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lucas_s_a

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Sobre lucas_s_a

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  1. Gente, desculpa, fui repetitivo, postei a pergunta antes, e não vi que neste fórum ja tinha a resposta. Mas se alguem tiver mais alguma dica de empresa para tour, eu aceito.
  2. Pessoal, estarei indo sozinho para a escócia em março (sei que não é a melhor época, mas é quando terei férias). Queria muito ir a Skye e ao Lago Ness, mas não sei o que é melhor. Pensei em alugar um carro, mas tenho medo por causa do frio, pode ser que as pistas estejam muito molhadas, fora a mão invertida. Então vi empresas de tours fechados, mas existem muitas. Alguém tem algum método ou dica em relação a isso?
  3. Pois é Rodrigo, eu também tinha muita vontade de conhecer Londres, mas ter que comprar mais uma moeda me desestimulou. Acabei fazendo o roteiro para chegar em Amterdam mesmo. Mas pesquisa bem de acordo com teus interesses, tinha muita coisa para escolher: Barcelona, interior da França, Luxemburgo. Eu não me arrependo do roteiro mas pode até mesmo abrir mão da Bélgica por uns dias a mais em Madrid ou Paris.
  4. Obrigado hehehe Bom, os dias não foram problema, mas eu ficaria mais um em Madrid e mais um em Paris (mas não me arrependo de ter ido a Belgica). Em relação aos gastos, comprei a passagem relativamente barata, um pouco menos de R$1.700,00, aí teve o seguro viagem, o passe de trem, os albergues, enfim... mesmo assim, gastei aproximadamente R$5.500,00 (incluindo compras de souvenirs baratos). O negócio é ficar de olho nos preços das passagens, que variam muito conforme a data da compra ou a escala da viagem. Como disse antes, escolhi esse trajeto porque achei a passagem barata, antes havia procurado com final em Roma ou Frankfurt para ver o que compensava mais -glup-.
  5. Bom, esse ano recém vou fazer meu segundo mochilão. Tenho muita vontade de conhecer o mundo inteiro, inclusive a não-recomendada Rússia, mas estou começando com roteiros mas "fáceis", lugares mais bem preparados para turistas. Acho que preciso ter um pouco mais de experiência em viagens antes de ir para alguns lugares como India e Russia. Pelo que vi, você tem experiência em viagens, então, acho que foi uma maré de azar visto que tem muitas experiencias positivas, ou neutras pelo menos, sobre a Russia. Por via das dúvidas, vou deixar este país para mais tarde.
  6. Fui para Toledo e me arrependi de não ter passado uma noite lá. O clima da cidade é incrível.
  7. 5º dia – 03/03/2012 - Espanha (Segóvia) Neste dia planejei uma visita a Segóvia com a volta mais cedo para chegar a tempo de ver o museu Reina Sophia no fim da tarde, horário em que a entrada é gratuita. Fui à Segóvia de trem, ele demora +- 25 min, a estação não fica no centro da cidade e é preciso pegar um ônibus para ir até lá. Já na estação peguei um mapa de Segóvia e uma fila enorme para pegar os ônibus para o centro (acredito que como era sábado, o número de turistas devia ser maior). Peguei o ônibus e já no caminho me encantei com Segóvia. Ao redor da cidade, as montanhas ainda estavam cobertas com neve e o dia estava com uma temperatura agradável e um céu limpo, a paisagem estava perfeita. Desci do ônibus perto da praça onde está um pedaço de um aqueduto do século I. O aqueduto é muito bonito e na praça está um centro de informações turísticas bastante completo e umas lojinhas interessantes. Aliás, uma especificamente para mim, chamada Generation X. Vi a vitrine e tive que entrar para comprar uma camisa com uma estampa dos X-Men por um preço acessível, haviam muito material deste gênero e de animes disponível na loja, mas o orçamento não permitira extravagâncias mas me contentei muito com a camisa e com o fato de ter encontrado uma loja daquelas numa cidade pequena como Segóvia. Maravilhado com a camisa e com o aqueduto, segui caminho até uma outra praça onde está a catedral de Segóvia, uma das maiores que vi na viagem e muito bonita. Dá para imaginar a rainha Isabella andando por lá e sentir a força do catolicismo espanhol na idade média. A entrada era barata e valeu bastante a pena, não haviam pedidos para que não se tirasse fotos, mas haviam pedidos de silêncio por todos os lados, de qualquer forma, não tirei fotos lá dentro. Seguindo caminho pelas charmosas e estreitas ruas de Segóvia, cheguei ao seu famoso Alcazar. Por fora achei lindíssimo, por dentro me decepcionei um pouco. Mas a visita valeu muito principalmente pela subida ao topo do castelo, onde se tem uma visão fascinante de Segóvia com as montanhas cobertas de neve no fundo. Saí do Alcazar e ao invés de pegar um ônibus para a estação de trem, peguei um para Madrid, era mais barato que o trem mas o percurso durou aproximadamente 1h e 20min. Mesmo assim cheguei em Madrid próximo ao estádio Santiago de Bernabeu. Somente tirei umas fotos por fora e fui para uma estação de metrô para chegar ao Reina Sophia. Esse museu não é tão grande mas sua arquitetura já chama bastante atenção. Como havia pouco tempo, passei rapidamente por uma exposição de arte moderna e segui para ver a Guernica do Pablo Picasso (é um dos quadros que não se pode fotografar). O quadro é maior do que eu pensava e dá para ficar um tempo olhando para todos os detalhes. Saí do museu e comi alguma coisa rápida por ali mesmo, e depois segui para o hostel porque era sábado e coisa e tal. 6º dia – 04/03/2012 - Espanha (Toledo) No domingo do dia 04, resolvi abrir mão de conhecer Madrid um pouco melhor, e fui para Toledo. A cidade estava vazia, algumas lojas não haviam nem aberto ainda. A estação não é longe do centro e por si só já é diferente, lembra uma casa pequena com moradores muçulmanos. E indo para o centro a pé se cruza uma ponte que dá uma vista lindíssima do rio que cerca a cidade. Haviam poucos turistas em Toledo, então não havia muito tumulto. Consegui conhecer a Catedral de Toledo (não tão impressionante como a de Segóvia) e a casa do artista El Graco que produziu muita da arte de Toledo, que na sua época, era a capital da Espanha. O melhor de Toledo ainda foi vê-la por completo. Perto da praça, um posto de informações turísticas me recomendou que fizesse um passeio em um “trenzinho” (bem turístico) que rodeava toda Toledo permitindo uma visão mais completa da cidade. Fiz o passeio e achei muito bom mesmo, poderia ter sido feito a pé se eu tivesse mais tempo disponível e mais disposição =X. Depois desse passeio fui ao McDonalds e pedi um McRibs. Um sanduíche com carne de porco, cebola e molho barbecue. Muito bom! Pena que só tinha na Espanha. Antes de partir, comprei algumas peças de arte na rua que estavam em conta (um Dom Quixote e um guerreiro medieval de metal) e fui fotografar a cidade que era lindíssima. Aliás, um tempo depois assisti ao filme do Gato de Botas e percebi que Toledo lembra muito a cidade do filme (comentário avulso). Voltei para Madrid, passei pegar a mochila no locker do hostel e parti para a estação Chamartin pegar o trem noturno para Paris. Desta vez, não haviam camas disponíveis, então peguei uma poltrona. Me arrependi por não ter pego poltrona na viagem anterior porque são bastante confortáveis, mais baratas e bem espaçosas e dá para ter uma boa noite de sono. 7ºdia - 05/03/2012 – França Cheguei por volta das 10h da manhã em Paris e peguei o metro até a estação Crimee, o hostel St Christopher era legal. Mesmo com 12 pessoas no quarto, o ambiente era amplo e tinha uma janela grande, que deixava o quarto bem iluminado de dia. As camas eram separadas por cortinas e o espaço para deixar a bagagem trancada era ampla. Outra vantagem do hostel, é que durante a noite, funcionava um bar no térreo e sempre tinha algo interessante para fazer por lá mesmo. Por outro lado, o hostel era longe do centro e acabava dependendo sempre de metro (o que não aconteceu em Lisboa e Madrid). Bom, falando de Paris, quando incluí essa cidade no roteiro, senti que estava colocando ela por obrigação. Era a minha primeira viagem pra “Zoropa”, então tive que incluir Paris. Descendo em uma estação no centro, vi o porque do auê todo sobre a cidade: cada canto que eu olhava, cada prédio, cada praça era muito bonito e muito bem cuidado. Ouvi uma frase uma e achei que descreve Paris muito bem: o mais belo dos clichês. Tanto que no primeiro dia, andei meio sem rumo em direção aos monumentos, comecei pelo Louvre, visitando apenas por fora por enquanto, avistei a Torre Eiffel e fui andando sem um plano bem definido (no dia seguinte iria fazer um Walking Tour). Por volta das 19h, estava na praça atrás da Torre Eiffel (não recordo o nome) e parei, assim como todos que estavam próximos, para vê-la brilhar. Ela brilha durante 5 min todos os dias as 19h, é magnífica. Tanto que voltei outros 2 dias para ver isso de novo. Mais tarde voltei para o hostel, passei pelo mercado, comprei vinho, queijo e iogurte de muito boa qualidade por um preço muito acessível, deixei no hostel e fui até uma lavanderia próxima para colocar as roupas da viagem em dia. Nas lavanderias, pode-se comprar porções pequenas em maquininhas de sabão em pó, depois, só utilizar as máquinas de lavar e as secadoras por um preço baixo. No hostel, jantei as minhas compras no mercado, fiquei um pouco pelo bar ouvindo música e conhecendo algumas pessoas e fui dormir ansioso pelo próximo dia em Paris. Aliás, ao contrário do que eu pensava, a comida em Paris não é absurdamente cara. Nos restaurantes se encontram combos fechados e entrada, prato principal e sobremesa. Sem muita variação, mas com um preço acessível. Nos mercados, tudo que se compra é muito melhor do que os produtos encontrados aqui. As saladas prontas, os croissants, iogurtes, queijos, enfim, não é necessário gastar muito para comer algo gostoso. 8ºdia - 06/03/2012 – França Neste dia iria fazer um walking tour altamente recomendado por vários mochileiros que conheci. Este era do tipo “gratuito”. Na verdade, os guias não cobram um preço fixo. Você participa do tour e paga no final o quanto acha que valeu. As gorjetas variam de 5 a 15 euros na média. Este tour começava na estátua de Saint Michel, próximo a Ile de Cite em Paris, uma ilha no Rio Sena. Nesta ilha fica a Igreja de Notre Dame, fui mais cedo no local previsto para ver a igreja por dentro (visto que esse tipo de tour não costuma entrar nos monumentos). A igreja é bonita porém me decepcionou um pouco. Mesmo não tendo uma religião, acho que um templo deve ser respeitado, e dentro de Notre Dame há muito barulho, muitas pessoas tirando fotos e maquininhas vendendo medalhinhas. Assim ficava difícil entrar no clima do lugar (pode ser frescura mas acho que estar em um lugar assim envolve pensar nas pessoas que pisaram lá, o porque estavam lá e deixar a imaginação fluir pensando no que poderia ter acontecido lá com pessoas que não estão registradas nos livros de história). Depois de conhecer Notre Dame, fui para a Praça Saint Michel, onde o tour começaria, o guia Arnoud era um bom guia. Nos contou a história da estátua: Saint Michel sobre dois dragões. O projeto inicial era um monumento de Napoleao mas não era mais uma época propícia para isto. O tour seguia pelos mesmos lugares que havia caminhado no dia anterior. Entretanto, agora o guia nos explicava e nos fazia atentar para detalhes sobre algumas pontes e prédios específicos. Deixo claro que esse tipo de tour é feito normalmente por mochileiros e jovens, então todas essas explicações sobre a história dos locais acontecia de forma divertidíssima. Depois passamos pelo Louvre, onde o guia nos deu dicas de como evitar os pickpockets, ou seja, os batedores de carteira: não cair na história de “você deixou cair isso”, andar desconfiado e nos apontou alguns golpes típicos que aconteciam por lá. O tour seguiu em direção a Place de La Concorde, onde estava o obelisco de Paris. O obelisco é de fato um monumento egípcio dado aos franceses lá por 1.800 e pouco (ou muito). A Place de La Concorde fica entre a Champs-Elysees e o Jardim das Tulheiras e foi cenário de vários eventos da revolução francesa. Não foi naquele dia que fui para Champs-Elysses, mas passamos pelo jardim para chegarmos à praça. O jardim é todo simétrico e segundo o guia, é uma mini réplica dos jardins do Palácio de Versailles. Depois da praça, seguimos para a Torre Eiffell que fica na Champs de Mars, uma área verde cercada de monumentos incríveis. Já havia passado por lá, mas só fiquei sabendo do nome no Walking Tour. O Tour foi ótimo, passamos por vários lugares famosos de Paris, como a Academia de Música, Les Invalides, a Assembleia Nacional, a ponte do clipe da Adele (não lembro o nome mesmo, é a referência que me resta), a ponte dos cadeados, entre outros lugares. No final, o guia deu uma sugestão de restaurante bom e barato e para lá foi o grupo, já que estávamos a mais ou menos 4-5h caminhando em Paris. Depois do restaurante fui até a Torre de Montparnasse, um prédio moderno no bairro de Montparnasse (jura?). Lá de cima, consegui ver Paris de uma maneira incrível, dava para enxergar todos os monumentos, os raios de sol entre as nunves (que iluminavam exatamente toda a extensão do Louvre), fiquei quase uma hora lá em cima vendo Paris por todos os cantos. Saí da Torre, fui ao mercado comprar um lanche e voltei para o hostel tomar um banho. Era final da tarde e a no inicio da noite, fui fazer um outro walking tour no bairro de Montmatre. O tour começava no Moulin Rouge, o bairro era boêmio, mais simples que o centro e cheio de histórias. Passamos pelo restaurante da Amelie Poulain, a casa que Van Gogh morou quando estava em Paris, e outras galerias e restaurantes frequentados por vários artistas. Entre esses lugares, dois me chamaram muita atenção. Um deles foi o cabaré Au Lapin Agille, frequentado por Picasso, que trocava bebidas por suas obras na época em que não era famoso. E uma galeria chamada Le Bateu Lavoir, que foi uma casa que já foi o lar de vários artistas franceses que não eram reconhecidos mas depois tiveram algum destaque, incluindo Pablo Picasso (a maioria dos outros artistas eram poetas e escritores franceses). Esse tour era mais animado (era o mesmo guia do tour da manhã, mas o clima era ainda mais descontraído), o ponto alto foi ir a Igreja de Sacre Cour, lá não havia tanto tumulto, um clima mais sóbrio, o grupo também foi respeitoso com o lugar, o clima estava melhor que Notre Dame. Como a igreja fica em uma colina, ao sair, a gente se depara com várias luzes de Paris, indescritível. Esse tour terminava em um pub, com vinho para todos, e aí outro ponto alto do tour, conversar com pessoas do mundo inteiro e ouvir histórias de vida muito diferente da minha e descobrir, ter certeza na verdade, que as aparências enganam. A noite acabou muito bem e depois desse dia cheio voltei para o hostel realmente feliz com o que tinha visto e ouvido. Termino o relato desse dia indicando o grupo que organiza esses dois tours: Sandemans NewParis. O folder estava no hostel e tinha mapas para encontrar os pontos de partida dos tours. 9ºdia - 07/03/2012 – França O dia começou com café da manhã muito gostoso do hostel. Era simples, sem muita variedade, mas o pão era bom, a geleia também, e o creme de avelã então... depois do “petit-déjeuner” fui para uma estação de trem procurar um trem para Versailles. É facílimo chegar até lá, e o melhor, chegando lá, o Palácio é pertíssimo da estação de trem. O Palácio de Versailles é detalhadamente pensado, em cada canto (interno e externo) há peças de decoração ou texturas diferenciadas. Os quartos do Rei Luis XIV, o quarto da Maria Antonieta e o salão dos espelhos são os que mais me impressionaram. Mas há também várias outras salas, como sala de dança, de bilhar, de jogos de cartas entre outras para atender as necessidades da monarquia mais pomposa que já existiu. Depois do palácio em si, fui conhecer seus jardins que são muito maiores que o palácio. Talvez pela época do ano, o jardim não estava tão bonito, mas ainda assim chamava muita atenção por ser elaborado simetricamente. Para conhecer os jardins, pode ir a pé, alugar um carrinho de mini-golfe, fazer um passeio com um “trenzinho” (um veículo sobre rodas), ou a opção que eu escolhi: alugar uma bicicleta. Os jardins são enormes, cheguei a me perder por lá. Nos jardins estão o Gran Trianon e o Petit Trianon. No Gran Trianon não cheguei a entrar, mas o Petit Trianon sim. Era muito charmoso, menos luxuoso do que o palácio, obviamente, mas mesmo assim muito organizado. O Petit Trianon era o “paláciozinho” que a Maria Antonieta ocupou. O Petit Trianon tem um jardim próprio (muito grande também) e até um pequeno templo no estilo romano, chamado de templo do amor. Vale muito a pena ir a Versailles, dá para ter uma boa ideia do que foi e como vivia a monarquia da França. Nos livros e filmes, tudo parecia exagerado para mim, mas estando lá, dava para sentir que as coisas eram realmente cheias de nove horas. Voltei por volta das 16h para o centro de Paris e fui conhecer o Louvre por dentro. O Louvre ficava aberto até as 21h naquele dia, então achei que seria tempo suficiente. Nunca duvide quando alguém lhe disser que o Louvre é gigantesco, porque ele de fato é. No começo, eu parava em cada estátua da galeria de arte grega, etrusca, egípcia, mas depois de certo tempo, eu já estava meio saturado de arte, então fui direto ao principal que ainda não tinha visto, entre esses itens, a Venus de Milo, A Virgem dos Rochedos, a Pirâmide invertida e obviamente, a Monalisa, que decepciona a maioria por ser um quadro pequeno, não consegui ver por muito tempo porque havia muito tumulto. Me arrependi muito de não ter ido conhecer os aposentos de Napoleão. Por isso, se for ao Louvre, marque diretamente onde quer ir, eu perdi muito tempo e saturei. Outras duas coisas interessantes do Louvre: é um dos poucos museus em que se pode fotografar as obras e a quantidade de turmas de escola, pintores fazendo réplicas e grupos de faculdades de artes no museu. Aí comecei a sentir uma fagulha de inveja pois aquelas pessoas tem a possibilidade de conhecer a história da arte e da humanidade diretamente da fonte. O dia acabou por volta das 22h, hoje nada de festinha no bar, estava exausto e precisava de uma noite de descanso. 10ºdia - 08/03/2012 – França No meu último dia na França acordei cedo e fui para a Champs-Elysees e para o Arco do Triunfo, o arco fica no meio de uma rótula super movimentada e não vi ninguém se arriscando para atravessar. Logo, há passagens subterrâneas até o arco e é possível subir no topo dele (uma escada estreita em espiral). Eu subi, lá de cima enxerga-se uma paisagem bonita, a Torre Eiffel mais próxima do que na Torre de Montparnasse, e da para ver La Defense (uma região de prédios comercias mais modernos) com mais nitidez. Depois caminhei um pouco na Champs-Elysees, existem lojas de luxo e joalherias, mas também há lojas com preços mais acessíveis. Não entrei nelas, exceto na loja da Disney onde comprei uma camisa da Minnie na Torre Eiffel para dar de presente para minha afilhada. Almocei no centro e fui para um bairro por engano. Queria ir para Montparnasse mas peguei a linha invertida e resolvi permanecer nela por preguiça para alimentar meu espírito exploratório e ver o que Paris tinha a me oferecer. Acabei em um bairro residencial com muitos imigrantes, definitivamente fora do padrão monumental do centro de Paris, antes de pegar o metro de volta, entrei em uma loja chamada Tati e comprei camisetas e roupas de baixo por um preço muito barato. As roupas eram de má qualidade mas, na minha viagem levei um casaco, três blusas de lã e usava sempre a mesma roupa, trocando a camisa e as roupas intimas. Aqui do Brasil, também não levei roupas muito boas porque caso não coubessem na mala, iria deixar lá sem dó. Mas a loja Tati me deu um alívio, comprei cuecas e meias que só pude usar uma vez, mas aí como era bem barato mesmo, não teve sentimento de culpa ao deixá-las por lá. Depois fui para Montparnasse e caminhei meio sem rumo pelo bairro até resolver ir no cemitério. O cemitério tem obras bonitas no estilo do cemitério da Recoleta em Buenos Aires, mas o de Paris era bem mais organizado, com vias amplas e bem definidas para se caminhar. Após o cemitério, fui para a as Catacumbas. Experiência interessante. As catacumbas são parte de um sistema de tunéis de Paris que no século XVIII começou a ser usada para despejo de ossos porque não havia mais espaço nos cemitérios. Não se sabe ao certo quantas pessoas tiveram seus ossos depositados lá, mas estima-se que seja próximo de 6 milhões. Ou seja, essa “atração” consiste em caminhar meia hora em um espaço escuro ( escuro mesmo, usei a lanterna do celular) entre um amontoado de ossos. E acredite: no final, um segurança revista as bolsas e mochilas para ver se ninguém está levando nenhum osso. As pessoas entram em grupos, mas não ficam juntas o tempo todo. Lembro bem que ninguém queria ir na frente, e de um comentário que fiz a uma americana que estava atrás de mim: Next time, I’ll go to Eurodisney. Voltei para o hostel para dormir cedo pois no dia seguinte pegaria um trem as 6 e pouco da manhã para Bruxelas. Mas antes, uma caminhada pelo bairro e um “Au Revoir” para Paris. 11ºdia - 09/03/2012 – Bélgica – Bruges O dia começou realmente cedo. Por volta das 6h estava na estação de trem rumo a Bruxelas (tive que trocar de trem em Lille). Na Bélgica fugi um pouco do padrão de hostel porque queria chegar, larga a mochila e pegar um trem para conhecer Bruges, então acabei ficando no Ibis Hotel ao lado da estação de trem. Fiquei apenas uma noite, mas aproveitei o conforto e o banheiro privativo. Deixei a mochila no Ibis e parti para Burges. A viagem dura mais ou menos 1 hora, não paguei nada, pois era o mesmo dia que havia usado o passe de trem para ir de Paris a Bruxelas. Bruges é pequena, e dá para conhecer a cidade toda a pé. É uma cidade medieval que nitidamente foi “embelezada”, deixando a cidade menos histórica porém muito charmosa. Chamam Bruges de Veneza do norte por causa dos canais. A cidade é bonita, mas muitas coisas estavam fechadas, passei por algumas igrejas, visitei o museu do diamante, andei de barco pelos canais, almocei as deliciosas batatas fritas belgas (são mais grossas que as daqui, mas mesmo assim são crocantes por fora e macias por dentro) e obviamente de sobremesa, parei em uma loja de chocolates em Bruges. Aliás, apenas as vitrines das várias lojas já podem deixar alguém impressionado, são esculturas e até peças de decoração de chocolate. A loja mais cara e mais famosa é a Godiva, tudo fica perto da praça central. Andei um pouco por um bairro residencial de Bruges pois estava curioso para saber como era. As casas por dentro pareciam normais, mas não havia quintal, jardim ou pátio. As portas davam diretamente na calçada super estreita. No final do dia, voltei para Bruxelas, descansei um pouco e fui para o seu centro. Lá andei entre alguns bares e pubs tomando cerveja belga, não vi muita diferença, principalmente depois do segundo ou terceiro copo. Não paguei para entrar em nenhum lugar, só pelo que consumi. Voltei para o hotel e tive uma noite super confortável. 12ºdia - 10/03/2012 – Bélgica – Bruxelas De manhã fiz o check out do hotel e fui comer algo no centro (sem café da manhã o hotel era mábarato). Comecei pelo museu de Rene Margritte e pelo museu de Belas Artes de Bruxelas. Não conhecia o trabalho de Margritte, mas fui por indicação de um amigo. Mostra não só as obras, mas também partes da vida do artista. De qualquer forma, achei o museu de Belas Artes mais interessante (apesar de Margritte ter sido um surrealista belga e ter obras mais exóticas). Depois caminhei até a Gran Place que é muito bonita, fui ver o Manneken Pis, a famosa estátua do menino mijando. Bem, se a Monalisa é capaza de frustar pelo tamanho, o manneken pis pode levar alguém a uma tristeza profunda porque a estátua é muito pequena. O interessante é que a vestem de acordo com o evento recorrente, quando eu a vi, estava vestida com uma faixa com as cores da bandeira belga. No meio da tarde, peguei o metro para o Atomium, o monumento é legal, foi construído a algum tempo para um evento de ciências mas acabou ficando por lá. Conhecer o Atomium por dentro vale a pena, dá para subir e ter uma visão panorâmica de Bruxelas. Ao lado do Atomium, fica a Mini Europa, não fui, mas vi de cima e parecia não valer muito a pena. Depois de anoitecer, voltei para o hotel pegar a mochila e pegar o trem para Rotterdan. Neste momento se iniciava uma noite bem cansativa, acabei dormindo no trem, e como se cruza a Holanda em pouco tempo por ser um país pequeno, acabei descendo em Den Haag, havia passado Rotterdan, tive que esperar num frio do cão pelo próximo trem. Cheguei meio tarde em Rotterdan e peguei um dos últimos metros da estação para o hostel. Diante do hostel, ainda demorei para achar a entrada, fiquei no Stayokay Cube Hostel. A cidade de Rotterdan me chamou muita atenção por ser moderna, os prédios eram bem diferentes um dos outros, todos com uma arquitetura diferenciada. Nisso se inclui o hostel. O quarto do hostel era para no Maximo quatro pessoas, visto que cada cubo era um quarto. Era muito legal a sensação de estar la dentro, a janela ficava em diagonal e dormi pensando o quanto me sentia feliz por estar ali mas triste porque a viagem estava chegando ao fim. 13ºdia - 11/03/2012 – Holanda – Rotterdan Era domingo e dormi até um pouco mais tarde. O café da manhã no hostel era mais semelhante ao que temos aqui, pela primeira vez vi presunto e queijo no café. Planejei ir a um vilarejo chamado Kinderdjik e para isso deveria pegar um metro e um ônibus. Pegar o metro foi complicado, as maquinas aceitavam pouca variedade de moedas e aí descobri que muita gente andava de trem e metro na Holanda (inclusive os locais) sem pagar. Mas por estar em um país diferente e com medo de fiscalização, preferi perder mais tempo nas máquinas. Em Kinderdijk, fiquei mais tempo que planejei, lá existe um parque com aproximadamente 18 moinhos inativos que são patrimônio da Unesco. Aluguei uma bicicleta e passei o dia andando por lá e pelo bairro residencial próximo. Demorei para achar um lugar para alugar a bicicleta porque o posto de informações turística onde poderia ser alugada a bicicleta estava fechado. Achei na rua próxima um bar com umas bicicletas parecidas e consegui alugar uma. Um dos moinhos pode ser visitado por dentro, eu não conhecia e achei que a visita valeu a pena. No final da tarde voltei para Rotterdan e fui ver a cidade mesmo, inclusive a famosa ponte em formato de cisne. Um ponto pelo qual achei que a visita a Kinderdijk valeu muito a pena, é que apesar dos ônibus turísticos que apareciam e desembarcavam muita gente que ficavam pouco tempo por lá, muitos holandeses frequentam o lugar para ler, andar de bicicleta, passear, entre outras atividades. Era um domingo a tarde e eu podia comparar aquilo com o hábito de tomar chimarrão na praça nas tardes de sol aqui no sul. No centro, descobri que estava acontecendo uma festa indiana, comecei a desconfiar quando vi vários indianos cheios de tinta nos cabelos e nas roupas. Havia um palco com música indiana e algumas pessoas celebrando em um lugar limitado. Infelizmente já estava no final, mas imagino que a festa deva ter sido grande pelas manchas de tinta nas ruas. Voltei para o hostel onde tive uma agradável noite de sono e parti para Amsterdan na manhã seguinte. 13ºdia - 12/03/2012 – Holanda – Amsterdan Em Amsterdan, fiquei no Stayokay Vondelpark, na beira do Vondelpark e próximo a uma praça onde ficam três museus e o monumento “Iamsterdam”. O hostel era bom, com armário pequenos, mas banheiros bons, vista do quarto para o parque, quarto amplo, área comum com computadores e jogos, tudo no mesmo padrão de Rotterdan. Foi uma boa escolha de hostel. Logo que desci na estação, vi um bicicletário enorme, reflexo do encontraria nas ruas nos próximos dias. Decidi ir a pé da estação para o hostel e acabei me perdendo, visto que Amsterdan tem vários canais pontes e ruas irregulares. Demorei para chegar no hostel mas vi muita coisa legal. No meu primeiro dia, após largar a mochila, fui caminhar sem rumo certo para o centro para ver os canais e as casas tortas coladas uma na outra. E claro, para ver também as garotas na vitrine. Antes de relatar minha impressão, lembro que é extremamente proibido tirar fotos das meninas, todas as vitrines tem um adesivo lembrando isso, e vários relatos que li, pessoas tiveram as câmeras tomadas e quebradas em função disso. Bom, no Red Light District, existe uma rua principal com meninas apresentáveis, bonitas e até simpáticas, entretanto, entrando nas ruas laterais, você se lembra que, por mais que seja apresentada de forma diferente, aquilo é prostituição. Haviam mulheres de roupas de baixo lixando unhas, falando ao telefone, bem menos atraentes e visivelmente frustradas. Talvez por ser baixa temporada, mas era uma situação triste, claro que lá, as prostitutas estão bem mais protegidas do que no Brasil, mas ainda logicamente não é uma situação confortável. Além das moças na vitrine, vi muitos coffee shops, sex shops, e outras lojas curiosas, como uma chamada Condomerie com camisinhas exóticas. Fora o Red Light District, achei Amsterdan uma cidade que inspira mais romance do que farra. É uma cidade limpa, bonita e muito bem cuidada. Quase no final da tarde, tentei ir até o estádio do Ajax que estava fechado para visitas internas. Apenas tirei algumas fotos do lado de fora e andei um pouco pelas redondezas, mas fora o estádio, não havia nada muito interessante naquela área. Na primeira noite, participei de um Pub Crawl, aí a teoria do romance morreu até a manhã seguinte. 14ºdia - 13/03/2012 – Holanda – Amsterdan Acordei um pouco mais tarde neste dia e fui para o Heineken Experience. É uma fábrica da Heineken com horários de visitações e atividades bem interativas, dava para sair meio tonto de lá. E claro, eles vendem garrafas personalizadas e vários outros souvenirs, mas achei tudo muito caro. Saí perto do meio dia e fui para a feira da rua Albert Cupystraat, uma feira ao ar livre que vendia praticamente de tudo, roupas, objetos antigos, comida, flores, entre outros. As tendas que vendiam tulipas eram as que chamavam mais atenção. Lá havia uma tenda que fazia o stroopwafel na hora. Um biscoito fininho com uma massa com gosto de caramelo. Muito gostoso. Durante a tarde fui para o parque dos museus e conheci o Rijksmuseum e o museu do Van Gogh. O museu do Van Gogh era bem menor, mas por tratar de um tema específico, era mais completo e permitia entender a evolução das obras do pintor (mesmo para leigos no assunto como eu). A tarde passou rápido e fui ver o centro de Amsterdan a noite. As luzes deixam os canais muito bonitos e a noite o centro estava mais movimentado, entrei em dois pubs diferentes (que não precisava pagar entrada) e voltei para o hostel. 15ºdia - 14/03/2012 – Holanda – Amsterdan No meu último dia, deixei para fazer um programa mais leve, para descansar da viagem e para preservar melhor o dinheiro que também já estava no fim. Fiz o check out no hostel e deixei as malas lá para buscá-las a noite e levar para o aeroporto. Por isso me juntei a um tour de um dia pela zona rural de Amsterdan. Valeu a pena. O tour começava em uma fábrica artesanal de queijos cercada por moinhos. Uma paisagem muito bonita e uma explicação muito bem feita sobre queijo gouda com degustação. Um queijo liso e bem saboroso, por achar que seria difícil trazê-los para o Brasil, acabei não comprando nada na loja. O tour continuava até Volendan, uma cidade de pescadores muito bonita e bastante simples. Ficamos um tempo por lá pois seria o tempo para o almoço, mas depois dos queijos, ninguém do tour estava com muita fome. A viagem seguia para Marken, onde visitamos uma fábrica dos tamancos de madeira holandeses, também acabei não comprando. Mas o interessante de Marken, é a paisagem rural com as casas pintadas de verde e a calma absoluta. Dizem que Marken é o vilarejo mais tradicional da Holanda. De fato, é um lugar bastante bucólico. Este tour oferecia áudio no ônibus e contava um pouco da história civil da Holanda, para um dia mais calmo, recomendo fazer esse tour. O tour parava praticamente do lado do Museu do Sexo, não havia ido ainda, pois achava que não teria muita graça ir sozinho. O mesmo pensava a Mel, uma colombiana que estava no tour, então resolvemos ir juntos. Foi bastante divertido, o museu não traz informações ou coisas assim, a parte de objetos artísticos relacionados a sexo era limitada, a maior parte do espaço era ocupada com umas coisas exóticas. De fato, vale a pena ir acompanhado com amigos porque o que deixa o museu legal são os comentários em torno de tudo aquilo. Naquela noite, me programei para pegar o último ônibus do centro para o aeroporto que saia por volta da meia noite. Meu voo era por volta das 6 da manhã, então para chegar a tempo e economizar um pouco, resolvi esperar no aeroporto ao invés de passar mais uma noite no hostel. Entretanto, fui andando na rua na minha última noite na Europa e comprei algumas porcarizinhas. Resultado: uma hora antes, percebi que me faltava 1 euro e pouco para pagar o ônibus até o centro. Não havia mais cédulas ou dinheiro no meu cartão viagem para saque. Fui salvo pela generosidade da atendente do hostel. Fiquei muito constrangido mas tinha que pegar aquele ônibus. O aeroporto do Schipol era enorme e a maioria das lojas estava fechada. Não havia espaço muito confortável, pelo menos até as 4h da manhã, quando abriram os portões para a sala de embarque, aí se via cadeiras reclináveis estofadas com vista para fora. Deu para cochilar um pouco ali. O voo de Amsterdan para Lisboa dura mais ou menos 2 h e foi bem tranquilo. Não tive que esperar muito no aeroporto de Lisboa para pegar o avião para Porto Alegre. A viagem da TAP foi tranquila e com boas opções de entretenimento, passou relativamente rápido e cheguei em casa extremamente satisfeito com os dias que havia vivido.
  8. Putz!!!! Tive um ano extremamente corrido, estou entrando em férias novamente em março e recorri aos relatos de mochileiros que foram para o mesmo destino que irei ao mesmo tempo que fiquei constrangido por deixar um relato inacabado. Concluí ele e estou postando em seguida. Em relação as fotos, levei um tripé pequeno, mas não usava sempre, também pedia para pessoas tirarem fotos minhas e eu me oferecia para tirar delas. Assim variava um pouco. Abraços.
  9. Olá, Este ano vou ir novamente para Portugal, mas vou para o Porto desta vez. Comecei a relatar minha viagem do ano passado no blog abaixo, caso alguém queira alguma informação. Mas adianto que a minha dica de Lisboa é ir na quarta-feira na Tasca do Chico, onde cantores de fado amadores se apresentam e não precisa pagar para ouví-los, apenas a consumação. Além do mais, o ambiente de lá é ótimo, poucos turistas, casa muito típica. Abraço, Lucas http://colecionadordeviagens.blogspot.com.br/
  10. Oi, Estou indo a Londres em março mas vou ficar apenas 5 dias. É suficiente? E desses dias, vale a pena tirar um para ir a uma cidade do interior ou o Stonhenge, ou algo assim? Obrigado pelo relato. Abraço, Lucas http://colecionadordeviagens.blogspot.com.br/
  11. Oi Pedro, Também estou curtindo o relato, estive em Portugal ano passado e esse ano vou para o Reino Unido mas vou fazer um stopover de 3 dias em Portugal. Sintra é incrível mesmo, vale muito a pena ir, mas queria te perguntar outra coisa. Você já foi a Obidos? Estou pensando em passar por lá, vale a pena? Abraço, Lucas http://colecionadordeviagens.blogspot.com.br/
  12. 4º Dia – 02/03/2012 – Espanha (Madrid) Cheguei em Madrid um pouco antes das 10h da manhã, na estação Chamartin e peguei a linha de metro para chegar ao hostel. Em Madrid, fiquei no Musas Residence, também era bom, mas não tão bom quanto o Traveller’s House mas tinha um chuveiro quente e uma cama confortável, já era satisfatório. Para achar o hostel, segui uma dica de umas meninas que conheci em Lisboa: desça na Praça Tirso de Molina, várias ruazinhas desembocam nesta praça mas no meio dela existe uma estátua, ela estará olhando para a rua que você deve seguir. A dica funciona, achei o hostel sem complicações. Cheguei no hotel e tinha que esperar umas 3h até fazer o check in, então me juntei ao Free Walking Tour que começaria logo (meu ultimo banho havia sido antes do Oceanário de Lisboa =X). Em relação ao tour: a guia era divertida mas não tinha muitas informações relevantes. O tour começava na Puerta Del Sol, passava pelos palácios, pela Plaza Mayor e terminava no Paseo Del Prado. Foi bom pela ida direta aos pontos interessantes e por ter conhecido pessoas legais, uma baiana e um casal chileno todos muito legais e que foram parceiros para explorar mais um pouco de Madrid depois. Essa exploração por Madrid começou no hostel (porque eu precisava muito de um banho), fomos a um museu municipal de Madrid, não é dos famosos, mas tinha uma exposição sobre a historia natural de Madrid com umas partes interativas, era gratuito e foi divertido. Depois voltamos para próximo do Museu do Prado, passando pelas vitrines famosas e caras da Gran Via. Quando se aproximava das 18h, fomos em direção ao Museu do Prado (a entrada é gratuita das 18h até as 20h). Não se assuste com a fila, ela anda rápido. O Museu do Prado é impressionante mesmo, uma sensação ótima de ver ao vivo todas aquelas pinturas que estavam nos meus livros de história e literatura. Como tínhamos pouco tempo, marcamos diretamente as salas onde estavam as obras que nos interessavam e fomos até elas, passamos por Monet, por Goya (muito legal) e pelas obras de Velazquez que retratavam a monarquia, incluindo o famoso “A Menina”. Depois voltei ao hostel, era sexta-feira, então PUB CRAWL! Palácio Real de Madrid Plaza Mayor Paseo del Prado Monumento a Tirso de Molina (estátuta que olha para a rua do Musas Residence)
  13. Em relação à imigração, acho muito difícil ser barrado, eu tinha todos os documentos exigidos para entrar na Europa, incluindo o seguro viagem, mas chegando lá, na hora, a única coisa que me pediram foi a passagem de volta, onde eu me hospedaria em Lisboa e o que eu estava fazendo lá. Foi super tranqüilo, não tive problema nenhum, nada de contar meu dinheiro ou perguntas sem fim, tudo super simples. 3º Dia – Portugal - 01/03/2012 No início do dia, peguei a linha vermelha de metrô e fui até a estação Oriente, próxima ao Shopping Vasco da Gama, mas esse não era o meu objetivo. Fui até o Oceanário de Lisboa (cerca de uns 700m dali). No Oceanário, existe uma exposição permanente e uma ala com exposições temporárias, a temporária era de tartarugas marinhas e acabei não indo conhecer (paga-se separado pela temporária) achei o lugar muito legal, nunca havia ido a um Oceanário antes e pelo que soube o de Lisboa é o segundo maior que existe, perdendo para um em Osaka no Japão. Há um aquário principal e outros ambientes que reproduzem a vida de alguns oceanos do planeta, incluindo ambientes com pingüins, leões marinhos, peixes coloridos asiáticos... Além disso, essa área de Lisboa é mais moderna, muito diferente do centro (que foi reconstruído pelo Marques de Pombal após o terremoto de 1755 (prepare-se para ouvir isso de cada português que você conversar)). Saí de lá antes do meio dia e passei um tempo no metrô e no ônibus até chegar à Belém. Desci próximo ao Monumento dos Descobridores e depois fui até a Torre de Belém, não paguei para entrar, já que tinha o Lisboa Card, mas eram os últimos minutos que eu podia usar. Sobre a torre, ela não durou muito tempo como estrutura para fins militares, e teve outras serventias, incluindo posto de saúde, vale a pena subir as escadas em espiral para ter uma visão de Belém lá de cima. Saí da Torre de Belém e fui em direção ao Monastério dos Jerônimos, havia um movimento grande lá na frente então não fiquei por muito tempo. Fui a Pastelaria de Belém para provar os super pastéis de Belém. São muito bons, servem ele quente e trazem açúcar e canela separada, ótimo comer pastel de Belém tomando café. Aliás, antes de ir a Portugal, eu pensava que “Pastel de Belém” era uma receita, mas na verdade é um produto registrado pela Pastelaria de Belém, as outras padarias vendem pastéis de nata, que alguns dizem ser a mesma coisa, eu experimentei de noite e achei que não eram. Os de Belém são melhores mesmo. Já era mais ou menos 16h e antes de voltar para o centro fui ao Museu dos Coches em Belém, não era caro e achei interessante, não os coches em si mas a história por trás deles, os mais pomposos foram utilizados por pelos papas e os mais simples foram da aristocracia portuguesa, no segundo andar do museu, também encontram-se alguns objetos da corte em exposição. Peguei o ônibus para voltar à Praça do Comércio e ao hostel (começou a chover) satisfeito com Belém, existem outras atrações lá, mas ficarão para próxima oportunidade, como o Museu da Marinha por exemplo. Naquela noite o hostel ofereceu uma sopa portuguesa para os hospedados (preparada por uma professora aposentada da UFMG), a qual tomei antes de ir pegar o trem para Madri as 22h na Estação Santa Apolonia. A sopa estava ótima e a companhia melhor ainda, mais uma vez, o ambiente naquele hostel é incrível. Antes de pegar o trem para a estação, fui tirar umas fotos do Elevador de Santa Justa, que se iluminava durante a noite. No trem, peguei uma cama em um quarto para 4 pessoas, tinha um espanhol, um português e um chinês (guia de um grupo de turistas) no mesmo vagão que eu, trocamos umas idéias sobre viagens e saí de Portugal com uma vontade imensa de ter ficado mais tempo.
  14. Olá, fiz o primeiro mochilão da minha vida em março desse ano e como consegui aqui muitas² informações realmente úteis, acho que devo retribuir com algumas informações que consegui e alguns lugares muito legais para serem visitados. Primeiramente, quando comecei a planejar a viagem, percebi que não era algo tão impossível, como decidi viajar de repente e meu período de férias não era compatível com a de alguns amigos meus, fiz essa viagem sozinho. Adianto que viajar sozinho pela Europa é uma experiência ótima, me hospedei em albergues (como todo bom mochileiro) e mesmo sendo um pouco tímido e “travado”, conversar com as pessoas era algo que acontecia naturalmente até porque você vai encontrar muitos outros viajantes sozinhos e então as coisas vão fluir. Aliás, também é possível viajar por lá com inglês básico. A questão é que, para mim, a experiência foi muito boa por ter conversado com muitas pessoas de vários lugares e para isso o inglês foi uma mão na roda. Mas é possível se virar mesmo sem o inglês. A viagem durou 16 dias, iniciando em Portugal, passando pela Espanha, França e Bélgica e terminando na Holanda. O motivo por ter escolhido esse roteiro não foi assim tão nobre, mas quem tem que bancar a própria viagem vai entender: eu estava navegando pelo site decolar.com e encontrei uma oferta ótima de passagens Porto Alegre – Lisboa e depois Amsterdan – Lisboa – Porto Alegre por um preço realmente bom. Eu ficava horas nesse site jogando datas e destino até achar um bom preço. Encontrei lá mas comprei pelo site da TAP. Em relação as malas, levei uma mochila de 60L mais uma pequena com as coisas essenciais, achei a mochila mais prática pois era mais fácil de carregar pelos aeroportos e pelas estações de trem, comprei uma Curtlo e não me arrependi, ainda está inteira para outras viagens. Bom, malas prontas, documentação preparada, inicia-se a viagem. O avião saiu de Porto Alegre 21h e cheguei +- 11h (horário de Portugal). 1º Dia – Portugal - 28/02/2012 A viagem para Lisboa não foi ruim, exceto pelas poltronas apertadas, o avião oferecia várias opções de filmes e CDs e a comida era boa também. Chegar no aeroporto de Lisboa foi uma sensação incrível, uma mistura de euforia com ansiedade, ótimo. Logo no aeroporto comprei o Lisboa Card para 48h em um posto de informações (não usei muito). No fim, vi que não fez diferença ter comprado o Lisboa Card ou ter pagado os valores integralmente, mas a praticidade do Lisboa Card nos transportes públicos compensou. Saí do aeroporto e peguei um táxi até o hostel. O hostel foi o Traveller’s House na Rua Augusta, Chiado, centro de Lisboa (http://www.travellershouse.com). O hostel foi o melhor da viagem, tudo era perfeito, o ambiente, o staff, o café da manhã, os banheiros, os quartos, as atividades,etc. Fiquei em quarto misto de 6 pessoas, mas só havia eu e mais 3 americanas que estudavam na França e estavam numa semana de folga. Larguei as coisas no hostel (aproximadamente 13h), tomei um banho rápido e fui bater perna. Dei uma olhada na Rua Augusta, fui para a Praça da Figueira, a Praça do Comércio e então fui caminhar pelo bairro da Alfama para chegar até o castelo de São Jorge. Estava um dia um pouco nublado mas no fim da tarde o sol abriu. O bairro da Alfama é todo íngreme e a caminhada por lá é bastante cansativa, mas eu estava em Portugal, então não era hora de cansar. O lugar lembra o bairro da Lapa no Rio de Janeiro ou até mesmo a arquitetura de Salvador, e é bem típico, um bairro bonito, andei por ele até chegar à Feira da Ladra, a feira era o único lugar mais movimentado pois o resto do bairro parecia meio parado. Lá era possível achar artigos diversos e antiguidades bastante interessantes, o clima de lá é agradável. Na Alfama, antes de ir para o Castelo de São Jorge, dei uma passada pela Catedral de São Vicente, tirei umas fotos no Mirante de Santa Luzia e então fui para o castelo. No interior das muralhas existem áreas abertas e o castelo é considerado patrimônio nacional de Portugal, também pode-se andar nas muralhas do Castelo, a vista que se tem de lá é lindíssima, ainda mais no final de tarde. Depois do Castelo, fui jantar, e comi o bacalhau a Brás, normalmente, pretendia comer comida de mercado e coisas mais práticas, mas a comida em Portugal é relativamente barata e ainda era o meu primeiro dia na Europa. Comunicar-se com portugueses é fácil (por que será? ’) mas alguns mais idosos tendem a ser mais pacientes. Outros tendem a ser pacientes demais e cada vez que você pede uma informação eles te contam uma boa parte da história de Portugal. Eles realmente conhecem a história do país e falam bem do fado e do vinho enquanto reclamam da política e da crise econômica. Voltei para o hostel e me avisaram que haveria degustação de vinhos portugueses naquela noite, deu tempo de dormir um pouco, tomar outro banho e depois ficar no hall experimentando vinhos (incluindo o vinho verde típico português) com uma companhia globalizada e super agradável. 2º Dia – Portugal - 29/02/2012 Antes da viagem, li alguns relatos e percebi que não poderia deixar de visitar Sintra e deixei este dia para isso. Saí do hostel e fui para a estação Rossio e peguei o trem até Sintra (grátis com o Lisboa Card), o lugar tem um clima super legal e é fácil imaginar que a aristocracia portuguesa viveu lá pois o lugar é cheio de castelos e mansões de um estilo meio colonial (não entendo nada de arquitetura, então talvez seja melhor desprezar essa opinião) e bem típico português. Fui da estação de trem até o centro a pé, passando por duas pequenas pontes até chegar num ponto de informações turísticas perto do museu do brinquedo. Lá peguei as informações sobre como chegar ao Palácio da Pena e ao Castelo dos Mouros (minhas prioridades de Sintra), era possível ir a pé ou de ônibus (ida ou ida e volta) escolhi pegar a passagem de ida de ônibus e depois descer a pé, cheguei ao palácio da pena e andei pelos jardins até entrar no palácio mesmo. O Palácio da Pena é colorido com arquitetura muçulmana, de lá se tem uma visão incrível (visto ser o maior ponto de Sintra) principalmente do Castelos dos Mouros. Dentro do palácio existe uma exposição de objetos da família real e alguns informativos sobre sua história (não é permitido tirar fotos lá dentro e por favor nada de jeitinho brasileiro). Fiquei contemplando o as paisagens de lá até que resolvi descer e ir até o Castelo dos Mouros. O Castelo dos Mouros é parecido com o Castelo de São Jorge em sua estrutura. Também é possível andar pelas muralhas e ver vários pontos de Sintra e seus castelos. De lá também se tem uma visão mais completa do Palácio da Pena. Depois desci de volta para o centro de Sintra, usei um caminho que começa entre a bilheteria e a entrada de fato do Castelo dos Mouros e não me arrependi, estava meio deserto mas o lugar era muito bonito e haviam casas antigas no estilo português. Era quase 16h e ao invés de visitar outro castelo, decidi ir até o Cabo da Roca (não há ônibus com muita frequência para lá), peguei o ônibus que ia de Sintra ao Cascais e parava por lá (alguns ônibus que vão do Cascais a Sintra também param). O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental Portugal, lá existe um farol, uma lojinha de souvenirs pequena e um memorial a Camões: “Aqui... onde a terra se acaba... e o mar começa...”. Poucas coisas para ver em princípio além do mais teria que ficar por lá por mais ou menos 2 horas porque era o tempo que levava para o próximo ônibus passar. Em princípio porque o lugar é incrível, poderia ficar muito mais tempo olhando o mar, o sol estava alto, e eu não me cansava daquilo, além do mais quando fui para parada esperar o ônibus conversei com alguns mochileiros coreanos que também estavam esperando pelo ônibus. O ônibus ia de Sintra ao Cascais, como tive que descer no Cascais, andei um pouco por lá, mas já estava um tanto escuro e como não tinha muitas informações do Cascais, fiquei pouco tempo e logo peguei a linha Cascais – Cais do Sodré para voltar para o centro. Voltei ao hostel e aquela noite haveria um Pub Crawl, mas como era minha última noite em Portugal, perguntei se havia algum lugar para ouvir fado e o hostel me deu uma dica quentíssima: Tasca do Chico! Um bar no Bairro Alto (não longe dali) onde nas quartas-feiras (exatamente nesse dia) cantores amadores se apresentavam, a vantagem é que não se pagava por isso, apenas o que fosse consumido. O lugar é muito legal, e quase não haviam estrangeiros, tanto que alguns portugueses vinham nos perguntar o que estávamos achando do fado e o que achávamos de Portugal (nós porque eu não fui sozinho, havia uma peruana e uma americana do hostel que abriram mão do pub crawl para ouvir fado). O lugar era pequeno e sem muita iluminação, um ambiente legal, típico de bar, a música era muito boa, os cantores eram realmente bons e todos paravam (até a porta se fechava) enquanto alguém cantava, percebia-se que lá fado era coisa séria. Foi uma noite muito divertida e gastei apenas 3 euros porque tomei duas cervejas! Ah... um pub crawl é uma noite em que você paga um valor para o organizador e ele leva o pessoal por vários pubs, um programa muito legal que fiz em outros lugares, até porque assim você tende a interagir bastante e se divertir também (encerro comentários sobre pub crawl por aqui). Mas em Portugal valeu a pena ter ido até a Tasca do Chico. Castelo de São Jorge Castelo dos Mouros (visto do Palácio da Pena) Cabo da Roca Praça da Figueira (e tradicional elétrico) Palácio da Pena
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