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Rezzende

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Sobre Rezzende

  • Data de Nascimento Abril 26

Outras informações

  • Lugares que já visitei
    Belo Horizonte, Ouro Preto, São João del Rey, Tiradentes, Juiz de Fora, Uberlândia, Ibitipoca, Montes Claros, São Thomé das Letras, Rio de Janeiro, Niterói, Paraty, Trindade, Angra dos Reis, Aparecida, Campos do Jordão, São Paulo, Vitória, Salvador, Curitiba, Ilha do Mel, Florianópolis, João Pessoa, Pipa, Natal, Brasília, São Luís, Alcântara, Lençóis, Recife, Maceió, Porto de Galinhas, Cusco, Machu Picchu, Punta del Este, Piriapolis, Colonia, Montevideo, Ushuaia, El Calafate, El Chalten, Buenos Aires, Bogotá, Medellín, Cartagena, Viña del Mar, Santiago e várias outras cidadezinhas dessas minhas Minas Gerais!
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    ???
  • Meus Relatos de viagem
    Vitória: http://www.mochileiros.com/vitoria-e-a-viagem-de-trem-t61866.html
    Salvador: http://www.mochileiros.com/salve-salvador-t62947.html
    Curitiba e Floripa: http://www.mochileiros.com/curitiba-florianopolis-t68291.html
    Angra e Paraty: http://www.mochileiros.com/angra-paraty-e-trindade-t75001.html
    S. Thomé das Letras: http://www.mochileiros.com/ano-novo-em-sao-thome-das-letras-t77650.html
    João Pessoa, Pipa e Natal: http://www.mochileiros.com/joao-pessoa-pipa-natal-t81191.html
    Brasília: http://www.mochileiros.com/fim-de-semana-em-brasilia-t87294.html
    Maranhão: http://www.mochileiros.com/maranhao-em-5-dias-t95011.html
    Diamantina: http://www.mochileiros.com/relato-fotografico-24-horas-em-diamantina-t97308.html
    Ilha do Mel: http://www.mochileiros.com/curitiba-ilha-do-mel-t103448.html
    Uruguai: http://www.mochileiros.com/uruguay-7-dias-punta-piriapolis-colonia-e-montevideo-t127070.html
    Patagônia: http://www.mochileiros.com/imensa-patagonia-ushuaia-el-calafate-el-chalten-e-bsas-em-15-dias-fev-17-t140915.html
    Colômbia: https://www.mochileiros.com/topic/67409-bogot%C3%A1-medell%C3%ADn-tayrona-e-cartagenanov17/
    Santiago: https://www.mochileiros.com/topic/73766-santiago-em-marcha-lenta8-dias-no-chile/
    Bolívia, Atacama, Peru: https://www.mochileiros.com/topic/80022-bol%C3%ADvia-atacama-perupaisagens-sunsets-pessoas-momentos/
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  1. Rezzende

    Belo Horizonte

    Realmente o carnaval de BH cresceu bastante. Há alguns anos quando se falava em carnaval em Minas logo se pensava em Ouro Preto. Atualmente BH já desponta como o carnaval mais comentado do estado
  2. Parabéns pelo relato conterrâneo!!! Hoje faz exatamente 2 anos que estava indo de Ushuaia pra El Calafate e depois ia pra essa cidade maravilhosa de El Chalten. Ainda lembro como se fosse ontem dessas trilhas!! Qualquer precisamos encontrar aqui em Lafaiete pra compartilhar nossas experiencias!!
  3. @Felipe Macedo Gotelipe Que bom que meu relato foi util!! Espero seu relato agora, boa viagem!!!
  4. Rezzende

    Angra, Paraty e Trindade!!!

    Voltando aqui pra completar o relato alguns anos depois... Fui passar o Ano Novo na Ilha Grande. Como na viagem passada a Ilha Grande foi uma lacuna a ser preenchida, voltei agora só pra curtir ela e...que lugar!! A Ilha Grande é linda e merece a viagem. Aliás merece até outras viagens pois não consegui ver tudo que queria. 29 de dezembro de 2018 Cheguei em Angra por volta de 10 da manhã, fui a pé até o cais de Santa Luzia de onde saem os barcos pra Abraão, na Ilha Grande. É perto, uns 15 minutos a pé. Chegando lá tava muito muvucado, era inicio de feriadão e além das saídas pra Ilha Grande dali também saem os passeios turisticos pra outros lugares e ilhas da região, então imagina o caos... Comprei o barco rápido, ida e volta, por 90 reais. Saindo ao meio dia e voltando dia 2 às 8h da manhã. O barco leva 35 minutos até o cais de Abraão. Chegando lá procurei almoço e tem um self service a vontade por 20 reais em um restaurante de comida mineira atrás da igreja, onde comi quase todos os dias. Fui pro hostel, tinha reservado o Holandês pro feriadão, por diárias mais caras que o normal por causa da época, e recomendo o lugar, hostel muito bom, apenas wifi que nao chegava no quarto. Tentei descansar um pouco mas como ficar deitado na cama em uma viagem fui logo bater perna. Saí andando sem rumo e acabei parando na Cachoeira da Feiticeira, mais ou menos 1 hora de trilha a partir da vila. Voltei pro hostel, andei um pouco pela vila que tava muito lotada por causa do feriadão mas tava muito cansado e não aguentei muita coisa. 30 de dezembro de 2018 Devidamente revigorado por uma noite capotado dormindo como uma pedra, tomei café e fui pra trilha. Resolvi ir pra Dois Rios, do outro lado da ilha. Levei cerca de 2 horas, é uma metade subindo e a outra descendo. Na descida, quase chegando na vila de Dois Rios, tem uma cachoeirinha pequena com uma piscina natural chamada Piscina do Soldado. É revigorante parar ali antes do destino final. Cheguei em Dois Rios, tinham 2 restaurantes lá oferecendo almoço estilo PF por 25 reais. Só olhei preço mas estava cedo pra almoçar e fui pro presidio dar uma olhada. Lá encontrei o Yohan, um alemão que estava no meu quarto no hostel e ele disse que estava com outras 2 meninas do hostel e elas estavam na praia. Fomos pra lá e conheci a Ana e a Candida, duas mineiras que estavam em um chalezinho do hostel. Ficamos ali na praia e depois um pouco no rio que desagua ali e tava muito gostoso de ficar também. Fomos almoçar e depois fomos pra praia do Caxadaço através de uma trilha bem fechada e que não tinha sinais de passagem de ninguém há bastante tempo. Acabamos sabendo depois que a trilha estava teoricamente fechada e ninguém estava recomendando passar por ela. Só não voltamos pela trilha pq um táxi boat passou por lá e negociamos um preço razoavel pra ir até Lopes Mendes. 15 reais por pessoa, isso pq o cara começou cobrando 30 e ameaçamos voltar pela trilha. A praia do Caxadaço é simplesmente LINDA!!! Seguimos no taxi boat até Lopes Mendes, passamos pela trilha de 10 a 15 minutos até a praia do Pouso e lá pegamos outro táxi boat até Abraão pois já eram 19h. Dali em diante viramos um time e ficamos juntos até o fim do feriadão. Descansamos um pouco e saímos pros barzinhos da ilha pra curtir a noite local até de madrugada. Segunda, 31 de dezembro de 2018 Fomos pra Praia da Feiticeira, que vai pelo mesmo caminho da trilha até certo ponto, ficamos um bom tempo lá curtindo o mar calmo e depois fomos pra cachoeira de novo, lugar perfeito pra lavar a alma no ultimo dia do ano. À noite, logo ao anoitecer, acabou a luz na vila. Parece algo comum por lá, principalmente quando a ilha está cheia e parece que o lugar não aguenta a sobrecarga de consumo. Vários estabelecimentos tem gerador por lá. O hostel não tinha (mas estranhamente o wifi e a geladeira estavam funcionando... A ceia foi a luz de velas Descemos pra ver a queima de fogos junto com a Karina e a Juliana, duas paulistas que estavam no meu quarto e juntaram com a gente. Uns 8 a 10 minutos de fogos talvez. Dali fomos pro Aquario Hostel Bar, onde tava tendo uma balada, acho que a unica da ilha. Ficamos até amanhecer e na volta ainda paramos pra praia onde um grupo de pessoas estava fazendo uma rodinha de violão, tipo um luau esperando o raiar do primeiro dia do novo ano. Com a saída do sol fomos pro hostel descansar. Terça, 01 de janeiro de 2018 O grupo deu uma dispersada, as paulistas iam fazer um passeio, o alemão tava cansado, as mineiras iam embora...Fui sozinho bater perna na ilha, queria fazer uma trilha maior mas tava bem cansado também então fui pra Abraaozinho e fiquei lá curtindo o dia. A tarde uma fila gigante de gente pra pegar a barca e ir embora, de noite a vila já estava visivelmente mais vazia. Bom pra curtir o lugar um pouco mais sossegado. Na quarta de manhã peguei meu barco tranquilo as 8h da manhã e já estou de volta à realidade, mas quero voltar pra Ilha Grande pois ainda tem muito o que conhecer lá
  5. Rezzende

    Câmbio em Santa Cruz ou Sucre?

    Se vc passar pelo centro de Santa Cruz lá é o melhor cambio. Se não, em Sucre. As cotações que encontrei em 10/10/2018 foram 1.50 no aeroporto de Santa Cruz, 1.77 no centro de Santa Cruz e 1.60 no centro de Sucre. Só lembrando que o aeroporto de Sucre não tem casa de cambio
  6. Junho de 2015 Já que #tbt tá na moda...queria voltar um pouco no tempo e completar esse relato com a minha viagem pra Cusco. Como disse no começo do relato eu fui com mais uns amigos somente pra Cusco e não foi do modo mochileiro por isso na época nem escrevi relato. Vou colocar aqui um resumo do que foram aqueles dias naquela cidade que só de lembrar já me arrepia a pele CUSCO É VIDA!!! Fizemos o city tour em Qoricancha, Sacsayhuaman, Tambomachay… No outro dia fomos pra Maras e Moray que eu recomendo demais, gostei muito de ambos Fomos ao Valle Sagrado, Pisac, Urubamba e Ollantaytambo e de lá de trem pras Aguas Calientes Subimos Machu Picchu no outro dia de manhã, ficamos lá todo o dia e fomos até a Porta do Sol. Quero muito voltar pra fazer uma trilha longa como a Inca ou a Salkantay, subir Wayna Picchu e conhecer as montanhas coloridas que ainda não eram exploradas na época. Cusco tem uma energia indescritível, acho que é a cidade que mais curti até hoje... E acabou Mas logo logo tem outro relato em outra parte desse mundão, afinal um mochileiro que se preze já sai de uma viagem pensando na próxima Dúvidas, elogios, reclamações, sugestões e xingamentos são bem vindos nos comentários Hasta la próxima, chicos!!!
  7. Quinta, 25 de outubro de 2018 O dia seria cheio pois queria conhecer o máximo de Lima nesse dia. Depois do bom café da manhã do hostel fui pegar o BRT de Lima que passa a 3 quadras do hostel. O cartãozinho do BRT custa 4,50 soles (mais um pra minha coleção) e as passagens você recarrega nele, cada passagem custa 2,50 soles. Como peguei ele por volta de 09:30, já fora do horário de pico, foi bem tranquilo. Desci no centro, na estação Jirón de La Union, que fica a 3 quadras da Plaza de Armas. A praça de Lima é bem bonita, florida, policiada e cheia de turistas. Entrei na catedral e tirei várias fotos por ali. Andei meio sem rumos pelas ruas próximas e fui na Igreja e Convento de São Francisco onde você pode visitar as catacumbas. A entrada é 15 soles, a visita é guiada e primeiro passa pelo convento, explica a história dos franciscanos em Lima, a guia dominava muito bem o assunto e por fim vamos as catacumbas onde tem várias ossadas das pessoas que antigamente eram enterradas debaixo da igreja, geralmente pessoas ricas que contribuam com a igreja. Você vê vários crânios e ossos. Pode parecer um pouco mórbido mas é bem interessante. Depois olhei as lojinhas de artesanato mas as feiras de Miraflores pareciam melhores. Voltei pra pegar o BRT 12:30 mas como já era horário de almoço ele já tava bem mais cheio. Almocei um ceviche muito bom em Miraflores e fui a pé mesmo, uns 10 minutos, até o shopping Larcomar onde me disseram que poderia alugar uma bike. Adoro alugar bikes nessas cidades planas já que aqui onde moro não rola pedalar nessas ladeiras. Tava afim de uma bike desde San Pedro Não podia ir embora sem uma pedalada. O aluguel de bike não era dos mais baratos, 20 soles pra uma hora, mas eu tava muito afim. E com uma hora deu pra rodar toda a ciclovia tranquilamente. Depois fiquei no Larcomar, tinha um café Juan Valdez (aquele mesmo da Colômbia) e fiquei um tempinho ali. Depois fui curtir o fim de tarde. Os gaúchos de Huacachina apareceram por lá também e foi muito bom revê-los. Eles já estavam se despedindo de Lima e iam voltar pro Brasil naquela noite. Eu ainda tinha mais tempo e fiquei até o último raio de sol. Numa cidade quase eternamente nublada como Lima, poder contemplar o por do sol é uma dádiva enorme. Era o último sunset da viagem. Muita coisa passou pela cabeça. Os lugares que passei, as pessoas que conheci, os momentos que vivi...junte a tudo isso aquela melancolia básica do fim de uma trip. Ao fundo ouvia um trecho de uma música que eu adoro e que combinou demais com o momento: “I can see the sunset in your eyes...(Baby I love your way)” Já tava balançado e ainda me vem um golpe desses!! Desabei por um tempo... o sol se foi... Nessas horas que uma viagem realmente te faz conhecer muito mais sobre si mesmo do que sobre os lugares que você está visitando... Depois de uma sessão pesada de psicologia interna, dei uma passada no hostel e fui ver o circuito das águas. Imaginei que aquela hora o BRT estaria insuportavelmente cheio e fui lá pra confirmar. Uma manada absurda de gente entrando. Desisti e resolvi que uma boa caminhada era a melhor opção. São pouco mais de 5 km até lá o que eu faria em uma hora. Fui embora pela avenida que é reta toda vida e cheia de transito e pessoas então achei de boa caminhar por ali. Cheguei na entrada do parque às 20h. O ingresso custa 4 soles. O parque é muito show, as primeiras fontes já são lindas mas perto do que está pela frente ficam bem inferiores. Os tuneis formados pelos jatos de água, o jogo de iluminação e a música de fundo que combina com a dança das águas são demais, tudo muito top e muito bem feito. Fiquei ali uns 40 minutos e fui pegar o BRT que é logo ali do lado. Nesse horário ainda tinha bastante gente mas já tava trafegável Passei o resto da noite no bar do hostel, tinha karaokê cantei um reggaeton e a galera tava mais interativa esse dia. Ultima noite de uma viagem já inesquecível. Sexta, 26 de outubro de 2018 O último dia era pra comprar as lembrancinhas pros amigos e familiares e ali perto do hostel tem feiras artesanais muito boas, o Mercado Índio, o Mercado Inka e vários outros centrinhos comerciais. Voltei pro hostel, fiz check out e fui pra Huaca Pucllana a pé mesmo pois fica a 7 quadras do hostel. A entrada custa 12 soles só que tinha uns 4 gringos na minha frente, tava começando um tour em espanhol e o sistema da bilheteria tava meio garrado. Um cara veio perguntar se todo mundo ia fazer o tour em inglês. Os outros disseram sim mas eu disse que não, que ia no espanhol. Então ele falou pra eu entrar e depois pagava o ingresso na saída. Ok, né. Achei o lugar interessante, é um sítio arqueológico construído há 1500 anos pela civilização lima, depois usado por uma outra civilização e depois pelos incas também. Interessante aquilo tudo incrustado bem no meio da cidade, com aquela tecnologia pra suportar terremotos, os pátios pra rituais e tudo mais. Na saída todo mundo saiu normal, o cara que mandou eu entrar nem tava lá, então fui embora com o tour de graça Voltei pra praça de Miraflores, almocei um menu del dia num restaurante chamado Holandes e tomei um sorvete na praça. Voltei pro hostel, pedi uma cusqueña no bar e já era o fim da linha. Meu voo era 19h então pouco depois das 15h já tratei de chamar um Uber. O táxi sairia uns 60 soles ou mais. Um Uber dava 38 soles. O cara do Uber, Mario, era muito legal e conversamos o tempo todo, quase uma hora até o aeroporto.
  8. @Sorrent vc foi uma grande inspiração pra minha trip, valeu demais pelo relato foda!! Agora to planejando ir pro Mexico e claro que já to lendo (de novo) seu relato de lá
  9. Segunda, 22 de outubro de 2018 Esse era o dia das férias das férias Um dia que eu tinha reservado pra ficar de bobeira. Sempre é bom deixar um dia de folga no roteiro pro caso de alguma não sair conforme o previsto no decorrer da viagem mas como no meu caso tudo tava saindo conforme o programado, pude curtir esse dia pra relaxar. E Arequipa era o lugar ideal pra um dia de descanso. EU AMEI AREQUIPA Passei a manhã na piscina do hostel. Fiz check out e fui almoçar. Depois comprei um sorvete e fui tomar na praça. Fui andar pela rua, fui até um parque que no dia anterior quando tava chegando do passeio do Canyon tava muito lotado de gente e animado, só que era segunda e tava deserto Voltei pro centro pra olhar umas lembrancinhas de Arequipa, tem uns alfajores deliciosos lá em uma rede de lojinhas que chama Antojitos de Arequipa, uma delícia Passando de fora de uma cafeteria, uma agradável surpresa: encontrei o Xochi e a Marcela. Eles estavam terminando a viagem e no dia seguinte já voltariam pra Cali. Conversamos sobre como foram os últimos dias desde Uyuni e seguimos nossos caminhos, mas amigos para sempre depois do Salar Passei no KFC pra fazer um lanche (note que nesse dia eu tava um pouco esbanjado ) e depois um café no Starbucks. Mais uns minutos na praça pra me despedir daquela que era a cidade mais bonita do meu roteiro. A cidade que escolhi pra tirar um dia de férias das férias e que não poderia ter escolhido lugar melhor. Voltei pro hostel e fiquei esperando a hora do busão no bar do hostel. Saí as 20:30 e logo peguei um táxi. Aliás, Arequipa tem trocentos táxis, um atrás do outro, acho que nunca vi uma cidade com tanto táxi. A corrida pro terminal de buses foi 9 soles. São dois terminais, um de frente pro outro. Meu onibus saíria do Terrapuerto. E é quase um aeroporto mesmo. Você despacha a mochila no guichê da Cruz del Sur, eles olham o que tem dentro da sua mochila de ataque e você fica numa sala de espera bem confortável. Chiqueza define O busão pra Ica saiu às 21:30 com rodomoça e serviço de bordo. Luxo. Mantinha, travesseiro, fones de ouvido, TV individual, telas no bagageiro pras mochilas não caírem...realmente a Cruz del Sur é outro nível. Terça, 23 de outubro de 2018 9 da manhã desembarquei em Ica. Procurei informação se precisava comprar passagem pra Lima no dia seguinte com antecedencia mas me disseram que não precisava porque tinha muitos onibus. Conheci uma holandesa no busão e ela também ia pra Huacachina. Rachamos um táxi de 10 soles (5 pra cada) e fomos pra Huacachina que é pertinho e rapidinho. Ela ia ficar num hostel perto do meu então era caminho. Eu tinha pensado em ficar no Casa de Arena antes da viagem mas no passeio do Salar o Sebastien e o Martin tinham ficado no Banana’s e falaram muito bem dele. Um brasileiro que conheci no passeio das Lagunas Escondidas no Atacama também ficou nele e falou bem. Resolvi ver qual era a de lá. Já sabia que o Fábio tinha mudado o roteiro e tava na área, tinha ido pra Paracas mas a noite estaria no Banana’s. Então no dia anterior fiz a reserva e fui pra lá. O preço do hostel pode assustar pois são 92,50 soles mas eles já incluem o buggy no valor então é só fazer o checkin e já agendar o buggy pra tarde. Assim feito, fui procurar almoço e achei um menu del dia a 15 soles. As coisas em Huacachina são um pouco mais caras pois é um lugar extremamente turístico. Voltei pro hostel e fiquei por ali matando o tempo. Conheci 4 gaúchos e um sergipano que iam fazer o passeio do hostel e passamos o resto da tarde juntos. O buggy tem uma taxa do governo de 4 soles que a gente paga direto pra recepcionista do hostel. Estranho né, mas enfim… O passeio começa 15h e dura pouco mais de uma hora. É bem radical, me lembrou o passeio de buggy em Natal. O de Natal é mais demorado e o buggy menor mas o legal de Huacachina é a experiência de sandboard. Primeiros são 3 dunas pequenas. Óbvio que quando vê elas pela primeira vez você não acha elas pequenas mas perto do que está por vir… depois vamos pra outras 3 dunas, bem maiores. As 3 primeiras desci sentado, as 3 últimas deitado descendo de frente. A ultima duna é monstruosa. Dá aquele frio na barriga tipo não vou descer essa porra mas não dá pra pensar muito, só se joga e curte o momento Não tenho fotos do sandboard porque deixamos os celulares e câmeras no buggy pra eles não caírem e se perderem nas descidas e às vezes a gente precisa desligar um pouco desse lance de tirar fotos e curtir mais o momento e gravar os momentos só na nossa memória... Terminado o passeio voltamos pro hostel pra tirar os tênis e colocar uns chinelos e subir as dunas pra ver o por do sol. Lindo, mais um sunset incrível Voltando pro hostel, encontrei o Fábio novamente. Pelo que ele tinha programado ele já deveria estar em Lima mas ele foi fazer o passeio de Paracas e ficou um dia mais em Huacachina. Ele tinha um busão pra Lima às 2 da manhã então aproveitamos pra curtir a noite. Fomos jantar, compramos umas cusqueñas e como o bar do Banana’s era meio parado fomos pro Wild Rover. Eu nem sabia que tinha Wild Rover em Huacachina, descobri lá. Em cima tinha escrito Casa de Arena Lodge então fiquei meio confuso sem saber se era o mesmo famoso Casa de Arena que agora é Wild Rover. Huacachina é bem parada à noite e parece que o Wild Rover era o point tava todo mundo indo pra lá. O bar tava o fervo, nem sabia quem tava mais borracho, se eram os turistas ou os balconistas do bar que já tavam loucassos vendendo drinks como happy hour sendo que seria até 22h e já era quase 23h, liberando free shots um atrás do outro, negócio tava embalado lá. Logo apareceram duas belgas e colaram na gente É amigo, isso é Wild Rover Lá pela 1 da manhã o bar foi miando e o Fábio tinha que ir embora também. Voltamos pro Banana’s, e agora sim eu me despedia de vez desse grande parceiro de viagem. Em poucas horas ele tinha um voo pra Cusco. Quarta, 24 de outubro de 2018 Descansei um pouco mais, levantei 9 horas, desci pro café que é bem regado. Não ia fazer mais nada em Huacachina. Também não queria fazer Paracas pois já fiz um passeio parecido em Ushuaia pra ver pássaros e lobos marinhos. Sei que ali era diferente mas o estilo de passeio não me atraiu. A única coisa mais interessante seria ver o candelabro de Paracas mas só por ele não me animei. Fiquei conversando um pouco com os brasileiros, os gaúchos iam pra Lima meio-dia, o sergipano ia mais tarde e eu também ia pra Lima conforme meu roteiro. Os gaúchos até chamaram um táxi pra 5 pessoas mas obviamente veio um táxi normal e não me caberia, então fui ali perto do hostel onde tinha um outro táxi e fui embora. Queria pegar um tuc-tuc mas não tinha nenhum por ali e eu queria ir logo pro terminal pra ver se ainda conseguia vaga no busão do meio-dia. Fui embora de Ica na vontade de andar de tuc-tuc Cheguei no terminal da Cruz del Sur (sim, cada empresa tem seu terminal, não é uma rodoviária única) às 11:40. Procurei passagem pra meio-dia mas não tinha mais. Mas tinha pra outro onibus 12:10. Esse onibus era um pouco mais caro pois era uma linha que vinha de Nazca e passava também em Paracas ao contrário do outro que era direto. Não era muita diferença, era 60 soles contra 52 do outro, mas outro direto de 52 soles seria só 15h então peguei esse mesmo. Mais um onibus top, poltronas largas, esse tinha 2 fileiras de um lado e uma poltrona sozinha do outro. Rodomoço e serviço de bordo com almoço. Essa Cruz del Sur...podia abrir uma filial no Brasil Deveriam ser 4h30min até Lima mas com a passagem em Paracas e chegando em Lima no horário de rush do fim de tarde, desembarquei quase 18h. Depois de tanto tempo viajando e já louco pra chegar no hostel, peguei o primeiro táxi que tava ali. O cara me cobrou 18 soles mas eu tava sem saco pra pesquisar e topei. Até Miraflores não era longe mas o transito tava tenso. Cheguei no Pariwana quase 19h. Pariwana é um hostel bem confortável. A diária é uns 40 e poucos soles mas não sei ao certo pois paguei no checkout com cartão de crédito e junto com as despesas do bar. Saí pra procurar comida, tinha um Bembo’s (fast food peruano) ali perto e comi por lá mesmo. Depois fiquei de boa no bar do hostel mas a turma lá tava muito fechada em grupinhos. Mesmo assim fiquei ali um bom tempo tomando umas cusqueñas
  10. Sábado, 20 de outubro de 2018 Virado na balada, cheguei no quarto, peguei minha mochila de ataque, tomei um Engov pra garantir, deixei o mochilão no quarto de bagagem e fiquei esperando na recepção. O Fermin chegou também só que ele ia com outra agencia porque ele fechou o tour no hostel mesmo. Tinha uma outra menina do meu quarto que ia fazer o de 3 dias. O percurso é o mesmo, a diferença é que vai mais devagar. E uma agência buscou a menina, outra agência buscou o Fermin e outro cara e eu fui ficando. Deu 3:30 e nada. O cara da recepção pediu meu recibo da agência pra ele ligar e ver o que aconteceu. O telefone não atendia. Ele disse que só restava esperar. Já tava até me acostumando com a ideia de estrelar o Esqueceram de Mim 2 Mas 3:40 chegaram me procurando. A turma no busão toda desmaiada. Dormi um cadinho pelo caminho. Chegamos para o café da manhã em Chivay às 8h. Achei um café até bem farto e tirei a barriga da miséria Seguimos para a Cruz del Condor. No meio do caminho a galera ficou em polvorosa pois viram um condor pela janela do busão. Eu tava mais interessado era na paisagem mesmo. Chegamos na Cruz del Condor às 9 horas e ficamos lá 20 minutos. Seguimos pra Cabanaconde, onde começa o trekking. Antes paramos na portaria do parque pra pagar a entrada. Todo mundo pagou 70 soles menos eu que paguei 40 por ser latino. É, só tinha eu de latino ali Meu grupo era de canadenses, americanos, suiços, franceses, alemães e um israelense, num total de 12 pessoas. O guia era o Juanito, outra figuraça 10h começamos a descer. O inicio do trekking é de boa, mas depois a descida exige um pouco dos joelhos pois jogamos todo o peso do corpo neles. Encontrei o Fermin no meio da descida e fomos conversando um pouco. Nos encontramos varias vezes mas não seguimos o tempo todo juntos pois estavamos com guias diferentes, então lugar pra refeições e pousadas eram outras também. Meu grupo não era dos mais interativos mas tinha um casalzinho americano gente boa, o casal de suíços também era simpático e uma alemã era bem legal. A descida levou 2h20min. Paramos um pouco na ponte pra descansar. A ponte dos bêbados porque ela balançava demais e a gente passava nela como se estivesse tonto assim como as outras pontes também Aí foi uma meia hora até o almoço num lugar chamado Pousada Gloria. Cardápio arroz, abacate, salada, batata frita e opção de bife de alpaca, lomo saltado ou omelete. Saímos 14h pro segundo trecho do trekking, agora entre subidas e descidas até o oásis onde íamos dormir. No meio do caminho tem uma tendinha vendendo frutas e água a preços horrorosos mas explicáveis pelo isolamento do local. Tinha levado 2 garrafinhas de 500ml que já tava acabando. Na verdade é inviavel caminhar levando muita água pois pesa, então comprei ali uma garrafa de 2,5 litros por 7 soles. Teria água suficiente até o outro dia. Chegamos no oásis por volta de 16:30 e tem várias pousadas lá. Todas tem piscina e a galera já chegou se jogando As duchas são de água fria então não deixe o banho pra depois que anoitecer, além de que não tem luz elétrica nos banheiros nem nos quartos, só na parte do restaurante. Mas a lanterna do celular resolve. Se você tem um carregador portátil aqueles Power Bank, leve, vai ser útil. Eu usei na segunda noite do Uyuni também. Fiquei num quarto com 3 camas junto com o israelense e o alemão, que era o mais velho do grupo, cabelos brancos, cara de mais de 60 anos. Quero ser ele no futuro Fomos pro restaurante e sentamos numa mesa com o casal suíço, o casalzinho americano e a alemã. Apesar do meu inglês very basic, tipo inglês das cavernas, interagimos bem. A pousada oferecia wifi a 5 soles. Ninguém quis. Melhor desintoxicar da net e curtir o lugar, o momento e as pessoas. O bar lá tinha preços iguais do Wild Rover. A garrafa de cerveja Arequipeña era 10 soles (no Wild Rover não tinha Arequipeña então aproveitei lá, é uma cerveja boa também, embora eu seja muito fã da Cusqueña) e o mojito era mais barato que do WR, tava 2 por 15 soles. Ficamos bebendo e conversando até sair o jantar as 19h. Depois de comer todo mundo foi dormir. Eu também, afinal tava um trapo depois de 2 noites de balada, praticamente sem dormir e ainda ter descido um canyon umas 20:30 fui pra cama e capotei. Domingo, 21 de outubro de 2018 Acordei 4 da manhã com o despertador do israelense. Há dias não dormia tanto Não tinha entendido bem a parte do café da manhã, achava que teria. Tem, mas não é lá embaixo no oásis. É lá em cima Eu tinha uns míseros biscoitos na mochila então posso dizer que praticamente subi o canyon em jejum. Caros amigos, não sejam tontos como eu Como dizem os chilenos: no seas weon e abastece tua mochila pra ter o que comer antes de subir Começamos a temida subida às 4:40, ainda um pouco escuro mas já começando a clarear o dia. Umas pessoas tinham lanternas mas dava pra enxergar sem. Cada um vai subindo no seu tempo. Pare pra descansar quando precisar. Quem não der conta pode pagar as mulas mas eu acho perigoso. Via aqueles bichos tirando fininho no penhasco e me dava um frio na espinha por aquele povo Do meu grupo as canadenses alienígenas sumiram ladeira acima. O casal suíço ia um pouco à minha frente. Eu subia junto com o casalzinho americano e ligeiramente à frente do alemão sessentão do qual eu tinha como questão de honra chegar na frente Bem mais atrás vinham a alemã e o israelense, que são da minha idade. O casal francês sempre por ultimo a perder de vista, inclusive a mulher foi a única do grupo que alugou a mula. Os guias na subida não acompanham exatamente seu grupo, uns vão na frente levando os mais rápidos, outros vão atrás cuidando dos retardatários. E assim fomos, passo a passo, subida a subida, sempre olhando pros outros mais embaixo e incentivando a galera. Fácil? Não! Não é fácil. Eu sou acostumado com caminhadas longas, 15 a 20km, mas essa subida é punk sim. Não é impossível, longe disso, mas requer um mínimo de preparo físico e mental. Quase no final a gente já via a cruz lá no alto e nos animávamos com a meta final. Às 7:15 cheguei. Cumprimentado pelos outros que já tinham chegado e depois cumprimentando quem chegava. Vi umas meninas de outros grupos caindo em prantos por chegarem. É uma superação. É muito legal. Me arrependeria demais se não tivesse feito esse trekking. Alerto que é difícil mas acho que quem puder tem que fazer. Dormimos lá em baixo, subimos isso tudo Depois que o grupo todo chegou e o Juanito também fomos pro café em Cabanaconde, mais uns 15min a pé mas aí já é no plano. Mais um café farto pro meu gosto com pão, geléia, frutas e tal. Depois de reabastecidos e renovados, esperamos o busão pra seguir caminho. Paramos num mirante onde dá pra ver o pico onde fica a nascente do Rio Amazonas. Depois fomos pra cidade de Maca, onde tem uma feirinha de artesanato e um falcão adestrado pra tirar foto. Às 11:30 chegamos nas termas em Yanque. A entrada é 15 soles, é opcional mas depois do trekking todo mundo quis. E é muito bom pra relaxar depois do trekking. Ficamos uma hora lá e seguimos pra Chivay onde seria o almoço. Esse almoço já não era incluso no passeio e era 30 soles. Eu tinha comido muito no café da manhã então resolvi não almoçar. Saímos 13:40 de Chivay, paramos num mirante a 4910m de altitude mas o tempo tava nublado e não demoramos muito. O vento frio também espantou o povo. Paramos num campo pra ver lhamas e alpacas mas o povo nem desceu. Voltamos pra Arequipa onde chegamos depois das 17h Fui pro hostel tomar um banho e depois procurar um jantar na plaza. Fiquei ali mais um tempo curtindo a plaza iluminada. A praça de Arequipa tem uma energia muito boa, comparável com a Plaza de Armas de Cusco apesar de eu achar que a plaza de Cusco é mais vibrante mas a de Arequipa não fica muito atrás. Linda demais. Voltei pro hostel, encontrei o Fermin que estava indo embora pra Cusco e fui novamente curtir o bar. Já não estava tão bombástico como na quinta e na sexta mas era bom curtir ele mais sossegado também.
  11. Quinta, 18 de outubro de 2018 Metade da viagem. Uyuni e Atacama concluídos com sucesso. Agora rumo ao Peru. Já recapitulando tudo que tinha vivido e imaginando quem ainda iria conhecer e o que viria pela frente. Graças a ajuda de 2 dramin eu durmi razoavelmente no busão. Cheguei em Arica 9 da manhã. Descendo no terminal fui pro outro terminal do lado, o internacional. Já tinha decidido que iria de táxi. A taxa do terminal é 350 pesos e o táxi 4 mil pesos. O onibus acho que é 2 ou 3 mil pesos mas o táxi compensa pela agilidade já que são só 4 pessoas e não 50 de um busão pra passar na imigração. Já tinham 2 senhorinhas chilenas no táxi e logo apareceu mais um rapaz com cara de peruano pra completar o táxi. O taxista pede teu passaporte pra já ir agilizando alguma coisa. É estranho mas é assim mesmo. 1 hora de Arica a Tacna incluindo o tempo na fronteira que foi rápida. O taxista já coloca nós 4 no mesmo guichê da imigração. As duas senhorinhas desceram em uma avenida qualquer de Tacna. Eu e o outro cara fomos até o terminal. Lá no terminal tem um monte de bancas onde umas pessoas ficam oferecendo câmbio mas só vi aceitarem dólar e pesos chilenos. Ainda tinha 10 mil pesos chilenos que me renderam 48 soles. Achei que seria o suficiente até Arequipa. Agora estava 2 horas atrás no fuso horário, era pouco mais de 8h da manhã. Procurei o guichê da Oltursa mas só tinha busão pra Arequipa de tarde. Vi uma agencia vendendo Arequipa e tinha horário pras 9:30. Me cobraram 30 soles. Só tinha uma lanchonete pra café da manhã no terminal, no segundo piso. Uma xícara grande de café e um pão com queijo super salgado por 8 soles. O cara da agência me levou junto com 2 mulheres pro outro terminal do outro lado da rua, o terminal nacional. Tinha até esquecido que essas cidades sempre tem 2 terminais e se tivesse lembrado teria ido já pra lá pra ver passagem porque no guichê das agências costuma ser mais barato que essas agências intermediárias. Paguei a taxa do terminal de 2 soles. O cara da agencia me entregou a passagem e nela o preço era 20 soles, a empresa era Expresso Moquegua. Se eu tivesse ido direto no guichê dela talvez seria mais barato mas eu nem lembrei que tinha outro terminal. De toda forma, 30 soles (R$ 37) pra uma viagem de mais de 6 horas é barato. Da minha cidade pra BH que são só 100km é R$ 31 !!! Nesse terminal eu vi uma casa de cambio que aceitava reais mas nem fui lá ver cotação, só pra informação mesmo caso alguém caia de paraquedas em Tacna só com reais Com 8 soles no bolso esperava conseguir pagar o táxi em Arequipa. Embarquei no busão e parti rumo a Arequipa. Viagem de dia, busão andando devagar, toda hora entrando vendedoras no busão gritando agudamente PAPAAAAAAA, PAPA RELLENAAAAA, PAPA REGOSADAAAAA, PAPAAAAAAAAAAA, CHICHARROOONNN CHICHARROOOONNNNNNNNN Cheguei em Arequipa já passava das 16h. A tabela de táxi do terminal dizia 8 soles até a praça de Armas. Era o que eu tinha. O taxista me pediu 10. Falei que só tinha 8. OK, vamos. Desci uma quadra antes da praça porque ela é fechada pra carros e fui a pé pro hostel que fica só a 2 quadras dali. Tava chegando ao tão esperado Wild Rover de novo não lembro o preço da diária porque reservei no booking mas paguei em torno de 30 soles a diária. Já instalado e sem um puto no bolso, fui atrás de câmbio. O câmbio de reais variava de 0,77 a 0,81. No Peru especificamente o cartão de crédito tava compensando pois já com IOF tava dando 0,815. Então o que dava pra passar no crédito eu passava mas é sempre bom pagar em dinheiro pra barganhar desconto. Fui jantar num restaurante na lateral da praça chamado Saryris que tinha uns combos de refeição por 13 soles à noite e 10 soles pra almoço. O segundo piso desse restaurante fica naqueles balcões com vista pra praça. Essa praça de Arequipa é sem base de tão linda, a cidade mais linda que vi nessa trip sem dúvida. Fui pro hostel pra já tomar umas cusqueñas. Essa viagem tava muito light Já fiz amizade com um espanhol, Fermin, e curtimos o bar, joguei muuuito beer pong, toda hora a galera do bar liberava freeeee shoootss e fiquei até o bar fechar mais de 1 da manhã. Galera disse que tinha uma outra baladinha lá perto e fomos pra lá emendar a night. Sexta, 19 de outubro de 2018 Dormir eu durmo em casa, em reais Só umas 3 horas de sono e já tava pronto pra mais um dia. Wild Rover só oferece café e leite de graça, as comidas do café da manhã são pagas a parte (pelo menos nos dias que eu tava lá). Peguei uns biscoitos que ainda sobravam na mochila pra enganar. Pertinho do hostel tinha uma lanchonete com umas empanadas boas e baratas também. Fui pesquisar preços pro trekking do Canyon. A primeira agência que passei cobrou 125 soles. Não. A segunda ofereceu 100 soles. Achei justo, fechei. Agência Kusi Travel na Plaza de Armas à direita da catedral, onde tem várias agências mas o preço não varia muito. Fui na catedral, tem uma visita guiada por 10 soles mais uma propina pra guia. A catedral que é linda por fora é linda por dentro também, tem um órgão bacana, um museu com muitas peças de ouro, prata, esmeraldas e de valor incalculável. Pra terminar subimos nas torres e passamos pelos sinos. Fui olhar passagem pra Ica. Na praça várias agencias vendem passagem da Cruz del Sur. Tem outras empresas também mas todo mundo fala tanto dessa Cruz del Sur que eu queria ver se era isso mesmo. Tinha uma passagem promocional por 60 soles nas ultimas poltronas perto do banheiro mas por outras experiências antigas preferi as normais de 95 soles. Ainda bem pois uma hora que fui no banheiro do busão vi que tinha um aparelho junto da rodomoça lá que ficava apitando o tempo todo, ia ser uma tortura Fui almoçar no Saryris por 10 soles o menu del dia. Tem outros mais baratos na mesma rua, até por 8 soles, mas gostei de almoçar com o visual da praça Fui no Museu Andino onde tem a Juanita. A entrada é 20 soles mais a propina do guia. Eu queria muito ver a bendita múmia Aproveitar que ela tava lá pois as vezes ela é levada pra pesquisa ou conservação em outro lugar. É tudo bem explicado pra gente entender toda história que levou ao sacrifício da Juanita. E a múmia não é tão assustadora quanto você possa pensar Já o monastério de Santa Catalina é 40 soles pra entrar, aí eu já não animei. Fui pro hostel descansar um pouquinho os pés porque já tava formando uma bolha no mindinho do pé esquerdo e eu teria um trekking duro no dia seguinte. Na verdade não queria dormir, queria curtir, então já deixei tudo no esquema, mochila de ataque pronta e listo pra farra O Fábio chegou do Atacama e ficou no mesmo quarto que eu tava. Ele não conseguiu nada com a colombiana mas eu disse pra ele que teríamos mais sorte em Arequipa Fui com ele jantar no Saryris e voltamos pra curtir o bar. O Fermin também ia pro trekking mas ele queria dormir. Eu queria virar a noite na farra porque as agências buscam a gente 3 da manhã então melhor esperar no buteco (mas de leve né) Era sexta-feira e o bar do hostel tava o fervo. Happy hour de pisco, freeeee shoootsss, gringas dançando no balcão, umas arequipeñas lá dando mole, ééé Wild Rover é o paraíso dos solteiros bem tinha dito pro Fábio que lá que a gente ia se dar bem. Saímos com as arequipeñas e emendamos pra outra balada Voltei pro Wild Rover às 2:30 e o Fábio nem sei que fim levou. Depois mandei um áudio no zap despedindo dele pois achava que não o veria mais já que ele iria pra Nazca e quando eu chegasse em Huacachina ele já teria ido embora...achava…
  12. Muito bom cara, relembrei minha trip lendo teu relato. Fizemos o mesmo roteiro. Que pena q vc nao pegou um tempo favoravel em Chalten...Eu fiquei 5 dias lá e o tempo ficou ruim nos 2 ultimos mas eu tive sorte de aproveitar bastante os 3 primeiros. Chalten é realmente a cereja do bolo
  13. Terça, 16 de outubro de 2018 Às 7h já prontos na recepção do hostel pra esperar o passeio das lagunas altiplânicas. Conhecemos o Bruno, outro brasileiro que estava ali esperando também, só que ele tinha reservado o passeio pelo hostel mesmo e logo chegaram pra buscar ele. E nós ficamos. Ficamos. Era pra nos pegar entre 7h e 7:30. E nada. 8h e nada É, esqueceram de nós...desistimos e fomos pegar um café. Depois vamos na agência, resolvemos isso, vamos pensar em outra coisa pra hoje. Deu 8:30, coloquei o primeiro gole de café na boca, tocam a campainha. Vieram nos buscar. Mas não era uma van. Era uma camionete O rapaz, Luís, disse que não sabia bem o que aconteceu mas o guia tinha nos esquecido e ele ia nos levar até onde o grupo ia tomar o café da manhã na Laguna Chaxa. OK, vamos Pelo menos tivemos um guia exclusivo até lá. Chegando lá o guia Francisco só faltou ajoelhar pra nos pedir desculpas tá bom, acontece tomamos café e demos uma voltinha na Lagoa e pra ver o Salar do Atacama, beeeeem inferior ao de Uyuni. Mas a lagoa é bonita. Ali tem uma entrada de 2500 pesos. Agora, já na van e em grupo, fomos até o povoado de Socaire onde ele encomendou o almoço e visitamos a praça e a igreja. Fomos então pro mirador de Piedras Rojas. Desde que um mané do canal Off fez windsurf por lá eles fecharam o acesso a Piedras Rojas e agora só podemos ir nesse mirador. Depois fomos pras lagunas. Miscanti e Miñiques. A entrada é 3000 pesos e caraaa, que lagoa fenomenal é essa Miscanti. A Miñiques é normalzinha mas a Miscanti, com aquela choupana ainda compondo o cenário, caraaa é surreal. A LAGOA MAIS LINDA QUE EU JÁ VI NA VIDA!! Com aquelas montanhas atrás véééio que issoooo. Fiquei impressionado. Só essa lagoa já valeria a ida ao Atacama!!! Depois de um tempo lá fomos pra Socaire almoçar com direito a vinho e finalizamos em Toconao vendo a praça e a igreja. Chegamos em San Pedro 18h. Passei numa agência pra fechar o passeio das Lagunas Escondidas pro dia seguinte à tarde. Não são todas as agências que fazem o tour pras Escondidas, mas não é difícil achar. Fechei na Stars Travel por 16 mil pesos. Procuramos uma botilleria pra comprar umas garrafas de vinho e fomos pro hostel cozinhar e beber Quarta, 17 de outubro de 2018 Tinha combinado com o Bruno de fazer alguma coisa de bike pela cidade de manhã. Fábio não tava afim e queria ficar de bobeira mesmo. Esperei o Bruno aparecer mas ele tinha feito o tour astronômico na noite anterior, emendou o passeio num bar e tava meio que fora de órbita Ele foi aparecer só 11 da manhã então não fomos. Ele ia fazer a Laguna Cejar de tarde e eu e o Fábio íamos pras Escondidas. O preço do passeio é quase o mesmo, flutuar na lagoa cheia de sal é a mesma coisa, a diferença é a entrada que é 5 mil nas Escondidas e 17 mil na Cejar. Então, flutuar por flutuar, preferi as Escondidas. Fizemos mais macarrão pra almoçarmos. Chegou uma colombiana no hostel e o Fábio cismou que ela tava dando mole pra ele. Eu tava decidido a ir embora naquela noite, já que não poderia fazer o Salar de Tara e os outros passeios não me interessavam. Pra tirar um dia de descanso San Pedro era muito caro Então o Fábio resolveu ficar uma noite mais. Eu achava que Arequipa era mais negócio Fiz check out e fomos pro passeio. No caminho, passei no terminal de buses e comprei passagem pra Arica naquela noite às 21:30, um onibus mais demorado, que passava por Iquique, mas como o passeio terminava as 20h não podia comprar outro mais rápido pois eram mais cedo. Passagem 9600 pesos no semi-cama. O bus cama era 20 mil pesos, mas primeiro que já tava esgotado e segundo que eu tenho muita dificuldade de dormir em busão. O passeio das Lagunas Escondidas sai as 14:30. Quase 1 hora pra chegar lá. Tinham outros brasileiros na van (assim como tem milhares em San Pedro) e fomos bem animados e bagunceiros pelo caminhos São 7 lagunas com muita concentração de sal e na primeira e na última podemos entrar. Entramos na última. Água fria mas tava calor, bem gostoso. Mas gostoso mesmo é tentar afundar e não conseguir de jeito nenhum. Dá pra boiar sem nenhum esforço. O esforço fica por conta de tentar ficar em pé ou sair daquela posição de flutuação porque a resistencia daquela água é uma coisa muito louca. Eu só conseguia ficar em pé quando tava mais perto da borda da lagoa e usava a mão pra apoiar, porque do contrário eu ficava boiando sem direção e sem conseguir sair É uma experiência única e muito legal. Pra mim que não sei nadar é ótimo. Impossível morrer afogado ali Evite mergulhar ou molhar a cabeça e os olhos porque é sal demais Depois de uma meia hora flutuando, saímos e fomos andando passando pelas outras lagunas até a primeira. Corpo cheio de sal, parecendo uma carne preparada pra churrasco A primeira lagoa tava bem gelada e não animei entrar. A experiência já tinha valido muito a pena lá na outra. Fomos pras duchas tirar aquele sal todo. As duchas fecham as 17:30 então a partir desse horário todo mundo vai embora. Voltamos pra bem perto de San Pedro, perto da Piedra del Coyote mas num outro ponto com bem menos gente, onde paramos pro coquetel com pisco e snacks e pra esperar o por do sol. E esse por do sol foi muito mais irado que o outro na Piedra del Coyote. O local era muito mais propício!!! Mais um sunset show pra essa trip Chegamos as 20h em San Pedro, nos despedimos da galera brasileira animada, passei numa lojinha pra comprar uma lembrancinha de San Pedro, fui pro hostel, tomei banho, me despedi do Bruno e da Janaína, outra brasileira que trabalha lá no hostel, despedi do Fábio mas nos veríamos de novo em Arequipa, desejei a ele boa sorte com a colombiana e fui, solito, pro terminal. 21:30 embarquei pra uma longa noite rumo a Arica.
  14. @Pinnng não sei te falar preços saindo do Atacama mas sei que são mais caros do que as saídas de Uyuni
  15. Domingo, 14 de outubro de 2018 Levantamos 7h, tomamos o desayuno com huevos revueltos, chá, Nescafé e pão. Primeira parada no povoado de Julaca onde tem uma linha férrea e tinha um vagão parado lá. Aproveitamos bem mais pra tirar fotos em vagão ali porque só tinha a gente lá. Ali também tem as cervejas artesanais diferentes. É 18 bol a garrafa, mas quando você vai ter outra oportunidade de provar? Eu comprei uma de cacto e o Fábio uma de folha de coca. A de coca tem muito gás, fica até dificil de beber, já a de cacto eu gostei. Domingo, 9 da manhã, já tá na hora de iniciar os trabalhos alcoolicos . Os colombianos não quiseram, os franceses só provaram da nossa, mas cachaceiro mesmo só os brasileiros Paramos na Laguna Cañapa umas 9:30. Já deu pra ver que entramos nos planos de fundo do Windows. Depois uma parada num campo de pastagem de lhamas. Fomos lá tentar trocar ideia com bichos que estavam mais interessados em pastar mesmo. Atolamos um pouco e voltamos Seguimos pra um lugar mais alto, com umas formações rochosas interessantes. Depois paramos num lugar mais fundo, com menos vento, pra almoçar. Frango, macarrão, arroz e salada. Depois do almoço paramos na Laguna Blanca, Laguna Cachi e outras que esqueci o nome, mas todas muito bonitas e com muitos flamingos. Seguimos por desertos imponentes até chegar na Árbol de Piedra. Eu particularmente gostei mais de umas pedras onde vi o que pareciam 3 cachorros e ainda tinha uma raposa nervosa ali por perto. A essa altura o Sebastien já tava meio baqueado com a altitude, estávamos a mais de 4400m. O Martin tambem queixava um pouco de dor de cabeça. O Xochi e a Marcela não queixaram nada mas estavam tomando soroche pills. Eu e o Fábio estávamos de boa e sem tomar nada a não ser muita água. A última parada, Laguna Colorada. Primeiro pagamos a taxa de entrada na reserva de 150 bol. Deixamos as coisas no alojamento, dessa vez um quarto pra nós 6 e estávamos livres pra andar pela laguna Colorada que era em frente às hospedagens. O céu não tava completamente limpo por isso o Grover disse que a laguna não estaria tão vermelha, se o sol estivesse brilhando forte no máximo seria mais lindo. Mesmo assim é linda e fiquei ali perambulando até o sol esconder e o frio dominar. Voltei pro alojamento onde os franceses já estavam devorando o chá das 5 Só tinha o nosso grupo lá e um outro grupo de chilenos que estava começando o passeio pelo Atacama. Fiquei lá socializando com a galera, aprendendo trava línguas em francês, jogando cartas… Tinha wifi lá pagando 15 bol. Só o Sebastien pagou pois ele disse que a mãe dele já devia tá morrendo de preocupação em Paris. Ele disse que só conseguia mandar mensagens no zap, não dava pra enviar fotos nem audios e a conexão era muito limitada. Eu já tinha dito em casa que ia ficar 3 dias incomunicável Into the Wild então tava de boa e pelo que percebi, o tal wi-fail é pra passar raiva Também tinha ducha caliente por 15 bol mas ninguém se animou. Eu me animei mas acho que eu seria o único entre os 2 grupos então desanimei Jantar servido às 20h, sopa, macarrão a bolonhesa, garrafa de vinho. Depois do jantar o Fábio ainda foi lá fora tirar fotos das estrelas. Saí um pouquinho, frio pesado, fiquei uns 10 minutos e voltei. 21:20 todo mundo na cama. Segunda, 15 de outubro de 2018 A noite foi longa...Sebastien passando mal com a altitude, tossindo e mexendo muito. Xochi roncando. Eu tava de boa mas não conseguia dormir...4 da manhã já levantei, 4:30 uma doninha veio servir o café. 5 da manhã saímos. Grover disse que devia estar -2°C. Acho que tava isso mesmo. Ao sair do sol chegamos aos geiseres Sol de la Mañana. GPS do carro marcou 4920m de altitude no alto do morro antes de chegar ao gêiser, foi o ponto mais alto de toda viagem. Os gêiseres são bonitos, o governo boliviano tá encanando uns pra produção de energia. Não tava um frio de lascar, pra mim tava de boa, não tinha vento mas eu tava bem encapotado também, com todo meu arsenal de roupas de frio Mas em poucos minutos ia tirar tudo porque estávamos descendo pras termas. Claaaro que eu não ia perder essa oportunidade. Pra quem quer entrar nas termas a taxa é de 6bol. Sem pensar muito, tirei logo a roupa e corri na velocidade da luz pra beira da piscina. Meu pé tava gelado, daí quando a gente encosta o pé ou a mão gelada na água quente dá uma sensação de que tá queimando demais né. Pois bem, pus meu pé na água, tirei num tiro e soltei um ai que deve ter sido tão engraçado que a gringaiada tudo caiu na gargalhada lá uma mulher me disse pra entrar logo. Entrei. Água quente o pé congelado foi aos poucos voltando à vida. O corpo inteiro agradecia aquela água relaxante. Agora eu tava no paraíso Fábio e Marcela chegaram depois, acho que eles tavam pensando demais… Xochi, Sebastien e Martin não encararam. Nós na piscina só falavamos pra eles o tanto que eles estavam perdendo. É revigorante. Ficamos ali mais de meia hora. Também não pensei muito pra sair, mas como o sol já tava um pouco alto, já era quase 8 da manhã e o corpo tava bem quente, não foi doloroso sair. Vesti só metade das roupas que tirei. Fiquei sentindo calor ainda por um bom tempo. Não tenha dúvidas em entrar nas termas!!!! Passamos pelo Deserto de Dali e Laguna Verde. Achei que a laguna verde foi a mais bonita de todo passeio. Era o fim da linha. Fomos pra fronteira, eu e Fábio seguiríamos pro Atacama e os demais voltariam pra Uyuni. Quando chegamos na fronteira pouco depois de 9 da manhã nosso transfer que seria uma van da Pamela Tours já estava lá completa esperando só nós dois. Um tiozinho esbaforido já tava gritando que nem um doido pra gente ir logo e já dizendo que tinha que pagar 15 bol na fronteira. Eu já tinha preparado todo um discurso que não tinha dinheiro, que não ia pagar, apesar do Betto já ter avisado em Uyuni que tinha a propina, mas devido as circunstancias, o tio apavorado lá, todo mundo só esperando a gente, desisti e paguei. O próprio tio da van pegou nossos passaportes e o dinheiro e foi lá na fronteira carimbar enquanto mandava a gente botar nossas mochilas rapidinho na van dele. Ainda tava me despedindo dos meus amigos de tour quando o tio voltou esbaforido gritando vamos vamos vamos No caminho o tiozinho disse que tinha um hostel em San Pedro e uma agência também Ooooo tio, mas é nunca que eu fico no teu hostel nesse desespero em pessoa nunca!! Paramos na imigração do Chile. O tiozinho já botando terror pra todo mundo passar rápido. Ali não tinha cachorro farejador nem nada, mas estavam abrindo e olhando todas as mochilas. E o tio quase surtando com a demora. Na van um monte de orientais lendo seus e-books, uns alemães sisudos...falei com o Fábio imagina se esse tio apavorado fosse nosso guia no Uyuni e essa turminha aí fossem nossos colegas? Já tava com saudade do Grover, Xochi, Marcela, Sebastien e Martin Depois umas quase 2 horas de tédio naquela van, fomos libertados na praça de San Pedro onde soltam a galera Antes de sair do passeio em Uyuni reservei um hostel em San Pedro, procurei um mais ou menos no Hostelworld e reservei o Aji Verde. Olhei no mapa e fui atras dele. Andando de roupa de frio e mochilão no sol do meio-dia atacameño. O hostel fica a uns 15 minutos a pé dali. Chegando lá o recepcionista já perguntou se estávamos chegando do Uyuni. Tava na cara né Não lembro o preço da diária em pesos chilenos mas era em torno de 60 reais. Sim, hostel no Atacama é mais caro. Aliás, TUDO no Atacama é caro. Deixamos as coisas no quarto, colocamos roupa leve, uma bermuda e chinelo depois de dias...fomos ver que tinha pra fazer. Queria muito fazer o Salar de Tara. Tinha visto notícias que o Salar de Tara tava fechado pra recuperação da natureza, o que infelizmente confirmei ao chegar em San Pedro. Das 6 atrações do Salar de Tara só 3 estavam sendo visitadas e as catedrales que eram minha maior motivação não estavam sendo visitadas. Infelizmente, com dor no coração, não ia fazer o Salar de Tara. Acho que agora em novembro ou dezembro já reabre. Primeiro procurei câmbio. As casas de câmbio em San Pedro são todas próximas então fica fácil pesquisar. E tava variando bem de 138 a 167 pesos por real. Troquei 700 reais e mais 92 bolivianos que sobraram. E os bolivianos numa boa cotação. Valeria a pena ter trocado muito mais dinheiro na Bolívia e cambiar bolivianos em San Pedro ao invés de reais. Já queria ir pro Valle de la Luna naquela tarde. Procurei em 2 agencias que não tinha mais vaga mas na terceira tinha. E achei um bom preço, 12 mil pesos. Aproveitei e fechei as lagunas altiplanicas mais salar de Atacama e mirante de Piedras Rojas pro dia seguinte por 35 mil pesos, também um preço dentro da média. Pensei em fazer lagunas escondidas mas essa agencia não fazia. O Fábio fechou o tour astronômico com eles pra aquela mesma noite, não lembro o preço mas acho que 15 mil pesos. A agência era Volcano Expediciones na calle Caracoles. Pesos no bolso e passeios reservados, fomos procurar comida. Perto de onde a van deixou a gente tem umas barraquinhas que servem almoços bem baratos entre 3000 e 3500 pesos. Preferi um de 3200 pesos onde tinha uma opção com omelete e o Fábio pediu um chicharron de pollo. Antes vem aquele sopão pra já te encher e dar sustância. De bucho cheio, já 15h corremos pro hostel pra trocar de roupa de novo e voltar pro passeio. Chegamos na agência 16h em ponto e já com a galera entrando na van Nesse passeio paga 3 mil pesos de entrada e fomos primeiro no Valle de la Luna. Subimos lá no alto e o guia libera a gente pra fotos por quase 1 hora. Enquanto a galera foi toda pra direita que era um morro mais perto, eu o Fábio e mais uns poucos fomos mais longe pra esquerda, onde tem uma vista bem mais legal. Descemos as 17:30 e fomos pras cavernas de sal. Interessante atravessar as cavernas, mas nada muito empolgante depois do salar. Dali fomos pra Piedra del Coyote esperar o por do sol que seria as 19:30. Muita gente, muita muvuca, mas um lindo por do sol. Chegamos de volta em San Pedro as 20h e como o Fábio iria pro tour astronômico às 21h nem fomos pro hostel, ficamos numa cervejaria pra tomar um chopp, 2500 pesos o caneco. (R$ 15 ) Fábio foi pro tour e eu fui perambular em San Pedro. Já tinha visto muito céu estrelado e pra ele que tinha uma câmera fodástica poderia ser mais interessante. Comi uma empanada, procurei informações sobre o passeio das lagunas escondidas, passei de fora de um bar onde brasileiros cantavam Evidências a plenos pulmões , passei no supermercado pra comprar macarrão, presunto e queijo pra cozinhar no hostel, passei no terminal de buses pra sondar passagem pra Arica e fui pro hostel. O hostel tava bem parado, só tinha a menina da recepção, uma tcheca, tocando violão e cantando sozinha. Fiquei um tempinho lá com ela e fui dormir. Segunda-feira não tinha lá muitas opções na cidade e as tais festas no deserto, ilegais mas interessantes, só são divulgadas na ultima hora, então o jeito era ficar mais quieto mesmo
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