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Nicole1990

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  1. Bom, infelizmente andava com preguiça de escrever aqui, mas prometo que agora eu termino (ou tento terminar) meu relato. hehe Dia 6 - Madrid - Museu do Prado Bom, nesse dia eu resolvi ir ao Museu do Prado. Fui novamente a pé do meu Hostel, que era bastante perto. Esse caminho do hostel até o Paseo del Prado se tornou meio que meu caminho da roça hehe. Passei antes no mercado e comprei pão, queijo, jamón e refrigerante, para comer no almoço. Eu já tava aprendendo que ir em supermercados de rede (tipo "dia" é mais barato do que passar nos mercadinhos dos chineses que tem em todo canto hehe). O que me deixou mais feliz nesse dia foi a coca-cola, que comprei por 22 centavos de euro a latinha. Tenho certeza de quem mora em São Paulo como eu pode gastar menos dinheiro na Europa que aqui no Brasil =P Bom, o Museu do Prado é bem grande por dentro. Eu resolvi ver apenas a exposição permanente, embora a temporária parecesse estar bem legal também com quadros de van Dyck quando jovem. Meu maior erro foi não ter pego um mapa do museu logo na entrada. Eu comecei a visitar as salas desordenadamente, e no final não sabia o que eu tinha visto e o que faltava ver ainda. Sorte que eu achei um balcão em que tinha mapas e eu pude pegar um. A partir daí a visita ficou bem mais organizada e prazerosa. Eu tinha certeza de que estava vendo todas as salas, sem deixar nenhuma para trás. Alguns quadros que me chamaram a atenção foram o 2 e o 3 de mayo do Goya, que retratam a revolta dos madrilenhos contra os exércitos invasores do Napoleão, e a exeecução desses rebeldes no dia seguinte. São quadros bem marcantes. Outro quadro bacana é o Jupiter devorando su hijo, também do Goya. Aliás, eu saí del lá apaixonada pelo Goya, gostei bastante do estilo dele (apesar, é claro, de entender tanto de arte quanto de física quântica hhehe). Teve outros quadros que eu gostei bastante, de artistas não tão famosos, mas que agora eu não lembro o nome, porque perdi o caderninho em que eu tinha anotado o nome de tudo que eu tinha gostado. Uma pena. Bom, a parte que eu visitei sem mapa realmente ficou comprometida, pois eu já estava morrendo de fome e com os pés doendo, já sem nenhuma disposição de ficar andando para lá e para cá dentro do museu. Não acho que, em quantidade, eu perdi muita coisa, mas fica um pouco a decepção de não ter conseguido ver tudo. Saindo de lá, eu fui para o Parque do Retiro para comer. Eu sempre ia lá para comer haha. Sentei no sol, em frente ao laguinho, e comi bastante pão com queijo e jamón. Ainda tô com saudades de comer isso. Dividi um pouco com uns gatos que tinha por lá. A vida é meio solitária quando se viaja sozinha. Saí do Parque e ainda era algo como 5 da tarde. Um horário terrível, pois as atrações já estão fechando, mas a "vida noturna" ainda não começou. Resolvi, então, ir até o Palácio Real. Acho que resolvi ir a pé. Não me lembro muito bem. Só sei que quando cheguei lá ele já estava fechado (obviamente). Tinha um pôr do sol muito bonito, no entanto. Não sei por quê, mas o pôr do sol em Madrid é fantástico. O céu fica todo uma mistura de rosa com azul, meio que listrado. É difícil descrever, e não sai assim bonito nas fotos. Foi legal ver o Palácio, mesmo que por fora. Ah, no caminho eu tinha passado pela Puerta del Sol, e fiquei um pouco decepcionada. Imaginava um lugar mais bacana (turístico), mas mais parecia o centrão de São Paulo. Eu ainda ia me reconciliar com aquele lugar, no entanto. Bem, na volta do Palácio Real eu me perdi. Não conseguia de jeito nenhum achar o caminho certo, e estava esbravejando com o mapa que o hostel me entregou, pois nele não tinha os nomes de todas as ruas. Eu e esse mapa tivemos uma relação bastante conflituosa durante a viagem, dividindo a raiva e a felicidade, mas não se preocupem, hoje em dia viramos grandes amigos =P . Uma hora, depois de vagar bastante e dialogar bastante com o mapa, eu finalmente achei o caminho para o hostel. (obs.: os meus jantares em Madrid foram muito divertidos e proveitosos - oh cidade boa para comer. Mas eu não me lembro direito em que dia fiz o quê, então para manter o relato o mais honesto possível, eu vou, no final do relato sobre a cidade, escrever um capítulo à parte apenas sobre as jantinhas em Madrid). Dia 7 - Madrid - Às vezes um pouco de planejamento faz bem... Animada com o que eu tinha visto no dia anterior, eu resolvi ir até o Palácio Real, para dessa vez entrar lá e conhecer. Não sem antes dar uma passada em Chamartín para comparar passagens para Barcelona e para a day-trip que eu planejei fazer para Segóvia. Quanto à passagem para Barcelona, eu ainda estava em dúvida entre pegar um trem convencional noturno e passar uma noite viajando, e assim poupar o dinheiro de uma noite no hostel ou pegar o trem de alta velocidade, pagar muito mais caro por ele e ainda ter que reservar uma noite a mais no hostel. Bom, qualquer pessoa racional ficaria com a primeira opção. Mas como eu tinha descolado uma graninha extra antes da viagem e como eu achei que seria legal ter a experiência de viajar num trem de alta velocidade, resolvi ficar com a opção mais cara mesmo. Eu nem quero lembrar quanto eu gastei com com isso, mas creio que foi cerca de 120 euros, mais uns 20 da viagem ida e volta para Segóvia. Talvez tenha sido mais caro, mas, como eu disse, não é bacana ficar pensando nessas coisas Bom, depois eu fui visitar o Palácio Real. Antes, fiquei vagando um pouco lá pelas cercanias. Dei uma volta pelos Jardines de Sabatini, muito bonitos. É realmente agradável por lá. A única parte chata eram umas mulheres tentando me obrigar a doar dinheiro para alguma campanha de caridade (o que provavelmente é um engodo para pegar turistas bobões). Eu comi por ali também, mais uma vez pão de forma com jamón e queijo. E mais uma vez fiquei brincando com as aves que apareciam por lá para roubar minha comida. Solidão é f... hehe. Eu queria ir no Parque del Moro, mas por algum motivo eu simplesmente não consegui encontrá-lo. Se alguém souber onde ele está, por favor me avise O Palácio Real em si é maravilhoso. Uma imensa ostentação de riqueza. São paredes cobertas de seda, muito gesso, muito ouro. Lustres maravilhosos, um mobiliário fantástico. É bem bacana aquilo, e tudo transpirando a história. Vale a visita. E se eu tinha achado o Palácio de Queluz em Portugal opulento, o de Madrid era 200 vezes mais. Eu fico imaginando como é Versailles. Bom, dentro do complexo do Palácio Real tem ainda mais dois lugares para visitar, que são a Farmácia Real e a Armeria Real. A Armeria Real é bam bacana, lá a gente aprende a história das armaduras espanholas, como elas foram sendo aprimoradas com o tempo, para que servia cada uma delas e tal. É interessante. Ah, isso fora as armas de guerra e o cavaleiros (embora eu estivesse prestes a descobrir que armaduras na Espanha são como bananas no Brasil, tem em todo canto haha - mas o primeiro contato a gente nunca esquece). A Farmácia Real eu não vi tanta graça. O mais legal é ver o tipo de coisas que eram usadas como remédio antigamente, algumas delas bem absurdas. Tem algo bem parecido - e até mais interessante - no Instituto Butantã, em São Paulo. Saindo de lá, o mesmo dilema do dia anterior. Era cedo demais para sair à noite, e tarde demais para sair de dia hehe. Eu resolvi ir até ao Estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabéu. Não foi uma ideia muito boa, porque eu fiz aquilo sem nenhum planejamento e descobri que naquele dia ia ter jogo - e da Champions League ainda por cima. O tour estava fechado, e eles só me deixaram ir até a arquibancada e até o museu do clube. Bem, eu achei super fo... quer dizer, legal, subir lá em cima nas arquibancadas do Bernabéu. O gramado tava lindo e impecável, porque logo mais ia ter jogo. Pena que eu fiquei uns 5 minutos lá e logo me disseram para ir embora. Também, pudera, estava mó corre-corre lá, com os funcionários tentando deixar tudo organizado para o jogo. Então fui visitar o museu. Aquilo não se pode chamar muito bem de visita. Estava só eu lá dentro, com os funcionários fechando as portas assim que eu passava. Não disseram nada, mas tava na cara que tavam morrendo de pressa hehe. Uma pena, pois vi tudo muito rápido e não aprendi muito sobre a história desse clube maravilhoso. A parte legal foi quando me deixaram tirar foto segurando o troféu da Champions League. Mais tarde, quando fui visitar a loja do clube, fiz questão de levar aquela foto para casa - apesar do preço salgado de 12 euros. Tirando isso, não levei mais nada daquela loja, apesar da tentação. Me pareceu mais barato comprar uma camisa oficial aqui no Brasil do que lá, direto da loja do clube... Bom, de qualquer forma, o mais bacana é que tem uma estação de metrô do lado do estádio, então fica fácil se mover por lá. Chegando no hostel (eu tenho certeza de que eu fiz alguma outra coisa naquele dia à noie, mas não me lembro o quê), eu me sentei para assistir ao jogo. Daí bateu o arrependimento de não ter comprado a entrada para assistir no estádio mesmo. Afinal, era só uns 100 euros mesmo... Dia 9 - Madrid - Ainda bem que foi de graça Esse foi meu último dia efetivamente em Madrid. Além desse dia, eu fiquei por lá dois dias mais, mas esse foi o último em que não fiz nenhuma daytrip. Eu não lembro por quê, mas perdi bastante tempo nesse dia, e acabei fazendo pouca coisa. Sei que tentei ir ao Parque do Retiro por um lugar diferente, mas acabei no mesmo ponto de sempre, para comer. Tudo bem, dei uma boa caminhada, foi legal. Mas minhas pernas já estavam começando a me matar e eu não estava mais achando tão legal ficar adando por aí à toa. Eu tinha um machucado no dedo do meu pé e ele já estava me incomodando. Parei para comprar band-aid e foi engraçado, porque eu não sabia dizer band-aid em espanhol Bem, depois de perder a manhã toda sem fazer nada em específico, eu resolvi ir ao Reina Sofia, pois ainda tinha uma entrada de graça para lá. No caminho, no entanto, eu encontrei o Museu de Antropologia. Foi um passeio engraçado. Aquilo eu acho que é meio que projetado para crianças, mas foi interessante ver artefatos utilizados por diferentes povos do mundo. Tinha uma sessão sobre as religiões asiáticas que eu achei bem bacana, e me diverti vendo as roupas que os esquimós faziam para eles. Tinha uma parte sobre o Brasil em que eu vi coisas das quais eu nunca tinha ouvido falar hahaha. Fui, então, finalmente, ao Reina Sofia. Bom, eu posso dizer que é um lugar ao qual eu só fui porque era de graça, porque realmente não curto muito arte moderna. Mas tá, tinham vários quadros de artistas como Picasso e Miró, além de esculturas e tal. Tem uma parte multimídia legal e eu vi, inteirinho, um curta do Buñuel, se não me engano. Não me lembro o título, mas eu até que achei legal. Ah, claro, tudo isso além do famoso Guerica do Picasso. Sinceramente, não gostei da abordagem que eles fizeram na sala em que fica o quadro, tudo sob uma ótica socialista, como se as tropas republicanas na guerra civil espanhola fossem santas. Saí do museu mais irritada com a abordagem ideologicamente carregada que eles fazem lá dentro do que impressionada com as obras de arte. Até valeu pela experiência, mas não é um lugar ao qual eu retornaria, nem de graça. Saindo de lá, tava super agradável. Era véspera de um feriado prolongado na Espanha. Tem uma espécie de praça em frente ao museu, e eu me sentei lá, admirando o pôr do sol que, mais uma vez, estava bem bonito e fiquei vendo dezenas de crianças que tinham acabado de sair da escola jogarem futebol, basquete e brincarem de outras coisas, acompanhadas por seus pais. Uma coisa bem prosaica, mas bem agradável também. E foi isso. Ah, mas uma vez eu devo ter saído à noite, mas não me lembro exatamente o que fiz nesse dia, eu conto tudo depois, num apêndice. hahaha. É isso.
  2. Dia 4 - Lisboa - É hora de ir embora Bom, esse foi meu último dia em Lisboa. De noite eu tinha um trem para Madrid, então tive que fazer o check-out do hostel. Eles me deixaram deixar a mochila lá de graça, o que poupou uma boa grana do locker. Todos os hosteis que eu fiquei tinham esse serviço de guardar as mochilas de quem já tinha feito check-out e parece que todos deixam vc continuar usando todos os serviços do hostel, menos o quarto, óbvio. Era sábado, e a cidade começou a lotar. Nosso quarto para 6, por exemplo, só tinha nós. Mas nesse dia ficou cheio. A cidade ficou bem mais animada também. Acordamos cedo e fomos na Praça do Comércio. Minha amiga não tinha muito tempo, pois logo ia ter que pegar um voo para a Alemanha. Ficamos passeando por lá, ficamos um tempo de bobeira em frente ao Tejo. Depois demos uma volta na Rua Augusta, tiramos algumas fotos bonitas, comemos uns pasteizinhos de nata (esses genéricos - mas muito bons!) e logo após ela teve que ir embora. Agora eu estava sozinha, status que não ia se alterar mais dali para frente. A primeira coisa que fiz foi ir ao Elevador de Santa Justa, que fica lá numa travessa da Rua Augusta. Ele foi projetado por um aluno do Eiffel, aquele mesmo da torre, então tem um estilo parecido. É legal que vc pode usar o mesmo passe do metrô para subir, mas com esse passe não se pode ir num mirante que fica mais no alto. Bom, mesmo que pudesse eu não ia conseguir subir, pois consegui a proeza de perder o bilhete. Acho que é porque tava ventando demais, mas lá se foi um dia inteiro de metro liberado. Bom, lá em cima é maravilhoso. Dá para ver aquelas casinhas todas de telhado vermelho se estendendo até o Tejo. Tem-se vista do Castelo de São Jorge, da Sé, da Praça do Rossio... TIrei fotos muito bonitas. Como não podia mais descer de elevador, tomei o caminho para descer a pé - o que acabou sendo ótimo no fim das contas. Eu encontrei a Igreja do Carmo, que eu tinha até esquecido de incluir no meu roteiro - erro meu que o acaso felizmente corrigiu. A Igreja do Carmo foi destruída pelo terremoto de 1755, assim como grande parte da cidade. Os portugueses a mantiveram em ruínas como lembrança do ocorrido. Lá dentro, no que era a nave da Igreja, tem vários artefatos que, aparentemente, foram encontrados nas próprias escavações que fizeram por lá. Já a parte interior é mais legal e tem descobertas arqueológicas feitas em alguns sítios portugueses. É bem interessante. Eu curti bastante duas crianças mumificadas que tem lá, um menino e uma menina, num estado de conservação incrível. É bacana ver também ferramentas e armas da idade da pedra e imaginar como aquelas pessoas viviam. Ah, a entrada para lá é baratinha, 3 euros se não me engano. Bom, saindo de lá eu achei outra coisa incrível. Um restaurante chamado Faca e Garfo, pelo qual me apaixonei. Eu nunca vi se servir comida tão boa e em tanta quantidade por tão pouco dinheiro. Eu olhei aquele cardápio e me deu vontade de pedir tudo. Acabei ficando com os escalopes de vitela. Veio uma porção generosa, com bastante arroz, batata frita e três bifes inteiro. Com a Coca Cola, ficou tudo por 8 euros. Saindo de lá, eu quis ir ao Castelo de São Jorge. É um lugar muito bacana, foi a partir de lá que a cidade de Lisboa começou a existir. É uma antiga fortaleza moura que foi tomada pelos portugueses, dando origem à cidade. De lá sim dá para ver a cidade inteira, é uma experiência imperdível. Pode-se passar horas passenado pelas muralhas da fortaleza, sendo que cada vez que vc sobe em uma torre tem uma surpresa, pois uma nova vista majestosa da cidade se revela. Dentro de intervalos regulares, a gente pode ver o periscópio também, que é super bacana. Com uma combinação de lentes (nada de tecnologia moderna), a gente pode ver a cidade inteira numa espécie de prato branco. Dá para aproximar ao ponto de se conseguir distinguir as pessoas caminhando pelas ruas - e até na janela de suas casas. Enquanto a operadora vai nos mostrando os principais pontos da cidade, vai nos contando a história do lugar. Aprendi muitas coisas nesse dia. Lá dentro do castelo tem também um outro museu de descobertas arqueológicas, legal de ver também. Fiquei um tempo de bobeira sentada em uma das muralhas olhando a cidade e pensando na vida e fui embora. Passeei um pouco pela cidade murada, que é onde a cidade se desenvolveu primeiramente, até ficar tão populosa que as pessoas não cabiam mais lá dentro. Não é muito bonito, tanto que não me animei de tirar nenhuma foto. Mas é curiosíssimo como as pessoas ainda vivem por lá - e como tem sido assim ao longo de, sei lá, 1000 anos. Saindo de lá eu andei um pouco pelo Chiado, fui aos armazéns do chiado, que na verdade é um grande shopping center. Eu já estava cansada e não conseguia pensar em nada mais para fazer. Então voltei para o hostel, peguei minha mochila e fui para a estação de trem. Tive que esperar um tempão lá pelo meu trem, e estava bem vazio pois nesse dia estava tendo greve dos trens. Aparentemente só os trens que iam para a Espanha estavam funcionando - sorte a minha. Comi uns sanduíches que tinha preparado de manhã e finalmente chegou a hora de ir. O trem estava espetacularamente vazio, tão vazio que me pareceu que não compensa financeiramente manter o serviço. Bom, só sei que consegui dormir praticamente a viagem inteira, e pareceu que as 8 horas se transformaram em duas. Dia 5 - Madrid - Pelos mansos prados Domingão em Madrid. Cheguei na estação de trem e passei uns minutos tentando me entender com a máquina que vende bilhetes pro metrô. É importante fazer isso para a gente não acabar metendo os pés pelas mãos e comprando um tipo de passagem inadequada. Peguei um passe para dez viagens por 18 euros. É meio salgado o preço mesmo. Peguei o metro e desci na Praça Tirso de Molina. Meu hostel, o Las Musas Residence, ficava a uns 100 metros da estação. É outro hostel que recomendo sem pestanejar, embora ele tenha um ar mais comercial que caseiro e o café da manhã deles seja uma miséria hehe. Bom, como eu disse era domingão. Eu fui em direção ao Paseo del Prado. Logo de cara eu já percebi uma mudança de ares em relação a Lisboa. Madrid tem um ar mais parecido do que a gente imagina que seja uma cidade europeia no inverno, com as árvores quase sem folhas, e as poucas folhas amarelas. Também é uma cidade bem maior que Lisboa, com avenidas movimentadas e tal. Bom, fiquei admirando o Museu do Prado por fora, tirando fotos, mas não estava com vontade de entrar, pelo menos não naquele dia. Fui visitar uma igrejinha bonitinha que tem atrás do museu. Então resolvi almoçar - um burgerking. Custava na Espanha cerca de 1,50 euro a mais que em Portugal. Pois é, nessa hora deu saudade de Lisboa Bom, nesse dia eu tava a fim de algo mais light. Fui ao Jardim Botânico e me diverti bastante vendo as árvores e seus nomes e origens. É um passeio, de fato, bastante agradável e pouco cansativo. Achei engraçado a árvore milagrosa de Gingko Biloba, fiquei brincando de procurar plantas brasileiras - tinham poucas e estavam super acanhadas devido ao frio perto de 0 grau hehe. Na verdade tinha mais plantas do Brasil numa estufa que tinha lá. Encontrei até uma dorme-dorme, aquela que a gente passa o dedo e ela fecha, fiquei até brincando com ela. Saí de lá e fui ao Parque do Retiro. E que gostoso que tava lá nesse dia. Eu voltei lá várias vezes, mas em nenhuma delas estava tão bom quanto nesse dia. Claro, era domingo e estavam todos passeando. Várias pessoas deitadas nos gramados, mesmo com o frio, principalmente em frente a um grande lago que tem lá, que estava cheio de barquinhos a remo. Deitei também na grama e fiquei vendo as pessoas remando, pensando como eu queria que meu namorado estivesse comigo até que dormi. E essa é uma das lembranças mais agradáveis que tenho da viagem - a horinha que eu passei dormindo no gramado sob o sol. Bom, acordei meio desorientada e fui passear mais pelo parque. Fiquei assistindo um artista de rua que fez uma exibição bacana. Encontrei o Palácio de Cristal, que é isso mesmo. Um Palácio inteiro feito de cristal. Meu, é super legal. Pena que não pude tirar fotos pois a camera estava sem bateria. Achei um museuzinho lá também (acho que se chama Palacio Velazquez ou coisa que o valha) com uns quadros meio bizarros, tipo uma sequência de telas totalmente azuis. Eu sinceramente acho isso meio estúpido hehe. Mas o mais legal é que eu entrei lá de graça e me deram uma entrada grátis para o Museu Reina Sofia , valeu a pena então!! Bom, estava ficando tarde e fui procurar a saída. Deu um pouco de trabalho, pois o parque é gigante. Eu também estava ainda um pouco acanhada de falar em espanhol, então ficava meio relutante de falar com as pessoas . Bom, encontrei a saída. Voltei para o hostel - não sem antes comprar uma baguete, um pacote de jamón e um de queijo. O legal da Europa é que a gente tem uma grande gama de queijos para escolher no supermercado. Eu, como adoro queijo, fiz a festa hehe. Bom, chegando no hostel, preparei aqueeele sanduíche e comi metade (a outra ficou pro dia seguinte). Meu, eu tô com saudade até agora de comer sanduíche de Jamón com queijo. Bom, então é isso. E continua na próxima!
  3. CrisB, eu não comprei bota não, apesar de todo mundo ter recomendado que eu fizesse isso hehe. Comprei um tênis, marrom da Timberland com goretex. Por sorte, achei um "usado" no mercado livre, de uma mulher que morava super perto da minha casa e calçava o mesmo que eu! A mulher disse que comprou em nova york mas não teve coragem de usar (pois o achou "bonitnho demais" ). Foi a primeira coisa de todas que comprei, mais de um ano antes de viajar. Ela me vendeu por R$ 150,00, o preço que ela pagou lá nos states. Apesar de ser mais baixinho que a bota, eu não tive problema, porque tomava cuidado para não afundar o pé na neve e em poças d'água. Ah, claro, eu dei sorte pra caramba também porque peguei só um dia de tempo ruim hehe
  4. Realmente, LIsboa lembra o Brasil! Só que tirando alguns pontos negativos, é mais limpa e mais bem organizada, e com menos pessoas mal educadas hehe. No final da viagem eu fiquei algumas horas em LIsboa, para fazer a conexão e foi maravilhoso voltar a ouvir as pessoas falando português hehe. Bom, vamos continuar! Dia 2 - Lisboa: Belém, Belém, a gente sempre tá de bem Nesse dia, acordamos cedo para ir para Belém. A primeira coisa foi ir até o Cais do Sodré para pegar o famoso Eléctrico (bonde) para o bairro. Aqueles eléctricos são engraçados, parece que são os mesmos que eram usados no início do Século XX (não sei se eram mesmo, só parece hehe). São de madeira por dentro. E dão problema, nossa, como dão. Como era de manhã, as pessoas estavam indo trabalhar, então estava meio cheio, e as ruas com um pouco de congestionamento. E aqueles bondinhos travando no meio do caminho, não deixando os carros passarem... ainda bem que eu estava de férias, se estivesse indo trabalhar aquilo seria meio estressante hehe. Bom, o eléctrico para bem na frente do Mosteiro dos Jerónimos. O impacto que ele causa é bem legal, ele é grande e bonito, bastante imponente. Entramos lá para visitá-lo por dentro. Eu não me lembro exatamente, mas o Mosteiro tem duas partes, uma tem descobertas arqueológicas e a outra é o Mosteiro em si. Talvez essa parte arqueológica não seja do Mosteiro em si, mas fica bem perto, então se alguém souber me corrija . Lembro que paguei 10 euros num tíquete que dava direito a uma visita ao Mosteiro e à Torre de Belém. Comprando separado fica mais caro. Lá dentro é bacana, estava tendo uma exposição sobre as religiões ibéricas pré-cristãs, com várias ruínas romanas e até mesmo egípcias. Além disso, na exposição permanente eles marcam a evolução do manejo do ferro, desde que o homem apredeu a utilizar esse material. É legal ver como a técnica foi evoluindo. Na parte do Mosteiro tema Igreja, que é bonita, e o mais legal são os túmulos do Camões e do Vasco da Gama. Minha amiga pirou com isso, pois ela achou o máximo como puseram lado a lado os dois, já que o Camões escreveu os Lusíadas em homenagem às descobertas do Vasco da Gama hehe. Além dos túmulos dos dois, têm os túmulos do Alexandre Herculano e do Fernando Pessoa, para quem curte literatura é bem legal. Saindo de lá, fomos ao Padrão dos Descobrimentos. Com o dia lindo (apesar do frio) que estava fazendo, aquilo foi uma experiência épica. A gente sobe, vê o Tejo, a Ponte 25 de Abril e a cidade ao fundo. É para passar vários minutos admirando e para tirar fotos incríveis. Claro que, como eu disse, a gente deu sorte de pegar um dia de muito sol, sem uma única nuvem no céu. Para subir nos cobraram 2 euros, isso porque conseguimos desconto de estudante, mesmo com nossas carterinhas da facul aqui do Brasil. Tinha uma exposição no sub-solo do monumento também, mas não parecia tão interessante, então nem fomos. Descendo de lá, fomos explorar a Torre de Belém. Mais uma vez, o dia maravilhoso que estava fazendo contribuiu para o passeio. Lá dentro, não tem nada muito interessante para ver. O que é legal mesmo é a arquitetura, é bem bacana. E, claro, a vista para o Tejo. Meu, eu me apaixonei pelo Tejo, aquele rio enorme, azul e (aparentemente) bastante limpo. Tem a escadaria lá também, mas é tranquilo de subir, e vale bastante a pena. Apesar de ser meio estreito, de forma que não dá para subir enquanto tem alguém descendo, e vice versa, é uma escadaria bem light, principalmente se comparada a algumas que eu encontrei mais para frente, em outros lugares que fui visitar hehe. Saindo de lá, estávamos azuis de fome. Fomos seguindo umas placas de restaurantes, sem nos importarmos muito para onde estávamos indo (a fome faz isso com a gente) até que encontramos um restaurante, que me pareceu chique demais por dentro. E quem disse que ligamos? Pedimos logo um prato de bacalhau para cada uma e uma taça de vinho verde (um tipo de vinho branco, típico de Portugal). Olha, eu não gosto de bacalhau, mas achei que seria uma heresia ir para Portugal sem provar. E que diferença para o bacalhau que temos aqui no Brasil. Foi um dos melhores pratos que comi na vida. Agora eu posso dizer que gosto de bacalhau, mas só de bacalhau de verdade hehe. O melhor de tudo foi a conta: 8 euros. Saindo de lá, fomos provar os famosos pastéis de Belém. Esse tipo de pastel de nata sempre foi meu doce favorito aqui no Brasil, então estava realmente ansiosa para provar os originais. E eles não me decepcionaram. Realmente muito bons, quentinhos hum... só me arrependo de não ter comprado mais e trazido aqui pro Brasil. E é baratinho também, acho que 1,20 euro. Saindo de lá, ainda estava meio cedo, então resolvemos fazer mais alguma coisa. Pensamos no Castelo de São Jorge. Pegamos um ônibus para a Praça do Comércio e pegamos o famoso Eléctrico 28 perto da Rua Augusta. Acontece que infelizmente perdemos o ponto, descemos tudo errado, foi uma loucura haha. Quando finalmente chegamos lá no Castelo, ele já estava fechando e não deu para entrar. Para não perder a viagem, subimos numa espécie de plataforma que tem logo na entrada e vimos o por do sol mais incrível da minha vida. Não consigo encontrar palavras para descrever aquilo, o sol se pondo no Tejo, a cidade ficando colorida por causa da luz indo embora, ainda tinha um grupo de jovens e um deles estava cantando um fado, muito legal... Foi um dos pontos altos da viagem, sem dúvida (com perdão do trocadilho hehe). Então, foi só voltar para o albergue. Não antes de passarmos no mercadinho para comprar pão, presunto, queijo, coca e uma garrafa de Casal Garcia. Casal Garcia é uma marca de vinho verde, que é tema de um música que curto , então não podia deixar de prová-lo. Ficamos jogando cartas e matamos a garrafa à noite. Ah, e curti o vinho também. Tem quase gosto de refrigeranete hehe. Dia 3 - Lisboa: Quando a chuva estraga nossos planos Acordamos cedo e, depois de muita ponderação, resolvemos ir à Sintra. Apesar de sabermos que estava chovendo, eu não queria perder a oportunidade, afinal não sabia quando poderia ter novamente a oportunidade. Eu não digo que foi um erro, mas pelo menos foi uma pena, pois não pudemos aproveitar nem 30% do que a cidade tinha a oferecer. A primeira coisa que fizemos foi ir à estação do Rossio, para comprarmos as passagens e pegarmos o trem. Essa foi minha primeira experiência com trens na Europa, e eu achei interessante, apesar de ser apenas um trem suburbano. Pagamos algo perto de 20 euros para usar a linha Sintra-Lisboa o quanto quiséssemos e para usar os ônibus em Sintra à vontade também. Depois de uma viagem de cerca de meia hora ou 40 minutos, chegamos a Sintra. O caminho é legal para a gente observar um pouco a periferia de Lisboa e ver o contraste com a parte mais histórica e turística da cidade. Não tem nada daqueles prediozinhos charmosos, mas também não chega a ser feio. Chegando em Sintra, pegamos o ônibus. É um ônibus só, circular, que vai parando em frente aos principais pontos turísticos da cidade. Eu estava louca para visitar o Castelo dos Mouros, que deve ser fantástico, mas infelizmente não deu, já que lá é tudo aberto e estava chovendo bastante. Faltava-me um casaco de nylon impermeável, e eu estava com medo de sair de lá encharcada e pegar uma bela gripe. Aliás, minhas luvas, meu gorro, ficou tudo molhado, foi terrível, passei bastante frio. Minha única sorte é que comprei sapatos impermeáveis aqui no Brasil e meus pés ficaram a salvo (o que eu acho bastante importante, para não dizer crucial). Fomos então para o Palácio da Pena. Compramos uma entrada conjunta para a Pena+Palácio de Queluz, não lembro quanto ficou, mas deu para poupar um pouquinho. Lá eu descobri que Sintra era a residência de verão dos reis de Portugal, pois era mais fresquinha que Lisboa. Esse "mais fresquinho" no inverno não é tão legal hehehe. Lá é legal, e imagino que tenha vistas fantásticas da serra, mas não deu para aproveitar, por causa da chuva e da neblina. VImos a parte de dentro, que tem os aposentos reais e tal. Sofrimento foi para sair e ficar esperando o ônibus na chuva. O que tava me preocupando mais que o frio era o medo de molhar minha roupa e ficar doente. Causou um efeito psicológico meio ruim. Saímos e voltamos para perto da estação. Lá comemos. Minha amiga comeu mais um bacalhau, eu resolvi provar a francesinha, que é um sanduíche meio monstro dos portugueses. Vem com queijo, presunto, carne, linguiça, ovo frito, batata frita e um molho parecido com o de estrogonofe. Muito gostoso, ainda descubro onde vendem isso aqui no Brasil hehe. Pegamos o trem e partimos para Queluz, que fica mais perto de Lisboa, numa região meio periférica da cidade. Saindo da estação lá foi só seguir as placas que chegamos ao palácio. A chuva tinha dado uma trégua, ainda bem, mas ainda estava um friozinho chato. Lá dentro do Palácio é bem bacana. Foi residência de reis que têm bastante a ver com a gente aqui no Brasil, como D. Maria, a Louca, D. João VI e D. Pedro IV ( o nosso D. Pedro I). Acho que foi por isso que gostei tanto. Ele é opulento, mas nesse quesito não chega a 10% do Palácio Real de Madrid, por exemplo. Tinha o quarto onde D. Pedro I nasceu e morreu, muito foda hehe. Saímos de lá e voltamos para a estação. Queluz é um lugar meio barra pesada e deu um pouco de medo à noite, na Estação. Acho que tinha alguém querendo nos roubar, então saímos de perto. Finalmente o trem para Lisboa chegou. Descemos na Estação Oriente, para irmos ao Shopping Vasco da Gama, onde jantamos. Com o trauma da chuva também me convenci a comprar um casaco de inverno, impermeável. Custou 45 euros e me acompanhou no resto da viagem, servindo muito bem para todos os lugares por que passei. E foi isso. Bom ano novo! (continua...)
  5. Bom, amigos. Meu nome é Nicole. Tenho 22 anos (completados hoje, aliás, que é meu aniversário hehe) e estou indo para meu 4º ano de Direito na USP. Moro em São Paulo, e moro sozinha, o que com certeza contribuiu para que minha viagem fosse tranquila e eu não entrasse em depressão por estar só. Afinal, quem mora sozinho em São Paulo pode morar sozinho em qualquer lugar do mundo. E na Europa então... é fichinha hehe. A ideia dessa viagem surgiu ano passado, mais ou menos em outubro quando recebi meu primeiro salário após começar a trabalhar. Eu fiquei pensando em o que fazer com aquele dinheiro. E resolvi viajar, fazer aquele mochilão que todo mundo sonha quando é jovem, mas poucas pessoas conseguem, de fato, cumprir esse sonho. Depois disso foram meses e meses de muita pesquisa, e muito dinheiro economizado, poupando até nos mínimos detalhes. É verdade que em alguns momentos cheguei a desanimar um pouco e pensar em deixar essa "bobagem" de lado. Mas, em maio, comprei minha passagem, e aí não tinha mais volta. O site aqui do Mochileiros me ajudou pra caramba, de forma que, quando eu cheguei lá na Europa, já sabia exatamente o que fazer, o que não fazer, e muito mais. Então, é lógico, eu resolvi contribuir. Contribuir não com um relato qualquer, mas com um relato pelo menos parecido com aqueles que eu gostava de ler quando passava minhas tardes e noites navegando aqui pelo fórum, tentando aprender um pouco mais. Não sei se vou conseguir, mas, como forma de gratidão, vale pelo menos a tentativa. Vou tentar abordar alguns aspectos que foram os que me causavam mais dúvidas, como a segurança nos lugares, o dinheiro que se gasta, o clima... Preliminarmente eu já aviso: perdi meu caderninho que eu tava levando comigo e anotando diária e religiosamente os gastos que eu tinha. Uma pena, pois aquilo era uma fonte muito útil de informações. Mas, por sorte, um pouco antes de perder eu tinha resolvido somar tudo que eu já tinha gastado e tirar a média diária. E deu uns 85 euros por dia. Isso com hospedagem e transporte interno incluídos, inclusive com o luxo que me dei de viajar de Madrid para Barcelona de trem rápido, que custa mais ou menos o triplo que o trem normal hehe. Eu fiquei do dia 28 de novembro ao 15 de dezembro viajando. Gastei, em média, 4 dias em cada cidade, com exceção de Madrid, que fiquei uma semana. Se tem alguma coisa que eu mudaria nessa trip é o tempo. Ficaria menos tempo ao todo e mais tempo em cada lugar. Porque chega uma hora que realmente cansa. Quando chegou em Munique eu não consegui aproveitar tudo que eu queria por causa do cansaço. Da próxima acho que 15 dias, 7 dias numa cidade e 7 em outra devem ser melhor gastos. Ah, eu viajei de mochila mesmo (nada de mala de rodinha). Comprei uma de uma marca que deve ser ruim, mas é que não pretendo viajar tão cedo de novo e quando eu comprei tava meio sem grana para gastar com mochila. Ela é NyCow, e tem 65 litros. Olha, deu e sobrou. E a mochila não deu problema não, apesar da aparência meio frágil dela. Tá pronta para outra. Bom, vamos ao que interessa Dia 1 - Lisboa - Portugal é muito legal! Bem, as coisas em Portugal não começaram exatamente do jeito que eu tinha planejado. Bom, claro, o voo com a TAP foi maravilhoso, eles servem boa comida, jantar e café da manhã. Tem aquela telinha deles que é super legal, com uns 20 filmes pra escolher, jogos, seriados, músicas... Se não conseguir dormir (meu caso) pelo menos entediado você não fica. Chegando em Portugal, no entanto, aconteceu a parte mais chata da viagem. Na imigração passei tranquilamente, sem problema nenhum. O cara só perguntou quanto tempo eu ia ficar, para onde eu ia depois e onde eu ia me hospedar e carimbou meu passaporte. Fiquei feliz, imaginando se era só aquilo mesmo. Mas não era. Após pegar a mochila, a gente tem que passar pela alfândega. E naquela fila encanaram comigo. A maioria das pessoas passavam tranquilamente por lá, mas eu não tive a mesma sorte. Me chamaram para uma sala que tinha ao lado e começaram a revistar minha mochila. Perguntaram de novo onde eu ia ficar, se eu tinha parentes ou amigos na Europa, por que eu estava viajando sozinha, por que eu tinha escolhido aquelas cidades para visitar, quem havia pago pela viagem, por que eu estava tão nervosa, me pediram passagem de volta, foi meio tenso e eu fiquei pensando "ih, fodeu, vão me mandar de volta pro Brasil e a viagem dos meus sonhos vai acabar antes mesmo de começar... mas o pior de tudo vai ser passar mais 9 horas no avião ). O ápice foi quando eles me chamaram para outra salinha e começaram a me revistar. Mas depois disso, pelo menos, como não conseguiram encontrar nenhum papelote de maconha ou cocaína, e como eu respondi com uma firmeza muito grande para o guarda que eu não tinha ABSOLUTAMENTE NENHUM parente na Europa, eles tiveram que me deixar ir. Bastante a contragosto, mas deixaram. Ninguém foi rude ou mal-educado comigo em nenhum momento, mas a situação foi bastante chata, e eu, que sou meio paranóica, comecei a pensar que a qualquer momento a polícia ia me parar na rua e me mandar ir embora da Europa hehe. Bom, o que é ótimo em Lisboa é que no aeroporto tem metro, então é facílimo ir de lá para qualquer lugar da cidade, e sem nem cobrar aquelas tarifas adicionais, já que o aeroporto fica na mesma zona que a maioria das estações. Em Lisboa vale a pena pegar aquele cartão Lisboa Viva, que custa 0,50E e tem validade de um ano. É legal carregar com o passe de um dia, que custa 5E e ta dá direito a andar em todo tipo possível de transporte público que tem em Lisboa, à vontade, quantas vezes quiser. Vale pro metro, pros ônibus, pros eléctricos e até para o Elevador de Santa Justa. Peguei o metro e desci no Hostel. Fiquei no Lisbon Old Town, que fica no Chiado. 100% recomendado, muito aconchegante, limpo, barato e perto de duas estações de metro e do centro da cidade. Tava cedo para caramba, e eu tinha ficado a noite toda praticamente sem dormir. Assim mesmo, estava eufórica e tudo que eu queria era sair para passear e curtir. O primeiro lugar a que fui foi a Estação Santa Apolónia, para comprar a passagem de trem para Madri. Não quis comprar as passagens antes, porque simplesmente perdi a paciência com o site da RENFE. Depois, fui para o Parque das Nações. E aí me apaixonei por Lisboa. Que lugar maravilhoso, meu Deus. As pessoas tão simpáticas e educadas, aquele jeito de cidade do interior, com poucos carros até nas avenidas mais movimentadas, tudo muito limpo e bem organizado. Nem parece que aquele é um dos países mais pobres da Europa e que está na pior crise de sua história. Eu adorei passear às margens do Tejo, junto com as pessoas que vão lá de manhã para fazer caminhadas, passear com os cachorros e por aí vai. É bastante agradável. O Tejo é realmente gigante perto de sua foz. Se ninguém te avisar que aquilo é um rio você pode muito bem achar que é mar. E a ponte Vasco da Gama é muito bonita e impressiona. Bom, depois de andar bastante pelo Parque, fui ao Oceanário. Sabia que era caro, 16E se não me engano, mas mesmo assim quis ir. É bem legal lá. Estava tendo uma exposição temporária sobre tartarugas marinhas, e o nosso Projeto Tamar tava marcando presença. Depois, na sala principal, tem o maior aquário do mundo. É muito impressionante, muito legal. Todos os peixes e animais ficam juntos, então tem peixes junto com tubarões e tal. Fiquei imaginando se os tubarões não comem os peixes hehe. Se bem que tinham tantos peixes lá que eles formavam até cardumes. Eu realmente fiquei impressionada. Bom, além desse aquário grandão, tem áreas menores que simulam o ecossistema dos 4 cantos da terra. É legal como eles deixam os animais soltos, as aves podem sair livremente (mas não saem). Me diverti com os pinguins e gostei das lontras. E tinha o ambiente que simulava uma floresta tropical. Quando entrei lá me senti no Brasil hehe. Mas, nessa hora, o cansaço começou a bater. Além dele, a fome também. Fui até o Shopping Vasco da Gama e comi um burgerking. Incrível como o Whoper custa 5,50, foi nessa hora que descobri como as coisas em Portugal são realmente baratas. Quando saí de lá, passei no supermercado e comprei pão, queijo, presunto e coca cola para jantar. Foi nessa hora que eu percebi como em Portugal parece que tudo custa 5 euros hehe. Eu tinha que ir até a Praça do Comércio, pois ia encontrar uma amiga. Mas não. Tudo o que consegui fazer foi voltar pro hostel, cair na cama e dormir. Minha amiga apareceu mais tarde. Em Lisboa, ela ia me acompanhar. A gente comeu o pão e à noite fomos a um restaurante, relativamente famoso, mas que agora não me recordo o nome, que fica no alto de uma das inúmeras colinas lisboetas, e que é também um mirador. Meu, que legal que é lá. Tomamos umas duas taças de vinho e voltamos pro hostel, para dormir, felizes. É, Portugal é muito legal! (to be continued...)
  6. Eu tenho uma dica: Estocolmo fica na Suécia, não na Suíça. Cuidado para não pegar o voo errado
  7. Amigos, vcs sabem se comprar uma passagem de ônibus de Lisboa para Madrid é tranquilo? Quero dizer, normalmente encontram-se lugares vagos se eu comprar com uns 3 ou 4 dias de antecedência? Outra coisa, essas passagens são vendidas na estação Oriente? Obrigada =)
  8. Cara, em dezembro eu vou fazer uma viagem muito parecida com a sua, e praticamente já tenho tudo fechado, roteiro, passagens, albergues. Reservei 4 dias para Lisboa (incluindo o dia em que vou chegar a Europa, que deve ser perdido em boa parte) 6 dias para Madrid (sim, eu li bastante sobre Madrid e Barcelona e me senti muito mais atraída por Madrid e seu ambiente mais "clássico", do que por Barcelona e seu modernismo, que eu não curto tanto - acho que vale a pena ver pelo que vc se interessa mais). 3 dias para Barcelona 4 dias para Munique Em princípio estou planejando day-trips para Sintra (Lisboa), Segóvia e El Escorial (Madrid) e Salzburgo (Munique). Também estava pensando em pegar trens, mas daí eu descobri que os ônibus são muito mais baratos e fazem o percurso durante toda a noite, poupando uma noite de hospedagem. Por cerca de 30 ou 35 euros dá para ir de Lisboa para Madrid e pelo mesmo valor dá para ir de Madrid para Barça. Já de Barcelona para Munique, eu comprei uma passagem aérea pela Vueling. De Barcelona, eles têm voos para praticamente todas as grandes cidades europeias, vale a pena dar uma conferida. Eu ainda dei sorte de pegar uma promoção e ficou tudo por 70 euros, incluindo bagagem e a taxa pelo pagamento. Enfim, é isso. Como vamos fazer praticamente o mesmo roteiro, se quiser alguma dica posteriormente é só falar comigo!
  9. Não, hehe, eu não me hospedei lá. Mas estou pensando seriamente em reservar para dezembro. Pelo que vi, os preços variam entre 17 e 20 euros, com café da manhã incluso e em quartos grandes (8 a 16 camas). Na alta temporada deve ser mais caro. Só queria saber a opinião do pessoal, se alguém já ficou lá.
  10. Aí galera, alguém já ficou hospedado no Alberguinn? Tem bons preços, vi as avaliações no hostelworld e tripadvisor e todo mundo elogia a limpeza e a dedicação do staff em manter o hostel limpo. Me animei com isso. Além disso, não vi nenhuma avaliação abaixo de 75%. Já o Kabul, geral reclama que é sujo, que eles tratam mal e assim por diante. O único contra parece que é a localização, fica meio afastado do centro e das praias. Na verdade fica perto do Camp Nou, e pelo google maps a 5 minutos a pé do metrô Plaça del Centre (que tem a vantagem de abranger duas linhas diferentes). Alguém conhece? Estou seriamente pensando em fechar com eles, para minha trip de dezembro! De qualquer maneira, fica a indicação, do que parece ser um hostel pouco conhecido entre os mochileiros brasileiros.
  11. Você quer conhecer 11 cidades em 30 dias? Não acha corrido demais? Acho que a maioria das cidades merecem pelo menos 3 dias, e outras como Paris, Londres, Roma, Madrid, merecem um pouco mais. R$ 10.000,00 em passagens também me parece um pouco demais. Você está buscando as opções mais baratas? Eu vou passar 20 dias na Europa e orcei minha viagem em cerca de R$ 8000,00, sendo uns R$ 3500,00 para transporte, R$ 2600,00 para gastar lá e o resto com hospedagem e outras despesas (de roupas para encarar o frio ao passaporte e seguro saúde). Se eu fosse você, dava uma revisada nesse roteiro, tirando algumas cidades ou aumentando o tempo. E revisaria o valor que você pretende gastar também. O que você está pondo está aaaaalto demais =)
  12. Galera, estar sozinho é tudo de bom. Eu tenho 21 anos e moro sozinha em São Paulo há quase um ano e meio, e tem sido maravilhoso. Posso conhecer minha cidade em paz sem ninguém para me importunar Agora, em outubro do ano passado resolvi que eu iria pela primeira vez para a Europa. Eu percebi que fazer os amigos se animarem para isso seria praticamente impossível. E, pior ainda, mesmo que eles se animassem, nós teríamos que fazer o roteiro em conjunto. Oras, ir para a Europa é um sonho meu. Então essa viagem teria que ser do jeito que eu quero, sem tirar nem por. O único jeito de fazer isso é fazendo tudo sozinha! Poxa, todo mundo quer ir para Paris, Londres. Eu não, prefiro Espanha e Portugal \o/. Sei que 90% das pessoas jamais abririam mão de ver a torre eiffel para visitar Lisboa! Acho que não tem preço você fazer o roteiro exatamente como vc quer. E, além disso, visitar as coisas que você quiser, na hora que você quiser, sem ter que esperar seu amigo mala levar 3 horas para tomar banho. Ou ficar que nem idiota até o meio-dia esperando ele acordar e você doido para fazer aquele passeio massa. Acho que a única pessoa que eu levaria nesse passeio comigo é meu namorado, mas porque nós temos gostos muito parecidos. Mas infelizmente ele não pode ir, então eu to indo sozinha, e até "fugindo" de companhia para fazer essa trip. É meu sonho realizado, e não quero ninguém interferindo nele! Acho que ninguém tem que ter medo de fazer coisa alguma sozinho. Vão em frente, a vida é curta demais para se ter medo!!
  13. Olá a todos. Estou em fase final do planejamento do meu roteiro (assim espero ) e gostaria de compartilhar, e também estou aberta a dicas e sugestões! Estou já com a passagem comprada para Lisboa e a volta é de Munique para São Paulo. Chego em Lisboa dia 28 de novembro, de manhã (se Deus quiser) e saio de Munique dia 15 de dezembro, às 5 da manhã! O que tenho em mente no momento é o seguinte: 28 - Lisboa 29- Lisboa 30 - Lisboa/Madrid (saindo à noite para chegar de manhã) 1 - Madrid 2 - Madrid 3 - Madrid 4- Madrid/Barcelona (saindo à noite para chegar de manhã) 5 - Barcelona 6 - Barcelona 7 - Barcelona/Estrasburgo (saindo no finzinho da tarde para chegar de manhã) 8 - Estrasburgo 9 - Estrasburgo 10 - Estrasburgo/Munique 11 - Munique 12 - Munique/Füssen/Munique 13 - Munique 14 - Munique Algumas observações: 1) Estava planejando comprar o Eurail Select Pass e boa. Sairia por 700 reais e eu estava achando uma beleza. Depois descobri a Eurolines e percebi que poderia gastar metade disso com transporte, se eu fosse de ônibus. Além da vantagem de ser mais barato, tem bastantes opções de viagem para sair no final da noite de um lugar e chegar de manhã cedinho no outro, economizando na hospedagem. 2) O que eu achei incrível foi ter o trajeto direto de Barcelona para Estrasburgo, por menos de 50 euros. Infelizmente esse ônibus sai só em determinados dias da semana e provavelmente eu terei de passar um dia a menos do que eu previa na Península Ibérica. De trem esse trecho é meio embaçado, pois eu teria que fazer uma escala em Paris. 3) O trecho Estrasburgo/Munique eu pretendo fazer de trem mesmo. O ônibus é meio caro e eu acho bacana ter a experiência de andar de trem =D 4) Eu queria dar uma passada em Sintra, mas tive que diminuir um dia de Lisboa, então acho que ficaria meio corrido. Ou alguém discorda, acha que dá para conhecer os pontos mais legais da cidade e ainda ir para Sintra, em menos de 3 dias? 5) Eu não curto muito agito, muito menos baladas, por isso vou ficar mais tempo em Madrid que em Barcelona (o que muitas pessoas podem considerar quase uma heresia =P). Falando nisso, alguém tem uma dica de um albergue legal em Barcelona, na faixa dos 25 euros que não seja o Kaboul? 6) Pretendo gastar nessa viagem cerca de 7500 reais (pedindo a Deus que o euro não dispare até o fim do ano). Com tudo, passagem, seguro viagem, mochila, roupas especiais pro inverno... Vocês acham uma projeção realista? 7) Alguém tem noção de quanto custa um bom casaco para o inverno em Lisboa? Pretendo comprar por lá =) Como meu voo sai de Munique às 5 da manhã creio que a melhor opção seja chegar no aeroporto por volta da meia-noite ou uma da manhã! Assim eu inclusive economizo uma diária do albergue. Alguém sabe um lugar em que eu possa deixar as malas nesse caso? Até mais e valeu!
  14. Caraca, quase passei mal de rir com o mendigo elogiando o Rio por ser perigoso e desejando que Lausanne fosse assim um dia também hahahaha Fazia tempo que eu não ria tanto, realmente!! Parabéns pela história, você escreve muuuito bem.
  15. Obrigada pelas dicas! O casaco eu estava pensando em comprar em Lisboa, porque acho que não deve fazer taaanto frio e deve ser mais barato lá. A segunda pele acho que vai ser essencial mesmo. Acho que essa eu compro no Brasil mesmo então! valeu!
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