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fmoreira

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  1. fmoreira

    Guias que falam Português no Egito

    Encontramos um guia pelos fóruns na internet e tivemos uma maravilhosa surpresa ao contratá-lo. O serviço prestado pelo Hassan é fantástico, desde nossos planos do roteiro, passando pela recepção no aeroporto até às dicas sobre os detalhes da cidade. Ele tem conhecimento histórico muito bom, tornando o tour no Museu Egípcio uma aula de história e arte. O português é impecável e tem uma personalidade muito agradável e divertida. Sem falar que pratica preços que super cabem no nosso bolso brasileiro. Contato: [email protected] Whatsapp: +201006594827 Facebook: https://www.facebook.com/guianoegito Instagram: guia_egito_hassan
  2. fmoreira

    Cuba sozinha por 12 dias (queria mais!!!!)

    @mmClarissa Vai dar... Foi o país em que me senti mais segura nessas minhas andanças.
  3. fmoreira

    Cuba sozinha por 12 dias (queria mais!!!!)

    @Alice Possani, desculpe a demora em responder... A internet não é barata, tipo 2 euros meia hora... você compra um cartão tipo uma raspadinha, que apresenta login e senha e acessa via browser o site da operadora estatal e digita esses dados... daí entra normal, mas lento. Dá pra acessar whatsapp e redes sociais. Não funciona em todos os lugares, algumas praças específicas com sinal. Eu normalmente acessava perto da Sorveteria Copelia ou no Hotel Havana Libre, na praça do Vedado (era o caminho para meu quarto alugado). Em Havana Vieja também pega na Calle O Bispo. O cartão eu comprei na recepção do Havana Libre,
  4. @bebelcro meu critério foi a festa mais tradicional, por isso escolhi Morélia. Particularmente, acho que um dia volto para Oaxaca, gostei muuuuito de lá!!! Quanto às borboletas, eu não tive sorte de conciliar com o dia dos mortos... elas começam a migrar em novembro, mas o ápice creio que não seja no mesmo momento. Temos que pesquisar!
  5. @licealvess Oi Alice... desculpe a demora em responder...me virei muito bem de jeans e camiseta. Jaqueta para noite e usei fleece algumas vezes. Dias lindos de céu azul.
  6. fmoreira

    Cuba sozinha por 12 dias (queria mais!!!!)

    É impossível estar em Cuba pensando somente em fotografia, que normalmente é meu motivo para viajar, pois acabamos provando superficialmente o gosto do socialismo imposto por Fidel na revolução cubana, que muitos cubanos chamam de "fidelismo". Eu, particularmente, não sou fã do regime, mas é também é impossível não ficar fã do homem que teve coragem de enfrentar os americanos e o embargo imposto por eles, inclusive depois da crise com a quebra da URSS. Conversei com muitos cubanos, dos idosos aos jovens e nenhum deles falou mal de Fidel e fica claro que ninguém estava feliz com a "segunda colonização" que acontecia antes da Revolução. Em suma, ao retornar agora, preciso ler mais sobre a história para entender tudo o que vi, mas aparentemente, os cubanos são felizes com o pouco que tem, pois é certo que educação, saúde e segurança não faltam à população. E aí nos questionamos como o nosso governo não nos provê o básico com o tanto de impostos que pagamos. ​ Voltando a falar de turismo... Cuba merece mais que os doze dias que passei por lá. Eu gostaria de ter planejado melhor e ter esticado à Santiago de Cuba e a outros cayos, mas era o que tinha de férias, então curti o máximo que deu. ​ A chegada ao Aeroporto José Martin não nos deixa dúvidas que chegamos à Cuba, o ar é puro cheiro de fumo, as paredes são vermelhas e no estacionamento os carros da década de 50 já encontram-se à vista, com suas cores vibrantes que combina com a alta temperatura. Faz calor em Havana, muito calor! Talvez seja esse o motivo das funcionárias da aduana usarem saias tão curtas (a la década de 60). Eu segui uma dica do blog Viaje na Viagem do Ricardo Freire que indicava um quarto específico para alugar e quando entrei em contato por email, os quartos já estavam preenchidos, mas ela prontamente me conseguiu outro e também providenciou um táxi para me buscar no aeroporto. Foi um alívio ver uma plaquinha com o "Flávia Moreira" escrito. Afinal, não há como confirmar muita coisa ou fazer o pagamento para garantir. Eis que o táxi segue para meu destino que é uma verdadeira incógnita, mas uma coisa é interessante​, não passamos por nenhuma construção alta e enfim chegamos ao destino: Casa Petronila​, que fica em um prédio de três andares, dentro de um pequeno condomínio, rodeado de plantas. Petronila é uma senhora de seus oitenta anos, que nos recebe com toda sua fofurice. Fiquei em uma suíte ampla com ar condicionado, tv (que não usei), ventilador e até geladeira por 30 CUCs (cerca de R$ 100,00) e em um hotel eu pagaria no mínimo uns R$ 600,00, sem falar no importante fator social. A liberalidade do governo em permitir a cessão dos quartos deve ter melhorado a vida dos cubanos, que pelo pouquíssimo que vi não é mole! Organizei minhas coisas e tomei o caminho da rua, pois tinha que ir à uma agência para ver meu passeio para Cayo Largo, uma ilha à quarenta minutos de Havana, que teoricamente seriam​ meus únicos dias de descanso, ou seja, eu me daria de presente férias das férias. Rosa me umas dicas de como chegar ao Habana Livre, o hotel onde fica a agência, segui até à avenida 23 no final da rua e fiquei esperando os táxis compartilhados pararem. Simples assim: você faz sinal, pergunta pelo seu destino, se rolar um "sí", você sobe e o cara te deixa lá por um pouco menos de um CUC. Os táxis coletivos são todos carros antigos e, nesse primeiro dia, eu peguei uma Rural, cujos bancos me lembraram um pau de arara. É claro que eu paguei mico para entrar, mas não vou entrar em detalhes (rindo pacas ao lembrar, principalmente porque o cara me chamou de senhora.. hahahaha). Fiquei um tempão esperando para ser atendida na Cubatur, mas enfim reservei o voo e hotel para o segundo dia, mas não é certo fechar, porque eles só confirmam o voo um dia antes e depois das 15:00. Ou seja, você paga tudo, recebe o voucher só do hotel e reza. Segurança zero. ​ Saí dá agência com a fome de dez etíopes e parei no restaurante do lobby e pedi um frango grelhado com fritas e uma coca-cola (Nem acreditei, um amigo tinha me falado que era impossível tomar uma, já que nada americano entrava em Cuba, depois descobri que importam do México). Fome aplacada, dei uma volta pelas proximidades, troquei moeda e fui até à famosa sorveteria Copelia. ​ A Copelia é uma sorveteria do governo, portanto subsidiada, uma ensalada, que é uma cumbuca com cinco bolas, custa cinco CUPs, o equivalente à 0,20 de CUC, ou seja, aproximadamente R$ 0,70. Fica em uma praça bem próxima do Hotel Habana Livre e tem várias seções, sem marcação oficial para os cubanos ou turistas, pode até ter, mas eu não identifiquei facilmente e entrei na primeira fila que vi e era de cubanos. Em dado momento, perguntei ao rapaz a minha frente como funcionava, que me explicou e aí percebi que estava no lugar errado, então ele convidou a subir com ele. Fui né?! E acabei nem pagando meu delicioso sorvete de plátano (banana), apesar de insistir para pagar inclusive o dele, porque acredito que para mim o valor é muito pouco. Conversamos bastante, ele me explicou​ como eram os subsídios e exemplificou que com três empregos tinha uma renda mensal de 800 CUPs (32 dólares), que a cesta básica dada pelo governo através das cadernetas só durava uma semana e que mesmo complementando com compras em CUP, o orçamento era muito apertado. No final, ele me ajudou a pegar um táxi para retornar à minha casa, mas antes me perguntou se nos veríamos de novo e se eu gostaria de ir a sua casa. Muito engraçado! O táxi me deixou a duas quadras, no caminho um senhor puxou assunto, falando sobre as questões econômicas de Cuba, me mostrou foto da filha e contou sobre suas condições de trabalho, perguntou até se Temer estava sendo melhor que Dilma. Pensei logo que ia pedir algo, mas não, era só um papo mesmo. Se fosse no Brasil, já estaria com medo. Eu acho que como os cubanos tem dificuldade de sair do país, eles aproveitam a oportunidade de conversar com os turistas para conhecer o mundo. Já no meu quarto, tomei um super banho e dormi por doze horas. Então oficialmente chegamos ao primeiro dia de roteiros definidos. De casa já havia decidido por tomar o café na própria casa, pagando o extra de 5 CUCs, que valeu pela disponibilidade e qualidade, com café, leite, suco, frutas, pão, queijo, presunto e ovos (chega a ser um exagero!). Na mesa, um casal e filha franceses e um rapaz que somente depois de dez minutos identifiquei como brasileiro. Comentei que havia contratado um walking tour e que o guia me pegaria em casa, ele resolveu ir comigo e rachamos a despesa, ele também fotografa e foi ótimo ter companhia. A guia da Nosotroscubaneamos (http://www.nosotroscubaneamos.com), Maria Aidee, chegou pontualmente e tivemos oito horas de caminhada no centro histórico de Habana Vieja, com excelente detalhamento da história, dicas e uma simpatia fantástica. Finalizado o tour, eu e o gaúcho continuamos por nossa conta, sentamos em uma cervejaria artesanal na Plaza Vieja para fazer hora para o pôr do sol e para o Cañonazo, a cerimônia do disparo de canhão no Fortaleza de la Cabaña, que Maria já tinha nos dado todos os detalhes, pois temos que usar um túnel subterrâneo para passar ao outro lado da baía. Fomos de táxi e na volta nos aventuramos ao pegar o ônibus comum (mesmo com todo o terrorismo dos blogs de viagem que dizem que é impossível) e foi bem tranquilo. É uma cerimônia historicamente interessante, pois no período colonial, davam-se tiros de canhão ao final de cada dia para informar aos cidadãos que os portões da cidade estavam fechados e o acesso à baía estava bloqueado. O tiro do canhão desferida por soldados vestidos à caráter ocorre pontualmente às 21:00. Saltamos do ônibus no Malecon e ainda andamos um bom tempo para aproveitar o movimento da noite com o pessoal na mureta batendo papo, namorando e ouvindo música, e o que é mais legal, sem risco de assalto, fiquei com inveja do cotidiano deles. Chegamos em casa já passava das dez. Rosa me esperava com a confirmação do voo para Cayo Largo e já tinha até me arrumado um táxi que me pegaria às 3:40 da manhã. Lá foi embora meu sono em dia... ​ Então vamos falar sobre Cayo Largo... É uma boa opção? Sim, mas não para quem viaja sozinha. Para mim, particularmente, acabou sendo bom, porque eu estava muito cansada e não ter o que fazer foi uma excelente opção, porque se me conheço, estando em Havana eu ia querer fotografar tudo e iria me meter em todos os cantos. Fiquei por duas noites, mas praticamente três dias porque cheguei bem cedo e aproveitei para ir à Praia Sirena, uma das mais lindas que estive nos meus quarenta e três anos, areia branca como açúcar e mar verde esmeralda que faz o azul do céu ficar sem graça. No segundo dia ia fazer um tour de dia todo na Ilha de Las Iguanas, mas o tempo estava nublado e estava mesmo sem saco de ficar cheia de sal, areia e trânsito de barco e acabei deixando o dia me levar: acordei um pouco mais tarde, tomei café com bastante calma e fiquei em Playa Blanca (do hotel), que tem uma faixa de areia mais estreita. Como é uma época de baixa temporada, estava completamente vazia e foi bom hein.... Eu + eu mesma... Apareceu o guarda vidas com seu perro de cinco meses, ficamos cinco minutos conversando e mais nada, ótimo para quem não quer nada com o mundo. Saí da espreguiçadeira já quase na hora do almoço, mas parei ainda na piscina do hotel para dar umas braçadas (fazia tempo... e como gosto de nadar... sou definitivamente uma pessoa de hábitos individuais). Almocei a comida ruim do resort acompanhada de uma cerveja boa. Voltei pro quarto pra dar uma descansada, mas liguei a tv e acabei me deparando com a semifinal de Mônaco x Juventus. Às quatro fui enfim fotografar na praia, planos mais fechados, para fugir do mais do mesmo. Parei no bar, tomei um "sex in the beach" e o baby barman fez graça com o drink que respondi prontamente com piada: "no me gusta, tiene arena". Começou a armar um temporal, ao invés de tomar o caminho do quarto, preferi tomar outros drinks agradáveis com rum e assistir a chuva cair. Linda, por sinal e passageira. Deitei cedo. ​ Último dia, um pouco menos nublado e voo confirmado para tarde, não daria tempo de ir à Isla de las Iguanas. Fiquei batendo um bom papo sobre budismo e mantras com uma funcionária da piscina, consegui que o DJ me liberasse umas músicas cubanas em um cartão de memória, fui à praia e só! Depois do almoço peguei o rumo do aeroporto que ao invés de pousar em Havana, pousou em Barracoa e de lá foi ônibus. Inacreditável esse aeroporto, que se restringe a uma sala, menor que a rodoviária de Lumiar. No centro de Havana peguei o táxi coletivo e em cinco minutos estava no destino, com uma novidade espetacular, já que o meu primeiro quarto estava ocupado, fiquei na casa da outra filha da Petronila, Mayita e seu marido Luís, dois fofos! Amei! O custo total para Cayo Largo com o voo e duas noite no all inclusive Villa Iguana foi de 340 CUCs (o hotel tem uma estrutura bem legal, fica em uma praia muito da linda, mas a comida não é boa). Resolvi fazer minha primeira tentativa de sair à noite sozinha, Mayita e indicou um restaurante chamado Karma. Antes passei na Fábrica de Artes que estava fechada. Havia fila e duas brasileiras nela, puxei assunto e elas me convidaram para ficar na mesma mesa. Fui né, exercitando a oportunidade de socializar e tive sorte porque as meninas eram divertidas, tomamos mojitos e fomos expulsas do restaurante, não por mal comportamento, mas porque queriam fechar. Uma delas deu ideia de irmos a Casa de La Música, uma casa de salsa e nos acabamos até às 3 da matina. ​ Mesmo dormido pouco, levantei cedo para aproveitar a manhã antes de ir para Trinidad e fui fazer uma visita aos mortos no cemitério Cristóbal Colon, o segundo maior do mundo. É escandalosamente fantástico com obras primas sobre os túmulos, de lá segui (a pé) para a Plaza de la Revolucion (e é longe pacas!), cujo simbolismo histórico chegou a me deixar emocionada, pois foi o local onde Fidel fez seus emblemáticos discursos, inclusive a memorável convocatória à população para o programa de alfabetização em massa de 1961. As esculturas em arame de Che e Cienfuegos foram introduzidas aos prédios governamentais em 1995, tornando o lugar mais interessante ainda. ​ Às duas, o táxi compartilhado para Trinidad passou na casa para me pegar. A viagem foi muito cansativa e desconfortável espremida atrás com um casal de italianos. Acho que indicaria fortemente encarar um pouco mais de tempo no ônibus da Viazul. Encontrei o gaúcho nas escadarias da Casa de La Música, jantamos e voltei pra casa. Estava muuuuuuito cansada. Fiquei hospedada na casa Blue Media Luna, pela indicação de uma amiga e através do site Mycasaparticular, muitíssimo bem localizado, quarto simples, cama boa, ar condicionado, café da manhã gostoso e o atendimento VIP do Tony, dono da casa, uma das pessoas que mais amei nessa viagem, cara bom astral e super disponível. Trinidad é uma cidade tombada pela UNESCO, com seu casario colonial e ruas de pedra (opte pelo tênis ao invés do chinelo). Um paraíso fotográfico. Fiquei três noites e dois dias inteiros, há muitos roteiros com passeios pelas redondezas eu fiz somente o Vale dos Ingenios e gastei meu obturador pelas ruas da cidade, que também é especialmente musical com bandas nos muitos bares e na escadaria da Casa de La Música a partir do fim da tarde. Para fechar uma das noites, ainda fomos a uma boate chamada La Cueva, que funciona dentro de uma gruta, com uns cubanos que conhecemos e aí foi a vez do reggaeton. A cidade também é muito musical, com a salsa em todos os lugares. ​ Resolvi voltar para Havana com um escala em Santa Clara e para tal Tony me conseguiu um táxi compartilhado em uma wagon de 1950. Um barato! O propósito era ir ao mausoléu de Che e valeu demais. Acho que tenho andado sensível, pois fiquei bem emocionada. Em 1987, Fidel acendeu uma chama que nunca se apagou com o propósito de manter a memória de Che para toda eternidade. Para voltar a partir de Santa Clara, fui até a rodoviária (um horror, por sinal), mas acabei me rendendo a novo táxi compartilhado. O povo cubano sabe otimizar. Em suma, eu chegaria às 19:00 e consegui chegar às 17:00. Em meia hora já estava de banho tomado e fui para a rua de novo, passei no Hotel Nacional para fechar meu tour à Viñales e fui ver o pôr do sol no Malecon e acabei andando uns 5km do hotel até o forte de la Punta com ida e volta. ​ Fui jantar no Farallon, por indicação certeira da Rosa, as brusquetas estavam divinas e o espaguete ao pesto fantástico! E mais uma vez brasileiros no restaurante e eu na careta puxei assunto e assim como antes, fechamos o restaurante no bate papo. No dia seguinte fui de excursão para Viñales, porque faltando dois dias para ir embora fiquei com medo de não conseguir um compartilhado. Se arrependimento matasse eu já teria até reencarnado. Busão, lugares para lá de "fisga-turista" e um tal de para, salta, 5 minutos e volta dos infernos. E para ajudar minha irritação, estava cheio de americanos, o que achei um absurdo, com todo o embargo eles não deveriam ter a cara de pau de ir turistar em Cuba. Não paramos na cidadezinha, somente passamos. Nem a fotografia, já que é um local bem bonito me deu tesão. Um tremendo desperdício. Não que eu indique não ir, mas deve-se ir por conta, acho que se tivesse pago o privado com a Nostroscubaneamos, estaria muito mais feliz. ​ Os últimos dias foram dedicados à retornar a Habana Vieja, andar mais a pé e ir aos pontos que havia marcado no guia e tinha deixado passar, como por exemplo: Museu de la Revolucion, Bodequita del Medio e Callejon Hamel. Em Havana, praticamente para me locomover, usei os pés ou o almedron (táxi compartilhado que expliquei acima). Um outro local que fiquei frustrada em não conseguir fazer a visita guiada foi à Fábrica de Charutos Partagas (atrás do Capitólio), que tem uma história fantástica: inaugurada em 1845 por Don Jaime Partagás que era um homem apaixonado pela beleza feminina, dono de vegas em Vuelta Abajo, visitava frequentemente suas plantações com o fim de observar de perto os progressos, mas também na tentativa de desfrutar alguns romances. Amores, ciúmes e vingança estão relacionados com seu assassinato. Foi encontrado morto em misteriosas circustâncias em uma de suas vegas. Era um visionário e tinha um funcionário contratado para fazer a leitura de livros para reduzir o tédio do trabalho dos torcedores (profissionais que enrolam manualmente os charutos). Cuba tem duas moedas: o CUP, peso cubano, que é usado pelos cubanos e o CUC que é o peso convertido, que está em paridade com o dólar. Um CUC equivale a 25 CUPs. Porém os preços em Cuba apesar de "dolarizados" são equivalentes aos brasileiros, por exemplo: * Taxi compartilhado: 1 CUC (mas confesso que muitas vezes paguei 10 CUPs como os cubanos pagam). Só usei taxi comum para ir e voltar do aeroporto (25 CUCs na ida e 20 CUCs na volta) e no dia que saí de madrugada para Cayo Largo (10 CUCs). De resto só dava eu o os compartilhados. * Refeição: meu record foi 13 CUCs (mesmo assim porque teve mojito), ou seja R$ 45,00 (o que eu pago no almoço em um dia de trabalho) * Entrada na Casa de La Música em Havana: 15 CUCs. Em Trinidad: 1 CUC e a La Cueva: 5 CUCs. Muito mais barato que as baladas cariocas. * Cerveja: 1,50 CUCs em média (vale a dica de uma casa que vende bebidas no térreo do Hotel Habana Libre, as garrafas de rum estavam bem mais baratas lá) * Lembrancinhas, presentinhos e etc. - comprei muito pouca coisa, mas fui em uma feira de artesanato no porto de Habana Vieja, que funciona em um grande galpão, chamado Feira de San José. Os preços estavam bem melhores que na Calle O Bispo. * Charutos - comprei pouquíssimos, porque são caros pacas!!! Comprei meia dúzia em Viñales chorando... 6 por 20 CUCs, mas como um Cohiba estava 15 dólares foi um bom negócio. Para minha irmã e marido fumantes, trouxe uma caixinha de cigarrillos Cohiba por 6 CUCs a caixa com 10. * Hospedagem: média de 30 CUCs - Café da manhã: 5 CUCs De uma forma geral, eu gastei aproximadamente 65 CUCs/dia com hospedagem, alimentação e transporte interno. A esse valor, para fechar a execução orçamentária, deve-se adicionar os trechos entre cidades, os ingressos nos museus e os passeios feitos através de receptivo local. No final, eu gastei bem menos do que tinha colocado no orçamento. Cuba me encantou!!! As pessoas são ótimas, receptivas e falantes. Adoram os brasileiros, conhecem muito sobre nossa política e nossas novelas. O país inteiro é muito seguro! Não se ouve falar em assaltos!!!! Não me senti sozinha e como fotografo, a câmera faz muito companhia. Sobre o visto: não há stress. É só comprar a "tarjeta" no balcão de Serviços no Aeroporto do Panamá. Levar os 20 dólares trocados. Para ver as fotos, acessar: http://www.flaviamoreirafotografia.com/cuba Hospedagem: Havana - Casa Petronila - contato: [email protected] - Tel.: (+53) 53798966 (Rosa) ou (+53) 54224908 (Marianito) Trinidad - Casa Blue Media Luna - contato: Tony Lorente - Tel: (+53) 41 996781 (+53) 53807097 Cayo Largo - Villa Iguana (contratado via pacote com o vôo) ​ Taxi: Sr. Yorly (Pontiac 1955) - Tel.: (+53) 52422230 - email: [email protected] ​ Restaurantes: Vedado - El Farallon e Karma Malecon - La Abadia ​ Agências: Para contratar Cayo Largo - Cubatur Para walking tour em Havana e demais tours nas redondezas - Nosotroscubaneamos (espectacular atendimento que começa pelos emails da Geikis, super indico!) - [email protected] ​ ​ [/url]
  7. fmoreira

    Cuba - Havana e Trinidad - sozinha (de 05 a 13/05/16)

    Ana, boa tarde! Estou indo pra Cuba e gostei desse seu relato!!! A preguiça também irá me dominar para a ViaAzul... como funciona na prática a história do taxi compartilhado para Trinidad? Bjs
  8. fmoreira

    Como reservar vôo de Havana para Cayo Largo?

    Helvécio. Boa tarde... seu post é de 2014, mas vou apelar, porque acho que é impossível reservar por aqui. Conseguir ir à Cayo Largo? Estou com a programação mega apertada e não conseguir planejar me deixa doida! Obrigada!
  9. CIDADE DO MÉXICO E ARREDORES Vôo cansativo, nove horas (sem contar o trecho Rio x Guarulhos e o tempo infernal de conexão). Cheguei na Cidade do México às 7:00 pelo horário local. Ainda que gastando um pouquinho mais, já havia reservado o hotel com a diária a partir do dia anterior para evitar ter que esperar até 14:00 para o check in, o que foi muito bom porque eu precisava dormir e ainda por cima, chovia. Quando acordei, já estava disposta para perambular a pé e tentar pegar o clima da cidade e até a chuva já tinha dado uma trégua. A partir do hotel no bairro Juarez, peguei a badalada Avenida Paseo de La Reforma no sentido do Museu de Antropologia. Já pela Avenida você sente que a cidade está anos-luz à frente do Rio de Janeiro no quesito policiamento. Bem, eu viajei sozinha, andei muito sozinha, com uma câmera profissional relativamente cara e não me senti insegura um só minuto, apesar de todas as mil recomendações recebidas com relação ao perigo. Cheguei à conclusão que os cariocas estão realmente jogados às traças e ao descaso da administração pública. Essa área da cidade é muito moderna, prédios gigantes, embaixadas, grandes empresas, bolsa de valores, shopping centers, similar à Avenida das Américas, porém mais organizada e mais amigável, com jardins (e pessoas sentadas nos bancos sim!!!), muitos cafés, exposições ao ar livre, bicicletas nas ciclovias. Aos domingos, o trânsito é fechado aos carros e vira uma enorme área de lazer, que comporta inclusive competições, como um Aterro do Flamengo. Refiz meu roteiro de forma a passar para os primeiros dias, os pontos turísticos fechados,já que a chuva e o frio incomodaram um pouquinho. E o recomendadíssimo Museu de Antropologia sugou toda minha tarde, com seu grande pátio retangular, cercado em três lados por dois andares de exposições. O andar térreo reserva as exposições relacionadas ao México pré-hispânico, enquanto acima, as salas estão reservadas aos descendentes indígenas. Tudo é muito organizado. Passar pelas salas correndo seria um desperdício. É nesse museu, que está exposta a Pedra do Sol, também conhecida como Calendário Asteca, encontrado em 1970 nas escavações arqueológicas do Templo Mayor. De deixar o queixo caído!!! Na Cidade do México, usei muito o serviço do Turibus, que é um ônibus panorâmico de turismo, onde você pode descer em qualquer ponto, retornando posteriormente, além da possibilidade de usar os quatro circuitos. O negócio funciona relativamente bem por um preço bem barato (140 pesos, aproximadamente 33 reais), mais barato que taxi e mais confortável que o metrô. Claro que o ápice desse circuito foi a chegada ao Museu Frida Kahlo, a casa azul onde a majestosa pintora nasceu e cresceu, onde viveu com o Rivera e onde repousa suas cinzas (em uma urna, sobre a penteadeira no quarto superior). Mas vamos falar sobre Coyoacán, que na língua nativa mexicana náuatle significa "lugar de coiotes", bairro que mantém sua identidade tranquila, com ruas estreitas da era colonial, cafés e bares aconchegantes. Porém no Jardim Centenário, assim como na Praça Hidalgo, sendo domingo, há um fervilhão de pessoas curtindo os músicos, mímicos e artesãos e a visita fica mais interessante ainda. Da praça até a Casa Azul são seis quadras, passando pelo Mercado, mas antes de seguir vale uma parada na Igreja de San Juan Batista. Eu acredito que se o dia estivesse ensolarado eu teria mais interesse em passsar pelos demais pontos do Turibus, principalmente para ver de pertos os mosaicos de Juan O'Gorman que cobrem as paredes dos dez andares da Biblioteca Central, mas confesso que nesse dia fiquei no modo turista superficial, dominada pelo péssimo humor dos dias nublados. Na segunda-feira, pelo hotel, consegui o contato de uma agência de turismo e resolvi fazer as Pirâmides de Teotihuacan. Seria fácil ir por conta própria, mas cheguei à conclusão que um tour facilitaria a questão de conhecer a história através de um guia, além de conhecer pessoas e me misturar um pouco mais. A parte ruim foi que a Monopolis leva à sério os acordos firmados com os comerciantes locais e exagera no tempo destinado às compras e consequentemente reduz o que interessa. Nesse tour, o tempo gasto na loja caríssima próxima às Pirâmides, poderia ter sido utilizado na Basílica que foi insuficiente. O mesmo aconteceu no tour à Taxco com as lojas de prata, cujo tempo poderia ter sido utilizado para percorrer as lindas ruas do vilarejo e eu praticamente "briguei" com o guia para não entrar na segunda loja. Mas vamos ao que interessa... O complexo das Pirâmides de Teotihuacan já foi a maior cidade da mesoamérica e está distante da Cidade do México em 50 Km. É a maior cidade antiga do país e a capital do que foi provavelmente o maior império pré-hispânico do México. A única coisa muito incômoda são os vendedores ambulantes (me senti em Salvador, me desviando das fitinhas). O tempo abriu, o sol apareceu com o céu azul mais intenso que jamais havia visto. A cidade era dividida em quartos por duas grandes avenidas que se uniam perto de La Ciudadela, uma delas com um traçado norte-sul, é a famosa Calzada de los Muertos, chamada assim porque os astecas acreditavam que as imensas construções que a ladeavam eram tumbas enormes, construídas por gigantes para os primeiros governantes de Teotihuacan (do século 1 até o século 8, os astecas apareceram posteriomente). Embora a antiga cidade tomasse 20Km2 de território, a visitação está restrita aos 2km da Calzada com seus os principais monumentos: o Templo do Sol e o Templo da Lua em cada extremidade. Pirâmide do Sol - é a terceira maior do mundo, perdendo para a de Queops no Egito e a de Cholula, também no México (mas essa só tem maior base, logo, no olho eu já a promovo à segunda maior, com 222 metros de base de cada lado e 70 metros de altura e 248 degraus. A crença dos astecas que a estrutura era dedicado ao Deus Sol foi confirmada em 1971 com a descoberta arqueológica de artefatos religiosos em um túnel subterrâneo de 10 metros que vai do lado oeste até uma caverna bem no centro da pirâmide. Acredita-se que a parte frontal era pintada de vermelho, tornando a visão com o pôr do sol pra lá de radiante. Pirâmide da Lua - aparentemente tem a mesma altura da Pirâmide do Sol, mas foi na verdade construída em uma parte mais alta do terreno. Foi concluída posteriormente, por volta do século 300. A Plaza de la Luna, bem em frente é espetacular, tem doze plataformas de templos, que totaliza treze com a própria pirâmide, o que os arqueólogos entendem ter a ver com o calendário mesoamérico. Parada para o almoço e meu primeiro contato direto com a comida mexicana. Não vou me prolongar no assunto: meu problema não foi a pimenta, mas sim o milho. Toda massa tem milho: tortilhas, tacos, nachos, quesadilhas. Uma tortura. O frango é anêmico. Não rola um bifão e as famosas sopas são ralas. Tive sorte apenas em um restaurante com um frango com molho de pimentões em Taxco e em Puebla com o "mole". Provavelmente vou ficar um bom tempo sem comer no Subway porque extrapolei meu limite de sandubas por uma vida. No fim da tarde fizemos a visita rápida à antiga e nova catedral de Guadalupe. A antiga está nitidamente cedendo e tombando, internamente dá para sentir uma ligeira ladeira e a nova, de 1970 é espetacularmente linda por dentro, o que surpreende por seu exterior simplório. A Virgem de Guadalupe foi declararada oficialmente a padroeira do México em 1937 e sua imagem está por todos os cantos. Como todas as grandes cidades de países colonizados pela Espanha o Centro da Cidade do México reserva uma grande praça, lá chamada de Zócalo, construída sobre o que, alguma vez, foi o epicentro de Tenochtitlan (capital da civilização asteca). É uma das maiores do mundo, foi testemunho de importantes eventos políticos, cívicos e culturais do país no últimos 700 anos. Debaixo da praça, na estação do metrô, é possível ver maquetes e fotografias da região através dos séculos. Ao redor, a Catedral que levou 200 anos para ser construída o Palácio Nacional, onde os murais fantásticos de Diego Rivera, chamado “México através dos tempos”, pintado entre 1929 e 1951, deixou meu queixo simplesmente no chão!! Há pouco tempo, descobri que há possibilidade de vislumbrar o Zócalo do alto do campanário da catedral, mas não fiz. Vacilona, não estudei o destino como deveria. E enfim, chegamos ao Templo Mayor, que foi um dos principais templos dos astecas na sua capital Tenochtilan, atual Cidade do México. O templo era dedicado a dois deuses simultaneamente: Huitzilopochtli, o deus da guerra e Tlaloc, deus da chuva e da agricultura, cada um deles com um santuário no topo da pirâmide e cada um destes com a sua própria escadaria. Medindo aproximadamente 100 por 80 metros na base, o templo dominava um Recinto Sagrado. A construção do primeiro templo teve início algum tempo depois de 1325, tendo sido reconstruído posteriormente por seis vezes. O templo foi destruído pelos espanhóis em 1521 e ruínas foram tombads pela Unesco em 1987. Os objetos encontrados nas escavações atualmente fazem parte do acervo do Museu do Templo Maior, que merece algumas horas de atenção. O acervo ainda contempla a medalha recebida pela guatemalteca Rigoberta Menchu pelo Nobel da Paz de 1992, pela sua campanha pelos direitos humanos a favor dos povos indígenas, doada pela própria ao México, onde esteve exilada por anos. E então eu tive que voltar ao Centro em um outro dia para fazer os demais pontos turísticos dessa vez começando pela Alameda Central que é um grande parque com muitas árvores, fontes e bancos e que tem em uma de suas extremidades o Museu Mural Diego Rivera, que foi construído em 1987 com o objetivo de guardar o grande mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central”, que originalmente estava no restaurante do Hotel del Prado até que este sofreu danos em um terremoto (mas o mural nada sofreu). No dia, o museu não mantinha nenhuma outra exposição, mas só o mural vale a visita e um senhor chamado Arturo me contou toda a história do mural e ainda me levou ao subsolo para ver fotografias de como um estacionamento se tornou o museu e como o mural foi transportado. Diego Rivera, mais um vez me encantou. O mural, de 65 metros quadrados, conta a história do México em ordem cronológica: com a conquista pelos Espanhóis, o massacre dos infiéis com o domínio da Igreja Católica, a manifestação dos direitos da mulher. Trata-se também de uma das mais polémicas obras do pintor, graças à inscrição da frase "Deus não existe", situação que remeteu o mural para a censura, ficando nove anos sem ser exposta. Apenas em 1956 o mural voltaria a ser exibido livremente, depois de Rivera ter substituído a controversa frase por uma outra inscrição. E é nessa obra que a Catrina, o mais famoso personagem folclórico do México foi imortalizado, mas isso é papo para mais tarde. Cheguei cedo e o museu estava fechado, então aproveitei para ir em La Ciudadela (umas quatro quadras da Alameda), um local que centraliza a venda de artesanatos, onde fui comprar os crânios coloridos, que deixei de comprar em Oaxaca pela metade do preço, porque fiquei com medo de quebrar na agitação entre uma cidade e outra. Na outra extremidade da Alameda Central está o fantástico Palácio das Artes. Dez minutos depois que entrei, começou uma visita guiada gratuita. Eu sou sortuda???? Mais ou menos.... Eu acho que foi para compensar a falta de sorte com o cancelamento da apresentação do Ballet Folclórico exatamente no dia em que eu estava na cidade. Na verdade, só descobri a visita guiada por conta da minha cara de decepção na bilheteria. No fim da visita, a funcionária que fica na função de informações estava do lado de fora com um cartão postal do Ballet para me presentear e o mais interessante ela estava estudando português com um professor paulistano. Atravessando a rua, contrastando com a arquitetura, encontra-se a Torre Latino Americana, o primeiro arranha-céus da cidade, construído entre 1949 e 1953 com 43 andares. Na cobertura há um mirante interessante com visão 360 graus da cidade abaixo, incluindo a Calle Francisco Madero, onde fica a Casa dos Azulejos (prédio que vale pela arquitetura, não pelo café) que corta o centro da torre até o Zócalo e foi essa que atravessei mais uma vez para então visitar os murais de Orozco e Siqueiros no antigo Colégio de Santo Idelfonso. Imperdíveis. E a vida noturna? Não sei dizer como é!!! Eu tinha três programas no roteiro: o ballet, a luta livre e os mariachis na Plaza Garibaldi. Os dois primeiros tive um desencontro de agenda e o terceiro optei por não ir porque estava sozinha e sempre que chegava cansada no hotel, depois de andar como um camelo por todo dia, a preguiça me vencia. Castelo de Chapultepec - Trata-se de um palácio, localizado no alto da colina de Chapultepec, no centro do Bosque de Chapultepec, onde está localizado o Jardim Botânico, Zoológico. É uma área gigantesca e andei por toda a manhã e posso garantir que não conheci tudo. Construído na época do Vice-Reino da Nova Espanha como casa de verão e depois foram-lhe dados diversos usos, desde armazém de pólvora até academia militar, em 1841. Museu Soumaya - Inaugurado em 2011 pelo seu fundador, o empresário Carlos Slim, o museu abriga uma das mais importantes coleções particulares de arte e conta com a maior coleção de Rodin fora de território francês, também há obras de Pietro Bazzanti e Camille Claudel. A arquitetura é só para abrir o apetite. São seis andares, divididos em seis grandes salas. Há obras de Diego Rivera, Rufino Tamayo, José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e Dr. Atl, Georges Braque, Salvador Dalí, Pablo Picasso e Joan Miró; Jean-Frédéric Maximilien de Waldeck e Mónico Guzmán Álvarez, assim como peças de cerámica, concha e piedra de arte mesoamericano procedentes de Colima, Guanajuato, Jalisco e Nayarit. O mais interessante é que a inauguração teve a participação de Gabriel Garcia Marquez, o nosso Gabo. Xoximilco - fica distante uns 20Km do centro e é conhecido como "Veneza Mexicana", pois seus canais abrigam barcos coloridos, chamados "trajineras", que levam os turistas para cima e para baixo, ao som de mariachis e marimbas (pagos à parte). Eu, particularmente não gostei, achei enfadonho, os canais fedem e é muito "turistão". Talvez no fim de semana seja um pouco mais animado e interessante. Mas eu não indico. Para ajudar, no retorno, pegamos o famoso engarrafamento fenomenal da Cidade do México. PUEBLA E OAXACA E no fim, pelo comodismo, optei por ir para Oaxacana partir de Puebla, onde cheguei por um tour, onde conheci um casal de espanhóis de Salamanca e batemos perna pelas ruas. Paramos para almoçar em um local bem interessante, La casa de los muñecos, onde experimetamos a deliciosa cerveja pueblana e o famoso frango com "mole", o molho estranho com chocolate. Acho que foi o que de mais diferente comi em todo México e que curiosamente gostei. No fim do tour, me deixaram na rodoviária para continuar para Oaxaca, em uma distância de aproximadamente quatro horas em ônibus relativamente confortável, treinando o espanhol com um filme na TV. Da Estação de Oaxaca até o Centro histórico foram dez minutos, onde ficava meu hotel, brilhantemente escolhido, colado ao Zócalo, onde não parecia estar muito seguro, pois alguns acampamentos de manifestantes ocupavam os arcos dos prédios centrais, mas no fim nada aconteceu. Foi uma das cidades que mais gostei, é o reduto indígena do país e o melhor local com relação aos artesanatos (fui idiota em levar uma mala pequena). No primeiro dia, pela manhã fui ao Monte Alban, a antiga capital zapoteca, um sítio arquelógico 400 metros acima a cidade. Na entrada, há um museu bastante interessante com toda a explicação sobre a primeira civilização a utilizar a escrita. As esculturas dos "dançantes" me deixou encantada, assim como a representação das mulheres em trabalho de parto. De lá fomos a uma comunidade e casa de um escultor para a comum venda casada de artesanatos, mas acabou que foi bem legal e até me rendi a comprar um sapo. Almoçamos em um racho e o dono estava com uma camisa do Brasil!!! Seguimos na parte da tarde para o Templo Cuilapam Guerrero, também conhecido como Convento de St. James, uma obra majestosa iniciada em 1559 e nunca foi concluída. Foi planejado para atrair tantos povos indígenas que se converteu ao catolicismo, as dimensões gigantescas que exibe sugerem que tendo terminado pode ter sido o monumento melhores e mais bonitas da América colonial espanhola. Neste local foi baleado general Vicente Guerrero um 14 de fevereiro de 1831, um dos independentistas mexicanos. Quando cheguei no hotel, tinham cinco mil mensagens no celular por conta das notícias que estavam chegando no Brasil sobre Patrícia, um mega furacão que havia passado pelo litoral mexicano que provocou muita destruição e eu completamente alienada no meu torpor de férias históricas. Ainda bem que eu havia escolhido estar longe das praias. No segundo dia, parte do pessoal do dia anterior estava no meu tour e ainda fiquei treinando meu inglês ruim com um americano no hall do hotel que inclusive me chamou para jantar, seguimos para Teochillan del Valle, pueblo com tradição nos tapetes cuja lá é colorida com plantas e outros colorantes naturais (poupei meu bolso, porque estavam fora do meu orçamento) e paramos nas bodegas de mezcal e tequila. Lá eu com a gengiva dormente com as provinhas!!! Na parte da tarde fomos ao Sítio de Mitla, com sua arquitetura espetacular, formada de mosaicos e depois fomos para Hierve el Agua, uma formação rochosa que parece uma cachoeira de pedras. Nesse caso, as fotos valem mais que mil palavras. Últmo dia: photostreet!!!! Tirei o dia inteiro andando pelas ruas, entrando nos mercados, visitando as igrejas e museus. Chorei na emocionante missa da catedral. Acabei com minha sapatilha. Me rendi às batas bordadas. Assisti a uma manifestação de feministas. Tomei café em várias paradas. Almocei no restaurante sobre os arcos da praça e fiquei vendo a vida oaxacana passar. No fim da tarde, tomei meu rumo para rodovária para seguir rumo à região de Chiapas, ainda mais ao sul, para a cidade de San Cristobal de las Casas, 13 horas de viagem. CHIAPAS Eu queria ir ao sítio arqueológico de Palenque e fiz a escolha incorreta, não que San Cristobal de las Casas não tenha sido legal, mas é que eu poderia ter seguido direto para Palenque (seriam 3 horas a mais), continuado para Mérida (seriam 7 horas a mais na noite do dia seguinte) e o famoso sítio Chichén Itzá, e então teria voltado de Merida para CDMX de avião, assim como fiz ao voltar de Tuxtla. Teria aproveitado mais porque não vi nada de interessante em Agua Azul (que estava barrenta) e Misol Ha (parece que só estão lindas em uma parte do ano) e o tal Canion do Sumidero também não, só demonstrou que as garrafas pet são as grandes vilãs do meio ambiente. Esses dois passeios mais o dia chuvoso de San Cristobal seria o suficiente para ir mais ao sul. Na manhã de chegada, com a chuva, optei por ir para o hotel, único ruim de toda a viagem, mas bem localizado, levantei um pouco antes do almoço, ainda chuviscava mas ainda assim saí para comer e para reservar os passeios dos dias seguintes, a cidade é minúscula e em dez minutos dá para cruzar a Praça 31 de maio até o Cerro de Guadalupe pela movimentada Calle Real Guadalupe, somente de pedestres. A minha sorte é que nesse período estava acontecendo o Festival Cervantino, com apresentações de escolas de ballet, música, um show de tango e crianças apresentando Don Quioxote. E então vou me ater a falar de Paleque, que realmente foi o ápice da viagem ao sul do México. De San Cristobal até o sítio arqueológico é uma longa viagem, partindo às cinco da manhã, o que possibilita ver o sol nascer entre as montanhas e florestas, com aquela neblina suspensa. Se tivéssemos seguido à Palenque direto teria sido mais produtivo, pois já chegamos no fim da tarde, pois paramos nas tais cachoeiras sem graça. Jóia da arqueologia no México, Palenque é o mais importante conjunto de ruínas maias da América Central. Sob o comando de K’inich Janaab’ Pakal – Pacal, o Grande – seu governante mais importante, que assumiu o poder no ano de 603, Palenque viveu o auge da construções de edifícios inovadores. Um dos projetos mais impresssionates foi o hoje chamada de Palácio, com paredes e teto cobertos de argamassa feita com conchas moídas e cal, moldadas com figuras que representam as cerimônias e atividades dos governantes e dos deuses. O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça central , também conta o dia-a-dia de quem governava os maias da cidadela. Sua importância não para aí. O edifício é um dos mais estudados do mundo maia, não apenas por ter uma função crucial – servir de monumento funerário para o rei Pacal – mas também por ter as incrições mais detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo maia. Há, ainda, painéis esculturais dentro da tumba de Pacal. Ficamos duas horas por lá. Pouco, muito pouco!!! MEXICO CENTRAL - GUANAJUATO, MORELIA E PATZCUARO Para retornar do sul, optei por fazer por aéreo, porque meu tempo estava curto e eu ainda tinha Guanajuato e San Miguel do Allende antes de chegar à tradicional Festa dos mortos em Morelia e Patzcuaro. De San Cristobal de las Casas peguei um ônibus até Tuxtla de Guitierrez e de lá um vôo pela Aeroméxico para a capital, do aeroporto peguei um taxi para a rodoviária e seguindo o conselho da minha companheira fantástica de vôo, comprei minha passagem pela ETN e super confortavelmente cheguei à Guanajuato, a cidade mais fantástica do México! O centro histórico de Guanajuato possui um característico sabor europeu, com centenares de becos de pedras que sobem e descem a ladeira. As praças arborizadas estão cheias de cafés ao ar livre, museus, teatros, mercados e monumentos históricos. Os edifícios da cidade são um excelente exemplo da arquitetura colonial de estilo neoclássico e barroco. Uma rede de túneis subterrâneos corre debaixo da cidade para ajudar a controlar o fluxo do tráfego. Conhecida como o berço da Independência do México, esta cidade é uma importante parada ao longo da Rota da Independência, que também passa pela Dolores Hidalgo e San Miguel de Allende. Percorre a Alhóndiga de Granaditas, um edifício e monumento histórico localizado no centro da cidade, e o lugar onde aconteceu a primeira grande vitória sobre os espanhóis em 1810. É uma cidade de lendas e lugares lendários. Um dos mais conhecidos é o famoso "Callejón del Beso" (Beco do Beijo), um lugar muito estreito onde os casais podem se beijar desde varandas opostas. Não podemos deixar de participar de uma "callejoneada", ou serenata a pé, dirigida por músicos estudantes que, acompanhados por violões, oferecem serenata aos presentes e contam histórias locais. Anualmente, a cidade alberga o Festival Internacional Cervantino (eu cheguei com uma semana de traso), um evento de artes cênicas nomeado em honra a Miguel de Cervantes Saavedra, autor de Dom Quixote de la Mancha. Há menção a Cervantes em cada esquina, com muitos monumentos e um museu fantástico!!! A cidade abriga também a a casa do famoso muralista Diego Rivera, nascido neste mesmo estado, que foi convertida num excelente museu. Gostei tanto da cidade que abri mão de San Miguel do Allende para ficar dois dias por lá. e Guanajuato até Morélia é bem rápido, acho que três horas, não lembro bem. Cheguei no final da tarde, coloquei as malas no hotel e já fui dar uma volta na praça central e o clima Noche de los muertos já pairava no ar, com as crianças fantasiadas, lindas mulheres vestidas de Catrina, decoração fantástica, velas, "oferendas" e a flor típica em todos os lugares, chamada de la cempasúchil, que eu já era apaixonada e chamamos aqui de cravo francês. E como funciona o Dia dos Mortos? Eu segui o rito turistão: fechei um tour com uma agência local, a Morelianas, e segui para visita aos cemitérios locais em Pátzcuaro e Tzintzuntzan e o mais tradicional de todos, na Isla de Janitzio . É muito interessante, como as pessoas encaram a "comemoração". Que na verdade é uma celebração da vida, a saudade dos que já foram, para que sejam relembrados e não renegados à terra dos esquecidos. A festa está dividida em duas etapas, entre o 31 de outubro e 1º de novembro, os mexicanos celebram as almas que morreram quando crianças, no Día de los Angelitos. Já o dia seguinte é dedicado a quem foi para o outro mundo durante a vida adulta. É uma festa linda de se ver. De origem indígena, o Dia de Finados mexicano comemora as vidas dos ancestrais, que nessa época voltam do outro mundo para visitar os vivos. Os povos indígenas tinham cerca de um mês inteiro dedicado aos mortos: o nono do calendário asteca, equivalente ao nosso agosto. Quando os espanhóis chegaram naquelas terras, se assustaram com esses costumes e logo trataram de cristianizar a festa, que teve a data alterada para coincidir com o Dia de Finados católico. As famílias preparam verdadeiros banquetes, as pessoas se enfeitam e as crianças se divertem em suas visitas aos mortos, nos cemitérios! Cheguei ao hotel às cinco da manhã, realizadíssima por ter conseguido fazer a viagem que estava em meus planos há tanto tempo. Morelia é a capital do Estado mexicano de Michoacán e tem a mais linda arquitetura colonial dentre todas as cidades que conheci. A catedral começou a ser construída em 1660 e foi concluída em 1744 com a fachada em estilo barroco e interior neoclássico. É simplesmente fantástica, principalmente a iluminação noturna. A rua principal fica fechada aos domingos para lazer e no fim dela há um gigantesco aqueduto. Agora, o maior espetáculo da cidade é o Santuário de Guadalupe, com seu interior magnificamente decorado pelo artesão Joaquín Orta, cheio de adornos florais, coloridos em tons de rosa e lilás. Li em um guia que parece um templo hindu. É verdade. Havia comprado minha passagem de retorno à Cidade do México para a manhã do dia 03/11 e acidentalmente peguei um taxi na porta do hotel que descobri que havia sido chamado para outra pessoa. Conversando com o taxista, falei sobre o fato de não ter ido à Patzcuaro durante o dia e que tinha planejado os horários do dia e tal e seguimos para a rodoviária, chegando lá ele sugeriu que eu trocasse minha passagem e me cobrou 400 pesos (aproximadamente R$ 100,00) para me levar a Patzcuaro e rodar comigo pelas redondezas, ao sítio arquelógico e me "devolver" na rodoviária no fm da tarde. Consegui trocar e lá fomos nós. Coisas do destino. E assim, conheci Patzcuaro (e mais um muralista Juan O'Gorman), Quiroga e ainda consegui comprar as Catrinas por 1/4 do preço no pueblo dos artesãos que vendem para as grandes cidades. De volta à Cidade do México para um dia e meio de sol! Aproveitei a manhã no Castillo de Chapultepec e voltei ao Centro para fazer a visita guiada ao Palácio de Belas Artes (que para minha sorte também estava apresentando uma exposição fantástica de grandes fotógrafos), subir ao topo da Torre Latino Americana, andar a pé pelo Paseo Francisco Madero e passar a tarde toda nos murais de Siqueiros e Orozco no antigo Colégio Sao Idelfonso, hoje Museu de Arte e correndo as ruínas do Templo Mayor. Fechei o último dia com mais Rivera e uma corrida ao Museus Soumaya. HOSPEDAGEM: Cidade do México: Hotel del Principado - Atendimento espetacular, apesar da estrutura merecer uma boa reforma. Bem localizado, atrás do Shopping Reforma 222 e rua do Museu de Cera. Excelente custo x benefício. Oaxaca: Hotel Trebol - O melhor hotel de toda viagem pela localização, pelo conforto e atenção do staff. O preço para qualidade me surpreendeu, mas creio que foi uma promoção conseguida pelo Hoteis.com, uma vez que a tabela de preços da recepção estava o dobro. San Cristobal de las Casas: Hotel Casa Madero - Praticamente um pulgueiro bem localizado. Cama barulhenta, cheiro de mofo, chuveiro tipo splash que molhava até para fora da cortina. Mas foi tpo preço de hostel para um quarto privado. Então tá bom, né? Bolso agradeceu. Guanajuato: Hotel San Diego - De cara para o gol! Ao lado do Teatro Juarez. Quarto enorme, confortável. Chuveiro fantástico. Equipe insossa. Doeu no bolso, mas eu merecia depois do sufoco em San Cristobal. Morelia: Hotel Casino - Muito bem localizado, praticamente no quintal da Catedral. Quarto pequeno, mas longe do barulho do restaurante do térreo. Bom custo x benefício. RESTAURANTES: Não vão ser dicas brilhantes, porque eu nunca fui muito fã de comida mexicana e lá a coisa piorou. Oaxaca: El Asador Vasco - Fantástico!!! Ambiente legal, atendimento nota mil e um filé dos deuses. Sentei no varandão e fiquei lá vendo a vida passar. San Cristobal de las Casas: El Argentino - A melhor carne e salada que comi em toda minha vida! Melhor que na Argentina! Guanajuato: Casa Valadez - Tanto para o café da manhã quanto para o almoço é uma excelente opção! Morelia: Pulcinella - Fettucine al Alfredo. É isso! De resto, eu só posso dizer que Subway, Burger King e o meu preferido Crepes & Waffles foram a minha salvação!!!
  10. Vinicius, De Chivay/Vale del Colca, não precisa voltar a Arequipa, há como ir diretamente a Puno, assim economiza tempo, custa aproximadamente $40, através da http://www.4m-express.com/. Estarei indo em dezembro e já troquei minhas milhas, agora desenhando o roteiro, que não está muito diferente do seu. Ao voltar, se puder me mandar algumas dicas de operadoras locais, eu agradeço. Bjs,Flavia
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