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Edu Alves

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Tudo que Edu Alves postou

  1. Fazendo aniversário em Machu Picchu - A cidadela perdida dos incas Assim que amanheceu saímos para tomar café da manhã. As ruas de Cuzco próximas a Praça das Armas são em sua maioria todas estreitas e feitas de pedras. É necessário ter um pouco de atenção ao caminhar pois os carros surgem nas vielas a todo instante e geralmente o pessoal é um pouco “apressadinho” e não tem o costume de dar preferência ao pedestre. Não demorou muito e encontramos uma pequena lanchonete de uma senhora. O local exalava naquela manhã um agradável aroma de frutas frescas. Pedimos umas salteñas, um suco de frutilla e experimentamos a famosa Inka Kola. Voltamos para o hostel e eu usei a wi-fi para encontrar o endereço de uma agência que eu havia ouvido falar aqui no site do mochileiros, a NC Travel Cuzco do senhor Nicolas (EMAIL: [email protected] / [email protected] / TELEFONE: +51 84 235190 CELULAR: +51 984606757 / ENDEREÇO: Calle Triunfo 392 - Office: 210 - Arte Inka Shopping Center ). A agência está localizada próxima a Plaza das Armas no interior do Inka Shopping Center, que é um prédio antigo onde existem várias agências e algumas lojas. Entramos e fomos muito bem recebidos por uma das atendentes que se lembrou do meu contato por e-mail há alguns dias atrás. Contratamos o passeio de Machu Picchu com eles para o dia seguinte, que saiu por USD 115 dólares. Esses preços se referiam ao ingresso apenas para Machu Picchu USD 65 (pois não encontramos vagas disponíveis para Wuayna Picchu, só teria vagas livres apartir do dia 09 de março, então logo aconselho se você tem interesse em conhecer Wuayna Picch compre o seu ingresso antecipadamente pelo site do Perú) + o guia USD 10 + transporte de van ida e volta até a hidrelétrica USD 40 totalizando = USD 115. A gente pesquisou várias agências que estão em geral localizadas próximas a Praça das Armas e também até a do próprio hostel da Dona Antônia, porém todas estavam com preços muito altos quando comparado com a NC Travel Cuzco. Algumas tinham diferença de mais de USD 200. Não se preocupe se os serviços de determinada agência não for do seu agrado, o que não falta em Cuzco são agências de turismo, a maioria estão localizadas nas calles ao redor da Plaza de Las Armas, dando ao turista uma vasta gama de opções, então faça como nós, antes de contratar o serviço pesquise sempre! No dia seguinte chegaram do Brasil a Kátia, Edna e a Marcelle no voo das 6:00 horas vindo de Lima. Conhecemos todas e após conversarmos um pouco, saímos para almoçar em um restaurante que Dona Antônia nos indicou, que servia comida típica acompanhadas de danças típicas e apresentações culturais chamado La Cusqueñita. O lugar é amplo e agradável conta com mesas bem dispostas e ao fundo do salão existe um palco onde de tempos em tempos uma turma entrava fantasiada e dançava para o público. O restaurante conta com um cardápio rico e variado típico do Perú. O atendimento é ágil e automatizado, e os preços são excelentes. Se ficar em Cuzco não deixe de conferir, é uma ótima opção para comer-se bem e ainda apreciar um pouco da cultura peruana. A van nos pegou de manhã no hostel por volta das 8:30 hrs como combinado e seguimos viagem com outras pessoas de diversos países. A estrada é boa, asfaltada e bem sinalizada. A paisagem é montanhosa e com cenas rurais. Algumas horas depois chegamos em Ollantaytambo. Edna e Marcelle desceram e optaram por seguir viagem no trem da Peru Rail até Águas Calientes. Já eu, Kátia, Jean e Rômulo seguimos na van em direção a hidrelétrica. O caminho até a hidrelétrica é sinuoso, e bem perigoso devido a grande altura que se encontra a estrada. Praticamente durante todo o percurso a estrada segue serpenteando-se a beira de precipícios e desfiladeiros, há risco de desmoronamento e de colisão, então sempre que existia uma curva na estrada o nosso motorista sempre muito atento reduzia a velocidade e tocava a buzina alertando um possível veículo que pudera estar logo a frente. Depois de algumas horas, chegamos na hidrelétrica. Esse é ponto final das vans vindas de Cuzco. Então é necessário seguir até a pequena cidade de Águas Calientes de trem ou fazendo a típica trilha. Optamos claro, pela segunda opção. Começamos a trilha por volta das três e meia da tarde. O caminho é muito agradável pelos trilhos do trem floresta a dentro, em uma cadeia de montanhas de beleza inigualável, as margens do rio Urubamba, cuja águas agitadas é ideal para a prática de rafting (vide com as agências em Cuzco). Durante a trilha é normal você se deparar com mochileiros de todos os lugares do mundo, que assim como nós visava o meio mais econômico de se chegar a cidade portão de Machu Picchu, visando o útil ao agradável tendo a oportunidade de realizar essa trilha. Já era noite quando chegamos em Águas Calientes, então não esqueça de levar uma lanterna, caso anoiteça antes de você chegar no povoado. Águas Calientes é uma cidade charmosa mesmo que pequena, que está instalada aos pés da montanha de Machu Picchu. Percebe-se que o trem ali não é apenas um mero transporte, e sim o elo que faz a conexão daquele lugar com o resto do Perú. A cidade e a população depende muito dos benefícios que o trem trouxe de um modo geral para o povoado. Caminhamos até encontrar o hostel Pirwa que a Kátia havia reservado para todos nós ainda no Brasil. A diária nos custou Soles 33 por pessoa. O hostel é bom e confortável. Possui três andares, com quartos distribuídos em um corredor principal, e conta com duchas quentes, quartos com ou sem banheiro privado e wi-fi. Realizamos o check-in, deixamos nossas mochilas e fomos procurar algo para comer. Jantamos no restaurante Inti House que tinha excelentes pratos. No hostel conhecemos o nosso guia Beto que nos passou instruções de como proceder no parque de Machu Picchu, além de dar inúmeras dicas. A noite escuta-se o barulho do rio que corta a cidade, porém não foi algo que chegou a incomodar o nosso sono. Acordamos de madrugada, por volta das 4:30 da manhã, pegamos nossa mochila de ataque previamente preparada e seguimos para o ponto de onde os ônibus partem para subir a montanha sagrada dos Incas. No local existia uma fila que serpenteava rua acima. Após compramos o ticket de subida e descida, cujo valor era de USD 22, embarcamos e seguimos no ônibus. A subida é tranquila, a estrada faz algumas curvas até chegar no portão de controle de Machu Picchu onde apresenta-se o ingresso no controle existente logo na entrada do parque arqueológico. Entramos o nosso guia Beto no local combinado na noite anterior. Ele se mostrou muito simpático e bem explicativo durante todo o tour. As vezes quando o grupo se dissipava, assim como todos os outros guias Beto carregava uma bandeira, e sempre que julgava necessário balançava freneticamente a bandeira pedindo para que o grupo se reagrupasse. No parque existem guardas que fazem a fiscalização e monitoramento das áreas de risco, afinal dependendo do lugar qualquer deslize pode ser fatal. A sensação de estar ali é realmente indescritível. O lugar possui uma atmosfera fantástica. Só estando ali para sentir a energia que o lugar emite nas pessoas. Tudo é muito bonito e encantador. Desde as ruínas muito bem conservadas, às lhamas que pastam tranquilamente a grama verde que cresce em meio as pedras. Ficamos no parque até por volta de meio-dia e logo tivemos que descer porque precisaríamos estar na hidrelétrica as 14:30 hrs para pegar a van que nos levaria de volta até Cuzco. E esse foi um de nossos grandes erros de logística, porque Machu Picchu pede um dia inteiro de visita. Então para que você possa desfrutar e conhecer o parque todo, sem pressa, coloque o seu retorno para dia seguinte, independente se for voltar de van ou trem, e fique mais uma noite no povoado de Águas Calientes. Descemos e almoçamos uma pizza “muy rica” em um dos restaurantes e como era o meu aniversário tive o prazer de comemorar meus vinte e quatro anos muito bem ao lado dessa galera animada que cantou parabéns para mim lá dentro. Como estávamos ainda cansados da trilha do dia anterior, resolvemos voltar para a hidrelétrica no trem da Peru Rail. A estação de trem fica do outro lado do rio, após um mercado coberto de artesanato que existe assim que se atravessa a ponte. A nossa passagem de trem até a hidrelétrica custou USD 21 por pessoa em classe econômica. Também é possível voltar diretamente para Cuzco comprando a passagem na modalidade bimodal. A passagem recebe esse nome porque um trecho é realizado de trem até a estação de Ollantay e outro trecho é realizado de ônibus até a cidade "umbigo" do império Inca, fazendo assim jus ao nome. O preço da passagem bimodal de volta a Cuzco estava custando USD 90, achamos o preço absurdamente caro . Já no trem vimos que o vagão econômico é bem confortável, o trem possui teto de vidro e o espaço das poltronas que são acolchoadas, é bem amplo e ainda podemos contar com uma mesa dobrável a disposição dos passageiros, o vagão também possui banheiro nos fundos. O trem faz todo o percurso que fizemos anteriormente a pé na volta. Chegamos na hidrelétrica com alguns minutos mais cedo em relação ao horário da saída estimado da nossa van. Entramos sentados e tivemos que aguardar ainda durante alguns minutos, porque estava faltando algumas pessoas para fechar o retorno. Não tardou muito e logo fizemos todo o trajeto de volta para Cuzco, passando novamente pelos precipícios e pela cadeia de montanhas as margens do Rio Urubamba. Chegamos em Cuzco por volta das 22:00 a van nos deixou em uma praça pouco acima da Plaza das Armas, logo já estávamos confortáveis nas nossas camas, e naquela noite cheguei a conclusão que foi um dos melhores aniversários que eu já tive, porque aquele dia em Machu Picchu com meus novos amigos para mim, sem sombra de dúvida tinha sido o meu maior presente. Com certeza será algo que não irei esquecer tão cedo, lembrando sempre com muita alegria e entusiasmo. No próximo post vou estar colocando algumas fotos desses dois dias e também darei continuidade ao relato dos passeios.
  2. Ficamos na fila e após dar saída na imigração da Bolívia, era hora de atravessar o arco de pedra e dar entrada na imigração do Peru. Depois de algum tempo, todos os passageiros, em geral mochileiros passaram pelas devidas imigrações e o ônibus seguiu viajem em direção a Cuzco. Lá pelas tantas dois policiais do combate ao narcotráfico do Peru, entraram no ônibus e revistaram as bagagens de mão em busca de drogas, mas a vistoria não demorou muito e logo a viajem prosseguiu. Chegamos em Cuzco de madrugada. Assim que descemos do ônibus na rodoviária fomos abordados por um senhora de pele morena, cabelos longos e escuros, que nos ofereceu hospedagem em seu hostel, se tratava de D. Antônia, que demostrou ser muito solicita e simpática. Gostamos dos preços, pagamos o transfer até lá e aceitamos ficar hospedamos em seu hostel Inka Ollantay, por Soles 30 por pessoa.
  3. Chegamos em Copacabana, descemos em uma praça e prontamente fomos em busca de uma passagem para Cuzco para o mesmo dia, na primeira agência não havia mais vaga para aquele dia. Tentamos a sorte em outra agência que ficava logo mais na esquina, e conhecemos uma chola muito simpática que as pressas ligou para o ônibus e confirmou três vagas, mas ele já estava saindo, a passagem nos custou BS 110 por pessoa pela Titicaca Tours, e corremos feitos loucos ladeira abaixo em direção ao local da partida do ônibus, mas chegando lá o ônibus já tinha partido sem nós. De repente olhamos para trás e ouvimos a chola gritar: - Amigos! Amigos! Acá amigos! – ela estava descendo a rua, com um óculos que o Jean havia esquecido no escritório da agência. Ficamos por ali durante alguns instantes, até a chola acompanhada de um senhor fretar um táxi, que custou BS 20 até a fronteira de Kasani, onde o ônibus estava esperando os passageiros passarem pelos trâmites da imigração.
  4. A caminho de Machu Picchu Já em La Paz pegamos um táxi para a região do cemitério que é o local de onde partem as vans em direção a pequena cidade de Copacabana as margens do Lago Titicaca, o táxi nos custou BS 15. Assim que descemos do táxi fomos abordados por um senhor que nos ofereceu transporte até Copacabana “a princesinha do Titicaca” pela bagatela de BS 35 por pessoa. O transporte era um micro-ônibus verde, com poltronas confortáveis que logo partiu em direção a Copacabana. O micro-ônibus efetuou algumas paradas no caminho para pegar passageiros ao longo do percurso a mais demorada foi em El Alto assim que saiu de La Paz. O caminho é marcado por belas paisagens, montanhas nevadas ao fundo, e vilarejos que estavam ornamentados com balões de diversos formatos e fitas coloridas devido ao carnaval na Bolívia. Cerca de quase três horas depois chegamos ao Estreito de Taquile que é um dos locais onde o Titicaca se estreita possibilitando assim a travessia de balsas com ônibus, caminhões, motos e carros. Quando se chega nesse ponto é necessário que todos desçam, para que o micro-ônibus entre na balsa e realize a travessia. Os passageiros não tomam a balsa junto com o ônibus. Deve-se comprar um ticket em uma bilheteria que fica na margem do lago, e assim atravessar em pequenos barcos. O ticket da atravessia de barco custa BS 2 por pessoa. A travessia foi tranquila apesar das águas do Titicaca estarem um pouco agitadas naquela tarde devido ao vento frio que soprava dos Andes. Os barcos são mais rápidos que os ônibus então chega-se primeiro na cidade de San Pedro de Tiquina do outro lado do lago. Descemos e ficamos por ali durante alguns minutos esperando o nosso micro-ônibus dar as caras na margem, aproveitamos e compramos algumas batatas fritas e chocolates para comer no resto da viagem, com uma chola que tinha uma pequena tenda ao lado de um restaurante. Enquanto esperávamos fomos quase atingidos por balões cheios de água, vindo de uns meninos que estavam no alto de um prédio, além dos balões os pequenos estavam munidos de pistolas d’água. Descobrimos que na Bolívia em período de carnaval as crianças e adultos tem esse costume de brincar pelas calles com água. Mas também pude observar em La Paz que a prefeitura estava fazendo uma campanha para economizar água, se não me engano o contexto da campanha era: “Neste Carnaval derrame alegrias, não água” algo assim.
  5. Então é bem isso mesmo amigo! Eles mostram uma bike na agência, e chegando lá no passeio é outra totalmente diferente, exatamente como você disse. Sobre o Loki, vou ver se encontro a sua nova localização em meus papéis e posto aqui. Nossa você conseguiu um Go Pro?! Ótimo cara! Ainda sonho com a aquisição da minha! Faça altas fotos e vídeos e relata pra gente!
  6. Dando continuidade ao relato, agora vou falar de um dos passeios, que sem dúvida foi um dos mais eletrizantes deste mochilão: Downhil na Estrada da morte Decidimos fazer o downhil assim que chegamos de Uyuni, e após pesquisar os preços fechamos o passeio com uma agência que é vizinha ao antigo Loki (sim isto mesmo o Loki de La Paz, mudou e não está mais próximo a Plaza Murilo) e a mesma contratou o serviço com a agência Pacha Adventures, pagamos o valor de BS 380 por pessoa, no pacote incluía transporte, aluguel das bikes e equipamentos, além da almoço e hospedagem em um hostel com piscina após a descida. Na manhã seguinte o pessoal passou por volta das 7:30 no hostel como combinado anteriormente na agência, entramos em uma van e passamos em outros hostel para pegar o restante da galera. Com a van completa seguimos viajem em direção a Coroico. Alguns minutos depois chegamos em um ponto onde recebemos os equipamentos, conhecemos as bikes e recebemos instruções do guia tanto em inglês quanto em espanhol. Equipamentos colocados era hora de iniciar a descida, que começa em um percurso de asfalto e a descida não é tão perigosa nesse trecho mais sempre é bom ficar atento visto que se trata de uma via onde há tráfico de veículos a todo momento. Seguimos descendo a estrada até chegar no ponto de controle do local, nesse ponto paga-se o ingresso no valor de BS 15 por pessoa. Os guardas te dão um ticket que deve ser guardado por precaução até o final do percurso. Compramos uns chocolates em umas tendas que existem nesse lugar, o guia recolheu nossas bikes, e entramos na van. Na van seguimos por uma estrada sinuosa em meio ao conjunto de altas montanhas, até um ponto onde é possível avistar uma espécie de quiosque de dois andares a beira do desfiladeiro, nesse local o guia distribuiu um sandwich, iogurtes, chocolates e uma garrafinha de água para cada um. Após o lanche pegamos a bike era hora de continuar a descida de bicicleta, estava uma chuva leve mas não foi problema, muito pelo contrário só aumentou a adrenalina da descida. Continuamos descendo pela estrada que é sinuosa e cheia de pequenas pedras soltas, é necessário ter muito cuidado porque qualquer deslize pode ser fatal. Durante o percurso um rapaz vai nos fotografando e fazendo vídeos da nossa descida. O guia as vezes realizava umas paradas pra ver se estavam todos bem, e também para que o rapaz pudesse tirar fotos nossas nas cachoeiras que cortam a estrada formando cenários incríveis. Chegamos em um trecho onde a passagem estava interditada devido a umas obras de manutenção que estavam sendo realizadas pela prefeitura de La Paz. Nesse ponto, houve uma espera de mais de meia hora, e a medida que o tempo passava iriam chegando mais e mais pessoas de outras agências, e logo estavam acumulado uma galera enorme querendo passar. Depois de um tempo foi liberado a nossa passagem, mas teríamos que passar em uma vala de mais de quatro metros de largura com dois e meio de profundidade, eu fui um dos primeiros a passar, seguido dos meu amigo Rômulo, que também se ofereceu prontamente para ajudar os demais, Rômulo ia atravessando as bicicletas, e eu dando uma mãozinha para as pessoas escalarem a vala. Após ajudar a atravessar todas as agências que se encontravam ali demos continuidade a descida, que seguiu sem interrupções até o final do percurso. No término do downhill foi recolhido todo o equipamento do pessoal e fixadas as bikes no teto da van, e fomos em direção ao hotel por uma estrada de asfalto. Chegamos no hotel que fica em um lugar bem agradável, cheio de vegetação e belos jardins, e como estávamos todos cobertos de lama, damos logo um jeito de tomar um bom banho na ducha quente que o hotel possui. Depois do banho, damos um mergulho na piscina, e almoçamos uma comida excelente uma das melhores de todo o mochilão, a que mais se assemelhou com a comida brasileira. Conversamos um pouco com duas meninas da Espanha que também estavam ali, e depois voltamos para La Paz. Minha consideração final em relação a agência Pacha Adventures: A agência não possui equipamentos de proteção novos, mas estão em bom estado de conservação. As bikes também não são novas, e a minha bicicleta apresentada um "jogo" tanto na roda traseira quando na dianteira, e tive que fazer todo o percurso com ela assim, o que não foi nada bacana, já os freios estavam em ótimo estado. O guia é bastante atencioso, é bilíngue, gentil e sempre explicou tudo com muita paciência. Em geral o que nos decepcionou na agência foram as fotos, saíram péssimas mesmo, pra você ter uma ideia de mais de duzentas fotos, salva-se menos que dez ! Em alguns momentos deu a se perceber que a câmera usada pelo cara estava molhada, sem falar que ele cortava as pessoas em várias fotos, e não parecia saber o básico de fotografia, e os vídeos é melhor nem eu comentar. Mas pelo preço pago por nós, não poderíamos esperar tanto. Fica a critério de você escolher esta ou outra agência, mas só não deixem se possível de fazer esse passeio porque vale muito a pena, é muito divertido e alucinante, e ao final da vontade de fazer tudo outra vez!
  7. Olá Roger! Desculpa a demora, vou continuar o relato neste final de semana! Uma dica para arrumar companhia, é criar um tópico aqui no site especificando o período em que pretende viajar no título, assim as pessoas com disponibilidade e intenção de viajar neste período se juntarão a você! E qualquer dúvida pergunte, estamos aqui pra isto! Um abraço!
  8. Bem vou começar pelo salar porque acho que foi um dos pontos altos da viajem e esta mais recente nas minhas lembranças. A medida que for escrevendo os outros volto aqui e faço a postagem E espero que vocês gostem, e me perdoem quaisquer erros de português Salar de Uyuni Contratamos o passeio ao salar em uma agência que não me lembro o nome, mas fica em uma sala comercial ao lado da antiga localização do Loki em La Paz, e lá eles contrataram o serviço com a Sandra Tours já em Uyuni. O passeio saiu BS 720 por pessoa. Chegamos em Uyuni por volta das 8:30 da manhã e no mesmo instante fomos procurar a agência para confirmar o passeio para com a saída da cidade ainda para aquela manhã. Uyuni é uma cidade pequena e tranquila no meio do deserto, o surgimento da cidade se deu graças a sua localização estar na rota do trem que corta grande parte do país. Depois de duas andar o equivalente a duas quadras chegamos em uma avenida dupla é parada dos ônibus de diversas companhias. A agência Sandra Tours estava localizada na esquina, entramos e apresentamos o nosso voucher para uma senhora de meia idade, morena, que logo realizou os procedimentos colhendo o nosso número de passaporte e nossas assinaturas, e disse que sairíamos por volta das 10:30. Como não tínhamos tomado café da manhã resolvemos procurar um lugar para tomar, damos a volta na quadra e nos deparamos com uma pequena padaria chamada Delicio.us, o ambiente era aparentemente limpo e agradável, pedimos algumas salteñas, pão acompanhados de milk-shakes e sucos de fruta acrescidos de leite. Como eu não havia tomado banho na noite anterior, e estava super cansado resolvi procurar um hostel para tomar banho, tentei negociar um bom preço com as recepcionistas afinal eu queria apenas tomar um banho, mas não teve jeito, tive que pagar uma hospedagem completa para conseguir realizar tal proeza, o que me custou nada mais nada menos que BS 50. É eu sei foi caro, mas acredite foi um dos melhores banho de toda viajem banheiro espaçoso e uma ducha quente ótima. Quase duas horas depois encontrei o Jean e o Rômulo, conversando em frente a agência, o sol já tinha começado a esquentar e na frente da agência estava estacionado dois carros 4x4. Logo depois dois guias subiram no teto dos veículos e começaram a acomodar as mochilas e pertencentes dos mochileiros envoltos em uma lona azul. Na calçada estavam mochileiros de vários lugares, como Alemanha, Chile, Espanha e Japão. O horário da nossa saída não se deu exatamente no tempo informado pela senhora, entretanto também não tardamos muito a sair. Minutos depois após percorrer uma estrada chegamos ao cemitério de trens, é uma área onde como o próprio nome diz estão abandonados trens, peças e ferragens da companhia que percorria esse trecho. Quando chegamos já haviam outros grupos de outras agências que estavam no local tirando fotos nas ferragens. O guia nos deu quinze minutos para que pudéssemos também obter umas fotos nos trens, o que foi algo muito divertido. Depois seguimos estrada a dentro rumo ao deserto que já se formava no horizonte. Com o passar do tempo, fomos conhecendo aos poucos os outros quatro integrantes do nosso tours, descobrimos que três deles eram espanhóis e que estavam mochilando pela América do Sul a pouco mais de um mês logo depois que terminaram a faculdade de medicina Noélia, e o casal Sérgio e Martha tinham passado pelo Peru e Equador e estavam agora na Bolívia. A outra integrante do nosso grupo Ravieira Beatriz era uma chilena, que iria cursar fotografia após sua viajem, e também estava mochilando sozinha a algum tempo pelo Peru, e havia conhecido Noélia, Sérgio e Martha por lá e desde então decidiu se juntar aos três. Cerca de uma hora depois chegamos em um pequeno povoado após passar por um pedágio, onde os 4x4 param para que os turistas possam ter a oportunidade de conhecer um pouco do artesanato local em pequenas tendas situadas a beira de uma rua e também para que possam usar o baño no valor de BS 2, e ainda comprar alguns chocolantes, e snackers antes de ingressar de vez no salar. O artesanato é típico da Bolívia, e tem de tudo um pouco, peças confeccionadas com lã de alpaca, miniaturas de cholitos e cholitas feitas em biscuit, amuletos, tokens, enfeites e quadros para parede, chaveiros feitos do sal extraído do salar etc. Enfim muitos trabalhos interessantes, mas infelizmente os preços não são melhores dos que encontrados nas calles de La Paz, então se você tem a intenção de levar alguns souvenis da Bolívia para seus familiares, a dica que lhe dou é: resista a tentação e deixe para comprar em La Paz porque você vai economizar. Minutos depois seguimos por uma estrada plana, rumo deserto a dentro e ingressamos de vez ao salar, o solo é estupidamente branco fazendo uso indispensável dos óculos escuros, por favor não esqueça de leva-los pois são muito importantes para proteger a sua visão e para que você não fique lacrimejando a todo instante. Também não esqueça do protetor solar, pois o sol reflete no terreno branco, e queima muito a pele. No meio do salar existem vários hosteis feitos com blocos de sal e palhas, e lonas alguns melhores que outros. O nosso guia nos levou em um deles, onde foi construído um monumento em homenagem ao famoso Rally Dakar. Ficamos por alí durantes alguns minutos enquanto o guia Omar preparava o nosso almoço na traseira do veículo, e aproveitamos para tirar umas fotos usando a famosa técnica de perspectiva que todo mundo que vai ao salar usa, e que dá um efeito pra lá de divertido. O almoço foi algo simples: macarrão, bife ao molho, batatas fritas e refrigerante Coca-Cola que já não estava muito gelada, porém estava tudo muito saboroso e muito bem preparado, todos ficaram mais que satisfeitos. Depois do almoço seguimos viajem pelo deserto, e logo chegamos em um hostel feito de blocos sal nas encostas de um conjunto de montanhas, é incrível como tudo basicamente é feito de sal no hostel, mesas, bancos e móveis por um momento fiquei imaginando o trabalho que deve ter sido para cortar, moldar e transportar tudo aquilo ali visto que estávamos em um ambiente íngreme e de terreno totalmente irregular, realmente é um grande feito boliviano. Entramos e conhecemos o nosso quarto que tinha sete camas também feitas de sal, cada um escolheu sua cama, deixamos as nossas coisas e descemos para sala de estar que também é a cozinha, e se dispõe de várias mesas, em algumas delas haviam grupos de gringos de todos os lugares, que estavam bebendo, comendo ou jogando UNO. Acomodamos em um mesa próxima a entrada, e minutos depois fomos para fora do hostel e havia uma moça loira cortando o cabelo de um rapaz também loiro com a uma máquina, e como outros grupos sentamos em algumas pedras ao redor e nos colocamos observar enquanto conversávamos. A noite chegou e voltamos para o interior do hostel e nos acomodamos em uma mesa próximo a uma das portas de entrada, era uma mesa longa e forrada com um tecido estampado com pequenas llamas e o cholito figuras presentes na cultura boliviana. Foi quando se aproximou da gente um outro grupo de Israel, que se tratava de três moças com deficiência auditiva e mudas, começaram a se interagir conosco e logo percebemos que se tratavam de pessoas simpáticas. Conversamos bastante e descobrimos que elas estavam viajando a quase três meses pela América do Sul, inclusive haviam passado pelo Brasil. Em determinado momento, um das moças Gilat Elbaz pegou um moeda de peso boliviano, e propôs a brincadeira clássica do “Passa anel”, só que no lugar do anel, seria a moeda. Começamos a brincar e a se divertir com elas, fomos divididos em dois pequenos grupos, um de cada lado da mesa, a pessoa que estava sentada em uma das extremidades da mesa era o porta voz do seu respectivo grupo, e era o responsável por assimilar a opinião geral dos demais integrantes do grupo e leva-la a público. Cada grupo possuía três chances de acertar a localização da moeda, que estava escondida sob a mãos dos integrantes do grupo oposto. O grupo que acertava pontuava um ponto no placar. Na foto da esquerda para a direita eu, Assia Uhanany, Hen Ohana, Jean Almeida e Gilat Elbaz. O tempo passou e nem nos damos conta, e logo fizemos uma pausa para “cenar”. O prato de entrada foi uma sopa acompanhada de torradas, o prato principal foi frango assado servido com batatas, acompanhado de pequenas rodelas de banana fritas, e refrigerante Coca Cola. E mais uma vez tudo estava muito saboroso, acredite escrevo este relato recordando com água na boca. Após o jantar todos foram logo dando um jeito de tomar um banho, afinal já estava um pouco tarde e tínhamos que estar de pé “muy temprano” para dar continuidade ao tour. O banho quente tem o custo de BS 10 por pessoa, e está disponível só até as 22:30 hrs. Um de nossos amigos e uma jovem de Israel demorou para tomar o banho, e quando foi tomar, a água quente foi cortada no meio do banho, eles ficaram nervosos e foram reclamar com a senhora que administrava o hostel, mas suas reclamações não deram em nada, e acabaram por tomar banho na água fria sem outra escolha. No dia seguinte arrumamos as mochilas, escovamos os dentes, tomamos café da manhã e partimos em direção as lagunas. Pouco tempo depois chegamos na primeira laguna, localizada em meio as cordilheiras, com um visual de tirar o fôlego, tivemos um tempo para caminhar e tirar fotos. Durante a tarde outras lagunas, desertos, a montanha de sete cores e também visitamos a Árbol de Pedra, famoso cartão postal do Departamento de Potosí. Chegamos na entrada do parque Eduardo Avaroa, pagamos a taxa de ingresso que custa BS 150 por pessoa e entramos no parque, que possui paisagens e mais lagunas estupidamente fascinantes. A noite chegou e seguimos em direção ao hostel que passaríamos aquela noite. O hostel estava localizado em um das margens da famosa Laguna Colorada. Entramos e mais uma vez conhecemos o nosso quarto. Era um quarto maior que em relação ao outro do hostel anterior, porém a parede pintada de azul apresentava infiltrações e alguns lugares estava com mofo. Nesse hostel não tinha ducha, e o baño era horrível, além de não ter iluminação dentro do banheiro, os sanitários não contavam com descarga, e tudo se dava manualmente com o uso do balde com água. Mas isto não foi problema, porque em compensação a salar de jantar dispunha de uma chaminé logo ao lado das mesas que nos aquecia durante o frio intenso de 5º que fazia naquela noite. O jantar foi uma sopa acompanhada de pães, refrigerante e até um vinho tinto que caiu muito bem, naquela altura do campeonato já estávamos todos cansados, e esse vinho foi uma mão na roda para revigorar as nossas energias. No hostel estava hospedado também outro 4x4, e nele tinha um casal colombiano que iria se aventurar nos dias seguintes com o objetivo de conhecer Machu Picchu, e como já havíamos conhecido essa maravilha peruana, aproveitamos para passar algumas dicas preciosas aos pombinhos. Não tardou muito e logo cada um saiu a procura de sua cama. Chegando no quarto, os espanhóis deram uma crise de riso, que me contagiou por uns instantes e damos gargalhadas noite a dentro, e sorriamos dos perrengues e momentos que vivemos no decorrer do dia que tinha se passado, foi algo muito divertido, porém não demorou muito, e logo o cansaço nos venceu e todos pegamos no sono. No dia seguinte acordamos às quatro da manhã, e rapidamente tomamos o café que consistia em um café da manhã americano: pão, geleia, manteiga, iogurte com granola, café, leite e chá. Depois que tomamos café, saímos lá fora, fazia um frio enorme, nunca havia sentido um frio como aquele em toda a minha vida, o vento era cortante e estupidamente gelado. O guia Omar agasalhou nossas mochilas no teto e pegamos a estrada. O dia começou a amanhecer, e brevemente chegamos no primeiro gêiser, já havia outras turmas de agências diferentes conhecendo-o. Eu confesso que não consegui conhecer esse gêiser de mais de perto, e fiquei no interior do veículo, pois estava muito frio e eu já não sentia os dedos dos pés. Cerca de vinte minutos depois seguimos viajem em direção a outro local onde se encontrava vários gêiseres. O sol já estava quente, e o frio já estava mais ameno, pude descer e vê-los de perto, são fascinantes. O vapor que sopra da terra é quente, mas como o frio é grande, logo a temperatura se dissipa e o vapor esfria. Ficamos no local cerca de trinta minutos e logo seguimos em direção as termais, passando por desertos, onde se avistava montanhas ao fundo, grandes e com sua imponência montavam cenários perfeitos para ótimas fotos. Chegamos nas termais, é basicamente um alojamento a beira de uma estrada, que contorna uma grande laguna, donde se construíram uma piscina de pedra bem encima de uma das nascentes das águas termais. Existe um vestuário onde, é possível fazer a troca de roupa e vestir o seu traje de banho. Eu, Jean e o Rômulo não animamos a entrar nas termais, e nos contentamos em apenas mergulhar os pés nas águas “calientes” que brotavam da terra. A sensação e o bem estar proporcionado é indescritível, simplesmente algo super agradável, ainda mais levando em consideração todo aquele frio. Na laguna ao longe se avistava lhamas que pastavam e andavam tranquilamente, formando uma vista perfeita, e transmitindo uma paz sem igual para quem as contemplava. Quase uma hora se passou e havia chegado a hora de prosseguir viajem o Omar fez um sinal e nos chamou de volta ao carro, calçamos nossas botas e entramos no carro. Continuamos o nosso tour pela estrada a fora, até chegar na laguna verde, porém a coloração da água não estava nem um pouco verde, e mas tarde descobrimos que a água da laguna já não está verde a um bom tempo, e que tanto os guias quanto o pessoal das agências sabem disto, entretanto mesmo assim continuam vendendo o tour aos turistas afirmando com total convicção que ela está verde. Não me senti frustrado com relação a isto, afinal mesmo não estando verde a laguna ainda é bela, mas me senti enganado pela agência, o mesmo ocorreu com meus amigos Jean e Rômulo. Depois que tiramos algumas fotos, infelizmente era hora de despedirmos dos nossos amigos espanhóis Noélia, Martha e Sérgio, que iriam em pegar o transfer para San Pedro do Atacama no Chile e de lá seguir viajem subindo para o Peru, e também de nos despedir das nossas colegas israelitas que também iriam seguir para outro destino. Os carros 4x4 estavam todos estacionados próximos ao mirador da laguna verde, e de repente algo me surpreendeu, nossas amigas mudas, pediram para todos que se encontravam ali, se posicionarem em círculos, então todos formamos uma roda, e logo com um gesto meigo uma delas começou a gesticular sua mão e com um movimento parecido a um inseto em pleno voo tocou no ombro do colega mais próximo. E assim pediu para que o colega tocado por ela desse continuidade a dinâmica, com o próximo da roda, e assim ele o fez, tocando no ombro da pessoa seguinte. Logo todos deram continuidade a brincadeira, e fazendo gestos com as mãos que lembravam um inseto que voava e depois pousava em partes distintas do seu colega que estava ao lado, e em sentido anti-horário, todos se despediam de seus amigos. Quando todos terminaram, era hora de dar um beijo justamente no lugar que o seu inseto havia “pousado” na pessoa que estava posicionada ao seu lado. Admito que esta dinâmica, a despedida e toda aquele lugar lindo, mexeu com o meus sentimentos mas não cheguei a chorar como muitos que estavam ali, mas cheguei bem próximo disto. Essas israelitas me ensinaram muitos valores, só com o simples fato de observa-las pude aprender muito. Após essa dinâmica feitos por nossas amigas, tiramos umas últimas fotos do grupo todo reunido com o vulcão e a laguna com o plano de fundo, despedimos e era hora de voltar hora de fazer todo o percurso de volta a Uyuni. No nosso carro voltaram conosco o casal colombiano e duas meninas da Irlanda. Fizemos uma parada na beira de um riacho que cortava as montanhas onde próximo ali havia um grupo de lhamas que pastava tranquilamente a vegetação que crescia verde próximo da água. Alguns minutos depois chegou mais um 4x4 e nele uma surpresa a nossa amiga Raviera estava nele, ela nos disse que estava voltando pra Uyuni, e como as coisas em nosso carro estava um pouco apertadas, eu, Jean e Rômulo fomos no carro com ela que estava só com o motorista. O almoço ficou pronto, e o nosso cardápio era: arroz com legumes, atum acompanhado de uma salada feita com pepinos e tomates, e a bebida era um refrigerante Coca-Cola. Depois do almoço seguimos viajem até chegar no Valle de Las Rocas, onde como o próprio nome diz, é um vale onde existe grandes formações rochosas em tons de marrom, formando uma paisagem única, digna de cinema. Tiramos algumas fotos contando com a ajuda da Raviera que é aspirante a fotógrafa e logo voltamos para Uyuni, chegando na cidade no final da tarde. Já era quase noite, quando embarcamos no ônibus de volta a La Paz, pagamos o valor de BS 90 por pessoa em uma passagem até a capital em uma categoria semi-cama. A viajem foi longa e desconfortável. Chegamos em La Paz pela manhã, despedimos da Raviera e fomos para o hostel Bash And Crash. O hostel tinha ótimos quartos porém o baño masculino não tinha uma ducha das melhores, então no dia seguinte prontamente mudamos de hostel.
  9. Agradecimentos: Primeiramente quero agradecer ao bom Deus, a minha família e amigos, principalmente a meus pais e minha irmã, que mesmo as vezes não compreendendo essa minha abstrata necessidade de colocar uma mochila nas costas e sair por aí, sempre demostraram o seu apoio mesmo que a maneira deles. Claro que não poderia deixar também de agradecer a alguns mochileiros que me ajudaram seja pelas suas dicas e sugestões ou simplesmente ainda pela grande paciência em responder minhas dúvidas quase que diárias que eram enviadas por mim a suas respectivas caixas de entrada. Dentre os muitos que colaboraram para meu esclarecimento, quero agradecer em especial, a doce pessoa Maria Emília (MariaEmilia), cujo seus relatos e histórias sempre me inspiravam a aventurar por terras bolivianas, e ao Alexandre (aletucs) que além de muito participativo nos tópicos, é muito prestativo e sempre compartilhou seu conhecimento sanando muito de minhas dúvidas e a de outros mochileiros, seja nos tópicos destes dois países, como por MP; e por último ao Mauro Brandão (maurobrandao). E claro, a este excelente site, que é uma fonte inesgotável de conhecimento e a melhor referência no assunto, sempre com tantas experiências e novas histórias, contadas por aqueles que escolhem este estilo tão peculiar de viajar e conhecer novas pessoas e lugares. OBS: Inicialmente a ideia era escrever o relato por dias tudo dividido bonitinho, mas acontece que eu já não me lembro detalhadamente dia a dia , então vou tentar descrever os pontos altos da viajem. Prometo no próximo mochilão levar algo para escrever. Mas a ordem dos passeios foi esta: Machu Picchu Isla del Sol Salar de Uyuni Donwhill na Estrada da Morte Lutas livre das Cholitas Subida ao Chacaltaya Visita ao Cristo de La Concordia E o nossa rota foi esta: La Paz Copacabana Puno Cuzco Puno Copacabana Iha do Sol Copacabana La Paz Oruro Potosí Uyuni Potosí Oruro La Paz Cochabamba Garulhos E os gastos foram estes: Cheguei lá no dia 02/03 e voltei 22/03 e ainda sobrou USD 20 dólares De Garulhos a La Paz Não sei dizer ao certo quando surgiu em mim essa necessidade de colocar uma mochila nas costas e sair por aí, talvez sempre fora algo abstrato, ou ainda um vestígio de alguma ideia da adolescência, onde sempre em meio a um discussão com os pais ou com a chata da minha irmã mais velha o seu eu interior sempre pensava: - Um dia ainda saio por aí, e sumo no mundo e não vão saber nenhuma notícia minha! - Mas na verdade tudo não se passava de um sonho escondido em meio a tantos outros que temos enquanto jovens e esperamos realizar um dia, entretanto esse sonho em particular foi o que aos poucos ganhava mais forma em relação aos outros. A medida que ia lendo os relatos aqui no fórum, fui tomando a decisão de que meu primeiro mochilão iria começar pela América do Sul, precisamente na Bolívia e no Peru. Eu passava horas e horas, em casa e as vezes até no trabalho, lendo os relatos de outros mochileiros que tinham feito esse destino, e ficava viajando nas histórias, algumas muito hilárias e inusitadas por sinal, e sem dúvida imaginando o momento em que minha vez fosse chegar. Inicialmente a ideia era ir sozinho, mas pensei comigo de que vale a felicidade se não for pra compartilhar com os amigos (tá eu sei ficou parecendo comercial de Coca-Cola) mas cara pensei bem, e realmente vi que não era uma boa ir só. Então fui buscar companhia, e encontrei o tópico da Kátia Briesch, paranaense de Marechal Cândido Rondon, que pelo título do seu tópico parecia na época estar indecisa entre ir em janeiro ou março de 2014, me juntei na ideia dela de ir nesse período e aos poucos eu e ela decidimos que o melhor momento seria definitivamente em março e não em janeiro, pois entraríamos de férias nessa época. Esboços e rotas eram traçadas com os passar dos dias no tópico dela, conforme eram definidas as atrações e pontos turísticos que mais achávamos fascinantes aos nossos olhos. E com o passar do tempo mais pessoas se juntavam ao tópico, e porque não dizer a causa de se dar ao descanso, pegar umas férias e viajar no final do primeiro trimestre do ano. O grupo foi se expandindo, e formamos uma turma também no facebook, lá se juntaram muitas pessoas, entre elas um amigo gamer o Jean Almeida, que havia conhecido em um antigo fã-site de Tomb Raider a algum tempo atrás, e como todo admirador de arqueologia, o Peru é um destino indispensável para se conhecer, visto que o país tem muitos sítios e ruínas , pensamento este que ambos compartilhávamos, e o Rômulo um publicitário de Belo Horizonte que adicionou a Kátia e eu, e posteriormente também se uniu a galera, juntamente com a Edna também de BH. Como moro em Palmas não existem voos internacionais que partiam direto da capital, eu teria que pegar um voo para outra cidade, então antecipei e comprei logo minha passagem de ida e volta para Garulhos com quase um ano de antecedência por boleto bancário. Datas de chegada e partida definidas era hora de planejar o trajeto de Garulhos ao exterior, e após pesquisar decidi que o meu roteiro tinha que começar e terminar na Bolívia, porque sairia mais barato pra mim. A tradicional rota da maioria dos mochileiros que viajam para a Bolívia, SP a Santa Cruz de la Sierra não me atraia, e pelo que lia sobre a cidade na opinião da maioria dos mochileiros, a cidade não oferece muitos atrativos turísticos para se conhecer, na dúvida não fiz questão de ir lá confirmar , embora o meu voo para La Paz tenha feito escala em Santa Cruz de la Sierra, queria logo descer no aeroporto de El Alto, e de lá conhecer o quanto antes a capital. Chegamos em El Alto, o taxista do Hostel República já estavam a nossa espera então logo já saímos em direção a La Paz. No caminho fomos conversando com o taxista, falamos de futebol, carnaval, Evo Morales e até das novelas brasileiras acredite lá está sendo exibida atualmente Avenida Brasil .
  10. Ótimo Maria Emília, vou aguardar. Foi muito bom saber que o mirador Killi Killi em La Paz foi consertado, li que tinha acontecido um desmoronamento a um tempo atrás. E seu relato me animou a ir em Iquique se o tempo der, visto que agora sei que tem ônibus direto desde Cochabamba, a cidade me pareceu muito bonita e seria uma boa porque ainda não conheço o mar. Estou embarcando domingo 02/03 para La Paz, vou com dois amigos que vou encontrar em Garulhos, em La Paz vou ficar no Hostel República, chego às 19:00 hrs estou tentando fugir dos barulhos do Loki, Pirwa e cia e esse hostel me pareceu ser bem tranquilo
  11. Vou viajar dia 01/03 e vou fazer o possível pra ir tanto em Tupiza quanto em Tarija...
  12. Edu, qual será o seu roteiro? Oie Deborah! Então meu roteiro está assim até agora: La Paz - Cuzco (pela Amaszonas Airlines) Cuzco - Águas Calientes - MP Cuzco - Puno Puno - Copacabana Copacabana - La Paz La Paz - Oruro Oruro - Potosí Potosí - Uyuni Uyuni - Tupiza Tupiza - Tarija Tarija - Garulhos (pela BoA) Acha que dá pra fazer em 22 dias?
  13. Parabéns pelo relato até agora! E belas fotos! Vou continuar acompanhando, porque vou viajar para essas terras em março
  14. Alguém sabe me dizer quanto está em média o passeio de apenas um dia ao Salar?
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