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mayramassuda

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Tudo que mayramassuda postou

  1. COMO CHEGAR Peguei um ônibus em Punta del Este e fui até San Carlos (são 20km) e de lá peguei um ônibus pra La Paloma. Há também como pegar um ônibus até Rocha e de lá ir pra La Paloma. As empresas que fazem esse trajeto são a COT, a Cynsa e a Rutas del Sol. Você terá que passar por Rocha invariavelmente. Mas há horários com uma frequência boa, principalmente no verão. Nos sites há valores e horários que são atualizados sempre. LA PALOMA La Paloma é uma cidade bem pequena no litoral do Uruguai que se parece muito mais com uma vila de pescadores. Fiquei 4 noites lá porque havia uma promoção no Hostel onde fiquei e acabei usando a cidade como base para fazer o bate-volta de La Pedrera e Cabo Polônio. O LP HostelBar é ótimo! O preço é muito justo, os quartos são aconchegantes, há aquecedor elétrico (o que faz muita diferença no inverno uruguaio), há cozinha e área comum, os funcionários são muito prestativos e agradáveis, acabamos até cozinhando juntos. O café da manhã é bárbaro! Com muita fruta, comida natural e o delicioso doce de leite uruguaio. Os melhores passeios de La Paloma são as praias, com certeza. Saindo da região central de um lado você tem O Farol Cabo Santa Maria, a praia La Balconada, e a praia Los Botes, lugares lindos. Indo em direção a La Pedrera, tem as praias La Aguada, Costa Azul, Antoniópolis e Arachania. Dizem que no verão a cidade lota e há muitos surfistas. A cidade também é famosa pelo avistamento de baleias que passam por lá a partir do final de agosto/setembro. Infelizmente não dei essa sorte. Fui de bicicleta para La Pedrera pela Ruta 10, há como ir pela costa até Arachania e pegar a Ruta 10 até La Pedrera. Tanto na estrada, quanto na costa, as paisagens são lindas e a distância não é muito longa. LA PEDRERA La Pedrera é ainda menor que La Paloma. Fica apenas a 7km, ou seja, é muito fácil ir e voltar de bicicleta. Lá é o ponto principal de avistamento de baleias, mas a cidade não tem quase nada funcionando no inverno. Não vi turistas e achei que parecia mais uma cidade fantasma. Adoro lugares assim. Mas alguns moradores disseram que no Carnaval lota e a cidade fica com o dobro de habitantes. As paisagens são lindas e as praias estavam completamente vazias. É um lugar perfeito pra quem quer tranquilidade no inverno ou agitação no verão.
  2. Não foi registrada, não. Na verdade, a carta não tem "validade legal", é mais pra reforçar minha "boa intenção" ao entrar no país". Precisei despachar a mochila, sim. Meu mochilão é bem grande e não dá pra levar dentro do avião . Levei meus documentos em português. A tradução só é reconhecida quando é juramentada, o que custa caríssimo. Como fiquei pouco tempo (17 dias), não pegaram pesado para liberar o visto na imigração. Aliás, foram muito receptivos. Fique à vontade!!! Mande o link depois, por favor!
  3. COMO CHEGAR: Peguei um ônibus da COT de Piriápolis para Punta del Este. Tinha combinado de ficar na casa de um casal que conheci pelo Couchsurfing: Mia e Aníbal. Então liguei para eles assim que cheguei na rodoviária e eles foram me encontrar. Como eles moravam em Manantiales, um bairro afastado de Punta del Este, perto da cidade de San Carlos, peguei um ônibus até lá. A experiência já começou emocionante, para chegar até Manantiales o ônibus passa pela Ponte La Barra, aquela que faz ondulações! Uma experiência muito divertida! Mia e Aníbal me receberam naqueeeeeele frio com um assado delicioso, uma lareira quentinha, muita música boa e um carinho imenso. Eles são um casal fantástico, ela é cheia de poesia e cores, e ele, todo teatral! Foi ótimo treinar o inglês com a Mia e ajudar o Aníbal a relembrar o português que ele ouvia nas novelas brasileiras. MANANTIALES Adorei Manantiales porque é um bairro muito pequeno, interiorano, simples e afastado de toda agitação de Punta del Este. As casas são lindas, ao invés de números, todas têm seu próprio nome e é como se a casa tivesse realmente a energia que o nome carrega. A casa de Mia e Aníbal se chama Rafiki, que significa "companheiro", totalmente pertinente para uma casa onde fui tão bem acolhida. Fiquei 3 dias por lá e passeei pela praia, busquei lenha para a lareira com Aníbal e ensinei Mía, uma amiga do casal e mais uma mochileira Venezuelana a cozinhar Yakisoba. Durante as tardes eu fui para Punta del Este e conheci os principais pontos turísticos da cidade. Mas nada se compara com a amizade e a calmaria que encontrei em Manantiales. As conversas foram ótimas e conhecer parte da cultura e da vida deles foi o melhor de tudo. A CIDADE: A cidade de Punta del Este em si, não me atrai muito. Posso estar muito enganada, mas para quem curte uma viagem mais alternativa, ligada à natureza (como eu), não há muito o que se fazer por lá. Há, sim: cassinos, hotéis de luxo e lojas de marcas famosas para fazer compras, o que, pra mim, não é interessante. O terminal de ônibus fica pertinho da famosa estátua da mão e os principais ônibus municipais e intermunicipais saem de lá. O QUE VALE A PENA? Um lugar imperdível em Punta del Este é a Casa Pueblo, que fica em Punta Ballena. Casa Pueblo é a casa do artista plástico Carlos Páez Vilaró, que morreu no começo do ano. O complexo da casa é formado por um museu, o ateliê do artista, um restaurante e um hotel. É bem fácil chegar saindo do terminal de ônibus do centro de Punta del Este, tem circular que passa por lá e é só pedir pro motorista parar perto. O ônibus não vai até a casa, mas ele te deixa na estrada, você atravessa e anda mais uns 15 min até chegar. A vista é maravilhosa e vale o pequeno sacrifício. A casa é linda, as obras do Vilaró são maravilhosas e ver o pôr-do-sol na varanda com o poema de Neruda sendo narrado ao fundo é realmente mágico. PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS (Tem no guia que eu trouxe, mas não fui) - Puerto Nuestra Señora de la Candelaria - Farol (Plaza del Faro) - Plazoleta Gran Bretaña - Imagem de Nuestra Señora da Candelaria - Feira da Plaza Artigas (Av. Gorlero, entre as ruas 25 e 23) - Rua 20 (pra quem quer fazer compras) - Passeio na Peatonal de Madera
  4. Conheci duas uruguaias no Cerro Pan de Azucar que me deram carona até Piriápolis e me economizaram uns 5km de caminhada. Eu havia passado a manhã inteira e o comecinho da tarde no circuito de aventura e pretendia passar a tarde em Piriápolis e depois ir para Punta del Este. Piriápolis é uma cidade litorânea com um porto lindo e que fica a 11km da cidade de Pan de Azucar. Há poucas coisas "turísticas" para se fazer por lá, mas a cidade e o porto são tão interessantes que ficaria mais um dia lá. Passeei pela rambla, que tem um centro comercial bem atrativo e pela areia da praia quase toda a costa da cidade. Duas coisas que parecem interessantes, mas estavam fechadas quando eu fui: o Castelo Pitamiglio (que fica no caminho entre Pan de Azucar e Piriápolis) e o SOS Rescate Marino. Há ainda pelo menos mais 3 cerros lá perto para conhecer, o Cerro de San Antonio, o Cerro del Toro e o Cerro de los Burros. Também tem um criador de jacarés, o museu do índio e o museu ferroviário. Como estava bem cansada do circuito e não tinha muito tempo até o horário do ônibus para Punta, fiquei na região do porto mesmo e já achei maravilhoso. Dica: Assim que chegar à cidade, vá até o centro de informação que fica bem perto da rodoviária, no cruzamento da Rambla de los Argentinos com a Calle Arivienta. Lá tem um monte de folders e mapas com indicações de lugares interessantes para conhecer.
  5. A MELHOR PARTE DA VIAGEM! Eu tinha resolvido que não faria a viagem de buquebus para Buenos Aires e ao invés disso, iria fazer o Circuito de Aventura perto de Piriápolis, no Cerro Pan de Azucar. Foi a melhor troca que eu fiz! O Eco Parque Aventura fica muito perto de Piriápolis. Fiz a reserva pelo e-mail: [email protected] É bom fazer a reserva e agendar porque os circuitos dependem de horário certo e turma montada para acontecerem. Paguei 1800P (+/- 180 reais) por um circuito com tirolesa, canopy, ponte tibetana e visita à Eco Cetrería (lugar de reabilitação de aves). Peguei um ônibus da CYNSA em Montevidéo para Pan de Azucar por 134P (+/-13 reais) e da rodoviária peguei um táxi até o parque ecológico. Foi um desastre. O taxista não fazia ideia de onde era o parque e me deixou em um lugar completamente diferente. Como eu já tinha gastado dinheiro com o táxi, não poderia pegar outro e fugir do meu orçamento. Então fui para a pista e pedi carona até a Ruta Interbalnearia. Foi muito tranquilo, os uruguaios são muito educados e o cara me explicou que o taxista tinha me deixado do outro lado do cerro, eu tinha que ir pela entrada da Ruta Interbalnearia no Km 93.800. A partir de lá, caminhei +/- 1 km para chegar à entrada do parque. Pelo que vi, se você pedir para o motorista do ônibus, ele te deixa no ponto certo da Ruta e você nem precisa entrar em Pan de Azucar. O circuito foi demais! Paisagens lindas, adrenalina, galera divertida! Amei... Sem contar que os guias nos instruem em tudo e os equipamentos são muito seguros. Um super investimento que recomendo a qualquer um! Dica: É bom levar água e coisas para comer. Pelo que vi, não há praça de alimentação, nem lugares para comprar coisas lá. Também é importante levar protetor solar e roupas adequadas (tanto para os exercícios, quanto para suportar o frio).
  6. COMO CHEGAR Saí de Colônia do Sacramento e fui pra Montevideo de ônibus. As principais empresas que fazem o trajeto também são a Turil e a COT. É importante verificar no site ou no guichê da empresa os horários porque no inverno, como há menos turistas, alguns horários são alterados ou simplesmente não existem. Pra Montevideo ainda é tranquilo porque é Capital, mas pra cidades menos frequentadas, como Cabo Polônio fica bem difícil (pra chegar em Cabo e no Forte de Sta. Tereza tive que pedir carona na estrada) Gasto: +/- 270 P Duração: +/- 3 hs de viagem HOSPEDAGEM Fiquei no Contraluz Art Hostel. Era quarto compartilhado e um pouco mais caro que a média, mas fiz a escolha pelo bairro. Ouvi dizer que Pocitos e Parque Rodó eram os mais seguros para se hospedar. Mas se fosse hoje nem me importaria de ficar em outros bairros não, porque o parque Rodó é meio afastado dos principais points da cidade. E o hostel era bem mais ou menos. Conheço muito bem o esquema de hostel, mas achei bem mal cuidado. Meu quarto tinha locker, as camas estavam com lençol limpinho, cobertas (muito importante), mas tinha uma janela que dava pro corredor e não trancava. Só consegui água quente no chuveiro em 1 dos dias e o café da manhã que estava incluso era somente chás que ficavam no armário e o famoso mate. Achei as meninas do hostel bem atenciosas, receberam ligação do Brasil pra mim e me chamaram, mas eu não ficaria lá novamente pensando no custo-benefício. Gasto: 250 P por noite em quarto feminino compartilhado O MELHOR DE MONTEVIDEO - Ouvir tango e candombe no Bar Fun Fun - Caminhar pelas ramblas - Visitar o Parque Rodó Bar fun fun Com certeza o melhor de Montevideo é a vida noturna. É uma cidade grande com toda agitação típica de uma capital. Fui ao Bar Fun Fun com a Alejandra, uma uruguaia que contatei pelo Couchsurfing. Alejandra é super animada e recebe pessoas do mundo todo. As noites em que fui no Bar fun fun e que fui comer a famosa Parrillada uruguaia (churrasco) com a Alejandra foram as melhores! O Bar fun fun é uma tangueria super tradicional e famosíssima que foi fundada em 1895. Tem uma bebida super tradicional que é a uvita! A bebida é uma delícia, as porções são muito boas e a música, não tenho nem o que falar. A noite começou com um a cantora de Tango e apresentação de um casal e terminou (alta madrugada) com Candombe (música popular uruguaia). Dá pra ver a programação no site e é bom chegar cedo pra pegar mesa, porque o bar não é tão grande e provavelmente todos os turistas da cidade estarão lá à noite. Ramblas As ramblas são o nosso "calçadão" à beira mar. Dá pra andar quase a cidade toda pelas ramblas. Ouvi dizer que dá até pra alugar bicicleta pra chegar mais fácil de um lado a outro. Estava frio, mas mesmo assim foi muito bom caminhar pelas ramblas logo cedo de manhã. Parque Rodó O parque Rodó é um parque bem grande que tem desde uma feirinha de roupa e artesanato até exposição de artes ao ar livre. Fui caminhar por lá várias vezes pra ficar mais próxima da natureza (da qual eu já estava sentindo muita falta) e em um dos dias peguei o show de uma banda para crianças que estava divertindo a todos que passavam por lá. O PIOR DE MONTEVIDEO - Centro histórico Passei 2 dias em Montevideo e senti que não tinha mais o que fazer por lá. Fui à pé até o centro histórico da cidade, onde aproveitei pra trocar dinheiro na Calle 18 de Julio. Lá também vi a famosa Fuente de los Candados, onde os casais de namorados colocam um cadeado com os nomes e trocam juras de amor eterno e bla bla bla Ponto negativo 1: Eu estava solteira Ponto negativo 2: Encontrei um casal de brasileiros que colocou o cadeado, pediu pra eu tirar foto, trocaram um beijinho sem graça e ficaram olhando um pra cara do outro como quem diz "e agora? o que a gente faz?" É só isso... não há muito o que se fazer por lá. Há muitos monumentos históricos, prédios antigos e tudo mais... Mas é importante ficar bem esperto por lá, li muitos relatos de turistas que foram assaltados lá e eu mesma fui abordada por vários mendigos. Quero que fique claro que isso é minha opinião pessoal. Não sou muito fã de cidade grande. Adoro natureza e não recomendo Montevideo pra quem tem o mesmo estilo. Acho que se eu tivesse passado 1 dia e 1 noite já teria sido suficiente. Mas a cidade é altamente recomendável pra que gosta de ir em restaurantes finos, cassinos, shoppings e bares. Não comi em nenhum restaurante por lá. Eu fazia minha própria comida no hostel ou comia frankfurters na rua.
  7. COMO CHEGAR: O ônibus que vai de Nueva Helvecia para Colônia do Sacramento é o Turil, o mesmo que vem de Montevideo ou a COT. Viajei com as duas empresas e achei ambas ótimas! Aliás, em alguns trajetos a COT oferece serviço de Wi-fi que realmente funciona. Gasto: +/- 75 P Duração: Menos de 1h de viagem E A MOCHILA? Quem faz mochilão sabe que não é fácil nem cômodo levar uma cargueira nas costas o dia todo enquanto se conhece a cidade. Como eu não ia passar a noite em Colônia, deixei a minha mochila em um locker na rodoviária e paguei +/- 80 P. Acabei usando esse esquema em muitas cidades onde parei e recomendo. É dinheiro investido na qualidade do seu passeio. A CIDADE: Colônia do Sacramento é uma cidade histórica que, se não me engano, foi colônia portuguesa, tanto que lá há o museu do azuleijo português, além do museu histórico. Há quem diga que Colônia é a Paraty do Uruguai. A cidade foi construída como um forte e ainda preserva boa parte dos elementos dessa época como algumas construções, canhões e as calçadas de pedras. No Uruguai aprendi a gostar de farol. Cada farol que eu visitava tinha uma sensação diferente. O Farol de Colônia é pequeno, mas é muito antigo e interessante porque se não estiver nublado como o dia em que eu fui, é possível ver a Argentina e os Buquebus fazendo a travessia do rio da Prata de Buenos Aires para Colônia. Não se deixe enganar pelo tamanho dele. São mais de 100 degraus de escada. No centro histórico tem também a Basílica do Santíssimo Sacramento. Uma igreja bem antiga e tradicional, mas que não tem nada de muito diferente que valha a pena. As ruas são muito antigas e as casas, lojas e restaurantes cheios de detalhes apaixonantes. A Calle de los Suspiros é realmente muito romântica e havia vários casais tirando foto por lá. Tanto que é praticamente impossível tirar uma foto sozinho na rua. Os restaurantes são bem elegantes, com decoração lindíssima e os cafés têm muita opção. Claro que tudo bem caro pra quem viaja no estilo mochileiro como eu. Felizmente a Silvana havia feito lanchinhos pra eu levar na viagem e não ter que gastar muito em Colônia, que evidentemente é mais cara devido ao grande fluxo de turistas. No final do dia, não gastei quase nada em Colônia e almocei meus lanchinhos nos bancos que ficam na frente do Puerto de Yates admirando a paisagem linda. O QUE VALE A PENA? Bom, você conhece Colônia à pé facilmente em 1 dia. Dá pra pegar um mapa na central de turismo logo antes de entrar pela Puerta de la Ciudadela e encontrar facilmente os pontos turísticos. Não há muito mais o que fazer por lá além de conhecer os museus, conhecer um pouco mais da história, conhecer os restaurantes e as lojas e subir no farol. Colônia não é uma cidade badalada como Paraty. Não passei a noite lá, mas não deve ser muito agitada e talvez não valha muito a pena. PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS - Bairro Histórico (Porta da Ciudadela, Bastión de San Miguel, Farol (Entrada: 20P), Rua dos Suspiros, Basílica del Santíssimo Sacramento) - Museu Português (Entrada: +/- 50P) - Puerto de Yates - Praça dos Touros à 3km do centro TRAVESSIA PARA BUENOS AIRES Muita gente aproveita a proximidade e a facilidade de ir até Buenos Aires para fazer um bate e volta. Como não sou muito fã de cidades grandes, resolvi trocar esse passeio por um circuito aventura que fiz em Piriápolis e não me arrependo nem um pouco. A principal empresa que faz a travessia é a Buquebus. Quem tiver interesse dá pra consultar os horários e valores no site.
  8. Nueva Helvecia inicialmente não estava nos meus planos. Quando entrei no couchsurfing para procurar algum "sofá" disponível em Colônia do Sacramento, encontrei a Silvana que foi tão simpática e atenciosa que fiquei curiosa para conhecer a cidade. Cheguei na cidade quase de noite e Silvana me recebeu no ponto de ônibus (porque não há rodoviária na cidade, apenas uma lojinha onde as passagens são vendidas). Ela me ensinou a fazer as famosas empanadas uruguayas, que são deliciosas, mas bem diferentes das argentinas (que também são boas) e das chilenas (recheadas com queijo e parecidas com pastel de feira brasileiro haha). As empanadas são feitas de trigo e fritas no óleo quente, não têm recheio e podem ser acompanhadas por doce ou salgado. No dia comemos com o doce de leite uruguaio, que além de famosíssimo no mundo todo é realmente muito muito bom. Vale a pena comprar um pouco nos últimos dias de viagem para trazer para o Brasil (eu trouxe uns 2kg pra casa). Observação: No espanhol do Uruguay as letras Y e LL são lidas como CH. Demorei pra perceber isso e entender que algumas vezes eu não achava o lugar que procurava porque não tinha pronunciado certo ou porque não tinha entendido a pronúncia do uruguayo hehe. Nueva Helvecia é uma cidade bem pequena, ex colônia Suíça. Eles têm muito orgulho de seus fundadores (como pode ser visto no monumento Los Fundadores abaixo) e conhecem muito da história da cidade e do país. Aliás, muitas cidades daquela região são ex colônias de países europeus, por isso tem muitos descendentes de alemães e suíços por lá. Inclusive eles aprendem alemão na escola e algumas crianças participam de um programa de intercâmbio que as envia para a Alemanha para treinar o idioma. Silvana, além de falar um alemão perfeito, gosta de dar aulas e está na Alemanha pela segunda vez trabalhando de baby sitter. Nueva Helvecia é famosa pela produção de queijo suíço e doces caseiros. O queijo de Nueva Helvecia é tão famoso que há até um monumento ao queijo em uma das avenidas da cidade. Fiquei 3 dias em Nueva Helvecia devido à hospitalidade da família de Silvana e à tranquilidade da cidade. Mas para quem curte um turismo mais pop, talvez a cidade não seja tão interessante. Pra mim, o melhor da cidade é o estilo de vida da população, que parece que saiu de alguma região provinciana da Europa. Aliás, tanto nos costumes quanto na educação, os Uruguaios se parecem muito com os Europeus. Só que por serem latinos são muito mais afetuosos e hospitaleiros!!! Para quem gosta de história há em Nueva Helvecia as ruínas de um moinho a vapor, chamado Molino Quemado, que virou monumento histórico nacional e guarda várias histórias e mistérios.
  9. Relato show e fotos lindas! Fiquei morrendo de vontade de ir pra Ilha de Páscoa quando estive no Chile, mas o preço da passagem de Santiago pra lá era quase o mesmo preço que paguei de São Paulo pra Santiago. Acabei ficando só com o museu Rapa Nui em Vinã del Mar. Agora fiquei com mais vontade de voltar! Parabéns pelo relato!
  10. Cara, eu adoro hostel! Fiz grandes amizades na maioria dos que fiquei. Amizades daquelas que te indicam para emprego, sabe? haha Antes eu só ficava em quarto compartilhado feminino, mas agora fico em quarto misto e acho muito de boa. Tenho mais amigos homens e acabei fazendo muitas amizades com colegas de quarto. Compartilhar a cozinha também é muito interessante, porque você acaba descobrindo as comidas típicas e os costumes diários de outros países, além de economizar uma grana boa com restaurante. É lógico que não tem o mesmo luxo que um hotel, mas prefiro investir a grana que eu gastaria em hotel em outras coisas. Sempre reservo com antecedência pelo Hostelworld, mas se for fora de temporada, geralmente nem precisa reservar com antecedência. O legal do Hostelworld é que você faz o pagamento da reserva pelo site e se cancelar com antecedência, tem uma parte do dinheiro devolvido. No site também tem resenhas de outras pessoas falando sobre como foi a hospedagem lá.
  11. Nossa.. que chato... sinto muito! Antes de ir para Montevideo li muitos relatos parecidos com o seu. Muitas pessoas me disseram que Montevideo é perigosa e tudo mais, então fui preparada. Fiquei em um hostel no Parque Rodó, mas andei a pé tanto em Pocitos quanto no centro. Não carrego bolsa nem mochila. Uso uma doleira pra guardar os documentos e dinheiro. Como estava frio quando eu fui, usei o bolso interno da jaqueta barra vento e acho que nunca me senti tão segura carregando celular e dinheiro, como me senti lá haha. O centro realmente é perigoso, fui seguida por alguns mendigos, mas entrei em lojas para despistar. Há bastante policiamento nas ruas, quem pensa em ir pra Montevidéo deve ficar atento a isso e tomar cuidado pra não chamar muita atenção com seus pertences.
  12. Olá, mochileiros... Depois de quase um ano da viagem, resolvi organizar tudo para postar aqui no fórum! Pra variar, a ideia era conhecer o máximo de lugares que eu pudesse gastando pouco, mas dessa vez eu iria SOZINHA! Totalmente SOZINHA! DESTINO: Costa uruguaia, de Colônia do Sacramento até Punta del Diablo! Cidades onde parei: Colônia do Sacramento, Nueva Helvecia, Montevideo, Piriápolis, Punta del Este, La Paloma, La Pedrera, Cabo Polônio e Punta del Diablo. PASSAGEM: R$650,00 Fiz a pesquisa de preço na Decolar.com e comprei direto no site da Gol Não tive problemas com a compra, mas chegando ao aeroporto fiquei sabendo que o voo tinha sido cancelado. A gol demorou um pouco, mas explicou o que tinha acontecido e que o voaríamos apenas na manhã seguinte. Nos colocaram num hotel ótimo com direito a traslado, jantar e café da manhã. DATA 04 de Julho (adiada para 05 de Julho) a 17 de julho de 2013 HOSPEDAGEM Eu tinha duas situações: pouco dinheiro e certo tempo para me organizar Resolvi organizar a hospedagem da seguinte forma: uma parte por Couchsurfing e outra pelo Hostelworld O Couchsurfing é uma rede social em que você procura pessoas que tenham um "sofá" disponível para você passar a noite. Usei 3 vezes no Uruguai e foi muito tranquilo. Fiz contato com as pessoas, acertei o dia em que ia chegar e me receberam com muito carinho e uma cama quentinha pra passar a noite (pensa num frio!). É lógico que isso não é 100% seguro, mas há como minimizar riscos, procurando perfis de pessoas que tenham boas referências. Fiz grandes amizades pelo Couchsurfing e pude conhecer um pouco mais de perto o dia a dia dessas pessoas. O Hostelworld é um site que reúne hostels do mundo todo. Gosto muito do hostelworld porque você faz o pagamento pelo site mesmo, com a possibilidade de cancelamento e devolução do dinheiro. Sem contar que tem as reviews de outros mochileiros que passaram por lá. Em resumo, minha viagem ficou assim: Em Nueva Helvecia me hospedei na casa da Silvana pelo Couchsurfing (família linda, casa super aconchegante, menina maravilhosa!!!) Em Montevideo me hospedei o Hostel Contraluz (um pouco mais caro devido à localização, chuveiro gelado, só chá de café da manhã) Em Punta del Este me hospedei na casa de Mia e Aníbal pelo Couchsurfing (casal fofo demais, super atenciosos e divertidos) Em La Paloma me hospedei no LP Hostel (demais! peguei uma promoção e ganhei uma noite a mais... Sebastian e sua namorada foram super atenciosos e me trataram como uma verdadeira amiga) Em Punta del Diablo me hospedei no El diablo tranquilo (muito legal, cheio de pessoas divertidas e onde passei várias histórias haha) PRÉ-VIAGEM E AEROPORTO Dessa vez eu já estava mais tranquila pra passar pela alfândega e pela imigração. 1) Seguro de vida Novamente fiz o seguro TRAVEL ACE INTERNACIONAL, pela agência da CVC da minha cidade (Obrigada, Lucimara) = R$134,00 por 15 dias de seguro Novamente não pediram para conferir se eu tinha seguro, mas mesmo assim achei bom ter prevenido. 2) Dinheiro Eu havia juntado R$1600 reais para a viagem. Separei: R$150 de ônibus no Brasil (ida e volta do aeroporto) R$250 de ônibus pra rodar a costa do Uruguai (sim, é barato) R$250 para hostel R$180 para o circuito de aventura em Piriápolis Ou seja, eu teria 770 livres lá! Novamente levei dinheiro em mãos (guardadinhos na minha doleira) e mais o cartão de crédito desbloqueado (porque nunca se sabe quando vai precisar). Como eu disse no relato da Alemanha: "Leve o cartão de crédito internacional desbloqueado COM CERTEZA. Viajei bem mais tranquila sabendo que caso precisasse, em uma urgência, poderia usar o cartão.Porém, contudo, todavia e entretanto, se você não precisar, não use o cartão de crédito! As taxas são altas e você não paga o preço da conversão do dia da compra e sim do dia da cobrança da fatura." Anote isso e nunca mais se esqueça! No Uruguai foi lindo e não usei o cartão, mas no Chile em janeiro desse ano, me afundei no cartão de crédito haha 3) Pré-embarque Antes de viajar organizo todo o meu roteiro num arquivo no computador. Escrevo as cidades e datas de onde estarei, o que pretendo fazer, telefones das casas das pessoas onde vou ficar, telefone e endereço dos hostel, número e cópias dos meus documentos. Salvo isso no meu computador, mando pro meu e-mail, imprimo uma cópia pra mim e uma pra minha mãe. Parece exagero, mas isso dá o mínimo de segurança pra gente viajar tranquilo. Qualquer coisa pode acontecer fora, então é bom que tenhamos acesso a todos os documentos de forma fácil. 4) Embarque Roupas: Nada de anéis, cintos metálicos e afins. Nada de salto alto e sapatilhas com detalhes metalizados. Novamente: bota sem salto (super quente e confortável), legging, camiseta, top simples e um elástico de cabelo (sem metal). Mochila: Novamente levei a forclaz 40 da quechua do meu cunhado, igual a da foto aqui embaixo e mais uma mochila de ataque comigo no avião com 1 muda de roupa, câmera e documentos. A ideia é sempre levar pouca coisa pra não ficar carregando peso durante a viagem e dar um jeito de lavar as camisetas e peças íntimas debaixo do chuveiro ou na torneira do banheiro. O que eu sempre levo e realmente faz diferença: lanterna, lenço umedecido, protetor labial para o frio, sabonete líquido (que serve de sabonete, sabão em pó, detergente e shampoo), meia calça e legging (para os homens, super recomendo aquelas leggings masculinas para dormir)... câmera, pilhas e carregador. 5) Aeroporto Cheguei no Aeroporto de Carrasco, peguei um ônibus até o termina rodoviário. A parada de ônibus do aeroporto fica em frente ao terminal de desembarque, basta atravessar uma pista. É um ônibus da Copsa com lugar para carregar bagagem grande (o que achei ótimo) que custa só 37 P. O terminal Tres Cruces fica no térreo de um shopping. Aproveitei o tempo de espera do ônibus para procurar uma blusa de frio reforçada (o inverno uruguaio não é brincadeira). Como a ideia era gastar pouco, acabei achando um mercado no shopping tipo wallmart com roupas masculinas. Não pensei duas vezes e fiz uma das melhores aquisições de todas as viagens, uma jaqueta barra-vento super reforçada por apenas R$50,00. No terminal, peguei um ônibus pra Nueva Helvecia, onde iria ficar na casa da Silvana. A empresa que faz Montevidéo-Nueva Helvecia é a Turil ou a COT (o mesmo serve pra Colônia do Sacramento) São mais ou menos 2h30 de viagem e a passagem custa 180P (+/- 17,40) Gastei: 217 (+/- R$21,00) O INVERNO URUGUAIO Galera, faz frio, muito frio! Cheguei a pegar 4 graus com sensação de menos, bem menos. Venta muito e geralmente as casas e hostels tem sistema de aquecimento ou aqueles aquecedores elétricos (o que é lindo). Apesar disso, em Punta del Diablo tinha uma galera surfando e até eu arrisquei uma viagem de bicicleta entre La Paloma e La Pedrera. Como sinto muito frio, uso sempre o esquema: calça legging + calça de moletom / blusa 2a. pele + fleece + jaqueta barra vento / touca, cachecol e luva CÂMBIO Como sempre busco pela melhor taxa de câmbio, troquei pouca coisa no aeroporto em SP, só pra ter um dinheiro pra ir até o terminal e lá troquei outra parte do dinheiro na INDUMEX (que tem uma taxa boa, mas não tanto comparado às casas de câmbio do centro da cidade). Se você for ficar direto em Montevideo, compensa muito trocar no centro da cidade. A taxa é boa e as casas de câmbio são confiáveis. Pelo que pesquisei essas são as principais: INDUMEX - Terminal Tres Cruces (funciona todos os dias das 6h às 24) CASA CENTRAL - Calle Sarandí, 556 / tel 2 915 0800 SUCURSAL CORDÓN - Calle 18 de julio, 1581 / tels 2 401 1646 - 2 403 1509 SUCURSAL POCITOS - Calle Juan B. Blanco, 898 / tels 2 711 5194 - 2 710 8283 Uma dica: Na rua 18 de Julio tem várias casas de câmbio, uma do lado da outra, dê uma olhada de fora a fora na rua e compare as taxas. Troquei o resto do meu dinheiro lá! Outra dica: Dá pra sacar dinheiro no caixa da Banred. A taxa para fazer o saque na moeda local é descontada na hora e deve variar conforme a quantia, mas lembro que paguei 12 reais de taxa para sacar 500 reais. TELEFONIA Uma coisa com a qual sempre tenho que me preocupar nas viagens é como me comunicar com a minha família. Não que isso seja essencial pra mim. Eu ficaria muito tranquila em só usar e-mail, mas como eles são freaks eu tenho que arrumar um jeito de me comunicar. Aí é que começam as dores de cabeça... Tenha isso em mente... é mais fácil destruir o anel em Mordor do que conseguir um plano de telefonia pra usar fora do país. Fui atrás da Claro pra habilitar o roaming internacional do celular, mas como o celular que eu tinha era antigo e ainda estava cadastrado no nome de um ex-namorado que fez o favor de usar os dados dele, não consegui desbloquear. Tive que comprar um chip novo. MAAAAS... não dá pra habilitar roaming internacional no pré-pago. Bora fazer um plano pós-pago. A vendedora me convenceu a fazer o plano controle, porque eu pagaria uma mensalidade que seria convertida em créditos. Não façam isso! É furada. Assim que o plano foi habilitado eu liguei pra fazer o desbloqueio do roaming internacional e adivinha o que eu ouvi: "Senhora, esse plano não dá direito a roaming internacional" Eu cancelei uma linha que estava usando por anos. Comprei um chip novo. Fiz um plano novo. Enfiei 70 reais de crédito que usaria na viagem. E não adiantou nada. Bom... resolvi que no Uruguai eu daria um jeito nisso. Passei os primeiros dias com um cartão de telefone público, que dá pra comprar no aeroporto mesmo (200P), mas não recomendo porque o preço da ligação é um pouco alto. A grande sacada é levar um celular desbloqueado e comprar o chip de alguma operadora de lá. Comprei um chip lindíssimo da Movistar que funcionou automaticamente, não precisei cadastrar nada e ainda ganhei bônus pra ligação e internet 3g. É fácil achar lojas da Movistar em qualquer lugar. Dá pra colocar crédito em banca de jornal, em lojas, farmácias e até na estação de metrô. Recomendo demais esse tipo de investimento. Gastei cerca de 30 reais e tive a tranquilidade de usar GPS no celular pra encontrar pontos turísticos (em Punta Ballena foi fundamental) e me comunicar com meus familiares. No Chile fiz a mesma coisa, comprei meu Movistar, mas precisei cadastrar um número de documento, foi um caos porque obviamente não tenho RG chileno, mas no final deu tudo certo (fica pra outro relato). COMEÇANDO O RELATO DAS CIDADES QUE VISITEI SEGUINDO A ORDEM DO MEU CRONOGRAMA: Nueva Helvecia Colônia do Sacramento Montevidéo Piriápolis Punta del Este (+Manantiales + Punta Ballena) La Paloma (+ Santa Tereza) La Pedrera Cabo Polônio Punta del Diablo
  13. Titisee na floresta Negra Voltando ao relato... quase 2 anos depois haha Seguimos a estrada ainda na floresta negra e passamos pelo Titisee... O Titisee é um lago não tão grande (se comparado com o Konstanz), mas é lindo demais... Deixamos o carro na frente de um restaurante de beira de estrada e descemos para ir mais perto do lago. Havia grupos de senhores e senhoras alemães e suíços que fizeram o mesmo e foram caminhar ao redor do lago. (Alemão não deixa de fazer exercício nem em dia de chuva... ô disposição!) Passamos a manhã lá, enquanto tentávamos acertar as últimas caronas pelo Mitfahrgelegenheit para Stuttgart. O Mitfahrgelegenheit é um esquema lindo, você economiza muita grana disponibilizando ou pedindo carona para qualquer lugar da Alemanha. Mas é um pouco difícil encontrar carona em cidades menores. Por fim, arrumamos 2 alemães que iriam nos encontrar na estação de trem (Hauptbahnhof) em Freiburg pra ir conosco para Stuttgart no final do dia. Freiburg Não tive uma boa impressão de Freiburg. Talvez tenha superestimado a cidade por ouvir tanto meu primo que estudou/morou na cidade falar bem e por imaginar que por ser tão perto da França seria muito diferente. A arquitetura é interessante e as igrejas são lindas. O centro comercial tem muita opção e funciona de domingo! Mas achei a cidade um pouco suja. E além disso, foi o único lugar da Alemanha em que não me senti tão segura, porque havia muitos mendigos ao redor das praças e das igrejas. Passamos a tarde lá e foi o suficiente para o corpo pedir a estrada novamente! Dessa vez voltaríamos para Stuttgart, onde passamos os últimos dias da (minha) viagem). Stuttgart De volta a Stuttgart, ficamos mais tempo em casa. A família do meu amigo me recebeu muito bem! Fizeram de tudo para eu me sentir em casa e provar as comidas alemãs. Fui conhecer a Escola Waldorf e até assisti à peça de teatro do irmão do meu amigo. Passei os últimos dias engordando, assistindo a filmes, conhecendo lojas de motos da cidade (que são muito boas, por sinal) e finalmente entendendo um pouco alemão. A despedida foi muito triste e fiquei com uma vontade imensa de ficar por mais tempo. Mas aprendi demais nessa viagem. Aprendi a me virar sozinha e com poucos recursos. Aprendi quais eram minhas fraquezas e meus pontos fortes. Aprendi quais eram meus limites e até onde eu poderia chegar. Aprendi a superar medos e a dizer adeus. Aprendi que conhecendo pessoas diferentes, eu aprendo um pouco mais sobre mim mesma. Aprendi que viajar é o que me move.
  14. Depois de Meersburg, seguimos até o Sudoeste alemão onde fica a famosa Floresta Negra. As casas são bem típicas naquela região, muito parecidas com a arquitetura das casas das colônias alemãs no sul do Brasil. Há muitas cidades pequenininhas nessa região, paramos em algumas, mas não prestei atenção ao nome. Encontramos muitas lojas de artesanato que vendiam relógio cuco. Eu não sabia, mas esse tipo de relógio é típico da Floresta Negra e apesar de encantador é extremamente caro hehe, os preços vão desde 300 euros até uns 1000 euros.... Na loja me senti na casa dos 7 anões da Branca de Neve e a funcionária (muito gentil) fez o relógio funcionar para eu ver. São tantos detalhes que a gente fica perdido! Chegamos até uma montanha chamada Feldberg e como o Tobias conhecia bem o lugar, subimos para acampar. Há estradas que levam até o topo da montanha, então é possível chegar de carro lá em cima. Lá é o maior resort de ski da Alemanha fora dos Alpes, mas (obviamente) só funciona no inverno. Subindo a montanha dá pra ver os elevadores e as cabines de ski nos grandes campos bem verdinhos ainda. Para encontrar um lugar adequado para acampar fomos até a parte de floresta mais fechada, onde provavelmente era proibida a passagem e com certeza o camping tb haha Conseguimos montar tudo antes de escurecer e ainda bem, porque depois eu entendi bem o porquê do nome "Floresta Negra". As árvores são tão próximas e tão altas que a floresta é muito escura, nem conseguíamos ver a claridade da lua ou das estrelas. Imagina o meeeedo (e frio) que eu passei pra sair da barraca no meio da noite! Pegamos 3 graus lá e eu realmente achei que não ia sobreviver. Ainda mais depois que comecei a ouvir tiros de caçadores no meio da noite. Apesar de todo frio e escuridão que enfrentamos, acordar no meio da floresta negra em cima da montanha mais alta não tem preço. Uma visão linda pra começar o dia!!!
  15. Meersburg é uma cidade que parece estar parada no tempo! Muito show. É uma cidade histórica que ainda preserva a arquitetura medieval. Dá pra se sentir em um cenário de filme hahaha. No centro há muitas lojas de artesanato (principalmente em madeira) e lembrancinhas. As áreas conhecidas como "Unterstadt" e "Oberstadt" só transitam pedestres, mas como a cidade é bem pequena é fácil conhecê-la em um dia. Ficamos muito pouco por lá porque chovia também. =/ Caminhamos pelo centro e visitamos as lojas de artesanato. Foi bem difícil de encontrar lugar para estacionar (como sempre), por isso também não demoramos muito na cidade. Só vi a parte central de Meersburg porque até decidirmos parar eu não fazia ideia de que cidade era. Mas para quem pretende planejar uma viagem pelo sul da Alemanha não deixe de passar por Meersburg e conhecer a parte próxima ao Bodensee! Depois da viagem acabei pesquisando mais sobre a cidade e descobri que a parte mais linda fica às margens do lago, onde a arquitetura é mais interessante ainda e é possível ver as montanhas austríacas do outro lado (procure no google, as imagens são maravilhosas)! Em Meersburg há dois castelos (que não visitei ), o castelo velho (conhecido também por Burg Meersburg ou Alte Burg) e o castelo novo. Acho o velho bem mais interessante que o novo. Pelo que li, algumas partes do castelo velho ainda preserva a decoração do século XIII.
  16. Voltando ao relato antes que a viagem complete um ano haha Lindau é uma cidade maravilhosa! Depois de Bregenz e Pfänder na Áustria, fomos a Lindau (aquela cidade que dá pra enxergar de cima da montanha em Pfänder). Lindau é uma cidade portuária. Apesar do Bodensee ser um lago, ele é tão grande que é possível que haja um porto que conecta a Alemanha, a Áustria e a Suíça. Como Lindau é muito famosa e turística, perto do porto há muitos restaurantes e lojas. São caros, principalmente para um turista mochileiro como eu haha Mas a vista realmente vale muito a pena. Não ficamos muito tempo por lá porque estava chovendo e iria ser difícil encontrar algum lugar para acampar perto da cidade. Então seguimos para Meersburg....
  17. Obrigada, ig0rf e rkoerich! O sul da Alemanha é lindo demais! Tenho vontade de voltar e conhecer a parte central e o norte agora!
  18. Oi Mari, acho que pode ajudar. O problema é que a carteira de trabalho vai estar em português. Eu peguei uma carta em inglês no meu trabalho. Achei mais seguro. Mas na realidade nem usei hehe
  19. Oi! Estou pensando em ir para o Uruguai de ônibus saindo de São Paulo e passando por algumas cidades do sul do Brasil, mas estou perdida quanto ao transporte. Você sabe me dizer quais companhias de ônibus usou para viajar? Vlw!!
  20. Ah, em janeiro os ônibus ja "voltaram a funcionar" haha Viajar de ônibus lá no inverno é bem difícil porque não há tantas linhas funcionando. Mas na alta temporada tem muita opção. As empresas que eu peguei foram: COT, Cynsa e Rutas del Sol. A maioria tem horários no site ou no site do Terminal Tres Cruces (de Montevideo). Mas nem adianta ver os horários de agora porque eles mudam no verão.
  21. Oi Janaína, acabei de voltar do Uruguai e estou apaixonada pelo país. Infelizmente não consegui ainda fazer o relato, porque voltei para o Brasil quase direto para o trabalho =/ Mas se você tiver dúvidas posso tentar te ajudar =) Eu fui de avião para Montevideo e fiz boa parte da costa uruguaia em 13 dias. Fui de Colônia do Sacramento até Punta del Diablo (perto do chuy). Vindo do Rio Grande do Sul, você faria o caminho inverso. Vou comentar as coisas que você citou: - Montevideo: não gostei! Mas isso tem a ver com o estilo de viagem que faço. Gosto de natureza e abomino cidade grande. Fiquei 2 dias e agradeci a Deus por não ter escolhido passar mais tempo lá. Se você gosta de História e Arquitetura, com certeza é o lugar certo. A cidade tem muitos monumentos e construções famosas. Cuidado na Ciudad vieja (centro histórico) e na região, porque há muitos mendigos e pessoas suspeitas andando por lá. Fui abordada duas vezes por mendigos durante a manhã. O mais bonito de lá (na minha opinião) é o Parque Rodó. Ouvi falar também da região do Prado, mas pra falar a verdade, nem sei o que é. Disseram que é lindo e interessante. Se passarem um sábado à noite lá, não deixem de ir ao Bar fun fun. Nunca passei uma noite tão divertida como lá. Pessoas alegres e comida/bebida a um preço justo ao som de tango e candombe. Fiquei em um hostel que não recomendo: Contraluz Art Hostel. Sem café da manhã, atendimento frio, banheiro sujo e chuveiro gelado. - Casa Pueblo (Punta del Este) - Vale muuuuuito a pena! Se estiver no terminal de Punta del Este, pegue um ônibus a Punta Ballena (lê-se Bachena). Peça para o motorista parar na altura da Casa Pueblo. Você atravessa a pista e segue uma entrada que vai te levar até a Casa Pueblo. Eu fui a pé e voltei "a dedo" hahaha (de carona). A entrada é 150 pesos uruguaios e o pôr do sol realmente é lindo. Eu peguei um dia meio nublado, mas em janeiro acredito que você terá mais sorte que eu. - Punta del Este - é cidade grande e o forte é o comércio. Na avenida Boulevard Artigas (a principal) tem lojas de marcas famosas e lembrancinhas. É caro! Muito caro! Aproveito pra te dar a dica sobre dinheiro. O Uruguai é bem mais caro que o Brasil! Ônibus e táxi é a mesma faixa de preço ou mais barato, mas todo o resto é caro! Em Punta vale a pena visitar a escultura La Mano na Playa Brava (fica bem em frente ao terminal de ônibus), passar pela ponte de La Barra (aquela ondulada) e conhecer Manantiales (pra mim a praia mais linda de Punta del Este). - Colônia do Sacramento - É linda demais! Histórica e bem rústica. Você leva umas 3 ou 4 hrs para conhecer todo o centro histórico. Não fui à Plaza de Toros, mas ouvi dizer que não é tãoooo longe e é bonito (pra quem gosta de história, novamente). Comida e lembrancinhas de viagem extremamente caros (pra mim)! Mais caros que Montevideo. Vale a pena abastecer comprando comida no mercado e levar pra comer lá. Bom, eu sempre viajo sem grana e sem luxo nenhum. Fiquei em 3 hostel e na casa de 2 pessoas pelo couchsurfing. Recomendo muuuuito o couchsurfing! Tive experiências bárbaras! E recomendo o hostel http://lphostelbar.com/ em La Paloma e http://eldiablotranquilo.com/lang/en-us em Punta del Diablo! Preço justo, atendimento perfeito, limpos, organizados e muito simpáticos! Eu paguei em média 35 reais a diária do hostel, mas os preços sobem um pouco em janeiro. Recomendo você reservar com antecedência, porque em janeiro lota demais. Se você gostar de natureza, recomendo: Cerro Pan de Azucar, La Paloma, La Pedrera, Cabo Polônio (cooooom certeza!!!) e Punta del Diablo. Espero ter ajudado um pouco!
  22. Oi, então. Eu recebi o mesmo tipo de informação. Me disseram que tinha que apresentar comprovante de hotel, uma quantia mínima de euros por dia (me falaram 50 euros por dia... o que achei absurdo). Mas na realidade não cobraram nada disso. Eu levei: uma carta com endereço e telefone do meu amigo e uma carta da empresa onde trabalho (comprovando que tenho emprego fixo no Brasil). Se possível, peça para seus amigos mandarem uma carta no endereço de vocês dizendo que vão recebê-los na casa deles lá. Eu estava surtada antes de ir, morrendo de medo de ser deportada (exagerei), mas foi tão tranquilo e não pediram nenhum tipo de documento. Lógico que eu tinha a passagem de volta já comprada, o que torna as coisas bem mais fáceis. Se vocês vão em setembro, vai estar rolando a oktoberfest já, diga que pretendem visitar Munique para ir à oktoberfest, que as portas se abrem pra vocês! Foi o que aconteceu comigo! Boa viagem! A Alemanha ao natural é linda! Aproveitem! E qualquer dúvida podem me escrever: [email protected]
  23. Finalmente, depois de Munique e Füssen, chegamos ao esperado Bodensee. O Bodensee nada mais é que um imenso lago que é atravessado pelo rio Reno e também é conhecido por Lago de Constança. O lago é o terceiro maior da Europa Central e faz a divisa entra a Alemanha, Áustria e Suíça. Na foto abaixo, tirada do lado alemão dá para ver certinho terras austríacas à esquerda, suíças ao centro e alemãs à direita: O Bodensee é um lugar perfeito para passar o verão. Há muitos campings com espaço para barracas e motor homes. Aliás, há muitos motor homes que já ficam fixos nesses campings. Pelo que entendi, algumas famílias mantém seus motor-homes nos campings por um pequeno aluguel (pequeno se comparado ao salário alemão) e aproveitam o lago durante o verão, quando os campings ficam lotados e quase não há espaço para nadar no lago. No inverno não sobra muita opção: só caminhar pelas margens do Bodensee, acampar (se você for corajoso como a gente hehe) e aproveitar a paisagem. Aproveitamos a proximidade e fomos até Bregenz na Áustria. Cidade muito fofa e bem pequenininha que faz divisa com a Alemanha. Lá fizemos compras no supermercado pois estávamos procurando algum lugar para acampar bem afastado da civilização. Há várias redes de supermercados bem baratas. Se você quiser economizar, evite as padarias e cafés. Os mercados têm produtos da mesma qualidade por um preço irresistível. A cena mais surreal foi comprar 2 latas de cerveja de 500ml com uma moeda de 1 euro e ainda receber troco. Obs. 1: A cerveja austríaca é péssima! A alemã é bem melhor! Obs. 2: Os chocolates suíços e alemães são mais baratos na Áustria. Compensa muuuuito comprar chocolate por lá. De Bregenz seguimos para Pfänder, cidade austríaca que descobrimos por acaso e que fica em cima de uma montanha. Resolvemos subir a montanha para encontrar um lugar seguro e afastado para dormir. Subimos a montanha de carro, em uma estrada simples e sem acostamento. Mas que era extremamente segura. É incrível como os alemães e austríacos respeitam o trânsito. Apesar de todas as condições da estrada (pista simples, curvas, declives, falta de acostamento) os alemães não fazem nenhuma besteira no trânsito. Além de dirigir muito bem, eles sempre pensam no outro, abrindo passagem, tomando cuidado para não bater e principalmente não atrapalhar quem está na estrada! Do alto da montanha em Pfänder encontramos uma das vistas mais lindas de Lindau, na Alemanha. No outono, a cidade estava praticamente abandonada. Há muitas casas de temporada, cujos donos só visitam no verão (quando é possível explorar a montanha, escalar, ver exibições de aves de rapina, nadar no Bodensee) ou no inverno (quando há tanta neve que é possível esquiar). O lugar era tão agradável que no dia seguinte fomos para Lindau (Próximo Post) e voltamos a Pfänder para dormir. No caminho encontramos ainda as vacas mais fotogênicas de toda a Europa. Muito bem cuidadas e simpáticas hehe Vale a pena visitar Pfänder por um dia, principalmente no verão ou inverno. A vista realmente é linda, mas não há supermercados na montanha e só encontramos um restaurante. Então vá preparado com alguns petiscos para passar o dia e bastante água, caso você se aventure pelas trilhas da montanha, como nós.
  24. Antes de ir diretamente para o Bodensee, fomos até Füssen, cidade onde fica o castelo Neuschwanstein, famoso por ter inspirado o castelo da Cinderela da Disney. Já da estrada pudemos ver o castelo se aproximando e já dava pra ter uma ideia de que o lugar era muito lindo. Füssen é pequenininha mas é bem preparada para receber turistas. Há muitos hotéis e restaurantes luxuosos que ficam ao lado de um lago lindo e entre os castelos Neuschwanstein e do Hochenschwangau. Pelo que notei tanto os hotéis quanto os restaurantes são bem caros devido à supervalorização típica dos pontos turísticos. Há inclusive vários estacionamentos para carros e motor-homes (lembrando que os estacionamentos na Alemanha são todos pagos e sem ser essas áreas reservadas é muito difícil encontrar lugar para estacionar. Para chegar até o castelo nós seguimos o fluxo de turistas que subiam um caminho asfaltado até o topo. Por algum motivo os ônibus (obviamente pagos) que fazem o trajeto cidade-castelo não estavam circulando, mas acredito que seja fácil subir até lá com o ônibus. Porque para subir a pé precisa de fôlego, viu! Andando você leva cerca de 30-45 minutos de pura ladeira íngreme para chegar no castelo. Mas chegando lá, a visão é lindíssima. Esse é o pátio do castelo: Através de uma trilha bem simples, você chega até a Marien Brücke (Ponte da Maria), de onde se tem a vista mais bonita do Neuschwanstein: Descendo novamente a ladeira e atravessando a cidade (facilmente a pé), há o castelo Hohenschwangau, que também é muito lindo e cuja trilha é bem mais curta e fácil. Em Füssen também há o Museu dos Reis da Baviera. Aqui e aqui você encontra algumas informações sobre os ingressos e horários de funcionamento. A cidade é uma graça e os castelos são maravilhosos! Vale muito a pena ir até Füssen. Um dia inteiro é suficiente para ver tudo e tirar fotos lindas! Horário de funcionamento O horário de visita nos castelos é diferente no verão e no inverno: De 23 de Março a 15 de Outubro - das 8h às 17h30 Depois de 16 de Outubro - das 9h às 15:30 Preço: 12 Euros (até 18 anos não paga) - Há uma certa periodicidade de grupos de visitantes que entram e saem do castelo e você deve esperar o horário do seu grupo, mas se você quiser passar uma tarde toda é só comprar o ingresso especial por 23 Euros.
  25. Eu acabo usando saquinho ziplock de vários tamanhos. Tudo dentro da minha mochila vai dentro de ziplock. Sem contar que forro a mochila com um saco plástico de 100 litros antes de colocar qualquer coisa dentro =)
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