nacional de Itatiaia reabriu a Travessia da Serra Negra, certo? Resolvi aproveitar esse retorno para fazer a trilha! Parti com mais 4 amigos rumo à trip no dia 19/11, quinta-feira, véspera do feriado da Consciência Negra, de São Paulo. O percurso SP - Itanhandú, com viação Cometa. - R$39,58 Pernoite em Itanhandú no Hotel Terra Sul - R$30,00 com café da manhã. Ônibus para Itamonte - R$2,50 Taxi para a Pousada Alsene (Uno com 5 + o motorista) - R$50,00 Trilha Pernoite na propriedade do Sr. Anísio - R$70,00 com jantar e café da manhã. Trilha Pernoite em Maromba - R$25,00 com café da manhã. Ônibus Maromba - Resende, com ônibus de linha - R$5,40 Resende - SP, com viação Cometa - R$58,48 Observação O primeiro e importante ponto a se destacar é que existem dois caminhos para se fazer esta travessia: 1) Pela trilha que se inicia na Pousada Alsene. 2) Pela trilha que passa atrás do Pico das Agulhas Negras. Quando planejamos a viagem, não encontramos essa informação clara em nenhum lugar, o que nos fez seguir pela trilha que mais encontramos informações: via Pousada Alsene. O fato é que esta trilha é mais curta, e não passa dentro do Parque Nacional, e ao que tudo indica, também deixa de fora alguns lugares muito legais para se conhecer, como cachoeiras e o próprio Pico das Agulhas Negras. Nem preciso dizer que mesmo assim é uma beeeeela viagem! A travessia Começamos nossa jornada às 7h15, pegando o ônibus que liga Itanhandú à Itamonte. Em menos de 1 hora estavamos saindo do ônibus e perguntando aos taxistas quanto cobrariam para nos levar até "lá em cima". Um deles queria cobrar R$80,00, enquanto outro cobraria 30,00 até o pé da estrada (bolsão, algo assim...) e mais 0,70 por km rodado dali em diante, já que não sabia bem onde era a Pousada Alsene. Entramos em 5 no Uno dele, e subimos o morro! Chegando na Pousada Alsene, que está lacrada pelo Ibama, percebemos que talvez um guia estaria fazendo falta. Não sabíamos onde começava a trilha, mas o GPS nos salvou, e foi assim até o fim. Ou você leva um GPS ou contrata um guia. Essa não é uma travessia que dá pra fazer "na raça". No primeiro dia, a travessia cruza vários pontos de água, portanto é possível caminhar carregando pouca água, para minimizar o peso. A paisagem da Serra da Mantiqueira é realmente linda, com cachoeira, rios, e uma bela vegetação. Chegamos à propriedade do Sr. Anísio por volta de 12h30. Sim, muito cedo! Fizemos esse trecho em pouco mais de 3 horas, em um ritmo tranquilo, e por ser só descida, vai rápido mesmo. A Pousada Alsene fica a 2.400 metros de altitude, e neste primeiro dia descemos 1 km, que seria subido novamente no dia seguinte. No primeiro dia é só descida, mas sobe tudo no segundo... e desce novamente! O pernoite no chalé da Dona Sônia (filha do Sr. Anísio) foi tranquilo. Um chalé bem limpo, pequeno e com bastante inseto pra nos picar durante a noite (vale levar um repelente ou inseticida). Lá fizemos nosso almojanta: salada, arroz, feijão, peixe frito (truta) e farofa. Muito bom! No dia seguinte, a Subida da Misericórdia. O início da trilha do segundo dia é subida pura! Sobe-se de volta aos 2300 / 2400 metros de altitude, dando uma cansada boa logo de cara. Dali em diante é um belo trecho plano e então começa a descer até chegar em Maromba. Chegando em Maromba fomos direto à cachoeira do Escorrega, uma subida para dar a última cansada depois de 2 dias de caminhada, recompensado pelo grande escorrega nas pedras! Revigorante! Em Maromba as pousadas são bem simples e baratas. Deixamos as malas no quarto, tomamos um belo banho e fomos para nosso segundo almojanta. Esse sim, de primeiríssima qualidade! Vale a pena comer no restaurante e cachaçaria do Seu César! (não lembro o nome, mas é amarelo e você vai passar na frente) Terminamos a noite tomando cerveja no bar da praça e depois dormimos para partir rumo a Resende às 9h00 da manhã. Confira todas as fotos da viagem, o perfil de elevação e baixe o GPS TRACK no http://tripsetracks.blogspot.com/2009/11/travessia-da-serra-negra-itatiaia.html!
  13. Fui para a Serra da Canastra no final de Junho, logo que tirei minhas férias. Já havia ido uma vez a Delfinópolis, que fica próximo ao Parque Nacional e tem centenas de cachoeiras, mas não tinha conhecido o parque. Desta vez fui a São Roque de Minas, para conhecer a parte alta do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde se encontra a famosa cachoeira Casca D'Anta. Acampei no Camping da Picareta, do Sr. Francisco Chagas, o Seu Chico Chagas, um senhor extremamente simpático, que adora convidar seus hóspedes para tomar um gole de água benta (cachaça com Sassafraia) e comer um queijo Canastra em sua casa, enquanto ele conta suas histórias e impressões sobre o mundo e a natureza que abençoa sua terra. Depois de tantos goles de água benta, acabei comprando uma garrafa que o próprio Chico faz, para trazer de volta a São Paulo. Diz ele que é um ótimo remédio anti-inflamatório, e que deve-se tomar um gole antes das refeições, e antes de fazer um trilha, quando você sente a Sassafraia trabalhando no seu corpo. O camping é um grande pasto que conta com 4 chuveiros com banheiro, e mais um banheiro sem chuveiro. Já ouvi dizer que quando lota, tem muita gente lá, e imagino que o banheiro não dê conta, mas como fui fora de época, não tinha absolutamente ninguém no camping, que virou um hotel 5 estrelas! rs A região de São Roque de Minas tem muitos e muitos passeios para serem feitos, com diversas cachoeiras por toda a região. No curto tempo que fiquei, pude conhecer algumas que descrevo em meu blog (http://tripsetracks.blogspot.com). Uma coisa que me chamou a atenção e que não sabia, é que tudo por lá é feito de carro. As cachoeiras são longe umas das outras, e mesmo dentro do Parque Nacional, a locomoção é de carro. Meu Palio Adventure aguentou bem o tranco, mas tem algumas partes de estradas que são um pouco penosas. As trilhas para as cachoeiras, por este motivo, são bem fáceis e curtas, já que o carro costuma chegar perto. Se quiserem ver as fotos e baixar os GPS Tracks, acessem meu recém-criado blog! http://tripsetracks.blogspot.com Aproveitem e deixem comentários sobre o que acharam, e o que pode melhorar nele. Abs! Freitas
  14. Galera! O esquema é ir sem saber como chegar do outro lado! Imprimam o relato da Amelie e levem no bolso pra ter uma base.. mas o negócio é comprar a passagem de ida pra Sao Luis, a de volta de Fortaleza e se virar pra chegar lá na hora certa! No caminho você vai descobrindo quanto tempo tem pra ficar em cada lugar. Passei por Sao Luis, Barreirinhas e fiquei 2 dias em Caburé (vale MUITO a pena!!! é o lugar mais maravilhoso possível!!) fiquei acampado dentro de uma daquelas cabanas de pescador que ficam no meio da faixa de areia, onde a maré sobe! Tivemos sorte, pois um dia a agua invadiu TODAS as cabanas.. menos qual!? A nossa!! Sem noção.. a gte ia ficar com TUDO salgado! Tem uma foto muito boa de nossa casa ilhada.. com agua por todos os lados, na porta e nos fundos.. animal! Bom.. voltando ao assunto! Depois fomos de 4x4 e onibus pra Parnaíba (Piaui) e visitamos o Delta.. pechinchamos até a morte o preço do barco.. ficou barato! Mas ouvimos dizer que tem um passeio mais "roots" que vc vai pro meio do Mague.. deve ser bem legal! Depois fomos pra Jeri de 4x4 denovo.. sempre tentem pegar 4x4 que tá voltando pra algum lugar.. o cara faz barato pq pra ele é melhor do que nada! Pegamos um pra Jeri e ficamos lá mais 6 dias.. resumo: Caburé é o lugar mais irado da trip! Fiquem uns 3 dias lá! Jeri também é animal.. mais baladinha e tal.. estrangeiros.. bem legal!! Dicas? Email-me!
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