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Rezzende

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Sobre Rezzende

  • Data de Nascimento Abril 26

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Belo Horizonte, Ouro Preto, São João del Rey, Tiradentes, Juiz de Fora, Uberlândia, Ibitipoca, Montes Claros, São Thomé das Letras, Rio de Janeiro, Niterói, Paraty, Trindade, Angra dos Reis, Aparecida, Campos do Jordão, São Paulo, Vitória, Salvador, Curitiba, Ilha do Mel, Florianópolis, João Pessoa, Pipa, Natal, Brasília, São Luís, Alcântara, Lençóis, Recife, Maceió, Porto de Galinhas, Cusco, Machu Picchu, Punta del Este, Piriapolis, Colonia, Montevideo, Ushuaia, El Calafate, El Chalten, Buenos Aires, Bogotá, Medellín, Cartagena, Viña del Mar, Santiago e várias outras cidadezinhas dessas minhas Minas Gerais!
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    ???
  • Meus Relatos de viagem
    Vitória: http://www.mochileiros.com/vitoria-e-a-viagem-de-trem-t61866.html
    Salvador: http://www.mochileiros.com/salve-salvador-t62947.html
    Curitiba e Floripa: http://www.mochileiros.com/curitiba-florianopolis-t68291.html
    Angra e Paraty: http://www.mochileiros.com/angra-paraty-e-trindade-t75001.html
    S. Thomé das Letras: http://www.mochileiros.com/ano-novo-em-sao-thome-das-letras-t77650.html
    João Pessoa, Pipa e Natal: http://www.mochileiros.com/joao-pessoa-pipa-natal-t81191.html
    Brasília: http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-brasilia-t87294.html
    Maranhão: http://www.mochileiros.com/maranhao-em-5-dias-t95011.html
    Diamantina: http://www.mochileiros.com/relato-fotografico-24-horas-em-diamantina-t97308.html
    Ilha do Mel: http://www.mochileiros.com/curitiba-ilha-do-mel-t103448.html
    Uruguai: http://www.mochileiros.com/uruguay-7-dias-punta-piriapolis-colonia-e-montevideo-t127070.html
    Patagônia: http://www.mochileiros.com/imensa-patagonia-ushuaia-el-calafate-el-chalten-e-bsas-em-15-dias-fev-17-t140915.html
    Colômbia: https://www.mochileiros.com/topic/67409-bogot%C3%A1-medell%C3%ADn-tayrona-e-cartagenanov17/
    Santiago: https://www.mochileiros.com/topic/73766-santiago-em-marcha-lenta8-dias-no-chile/
    Bolívia, Atacama, Peru: https://www.mochileiros.com/topic/80022-bol%C3%ADvia-atacama-perupaisagens-sunsets-pessoas-momentos/
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  1. Rezzende

    Câmbio em Santa Cruz ou Sucre?

    Se vc passar pelo centro de Santa Cruz lá é o melhor cambio. Se não, em Sucre. As cotações que encontrei em 10/10/2018 foram 1.50 no aeroporto de Santa Cruz, 1.77 no centro de Santa Cruz e 1.60 no centro de Sucre. Só lembrando que o aeroporto de Sucre não tem casa de cambio
  2. Junho de 2015 Já que #tbt tá na moda...queria voltar um pouco no tempo e completar esse relato com a minha viagem pra Cusco. Como disse no começo do relato eu fui com mais uns amigos somente pra Cusco e não foi do modo mochileiro por isso na época nem escrevi relato. Vou colocar aqui um resumo do que foram aqueles dias naquela cidade que só de lembrar já me arrepia a pele CUSCO É VIDA!!! Fizemos o city tour em Qoricancha, Sacsayhuaman, Tambomachay… No outro dia fomos pra Maras e Moray que eu recomendo demais, gostei muito de ambos Fomos ao Valle Sagrado, Pisac, Urubamba e Ollantaytambo e de lá de trem pras Aguas Calientes Subimos Machu Picchu no outro dia de manhã, ficamos lá todo o dia e fomos até a Porta do Sol. Quero muito voltar pra fazer uma trilha longa como a Inca ou a Salkantay, subir Wayna Picchu e conhecer as montanhas coloridas que ainda não eram exploradas na época. Cusco tem uma energia indescritível, acho que é a cidade que mais curti até hoje... E acabou Mas logo logo tem outro relato em outra parte desse mundão, afinal um mochileiro que se preze já sai de uma viagem pensando na próxima Dúvidas, elogios, reclamações, sugestões e xingamentos são bem vindos nos comentários Hasta la próxima, chicos!!!
  3. Quinta, 25 de outubro de 2018 O dia seria cheio pois queria conhecer o máximo de Lima nesse dia. Depois do bom café da manhã do hostel fui pegar o BRT de Lima que passa a 3 quadras do hostel. O cartãozinho do BRT custa 4,50 soles (mais um pra minha coleção) e as passagens você recarrega nele, cada passagem custa 2,50 soles. Como peguei ele por volta de 09:30, já fora do horário de pico, foi bem tranquilo. Desci no centro, na estação Jirón de La Union, que fica a 3 quadras da Plaza de Armas. A praça de Lima é bem bonita, florida, policiada e cheia de turistas. Entrei na catedral e tirei várias fotos por ali. Andei meio sem rumos pelas ruas próximas e fui na Igreja e Convento de São Francisco onde você pode visitar as catacumbas. A entrada é 15 soles, a visita é guiada e primeiro passa pelo convento, explica a história dos franciscanos em Lima, a guia dominava muito bem o assunto e por fim vamos as catacumbas onde tem várias ossadas das pessoas que antigamente eram enterradas debaixo da igreja, geralmente pessoas ricas que contribuam com a igreja. Você vê vários crânios e ossos. Pode parecer um pouco mórbido mas é bem interessante. Depois olhei as lojinhas de artesanato mas as feiras de Miraflores pareciam melhores. Voltei pra pegar o BRT 12:30 mas como já era horário de almoço ele já tava bem mais cheio. Almocei um ceviche muito bom em Miraflores e fui a pé mesmo, uns 10 minutos, até o shopping Larcomar onde me disseram que poderia alugar uma bike. Adoro alugar bikes nessas cidades planas já que aqui onde moro não rola pedalar nessas ladeiras. Tava afim de uma bike desde San Pedro Não podia ir embora sem uma pedalada. O aluguel de bike não era dos mais baratos, 20 soles pra uma hora, mas eu tava muito afim. E com uma hora deu pra rodar toda a ciclovia tranquilamente. Depois fiquei no Larcomar, tinha um café Juan Valdez (aquele mesmo da Colômbia) e fiquei um tempinho ali. Depois fui curtir o fim de tarde. Os gaúchos de Huacachina apareceram por lá também e foi muito bom revê-los. Eles já estavam se despedindo de Lima e iam voltar pro Brasil naquela noite. Eu ainda tinha mais tempo e fiquei até o último raio de sol. Numa cidade quase eternamente nublada como Lima, poder contemplar o por do sol é uma dádiva enorme. Era o último sunset da viagem. Muita coisa passou pela cabeça. Os lugares que passei, as pessoas que conheci, os momentos que vivi...junte a tudo isso aquela melancolia básica do fim de uma trip. Ao fundo ouvia um trecho de uma música que eu adoro e que combinou demais com o momento: “I can see the sunset in your eyes...(Baby I love your way)” Já tava balançado e ainda me vem um golpe desses!! Desabei por um tempo... o sol se foi... Nessas horas que uma viagem realmente te faz conhecer muito mais sobre si mesmo do que sobre os lugares que você está visitando... Depois de uma sessão pesada de psicologia interna, dei uma passada no hostel e fui ver o circuito das águas. Imaginei que aquela hora o BRT estaria insuportavelmente cheio e fui lá pra confirmar. Uma manada absurda de gente entrando. Desisti e resolvi que uma boa caminhada era a melhor opção. São pouco mais de 5 km até lá o que eu faria em uma hora. Fui embora pela avenida que é reta toda vida e cheia de transito e pessoas então achei de boa caminhar por ali. Cheguei na entrada do parque às 20h. O ingresso custa 4 soles. O parque é muito show, as primeiras fontes já são lindas mas perto do que está pela frente ficam bem inferiores. Os tuneis formados pelos jatos de água, o jogo de iluminação e a música de fundo que combina com a dança das águas são demais, tudo muito top e muito bem feito. Fiquei ali uns 40 minutos e fui pegar o BRT que é logo ali do lado. Nesse horário ainda tinha bastante gente mas já tava trafegável Passei o resto da noite no bar do hostel, tinha karaokê cantei um reggaeton e a galera tava mais interativa esse dia. Ultima noite de uma viagem já inesquecível. Sexta, 26 de outubro de 2018 O último dia era pra comprar as lembrancinhas pros amigos e familiares e ali perto do hostel tem feiras artesanais muito boas, o Mercado Índio, o Mercado Inka e vários outros centrinhos comerciais. Voltei pro hostel, fiz check out e fui pra Huaca Pucllana a pé mesmo pois fica a 7 quadras do hostel. A entrada custa 12 soles só que tinha uns 4 gringos na minha frente, tava começando um tour em espanhol e o sistema da bilheteria tava meio garrado. Um cara veio perguntar se todo mundo ia fazer o tour em inglês. Os outros disseram sim mas eu disse que não, que ia no espanhol. Então ele falou pra eu entrar e depois pagava o ingresso na saída. Ok, né. Achei o lugar interessante, é um sítio arqueológico construído há 1500 anos pela civilização lima, depois usado por uma outra civilização e depois pelos incas também. Interessante aquilo tudo incrustado bem no meio da cidade, com aquela tecnologia pra suportar terremotos, os pátios pra rituais e tudo mais. Na saída todo mundo saiu normal, o cara que mandou eu entrar nem tava lá, então fui embora com o tour de graça Voltei pra praça de Miraflores, almocei um menu del dia num restaurante chamado Holandes e tomei um sorvete na praça. Voltei pro hostel, pedi uma cusqueña no bar e já era o fim da linha. Meu voo era 19h então pouco depois das 15h já tratei de chamar um Uber. O táxi sairia uns 60 soles ou mais. Um Uber dava 38 soles. O cara do Uber, Mario, era muito legal e conversamos o tempo todo, quase uma hora até o aeroporto.
  4. @Sorrent vc foi uma grande inspiração pra minha trip, valeu demais pelo relato foda!! Agora to planejando ir pro Mexico e claro que já to lendo (de novo) seu relato de lá
  5. Segunda, 22 de outubro de 2018 Esse era o dia das férias das férias Um dia que eu tinha reservado pra ficar de bobeira. Sempre é bom deixar um dia de folga no roteiro pro caso de alguma não sair conforme o previsto no decorrer da viagem mas como no meu caso tudo tava saindo conforme o programado, pude curtir esse dia pra relaxar. E Arequipa era o lugar ideal pra um dia de descanso. EU AMEI AREQUIPA Passei a manhã na piscina do hostel. Fiz check out e fui almoçar. Depois comprei um sorvete e fui tomar na praça. Fui andar pela rua, fui até um parque que no dia anterior quando tava chegando do passeio do Canyon tava muito lotado de gente e animado, só que era segunda e tava deserto Voltei pro centro pra olhar umas lembrancinhas de Arequipa, tem uns alfajores deliciosos lá em uma rede de lojinhas que chama Antojitos de Arequipa, uma delícia Passando de fora de uma cafeteria, uma agradável surpresa: encontrei o Xochi e a Marcela. Eles estavam terminando a viagem e no dia seguinte já voltariam pra Cali. Conversamos sobre como foram os últimos dias desde Uyuni e seguimos nossos caminhos, mas amigos para sempre depois do Salar Passei no KFC pra fazer um lanche (note que nesse dia eu tava um pouco esbanjado ) e depois um café no Starbucks. Mais uns minutos na praça pra me despedir daquela que era a cidade mais bonita do meu roteiro. A cidade que escolhi pra tirar um dia de férias das férias e que não poderia ter escolhido lugar melhor. Voltei pro hostel e fiquei esperando a hora do busão no bar do hostel. Saí as 20:30 e logo peguei um táxi. Aliás, Arequipa tem trocentos táxis, um atrás do outro, acho que nunca vi uma cidade com tanto táxi. A corrida pro terminal de buses foi 9 soles. São dois terminais, um de frente pro outro. Meu onibus saíria do Terrapuerto. E é quase um aeroporto mesmo. Você despacha a mochila no guichê da Cruz del Sur, eles olham o que tem dentro da sua mochila de ataque e você fica numa sala de espera bem confortável. Chiqueza define O busão pra Ica saiu às 21:30 com rodomoça e serviço de bordo. Luxo. Mantinha, travesseiro, fones de ouvido, TV individual, telas no bagageiro pras mochilas não caírem...realmente a Cruz del Sur é outro nível. Terça, 23 de outubro de 2018 9 da manhã desembarquei em Ica. Procurei informação se precisava comprar passagem pra Lima no dia seguinte com antecedencia mas me disseram que não precisava porque tinha muitos onibus. Conheci uma holandesa no busão e ela também ia pra Huacachina. Rachamos um táxi de 10 soles (5 pra cada) e fomos pra Huacachina que é pertinho e rapidinho. Ela ia ficar num hostel perto do meu então era caminho. Eu tinha pensado em ficar no Casa de Arena antes da viagem mas no passeio do Salar o Sebastien e o Martin tinham ficado no Banana’s e falaram muito bem dele. Um brasileiro que conheci no passeio das Lagunas Escondidas no Atacama também ficou nele e falou bem. Resolvi ver qual era a de lá. Já sabia que o Fábio tinha mudado o roteiro e tava na área, tinha ido pra Paracas mas a noite estaria no Banana’s. Então no dia anterior fiz a reserva e fui pra lá. O preço do hostel pode assustar pois são 92,50 soles mas eles já incluem o buggy no valor então é só fazer o checkin e já agendar o buggy pra tarde. Assim feito, fui procurar almoço e achei um menu del dia a 15 soles. As coisas em Huacachina são um pouco mais caras pois é um lugar extremamente turístico. Voltei pro hostel e fiquei por ali matando o tempo. Conheci 4 gaúchos e um sergipano que iam fazer o passeio do hostel e passamos o resto da tarde juntos. O buggy tem uma taxa do governo de 4 soles que a gente paga direto pra recepcionista do hostel. Estranho né, mas enfim… O passeio começa 15h e dura pouco mais de uma hora. É bem radical, me lembrou o passeio de buggy em Natal. O de Natal é mais demorado e o buggy menor mas o legal de Huacachina é a experiência de sandboard. Primeiros são 3 dunas pequenas. Óbvio que quando vê elas pela primeira vez você não acha elas pequenas mas perto do que está por vir… depois vamos pra outras 3 dunas, bem maiores. As 3 primeiras desci sentado, as 3 últimas deitado descendo de frente. A ultima duna é monstruosa. Dá aquele frio na barriga tipo não vou descer essa porra mas não dá pra pensar muito, só se joga e curte o momento Não tenho fotos do sandboard porque deixamos os celulares e câmeras no buggy pra eles não caírem e se perderem nas descidas e às vezes a gente precisa desligar um pouco desse lance de tirar fotos e curtir mais o momento e gravar os momentos só na nossa memória... Terminado o passeio voltamos pro hostel pra tirar os tênis e colocar uns chinelos e subir as dunas pra ver o por do sol. Lindo, mais um sunset incrível Voltando pro hostel, encontrei o Fábio novamente. Pelo que ele tinha programado ele já deveria estar em Lima mas ele foi fazer o passeio de Paracas e ficou um dia mais em Huacachina. Ele tinha um busão pra Lima às 2 da manhã então aproveitamos pra curtir a noite. Fomos jantar, compramos umas cusqueñas e como o bar do Banana’s era meio parado fomos pro Wild Rover. Eu nem sabia que tinha Wild Rover em Huacachina, descobri lá. Em cima tinha escrito Casa de Arena Lodge então fiquei meio confuso sem saber se era o mesmo famoso Casa de Arena que agora é Wild Rover. Huacachina é bem parada à noite e parece que o Wild Rover era o point tava todo mundo indo pra lá. O bar tava o fervo, nem sabia quem tava mais borracho, se eram os turistas ou os balconistas do bar que já tavam loucassos vendendo drinks como happy hour sendo que seria até 22h e já era quase 23h, liberando free shots um atrás do outro, negócio tava embalado lá. Logo apareceram duas belgas e colaram na gente É amigo, isso é Wild Rover Lá pela 1 da manhã o bar foi miando e o Fábio tinha que ir embora também. Voltamos pro Banana’s, e agora sim eu me despedia de vez desse grande parceiro de viagem. Em poucas horas ele tinha um voo pra Cusco. Quarta, 24 de outubro de 2018 Descansei um pouco mais, levantei 9 horas, desci pro café que é bem regado. Não ia fazer mais nada em Huacachina. Também não queria fazer Paracas pois já fiz um passeio parecido em Ushuaia pra ver pássaros e lobos marinhos. Sei que ali era diferente mas o estilo de passeio não me atraiu. A única coisa mais interessante seria ver o candelabro de Paracas mas só por ele não me animei. Fiquei conversando um pouco com os brasileiros, os gaúchos iam pra Lima meio-dia, o sergipano ia mais tarde e eu também ia pra Lima conforme meu roteiro. Os gaúchos até chamaram um táxi pra 5 pessoas mas obviamente veio um táxi normal e não me caberia, então fui ali perto do hostel onde tinha um outro táxi e fui embora. Queria pegar um tuc-tuc mas não tinha nenhum por ali e eu queria ir logo pro terminal pra ver se ainda conseguia vaga no busão do meio-dia. Fui embora de Ica na vontade de andar de tuc-tuc Cheguei no terminal da Cruz del Sur (sim, cada empresa tem seu terminal, não é uma rodoviária única) às 11:40. Procurei passagem pra meio-dia mas não tinha mais. Mas tinha pra outro onibus 12:10. Esse onibus era um pouco mais caro pois era uma linha que vinha de Nazca e passava também em Paracas ao contrário do outro que era direto. Não era muita diferença, era 60 soles contra 52 do outro, mas outro direto de 52 soles seria só 15h então peguei esse mesmo. Mais um onibus top, poltronas largas, esse tinha 2 fileiras de um lado e uma poltrona sozinha do outro. Rodomoço e serviço de bordo com almoço. Essa Cruz del Sur...podia abrir uma filial no Brasil Deveriam ser 4h30min até Lima mas com a passagem em Paracas e chegando em Lima no horário de rush do fim de tarde, desembarquei quase 18h. Depois de tanto tempo viajando e já louco pra chegar no hostel, peguei o primeiro táxi que tava ali. O cara me cobrou 18 soles mas eu tava sem saco pra pesquisar e topei. Até Miraflores não era longe mas o transito tava tenso. Cheguei no Pariwana quase 19h. Pariwana é um hostel bem confortável. A diária é uns 40 e poucos soles mas não sei ao certo pois paguei no checkout com cartão de crédito e junto com as despesas do bar. Saí pra procurar comida, tinha um Bembo’s (fast food peruano) ali perto e comi por lá mesmo. Depois fiquei de boa no bar do hostel mas a turma lá tava muito fechada em grupinhos. Mesmo assim fiquei ali um bom tempo tomando umas cusqueñas
  6. Sábado, 20 de outubro de 2018 Virado na balada, cheguei no quarto, peguei minha mochila de ataque, tomei um Engov pra garantir, deixei o mochilão no quarto de bagagem e fiquei esperando na recepção. O Fermin chegou também só que ele ia com outra agencia porque ele fechou o tour no hostel mesmo. Tinha uma outra menina do meu quarto que ia fazer o de 3 dias. O percurso é o mesmo, a diferença é que vai mais devagar. E uma agência buscou a menina, outra agência buscou o Fermin e outro cara e eu fui ficando. Deu 3:30 e nada. O cara da recepção pediu meu recibo da agência pra ele ligar e ver o que aconteceu. O telefone não atendia. Ele disse que só restava esperar. Já tava até me acostumando com a ideia de estrelar o Esqueceram de Mim 2 Mas 3:40 chegaram me procurando. A turma no busão toda desmaiada. Dormi um cadinho pelo caminho. Chegamos para o café da manhã em Chivay às 8h. Achei um café até bem farto e tirei a barriga da miséria Seguimos para a Cruz del Condor. No meio do caminho a galera ficou em polvorosa pois viram um condor pela janela do busão. Eu tava mais interessado era na paisagem mesmo. Chegamos na Cruz del Condor às 9 horas e ficamos lá 20 minutos. Seguimos pra Cabanaconde, onde começa o trekking. Antes paramos na portaria do parque pra pagar a entrada. Todo mundo pagou 70 soles menos eu que paguei 40 por ser latino. É, só tinha eu de latino ali Meu grupo era de canadenses, americanos, suiços, franceses, alemães e um israelense, num total de 12 pessoas. O guia era o Juanito, outra figuraça 10h começamos a descer. O inicio do trekking é de boa, mas depois a descida exige um pouco dos joelhos pois jogamos todo o peso do corpo neles. Encontrei o Fermin no meio da descida e fomos conversando um pouco. Nos encontramos varias vezes mas não seguimos o tempo todo juntos pois estavamos com guias diferentes, então lugar pra refeições e pousadas eram outras também. Meu grupo não era dos mais interativos mas tinha um casalzinho americano gente boa, o casal de suíços também era simpático e uma alemã era bem legal. A descida levou 2h20min. Paramos um pouco na ponte pra descansar. A ponte dos bêbados porque ela balançava demais e a gente passava nela como se estivesse tonto assim como as outras pontes também Aí foi uma meia hora até o almoço num lugar chamado Pousada Gloria. Cardápio arroz, abacate, salada, batata frita e opção de bife de alpaca, lomo saltado ou omelete. Saímos 14h pro segundo trecho do trekking, agora entre subidas e descidas até o oásis onde íamos dormir. No meio do caminho tem uma tendinha vendendo frutas e água a preços horrorosos mas explicáveis pelo isolamento do local. Tinha levado 2 garrafinhas de 500ml que já tava acabando. Na verdade é inviavel caminhar levando muita água pois pesa, então comprei ali uma garrafa de 2,5 litros por 7 soles. Teria água suficiente até o outro dia. Chegamos no oásis por volta de 16:30 e tem várias pousadas lá. Todas tem piscina e a galera já chegou se jogando As duchas são de água fria então não deixe o banho pra depois que anoitecer, além de que não tem luz elétrica nos banheiros nem nos quartos, só na parte do restaurante. Mas a lanterna do celular resolve. Se você tem um carregador portátil aqueles Power Bank, leve, vai ser útil. Eu usei na segunda noite do Uyuni também. Fiquei num quarto com 3 camas junto com o israelense e o alemão, que era o mais velho do grupo, cabelos brancos, cara de mais de 60 anos. Quero ser ele no futuro Fomos pro restaurante e sentamos numa mesa com o casal suíço, o casalzinho americano e a alemã. Apesar do meu inglês very basic, tipo inglês das cavernas, interagimos bem. A pousada oferecia wifi a 5 soles. Ninguém quis. Melhor desintoxicar da net e curtir o lugar, o momento e as pessoas. O bar lá tinha preços iguais do Wild Rover. A garrafa de cerveja Arequipeña era 10 soles (no Wild Rover não tinha Arequipeña então aproveitei lá, é uma cerveja boa também, embora eu seja muito fã da Cusqueña) e o mojito era mais barato que do WR, tava 2 por 15 soles. Ficamos bebendo e conversando até sair o jantar as 19h. Depois de comer todo mundo foi dormir. Eu também, afinal tava um trapo depois de 2 noites de balada, praticamente sem dormir e ainda ter descido um canyon umas 20:30 fui pra cama e capotei. Domingo, 21 de outubro de 2018 Acordei 4 da manhã com o despertador do israelense. Há dias não dormia tanto Não tinha entendido bem a parte do café da manhã, achava que teria. Tem, mas não é lá embaixo no oásis. É lá em cima Eu tinha uns míseros biscoitos na mochila então posso dizer que praticamente subi o canyon em jejum. Caros amigos, não sejam tontos como eu Como dizem os chilenos: no seas weon e abastece tua mochila pra ter o que comer antes de subir Começamos a temida subida às 4:40, ainda um pouco escuro mas já começando a clarear o dia. Umas pessoas tinham lanternas mas dava pra enxergar sem. Cada um vai subindo no seu tempo. Pare pra descansar quando precisar. Quem não der conta pode pagar as mulas mas eu acho perigoso. Via aqueles bichos tirando fininho no penhasco e me dava um frio na espinha por aquele povo Do meu grupo as canadenses alienígenas sumiram ladeira acima. O casal suíço ia um pouco à minha frente. Eu subia junto com o casalzinho americano e ligeiramente à frente do alemão sessentão do qual eu tinha como questão de honra chegar na frente Bem mais atrás vinham a alemã e o israelense, que são da minha idade. O casal francês sempre por ultimo a perder de vista, inclusive a mulher foi a única do grupo que alugou a mula. Os guias na subida não acompanham exatamente seu grupo, uns vão na frente levando os mais rápidos, outros vão atrás cuidando dos retardatários. E assim fomos, passo a passo, subida a subida, sempre olhando pros outros mais embaixo e incentivando a galera. Fácil? Não! Não é fácil. Eu sou acostumado com caminhadas longas, 15 a 20km, mas essa subida é punk sim. Não é impossível, longe disso, mas requer um mínimo de preparo físico e mental. Quase no final a gente já via a cruz lá no alto e nos animávamos com a meta final. Às 7:15 cheguei. Cumprimentado pelos outros que já tinham chegado e depois cumprimentando quem chegava. Vi umas meninas de outros grupos caindo em prantos por chegarem. É uma superação. É muito legal. Me arrependeria demais se não tivesse feito esse trekking. Alerto que é difícil mas acho que quem puder tem que fazer. Dormimos lá em baixo, subimos isso tudo Depois que o grupo todo chegou e o Juanito também fomos pro café em Cabanaconde, mais uns 15min a pé mas aí já é no plano. Mais um café farto pro meu gosto com pão, geléia, frutas e tal. Depois de reabastecidos e renovados, esperamos o busão pra seguir caminho. Paramos num mirante onde dá pra ver o pico onde fica a nascente do Rio Amazonas. Depois fomos pra cidade de Maca, onde tem uma feirinha de artesanato e um falcão adestrado pra tirar foto. Às 11:30 chegamos nas termas em Yanque. A entrada é 15 soles, é opcional mas depois do trekking todo mundo quis. E é muito bom pra relaxar depois do trekking. Ficamos uma hora lá e seguimos pra Chivay onde seria o almoço. Esse almoço já não era incluso no passeio e era 30 soles. Eu tinha comido muito no café da manhã então resolvi não almoçar. Saímos 13:40 de Chivay, paramos num mirante a 4910m de altitude mas o tempo tava nublado e não demoramos muito. O vento frio também espantou o povo. Paramos num campo pra ver lhamas e alpacas mas o povo nem desceu. Voltamos pra Arequipa onde chegamos depois das 17h Fui pro hostel tomar um banho e depois procurar um jantar na plaza. Fiquei ali mais um tempo curtindo a plaza iluminada. A praça de Arequipa tem uma energia muito boa, comparável com a Plaza de Armas de Cusco apesar de eu achar que a plaza de Cusco é mais vibrante mas a de Arequipa não fica muito atrás. Linda demais. Voltei pro hostel, encontrei o Fermin que estava indo embora pra Cusco e fui novamente curtir o bar. Já não estava tão bombástico como na quinta e na sexta mas era bom curtir ele mais sossegado também.
  7. Quinta, 18 de outubro de 2018 Metade da viagem. Uyuni e Atacama concluídos com sucesso. Agora rumo ao Peru. Já recapitulando tudo que tinha vivido e imaginando quem ainda iria conhecer e o que viria pela frente. Graças a ajuda de 2 dramin eu durmi razoavelmente no busão. Cheguei em Arica 9 da manhã. Descendo no terminal fui pro outro terminal do lado, o internacional. Já tinha decidido que iria de táxi. A taxa do terminal é 350 pesos e o táxi 4 mil pesos. O onibus acho que é 2 ou 3 mil pesos mas o táxi compensa pela agilidade já que são só 4 pessoas e não 50 de um busão pra passar na imigração. Já tinham 2 senhorinhas chilenas no táxi e logo apareceu mais um rapaz com cara de peruano pra completar o táxi. O taxista pede teu passaporte pra já ir agilizando alguma coisa. É estranho mas é assim mesmo. 1 hora de Arica a Tacna incluindo o tempo na fronteira que foi rápida. O taxista já coloca nós 4 no mesmo guichê da imigração. As duas senhorinhas desceram em uma avenida qualquer de Tacna. Eu e o outro cara fomos até o terminal. Lá no terminal tem um monte de bancas onde umas pessoas ficam oferecendo câmbio mas só vi aceitarem dólar e pesos chilenos. Ainda tinha 10 mil pesos chilenos que me renderam 48 soles. Achei que seria o suficiente até Arequipa. Agora estava 2 horas atrás no fuso horário, era pouco mais de 8h da manhã. Procurei o guichê da Oltursa mas só tinha busão pra Arequipa de tarde. Vi uma agencia vendendo Arequipa e tinha horário pras 9:30. Me cobraram 30 soles. Só tinha uma lanchonete pra café da manhã no terminal, no segundo piso. Uma xícara grande de café e um pão com queijo super salgado por 8 soles. O cara da agência me levou junto com 2 mulheres pro outro terminal do outro lado da rua, o terminal nacional. Tinha até esquecido que essas cidades sempre tem 2 terminais e se tivesse lembrado teria ido já pra lá pra ver passagem porque no guichê das agências costuma ser mais barato que essas agências intermediárias. Paguei a taxa do terminal de 2 soles. O cara da agencia me entregou a passagem e nela o preço era 20 soles, a empresa era Expresso Moquegua. Se eu tivesse ido direto no guichê dela talvez seria mais barato mas eu nem lembrei que tinha outro terminal. De toda forma, 30 soles (R$ 37) pra uma viagem de mais de 6 horas é barato. Da minha cidade pra BH que são só 100km é R$ 31 !!! Nesse terminal eu vi uma casa de cambio que aceitava reais mas nem fui lá ver cotação, só pra informação mesmo caso alguém caia de paraquedas em Tacna só com reais Com 8 soles no bolso esperava conseguir pagar o táxi em Arequipa. Embarquei no busão e parti rumo a Arequipa. Viagem de dia, busão andando devagar, toda hora entrando vendedoras no busão gritando agudamente PAPAAAAAAA, PAPA RELLENAAAAA, PAPA REGOSADAAAAA, PAPAAAAAAAAAAA, CHICHARROOONNN CHICHARROOOONNNNNNNNN Cheguei em Arequipa já passava das 16h. A tabela de táxi do terminal dizia 8 soles até a praça de Armas. Era o que eu tinha. O taxista me pediu 10. Falei que só tinha 8. OK, vamos. Desci uma quadra antes da praça porque ela é fechada pra carros e fui a pé pro hostel que fica só a 2 quadras dali. Tava chegando ao tão esperado Wild Rover de novo não lembro o preço da diária porque reservei no booking mas paguei em torno de 30 soles a diária. Já instalado e sem um puto no bolso, fui atrás de câmbio. O câmbio de reais variava de 0,77 a 0,81. No Peru especificamente o cartão de crédito tava compensando pois já com IOF tava dando 0,815. Então o que dava pra passar no crédito eu passava mas é sempre bom pagar em dinheiro pra barganhar desconto. Fui jantar num restaurante na lateral da praça chamado Saryris que tinha uns combos de refeição por 13 soles à noite e 10 soles pra almoço. O segundo piso desse restaurante fica naqueles balcões com vista pra praça. Essa praça de Arequipa é sem base de tão linda, a cidade mais linda que vi nessa trip sem dúvida. Fui pro hostel pra já tomar umas cusqueñas. Essa viagem tava muito light Já fiz amizade com um espanhol, Fermin, e curtimos o bar, joguei muuuito beer pong, toda hora a galera do bar liberava freeeee shoootss e fiquei até o bar fechar mais de 1 da manhã. Galera disse que tinha uma outra baladinha lá perto e fomos pra lá emendar a night. Sexta, 19 de outubro de 2018 Dormir eu durmo em casa, em reais Só umas 3 horas de sono e já tava pronto pra mais um dia. Wild Rover só oferece café e leite de graça, as comidas do café da manhã são pagas a parte (pelo menos nos dias que eu tava lá). Peguei uns biscoitos que ainda sobravam na mochila pra enganar. Pertinho do hostel tinha uma lanchonete com umas empanadas boas e baratas também. Fui pesquisar preços pro trekking do Canyon. A primeira agência que passei cobrou 125 soles. Não. A segunda ofereceu 100 soles. Achei justo, fechei. Agência Kusi Travel na Plaza de Armas à direita da catedral, onde tem várias agências mas o preço não varia muito. Fui na catedral, tem uma visita guiada por 10 soles mais uma propina pra guia. A catedral que é linda por fora é linda por dentro também, tem um órgão bacana, um museu com muitas peças de ouro, prata, esmeraldas e de valor incalculável. Pra terminar subimos nas torres e passamos pelos sinos. Fui olhar passagem pra Ica. Na praça várias agencias vendem passagem da Cruz del Sur. Tem outras empresas também mas todo mundo fala tanto dessa Cruz del Sur que eu queria ver se era isso mesmo. Tinha uma passagem promocional por 60 soles nas ultimas poltronas perto do banheiro mas por outras experiências antigas preferi as normais de 95 soles. Ainda bem pois uma hora que fui no banheiro do busão vi que tinha um aparelho junto da rodomoça lá que ficava apitando o tempo todo, ia ser uma tortura Fui almoçar no Saryris por 10 soles o menu del dia. Tem outros mais baratos na mesma rua, até por 8 soles, mas gostei de almoçar com o visual da praça Fui no Museu Andino onde tem a Juanita. A entrada é 20 soles mais a propina do guia. Eu queria muito ver a bendita múmia Aproveitar que ela tava lá pois as vezes ela é levada pra pesquisa ou conservação em outro lugar. É tudo bem explicado pra gente entender toda história que levou ao sacrifício da Juanita. E a múmia não é tão assustadora quanto você possa pensar Já o monastério de Santa Catalina é 40 soles pra entrar, aí eu já não animei. Fui pro hostel descansar um pouquinho os pés porque já tava formando uma bolha no mindinho do pé esquerdo e eu teria um trekking duro no dia seguinte. Na verdade não queria dormir, queria curtir, então já deixei tudo no esquema, mochila de ataque pronta e listo pra farra O Fábio chegou do Atacama e ficou no mesmo quarto que eu tava. Ele não conseguiu nada com a colombiana mas eu disse pra ele que teríamos mais sorte em Arequipa Fui com ele jantar no Saryris e voltamos pra curtir o bar. O Fermin também ia pro trekking mas ele queria dormir. Eu queria virar a noite na farra porque as agências buscam a gente 3 da manhã então melhor esperar no buteco (mas de leve né) Era sexta-feira e o bar do hostel tava o fervo. Happy hour de pisco, freeeee shoootsss, gringas dançando no balcão, umas arequipeñas lá dando mole, ééé Wild Rover é o paraíso dos solteiros bem tinha dito pro Fábio que lá que a gente ia se dar bem. Saímos com as arequipeñas e emendamos pra outra balada Voltei pro Wild Rover às 2:30 e o Fábio nem sei que fim levou. Depois mandei um áudio no zap despedindo dele pois achava que não o veria mais já que ele iria pra Nazca e quando eu chegasse em Huacachina ele já teria ido embora...achava…
  8. Muito bom cara, relembrei minha trip lendo teu relato. Fizemos o mesmo roteiro. Que pena q vc nao pegou um tempo favoravel em Chalten...Eu fiquei 5 dias lá e o tempo ficou ruim nos 2 ultimos mas eu tive sorte de aproveitar bastante os 3 primeiros. Chalten é realmente a cereja do bolo
  9. Terça, 16 de outubro de 2018 Às 7h já prontos na recepção do hostel pra esperar o passeio das lagunas altiplânicas. Conhecemos o Bruno, outro brasileiro que estava ali esperando também, só que ele tinha reservado o passeio pelo hostel mesmo e logo chegaram pra buscar ele. E nós ficamos. Ficamos. Era pra nos pegar entre 7h e 7:30. E nada. 8h e nada É, esqueceram de nós...desistimos e fomos pegar um café. Depois vamos na agência, resolvemos isso, vamos pensar em outra coisa pra hoje. Deu 8:30, coloquei o primeiro gole de café na boca, tocam a campainha. Vieram nos buscar. Mas não era uma van. Era uma camionete O rapaz, Luís, disse que não sabia bem o que aconteceu mas o guia tinha nos esquecido e ele ia nos levar até onde o grupo ia tomar o café da manhã na Laguna Chaxa. OK, vamos Pelo menos tivemos um guia exclusivo até lá. Chegando lá o guia Francisco só faltou ajoelhar pra nos pedir desculpas tá bom, acontece tomamos café e demos uma voltinha na Lagoa e pra ver o Salar do Atacama, beeeeem inferior ao de Uyuni. Mas a lagoa é bonita. Ali tem uma entrada de 2500 pesos. Agora, já na van e em grupo, fomos até o povoado de Socaire onde ele encomendou o almoço e visitamos a praça e a igreja. Fomos então pro mirador de Piedras Rojas. Desde que um mané do canal Off fez windsurf por lá eles fecharam o acesso a Piedras Rojas e agora só podemos ir nesse mirador. Depois fomos pras lagunas. Miscanti e Miñiques. A entrada é 3000 pesos e caraaa, que lagoa fenomenal é essa Miscanti. A Miñiques é normalzinha mas a Miscanti, com aquela choupana ainda compondo o cenário, caraaa é surreal. A LAGOA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI NA VIDA!! Com aquelas montanhas atrás véééio que issoooo. Fiquei impressionado. Só essa lagoa já valeria a ida ao Atacama!!! Depois de um tempo lá fomos pra Socaire almoçar com direito a vinho e finalizamos em Toconao vendo a praça e a igreja. Chegamos em San Pedro 18h. Passei numa agência pra fechar o passeio das Lagunas Escondidas pro dia seguinte à tarde. Não são todas as agências que fazem o tour pras Escondidas, mas não é difícil achar. Fechei na Stars Travel por 16 mil pesos. Procuramos uma botilleria pra comprar umas garrafas de vinho e fomos pro hostel cozinhar e beber Quarta, 17 de outubro de 2018 Tinha combinado com o Bruno de fazer alguma coisa de bike pela cidade de manhã. Fábio não tava afim e queria ficar de bobeira mesmo. Esperei o Bruno aparecer mas ele tinha feito o tour astronômico na noite anterior, emendou o passeio num bar e tava meio que fora de órbita Ele foi aparecer só 11 da manhã então não fomos. Ele ia fazer a Laguna Cejar de tarde e eu e o Fábio íamos pras Escondidas. O preço do passeio é quase o mesmo, flutuar na lagoa cheia de sal é a mesma coisa, a diferença é a entrada que é 5 mil nas Escondidas e 17 mil na Cejar. Então, flutuar por flutuar, preferi as Escondidas. Fizemos mais macarrão pra almoçarmos. Chegou uma colombiana no hostel e o Fábio cismou que ela tava dando mole pra ele. Eu tava decidido a ir embora naquela noite, já que não poderia fazer o Salar de Tara e os outros passeios não me interessavam. Pra tirar um dia de descanso San Pedro era muito caro Então o Fábio resolveu ficar uma noite mais. Eu achava que Arequipa era mais negócio Fiz check out e fomos pro passeio. No caminho, passei no terminal de buses e comprei passagem pra Arica naquela noite às 21:30, um onibus mais demorado, que passava por Iquique, mas como o passeio terminava as 20h não podia comprar outro mais rápido pois eram mais cedo. Passagem 9600 pesos no semi-cama. O bus cama era 20 mil pesos, mas primeiro que já tava esgotado e segundo que eu tenho muita dificuldade de dormir em busão. O passeio das Lagunas Escondidas sai as 14:30. Quase 1 hora pra chegar lá. Tinham outros brasileiros na van (assim como tem milhares em San Pedro) e fomos bem animados e bagunceiros pelo caminhos São 7 lagunas com muita concentração de sal e na primeira e na última podemos entrar. Entramos na última. Água fria mas tava calor, bem gostoso. Mas gostoso mesmo é tentar afundar e não conseguir de jeito nenhum. Dá pra boiar sem nenhum esforço. O esforço fica por conta de tentar ficar em pé ou sair daquela posição de flutuação porque a resistencia daquela água é uma coisa muito louca. Eu só conseguia ficar em pé quando tava mais perto da borda da lagoa e usava a mão pra apoiar, porque do contrário eu ficava boiando sem direção e sem conseguir sair É uma experiência única e muito legal. Pra mim que não sei nadar é ótimo. Impossível morrer afogado ali Evite mergulhar ou molhar a cabeça e os olhos porque é sal demais Depois de uma meia hora flutuando, saímos e fomos andando passando pelas outras lagunas até a primeira. Corpo cheio de sal, parecendo uma carne preparada pra churrasco A primeira lagoa tava bem gelada e não animei entrar. A experiência já tinha valido muito a pena lá na outra. Fomos pras duchas tirar aquele sal todo. As duchas fecham as 17:30 então a partir desse horário todo mundo vai embora. Voltamos pra bem perto de San Pedro, perto da Piedra del Coyote mas num outro ponto com bem menos gente, onde paramos pro coquetel com pisco e snacks e pra esperar o por do sol. E esse por do sol foi muito mais irado que o outro na Piedra del Coyote. O local era muito mais propício!!! Mais um sunset show pra essa trip Chegamos as 20h em San Pedro, nos despedimos da galera brasileira animada, passei numa lojinha pra comprar uma lembrancinha de San Pedro, fui pro hostel, tomei banho, me despedi do Bruno e da Janaína, outra brasileira que trabalha lá no hostel, despedi do Fábio mas nos veríamos de novo em Arequipa, desejei a ele boa sorte com a colombiana e fui, solito, pro terminal. 21:30 embarquei pra uma longa noite rumo a Arica.
  10. @Pinnng não sei te falar preços saindo do Atacama mas sei que são mais caros do que as saídas de Uyuni
  11. Domingo, 14 de outubro de 2018 Levantamos 7h, tomamos o desayuno com huevos revueltos, chá, Nescafé e pão. Primeira parada no povoado de Julaca onde tem uma linha férrea e tinha um vagão parado lá. Aproveitamos bem mais pra tirar fotos em vagão ali porque só tinha a gente lá. Ali também tem as cervejas artesanais diferentes. É 18 bol a garrafa, mas quando você vai ter outra oportunidade de provar? Eu comprei uma de cacto e o Fábio uma de folha de coca. A de coca tem muito gás, fica até dificil de beber, já a de cacto eu gostei. Domingo, 9 da manhã, já tá na hora de iniciar os trabalhos alcoolicos . Os colombianos não quiseram, os franceses só provaram da nossa, mas cachaceiro mesmo só os brasileiros Paramos na Laguna Cañapa umas 9:30. Já deu pra ver que entramos nos planos de fundo do Windows. Depois uma parada num campo de pastagem de lhamas. Fomos lá tentar trocar ideia com bichos que estavam mais interessados em pastar mesmo. Atolamos um pouco e voltamos Seguimos pra um lugar mais alto, com umas formações rochosas interessantes. Depois paramos num lugar mais fundo, com menos vento, pra almoçar. Frango, macarrão, arroz e salada. Depois do almoço paramos na Laguna Blanca, Laguna Cachi e outras que esqueci o nome, mas todas muito bonitas e com muitos flamingos. Seguimos por desertos imponentes até chegar na Árbol de Piedra. Eu particularmente gostei mais de umas pedras onde vi o que pareciam 3 cachorros e ainda tinha uma raposa nervosa ali por perto. A essa altura o Sebastien já tava meio baqueado com a altitude, estávamos a mais de 4400m. O Martin tambem queixava um pouco de dor de cabeça. O Xochi e a Marcela não queixaram nada mas estavam tomando soroche pills. Eu e o Fábio estávamos de boa e sem tomar nada a não ser muita água. A última parada, Laguna Colorada. Primeiro pagamos a taxa de entrada na reserva de 150 bol. Deixamos as coisas no alojamento, dessa vez um quarto pra nós 6 e estávamos livres pra andar pela laguna Colorada que era em frente às hospedagens. O céu não tava completamente limpo por isso o Grover disse que a laguna não estaria tão vermelha, se o sol estivesse brilhando forte no máximo seria mais lindo. Mesmo assim é linda e fiquei ali perambulando até o sol esconder e o frio dominar. Voltei pro alojamento onde os franceses já estavam devorando o chá das 5 Só tinha o nosso grupo lá e um outro grupo de chilenos que estava começando o passeio pelo Atacama. Fiquei lá socializando com a galera, aprendendo trava línguas em francês, jogando cartas… Tinha wifi lá pagando 15 bol. Só o Sebastien pagou pois ele disse que a mãe dele já devia tá morrendo de preocupação em Paris. Ele disse que só conseguia mandar mensagens no zap, não dava pra enviar fotos nem audios e a conexão era muito limitada. Eu já tinha dito em casa que ia ficar 3 dias incomunicável Into the Wild então tava de boa e pelo que percebi, o tal wi-fail é pra passar raiva Também tinha ducha caliente por 15 bol mas ninguém se animou. Eu me animei mas acho que eu seria o único entre os 2 grupos então desanimei Jantar servido às 20h, sopa, macarrão a bolonhesa, garrafa de vinho. Depois do jantar o Fábio ainda foi lá fora tirar fotos das estrelas. Saí um pouquinho, frio pesado, fiquei uns 10 minutos e voltei. 21:20 todo mundo na cama. Segunda, 15 de outubro de 2018 A noite foi longa...Sebastien passando mal com a altitude, tossindo e mexendo muito. Xochi roncando. Eu tava de boa mas não conseguia dormir...4 da manhã já levantei, 4:30 uma doninha veio servir o café. 5 da manhã saímos. Grover disse que devia estar -2°C. Acho que tava isso mesmo. Ao sair do sol chegamos aos geiseres Sol de la Mañana. GPS do carro marcou 4920m de altitude no alto do morro antes de chegar ao gêiser, foi o ponto mais alto de toda viagem. Os gêiseres são bonitos, o governo boliviano tá encanando uns pra produção de energia. Não tava um frio de lascar, pra mim tava de boa, não tinha vento mas eu tava bem encapotado também, com todo meu arsenal de roupas de frio Mas em poucos minutos ia tirar tudo porque estávamos descendo pras termas. Claaaro que eu não ia perder essa oportunidade. Pra quem quer entrar nas termas a taxa é de 6bol. Sem pensar muito, tirei logo a roupa e corri na velocidade da luz pra beira da piscina. Meu pé tava gelado, daí quando a gente encosta o pé ou a mão gelada na água quente dá uma sensação de que tá queimando demais né. Pois bem, pus meu pé na água, tirei num tiro e soltei um ai que deve ter sido tão engraçado que a gringaiada tudo caiu na gargalhada lá uma mulher me disse pra entrar logo. Entrei. Água quente o pé congelado foi aos poucos voltando à vida. O corpo inteiro agradecia aquela água relaxante. Agora eu tava no paraíso Fábio e Marcela chegaram depois, acho que eles tavam pensando demais… Xochi, Sebastien e Martin não encararam. Nós na piscina só falavamos pra eles o tanto que eles estavam perdendo. É revigorante. Ficamos ali mais de meia hora. Também não pensei muito pra sair, mas como o sol já tava um pouco alto, já era quase 8 da manhã e o corpo tava bem quente, não foi doloroso sair. Vesti só metade das roupas que tirei. Fiquei sentindo calor ainda por um bom tempo. Não tenha dúvidas em entrar nas termas!!!! Passamos pelo Deserto de Dali e Laguna Verde. Achei que a laguna verde foi a mais bonita de todo passeio. Era o fim da linha. Fomos pra fronteira, eu e Fábio seguiríamos pro Atacama e os demais voltariam pra Uyuni. Quando chegamos na fronteira pouco depois de 9 da manhã nosso transfer que seria uma van da Pamela Tours já estava lá completa esperando só nós dois. Um tiozinho esbaforido já tava gritando que nem um doido pra gente ir logo e já dizendo que tinha que pagar 15 bol na fronteira. Eu já tinha preparado todo um discurso que não tinha dinheiro, que não ia pagar, apesar do Betto já ter avisado em Uyuni que tinha a propina, mas devido as circunstancias, o tio apavorado lá, todo mundo só esperando a gente, desisti e paguei. O próprio tio da van pegou nossos passaportes e o dinheiro e foi lá na fronteira carimbar enquanto mandava a gente botar nossas mochilas rapidinho na van dele. Ainda tava me despedindo dos meus amigos de tour quando o tio voltou esbaforido gritando vamos vamos vamos No caminho o tiozinho disse que tinha um hostel em San Pedro e uma agência também Ooooo tio, mas é nunca que eu fico no teu hostel nesse desespero em pessoa nunca!! Paramos na imigração do Chile. O tiozinho já botando terror pra todo mundo passar rápido. Ali não tinha cachorro farejador nem nada, mas estavam abrindo e olhando todas as mochilas. E o tio quase surtando com a demora. Na van um monte de orientais lendo seus e-books, uns alemães sisudos...falei com o Fábio imagina se esse tio apavorado fosse nosso guia no Uyuni e essa turminha aí fossem nossos colegas? Já tava com saudade do Grover, Xochi, Marcela, Sebastien e Martin Depois umas quase 2 horas de tédio naquela van, fomos libertados na praça de San Pedro onde soltam a galera Antes de sair do passeio em Uyuni reservei um hostel em San Pedro, procurei um mais ou menos no Hostelworld e reservei o Aji Verde. Olhei no mapa e fui atras dele. Andando de roupa de frio e mochilão no sol do meio-dia atacameño. O hostel fica a uns 15 minutos a pé dali. Chegando lá o recepcionista já perguntou se estávamos chegando do Uyuni. Tava na cara né Não lembro o preço da diária em pesos chilenos mas era em torno de 60 reais. Sim, hostel no Atacama é mais caro. Aliás, TUDO no Atacama é caro. Deixamos as coisas no quarto, colocamos roupa leve, uma bermuda e chinelo depois de dias...fomos ver que tinha pra fazer. Queria muito fazer o Salar de Tara. Tinha visto notícias que o Salar de Tara tava fechado pra recuperação da natureza, o que infelizmente confirmei ao chegar em San Pedro. Das 6 atrações do Salar de Tara só 3 estavam sendo visitadas e as catedrales que eram minha maior motivação não estavam sendo visitadas. Infelizmente, com dor no coração, não ia fazer o Salar de Tara. Acho que agora em novembro ou dezembro já reabre. Primeiro procurei câmbio. As casas de câmbio em San Pedro são todas próximas então fica fácil pesquisar. E tava variando bem de 138 a 167 pesos por real. Troquei 700 reais e mais 92 bolivianos que sobraram. E os bolivianos numa boa cotação. Valeria a pena ter trocado muito mais dinheiro na Bolívia e cambiar bolivianos em San Pedro ao invés de reais. Já queria ir pro Valle de la Luna naquela tarde. Procurei em 2 agencias que não tinha mais vaga mas na terceira tinha. E achei um bom preço, 12 mil pesos. Aproveitei e fechei as lagunas altiplanicas mais salar de Atacama e mirante de Piedras Rojas pro dia seguinte por 35 mil pesos, também um preço dentro da média. Pensei em fazer lagunas escondidas mas essa agencia não fazia. O Fábio fechou o tour astronômico com eles pra aquela mesma noite, não lembro o preço mas acho que 15 mil pesos. A agência era Volcano Expediciones na calle Caracoles. Pesos no bolso e passeios reservados, fomos procurar comida. Perto de onde a van deixou a gente tem umas barraquinhas que servem almoços bem baratos entre 3000 e 3500 pesos. Preferi um de 3200 pesos onde tinha uma opção com omelete e o Fábio pediu um chicharron de pollo. Antes vem aquele sopão pra já te encher e dar sustância. De bucho cheio, já 15h corremos pro hostel pra trocar de roupa de novo e voltar pro passeio. Chegamos na agência 16h em ponto e já com a galera entrando na van Nesse passeio paga 3 mil pesos de entrada e fomos primeiro no Valle de la Luna. Subimos lá no alto e o guia libera a gente pra fotos por quase 1 hora. Enquanto a galera foi toda pra direita que era um morro mais perto, eu o Fábio e mais uns poucos fomos mais longe pra esquerda, onde tem uma vista bem mais legal. Descemos as 17:30 e fomos pras cavernas de sal. Interessante atravessar as cavernas, mas nada muito empolgante depois do salar. Dali fomos pra Piedra del Coyote esperar o por do sol que seria as 19:30. Muita gente, muita muvuca, mas um lindo por do sol. Chegamos de volta em San Pedro as 20h e como o Fábio iria pro tour astronômico às 21h nem fomos pro hostel, ficamos numa cervejaria pra tomar um chopp, 2500 pesos o caneco. (R$ 15 ) Fábio foi pro tour e eu fui perambular em San Pedro. Já tinha visto muito céu estrelado e pra ele que tinha uma câmera fodástica poderia ser mais interessante. Comi uma empanada, procurei informações sobre o passeio das lagunas escondidas, passei de fora de um bar onde brasileiros cantavam Evidências a plenos pulmões , passei no supermercado pra comprar macarrão, presunto e queijo pra cozinhar no hostel, passei no terminal de buses pra sondar passagem pra Arica e fui pro hostel. O hostel tava bem parado, só tinha a menina da recepção, uma tcheca, tocando violão e cantando sozinha. Fiquei um tempinho lá com ela e fui dormir. Segunda-feira não tinha lá muitas opções na cidade e as tais festas no deserto, ilegais mas interessantes, só são divulgadas na ultima hora, então o jeito era ficar mais quieto mesmo
  12. Sexta, 12 de outubro de 2018 Seria um daqueles poucos dias que poderia dormir até mais tarde. Mas por acaso eu consigo ficar dormindo quando viajo? Pouco depois das 8 da manhã desci pro café. Café top e farto, esse hostel é muito bom!! Combinei com o Fábio e a Daniela o que fazer no dia e resolvemos ir ao Parque Cretácico ver qual era a dos dinos Eu e Fábio fizemos check out e o Fábio já comprou a passagem pra Uyuni na recepção do hostel. Eu já tinha comprado a minha uns dias antes pelo site Tickets Bolívia por 80 bol. Na recepção era o mesmo preço mais uma taxa de emissão de 2 bol mas compensava por não precisar ter que ir ao terminal pra isso. Resolvido, eu e Fábio iriamos pra Uyuni à noite e a Daniela ia ficar um pouco mais em Sucre antes de voltar pra Santa Cruz. Ela tava voltando de Uyuni e Potosi. Deixamos os mochilões no hostel e fomos bater perna. A Daniela ia perguntando qual onibus vai pro parque e onde pegava. Vira esquina aqui, vai ali, depois de um tempo indicaram a linha H e o ponto onde pegar. Ficamos lá esperando. Enquanto isso ouvi alguém gritar meu nome. Pensei que tava louco, afinal quem me chamaria em Sucre? Olho pra frente e dentro de um onibus parado no ponto estão Luana e Leonardo Eles estavam no onibus da linha 3 indo pro terminal comprar passagem pra Uyuni naquela noite também. Que legal esses encontros inusitados de viagem Falei que estávamos indo pro Parque Cretácico e eles disseram que iriam depois. Mais uns minutinhos o onibus H apareceu e fomos. A passagem é 1,50 bol (isso dá 85 centavos ) e é um trechinho bom. Fomos conversando pelo caminho, entendendo melhor a vida dos novos amigos. O ponto final é no parque. A entrada é 30 bol pra estrangeiros e 10 bol pra bolivianos. Como estávamos com a Daniela demos um migué e ela pediu pra comprar 3 ingressos. Nem olhamos muito pra bilheteria pra mulher não desconfiar da nossa cara nem um pouco boliviana O parque é interessante (para quem tem tempo em Sucre, claro que você não vai ficar um dia em Sucre só por causa dele) tem miniaturas de dinossauros, exposições e a parte das pegadas que foi reconstruída pois ela caiu com uma chuva forte há uns anos atrás. Tinha um tour guiado que ia sair ao meio-dia, ficamos esperando e enquanto isso a Luana e o Leonardo chegaram. Descemos pro tour, já pensando que iamos ter que subir de novo, mas eu ainda ia fazer o Canyon del Colca então não podia me espantar com aquilo de jeito nenhum O guia vai explicando sobre as pegadas, os dinossauros, mas eu não tava muito empolgado. Tinha gostado mais da parte lá de cima onde tinha uma vista bonita das montanhas. Terminado o tour, subimos. A Luana, grávida e já se sentindo mal com a altitude (devia ser uns 3000m ali) ficou pra trás pra descansar. Eu, Fabio e Daniela subimos sem problemas. Demos mais uma voltinha lá em cima e fomos embora. Assim que chegamos na portaria já tinha um micro onibus saindo. Mais míseros 1,50 bol na passagem e depois de uns 20 minutos descemos no ponto central que fica a umas 3 quadras da Plaza 25 de Mayo. Paramos num restaurante com menu del dia (sopa, prato principal e suco) por 20 bol em frente a Basílica San Francisco. Almoçamos e fomos pra praça. Por curiosidade, dei uma olhada no câmbio, 6,93 pro dólar igual Santa Cruz mas 1,60 pro Real, bem pior que Santa Cruz. Paramos numa lanchonete, tomamos um helado e ficamos lá um tempão batendo papo. Velhos amigos Falei pra irmos no mirante da Recoleta. Amei aquele lugar. De novo a mesma vibe. O Fábio, paulistano, disse que nem lembrava a ultima vez que viu uma molecada brincando na praça depois da aula. De novo um pouco de nuvens no horizonte, sem aquele sunset incrível, mas a vibe era incrível, era o que importava. Descemos ao escurecer. Como a Daniela ainda ia ficar mais uma noite no quarto, fomos pra lá e tomamos banho. Nos despedimos dela e fomos pra esquina esperar um táxi. Ia ser pouca diferença do onibus e compensa por causa dos mochilões. Logo veio um vazio, o cara cobrou 10 bol até o terminal de buses, 5 bol pra cada. Fui até o guichê da 6 de Octubre pra trocar meu voucher pela passagem. Na passagem dizia 70 bol, devia ser o preço de guichê. Paguei 80 pelo site, mas tudo bem, pelo menos já fui com o onibus garantido. Ainda faltava 1 hora pro busão, fomos num mercadinho do outro lado da rua comprar umas Paceñas e ficamos nos “hidratando” enquanto esperamos Pouco depois das 20h o busão parou na plataforma indicada na passagem. Já tava até preparado pra procurar o busão num canto escondido do terminal como vários outros relatos contaram mas dessa vez ele parou onde deveria Pagamos a taxa do terminal, o famoso derecho de uso de 2,50 bol, encontramos a Luana e o Leonardo e ela já tava saindo do busão pra ir no banheiro porque tinha descoberto que não tem banheiro no busão. Eu já sabia disso pelos relatos e fiquei com pena dela pela situação, grávida, indisposta e prestes a encarar 8 horas de busão sem banheiro. 20:30 partimos rumo a Uyuni. O motorista só parou uma vez pro galerão desfrutar do banheiro ecológico no meio do pasto do altiplano boliviano pouco depois da meia noite depois de ter passado de um pedágio na saída de Potosi. Mas ele parou outras duas vezes também mas só pra Luana descer. Acho que ela tinha pedido o motorista pra dar uma atenção mais vip pra ela Sábado, 13 de outubro de 2018 Madrugada no busão, lá fora um céu limpo e extremamente estrelado. De repente o onibus vira uma curva e aponta lá longe outro mar de estrelas no chão. Era Uyuni iluminada. Foi um golpe no coração. Ali me dei conta que estava efetivamente entrando naquele mundo dos sonhos, dos relatos que tanto tinha lido. Bateu uma emoção indescritível. Uma lágrima rolou… 4:30 da madruga desembarcamos em Uyuni. Já tinha falado com o Fábio da senhorinha salvadora de mochileiros. Assim que desci do busão já tinha uma mulher na porta chamando pra uma cafeteria mas o nome no cartãozinho era de outro café. Enquanto pegava minha mochila o Fábio já chega com outra doninha e fala: Enio olha ela aqui!! Na mão dela um cartãozinho do Snack Nonis. Ela existe!!! Pois agora ela tem até um motorista!! Ela capturou também um casal de colombianos e fomos de carro pra lanchonete dela. Nem tive tempo de despedir da Luana e do Leonardo, mas eles iriam pra um hostel pra ver no outro dia um passeio de só um dia pelo salar, pois pela situação dela ela não tava muito animada a ficar dias isolada por lá. Chegando no café da doninha, só nós e os colombianos capturados. Pedi um café continental por 25 bol, ela já ligou o aquecedor e passou o wifi, tudo conforme os scripts. Pedi pra tirar uma foto com ela dizendo que ela era muito famosa no Brasil. Ela disse que ia tirar o gorro pra ficar mais bonita e já voltava. Achei ela super simpática. Depois mandei a foto dela no instagram da @Maryana Telesmas ela disse que não era a mesma doninha. Era a mesma @rodrigovix? Talvez existam mais de uma ou um cartel de doninhas, mas fato é que elas salvam os mochileiros perdidos na madruga de Uyuni Junto com o café dela, na parte da frente, tem a agência do Betto Tours. Enquanto a gente tomava café o Betto, que deve ter um conluio com a doninha, já veio nos oferecer o passeio. Eu tava pensando na Esmeralda Tour que todo mundo falou bem aqui, mas ele passou um preço de 750 bol mais 70 de transfer pro Atacama. Daria 820 e negociamos por 800 bol. Tava dentro da média de preço que tinha olhado. Ofereceu por do sol e observação de estrelas depois. Os colombianos, Xochi e Marcela, já tinham fechado. Eu já tinha conversado um pouco com eles e achei eles bem legais. Todo mundo diz aqui que a interação entre a galera é um dos fatores mais importantes pro seu passeio ser inesquecível e eu senti que eles seriam uma boa companhia pra 3 dias pelo deserto. Fechamos. O Xochi e o Fábio são fotógrafos profissionais, com câmeras modernas, tripé e tudo mais. Ainda teria altas fotos Amanheceu e fui lá fora ver a cidade. Rua deserta, nenhuma viva alma, só faltava aquela música de fundo do velho oeste e a bola de feno rolando Ficamos mais um tempo de bobeira na lanchonete. Mais viajantes foram chegando, liberamos a mesa e deixamos os mochilões na agencia do Betto. Eu e o Fabio fomos dar uma volta por Uyuni mas ainda tinha muita coisa fechada e não muito o que fazer. Sentamos na praça e ficamos observando a vida começar a aparecer… Compramos 2 galões de água de 6 litros (13bol cada um) e essa agua daria até o Atacama. Aliás, beba muita água, para combater a secura e ajudar na altitude. As lojinhas abriram, comprei uns postais e umas lembrancinhas só pra recordar minha passagem por Uyuni. O saída do tour tava marcada pra 10:30 mas por não ter o que fazer, 9 e pouco já fomos esperar na agência. Chegando na agência, ainda faltava conhecer os outros 2 colegas de tour e lá estavam eles esperando. Dois amigos franceses, Sebastien e Martin, que falavam espanhol pra minha alegria e inglês pra alegria do Fábio!! Que sorte, o grupo era legal, a gente ia se dar muito bem!! Faltava o guia, rezando pra ser legal. Uns minutos depois ouço uma risada escandalosa e o Betto diz: lá vem ele. O guia. Grover. Uma risada característica que não vai ser fácil esquecer. Ele entra e diz: Hola chicos como les van!! Outra marca registrada dele. Perfeito, time pronto, tudo pra dar certo!! Como já estavamos prontos, saímos 10 horas. Fomos pro cemitério de trens, perto de tudo que viria pela frente era bem fraquinho. Depois Colchani onde tem uma feirinha e almoçamos lá num restaurante, sopa de quinoa, salada, bife de lhamalpaca e arroz. Seguimos o roteiro tradicional, não paramos nos montinhos de sal nem no hotel de sal. Paramos no monumento Dakar e nas bandeiras e depois no meio do salar pras fotos naquela imensidão branca e as fotos de perspectiva, que não fizemos muitas porque a turma não tava com muita criatividade Depois fomos pra Isla Incahuasi onde tem os cactos enormes e onde se paga 30 bol pra quem quiser subir. E acho que você tem que subir. Sebastien e Martin não subiram, foram dar a volta na ilha. Eu, Fábio, Xochi e Marcela subimos e cara, a vista lá de cima impressiona. Se você já sabe só de atravessar o salar que aquilo é imenso, lá de cima você certifica isso, fica abismado com a imensidão daquilo tudo e ainda consegue ver as marcas de sal na beira da ilha que mostram claramente as marcas das ondas do mar, comprovando que milhares de anos atrás aquilo tudo era mar. Impressionante, não encontro outra palavra pra descrever. Depois mais um tempo atravessando o salar até o hotel de sal. Passamos por uma parte úmida, não espelhada mas úmida, já que tinha chovido um pouco uns dias atrás e deu pra ter uma noção do quanto fascinante deve ser o salar espelhado. Chegamos no Hotel de Sal Nuevo Amanecer e nessa noite seriam quartos duplos. Só deixamos as mochilas lá, agasalhamos bem e saímos de novo pra ver o por do sol. Não fomos muito longe do hotel mas andamos alguns bons minutos. Agora o calor da tarde já tinha ido embora e um vento frio dominava. O sol foi caindo e cara…...que momento!!! EU AMO SUNSETS e aquele foi inesquecível. As cores do céu, o lugar onde eu estava, foi o ponto alto da viagem. Só conseguia ser grato a Deus. Passou um filme da minha vida na cabeça, tudo que vivi até hoje pra estar ali naquele momento vivendo tudo isso. Sem mais palavras Eu acho difícil eleger o lugar mais bonito que eu conheço pois cada lugar tem suas belezas diferentes e comparar é injustiça, mas no TOP 3 da minha vida eu coloco Machu Picchu, Salar de Uyuni e Patagônia. Depois fomos pra mais perto do hotel pra não ficar muito escuro no meio do salar e paramos até escurecer bem e poder observar as estrelas. Eu nasci na roça, vivi na fazenda toda minha infância e adolescência, já vi muito céu estrelado, mas os fatores do Salar, ar seco, altitude, isolamento, fazem com que a gente nunca tenha visto tanta estrela na vida!! Ficamos ali até quase 20h quando teríamos que ir pro hotel pra servirem a janta que foi sopa, milanesa de frango, tomate e pepino. O banho era 10 bol e cada quarto tinha um chuveiro, mas a água só era quente depois que você pagava e não era pra ir todo mundo junto então os colombianos foram primeiro, avisaram os franceses quando terminaram e depois eles falaram pra gente ir. E a ducha era beem quente e revigorante. Cansados, 22h todo mundo já na cama. Viajando é assim, dormir cedo no sábado e balada na segunda
  13. E aee galera mochileira!!! Vamos embarcar numa viagem sensacional, com paisagens incríveis e momentos inesquecíveis? Já sei que existem trocentos relatos sobre essa trip aqui. E esse relato não é diferente ou inovador, possivelmente pode ser apenas mais um... Mas esse é sob a minha ótica, com as minhas impressões, tentando transmitir as minhas sensações… Escrever um relato sempre vem com a intenção de ajudar os novos viajantes, assim como eu me alimentei muito de outros relatos pra fazer a minha. É uma retribuição a toda essa comunidade que me permitiu viver tudo isso. Além disso, eu uso os relatos como uma forma de registrar minha viagem, documentar como foram os meus dias, pra que daqui a uns anos eu volte aqui e relembre exatamente o que fiz naquele dia, viajar de novo na memória e não deixar que os detalhes desapareçam no tempo. Desde que conheci o Mochileiros.com em 2011, esse roteiro já me inspirava. Dentre os relatos que me fascinavam estava o do Sorrent em 2012, esse relato do @Sorrent é um dos clássicos desse site e os do Rodrigo e da Maryana que foram base e inspiração pra muita gente. Em vários momentos da viagem me senti vivenciando as coisas que eles escreveram. ROTEIRO Em junho/2015 eu fui junto com outros amigos pra Cusco. Como já tinha ido a um dos destinos desse clássico roteiro e também como pra fazer o roteiro completo com calma precisaria de quase 1 mês, ou seja, tirar minhas férias todas de uma vez e não poder dividi-las como sempre gosto de fazer, eu fui deixando esse roteiro de lado e indo pra outras bandas da América do Sul primeiro, até que enfim não consegui mais resistir e decidi fazer “meio roteiro clássico”. Amei muito Cusco, uma cidade incrível, uma vibe sem precedentes, quero muito voltar pra fazer a Salkantay ou a trilha Inca, as montanhas coloridas que em 2015 ainda não eram exploradas e conhecer Cusco do modo mochileiro, mas dessa vez, como já conhecia, decidi conhecer áreas novas. Resolvi também que dessa vez não faria Copacabana e La Paz e no futuro, voltando a Cusco, fecharia esse roteiro. Então fechei meu roteiro com Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, Atacama, Arequipa, Huacachina e Lima com 17 dias, de 10 a 26 de outubro de 2018. Outubro é uma boa época pra esse roteiro. Não é época de chuva em nenhum lugar e o frio no Salar já não é tão intenso. Fiz um seguro viagem pela Affinity que ficou em 160 reais. Graças a Deus não precisei usar, mas sempre façam. Quando fui pra Santiago em março me dei mal lá, tive que dar pontos no pé e o seguro foi essencial. Então sempre façam!!! Fui com um mochilão Quechua de 70 litros que coube tudo e ainda sobrou espaço. Não vou dizer tudo que levei porque as necessidades individuais variam pra cada pessoa mas adianto que roupas de frio, segunda pele, casaco pesado, gorro e luvas são necessários no Salar assim como você vai usar roupas leves no Atacama e Huacachina. Levei também uma mochila pequena de ataque, muito útil na travessia do Salar e no Canyon del Colca, além de ir comigo nos ônibus e nos voos. Bom, vamos aos fatos Quarta, 10 de outubro de 2018 Vai começar a brincadeira! Fui de ônibus, viajando a noite inteira, da minha cidade Conselheiro Lafaiete/MG pra São Paulo. Da rodoviária do Tietê pro aeroporto de Guarulhos fui de metrô por 4 reais e gastei cerca de uma hora. Comprei as passagens de ida pela Boa (Boliviana de Aviacion) pra Sucre que incluía uma escala longa em Santa Cruz de la Sierra, suficiente pra ir no centro fazer cambio, conhecer a praça e dormir por lá. Decolei de Guarulhos às 13:15 e cheguei em Santa Cruz às 15h (hora local). O voo pra Sucre era só no outro dia de manhã. Imigração tranquila, a moça me perguntou o que ia fazer, falei com ela meu roteiro e ela disse que era um lindo roteiro e ela tinha muita vontade de conhecer Uyuni. Passaporte carimbado, passei no raio-x das mochilas e saí. Não vi a tal luz que a galera aperta e se for verde passa ou se for vermelha revista a mala. Talvez não tenha isso mais. Também não me deram nenhum papelzinho de entrada na Bolívia. O cambio do aeroporto, sempre ruim, tava R$ 1=1,50 bolivianos. Troquei 50 reais só pros primeiros gastos. Com 75 bolivianos no bolso e tempo sobrando fui procurar um busão pro centro. Ele sai dali da porta do aeroporto mesmo e custa 6 bolivianos. É um microônibus apertadinho mas fui la pro fundão e me acomodei com minhas mochilas. Tinha lido que esse onibus vai pra um terminal no centro e de lá poderia pegar um táxi pro hostel, mas o motorista disse pra umas mulheres lá na frente que ele passaria num ponto que fica a 5 quadras da praça e como não tava um calor absurdo (leia-se os mais de 30 e tantos graus comuns em Santa Cruz) mas tava uns 25 a 27 graus e meio nublado, me animei a descer e ir andando. O aeroporto é longe do centro então foram uns 45 minutos de busão. Cheguei no hostel por volta de 16h. Tinha reservado o Nomad Hostel pela sua localização, ao lado da catedral, ponto mais central impossível A diária era 65 bolivianos. Achei caro já que não ia nem poder tomar o café da manhã, mas compensava pela localização. O cara da recepção era brasileiro. A propósito Santa Cruz tem muitos brasileiros estudando lá e por isso tinha esperanças de bom cambio por ali. Do outro lado da praça estão várias casas de câmbio. Os valores variavam pouco ali, entre 1,75 a 1,77. Só pra informação, dólar tava a 6,93. Como imaginava que ali seria o melhor câmbio da Bolívia (e realmente foi) troquei 1000 reais, dando 1770 bolivianos, que pelas minhas contas seria o suficiente pro meu tempo na Bolívia. Dinheiro no bolso, fui dar um rolê na praça. Santa Cruz de la Sierra não tem muitos atrativos. Escolhi ficar lá uma noite apenas pra fazer câmbio e dizer que conheci a cidade. Porém não posso negar que a praça é bem bonita, muito arborizada e a catedral é linda. Dá pra subir no mirador da catedral, o ingresso é só 3 bolivianos e tem uma vista bem bacana da praça e da cidade. Saí do Brasil 2 dias depois do 1º turno e ia voltar na véspera do 2° turno, então tava feliz de ficar fora enquanto todo mundo discutia política. Pensam que consegui? Santa Cruz tava em polvorosa, logo logo começou a lotar a praça de gente pra manifestar. Há um tempo atrás a Bolívia votou um plebiscito pra saber se o Evo Morales poderia continuar concorrendo a reeleições. O NÃO ganhou com uma vantagem apertada. Só que agora o Evo quer concorrer de qualquer jeito, mesmo com o NÃO ganhando o plebiscito. Então tava todo mundo puto por lá, protestando contra a ditadura que segundo eles tá começando e exigindo que o resultado do NÃO seja respeitado. Tinha até uma turma acampada lá em greve de fome. Apesar de demonstrar ser um momento político tenso a manifestação tava bem pacífica com bandinhas e desfiles de escolas, tava bonito de ver. Fiquei um bom tempo ali refletindo sobre a situação política do nosso país e da América do Sul em geral. Como disse uma mulher com quem conversei, nossa America padece Fui jantar, procurei um lugar mais ajeitadinho, primeiro que queria uma coisa mais bacana pra começar a viagem e depois que tava com um pé atrás com comida na Bolívia (depois relaxei ) e achei um restaurante especializado em comida chinesa chamado Chen Jianfan ali perto da praça e pedi um prato de frango cozido com vegetais, arroz, batata frita e suco de maracujá por 33 bolivianos (R$ 18,64). Satisfeito, fui pro hostel. Pedi um Paceña no bar do hostel pra entrar no clima. Tinha um grupo grande de amigos numa mesa, um casal de argentinos e só. Não tava um ambiente muito interativo. Já tinha viajado de busão toda noite anterior, ia levantar cedo no dia seguinte, fui dormir. Quinta, 11 de outubro de 2018 Levantei pouco antes de 7 da manhã, arrumei minhas coisas e saí. Cheguei na recepção e porta fechada e sem recepção. E agora como eu saio daqui? Olho ao redor e ninguém. A porta era de blindex e estava fechada de chave e ainda tinha a porta da rua. Pensei uns minutos e vi que tinha um pino em cima. Abaixei o pino, forcei a porta pra dentro e consegui abrir. Só encostei ela de volta e deixei destrancada (claro) Agora era a da rua mas ela só tava encostada FUGI DO HOSTEL modo de dizer pois já tinha pago a diaria no checkin mas passei um perrenguinho ali Ao contrário de ontem, não tinha muito tempo sobrando então descartei o busão. Ainda com wifi na porta do hostel olhei Uber pro aeroporto e tava 109 bolivianos Então fui pra praça e fiquei esperando pra ver se passava um táxi. Logo o segundo que passou tava livre e o tiozinho cobrou 70bol. Ok, lá vamos No meio do caminho tinha uma escola, tinha uma escola no meio do caminho E por ser horário de inicio das aulas tava um transito do cão. O tiozinho ia costurando o transito e se fosse busão ia ficar garrado ali. Achei melhor estar de táxi mesmo. Quase 1 hora depois chegamos ao aeroporto. Na entrada do aeroporto tem um pedágio de 8bol que o taxista paga mas obviamente cobra de você, então, 78bol. É caro mas dá 44 reais, se fosse no Brasil um trecho longo desses jamais seria só esse preço. Despachei meu mochilão no guichê da Boa e tava em jejum ainda né. Tinha biscoitos na mochila de ataque mas não tinha café e eu sou desses viciados então tive que pegar um capuccino naquelas máquinas de expresso por 12bol (ai meu coração) mas com café estava vivo de novo Entrei pro embarque e o voo era previsto pra 9:20 só que…fugi do hostel, fui de táxi pro aeroporto, pra que? Pra que? Pra mofar lá Santa Cruz tava nublado mas as noticias que chegavam é que chovia litros em Sucre. E pelo que entendi o aeroporto de Sucre não opera por instrumentos então tínhamos que esperar o tempo melhorar por lá. Dariam mais noticias as 10:20. OK. Sentei lá e fiquei observando o movimento. Num canto lá vi um casal conversando com um boliviano. O casal falava português. Depois que acabou o assunto com o boliviano eu fui lá puxar assunto. Eram Luana e Leonardo, casal carioca, militares da Marinha servindo em Corumbá, estavam indo também pra Sucre e Uyuni, depois La Paz e Cusco. Já tratei de combinarmos rachar um táxi em Sucre. Informaram nova previsão pro voo às 11:30 e enfim, com mais de 2 horas de atraso, partimos pra Sucre. No aeroporto de Sucre, um caso interessante. Tem um cara lá que fica conferindo o ticket da mala pra ver se é seu mesmo. Eu já tinha arrancado o da minha mochila, mas botei ela nas costas e saí de mansinho enquanto ele tentava se entender com um grupo de japacoreanos A sinalização no aeroporto também tem em espanhol, inglês e quéchua. Encontrei a Luana e o Leonardo e fomos atrás de um táxi. Já tinha lido que o preço era 60 bol. E era isso mesmo. O aeroporto de Sucre é longe da cidade, a uns 30 km. O bom de achar gente pra rachar é que saiu 20 bol pra cada. No caminho a Luana contou que tava apreensiva com a viagem pois tinha descoberto ha poucos dias que estava grávida de 6 semanas. Trocamos contato e o taxista passou primeiro no meu hostel. Fiquei no Kultur Berlin. Ótimo hostel, muito bom mesmo. Não lembro quanto paguei a diária mas fiz a reserva no Booking onde dizia 29 reais então paguei lá no check out uns 50 e poucos bolivianos. Hostel mais barato que o de Santa Cruz mas infinitamente melhor. Fui pro quarto que tinha 2 pavimentos, 2 beliches em baixo e 3 camas em cima. Tinha só um canadense lá, o Connor. Conversamos um pouquinho e saí pra bater perna. O hostel fica a 2 quadras da praça central de Sucre. Procurei um restaurante lá e pedi uma sopa de quinoa, prato bem grande, não lembro o preço mas não era caro. Ali na mesma praça tem a Casa de la Libertad, tida como o monumento histórico mais importante do país, onde foi proclamada a independência. Lá tem exposições com as fotos dos ex-presidentes, mobiliários, objetos das epocas coloniais e das batalhas de independência. A entrada custa 15bol e se você tiver passando com tempo por Sucre vale a pena. A praça 25 de Mayo é muito bacana. Ficar ali um tempinho observando a vida da cidade é muito bom. A catedral tava fechada. As construções ao redor são muito bonitas. Dali desci umas 3 quadras até o Parque Bolivar, outra praça bem arborizada e agradável, tem até uma miniatura da torre Eiffel pra galera subir. Descansei lá um pouquinho e voltei as 3 quadras pro centro saindo ao lado do Mercado Central. O mercado é mais de frutas, flores, comidas, frangos e carnes expostas, aquela salada visual que tanto impressiona a nós brasileiros. Passei no supermercado pra comprar uma água 2l por 4,20bol e encontrei uma loja dos famosos Chocolates Para Ti, que são vendidos no quilo. Tem amargo, tem em formato de dinossauro, tem vários. Não são lá muito baratinhos mas muito gostosos. Comprei pouco mais de 100gr e deu 31,50bol (R$ 18) Passei no hostel pra deixar as coisas e pegar uma blusa pois a tarde ia caindo e eu ia subir pro mirante. O mirante fica a umas 6 quadras do hostel, subindo. Cheguei lá pouco depois das 17h e apaixonei de cara. Tem uma escola ali e a aula tinha acabado e um monte de alunos estavam pela praça, conversando, jogando bola, misturados aos turistas que subiram pra ver o por do sol, um grupo de jovens sentados tocando violão, o ambiente ali era maravilhoso. Não teve lá um grande por do sol pois tinha umas nuvens, mas tava muito gostoso lá. Desci ao escurecer e quando cheguei no quarto do hostel tinha chegado um cara lá. Mandei um hola e ele respondeu o hola com aquele A comprido (holaaa) que denuncia de cara um brasileiro. Era o Fábio de São Paulo. Conheci um irmão de viagem. Mal imaginava naquele momento mas a gente seguiria juntos boa parte da viagem. Também tinha chegado no quarto a Daniela, uma boliviana de Santa Cruz. Tomamos banho e descemos pro restaurante do hostel, que tem um preço bem parecido com dos outros restaurantes da cidade, então comemos por ali. Comi sopa de entrada com spaguetti a bolonhesa e umas paceñas e piscos no happy hour depois. Enquanto isso tinham umas apresentações de danças folclóricas e os dançarinos eram do próprio staff do hostel, bem legal. Depois que acabaram as apresentações começou a boate do hostel na sala ao lado. Fomos pra lá e ficamos até parar a música lá pelas 2 da manhã. Detalhe que de hóspede só tinha a gente pois quando acabou todo mundo foi embora do hostel e só ficou nós 3 olhando um pra cara do outro
  14. Obrigado Audrey!! Adoro ler relatos e me sentir viajando com a pessoa, que bom que vc sentiu o mesmo no meu relato!! Espero que vc aproveite muito sua viagem e depois escreve seu relato pra gente!!
  15. Rezzende

    Soroche, Mal de Altura ou Mal da Altitude

    Eu tenho uma dúvida/teoria quanto a esse caso de "a partir de tantos metros de altitude começam a aparecer os sintomas da altitude". Eu moro numa cidade que está a 1000 metros de altitude. Já fui pra Cusco de avião, sem aclimatação e não senti nada, nem eu nem meus amigos que também moram aqui. Enquanto isso conhecemos cariocas (nível do mar) sofrendo com altitude. Em outra ocasião também fui a Bogotá (2600m), de avião e sem aclimatação e novamente não tive nada. Inclusive subi o Cerro Monserrate a pé (3150m) e até dei uma corridinha lá em cima pra testar meu corpo e não senti nada. Minha tese então é: será que por eu morar a 1000m eu tenho isso de "vantagem" ou isso não influencia nada? Se pra alguém do nivel do mar os problemas surgem a partir de 3000m pra mim seria a partir de 4000m? Se das outras vezes que estive a 3500m não senti nada pode ocorrer de sentir algo da próxima vez? O fato de eu não ter sentido nada das outras vezes é algo individual do meu organismo ou tem relação com eu morar a 1000m? Desculpe se as perguntas ou a teoria são meio idiotas mas é que cada pessoa reage de uma forma com a altitude e eu só gostaria de entender melhor. Agradeço qualquer colaboração!!
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