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  1. Quando desembarcamos em Amã, pegamos um carro que já havia sido alugado pela internet (sempre de preferência desta forma pois é muuuuito mais barato do que alugar no momento da retirada). Fomos para Amã para dormir e começar a seguinte jornada nos próximos dias: - Teatro Romano de Amã - Cidadela de Amã - Pegamos a estrada em direção a Madaba (ela é mais conhecida por seus mosaicos bizantinos e omíadas, especialmente um grande mosaico bizantino do VI século, conhecido como o Mapa de Madaba com o mapa da Terra Santa, este mosaico cobre o piso da igreja ortodoxa de São Jorge. Centenas de outros mosaicos do V até o VII século estão espalhados pelas igrejas ou residencias da cidade. A cidade situa-se na "Via Regia", uma estrada construída há cinco mil anos, a quase 730 m de altitude. Não muito longe de Madaba está localizado o Monte Nebo. - Depois Monte Nebo (monte na Jordânia com cerca de 817 m de altitude, mencionado na Bíblia como o local onde Moisés viu a Terra Prometida e onde morreu, sem chegar a entrar nessas terras, que viu ao longe. Do alto do monte Nebo observa-se um panorama da Terra Santa e, para norte, uma vista mais limitada do vale do Rio Jordão. A cidade de Jericó é visível também do topo, tal como Jerusalém, em dias límpidos. - Em seguida em direção ao Mar Morto para conhecer o local de batismo de Jesus Cristo do lado da Jordânia (muitos dizem que seria o real local de batismo) pois do outro lado do rio dá para ver uma construção muito bonita que seria o local de batismo de Israel. - Durante a viagem em direção a Dana, terá diversos locais para dar um "mergulho" no Mar Morto. Uma vez lá não se pode perder esta oportunidade. - Uma rápida passagem pela Reserva Natural de Mujib que foi declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera de Mujib. - Dana. Se você gosta de desfrutar de passeios ao ar livre, vai adorar este lugar. Você começa a atravessar a reserva do século XV, no vilarejo conhecido como Dana, que é em grande parte original em termos de arquitetura. Há também restaurantes e acomodações, se você decidir ficar durante a noite. A reserva é o lar de canyons e vales, o que torna a paisagem bonita e prístina para que você possa tirar algumas deslumbrantes fotos dessa natureza espetacular. - A pérola da viagem Petra! A arquitetura de Petra com cortes de pedras é mundialmente famosa, e a cidade arqueológica também foi designada como uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo. Conhecida como a Cidade Vermelha ou a Cidade Rosa, Petra foi uma vez a capital do Reino Nabataeano, antes de se tornar parte do Império Romano. Infelizmente, a cidade foi abandonada e esquecida por muitos séculos, e redescoberta no início do século XIX. - Pegamos e fomos de uma só vez a Amã novamente (pegar a estrada principal aproximadamente 240 km de Amã) - Após descanso fomos a Jerash (aproximadamente 50 km de distância) A maioria de nós retrata destinos na Europa quando pensamos em ruínas romanas, no entanto Jerash tem algumas ruínas greco-romanas espetaculares. Na cidade, você pode visitar o Arco de Adriano e o Hipódromo, que é um dos menores hipódromos romanos já construídos. Comece sua visita pelo Museu Arqueológico de Jerash, porque possui uma coleção espetacular de artefatos e gráficos da ascensão da cidade ao longo dos séculos. - Voltamos a Amã para depois passar para Israel. A Jordânia é um país pequeno, mas com muitas atrações interessantes. O país possui ruínas históricas, deserto e praia e, apesar de algumas atrações ficarem no norte e outras no sul, as distâncias não são grandes, o que permite viajar de transporte terrestre sem problemas. Fizemos tudo isso em 4 dias. Espero poder ter ajudado. Boa sorte! Qualquer dúvida pergunte.
  2. Bom dia! Eu também conheci Israel a partir de Amã. Eu entrei no país pela Ponte Allemby de ônibus. Existem muitas opções a partir de Amã. Não é necessário visto para brasileiros e realmente eles são muito exigentes na fronteira. Nem perca tempo colocando cadeados no zíper correndo o risco deles arrebentarem e estragar sua mala pois, todas seram revistadas. Eu peguei junto a minha esposa o ônibus com destino a Jerusalem. A partir de lá, pegamos um carro e percorremos o país inteiro em 10 dias, inclusive Tiberíades. Qualquer dúvida pergunte. Grato, Lucas.
  3. Dmvalentini está coberto de razão. Quando fomos passear por lá fizemos este comparativo e saia mais barato o transporte aéreo. Sem falar o tempo que ganha! Grato, Lucas
  4. Quando nos fomos estava a beira do caos lá no Egito. Estava dando dó a pobreza e tinha poucos turistas. No meu depoimento deixei o telefone do motorista que nos fez este pacote. Se alguém tiver coragem de aparecer por lá hoje, vai ser mais barato ainda! Abraços
  5. É Ricardo... haja paciência com o povo do Egito. A pobreza é demais em todos os lugares. Não se tem paz em lugar algum. Sempre tem alguém colado em você seja em Luxor, seja no Cairo. Quando desci em Luxor, negociei com o taxista e chegamos ao valor de 330 liras para nos levar ao hotel (hotel a aproximadamente 35 km de distância), passear conosco no dia seguinte aos principais pontos de Luxor e nos levar de volta ao aeroporto a noite. Barato demais se for ver a fortuna paga aqui no Brasil. No meu depoimento tem o número de telefone deste taxista: portugal-espanha-suica-franca-monaco-grecia-egito-jordania-israel-turquia-alemanha-t79815.html
  6. Mudei o link para: portugal-espanha-suica-franca-monaco-grecia-egito-jordania-israel-turquia-alemanha-t79815.html
  7. Depende muito da exigência de cada pessoa. Eu e minha esposa, que somos mochileiros natos, descemos em Luxor rodamos o dia inteiro, pegamos um avião a noite para o Cairo e rodamos o dia posterior inteiro, pegamos um voo a noite para Amman e ficamos 5 dias na Jordânia, pegamos um ônibus para Jerusalem e ficamos 6 dias rodando todo o caminho de Jesus em Israel. Antes do Egito já estávamos na Grécia e depois de Israel fomos a Turquia. Neste trecho Egito-Jordânia-Israel eu e minha esposa não gastamos U$1700. Tenho este depoimento passando por Portugal, Espanha, Suiça, França, Monaco, Grecia, Egito, Jordânia, Israel, Turquia e Alemanha aqui no mochileiros no seguinte endereço: portugal-espanha-suica-franca-grecia-egito-jordania-i-t79815.html Abraços
  8. Dia 15/01 foi uma correria. Último dia em Istambul e tantas coisas para conhecer. Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, é a maior cidade da Turquia, a quinta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 de habitantes na sua área metropolitana (2010). A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus. É a capital da área metropolitana e da província de Istambul, a qual faz parte da região de Mármara. No passado foi a capital administrativa da Província de Istambul, na chamada Ruméliaou Trácia Oriental. Foi denominada Bizâncio até 330 d.C., e Constantinopla até 1453, nome bastante difundido no Ocidente até 1930. Durante o período otomano, os turcos chamavam-na de Istambul, nome oficialmente adotado em 28 de março de 1930. Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão. Atualmente, embora a capital do país seja Ancara, Istambul continua a ser o principal polo industrial, comercial, cultural e universitário (aí estão sediadas mais de uma dezena de universidades) do país. É a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, sede da Igreja Ortodoxa. A cidade ocupa ambas as margens do Estreito do Bósforo e do norte do Mar de Mármara, os quais separam a Ásia da Europa no sentido norte-sul, uma situação que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes. A parte central da parte europeia é por sua vez dividida pelo estuário do Corno de Ouro. É usual dizer-se que a cidade tem dois ou três centros, conforme se considere ou não que na parte asiática também existe um centro. No lado europeu há duas zonas com mais destaque em termos de movimento de pessoas e patrimônio cultural: o mais antigo, onde se situava o núcleo da antiga Bizâncio e Constantinopla, correspondente ao atual distrito de Fatih, fica a sul do Corno de Ouro, enquanto que Beyoğlu, a antiga Pera e onde se situava o bairro europeu medieval de Gálata, fica a norte. O centro da parte asiática tem contornos menos precisos, e ocupa parte dos distritos de Üsküdar e Kadıköy. Algumas zonas históricas da parte europeia de Istambul foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985. Em 2010, a cidade foi a Capital Europeia da Cultura. Devido à sua dimensão e importância, Istambul é considerada uma megacidade e uma cidade global. O atual nome da cidade, Istanbul em turco (AFI: [is'tambu] ou, coloquialmente, [ɨsˈtambul]) é usado nas suas diversas variações pelo menos desde o século X, tendo-se tornado o nome comum em turco desde a sua integração no Império Otomano depois da Queda de Constantinopla, em 1453. Etimologicamente o nome é derivado da expressão grega medieval "εἰς τὴν Πόλιν" [istimˈbolin] ou, no dialeto egeu, "εἰς τὰν Πόλιν" [istamˈbolin] (em grego moderno: στην Πόλι [stimˈboli]), que significa "na cidade", "à cidade" ou "centro da cidade". No século XIX ainda eram usados diversos nomes para a cidade. Os europeus em geral usavam principalmente Stambul e Constantinopla para se referir a toda à cidade, embora por vezes se distinguissem ambos os nomes — Constantinopla podia designar apenas a parte mais antiga, a sul do Corno de Ouro (atual Fatih), usando-se "Pera" para designar a zona norte, chamada Beyoğlu pelos turcos, o nome que é usado atualmente. Desde os tempos bizantinos que Pera foi à área onde as comunidades de origem europeia ocidental se concentraram uma situação que perdurou até ao fim do Império Otomano. Entre os turcos era mais frequente que Istambul designasse apenas a parte mais antiga. Bizâncio (em grego clássico: Βυζάντιον; pronúncia em grego demótico moderno: /vi.za.ⁿdjo/) foi o primeiro nome da cidade quando foi fundada em 667 a.C. por colonos dóricos da cidade-estado de Mégara, que a batizaram em homenagem ao seu rei Bizas. Quando o imperador romano Constantino, o Grande fez da cidade a nova capital oriental do seu império, em 11 de maio de 330, rebatizou-a Nova Roma. No entanto, o nome que acabou por se impor como mais generalizado foi Constantinopla (em grego: Κωνσταντινούπολη ou Κωνσταντινούπολις; Konstantinoupolis; "Cidade de Constantino"), o qual foi usado pela primeira vez de forma oficial durante o reinado do imperador Teodósio II (408-450). O nome oficial permaneceu Constantinopla durante todo período bizantino e foi o nome comumente usado no Ocidente até o início do século XX. A cidade foi também apelidada de "Cidade das Sete Colinas", pois o Cabo do Serralho, a península onde se situa a parte mais antiga da cidade tem sete colinas, como Roma. Atualmente no cimo de cada uma das colinas há uma grande mesquita imperial otomana. As colinas estão representadas no emblema da cidade como sete triângulos, sobre os quais se elevam quatro minaretes. A cidade tem muitas outras alcunhas, como por exemplo, Vasilevousa Polis ("Rainha das Cidades", em grego), que tem origem na importância e riqueza da cidade durante a Idade Média, e Dersaâdet (originalmente Der-i Saadet, "Porta para a Felicidade") que foi usada pela primeira vez no fim do século XIX e ainda é utilizada hoje em dia. Com a Lei do Serviço Postal Turco, de 28 de março de 1930, as autoridades turcas pediram oficialmente às nações estrangeiras que adotassem Istambul como o único nome nos seus idiomas. Começamos o passeio pelo famoso Palácio de Topkapı. Localiza-se na cidade de Istambul, na Turquia. Topkapı significa "porta do canhão". Foi construído por Mehmet II, o conquistador, logo após a conquista de Constantinopla, em 1453, e foi à residência dos sultões por três séculos. Atualmente o Palácio é dividido em várias salas de exposição com objetos de ouro (tronos, xícaras, talheres, berços, jóias diversas cravejadas em pedras preciosas), prata, cerâmica,miniaturas, roupas e relíquias sagradas para os muçulmanos, como os pêlos da barba e a marca do pé do profeta Maomé. Saímos do Palácio e fomos à famosa Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia, é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia). Da data em que foi dedicada em 360 até 1453, ela serviu nesta função, com exceção do período entre 1204 e 1261, quando ela foi convertida para uma catedral católica romana durante o Patriarcado Latino de Constantinopla que se seguiu ao saque da capital imperial pela Quarta Cruzada. O edifício foi uma mesquita entre 29 de maio de 1453 e 1931, quando foi secularizada. Ela reabriu como um museu em 1 de fevereiro de 1935. A igreja foi dedicada ao Logos, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, com a festa de dedicação tendo sido realizada em 25 de dezembro, a data em que se comemora o Nascimento de Jesus, a encarnação do Logos em Cristo. Embora ela seja chamada de "Santa Sofia" (como se tivesse sido dedicada em homenagem a Santa Sofia), sophia é a transliteração fonética em latim da palavra grega para "sabedoria" - o nome completo da igreja em grego é Ναός τῆς Ἁγίας τοῦ Θεοῦ Σοφίας, "Igreja da Santa Sabedoria de Deus". Famosa principalmente por sua enorme cúpula (ou domo), ela é considerada a epítome da arquitetura bizantina e é tida como tendo "mudado a história da arquitetura". Ela foi a maior catedral do mundo por quase mil anos, até que a Catedral de Sevilha fosse completada em 1520. O edifício atual foi construído originalmente como uma igreja entre 532 e 537 por ordem do imperador bizantino Justiniano I e foi a terceira igreja de Santa Sofia a ocupar o local, as duas anteriores tendo sido destruídas em revoltas civis. Ela foi projetada pelos cientistas gregos Isidoro de Mileto, um médico, e Antêmio de Trales, um matemático. A igreja continha uma grande coleção de relíquias e tinha, entre outras coisas, uma iconóstase de 15 metros de altura em prata. Ela era a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e o ponto central da Igreja Ortodoxa por quase mil anos. Foi ali que o Cardeal Humberto, em 1054, excomungou o patriarca Miguel I Cerulário, iniciando o Grande Cisma do Oriente, que perdura até hoje. Em 1453, Constantinopla foi conquistada pelo Império Otomano sob o sultão Mehmed II, que subsequentemente ordenou que o edifício fosse convertido numa mesquita. Os sinos, o altar, a iconóstase e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por emplastro. Diversas características islâmicas - como o mihrab, o minbar e os quatro minaretes - foram adicionados durante esse período. Ela permaneceu como mesquita até 1931, quando Kemal Atatürk ordenou que ela fosse secularizada. Ela permaneceu fechada ao público por quatro anos e reabriu em 1935 já como um museu da recém-criada República da Turquia. Não obstante, os mosaicos coloridos remanesceram emplastrados na maior parte, e o edifício deteriorou-se. Uma missão da UNESCO em 1993 notou queda do emplastro, revestimentos de mármore sujos, janelas quebradas, pinturas decorativas danificadas pela umidade e falta de manutenção na ligação do telhado. Desde então a limpeza, o telhado e a restauração têm sido empreendidas. Os excepcionais mosaicos do assoalho e da parede que estavam cimentados desde 1453 agora são escavados gradualmente. Por quase 500 anos, a principal mesquita de Istambul, Santa Sofia serviu como modelo para diversas mesquitas otomanas, principalmente a chamada Mesquita Azul, que fica em frente a Santa Sofia, a Mesquita Şehzade, a Mesquita Süleymaniye, a Mesquita de Rüstem Pasha e a Mesquita de Kılıç Ali Paşa. A história desta linda Basílica se compõe das seguintes etapas: • A primeira igreja era conhecida como Μεγάλη Ἐκκλησία (em grego: Megálē Ekklēsíā - "A Grande Igreja"; em latim: Magna Ecclesia) por causa de sua grande dimensão quando comparada com outras igrejas contemporâneas em Constantinopla. Escrevendo em 440 d.C., Sócrates de Constantinopla afirmou que a igreja foi construída por Constâncio II, que já trabalhava nela em 346. Inaugurada em 15 de fevereiro de 360 pelo bispo ariano Eudóxio de Antioquia, ela foi construída próxima da região onde o palácio imperial estava sendo construído. A igreja chamada Hagia Irene ("Santa Paz") foi completada antes e serviu como catedral até que Santa Sofia estivesse completada. As duas foram as principais igrejas do Império Bizantino. Uma tradição, cuja origem não é mais antiga que o século VII ou VIII, relata que o edifício fora construído por Constantino. O historiador Zonaras reconcilia as duas opiniões, escrevendo que Constâncio havia restaurado o edifício consagrado por Eusébio de Nicomédia após ele ter desabado. Como Eusébio fora bispo de Constantinopla entre 339 e 341 e Constantino morrera em 337, é possível que a primeira igreja tenha sido mesmo erigida por este. O edifício foi construído como uma basílica latina colunada , com galerias e um teto de madeira. Ela tinha ainda um átrio. O patriarca de Constantinopla João Crisóstomo entrou em conflito com a imperatriz Élia Eudóxia, esposa do imperador Arcádio, e foi enviado para o exílio em 404 (veja controvérsia de João Crisóstomo). Na rebelião que se seguiu, esta primeira igreja foi quase que completamente incendiada e nada resta dela atualmente. • A segunda igreja foi encomendada por Teodósio II, que a inaugurou em 10 de outubro de 415. A basílica com teto de madeira foi construída pelo arquiteto Rufino. Um incêndio iniciado durante a Revolta de Nika destruiu completamente a segunda Santa Sofia em 13-14 de janeiro de 532. Diversos blocos de mármore da segunda igreja ainda existem. Num deles está um alto-relevo mostrando 12 cordeiros representando os doze apóstolos. Originalmente parte de uma entrada monumental, eles agora estão preservados nas escavações ao lado da entrada do museu. Estes fragmentos foram descobertos em 1935 abaixo do pátio ocidental por A. M. Schneider, que não pôde continuar com as escavações por medo de comprometer a integridade da Basílica de Santa Sofia. • A Terceira Igreja que é a estrutura atual. Em 23 de fevereiro de 532, apenas alguns dias depois da destruição da segunda basílica, o imperador Justiniano I decidiu construir uma terceira - e completamente diferente - basílica, maior e muito mais majestosa que as suas antecessoras. Justiniano escolheu o médico Isidoro de Mileto e o matemático Antêmio de Trales como arquitetos, mas Antêmio morreu ainda no primeiro ano da empreitada. A construção foi descrita na obra "Sobre Edifícios" (em grego: Peri ktismatōn; em latim: De aedificiis) do historiador bizantino Procópio. O imperador mandou buscar materiais de construção de todo o império - colunas helênicas retiradas do Templo de Ártemis, em Éfeso (uma das Sete Maravilhas do Mundo), grandes blocos de pórfiro de pedreiras no Egito, mármores verdes da Tessália, pedras negras do Bósforo e amarelos da Síria. Mais de dez mil pessoas foram empregadas na construção. Esta nova igreja foi, ainda na época, reconhecida como um grande feito de engenharia e arquitetura. O imperador, juntamente com o patriarca Eutíquio de Constantinopla, inauguraram a nova basílica em 27 de dezembro de 537 com pompa e circunstância. Contudo, os mosaicos internos só foram completados sob o reinado de Justino II (r. 565–578).Santa Sofia se tornou então a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e o local preferido para realização de cerimônias oficiais do Império Bizantino, como coroações.Terremotos em agosto de 553 e em 14 de dezembro de 557 racharam o domo prinicipal e o semi-domo oriental, sendo que o primeiro veio a desabar completamente no terremoto seguinte, em 7 de maio de 558, destruindo o ambão, o altar e o cibório. O colapso foi causado principalmente pelo peso da estrutura, grande demais, e pela enorme carga de cisalhamento do domo, que era plano demais. Estes problemas levaram à deformação das colunas que sustentavam o domo. O imperador ordenou que a igreja fosse imediatamente restaurada e confiou a tarefa a Isidoro, o Moço, sobrinho de Isidoro de Mileto, que se utilizou de materiais mais leves e elevou o domo "por volta de 6,5 metros" - dando ao edifício a sua altura interior atual de 55,6 metros. Além disso, Isidoro trocou o tipo de domo, erigindo uma abóbada que cruzaria como pendículos com diâmetro entre 32,7 e 33,5 metros. Esta reconstrução foi completada no ano de 562 e o poeta bizantino Paulo Silenciário compôs um longo poema (ainda existente), conhecido como Ekphrasis, onde ele a comparou a um "campo de mármore", tantas as cores utilizadas. A reabertura foi presidida novamente pelo patriarca Eutíquio de Constantinopla no dia 23 de dezembro de 562. A riqueza e o nível artístico da basílica teria levado Justiniano a dizer Νενίκηκά σε Σολομών("Salomão, eu te superei!"). Muito bonita esta Basílica de Santa Sofia. Saímos de lá em direção a um monumento muito interessante: o Milion! Milion era um monumento marcador de milhas erigido no começo do século IV em Constantinopla (moderna Istambul, Turquia). Localizado no canto norte da praça de Santa Sofia, e próximo a Cisterna da Basílica, foi o ponto de partida para as medições de distâncias de todas as estradas que levavam paras as cidades do Império Bizantino e tinha a mesma função do Milliarium Aureum de Roma, ou seja, trata-se do ponto zero para qualquer lugar da terra conhecido! O edifício de cúpula do Milion repousava em quatro arcos, e foi expandido e decorado com várias estátuas e pinturas. Tinha sobrevivido intacto, após a conquista otomana de Constantinopla (1453), pelos próximos 50 anos, mas desapareceu no começo do século XVI. Durante escavações na década de 1960, alguns fragmentos parciais dele foram descobertos sob casas na área. Quando Constantino, o Grande reconstruiu a cidade de Bizâncio para fazer dela sua nova capital imperial, que ele nomeou Nova Roma, ele conscientemente emulou muitas das características da "Antiga Roma". Entre estas estava o Milion: foi um tetrápilo encimado por uma cúpula, construída na primeira região da cidade, próximo aos antigos muros de Bizâncio, no início da rua principal da cidade nova, a Mese (Μέση Οδός), que naquele ponto formou uma curva. O novo edifício cumpriu o mesmo papel do que Milliarium Aureum em Roma: foi considerado como a origem de todas as estradas das cidades europeias do Império Bizantino, e em sua base estavam escritas as distâncias de todas as principais cidades do império a partir de Constantinopla. O monumento estava a leste do Augusteu, e foi muito mais complexo que sua contraparte romana. Pode ser descrito como um arco triunfal duplo encimado por uma cúpula, que foi sustentada por quatro arcos. Foi coroado por estátuas de Constantino e sua mãe Helena com uma coroa, olhando para leste. Uma estátua da Tique da cidade ficou atrás deles. Desde o início do século VI, o edifício tornou-se uma estação cada vez mais importante do cerimonial imperial. Justiniano I adicionou um relógio de sol, enquanto Justino II adornou a parte inferior com as estátuas de sua esposa Sofia, sua filha Arábia e sua sobrinha Helena. O monumento foi também adornado com esculturas equestres de Trajano, Adriano, Teodósio II e uma quadriga de bronze de Hélio. Durante a primeira metade do século VIII, as abóbadas do edifício foram adornadas pelo imperador Filípico e Anastácio II com pinturas de concílios ecumênicos, mas durante a Iconoclastia, o imperador Constantino V as substituiu por cenas do hipódromo. Durante a Era Comnena, o Milion, devido a sua posição estratégica, testemunhou brigas na cidade, como as relações entre Nicéforo III Botaniates (r. 1078-1081) e Aleixo I (r. 1081-1118), ou aquelas entre as tropas imperiais e a imperatriz Maria de Antioquia, que a partir desta posição estavam controlando o Augusteu. Entre 1268-1271, após o fim do Império Latino, o Milion - junto com o Augusteu - tornaram-se propriedade da igreja de Hagia Sophia. Após a conquista otomana de Constantinopla (1453), o edifício permaneceu intacto até o fim do século XV. Desapareceu possivelmente no começo do século XVI devido ao alargamento do aqueduto próximo e a subsequente elevação de uma torre de água próxima (em turco: suterazi). Nos anos 1967 e 1968, na sequência dos estudos teoréticos sobre a localização do monumento e após a demolição de casas colocadas acima dele, escavações revelaram algumas fundações e um fragmento (agora reerguido como um pilar) pertencente ao edifício. Estes restos poderiam ser positivamente identificados como pertencentes ao Milion graças a sua proximidade com parte de uma canalização bizantina curvada. Isto parece indicar o ângulo do desaparecido Mese, como registrado pelas fontes literárias. Após o Milion nos dirigimos aos Banhos de Roxelana. É um hamam (balneário turco) situado em Istambul, na Turquia, junto à Basílica de Santa Sofia. Os banhos foram construídos no século XVI pelo arquiteto real Sinan por ordem de Solimão, o Magnífico e foram batizados com o nome de Roxelana, a esposa do sultão. Criados para a congregação religiosa da Basílica de Santa Sofia atualmente alberga uma loja estatal de tapetes. Se pode distinguir a disposição simétrica do edifício, onde se destacam o camekan (grande vestíbulo) e a soğukluk (estância intermédia ou "fria"). Após os Banhos de Roxelana fomos ver a A Coluna de Constantino, também conhecida como Coluna Queimada ou Coluna Anelada, é uma coluna triunfal construída por ordem do imperador romano Constantinono ano 330. Comemora a declaração de Bizâncio (renomeada por Constantino como Nova Roma) como a nova capital do Império Romano. Situada em Yeniçeriler Caddesi entre o Sultanahmet e a Praça Beyazıt (durante a época romana o Fórum de Teodósio), esteve ao longo da história associada como local onde inúmeras relíquias da cristandade foram depositadas, bem como artefatos do passado pagão romano. A coluna de Constantino, que havia sido consagrada em 11 de maio de 330, situava-se no centro do Fórum de Constantino (hoje praça de Çemberlitaş), um fórum circular situado na parte exterior das muralhas da cidade. Era originalmente encimada por uma estátua de bronze de Constantino que, segundo lendas bizantinas tardias, estava representado de modo a aludir ao deus Sol Invicto ou então ao deus Hélio; estudiosos como Garth Fowden questionam estas associações, considerando-as errôneas. Diz-se que a orbe da estátua continha um fragmento da Vera Cruz. Na base da coluna se localizava o santuário que continha relíquias das cruzes dos dois ladrões que foram crucificados com Jesus no calvário, a cesta do milagre dos pães e um frasco de azeite do alabastro de Maria Madalena que presumivelmente foi usado por ela para lavar os pés a Jesus, o Paládio da Roma Antiga, o machado com o qual Noé construiu a arca e uma estátua de madeira de Atena proveniente de Troia. Em 1106 uma forte tempestade derrubou tanto a estátua como três dos anéis superiores da coluna. Mais tarde o imperador bizantino Manuel I Comneno (r. 1143-1180) substituiu a estátua por uma cruz de bronze e agregou uma inscrição comemorativa: "O fiel Manuel reforçou esta santa obra de arte que se tem ganhado pelo tempo". Instalou guirlandas de bronze que cobriram as uniões entre os anéis para dar maior robustez à coluna, mas foram roubados pelos cruzados que saquearam a cidade durante a Quarta Cruzada em 1204. A cruz foi posteriormente removida pelos otomanos após a tomada da cidade em 1453. Em 1779, devido a um grande incêndio em Istambul, a coluna foi danificada e adquiriu marcas negras de fogo, recebendo então a denominação de "coluna queimada". Neste mesmo anoAbdülhamid I (r. 1774-1789) realizou reformas na estrutura, dando-lhe sua base atual. Contando originalmente com 37 metros de altura, hoje a estrutura possui 35 metros. Foi construída com sete tambores de pórfiro roxo trazidos de Roma para Constantinopla em 328 que repousam sobre uma base e um pedestal. Devido aos danos ocorridos à estrutura ao longo do tempo, para auxiliar na sustentação, atualmente foram adicionados aros metálicos nos tambores. Após ver esta coluna fomos conhecer a Cisterna da Basílica. A Cisterna de Teodósio (ou da Basílica) é uma das muitas antigas cisternas de Constantinopla que se encontram debaixo da cidade de Istambul. A entrada atual faz-se pela Piyer Loti Caddesi. A cisterna foi construída pelo imperador romano Teodósio II, entre 428 e 443 para armazenar água fornecida pelo Aqueduto de Valente. A água deste aqueduto era depois redistribuída para oninfeu, para as Termas de Zeuxipo e para o Grande Palácio de Constantinopla. A construção tem cerca de 45 por 25 metros e o teto é suportado por 32 colunas de mármore com cerca de 9 metros de altura. À semelhança da Cisterna da Basílica e da Cisterna Binbirdirek, está aberta ao público. Depois da Cisterna veio o O Obelisco de Teodósio. É um obelisco do Antigo Egito mandado construir pelo faraó Tutmés III que no século IV d.C. foi levado para Constantinopla (atual Istambul, Turquia) e colocado no Hipódromo, no que é hoje a Praça Sultanahmet, pelo imperador romano Teodósio I. O obelisco foi erigido por Tutmés III (r. 1479–1425 a.C.) a sul do sétimo pilone do grande Templo de Karnak, no que é hoje a cidade egípcia de Luxor. Em 357 d.C., o imperador romano Constâncio II (r. 337–361 d.C.) mandou transportar o obelisco e um outro ao longo do rio Nilo para Alexandria, para comemorar a sua ventennalia (20 anos no trono). O outro obelisco foi erigido na spina do Circo Máximo, em Roma, no outono do mesmo ano e é atualmente conhecido como Obelisco Lateranense. O chamado Obelisco de Teodósio permaneceu em Alexandria até 390, quando Teodósio I o mandou levar para Constantinopla para ser colocado na spina do hipódromo daquela cidade. O obelisco propriamente dito é feito de granito vermelho de Assuão e originalmente tinha 30 metros de altura, como o Obelisco Lateranense. A parte inferior foi danificada na Antiguidade, provavelmente durante o transporte ou quando foi reerigido, pelo que o obelisco tem atualmente apenas 18,54 m (19,6 m segundo outras fontes), ou 25,6 m se for incluída a base. Entre os quatro cantos e o pedestal encontram-se quatro cubos de bronze, usados no transporte e na recolocação. Cada uma das quatro faces tem uma linha vertical de inscrições, que celebram a vitória de Tutmés III nas margens do rio Eufrates em 1 450 a.C. O obelisco assenta sobre um pedestal de mármore com baixos relevos datados de quando o obelisco foi erguido em Constantinopla. Numa das faces, Teodósio é representado oferecendo a coroa da vitória ao vencedor das corridas de bigas; a cena é emoldurada com colunas e arcos coríntios, com espectadores alegres, músicos e e dançarinos que assistem à cerimónia. Na parte inferior direita desse baixo relevo encontra-se um hydraulis (órgão hidráulico) de Ctesíbio; na parte esquerda encontra-se representado outro instrumento musical. Há vestígios claros de grandes estragos no pedestal e restaurações. Nos cantos do fundo do pedestal há cubos de pórfiro em substituição de peças desaparecidas, os quais assentam sobre os cubos de bronze acima referidos; os cubos de bronze e pórfiro têm formas idênticas. Numa das faces há um corte que faz supor a passagem de uma canalização. As reparações na base podem estar relacionadas com a rachas causadas por qualquer acidente grave, possivelmente um terremoto ocorrido em data incerta da Antiguidade. A face leste do pedestal ostenta uma inscrição com cinco hexâmetros em latim. A inscrição está ligeiramente partida no fundo, mas foi transcrita na totalidade por viajantes do século XVI: “DIFFICILIS QVONDAM DOMINIS PARERE SERENIS IVSSVS ET EXTINCTIS PALMAM PORTARE TYRANNIS OMNIA THEODOSIO CEDVNT SVBOLIQVE PERENNI TER DENIS SIC VICTVS EGO DOMITVSQVE DIEBVS IVDICE SVB PROCLO SVPERAS ELATVS AD AVRAS” Tradução: “Embora no passado tenha oposto resistência, um homem ordenou-me que obedecesse aos mestres serenos e que carregasse as suas palmas, uma vez que os tiranos tivessem sido derrubados. Todas as coisas se rendem a Teodósio e aos seus descendentes eternos. Isto é verdade também para mim - fui dominado e superado por três vezes em dez dias e levantado até ao cimo dos ventos, sob o governador Proculus.” Na face oeste, a mesma ideia é repetida em dois dísticos elegíacos escritos em grego bizantino, embora aqui seja relatado que a colocação do obelisco demorou 32 dias: “KIONA TETPAΠΛEYPON AEI XΘONI KEIMENON AXΘOC MOYNOC ANACTHCAI ΘEYΔOCIOC BACIΛEYC TOΛMHCAC ΠPOKΛOC EΠEKEKΛETO KAI TOCOC ECTH KIΩN HEΛIOIC EN TPIAKONTA ΔYO” Tradução: “Esta coluna com quatro que jazia na terra, só o imperador Teodósio se atreveu a erguê-la de novo; Proclos foi convidado para executar a sua ordem; e esta grande coluna foi erguida em 32 dias.” Após o Obelisco fomos ao Grande Bazar. O Grande Bazar, também chamado Bazar Coberto ou Mercado Coberto (do turco Kapalıçarşı), é provavelmente o maior e dos mais antigos mercados cobertos do mundo, situado no bairro histórico de Eminönü, distrito de Fatih, da cidade de Istambul, Turquia. Aberto em 1461, é muito conhecido principalmente pela joalharia, cerâmica, especiarias e tapetes. Tem mais de 60 ruas cobertas e centenas ou milhares de lojas (1200 segundo uns, mais de 4000 segundo outros), é frequentado por 250000 a 400000 pessoas diariamente. Calcula-se que cerca de 20000 aí trabalhem. A maior parte das lojas está agrupada por tipos de mercadorias, havendo áreas especiais para produtos de pele, joalharia de ouro, etc. O bazar situa-se na parte mais alta duma grande área comercial que ocupa a encosta sul do Corno de Ouro, onde no passado atracavam os navios que abasteciam Istambul. O mercado ocupa o espaço entre as mesquitas Nuruosmaniye e de Bayezid II, próximo da Divanyolu, a avenida principal da cidade antiga desde os tempos da Constantinopla romana, que constituía o início da estrada que atravessava o centro da península ocupada pela cidade mais antiga e a ligava com Adrianópolis, a atual Edirne. O núcleo central do Grande Bazar são dois bedestens (edifícios destinados a comercializar e armazenar mercadorias, especialmente aquelas de maior valor, que requerem mais segurança). São construções com as paredes em alvenaria de cascalho, pilares em pedra e abóbadas e arcadas em tijolo, as quais são ligadas por traves. As portas são em ferro e ornamentadas com pregos. O bedesten mais antigo, chamado Eski Bedesten (Bedesten Antigo), Bedestan-i Atik, Cevahir Bedesteni (Bedesten dos Joalheiros), ou İç Bedesten (Bedesten Interior) está situado no centro da parte coberta. Consiste em 44 celas de alvenaria (mahzen) que rodeiam um pátio retangular que mede 45,3por 29,4 metros. O conjunto é coberto com três filas de cinco abóbadas cada uma. Duas filas de oito pilares suportam o teto, que é coroado por pequenas cúpulas no exterior. Encostadas às paredes exteriores desta estrutura há 56 lojas a toda a volta. A maior parte das ruas do bazar estão alinhadas com as paredes deste bedesten. No centro de cada fachada há um portão e cada um deles sai uma rua. O interior é iluminado por janelas na parte superior das paredes, as quais estão ligadas por passarelas elevadas feitas em madeira. No Eski Bedesteni as atividades principais eram o comércio de jóias e os leilões de escravos. O comércio de escravos foi ilegalizado em 1847. Além disso, o bedesten era também usado pelos mercadores do bazar como depósito seguro de dinheiro e mercadorias mais valiosas. Atualmente o piso térreo está ocupado por inúmeras pequenas lojas de madeira. O segundo bedesten, "Novo", "Pequeno" ou "das Sandálias" (em turco: Yeni Bedesten, Bedestan-i Cedid, Küçük Bedesten ou Bezzaziye-i Sugra), situa-se a sudeste do primeiro, junto aos limites exteriores e à Mesquita Nuruosmaniye. É um recinto retangular murado com 38,8 por 32 metros, cobertos por quatro filas de cinco pequenas cúpulas que são suportadas por doze pilares. A entrada faz-se por quatro portas no centro de cada fachada. Os bedestens ocupam apenas uma pequena parte do gigantesco mercado, onde além de muitas centenas de lojas e pequenas oficinas de artesãos (hans) existem cafés, restaurantes, pequenas mesquitas (mescit), fontes, bancos, uma estação de correios, uma posto médico e uma esquadra de polícia. O Grande Bazar funcionava como um mercado abastecedor (de distribuição), por ele passando a maior parte das mercadorias antes de serem distribuídas por outros mercados da cidade ou chegarem às oficinas de artesãos, muitas das quais situadas também elas no Grande Bazar. O nome das ruas do mercado correspondem às atividades que aí se desenvolviam, quer fossem de manufatura ou apenas de comércio. Atualmente o bazar tem os mesmos limites que em 1894, quando decorreram grandes obras de restauro e reestruturação, existindo 61 ruas numa área total de 30,7 ha. O recinto do Grande Bazar tem quatro entradas, uma em cada um dos extremos das ruas principais, a orientada a norte-sul, a Yağlıkçılar (dos fabricantes de lamparinas), e a orientada a leste-oeste, a Kalpakçılar (dos chapeleiros de pele), as quais se cruzam perto da esquina sudoeste. A Kalpakçılar liga as mesquitas Nuruosmaniye e de Bayezid II. Em cada uma das entradas exteriores há um grande portão de ferro. Estes portões eram fechados fora das horas de serviço e o local era guardado por pessoal contratado pela guilda que administrava o bazar. Embora se saiba que a antiga Constantinopla tinha um grande mercado com uma estrutura semelhante ao Grande Bazar otomano, isto é, um espaço misto de comércio e pequena indústria, mas não se sabe onde ele se situava. Também não se sabe o que existiria no lugar antes da reconstrução otomana. O Eski Bedesten foi construído entre 1455 e 1461 por ordem do sultão Mehmed, o Conquistador, pouco depois de ter conquistado a cidade. Como era usual com muitos mercados otomanos, parte das taxas cobradas sobre o comércio destinavam-se a gerar receitas para uma mesquita, que no caso do Grande Bazar era a recém convertida Santa Sofia. Além de angariar fundos para a mesquita, Mehmed pretendia reavivar o comércio na cidade conquistada. O mercado expandiu-se rapidamente à volta do primeiro bedesten, estimando-se que no final do reinado de Mehmed II, em 1481, já ocuparia cerca de um terço da área que ocupa atualmente. No século XVI, durante o reinado de Solimão, o Magnífico, o mercado foi bastante aumentado. Como o resto da cidade, o Grande Bazar foi fustigado por vários incêndios e terramotos ao longo da sua existência, após o que era reconstruído e expandido de uma forma algo caótica. Os mercados à volta dos bedestens foram destruídos por fogos em 1546, 1589 e 1618. Em 1652 houve um incêndio no Eski Bedesten e em 1660, um enorme incêndio destruíu praticamente toda a cidade. Em 1695 e 1701 voltaram a ocorrer incêndios no Eski Bedesten, após o qual as coberturas em madeira das ruas vizinhas foram substituídas por alvenaria. Em 1750 houve outro incêndio, o qual foi seguido de uma pilhagem dos janízaros, as tropas de elite imperiais otomanas. Em 1766 houve um terramoto e em 1791 e 1826 houve novamente fogos. Um terramoto em 1894 danificou as estruturas e coberturas, após o que o ministro das Obras Públicas do sultão Abd-ul-Hamid II, Mahmud Celaleddin Paşa dirigiu uma grande reestruturação do Grande Bazar, reduzindo-lhe a área coberta removendo arcadas, isolando os núcleos de oficinas e instalando portões ao longo das ruas principais. Além disso, a estrutura foi reforçada com ferro e as arcadas foram decoradas com arabescos. Em 1954 houve outro terremoto que obrigou a mais restauração. O interior foi completamente repintado em 1980. Embora a estrutura do bazar se mantenha como antigamente, a sua função, o modo como é gerido, a natureza do comércio aí desenvolvido e a arquitetura dos interiores mudaram significativamente a partir da segunda metade do século XIX. Na década de 1960, as mudanças na indústria e economia da Turquia, bem como na demografia de Istambul, determinaram a substituição da maior parte das oficinas tradicionais de artesanato por lojas de tipo ocidental e para turistas, as quais constituem atualmente o maior negócio do lugar. As lojas tradicionais tinham mostruários abertos, separados por cortinas ou finos tabiques de madeira e eram fechados à noite com persianas verticais. Atualmente, muitas lojas são fechadas com portas e montras de vidro iluminadas. A gestão, que antes era feita por uma guilda (em turco: longa), que tinha a seu cargo não só a manutenção dos espaços, mas também o controlo apertado da concorrência e preços, é atualmente feito de forma algo deficiente por uma série de associações de lojistas. Após o Grande Bazar fomos dar uma olhada em alguns pontos da Muralha de Constantinopla. As Muralhas de Constantinopla são uma série de muralhas de pedra que rodeavam e protegia a cidade de Constantinopla (atual Istambul na Turquia) desde sua fundação como capital do Império Romano do Oriente por Constantino. Com diversas adições e modificações ao longo de sua história, constituíram o último grande sistema de fortificação da Antiguidade, e um dos mais complexos e elaborados sistemas já construídos. Construídas inicialmente por Constantino, as muralhas cercavam a nova cidade por todos seus lados, protegendo-a contra ataques marítimos e terrestres. À medida que a cidade cresceu, a famosa linha dupla das Muralhas de Teodósio foi construída no século V. Embora outras seções das muralhas fossem menos elaboradas, quando bem equipadas (com armamento e soldados), eram quase inexpugnáveis para qualquer sitiante medieval, salvando assim a cidade e o Império Bizantino, durante ataques feitos pelos ávaros, árabes, Rus' e búlgaros, entre outros (ver sítios a Constantinopla). O advento dos canhões especializados em cercos, que utilizavam pólvora, no entanto, tornou estas fortificações vulneráveis, e acabou levando à queda de Constantinopla para os otomanos, em 29 de maio de 1453, após um longo sítio. As muralhas se mantiveram intactas durante a maior parte do período otomano, até que certos trechos começaram a ser demolidos no século XIX, à medida que a cidade se expandiu para além de seus limites medievais. Apesar da falta de manutenção e conservação subsequente, diversas partes da muralha sobrevivem até os dias de hoje. Um programa de restauração em grande escala tem sido realizado desde a década de 1980, permitindo aos visitantes apreciar sua aparência original. Após as muralhas descemos a pé em direção ao canal de Bósforo. Tinha alguns cruzeiros mas iriam demorar a sair. Então entramos em uma balsa de carros e fizemos travessias paralelas aos cruzeiros por 2 liras por pessoa (hoje fev-2014 seria U$0,90)! Depois de tantas ruínas e coisas ligadas a história da humanidade, estava interessado em conhecer o famoso Cevahir Mall. O Shopping Cevahir Mall foi inaugurado em 2005, ainda é um dos mais modernos e é o maior centro comercial da Europa. Possui 343 lojas, 34 restaurantes Fast-food, 14 restaurantes exclusivos, 12 cinemas, teatro, pistas de boliche, e parque de diversões. Para se ter uma ideia do tamanho, tem até montanha russa dentro do shopping. Após este dia bem corrido pedimos ao gerente do hotel para nos permitir tomar banho e nos trocar bem à noite, pois de lá iríamos direto ao aeroporto para voar a Frankfurt as 5h00min. Escolhemos esta passagem com escala de 15 horas para conhecermos Frankfurt. Frankfurt é a maior cidade do estado alemão de Hesse e a quinta maior cidade da Alemanha, com uma população de aproximadamente 700.000 habitantes em 2012. Sua área urbana tinha uma população estimada de 2,3 milhões de habitantes em 2010. A cidade está no centro da Região metropolitana Reno-Meno que tem uma população de 5,6 milhões de habitantes e é a segunda maior região metropolitana da Alemanha. Desde a expansão da União Europeia de 2007, o centro geográfico da União encontra-se a 40km a leste de Frankfurt. Frankfurt é o centro financeiro e de transporte da Alemanha e o maior centro financeiro da Europa continental. Em Frankfurt estão localizadas sedes de importantes instituições como a do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt, bem como vários grandes bancos comerciais, como por exemplo o Deutsche Bank, o Commerzbank e o DZ Bank. Nos transportes a cidade se destaca em âmbito mundial: o Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados de todo o mundo; a Estação Central de Frankfurt é um dos maiores terminais de trens da Europa; e a Frankfurter Kreuz é um dos trevos rodoviários mais utilizados na Europa. Ao mesmo tempo, a DE-CIX possui o maior tráfico de ponto de troca de internet do mundo. Frankfurt é a única cidade alemã listada como uma das dez cidades globais alfa do mundo. Cidade global (também chamada de cidade mundial, cidade alfa ou centro mundial) é uma cidade considerada um lugar importante no sistema econômico global. O conceito vem dos estudos urbanos e da geografia e se assenta na ideia de que a globalização criou, facilitou e promulgou locais geográficos estratégicos de acordo com uma hierarquia de importância para o funcionamento do sistema global de finanças e comércio. A mais complexa dessas entidades é a "cidade global", através da qual as relações vinculativas de uma cidade têm efeito direto e tangível sobre assuntos globais através de meios socioeconômicos. A expressão "cidade global", em oposição à megacidade, foi introduzida por Saskia Sassen, em referência a Londres, Nova Iorque e Tóquio, em sua obra de 1991 "A Cidade Global". O termo "cidade mundial" já tinha sido usado por Patrick Geddes, em 1915, para descrever as cidades que controlam uma quantidade desproporcional de datas de negócios globais. Depois dele Peter Hall, em sua obra The World Cities (1966) usou uma série de critérios para definir as cidades que ocupam o topo da hierarquia urbana mundial. Vinte anos depois, John Friedmann lançou The World City Hypothesis e indicou as cidades que comandavam a economia global. Com uma metodologia multidisciplinar e inovadora, Ronald Daus investigará depois o papel de um “fundamento europeu”, existente desde a “invenção” do colonialismo, nas cidades globais extra-europeias que se desenvolvem durante o século XX e que é responsável pelo caos urbanístico que assola localidades situadas tanto fora da Europa como nela própria, suscitando novas questões em áreas como as da sociologia ou da antropologia cultural (ver biografia e referências). A classificação de cidade global é vista como benéfica e, por isso, muitos grupos têm tentado classificar quais as cidades que podem ser vistas como "cidades mundiais". Embora haja um consenso sobre quais são as cidades líderes do mundo, definir quais são os critérios para que essa classificação seja feita pode afetar outras cidades incluídas. Os critérios para a identificação tendem a basear-se num "valor critério" (por exemplo, se o setor produtor de serviços é o maior setor econômico, então a cidade X é uma cidade global) ou em uma "determinação iminente" (se o setor produtor de serviços da cidade X é maior do que o setor produtor de serviços das cidades N, então a cidade X é uma cidade global). Algumas características básicas de cidades globais são: • Familiaridade internacional: uma pessoa diria Paris, e não Paris, França; • Influência e ativa participação em eventos internacionais. Por exemplo, a cidade de Nova Iorque sedia a Organização das Nações Unidas, e em Bruxelas se encontram as sedes da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da União Europeia; • Uma grande população, onde a cidade global é centro de uma área metropolitana de pelo menos um milhão de habitantes, muitas vezes, tendo vários milhões de habitantes; • Um aeroporto internacional de grande porte, que serve como base para várias linhas aéreas internacionais; • Um sistema avançado e eficiente de transportes. Isto inclui vias expressas, rodovias e transporte público; • Qualidade de vida; • Sedes de grandes companhias, como conglomerados e multinacionais; • Sede de instituições educacionais, como universidade; • Uma bolsa de valores que possua influência na economia mundial; • Presença de redes multinacionais e instituições financeiras de grande porte; • Infraestrutura avançada de comunicações; • Presença de grandes instituições de artes, como museus; • Grande influência econômica no mundo. • Custo de vida; • Número de bilionários. Frankfurt fica na Antiga Zona de Ocupação Americana na Alemanha e era antigamente a cidade sede do Exército dos Estados Unidos na Alemanha. Em 2011, a companhia Mercer apontou Frankfurt como a 7º cidade em qualidade de vida do mundo. De acordo com a pesquisa de custo de vida do The Economist, Frankfurt é a cidade alemã mais cara e a 10ª cidade mais cara do mundo. Talvez Frankfurt não faça parte dos roteiros turísticos tradicionais pela Alemanha justamente porque - excetuando-se alguns poucos locais - Frankfurt não pareça Alemanha. Em escala reduzida ela lembra mais uma Nova York ou São Paulo do que aquelas adoráveis cidades com arquitetura típica germânica, que todos nós amamos. O cenário predominante de Frankfurt são os grandes e modernos prédios empresariais e bancários, ruas movimentadas e gente andando apressada de um lado para outro, com jeito de estar fechando algum negócio importante. Mesmo assim, estimulados por esta visita rápida à cidade, decidimos passar alguns momentos agradáveis em Frankfurt. Começamos nossa caminhada pela área central, onde diversos trechos são exclusivos de pedestres. A vitrine comercial da cidade atende pelo nome de Zeil, uma larga e arborizada avenida exclusiva de pedestres, com mais de um quilômetro de extensão. A Zeil é considerada como um dos maiores shoppings da Europa a céu aberto, tal a variedades de lojas e número de visitantes. Também as ruas Fahrgasse e Hasengasse concentram boas opções comerciais. Para distrair a boca enquanto não chega a hora do almoço, sugerimos entrar em confeitarias - elas existem às dezenas por aqui - e comprar uma das especialidades locais, o Marzipan. Estes deliciosos bombons de chocolate com amêndoas são campeões de vendas por aqui, e parecem ter até mesmo um gostinho de Alemanha. O prédio da Alte Oper é uma das construções mais renomadas da cidade, fica na Opernplatz. Trata-se de uma reconstrução do prédio original, também totalmente devastado durante a guerra, mas que após o conflito foi restaurado de acordo com o projeto original (ao lado). Outro ponto famoso da cidade, a Goethe Haus foi o endereço do famoso poeta, entre 1749 e 1775, e é decorada com reproduções da mobília original de sua época, formando um verdadeiro painel doméstico do século 18. Uma das peças principais da casa é a autêntica escrivaninha utilizada por Goethe. E visite ainda o interessante Deutsches Filmmuseum, museu de cinema; o museu Judengasse onde se pode ter uma idéia de como era a vida nos antigos guetos judeus da cidade. Lá foi construído um memorial ao Holocausto. Quando a fome chegar você vai ver que são tantas as opções, bares, tabernas, carrocinhas com pratos típicos, confeitarias e restaurantes convidativos que é difícil decidir. Se o seu negócio é algo típico então escolha um daqueles divertidos cachorros quentes que são vendidos em todo lugar, com salsichas deliciosas e enormes, saindo nas duas extremidades do pão e com mostarda servida à vontade em torneirinhas. Mas se existe um ponto na cidade que pode ser considerado como unanimidade entre os turistas e moradores locais trata-se da praça Romer (Römerberg). Este espaço livre rodeado por prédios de arquitetura em estilo característico germânico tem sua história iniciada ainda no século 12, quando era utilizado como mercado livre entre comerciantes locais e aqueles vindos da França e Itália. Ao longo do tempo a Romerberg afirmou-se também como a área mais nobre da cidade, passando a servir de local para cerimônias importantes, como festivais e coroações, celebradas na antiga prefeitura, a Zum Römer. O principal salão da prefeitura - Kaisersaal - abriga estátuas de todos os reis e imperadores germânicos, desde Friedrich Barbarossa (1152) até Franz II (1806). Não deixe de visitar, também na praça, o Historiches Museum, onde a história de Frankfurt é contata, inclusive com maquetes da cidade em diversas épocas. Causa tristeza conhecer a destruição quase total da cidade, ao fim da segunda guerra. Visite também a Alte Nikolaikirche, igreja gótica cuja origem remontam ao século 13, usada pelos imperadores germânicos durante dois séculos. Na praça estão ainda diversos restaurantes e lojinhas oferecendo todo tipo de souvenirs e lembranças de Frankfurt. O outro lado da praça Romer, frente à prefeitura, é conhecido como Ostzeile. Trata-se de uma linha de construções em madeira, originalmente construída durante os séculos 14 e 15 (ao lado). No centro da praça destaca-se a fonte da justiça Gerechtigkeitsbrunnen, representando a deusa da justiça Justitia, construída em 1543. Infelizmente quase todos estes monumentos são reconstruções, já que durante a segunda guerra a praça foi completamente destruída pelos bombardeios aliados. Alguns prédios históricos foram reconstruídos logo após o conflito, no entanto a Ostzeile somente foi reerguida em 1983. A Eschenheimer Turm é uma das poucas estruturas remanescentes das antigas muralhas que cercavam Frankfurt. Esta torre de 47 metros de altura foi completada em 1428 por ordem do Kaiser. Na realidade existiam mais de 60 torres cercando a cidade, quase todas foram demolidas entre 1806 e 1812, quando as muralhas da cidade também foram abaixo. A Eschenheimer Turm foi a única torre que conseguiu escapar de virar entulho, transformando-se num dos pontos históricos mais importantes da cidade. Desde 1992 a torre é aberta à visitação pública, sendo que em sua base existe um agradável café. Depois visite o Museum für Moderne Kunst (museu de arte moderna, Domstrasse 10), a Goethehaus und Goethemuseum (Casa e museu de Goethe, maior poeta alemão, Grosser Hirschgraben 23-25), e a Paulskirche (igreja de São Paulo, na Paulsplatz). Enquanto o lado norte da cidade abriga os prédios e o centro do comércio, a margem sul abriga pontos culturais importantes, como o Museumsufer, área dos museus e Sachsenhausen's, com suas antigas residências, tabernas e ruelas típicas. O aeroporto de Frankfurt é o mais movimentado da Europa. Ao chegar desça ao subsolo e pegue o trem até o centro da cidade, a mais eficiente e rápida forma de transporte. Ainda do avião, antes da aterrissagem, é provável que você veja ao longe a imponente silhueta dos prédios centrais da cidade, com destaque para o Commerzbank Tower, até poucos anos, o mais alto prédio da Europa, famoso também por seu projeto ecológico e de iluminação natural. Mas não deixe esta primeira visão lhe desanimar, pensando que Frankfurt é somente mais uma cidade de negócios, destinada somente a executivos ou coisas semelhantes. Ela pode ser tudo isto, mas também é uma cidade com muita história, atrações interessantes e um ótimo centro de lazer, como descobrimos naquele dia que passamos lá. Pegamos o voo para São Paulo as 22h00min terminando assim esta viagem com tantos pontos turísticos. Em breve anexo fotos ao depoimento.
  9. Dia 11/01 tiramos mais para descansar. Fomos dar uma volta em Konya. Konya é uma cidade da Turquia situada na região de Anatólia Central, capital da área metropolitana e da província de Konya, a maior da Turquia em superfície. Em 2009, a população do conjunto dos distritos urbanos era de 1003373. A altitude média da cidade é 1 030 m. Depois da queda do império hitita no século XIII a.C., a cidade esteve sob o domínio de frígios, licónios, capadócios e galatas. Com o domínio romano, ficou localizada no sul da província romana da Galácia. O nome Iconium foi provavelmente estabelecido pelos frígios que após a queda do império hitita, invadiram a Anatólia. Xenofonte descreve a cidade Iconium como a última cidade frígia. Segundo os Atos dos Apóstolos, Iconium foi visitada por São Paulo. Konya é também considerada a terra natal de Santa Tecla. De acordo com o capítulo 14 dos Atos, ao chegarem à cidade, Paulo e Barnabé teriam feito um discurso em uma sinagoga onde uma grande multidão de judeus e gregos converteram-se ao cristianismo. Os judeus não convertidos organizaram um motim juntamente com os gentios, com o objetivo de os apedrejarem, o que obrigou Paulo e Barnabé a fugirem para as cidades de Listra e Derbe, situadas na Licônia. No entanto, apesar da perseguição sofrida pelo apóstolo, a Igreja foi estabelecida na cidade e viria a ser visitada por Paulo em ocasiões posteriores, tanto no retorno de sua primeira viagem missionária como em outras. Paulo escreveu uma epístola às comunidades cristãs da Galácia, a Epístola aos Gálatas. Fomos visitar o Museu Mevlana onde você pode encontrar informações sobre o 13º filósofo do século religioso durante o reinado de seljúcidas. Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī, também conhecido como Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Balkhī, ou ainda apenas Rumi ou Mevlana, (30 de setembro de 1207 — 17 de setembro de 1273), foi um poeta, jurista e teólogo sufi persa do século XIII. Seu nome significa literalmente "Majestade da Religião"; Jalal significa "majestade" e Din significa "religião". Rumi é, também, um nome descritivo cujo significado é "o romano", pois ele viveu grande parte da sua vida na Anatólia, que era parte do Império Bizantino dois séculos antes. Ele nasceu na então província persa de Balkh, na aldeia de Wakhsh, atualmente na província de Khatlon do Tadjiquistão. A região estava, nessa época, sob a esfera de influência da região de Coração e era parte do Império Corásmio. Ele viveu a maior parte de sua vida sob o Sultanato de Rum, no que é hoje a Turquia, onde produziu a maior parte de seus trabalhos e morreu em 1273. Foi enterrado em Konya e seu túmulo tornou-se um lugar de peregrinação. Após sua morte, seus seguidores e seu filho Sultan Walad fundaram a Ordem Sufi Mawlawīyah, também conhecida como ordem dosdervishes girantes, famosos por sua dança sufi conhecida como cerimônia sema. Os trabalhos de Rumi foram escritos em novo persa. Uma renascença literária persa (século VIII/IX) começou nas regiões de Sistão, Coração e Transoxiana e por volta do século X/XI, ela substituiu o árabe como língua literária e cultural no mundo islâmico persa. Embora os trabalhos de Rumi houvessem sido escritos em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e nacionais. Seus trabalhos originais são extensamente lidos em sua língua original em toda a região de fala persa. Traduções de seus trabalhos são bastante populares no sul da Ásia, em turco, árabe e nos países ocidentais. Sua poesia também tem influenciado a literatura persa bem como a literatura em urdu, bengali, árabe e turco. Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e transpostos em vários formatos; A BBC o descreveu como o "poeta mais popular na América". Saímos em direção à Capadócia para ficar lá durante a noite. Reservamos os dias 12, 13 e 14/01 para ficarmos na famosa Capadócia. Parece que você está em um planeta diferente. Vai descobrir esta paisagem interessante e a influência do cristianismo na área. Começamos com Goreme no famoso Open Air Museum, ou seja, um lindo museu a céu aberto. Fomos conhecer as igrejas com afrescos na mesma. Fomos de carro para Uchisar, onde você verá um castelo natural e os vales no caminho. Uchisar ou Uçhisar é uma vila (município) da região histórica e turística da Capadócia, pertencente ao distrito e província de Nevşehir e à região administrativa da Anatólia Central da Turquia. Em 2009 a sua população era de 3 820 habitantes. Situa-se a cerca de 8 km a leste de Nevşehir, no limite sudoeste do Parque Nacional de Göreme. Uçhisar significa "três fortalezas" em turco e é uma das localidades mais típicas da Capadócia, com o seu casario confundindo-se com a paisagem rochosa tão característica da região. É célebre pelo rochedo que a domina, apelidado de Kale (castelo em turco), porque serviu de fortaleza e refúgio no passado e que, com os seus 1300 m de altitude, é o ponto mais alto daquilo a que na literatura turística se chama Capadócia. O rochedo, de origem vulcânica, é visível de vários km em redor. Foi usado como abrigo na época hitita(cerca de 1 500 a.C.) e posteriormente pelos primeiros cristãos durante o período romano e pelos bizantinos durante as incursões árabes dos séculos VII e VIII e durante as primeiras invasões turcas. A fortaleza é um autêntico labirinto que inclui capelas, mosteiros, habitações, refeitórios, armazéns e salas comuns, ligados entre si por uma rede de galerias empilhadas em vinte andares. No cimo encontram-se algumas sepulturas romanas. Algumas das habitações trogloditas ainda são habitadas. A região é pródiga nas peculiares formações geológicas que fazem com que a paisagem da Capadócia faça lembrar um cenário de ficção científica, nomeadamente às chaminés de fadas, cones de rocha vulcânica e calcários frequentemente coroados com um grande "chapéu". Muitas destas formações foram escavadas tanto para habitação como para pombais. À volta da vila há algumas que tem sepulturas romanas. Voltamos para Goreme para chegar a Zelve. Zelve (ou Eski Zelve, "Velha Zelve") é um conjunto de três vales da região histórica e turística da Capadócia. A área faz parte do distrito de Avanos e da província de Nevşehir e situa-se nas imediações da aldeia de Aktepe, cerca de 5 km a sul de Avanos, a 3 km de Cavuşin e a 1 km de Paşabağları. A área é famosa por ter sido um centro monástico e pela sua beleza natural, nomeadamente as formações geológicas peculiares características da Capadócia, como as chaminés de fada, cuja concentração é aqui maior do que em qualquer outro local. Só há uma entrada para os três vales, o que faz da área um recinto natural, o qual foi constituído no "Museu ao Ar Livre de Zelve" em 1967. As rochas de Zelve são mais avermelhadas do que no resto da Capadócia. Essa ocorrência e as formas caprichosas das rochas empresta um ar marciano à paisagem local, algo mais evidente num dos vales que é praticamente desprovido de vegetação. Não se sabe ao certo quando as populações humanas começaram a viver nos abrigos escavados na rocha, um hábito também comum em áreas vizinhas como Uçhisar, Göreme e Cavuşin, que em Zelve durou até 1952, quando as populações foram realojadas para a nova aldeia de Yeni Zelve (Nova Zelve), atualmente chamada Aktepe, a 2 km de distância, por haver o risco de derrocadas após um terremoto. Devido a esse risco, é frequente que algumas partes de Zelve estejam interditas a nós visitantes. Supõe-se que Zelve já seria habitada no tempo dos romanos. Certamente que o era durante o período bizantino e foi sucessivamente ocupada por seljúcidas, gregos e otomanos. Até 1923, a população era mista de gregos cristãos e turcos muçulmanos. Além das instalações religiosas, existem várias habitações e outras estruturas utilitárias, como estábulos e armazéns, pombais, um moinho de vento, uma pequena mesquita e um túnel, com cerca de 100 m de comprimento, que liga o vale da entrada, a sul, ao vale do meio. A maior parte das habitações está interligada por uma rede de túneis e escadarias cavadas na rocha, que em certos casos são apenas simples cavidades ou protuberâncias em escarpas quase verticais. O acesso a muitas das cavernas requer boa forma física, devido à inclinação e à distância entre os apoios para os pés, e é desaconselhado a quem sofra de vertigens ou de claustrofobia. A única construção de alvenaria e tijolo encontrada nos três vales é a fachada e o minarete da mesquita, cuja nave é escavada na rocha, como as igrejas. O complexo monástico, instalados em cavernas seminaturais e artificiais espalhadas pelas encostas rochosas dos três vales, é anterior ao período iconoclasta (séculos VIII e IX). Zelve foi um importante centro religioso entre os séculos IX e XIII e aí funcionaram os primeiros seminários da Capadócia. Zelve é frequentemente apontado como um dos vales monásticos de ocupação mais antiga e dos últimos a serem abandonados. Ao contrário do que é comum na Capadócia, as igrejas de Zelve não tem frescos, embora haja umas algumas (poucas) pinturas numa ou outra igreja do vale mais a norte. A decoração das igrejas usa sobretudo motivos abstratos, muitas vezes aproveitando as formas da rocha. Supõe-se que isso se deverá ao fato dos frades de Zelve serem contra a representação de imagens (iconoclastas), provavelmente ainda antes dessas tendências se terem tornado norma. Em muitas igrejas existem cruzes esculpidas, por vezes acompanhadas de outros símbolos. As instalações comuns do mosteiro encontram-se no vale da entrada, a sul. Consistem numa série de salas escavadas na rocha, interligadas por corredores estreitos e sinuosos. Encontra-se numa parede rochosa a 10 m de altura, no lado do vale oposto à mesquita. Geyikli Kilise (igreja do veado) — Encontra-se num grande rochedo entre o primeiro e o segundo vale. O nome provém de uma imagem que supostamente representa um veado, embora mais provavelmente seja um cordeiro. Uma parte ruiu em 2002 e desde então que se encontra encerrada ao público. Igrejas a serem visitadas: • Vaftızlı Kilise (igreja do batismo) — Situada no vale do meio, tem nichos com cruzes. • Üzümlü Kilise (igreja das parreiras) — É uma das únicas igrejas com pinturas em Zelve, as quais consistem em parreiras em tons de vermelho e verde, numa Virgem com o Menino e os arcanjos Gabriel e Miguel. Encontra-se no terceiro vale, o mais a norte. • Balikli Kilise (igreja do peixe) — É gémea da anterior e tem três absides e uma cruz em relevo no teto. O seu nome provém de um medalhão com uma cruz entre dois peixes que se encontra numa parede. • Direkli Kilise (igreja das colunas) — Outra igreja do vale mais a norte. Nosso próximo ponto foi um rápido passeio por Pasabag que se encontra a apenas 1 km de distância e com chaminés de fadas de diferentes de estilo. Depois fomos a Avanos. Está situada a 18 km a norte de Nevşehir. A população do distrito era de 35 120 habitantes (2007),dos quais 18 921 viviam na cidade de Avanos. O distrito tem uma área de 994 km² e a altitude média é de 920 metros. O ponto mais alto é o Monte Ismail Sivrisi, com 1 756 m. A velha cidade de Avanos é banhada pelo rio mais longo da Turquia, o Kızılırmak (ou Hális), o qual também separa a cidade do resto da Capadócia. A cidade é conhecida principalmente pelas suas tapeçarias e principalmente pela sua cerâmica de barro vermelho extraído das margens do Kızılırmak, uma atividade tradicional na zona desde o tempo dos hititas e ainda muito importante atualmente. É um destino turístico popular devido à beleza da cidade velha com as suas ruas empedradas e vistas sobre o rio. O clima é continental, com verões quentes e secos e invernos frios e úmidos. Avanos era conhecida na Antiguidade como Venesa e foi assentamento importante em diferentes épocas. Supõe-se que o nome atual derive do nome da cidade durante a época romana, Vanessa. Em escavações arqueológicas realizadas num túmulo perto da cidade foram encontrados vestígios do período hitita. Também se encontraram ruínas de um templo dedicado ao deus grego Zeus datado do período helenístico. Após o período bizantino, a cidade esteve na posse dos turcos seljúcidas durante largos anos, sendo posteriormente anexada ao Império Otomano em 1466. Os monumentos históricos mais importantes da cidade são a mesquita seljúcida de Aladdin e a mesquita otomana de Yeralti, esta última do século XVI. Não deixar de conhecer: Igreja de São João Baptista, em Cavuşin. É uma grande basílica, que se pensa ter sido um destino de peregrinações. Foi construída no século V. A sua posição no cimo duma encosta e o aspeto imponente da sua fachada com colunas realçam a sua proeminência sobre todo o vale. Igreja de Nicéforo Focas, em Cavuşin. Esta igreja, também conhecida como Casa dos Pombos, encontra-se ao lado da estrada de Avanos para Göreme, a 2,5 km desta última. Tem arcos em túnel, uma nave central elevada e três absides. O nártex já não existe. Tem frescos comemorativos da passagem do imperador bizantino Nicéforo II Focas pela Capadócia em 964-965, durante a sua campanha militar na Cilícia. Pensa-se que os frescos comemoram uma peregrinação do imperador à vizinha igreja de São João Baptista. Igreja de Güllüdere (Santo Agathangelos). Localizada no final do vale de Güllüdere, a cerca de 2 km de Cavuşin, no fundo de uma encosta muito íngreme, é uma construção do século VI ou VII. Tem uma nave quadrada com teto plano e apenas uma abside ampla, a qual foi adicionada no século IX ou X e onde se encontram duas ou três camadas de frescos, que indicam que teria sido pintada regularmente. As pinturas apresentam Jesus num trono, ladeado simetricamente por símbolos de autores dos evangelhos. No centro do teto plano encontra-se um relevo de uma cruz no meio de um círculo rodeado de folhas de palmeiras e grinaldas. Este tipo de decoração é provavelmente do período iconoclasta. As pessoas da região eram muito devotas da cruz, tendo esta continuada a ser usada como motivo artístico depois do fim daquele período porque representava a Vera Cruz de Jerusalém. Cidade subterrânea de Özkonak. Situada 14 km a nordeste de Avanos, esta cidade subterrânea foi construída na encosta norte do Monte Idis, numa área de estratos de granito vulcânico. As extensas galerias da cidade estão espalhadas por uma grande área e estão ligadas entre elas por túneis. Ao contrário das cidades subterrâneas de Kaymaklı e Derinkuyu, existem orifícios muito longos e estreitos (cerca de 5 cm) que permitiam a comunicação entre os diferentes níveis além de servirem como sistema de ventilação. A cidade foi descoberta em 1972 pelo muezim local, Latif Acar, quando tentava perceber porque é que água dos seus campos. Começou por descobrir uma sala subterrânea, que depois de escavada se revelou um local capaz de albergar 60 000 pessoas durante três meses. Foram descobertos 10 andares, até uma profundidade de 40 m, encontrando-se apenas quatro deles abertos ao público. Ao contrário das outras cidades subterrâneas da região, além dos portões em forma de roda de pedra, por cima dos túneis existem buracos usados para derramar óleo a ferver por cima dos inimigos. À semelhança de Kaymaklı e Derinkuyu, Özkonak tem um sistema de ventilação, um poço de água e um lagar de vinho. Dia 13/01 saimos em direção a Derinkuyu a cidade subterrânea. Derinkuyu é uma cidade e distrito da província de Nevşehir na Turquia. De acordo com o censo de 2000, a população do distrito era de 24 631, dos quais 11 092 vivem na cidade de Derinkuyu. O distrito cobre uma área de 445 km², com uma elevação média de 1 300 m e altitude máxima no Monte Ertaş com 1988 m. Localizado na região histórica e turística da Capadócia, Derinkuyu é notável pela sua grande cidade subterrânea, que é a principal atração turística local. Na Capadócia estão localizadas diversas outras cidades subterrâneas, esculpidas de uma única formação geológica e utilizadas extensivamente pelos primeiros cristãos como esconderijos. As fontes escritas mais antigas sobre cidades subterrâneas são os escritos de Xenofonte. Em sua Anábase ele escreve que as pessoas que viviam na Anatólia escavaram suas casas debaixo da terra, vivendo em acomodações suficientemente grandes para toda a família, animais domésticos e armazenagem de alimentos. A cidade subterrânea de Derinkuyu fornecia refúgio para os habitantes da região como os cristãos através dos tempos; para os primeiros cristãos e, possivelmente, habitantes anteriores; para os gregos se escondendo dos ataques repentinos da árabes omíadas e dos exércitos abássidas. As cidades possuíam lojas de alimentos, cozinhas, estábulos, igrejas, prensas de vinho e azeite, poços de ventilação, poços de água e uma escola religiosa. A cidade subterrânea de Derinkuyu possui, pelo menos, oito níveis e profundidade de 85 metros, e poderia ter abrigado milhares de pessoas. Muito interessante esta cidade subterrânea. Ao sair de Derinkuyu, nos dirigimos ao Vale Ihlara. A área é famosa pela beleza natural e pelas habitações e igrejas trogloditas bizantinas do Vale de Ihlara. A vila situa-se na margem do rio Melendiz, a cerca de 30 km (35 km por estrada) em linha reta a sudeste de Aksaray e a cerca de 60 km (72 km por estrada) a sudoeste de Nevşehir. O vale de Ihlara é uma garganta com 16 km de comprimento, escavada na rocha vucânica pelo rio Melendiz. A rocha resultou de milhões de anos de erupções dos vulcões Erciyes e Hasan, que deram origem à paisagem característica da Capadócia. A garganta começa junto à vila e termina junto à Selime, a noroeste. No extremo norte de Ihlara, uma escadaria com 400 degraus e mais de 100 metros de desnível dá acesso ao fundo da garganta. Devido à abundância de água e de esconderijos naturais, a região foi um dos primeiros refúgios dos cristãos que fugiam às perseguições romanas. Desde o século VII que o vale foi à residência de monges bizantinos que escavaram os seus mosteiros e igrejas no tufo. A área entre Ihlara e Belisırma, onde se encontram cerca de cinquenta igrejas, era então conhecida por Peristrema e parece ter sido pouco afetada pelas disputas turbulentas do período iconoclasta. A decoração das igrejas mostra influências orientais e ocidentais, nomeadamente nas roupas das figuras retratadas, que nuns casos vestem longos robes árabes, ora usam vestes similares às que se encontram nos frescos bizantinos da Europa. As igrejas de Peristrema podem dividir-se em dois grupos. As igrejas do primeiro grupo, mais próximas de Ihlara, são quase todas anteriores ao período iconoclasta (séculos VIII e IX), embora muitas tenham pinturas de épocas posteriores. As do segundo grupo, mais próximas de Belisırma, apresentam decorações de estilo bizantino dos séculos X e XI. Entre as igrejas mais antigas, a sul e mais próximas de Ihlara, destacam-se as seguintes: • Ağaçaltı Kilise (igreja debaixo da árvore) — Escavada na rocha, é de planta cruciforme e data provavelmente do século VII. Originalmente tinha três andares, mas dois deles colapsaram, o mesmo tendo acontecido à sala de entrada. Há vários frescos em bom estado, que resistiram às destruições de imagens do período iconoclasta. Um dos mais impressionantes representa os Três Reis Magos oferecendo os seus presentes na Natividade. Noutro aparece Daniel e os leões. Na cúpula central há uma cena das Ascensão de Jesus. As cores dominantes são o vermelho, azul e cinzento e as imagens tem um ar naïf que sugere influências da Pérsia sassânida, algo que é mais notório num friso com grifos alados. Lamentavelmente, os frescos tem sofrido sérios estragos nos anos mais recentes. • Pürenli Seki Kilise — Situada numa ravina, a 30 m de altura, tem frescos em mau estado, que representam, sobretudo cenas da vida de Jesus. • Kokar Kilise — Tem frescos com cenas da Bíblia, que incluem a Anunciação, a Natividade, e a Fuga para o Egito. • Yilanli Kilise (igreja da serpente) — De planta em cruz, apresenta a particularidade de ter uma abside de grande dimensão. O nártex está decorado com representações do inferno datadas do século IX, que incluem pecadores nus entrelaçados em monstros com aspeto de serpentes. Quatro mulheres pecadoras são mordidas pelos monstros, uma delas nos mamilos como castigo por não ter amamentado os seus filhos, outra é possuída por oito serpentes, as outras duas são punidas por caluniarem e não darem ouvido aos bons conselhos. No centro encontra-se uma das raras representações de Satanás da Capadócia. Em cada uma das cabeças de serpente há uma alma condenada ao Inferno. • Sümbüllü Kilise (igreja do jacinto) — Data provavelmente do século X. A planta em T denota a transição para o estilo bizantino mais tardio, com forte influência grega. As pinturas das paredes mostram, entre outros, o imperador Constantino e a sua mãe Santa Helena. A decoração de uma das fachadas apresenta influências orientais. Entre as igrejas do segundo grupo, a norte e mais próximas de Belisırma, destacam-se as seguintes: • Direkli Kilise (igreja das colunas) — Tem três naves e foi construída no século X ou XI. A abóbada é suportada por quatro colunas altas, decoradas com frescos com retratos de santos, um deles com a Virgem com o Menino e outro com São Jorge lutando com o dragão. Uma das raras inscrições encontradas no vale reportam que a igreja foi fundada durante o reinado do imperador bizantino Basílio II Bulgaróctone, o qual durou de 976 a 1025. • Kırkdamaltı Kilise (igreja dos quarenta telhados ou de São Jorge) — Dedicada a esse santo por Basílio Giagoupes, um emir cristão ao serviço do sultão seljúcida de Rum Mesud II, tem uma inscrição que expressa a gratidão dos cristãos pela tolerância religiosa dos seljúcidas e onde consta que a igreja foi construída entre 1283 e 1295, o que faz dela a mais recente do vale. Um dos frescos mostra São Jorge flanqueado por Basílio Giagoupes e pela mulher deste, Tamar, uma princesa da Geórgia, que oferece um modelo da igreja ao santo. São Jorge veste uma uma armadura, um escudo triangular e um capucho, Basílio tem um turbante e vestes seljúcidas. Junto a esse fresco há uma inscrição que refere o imperador bizantino Andrónico II Paleólogo e Mesud II. O fresco ao lado representa São Jorge matando uma serpente de três cabeças, com uma inscrição acima onde se lê "expia os pecados da minha alma". No século XIX, a igreja foi reutilizada pela comunidade cristã grega da região. • Karagedik Kilise (igreja da fenda negra) — Construída no século XI em tijolo e traquito, tem uma abóbada em cruzaria e três colunas. Está em muito mau estado e as pinturas quase se desvaneceram. Uma viagem com caminhadas está esperando por você. Todo o caminho até mais de 300 etapas no final das escadas você chegará a um rio agradável correr no vale e mais igrejas cristãs. Voltamos a Capadócia para desfrutar de mais uma noite aconchegante. Cidade muito turística com agradáveis lugares para jantar e se divertir. Dia 14/01 tiramos o dia para o famoso passeio de balão. Passeio muito lindo. É imperdível este passeio de sensação única. Trata-se de um balão de ar quente tripulado. São estes os mais comuns e com maiores adeptos no mundo. A ascensão do balão se dá pelo aquecimento do ar atmosférico, que ficando menos denso eleva o balão. O combustível normalmente utilizado; e o gás propano C3H8. A carga que um balão de ar quente pode elevar, dependendo exclusivamente do tamanho de seu envelope (balão). Um balão considerado "normal" tem em média de 2.000m3 a 3.000m3 de volume interno e pode levar entre 2 e 5 pessoas. Existem ainda os balões considerados "turísticos" que são o sutilizados na Capadócia. Tem de 5.000m3 a 24.000m3 e podem levar de 6 até 35 passageiros por vôo. Os locais mais famosos no mundo para este tipo de passeio turístico são a Capadócia (Turquia); Ródano(França), Napa Valley (EUA). Lindo passeio de aproximadamente 2 horas. Após o passeio de balão, nos preparamos para voltar a Istambul. Apesar de ser uma viagem de 750 km, na Turquia as estradas são muito boas e bem sinalizadas o que faz da viagem ao invés de cansativa, prazerosa. Chegamos a Istambul por volta das 20h00min e nos hospedemos bem no centro novamente. Continuação em breve...
  10. E aí Homemboca! Segue o depoimento de Sergio como minhas palavras. Quanto a sua dúvida Paula, eu também não conheci nenhum carro que tenha passado pela fronteira. Eu mesmo vim do Egito para a Jordânia, aluguei um carro para conhecer este pais, devolvi o carro para passar pela fronteira e aluguei outro em Israel. Minha esposa estava com uma programação de conhecer todas as paradas de Jesus em 7 dias. Eu duvidei a principio mas deu direitinho para conhecer os principais pontos de Israel.
  11. Bom dia. Quando estava lá percebi que era difícil entrar em Israel quem vinha da Síria ou do Líbano. Não me lembro mas tem outros lugares que coloca-se o adesivo do visto em papel separado e nunca no passaporte. Pesquise no google que encontrará.
  12. Bom dia Renato. As coisas são bem mais simples do que imaginamos. Você pode reparar na minha preocupação nas perguntas acima. Ao chegar lá foi tudo muito simples. Eu só fiz a travessia da Jordânia para Israel pela passagem central que dizem ser a mais exigente que seria pela Ponte Allenby - Rei Hussein. Existem três maneiras de passar de um país a outro: pela fronteira central a Ponte Allenby - Rei Hussein, a 57 km de Amã, pela fronteira norte a Sheikh Hussein, a 90 km de Amã e pela fronteira sul a Araba Crossing situada a 324 km de Amã. Pela central eu sei que você não passa de carro. O mais sossegado seria comprar uma passagem, ir a Jordânia, alugar um carro para passear para onde quiser, devolvê-lo, comprar outra passagem a Israel e depois alugar outro carro. Espero ter lhe ajudado. Qualquer dúvida é só escrever. Grato, Lucas
  13. Chegamos a Pamukkale a noite e nos impressionamos com a vista. Algo totalmente diferente de tudo que tinha visto até o momento. Pamukkale ("castelo de algodão", em turco) é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina, situado próximo a Denizli, na Turquia. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino. Dia 08/01 saímos cedo para passear por Pamukkale. Como era o início do ano estava muito frio. As famosas encostas de Pamukkale são todas brancas, lembrando ser neve devido ao frio que estava, mas não. De longe dá para perceber vapor saindo do chão. Tem que tirar o sapato para caminhar pela encosta e ver a maravilha dos terraços que se formam. Os terraços de Pamukkale são feitos de travertino, uma rocha sedimentar depositada pela água das fontes termais. Nesta área, existem 17 nascentes de água quente em que a temperatura varia de 35 ° C a 100 ° C. A água que emerge do chão é transportada a 320 metros na cabeça dos terraços do travertino e nos depósitos de carbonato de cálcio em uma seção de 60 a 70 metros de comprimento, cobrindo uma extensão de 240 metros a 300 metros. Quando a água, saturada com carbonato de cálcio, atinge a superfície, o dióxido de carbono de gases a partir dele, e carbonato de cálcio é depositada. O depósito continua até que o dióxido de carbono na água equilibra o dióxido de carbono no ar. O carbonato de cálcio é depositado pela água como uma geléia mole, mas isso eventualmente endurece formando o travertino. Esta reação é afetada pelas condições climáticas, temperatura ambiente, bem como a duração do fluxo. Precipitação continua até que o dióxido de carbono na água atinge o equilíbrio térmico com o dióxido de carbono na atmosfera. Cálculos teóricos indicam a formação deste depósito branco na superfície. Pamukkale é uma excelente atração turística. É reconhecido como um Património Mundial, juntamente com Hierápolis. Hierápolis-Pamukkale foi feito um Património Mundial em 1988. A atividade vulcânica subterrânea que faz com que as águas termais também forçam o dióxido de carbono em uma caverna, que foi chamado de plutônio lugar significado do deus Plutão. Esta caverna foi usada para fins religiosos por sacerdotes de Cybele, que encontraram maneiras de parecer imune ao gás sufocante. Após esta aventura nos terraços de Pamukkale continuar a caminhada em direção a Hierápolis. Hierápolis foi uma cidade antiga localizada nas águas termais, o clássico Frígia, no sudoeste da Anatólia. Suas ruínas são adjacentes ao moderno Pamukkale na Turquia e, atualmente, compreende um museu arqueológico designado pela UNESCO como Patrimônio Mundial. As fontes termais têm sido usados como um SPA desde o século 2 aC, com muitos clientes a se aposentar ou morrer por lá. A grande necrópole é preenchida com sarcófagos, a mais famosa de Marcus Aurelius Ammianos , que tem o mais antigo exemplo conhecido de uma manivela e haste mecanismo. Os grandes banhos foram construídos com enormes blocos de pedra, sem o uso de cimento e consistiu em várias seções fechadas ou abertas ligadas entre si. Há nichos profundos na seção interna, incluindo a casa de banho, biblioteca e ginásio. Destaques a conhecer nesta antiga cidade: - Teatro: O Primeiro “Teatro” que foi construído para o nordeste acima do portão norte, quando a cidade antiga foi destruída por um terremoto em 17 AD. Após o terremoto de 60 dC, um novo teatro foi construído durante o reinado do imperador Vespasiano. Este segundo teatro foi escavado na encosta da colina mais ao leste com os restos e os assentos do primeiro. Houve alteração durante os reinados de Adriano e Septímio Severo. Há uma inscrição no teatro que se relaciona com o imperador Adriano. Septímio Severo é retratado em um alívio juntamente com sua esposa Julia Domna, seus dois filhos Caracalla e Geta e do deus Júpiter. Em 352, o teatro passou por uma restauração completa e foi adaptado para shows aquáticos. Havia quatro entradas para o teatro, cada uma com seis estátuas em nichos ladeados por colunas de mármore. O auditório consistiu de estar empilhados com uma capacidade de 15.000 e foi cortada por um corredor horizontal. Ele apresentava uma imperial caixa. A parte inferior originalmente tinha vinte linhas e a parte superior vinte e cinco, mas apenas trinta linhas sobreviveram inteiras. O auditório está dividido em nove corredores por meio de oito passagens verticais com degraus. O proscênio consistiu de dois andares com nichos ricamente decorados para os lados. Várias estátuas, relevos (incluindo representações de Apolo, Dionísio e Diana), e elementos decorativos foram escavados pela equipe arqueológica italiana e pode ser visto no museu local. O teatro está agora sob-restauração. Muitos relevos e estátuas retratando figuras mitológicas foram escavados a partir do site. - Templo de Apolo: O “Templo de Apolo” o deus principal da cidade durante o período helenístico. Este Apolo estava ligado à antiga Anatólia com o Deus Sol Lairbenos e o Deus dos oráculos Kareios. O site também inclui templos ou santuários para Cybele, Artemis,Plutão e Poseidon . Agora apenas as fundações do templo helênico permanecem. O templo estava dentro de peribolos (15 por 20 metros), em estilo dórico. Como a parte de trás do templo foi construído contra a colina, os peribolos foi cercada em três lados por mármore ordem dóricas colunas. O novo templo foi reconstruído no século 3, em estilo romano, reciclando os blocos de pedra do templo mais antigo. A reconstrução teve uma área menor e agora só o seu chão de mármore permanece. O Templo de Apolo deliberadamente foi sendo construída ao longo de uma ativa falha (fratura ou descontinuidade num volume de rocha). Templos dedicados a Apollo foram muitas vezes construídos sobre locais geologicamente ativos, incluindo o seu mais famoso, o templo de Delfos. Quando a fé cristã foi concedida em primazia oficial no século 4, este templo sofreu uma série de profanações. Partes dos peribolos foram desmontados. - Plutônio: Junto a este Templo de Apolo, e dentro da área sagrada, é o mais antigo santuário local, o Portão de Plutão, um santuário para Plutão. Este Portão foi descrito por vários escritores antigos, incluindo Estrabão, Cassius Dio e Damascio. É uma pequena caverna, porém grande o suficiente para uma pessoa que quiser entrar por escadas poder acabar sufocando com o gás dióxido de carbono causado por atividade geológica subterrânea. Durante os primeiros anos da cidade, castrados sacerdotes de Cybele desceram ao plutônio, rastejando pelo chão com bolsas de oxigênio ou prendendo a respiração. O dióxido de carbono é mais pesado que o ar e por isso tende a se estabelecer em cavidades. Os sacerdotes, então, vieram por cima para mostrar que eles eram milagrosamente imune ao gás e infundido com a proteção divina. - Ninfeu: O Ninfeu está localizado dentro da área sagrada na frente do templo de Apolo. Ele data do século 2 dC. Foi um santuário das ninfas e uma monumental fonte de água de distribuição para as casas da cidade através de uma rede de tubos engenhoso. O Ninfeu foi reparado no século 5, durante a época bizantina. Um muro de contenção foi construído com elementos das peribolos do templo de Apolo. O portão bizantino foi construída no século 6. Agora, apenas a parede de trás e duas paredes laterais permanecem. As paredes e os nichos nas paredes eram decoradas com estátuas. A equipe de arqueólogos italianos escavou duas estátuas de sacerdotisas, que agora em exposição no museu local. O Ninfeu tem um plano em forma de U e senta-se sobre a continuação da estrada principal com colunas. As colunas de pedra do pavimento e outros vestígios arquitetônicos marcam uma grande parte da estrada com colunas que percorrem em uma direção norte-sul. Ele tem estátuas e lojas ao redor, abaixo dos quais passavam canais. A estrada tinha uma base coberta com blocos de pedra, agora sob a piscina da Administração Privada. Há duas portas enormes que foram construídos no final do século 1 dC e deixou do lado de fora das muralhas da cidade. - Necrópole: Seguindo a estrada principal com colunas e passando pelos banhos exteriores, uma extensa necrópole se estende por mais de dois quilômetros de cada lado da estrada velha para frígio Tripolis e Sardes . A necrópole se estende desde o norte para as seções do leste e sul da cidade antiga. A maioria dos túmulos foram escavados. Esta necrópole é um dos mais bem preservados na Turquia. A maioria dos cerca de 1.200 túmulos foram construídos com variedades locais de calcário. A maioria dos túmulos datam do período helênico, mas há também um número considerável dos períodos romano e cristãos. As pessoas que vieram para o tratamento médico de Hierapolis em tempos antigos e os povos nativos da cidade enterravam seus mortos em túmulos de vários tipos de acordo com as suas tradições e status sócio-econômico. Os túmulos e dos monumentos funerários podem ser divididos em quatro tipos: 1. Sepulturas simples para as pessoas comuns 2. Sarcófagos, alguns criados em uma subestrutura e outros escavados na rocha. Muitos são cobertos com um telhado duplo. A maioria é construída em mármore e estão decoradas com relevos e epitáfios que mostram os nomes e profissões dos falecidos e exaltando suas boas ações. Estes epitáfios têm revelado muito sobre a população. A maioria, no entanto, ter sido saqueada ao longo dos anos. 3. Circulares tumuli, por vezes, difícil de discernir. Esses montes, cada um tem uma passagem estreita que conduz a uma câmara abobadada no interior. 4. Sepulturas familiares maiores, por vezes monumentais, semelhante a pequenos templos. - Martyrium: O St. Philip Martyrium fica no topo da colina fora da região nordeste dos muros da cidade. Ele data do século 5. Dizia-se que Philip foi enterrado no centro do edifício e, apesar de seu túmulo foi recentemente descoberto, o local exato ainda não foi verificada. O Martyrium foi incendiado no final do 5 º ou início do século 6, como atestado por marcas de fogo nas colunas. Philip disse ter sido martirizado em Hierápolis sendo crucificado de cabeça para baixo ou por ser pendurado de cabeça para baixo pelos tornozelos de uma árvore. O Martyrium é geralmente tomado por ter sido nomeado após o apóstolo cristão Philip, mas desde os primeiros tempos tem havido alguma controvérsia quanto à identidade real de "Philip de Hierápolis". Esta confusão começou com um relatório por Polícrates de Éfeso em Eusébio de História Eclesiástica. A Philip original pode ter sido em vez Filipe, o Evangelista, discípulo depois que ajudou com questões administrativas, tinha quatro filhas profetisas virginal, as tradições iniciais dizem que este Philip foi martirizado por enforcamento na Frígia. Também era conhecido como "o apóstolo Filipe". O Martyrium tinha um projeto especial, provavelmente executado por um arquiteto de um imperador bizantino. Ele tem uma estrutura octogonal central com um diâmetro de 20 metros, sob uma cúpula de madeira, que é coberta com chumbo. Este é cercado com oito salas retangulares, cada acessível através de três arcos. Quatro foram usados como entradas para a igreja, os outros quatro como capelas. O espaço entre as oito salas estava cheia de capelas heptagonal com um triangular abside. A cúpula acima da abside foi decorada com mosaicos. Toda a estrutura foi cercada por uma arcada com colunas de mármore. Todas as paredes foram cobertas com painéis de mármore. Em 2011, foi anunciado que o túmulo de Filipe pode ter sido descoberto cerca de 40 metros do Martyrium. - Museu: O banho romano, um dos maiores edifícios da cidade Hierapolis antigo, tem sido usado como o local do Museu de Arqueologia de Hierapolis desde 1984. Neste museu, ao lado dos artefatos históricos que foram encontrados em Hierápolis, existem alguns artefatos de Laodiceia, Colossos, Tripolis, Attuda e outras cidades do vale do Lycos (Çürüksu). Além destes, o museu tem uma grande seção dedicada aos artefatos encontrados em Beycesultan Hüyük e que inclui alguns dos mais belos exemplos de ofício da Idade do Bronze. Artefatos que vieram da Caria, Pisídia e regiões Lydia também estão em exposição neste museu. Espaço de exposição do museu é composto por três áreas fechadas do Hierapolis banho e áreas abertas do lado oriental, que são conhecidos por ter sido usado como a biblioteca e o ginásio. Os artefatos no espaço de exposição aberto são principalmente mármore e pedra. - Túmulos e estátuas Gallery: Este quarto contém achados das escavações em Hierepolis e Laodiceia, incluindo sarcófagos, estátuas, túmulos, pedestais, colunas e inscrições. Entre esses artefatos existem estátuas deTyche, Dionísio, Pan, Asclépio, Isis, Demeter e Trion que, embora executado pelos romanos, foram inspirados na tradição helenística. As representações dos costumes locais sobre túmulos familiares são particularmente interessantes. Os mais belos exemplos de cozido sarcófagos terra são específicos para esta área. Uma das obras mais importantes da arte nesta sala é o sarcófago pertencer a um determinado Arhom, do tipo 'Sidemare'. Nele há uma inscrição para Maximilian, e é o melhor trabalho a emergir das antigas cidades de Lahdi e Laodicéia. - Pequenos Artefatos Gallery: Nesta sala, existem pequenas descobertas de várias civilizações dos últimos 4.000 anos. Estas obras, que são exibidos em ordem cronológica incluem trabalhos de muitos sítios arqueológicos e em torno de Denizli. A importância especial é dada aos resultados de Beycesultan Höyük. Essas descobertas são um exemplo de uma civilização antiga. Estas obras, que foram encontrados na escavação realizada pelo Instituto Britânico de Arqueologia incluem ídolos, tigelas, copos terra cozida libação, selos e outros artefatos de pedra. Em outras partes da sala são exibidos objetos do Frigan, helenística, romana e período bizantino, como copos de vidro, colares, pedras preciosas (em forma de anéis, pulseiras, brincos e assim por diante) e lâmpadas de barro. Esta sala também contém uma sequencia importante de moedas antigas dispostas em ordem cronológica. A mais antiga dessas moedas foram cunhadas no século 6 dC e o display passa através da helenística, romana, bizantina, Selçuk e otomanos períodos com moedas de ouro, prata e bronze. - Ruínas do Teatro Galeria: Nesta sala, trabalhos decorativos para o teatro de Hierapolis, a maioria dos quais foram restaurados, são exibidos. Alguns dos relevos do edifício cenário permanecer no local, mas partes deles foram substituídas por cópias. Nas obras que se encontram na sala há relevos dedicados ao mito de Apolo e Artemis, as delícias do Dionysos e o coronotion do imperador romano Septímio Severo . Há representações do rapto de Perséfone por Hades, Apolo, Leto, Ártemis, e Hades e esfinges esculpidas. Relevo esculpido uma reminiscência de Átalo e Eumenes estão em exibição. As inscrições que descrevem a coroação da deusa Hierapolis e decisões da assembléia [ esclarecimentos necessários ] sobre o teatro pode ser visto. Neste mesmo dia à tarde nos conduzimos a Aphrodisias, cidade dedicada à deusa da beleza e do amor "Afrodite", onde você vai ver um dos maiores estádios antigos do mundo, Odeon, Palácio do Bispo, o Templo de Afrodite e do museu. Continuamos a Fethiye para ficar lá durante a noite. Dia 09/01 saimos para passear por Fethiye. Fethiye vai abrir-lhe os olhos, uma estância turística de verão agradável. Após Fethiye fomos a Xanthos. Xanthos era o nome de uma cidade na antiga Lícia, o local da atual Kınık, província de Antalya e do rio em que a cidade está situada. As ruínas de Xanthos estão nas encostas ao sul de uma colina, a antiga acrópole, localizada na periferia norte da cidade moderna, na margem esquerda do Xanthos, que corre por baixo do morro. A única estrada, Xanthos Yolu, circunda o morro e vai até as ruínas. Xanthos é a denominação grega de Arñna, uma cidade originalmente falando a língua Lícia. O hitita e Luwian nome da cidade são dados em inscrições como Arinna. Xanthos é um nome grego, adquirida durante a sua helenização. Os Romanos chamaram a cidade Xanthos, como todos os grego -OS sufixos foram alteradas para -nos em latim . Xanthos era um centro de cultura e comércio para a Lycians, e mais tarde para os persas, gregos e romanos, que por sua vez, conquistou a cidade e ocuparam o território adjacente. Após a queda do Império Bizantino no século 15, a região tornou-se turco. A antiga cidade tinha sido há muito tempo abandonada. Como o centro da Lícia antiga e local de suas mais extensas antiguidades, Xanthos foi uma meca para os alunos da civilização Anatólia desde o início do século 19. Muitos artefatos importantes foram encontrados na cidade. Dois túmulos, o Monumento Nereida e o Túmulo de Payava , estão agora expostas no Museu Britânico . O Harpy Tomb ainda está localizado nas ruínas da cidade. Um santuário de Leto chamou a Letoon está localizado nos arredores da cidade para o sudoeste. O Xanthian Obelisco e o Letoon trilingue são dois trilingue estelasque encontrados na cidade de Letoon. O site tem sido designado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 1988. Após Xanthos nos dirigimos a Patara. Patara, mais tarde rebatizada Arsinoe foi um porto marítimo florescente e comercial da cidade, na costa sudoeste da Lícia na Costa Mediterrânea da Turquia, na província de Antalya. É o local de nascimento de St. Nicholas, que viveu a maior parte de sua vida na cidade vizinha de Myra ( Demre ). Possuindo um porto natural, Patara é dito ter sido fundada por Patarus , um filho de Apolo. Ele foi situado a uma distância de 60 estádios para o sudeste da foz do rio Xanthos. Patara foi observada na Antiguidade por seu templo e oráculo de Apolo, perdendo apenas para a do Delphi. O deus é frequentemente mencionado com o sobrenome Patareus. Heródoto diz que o oráculo de Apolo foi entregue por uma sacerdotisa apenas durante um determinado período do ano, e de Sérvio aprendemos que esse período foi de seis meses de inverno. Parece certo que Patara recebeu Dorian colonos de Creta, e ao culto de Apolo foi certamente Dorian. Os escritores antigos mencionavam Patara como uma das principais cidades da Lícia. Foi porto principal da Lycia, e uma cidade líder da Lícia League , com 3 votos, o máximo. A cidade, com o resto da Lycia, rendeu-se a Alexandre o Grande em 333 aC. Durante as Guerras da Diadochi , foi ocupada sucessivamente por Antígono e Demétrio , antes de finalmente cair para os Ptolomeus . Estrabão nos informa que Ptolomeu Filadelfo de Egito , que ampliou a cidade, deu-lhe o nome de Arsinoe (Arsinoe) depois de Arsinoe II do Egito , sua esposa e irmã, mas ela continuou a ser chamado pelo seu nome antigo, Patara. Os Rhodians ocuparam a cidade e, como Roman aliado, a cidade com o resto do Lícia foi concedida a sua liberdade em 167 aC. Em 88 aC, a cidade sofreu assédio por Mitrídates IV , rei de Pontus e foi capturado por Brutus e Cassius , durante a sua campanha contra Marco Antônio e Augusto. Ele foi poupado dos massacres que foram infligidos nas proximidades de Xanthos. Patara foi formalmente anexada pelo Império Romano em 43 dC, e anexado a Panfília. Patara é mencionada no Novo Testamento como o lugar onde Paulo de Tarso e Lucas mudaram os navios. A cidade foi cristianizada cedo, e vários bispos primeiros são conhecidos, de acordo com Le Quien. Nicholas de Myra nasceu em Patara em 300 aC. Patara é mencionado entre os bispados Lícia em Atos dos Conselhos. O Notitiae Episcopatuum mencioná-lo entre as sufragâneas de Myra tão tarde quanto o século XIII. A cidade permaneceu de alguma importância durante o Império Bizantino como ponto de caminho para o comércio e peregrinos. Durante as guerras entre os turcos e os bizantinos, a cidade foi abandonada. A cidade continua a ser uma sede titular da Igreja Católica Romana, Patarensis ;. O assento está vago desde a morte do último bispo titular em 03 de fevereiro de 2006. O nome Patara ainda está ligado às inúmeras ruínas da cidade. Estes, segundo a pesquisa do Capitão Beaufort, estão situados na beira-mar, um pouco para o leste do rio Xanthos, e consistem em um teatro escavado no lado norte de uma pequena colina, um templo em ruínas no lado do mesmo morro, e um poço circular profundo, de aparência singular, que pode ter sido a sede do oráculo. As muralhas da cidade cercada uma área de considerável extensão, pois eles podem ser facilmente rastreados, bem como a situação de um castelo, que comandou o porto, e de várias torres que ladeavam as paredes. Do lado de fora das paredes há um grande número de sarcófagos de pedra, a maioria deles inscrições de rolamento, mas tudo aberto e vazio, e dentro das muralhas, templos, altares, colunas e fragmentos de escultura aparecem em profusão, mas em ruínas e mutilado. A situação do porto ainda é visível, mas é um pântano, engasgado com areia e arbustos. O teatro foi construído no reinado de Antonino Pio, seu diâmetro é de 265 pés, e tem cerca de 30 fileiras de assentos. Há também ruínas de termas, que, de acordo com uma inscrição sobre eles, foram construídos por Vespasiano. Em 1993, um marco romano foi descoberto, o Stadiasmus Provinciae Lyciae (também conhecido como o Stadiasmus Patarensis e o Miliarium Lyciae ) na forma de uma coluna monumental em que foi inscrita em grego uma dedicação a Claudius e um anúncio oficial de estradas sendo construídas por o governador, Quintus Veranius, na província de Lícia et Panfília, dando nomes de lugares e distâncias, essencialmente, um público monumental itinerarium. O site está sendo escavada durante dois meses de verão a cada ano por uma equipe de arqueólogos turcos. No final de 2007, toda a areia tinha sido eliminado do teatro e alguns outros edifícios, e as colunas na rua principal tinha sido reerguidas parcialmente. As escavações revelaram alvenaria em condição notável. Além de suas ruínas antigas, Patara também é famosa por seus 18 quilômetros de comprimento da Patara Praia, que está situada na Riviera turca. Após estas visitas nos dirigimos a Antalya para nos hospedarmos. Dia 10/09, após o café da manhã partimos para Aspendos uma cidade Lícia com o melhor e mais preservado teatro romano no mundo. Aspendos era uma antiga cidade na Panfília , na Ásia Menor , situada a cerca de 40 km a leste da cidade moderna de Antalya. Ela estava situada no Rio Eurymedon a cerca de 16 km para o interior do Mar Mediterrâneo , que compartilhavam uma fronteira com a, e hostil, Side . De acordo com a tradição mais tarde, a cidade (originalmente não-grego) foi fundada por volta de 1000 aC por gregos que podem ter vindo de Argos . A ampla gama de sua cunhagem para todo o mundo antigo indica que, no século 5 aC, Aspendos havia se tornado a cidade mais importante da Panfília. Naquela época, o rio Eurymedon e a cidade de Aspendos gerava grande riqueza derivada a partir de um comércio de sal, óleo e lã. Aspendos não desempenhava um papel importante na antiguidade como uma força política. Sua história política durante o período de colonização correspondeu às correntes da Panfília região. Dentro desta tendência, após o período colonial, permaneceu por um tempo sob a hegemonia Lícia. Em 546 aC ficou sobpersa dominação. O rosto que a cidade continuou a cunhar moedas em seu próprio nome, no entanto, indica que ele tinha uma grande dose de liberdade, mesmo sob os persas. Em 467 aC, o estadista e comandante militar Cimon, e sua frota de 200 navios, destruiu a marinha persa com base na foz do rio Eurymedon em um ataque surpresa. A fim de esmagar a forças terrestres persas, ele enganou os persas, enviando seus melhores lutadores para escorar vestindo as roupas dos reféns que haviam tomado anteriormente. Quando eles viram esses homens, os persas pensavam que eles eram compatriotas libertados pelo inimigo e dispostos a festividades em comemoração. Aproveitando isso, Cimon desembarcou e aniquilou os persas. Aspendos então tornou-se um membro da Attic-Delos Marítima liga. Os persas capturaram a cidade novamente em 411 aC e é usado como base. Em 389 aC, o comandante de Atenas , em um esforço para recuperar um pouco do prestígio naquela cidade havia perdido no Peloponeso Guerras , ancorado na costa de Aspendos em um esforço para garantir a sua rendição. Na esperança de evitar uma nova guerra, o povo de Aspendos coletou dinheiro entre si e deu-o ao comandante, pedindo-o a recuar, sem causar qualquer dano. Mesmo pegando o dinheiro, ele ordenou a seus homens pisar em todas as colheitas nos campos. Enfurecido, o Aspendianos esfaquearam e mataram o comandante ateniense na sua tenda. Quando Alexandre, o Grande marchou em Aspendos em 333 aC após a captura de Perge , os cidadãos mandaram a ele enviados para demonstrar que havia sido dado impostos e cavalos anteriormente pagos a título de tributo ao rei persa.Depois de alcançar este acordo Alexandre foi para a lateral , deixando uma guarnição lá na rendição da cidade. Voltando através Sillyon, ele percebeu que a Aspendianos não haviam ratificado o acordo de seus enviados haviam proposto e estavam se preparando para se defender. Alexandre marchou para a cidade imediatamente. Quando viram Alexandre retornando com suas tropas, o Aspendianos, que tinham recuado para a sua acrópole, novamente mandaram enviados para pedir a paz. Desta vez, porém, eles tiveram de concordar com termos muito duros. Uma guarnição macedônia permaneceria na cidade e 100 talentos de ouro, bem como 4.000 cavalos seria dado em impostos por ano. Em 190 aC a cidade rendeu-se aos romanos , que mais tarde pilharam seus tesouros artísticos. No final do período romano, a cidade começou um declínio que continuou ao longo bizantinos. Aspendos é conhecida por ter o teatro mais bem preservado da antiguidade. Com um diâmetro de 96 metros, o teatro possui 7000 cadeiras. O teatro foi construído em 155 pelo arquiteto grego Zenon, um nativo da cidade. Foi reparado periodicamente pelos seljúcidas , que o usaram como uma caravansaray , e no século 13 o prédio palco foi transformado em um palácio pelo seljúcidas do Rum. A fim de manter com helenísticas tradições, uma pequena parte do teatro foi construído encostado na colina onde o Citadel ( Acrópole ) estava de pé, enquanto o restante foi construído sobre arcos abobadados. A maior fase serviu para isolar convenientemente o público a partir do resto do mundo. Os frons scaenae ou pano de fundo, manteve-se intacta. A 8,1 metros inclinado teto de madeira reflexivo sobre o palco foi perdido ao longo do tempo. Furos para 58 mastros são encontrados no nível superior do teatro. Estes mastros apoiou um velarium ou toldo que pode ser puxado sobre a platéia para proporcionar sombra. O Internacional Opera Aspendos e Festival Ballet oferece uma temporada anual de produções no teatro, na primavera e início do verão. Perto estão os restos de uma basílica, ágora, nymphaeum e 15 quilômetros de um aqueduto romano. A ponte romana Eurymedon , reconstruído no século 13, também está nas proximidades. Aspendos foi uma das primeiras cidades a cunhar moedas. Ele começou a emitir moedas de cerca de 500 aC, os primeiros staters e posteriores dracmas , "o hoplita no anverso representa os soldados para que Aspendos era famoso na Antiguidade," o contrário frequentemente retrata um triskelion. A lenda aparece em moedas iniciais como a abreviatura ΕΣ ou ΕΣΤ Ϝ Ε, mais tarde cunhagem tem ΕΣΤ Ϝ ΕΔΙΙΥΣ, o adjetivo de ΕΣΤ Ϝ ΕΔΥΣ (Estwedus), que era o nome da cidade na língua Pamphylian local. A cidade de numismática história se estende desde arcaico grego à época romana tardia. O teatro recebe anualmente o Festival Internacional de Aspendos Opera and Ballet organizado pela Turkish State Opera e Ballet desde 1994, com a participação internacional de empresas de ópera e ballet e um público de cerca de 10.000. Nossa próxima parada foi Perga para vermos suas muralhas, teatro, ágora e estádio. Perga foi uma antiga cidade grega na Anatólia e na capital da Panfília, agora na província de Antalya, na costa mediterrânea do sudoeste da Turquia. Hoje é um grande site de ruínas antigas 15 km a leste de Antalya na planície costeira. Localizado há uma acrópole que remonta à Idade do Bronze. Alexandre foi seguido pelo Diadochi império dos Selêucidas. Em 46 dC, de acordo com os Atos dos Apóstolos, Paulo viajou para Perga e de lá seguiu para Antioquia da Pisídia, e depois voltou a Perga, onde ele pregou a palavra de Deus. Em seguida, ele deixou a cidade e foi para Attaleia. Na primeira metade do século IV, durante o reinado de Constantino, o Grande(324-337), Perga tornou-se um importante centro do cristianismo, depois se tornou a religião oficial do Império Romano. A cidade manteve a sua posição como um centro cristão nos séculos V e VI. São Paulo Apóstolo e seu companheiro Barnabas, visitou duas vezes Perga como registrado no livro bíblico, os Atos dos Apóstolos. Durante sua primeira viagem missionária, onde "pregou a palavra" antes de ir para e velha Atália(atual cidade de Antalya), 15 quilômetros ao sudoeste, para Antioquia. Perga permaneceu como católico romano titular metropolitana ao ver na antiga província romana da Panfília Secunda. Paulo e Barnabé vieram a Perga, durante sua primeira viagem missionária, mas provavelmente ficou lá apenas um curto período de tempo, e não parecem ter pregado ali, foi lá que João Marcos deixou Paulo para voltar a Jerusalém. Em seu retorno de Pisídia Paulo pregou em Perga. Perga é hoje um sítio arqueológico e uma atração turística, comumente chamado de Eski Kalessi. Antiga Perga, uma das principais cidades da Panfília, estava situada entre os rios Catarrhactes (Duden sou) e Cestrus (Ak sou), cerca de 11 quilômetros da boca deste último, o site é uma aldeia turca moderna de Murtana no Suridjik sou, um afluente do Cestrus, anteriormente no otomano vilayet de Koniah . Suas ruínas incluem um teatro, uma palestra , um templo de Artemis e duas igrejas. O templo de Artemis estava localizado fora da cidade. Morador antigo o mais comemorado de Perga, o matemático Apolônio (c.262 aC - c.190 aC), vivia e trabalhava lá. Ele escreveu uma série de oito livros descrevendo uma família de curvas conhecidas como seções cônicas , compreendendo o círculo , elipse ,parábola e hipérbole . Depois de todo este passeio nos dirigimos a Konya para nos hospedar. Pegamos uma linda estrada em torno do fluxo Kopru onde apreciamos a história olhando o mar Mediterrâneo. Continuação em breve...
  14. Boa tarde Marcus! Mesmo não tendo um inglês fluente, na Espanha vai conseguir se dar bem e na Grécia... vá com um boné do Brasil que brasileiro e chinês tem espalhado pelo mundo inteiro. Quanto a viagem depende do que quer conhecer na Espanha e quanto tempo. Se for passar bastante dias eu lhe indicaria alugar um carro. Seria o meio de transporte mais barato e com liberdade maior quanto aos seus destinos. Se for menos tempo e quiser conhecer lugares distantes como descer em Madri ficar alguns dias e depois ir a Barcelona, Quando fui peguei orçamentos e viajar de avião saia muito mais barato e rápido. Neste caso conheça estas lindas cidades e depois se desloque de ônibus para as cidades mais próximas pois as passagens saem muito barato. Espero ter lhe ajudado. Qualquer dúvida pergunte novamente. Grato, Lucas
  15. Kuşadası é uma cidade turística da Turquia situada na costa do Mar Egeu. Fica no centro da área costeira de mesmo nome, na província de Aydın. Kuşadası fica 95 km ao sul do maior centro metropolitano da região de Esmirna e 71 km da sede governamental da província de Aydın, no interior. A sua principal indústria é o turismo. Segundo a tradição, Maria (mãe de Jesus) veio morar na cidade, tanto que ficou conhecida como "Ana". A escolhemos para nos hospedar por estar próximo a Éfeso local que conheceremos no dia posterior. Dia 07/01 já estávamos chegando a Éfeso. Esta antiga cidade é parada obrigatória a qualquer turista que visite a Turquia. Éfeso foi uma cidade Greco-romana da Antiguidade situada na costa ocidental da Ásia Menor, próxima à atual Selçuk, província de Esmirna, na Turquia. De acordo com Ferecides de Leros, citado por Estrabão, Éfeso era ocupada pelos cários (e pelos léleges ), e, quando houve a migração dos jônios para a região, a cidade de Éfeso foi fundada por Androclus, filho legítimo de Codro, o líder dos jônios, que expulsou os cários e léleges. Éfeso tornou-se o local do palácio real dos príncipes dos jônios, e a cidade ainda era governada por seus descendentes à época de Estrabão. Antigamente, Éfeso também se chamava Esmirna, do nome da amazona Esmirna, que havia tomado posse de Éfeso, porém mais tarde Esmirna foi fundada por habitantes de Éfeso. Foi uma das doze cidades da Liga Jônia durante o período clássico grego. Durante o período romano, foi por muitos anos a “Segunda Maior Cidade do Império Romano”, apenas atrás de Roma, a capital do império. Tinha uma população de 250 000 habitantes no século I a.C., o que também fazia dela a segunda maior cidade do mundo na época. A cidade era célebre pelo Templo de Ártemis, construído por volta de 550 a.C., uma das “Sete Maravilhas do Mundo”. O templo foi destruído, juntamente com muitos outros edifícios, em 401 d.C. por uma multidão liderada por São João Crisóstomo. O imperador Constantino I reconstruiu boa parte da cidade e ergueu novos banhos públicos, porém a cidade foi novamente destruída parcialmente por um terremoto, em 614. A importância da cidade como centro comercial diminuiu à medida que o seu porto começou a ser assoreado pelo rio Caístro. Éfeso foi uma das “Sete Igrejas da Ásia citadas no livro bíblico do Apocalipse”. O Evangelho de São João pode ter sido escrito na cidade, onde também se encontra um grande cemitério de gladiadores. O sítio arqueológico encontra-se a três quilômetros a sudoeste da cidade de Selçuk, no distrito homônimo da província de Esmirna. As ruínas de Éfeso são um importante ponto turístico internacional da região, que é servida pelo Aeroporto Adnan Menderes e pelo porto de Kuşadası. Em Éfeso existia um dos “Maiores Teatros do Mundo”, com capacidade para 25 milhares de espectadores de uma população total estimada em cerca de 400 mil a 500 mil habitantes. Era a “Quinta Mais Populosa” cidade do império. Também em Éfeso surgiram as condições para uma mudança fundamental no pensamento do Ocidente, durante os séculos VII e I a.C. Éfeso e Mileto, também na Ásia Menor, são berços da filosofia. Em 133 a.C., Éfeso foi declarada capital da província romana da Ásia, mas pesquisas arqueológicas revelam que Éfeso já era um centro urbano antes de 1 000 a.C., quando era ocupada pelos jônios. Sua riqueza, contudo, não era apenas material. Nela se destacavam iniciativas culturais como escolas filosóficas; escola de magos e muitas manifestações religiosas, sendo a mais significativa em torno de Ártemis; a deusa do meio ambiente conhecida como Diana pelos romanos, a deusa da fertilidade. É dedicado a Ártemis o maior templo nela encontrado por arqueólogos austríacos. Ao lado do templo de Ártemis, com 80 metros de comprimento e 50 metros de largura, foram encontrados suntuosos palácios romanos. Outras descobertas incluem uma bela casa de banho, de mármore, com muitos quartos, a magnífica Biblioteca de Celso, a "Catacumba dos Sete Adormecidos", onde foram encontrados centenas de locais de sepultura, e um templo dedicado à adoração ao imperador. Ali havia uma estátua de Domiciano, o imperador que exilou João Evangelista na ilha de Patmos e perseguiu os cristãos. Como é comum em praticamente todas as cidades ao redor do Mediterrâneo, também Éfeso acumulavam em sua tradição traços religiosos orientais, egípcios, gregos, romanos e judaicos. O antigo geógrafo Estrabão, que viveu de 64 a.C. a 25 d.C., descreveu-a como "o maior centro de comércio exterior que havia na Ásia". Os arqueólogos encontraram uma inscrição em pedra (talvez erigida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como a "mais ilustre de todas as cidades" da Ásia. Nos tempos apostólicos, Éfeso foi uma das cidades do Império Romano onde o cristianismo mais se difundiu. Paulo de Tarso e João Evangelista pregaram na cidade. A igreja que havia em Éfeso no fim do século I d.C. foi uma das sete igrejas mencionadas no Apocalipse, juntamente com Esmirna, Pérgamo, Sardes, Tiatira, Filadélfia (atual Alaşehir) e Laodiceia no Licos. A cidade também foi sede de dois concílios (o Primeiro e o Segundo Concílio de Éfeso). Nela se localizam ruínas da basílica de São João, o Teólogo. Dar importância à visita de O Grande Teatro, a estrada de mármore, Biblioteca Celsius, fontes, Ágoras e o Odeon. Após Éfeso fomos visitar a Virgem Maria Casa onde Maria deveria ter passado seus últimos tempos. No começo do século XIX, Ana Catarina Emmerich, uma freira agostiniana alemã, acamada por enfermidades, relatou uma série de visões da vida de Jesus e detalhes da de Maria. Ela já estava adoentada havia muito tempo na comunidade rural de Dülmen e era reconhecida na Alemanha como uma mística, recebendo visitas de diversas figuras notáveis. Um destes foi o autor Clemens Brentano que, após uma primeira visita, permaneceu em Dülmen por cinco anos, visitando Emmerich diariamente e transcrevendo suas visões conforme ela as descrevia. Após a morte da freira, Brentano publicou um livro baseado nestes relatos. Uma segunda obra, baseada em suas notas, foi publicado após a sua própria morte. Um dos relatos de Emmerich era a descrição da casa que o apóstolo João havia construído em Éfeso para Maria, a mãe de Jesus, e onde ela teria vivido até o fim de sua vida. Emmerich providenciou uma série de detalhes sobre a localização da casa e sobre a topografia da região à volta: “Maria não vivia em Éfeso, mas não região rural nas redondezas... A residência de Maria estava num monte à esquerda da estrada que vinha de Jerusalém, a umas três horas e meia de Éfeso. Este monte se inclina abruptamente em direção a Éfeso; a cidade, conforme nos aproximamos dela pelo sudeste parece estar em terreno em elevação... Caminhos estreitos levam para o sul em direção a um morro no topo do qual está um platô desigual, a uma meia hora de viagem.” - Ana Catarina Emmerich Emmerich também descreveu os detalhes da casa: que ela fora construída com pedras retangulares, que as janelas eram altas, próximas do teto plano, e que ela consistia de duas partes, com uma lareira ao centro. Ela descreveu ainda a localização das portas, o formato da chaminé e diversos outros detalhes. O livro com estas descrições foi publicado em 1852 em Munique, na Alemanha. Em 18 de outubro de 1881, baseando-se nas descrições do livro de Brentano sobre as visões de Emmerich, um padre francês, o abade Julien Gouyet descobriu um pequeno edifício em pedra numa montanha com vista para o mar Egeu e para as ruínas da antiga Éfeso na Turquia. Ele acreditava que ele era a casa descrita por Emmerich e onde Maria teria vivido seus últimos dias. A descoberta do abade Gouyet não foi levada a sério por muitas pessoas, mas, dez anos depois, instigado pela irmã Marie de Mandat-Grancey, dois missionários lazaristas, os padres Poulin e Jung, de Izmir (antiga cidade de Esmirna), redescobriram o local em 29 de julho de 1891 utilizando-se da mesma fonte como guia. Eles ficaram sabendo que a pequena ruína com quatro paredes e já sem o teto vinha sendo venerada por um longo tempo pela população de uma pequena e distante vila de descendentes dos cristãos de Éfeso. A casa era chamada de "Panaya Kapulu" ("Portal para a Virgem"). Todos os anos, peregrinos iam até o local no dia 15 de agosto, a data na qual a maior parte do mundo cristão celebra a Dormição /Assunção. A irmã Marie de Mandat-Grancey foi nomeada a fundadora da Casa de Maria pela Igreja Católica e ficou responsável por adquirir, restaurar e preservar o local e as redondezas de 1891 até a sua morte em 1915. A descoberta reviveu e fortaleceu a tradição cristã, que vinha desde o século XII, chamada "tradição de Éfeso", que competia com a mais antiga "tradição de Jerusalém", sobre o local da Dormição de Maria. Por conta dos relatos do papa Leão XIII em 1896 e de João XXIII em 1961, a Igreja Católica primeiro removeu a indulgência plena da Casa da Dormição em Jerusalém e a concedeu aos peregrinos da Casa de Maria em Éfeso. A Casa da Virgem Maria (em turco: Meryem Ana ou Meryem Ana Evi - "Casa de Mãe Maria") é um santuário católico e muçulmano localizado no monte Koressos (em turco: Bülbüldağı - "monte Rouxinol"), próximo da cidade de Éfeso (sete quilômetros de Selçuk, na Turquia). A Igreja Católica jamais se pronunciou sobre a autenticidade da casa por conta da falta de evidências aceitáveis, mas de toda forma mantém um constante fluxo de peregrinos no local desde a sua descoberta. Os peregrinos cristãos visitam a casa baseados na crença de que Maria foi levada para esta casa de pedra por São João e ali eles viveram até a Assunção de Maria (de acordo com a doutrina católica) ou até a Dormição(de acordo com a doutrina ortodoxa). O santuário já recebeu bençãos apostólicas e visitas de diversos papas, a primeira vez do papa Leão XIII em 1896 e a mais recente pelo papa Bento XVI. Ana Catarina foi beatificada pelo papa João Paulo II em 3 de outubro de 2004. A Casa de Maria é venerada também pelos muçulmanos (vide Virgem Maria no Islã). O templo em si não é grande e pode ser descrito como uma modesta capela. As pedras preservadas e a construção em si datam da Era Apostólica e são consistentes com outros edifícios da época, mas com pequenas adições posteriores como jardins e itens devocionais no exterior do edifício. Ao entrar na capela, o visitante encontra um único grande recinto com um altar e uma grande estátua da Virgem Maria no centro. No lado direito está um recinto menor - tradicionalmente associado com o verdadeiro quarto onde Maria dormia. A tradição mariana defende que alguma forma de água corrente costumava correr como um canal nesta sala menor, o "quarto de Maria", e que teria dado origem à atual fonte de água potável localizada do lado de fora da estrutura. Fora do santuário está localizada um "Muro de Pedidos" que os fieis utilizam para deixar suas mensagens e pedidos na forma de pequenos bilhetes de papel ou pano. Diversos tipos de flores e frutas crescem no local, que também recebeu iluminação artificial para auxiliar na defesa e no monitoramento do santuário. Uma fonte de água potável existe nas proximidades e alguns fiéis acreditam que água dali tem poderes milagrosos de cura ou de fertilidade. A porção restaurada da estrutura se distingue dos restos originais por uma linha pintada em vermelho no edifício. Alguns expressaram dúvidas sobre o local, pois a tradição da associação de Maria com Éfeso somente apareceu no século XII, enquanto que a tradição universal entre os padres da Igreja era de que Maria vivera em Jerusalém. Defensores do novo local basearam sua crença na presença da Igreja de Maria, do século V, a primeira basílica do mundo dedicada à Virgem, em Éfeso. A Igreja Católica jamais se pronunciou sobre a autenticidade da Casa de Maria justamente pela falta de evidências cientificamente aceitáveis. Porém, ela tem demonstrado principalmente após as bençãos da primeira peregrinação pelo papa Leão XIII em 1896, uma atitude positiva em relação ao local. O papa Pio XII, em 1951, seguindo a definição do dogma da Assunção, do ano anterior, elevou a casa ao status de Local Sagrado, um privilégio que posteriormente foi eternizado pelo papa João XXIII. Além das já visitas papais já citadas, o Paulo VI esteve no santuário em 26 de julho de 1967, João Paulo II, em 30 de novembro de 1979, e Bento XVI, em 29 de novembro de 2006. Após esta visita nos dirigimos a Selçuk. Selçuk é a cidade central do distrito de Selçuk, província de Esmirna na Turquia, a 2 km a nordeste da antiga cidade de Éfeso . Seu nome original grego, Agios Theologos (Άγιος Θεολόγος) referido João, o Teólogo. No século 14, era a capital do Emirado de Aydin. Sob o Império Otomano, que era conhecido como Ayasoluk (turco otomano: Ayasluğ). Em 1914, foram rebatizados após o Selçuk turcos seljúcidas que primeiro levou incursões na região no século 12. Era um município em Kuşadası distrito até 1954 e Torbalı entre 1954-1957. Ele finalmente se tornou um bairro, em 1957. Seus vizinhos são Torbalı ao norte, Belevi ao nordeste, Germencik ao leste,Kuşadası do sul, o Mar Egeu a partir de oeste e Menderes (anteriormente Cumaovasi) de noroeste. Selçuk é um dos destinos turísticos mais visitados na Turquia, conhecida por sua proximidade com a cidade antiga de Éfeso, Casa da Virgem Maria e Seljuk com obras de arte. No século 6, a Basílica de São João, o Apóstolo , que alguns afirmam, é construído sobre o local do túmulo do Apóstolo, que também está dentro da cidade. O bairro antigo de Selçuk mantém a cultura turca muito tradicional. Monte Ayasoluk domina a área envolvente, com vários edifícios históricos nas suas encostas, incluindo a Mesquita Isa Bey construída pelos Aydinids em 1375, e a Grande Fortaleza. Éfeso Praia (em turco: Pamucak) é uma das praias mais longas (12 km) na Turquia e abriga cinco grandes hotéis. O local do Aeroporto Selçuk-Efes e Selçuk Centro de Formação Aeronáutica Turca Association (THK) é de apenas 3 km de distância do Selçuk, oferecendo pilotagem, pára-quedismo, etreinamento de ultraleve. Campeonatos são realizados ali em todos os verãos, geralmente final de agosto. Entre os destaques dos pontos turísticos estão o Templo de Artemis, a Mesquita Isa Bey construído pelos turcos seljúcidas (meio), o Castelo Otomano (Ágora) e a Grande Fortaleza de Selçuk em Monte Ayasoluk. Saímos de Selçuk e fomos a uma pequena aldeia chamada Sirince que é uma antiga vila cristã e nos informaram famosa por seu vinho. Ao final da tarde nos dirigimos a Pamukkale para nos hospedar. Continuação em breve...
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