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fer_liz

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  1. Carlinha!! Show de bola seu relato e sua viagem!! Muito completo!! Foi muito bom relembrar e ver as fotos.. já deu vontade de voltar! kkkk Parabéns!!
  2. Oi Guto1! Desculpe a demora para responder! não entro muito nesse site (ou pelo menos eu esperava que algum comentario feito aqui me avisassem por email)... Então, conforme disse no relato foi muito bom fazer o antihorario primeiro porque começa fazendo a parte mais difícil e depois fica mais tranquilo pra terminar... tbm fizemos um esquema muito bom de sair direto do Grey para o Italianos sem parar no Paine Grande. Pois do Italianos era só fazer um ataque para o vale frances sem mochilas. Outra vantagem do antihorario é que finalizamos com o melhor visual do parque que são as torres principais... se você começa por ela tudo parece "menor" diante da beleza das torres. Além disso o banho no último camping e a comida foram os melhores! nada como finalizar assim! Pesquisando para a viagem eu cheguei a ler em algum relato aqui que no começo de novembro chegou a nevar bastante que chegou a esconder a trilha... no final de dezembro que foi quando estive por lá, nevou bem pouco somente no acampamento Paso. Se você quiser saber mais algum detalhe é só me mandar email! [email protected]! responderei com maior atenção! Boa trip!!
  3. Você pode conferir esse relato com as fotos no meu blog! http://escalandinho.blogspot.com/ E também assistir o vídeo da viagem: Dezembro 2011 Fiz o circuito completo de Torres Del Paine com meu marido e companheiro Adolfo, e como também iríamos a El Chaltén fazer uma rock trip de escalada, decidimos fazer de nosso “campo base” a cidade de El Calafate na Argentina, diferente de muita gente que vai direto para Porto Natales. Nós tivemos que pegar um ônibus e viajar 5 horas até a cidade Chilena. (Pensávamos que alguma empresa pudesse nos levar direto até o parque, mas isso não acontece.) De Porto Natales para Torres Del Paine foram aproximadamente 2:30 de viagem. O ônibus nos deixou na laguna amarga, lá você paga a entrada do parque de 15.000 pesos chilenos e ganha um mapa bem elaborado e muito útil. Pra quem vai fazer o circuito W compensa pegar uma van por 2.500 pesos chilenos e chegar até a Hosteria Las Torres, diminuindo 1,5hrs de caminhada por uma estrada de terra. Nós resolvemos fazer o circuito no sentido anti-horário o que foi muito bom e vocês vão entender conforme lerem o relato. Saímos direto da Laguna Amarga e caminhamos uns 5 km pela estrada de terra – a mesma estrada que o final dela leva ao começo do circuito W – logo entramos à direita numa placa de sinalização da trilha que leva ao acampamento Serón. Mais 10 km até o acampamento, totalizando em 15 km. No primeiro dia não tínhamos idéia de que haveria água potável em todo percurso, então carregávamos muita água e bebíamos muita também, pois estava bem quente. Nos últimos 5 km vimos um riacho e resolvemos abastecer nosso estoque para o camping. Isso me matou lentamente! A mochila ficou muito pesada e eu não conseguia caminhar 5 minutos sem descansar. Aquela famosa sensação de “se no primeiro dia tá assim imagina nos outros” ou “devia ter deixado isso ou aquilo em casa”. Os rios que podem beber água são os menores e que correm água mais “transparente”. Os maiores com água azulada, com minerais, não servem para consumo. No final, a trilha que de acordo com o mapa se faz em 4,5 hrs, nós fizemos em 5,5 hrs. Chegamos no camping mortos! O Adolfo armou a barraca e eu imediatamente deitei por meia hora pra recuperar a energia! Isso ajudou muito. Levantei, tomei banho (banho 3 estrelas: pouca água, mas quente e sem vento) e logo rolou a conversa de que no outro dia seriam mais 19 km e que partindo pro segundo camping voltar seria mais difícil. Recuperada e sabendo que não precisaria mais carregar tanta água, topei. Outro lance que aconteceu foi que para lanches de trilha compramos pão de forma e fizemos sanduiches. Eles pesavam demais! E já no primeiro dia dava pra perceber que não iam durar muito. Resolvemos jogar metade dos lanches fora. A minha mochila ao chegar no camping pesava 23,5 kg, e no segundo dia ao sair pra trilha já pesava 20 kg. A mesma coisa com a mochila do Adolfo que foi de 26,5 para 23 Kg. (Eu peso 60 kg). No segundo dia acordamos cedo, tomamos nosso leite em pó, comemos um dos lanches e partimos para o segundo camping, o Dickson. O psicológico já sabia que a caminhada ia ser longa, e com a mochila mais leve, senti que apenas os últimos km da trilha foram os mais difíceis. Foi uma subida de pedra cansativa, mas no final dela já se podia avistar o camping! Maravilhoso! Um dos mais lindos no sentido de visual. Porque de pernilongos é terrível! Foi chegar, armar a barraca, tomar banho (banho 3 estrelas: água quente mas portas pequenas, se tiver frio ou ventando é um problema!) e esperar a comida ficar pronta dentro da barraca! A comida foi dele, mas a louça ficou comigo. A trilha até o Dickson de acordo com o mapa se faz em 6 hrs. Nós fizemos em 8 hrs porque eu preferi ir mais devagar e descansar mais durante todo o percurso. Mas ainda assim as mochilas estavam extremamente pesadas. Muita gente leva comida liofilizada e alguns outros alugam barracas e saco de dormir ou compram comida, podendo caminhar mais leves. No terceiro dia partimos para o acampamento Los Perros, o acampamento mais afastado do parque e com pouca infra-estrutura (duchas geladas). Algumas pessoas passam direto para o próximo camping (Paso, o trecho mais difícil do circuito), mas preferimos parar no Perros. Com um pouco mais de subida, andamos num total de 9 km, com um visual de um glaciar de gelo muito lindo pouco antes de chegar ao camping. A hérnia de disco do Adolfo atacou nesse dia, e se não fosse um casal de alemães com um ibuprofeno 600mg doado, ele quase não conseguia se mexer. Eu tinha levado um analgésico, mas tinha esquecido que ele era alérgico a dipirona. Os alemães nos salvaram. Por isso resolvemos ficar dois dias nesse camping para descansar e recuperar para o próximo trecho. No quarto dia tirado só para descanso deu pra curtir o frio e a chuvinha fina do camping. Descansamos bastante e flagramos até a raposinha que aparece de vez em quando lá no camping, segundo o guarda parque, a Charlie aparecia sempre. Quinto dia, recuperados, partimos para o acampamento Paso, o trecho mais difíicil do circuito. São 12 km previsto para 6 hrs, um trecho curto no mapa, mas que levamos 8 hrs para fazer. No início encaramos um trecho de pântano, mas foi até sossegado perto do que falaram. Eu espera que ia ter lama até o joelho, mas uma escapada que dei a lama foi até meia bota. É um trecho meio chatinho, não importa o peso que você leve, ali sempre vai ter que ir mais devagar. Depois caminha-se pelo vale, super tranqüilo, florestinha e chuvinha fina. E depois começa a subida de pedra que não acaba mais. Não paramos muito pra descansar pois estava frio e o corpo sentia muita ao parar. Fizemos em 2 hrs a subida como o previsto, fiquei feliz. No final da subida um visual fascinante, foi realmente indescritível ver aquele mar de pedra terminar e se transformar em montanhas cobertas de neve e abaixo delas um gigantesco glaciar, o famoso glaciar Grey. Logo depois a descida infernal!!!!!! Falaram que a descida era de 1 hr, fizemos em 2,5 hrs. Na descida, diferente da subida que se apóia mais a mochila nas costas, o corpo ficava mais ereto, buscando o equilíbrio, e a mochila tendia para trás, trazendo algumas dores na região do pescoço. Fora que alguns degraus eram altos, e conforme eu tirava uma perna para descer, a outra ficava sobrecarregada e o joelhinho reclamou. Parávamos muito para descansar. E outra vez, você desce e desce e não enxerga o maldito camping. Até que finalmente ele aparece do nada, e pra variar, na hora que chegamos e começamos a montar a barraca começou a chover mais forte. Entramos debaixo da nossa lona sem-terra (muito útil, levamos 1 cada um) e esperamos a chuva passar. Montamos a barraca e de tão cansados esquentamos um leite, comemos uma bolachinha e dormimos. Somente na manhã seguinte que comemos o macarrão com atum. O camping Paso não tem nada, só um comedor protegido e de banheiro uma latrina. No sexto dia acordamos cedo e começou uma chuvinha fina novamente, levamos todas nossas coisas pro comedor e como ninguém tinha acordado arrumamos nossa mochila ali mesmo, vendo a chuvinha fina se transformar em neve. Mas nevou pouco. Logo saímos para o acampamento Grey e conforme caminhávamos vimos que o tempo feio e nebuloso estava localizado mais naquela região do glaciar, para frente já podia se ver céu azul. Entre o acampamento Paso e Grey tem um outro grátis que se chama Los Guardas, ele fica a 3 hrs do Paso, mas com mais 2 hrs se chega ao Grey. Paramos no Los Guardas somente para visitar o mirador que mostra de frente as paredes do glaciar. Estávamos assustados com nosso tempo durante todo o circuito. As mochilas foram ficando mais leves, mas mesmo assim caminhar 1 ou 2 hrs a mais do que o mapa falava nos desanimou, surgiu até a idéia de pegar o Catamarã (um barco) no camping Paine Grande e ir embora. Mas esse dia surpreendeu! Fizemos tudo dentro do tempo, até sobrou uns 20 min e isso deu uma explosão de animação na equipe! Chegamos no refúgio Grey cedo, deu pra tomar um banho quente e demorado tranqüilo e o tempo estava uma delicia. No acampamento Grey já tinha muito mais gente, por ser o final do circuito W. Encontramos um casal de Argentinos no camping que sempre cruzávamos durante as trilhas, acabamos fazendo amizade e eles nos falaram que do Grey iam direto para o Italiano, sem parar no Paine Grande, e essa foi a melhor dica que nos aconteceu. Seria um longo percurso, mas pelo menos poderíamos guardar um dia só para fazer o ataque ao Vale Francês. Então no sétimo dia partimos do Grey com destino ao Italianos. Mas ainda queríamos ver se nosso tempo continuava batendo com o do mapa. Se até o acampamento Paine Grande estivesse tudo certo iríamos direito para o Italianos ,que é um camping grátis, e ainda teria uma grana a mais para ir comprando as bolachas caríssimas que eram tão bem-vindas. Do Grey até Paine Grande foram 11 km em 3,5 hrs.. Acho que fizemos em 4 hrs, mas eu estava empolgada para chegar até o Italianos. O acampamento Paine Grande é lindo, muitíssimo bem estruturado, com guarda parque, mini mercado, muitas barracas, um comedor grande e bonito e banheiros bons. De lá chega o catamarã, uma embarcação que leva e trás os turistas até o hotel Paine Grande. Mas tocamos direto para o Italianos. O caminho do Paine Grande para o Italianos é considerado o mais fácil de todo o circuito e foi extremamente delicioso percorrer ele. Foram 7,6 Km do Paine Grande até o Italianos, totalizando 18,6 no dia. O acampamento Italianos é grátis, não tem duchas e tem 4 banheiros construídos, mas somente um era aberto pelo guarda-parque. Foi o camping que eu mais vi barraca. Muita gente! Mas foi bem tranqüilo tirando o barulho de algumas pequenas avalanches que se ouvia de madrugada e pela manhã. A água se pega da corredeira perto do camping, ela tinha um pouco de minerais e com isso tive um leve desentendimento com meu fluxo intestinal. No oitavo dia fizemos o ataque ao Vale Francês. Tirei a cabeça da mochila cargueira e fiz de mochilinha com algumas fitas. Caminhar com mochila leve foi até esquisito! Logo que saímos para o ataque pudemos avistar da onde vinha tanto barulho de avalanche, e quando ouvimos mais uma, pois o sol estava muito forte naquele dia, começamos a procurar a avalanche, e pra nossa surpresa era uma pequena quantidade de neve caindo que mal dava pra ver, mas que fazia um estrondo! Caímos na risada pela nossa falta de conhecimento nesse assunto. A trilha até o mirador tem 7,5 Km feitas em 3 hrs. Duplica-se pois fizemos ida e volta. E é muito melhor assim, do que ter que subir com peso e ter que ficar no acampamento Britânico, na verdade, eu não vi ninguém acampando lá! Os paredões de rocha do Vale Francês, com suas cores contrastando, subindo imponente numa volta de quase 270° é realmente encantador! Alguns dizem que vale mais a pena do que as torres principais. Voltamos e dormimos novamente no Italianos. No mapa que nos deram na entrada do parque não diz se há um acampamento no começo do W (para nós final do O anti-horário), apenas diz que existe uma hosteria Las Torres. Mas tínhamos a informação da internet de que haveria um camping lá e a idéia seria a mesma que fizemos no Italianos: acampar embaixo e subir leve, sem precisar ficar no camping Chileno. Seguimos então no nono dia para o tal acampamento. Saímos do Italianos e depois de 2,5 hrs de caminhada passamos pelo acampamento Los Cuernos. O acampamento é bem bonito, perto de uma praia de pedras e bem estruturado, mas a bolacha lá foi caríssima! Depois seguimos para Hosteria por mais 4,5 hrs no total de 16,5 km. Não encontrávamos muita gente, mas sabia que estávamos certos devido às marcações da trilha feitas na cor laranja. Um pouco antes do final da trilha surgiu uma placa de um atalho para o acampamento Chileno, mas continuamos no nosso caminho que ficou cada vez mais deserto. De longe já pudemos avistar o grande hotel Las Torres e antes dele a bifurcação que ia acontecer para nós. De um lado a trilha que seguia para o Chileno e de outro seguia-se para o hotel. Paramos na Hosteria para conhecer e perguntar sobre o camping, que era poucos metros mais a frente. Andamos mais um pouco e finalmente chegamos ao camping. Não reclamei muito das pernas durante todo o circuito, sentia mais falta do preparo aeróbico durante as subidas... Mas nesse dia cheguei com os músculos da coxa duros! O tempo estava maravilhoso, o banho foi o melhor da minha vida e pra variar era véspera de Natal. Resolvemos ir ao Refúgio perto do camping (que conta com uma ótima estrutura) comprar um molho de tomate para nossa ceia, e chegando lá havia um banquete com toda comida que se pode imaginar! Como meu aniversário seria dois dias depois e o combinado era jantar pela cidade, resolvi trocar o dia do presente. 10 dias no estilo Los pastas, um banho maravilhoso e comida até não poder mais... foi como fechar com chave de ouro! Mas ainda faltava o ataque ao Paine principal, por isso não deu pra exagerar muuuuuito na comida, só um cordeirinho ao estilo patagônico, assado com fogo de chão, uns pãezinhos com manteiga (ahhh manteiga!) e salada (ahh salada!) fora a mesa de sobremesa. Mas o estômago tava fechado e mesmo que quisesse não entraria tanta comida. Como o dia na patagônia é longo não era de praxe colocar despertador para acordar cedo. Mas no décimo dia colocamos para acordar 6:30 e programamos para 7:30 já estar na estrada. O ataque ao mirador desde baixo tem 4,5hrs somente de ida - os km no mapa não são precisos. As primeiras 2hrs (de acordo com o mapa) até o acampamento chileno foram de subida bem íngreme (novamente mais uma vantagem de subir leve), e fizemos em 1:40hrs. O acampamento Chileno é lindo, paramos somente para usar o banheiro (não vi duchas, e para as necessidades só havia um banheiro) e logo seguimos. Até o acampamento Torres, segundo o mapa, eram mais 1,5hrs e também fizemos em menos tempo. Mas daí pra frente a coisa ficou feia, pelo menos pra mim.. Começou uma subida bem íngreme. Para se ter uma idéia saímos de 135 metros de altitude e o mirador era a 886 metros de altitude. Uma subida que não acaba mais, mas vale muito a pena o final dela! Chegamos ao mirador e ficamos curtindo o visual um bom tempo. O céu estava de um azul indescritível! Por termos saído cedo, na volta encontramos muuuuuita gente! Estava até ruim descer, imagina pra quem subia! Tinha até congestionamento! Encontramos brasileiros, um deles estava com o rosto todo inchado devido a um abscesso dentário. Sorte dele que encontrou dois dentistas (nós) e pudemos aconselhar a melhor coisa a se fazer. Abscesso dentário é uma acumulação de pus em volta da raiz de um dente e pode causar dor intensa persistente e latejante, além disso, pode causar infecção, febre, mal estar geral e dor de cabeça. Por isso, antes de uma trip ao fim do mundo, procure seu dentista! =) A volta em geral foi uma delícia! Só descida, mas ainda assim o joelhinho (que não tem nada de errado) reclamou. Voltamos pro camping e mais um banho maravilhoso! Comemos e no outro dia de manhã pegamos a van que leva até a Laguna Amarga, de lá já pegamos direto o onibus até Porto Natales. Tivemos que ficar dois dias em Porto Natales pois é preciso avisar com antescedencia a volta para Calafate. E numa dessas esperas, num banco numa rua da cidade, uma senhorinha sai de dentro da casa, volta e depois sai novamente com ovinhos de chocolate e começa a conversar com a gente. Depois chega uma outra senhora, coloca ela pra dentro da casa e volta dizendo que ela não está muito lúcida dentro dos seus 95 anos e que ela é dona da propriedade particular onde se localizam os Paines. Incrível! Dois dias depois, o parque sofreu um grande incêndio que consumiu 8.500 hectares. Coisas que aprendi no parque: - Que as moscas gigante e peludas irritam pra caral#*! Elas te seguem por um longo tempo durante a trilha e no meu caso, ao pousarem rapidamente na minha mão ,que segurava o bastão, causou uma leve alergia e coçava muito. E só no último dia aprendi e criei coragem para matá-las. Foram mais de 10 no ataque as Torres. - Minha bota que eu tanto elogiei e que meu deu somente duas bolhas, uma no calcanhar que não abriu e virou calo e outra no dedo que abriu e deu trabalho (fazia curativo com pomada - iruxol – e microporo), enfim, a bota rasgou e descobri isso passando por um rio e percebi que entrou agua em somente um dos pés. - Descobri que bastão de caminhada pode dar calos nas mãos. Principalmente nos primeiros dias que a mochila estava pesada, eu apoiava demais nos bastões. Para descansar eu inclinava para frente e os apoiava nos ombros colocando todo meu peso e o da mochila sobre os bastõe. Esse vale a pena citar pois resistiu bravamente : bastões Trek Compact da Kailash - Conforme vai caminhando as fitas da mochila vão desajustando e é preciso sempre deixar tudo ajustado. Alguns dias sofri de uma dor no lado esquerdo do pescoço que não sabia de onde vinha, tentei diminuir os bastões mas não resolveu. Descobri que ao tirar e colocar a mochila eu pegava sempre por uma das alças e elas foram descompensando, sendo que um lado estava mais ajustado que o outro. A técnica para colocar a mochila é apoiar ela nos joelhos e, apoiando, encaixar seu ombro em uma das alças e daí dar o balanço final para encaixar o resto do corpo. (Você pode ler mais sobre minha mochila no post anterior do blog). - Descobri que o cansaço supera a fome. Mas que uma comida pode salvar o dia! O leite em pó que levamos, o salame que compramos, a sopinha rápida para tomar, as proteínas de soja, o chocolate depois do jantar salvou os dias longos. - O sol patagônico não existe! Os dias quentes passamos muito protetor solar e mesmo assim o sol queimava muito que cheguei a ficar vermelha (e olha que nunca fui de ficar vermelha). Vimos algumas pessoas com ferida no lábio, por isso é importantíssimo passar protetor labial o tempo todo! Carregávamos no bolso e passávamos sempre! Uma ferida dessa pode virar coisa séria, escute os dentistas! - Lencinhos úmidos para ir ao banheiro fazer o número dois chega a ser um luxo num lugar desse, mas te livra de alguns desconfortos que pode acabar com seu dia na trilha. Ou isso ou hipoglos. - Sempre levar a farmacinha móvel. Você nunca sabe o que pode acontecer.
  4. Olá! Parabens pelo relato! Queria saber se existe alguma empresa em El Calafate que deixa direito no parque? Os acampamentos grátis vale a pena acampar? E qto cobra mais ou menos cada acampamento privado? Existe transporte no final do circuito W que leva de volta para a Laguna Amarga? lindas fotos!
  5. olá! muito legal seu relato! tbm fiz a trilha para o Frey em pleno verão Argentino e lá em cima estava com microclima e nevou! O final da trilha tbm estava muito difícil, pois tinha começado a nevar e eu estava suada da subida e passei frio, não queria por o fleece para não molhar e de noite poder ficar quente. Tem um lago ao lado do refúgio. Dele sai um rio que você tem que passar pra chegar até o refúgio. Acho que deve ter sido essa parte que você atolou. A foto é no Frey. Dizem que o lago congela no inverno e que as pessoas vão até lá para patinar!
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