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Doug_Ju

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Tudo que Doug_Ju postou

  1. Agradecimentos O sonho é desde a infância e acreditamos que todos um dia já sonharam: Viajar o mundo. Nós já sonhávamos antes mesmo de nos conhecermos. Os anos passaram, crescemos, nos conhecemos e nossos sonhos se uniram. Decidimos passar do sonho para a realização. Lemos alguns livros, revistas, jornais, assistimos programas de tv, pesquisamos na internet, recebemos dicas de amigos e outros mochileiros que acabaram se tornando grandes amigos. Economizamos muito para juntar o dinheiro necessário. Enquanto planejávamos os detalhes dessa viagem, ficávamos cada vez mais ansiosos... Depois de 3 anos de muitos planos, a viagem começou a ganhar forma. Compramos as passagens e aí sim sentimos as coisas se concretizarem... Resolvemos criar um blog para nossa família e amigos nos acompanharem e para que talvez fosse útil para outras pessoas que tivessem interesse em fazer a mesma viagem. O dia 10 de Julho ficará para sempre marcado como a data em que o mundo começou a encolher e o dia 18 de novembro como a data do fim do primeiro dos muitos mochilões que estão por vir. No nosso trajeto passamos por Singapura (stop-over), Bali, Gili Trawagam e Gili Meno - Indonésia, Kuala Lumpur - Malásia (stop-over), Tailândia, Camboja, Vietnã, Índia e Dubai (stop-over). Nossa viagem durou 132 dias, aprendemos muito, conhecemos alguns dos lugares mais lindos do mundo, conhecemos também alguns dos lugares mais feios. Dormimos em um terraço de hotel, em um acampamento no deserto, em um quarto flutuante até uma suíte com banheira. Andamos a pé, de elefante, dromedário, barco e de avião. Tivemos muitos momentos de imensas alegrias, mas também de estresses. Algumas surpresas boas, outras decepções. Esse é o nosso mundo e só indo até os lugares, sentindo os sabores, respirando o ar de cada lugar, ouvindo todos os sons, vivendo o lugar e conhecendo-o aprendemos também a dar muito mais valor ao que é nosso, à nossa vida e ao nosso país que, apesar de todos os problemas, continua sendo o noooosso BRASIL. Alcançamos o objetivo de conhecer novos lugares e culturas ao mesmo tempo em que aprendemos na prática muito sobre nosso objeto de estudo, o Turismo e a Hotelaria. Além disso, muito mais pessoas do que esperávamos acessaram nosso blog e nos acompanharam. Queremos por isso, agradecer aos nossos familiares que acreditaram no nosso sonho e nunca deixaram de nos incentivar. Aos amigos que sempre estiveram conosco e sabem todo o caminho que percorremos até a realização desta viagem. Aos novos amigos que surgiram quando ainda estavamos planejando e também aos que surgiram durante a viagem. Muito obrigado a todos que nos acompanharam nesse trajeto e que nos mandaram mensagens.
  2. Dia 132 - 20/11: Fim do mochilão na Ásia. Acordamos já sentindo falta do nosso cotidiano dos últimos 131 dias. É, hoje é o último dia dessa viagem que, com certeza, mudou nossas vidas. Acordamos tristes, mas ao mesmo tempo felizes por estarmos voltando ao nosso querido país depois de tanto tempo no exterior... Fechamos a conta do hotel e fomos ao aeroporto para a nossa última viagem de avião. Trocamos o e-ticket do vôo pelo cartão de embarque em uma máquina própria para isso, agilizando o processo do check-in. Mesmo assim, demoramos bastante na fila. Parece que fila é fila em qualquer lugar do mundo...gente impaciente, reclamando...bom, deixamos o stress para o pessoal do business e ficamos só ouvindo música. O vôo atrasou uma hora e a viagem só começou as 10:15. Depois de muuuuuuito tempo foi bom ouvir bastante gente conversando em português. Esse avião não foi tão bom quanto o que usamos no trecho Delhi-Dubai. As poltronas eram bem desconfortáveis, ainda mais para um vôo de 15 horas. Não dormimos quase nada, mas em compensação, assistimos na tela da nossa poltrona Shrek Terceiro, Simpsons O Filme, Harry Potter e a ordem da fênix, Duro de Matar 4, Quarteto fantástico e o Surfista Prateado... Além disso jogamos muuuuuuuito Mahjong e Tangran. Na hora de escolher a bebida, o comissário falou em português, mas a resposta saiu sem querer em inglês... Uma indiana ao lado parece não ter gostado da esfiha de vegetais e não comeu nada, só deu uma mordida. Deve ser porque não era apimentado... Chegamos em Guarulhos às 20:00 e logo fomos pegar a bagagem. Quando a nossa chegou, o Douglas se "infiltrou" entre as pessoas, esticou o braço para alcançar a mochila e acabou esbarrando em um cara ao lado. Ele resmungou algo, mas fazer o quê???? Os brasileiros tem o péssimo costume de ficar "colado" na esteira para esperar a bagagem. Além disso, com os carrinhos junto... Se todos ficassem 1 metro para trás e só se aproximassem quando a sua mala chegasse, ajudaria muito. A capa de chuva da mochila aguentou a viagem toda, mas logo aqui, na última parte, ela se rasgou. Ou a rasgaram quando colocaram ou tiraram do avião. Vai saber...Por aqui não cuidam muito das bagagens... Passamos no Duty Free Shop e o atendimento conosco foi muito ruim. A Jú perguntou o preço de um perfume: - Quantos você vai levar? - Só estou vendo... Ela virou as costas com aquela cara de "tô perdendo meu tempo" e saiu... Ficamos observando os funcionários e percebemos que não são mesmo bem preparados para lidar com o público. Uma mulher estava entrando com o carrinho de bagagem: - Não pode entrar com a bagagem. - Não vou na loja, estou saindo... - É por alí, ó!E apontou para o portão de saída... Welcome to Brazil!
  3. Dia 131 - 19/11: Dubai Museum e um pouco mais de Bur Dubai. Acordamos cedo para passear no bairro Bur Dubai. Passamos pelas mesquitas Ali Bin Abi Taleb e Grand Mosque. Não pudemos entrar pois a entrada de não-muçulmanos não é permitida nas mesquitas dos Emirados Árabes Unidos. A única exceção é a mesquita Jumeirah. Visitamos o Dubai Museum que funciona, em parte, no Al Fahidi Fort. O Al Fahidi Fort foi construído em 1787 para proteger a cidade de Dubai de invasores e tornou-se museu em 1971. A forma como as informações são passadas prende muito nossa atenção. Há bonecos de cera representando o cotidiano comercial, doméstico, no deserto e no mar. Barcos remetem ao passado de exploradores de pérolas e pescadores. Painéis mostram a cultura dos beduínos, os antigos habitantes da península arábica. Acreditamos que este foi o melhor museu de toda a viagem. Se todos fossem assim... Almoçamos no Basta Café, que tem cara de ser caro, mas é bem acessível, comparando com os preços de Dubai. Esse café fica no Bastakia Quarter, uma área de muitas construções típicas, as antigas casas com "torre-de-vento". Essas torres são construídas de forma que, independente da direção do vento, ela conduz o vento para dentro das casas... Voltamos pela beira do Dubai Creek e passamos pelo Bur Dubai Souq, onde há muitos costureiros e lojas de roupas. Continuamos pela beira do rio e vimos que a água é muito limpa e o fundo é de areia clara. Hoje o Sheikh Juma al-Maktoum House estava fechada e o Heritage & Diving Villages só abriria às 16:30. Como ainda eram 14:00, voltamos ao hotel e deixamos o passeio de lado. Descansamos um pouco no hotel e no começo da noite fomos ao Burjuman Centre atrás de uma livraria.No mapa parecia bem perto, mas andamos bastante. Compramos alguns livros sobre os Emirados Árabes Unidos e sobre a cultura da península arábica. Voltamos logo pois já estava combinado de irmos jantar com a Carola e o Evandro. Chamamos um táxi que estava passando e o motorista fez sinal para irmos ao ponto de táxi do shopping. A fila do táxi estava enorme!! Parece que os moradores de Dubai usam muito esse transporte. Às 21:30 fomos comer Shawarman com nossos anfitriões. Shawarman é um lanche de carne cortada em pequenas fatias com verduras em um pão fino. A carne fica em um grande espeto para assar e o cozinheiro vai cortando aos poucos as partes bem passadas e montando os lanches. Para acompanhar pedimos Hamus e salada. O Hamus é uma espécie de maionese com gosto único. É tudo muuuuuuuuito bom!!!! Na volta, passamos em frente ao Jumeirah Mosque para algumas fotos. Chegamos no hotel e ficamos arrumando a bagagem para nosso último vôo de avião dessa viagem.
  4. Dia 130 - 18/11: A ousadia arquitetônica de Dubai. Acordamos cedo para passear com o Evandro. Ele nos levou para vermos uma fazenda de dromedários, mas a neblina estava intensa e não deu para enxergar nada. Passamos em frente do Emirates Towers e vimos o capricho arquitetônico aplicado aos prédios de Dubai. Passamos para pegar a Carola, esposa do Evandro, para levá-la à igreja. Em seguida fomos ao Battuta Mall, o maior shopping temático do Oriente Médio. Ibn Battuta nasceu no Marrocos em 1304 e viajou mais de 30 anos para tentar entender o mundo ao seu redor. O shopping conta com 6 áreas temáticas que representam alguns dos lugares por onde Battuta viajou: China, India, Persia, Egito, Tunísia e Andaluzia. É muuuuito bonito! A decoração é muito caprichada. Voltamos à igreja e conhecemos o pessoal da comunidade estrangeira que frequenta a igreja católica de Dubai. Passamos no apartamento deles para pegar o Javier, primo da Carola e fomos todos em um restaurante de comidas típicas. A comida era à vontade, por isso comemos muuuuuuito. Não lembramos os nomes dos pratos mas eram todos bons!! Chegamos bem perto do Burj Dubai, o maior prédio do mundo. Segundo o Evandro, ainda serão construídos mais 30 andares. Vai ser difícil outro prédio superar a marca... Passamos de novo pela rodovia da fazenda dos dromedários, mas não havia mais nada lá... Visitamos o Mall of the Emirates, um shopping com uma imensa pista de ski. Isso mesmo!! Ski!! No deserto!!! O dinheiro vindo do petróleo é tanto que eles investem pesado em empreendimentos ousados! Visitamos o hotel Madinat Jumeirah. Esse hotel é impressionante, a arquitetura é típica árabe, foi construído um canal artificial onde é possível aos hóspedes passear para ir por exemplo, do quarto ao restaurante do hotel. No estacionamento, 2 Ferraris, uma ao lado da outra. Isso sem contar os outros carrões... Depois passamos no Jumeira Beach Hotel, igualmente (ou unicamente) luxuoso!!!! Na entrada, uma limosine enorme, feita com o jipe Hummer. De tão grande, parece que não dá nem para dobrar uma esquina... Tentamos entrar no restaurante do hotel para fotografar o Hotel Burj Al Arab, mas só é possível entrar se tivéssemos feito reserva. Fotografamos então de fora do restaurante. O Burj Al Arab é o hotel mais luxuoso do mundo. Foi construído com formato de vela de barco e, de longe, dá uma idéia da ousadia arquitetônica de Dubai, pois combina com o Jumeirah Beach Hotel, que tem forma de onda. Por todos lados há empreendimentos em execução. A idéia que temos é que Dubai está em clara expansão. Não visitamos, mas ainda há em fase de construção em Dubai 3 projetos conhecidos como The Palm, imensos aterramentos em forma de palmeira onde serão contruídos principalmente hotéis e residências. Também impressionante é o projeto The World, onde ilhas artificiais irão formar o mapa-mundi e cada ilha terá arquitetura e o paisagismo típicos de cada região do mundo. O buffet do almoço foi tão grande que nem jantamos...
  5. Dia 129 - 17/11: Dubai e o Rally no deserto árabe Acordamos cedo e fomos a pé até o Dubai Creek. Pagamos 1 Dirham cada pelo barco para atravessar o rio e ir ao bairro Deira. Andamos pelo Gold Souq, que significa mercado do ouro. É um calçadão coberto com muitas joalherias. Nunca vimos tantas joalherias juntas. E não eram fracas não! Só jóias maravilhosas! Pedimos para fotografar a vitrine e o vendedor nos disse para tirarmos quantas fotos quiséssemos... A Jú foi perguntar o preço de um anel só por curiosidade. US$2.000!!! Mas o vendedor nos deu um desconto de 50%. Agora sim ficou barato...mas não para nós!!! O Douglas foi expulso de uma loja só porque ofereceu 10 Dirhans por uma camiseta que o vendedor pediu 70 Dirhans. Até pensei que tinha oferecido muito baixo. Sei lá, em Dubai tudo é caro, mas depois compramos em outra loja por 10 Dirhans, a mesma camiseta. Passamos também pelo Spice Souq, mas não há tantas lojas de temperos. Aqui também nos deixaram fotografar a vontade. Voltamos de barco ao bairro Bur Dubai. Passamos no Carrefour e compramos marmitas para o almoço. Ainda bem que tem o Carrefour por perto... Voltamos ao hotel e descansamos até a hora do passeio no deserto, afinal, ir até o Oriente Médio e não ver o deserto não dá... Subimos em uma Toyota 4X4 e nos dirigimos para a fronteira com Oman. Vimos de longe o Burj Dubai, que agora é o prédio mais alto do mundo, com 155 andares. Os prédios em volta parecem caixinhas de fósforo... Depois de um bom tempo de estrada, já bem dentro do deserto, o motorista saiu da rodovia e começamos a nos divertir com as derrapadas na areia. Ele ia acelerando, fazendo zig-zag nas dunas e nós íamos pulando no banco de trás. Muito doido!!!! A cada derrapada, subia muita areia, que o vento fazia a areia bater no vidro do carro... Paramos para ver o sol se pôr. Incrível! Muito lindo!!! Mas aqui também o sol sumiu antes de chegar na linha do horizonte. Será uma característica do deserto. Logo depois continuamos pelas dunas até o acampamento. Lá pudemos beber e comer a vontade: bebidas não-alcólicas e comida árabe. Entre as atividades, nos vestimos como árabes, a Jú fez a massa do pão e colocou no forno de barro, ganhou tatuagem de henna e assitimos a dança do ventre. Sim, foi bem turístico. Mas muito bem feito, caprichado e com a clara intensão de satisfazer a expectativa dos turistas ao invés apenas de ganhar dólares.
  6. Dia 128 - 16/11: Chegada a Dubai À 1:00 da madrugada, saímos da sala de espera e fomos ao prédio do embarque. A desorganização dos indianos é impressionante.Fila para quê? Ser ágil para quê? Demoramos um tempão para fazer o check-in. Depois, demoramos mais um tempão para passar a bagagem de mão pelo raio-x e para passarmos pelo detector de metais. Chegamos no portão de embarque às 3:30. O avião da Emirates é muuuuuito bom. Poltronas confortáveis e uma tela para cada com filmes, jogos e informações sobre Dubai... A decolagem foi macia demais. Nem parecia um avião decolando... Logo depois dormimos um pouco, mas a Jú acordou com o cheirinho da comida... Comemos e dormimos de novo. Chegamos no aeroporto de Dubai e descobrimos que a mulher da Emirates, lá do escritório de Nagoya, não nos informou direito sobre o visto. Teríamos que ter reserva em um hotel para que o próprio hotel pedisse o visto para nós. No nosso caso, ficaríamos na casa de um amigo, ele mesmo poderia providenciar o visto, mas com 3 dias de antecedência. Mas poderíamos comprar um pacote, lá no aeroporto mesmo, com hotel e transporte para conseguir o visto, tudo por US$ 520,00.US$ 520,00?!?!? Não viemos preparados para isso... O dinheiro estava contado... Ficamos pensando...Será que teríamos que mudar o dia da passagem de saída de Dubai? Já que viemos até aqui, resolvemos gastar o que não temos e usamos o cartão de crédito para pagar o hotel oferecido...Eita... Dívida de US$ 520,00... Chegamos no saguão e o Evandro estava nos esperando. Ele nos levou até o hotel e foi mostrando a cidade no caminho. Chegamos no hotel Highland e levamos um (bom) susto. O nosso hotel é chique demais! O melhor de toda a viagem!!!! Tem piscina, sauna, sala de ginástica, internet wi-fi no quarto, 1 bar e 3 restaurantes. O doido...Quem diria, depois de dormir com baratas, viemos parar aqui... Tomamos banho e dormimos a tarde toda. Pedimos uma sopa e já era noite quando saímos para dar uma volta. Passamos no super mercado e compramos umas marmitas para a janta... A comida no hotel é muito cara!!!! Dormimos cedo para aproveitar bem o dia pela amanhã.
  7. Dia 127 - 15/11: Saindo da Índia Acordamos cedo e fomos ao Jama Masjid, a maior mesquita da Índia. Chegando lá, vimos que tínhamos que pagar 200 Rúpias por cada máquina fotográfica e filmadora... Nossos equipamentos estavam guardados na mochila. Tiramos os calçados e fomos entrando. Um cara veio dizer que tinha que pagar pela câmera, entrou na minha frente e não me deixou entrar...Foi muito ignorante... Estávamos procurando a bilheteria para pagar o uso das câmeras. Disse que só ia olhar, mas mesmo assim ele não deixou entrar. Perguntei se ele sabia se eu tinha câmera e ele disse para sair repetidamente. Nem tem bilheteria na entrada para pagar pela câmera, o cara fica andando pela portão sem nem mesmo usar um uniforme e ainda age de forma grosseira. Os muçulmanos que estavam passando ficaram indignados com o cara. Até disseram para tentarmos entrar pelo outro portão... Desistimos de entrar para ver essa importante mesquita. A intensão era visitar a mesquita, conhecer um pouco da religião islâmica para refletir sobre os conflitos religiosos e repassar as informações para outras pessoas. Infelizmente, ficaremos só na teoria por causa disso... Voltamos ao hotel, passamos no correio e arrumamos a bagagem para viajarmos à Dubai. Ontem contratamos o transporte até o aeroporto. Andamos do hotel até a van, seguindo um indiano que veio nos buscar. Entramos na van, que não tem nenhum tipo de identificação de empresa de transporte. Ficamos preocupados. Nosso vôo é às 4:15 de amanhã, mas fomos juntos com o Tico por segurança. Se tívessemos que pegar um transporte sinistro assim de madrugada seria perigoso demais. O motorista se perdeu e perdemos um bom tempo. Quando começamos a ver placas indicando a direção do aeroporto, ficamos mais tranquilos. Douglas: - Já deve estar chegando. Jú: - Mas... ainda não chegamos... Douglas: - Ah, é. Ainda pode acontecer alguma coisa... Faltando uns 5km para chegar, acabou a gasolina da van. Ninguém acreditou. Eita indianos... O motorista falou para esperarmos que ele já iria resolver. A Jú falou para ele arranjar um táxi logo. Ele não queria, mas o fizemos pagar o taxista. Entramos no táxi e logo o motorista disse o preço da corrida. - O cara já pagou!Ta doido, todo mundo quer nosso dinheiro... O Tico fechou a cara, estava muito irritado. Nunca vimos ele estressado, realmente a Índia muda a vida das pessoas... Chegamos no aeroporto, o Tico entrou rápido pois já estava em cima da hora do voo dele de volta ao Japão. Eu e o Douglas fomos jantar. Depois fomos descansar na sala de espera e quem sabe até dormir. Incrível! No aeroporto internacional de Delhi somos obrigados a pagar para usar a sala de espera... Não conseguimos dormir nada...
  8. Dia 126 - 14/11: Em clima de despedida da Índia Acordei gripada e com dor de garganta. Tomamos café da manhã e ficamos andando pelas ruas do Paharganj. Compramos algumas roupas, um livro sobre o Rio Ganges e um guia Lonely Planet Brazil, 4ª edição, de 1998. Ontem encontramos o Lonely Planet Brazil 2ª edição, de 1992. Resolvemos colecionar guias sobre o nosso país... Compramos saquinhos de masala chai, o chá indiano, para tomar no Brasil quando der saudades. Já estamos em clima de despedida da Índia... Ficamos conversando com o Tico sobre a Índia, sobre o que aprendemos e o que mudou com essa trip. Quando estávamos planejando a viagem, ouvimos dizer que viajar pela Índia muda nossa vida. Com certeza mudou!!!!Percebemos que estamos mais tolerantes com muuuuuitas coisas. Quem continuaria comendo depois de ver uns ratinhos andando pelo restaurante? Quem simplesmente dormiria com as luzes acesas para que as baratas do quarto não saissem para passear de noite? Quem continuaria comendo depois de encontrar um fio de cabelo no prato? Mas fazer o quê? Desistir de conhecer o país? Se não nos adaptássemos teríamos que ir embora. A Índia é maravilhosa. Mas para conhecer no estilo mochileiro, é preciso tolerar muitas coisas. Quem é espiritual e procura a Índia mística, vai saber onde a encontrar: em algum ashram. Não foi o nosso caso. Talvez viajar com pacote turístico, com tudo contratado, transporte com ar condicionado, hotel bom, restaurante bom, com padrão que satisfaz a expectativa de um turista seja mais apropriado para se conhecer a Índia. Mas a Índia real é essa que nós conhecemos... Tivemos momentos memoráveis, inesquecíveis. Mas tivemos também muitos momentos estressantes e indesejados... Essa foi nossa experiência, cada um terá a sua e talvez seja bem diferente... Não deixem de visitar a Índia! Não mesmo! Mas saibam que a realidade é outra...
  9. Dia 125 - 13/11: Red Fort Conseguimos acordar cedo, tomamos café e logo saímos. Pagamos 50 Rúpias pelo transporte até o Red Fort. A entrada do forte custa US$ 2,00 ou 100 Rúpias. Pagamos em dólares pois sai mais barato. Passamos pelo detector de metal, fomos revistados e a mochila passou pelo raio-X guardas ficam de prontidão, com as armas na mão... O Red Fort foi construído no século XVII por Shah Jahan, o construtor do Taj Mahal. Após a morte da esposa, o rei decidiu transferir de lugar a capital do reino, até então sediada em Agra. O forte ainda estava vazio quando chegamos, mas logo começou a encher. Pena que não tinha pessoas tão diferentes e fotogênicas como aquelas que encontramos no Taj Mahal. De lá, fomos a pé até o Jama Masjid, mas chegamos depois do 12:30 e a mesquita estava fechada. Só abriria de novo às 13:30, por isso, resolvemos almoçar e voltar depois. Mas como não encontramos um restaurante confiável, resolvemos deixar o Jama Masjid para outro dia e fomos até Connaught Place atrás de livrarias. Almoçamos em uma lanchonete, dencansamos e fomos procurar livros. Depois, fomos ao Palika Bazaar, mas não encontramos nada para nós. As lojas são voltadas para os indianos e vendem muitas roupas ocidentais... Voltamos a pé até o hotel e depois ficamos andando pelas lojas do Main Bazaar. Jantamos no hotel e ficamos conversando...
  10. Dia 124 - 12/11: Humayun's Tomb Não conseguimos acordar antes do meio dia. Almoçamos e logo saímos para passear. Hoje, para facilitar, escrevemos bem grande o nome do lugar para que os motoristas entendessem: HUMAYUN'S TOMB. Alguns ainda não entenderam. Achamos que eles não entendem nosso alfabeto... Enfim, fechamos por 100 Rúpias até lá. O Humayun's Tomb é um complexo de construções em arquitetura Mugal que começou a ser construído em 1562. O Prédio principal, construído no mesmo estilo do Taj Mahal, é o túmulo do imperador Humayun. Na volta, um motorista cobrou 150 Rúpias: - Tá caro. 100 Rúpias. - 100 só se for com parada em uma loja. Não precisa comprar nada, só entrar e olhar um pouco. Aceitamos. O motorista nos levou em uma loja de artesanato e roupas absurdamente cara. O Tico ficou sentado na calçada e nós olhamos por uns 5 minutos e depois saímos. - Gostaram dessa loja? - Muito caro. - Querem outra mais barata? - Só se você der desconto no transporte... - Hum... - 50 Rúpias? - 40 de desconto, mas todos tem que entrar na loja. - OK. Pensamos, então, que ele ganhava por cada pessoa que levasse na loja... Ele nos levou para outra loja, de jóias. Quando entramos, os vendedores fizeram aquela cara de felicidade, de quem ia ganhar muito dinheiro. Pensamos: Se deram mal. Vão pagar a comissão do motorista à toa... Olhamos e logo saímos. O motorista nos trouxe de volta e perguntamos quanto ele ganha de comissão: 50 Rúpias por vez e 5% do que gastarmos na loja... Ah, por isso ele disse que todos tinham que entrar na loja. Mais chance de algum de nós comprar... Passamos na internet rapidinho e jantamos no terraço do hotel. Dormimos cedo para tentar acordar cedo amanhã.
  11. Dia 123 - 11/11: Diwali Festival. Acordamos tarde, na hora do almoço, e não saímos para passear pois hoje foi o terceiro e último dia do Diwali Festival. E já que é feriado, resolvemos ficar de folga de novo... O Diwali e um festival hindu que celebra a vitória do bem contra o mal. Conhecido também como festival das luzes, acontece uma vez por ano e as pessoas soltam fogos de artifício... O pessoal do restaurante estava decorando tudo com flores para celebrar o Diwali. Ficamos andando pelas ruas do Paharganj, vendo as lojinhas. Fomos comprar camisetas. Depois de um tempão negociando o preço, começamos a escolher os modelos. Separei algumas e comecei a ver se tinha defeito. A primeira estava boa, mas a segunda estava com a costura da gola torta. Pedi para trocar e o vendedor disse que não tinha problema. - Não está boa... - Isso não é problema. - Para nós é problema sim. - Camiseta é camiseta. Para que verificar? - Para nós é problema... - Não tenho tempo para ficar trocando as que você não quer. - Por quê? - Tenho muitos clientes. - Então tá... Largamos tudo e saímos...O cara perdeu de vender muitas coisas. Já tínhamos separado uns vestidos e blusas e o Tico também ia comprar algumas camisetas... Além disso, não tinha mais ninguém na loja além de nós 3... Voltamos ao hotel e fomos jantar no terraço. Estava a maior festança na cidade. Fogos de artifício iluminavam e coloriam o céu de Delhi. Voltamos ao quarto e ficamos descansando. Era mais de 22 horas quando o Tico nos chamou para subir ao terraço de novo para ver os fogos. A quantidade de fogos era bem maior do que na hora da janta e não daria para dormir com tanto barulho. Resolvemos subir então. Pedimos suco e ficamos observando a festança. A cidade já é poluída, com a fumaça dos fogos de artifício então... Já era mais de meia noite quando descemos para o quarto e ainda demoramos para dormir. Quero ver quem vai conseguir acordar cedo amanhã para passear...
  12. Dia 122 - 10/11: Mahatma Gandhi, o Grande Alma. Acordamos na hora do almoço, comemos e saímos para visitar o Gandhi Memorial Museum. Demorou quase meia hora até conseguirmos um transporte para lá. Quando os motoristas não entendem para onde queremos ir, eles aceleram e vão embora. Os que entendem cobram um absurdo. Ninguém entendia a palavra Gandhi. Poxa, será que a pronúncia estava tão errada assim?!?! No Brasil, mesmo se um gringo erra a pronúncia de um ponto turístico, acredito que todos, ou pelo menos a maioria das pessoas entendem. - Gandhi. Você já ouviu falar? Mahatma Gandhi, o Grande Alma, museu... - Não sei... Depois de um tempão, resolvemos pedir para o Raj Ghat, onde Ghandi foi cremado. Quando um motorista parava o Tico ia perguntar. Vários pararam e foram embora. Tico: - Pô, ninguém conhece o Taj Ghat...Que coisa de doido... Douglas: - Que Taj Ghat? É Raj Ghat. Tico: - AHH, por isso que ninguém conhece... Ghandi nasceu em 02 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, no estado de Gujarat. Estudou direito em Londres e também morou na África do Sul. Em setembro de 1906 iniciou o Movimento de Resistência Pacífica, pelo qual ficou conhecido mundialmente anos depois. De março de 1922 à março de 1924, Gandhi foi aprisionado devido ao seu ativismo pró-independência. Ele criou ainda o Movimento de Não-cooperação e de Desobediência Civil. Foi novamente preso em 1931, em 1933 e em 1942. Em 1947 a Índia foi dividida em 2 partes, tornando-se uma delas o Paquistão. Gandhi era a favor da Índia unida, mas os dois grupos principais, hindus e muçulmanos tinham interesses diferentes. Onde a maioria era muçulmana, o território passou a ser do Paquistão. Coube então ao Paquistão, territórios à leste e à oeste da Índia. Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948, às 17:17 a caminho do Birla House, onde rezava todas as tardes. O território paquistanes do leste tornou-se depois Bangladesh. Quando chegamos no Raj Ghat começou a chover e não pudemos visitá-lo direito. Depois visitamos uma réplica do Satyagraha Ashram, onde Gandhi viveu com sua esposa Kasturba. Vimos o memorial ao Dandi March, que começou em 12 de março de 1930. Com 78 seguidores, Gandhi partiu do Satyagraha Ashram e marchou por 24 dias até Dandi, na costa indiana, para quebrar uma lei, na qual os britânicos proibiam a produção de sal. Dandi March foi um exemplo perfeito de resistência pacífica às imposições do império britânico. Visitamos também o museu que contém muitas fotos da trajetória do "Grande Alma" e também muitos objetos pessoais, como os óculos redondos, os chinelos "chapal" e as roupas simples que ele fazia questão de usar. Voltamos ao hotel, descansamos um pouco, passamos na internet e jantamos. Fomos dormir pensando nas lições de Mahatma Gandhi...
  13. Dia 121 - 09/11: Dia de folga em Delhi Acordamos na hora que deu vontade, sem despertador, sem compromisso. Já era quase hora do almoço. Ficamos de bobeira no quarto e depois subimos para almoçar no terraço do hotel. Pedimos o Dal Bhat Nepalês, que é parecido com o Thali, porém, bem menos apimentado. Estava uma delícia! Temperado na medida exata para nosso paladar ocidental. Passamos na internet para tirar o atraso do nosso diário e para dar sinal de vida... A conexão aqui em Delhi é rápida e custa metade do preço: 20 Rúpias por hora. Andamos pelas ruas da região para nos localizarmos. Alguns indianos vieram nos oferecer drogas. Eles chegam tentando disfarçar e dizem que tem chocolates para estrangeiros... Chocolates?! Sei, sei...Resmungamos em português e ele foi embora... Na hora da janta chegamos a conclusão de que o restaurante é realmente bom. A Jú pediu minestrone soup. Eu e o Tico pedimos strognoff. Não comia carne desde o Vietnã. No começo não comia pois estava esperando meu organismo se acostumar. Depois, vimos um "açougue" em Agra e decidimos não comer nada de carne. A Jú ainda não vai comer, mas eu e o Tico resolvemos testar nosso organismo aqui em Delhi, pois o restaurante parece ser limpo...
  14. Dia 120 - 08/11: De Jaisalmer à Delhi - Parte 2 Dormimos muuuuuito e só acordamos às 9:00. Desmontamos a cama e sentamos. Nosso estômago já estava mal de tantas bolachas, chocolates e salgadinhos. Por sorte, passou um funcionário do trem vendendo café da manhã.Perguntamos o que era e ele não entendeu. Pedi para ver. Ele abriu o embrulho, pegou o pão com a mão e levantou para mostrar o omelete dentro. Eita... Estava parecendo bom, então compramos. Depois passou outro vendendo chai, o chá indiano. O chai é uma mistura de ervas com leite quente. É muito bom. Tem um gosto único... A chegada em Delhi foi chocante. Uma enorme favela beira os trilhos do trem. As pessoas vivem em condições precárias e usam os trilhos desativados como se fosse um quintal. Por meia hora, a paisagem na beira dos trilhos foi a mesma... Chegamos na estação de Delhi às 17:00, 26 horas depois de termos chego na estação de Jaisalmer. Compramos o bilhete pré-pago de autorickshaw e subimos no transporte até o Bloco B de Connaught Place. Delhi é ainda mais poluída e bagunçada do que Calcutá. Incrível! O motorista parou em um sinal e um policial entrou no autorickshaw. Ele apontou para a bagagem e ficou falando em hindi. Logo percebemos o que estava acontecendo. Falamos que não entendíamos hindi. Ele falou em inglês 50 Rúpias e apontou para a bagagem. Fizemos de conta que não sabíamos de nada e ficamos fazendo cara de perdidos... O motorista parou. Perguntamos se alí era o bloco B e ele disse que sim. Descemos e o policial ficou falando 50 Rúpias. - É pré-pago, é pré-pago. Não vamos pagar nada a mais. Entregamos o bilhete e fomos embora. Sai pra lá, meu... Ninguém vai arrancar dinheiro da gente não... Depois, descobrimos que não era ali o bloco B. Pegamos outro transporte e fomos até lá. Chegamos no hotel escolhido no guia, o H.K. Choudhary Guest House e perguntamos o preço e se tinha vaga. O recepcionista telefonou para alguém e ficou conversando um pouco. Enquanto isso perguntamos de novo para o outro recepcionista e ele disse para esperar. Ué, esperar o quê? Não sabe se tem vaga? A Jú falou: - Xiii, aí tem coisa, vamos embora logo... O cara passou o telefone para eu falar com o chefe. Recusei. O que que eu tenho a ver com isso? Perguntei de novo o preço e ele disse 1800 Rúpias. Agradecemos dando risada e saímos. - Qual é o problema? - Está caro demais. - Quanto você paga? - Não sei, mas esse hotel não vale 1800. Então, muito obrigado. Pegamos outro transporte e fomos até a área Paharganj, onde se concentram muitos hotéis. Escolhemos o hotel Shelton. Quarto espaçoso, limpo e com chuveiro quente 24 horas por 500 Rúpias. Jantamos no terraço do hotel, com uma incrível vista da...poluição de Delhi... Tomamos banho e capotamos para descansar desse dia terrível.
  15. Dia 119 - 07/11: De Jaisalmer à Delhi - Parte 1 Acordamos às 9:00, tomamos café da manhã e arrumamos a nossa bagagem. Hoje passaram muitos jatos do exército sobrevoando bem baixo. Ficamos preocupados, pois estamos sem assitir o noticiário e sem acessar a internet. Vai saber o que está acontecendo entre a Índia e o Paquistão... Almoçamos no hotel, descansamos um pouco e saímos às 15:00 para a estação de trem. Sentamos no chão da estação para esperar o trem, que sairia às 16:00. Logo, deram um aviso nos alto-falantes. Ficamos prestando atenção para não perder o trem de novo, mas não entendemos nada. Um gringo nos perguntou se tínhamos entendido. Se eles que são fluentes em inglês não entenderam, imaginem nós... Meia hora depois, outro aviso. Dessa vez ele perguntou para um indiano, mas nem mesmo o indiano entendeu o aviso em hindi... Um bom tempo depois ouvimos alguém dizer que o trem só chegaria às 19:00 e sairia às 20:30. Vixi, deu um desânimo... O Douglas correu no mercadinho atrás de um baralho e por sorte encontrou. Usado, mas estava bom...Nessa hora tanto faz... Ficamos jogando até o trem chegar. Alguns indianos ficaram assistindo nosso jogo sem entender nada... Enfim o trem chegou. Fizeram a limpeza correndo e entramos. O trem ainda saiu com atraso da hora já atrasada: 21:00. Voltamos a jogar baralho. O Tico é muito viciado no jogo Copas: - Não é vício. Eu me preparei. Nunca se sabe quando vai acontecer um campeonato de Copas num trem indiano. Na primeira parada entrou mais gente na cabine, por isso paramos de jogar e fomos dormir.
  16. Dia 118 - 06/11: Desert Culture Centre and Museum. Tomamos café e saímos para ver o Desert Culture Centre and Museum. Chegamos lá e ainda estava fechado. Andamos então até o lago Gadi Sagar. Voltamos ao museu, pagamos 20 Rúpias cada e vimos um pouco da história e dos costumes do povo rajastani. O museu é pequeno e um pouco descuidado, mas tem boas informações. Estávamos vendo os painéis quando um senhor veio conversar. Ele se apresentou dizendo que é o fundador do museu e que todo o acervo é dele mesmo. Explicou um pouco sobre os costumes dos hindus e muçulmanos: Os hindus usam o bigode com as pontas para baixo e os muçulmanos, para cima. As mulheres que usam piercing no nariz ou já são casadas ou já estão prometidas a algum homem. Compramos dois livros escritos pelo fundador do museu, o sr. Sharma. Voltamos ao hotel e o Tico tinha acabado de acordar. Ficamos conversando até a hora do almoço. Experimentamos o Vegetable Pakora, que são vegetais envolvidos com massa grossa de farinha temperada com curry, servido frito.Muuuito bom! Dormimos um pouco e depois saímos para dar uma volta pelas ruas da cidade. Fizemos um lanche no Saffron Restaurant, que fica no hotel Nachana Haveli. Comemos Cheese Pakora e Egg Pakora. Muuuuito bom!!! Tentamos usar a internet de novo, mas não tivemos paciência. Em 10 minutos não conseguimos nem entrar no e-mail. Desistimos... Voltamos ao hotel e ficamos descansando. Jantamos no terraço do hotel. A Jú pediu sopa e eu comi o cheese burger de novo...
  17. Dia 117 - 05/11: Jaisalmer Fort. Acordamos cedo, tomamos café da manhã e fomos a pé ao Jaisalmer Fort. Ao contrário dos outros fortes que visitamos, no de Jaisalmer, a cidade está também dentro, com suas casas, comércios, motos, vacas, rickshaws... Pagamos 250 Rúpias cada para entrar no Palácio dos Maharajas. Do alto do palácio é possível ver toda a cidade. Dá para ver também que mais além da cidade, só terra árida, quase um deserto. A cidade é toda marrom, pois o tijolos ficam a mostra. Não há cores em Jaisalmer... Nas ruas dentro do forte estavam montando um cenário para gravar algum filme, provavelmente de Bollywood. A Índia é a maior produtora de filmes do mundo e Bombaim é a Hollywood da Índia, por isso a chamam de Bollywood... Andamos pelas ruas do forte entre vacas, motos e pedestres até os templos hindus e jainistas, mas não entramos... Almoçamos dentro do forte e depois voltamos para o hotel, passando pelas ruas comerciais. Descansamos um pouco no quarto e depois fizemos um lanche no terraço do hotel. Saímos para acessar a internet, mas a conexão aqui é incrivelmente lenta. Não conseguimos publicar o diário de ontem. Na janta pedimos omelete cheese burger, já esperando vir sem hamburger. Para nossa surpresa, o hamburger aqui em Jaisalmer é feito de batata. HUMMMM. Delícia!!!
  18. Dia 116 - 04/11: Voltando do "deserto"... Acordamos às 8:00 e tomamos café da manhã. O lassi parecia que estava coalhado e o chapati estava parecendo borracha. Tudo bem, já não estávamos esperando nada de bom desse passeio. O motorista veio nos chamar para irmos embora. Mostrei o mapa para ele e perguntei sobre os outros pontos onde não paramos para visitar. - Não são turísticos. São só vilas por onde passamos direto. - Não importa. Se foi dito que iríamos para lá, deveria ter ido. - Tudo bem, se vocês quiserem, nós vamos hoje. Resolvemos ir direto a Jaisalmer e terminar logo esse tour... Quando chegamos na cidade, o motorista perguntou se gostamos do tour. Só balançamos a cabeça e fomos embora... Tomamos um bom banho, pois no acampamento só tinha água fria e sem chuveiro, só com caneca... Almoçamos e fomos até a estação de trem para comprar a passagem para Delhi. A fila estava enorme, ia demorar 2 horas mais ou menos. Mas tem uma fila só para mulheres e estava vazia. Fui lá e passei na frente de todos. Que bom... Queríamos andar na classe 2AC, mas não tinha, então compramos na classe 3AC. Na volta, passamos no Patwa Ki Haveli. Foi construído por Guman Chand Patwa e seus cinco filhos e demorou 50 anos. E a mansão mais elaborada e fascinante de Jaisalmer. Depois voltamos ao hotel e comemos pizzaaaaaa...
  19. Dia 115 - 03/11: O safari de mentira pelo deserto. Andamos pelas ruas da região Gandhi Chowk até a hora do almoço. Às 14h pegamos o jipe para o nosso tão esperado tour pelo deserto. Contratamos o tour por 1000 Rúpias cada na agência Satyam Tour. Pegamos a estrada até Bada Bagh, que significa Grande Jardim. Lá estão diversos túmulos e memoriais aos Maharajás de Jaisalmer, que datam desde o século 16. Continuamos na estrada até Amar Sagar, um conjunto de 3 templos Jainistas. O Jainismo surgiu antes do Budismo, devido a uma diferente interpretação dos conceitos do Hinduísmo. Hoje a religião tem mais de 2 milhões de seguidores na Índia. Chegamos na vila de Kanoi, mas nem chegamos a conhecer a vila, ao contrário do que disseram quando contratamos o tour... Subimos nos dromedários e partimos para as dunas. Enquanto todos os outros estavam andando tranquilos, os nossos condutores estavam correndo, talvez para chegar logo lá e poder transportar outros turistas ou descansar. No caminho há várias crianças vendendo bebidas e salgadinhos. Chegamos nas dunas e tivemos uma grande decepção. O "deserto" é minúsculo, com pequenas dunas e muuuuuuuuitos turistas. Para decepcionar ainda mais, havia muito lixo na areia. Garrafas plásticas, pacotes de comida... A cada poucos minutos vinha um adulto tocando música rajastani com uma criança vestida a caráter se oferecendo para dançar. Nem perguntamos o preço... Andamos até um lugar quase bom para ver o sol se pôr. Sentamos atrás de dois dromedários e logo veio um indiano dizendo que para fotografar o dromedário dele custa 50 Rúpias. Dissemos que não íamos pagar, trocamos de lugar e ficamos mais ao lado. O sol se apagou antes de chegar na linha do horizonte... Até que rendeu boas fotos, mas foi turístico demais e somente para ganhar dinheiro. Não houve preocupação por parte da empresa para termos momentos memoráveis... Voltamos de dromedário por uns 2 minutos até a rodovia que passa ao lado das dunas. O condutor ainda pediu gorgeta... Lá pegamos o jipe e fomos até o acampamento. Chegando lá, fomos direto assistir a dança rajastani. Mais uma decepção. A caixa de som estava horrível e a dançarina estava visivelmente travada e fora do compasso... Na hora da janta, outra decepção. Comemos num canto sem luz do acampamento, a comida estava fria e parecia de ontem... Fomos à nossa barraca e ficamos conversando...Acabamos dormindo tarde...
  20. Dia 114 - 02/11: Chegada a Jaisalmer Chegamos na estação de trem de Jaisalmer às 7:00. Pegamos um autorickshaw até o Hotel Renuka. O quarto duplo aqui custa só 250 Rúpias e ainda tem água quente, mas só das 8:00 às 12:00 e das 18:00 às 21:00. Nosso hotel fica próximo ao Gandhi Chowk e do terraço dá para ver o Jaisalmer Fort. Dormimos até a hora do almoço e depois saímos par dar uma volta na cidade. Entre as importantes cidades do Rajastão, Jaisalmer é a cidade mais próxima do Paquistão. Pelas ruas vimos muitos soldados e jipes do exército. Se começar uma guerra entre a Índia e o Paquistão, Jaisalmer provavelmente será um dos primeiros alvos. A cidade é bem mais tranquila, vazia e silenciosa do que todas as que visitamos aqui na Índia. As crianças sempre dizem hello para nós... Há muito mais bois e vacas andando pelas ruas. Passamos em uma agência indicada no nosso guia e contratamos o tour de amanhã. Jantamos pizza no hotel e dormimos cedo.
  21. Dia 113 - 01/11: Meherangarh Fort, Jaswant Thada e (quase) Umaid Bhawan Palace & Museum Pessoal, desculpem a demora para atualizar o blog. Estavamos em Jaisalmer e a internet la é incrivelmente lenta...Para fazer upload então, nem se fala... Agora nós vamos tentar tirar o atraso do diário. Bom, vamos voltar ao post do dia 113: Acordamos cedo e fomos ao Meherangarh Fort. Pagamos 250 Rúpias cada de entrada, mais 200 Rúpias para utilizar a filmadora. O forte foi construído em 1459 por Rao Jodha quando ele transferiu a capital de Mandore para Jodhpur. A vista é impressionante! É possível ver toda a cidade de Jodhpur e as muitas casas pintadas de roxo. Os detalhes arquitetônicos são riquíssimos, verdadeiras obras de arte... Compramos na lojinha do forte um livro sobre a cultura Rajastani e um CD de música típica, também do Rajastão... Em seguida, fomos ao Jaswant Thada. O Jaswant Thada é o túmulo real construído em mármore branco no ano 1899 em memória ao maharaja Jaswant Singh II. Voltamos a pé ao hotel e almoçamos lá mesmo. No fim da tarde fomos ao Umaid Bhawan Palace & Museum para ver o sol se pôr. O palácio foi construído em 1929 pelo Maharaja Umaid Singh. Chegamos depois das 17:00 e o museu já estava fechado. Como só queríamos ver o sol se por e tirar fotos externas do palácio, pedimos ao porteiro e ele disse que só poderíamos entrar para fotografar se usássemos o restaurante. Falamos um para o outro: - A gente entra, toma só uma água, tira as fotos e vai embora. - Beleza...a água não deve ser tão cara... - A vista do restaurante para a cidade deve ser boa... Entramos já fotografando a fachada do palácio para depois ir ao restaurante. Chegamos na porta do hotel e perguntamos onde é o restaurante. - Para não-hóspedes há uma taxa de 2000 Rúpias por pessoa para entrar no restaurante. - Ok. Ficamos conversando e a recepcionista ficou esperando... 2000 Rúpias equivale a US$ 52,00. Desistimos. Se para entrar custa isso, imaginem o preço da água...Não é para nós... Voltamos ao hotel, jantamos no terraço e ficamos conversando com Himanshu. Ele foi a pessoa mais simpática e honesta que encontramos na Índia. O Tico deu uma camisa de futebol do Brasil para ele. Ele ficou muito feliz, até porque, gosta muito mais de futebol do que de cricket, o esporte nacional. Arrumamos a bagagem e na hora de ir embora ainda ganhamos sorvete e ele pagou o autorickshaw até a estação... Ele nos presenteou com pulseiras e disse que para os indianos essa pulseira significa que ele nos considera como irmãos. Dá até tristeza quando encontramos pessoas legais e temos que nos despedir... Entramos no trem e limpamos os bancos com lenço úmido. Dessa vez viemos preparados... O banco estava muuuuito empoeirado. Deitamos e dormimos rapidinho...
  22. Dia 112 - 31/10: Injuriando o primo - parte 2 Ontem, Pragya, a irmã de Himanshu, se ofereceu para nos acompanhar pelas lojas de roupas. Saímos hoje às 10:30 e fomos ao Tripolia Market, mas lá as roupas são feitas por encomenda. Passamos em outras lojas, mas não compramos nada. Ela precisou ir embora e continuamos andando até a estação de trem... Compramos as passagens para Jaisalmer, na classe sleeper. Cada passagem custou 157 Rúpias. Voltamos ao hotel e almoçamos no quarto. O Douglas pediu só comida sem tempero e bebeu leite, pois está com azia.Deve ser resultado do tempero forte somado ao stress... Descansamos um pouco e fomos ver o sol se pôr no Kailana Lake. O lago não é muito bonito, mas o pôr-do-sol compensa. Ficamos sentados na beira do lago admirando a paisagem. Um indiano chegou perto da beira e jogou um saco de lixo na água... Voltamos ao hotel e jantamos no terraço. Comemos só sanduíche. O Douglas bebeu leite de novo, eu bebi refrigerante e o Tico pediu uma cerveja. A cerveja não está no cardápio pois não é permitido consumir bebidas alcólicas. O gerente saiu para comprar a cerveja e voltou minutos depois. O primo de Himanshu não gostou de ver a cerveja e falou algo para a Pragya. Ela chamou-o de lado e ficou conversando, provavelmente explicando sobre a nossa cultura. Ele veio a nossa mesa, disse para aproveitarmos a cerveja e desceu as escadas injuriado... Ontem foi por causa do ovo e hoje por causa da cerveja... Ficamos conversando um pouco mais e depois descemos para descansar..
  23. Dia 111 - 30/10: Conhecendo uma família indiana Acordamos cedo e resolvemos não fazer nada hoje. Hoje foi dia só de descanso. Ficamos aqui no hotel, o Jee Ri Haveli, conversando com o dono, o sr. Himanshu. Ele nos convidou para conhecer a casa da tia dele, que fica atrás do hotel. A Jú ficou descansando pois não acordou muito bem, mas eu e o Tico fomos conhecer a casa. A família dele sempre morou aqui e um dos quartos tem mais de 200 anos!!! Esse quarto, assim como muitas casas de Jodhpur, é pintado de roxo para espantar os mosquitos. Saboreamos o Besan Gutta, que é um petisco muuuuuuito apimentado... Conversamos de tudo um pouco...Futebol, Cricket, comida... Entramos no assunto religião. Ele nos disse que 65% dos indianos é hindu, 30% é muçulmano e o restante divide-se entre as outras religiões. Perguntei como é a relação entre as pessoas de religiões diferentes: - Na minha família, temos muitos amigos muçulmanos. - E na Índia em geral? - Muitos não se dão bem...acho isso errado... Ele estava se referindo aos constantes atritos entre hindus e muçulmanos, que às vezes acabam em mortes... Um primo dele chegou para conversar também e perguntou (já afirmando) se os cristãos não são vegetarianos. Dissemos que não somos. - Nós, hindus, somos. Não comemos nem ovo. Falou e fez uma cara de bravo... Não sabemos se ele disse isso porque nós pedimos omelete no café da manhã... Perguntei amigavelmente: - O que você pensa sobre nós por não sermos vegetarianos? - Sua cultura é diferente. Mas nós não comemos. Mudamos de assunto para descontrair... Começamos a falar sobre música. Perguntei sobre a música tradicional do Rajastão, como se chamava, se era usada a Tabla... Disse que queria comprar um CD, mas não sabia nada sobre isso. Himanshu disse para o primo pegar um CD deles e me deram de presente. Fiquei muito feliz!! Eu e o Tico fomos comprar passagem de trem para Jaisalmer, mas o escritório de venda de passagem antecipada fecha no Domingo. Na volta tivemos uma grande surpresa. O motorista de autorickshaw não cobrou nada a mais. Cobrou só o preço justo!!!! ô louco!!! A Jú estava melhor e subimos no terraço para assistir ao pôr-do-sol. Foi belíssimo!!!Aquele imenso sol laranja que vemos nas fotos realmente existe... Não é obra do Photoshop!!! Ele foi descendo ao lado do Meherangarh Fort, deixando a paisagem igual a uma cena de filme. MA-RA-VI-LHO-SO!!! O Douglas tomou um Saffron Lassi. Aproveitei para dar um gole. O saffron é uma tempero indiano apimentado, que, no lassi, fica bem docinho...Muuuuito bom!Depois jantamos e conversamos mais com Himanshu. Ele nos deu algumas dicas de passeio pela cidade e disse que o tour para a vila Bishnoi é só para ganhar dinheiro dos turistas. Disse que não vale a pena pois é uma vila artificial... Voltamos ao quarto para descansar...
  24. Dia 110 - 29/10: Chegada à Jodhpur O trem atrasou e chegamos depois da meia-noite. Pegamos um autorickshaw até o clock tower e seguimos a pé até o hotel escolhido no guia. O motorista ficou nos seguindo de longe... Dois meninos nos "levaram" até o hotel. O recepcionista mostrou o quarto e sumiu. Depois de um tempo, saí na rua e vi uma roda de conversa. Quando eles me viram, acabou a roda. - Comissão para o motorista?!?! Ele disse mansinho para entrarmos. - Quanto custa o quarto? - 900 Rúpias. - Tudo isso? Não queremos pagar a comissão do motorista porque nós viemos a pé lá do Clock Tower até aqui. - Quem indicou o hotel? - Escolhemos no guia. Mostramos o mapa e o hotel circulado a caneta. - Tenho outro quarto, que custa 500. Mostrou o quarto e resolvemos ficar. Depois de preencher os papéis ele nos disse que a irmã dele queria mostrar o terraço. A vista é MA-RA-VI-LHO-SA! O Meherangarh Fort fica iluminado a noite. Ainda é possível ver o Jaswant Thada, o Umaid Bhawan Palace e o Clock Tower... Ele nos disse que esse hotel não é o que estávamos procurando. Ele não está no Lonely Planet porque só existe há 2 meses... Disse ainda para ficarmos a vontade para ir ao outro. Vimos o mapa de novo e percebemos que o outro estava mais adiante. Demos risada, agradecemos a sinceridade e resolvemos ficar nesse mesmo pois foi o mais limpo que encontramos aqui na Índia. Eles ainda acordaram outros funcionários para servir a janta às 2:00 da manhã... Pedimos sanduíche para facilitar. Jantamos e fomos dormir. Acordamos às 10 horas, tomamos café da manhã no terraço. Pedimos torrada e lassi de banana. O lassi é a bebida típica dos indianos. É um iogurte, mas um pouco mais fino e mais doce... Voltamos ao quarto. O terraço não tem cobertura, por isso não deu para almoçar lá. Estávamos saindo do hotel para procurar um restaurante, mas o recepcionista abriu um quarto vago, levou mesa e cadeiras e almoçamos na sacada... Às 4 da tarde saímos para andar no mercado em volta do Clock Tower e nas lojinhas. O Tico estava distraído na rua e levou uma chifrada de um boi que estava passando...mas não foi nada grave... Nas ruas da Índia, temos que olhar as lojas, tomar cuidado com os veículos, desviar das pessoas, das vacas e do coco delas, tudo ao mesmo tempo...É cansativo... Voltamos ao hotel, jantamos no terraço e dormimos.
  25. Dia 109 - 28/10: "Negócio da China", ou melhor, da Índia... Arrumamos a bagagem e saímos para dar uma voltinha rápida antes do check-out. Estávamos esperando as lojas abrirem e um motorista veio conversar. Nem demos muita bola. O Tico ficou conversando com ele. Um grupo de turistas indianos veio conversar depois que o motorista foi embora. Nos divertimos muito na hora da fotos com o pessoal. Depois o motorista de autorickshaw voltou, conversou mais e veio com um papo estranho: - Se você tivesse a oportunidade de ganhar 10 mil dólares na Índia, o que você faria? - Nada. - Muitos estudantes europeus fazem esse negócio... - Não queremos esse negócio, só queremos viajar pelo país. - Não quer ganhar muito dinheiro revendendo diamantes? - Não. - Por quê? - Porque se é bom demais para ser verdade nós não acreditamos. - Você já ouviu falar sobre esse negócio? - Claro. Isso é golpe!!! - Não é golpe... Pegamos nossas coisas e fomos embora... Fizemos o check-out, almoçamos e fomos para a estação de trem. Ficamos conversando e nada do trem chegar. A Jú comentou que não dava para entender nada que era falado nos auto-falantes da estação. Eram muito ruins. Depois de 20 minutos de atraso resolvemos perguntar sobre o trem. Esperamos o trem na plataforma 3, como dizia na tabela de horário, mas o trem saiu da plataforma 2 e nós o perdemos. Pedimos para trocar o bilhete para pegarmos outro trem. O supervisor da estação simplesmente ficou falando que foi dado o aviso e que tinha que comprar outra passagem. Mas um guardinha da estação e o pessoal do posto de informações turísticas foram bem atenciosos e nos ajudaram. Depois de mais de meia hora resolvendo o problema, fomos re-embolsados em 50% e compramos um bilhete comum para o trem das 17:40. Tá doido, logo hoje que íamos andar na classe 2AC... A classe comum é a mais barata dos trens indianos, custou só 90 Rúpias para um trecho de 5 horas, enquanto que a 2AC custou 612 Rúpias. Nós estávamos muito preocupados em ter que viajar nessa classe pois já tínhamos visto essa cabine dos outros trens...Seria uma viagem inesquecível com certeza... É possível fazer a troca de classe pagando a diferença de preço. Por sorte tinha 3 vagas e trocamos para a classe sleeper. A classe sleeper tem lugar para 8 pessoas, assim como na 3AC, mas é sem ar condicionado e é um pouco mais mal conservado. A Jú deitou e logo começou a espirrar porque a cama estava empoeirada. Não conseguimos dormir pois um passageiro quis dividir com todos os outros o som do seu rádio...Eita...
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