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Carlosfuca

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Sobre Carlosfuca

  • Data de Nascimento 09-12-1987

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  1. 7. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira Cordovil - São Jorge Nesse dia eu pretendia visitar o parque nacional pelo segundo dia, porém me veio a sensação e vontade de ir até a Fazenda Volta da Serra pra conhecer a Cachoeira Cordovil. Bom, as vezes é necessário seguir a intuição e mudar os planos, eu mesmo procuro ser flexível planejado rs! Acredito que a Chapada dos Veadeiros oferece essa gama de atrativos que pra elaborar um roteiro é necessário seguir o seu momento as vezes, pois com certeza algo ficará de fora. Portanto, não há necessidade de se afobar! Nem na barraca eu tinha dormido, adormeci na área de convivência do camping que, como falei no post anterior, é repleto de estofados e colchões. Acordei pela manhã já disposto pra mais um dia de descobertas, no dia anterior eu tinha marcado com o casal que conheci no Hostel em Cavalcante e no qual fizemos a Cachoeira Santa Barbara juntos, para irmos ao Parque fazer a trilha vermelha (Cânions e Cariocas), eles estavam no Camping Umay, indicação do Paulo que também estava no hostel Cavalcante, e quando eu estava voltando da minha trilha eu os avistei no camping, batemos um papo rápido e fechamos esse rolê, uma pena eu ter mudado de ideia depois e não peguei o contato deles pra avisar, mas enfim, deve ter dado tudo certo pra eles também. Pessoas bem legais e de uma energia daora! Agora, deixe-me ir para a caminhada (mapa: https://goo.gl/maps/14y7neMUty1u6FU39 )... 07h00 da manhã eu já estava na estrada sentido Vale da Lua que estava interditado para visita, pois estavam fazendo a busca de um menino que foi levado pela tromba d'água e até então estava desaparecido. Corri por uns 5km, de leve, na cautela e depois passei a caminhar. Tudo isso eu fazia pela ciclofaixa da rodovia. São Jorge assim como Cavalcante, é forrado de montanhas bem do tipo chapadão mesmo, eu acho isso muito louco, por mais que muitas vezes eu foque nas fotos de cachoeira, é bom saber que a natureza como um todo é um espetáculo imenso! Na real, é normal faltar muitas coisas no meu relato, pois não dá pra descrever tudo assim, até daria mas ficaria prolixo, no caminho a gente vai tomando ciência de diversas histórias, são várias observações, várias pessoas e cada ser tem uma história, isso é muito louco da vida. Você já parou pra pensar nisso? Que cada pessoa tem seu tempo e seu espaço? Essa foi a viagem mais mochileira que fiz no meu ponto de vista, só encontrei pessoas incríveis, e por mais de boa que sejamos, o momento atual parece não nos reservar essa troca com diversidade e de poder compreender a trajetória e escolhas de outra pessoa. O acesso à Fazenda Volta da Serra fica distante 8km de São Jorge, virei à direita e andei por mais 3km até chegar na sede. Lá, eu paguei uma quantia de R$30,00 pra acessar as trilhas. Eu tava na intenção de comer algo quente pro almoço, mas naquele dia não teria nada, então comprei alguns doces e salgadinhos. Fui informado que por questões de segurança seria melhor eu não trilhar sozinho. Bom, com o acontecido no Vale da Lua, estamos todos apreensivos. Eu disse ok, aguardei por uns 20 minutos e veio um casal de Goiânia. Não preciso nem dizer que as meninas eram incríveis e super gente boa, foi uma baita vivência trilhar com elas e fomos num apoio mutuo, foi dez. A gente não trocou contato, mas bem que poderíamos, pois a vibe de viagem delas e bem de boa! Por bem dizer, a Cachoeira que compensou mesmo foi a do Cordovil, vá nela como obrigação se for visitar a fazenda, pois a outras quedas e poços são bons e tal, mas com o padrão chapada dos veadeiros a gente quer sempre mais rs. Costumei dizer pra muita gente que a chapada iria me deixar mal acostumado e por vezes eu pensava, como será quando eu voltar pra casa? rs. No total foram bem uns 10km de trilha, ida e volta, e o cansaço já batia na volta. De passos curtos e com paciência chegamos na sede bem. Ainda peguei carona com as meninas até a estrada, elas queriam me deixar em São Jorge e eu insisti que não precisava, pois elas iriam aproveitar outro atrativo e com isso poderia atrasá-las. Logo quando eu desci do carro delas, no primeiro caminhão que passou consegui uma carona até a entrada da vila. Era então só me alimentar e descansar. Vou encerrar aqui essa jornada de textos breves e com algumas fotos sobre meu mochilão pela Chapada dos Veadeiros em Goiás. Não vou fazer aquele final de novela do tipo, NOSSA! Mas enfim, eu ainda tenho em mente continuar a mochilada. Por enquanto, acabei pousando por um tempo em São Thomé das Letras. O vento soprou pra cá, outro lugar loko, E a vida segue. Qualquer coisa que eu puder somar é só dar um salve! Pé de Natureza. (cachu rodeador) (Cachoeira do encontro) Fim!!!
  2. 6. Chapada dos Veadeiros: Saltos, Parque Nacional - São Jorge Chegou o dia de me despedir de Cavalcante após duas noites no Hostel e Camping Cavalcante, o destino próximo seria a Vila de São Jorge em Alto do Paraíso. Ainda de ônibus como transporte, acordei antes das 05h da manhã, fui pro ponto de ônibus pra esperar o das 05h20, sendo aquela linha nova de Cavalcante que, de acordo com o cobrador, é uma rota que veio pra ficar. Vale lembrar que o busão sai da Rodoviária de Cavalcante uma vez por dia sentido Brasilia, horário único das 05h20, valor de R$20,00 até Alto do Paraíso. Um papo bem legal eu tive com uma senhora muito atenciosa e bem receptiva que estava no ponto de ônibus com seu filho e sua nora. Ela me contou várias histórias e eu me senti muito bem com isso, sinal que eu inspirei confiança pra ela. Com isso, fiquei sabendo dos principais acontecimentos de Cavalcante, de como ela foi morar lá e como criou os filhos. Soube até que, naquele dia, tinha sido decretado feriado em Cavalcante devido o falecimento de uma política muito próxima do povo e que ajudava muita gente. Alguns minutos depois eu embarquei no busão depois de me despedir dela. Um pouco depois das 07h00 da manhã eu já estava próximo ao portal da cidade de Alto Paraíso e sentido São Jorge, parei no ponto de carona e era hora de conseguir uma. Após uns 40 minutos consegui, foi um rapaz gente boa que estava a caminho do Parque Nacional para fazer estágio de guia turístico. Maior vibe! Ao chegar na Vila de São Jorge, depois de uns 36km, o meu objetivo do dia era ir ao Parque também, mas antes eu teria que procurar um camping. O Paulo, amigo do hostel em Cavalcante, me indicou o Camping Umay, porém além de não encontrar o mesmo, a vila estava bem vazia ainda e a maioria dos campings fechados. O Taiuá Ambiental estava aberto e lá já fiz o check in. Paguei R$40,00 a diária, um pouco a mais do que tinha previsto na média de R$25,00. Foi bom da mesma forma, um camping muito bem estruturado, funcionários atenciosos e regras de boa convivência para serem seguidas. O diferencial pra mim foi com certeza o diversos espaços de descanso com pufs, colchões, cadeiras, enfim. Super tranquilo! Pra se ter uma ideia, nem na barraca eu dormi durante as duas diárias. Com o dia ainda todo livre e barraca montada, lá fui eu pro Parque Nacional, distante um pouco mais de 1km do camping. Após assistir um vídeo de consciência ambiental no parque e ouvir as instruções dos monitores, eis que as 10h15 começo minha caminhada pelo Parque Chapada dos Veadeiros, a trilha escolhida foi a amarela, que contêm os dois Saltos como atrativos, além do Carrossel e das corredeiras. Ah a entrada é paga agora, para brasileiros um valor de R$18,00. Com trilhas autoguiadas, conservadas e com marcações muito bem feitas, segui numa boa por este pedaço de paraíso. A ida nessa trilha a gente perde altitude, tudo isso mostrado nos painéis na entrada. Sem maiores dificuldades, muito empolgado e com um pouco mais de 4km caminhados, cheguei no Salto 120, é um mirante belíssimo, porém deixei-o pra volta e parti rumo ao Salto 80. Nossa, que show! Essa foi a sensação quando avistei a Cachoeira Salto 80. Foi incrível e surpreendente, ali eu vi que a chapada dos veadeiros é mágica de fato. Aquela sensação boa transbordou sobre mim que acredito que até escoou naquelas águas gélidas e constantes. Assim fui pra sessão de fotos. Depois, veio uma chuvinha de leve enquanto eu estava descansando deitado sobre um rocha que era ligeiramente inclinada fazendo com que minhas perna ficassem pro ar. Mais uma vez, me falta palavra pra descrever com exatidão tudo aquilo, mas voltei pro Salto 120 e ali contemplei mais um pouco. Meio anestesiado, adiante, finalizei a travessia da trilha amarela, passando ainda pelo Carrossel e pelas corredeiras. É preciso reafirmar que a ida ao Parque é crucial na Chapada dos Veadeiros? Só vai! É nois!!! Site do Parna: http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/ Fotos: (orientação) (Salto 80 - loko) (opre, eu aí) (nadando) (mirante lokoo) (Selfie) (Carrossel) (corredeira) (acessibilidade)
  3. 5. Chapada dos Veadeiros: Fazenda Veredas - Cavalcante Cedo, mais uma vez eu me levantei, no dia de hoje o plano é conhecer as cachoeiras veredas que ficam uns 8km distante do Hostel Cavalcante em que eu estava. A resenha seria a mesma, praticar uma corrida na ida por uns 5km e depois continuar na caminhada. Porém, antes de ir, pude trocar umas ideias com o Paulo, hospede também do hostel e uma pessoa bastante viajada, diria um maluco que com seu carro desbrava o mundão, sobretudo a América Latina. Bem bacana trombar pessoas assim, muitas histórias pude ouvir e me inspirar. Papo vai e papo vem, eis que saio pro meu rolê lá pelas 10h00. Nada que comprometesse o planejamento, apenas o sol que estava um pouco mais forte nesse horário. No entanto, antes o sol do que a chuva nesse momento. Subi a rua do camping e logo virei à direita, segui direto e no final dessa estradinha eu me tornei pra esquerda, acessando então a Estrada Colinas, diretão. Vou deixar o link do caminho traçado pelo google maps e que eu fiz uns prints. Mapa: https://goo.gl/maps/VTiaAwNvEcSY6BGJ8 Site: http://pousadafazendaveredas.com.br/ Era uma quarta-feira, na estrada não se passava ninguém, apenas via algumas chácaras e propriedades RPPN. Algumas subidas e descidas foram deixadas pra trás. E continuei numa boa comendo poeira. Por volta das 11h30 eu cheguei na sede da fazenda, uma senhora me atendeu, me concedeu um mapa e paguei R$25,00 pra adentrar nas cachoeiras. São mais 3km até o inicio da trilha e quem estiver de carro consegue poupar esse trecho de caminhada. São 7 cachoeiras espalhadas entre duas trilhas principais, uma dará na Cachoeira Veredas, mas eu segui a trilha que levava até Véu de Noiva. Sendo assim, passei primeiro na Cachoeira Veredinhas, que fica entre um paredão ou cânion e não é muito segura pra banho. Depois parti para o Poço Encantado, essa sim é uma linda queda apropriada pra se banhar de forma mais segura. Adiante, fui pra Toca do Lobo, lá a trilha tava um pouco confusa e na real vi a cachoeira só por cima mesmo e assim fui seguir para a Véu de Noiva, distante 6km da sede e foi lá que fiz minha pausa mais longa. Eu já estava com sinais de cansaço, pois até então já tinha caminhado uns 13km. Porém, me revigorei nas águas da Véu de Noiva do Veredas. A chuva ameaçava vir bem forte, mas ela veio de leve e por pouco tempo, nada que tornasse a trilha perigosa. Voltei para a sede com passos leves, bem numa boa e cadenciando as energias. Quando terminei já pedi um misto quente e uma porção de peixes pra fazer uma reposição. No finalmente ainda se tinha uns 8km, acredito que depois de uns 30 minutos andando uma moça me ofereceu uma carona e num instante eu já estava na bifurcação a 1km do camping. Salvou de verdade, ainda fui na caçamba tomando um vento legal no rosto. A dica que fica é que, se for passar uns dias em Cavalcante vale a pena ir nesse complexo de cachoeiras, mas a ida pra Cavalcante deve incluir a Cachoeira Santa Barbara como prioridade! Até mais!!! (Cânion veredinha) (muito cuidado!) (Cachoeira Veredinhas) (Poço Encantado de boa) (Cachoeira Véu de Noiva!)
  4. 4. Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Santa Barbara e Capivara - Quilombo Kalunga Na segunda-feira, 09/12/2019, foi o dia em que eu iria pra Cavalcante, marcando assim minha saída do Camping Girassóis, que além de ter sido uma boa estadia, lá eu soube que a uma semana está operando uma linha de ônibus até Cavalcante por R$20,00. Com isso facilitou minha ida. Após muito conversar com a BellKalunga, decidi me hospedar no Hostel e Camping Cavalcante, pois eu havia combinado de rachar a gasolina com ela pra ir até o Engenho II no dia seguinte, povoado onde se encontra a queda top, a Santa Barbara. Mapa: https://goo.gl/maps/5FoTBp3mNw8FFPTW7 Vale dizer: horário do ônibus -Alto Paraíso x Cavalcante 16h30 - R$20 - único horário por dia - Cavalcante x Alto Paraíso 05h20, horário por dia também. Numa viagem de 90km de Alto Paraíso até Cavalcante e passando por Teresina de Goiás, cheguei as 18h10 no hostel. Logo foi-me apresentado um casal do Rio de Janeiro que tinha planos de ir até a famosa Cachoeira Santa Barbara. Sendo assim, me interessei e disse que ajudava a dividir o guia e a gasosa. Pronto, assim mudei meu roteiro na hora. A intenção inicial era ir com a Bell e voltar na caminhada os 27km, lógico que eu iria acampar no Kalunga, com a mudança o rolê seria de um dia, e mesmo assim foi uma experiência riquíssima. Eu estava em contato com um guia, o Sr Elias Maia, que foi muito prestativo com nosso grupo (a essa altura éramos 6) e ele possui vasta experiencia na região, não pra menos ele foi nascido e criado no Kalunga, além de ser uma pessoa carismática, assim passou uma imagem maravilhosa das vidas no Quilombo Kalunga. Nos falou dos saberes tradicionais e ancestrais, da vida no campo, de saúde, alimentação, plantas, animais, de família, enfim nos preencheu de sabedoria e conhecimento. Tudo isso, somado com a beleza e diversidade da natureza do local, é de tornar um destino imprescindível numa viagem para a chapada dos veadeiros. As vezes não curto muito essa de rotular o que se deve ou não fazer, porém se não relatassem que esse era um atrativo obrigatório, talvez eu nem iria pela dificuldade de acesso pra quem tá à pé e sozinho ainda. Mas deu tudo certo. Quem está de carro não precisa agendar previamente o guia, basta chegar no C.A.T engenho 2 que lá terá guias de prontidão. A entrada pra Santa Barbara está R$20,00 e em seguida fomos até a Cachoeira Capivara, R$10,00. É bom reservar o dia todo pra fazer o passeio, existe algumas trilhas para se fazer e também um transporte de pickup do próprio Quilombo, sendo r$10,00 ida e volta. Em alta temporada é bom chegar cedo, pois, por motivos de preservação da natureza, tem limite de visitantes e também do tempo de permanência na Santa Barbara. Eu já falei que lá é um verdadeiro paraíso? Se sim, volto a repetir rs. E até que fotos sejam postas, fica o breve relato. (Barbarinha) (Cachoeira Santa Barbara) (Banho merecido) (Paz!) (Trilhando, o guia) (Cachoeira Capivara) (outro ângulo) (peixe, jacaré ou cobra?)
  5. 3. Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Anjos e Arcanjos - Moinho (Foto: Cachoeira Arcanjos - Fazenda Solarion) Mapa: https://goo.gl/maps/93fHUcNbAJ8uZBMj9 Dia 08/12/19, às 07h00, lá estou eu passando pela avenida principal Ary Valadão Filho, mas dessa vez seguindo para a Av João Bernades Rabêlo até sair na GO-239, essa que é uma estrada de terra, que possui algumas descidas e subidas, e um dos lugares que se dá acesso é ao Povoado do Moinho. Desse povoado a intenção era ir até a Fazenda Solarion, onde se tem pelo menos duas cachoeiras que valem bem a visita: Cachoeira Arcanjos e a Anjos. Dessa vez o sol tava exposto de fato, algumas nuvens no céu que nem quiseram se intrometer no raio em que o sol imperava, mas mesmo assim empreendi uma corrida de leve por uns 40 minutos. Bom, de caminhada me aguardava pelo menos umas 2 horas e 40 minutos e assim com esse pequeno cooper eu já pude poupar uns 20 minutos. Enfim, uma breve conta só pra exemplificar. Subidas e descidas, depois consegue-se avistar boa parte da chapada de forma panorâmica, nesse horário só se passaram dois carros, devia ser umas 08h15. Fui me guiando pelos prints do celular que eu havia feito do trajeto traçado pelo google maps. No geral não teve muita bifurcação duvidosa, levando em consideração que se tinha placas em duas delas. Apesar dessa sinalização acontecer em um espaço longo, ou seja, fica-se seguindo bastante tempo sem indicação, mas enfim, é bom ir com um mapa. Passados um pouco das 09h20 cheguei no Hostel Moinho que eu tinha como referência. Lá eu perguntei se servia café da manhã, um moço solicito me informou uma vendinha mais acima na rua e perto do ginásio. Ao chegar nessa vendinha tava fechada, mas foi bom eu ter ido lá, pois ao lado já encomendei um almoço caseiro da dona Conceição, quem me atendeu foi um senhor e lá já me ofereceu um cafézin com pão. Almoço marcado pras 13h. Logo depois vi a Associação Quilombola de Moinho e também a casa da Flor, só passei em frente, no entanto foi interessante pois eu havia assistido um documentário no qual ela era protagonista. Flor do Moinho, o doc. Segui caminho pra Fazenda Solarion e as 10h00 já tô batendo um papo com o dono que é Suíço. De cara ele se surpreendeu pelo fato de eu ter ido à pé. Ele foi bem receptivo e após explicar as trilhas eu continuei a caminhada. Primeiro fui na Cachoeira Arcanjos. Estava muito bom lá. O sol batia bem de frente com a queda, impossível não ter a vontade de entrar na água, bastou encontrar um lugar seguro pra banho e lá eu fui. Tinha apenas um grupo, e um casal na borda direita da cachu. Eu permaneci na esquerda. Vale a pena hein! Adiante, depois de relaxar bastante, segui pra Cachoeira dos Anjos. Nesse momento o tempo estava se fechando aos poucos, assim eu estava sempre atento ao nível do rio. A minha parada em Anjos foi mais breve, mas valeu muito a ida até lá. Gostei muito da sensação. Rolê ótimo até então, bora almoçar! Que comida deliciosa, parecia que estava comendo na minha casa de tão familiar que era o tempero, enquanto isso a chuva veio de leve pra refrescar o dia e fazendo subir aquele cheirinho bom de chuva. Agora, hora de encarar a volta e não deu uma hora de caminhada eu consegui uma carona, advinha quem? O casal que estava no lado direito da cachu, cariocas foram super gente boa, e assim eu desembarquei próximo ao centro. E já de volta pro camping foi só me ajeitar pra descansar!!! Mais um dia lindo nas Chapadas dos Veadeiros em Goiás!!! Até mais! (visual no caminho) (portal na fazenda) (informação) (Arcanjos!!!) (quem sabe nadar?) (Anjos!!!) (mais de longe - Anjos!)
  6. 2. Chapada dos Veadeiros: Cachoeiras Almécegas I, II e São Bento. (Foto: Almécegas I - Fazenda São Bento) Mapa: https://goo.gl/maps/yE9tuBWpev8LSW4x8 Antes de mais nada, devo ressaltar a tarde agradável que foi do dia anterior, vários papos bem pra frente que a Roberta, dona do Camping Girassóis, proporcionou deixando a estádia bem mais harmoniosa! Não tem como deixar de falar que a acomodação é de grande importância numa viagem, seja qualquer tipo de viagem que for. E o Camping Girassóis fez total diferença para que minha estadia em Alto Paraíso fosse ótima. Além da receptividade, o camping conta com cozinha coletiva, banheiros limpos, artes e artesanatos para todo lado, diversas árvores frutíferas, wifi perfeito em toda extensão, luzes personalizadas, localização bem central em Alto Paraíso e muito mais, enfim deixarei o link da página do camping e tá mais que indicado. Dá pra observar o Tucano de bico amarelo, as Araras Canindé, etc. https://m.facebook.com/campinggirassois/?locale2=pt_BR https://www.instagram.com/girassoiscamping/ Hoje, referente ao dia 07/12/19, parti as 06h45 rumo a estrada que liga São Jorge (GO-239) para seguir até a Fazenda São Bento onde se tem três cachoeiras boas para se visitar, Almécegas I e II; e São Bento. O atrativo do dia era esse, pra curtir sem muita pressa e também aproveitar mais um dia de exercício. Como na minha ida para as Cachoeiras dos Cristais, nessa eu também fui à pé. Na real comecei correndo, foi bem uns 8km e mais 2km de caminhada. Dei até uma relativa forçada pois sou acostumado a correr no máximo 7km, mas o ambiente estava bem favorável continuei numa boa. Com isso, ainda não tinha batido as 8h e eu já estava na entrada do parque. A Fazenda é grande, logo no guichê de entrada tem um coffee shop, mais adiante um restaurante (no caso não fui ao restaurante). Paguei R$40,00 para visitar as 3 cachoeiras. E aconselhável ir na Almécegas 1 primeiro pois é a mais top de todas. Da entrada tem mais 3km e pode ir de carro pra depois do estacionamento trilhar 800 metros. Na volta pro estacionamento se dobra à esquerda pra ir na Almécegas 2. Mais 1,8km de estradinha e depois 300 metros de trilha. Bem lindas e bem de boa para chegar. As fotos, por mais que não consigam demonstrar de fato a sensação toda, ajuda a descrever o que são essas maravilhas. A Cachoeira São Bento eu visitei por último e ela está do lado da portaria da fazenda, 300 metros de trilha e já chega em mais uma queda!!! É tudo tão tranquilo que vale muito a pena ir pra contemplar e relaxar. Como eu tava a pé deu um tom de aventura também. É importante notar que o volume de água é forte nas três, pelo menos nessa época, e como eu não costumo nadar (pra não dizer que não sei rs) tomei muito cuidado pra me banhar, me afastei um pouco das quedas. E de fato está chovendo algumas partes do dia, então em caso de chuva sair imediatamente da cachoeira. Além disso, é bom ficar atento ao nível do rio, pois as vezes chove em outro ponto e fica perigoso da mesma forma. Quem não tá muito familiarizado com isso contrate um guia local, a experiência será bem mais enriquecedora. Na volta fiz à pé também, ia pegar carona mas quando coloquei o fone no ouvido bateu uma vibe que voltei ouvindo e cantando uns sons haha. Vale lembrar que é uma estrada com ciclofaixa, sensacional. A bike então é uma ótima pedida pra esse atrativo. Distante apenas 10km do centro de Alto Paraíso. É nóis!! Quando eu descarregar as fotos já posto e tbem edito melhor alguma info. Tô no rolê! (GO-239 sentido São Jorge ) (Mirante Almécegas I) (um pouco mais de perto) (agora na base) (Almécegas II) (Cachoeira São Bento) (Portal da Chapada - Nave Louca!)
  7. 1. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira dos Cristais + chegada em Goiás (Foto: Cachoeira Véu de Noiva - Fazenda dos Cristais) Mapa: https://goo.gl/maps/B6fUo5G4PnNs5Snh6 Acordei um pouco antes das 6h da manhã, dormi bem, estava cansado da viagem de ônibus de São Paulo até Alto Paraíso- Goias. Hoje é dia 06 de dezembro de 2019, o dia amanheceu nublado e o sol aparecia vez em quando bem tímido. Assim, apenas preparei o que eu iria levar, pois o destino do dia prometia: Cachoeiras dos Cristais. Dar inicio de vez às visitas pras cachoeiras da Chapada dos Veadeiros. Com a carteira, câmera fotográfica, celular e chave numa sacolinha, eis que as 06h40 comecei minha caminhada rumo a GO-110. Saí a rua do Camping Girassóis, dobrei à esquerda na Av Ary Valadão Filho pra, já no portal da cidade, tomar à direita na rodovia GO-110. A partir de então me pus a fazer uma corrida de leve num trajeto de 5km por essa rodovia, na maioria do trecho a estrada permanece reta, mas não plana. Também nada de aclives e declives acentuados. Com uma paisagem bem bonita do cerrado brasileiro, as 07h30 me deparo com a placa indicando Fazenda Cachoeira dos Cristais, só seguir mais 3km à direita, numa estrada de terra, daí então volto a caminhar, bem suave e reparando cada detalhe que posso pelos meus sentidos. Devagar também porque o local abre as 08h00 ainda. Observando os besouros, as abelhas, os lagartinhos, as folhas, as flores, as árvores, os pássaros, as formigas, a terra, os morros, eis que as 08h10 apresentei na portaria, um senhor me atendeu, seu Chiquinho, e como a lanchonete ainda não estava aberta fui direto pras cachoeiras. São varias, muitas de verdade, porém segui direto até a última que é a Véu de Noiva e na volta fui parando nas outras. A trilha até a Véu de Noiva é de 400 metros e essa queda é simplesmente encantadora, o sol ainda meio tímido ajudava a reluzir a beleza contida nessa parte do paraíso. Após muito descansar e curtir numa boa, comecei a subir para as outras quedas, são lindas também, uma perto da outra. Realmente aqui tem muitas opções para todos os gostos e disposições. As 10h30 a chuva veio nos acompanhar e então foi a deixa pra eu comer os deliciosos pasteis da lanchonete (pedi Frango com pequi e de Marguerita) e tomar uma saudável jarra de suco de laranja. Agora estou escrevendo num papel, os pingos caem leve na grama e na terra, minha cobertura é um quiosque de palha, o apoio para o papel é uma mesa de madeira envernizada, do meu lado um redeiro. Alguns trovões anunciam chuvas para as próximas horas. Como cheguei em Alto Paraíso - Goiás (Chapada dos Veadeiros) No terminal Rodoviário Tietê em São Paulo, embarquei (as 18h - 04/12) num busão pra Brasilia pela viação Real Expresso, preço R$159,00. Cheguei na Rodoviaria Interestadual de Brasilia as 10h30 (05/12), portanto perdi o ônibus das 10h que opera de Brasilia até Alto Paraíso, o próximo só viria as 19h (R$45,00). Bom, pensei em procurar carona e também pensei em pegar metrô e conhecer a cidade, mas no caminho do metro, que é logo do lado a rodoviária, uma quentinha me chamou por R$09,00, então almocei ali mesmo e depois voltei pra esperar no espaço VIP da Real Expresso, daí já aproveitei pra entrar em contato com familiares e amigos, além de avisar a dona do Camping que eu estava a caminho e iria chegar umas 23h00. Fui recebido na rodoviária de Alto Paraíso que está bem próxima do Camping dos Girassóis, armei a barraca e fui dormir... Estou em paz, depois eu volto por aqui. E com fotos. Pédenatureza!!! Página facebook: https://m.facebook.com/campingecachoeiradoscristais/?locale2=pt_BR
  8. Iae Vinicius, tranquilo? Daora que vc é do Graja, tmj!!! Então, eu creio que a trilha é um pouco estreita pra subir de moto, Ainda levando em consideração que faz uns anos já esse relato e não tô muito por dentro da situação da trilha, mas me lembro bem que para bike já era no limite. No entanto, vc pode deixar a moto na Fazenda de referência e subir na caminhada.
  9. Parte 10: Museu do Apartheid + finalização Cheguei no aeroporto Oliver Tambo novamente, e agora para completar o último trecho do mochilão, os dias finais da viagem ou se preferir o capitulo derradeiro do meu relato. Agora para entender um pouco da dimensão do apartheid vou deixar um trecho do livro 'Zenzele: Uma carta para a minha filha' de J. Nozipo Maraíre. No contexto da independência de Zimbábue. (...) Para você e talvez para os estrangeiros, Zimbábue não passa de um nome que corresponde a algumas fronteiras geográficas aleatórias. Um substantivo como manga, caneta ou carro.Mas para mim é diferente. A Rodésia era para mim um país proibido, um centro de lazer do homem branco. Havia casas enormes, escolas imaculadas, parques de safári e clubes urbanos, mas eu não podia entrar nesses lugares por causa de minha cor. Sempre estava de fora, olhando para dentro, almejando e imaginando: como será isso? Que sabor tem aquilo? E, a não ser depois de anos de carnificina e tumulto, não fazia ideia de como podia ser doce a vida nestas paragens. Quem poderia saber que havia leite e mel ao alcance de mão, bem aqui, em meu próprio país? Jamais esquecerei o dia em que me detive, paralisada, numa calçada da cidade, enquanto retiravam da prefeitura as horríveis e proibitivas letras de Rodésia, substituindo-as, uma a uma, pelas do nome que me deu as chaves para o reino de meu país. Eu habitei a Rodésia, mas é no Zimbábue que vivo. Você é jovem demais para avaliar as cicatrizes de anos de exclusão e por isso não consegue ver que cada letra deste precioso nome encerra uma promessa. Este nome me garante que eu posso entrar legalmente em qualquer loja, qualquer escritório, qualquer hotel, qualquer restaurante; que posso andar de cabeça erguida, como me aprouver; me diz que posso usufruir como qualquer outra pessoa da beleza de seus campos e rios e, acima de tudo, que posso dispor de um pedaço de terra para mim e para meus filhos.(...) Apesar de eu não ter escrito nos mínimos detalhes toda a minha experiência e realização, acredito ter deixado um aspecto positivo no relato, que foi de fato a sensação que tive, a que tenho e acredito que terei por muito mais tempo. Por um lado tudo passa, de certa forma, rápido, além de meu momento pessoal ter influenciado um pouco no sentido de ter caído a ficha tarde no que diz respeito ao pisar em África. Por outro lado, gostaria de poder ter mais tempo para aprender e interagir mais com as irmãs e os irmãos africanos. Agora, de fato o meu contato com os outros viajantes (eua e europa) foi pouco, apenas o básico devido o meu objetivo na viagem. E porque nesse caso especifico as experiências seriam outras e não confluentes, a exemplo de uma visita no vilarejo em Lesoto, que remeteu sentidos completamente diferentes do mesmo momento. Assim foi com Soweto também. Aproveitando que falei de Soweto vai aí talvez a minha primeira advertência negativa de um passeio. No caso aconselho não fazer o Soweto Day Tour pelo Curiosity Backpakers de Joanesburgo. Apesar de eles terem projetos sociais em Soweto e prestarem um bom atendimento, eu encarei como uma experiência artificial, há pontos a se passar que foram bem por cima. A exemplo da casa do Nelson Mandela. Ou no local de homenagem ao Hector Peterson que vale uma ida descompromissada de um tour muito guiado. E adentrar a comunidade de Soweto por conta própria. Isso pode ser mais dificultoso pra quem não esteja de carro ou talvez não fale muito o inglês. Mas tem outro fator que é a questão de segurança que o próprio hostel alerta. Meu roteiro em Joburgo - táxi do aeroporto até o hostel curiosity backpackers, tá aí o que acredito ter sido uma segunda 'bica' na viagem, a primeira foi no caminho pra Zâmbia na troca do dinheiro e por segundo o preço do táxi (tendo em vista que eu havia planejado usar transporte público), ambas foram no aeroporto de joanesburgo (Oliver Tambo), mas em momentos diferentes. Logo quando desembarquei do voo Livingstone até Joburgo, pedi uma informação e uma funcionária do aeroporto que me convenceu em ir de táxi devido a dificuldade de locomoção e facilitaria a segurança. Talvez se eu não fosse chorão, eu estaria agradecendo o informe ao invés de dizer que foi uma bica rs. Já que deu tudo certo. Preço do táxi = 435 Rands. - 3 noites no Hostel Curiosiy Primeiro dia foi a chegada Segundo foi o Day Tour em Soweto + Museu do Apharteid Terceiro dia foi ida ao Museu da Africa e andarilhada pelo centro de Joburgo. Gastos 705 Rands. Dia 26/07/2017, vigésimo segundo dia de mochilhão e a volta para São Paulo. Museu do Apartheid "O racismo não implica apenas a exclusão de uma raça por outra - ele sempre pressupõe que a exclusão se faz para fins de dominação" Steve Biko Palco de uma memória desagradável na história da África do Sul (não necessariamente do passado), o apartheid foi oficializado em 1948 com a ascensão do Partido Nacional no poder. Vale lembrar que os brancos eram minoria nesse pais, e ampliando a visão, são minoria no mundo. O museu emociona pelo grande acervo e detalhes sobre esse período e também sobre as pessoas guerreiras e lutadoras que resistiram em prol de suas humanidades. A entrada se assemelha ao regime, pois expuseram já no acesso a segregação: uma catraca pra brancos e outra para não brancos. Seria, também, hipocrisia da minha parte me estender acerca do racismo sul africano sem nem fazer um paralelo com o Brasil e refletir o quão racista o Brasil é, que mantem nas suas estruturas a segregação e a discriminação mesmo sem ter oficializado nas leis. Como não vou me debruçar nem lá nem cá, haja vista que procurei mesclar um pouco de história no relato anteriormente. Sei também que é uma pauta extremamente necessária e que demandaria um artigo completo só pra começar. Vou finalizar por aqui, deixarei os principais gastos abaixo e também algumas músicas nesse contexto. Até a próxima!!! - passagem ida: são paulo --> cape town / volta: joasnesburgo ---> São Paulo = R$1961,91 - Transporte do aeroporto até o centro de Cape Toen = 115 Rands - Hostel Two Oceans- 5 noites = 750 rands - Adaptador de tomada = 50 Rands - Almoço 100 Rands - Carga bilhete Mycity = 50 Rands - Gasto com BazBus = 2725 Rands - Hostel Jikeleza em Port Elisabeth - 160 Rands uma noite - Hostel Curiosity em Durban = 360 Rands - Alimentação = 150 Rands - Drakensberg Amphitheatre Hostel = 3440 RAnds - Passagem Joanesburgo ---> Zâmbia = R$950,00 (ida e volta) - Visto multi entry Zâmbia/Zimbabue = U$D50 - Táxi do aeroporto até o hostel = U$D 15 - Zinga Hostel - 4 noites = U$D40 - Parque Zâmbia Cataratas Victoria = U$D20 - Parque Zimbábue Cataratas Victoria = U$D30 - Chobe Safari Botsuana= U$D180 - Táxi Aeroporto --> Hostel Curiosity Joburgo = 435 Rands - 3 noites curiosity + day tour = 705 Rands - Souvenirs = R$300 - Livros = R$200
  10. Parte 9: Chobe Safari em Botsuana Agora já vou pro meu 4º dia em Zâmbia, sendo assim, representa também o 18º dia do mochilão. A proposta dessa data foi o Safari em Botsuana no Chobe Park! Não podia de faltar a ida em um Safári, o escolhido foi o Chobe Park, que é o terceiro maior de Botsuana e possui uma grande diversidade de animais. O tour eu fechei no próprio hostel Zinga pelo preço de U$D180,00 (cento e oitenta dólares). Consistia de um transfer até a fronteira Zâmbia/Botsuana, do tour de barco pelo Rio Chobe, pelo almoço (self service) e depois o Game Drive num 4x4. E assim se fez mais um belo dia de aventura junto com a sensação indescritível de ver os bichos vivendo no seu habitat livres. Entre impalas, crocodilos, vários elefantes, aves, hipopótamos, leoa, búfalos, girafas, zebras, etc. Se fez um valoroso passeio. Desse trecho falarei menos e deixarei as fotos...
  11. Olá Bre Ramos. Obrigado pelo retorno. Bom, eu gastei por volta de R$6000,00. Depois mais abaixo deixarei uma lista dos principais gastos!
  12. Aqui vou continuar minha jornada pela África Austral após ter passado cinco dias em Nothern Drakensberg Dia 18/07/17 - 14º dia de viagem Viagem de van basbuz de Drakensberg até Joanesburgo, fiquei num hostel próximo do aeroporto Oliver Tambo, pois no dia seguinte iria pra Zâmbia. Dia 19/07/17 Viagem de avião de Joanesburgo até Livingstone em Zâmbia Ao chegar andei pela cidade, povo muito acolhedor. Fiquei no Hostel Zinga Backpackers. Preço da Passagem pela British Airways = R$950,00 (ida e volta) Eis que deixei a região das cordilheiras para seguir minha mochilada por Zâmbia, mas antes passei uma noite num hostel próximo do aeroporto e no dia seguinte voei para Livingstone. O voo estava marcado para as 14h00 e o próprio moço do hostel me deixou já no portão de embarque no aeroporto. Dali só foi fazer o check-in e embarcar. Essa passagem eu não comprei antecipadamente, minha irmã que estava no Brasil comprou pra mim, vale frisar que ela foi bem prestativa e me ajudou muito nesse tipo de serviço. No caso eu preferi deixar assim um pouco mais flexível para que eu me decidisse conforme a viagem fosse ocorrendo. O trecho das cataratas era duvida na verdade, pois tinha a questão da grana que poderia ser insuficiente, mas fiz as contas e vi que daria se a passagem fosse comprada por fora. Então do orçamento inicial acrescentei mais R$1000,00 da passagem e depois minha irmã fez a gentileza de creditar mais R$1000,00 no cartão vtm, que lógico paguei quando voltei. Do investimento inicial que foi de R$4560,00 adiciona aí mais R$2000,00, foi o total de tudo e ainda sobrou, assim pude ir pras cataratas de vitória, fazer o Chobe Safari e passar os dias finais em Joasnesburgo. Chegada em Zâmbia Uma viagem tranquila e rápida, era tarde do dia 19/07, uma quarta-feira. Ao passar na imigração no aeroporto de Livingstone, peguei o visto de múltipla entrada, pois eu iria passar na fronteira de Zimbabue e também de Botsuana. Paguei US$50 (Cinquenta dolares) pelo visto. Pra mim saiu um pouco mais caro (indiretamente) esse visto, lá no aeroporto Oliver Tambo em Joburgo, eu fiz a mudança de moeda e ali perdi bem uns R$70,00. Coisa que nem sei explicar agora, mas isso aconteceu. É sempre bom pesquisar bem para fazer essas changes currency. Logo ao sair do aeroporto tinha uma fila de taxis, eu tava pensando realmente em ir à pé até o centro de Livingstone, eu havia visto dois hostels pela internet: o Livingstone e o Zinga. E assim poderia procurá-los já que estava com os endereço e não tinha nenhum agendado ainda. Acabei tomando um táxi até o Zinga BackPackers, isso me custou US$15, que achei caro. Mas que valeu pela gentileza e a boa recepção do taxista, conversamos bastante e dali já vi que o Brasil é muito conhecido pelo futebol, foram vários assuntos mesmo a corrida do aeroporto até o hostel sendo curta. Adentrei o Hostel Zinga e de cara gostei muito do ambiente, algo bem leve, de certa forma roots, simples e criativo. A recepção foi dez também, o dono fui conhecer depois, o Skool boy. São vários quiosques e têm quartos também, todos nomeados em homenagem a grandes lideranças mundiais, a exemplo de Nelson Mandela. Acertei 4 noites, a diária estava $10 com café da manhã incluso, o quarto era compartilhado. Maquei pro dia seguinte a ida para as Cataratas de Victoria, o transfer tava incluso gratuito e fica menos de 15 minutos de carro do hostel até a entrada do Parque das Cataratas. Parque Nacional Victoria Falls - Lado Zimbabue Mosi-oa-Tunya ou Victoria Falls O grande dia, 20/07/2017, marcava o 16º dia do meu mochilão, pra mim parecia que eu estava com parte do meu objetivo concluído, como eu mencionei anteriormente a ida pra cordilheira era o que eu mais havia criado expectativas, mas ao presenciar as cataratas foi quando o suspiro de surpresa saiu de verdade. Fiquei 100% admirado e ali percebi que tudo valeu muito a pena. As vezes a vida nos põe um contrabalanço numa balança que lança vida, tristeza e esperança, que lança choro, vida dura ou vida mansa, ou o sorriso de uma criança. Esqueça tudo de mal que se faz ou que a história nos reserva. Ali dá pra acreditar num mundo melhor. O lugar é fantástico por demais!!! Encantamento gigantesco, nada menos que a maior catarata do mundo. sua extensão passa dos 1000 metros (1km) e sua queda mais de 100 metros. Quem alimenta a queda é o Rio Zambezi que demarca também a fronteira entre os países de Zâmbia e Zimbabue. Os povos tradicionais da região chamavam de Mosi-oa-Tunya ou "Fumaça que Troveja", isso antes da colonização. Essa maravilha natural é também patrimônio na Unesco e em cada parte da fronteira tem um parque. Em Zâmbia, Parque Nacional Mosi-oa-Tunya e em Zimbabue, Parque Nacional Victoria Falls. No lado da Zâmbia paguei U$D 20 (vinte dólares) e após passar quase 4 horas pelo parque, eu atravessei a fronteira pela ponte, fui a pé mas tem vários taxis por lá, no geral é bem tranquilo de se atravessar essa fronteira e ainda tinha na ponte muitos turistas aguardando e olhando os saltos de Bunguie Jump. Alguns vendedores são insistentes demais nas vendas dos souvernies, e é nesse momento que tem que ser bom pra negociar pois ele colocam o preço inicial lá no alto. Como não negocio nessa situação muito bem, ou eu compro mais caro mesmo ou nem compro rs. O preço pra entrar no parque do lado de Zimbabue é de US$30,00 (trinta dólares). Ambos são espetaculares, cada um com sua particularidade, mas eu fiquei mais tempo no lado de Zâmbia. Um ponto interessante pra quem deseja planejar é saber sobre as épocas mais cheias e têm outras mais secas, o intermediário disso pode ser o ideal. Como eu fui no mês de julho achei perfeito! Para se atualizar mais sobre os parques é bom ir nos sites pra saber das condições da estações e também dos horários de funcionamento dos parques. É interessante levar proteção para a câmera fotográfica e também capa de chuva. Algumas pessoas alugam por 1 dólar na entrada do parque. Pra voltar peguei um táxi por 5 dólares e então ao chegar tranquilo no Zinga Backpackers foi só relaxar a refletir o belo dia que tive. Foi mais um momento único!!! E a aventura continua... Fotos:
  13. Parte 7: Cordilheira de Drakensberg + Lesoto Depois de ter passado um dia em Durban, no dia 13/07/2017 (9° dia de viagem) embarquei no Baz Bus rumo ao Amphitheatre BackPakers que se localiza na região norte da Cordilheira de Drakensberg, na província de KwaZulu-Natal, sendo que nessa província se localiza parte da Cordilheira que no total se estende por aproximadamente 1000 km. Pra mim parecia ser o momento mais esperado do mochilão, pois é esse tipo de atividade e esse tipo de lugar que mais me identifico - caminhada nas montanhas. A principio o plano seria aproveitar dois dias no Amphitheatre, e assim poder fazer o tour até a Tugela Falls (Cataratas do Tugela) em um dia e no outro ir até o Reino Lesoto. Acabei esticando minha estadia em mais dois dias, pois perdi o horário da Van (Baz Bus) que me levaria para Joasnesburgo e só teria outra dois dias depois. No final acabou que foi uma boa mudança, pois pude curtir mais ainda a tranquilidade desse lugar! Cheguei por volta das 14h00 no belo e aconchegante hostel Amphitheatre BackPackers, a van havia me buscado no Curiosity Backpackers em Durban pra em algumas horas chegarmos no meu destino. Fiz o check-in, como eu não havia agendado perguntei primeiro onde tinha vaga e no quarto compartilhado consegui uma vaga. Ali já agendei os dois dias de tour, no caso de Lesoto coloquei meu nome na lista de interesse pois não havia certeza de que fecharia um grupo. E por fim pus meu nome na lista de quem queria jantar no hostel. Essa tarde eu aproveitei pra caminhar numas trilhas próximas do hostel, o sol estava presente, mas ventava bastante também, foi um rolê tranquilo e refrescante.Voltei pro hostel e em meio aquele ambiente brando pude relaxar o resto da tarde até a hora da janta. O dia seguinte me reservara uma grande aventura pelo Amphitheatre da Cordilheira de Drakensberg, o objetivo era um trekking até as Cataratas de Tugela! eis o primeiro trecho pra trás Tugela Falls Situada no Royal National Park, as Cataratas do Tugela possui uma queda de mais 900 metros, essa beleza natural se cessa no inverno, estação que ocorre uma grande diminuição do volume de água. Foi bem nessa época do ano que eu fui e não pude presenciar aquela queda máster, mas mesmo assim a formosura do lugar foi imperdível de se ver. Considerada a segunda maior cachoeira do mundo e a primeira mais alta da África, consegue-se atingir seu topo numa caminhada média de aproximadamente 2 horas e assim se deu o role. Saímos pela manhã do hostel, acredito que em um pouco mais de uma hora já estávamos no estacionamento do parque real, após uma viagem por uma estrada boa e só quando se aproximava as montanhas que o caminho ficou sinuoso e um pouco dificultoso. O tour foi fechado por 690 Rands, o nosso guia era o Sia, que já é muito experiente nessa região, trabalhando ali há anos desde que veio de Durban. As primeiras instruções foram dadas, grupo completo e então foi hora de caminhar. O tempo estava gelado, as mãos quase congelaram se não fossem as luvas que eu usava para manter o calor. Faz muito frio lá, não é pra menos pois estávamos próximo dos 2500 metros de altitude e iriamos atingir mais de 3000 até o final da trilha. A trilha eu considerei como autoguiada, no primeiro trecho estavam inclusive, de certa forma, pavimentando, no segundo momento começou alguns zigue-zagues, típicos de extensões de caminho nas montanhas devido também ao escoamento das águas das chuvas. As pausas eram feitas em momentos oportunos para descansarmos, tendo em vista que nem todos tinham experiências em trilhas, é uma aventura que vale pra quase todas as pessoas. O terceiro momento do trekking já foi mais puxado, uma subida mais íngreme numa trilha de rochas, algumas pessoas não continuaram, pois preferiram esperar num ponto que fossemos passar na volta. Com muita cautela cheguei no topo, um visual estonteante das montanhas em forma de agulhas, aquela chapada imensa e assim a pausa pro lanche e mais fotos. Em seguida fomos rumo a queda do Tugela, uma pena estar suave naquela época, pois o lugar é fantástico. Passamos por outra queda depois, que também estava seca e na volta enfrentamos dois lances de escadas de tirar o folego, deu aquela aquecida na adrenalina e enquanto o tempo nos presenteava com pequenos flocos de neves. Bem legal. Era final de tarde quando estávamos de volta ao estacionamento. A minha sensação foi boa, mas eu também esperava mais, não sei se porque tenho o costume de explorar mais ou de não me adequar ao tipo de tour muito programado por guias e lógico que se a queda estivesse no seu auge seria o lugar mais brilhante que eu teria visitado rs. Ao chegar no hostel foi papo de descanso, já que no dia seguinte já tinha programado o dia em Lesoto. Continuarei mais abaixo, após as fotos!  Reino de Lesoto Para falar sobre meu dia em Lesoto vou deixar a publicação que fiz na época no facebook! ---Hoje foi mais um dia de aprendizado, passei o dia numa vila em Lesoto. Mesmo que não falo a mesma lingua, um sorriso, um aperto de mão, um abraço, pôde transmitir a imensidão do que eu sentia no momento. Lesoto é um pais localizado no sul da África, o povo é Basoto, a língua Sesoto. Lesoto faz fronteira unicamente com a África do Sul. Geografia montanhosa sendo o país mais alto do mundo, pois tem... uma altitude minima entre 1400 a 1500 metros com relação ao nível do mar. Na foto, eu com um dos 2 Curandeiros da vila ou usando o termo certo, Sangoma. aos 18 anos ele recebeu os sinais dos ancestrais para se tornar um Sangoma. Não vou colocar seu nome e nem o da vila porque não sei como escreve corretamente. --- Muito respeito aos ancestrais. Paz, chuva e prosperidade. Povo lindo, lugar lindo! De fato o povo de Lesoto está onde está devido as batalhas travadas com os invasores holandeses, de acordo com o guia e a própria história, antes eles se localizavam no Free State (Estado Livre), que é hoje província da África do Sul. Esse país incrustado nas montanhas teve batalhas entre os povos San* e os Bantos, Zulu. Mas foi com o advento da invasões europeias que o genocídio se ocorreu. Essa região é rica de afrescos e pinturas rupestres dos povos San, porém no trecho do tour, já estavam todas se deteriorando muito disso devido a transgressão de alguns moradores. O guia foi um professor local, e isso foi muito gratificante por ele contar as vivências dali e a história tal como ela é, ou seja, não romantizou pra agradar turistas. O grupo no hostel estava grande e como tinha apenas um guia, foi dividida a turma. Grande experiência pra mim, difícil de descrever o que representou estar ali... Preços/ Gastos (julho/2017) -Dormida por noite 180 Rands (+- R$45,00) 5 noites = 900 Rands - Jantar unidade 135 Rands 4 dias - 540 Rands - Atividade Lesoto day tour = 690 Rands - Atividade Tugela Falls = 690 Rands - 3 breakfast - café da manhã = 180 Rands - 3 garrafas de água 1,5L = 75 Rands - 2 sucos de laranja = 52 Rands Enfim gasto total nesse trecho = 3440 Rands ( +- R$860,00) Site do Hostel: http://www.amphibackpackers.com/ *Khoisan: conjunto de povos mais antigos da África Austral Khoisan ou Coissã é na verdade a junção de duas etnias, os San, que são caçadores-coletores, e os Khoi Khoi, que são pastores semi-nômades. Há dezenas de milhares de anos vivem na terra, atualmente de forma reduzida no deserto de Kalahari, na Namíbia, mas já ocuparam grande extensão da África Austral, que representa a parte sul do continente africano. Com a chegada dos Bantos, os Khoisan desapareceram ainda portando grande território, mas foram dizimados com a chegada dos britânicos e holandeses. O Reino de Lesoto, por exemplo, que situava-se no Estado Livre (província da Africa do Sul) foi empurrado para o território montanhoso que ocupa hoje, sem acesso ao mar e muito dependente da África do Sul. A Cordilheira de Drakensberg ou uKhahlamba (em zulu), na África do Sul, abriga mais de 30 mil pinturas rupestres dos Khoisan, arte conhecida pela sofisticação de seu simbolismo espiritual. Eland (antílope africano com espirais no chifre) predomina porque o eland era o animal favorito de Deus e então estava repleto de poder espiritual. A arte Khoisan também retrata cenários de caça, dança, cerimonias religiosas e guerra. Conhecidos de forma depreciativa pelos colonizadores como hotentotes ou bosquímanos, possuem linguagens únicas chamadas de "Línguas do Clique" com diversos sons inexistentes em outros idiomas e por isso chamados de "gagos" pelos colonos. Segue um trecho do Dicionário da África - sec. VII a XVI, Nei Lopes e José Rivair: (..)"Segundo L. D. Ngcongco, entre os anos 1000 e 1500 d.C., os KhoiKhoi tornaram-se criadores de gado, inclusive bois e vacas de grande porte, que montavam e usavam em transporte de cargas, além de ovelhas de causa grossa. Assim, espalharam-se por vasta área, numa expansão que deixou marcas profundas, tanto sob aspecto linguístico, quanto do ponto de vista da miscigenação, em grande parte da Africa Meridional, em terras hoje pertencentes a África do Sul, Angola, Botsuana, Namíbia, e Zimbábue. Em 1510, na região do Cabo da Boa Esperança, o português Dom Francisco de Almeida é morto com outros fidalgos no decorrer de uma 'expedição punitiva'. (Almeida, 1978, p.91). O ilustre falecido era vice-rei das Índias e sua morte ocorreu em confronto com um grupamento KhoiKhoi, que fez, além dele, mais 60 vitimas fatais. O fato comprova o grau de organização desses africanos, capazes de, apenas com seus arcos e flechas, infligir essa fragorosa derrota a uma coluna portuguesa, munida de armas de fogo" Logo no inicio do filme "Os Deuses Devem estar Loucos" mostra um pouco da vivência dos Khoisan, com propriedade coletiva, cultura de dividir, caça e coleta para sobrevivência, o amor e respeito às crianças, muita sabedoria, etc. Na África do Sul tem um partido politico que representa os Khoisan de atualmente, o Partido Revolucionário Khoisan, que não tem pretensão de ganhar grandes cargos, mas de defender seus interesses.
  14. Parte 6: Da Cidade do Cabo até Durban Nesta parte do relato vou focar na minha ida a Durban. No dia 09 de julho completou meu quinto dia na Cidade do Cabo e eu tinha o ingresso da Ilha Robben que eu tanto queria visitar, mas nesse dia choveu, então o tour foi cancelado e me reembolsaram no cartão vtm. Era um domingo e eu andei pelo centro na intenção de fazer outra atividade, estava tudo vazio e ainda mais com chuva então decidi passear pela Long Street. Aqui vai um alerta acerca dessa rua nos domingos e a noite pois pode ser perigoso na questão de furtos ou roubos. Mesmo sem programa eu pensei em sair pra beber, mas que logo decidi ficar mais tranquilo, almoçar bem e organizar os próximos passos do roteiro. Por bem dizer só fui tomar uma gelada lá em Zâmbia, mas é coisa pros próximos capítulos. No dia 10 de julho iniciou minha viagem de Bas Buz pela costa sul africana sentido Joanesburgo. Como peguei uma sequência de chuvas nas tardes e era inverno, decidi passar direto até Durban, eu poderia ter comprado uma passagem pela Intercape, no entanto eu havia fechado um pacote com Bas Buz e de certa forma eu iria percorrer a costa, só que apenas de passagem. E assim fiz, foram dois dias de viagem com uma pernoite em Port Elisabeth. Na verdade meu objetivo maior era a Cordilheira de Drakensberg, quase pensei em ir direto pra lá, mas passar um dia em Durban seria bom. Em Port Elisabeth fiquei acomodado no Hostel Jikeleza e logo de manhã a Van passou novamente rumo a Durban, onde eu fiquei no Curiocity BackPackers, chequei a disponibilidade de camas já que eu não havia agendado, acertei por duas noites no curiocity. A estrutura do hostel é bem bacana, camas confortáveis, wifi nos quartos, tomada na cama, mini luminaria, etc. Um dia em Durban - 12/07/2017 - 8º dia Depos de uma noite bem dormida, acordei umas 9h00, tomei café da manhã e parti rumo ao museu Kwa Muhle, isso já era bem umas 10h00. Caminhei até o museu, não durou nem 40 minutos do hostel. Assim como o Museu da Robben Island, esse me deixou bastante emocionado, acredito que até mais, pois me deparei com a história, imagens e depoimentos de Andrew Zondo*. Outra seção muito bem detalhada era a que tratava da história da lei do passe. Nesse museu tinha também uma sala dedicada a informações para conhecimento e preservação contra a AIDS e tuberculose também. Logo depois do museu passei no prédio onde ocorreu a III Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas em setembro de 2001, e contou com mais de 16 mil participantes de 173 países. Após ter esse contato histórico fui passear pela cidade, andei até porto pelo calçadão e foi bem tranquilo. Procurei um lugar pra almoçar e segui sentido a South Beach. Cheguei na praia já de tarde e tinha uma movimentação razoável, tendo em vista que era meio de semana. Um ambiente bem legal, as pessoas se divertiam bastante e o interessante foi ver mais moradores locais curtindo a praia. Todo esse rolê fiz à pé, e na volta pro hostel ainda passei por umas ruas fora da rota turística, assim tive mais contato e deu pra sentir a atmosfera do local, moraria ali de boa. O contato era mais quando eu ia comprar algo e já fazia alguma pergunta ou algum comentário. Nesse trecho aumentou também o número de moradores indianos. Por indicação dos funcionários do hostel eu andei sem a câmera fotográfica e sem muito dinheiro no bolso, pois disseram haver risco de roubo. Ainda bem que comigo correu tranquilo, mas só tirei fotos pelo celular, essa foi a desvantagem, já que ele não é top. Por fim, e depois de camelar um tanto, foi momento de relaxar no hostel. No dia seguinte eu tinha viagem pronta para a grande e tão esperada Cordilheira de Drakensberg! Reprodução caderneta de passe - museu durban *Andrew Zondo Ele cresceu no município de KwaMashu de Durban, teve seu despertar politico aos 14 anos inconformado com a Lei de Educação Bantu e se juntou ao CNA quando tinha 16 anos. Foi treinado como combatente no exílio em Angola e realizou várias operações clandestinas contra o governo do apartheid sul-africano. A explosão no Amanzimtoti, no período de compras pro natal, foi o seu mais proeminente. Cinco pessoas foram mortas e Zondo foi capturado seis dias depois. Em 20 de dezembro de 1985, as forças de segurança sul-africanas realizaram uma incursão em Lesoto, matando nove ativistas anti-apartheid. Em retaliação, os agentes da Umkhonto weSizwe, incluindo Andrew Zondo, colocaram uma bomba (mina) no centro comercial Amanzimtoti Sanlam em 23 de dezembro de 1985, matando três adultos e duas crianças, enquanto outras 40 pessoas ficaram feridas. Por este ato Andrew Zondo foi amplamente criticado pela população branca na África do Sul. O alvo seria uma agência do governo. Também teve criticas por parte do CNA, Oliver Tambo, ex-presidente do CNA, indicou que o assassinato de civis foi contra a política do CNA e, consequentemente, ele desaprovou o bombardeio, mas entendeu as razões. A Execução Em 6 de setembro de 1986, a família de Andrew Zondo foi visitá-lo na Prisão de Segurança Máxima em Pretoria, onde estava aguardando sua execução. Ele estava em paz consigo mesmo e com o mundo e ele disse a sua família: "Eu não quero que vocês chorem. Não quero que as pessoas venham e chorem por mim. O que eu tinha que fazer, eu fiz. Agora minha vida está terminando." Menos de nove meses após o bombardeio, na terça-feira, 9 de setembro de 1986, Andrew Sibusiso Zondo foi enforcado com dois homens de KwaMashu. Lucky Paye e Sipho Xulu, que também morreram sob instruções políticas. "A pena de morte na África do Sul foi reservada como uma punição por assassinato premeditado, traição ou como parte da justiça militar." "A execução de criminosos e opositores políticos foi usada para punir e reprimir a dissensão política." A última palavra de Andrew Zondo foi "Amandla", o grito de guerra da luta anti-apartheid!
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