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tabatajac

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Sobre tabatajac

  • Data de Nascimento 12-06-1987

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    Travessia Petro x Terê

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  1. Oi pessoal! Alguém que fez ou vai fazer a trilha em 2018 tem os valores atualizados? Não achei nenhum relato mais novo, e queria ter uma ideia de quanto as agências estão cobrando em Cusco. Quero ir ano que vem e ter os valores desse ano já ajuda. Aqui no Brasil, vi que as agências estão cobrando por volta de 340 dólares. Fiz as contas e, fazendo sozinho, sem guia, sairia uns 1.000 Reais (incluindo camping, comida, hostel em Aguas Calientes, entrada em Machu Picchu e trem de volta para Cusco, ou seja, tudo o que estaria incluso no pacote das agências) contra os 1.400 Reais do pacote. Se em Cusco for realmente bem mais barato, até 200 e poucos dólares, sairia quase o mesmo preço de fazer sozinho, já que o grosso dos gastos seria a entrada em Machu Picchu e o trem da volta de Aguas Calientes. Essa conta tá certa ou me perdi em algum lugar? Achei que seria beeeeem mais barato fazer sozinho, mas tá saindo quase a mesma coisa que ir com agência... 🤔
  2. Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias. Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro. Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar. No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um). O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada. DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu Distância: 8 km Tempo: 7 horas Ganho de altitude: 1.145 metros Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20. O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual. Pedra do Queijo Pedra do Queijo Visual de cima da Pedra do Queijo De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu. Parada no Ajax De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba. Subindo a Isabeloca Topo da Isabeloca Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima. Chegando nos Castelos do Açu Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus Pôr do sol dos Castelos do Açu Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir. DIA 2 – Castelos do Açu x Sino Distância: 7,5 km Tempo: 8 horas Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca). Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos Nascer do sol dos Castelos do Açu A Serra dos Órgãos e a nossa barraca Abrigo visto de cima dos Castelos Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia. Saindo do Abrigo do Açu Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia. Subindo o Morro da Luva Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente. Totens e Elevador visto de longe Elevador Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali). Morro do Dinossauro Cara mal humorada do Garrafão De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino. Pedra da Baleia Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos. Pessoal subindo em direção ao Cavalinho No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂 Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!). Cavalinho Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume. Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos. DIA 3 – Sino x Teresópolis Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria Tempo: 4 horas até a barragem Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino. Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4 Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só. Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis. Começando a descida para Teresópolis O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque. Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3 Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄 Chegamos! DICAS Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante. Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar. Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial. Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar. Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração. Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria. Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha. Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo. Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo. Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho. EQUIPAMENTO Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l Barraca: Quechua Arpenaz 2XL Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C) Isolante: Conquista 9mm Travesseiro: Quechua Air Basic Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact Panelinha e utensílios: Quechua Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos) Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens) Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200 ALIMENTAÇÃO Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim). Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu. Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado. DESVIOS Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
  3. Valeu Marcio! Fechei a minha para o feriado de 7 de setembro. Agora é só torcer pro tempo ajudar! Boa travessia para você! 😉
  4. Oi pessoal! Alguém por aqui tem ou sabe dizer se a linha militar da Macboot é boa? Estou de olho nessa bota: https://www.macboot.com.br/produto/bota-militar-cano-alto-macboot-papoula-04-mostarda/ Eu queria uma bota que desse para fazer trilhas, mas que também desse pra usar no dia a dia, e achei as outras linhas muito masculinas. Obrigada!
  5. Oi pessoal, tudo bom? Estou começando as pesquisas pra fazer a trilha agora em setembro ou outubro, e até agora vi poucas informações sobre água. Sei que no caminho tem alguns pontos que dá pra coletar, mas qual é um bom tamanho de garrafa pra levar? 1 litro é tranquilo? Outra dúvida, sobre os abrigos... Pretendo ficar acampada e levar fogareiro e panelinha. Tem como lavar a panela por lá? Sei que eles tem tipo uma cozinha, mas tinha entendido que era só pra quem estava hospedado no abrigo. Obrigada desde já! 😉
  6. Oi Igor, tudo bem? Então, esse trecho é um pouquinho complicado, já que é área de reserva biológica e é proibida a visitação. Mesmo assim, já vi relatos de pessoas que fizeram esse trecho a pé sem muitos problemas, é só saber que se você for entrar lá, não está fazendo uma coisa exatamente permitida. Um dos lugares que você pode pegar informação sobre o trecho é no livro do J. Bernardo sobre a ilha, ele descreve o trecho direitinho. Tem também trilhas já marcadas que você pode baixar no site Wikiloc para usar no GPS ou no próprio aplicativo deles para celular. Espero que ajude!
  7. Quando começamos a pesquisar Ilha Grande para o ano novo, queríamos uma praia que não fosse Abraão para ficarmos um pouco mais longe da muvuca do feriado. Decidimos por Palmas por vários motivos, mas acho que a proximidade à Caxadaço foi um dos maiores, além do camping que parecia confortável e limpinho. Como chegar: Comecei a pesquisar as muitas maneiras de se chegar à ilha saindo do Rio, e como ficaríamos em Palmas, me concentrei na ida para Abraão, que era a praia mais próxima que eu sabia ser movimentada. Entre elas, destaco as seguintes: Ônibus Costa Verde Rio > Mangaratiba + Barca CCR Mangaratiba > Abraão + Barco Abraão > Palmas ou Trilha Abraão > Palmas Ônibus Costa Verde Rio > Conceição de Jacareí + Barco Conceição > Palmas A primeira opção me parecia a melhor quando começamos a estudar a logística já que não sabíamos que existia barco direto para Palmas, e eu estava focada na barca, que é a travessia mais barata (R$ 15,00 p/ trecho). Na verdade, nem sei onde conseguir este barco direto para Palmas a não ser lá no cais de Conceição direto com os barqueiros, que a plenos pulmões se fazem notar bem facilmente. Mas, obviamente, a segunda opção é bem melhor, então já fica a primeira dica para quem for ficar em Palmas. Onde ficar: Fiz outro post aqui sobre toda nossa pesquisa de campings em Ilha Grande. Claro que não tem todos os lugares, mas já deve começar a ajudar quem quiser se hospedar por lá. Dia 1: Rio / Conceição / Palmas No fim das contas, compramos passagem com a Costa Verde para Conceição e o Glauco, gente boníssima do Camping Acorde, onde ficamos, nos buscou de barco no cais. Fizemos a travessia até a ilha em meia hora, mais ou menos, e já nos sentimos no paraíso ao pisar na areia da Praia Grande de Palmas. Castanheiras beiram toda a extensão da praia sombreando a areia para quem quer fugir do sol, com os poucos estabelecimentos esgueirando-se por trás delas. Praia Grande de Palmas Em frente ao Camping Acorde Descemos com as mochilas do barco e nos dirigimos ao fundo da pousada, onde fica o espaço de camping, para montar a barraca. Compramos há pouco tempo uma Arpenaz 2 XL da Quechua e temos gostado bastante dela, é bem fácil de montar e aguenta bem a chuva. Depois da barraca montada, biquíni e tchibum. Não acreditei na temperatura da água, tão quentinha para o mar do Rio de Janeiro. Com o mar estreado, fomos procurar dicas do que comer com a Jaque, também do camping e também gente boníssima. São basicamente três restaurantes na praia, o do meio, Morango de Palmas, onde de acordo com ela se deixa as calças, e os dois mais para a ponta com preços mais razoáveis (ambos com PF à R$ 25,00). Decidimos pelo Bar Palmas, o último da praia, e pedimos o PF de arroz, feijão, farofa, batata frita e peixe frito, muito gostoso por sinal, acompanhado de duas Itaipavas (R$ 10,00 de 600ml e R$ 15,00 o litrão). Até aí não estava achando os preços tão assim, réveillon em Ilha Grande, até comprarmos água. R$ 10,00 a garrafa de 1,5l. Mas beleza, é feriado e ainda vamos comprar muita água. Bar Palmas De noite fizemos um arroz com funghi pronto do Tio João meio sem gosto, mas foi legal para estrear a panelinha de camping também da Quechua que eu acabei de comprar. O céu super estrelado nos serviu de entretenimento até bater o sono. Dia 2: Palmas / Caxadaço A Praia do Caxadaço era o nosso maior objetivo nessa viagem, e queríamos muito chegar até lá pela trilha. Para quem não sabe, a trilha que vai até Caxadaço só é oficial até depois de Pouso, no caminho para a Praia de Santo Antonio. Depois deste pedaço a trilha se torna bem fechada, sem estar visível em alguns trechos e sem nenhuma sinalização oficial do parque. Encontramos pessoas que a fizeram sem GPS, e realmente não parecia impossível devido às várias fitinhas que marcam o caminho nas árvores, mas com certeza não parecia fácil. Sabendo de tudo isso compramos um aplicativo chamado Wikiloc que funciona basicamente como um GPS para o celular, permitindo baixar trilhas já marcadas ou marcar a que você está fazendo. Baixamos duas trilhas para Caxadaço e o mapa do Rio de Janeiro para que pudéssemos usá-lo offline. Pegamos um barco de Palmas até Pouso (o que foi meio preguiçoso, já que essa trilha se faz em uns 30 minutos) e de lá começamos a trilha que leva à Lopes Mendes (T11). Início da trilha Nesta trilha vão ter duas bifurcações, a primeira que leva para Lopes Mendes ou Sto. Antonio, e a segunda que leva até Sto. Antonio ou Caxadaço. Nas duas deve-se seguir à direita, primeiramente para Sto. Antonio, e depois para Caxadaço. Começamos a marcar o tempo e a trilha no GPS a partir da segunda bifurcação, e dela levamos 2 horas certinho até Caxadaço. A trilha percorre trechos de mata bem fechada, subidas íngremes e descidas acentuadas, acompanhada sempre dos gritos dos bugios, como se anunciando a sua chegada. Caí de bunda duas vezes e me arranhei bastante no mato, mas nada que a água salgada não resolvesse depois. Primeira bifurcação Segunda bifurcação A Praia do Caxadaço é como uma piscina natural de água cristalina escondida do mar por uma cerca de pedras e árvores bem altas. Chegamos à praia às 12:45 com o sol a pino, desejando um mergulho. Eu diria que o maior problema de Caxadaço não é chegar lá, e sim sair. A água quentinha, o som do mar e da mata, a calmaria da água, nada te ajuda a ir embora. Ficamos por lá, nadando e boiando, comemos uns biscoitinhos e às 15:30 decidimos que era a hora de voltar. Caxadaço Fizemos a volta novamente em 2 horas mesmo sofrendo um pouquinho no começo, já que a descida acentuada da ida vira uma subida fenomenal na volta. Chegamos em Pouso às 17:50 (20 minutos da bifurcação até a praia), compramos mais uma água de R$ 10,00 e esperamos o barco que nos levaria até Palmas. Ao chegar lá, batemos mais um PF de peixe frito no Bar Palmas e encerramos o dia por aí. Dia 3: Palmas Hoje o plano era irmos até Abraão para conhecer a vila, que eu nunca tinha ido, mas o cansaço tomou conta e acabamos ficando por Palmas mesmo, tomando uma cervejinha e olhando o mar. Como era dia 31, achamos válido pegar leve para aguentarmos até meia noite. Consegui finalmente comprar gelo do barco do gelo e peguei um isopor emprestado com o camping para gelarmos o espumante até mais tarde. Fica a próxima dica, a Praia de Palmas não tem fornecimento de energia elétrica, cada lugar tem seu gerador que é ligado em determinados horários. Ou seja, nada de geladeira comunitária. O barco do gelo passa no cais da praia entre 09:00 e 10:00. Em frente ao Bar Palmas Depois de vários banhos de mar, meio PF (R$ 15,00) e de uma ducha, estendemos a canga debaixo de uma castanheira e aproveitamos para dar uma olhada no livro que levei do J. Bernardo sobre Ilha Grande, onde ele conta a história da ilha e detalha muito bem as trilhas para quem quiser fazê-las, oficiais ou não. Já na janta rolou uma lasanha de panela que só deu meio certo, mas que ficou gostosa mesmo assim. Pegamos o espumante geladinho e sentamos na areia à espera dos fogos. Enquanto isso, a natureza já soltava os dela, com relâmpagos acendendo o céu de um lado ao outro. Meia noite bateu e dali pudemos ver a queima de fogos de Palmas, que foi maior do que eu imaginava, da Praia Brava, ao lado esquerdo, e do continente, de onde imaginávamos ser Mangaratiba e Conceição. Dia 4: Palmas / Santo Antonio / Lopes Mendes Depois do descanso de ontem, acordamos mais cedinho para aproveitar o dia. Como eu calculei mal as bisnaguinhas, nosso café da manhã só durou os dois primeiros dias e hoje fomos no barzinho ao lado para comer um queijo quente com guaraná. Já alimentados, seguimos até o fim da praia de Palmas para pegar a trilha para Lopes Mendes, passando pela Praia do Pouso. De Palmas até Pouso demoramos por volta de 30 minutos em uma trilha bem marcada com algumas subidas e descidas. Cruzamos toda a praia na sombrinha das castanheiras até chegarmos à trilha de Lopes Mendes, a mesma que pegamos para a Caxadaço. A diferença desta vez foi na segunda bifurcação, que pegamos à esquerda para a Praia de Santo Antonio. Os bugios resolveram nos acompanhar, mais uma vez aos berros, assustando um grupo de meninas que estavam à nossa frente e quase trombaram conosco querendo voltar sem saber o que era tanto barulho. Leões, ursos e onças foram as sugestões. Indicação para a trilha de Lopes Mendes em Palmas Chegada em Pouso Praia do Pouso Depois de uma descida íngreme chegamos à Praia de Santo Antonio em 01h15 desde o início em Palmas. A praia é bem curtinha e bem aconchegante, com árvores sombreando um pedaço da areia fina e branca que segue até o mar, margeado por muitas pedras que beiram a água. A água estava super quentinha, mesmo nesta praia que é virada para o oceano. Depois do banho de mar, descansamos à sombra das árvores para fugir do sol, que estava escaldante. Chegando em Santo Antonio Praia de Santo Antonio Relaxados, juntamos tudo e pegamos a trilha de volta até Lopes Mendes onde levamos um susto e tivemos o maior privilégio de dar de cara com um bugio em uma árvore acima da trilha. Logo haviam 5 ao nosso redor e ficamos quietinhos, só observando, enquanto cada um atravessava de um lado ao outro da trilha seguindo exatamente o mesmo caminho do anterior. Bugio atravessando a trilha Lopes Mendes é uma praia imensa com 3km de extensão, também voltada para o oceano e point dos surfistas. Ela oferece sombra e água fresca (R$ 5,00 a água de 500ml) para os que cansaram do sol, e um mar um pouquinho mais revolto do que o das outras praias, mas que também dá um bom mergulho. Lopes Mendes Não nos demoramos muito por ali e pegamos a trilha de volta até Pouso, onde pegamos o barco de volta para Palmas para mais uma almo-janta. O céu começou a fechar e a chuva começou a cair no segundo em que colocamos os pés de volta ao camping, dando uma refrescada mais do que merecida. Curtimos um pouco a chuva depois do banho e nos recolhemos à barraca para uma noite um pouco mais fresquinha, mas sem o canto constante das cigarras dos outros dias. Dia 5: Palmas / Praia Brava / Abraão / Mangaratiba Último dia na ilha, decidimos tirar a manhã para conhecer a Praia Brava, que fica à esquerda da Praia de Palmas através de uma trilha de literalmente 5 minutos (contados no relógio). Ainda em Palmas tomamos café no Morango de Palmas, onde para nossa surpresa não precisamos deixar as calças, e seguimos para a Praia Brava, que de brava não tem nada. Uma prainha bem pequena com uma pousada linda virada para o mar e ondas bem leves. De lá voltamos pela trilha e tomei um último banho de mar em frente ao camping. Depois disso foi desmontar a barraca, arrumar a mochila, tomar banho e partir para Abraão. Praia Brava Fechamos o barco para Abraão com o Alexandre no taxi boat ao lado do camping. Chegamos em Abraão mais ou menos na hora do almoço e fomos dar uma volta para procurar o que comer. Mesmo sendo segunda-feira, dia 2, a vila ainda estava lotada, com turistas zanzando para lá e para cá. A vila em si é muito maior do que eu pensava, com várias ruas para dentro da ilha e aproximadamente 2 mil habitantes. Ruas de Abraão Lojinha de bijuterias e tatuador Restaurantes na beira da praia Decidimos pular o PF por hoje e pedimos um bobó de camarão em um restaurante com ar condicionado. Já alimentados, seguimos até o centro de visitantes do parque para ver a maquete da ilha e esperar a barca. Para nossa sorte, esbarramos em um cara oferecendo uma escuna até Mangaratiba por 5 reais a mais que a barca, que já estava com uma fila gigantesca duas horas antes do horário. Fechamos com a escuna e nos despedimos de Ilha Grande. Centro de visitantes Dando tchau pro feriado Definitivamente 5 dias não é nem de perto o bastante para conhecer o lugar, com suas 113 praias e incontáveis atrativos naturais. Para quem for, vale muito a pena dar uma pesquisada antes e decidir que pedacinho da ilha você quer conhecer, definir um ponto de partida onde se hospedar e explorar por lá. A ilha é realmente grande e passeios de barco mais longos podem sair caro. Mas o que fica mesmo da ilha é a vontade de voltar e explorar o que ficou faltando. Preços: Hospedagem Camping Acorde: R$ 90,00 a diária p/ pessoa PF Bar Palmas: R$ 25,00 Meio PF Bar Palmas: R$ 15,00 Itaipava Bar Palmas: R$ 10,00 (600ml) e R$ 15,00 (1l) Água: R$ 8-10,00 (1,5l) e R$ 5,00 (500ml) Queijo quente Morango das Palmas: R$ 7,00 PF Abraão: R$ 22-35,00 Prato de peixe ou camarão em Abraão: R$ 90-110,00 p/ 2 pessoas Barco Palmas > Pouso: R$ 10,00 p/ pessoa Barco Palmas > Abraão: R$ 25,00 p/ pessoa Barca Abraão > Mangaratiba: R$ 15,00 p/ pessoa Escuna Abraão > Mangaratiba: R$ 20,00 p/ pessoa Tempos: Barco Conceição > Palmas: 30 minutos Barco Palmas > Pouso: 5-10 minutos Escuna Abraão > Mangaratiba: 1h30 minutos Trilha Palmas > Pouso: 30 minutos Trilha Pouso > Caxadaço: 2h20 minutos Trilha Palmas > Caxadaço: 3 horas Trilha Palmas > Santo Antonio: 1h15 minutos Trilha Palmas > Praia Brava: 5 minutos Trilha Palmas > Abraão: 1h30 minutos
  8. Oi pessoal! Estou planejando o ano novo e a Ilha Grande está parecendo uma ótima possibilidade! Já descartamos Abraão de cara por ser muita muvuca (e também mais caro), mas fizemos uma listinha de campings, que ainda não está completa, mas pode ajudar quem está precisando de informações atualizadas. Claro que não tem todos, e muitos (principalmente do Aventureiro) são muito difíceis de conseguir falar, mas aqui vai: AVENTUREIRO Camping do Luís - (24) 99815-3404 Camping do Neneca - (24) 99849-6403 Camping Verti - (24) 99829-3837 Camping do Ruben - (24) 99942.6566 Camping do Ferreira - (24) 3367-6967 / (24) 99827-1376 / [email protected] - R$ 50,00 a diária p/ pessoa Camping do Valdomiro - (24) 99915-5453 / (24) 99913-5303 - R$ 40,00 a diária p/ pessoa Camping do Seu Jorge - (24) 99956-4160 Camping do Seu Zé - (24) 99904-4166 Campinga do Ita - (24) 99222-8001 Camping do Naldo - (24) 99904-4166 Camping Bidi e Larissa - (24) 99991-8833 / [email protected] Recanto do Aventureiro - https://www.facebook.com/recantodoaventureiro - R$ 45,00 a diária p/ pessoa PARNAIOCA Camping da Janete - (21) 99674-7616 / (21) 99997-7160 / (21) 3354-6064 - Lotado Camping do Silvio - (21) 8222-8121 / (21) 7713-8695 / (21) 2409-8272 - Lotado Camping do Jorge - Lotado CAXADAÇO Não existe camping "oficial" - Não existe PRAIA DE PALMAS Camping Acorde - (21) 97278-0721 (Glauco) / [email protected] - R$90 p/ pessoa (inclui barco até Abraão - ida e volta) Hotel Paraíso do Sol (Praia dos Mangues) - (21) 2262-1226 / (21) 7844-9108 / (21) 99509-2223 - Lotado Camping das Palmas - (21) 3833-6461 Camping dos Coqueiros - (24) 9818-2833 / (21) 9936-0914 Carla / (21) 9864-1545 Tunico Camping Florestinha das Palmas - (21) 2464-0217 / [email protected] Camping Paraíso - (21) 9608-1987 - Não é mais camping ABRAÃO Alfa Camping - (24) 3361-5745 Camping Raio de Sol - (21) 99627-9785 / (21) 99547-6248 / (24) 3361-5744 / (24) 99849-7812 Camping do Bicão - (24) 3361-5076 / (24) 99831-1414 / (24) 3365-0820 / (21) 2512-5652 / (21) 99740-3799 / (21) 99740-3795 - R$380 (pacote 5 dias / 4 noites) Camping Cantinho da Ilha - (24) 3361-5358 Camping Sombra dos Coqueirais - (24) 3361-5152 / (21) 99565-2022 / (21) 98567-9136 - R$280 (pacote 5 dias / 4 noites) Camping do Lúcio - (24) 3361-5775 / (24) 99813-3237 / (12) 3642-4179 / (12) 99709-2894 - R$340 (pacote 5 dias / 4 noites) Camping Sossego - (24) 3361-5367 / (21) 2547-3191 / (21)99943-9868 - R$350 (pacote 5 dias / 4 noites) SACO DO CÉU Pousada Gata Russa - http://www.pousadagatarussa.com.br/pousada.htm - Lotado ARAÇATIBA Camping Bem Natural - http://www.bemnatural.com.br - R$440 (pacote 4 diárias com café da manhã) - R$395 (pacote 3 diárias com café da manhã) - R$ 35 almoço / janta Espero que ajude!
  9. Já que não tínhamos viajado no carnaval, queríamos muito acampar na Semana Santa, só não sabíamos onde. Começamos pensando em serra, Teresópolis ou Guapimirim mas acabamos, como todo mundo, decidindo ir à praia. No começo estávamos pensando na Praia do Sono, mas achamos um camping mais barato em Trindade e acabamos indo para lá mesmo. Sobre o camping: Pesquisamos alguns campings entre os mais conhecidos, como Guaiamum, Cabeça do Índio e Menina Flor, mas as diárias estavam um pouco caras por causa do feriado além de alguns cobrarem estacionamento. Fechamos então com o camping Ponta da Trindade que saiu R$ 100 os três dias para cada um (duas diárias) e sem cobrança de estacionamento. O camping tem capacidade para 50 barracas e de acordo com o pessoal lá estava mais ou menos com 70% de ocupação. Achei o espaço bem organizado, com marcações no chão para as barracas, postes de iluminação com tomadas, banheiros femininos e masculinos (se não me engano 5 ou 6 para cada) e cozinha comunitária, além de ficar na beira da praia! Achei um ótimo custo-benefício. A viagem: Saímos do Rio na sexta de manhã, mais precisamente às 9:00 e seguimos pela Rio-Santos, que por acaso estava bem tranquila. Chegamos em Paraty por volta de 13:00 e paramos para almoçar em um restaurante de comida turca bem agradável que fica por trás da rodoviária. O lugar é simples mas bem gostoso e com preço bem razoável, o prato executivo saiu por R$ 25 com macarrão ao forno, legumes fritos, salada com molho de iogurte e couve-flor. O turco responsável pela comida Huummmm (como diria Ana Maria Braga) Depois do almoço passamos a tarde andando pela cidade, tomamos um sorvete e seguimos viagem. Chegamos no camping em Trindade no fim da tarde, montamos a barraca e ainda deu tempo para uma caminhada na Praia de Fora, onde fica o camping. Depois que o sol se pôs fomos dar uma volta pela rua central e sentamos para tomar uma cervejinha mais que merecida (Heineken de 600ml por R$ 10, só não lembro o nome do restaurante, sorry). O céu ainda estava um pouco encoberto e depois do miojo o cansaço bateu e fomos dormir. A noite choveu bastante com direito à relâmpagos e trovoadas, mas a barraca nova (Arpenaz XL da Quechua) aguentou bravamente sem um pingo d'água para dentro. No sábado acordamos cedinho com sol ainda um pouco encoberto. O planejamento era seguir até as piscinas naturais de Caxadaço (ou Caixadaço ou Caixa d'Aço, ainda não descobri qual é o certo) e depois ir voltando. Juntamos os petiscos, a canga e a câmera nas mochilas e seguimos na direção da Praia do Meio. Chegamos lá bem rapidinho, diria que entre 10 a 15 minutos de caminhada do centro. A Praia do Meio é bem pequena, com uma pedra no meio de onde o visual é bem legal. Por ser pequena já estava um pouco cheia quando chegamos e por isso resolvemos seguir. Praia do Meio Visual de cima da pedra Para chegar em Caxadaço é preciso pegar uma trilha também pequena, de uns 10 ou 15 minutos e com bastante subidas e descidas mas com o "engarrafamento" que pegamos nela demorou um pouco mais que isso. Caxadaço é uma praia comprida e super agradável sem muita estrutura, só vi dois restaurantes, um mais arrumadinho e um mais simples com um camping entre as árvores. O mar ali parece um pouco bravo mas passando a arrebentação fica uma delícia. A praia parecia uma procissão de pessoas indo para as piscinas naturais, mas ela é tão bonita que resolvemos parar um pouco antes da entrada da trilha para as piscinas, estendemos a canga e demos um mergulho. Trilha entre a Praia do Meio e Cachadaço Vista da Praia do Meio de cima da trilha A procissão Caxadaço A quantidade de pessoas indo para as piscinas começou a ficar inacreditável, qual seria o tamanho daquilo? Brincamos que íamos entrar no mundo de Lost e nunca mais voltaríamos. Depois de outra trilha (essa um pouco mais longa e também bem engarrafada) chegamos às piscinas e ali estava o mar de gente. Realmente, o lugar é paradisíaco, mas aquela vibe de Piscinão de Ramos quebrou um pouco o clima. Brinquei um pouquinho com a câmera e os siris e voltamos para Caxadaço. O piscinão de Ramos Caxadaço na volta com um pouquinho mais de sol Paramos no restaurante mais simples para outra também muito merecida cervejinha, que se transformou em quatro e um pastel de queijo, tomate e orégano que dava para alimentar uma família (uma delícia, R$ 10). Depois dali seguimos de volta para o centro para pegarmos a trilha para as cachoeiras. A dica aqui para não fazer como a gente é a seguinte: no centro tem uma placa indicando a direção da cachoeira, que é o sentido contrário da Praia do Meio, mas esse caminho, que foi o que pegamos, vai pelo lado direito do rio. A trilha "certa" sai da Praia do Meio e vai pelo lado esquerdo do rio, chegando até a pedra que engole. Por causa disso tivemos que atravessar o rio e subir um barranco para pegar a trilha certa, já que estávamos do outro lado. Nos juntamos aos outros transeuntes e chegamos às cachoeiras. Sinceramente, não achei a cachoeira lá essas coisas, também estava bem cheia e o tempo estava um pouco fechado, o que não ajudou. Ficamos pouco ali e descemos de volta para tomar banho de mar, que parecia mais negócio. Cachoeira antes da pedra que engole Voltamos pela rua central e fomos para a Praia de Fora, onde rolou um mergulho de mar e um cochilo na areia com direito à som ao vivo do restaurante ao lado do camping. Depois do banho e da maçaroca de "arroz cremoso" que fizemos para o jantar demos um pulo na rua central para comprar água e para presenciar uma procissão de sábado de aleluia com direito à velas, violão e música do Raul Seixas. De volta ao camping foi a vez da garrafa de vinho na beira do mar. Ficamos embasbacados pela luz da lua refletida no mar e o céu tão estrelado, ainda mais depois de um dia nublado. Meia garrafa de vinho foi suficiente para o game over depois de um dia agitado e fomos dormir, sem chuva essa noite. O domingo amanheceu lindo, com o céu totalmente aberto. Tínhamos que sair até o horário do almoço, então juntamos o que sobrou de beliscos e fomos para a Praia do Meio, já que não tínhamos tomado banho lá ainda. Estendemos a canga, ficamos um pouquinho e a quantidade de gente de novo não animou muito. Como Caxadaço foi a que nos conquistou, pegamos a trilha de novo e fomos para lá para um último mergulho de mar. Mais uma da Praia do Meio de cima da trilha, agora com sol Caxadaço super ensolarado Chegou a hora então de desmontar a barraca, que foi até mais rápido do que imaginamos. Tomamos um banho e seguimos viagem de volta ao Rio. A estrada estava um pouquinho mais cheia, mas nada demais. A barraca meio bagunçada Praia de Fora vista do camping Em resumo, Trindade é linda. As praias paradisíacas e a noite animada valem muito a viagem, mesmo que em feriado com a cidade cheia. Nós não estávamos no clima de balada (na verdade, acho que nem temos mais) mas vimos bastante movimento no fim da Praia de Fora, com música a noite toda. Para quem está afim de uma coisa mais animada, parecia uma boa pedida. Para quem quer algo mais tranquilinho, uma cervejinha debaixo do céu estrelado é mais do que maravilhoso.
  10. Que legal Amaury, se precisar de ajuda estamos aqui. Depois conta como foi!
  11. Olá pessoal! Estou começando a organizar o reveillon e estou pensando em acampar em Trindade. Já comecei a pesquisar os campings mas indicações são sempre bem vindas! O que já vi ate agora foi o seguinte: - Ponta da Trindade - http://www.paraty.com.br/trindade/ponta.asp Está muito bem cotado no Trip Advisor, mas acho que deve ficar bem lotado, já que tem capacidade para 60 barracas. - Camping Tarumã - http://www.pousadacabecadoindio.com.br/campingtaruma.asp Fica por trás da Pousada Cabeça de Indio, não fica exatamente na praia mas parece que fica só a 100m de lá. - Nascer do Sol - http://www.paraty.com.br/trindade/campingnascerdosol.asp Com capacidade para 35 barracas, talvez fique um pouco menos lotada que a Ponta, e também é de frente à praia. Já comecei a pedir os preços e quando tiver posto aqui. Minha pergunta é, alguém tem boas indicações pra lá, principalmente no reveillon que é uma época mais lotada? Thanks!
  12. Oi Debora, tudo bom? A princípio, acho que 15 dias são suficientes sim mas, como não conheço New England, não sei exatamente quanto tempo precisaria por lá. Fiquei 7 dias exclusivamente em Manhattan e consegui fazer bastante coisa mas, claro, tudo depende do ritmo de cada um. Em relação ao frio, eu acho que vai ser uma friaca mesmo, mas dá pra suportar (se o povo lá suporta, a gente também consegue! rs) É um pouco incômodo de andar pelas ruas, que é um dos atrativos da viagem, mas sempre dá pra ir aos lugares de metrô ou táxi. Com criança a coisa muda um pouco, pois imagino que ele sentiria o frio um pouco mais, mas vale a mesma coisa do metrô ou táxi! Eu já vi vários sites voltados para viagens com crianças, eles dão dicas ótimas do que fazer para agradar a todos (dá uma olhada no google por coisas tipo "turimo família NY" que aparecem várias coisas). Os programas mudam um pouquinho mas os museus são super legais e fazer um boneco de neve no Central Park não tem preço! Lógico que diminuiria um pouco o ritmo, vocês provavelmente teriam que voltar pro hotel um pouco mais cedo, mas não acho que estragaria a viagem, é uma adaptação de roteiro. Só acho que seria interessante mencionar ao pessoal do couch surfing que vocês estão viajando com uma criança, não consigo imaginar que alguém tenha um problema com isso, mas nunca se sabe né? Nunca fiz esse tipo de viagem com crianças, mas espero ter ajudado! Qualquer coisa estou por aqui! Abs!
  13. Oi! Obrigada pelo comentário nas fotos, a câmera faz quase todo o trabalho! rs Sobre compras, não comentei muito porque fui com o orçamento bem apertado e tentei fugir dos outlets. Mas, como ninguém é de ferro, acabei passando por alguns, só não comprei muita coisa porque o dólar estava bem tenso (oscilando pelos R$ 3,30). Os que eu fui foram os seguintes: TJ Maxx e Marshalls: 620 Ave of Americas (W19th quase com a 6th ave) A vantagem dessas duas lojas é que elas ficam no mesmo prédio, uma em cima da outra, então você já aproveita a viagem pra ir nas duas. Eu acho que a Marshalls tem mais opções, a TJ Maxx tem uma vibe meio seção de roupas de supermercado, mas olhando bem você acha alguma coisa interessante nas duas. Marshalls: 2182 Broadway (na Broadway entre a W77th e 78th st) Essa parece um pouco menor que a outra, mas ela tem vários andares e o de cima é bem grande, então nem sei dizer exatamente qual é maior. Nessa achei coisas interessantes em cosméticos, como cremes para o cabelo, para o rosto e perfumes. Tem bastante opções de roupas também. Como eu não saí de Manhattan, não pude ver os outlets de fora da cidade, mas dizem que são enormes. Se você tiver o tempo e a oportunidade acho que vale a pena. Espero ter ajudado, e boa viagem!
  14. Realmente, o frio lá não é brincadeira! A noite passamos um bom frio também, as cobertas na barraca foram mais que necessárias! Mas vale uma segunda visita no verão, as cachoeiras são maravilhosas!
  15. Olá André! Foi tranquila sim, realmente nos EUA o AirBnB não é exatamente legal, já que as pessoas acabam sublocando os apartamentos, mas quem perguntasse sempre dizíamos que estávamos na casa de uma amiga que estaja viajando. Ficamos neste apartamento. Achei a localização muito boa, no UES, e fizemos praticamente tudo andando, mas se precisar tem uma estação de metrô à umas 5 quadras de distância. A gente resolveu escolher algo bem localizado mesmo que um pouco mais caro para não precisar pegar metrô pra tudo, mas em outros bairros você acha coisas mais baratas. Ah! Última coisa, sempre barganhe no AirBnB, principalmente se você for ficar uma semana ou mais, eles sempre melhoram os valores.
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