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Carlosfuca

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Sobre Carlosfuca

  • Data de Nascimento 09-12-1987

Outras informações

  • Meus Relatos de viagem
    Mochilão África do Sul/Zâmbia
    https://www.mochileiros.com/topic/69709-mochil%C3%A3o-%C3%A1frica-do-sulz%C3%A2mbia/?tab=comments#comment-703756

    DE SÃO XICO ATÉ MONTE VERDE + CACHOEIRA PEDRO DAVID + ITAPEVA
    http://www.mochileiros.com/de-sao-xico-ate-monte-verde-cachoeira-pedro-david-itapeva-t142587.html

    PICO DO MARINZINHO VIA MAEDA + CACHOEIRAS EM MARMELÓPOLIS - MG
    http://www.mochileiros.com/pico-do-marinzinho-via-maeda-cachoeiras-em-marmelopolis-mg-t143606.html

    CACHOEIRAS EM BUENO BRANDÃO - MG (NA CAMINHADA)
    http://www.mochileiros.com/cachoeiras-em-bueno-brandao-mg-na-caminhada-t143064.html

    PICOS EM MONTE VERDE E EXTREMA – MG
    http://www.mochileiros.com/picos-em-monte-verde-e-extrema-mg-t142060.html

    CACHOEIRA SHANGRI-LÁ - SÃO THOMÉ DAS LETRAS - MG
    http://www.mochileiros.com/cachoeira-shangri-la-sao-thome-das-letras-mg-t141443.html

    CACHOEIRA DA USINA CAPIVARI VIA JAMIL - MARSILAC - SP
    http://www.mochileiros.com/cachoeira-da-usina-capivari-via-jamil-marsilac-sp-t141441.html

    CACHOEIRA DA LIGHT - BIRITIBA MIRIM - SP
    http://www.mochileiros.com/cachoeira-da-light-biritiba-mirim-sp-t141434.html

    CACHOEIRAS: CASCATINHA E PAIOL EM ÁGUAS DA PRATA - SP
    http://www.mochileiros.com/cachoeiras-cascatinha-e-paiol-em-aguas-da-prata-sp-t141526.html

    CACHOEIRA E MORRO DO VOTURUNA - SANTANA DO PARNAIBA - SP
    http://www.mochileiros.com/cachoeira-e-morro-do-voturuna-santana-do-parnaiba-sp-t141439.html

    Cachoeira do Palomar - Juquitiba - SP
    http://www.mochileiros.com/cachoeira-do-palomar-juquitiba-sp-t81597.html

    MORRO DO NHANGUSSU - GUARULHOS - SP
    http://www.mochileiros.com/morro-do-nhangussu-guarulhos-sp-t88726.html

    Meu Blog: http://pedenatureza.blogspot.com.br/
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  1. Parte 10: Museu do Apartheid + finalização Cheguei no aeroporto Oliver Tambo novamente, e agora para completar o último trecho do mochilão, os dias finais da viagem ou se preferir o capitulo derradeiro do meu relato. Agora para entender um pouco da dimensão do apartheid vou deixar um trecho do livro 'Zenzele: Uma carta para a minha filha' de J. Nozipo Maraíre. No contexto da independência de Zimbábue. (...) Para você e talvez para os estrangeiros, Zimbábue não passa de um nome que corresponde a algumas fronteiras geográficas aleatórias. Um substantivo como manga, caneta ou carro.Mas para mim é diferente. A Rodésia era para mim um país proibido, um centro de lazer do homem branco. Havia casas enormes, escolas imaculadas, parques de safári e clubes urbanos, mas eu não podia entrar nesses lugares por causa de minha cor. Sempre estava de fora, olhando para dentro, almejando e imaginando: como será isso? Que sabor tem aquilo? E, a não ser depois de anos de carnificina e tumulto, não fazia ideia de como podia ser doce a vida nestas paragens. Quem poderia saber que havia leite e mel ao alcance de mão, bem aqui, em meu próprio país? Jamais esquecerei o dia em que me detive, paralisada, numa calçada da cidade, enquanto retiravam da prefeitura as horríveis e proibitivas letras de Rodésia, substituindo-as, uma a uma, pelas do nome que me deu as chaves para o reino de meu país. Eu habitei a Rodésia, mas é no Zimbábue que vivo. Você é jovem demais para avaliar as cicatrizes de anos de exclusão e por isso não consegue ver que cada letra deste precioso nome encerra uma promessa. Este nome me garante que eu posso entrar legalmente em qualquer loja, qualquer escritório, qualquer hotel, qualquer restaurante; que posso andar de cabeça erguida, como me aprouver; me diz que posso usufruir como qualquer outra pessoa da beleza de seus campos e rios e, acima de tudo, que posso dispor de um pedaço de terra para mim e para meus filhos.(...) Apesar de eu não ter escrito nos mínimos detalhes toda a minha experiência e realização, acredito ter deixado um aspecto positivo no relato, que foi de fato a sensação que tive, a que tenho e acredito que terei por muito mais tempo. Por um lado tudo passa, de certa forma, rápido, além de meu momento pessoal ter influenciado um pouco no sentido de ter caído a ficha tarde no que diz respeito ao pisar em África. Por outro lado, gostaria de poder ter mais tempo para aprender e interagir mais com as irmãs e os irmãos africanos. Agora, de fato o meu contato com os outros viajantes (eua e europa) foi pouco, apenas o básico devido o meu objetivo na viagem. E porque nesse caso especifico as experiências seriam outras e não confluentes, a exemplo de uma visita no vilarejo em Lesoto, que remeteu sentidos completamente diferentes do mesmo momento. Assim foi com Soweto também. Aproveitando que falei de Soweto vai aí talvez a minha primeira advertência negativa de um passeio. No caso aconselho não fazer o Soweto Day Tour pelo Curiosity Backpakers de Joanesburgo. Apesar de eles terem projetos sociais em Soweto e prestarem um bom atendimento, eu encarei como uma experiência artificial, há pontos a se passar que foram bem por cima. A exemplo da casa do Nelson Mandela. Ou no local de homenagem ao Hector Peterson que vale uma ida descompromissada de um tour muito guiado. E adentrar a comunidade de Soweto por conta própria. Isso pode ser mais dificultoso pra quem não esteja de carro ou talvez não fale muito o inglês. Mas tem outro fator que é a questão de segurança que o próprio hostel alerta. Meu roteiro em Joburgo - táxi do aeroporto até o hostel curiosity backpackers, tá aí o que acredito ter sido uma segunda 'bica' na viagem, a primeira foi no caminho pra Zâmbia na troca do dinheiro e por segundo o preço do táxi (tendo em vista que eu havia planejado usar transporte público), ambas foram no aeroporto de joanesburgo (Oliver Tambo), mas em momentos diferentes. Logo quando desembarquei do voo Livingstone até Joburgo, pedi uma informação e uma funcionária do aeroporto que me convenceu em ir de táxi devido a dificuldade de locomoção e facilitaria a segurança. Talvez se eu não fosse chorão, eu estaria agradecendo o informe ao invés de dizer que foi uma bica rs. Já que deu tudo certo. Preço do táxi = 435 Rands. - 3 noites no Hostel Curiosiy Primeiro dia foi a chegada Segundo foi o Day Tour em Soweto + Museu do Apharteid Terceiro dia foi ida ao Museu da Africa e andarilhada pelo centro de Joburgo. Gastos 705 Rands. Dia 26/07/2017, vigésimo segundo dia de mochilhão e a volta para São Paulo. Museu do Apartheid "O racismo não implica apenas a exclusão de uma raça por outra - ele sempre pressupõe que a exclusão se faz para fins de dominação" Steve Biko Palco de uma memória desagradável na história da África do Sul (não necessariamente do passado), o apartheid foi oficializado em 1948 com a ascensão do Partido Nacional no poder. Vale lembrar que os brancos eram minoria nesse pais, e ampliando a visão, são minoria no mundo. O museu emociona pelo grande acervo e detalhes sobre esse período e também sobre as pessoas guerreiras e lutadoras que resistiram em prol de suas humanidades. A entrada se assemelha ao regime, pois expuseram já no acesso a segregação: uma catraca pra brancos e outra para não brancos. Seria, também, hipocrisia da minha parte me estender acerca do racismo sul africano sem nem fazer um paralelo com o Brasil e refletir o quão racista o Brasil é, que mantem nas suas estruturas a segregação e a discriminação mesmo sem ter oficializado nas leis. Como não vou me debruçar nem lá nem cá, haja vista que procurei mesclar um pouco de história no relato anteriormente. Sei também que é uma pauta extremamente necessária e que demandaria um artigo completo só pra começar. Vou finalizar por aqui, deixarei os principais gastos abaixo e também algumas músicas nesse contexto. Até a próxima!!! - passagem ida: são paulo --> cape town / volta: joasnesburgo ---> São Paulo = R$1961,91 - Transporte do aeroporto até o centro de Cape Toen = 115 Rands - Hostel Two Oceans- 5 noites = 750 rands - Adaptador de tomada = 50 Rands - Almoço 100 Rands - Carga bilhete Mycity = 50 Rands - Gasto com BazBus = 2725 Rands - Hostel Jikeleza em Port Elisabeth - 160 Rands uma noite - Hostel Curiosity em Durban = 360 Rands - Alimentação = 150 Rands - Drakensberg Amphitheatre Hostel = 3440 RAnds - Passagem Joanesburgo ---> Zâmbia = R$950,00 (ida e volta) - Visto multi entry Zâmbia/Zimbabue = U$D50 - Táxi do aeroporto até o hostel = U$D 15 - Zinga Hostel - 4 noites = U$D40 - Parque Zâmbia Cataratas Victoria = U$D20 - Parque Zimbábue Cataratas Victoria = U$D30 - Chobe Safari Botsuana= U$D180 - Táxi Aeroporto --> Hostel Curiosity Joburgo = 435 Rands - 3 noites curiosity + day tour = 705 Rands - Souvenirs = R$300 - Livros = R$200
  2. Parte 9: Chobe Safari em Botsuana Agora já vou pro meu 4º dia em Zâmbia, sendo assim, representa também o 18º dia do mochilão. A proposta dessa data foi o Safari em Botsuana no Chobe Park! Não podia de faltar a ida em um Safári, o escolhido foi o Chobe Park, que é o terceiro maior de Botsuana e possui uma grande diversidade de animais. O tour eu fechei no próprio hostel Zinga pelo preço de U$D180,00 (cento e oitenta dólares). Consistia de um transfer até a fronteira Zâmbia/Botsuana, do tour de barco pelo Rio Chobe, pelo almoço (self service) e depois o Game Drive num 4x4. E assim se fez mais um belo dia de aventura junto com a sensação indescritível de ver os bichos vivendo no seu habitat livres. Entre impalas, crocodilos, vários elefantes, aves, hipopótamos, leoa, búfalos, girafas, zebras, etc. Se fez um valoroso passeio. Desse trecho falarei menos e deixarei as fotos...
  3. Olá Bre Ramos. Obrigado pelo retorno. Bom, eu gastei por volta de R$6000,00. Depois mais abaixo deixarei uma lista dos principais gastos!
  4. Aqui vou continuar minha jornada pela África Austral após ter passado cinco dias em Nothern Drakensberg Dia 18/07/17 - 14º dia de viagem Viagem de van basbuz de Drakensberg até Joanesburgo, fiquei num hostel próximo do aeroporto Oliver Tambo, pois no dia seguinte iria pra Zâmbia. Dia 19/07/17 Viagem de avião de Joanesburgo até Livingstone em Zâmbia Ao chegar andei pela cidade, povo muito acolhedor. Fiquei no Hostel Zinga Backpackers. Preço da Passagem pela British Airways = R$950,00 (ida e volta) Eis que deixei a região das cordilheiras para seguir minha mochilada por Zâmbia, mas antes passei uma noite num hostel próximo do aeroporto e no dia seguinte voei para Livingstone. O voo estava marcado para as 14h00 e o próprio moço do hostel me deixou já no portão de embarque no aeroporto. Dali só foi fazer o check-in e embarcar. Essa passagem eu não comprei antecipadamente, minha irmã que estava no Brasil comprou pra mim, vale frisar que ela foi bem prestativa e me ajudou muito nesse tipo de serviço. No caso eu preferi deixar assim um pouco mais flexível para que eu me decidisse conforme a viagem fosse ocorrendo. O trecho das cataratas era duvida na verdade, pois tinha a questão da grana que poderia ser insuficiente, mas fiz as contas e vi que daria se a passagem fosse comprada por fora. Então do orçamento inicial acrescentei mais R$1000,00 da passagem e depois minha irmã fez a gentileza de creditar mais R$1000,00 no cartão vtm, que lógico paguei quando voltei. Do investimento inicial que foi de R$4560,00 adiciona aí mais R$2000,00, foi o total de tudo e ainda sobrou, assim pude ir pras cataratas de vitória, fazer o Chobe Safari e passar os dias finais em Joasnesburgo. Chegada em Zâmbia Uma viagem tranquila e rápida, era tarde do dia 19/07, uma quarta-feira. Ao passar na imigração no aeroporto de Livingstone, peguei o visto de múltipla entrada, pois eu iria passar na fronteira de Zimbabue e também de Botsuana. Paguei US$50 (Cinquenta dolares) pelo visto. Pra mim saiu um pouco mais caro (indiretamente) esse visto, lá no aeroporto Oliver Tambo em Joburgo, eu fiz a mudança de moeda e ali perdi bem uns R$70,00. Coisa que nem sei explicar agora, mas isso aconteceu. É sempre bom pesquisar bem para fazer essas changes currency. Logo ao sair do aeroporto tinha uma fila de taxis, eu tava pensando realmente em ir à pé até o centro de Livingstone, eu havia visto dois hostels pela internet: o Livingstone e o Zinga. E assim poderia procurá-los já que estava com os endereço e não tinha nenhum agendado ainda. Acabei tomando um táxi até o Zinga BackPackers, isso me custou US$15, que achei caro. Mas que valeu pela gentileza e a boa recepção do taxista, conversamos bastante e dali já vi que o Brasil é muito conhecido pelo futebol, foram vários assuntos mesmo a corrida do aeroporto até o hostel sendo curta. Adentrei o Hostel Zinga e de cara gostei muito do ambiente, algo bem leve, de certa forma roots, simples e criativo. A recepção foi dez também, o dono fui conhecer depois, o Skool boy. São vários quiosques e têm quartos também, todos nomeados em homenagem a grandes lideranças mundiais, a exemplo de Nelson Mandela. Acertei 4 noites, a diária estava $10 com café da manhã incluso, o quarto era compartilhado. Maquei pro dia seguinte a ida para as Cataratas de Victoria, o transfer tava incluso gratuito e fica menos de 15 minutos de carro do hostel até a entrada do Parque das Cataratas. Parque Nacional Victoria Falls - Lado Zimbabue Mosi-oa-Tunya ou Victoria Falls O grande dia, 20/07/2017, marcava o 16º dia do meu mochilão, pra mim parecia que eu estava com parte do meu objetivo concluído, como eu mencionei anteriormente a ida pra cordilheira era o que eu mais havia criado expectativas, mas ao presenciar as cataratas foi quando o suspiro de surpresa saiu de verdade. Fiquei 100% admirado e ali percebi que tudo valeu muito a pena. As vezes a vida nos põe um contrabalanço numa balança que lança vida, tristeza e esperança, que lança choro, vida dura ou vida mansa, ou o sorriso de uma criança. Esqueça tudo de mal que se faz ou que a história nos reserva. Ali dá pra acreditar num mundo melhor. O lugar é fantástico por demais!!! Encantamento gigantesco, nada menos que a maior catarata do mundo. sua extensão passa dos 1000 metros (1km) e sua queda mais de 100 metros. Quem alimenta a queda é o Rio Zambezi que demarca também a fronteira entre os países de Zâmbia e Zimbabue. Os povos tradicionais da região chamavam de Mosi-oa-Tunya ou "Fumaça que Troveja", isso antes da colonização. Essa maravilha natural é também patrimônio na Unesco e em cada parte da fronteira tem um parque. Em Zâmbia, Parque Nacional Mosi-oa-Tunya e em Zimbabue, Parque Nacional Victoria Falls. No lado da Zâmbia paguei U$D 20 (vinte dólares) e após passar quase 4 horas pelo parque, eu atravessei a fronteira pela ponte, fui a pé mas tem vários taxis por lá, no geral é bem tranquilo de se atravessar essa fronteira e ainda tinha na ponte muitos turistas aguardando e olhando os saltos de Bunguie Jump. Alguns vendedores são insistentes demais nas vendas dos souvernies, e é nesse momento que tem que ser bom pra negociar pois ele colocam o preço inicial lá no alto. Como não negocio nessa situação muito bem, ou eu compro mais caro mesmo ou nem compro rs. O preço pra entrar no parque do lado de Zimbabue é de US$30,00 (trinta dólares). Ambos são espetaculares, cada um com sua particularidade, mas eu fiquei mais tempo no lado de Zâmbia. Um ponto interessante pra quem deseja planejar é saber sobre as épocas mais cheias e têm outras mais secas, o intermediário disso pode ser o ideal. Como eu fui no mês de julho achei perfeito! Para se atualizar mais sobre os parques é bom ir nos sites pra saber das condições da estações e também dos horários de funcionamento dos parques. É interessante levar proteção para a câmera fotográfica e também capa de chuva. Algumas pessoas alugam por 1 dólar na entrada do parque. Pra voltar peguei um táxi por 5 dólares e então ao chegar tranquilo no Zinga Backpackers foi só relaxar a refletir o belo dia que tive. Foi mais um momento único!!! E a aventura continua... Fotos:
  5. Parte 7: Cordilheira de Drakensberg + Lesoto Depois de ter passado um dia em Durban, no dia 13/07/2017 (9° dia de viagem) embarquei no Baz Bus rumo ao Amphitheatre BackPakers que se localiza na região norte da Cordilheira de Drakensberg, na província de KwaZulu-Natal, sendo que nessa província se localiza parte da Cordilheira que no total se estende por aproximadamente 1000 km. Pra mim parecia ser o momento mais esperado do mochilão, pois é esse tipo de atividade e esse tipo de lugar que mais me identifico - caminhada nas montanhas. A principio o plano seria aproveitar dois dias no Amphitheatre, e assim poder fazer o tour até a Tugela Falls (Cataratas do Tugela) em um dia e no outro ir até o Reino Lesoto. Acabei esticando minha estadia em mais dois dias, pois perdi o horário da Van (Baz Bus) que me levaria para Joasnesburgo e só teria outra dois dias depois. No final acabou que foi uma boa mudança, pois pude curtir mais ainda a tranquilidade desse lugar! Cheguei por volta das 14h00 no belo e aconchegante hostel Amphitheatre BackPackers, a van havia me buscado no Curiosity Backpackers em Durban pra em algumas horas chegarmos no meu destino. Fiz o check-in, como eu não havia agendado perguntei primeiro onde tinha vaga e no quarto compartilhado consegui uma vaga. Ali já agendei os dois dias de tour, no caso de Lesoto coloquei meu nome na lista de interesse pois não havia certeza de que fecharia um grupo. E por fim pus meu nome na lista de quem queria jantar no hostel. Essa tarde eu aproveitei pra caminhar numas trilhas próximas do hostel, o sol estava presente, mas ventava bastante também, foi um rolê tranquilo e refrescante.Voltei pro hostel e em meio aquele ambiente brando pude relaxar o resto da tarde até a hora da janta. O dia seguinte me reservara uma grande aventura pelo Amphitheatre da Cordilheira de Drakensberg, o objetivo era um trekking até as Cataratas de Tugela! eis o primeiro trecho pra trás Tugela Falls Situada no Royal National Park, as Cataratas do Tugela possui uma queda de mais 900 metros, essa beleza natural se cessa no inverno, estação que ocorre uma grande diminuição do volume de água. Foi bem nessa época do ano que eu fui e não pude presenciar aquela queda máster, mas mesmo assim a formosura do lugar foi imperdível de se ver. Considerada a segunda maior cachoeira do mundo e a primeira mais alta da África, consegue-se atingir seu topo numa caminhada média de aproximadamente 2 horas e assim se deu o role. Saímos pela manhã do hostel, acredito que em um pouco mais de uma hora já estávamos no estacionamento do parque real, após uma viagem por uma estrada boa e só quando se aproximava as montanhas que o caminho ficou sinuoso e um pouco dificultoso. O tour foi fechado por 690 Rands, o nosso guia era o Sia, que já é muito experiente nessa região, trabalhando ali há anos desde que veio de Durban. As primeiras instruções foram dadas, grupo completo e então foi hora de caminhar. O tempo estava gelado, as mãos quase congelaram se não fossem as luvas que eu usava para manter o calor. Faz muito frio lá, não é pra menos pois estávamos próximo dos 2500 metros de altitude e iriamos atingir mais de 3000 até o final da trilha. A trilha eu considerei como autoguiada, no primeiro trecho estavam inclusive, de certa forma, pavimentando, no segundo momento começou alguns zigue-zagues, típicos de extensões de caminho nas montanhas devido também ao escoamento das águas das chuvas. As pausas eram feitas em momentos oportunos para descansarmos, tendo em vista que nem todos tinham experiências em trilhas, é uma aventura que vale pra quase todas as pessoas. O terceiro momento do trekking já foi mais puxado, uma subida mais íngreme numa trilha de rochas, algumas pessoas não continuaram, pois preferiram esperar num ponto que fossemos passar na volta. Com muita cautela cheguei no topo, um visual estonteante das montanhas em forma de agulhas, aquela chapada imensa e assim a pausa pro lanche e mais fotos. Em seguida fomos rumo a queda do Tugela, uma pena estar suave naquela época, pois o lugar é fantástico. Passamos por outra queda depois, que também estava seca e na volta enfrentamos dois lances de escadas de tirar o folego, deu aquela aquecida na adrenalina e enquanto o tempo nos presenteava com pequenos flocos de neves. Bem legal. Era final de tarde quando estávamos de volta ao estacionamento. A minha sensação foi boa, mas eu também esperava mais, não sei se porque tenho o costume de explorar mais ou de não me adequar ao tipo de tour muito programado por guias e lógico que se a queda estivesse no seu auge seria o lugar mais brilhante que eu teria visitado rs. Ao chegar no hostel foi papo de descanso, já que no dia seguinte já tinha programado o dia em Lesoto. Continuarei mais abaixo, após as fotos!  Reino de Lesoto Para falar sobre meu dia em Lesoto vou deixar a publicação que fiz na época no facebook! ---Hoje foi mais um dia de aprendizado, passei o dia numa vila em Lesoto. Mesmo que não falo a mesma lingua, um sorriso, um aperto de mão, um abraço, pôde transmitir a imensidão do que eu sentia no momento. Lesoto é um pais localizado no sul da África, o povo é Basoto, a língua Sesoto. Lesoto faz fronteira unicamente com a África do Sul. Geografia montanhosa sendo o país mais alto do mundo, pois tem... uma altitude minima entre 1400 a 1500 metros com relação ao nível do mar. Na foto, eu com um dos 2 Curandeiros da vila ou usando o termo certo, Sangoma. aos 18 anos ele recebeu os sinais dos ancestrais para se tornar um Sangoma. Não vou colocar seu nome e nem o da vila porque não sei como escreve corretamente. --- Muito respeito aos ancestrais. Paz, chuva e prosperidade. Povo lindo, lugar lindo! De fato o povo de Lesoto está onde está devido as batalhas travadas com os invasores holandeses, de acordo com o guia e a própria história, antes eles se localizavam no Free State (Estado Livre), que é hoje província da África do Sul. Esse país incrustado nas montanhas teve batalhas entre os povos San* e os Bantos, Zulu. Mas foi com o advento da invasões europeias que o genocídio se ocorreu. Essa região é rica de afrescos e pinturas rupestres dos povos San, porém no trecho do tour, já estavam todas se deteriorando muito disso devido a transgressão de alguns moradores. O guia foi um professor local, e isso foi muito gratificante por ele contar as vivências dali e a história tal como ela é, ou seja, não romantizou pra agradar turistas. O grupo no hostel estava grande e como tinha apenas um guia, foi dividida a turma. Grande experiência pra mim, difícil de descrever o que representou estar ali... Preços/ Gastos (julho/2017) -Dormida por noite 180 Rands (+- R$45,00) 5 noites = 900 Rands - Jantar unidade 135 Rands 4 dias - 540 Rands - Atividade Lesoto day tour = 690 Rands - Atividade Tugela Falls = 690 Rands - 3 breakfast - café da manhã = 180 Rands - 3 garrafas de água 1,5L = 75 Rands - 2 sucos de laranja = 52 Rands Enfim gasto total nesse trecho = 3440 Rands ( +- R$860,00) Site do Hostel: http://www.amphibackpackers.com/ *Khoisan: conjunto de povos mais antigos da África Austral Khoisan ou Coissã é na verdade a junção de duas etnias, os San, que são caçadores-coletores, e os Khoi Khoi, que são pastores semi-nômades. Há dezenas de milhares de anos vivem na terra, atualmente de forma reduzida no deserto de Kalahari, na Namíbia, mas já ocuparam grande extensão da África Austral, que representa a parte sul do continente africano. Com a chegada dos Bantos, os Khoisan desapareceram ainda portando grande território, mas foram dizimados com a chegada dos britânicos e holandeses. O Reino de Lesoto, por exemplo, que situava-se no Estado Livre (província da Africa do Sul) foi empurrado para o território montanhoso que ocupa hoje, sem acesso ao mar e muito dependente da África do Sul. A Cordilheira de Drakensberg ou uKhahlamba (em zulu), na África do Sul, abriga mais de 30 mil pinturas rupestres dos Khoisan, arte conhecida pela sofisticação de seu simbolismo espiritual. Eland (antílope africano com espirais no chifre) predomina porque o eland era o animal favorito de Deus e então estava repleto de poder espiritual. A arte Khoisan também retrata cenários de caça, dança, cerimonias religiosas e guerra. Conhecidos de forma depreciativa pelos colonizadores como hotentotes ou bosquímanos, possuem linguagens únicas chamadas de "Línguas do Clique" com diversos sons inexistentes em outros idiomas e por isso chamados de "gagos" pelos colonos. Segue um trecho do Dicionário da África - sec. VII a XVI, Nei Lopes e José Rivair: (..)"Segundo L. D. Ngcongco, entre os anos 1000 e 1500 d.C., os KhoiKhoi tornaram-se criadores de gado, inclusive bois e vacas de grande porte, que montavam e usavam em transporte de cargas, além de ovelhas de causa grossa. Assim, espalharam-se por vasta área, numa expansão que deixou marcas profundas, tanto sob aspecto linguístico, quanto do ponto de vista da miscigenação, em grande parte da Africa Meridional, em terras hoje pertencentes a África do Sul, Angola, Botsuana, Namíbia, e Zimbábue. Em 1510, na região do Cabo da Boa Esperança, o português Dom Francisco de Almeida é morto com outros fidalgos no decorrer de uma 'expedição punitiva'. (Almeida, 1978, p.91). O ilustre falecido era vice-rei das Índias e sua morte ocorreu em confronto com um grupamento KhoiKhoi, que fez, além dele, mais 60 vitimas fatais. O fato comprova o grau de organização desses africanos, capazes de, apenas com seus arcos e flechas, infligir essa fragorosa derrota a uma coluna portuguesa, munida de armas de fogo" Logo no inicio do filme "Os Deuses Devem estar Loucos" mostra um pouco da vivência dos Khoisan, com propriedade coletiva, cultura de dividir, caça e coleta para sobrevivência, o amor e respeito às crianças, muita sabedoria, etc. Na África do Sul tem um partido politico que representa os Khoisan de atualmente, o Partido Revolucionário Khoisan, que não tem pretensão de ganhar grandes cargos, mas de defender seus interesses.
  6. Parte 6: Da Cidade do Cabo até Durban Nesta parte do relato vou focar na minha ida a Durban. No dia 09 de julho completou meu quinto dia na Cidade do Cabo e eu tinha o ingresso da Ilha Robben que eu tanto queria visitar, mas nesse dia choveu, então o tour foi cancelado e me reembolsaram no cartão vtm. Era um domingo e eu andei pelo centro na intenção de fazer outra atividade, estava tudo vazio e ainda mais com chuva então decidi passear pela Long Street. Aqui vai um alerta acerca dessa rua nos domingos e a noite pois pode ser perigoso na questão de furtos ou roubos. Mesmo sem programa eu pensei em sair pra beber, mas que logo decidi ficar mais tranquilo, almoçar bem e organizar os próximos passos do roteiro. Por bem dizer só fui tomar uma gelada lá em Zâmbia, mas é coisa pros próximos capítulos. No dia 10 de julho iniciou minha viagem de Bas Buz pela costa sul africana sentido Joanesburgo. Como peguei uma sequência de chuvas nas tardes e era inverno, decidi passar direto até Durban, eu poderia ter comprado uma passagem pela Intercape, no entanto eu havia fechado um pacote com Bas Buz e de certa forma eu iria percorrer a costa, só que apenas de passagem. E assim fiz, foram dois dias de viagem com uma pernoite em Port Elisabeth. Na verdade meu objetivo maior era a Cordilheira de Drakensberg, quase pensei em ir direto pra lá, mas passar um dia em Durban seria bom. Em Port Elisabeth fiquei acomodado no Hostel Jikeleza e logo de manhã a Van passou novamente rumo a Durban, onde eu fiquei no Curiocity BackPackers, chequei a disponibilidade de camas já que eu não havia agendado, acertei por duas noites no curiocity. A estrutura do hostel é bem bacana, camas confortáveis, wifi nos quartos, tomada na cama, mini luminaria, etc. Um dia em Durban - 12/07/2017 - 8º dia Depos de uma noite bem dormida, acordei umas 9h00, tomei café da manhã e parti rumo ao museu Kwa Muhle, isso já era bem umas 10h00. Caminhei até o museu, não durou nem 40 minutos do hostel. Assim como o Museu da Robben Island, esse me deixou bastante emocionado, acredito que até mais, pois me deparei com a história, imagens e depoimentos de Andrew Zondo*. Outra seção muito bem detalhada era a que tratava da história da lei do passe. Nesse museu tinha também uma sala dedicada a informações para conhecimento e preservação contra a AIDS e tuberculose também. Logo depois do museu passei no prédio onde ocorreu a III Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas em setembro de 2001, e contou com mais de 16 mil participantes de 173 países. Após ter esse contato histórico fui passear pela cidade, andei até porto pelo calçadão e foi bem tranquilo. Procurei um lugar pra almoçar e segui sentido a South Beach. Cheguei na praia já de tarde e tinha uma movimentação razoável, tendo em vista que era meio de semana. Um ambiente bem legal, as pessoas se divertiam bastante e o interessante foi ver mais moradores locais curtindo a praia. Todo esse rolê fiz à pé, e na volta pro hostel ainda passei por umas ruas fora da rota turística, assim tive mais contato e deu pra sentir a atmosfera do local, moraria ali de boa. O contato era mais quando eu ia comprar algo e já fazia alguma pergunta ou algum comentário. Nesse trecho aumentou também o número de moradores indianos. Por indicação dos funcionários do hostel eu andei sem a câmera fotográfica e sem muito dinheiro no bolso, pois disseram haver risco de roubo. Ainda bem que comigo correu tranquilo, mas só tirei fotos pelo celular, essa foi a desvantagem, já que ele não é top. Por fim, e depois de camelar um tanto, foi momento de relaxar no hostel. No dia seguinte eu tinha viagem pronta para a grande e tão esperada Cordilheira de Drakensberg! Reprodução caderneta de passe - museu durban *Andrew Zondo Ele cresceu no município de KwaMashu de Durban, teve seu despertar politico aos 14 anos inconformado com a Lei de Educação Bantu e se juntou ao CNA quando tinha 16 anos. Foi treinado como combatente no exílio em Angola e realizou várias operações clandestinas contra o governo do apartheid sul-africano. A explosão no Amanzimtoti, no período de compras pro natal, foi o seu mais proeminente. Cinco pessoas foram mortas e Zondo foi capturado seis dias depois. Em 20 de dezembro de 1985, as forças de segurança sul-africanas realizaram uma incursão em Lesoto, matando nove ativistas anti-apartheid. Em retaliação, os agentes da Umkhonto weSizwe, incluindo Andrew Zondo, colocaram uma bomba (mina) no centro comercial Amanzimtoti Sanlam em 23 de dezembro de 1985, matando três adultos e duas crianças, enquanto outras 40 pessoas ficaram feridas. Por este ato Andrew Zondo foi amplamente criticado pela população branca na África do Sul. O alvo seria uma agência do governo. Também teve criticas por parte do CNA, Oliver Tambo, ex-presidente do CNA, indicou que o assassinato de civis foi contra a política do CNA e, consequentemente, ele desaprovou o bombardeio, mas entendeu as razões. A Execução Em 6 de setembro de 1986, a família de Andrew Zondo foi visitá-lo na Prisão de Segurança Máxima em Pretoria, onde estava aguardando sua execução. Ele estava em paz consigo mesmo e com o mundo e ele disse a sua família: "Eu não quero que vocês chorem. Não quero que as pessoas venham e chorem por mim. O que eu tinha que fazer, eu fiz. Agora minha vida está terminando." Menos de nove meses após o bombardeio, na terça-feira, 9 de setembro de 1986, Andrew Sibusiso Zondo foi enforcado com dois homens de KwaMashu. Lucky Paye e Sipho Xulu, que também morreram sob instruções políticas. "A pena de morte na África do Sul foi reservada como uma punição por assassinato premeditado, traição ou como parte da justiça militar." "A execução de criminosos e opositores políticos foi usada para punir e reprimir a dissensão política." A última palavra de Andrew Zondo foi "Amandla", o grito de guerra da luta anti-apartheid!
  7. Parte 5 - 4* Dia - 08/07/17 - Cape Peninsula Tour (BasBuz) - Ilha das Focas, Praia dos Pinguins e Cabo da Boa Esperança Acordei cedo, tomei café no próprio hostel com aquele gelado matinal, cheguei pela varanda e a brisa leve indicava que viria dia bom pela frente. Não pra menos eu faria o Day Tour na Península do Cabo, rolê guiado que mesclava história com a bela paisagem oceânica e montanhosa do sul do país e da Cidade do Cabo. Eu havia agendado esse tour no dia anterior pelo Baz Bus e já comprei a passagem de van que vai desde a Cidade do Cabo até Joanesburgo passando por diversas cidades e hostels. Com isso fechei um pacote e ficou 2780 Rands. (+ ou - R$700,00). Baz Bus é basicamente um transporte que busca na acomodação e deixa em outra acomodação ao longo da costa sul africana. Essas acomodações inclui hostel, hotel e casa de hospedes. São mais de 200 acomodações entre 40 cidades. Existem diversos tipos de passagens, apenas de ida por 7, 14 ou 21 dias, e também ida e volta. Dessa forma facilita bastante a viagem para quem não está de carro, e acessando os horários disponíveis se planeja perfeitamente a viagem. Bas Buz oferece alguns tours como o da Cape Peninsula. Ainda não tinha alcançado as 8h da manhã e a van já estava em frente ao hostel, passou por outras acomodações e com o grupo fechado, todos a bordo, foi hora de seguir pra viagem. O que nos esperava era primeiramente a Hout Bay, de lá partia um barco até a Ilha das focas. Depois, na cidade de Simon, a visita à Boulder Beach (Praia dos Pinguis). Por fim na Reserva Natural Cape Point, Cabo da Boa Esperança, etc. Incluido uma caminhada leve e um rolê de 6km de bike. Seal Island O Lobo Marinho do Cabo (Arctocephalus Pusillus) Há 35 espécies de focas no mundo. A ilha de Duiker é um santuário de aves e de lobos marinhos do Cabo, onde se contam aos milhares estas focas e muitas aves tais como o corvo marinho do Cabo, o corvo marinho do banco, as gaivotas de dorso negro, etc. (...) O lobo marinho do Cabo mergulha a profundidade de 36 metros, variando esta aptidão de espécie para espécie. Ao mergulhar, os ouvidos e as narinas fecham-se hermeticamente, não sendo possível a respiração debaixo da água. Mesmo quando dorme, torna-se necessário emergir para respirar. O animal adulto consegue permanecer debaixo de água durante 30 minutos e os mais novos de 10 a 15 minutos. - De um modo geral alimentam-se de peixe, camarão, crustáceos e lulas. - As focas gozam de boa audição fora da água, ouvindo muito melhor quando submersas. A sua aptidão de detectar a origem dos sons é excelente. - Os olhos estão adaptados paar verem tanto na água como em terra. - O seu corpo é mantido a uma temperatura constante de 38,5º C. - OS machos chegam a pesar 350kgs e as fêmeas 113kgs. Boulders Beach Aninhado em uma enseada abrigada entre a cidade de Simon e Cape Point, Boulders tornou-se mundialmente famosa por sua colônia próspera de Penguin Africano e magníficas praias protegidas de vento e seguras. A partir de apenas dois pares reprodutores em 1982, a colônia de pinguins cresceu para cerca de 2200 nos últimos anos. Isto é em parte devido à redução do arrasto pelágico comercial em False Bay, que aumentou o suprimento de pilchard e anchovas, que fazem parte da dieta dos pinguins. A segunda parte do tour é marcada pela ida até a região do Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope) e uma caminhada até a Ponta do Cabo (Cape Point). Ao chegar ao parque nacional da montanha da mesa, iniciou-se uma pedalada de 6 km, a bicicleta é cedida pela agencia, assim como, os capacetes de segurança. Após essa atividade fizemos um bom lanche da tarde, pra já seguirmos rumo à ponta da África. O Cabo da Boa Esperança representa o extremo sudoeste do continente, já o extremo sul é por conta do Cabo das Agulhas que não é tão famoso quanto o da esperança, que já foi chamado de tormentas por Bartolomeu Dias. O guia perpassou pelas histórias das navegações, realmente muita referencia histórica no local, que tem por característica a difícil navegação. Ao visitar todos esses atrativos, seguimos de volta a cidade, o sol já estava se pondo, avistamos também diversos babuínos na beira da estrada, algumas pessoas paravam os carros, desciam e se aproximavam para tirar fotos, algo que não é muito aconselhável. Vale lembrar que foi um grande tour, o serviço muito divertido dos guias e reuniu uma galera bacana. Vale a pena!!! Links para consulta de horários e preços! http://www.bazbus.com/tickettype.html?rid=17 Fotos:
  8. Parte 4 - Dia 07/07/17 - Museu Robben Island e Praia Camps Bay Na noite anterior havia chovido mesmo, conforme a previsão dizia. Chuva é sempre bom em época de racionamento de água, em julho essa campanha não me pareceu tão intensa, mas na Cidade do Cabo existe racionamento de água. Essa manhã o clima estava ameno, tomei um café da manhã caprichado (food lover's cafe, se não me engano) e depois parti para o centro comercial V&A Waterfront e seguindo pelo plano de ir até a praia de Camps Bay, ainda de forma independente utilizando o transporte público ou a própria caminhada mesmo. The Victoria & Alfred Waterfront é um porto em principio, mas não só isso, o que realmente se destaca são os diversos atrativos ao redor do porto, desde comércios, bares, pubs, museus, lojas de artesanatos, restaurantes, o Aquário Two Oceans que não fui, porém dediquei grande parte do tempo no Museu Robben Island, que é o local de onde parte a viagem até a ilha. Comprei o ingresso para o dia 09/07 e depois do museu eu troquei dinheiro no banco, almocei e andei pelo porto. A Ilha Robben foi por um tempo território de um presidio de segurança máxima, onde aprisionava presos políticos. Na época do apartheid sul africano, Nelson Mandela foi um desses presos, e hoje o local é visitado como tour educativo e de memória de preservação da resistência desses que lutaram pela liberdade e por plenos direitos civis, sociais e políticos. Nesse dia eu apenas comprei o ingresso, mas bem no meu dia de visita a chuva impediu que o tour ocorresse, e como eu estava com o tempo já contado fiquei sem conhecer a ilha, os 340 Rands foram reembolsados no cartão Os guias desse passeio são alguns dos ex-presos políticos daquele tempo. O museu não me escapou e fiquei muito informado sobre essa época que muito marcou. Vale lembrar que a visita à ilha dura em torno de 4 horas e tem horários específicos de partida. (deixarei o link mais abaixo). Momento de muita emoção foi estar frente a frente dos quadros que traçavam a história de luta anti-apartheid, as informações eram separadas em diversas seções, tais como: Fundação do Apartheid; primeiras resistências; distribuição de terra; mão de obra barata de imigrantes; primeiros sindicatos; mulheres, apartheid e resistência; partido nacional no poder; legislação do apartheid; campanha de desobediência; Massacre de Sharperville*; campanha contra lei do passe**; estado de emergência; luta armada; encarceramento, insurreição da juventude; capitulo da liberdade; crescimento de movimentos sociais, etc. Após o almoço, voltei pro centro andando e parti direto pra Camps Bay Beach. Tem um ônibus que vai direto e é barato. No verão essa praia costuma lotar, mas como era inverno o tempo tava nublado e a temperatura baixa trombei com uma praia vazia. Ao embarcar no ônibus 107 Camps Bay usando o cartão Mycity, logo o rumo se deu em um bairro muito bem estruturado e de grandes casas, aos poucos já dava pra avistar o mar. Essa praia é uma das mais badaladas na época quente, suas águas são frias, mas o diferencial é a estrutura que se tem na beira da praia, diversos restaurantes, bares e inclusive um mercado. Então mesmo que não se entre no mar, tem muita coisa pra se fazer. A vista é muito linda da sequencia de montanha que pertence a Table Mountain, chamada de 12 apóstolos. Quando eu fui essa visão estava parcialmente coberta, mas se mostrou bonita do mesmo jeito. Ao continuar a caminhada pelo calçadão se chega numa piscina natural que é tida como mais apropriada para banho, já que também não tem o risco de aparecer tubarões como ocorre no mar. Fiz minhas compras no próprio mercado, sendo assim a opção mais barata. Não entrei na água pois estava frio e por lá permaneci o restante da tarde. Show de bola!!! O dia terminou com esse programa light, bem tranquilo. Voltei de ônibus até o centro, desci na Long Street pra descansar no hostel Two Oceans. No dia seguinte eu tinha agendado o rolê até a Peninsula do Cabo com a agencia BazBus. Links: Rota e horários da linha Camps Bay https://myciti.org.za/en/timetables/route-stop-timetables/?timetable[weekday]=wednesday&timetable[route_id]=107&timetable[direction]=0 Ilha Robben ou Robben Island http://www.robben-island.org.za/ *Massacre Sharpeville - fonte "Por dentro da África" Em 21 de março de 1960, ocorreu em Sharpeville, na província de Gauteng, África do Sul, um protesto realizado pelo Congresso Pan-Africano contra a Lei do Passe, um documento que detalhava onde os negros poderiam ir. Caso os negros não apresentassem o passe, eles eram sumariamente detidos. Neste dia, milhares de manifestantes caminhavam por Sharpeville para um protesto pacífico, que foi reprimido pela polícia sul-africana com arma de fogo provocando a morte de 69 pessoas e ferindo cerca de 180. Após esse dia, a opinião pública mundial passou a olhar com mais atenção para o regime do apartheid. Em 21 de novembro de 1969, as Nações Unidas implementaram o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de março. http://www.pordentrodaafrica.com/noticias/por-dentro-da-historia-o-massacre-de-sharpeville-durante-o-apartheid **Lei do Passe A Lei do Passe era uma lei que existia antes do Massacre de Sharpeville, na África do Sul. A lei, que obrigava os negros da África do Sul a portarem uma caderneta na qual estava escrito onde eles podiam ir, era um dos principais elementos do sistema de apartheid. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_do_passe O apartheid (...) foi um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca. A segregação racial na África do Sul teve início ainda no período colonial, mas o apartheid foi introduzido como política oficial após as eleições gerais de 1948. A nova legislação dividia os habitantes em grupos raciais ("negros", "brancos", "de cor" e "indianos"), segregando as áreas residenciais, muitas vezes através de remoções forçadas. A partir de finais da década de 1970, os negros foram privados de sua cidadania, tornando-se legalmente cidadãos de uma das dez pátrias tribais autônomas chamadas de bantustões. Nessa altura, o governo já havia segregado a saúde, a educação e outros serviços públicos, fornecendo aos negros serviços inferiores aos dos brancos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid Fotos:
  9. Parte 3: Subida à Table Mountain (Montanha da Mesa) 06/07/2017 - Subida à Table Mountain (Montanha da Mesa) - Cidade do Cabo Dia bonito em Cape Town, acordei mais tarde do que o esperado pelo despertador, me agilizei pra aproveitar o dia, pois iria enfrentar a tão falada Table Mountain. Desde casa em SP eu já havia navegado por parte do seu caminho via google maps. Até então pensava em ir à pé desde o hostel mas como havia adquirido o cartão mycity, fui de ônibus poupando uma caminhada de 6km. O ônibus foi o 107 Camps Bay. Peguei na Estação Adderley mas poderia ter pego após a Long Street. Desci logo quando chega a entrada pra Tafelberg Road que já liga até o inicio da trilha. Desse trecho andei uns 30 minutos até chegar na base do Teleférico, mas na volta percebi que tem um ônibus que faz integração gratuita e deixa bem próximo da base. Sendo uma das atrações mais visitadas da África do Sul, a Montanha da Mesa esbanja beleza desde diversas partes da Cidade do Cabo até o seu ponto culminante que é achatado se assemelhando a uma mesa. Com mais de 1000 metros de altitude e um cume de 3km de extensão, consegue-se avistar todo o centro da Cidade do Cabo, a Ilha Robben e diversas praias, um visual de tirar o fôlego. A Montanha da Mesa pertence a um Parque Nacional sendo um Patrimônio Mundial e uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Existe um Teleférico que faz a subida em 5 minutos, mas meu plano era subir andando, uma aventura ímpar pra iniciar bem minha mochilada! A trilha escolhida foi a Platteklip Gorge que aparenta ser a mais utilizada, a mais fácil e a mais demarcada. A atmosfera tava sensacional, fiz essa caminhada numa paz incomum, minha única preocupação a principio era o tempo, pois havia me atrasado pro inicio do role e a tarde era possível chover. A subida foi tranquila, eu sempre fazia as pausas necessárias e já tinha durante todo o trajeto um panorama legal da paisagem. Acredito ter feito em 2 horas esse trekking. A caminhada começou sobre um piso de rochas planas e um declive moderado, logo apareceu um pequeno córrego, mas eu apenas o olhei e continuei subindo, meu cantil de 2 litros estava cheio e não precisei abastecer, também não sei informar se era água própria pra consumo. Depois o zigue zague tomou conta da trilha, era meio de semana mas mesmo assim tinham várias pessoas na atividade, algumas subindo e outras já descendo. Algo muito interessante eram os cumprimentos e o apoio que todos davam, um ambiente bem favorável para esta modalidade. Presenciei crianças e mais velhos fazendo a trilha, certo que era num ritmo bem tranquilo, mas estavam lá tendo essa vivência. É mais que importante lembrar que quem decidir encarar a subida a pé, deve se preparar fisicamente, calçar um tênis apropriado, vestir roupas leves e para trilhas, levar alimentação de trilha, água é crucial, pensar nos primeiros socorros e ter disposição/ paciência! Então é só curtir a fauna e flora local, o visual da cidade e do oceano ao fundo. Cheguei ao topo e precisei vestir uma blusa, ventava muito e a temperatura diminuiu bastante. Sensação de parte do dever cumprido pra admirar aquela beleza natural africana. Fiz diversas trilhas lá em cima e tirei muitas fotos. (selecionadas abaixo) Ao sentar pro descanso um passarinho me acompanhou bem de perto, e ficou um bom tempo do meu lado. Pelo que eu vi ele é conhecido como Estorninho de Asas Vermelhas. Depois fiz meu lanche, o pássaro já havia ido embora e acho que ele deve ter voltado ali pra bicar os farelos rs A tarde já se encaminhava a envelhecer, então me pus a voltar, fiz o mesmo trajeto da subida. Não quis arriscar outro caminho por não ter muito tempo pra se caso ocorresse algo de errado, alem da previsão de chuvas. A descida foi mais rápida, porém mais interessante pela janela que se tinha, pois eu ficava a maior parte do tempo de frente pro visu. Finalizada essa jornada com o cansaço aparente, embarquei no ônibus até a avenida principal e depois um pro centro, pois na Long Street eu fui descansar nos hostel Two Oceans! Fotos:
  10. Parte 2: De SP a Cape Town Republica da África do Sul: País da África Austral, limitado por Botsuana, ao norte; Namíbia, ao noroeste; Zimbábue e Moçambique, a nordeste; e pelo Oceano Atlântico, ao sul. Suas fronteiras circundam o enclave que constitui o Reino de Lesoto. Os primeiros povoadores foram indivíduos dos coissãs e bantos, entre os quais ovambos, sotos, zulus, xonas, os quais expulsaram, no século XV, os antecessores; além destes, citem-se os primeiros europeus, estabelecidos já no século XVII. As sociedades bantas. No século X, povos das bacias dos rios Limpopo e de seu afluente Cháchi (Sashi, Shashe)já se inseriam na rede comercial do Oceano Índico, adquirindo contas de vidro, tecidos e até artefatos de cerâmica envernizada, em contrapartida ao fornecimento de ouro e marfim (Huffman,2010, HGA, III, p.791). Essa atividade, comprovada pela arqueologia, levou à constatação da possível existência, em partes do território atual da África do Sul, de sociedades das quais a pastorícia, a agricultura e a extração mineral teriam sido exercidas em paralelo, e às vezes de forma combinada. Nos centros mais avançados, teria dominado a mineração e fundição de metais, sendo a autoridade politica prerrogativa hereditária de uma classe dirigente, proprietária dos rebanhos e das minas (Jaspan,1958, p.164-165), Consoante Davidson (1981, p.55), a metalurgia do ferro já existia, no centro do território da atual republica, no ano 1000 d.C. (Origem: Dicionário de História da África, Séculos VII a XVI - Nei Lopes e José Rivair Macedo) "África do Sul, oficialmente República da África do Sul, é um país localizado no extremo sul da África, entre os oceanos Atlântico e Índico, com 2 798 quilômetros de litoral. É limitado pela Namíbia, Botsuana e Zimbábue ao norte; Moçambique e Suazilândiaa leste; e com o Lesoto, um enclave totalmente rodeado pelo território sul-africano. O país é conhecido por sua biodiversidade e pela grande variedade de culturas, idiomas e crenças religiosas. A Constituição reconhece 11 línguas oficiais.Duas dessas línguas são de origem europeia: o africâner, uma língua que se originou principalmente a partir do neerlandês e que é falado pela maioria dos brancos e mestiços sul-africanos, e o inglês sul-africano, que é a língua mais falada na vida pública oficial e comercial, mas é apenas o quinto idioma mais falado em casa." Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Dias 04 e 05 de Julho/17 Saí de casa perto das 13h00, no meio do caminho minha irmã avisou sobre uma falha na consecução da transferência de credito no cartão VTM (Visa Travel Money), no caso fica aqui um ponto a pensar adiantado, evite de deixar para os últimos dias igual eu fiz. Como eu estava no trem, desci na estação Jurubatuba e passei no Shopping SP Market. Não tinha Banco do Brasil neste shopping, então segui direto pro aeroporto de Cumbica (Guarulhos) pelo busão que saiu do Tatuapé, linha 257-Aeroporto de Guarulhos (horários aqui). Demorou menos de 40 minutos. Lá no aeroporto procurei o caixa do Banco do Brasil, mas meu limite era apenas de 800 para transferência. Então saquei o limite pra saque que era de R$1200, com mais R$400 que tinha sacado da Caixa ficou R$1600. E debitei mais R$1000 da Caixa Econômica pra levar em cash. Dica: Vejam tudo isso dias antes, até questão de aumentar limites e debloqueio de transferência nos bancos. *Investimento inicial: R$2600,00 (Vtm/cash) + R$ 1960,00 (Passagem) = Total R$4,560,00 Fiz um check in na TAAG, sem filas e tudo ok. Fui já pro portão de embarque e fiquei aguardando abrir a porta. Saiu sem atraso a viagem. Gostei do serviço. Serviu uma janta e café da manhã. Durou umas 8 horas até chegar em Luanda. Chegamos as 06h20 em Angola, diferença de 4 horas do Brasil. Agora o destino era a Cidade do Cabo. Mas antes uma fila grande pra fazer a transferência, mas não precisa de visto. Essa fila se formava porque só tinha um scanner em serviço na parte da transferência. Demorou um pouco, e a partir de então foi fila atras de fila. Até aguardarmos a abertura do portão final. Contudo, atrasou 30 minutos. Saindo às 09h30. Viagem tranquila, cochilei logo no inicio da decolagem. A aeromoça me acordou pra fazer um almoço, e depois voltei a dormir Essa parte do voo passou bem rápido, duração de 3 horas. Chegada em Cape Town Eis que chegou o momento de ir amenizando pouco a pouco toda a ansiedade de pisar em solo africano, de andar nas ruas da África do Sul e de sentir sua atmosfera. Abobalhado, eu andava pelas ruas do centro da Cidade do Cabo, realmente eu estava muito contente de estar ali e de me identificar com o local e com as pessoas que circulavam pelas ruas, a principio senti um baque de cidade grande, onde eu era apenas mais um na multidão, mas em instantes me senti em casa. Do aeroporto eu havia utilizado o ônibus do transporte público sentido "Civic Centre". Ao lado do aeroporto vendem-se os cartões Mycity, paguei uma taxa de 35 Rands e creditei mais 80 Rands. Esse sistema é parecido com o bilhete único de São Paulo, porém a passagem é cobrada gradativamente, de acordo com a distância percorrida, então se passa o cartão na entrada e é debitado na saída, ou seja, é cobrado no desembarque. Foi o meio mais barato e correu bem tranquilo. Ao descer na estação do centro, já segui sentido a Strand Street pra depois virar na Long Street, onde eu havia planejado de checar o hostel Two Oceans Back Packers. Por lá eu fechei quatro diárias por 150 rands cada dia, totalizando 600 rands e então fui descansar o restante da tarde após ter tomado um bom banho. O Wi-fi era livre e dei notícias pra minha família. Vale frisar que uma pessoa importante que me auxiliou do Brasil foi minha irmã, principalmente no diz respeito ao cartão vtm. Voltando ao hostel, ele era simples, um atendimento bom, tinha uma cozinha muito bem organizada com chá livre. Lá também se lavava roupas mediante uma taxa. Fiquei num quarto compartilhado com seis beliches e foi tudo tranquilo, não tinha muita rotatividade, até porque tinham hospedes que alugaram a cama por meses, pois estavam trabalhando na long street. A Long Street pode ser considerada uma das ruas mais turísticas da Cidade do Cabo, pois conta com diversos restaurantes, hostels, casas noturnas, bares, comércios, etc. Passei num mercadinho pra comprar algumas coisas pra comer na janta e também pra tomar um café reforçado, já que no dia seguinte eu iria pra famosa e tão esperada TABLE MOUNTAIN! Observação: * No geral, fiz as contas de 1 real valendo 4 Rands ou 1 dolar de 12 a 13 Rands - Julho/17 Links úteis: Linha Metro Tatuapé x Aeroporto de Guarulhos (R$06,15 jan/2018) http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado_imp.htm?numlinha=30446 Mycity https://myciti.org.za/en/home/ Hostel - Cape Town http://twooceansbp.co.za/Welcome/ Mapa - chegada no hostel: https://goo.gl/maps/RxAyDwc1Vw72 Providenciar certificado da Anvisa - Febre Amarela http://portal.anvisa.gov.br/certificado-internacional-de-vacinacao-ou-profilaxia Requerimento de Passaporte brasileiro: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte Sobre o Visa Travel Money (VTM) https://www.visa.com.br/pague-com-visa/cartoes/cartoes-pre-pago/visa-travelmoney-detalhes.html Angola Airlines (TAAG): http://www.taag.com/en/ África do Sul - Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/África_do_Sul HINO DA ÁFRICA DO SUL
  11. Parte 1: Introdução e Roteiro O fato de poder pisar no Continente Africano está diretamente relacionado às minhas aspirações de pelo menos quatro anos pra cá. Tempo esse que pude saber que foi em África que se instalou os primeiros seres humanos do mundo, ou seja, o continente Africano é o Berço da Humanidade. De sua antiguidade clássica provem as primeiras civilizações que consolidaram diversos feitos avançados para época e que foram modelados para civilizações de outras partes. As dificuldades que se presenciam nos dias de hoje em África foi devido o advento das invasões europeias e também das invasões árabes, todo o passado de glória se perdeu e transformou no que podemos ver ainda no século XXI e o que ocorreu nos séculos anteriores de desmantelamento cultural e exploração intensa desde pelo menos o século XVI. De certo que existe a importância cultural (e de certa forma política), mas essa viagem teve um aspecto mais mochileiro/turístico com uma diversidade de atrações e com certeza contando com o espetáculo da natureza, a exuberante paisagem do sudeste africano. Foram 23 dias de viagem, onde parti de São Paulo dia 04 de Julho de 2017 e só retornei no dia 27 do mesmo mês. Antes de ir, apesar de estar próximo de se realizar um grande sonho e do que esse momento significava pra mim, o planejamento foi feito bem rapidamente utilizando o pouco de experiência que tenho em fazer meus roteiros com informações da internet. Não agendei previamente (no Brasil) nenhum "Tour", transporte ou acomodação, apenas comprei a passagem para Cidade do Cabo (Cape Town) pela Angola Airlines (TAAG) que custou R$1960,00, renovei meu passaporte e chequei se eu precisava tomar a vacina contra Febre Amarela. No caso não precisei, pois já havia tomado em 2011 quando fui pra Bolívia e essa vacina é valida por dez anos. Lógico que antes de tudo olhei os mapas, compilei os hostels no centro de Cape Town e tudo mais. Levei dinheiro em espécie e no Cartão VTM (Visa Travel Money) tudo em dólar, mas a moeda na África do Sul é o Rand (Zar). Na questão do visto para a África do Sul, pra turismo os brasileiros não precisam pagar nem agendar previamente, é apenas mostrar um passaporte contendo pelo menos 1 mês de validade antes da data de retorno pro Brasil e uma folha em branco, o visto valerá por 90 dias. Vou deixar pra detalhar essa encantadora e graciosa aventura nas próximas postagens, por enquanto vou deixar o esboço do roteiro. Recebi no passaporte carimbos de cinco países: África do Sul, Reino de Lesoto, Zâmbia, Zimbábue e Botsuana. A estadia foi maior na África do Sul e depois em Zâmbia, os outros três países visitei mais a região próxima das fronteiras fazendo um "Day Tour" em cada país. Do que eu havia planejado tudo correu muito bem, só não consegui conhecer a Ilha Robben (Robben Island) por ter chovido no dia em que eu agendei minha ida e não pude adiar porque no dia seguinte já estava marcado o inicio da viagem pelo BasBuz, uma van que percorre por toda a costa sul africana desde a Cidade do Cabo até Pretória (falarei mais sobre). Outro ponto que queria muito ir era o Museu Africano em Joanesburgo, mas não achei o local. Isto foi minimizado pelos diversos pontos altos da mochilada, como a subida na caminhada até a Montanha da Mesa (Table Mountain), o tour na Península do Cabo, a caminhada até a Tugella Falls na Cordilheira de Drakensberg, a ida as Cataratas Mosi-oa-Tunya/Victoria Falls em Zâmbia/Zimbabue, ou o Chobe Safari em Botsuana. Dia 06/07/17 Table mountain - Trekking sozinho pela Montanha da Mesa - Cidade do Cabo Dia 07/07/17 ida ao centro comercial V&A Waterfront de manhã Praia - Camps bay beach à tarde Dia 08/07/17 Cape Peninsula Tour (BasBuz)- Ilha das Focas, Praia dos Pinguins e Cabo da Boa Esperança Dia 09/07/17 Era pra ser robben island mas foi cancelado pelo tempo chuvoso. Dia de descanso depois de breve caminhada pela cidade. Domingo tudo vazio. Ajeitar roteiro. Dia 10/07/17 Viagem de Cape Town até Port Elisabeth por basbuz. O dia todo de viagem com a van. Dia 11/07/17 Viagem de port elisabeth até durban. Chegando no Hostel Curiosity no Centro de Durban. Dia 12/07/17 Sai umas 10h para o Kwa Muhle Museum, depois fui comer, depois pra região do porto e finalizando a tarde na Praia - South Beach. Dia 13/07/17 Cheguei no Amphitheatre Backpackers em Northern Drakensberg e passei a tarde de boa. Fiz umas trilhas ao redor do Hostel. Dia 14/07/17 Tugela falls tour - A segunda maior cachoeira do mundo e a maior da África, mas no inverno o volume de água é baixo. Beleza da Cordilheira de Drakensberg - Show!!! Dia 15/07/17 Lesotho Day Tour - Lesoto é um país montanhoso incrustado na África do Sul e sem saída pro mar. A etnia predominante é Bashoto e a língua é o Sesoto (soto). Experiencia unica. Show!! Dia 16/07/17 Amphitheatre Backpackers Dia 17/07/17 Amphitheatre Backpackers Dia 18/07/17 Viagem de van basbuz de Drakensberg até Joanesburgo, fiquei num hostel próximo do aeroporto Oliver Tambo. Dia 19/07/17 Viagem de avião de Joanesburgo até Livingstone em Zâmbia Ao chegar andei pela cidade, povo muito acolhedor. Fiquei no Hostel Zinga Backpackers. Dia 20/07/17 Grande dia nas cataratas Mosi-oa-Tunya (Victoria Falls). lados da Zâmbia e Zimbabwe. Dia 21/07/17 Walk around the city centre. Change money to next day Dia 22/07/17 Chobe Safari Day Tour em Botsuana Dia 23/07/17 Viagem de volta a joburg. Do aeroporto um taxi até curiocity backpacker Dia 24/07/17 Soweto Day Tour e Museu do Apartheid Dia 25/07/17 Andando por joburgo. Dia 26/07/17 Transfer até o aeroporto e volta pra São Paulo com escala em Luanda (transferência apenas).
  12. Pico do Queixo D'anta - São Francisco Xavier - SP 30 / 31 de maio 2017 Da primeira vez que fui pra São Francisco Xavier, fiquei sabendo do Pico Queixo D'anta, que fica distante 10 km do centro, e vale lembrar que São Francisco é um distrito de São José dos Campos, interior de SP. O ponto culminante do Queixo D'anta tem em torno de 1700 metros de altitude. Lugar ideal pra um bate-volta com pernoite, ou até mesmo para acrescentar aos outros atrativos em SFX. Então fui eu pra mais uma caminhada em meio a natureza. ---*São Francisco Xavier é um pequeno distrito de São José dos Campos SP e está localizado entre as montanhas da Serra da Mantiqueira. Com o passar do tempo o turismo no local foi crescendo por seus encantos naturais como cachoeiras, rios, trilhas, montanhas, picos de altitude, fauna e flora preservadas.--- Pra voltar em SFX eu tinha me programado pra ir nesse pico e emendar com outros atrativos, mas como o tempo foi justamente pra um bate-volta decidi fazê-lo isolado. Aquela velha folga de Terça-feira não passou batida e sem nada pra fazer. Acordei de madrugada, ajeitei a mochila e recolhi as informações do local. Assim, logo cedo sai de casa, a previsão não falava de sol, mas do mesmo jeito não falava de chuva, então eu fui. No Terminal Rodoviário do Tietê, embarquei no ônibus sentido São José dos Campos (R$32,14), que partiu as 6:00 da manhã. Em menos de duas horas cheguei na rodoviária de São José, ainda tive tempo pra tomar um café reforçado e parti no ônibus das 8:00 horas sentido São Francisco Xavier (R$8,45) (link da linha aqui). A viagem durou em torno de uma hora e meia, desci no ponto que dá acesso à estrada até o pico. (aqui). A partir de então foi uma pernada legal. O tempo estava nublado, mas com um clima quente. Logo no inicio uma placa mostrou a direção seguindo a direita e foi só seguir subindo e subindo. Uma outra bifurcação veio, mas bem depois de quase uma hora caminhando (foto 2). Depois dessa bifurcação a estrada ficou mais fechada e não tinha subida, mas antes teve alguns trechos pesados e ingrimes. Se for de carro e tiver chovendo, tem o risco de não subir. Uma região montanhosa de um verde bem lindo, no caminho vários pés de limão e mexerica. A cada parada para respirar fundo via-se diversos pássaros. Os bois e as vacas, do outro lado da cerca, ficavam só de olho. Quando deu 11h15, cheguei no sítio onde eu iria acampar e onde se dá acesso ao pico. Eles cobram uma taxa de conservação de R$20,00 e o camping foi R$20,00 também. Não tem banho e nem refeição, é mais para acampar mesmo. Como eu tava sozinho e eles estavam com visitas, fechei de jantar com eles. Agora pensa numa comida boa? Pensa aí, pois aquela janta foi demais. Assim como a recepção muito boa da dona Ricardina e seu Janildo. Mas antes de jantar ainda tinha a subida, montei a barraca e levei na mochila só o necessário. Meio dia iniciei a subida. Eu tinha na minha cabeça que seria algo bem de boa porém me deparei com trechos difíceis, que exige um certo preparo e uma vontade a mais de subir. Foi subida demais, na primeira hora foi por uma trilha íngreme mas bem batida, passei por um ponto de água e na segunda hora foi o trecho de maior dificuldade, tendo diversas escalaminhadas que não acabavam mais. Fui me aliviar quando chegou um ponto de referência, uma pedra enorme indicava que o pico estava chegando. Ainda continuei... Eis que as 14h00 cheguei no topo do Queixo D'anta, ufa! Foi uma atividade e tanto. O visual tava fechado, aparecia possibilidade de abrir e de fato abriu um pouco, mas isso após um cochilo que tirei lá em cima. Foi um sono abençoado, que revigorou pra eu continuar a apreciar o local. Quando deu 15h50 era hora de voltar, encarei as descidas íngremes sempre com o apoio das mãos. De fato foi mais rápida a descida, apesar de ter feito bem na cautela pra evitar acidentes. Então as 17h00 já estava no camping de volta, deitei de cansado e veio um dos cachorros do sitio me dar boas vindas. Normalmente ele sobe com o pessoal, mas não quis ir comigo porque tinha visita lá, paciência! Só de pensar que eu tinha a intenção de subir 2 vezes, mas quando vi que exigia um certo esforço só subi uma mesmo. O dia seguinte fez um dia de céu limpo, o visual lá em cima deveria tá impecável, mas mesmo assim curti demais. Vale a pena!!! Péde natureza sempre! É nois! Primeira vez. Travessia São Francisco Xavier x Monte Verde http://pedenatureza.blogspot.com.br/2017/04/de-sao-xico-monte-verde-cachoeira-pedro.html Saiba mais: http://www.trilhadeiros.com.br/relatos/relatos/pico-do-queixo-da-anta http://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=765&t=77228 http://trailsandtravels.com.br/bate-volta-queixo-anta-sfx/ https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=13207551 *trecho de um folder Fotos:
  13. Dia 3: Caminhada até algumas cachoeiras na cidade do Marmelo: Cachoeira dos Padres, Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira São Mateus e São Lucas. Mais um dia em que acordei cedo, não tinha nem porque acordar tarde, já que fui descansar bem rápido na noite anterior. As 05h30 coloquei o celular pra carregar, escovei os dentes e voltei pra barraca. O tempo tava neblinado, não dá pra negar que tava frio e então por isso voltei pra barraca. Logo quando apareceu os raios de luz, li algumas coisas que tinha pra ler, conferi os mapas e já me ajeitei pra curtir mais um dia da natureza de Marmelópolis. Ciente de que seria algo bem mais tranquilo do que a subida que fizera no dia anterior, ainda rendia algumas dores na perna, mas que após o exercitá-las se foi. O canto dos pássaros era contante e anunciavam dia bom! Às 07h30 o seu Maeda chamou pro café, e foi momento de mais um bate papo bacana, mais histórias e mais dicas. Então, ele apresentou o seu museu do montanhismo, que é descrito dessa forma em um folder que ele me entregou. "Museu Histórico do Montanhismo - Recorda de andação do Sr. Maeda (montanhista a mais de 50 anos), pelas montanhas do Brasil, Peru, Argentina, Chile e Japão. Com mais de 400 fotos, equipamentos utilizados nas inúmeras excursões nacionais e internacionais..." Tem também as reportagens as quais eu já havia assistido pelo youtube em casa. Enfim, uma visita bacana e é inspirador ver o entusiamo em cada palavra proferida pelo Maeda. E então, eu parti pra caminhada rumo a Cachoeira dos Padres. Cachoeira dos Padres Essa cachoeira fica a 6km da pousada, conta com 3 quedas que variam de 10 a 70 metros e fica dentro do Sítio Cachoeirão. Tem uma placa cobrando o acesso (R$ 3,00), porém não cobraram nada de mim. O dia estava semi nublado, as vezes o sol aparecia, mas tinha hora que o tempo chuvoso ameaçava. Logo quando saí da pousada avistei um Serelepe roendo o tronco de uma árvore, fiquei parado do lado árvore e continuou a roer. A partir desse trecho não se tinha muita subida nem descida, deu pra considerar uma caminhada quase plana a todo momento. Isso também levando em consideração que havia subido quase 4 horas no dia anterior até o Marinzinho, qualquer outra caminhada ali seria mais light. Nas bifurcações estava tudo sinalizado, e assim como eu tava com um mapinha, só ia confirmando o caminho correto, sem erro. Esse clima mais rural de Marmelópolis era um show mesmo, ora chegava um riacho passando a beira da estrada, misturado com o cenário de morros, fazia a caminhada ficar bem em paz. Quando deu uma hora e dez minutos de caminhada, cheguei no portão do sitio. Um garoto me atendeu, quando fui pagar a taxa ele disse que podia entrar. Explicou o caminho e pra lá eu fui. Era uma trilha básica e sinalizada, a primeira queda veio logo de cara e era a menor delas, ali eu não parei neste primeiro momento e continuei a trilha. Menos de 10 minutos veio a segunda queda, mais alta e forte, já arrancando suspiros de euforia. Ali quase ia fazer uma parada, porém a curiosidade batia mais forte e fui direto pra terceira... "Ô Loko" exclamei comigo mesmo. "Sé loko, quê isso" rs. Eu realmente havia desacreditado da potencia desse rolê. Fui na intenção de fazer algo pra refrescar e complementar a viagem, mas fui surpreendido positivamente. O lugar é lindo demais, a terceira queda é perfeita pra se passar horas ali, ou até mesmo o dia todo meditando e se encontrando em meio a natureza. Tendo diversos lugares para contemplação e piscinas naturais para se banhar em suas águas límpidas. Por ali fiquei um bom tempo e enquanto eu tirava fotos, lembrei do temporizador de 10 segundos da máquina. Então comecei a treinar o uso para ir além de selfies rs. Na volta passei novamente pela segunda queda, mas estacionei na primeira. Ali li um livro e tomei um suco, aproveitei por mais uma hora. A estrutura do Sítio conta com restaurante e banheiros, uma sacada que fizeram e eu me identifiquei bastante foi colocar versos de músicas em placas. Dialogando bastante com a natureza. Coisa que numa viagem sempre faço é além de escutar os álbuns que já conheço, procuro também estudar outros novos pra mim. Nesse dia o restaurante tava fechado, então voltei sentido camping pelo mesmo caminho e bem satisfeito com o local. Recomendo! Cachoeira Santa Bárbara Abasteci de água no camping, comi alguns pinhão que a senhora Maeda havia cozinhado e parti rumo a cachoeira Santa Barbara. Essa eu não tinha mapa, mas ganhei um do Maeda além de seguir suas orientações, seja por fala, nas arvores ou placas. Essa Cachoeira fica dentro de um sítio a 2km do camping. O caminho que fiz foi por uma trilha em meio ao pasto de uma propriedade cercada. É possível chegar de carro também, mas é uma distancia maior. Comecei numa subida bem íngreme, depois tive que passar por debaixo de uma cerca e continuei subindo pelo pasto. Como não tem trilha demarcada, depois de uns 30 minutos fiquei um pouco perdido, Após mais uns 15 minutos eu avistei a cachoeira já ficando pra trás, foi aí que segui pela direção correta. Ao chegar na porteira, chamei o Cauã e ele apareceu. Contou que tava trabalhando aos poucos na trilha e tava cobrando uma taxa de R$2,00. Falou que tava trabalhando com mel e comprei um também. Cheguei na queda e lá tomei um banho. O volume de água tava baixo, mas dava pra contemplar numa boa. São 100 metros de queda, água que desce escorrendo paredão abaixo bem numa boa. Ainda na intenção de visitar outras cachoeiras e como já era fim de tarde, minha pausa ali foi breve e já segui rumo o camping novamente. Cachoeira São Mateus e Cachoeira São Lucas O acesso a essa cachoeira fica na mesma estrada que leva pro Pico do Marinzinho. Tava nos planos visitá-las na volta do pico, mas como eu tava cansado, preferi voltar pro camping naquele dia. São várias quedas pra chegar na principal que é a Água Branca. Que por ficar já tarde não fui. Mas essa duas quedas já me contentou e por ali tomei um banho de cachoeira derradeiro do dia. Dia 4: Carona até Itajubá e a volta pra São Paulo Já era quarta-feira, dia de voltar ao trabalho. Na segunda-feira o seu Maeda ofereceu uma carona até Itajubá. Ele tinha algumas compras pra fazer lá e ele ia na terça, mas como eu tava voltando na quarta resolveu mudar pra dar mais essa força, já que os horários dos ônibus em Marmelópolis são irregulares. Saímos após o café da manhã, acertamos as contas e com isso fui me despedindo do camping. Uma estadia que não se tem em qualquer lugar, e que renova o espírito de aventura do ser viajante. Realmente surpreendente. Embarquei no ônibus das 10:00h sentido São Paulo, viação Santa Cruz novamente, mas tem a Pássaro Marrom também. Momento de ouvir música e ler um livro, prosseguindo uma viagem bem tranquila até sampa.. Péde Natureza! Até a próxima. Fotos:
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