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Jefferson Zanandréa

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Jefferson Zanandréa venceu a última vez em Dezembro 16 2019

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Reputação

7 Neutra

1 Seguidor

Sobre Jefferson Zanandréa

  • Data de Nascimento 15-04-1989

Bio

  • Ocupação
    Assistente de logística

Últimos Visitantes

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  1. Pensa num lugar frio! Pois é, assim é Santiago no Chile, ainda mais no inverno. Sabe, esse dia foi bem incrível, foi aquele eclipse total do sol que tivemos recentemente, lembram? 03 de Julho de 2019, que data! Fui sozinho para o Chile desbravar um pouco a nossa querida América do Sul. Fiquei hospedado num Hostel incrível na Vicuña Mackena, importante avenida de Santiago. Não fazia a mínima ideia do que fazer nesse dia, e nem se quer me lembrava do eclipse. Fiz um grande tour pelo centro da cidade, conheci lugares e pessoas até que no final da tarde, já no hostel, me lembraram do eclipse. A galera foi assistir ao evento em cima de uma laje que tem ali no lugar, me chamaram para ir tbm, mas eu não estava no clima. Era um dia em que eu queria curtir a minha solitude, observar, sentir, experienciar tudo sozinho. Peguei uma mochila, coloquei algumas coisa e parti correndo para o Cerro San Cristóbal que fica apenas algumas quadras do hostel. Consegui observar o eclipse total já quase no topo do Cerro, escutando Trop Sensible, da cantora francesa Zas. A letra da música fala de sensibilidade, numa melodia serena que transmite paz e é claro, muita sensibilidade. Eu sou do tipo de pessoa que quando gosta de uma música, escuta essa música até enjoar (e confesso que ainda não enjoei desse som). Ao som de Zas, alcancei o topo do Cerro com a ajuda do teleférico, que peguei na metade da subida, e fiquei por ali até que o sol se pusesse, mas não antes de deixar - por alguns minutos - resquícios de sua luz no topo da cordilheira. Santiago já estava sob a escuridão da noite, e as luzes da cidade iluminavam cada rua e avenida que a minha visão podia alcançar. Fiquei quase uma hora ali no topo do Cerro observando a cidade, admirando a incrível cordilheira, rindo à toa com os casais tão apaixonados que se divertiam por ali. Depois de algum tempo resolvi descer, a temperatura se aproximava dos 2 C e eu não estava tão preparado para o frio. A descida de teleférico foi bem rápida. Fui caminhando até a estação de metrô com um sentimento que não sentia há tempos. Uma completude, uma felicidade genuína. A sensação de real liberdade, sabe?! Com a certeza de que estava na melhor companhia do mundo, a minha própria companhia. IMG_3754.mp4 IMG_3809.mp4
  2. O breve relato de hoje é sobre o dia em que eu e uma louca atravessamos da praia de Prumirim até a ilha de Prumirim, Ubatuba. A distância era pouca, uns 500mt. Mas pensa só, eu nunca tinha andado/ navegado/ remado (??) de caiaque, e nem o ser humano que estava comigo. Após a nossa pequena navegação girar umas 709 vezes, sem rumo, ou como se diz nos meios náuticos, à deriva, finalmente chegamos à bendita ilha. Lá na ilha, olhando o continente bem distante ao fundo (mentira, tava pertinho... só quis romantizar a parada), a minha querida amiga resolve me comunicar de que não sabia nadar... JESUS... a gente ainda tinha que voltar remando sabe lá Deus como os 500mt. O problema não era remar de volta, mas sim saber q a infeliz não sabia nadar, sendo que ambos estavam sem coletes salva-vidas. Que irresponsabilidade pensaria a minha mãe. Enfim, já estávamos lá e a única alternativa era remar e não virar o caiaque se não quisesse um óbito na viagem. Remamos, remamos como Klink na sua travessia do Atlântico. A volta, por incrível que possa parecer, foi tranquila e o nosso veloz meio de transporte não girava mais. Acredito que havíamos dominado a arte do remo, na verdade só estávamos menos desengonçados. o nosso caiaque (que não era nosso) deslizava elegantemente pelo mar de Ubatuba e já chegando ao continente tanto eu quanto ela ríamos infinitamente imaginando as inúmeras possibilidades de desastre. Os donos do caíque estavam desesperados esperando a gente nas areias da praia, pois havíamos saído há muito tempo e já estava escurecendo. Optamos por deixá-los um pouco mais de tempo desesperados e paramos de remar, ficamos ali em absoluto silêncio observando o sol que se escondia gentilmente por de trás da serra de Ubatuba, uma visão única e maravilhosa ao som das leves ondas que batiam no caiaque. Essa história me fez lembrar de como é bom termos amigos verdadeiros ao nosso lado, que topam de tudo para que a nossa tristeza possa ser amenizada de alguma forma. deixo aqui os meus mais sinceros sentimentos de gratidão por essa aventura!
  3. Valeu, irmão! Relato sucinto, pois é apenas um dos trechos do mochilão completo (relato que ainda estou elaborando). Obrigado por ter curtido e pelo comentário. Bons ventos.
  4. O 4X4 acelerava ferozmente por um terreno completamente irregular, o vento batia na cara e bagunçava os poucos fios de cabelo que ainda me restam. O céu numa tonalidade de azul extremamente pura constrastando com aquela cor amarelada do deserto fazia com que meus olhos se perdessem junto à imensidão. A besta indomável, uma caminhonete Subaru, ano qualquer, bancos de couro e com rugido de leão, era guiada por um boliviano primo de Evo Morales (acho que naquele país todos são primos). Eu e mais 4 chilenos, eram eles 3 universitários e um ex fuzileiro naval da tropa de elite chilena (mentira, esse último era um senhor que falava um espanhol misturado com alguma coisa vinda de outro planeta, onde eu só entendia o “gracias”), ouvíamos um reggaton pesado que espantava até os últimos dos espíritos incas que ainda rodeiam a região. Eu, Evo Morales (ou seu primo), os três universitários junto ao fuzileiro naval cantávamos totalmente desentrosados, a besta indomável lutava contra uma colina que já durava 40 minutos. Eu, particularmente, não sabia o que era mais difícil, tentar cantar o reggaeton, ou orar em pensamento para que o Subaru conseguisse subir o bendito do Everest. Ufa, chegamos. No topo de uma duna, eu, Evo Morales, 3 jovens suecos e um comandante militar, observávamos como vencedores o imenso lago rosa lotado de flamingos. QUE ALEGRIA, SENHORES! O velho Subaru agora parecia um guepardo, descendo velozmente sentido Laguna Danone, aliás... Laguna Colorada. Após alguns minutos finalmente chegamos. O Subaru descansou, Evo Morales tbm. Os três jovens noruegueses saíram para bater fotos, enquanto o capitão da armada japonesa foi por outro lado. Fiquei ali por alguns minutos, eu e os flamingos. Uma mistura de rosa, azul, amarelo, e marrom (a minha cor). Uma mistura de sensações e emoções. Mais um sonho realizado, mais um projeto bem sucedido. Em meio a tudo aquilo que não silencia por mera vontade, meu coração vibrou e mais uma vez transbordou de gratidão! A Laguna Colorada é um lago salgado que fica no altiplano da Bolívia, em uma altitude de 4.278 metros acima do nível do mar. VALEU, BOLÍVIA! IMG_5374.MOV IMG_5265.HEIC IMG_5350.HEIC IMG_5365.HEIC
  5. Boa noite, amigo. Desculpe pela demora em responder. Faz muito tempo que não aparecia por aqui. Obrigado pelo comentário e por ter curtido o relato. Tentei passar o máximo (mesmo q nem chegue perto), do que sentimos por lá. Quanto as suas perguntas... então: Agora, Jefferson.. Somos de BH, ainda sim vc recomenda a subida pelo lado do ES?? R: ACHO que de BH é mais fácil subir pelo Terreirão. Seria viável ir em Janeiro, pois verão dizem que lá chove muito neh.. ??? R: Negativo. Janeiro é um péssimo mês p/ fazer montanhas. O inverno é sempre o melhor período. Junho/ Julho/ Agosto e Setembro eu acho q são os melhores meses p/ esse tipo de trip. Com relação a comida, vcs levaram a comida, panela, fogareiro e tudo mais?? R: Levamos tudo isso. Cara, que peso rs... O legal é dividir certinho com a galera p/ ngm ficar carregando mais peso q o outro. No nosso caso, até hoje tenho dó do Renan, que levou o maior peso rs... No mais é isso. Qualquer duvida fique a vontade para esclarecê - las por aqui ou me adicionando no Face (sou mais presente por lá)... Abraço e boa sorte na caminhada.
  6. Heineken, obrigado mesmo!!! Espero que esse dia chegue logo. Estou ansioso para ler o seu. Grande abraço, amigo.
  7. Douglão, boa noite. Vi somente agora que vc que já havia respondido às perguntas no nosso amigo acima. Muito obrigado, brother. Forte abraço e bons ventos.
  8. Amigo, boa noite. Faz um tempão que não entrava no mochileiros. Me desculpe pela demora no retorno. Enfim, fico feliz que tenha gostado do relato. Preciso escrever novos =D Quanto as suas perguntas, vamos lá: -Qual trilha é mais próxima, Terreirão ou Casa Queimada? R: A trilha da Casa Queimada é mais curta, porém mais íngreme. Nunca fiz a do Terreirão, porém, alguns amigos que já tiveram a oportunidade me relataram. -A trilha é bem sinalizada? Dá pra ir tranquilo sem se perder? Muito bem sinalizada. Fomos nos guiando de madrugada por pura orientação. Se vc tem noção de trilha, vai q não dá erro. -Carro comum (agile no caso) sobe até o acampamento? O Ágile, se não me engano é 1.4, correto? Sobe de boa sim. Porém, com equipamentos e etc., acredito só rola subir com mais uma pessoa. Caso vá outras pessoas, acho q a galera vai ter q subir alguns trechos na caminhada. -Eu vi pessoas alugando mula pra subir com a carga, acho desnecessário, mas não conheço a montanha. O que diz disso? R: Totalmente desnecessário na minha opinião. -Qual o tempo de caminhada do acampamento até lá em cima? Quanto de água levou? Tem algum ponto pra reabastecer os cantis? R: De três a cinco horas. Tudo vai depender o ritmo de vocês. Levamos dois litros de água cada um (indico levar uns Existem alguns filetes de água de algumas nascentes, porém, não sei se depende da época do ano p/ q tenham água. No mais é isso. Forte abraço e bons ventos.
  9. Valeu Betusso. Espero q não fique apenas na vontade, conheça o Bandeira, a região é linda. Tenho certeza q não se arrependerá em nada. Cozinhar é muito bom, tbm adoro... Mas o melhor mesmo é comer hehe... Grande abraço e bons ventos amigo!
  10. Fala grande João!!!! Marcando presença sempre que possível meu amigo! Precisamos marcar a nossa trip heim? Não vá esquecer! Um forte abraço para vc e para a Sirley. Namastê!
  11. gvogetta, obrigado amigo! Foi a minha primeira travessia, e apenas minha segunda trip. Fomos na raça, com a cara e a coragem e obviamente com a falta de experiência tbm. Não aconselho a ngm fazer essa travessia de primeira, pois, é um lugar remoto e perigoso. Fui irresponsável na época e pouco me atentei aos riscos, não me arrependo. Mas serve de lição, e p/ ser sincero q lição!!! Foi a trip em que mais aprendi sobre o q se levar em uma trip, a como se preparar previamente e etc... O lugar é fantástico e o contraste entre construções antigas e a serra do mar é perfeito. Forte abraço amigo, namastê.
  12. Thiagoeleuterio, muito obrigado amigo! Foi uma conquista prazerosa, é isso que nos anima cada vez mais a fazer montanhas, um lugar único. kdusandes, vá sim e qualquer dúvida, por favor entre em contato imediatamente, estamos aqui para ajudar e para somar. Desejo a ambos, bons ventos. Namastê.
  13. Opáaa, a faça sim. Mas escolha um dia em que o tempo colabore (mesmo q sempre imprevisto), tente ver um dia em que a tendência seja de sol. Fazer esta trip em dias úmidos não vira, além da "possível" dor de cabeça, vcs tbm não aproveitarão o melhor da Fumaça. No mais é isso, caso precise de alguma ajuda é só entrar em contato. Nemastê.
  14. Marcos, levamos tudo sim. Foi um peso lascado, mas no final valeu a pena =D Massa, obrigado meu amigo. Tentei passar justamente o que aconteceu por lá, a sensação é única, a conquista de uma montanha é algo mágico. gvogetta, obrigado! Quando houver oportunidade vá sim. O lúgar é fantástico, vale muito a pena. Sugiro a subida pelo lado capixaba. Forte abraço a todos.
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