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liborioc

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  1. Oi Pessoal, Desculpem-me pela longa ausência. Vim trazer a vocês mais uma experiência insólita, ocorrida neste último fim de semana (30/04). Uma das coisas boas de se morar em Brasília é a centralidade da capital. Nem sempre isso se reflete em proximidade, mas trás boas surpresas. Neste último fim de semana, estava naquela inquietação típica dos mochileiros. Muito tempo parado, sem fazer nada diferente. Virei-me para minha namorada e a convidei para passarmos o fim de semana em Pirenópolis (cerca de 140Km de Brasília). Mulher maravilhosa que me acompanha em todas as aventuras. Já conheciamos a cidade, não seria nenhuma novidade, mas pelo menos também não ficariamos em casa assistindo televisão. Rs. Nos preparamos para acampar com barraca, lanterna, etc, e nos dirigimos à cidade no sábado pela manhã (30/04). Como queriamos fazer um trekking e conhecer uma nova cachoeira, nos dirigimos diretamente ao CAT (Centro de Atendimento ao Turista), antes mesmo de procurar um camping. Lá se pode contratar guias, passeios, rafting, rapel e outras aventuras mais. Nós já conheciamos um excelente guia chamado Tilapa (61-92271004), mas como ele não estava disponível consultamos um outro chamdo Cirino, também excelente guia mas não tenho o telefone. Optamos pelas cachoeiras Bonsucesso, uma fazenda com 6 cachoeiras, num percurso de +- 10 Km, 5 Km para ir e 5 Km para voltar. Iniciamos nosso trekking de forma descontraida e aproveitando os ensinamentos de um guia preparado e profissional. Infomações de história, geografia, biologia, fauna, flora, climatologia,..., caramba! Tanta informação que já nem lembro de metade dela. Acabamos descobrindo que Pirenópolis no período do Brasil Império possuia 2 igrejas Nossa Senhora do Rosário. Uma destinada ao brancos (aquela que foi incendiada e passa atualmente por reformas) e a dos pretos, tão magnifica quanto a dos brancos, mas largada ao descaso e hoje totalmente destruida, localizada hoje onde se encontra um Coreto e onde acontece uma feira de artesanato. Ainda mais interessante é saber que esta praça do Coreto é um sítio arqueológico a céu aberto e sem nenhuma proteção, até então. Parece que existe um projeto da prefeitura e de outras instituições para estudo da área, onde existem ossadas e pertences dos nossos escravos do século 19. Enquanto isso... Novamente na trilha, descobrimos curiosidades tais como o uso da "Baba de Timão" (se esse não for o nome correto, me perdoem) para "cicatrizar" a perda da virgindade de moças no século passado. Cômico se não fosse trágico! Chegamos a fazenda Bonsucesso e aproveitamos as delícias das 6 cachoeiras do local. Ao custo de R$ 6,00 por pessoa, claro! Na sede da fazenda encontra-se banheiros e vende-se água, água de coco, frutas desidratadas. No fim do dia (+- 15hs) voltarmos a base (CAT) e aproveitamos para colher informações locais. Nota 10 para o CAT de Pirenópolis. Muito bem equipado e assessorado. Monitores, atendentes, fotos, mapas. Tudo o que um turista precisa. O atendente do CAT nos informa que tivemos a sorte de chegar num dia de Folia. Para quem não sabe (eu não sabia), as Folias são "peregrinações" dos "foliões" que passam de fazenda em fazenda recolhendo "donativos" para a Festa do Divino. Além disso, existe todo um ritual para as Folias. Em primeiro lugar os foliões só vão nas fazendas que são convidados. Em segundo lugar eles não podem simplesmente chegar, pegar o donativo e sair, não. Eles chegam a fazenda, já toda enfeitada para a folia. Na entrada da fazenda é erguido um arco por onde os foliões devem atravessar. Mesmo assim, só depois de encontrarem a Pinga. O dono da fazenda esconde a Pinga do lado de fora do arco e os foliões só entram após a encontrarem. É uma festa. Folião em cima de árvore, desenterrando pedra, desmatando campim. Após acharem a Pinga, entram na fazenda e começa a parte ritual. Cantos, rezas, danças. A catira é uma das danças. Junto a isso, os curiosos (turistas ou não) se amontoam para a parte "profana" da festa. Muita bebida, comida e música a noite toda. Tudo isso de graça e por conta do dono da fazenda para os foliões. Mas os turistas e curiosos podem comprar nos ambulantes que se dirigem para o lugar. Os foliões dormem naquela fazenda e no dia seguinte se dirigem para a fazenda seguinte. E tudo recomeça... Como estavamos cansados por causa do trekking, descidimos almoçar (ou seria melhor chamar de jantar) e dormir um pouco. Como estava ameaçando chover, optamos por pegar uma pousada. Com a dica do Guia, optamos pela "Pouso do Alferes" (62-3311066), na rua de trás da Rua da Alegria. Para quem não conhece, a Rua da Alegria é onde fica a vida noturna da cidade. Algo bem bucólico. Dormimos até 21hs, acordamos e ficamos nos perguntando se deveriamos ir na Folia. Festa desconhecida, Fazenda desconhecida. Não sei, não. Mas não era exatamente por isso que estavamos ali?! Decidimos ir. Encontramos a fazenda facilmente graças ao mapa feito pelo atendente do CAT. Mas tava lotada. LOTADA! L O T A D A!!!! Aquilo era uma verdadeira festa. Muita gente, muita música e muita dança. Coincidência era que tinha uma equipe da Globo filmando a festa. A reporter, ao contrário de nós, parecia "puta" com toda aquela alegria. Só melhorava a cara quando tinha que fazer a "filmagem". Tiramos muitas fotos, inclusive no altar separado para a padroeira da festa. Resolvemos sair +- 3h da manhã. Retornando a cidade, nada mais divertido que tirar foto de madrugada, com as ruas vazias, só nós dois. Foi prá lá de divertido!!! Voltamos a Rua da Alegria e encontramos os bares já fechando. Escolhemos o primeiro da esquina (Santo Graal) e pedimos algumas cervejas até sermos informados que o local estava fechando também. Já iamos embora quando escutamos um violão animado num bar vizinho. Nos aproximamos e apenas uma meia dúzia de pessoas dividia o espaço do diminuto bar ao som de um bom "banquinho e violão". Não sei se era contratado da casa, mas o cara era fera nas cordas. Pedimos uma cerveja, outra e outra... o violeiro tocando Doors, U2, Guns, Legião, tudo de bom. Pediamos uma música o cara tocava, pediamos outra o cara tocava também. Tudo o que queriamos para não ir para "casa" tão cedo. Em pouco tempo todo mundo do bar estava na mesma toada e todo mundo era amigo de todo mundo. O dono do bar até queria fechar também, mas pela insistência dos "clientes" não pensou duas vezes em manter aberto, pelo menos até às 5hs quando o sol já apontava no horizonte e indicava a hora de parar. Fomos para a pousada e dormimos até 11hs, perdendo o café da manhã colonial que tinhamos direito. Na manhã seguinte, mesmo com aquela ressaca resolvemos ainda ir ao Salto do Corumbá, a cerca de 30Km de Pirenópolis, já no caminho para Brasília. A queda é muito bonita. Pena que fizeram uma espécie de farofa total do local. Mas o saldo foi positivo e ficamos muito felizes de termos nos inconformado com a mesmice e termos desfrutado de prazeres tão simples e tão bons como conhecer nossas cultura brasileira, tão diversificada e tão generosa com todos nós, turistas ou mesmo locais. Me senti um verdadeiro Folião. Um grande abrço a todos e B Download Attachment: DSC00211.JPG 2142,04 KBoa Viagem.
  2. Valeu Tato!!! Fantásticas as fotos da sua trip pela América do Sul. Ano passado quase fiz parte daquela rota. Mas tá na agulha para o mais breve possível conhecer Machu Picchu. []'s Lybor
  3. Obrigado ClaudiaL, foi realmente uma "viagem". Rs.
  4. Nessa minha estada na Europa estive em Londres, Amsterdan, Paris e Bruxelas. Londres sem sombra de dúvidas é a mais cara. Bruxelas foi a mais barata. Meu custo não ficou caro porque o Hotel foi reservado no Last Minute e tinha desconto de +- 70% (diferente do Brasil, desconto real). Ficou super em conta. O Trem prá lá (pego em Paris) foi também uma oferta especialíssima de última hora no Site da companhia. Além disso, peguei um CitySeen, comi em fast-food, fui a um cinema e bebi algumas cervejas em 2 pubs. Na segunda e última noite comi num restaurante mais legal na Gran Place (prá turista mesmo) e foi onde foi um pouco mais caro, mas mesmo assim bem mais barato que as refeições que pagava em Londres. Pode até ser mais cara, mas as ofertas de transporte e hospedagem tornaram mais em conta. Na avenida principal de Bruxelas encontrei uma loja de produtos de vidro, cristal e cerâmica tipo 1,99 do Brasil, mas claro que em Euro. Não lembro direito, mas acho que era 3 EUR, mas tinha umas coisa legais prá caramba. Tinha muita coisa para decoração de casa. Só não comprei porque ainda ia pegar um trem de volta para Paris, o eunotunel para Londres, um avião para São Paulo e outro para Brasília. Era muito translado prá ficar andando com coisa frágil e pesada, mas confesso que me arrependi depois. Em Bruxelas também encontrei as melhores lojas de eletrônicos da europa (em termos de preço) , até comprei uma pequena filmadora digital. Não se compara aos Freeshop americanos, mas na europa não encontrei preços melhores. Não sei se eu que dei sorte ou vc deu azar, só espero que caso seja a primeira opção eu continue a ter sorte e que você também tenha na sua próxima ida lá. Mudando de assunto, me arrependi de não ter ido conhecer Dublin quando estava em Londres. Mas isso já é uma outra viagem...
  5. Caio, Claro que vale a pena!!! Muito!!! Mas é diferente dos grandes centros, onde temos várias opções na noite. Na alta temporada o Forró do Cachorro funciona todo dia e é parada obrigatório dos e das turistas. Uma grande vantagem é que impera a alma brasileira da amizade e solidariedade. Ou seja: é super-fácil se enturmar. Encontrei vários grupos de amigas na época que estava lá (agosto), então acho que solteiros e solteiras tem diversão garantida e muita coisa prá conhecer e fazer. []'s Lybor
  6. Tem razão Mario. Não só em Noronha, mas nosso nordeste extrapola uma característica bem brasileira que é a hospitalidade. Não fiz uma caminhada tão longa quanto a sua, mas fiz uma bem especial. Vou continuar meu relato que logo chego nela. Continuando... Após um bom dia de caminhadas e uma uma excelente noite no Forró do Cachorro, nada melhor que curtir uma preguiça e aproveitar o que a natureza oferece, agora com o conforto que a civilização pode dar. Resumindo: resolvi pegar um pacote para mergulhar. Buscam na pousada, levam até o porto, alugam tudo o que precisamos e zarpamos para nossa exploração ao litoral da ilha. Me arrependo até hoje de não ter tido coragem de fazer o mergulho com cilindro, fiquei apenas com snorkel observando as várias famílias de peixes, arraiais, tartarugas que estavam entre nós. É como se estivessemos num aquário vivo. Nada se compara a essa beleza. Me disseram que ainda é melhor quando feito com cilindro à noite. Mas ainda preciso cumprir várias etapas antes de fazer algo assim. Final do dia, fomos novamente ao Tamar e depois para uma pizzaria excelente perto do Forró do Cachorro, agora embalada a muito Pop-Rock. Novo dia, novo desafio. O que fazer? Pensei comigo. Nesse dia tava sozinho. As pessoas que havia deito amizade partiram naquela manhã. Deixe-me ver... Sancho!!! Invente, tente, faça um passeio diferente. Preparei um pequeno lanche, garrafa d'água, algumas frutas e fui para o Sancho de ônibus. Desci novamente o paredão de pedra. Meu já amigo do isopor estava novamente lá. Perguntei se poderia tomar conta de minhas coisas. Ele ofereceu uma mascara para que eu pudesse olhar o fundo. Aceitei e fui aproveitar a praia. Após um bom tempo, retornei e comecei a minha jornada. Estava decidido a ir do Sancho à Praia do Cachorro pela praia. Comecei minha caminhada-escalada seguindo para os Dois Irmãos, Boldró, Conceição, Meio e, finalmente, ao Cachorro. Caramba!!! Consegui. Tive uma parada (não lembro em que ponto) em que tinha que atravessar uma enorme e insólita "montanha" de pedras. Parei no meio da "montanha", sentei numa das pedra. Olhando a direita só se via pedra. Olhando a esquerda, só pedra. À frente o mar. Isso sim era uma viagem. Puxei minha garrafa d'água e tomei um bom gole. Descansei um pouco para aproveitar a paisagem e para orar. "Senhor meu Deus, obrigado por ter feito essa paisagem tão linda e me permitir chegar a ela!" Voltando ao Cachorro, encontrei uma restaurante "Como o quanto puder por R$ 10,00". Não era nada excepcional, mas após aquela aventura foi uma das melhores refeições da minha vida. Bem... os outros dias foram para conhecer Atalaia, Sueste e Leão. E chegava a hora de voltar. Esqueci de dizer que queredo aproveitar as minhas milhas smiles, marquei meu retorno por Fortaleza. Então tinha que arrumar condução para sair da ilha. Olhei as opções disponíveis, VARIG e TRIP, e optei pela segunta porque a tarifa era 1/3 da Varig para um trecho Noronha-Natal. Lembram do Chicó: "Ô economia desgraçada"! O avião era pequeno, velho e remendado. Nunca vi nada igual. Embarquei esperando que um milagre me salvasse daquele pesadelo, mas nada aconteceu até que me vejo sobrevoando o Atlantico naquela aeronave que rangia do bico ao rabo. As mesas eram coladas com fita crepe. Os vidros internos dos janelas duplas estavam rachados. Eu tinha certeza naquele momento que aquilo não ia aguentar. "Eu vou morrer, eu vou morrer, eu vou morrer!" ... ??? "Ô economia desgraçada..." ... Chegando a Natal, ainda incrédulo, queria imitar o Papa e beijar o chão. Aprendi a lição. Em algumas coisas vale a pena economizar, em outras não. No final foi uma excelente diversão e uma grande lembrança. Ruim de passar, ótimo de contar. []'s a todos. Lybor
  7. Dete, Sem dúvida uma das melhores!!! (Rs rs rs). Como disse, tão boas assim não são tão frequentes então é bom aproveitar! []'s Lybor
  8. Grande Thiago, Só existe uma coisa melhor que viajar, mas não é publicável neste site (rs). Bem a Taxa de Preservação ambiental é algo em torno de R$ 30,00 por dia. Se não me engano ela foi atualizada recentemente. Além disso, ela varia em relação ao número de dias que se fica na ilha. Não lembro direito, mas parece que é quanto mais tempo na ilha, mais cara a taxa por dia até um determinado limite de dias quando fica fixa. De qualquer modo R$ 30,00 x 7 dias = +- 210,00. E R$ 210,00 de taxa de preservação ambiental não é nada simbólico. Os passeios variavam entre R$ 50,00 e R$ 80,00 por pessoa. Gastei R$ 5,00 de ônibus (2 x R$ 2,50). Mas tem um passeio que só dá prá fazer com Guia que é o mergulho com snorkel e com cilindro. Aí a coisa já é mais cara e depente dos adicionais (foto, filmagem, norturno ou não, etc, etc, etc). []'s Lybor
  9. Pois é Pedro, um verdadeiro Paraíso. Não deixe de ir. Continuando... Acordei cedo para aproveitar bem o dia. O café da manhã, apesar de simples, é muito bem servido. Pego umas dicas com outros hospedes e com o responsável pelo Hotel. Vou pegar um ônibus até próximo ao Mirante dos Golfinhos e descer para a Praia do Sancho, o melhor motivo para conhecer Noronha, entre vários outros muito bons. Peço ao motorista para me avisar quando chegasse ao meu ponto e sento para apreciar a paisagem. O ônibus passa por vários pontos interessantes, vilas (Floresta Nova, Floresta Velha), aeroporto, praias. Bem legal. Chego ao meu ponto e vários outros turistas fazem o mesmo. Chego fácil ao Mirante da Baia dos Golfinhos (lá não se entra nem de barco) e aprecio o balé dos cetáceos. (São cetáceos, não são?) Começo a procurar o local para descer para a praia do Sancho e tenho uma agradável surpresa: todo o caminho é sinalizado e muito bem sinalizado, por sinal. Chego ao ponto para descer e apesar de já ter idéia de como ia ser por ter lido em relatos, nada se compara a experência real. Temos que descer por escada de ferro num buraco de pedra. Quem está acostumado a fazer rapel e entrar em cavernas deve estar mais acostumado a isso. Mas para quem não tem essa experiência, entrar num buraco no chão, sem conseguir ver direito o que vai encontrar é um pouco angustiante. Será que tem cobras, aranhas? Mesmo assim, se todo mundo tava descendo, não ia fraquejar. Tinha uma imagem a zelar. E lá fui eu... Caraca!!!! É uma caverna de verdade! Temos que descer mas uma escada até chegar ao ponto onde saímos da parede de pedra, já de frente ao mar, mas ainda bem acima do nível dele. Descemos então uma enorme escadaria de pedra até a areia. Chegando a praia constata-se que é mais linda ainda perto que olhando de cima do muro de pedra. Um fator positivo/negativo é que não tem nenhum vendedor fixo de nada, seja água, seja côco ou qualquer outra coisa. O lado positivo é que não tem sugeira nenhuma na praia. Dei sorte de ter um nativo que havia levado um isopor com água (como ele conseguiu fazer isso é realmente um mistério) e me salvou pois não havia levado nada. Mergulhar no sancho é uma das melhores coisas a se fazer em Noronha. Algum tempo depois, alguns barcos se alternam na visita à praia. Os turistas mergulham e aproveitam o serviço de bar dos barcos. Confesso que fiquei com um pouco de inveja, mas sentia-me recompensado por ter atravessado a "caverna de pedra", uma experiência que eles não iriam ter. Pensei comigo: sabe que esse negócio de ser mochileiro é legal! rs rs rs Voltei ao ponto de ônibus, fui a outras praias (atalaia, leão, etc), mas nenhuma me impressionou tanto quanto a do Sancho. Após um longo dia, nada melhor que dar uma soneca para aproveitar as delícias do Forró do cachorro. Continua...
  10. Pois é Fullgazz, foi uma aventura. O nome da igreja eu realmente não sei, como havia dito, nas que não tinham placas em inglês eu não tinha como saber. E no caso desta, também não tinha ninguém para eu perguntar. Mas chegando ao Astrid é relativamente fácil. O endereço do Astrid é Place du Samedi, Zaterdagplein 11. Não sei se tem página do hotel na internet, mas você pode ver mais informações dele (e de outros hoteis) no site do Hotel Club: http://www.hotelclub.net/hotel.reservations/Astrid_Centre_Hotel_Brussels.htm Bem, vamos a como chegar lá. Estando de frente para a entrada do Astrid, seguir pela esquerda. Na primeira esquina você observará no outro lado da rua a "Galerie du Infernè" (ou algo parecido com isso). Seguindo na mesma rua e no mesmo sentido da calçada você chega a tal igreja, mas pelos fundos. Como disse, ela foi construída em estilo gótico e pelo lado de foram já dá prá ver que é uma igreja. Não lembro quantas ruas atravessei antes de encontrá-la, mas acho que não foram muitas. Talvez 2 ou 3 ruas. Acho que não ajuda muito, mas é o melhor que esse "tosco" amigo pode fazer. Um grande abraço e boa viagem.
  11. liborioc

    Fernando de Noronha

    Talvez fosse melhor iniciar o relato com o título "Mochileiro Acidental", mas realmente não há como saber. Tudo começou quando estava no período final para tirar férias no meu trabalho, mas como não pude sair no período nobre, tive de me contentar em achar algum roteiro sozinho em meados agosto. Tinha milhagem varig suficiente para uma passagem de ida e volta no Brasil, mas queria fazer valer o trabalho que tive para acumulá-la. Qual o destino era a questão. Sul? Não sei porque ainda não tinha me empolgado com aquela região. Ainda mais sozinho... Sudeste? Também não... Nordeste? Talvez, mas já tava bem conhecido por mim, não me parecia guardar nenhuma novidade. Talvez o norte... De repente me veio aquele estalo típico quando tenho uma boa idéia (não é muito frequente, mas é bem peculir, rs rs rs). Fernando de Noronha! Noronha... Noro... Fernando de Noronha!!! Eis o lugar. Nada melhor que umas férias não planejadas para nos fazer realizar um sonho antigo. Já tinho ouvido falar muito da ilha, mas ainda não tinha tido oportunidade. Nada melhor que a falta de opções para escolhermos a melhor opção. Queria fazer tudo direito, afinal de contas tinha escutado que as condições eram muito precarias, faltava água, etc, etc, etc. Mas também não consegui isso. Liguei para o Smiles para tentar reservar e o atendente me esclareceu a dificuldade que era marcar para aquele destino. Perguntei qual a data mais próxima que havia vaga, ele me confirmou que em 2 dias havia uma vaga. Tentei me organizar, mas não consegui ver hotel nenhum. Nem hotel, nem pousada, nem nada. Pensei um pouco, tanta gente viaja só com uma mochila nas costas, porque eu não conseguiria. Resolvi arriscar. Reservei o bilhete e me preparei para a minha primeira aventura backpacker. Iniciei meu voo em Brasília, com escala em Recife para só então chegar ao arquipélogo. Nesse ponto temos nossa primeira surpresa, o avião que leva de Recife até Noronha é um 737 da Varig muito bom e com excelente serviço. Chegando à ilha temos que preencher uma ficha de imigração semelhante as que preenchemos em viagens internacionais. Também nesse momento temos que pagar a taxa de permanência na ilha, uma espécie de taxa de preservação ambiental. Nada exorbitante, mas também nada simbólico que não deva ser considerado no orçamento. Após a "alfandega", digamos, me deparo com meu primeiro momento off city. Não tinha translado ou pousada reservados. Como resolver??? No problema! Na parte externa do aeroporto observo o movimento como quem procura um lógica de um jogo para definir sua estratégia. Vejo um micro-ônibus se apinhando de turistas, mas era exatamente disso que eu tava fugindo. Vejo um bug estacionado, com um senhor a esperar. Resolvo pedir informações sobre como consigo uma boa pousada e um transporte barato. Nesse momento vejo como é bom confiar nos instintos. O senhor se prontificou a me levar por R$ 10 e procurar uma pousada prá mim. Me disse que ña opnião dele, o melhor seria ficar na Vila dos Remédios. Perto de tudo e de todos. Iniciamos nossa busca, procuramos numa, duas, três,... Na terceira pousada acertamos em cheio. Uma pousada na Vila dos Remédio, pertissimo da Praia do Cachorro e do seu monopólico Forró do Cachorro, do lado da parada de ônibus (???) Não tenha vergonha de se espantar, eu mesmo me espantei para então descobrir que Noronha possue a menor BR do Brasil. O ônibus passa em intervalos regulares e cobre quase toda a ilha. Um excelente meio de locomoção se a pessoa gosta de andar. Já estava começando a anoitecer, então resolvi descer para a Praia do cachorro para ver como era e, finalmente, pisar no mar. Um praia bonita e com uma boa estrutura de barracas e atendentes. Logo acima, no alto de uma falésia o famoso Forró do Cachorro. Voltei à pousada e fui orientado a ir ao Tamar, encontro obrigatório de 10 entre 10 turistas em Noronha. Como ir, pensei. Dê ônibus, me orientaram outros hospedes mas veteranos na ilha que eu (chegaram no dia anterior). Convidaram-me para acompanhá-los o que aceitei prontamente. Esse jeito amistoso nordestino, não tem igual em lugar nenhum do mundo. Até quem não é fica assim quando está por lá. Chegando ao Tamar descubro que é um local onde todo dia tem palestras sobre o projeto, a vida marinha e a ilha. Neste dia estava sendo apresentada por uma bióloga chamada Alice. Não pude evitar de pensar no trocadilho, mas um outro turista foi mais rápido (ou corajoso) que eu: Alice no país das Maravilhas. Claro que aquela cantada era inédita, exceto pelas outras 384.973 vezes que ela deve ter escutado a mesma piada. É a vida... O bom do Tamar é que também funciona como uma grande feira de informações e passeios turísticos. Não tem um mau guia que resista a uma noite no Tamar. Todo mundo comenta. Mas também indicam vários profissioais sérios e dedicados. Nesse primeiro dia, optei por não contratar nenhum pacote. Tava a fim de explorar as possibilidades antes de ter de pagar (caro) por isso. Já sabia como me locomover pela ilha de ônibus, porque não tentar? Continua...
  12. Caro Pedro, Por coincidência estou indo para Natal e Pipa no começo de fevereiro para o carnaval. Sou apaixonado por aquelas terras. Vocês descreveu muito bem toda a mágica que compõe aquele cenário. Algumas das experiências mais mágicas de minha vida foram vividas ali. Em especial lembro de quando fui mergulhar em Maracajaú com minha filha de 3 anos, na época. Ela solta em alto mar, apenas com colete e com a confiança no Pai. Nessas horas nós percebemos o quão importante são essas coisas entre Pais e Filhos. Um local legal para ficar é no Hotel Marinas Tibau do Sul, em Tibau do Sul, próximo de Pipa. O Hotel fica sob uma falésia no encontro de um rio com o mar. Bem legal lá é uma creperia que fica num deck desta falésia, onde se desce uma enorme escadaria de madeira para alcançar o local. Na hora dá um certo frio na barriga pois a iluminação da escada é mínima, apenas o básico. Você desce escutando o barulho do mar arrebentando na falésia logo abaixo, mas sem conseguir visualizá-lo. Nem mesmo conseguimos ver a creperia sem estar já bem próximos dela. Depois de chegar, não tem niguém que não concorde que não vale a pena. Deste Hotel iria seguir para Pipa. Pedi então na recepção do Hotel um transporte. Me arrumaram um bug de um cara super simpático. Levou-nos para pipa, contornando todas as praias e explicando tudo o que um bom guia precisa explicar. Chegando na Pousada onde iriamos ficar, uma surpresa: nosso amigo disse que não precisavamos pagar nada. Tava indo para Pipa mesmo, era uma carona. Insisti para que aceitasse algo pelo menos para dividir a gasolina e para uma justa cerveja. Não aceitou de jeito nenhum e me fez pensar que nosso Brasil ainda consegue nos surpreender positivamente. Graças a Deus! Novamente parabéns pela excelente narrativa e seja bem vindo ao nosso Pais, co-irmão de Portugal.
  13. Bruxelas ainda me reservava um Gran Finale, bem apropriada para um bem humorado e bem interessado brasileiro. Após um longo dia de City Tour, os pés doendo de tanto andar, resolvo procurar um local para curtir uma boa cerveja européia entre as 13478 marcas disponíveis (número fictício, claro. Dizem que é muito mais). Nada melhor que ficar nas cercanias da Gran Place, depois poderia ir a uma ruazinha cheia de restaurantes especializados em frutos do Mar. "Frutos do Mar"?!?!?! Também fiquei me perguntando sobre como Bruxelas, relativamente longe do mar, poderia ter tantos restaurantes desta especialidade. Andando por aquelas típicas ruelas, procuro daqui, procuro de lá, um barzinho interessante aqui, outro acolá,... Um em especial me chama a atenção, com um grande letreiro mostrando figuras alusivas a evolução do homem. Do macaco aos dias atuais! Vejo boas mesas, bom balcão, algumas pessoas sentadas. Volto ao letreiro para tentar identificar o nome. Homo Erectus. Ah!!! Agora entendi o letreiro! Um Senhor de +- 70 anos tenta entrar no Pub. Tento ajudar segurando a porta. Sento-me ao balcão e observo opções de cerveja disponíveis. O garçom entende o que falo e me responde em inglês. Aleluia!!! Alguém que fala algo inteligível. Surpreso, peço minha cerveja enquanto que o senhor anterior, aquele de 70 anos, senta-se ao meu lado, me agredece a ajuda na porta e começa uma conversa, em INGLÊS. Já nem tô mais me sentindo tão estranho no ninho. O biotipo do Belga me leva a pensar nas improbabilidades da vida. Eu, latino-americano, indio-afro-português, conversando com um ariano sexagenário. Nada contra arianos sexagenários, mas me sentia conversando com um herói nazista de guerra. Aquele inglês puxando os erres (Rrrrr) típico dos alemães. Tudo bem. É prá isso (também) que servem essas viagens, essa mistura cultural. A música é boa e toca muito pop rock, atual e dos anos 80 e 90. Começo a relaxar após toda aquela tensão. Abro um pequeno guia que havia pego no hotel para saber se havia algo interessante ainda para conhecer. De repente levo o maior susto quando alguém grita no interior do bar. Percebo então que um cara à minha direita começara a cantar-gritar a música que suavemente saia do auto-falante. Susto meu. Penso comigo: "Legal esse pessoal da europa, né. Não têm vergonha de nada. Deu vontade de cantar, cantam. Legal..." Ainda assustado, tento, meio sem graça, sorrir prá mostrar que tudo bem, tinha me assustado, mas estava tudo ok. O cara olha na minha cara e continua a cantarolar. Nem lembro qual era a música. Volto a ler meu pequeno guia. Alguns minutos depois o Garçom coloca nova tulipa à minha frente. Agradeço mas digo que não havia pedido outro e que quero aguardar um pouco. Ele me diz que era um gift. Pergunto: What? Um gift. Alguém mandou prá você.- Ele me responde. Peço desculpas, mas deve haver algum engano. Começo a me perguntar se é um costume local ou mesmo do estabelecimento, algo do tipo paga 1 e toma 2. Não deve ser, pelo menos nessa proporção, não. Já tinha tomado 3 cervejas. Será que é 3 prá 1. Não quero parecer mau educado, mas a dúvida se deveria aceitar me corroia. Olhei para o lado e encontro o cara da canção olhando para mim, com um sorriso no rosto... Estranho... Olho a cerveja... ... Olho o garçom olhando para mim num apelo ilógico para que eu me definisse se aceitava o gift... ... ??? ... Ahhhhh... ... ??? ããã? ... Olho o cara de novo. Não pode ser verdade... Não sabia o que fazer... Peço ao garçom para deixar a tulipa, mas nem me aproximo dela. Não queria passar uma idéia de consentimento, mas também não queria criar confusão em terra estranha. Mas mesmo não querendo... Meus amigos sempre falam dessa minha vocação inata de atrair confusão. O cantor tava acompanhado!!! E o companheiro (isso mesmo, companheiroOOOOO) voltava do banheiro e estava vendo aquele cena do garçom me entregar a tulipa e o cara sorridente acompanhando. Rolou o maior pau (no bom sentido, claro). Maior barraco. Eu quieto no meu canto, fingindo que não é nem comigo. Não era muito difícil parecer não entender nada, afinal de contas não tava entendendo nada mesmo. Nada contra os afins, mas não era minha praia e tava levando a maior vergonha. O velhinho nazista observa a minha expressão de pânico e comenta, em inglês, sobre eu não estar no lugar certo. Concordo, meio apressado, meio assustado. Ele me pergunta se não li o letreiro. Respondo que sim. Ele pergunta se não associei a nada. Tento puxar da memória, mas não consigo associar. Ele repete o nome do bar: Homo Erectus. Olho em volta olhando as pessoas no bar. Homens, mulheres, casais, jovens, velhos,... Não podia ser. Ele ri de minha cara. E me esclarece que aquele era um pub gay, em uma região gay, cercada de estabelecimentos gays, mas que só abriam bem mais tarde. Alguns, como aquele pub, abriam à aquela hora. Não pude conter um riso. "Homo Erectus"! Ahh, agora entendi. Rs. Só eu mesmo, para cair numa dessa. Tomo mais uma cerveja para não parecer que eu deslocado, mas realmente estava. Tento levar (êpa) na esportiva. Não tinha nada demais, tinha conhecidos gays no Brasil, porque não poderia tomar uma cerveja num pub gay na europa. Termino minha cerveja. Cato meu guia. Sigo minha viagem. Sem antes rir das coisas que consigo me meter (no bom sentido, claro). Retorno a Paris de trem, também primeira classe. A Eurostar (www.eurostar.com) tambem faz Londres-Brussels ou Paris-Brussels, mas fui em outra companhia, acho que Thalys é o nome mas não tenho certeza. A vantagem da Thalys é que se enbarca no centro de Paris na Gare du Nord e se desembarca no centro de Bruxelas na Gare do Mid. É uma viagem curte e muito agradável. Se existem muitos brasileiros, realmente não sei. Só encontrei aquele do TRAM. Após conhecer Londres, Amsterdan e Paris, Bruxelas foi uma boa surpresa e recomendo a quem quiser ir. Um grande abraço a todos e, claro, Boa Viagem!
  14. Valeu pessoal!!! Realmente foi uma grande aventura. Bruxelas é uma grande cidade, mas confesso me levei um tempo para me adaptar. Continuando a história... Resolvi jantar no hotel. Já no quarto, dormindo, escuto um monte de gente correndo na rua, carros disparando os alarmes. Meu coração quase salta pela boca. Apesar de estar no 4º andar, o barulho parecia estar ao lado de minha janela. Confesso que ainda estava impressionado com a exposição da "Galerie du Infernè" ou algo parecido com isso. Tudo que queria naquela hora era alho, um crucifixo e uma estaca de madeira. Silêncio total... Não foi fácil dormir naquela noite... Acordei cedo. "Acordei cedo"? Fala sério... nem dormi direito. Brincadeiras a parte, tenho que elogiar o hotel que fiquei: Astrid Centre Hotel Brussels. Foi o melhor café da manhã que tive em toda a minha estada na europa (+- 1 mês). Bem localizado, bom preço e excelentes instalações. Estava a 5min a pé da Gran Place, uma das "praças" mas lindas que conheci na vida. Cercada por Palácios e Museus. Museus esses que são ex-palácios. Ela é ainda mais linda na primavera pelo que vi nas fotos e postais vendidos por lá. É um espetáculo único quando cobrem seu chão inteiro de flores. Bem, mas antes de chegar à Gran Place, explorei o "entorno" do hotel. A Galerie du Infernè nem parecia tão assustadora de dia. Tudo bem que ela só abre às 23hs da sexta-feira e fecha às 05hs da manhã do sábado. (Não entro nessa nem pagando!!!) Mesmo assim, minhas impressões "fantásticas" ainda não tinham acabado. Encontro várias igrejas. Tenho dificuldade de entender de que tipo de religião ou mesmo seus nomes por causa da lingua, mas algumas são bem legais. Mas encontrei uma especial. UMA!!! Toda escura, paredes sujas de um limo escuro. Tudo bem até aí. Não vou querer limpeza, né. Chego na entrada principal e tem um mendigo, tipo Corcunda de Notre Dame. Me olha atravessado, faz cara de mau humor. Tento não ligar e entro na igreja. Uma igreja simples. Nave alta. Estilo gótico. Nada muito diferente. Nada, exceto que não tem ninguém. Procuro, procuro, procuro e nada. Começo a me encucar (na verdade já tava encucado desde o dia anterior). Começo a analisar suas esculturas, suas pinturas. Alguma coisa começa a chamar a minha atenção. Têm algo errado... O que pode ser??? ... ... ??? ... ... Caramba!!! Todas as imagens fazem 2 chifrinhos com a mão direita (aquele movimento dos metaleiros). Quadros, fotos, imagens, tudo faz o chifrinho. Tem uma imagem do menino Jesus (????) no colo de Maria (???) também fazendo chifrinho. Essa cidade tá me impressionando. Contorno a nave, algums escadas e cadeiras parecem então mais velhas que quando entrei, começo a achar a igreja mais escura que no início. Melhor ir embora... Chegando à porta procuro pelo "corcunda". Cadê ele? Olho de um lado... nada. Olho do outro lado... nada. Vou me afastando da igreja procurando um pouco de luz do sol. Quem sabe ela não me protegia dos fantasmas que estavam começando a me assustar. Andei mais um pouco, encontrei ruinas de uma velha casa (ou igreja) protegidas pelo patrimônio histórico da cidade. Deve ser algo importante, pensei. Tentei ler as placas, agora com algumas citações em inglês. Eram ruinas de um local onde queimaram bruxas durante a idade média. Curioso. Só então percebi a possibilidade nítida de relação entre Brussels, Bruxelas e nossa palavra bruxas em português. Tinham o mesmo radical. Será que tinham a mesma origem? Resolvi desligar, deixar prá lá. (Mesmo!) Fui conhecer o resto da cidade, palácios, museus, Atomium, parques, praças. Bruxelas é bem legal. Principalmente prá quem curte uma boa gastronomia. Existem ótimos restaurantes próximo à Gran Place. Se pensou que acabou, errou. Até eu pensei que não tinha mais nada em Bruxelas, mas ela me ainda guardava surpresas e ria de mim...
  15. Resolvi escrever para o Mochila prá mostrar o quanto, como bom brasileiro, tenho sorte. Estava em Paris em julho de 2004 pensando o que fazer após conhecer a Cidade Luz. Já conhecia Londres onde havia sido o início da viagem. Bruxelas podia ser uma boa opção. Ir ou não ir, eis a questão! Decidi ir. I-lo-ei!!! Comprar tiquete de trem no dia da viagem... ia morrer numa grana... Mesmo assim, vamos ver no que que dá. Internet... Site da companhia... Data de embarque... Data de retorno... Número de passageiros... Etc, etc, etc... Voilè!!! Mensagem: Existe vaga na Primeira Classe com preco menor que de classe economica. Será verdade? Vou entrar no site em francês (achando que ia entender melhor o francês que o inglês, rs rs rs)... Mesma coisa. Será verdade mesmo?!?! Vou reservar pela internet e bilhetar na estacao. Lá posso perguntar melhor. Resumindo: Era verdade e viagei ao lado das celebridades, numa big poltrona e serviço de bordo. Só não tinha internet. Tudo bem, nessa tarifa vou perdoar, mas a Rail-Girl vai ter que ir fazendo cafuné até a Brussels molhar (Para nao me entender mal, Brussels é Bruxelas em inglês e o termo "Brussels molhar" significa chover em Bruxelas, ok?). Brincadeiras a parte, uma das coisas que me encantam na europa são as ofertas para quem se programa com muita antecedência e para quem aguarda até o último minuto. Melhor vender mais barato no último minuto que não ocupar assentos ou quartos. Ótimas referências são os sites www.lastminute.com e www.hotelclub.com . Chegando em Brussels (ainda bem que não tava molhada... ainda) descubro que eles nao falam nem inglês, nem francês, nem espanhol, muito menos o português. Fui pedir informações, a mulher falava algo parecido com o inglês, só que com a garganta (parecia aquelas bandas de hard-rock, tipo Korn) Yourrrr Hotelrrrrrr isn´t-rrrrrrr so-rrrrrr farrrrrrrrrr. Me disse para não pegar o metro, que era melhor ir de TRAM. TRAM? Que porra é TRAM. Na Holanda é tipo um bonde, mas a Korn-Girl me mandou descer as escadas.... ???? Encontro a linha que ela falou. Bem... encontro 3 escadas com a indicação da mesma linha. Qual pegar? Vamos dar trabalho pro anjo da guarda. Uni, duni, tê.... Fui pela direita (como falava o Leão da Montanha? Saída estratégica pela direita!!!) De repente chega o TRAM. Número certo na frente, não vi guiche ou máquina para pagar o bendito TRAM. Acho que devo pagar no próprio TRAM, igual Amsterdan. Acho... Entro no veículo, não vejo cobrador, não vejo indicação de preço, não vejo nenhuma mensagem,...,????,...,????,... Me dirijo ao motorista para perguntar como faço para pagar... Tento me comunicar sabendo que ele nao ia falar nem português, nem inglês,... Só escuto aquelas gentis palavras: argtsrrrrrrr hdsusbsgsrrrrrrr hreeomssqdrrrrrr vqfadarqrrrrrr Tentei traduzir, mas soh conseguia chegar em algo assim: son-rrrrr of-rrrrrr bitch-rrrrrr f*-rrrrrrr you-rrrrrrr guy-rrrrrrrrr Claro que tentei argumentar: f*-RRRRRRRRRRR you-RRRRRRRRRRRRR Desisti do diálogo. Sentei-me e tentei identificar a estação onde pararia... Outra descoberta! Assim como o metro, o TRAM tem aquele mapa da sequência das estações onde para. Let me see... Let me see... Voilè!!! .... Voilè??? What "porra" is it? 5 mapas de destino, todos passando pela estação que cheguei. Qual eu tô? Começo a acompanhar o nome das estações por onde o TRAM está passando. Volto aos mapas. No mapa onde constam as estações que passei, não consta a estação onde peguei o TRAM. "Senhor meu Deus, perdoa a minha ignorância e, principalmente, minha arrogância por achar que seria fácil. Por favor me dá uma luz. Mas nada dessas mensagens indiretas não, que eu não tô num bom dia!(rs rs rs)" Começo escutar alguém falando em Português!!! Voilè!!! Deus operou em mim e agora as pessoas falam nessa lingua escrota e eu entendo em português!!! .... ???? .... Acorda!!! Tem um brasileiro no TRAM, só isso. Só isso GRAÇAS A DEUS! (Meu eterno obrigado!) Chego ao brasileiro que falava ao telefone, espero ele terminar, me apresento como brasileiro, peço informação e...e... Ele vai descer na mesma parada que eu. Me disse que se paga ao entrar no TRAM diretamente ao motorista, mas como o meu simpático condutor nao conseguiu me explicar, eu poderia saltar do TRAM sem problemas. Problema teria se a policia Belga (deve ser chefiada pelo Hercule Poirot, só pode) pedisse meu tiquete. Multa: 50 Euros!!! Me livrei. E não paguei o TRAM! f*-se-rrrrrrrrr TRAM-rrrrrrrrr Na saída da estação encontro um mapa, agora fácil de localizar e chego ao Hotel sem nenhuma outra dificuldade. Deixo minha bolsa lá e saio para procurar um lugar para jantar. Engraçado, são +- 21horas, ainda está claro (sabe como é horário de verão na europa), mas nao tem ninguém na rua. Estranho... Procuro, procuro, procuro e só vejo uma ou outra pessoas bem distantes atravessando a rua. Porque tão poucas pessoas na rua??? ... ??? ... Bem... Próximo ao Hotel tem uma Galeria, Galerie du Infernè, tipo Museu, que estava expondo alguma coisa em memória a Van Helsing, com fotos, objetos,etc,etc,etc. Pergunta: Mas Van Helsing não é um personagem de ficção? Tento ler as placas... Van Helsing... Não-sei que... Não-sei que... Tambem não entendi... Vampire!!! Essa eu entendi!!! Mas...a....b....c... Nao é ficção essa história de vampiro?!?!?! ... Volto a olhar a vitrine, observo pequenas caveiras, ossos humanos... "Humanos"?!?! ... Porque não tem ninguém na rua? ... Melhor voltar ao Hotel...
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