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Sorrent

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Tudo que Sorrent postou

  1. Hhaha calma aí, to tentando justificar um pouco o salário que meu chefe me paga hehehe! vou tentar escrever mais um dia ainda hj a tarde.
  2. Sou controlador de tráfego aéreo, trabalho como supervisor num aeroporto aqui em Bauru.
  3. Eu também estou no trabalho mas trabalhar é outra história hehehe!
  4. Aeee Bia, você também é bem vinda e está convidada a participar do relato, se quiser incluir alguma coisa nos dias anteriores pode me passar o texto que eu edito o tópico e coloco os devidos créditos e se quiser participar daqui pra frente assim como o Adriano fez, fique à vontade. Hahaha tinha esquecido daquele remédio milagroso do Manolo!!! mto legal relembrar esses detalhes! . Maldito Pollo con papas que nos deu essa virose ein!! hehehe Eu também agradeço por estar acompanhando. Fiz anotações mas somente nos 10 primeiros dias, somente palavras-chave para não esquecer alguns acontecimentos pois já pensava em fazer o relato mas depois relaxei e não fiz mais hehehe, por isso esse relato é uma maneira de aproveitar a cabeça fresca e registrar tudo até mesmo para mim!
  5. Vale a pena com toda certeza. Eu acho que as dificuldades são um atrativo a mais desse trekking. Sua outra questão eu respondi no meio do relato. Então a chateação pra uns é motivo de alegria pra outros. A Salkantay não é uma trilha pra todos mas pode ter certeza que é uma ótima maneira de deixar alguns medos pra trás. Só por já estar pensando em fazer eu já digo, faça É muito show!
  6. 19° Dia - Salkantay Por volta de 6 da manha passa o cozinheiro em todas as barracas gritando "té de coca", ele te acorda e oferece uma xícara dentro da barraca mesmo, serviço vip. Arrumamos as coisas e fomos tomar café, enquanto isso o guia já ia desmontando as barracas, foi tudo bem rápido pois iríamos sair às 7:00. Por sorte eu me sentia bem, já estava curado da virose, 100%. Foi então que decidi subir andando mesmo a montanha, o que me dava mais ânimo ainda era saber que o guia achava que eu não conseguiria. Cada grupo tinha uma lona do lado de fora do acampamento onde colocavam as coisas que iriam na mula. Nesse dia fui mais esperto, tirei algumas roupas da mochila e coloquei na do Saulo que iria deixar na mula, depois pegaria novamente no fim do dia . Não se esqueça também de água, no mínimo uma garrafa de 2 litros por pessoa, caso você não tenha, poderá comprar antes de sair do acampamento mas é claro que o preços estarão lá em cima, se não me engano uma garrafa de 2L aqui custava 10 soles. Já li vários outros tópicos com pessoas discutindo a preparação pra Salkantay, minha opinião é que o preparo psicológico tem q ser tão bom quanto o físico. Você consegue caminhar 85 km? Consegue suportar um dia sem banho? Consegue usar um banheiro bem suspeito compartilhado com mais 30 pessoas? Se apertar, consegue ir no mato? A parte de equipamentos é o mais tranquilo na minha opinião, vai mais do que você considera ideal pra você mas não há nada que seja imprescindível apenas para essa trilha. Como eu já havia comentado antes, nem mesmo bota eu usei e meu tênis já estava rasgando hehehe. Qualquer roupa de frio boa vai servir, não precisa gastar 1000 reais numa jaqueta que até anda sozinha só pra isso.Tem muita gente que discute técnicas greco-romanas de se vestir em camadas, putz a única coisa que eu penso é "dá pra fazer assim? Então pronto, vamos!". Pode até ser um defeito meu, mas funciona. Arrumamos tudo e partimos. 6 e pouco da manhã Nesse dia somente, eu, Pablo, Fernando Adriano e a Tcheca decidimos subir caminhando, os outros todos iriam de cavalo. Peguei um bastão de caminhada emprestado de alguém, juntamos o grupo e saímos. Não deu 5 minutos de caminhada e o Adriano passou mal e resolveu voltar e subir de cavalo também então só sobramos nós 4 e o guia. A subida é dura, bem mais íngreme que no dia anterior porém mais curta. O frio também é forte nesse dia, é bom se proteger. Foram cerca de 4 horas de subida e dessa vez fiquei sempre colado no guia, só de raiva hehehe, mesmo que tivessem pedras rolando montanha abaixo eu iria subir aquilo. A paisagem nesse dia é sensacional era a primeira vez que eu estava vendo neve tão perto, estava parecendo criança. A caminhada é longa e apesar das várias paradas para descanso, é cansativa mas a minha opinião é que ela é mais fácil do que o primeiro dia pois a subida do primeiro dia é mais longa. O que eu acho que dificulta muito mais no segundo dia é a altitude e aí vai depender de como cada organismo vai reagir. Como eu disse, não tive problemas com isso, subi aquilo e nem mesmo masquei folhas de coca, o máximo que fiz foi chupar algumas balas de coca mas tenho minhas dúvidas se aquilo realmente funciona. Lá pelas 11 da manha chegamos a 4600 metros de altitude e a alegria foi geral, ainda falei pro guia "você disse que eu não conseguiria ein" e ele disse que estava enganado. :'>. Chegamos um pouco antes do pessoal dos cavalos então ainda pudemos dar uma volta por lá curtir a montanha e a neve. Fui com Fernando tentar encontrar o outro grupo que havia ido ver um lago congelado que tem por lá mas não achamos. Uns 15 minutos depois o restante do pessoal chegou com seus cavalos. Juntamos todos, tiramos a famosa foto ao lado da plaquinha do ponto mais alto da trilha e fomos ouvir varias explicações do guia sobre a cultura Inca. Aqui terminava a parte ruim do trekking, de agora em diante seria só descida . Caminhamos mais duas horas e meia até o local do almoço, sempre com a montanha nevada de fundo. Aqui a trilha estreita da subida deu lugar a um caminho bem mais aberto, muito melhor pra caminhar e o clima melhorou bastante, um rio também corria ao lado caso alguém precisasse de água. Paramos para o almoço. Os cozinheiros como sempre chegaram antes e já prepararam o rango. Era um local bem amplo, não tinha mesas, bancos nem nada, simplesmente sentamos no chão e comemos . Aqui o guia Manuel nos fez uma proposta, um jogo de futebol ao chegar no acampamento mais tarde, iria juntar alguns outros gringos do outro grupo pra bater uma bola. Aceitei na hora. Nossa companhia durante o almoço Ainda tivemos uns 30 min para descansar depois do almoço antes de seguir a caminhada Ainda faltava bastante para chegar até o acampamento daquela noite mas caminhar agora estava gostoso e não parecia uma tortura como no dia anterior, deu pra ir conversando bastante e até conhecer melhor a Tcheca e o Pablo (que arrancou suspiros das meninas hehehe, vcs acham que só os homens ficam de olho nas gringas? Vamos ser justos, se a gente pode, elas podem também ). Foram mais umas 3 ou 4 horas de caminhada e aqui a paisagem já mudou bastante, estávamos no meio da mata e o clima mais quente. Parecia que a descida nao tinha mais fim mas foi muito bom. O caminho é bem demarcado portanto o grupo se separa, cada um vai no seu ritmo, em duplas ou trios, o guia explica onde temos que ir e solta a galera. Estava descendo com a Anália e uma hora ficamos na dúvida pois passamos por uma acampamento mas não sabíamos se era o nosso, esperamos um pouco e descobrimos que havia um outro acampamento cerca de 30 min mais pra frente e decidimos arriscar ir até lá, depois descobrimos que estávamos certos. Lembrando que as paisagens nesse dia são incríveis, desde a hora que sair do acampamento pela manhã até chegar no outro acampamento no final da tarde. Chegamos umas 5 e pouco e foi o tempo apenas de deixar a mochila na barraca (que já estava separada pois Saulo havia chegado antes) e o guia do outro grupo já veio me chamar pra jogar. Combinamos de jogar valendo algumas cervejas para o grupo vencedor Havia caminhado desde as 7 da manhã, estava morto de cansaço mas não importava, era futebol contra os gringos, não perderia por nada O time era Eu, Saulo, Adriano e Manuel Vs. dois americanos, o guia do outro grupo e uma garota . Hahahah foi engraçado, estávamos jogando a quase 4 mil metros de altitude, era terrível, corria 10 segundos e parava, 10 segundos e parava. chegou uma hora que estávamos simplesmente torcendo pra qualquer pessoa marcar gol, até mesmo as vacas que estavam perto do campo. O guia do outro grupo foi muito ladrão, acho que não aceitava o fato de perder para brasileiros hehehe mas não deu outra ganhamos de 5x4. O legal é que tinha um pessoalzinho assistindo o jogo e foi aí que conheci a Elizabeth da Inglaterra, na verdade não nos apresentamos ainda, digamos apenas que nos conhecemos hehehe afinal meu amigo, linguagem corporal é universal. Mandamos um grande "chuuuuupaaa" pra gringaiada e saimos vitoriosos do campo, fui então tomar banho. Somente no primeiro dia não há onde tomar banho, nesse acampamento de hoje havia 2 banheiros mas não vá achando que o chuveiro é quente viu hehehe, imagine cubos de gelo saindo do chuveiro e deslizando suavemente pelo seu corpo, é mais ou menos assim . Eu não podia aguentar a idéia de mais um dia sem banho então me enfiei na água gelada mesmo, no começo é difícil mas depois de um tempo, fica pior hahaha mas a sensação de estar limpo novamente depois daquele dia valia qualquer banho gelado. É claro que não são todos que encaram a água. Com relação aos banheiros, você só irá encontrar nos acampamentos mesmo, qualquer coisa que precisar fazer entre um e outro será na natureza e posso garantir que não vai faltar espaço pra você hahahah. A Salkantay é assim, não espere luxos e mordomias, é uma aventura e ela faz jus ao que promete. As mulheres são conhecidas internacionalmente por seu elevado nível de frescura no organismo mas posso garantir que não são poucas as que fazem esse trekking, o que mostra que é possível pra todo mundo, basta querer. A Salkantay não é a única maneira de chegar a Machu Picchu mas por tudo que já li por aí, é a mais legal heheh. A maneira mais prática e feita por 90% dos turistas (número fictício tirado da minha cabeça) é ir de Cusco a Ollantaytambo e de lá pegar um trem para Aguas Calientes que fica aos pés de Machu Picchu. Não posso falar muito sobre isso, nem dar valores pois nem me agrada essa idéia mas tem muitos relatos ai no mochileiros.com sobre como chegar em Machu Picchu. À noite todos se reúnem no barzinho que tem lá para o chá e o jantar e no nosso caso nossa merecida cerveja de campeões . até convidamos os gringos para se juntarem a nós na bebedeira mas não toparam, acho que estavam com o orgulho ferido hehehe. Mais uma vez depois da comida o guia explica como será o dia seguinte. Ficamos ali de papo fiado e curtindo o céu estrelado com direito a estrela cadente (que eu nunca tinha visto, foi emocionante hehehe ). Depois foi só dormir pois no dia seguinte teria mais caminhada.
  7. Camila seu relato está ótimo !!!!!! Eu havia lido antes da minha viagem e certamente deu uma empolgada hehehe mas como lí vários acabei esquecendo até de agradecer!!! Foi mal!! Por qué no?
  8. 18 ° Dia - Salkantay Às vezes eu me empolgo um pouco e me esqueço de explicar o básico. . Pra quem não conhece, a Salkantay é um trekking bem famoso, são 5 dias no total sendo 4 dias de caminhada começando em Cusco e terminando em Aguas Calientes, um vilarejo muito charmoso aos pés de Machu Picchu, no 5° dia você sobe até a cidade perdida dos Incas. Como eu disse, pagamos 260 dólares e esse preço inclui Guia, alimentação todos os dias de trilha(exceto café no primeiro dia) e um jantar em Aguas Calientes, inclui também o trem de retorno de Aguas Calientes até Ollantaytambo e o transporte de retorno até Cusco. São 85 Km de caminhada nos 4 dias, ou seja é bom ter um mínimo de preparo físico pra encarar. Todos os dias uma equipe acompanha o grupo (na verdade eles fazem um caminho alternativo, mais curto), tem desde cozinheiros até massagistas tailandesas. Esse grupo leva umas mulas e cada pessoa tem direito a colocar até 7 Kg nas mulinhas. Todos os dias, ao chegar no acampamento você pode pegar o que estiver na mula então a dica é a seguinte, coloque na mula roupas para troca, alguns litro de água e besteiras pra comer. Em outra mochila (essa irá com você) leve mais água e mais coisas pra comer caso a fome aperte no caminho. Não exagere nas coisas que irá levar pois há um detalhe, no último dia de trilha os cozinheiros se separam e voltam então você terá que carregar tudo que estiver levando. Outra coisa é que se você levar duas mochilas (uma na mula e outra com você, no final você terá que carregar duas o que pode dificultar, pense nisso, talvez seja melhor colocar as coisas da mula num saco bem arrumado com seu nome. Foi o passeio mais caro da viagem mas valeu cada centavo Voltando onde parei, a noite foi terrível devido a minha virose, tínhamos que acordar às 4 da manhã para sair às 4:30 mas quando eram 3:30 eu já estava acordado (meio zumbi ainda), o problema é que devido a minha situação na noite anterior não arrumei nada para a trilha, não separei roupas, não carreguei a bateria da máquina fotográfica etc, ou seja quando foi se aproximando das 4 horas tive que correr, ainda estava muito mal mas pelo menos conseguia sentir meus membros o que ajudava um pouco. O fato de eu estar meio mal somado a eu ter que fazer tudo na correria fez com que eu fizesse algumas besteiras, não carreguei a bateria extra da máquina fotográfica e não levei carregador e só fui dar conta disso já na trilha, a minha sorte é que eu havia carregado uma bateria da máquina e a Gopro na tarde do dia anterior antes de dar todo esse problema. Então eu tive que passar os 5 dias com apenas uma bateria de cada máquina o que comprometeu bastante as fotos então resolvi usar somente a Gopro durante os 4 dias de trilha e deixar a Sony para Machu Picchu. Esse foi um dos maiores arrependimentos da viagem toda pois os lugares são maravilhosos dá vontade de tirar foto o tempo todos. A maioria das fotos que vou colocar aqui são roubadas dos amigos, poucas são minhas pois na trilha praticamente só gravei vídeos. Fizemos o check-out no Che Lagarto e guardamos nossas coisas no locker, levamos apenas o básico. Às 4:30, ainda tudo escuro o guia da agência passa para nos encontrar no hostel, teríamos que caminhar até uma praça próxima e no caminho passaríamos num outro hostel para encontrar mais duas pessoas que iriam conosco, eram Pablo do Chile e Eva da Republica Tcheca (que será carinhosamente chamada de "tcheca" daqui em diante ) totalizando 10 pessoas. Seguimos para a van e de Cusco fomos até Mollepata um vilarejo de onde começa a caminhada propriamente dita, esse percurso leva em torno de 2 horas e meia então deu pra descansar mais um pouco. Eu ainda estava muito mal mas decidi que iria fazer aquela trilha de qualquer forma, o que piorou ainda mais minha situação é que eu não havia comido nada desde o almoço do dia anterior e não havia condições de colocar nada pra dentro, era o jeito. Por volta de 7 horas chegamos em Mollepata Paramos num local onde todos (menos eu) puderam tomar café da manhã (não incluido), o pessoal da agência separou as mochilças que iam na mula, anotou os nomes e separou por grupos. Tudo certo. Nessa hora conhecemos nosso guia que mais tarde se tornaria nosso amigo também, Manuel "Manolo". O guia que havíamos conhecido até então ficou o outro grupo. Estávamos se não me engano em 3 grupos, cada um segue separadamente mas todos se encontram nos acampamentos no final do dia. Depois do café fomos até uma praça próxima só o nosso grupo onde pudemos nos apresentar, conhecer melhor o guia e os recém chegados Pablo e Tcheca. Bate palmas daqui e dali, era hora de seguir, agora começava pra valer. Ainda no vilarejo passamos em um pequeno comércio onde aqueles que não tinham bastão de caminhada podiam comprar por uns 5 soles um bastão improvisado de madeira. DICA, por favor, não se esqueça de levar bastão de caminhada será muito útil. Caso nunca tenha utilizado será uma boa hora para começar, acredite em mim. . Eu, muito cabeção achei que não precisaria de bastão e não comprei , só fiz cagada nesse dia. Além de tudo como não estava levando muita coisa, não deixei nada na mula, levei tudo comigo na mochila cargueira, tinham uns 5 Kg nela mas acredite em mim, uma bermuda a mais faz diferença nos 85 Km. A virose afetou muito minha capacidade de julgamento.............ou eu sou meio mané mesmo, vai saber . Início da caminhada em Mollepata Parada na praça pra todos se conhecerem Nesse primeiro dia era só subida, sóóóóóóóóóóóó subida, foram entre 20 e 25 km de subida , meu amigo, não foi fácil. Eu nem raciocinava direito, só conseguia pensar: "pé direito, pé esquerdo, pé direito....". Eu não era o único que estava mal do grupo, Beatriz também estava e estávamos num ritmo lento, o resultado de tudo isso é que o grupo se atrasou em umas 2 horas dos outros grupos. O guia Manuel fazia várias paradas e em cada uma delas eu pensava " alguém me mate por favor, um tiro rápido e certeiro" . Juro, paguei todos os meu pecados já cometidos nessa vida e pode ter certeza que eu tenho crédito pra matar duas pessoas pelo menos. . O primeiro dia é difícil, principalmente se você estiver com uma virose e 24 horas sem comer. . É claro que tudo nesse dia pareceu mais trágico pra mim devido a minha situação mas a subida é interminável, pode ter certeza. Morrendo Chegando próximo ao local do almoço Chegamos no local onde iríamos almoçar atrasados, já eram quase 4 horas, eu sentia que estava melhorando e arrisquei até comer, também não tinha como ficar mais de estômago vazio. A comida durante a trilha toda é simples mas boa, dá pra comer tranquilamente. O guia estava visivelmente preocupado com a nossa situação pois estvávamos muito lentos, o problema é que sempre que um parava, todos paravam hehe, mas enfim, chegamos. Depois do almoço ainda haviam 5 Km até o acampamento e havia uma opção de pagar 5 soles para ir num caminhão que iria levar o restante da equipe e outra peãozada que estava por lá. Como estávamos numa situação precária, uns passando mal outros apenas muito cansados, resolvemos trapacear e pegar esse caminhão afinal eram 5 km na reta, nada comparado com a tortura que foi o dia todo. O guia disse que era muito melhor fazer aquilo pois poderíamos chegar já anoitecendo no acampamento, o que não seria bom. A galera no busão huhu Não demorou e chegamos no acampamento. Aqui o pessoal da agência pede ajuda para levarmos as mochilas para onde ficam as barracas, não custa nada. Aqui você já começa a perceber que apesar do inferno que é aquela subida, o negócio vale a pena. O acampamento da primeira noite é aos pés da montanha Salkantay que dá nome ao trekking. "Salkantay" que em Quechua significa "se você já deu a bundinha, dê uma risadinha", mentira, significa "Wild, ou selvagem" (aposto que muita gente aí riu ein). É um lugar muito bonito e muito frio. Os banheiros aqui são bem rústicos e aconselho a usar o mais rápido possível pois eles vão ficar num estado crítico depois de um tempo, sério. Banho nesse dia, nem pensar, não tem onde tomar. Se você for adepto dos lenços umedecidos, divirta-se O acampamento Os guias montam as barracas pra você mas é claro que não custa ajudar. Aqui todos os grupos se juntam novamente .Separamnos as duplas e fomos pras barracas arrumas as coisas, nos trocar, descansar, enfim. Mais tarde nos reunimos para o jantar e para conversar. Uma das coisas que eu não gostei de modo geral e já começava a ficar evidente nessa noite é que os grupos ficavam bem separados, cada um na sua mesa com seu guia, não havia muita interação entre todos, pode ser que muitos não liguem pra isso mas eu me importo, toda interação que houve entre os grupos durante os 4 dias foi mérito de poucos valentes . Antes da comida mesmo, tivemos pipoca, chá, bolacha etc era praticamente um happy hour heheh. Já me sentia muito melhor e estava aliviado por isso. Jantamos e depois divemos um briefing de como seria o segundo dia.Já li outros relatos sobre a salkantay e a galera é bem dividia, uns acham o primeiro dia pior, outros acham o segundo dia, enfim, eu achei o primeiro dia muito difícil pela subida interminável mas lembre-se que eu estava com uma virose do capeta. Já andei bastante antes e digo com certeza que se você estiver bem de saúde deve ser muito melhor. Bom, nessa noite começava mais um dilema pra mim na viagem, seguinte, o Guia Manuel estava muito preocupado com nosso ritmo e começou a dizer, um por um que não conseguiríamos aguentar o segundo dia, com exceção de três pessoa, Adriano, Pablo e a Tcheca. No segundo dia nós iriamos subir a montanha Salkantay, a altitude ali pega pra algumas pessoas e o guia enfatizava que não conseguiríamos e que eles não tinham cilindro de oxigênio etc. Eu pessoalmente fiquei muito puto com o guia naquela noite mas depois comecei a entender o lado dele também, ele não podia atrasar uns por causa de outros e ele não sabia da situação pessoal de cada um (eu por exemplo doente) só via o geral, um grupo que anda devagar. Aquilo deu uma abalada no pessoal, era perceptível. todos estavam conversando pra decidir o que fazer. A questão é que nesse acampamento é possível alugar cavalos para subir a montanha no segundo dia, o preço é salgado, 100 soles mas tem muita gente que aluga, tenho certeza que deve rolar uma comissão pros guias, por isso eles devem insistir tanto. Podíamos decidir sobre alugar o cavalo ou não até a manhã antes de sair então não dei minha resposta. Estava realmente na dúvida, sabia que tinha condições e odeio desistir mas o guia mexeu com o psicológico da galera, principalmente por causa da altitude. Alguns já haviam confirmado o cavalo naquela noite ainda, eu deixei pra dizer pela manhã. Foi uma noite bem difícil, e pra piorar as coisas durante a madrugada, acordei com dificuldade de respirar pois estava todo fechado no saco de dormir e o ar ali já é mais rarefeito por causa da altitude, só sei que isso só dificultou a tarefa de decidir se subiria caminhando ou não.
  9. Que bom que está curtindo. Qualquer dúvida é só mandar. Fico feliz em saber que estou incentivando as amigas a conhecerem o peru!!! Desculpe, não posso garantir a ausência de pensamentos maldosos ! hahahaha Eu levei a Gopro Hero 2 e uma Sony Hx9v. A sony eu usava só para fotos e a Gopro só para videos assim aumentava a autonomia da bateria, pelo menos da Sony. A bateria da Gopro tem autonomia de 2 horas e meia de uso continuo (não lembro em qual configuração de vídeo) segundo o manual mas eu passei os 4 dias de Salkantay com ela sem recarregar e aguentou, tudo bem que eu gravava videos nao muito longos mas foi suficiente! O tripé é algo muito útil, vale a pena ter um com certeza. Esse aí eu comprei numa loja de fotografia em SP, paguei 30 reais, é leve e retrátil então ele pode ficar até com cerca 1,0m de altura mais ou menos.
  10. 17° Dia - Cusco Antes de continuar o relato, gostaria de falar sobre um problema que provavelmente você vai ter durante essa viagem, seus "Dias de Rei". Sim, estou falando de manhãs/tardes/noites no trono reinando imponente e soberano . Não importa se você é homem ou mulher, brasileiro ou não, se você acha esse assunto inconveniente, não interessa, você estará em países diferentes, com comidas diferentes, temperos diferentes, etc etc, mesmo que você coma somente em lugares bons, a probabilidade de uma reviravolta intestinal é enorme e não estou falando isso apenas por experiência pessoal mas também por conversar com outras pessoas ou às vezes só por ver a cara de desespero de alguem entrando no banheiro . Mesmo que você não fale com ninguem sobre isso, irá perceber durante seu reinado que os outros estão na mesma situação que você, é como se todos estivessem unidos numa corrente contra o mal, hahaha. Se você é do tipo mais prevenido e leva remédios para tudo, inclua esse problema na sua lista definitivamente, agora se você gosta de adrenalina, gosta de viver perigosamente e é bom nos 100 metros com barreiras, tente a sorte mas saiba que uma hora ou outra a natureza irá chamar, às vezes sutilmente mas às vezes irá parecer que ela te agarrou pelo pescoço, deu dois tapas na sua cara e gritou no seu ouvido: "correeeeeeeee!" Continuando, esse dia nós tiramos para conhecer a cidade. Cusco é um dos lugares que mais gostei na viagem toda, a cidade é muito bonita e apesar de ser bem turística não tem preços abusivos como aqui no Brasil, muito pelo contrário, para se ter uma idéia uma lavanderia cobra em média de 3 a 4 soles o Kg de roupa ou por exemplo uma porção de fritas grande num restaurante custa cerca de 6 soles, 30 minutos numa lan house uns 2 soles, muito diferente do que estamos acostumados por aqui onde turista é explorado sem dó . Nesse período que estávamos lá, iria ter o Inti Raymi, o festival mais importante deles, a cidade inteira lota mas isso não chega a ser um problema, muito pelo contrário pois sempre tem festas na rua, feiras, etc. Esse festival ocorre lá pelo dia 25 de junho mas alguns dias antes a cidade já entra no clima pois as pessoas começam a ensaiar na praça por exemplo, o clima é muito legal. Como eu disse, o pessoal que estava comigo já havia reservado a Salkantay no Brasil mesmo. Quando planejei minha viagem deixei duas opções, primeiro fazer a Salkantay e segundo, fazer outros passeios por lá. Deixei para decidir na hora por alguns motivos, um deles é que não peguei muitas informações sobre a salkantay, só o básico e outra é que eu nunca gostei de andar muito, na verdade eu odiava mesmo já tendo viajado bastante aqui no brasil, feito várias trilhas, nunca gostei muito de trekkings ou caminhadas muito longas então achei que fazer a salkantay poderia ser um pesadelo pra mim pois são 4 dias de trilha e o último dia em Machu Picchu. No final das contas descobri que meu problema nunca foi caminhar, mas sim "por que caminhar ", "onde caminhar" e "com quem caminhar". O clima das pessoas que estiverem com você vai fazer uma grande diferença. Mas enfim, não vou filosofar sobre meus tormentos hehehehe Cusco tem muitos passeios para serem feitos então caso não queira fazer a salkantay, não será difícil ocupar seu tempo antes de ir a Machu Picchu mas eu não posso falar muito sobre eles pois acabei decidindo pela Salkantay mas não se preocupe, agências não faltam por lá e todos os passeios podem ser fechados na hora, até mesmo a salkantay. O ùnico que é mais chato é a trilha inca que por ter limite diário de turistas, requer uma reserva com uns 6 meses de antecedência, mas pelo que conversamos por lá, a salkantay é melhor que a trilha inca, mais dificil e mais bonita. A trilha inca pelo jeito só tem fama. Com relação à aclimatação, não lembro se já comentei mas eu não tive problema nenhum. Isso varia de pessoa pra pessoa, tem gente que tira um ou dois dias pra se adaptar à altitude, se entope de soroche pills, enfim, saiba que isso não é a regra e você só vai descobrir quando chegar nessas cidades mais altas. Eu não levei remédio, não tomei remédio, não andava com folha de coca pra lá e pra cá mas também já ouvi histórias de gente até vomitando por aí. Não adianta, tem que ir e descobrir. Bom nesse dia no período da manhã nos juntamos e saimos pra rodar pela cidade, que estava muito movimentada, fomos à lavanderia, plaza de armas, comemos umas frutas estranhas de mulheres suspeitas na rua etc. Cusco é uma cidade até grande mas a parte turística fica no centro e suas redondezas então dá pra fazer muita coisa ali a pé mesmo Curando a ressaca da noite anterior Uma das muitas igrejas que tem por lá Depois de uma boa volta por lá, voltamos pro hostel e eu tinha que resolver minha situação com relação à Salkantay, o pessoal havia fechado coma agência Inti Tours e eu queria entrar no grupo só que essa agência não possui escritório em Cusco então dificultava um pouco o processo. Saulo tinha o e-mail deles e depois de enviar alguns e-mail e esperar bastante, consegui a confirmação de que poderia ir junto. O problema é que era domingo e a agência não tinha certeza se conseguiria me encaixar pois teriam comprar meus ingressos pra Machu Picchu, os tickets do trem, tudo em cima da hora, mas no final das contas deu tudo certo mas também pelo preço que estávamos pagando, teria que ter até uma moça dançando enquanto eu esperava a resposta. . No final das contas dá pra perceber que é possivel fechar um passeio como esses em cima da hora até mesmo no período do Inti Raymi. O preço pago inicialmente seria de 240 dólares que os outros já haviam pagado ainda no Brasil mas como naquela noite viria ao hostel uma moça da agência e um guia para fazer um briefing da trilha, eu poderia pagar na hora para ela . Naquele dia também nos demos conta de que precisaríamos de sacos de dormir bons pra trilha, vimos em outras agências o preço do aluguel dos sacos e encontramos por até 6 soles a diária, sairia um pouco mais barato pois a nossa agência iria nos cobrar mais 20 dolares pelo saco, mas no final das contas pela praticidade acabamos ficando com o saco da própria agência o que elevou o custo total da trilha para U$ 260,00. Quando passei em outras agências nesse dia vi que é possível fechar esse passeio por até 200 dólares já com saco, uma diferença bem considerável por isso digo que compensa mais fechar lá na hora e não aqui no Brasil. Bom, meu caso já estava resolvido, trilha confirmada, saímos então pra almoçar e continuar rodando pela cidade e aqui, imagino eu que foi quando começou o pior acontecimento da viagem pra mim. Paramos num lugar até que simpático pra comer, aliás nessa viagem quase nunca comi em lugares suspeitos, sempre tive essa preocupação de comer em lugares aparentemente decentes, o que não significa necessariamente os mais caros. Almoçamos, comida boa, preço bom, tudo certo, voltamos e ficamos esperando na praça pois a Jeruza e a Paty tinha ido comer num restaurante vegetariano. Nessa praça tinham umas crianças de uma escola dançando, ensaiando pro festival, legal até, tinha também uma feira com barracas de comidas de vários lugares, uma mais suspeita que a outra hehehe. Esperamos esperamos e nada das duas, nos perdemos delas e seguimos. Criançada dançando Feira com comidas suspeitas hehe Descobrimos que havia um mercadão lá perto e como Anália queria vasculhar a parte gastronômica do país, fomos conhecer. Chegando lá descobrimos que ele não foge muito do padrão daqueles países, carnes expostas, comidas suspeitas e roupas coloridas à venda. Tá vendo o porquinho ai na foto? Numa das barracas do mercado pudemos conhecer toda a delicadeza peruana, hehehe. Tinham uns negócios brancos estranhos lá pra vender e rolou o sensacional diálogo entre Anália e o vendedor: - Moço, o que é isso? - São Batatas - E pra que servem? - Pra comer!!!! Em defesa dela, eu entendi a pergunta, é que são batatas bem diferentes das nossas e ela queria saber se eram pra algum prato específico, hehehe mas que foi engraçado na hora, foi!. As batatas que servem pra comer Depois do mercadão continuamos andando, passei em uma casa de câmbio e troquei mais um pouco de dinheiro. São várias por lá e quase todas trocam real, a cotação que vi era em média R$ 1,00 = $ 1,18 . Av. El Sol Tem algumas mulheres andando pra lá e pra cá com umas alpacas e como sempre, em troca de algumas moedas você pode tirar foto e fazer graça com elas. Alpacas existem d everdade, não são robôs Voltamos pro hostel no final da tarde e fomos descansar um pouco pois as 19h a moça da agência iria passar lá pra conversarmos sobre a trilha e também acordaríamos às 4 da manhã no dia seguinte então não podiamos abusar. Nada de bebedeira e baladas nesse dia . Foi aí que começou meu problema, comecei a me sentir mal e aos poucos foi piorando, eram umas 5 e pouco da tarde, estava calor, todos estávamos no quarto mas eu estava morrendo de frio, coloquei todas as minhas roupas de frio e mesmo assim não adiantou, aquilo não era bom sinal, até porque eu não sou de sentir tanto frio, até no salar fiquei só de camiseta algumas vezes. Estava com mau pressentimento. O tempo foi passando e eu ficando cada vez pior, quando foi 19:45 o pessoal da agência chegou e eu mal conseguia andar. Depois de muito esforço consegui sair da cama e ir até o saguão para acompanhar o briefing, estava parecendo um zumbi, já não estava mais branco e sim amarelo pelo que os outros me disseram, estava difícil até de falar. Pensei em desistir da trilha pois estava claramente sem condições. A moça da agência viu minha situação e disse que provavelmente era alguma virose, disse que iria comigo até uma farmácia para comprarmos um remédio. Juro que naquele momento queria desistir da trilha mas a idéia de desistir assim facilmente não caia muito bem então decidi arriscar, como tinha plano de saude internacional, pensei em esperar mais um pouco e se piorasse, iria a um pronto-socorro mais tarde. Nem sei se tinha por lá, só pensei no mais lógico no momento. Paguei a trilha, os outros completaram o pagamento por causa dos sacos de dormir e tudo ficou certo. O detalhe é que eu não era o único passando mal nessa noite, Beatriz também estava passando mal e com sintomas parecidos mas aparentemente um pouco melhor que eu. Depois de cerca de 1 hora falando sobre a trilha (e eu jogado num canto sem nem me mexer muito) todos se despediram da mulher mas ela disse que me levaria até a farmacia que ficava a algumas quadras, seria uma tortura pois eu sentia o corpo fraco, mal conseguia me mexer, sério. Chegamos lá, conversei com a famacêutica, expliquei os sintomas e ela disse que com certeza era uma virose, me receitou um antibiótico e outro anti-dias-de-rei hehehe. Comprei só o antibiotico pois não tinha mais dinheiro. Na verdade eu não queria comprar o remédio, quem me conhece sabe que não gosto de tomar remédio, só tomo realmente em último caso, beirando a morte mesmo heheh. Comprei mais por que a beatriz também iria precisar. Tomei só uma capsula lá na farmacia mesmo pois a mulher insistiu. O foda foi que depois que comprei, a mulher simplesmente se despediu e foi embora. Putz, estava ali sozinho e eram umas 6 quadras até o hostel e posso dizer que essa caminhada de volta foi mais difícil que os 4 dias de Salkantay. Eram umas 9 da noite e do jeito que caína cama fiquei imóvel até a hora de acordar, o engraçado é que o pessoal falava comigo e eu mal conseguia responder, era engraçado mas trágico também. Pra se ter uma idéia, minha cama estava toda bagunçada, cheia de roupas mas eu dormisobre todas elas, não tinha forças pra me mexer direito, foi a segunda pior sensação que já senti na vida, só perdeu pras pedras nos rins que tive quase dois anos atrás mas não ficou muito longe. O problema nessa história toda é que eu não arrumei nada pra sair pra Salkantay pela manhã. Meu único dilema no momento era se arriscaria ir daquele jeito passar 4 dias no meio do mato, ou pior, se eu teria condições de aguentar o tranco. Só sei que essa noite foi punk, dormi pouco, na verdade tirei cochilos em intervalos pequenos. Não tomei mais o remédio, foi imprudente eu sei, mas resolvi arriscar.
  11. Sabe que eu já tentei, mas por incrível que pareça é difícil achar trabalho voluntário. Estou pensando em ser voluntário da ONU, largar tudo por um ano e ir lá pro Congo ou sei lá onde, hehehe.
  12. Bem lembrado Rutka!!! E só reforçando, eu diria que é bom ter estranhos no quarto!!!!
  13. Obrigado. E quanto aos riscos, por piores que sejam, como você mesma disse, pode acontecer em qualquer lugar!!! Cara eu tb copiei esse roteiro de outros relatos que eu li e a idéia é essa mesmo, mostrar que ele é muito bom e incentivar outras pessoas a copiá-lo. Vai fundo!
  14. 16° Dia - Cusco Como havia dito, a viagem entre Ica e Cusco é longa, cerca de 20 horas então não tinha muito o que fazer, só esperar mesmo, conversar no ônibus, ouvir música, trocar de lugar etc. O que ajuda um pouco é que na maior parte do tempo a paisagem é legal. Na parte da manhã, paramos na rodoviária de uma cidade qualquer onde algumas pessoas desembarcam e outras embarcam afinal o ônibus não é direto, ali conhecemos um casal de brasileiros e ficamos conversando um pouco. Combinamos de nos encontrar em Cusco e voltamos pro ônibus. Na hora do almoço, o ônibus parou num restaurantezinho na beira da estrada mas daqueles bem suspeitos mesmo. Tinha uma mulher do lado de fora com umas panelas enormes misturando alguma gororoba, até hoje tenho dúvidas se aquilo era almoço ou se ela estava fazendo alguma bruxaria. Eu não arrisquei, fiquei no salgadinho mesmo. Parece até que estava prevendo pois em Cusco iria passar o pior aperto da viagem, ja ja eu conto. Depois de uns 25 minutos de parada pro almoço, seguimos viagem e depois de um tempo passamos pela cidade de Anta. Apesar de seus carros engraçados, nada muito do que falar aqui, só comentei porque o nome é engraçado para nós brasileiros hehehe Algo que nos deixou muito puto nessa viagem é que teve uma hora que o "comissário de bordo" colocou alguns cds com músicas pra tocar, mas PQP que diabos de músicas eram aquelas??? Nem as piores desgraças da música brasileira se comparavam àquilo. Michel Teló era praticamente um Beethoven perto daquilo. Depois de passar muito calor no ônibus e imaginar o comissário sofrendo torturas medievais por colocar aquelas músicas, chegamos em Cusco. Desembarcamos na rodoviária entre 4 e 5 da tarde, nos juntamos ao outro casal brasileiros e dividimos o táxi pois o hostel deles ficava próximo ao nosso. O pessoal que estava comigo já tinha reserva no Che Lagarto (http://www.chelagarto.com/index.php/pt/hostel-em-cusco.html)e também já havia reservado a Salkantay, eu queria ficar no Wild Rover mas decidi ficar com eles no Che antes da Salkantay e depois dela ficar um dia no WR assim o grupo não se separaria pois eles não tinham reserva para depois da Salkantay então iriamos todos para o WR. Antes da viagem eles já haviam combinado com mais duas garotas que iriam encontrá-los em Cusco para fazer a Salkantay, eram Jeruza e Paty que também ficariam no Che. Chegamos no Che e descobrimos que as garotas já haviam feito o check-in, fomos para o quarto mas elas haviam saido então fomos tomar banho e nos arrumar pois a noite Cusquenha nos aguardava. Depois de um tempo as duas chegaram no quarto, eu não as conhecia mas o restante já havia se falado via Facebook. Nos apresentamos e continuamos nos arrumando, estávamos agora em 8 pessoas e seria assim até o final da viagem. Nisso o cara da recepção nos chamou e disse que iria reunir os (poucos) hóspedes do hostel e fazer um Pisco Sour no restaurante, 15 soles por 3 drinks e pediu para comparecermos, topamos. Seria bom pra aquecer pras baladas, rsss Quando todos estavam prontos fomos até o restaurante e o barman nos explicou como é feito o Pisco Sour e preparou alguns para nós. Muito Bom Ficamos um pouco ali, conhecemos um casal brasileiro, uma garota inglesa e acho que esses eram todos os hóspedes hehehe. Ouvimos um pouco de música ali, conversamos, bebemos pisco e depois saímos para conhecer Cusco. Adriano Barman e Saulo DJ Depois de 2 ou 3 piscos, saímos para conhecer a cidade e ver o que conseguíamos fazer naquela noite. Nesta noite estava rolando uma festa no centro, não sabemos que festa era, mas estava tudo muito movimentado, fogos de artifício, shows, etc etc. Depois de rodar um pouco por essa festa de rua, decidimos procurar algum bar e relaxar um pouco, são várias opções por lá entramos em um cujo nome não me lembro mas tocava salsa ou sei la que diabos era aquilo mas era legal até, ficamos lá bebendo um pouco, rolou até a galera esboçando alguns passos, o que o alcóol não faz com a gente né hehehe. Saímos de lá, andamos mais um pouco e dessa vez fomos conhecer o famoso Mamma Africa, não lembro se pegamos pulseira no hostel ou se deram convite pra gente na praça, sei lá, já estávamos borrachos, não lembro direito mas não importa pois em Cusco você não paga pra entrar nas baladas, é lindo isso heheheh . O lugar é legal mas nessa noite acho que nenhum de nós percebeu que o lugar tinha dois andares e ficamos só no primeiro onde é mais um Lounge e o som é mais Chill Out, até estranhei pois tinha ouvido falar bem de lá e estava achando bem tranquilo mas eu estava borracho mesmo, nem estava raciocinando direito, enfim ficamos um tempo lá e já estava tarde e alguns queriam voltar pro hostel. Como sabíamos que haviam outras baladas boas para se conhecer por lá, saímos todos e nisso uns voltaram para o hostel. Eu, Adriano, Fernando e Anália fomos conhecer a Groove, outra balada de lá, mais uma vez não pagamos pra entrar Depois de pouco tempo os dois decidiram ir embora também e só sobramos Adriano e eu no Groove, borrachos. O lugar é bem legal e estava muito cheio, estava difícil até pedir bebida pois o balcão estava lotado de pessoas dançando sobre ele, você tinha que passar o braço entre as pernas das pessoas literalmente para pedir/pagar as bebidas. Apesar de lotado curti muito o lugar. Já vi outros relatos dizendo que um é melhor que o outro e que o outro é melhor que o um, eu gostei de ambos nessa primeira noite, cada um com sua particularidade. Esse é o bom de Cusco, você não precisa passar a noite toda num lugar, você simplesmente sai de um e vai pra outro, é perto e gratuito e vou te contar, a noite de Cusco é SHOW. Adriano borracho na Groove Rafael borracho na Groove e a pegação rolando solta no fundo Nem lembro que horas fomos embora, nem lembro como fomos embora nem como chegamos no hostel, só sei que estou aqui vivo pra contar e isso é o que importa! hahahah
  15. hahahaha não tem graça revelar tudo tão rápido, principalmente quando a galera ta com várias teorias sobre o negócio! Não falei com editora não, primeiro quero só terminar o relato paixãozinha, será??? logo logo saberemos heheheh!!! obrigado pelos elogios mais uma vez Valeu cara!!!! Vai ficar ainda mais louca na sua vez hehehe. Pois é eu até que aguento bem o frio, no salar mesmo teve vez que eu estava só de camiseta e nego lá cheio de blusa, mas isso vai de cada um né. Então mostra pra todo mundo que vc consegue. Achei que estava apaixonada por mim! hehehehe brincadeira!! Obrigado e que bom que está curtindo, se tiver alguma dúvida é só perguntar. É até bom quando o povo pergunta porque é difícil lembrar tudo na hora de escrever então as vezes alguem pergunta alguma coisa e eu acabo lembrando de algo que aconteceu.
  16. 15° Dia - Huacachina Eu tinha até passado batido pelo que aconteceu com a Noni mas como tem uma galera comentando, vou contar. Se vocês lembram, quando ela foi embora de SPA eu disse que nos encontraríamos de novo no Peru, pois é, mandei a mensagem pra ela em Arica dizendo que estávamos indo para Arequipa mas 1 ou 2 dias depois ela me respondeu dizendo que houve uma greve em Arica e a fronteira estava fechada e ela não conseguiu atravessa para Tacna por uns 2 dias, consequentemente nos desencontramos em Arequipa, como o roteiro dela era diferente do nosso depois disso, não nos veríamos mais. Alias demos muita sorte pois essa tal greve ocorreu um dia depois de termos cruzado a fronteira, por pouco nós não ficamos presos lá. Apesar de todo o estrago da noite anterior, acordamos cedo nesse dia. Fui então com Fernando e Anália comprar algumas coisas para improvisar o café. Ali em volta do lago tem algumas barraquinhas vendendo algumas coisas então paramos e compramos pão, geléia, iogurte, etc etc, voltamos e tomamos o café no quarto mesmo. Demos aquela tradicional enrolada básica por lá e depois fui conversar com Saulo a respeito do passeio que estávamos pensando em fazer. Era um passeio de quadriciclo pelas dunas com duração de uma hora, custava um pouco caro, 120 soles e isso já desanimou a galera mas eu sempre tive vontade de andar de quadriciclo e ter a "primeira vez" naquele lugar seria sensacional. Era um passeio que não estava no planejamento então pensei se não iria comprometer nada e depois de pensar um pouco, topei ir com Saulo. Fechamos tudo na recepção do hostel, tudo muito rápido, a única questão é que para esse passeio você precisa de um cartão de crédito internacional para deixar como garantia pois caso você danifique o veículo, terá que pagar. Assinamos o termo de responsabilidade e já marcamos o passeio para aquela manhã mesmo, ainda faltava cerca de uma hora então fui preparar a Gopro pra filmar a aventura. Na hora marcada fomos para o local de onde sai o passeio, fica na rua de trás do hostel. Chegamos lá e um senhor nos recebeu e passou as instruções de como dirigir o veículo e as restrições do passeio. Durante todo o trajeto um guia vai em outro carro "puxando" a gente e definindo o ritmo, não podemos correr muito pois segundo ele é fácil capotar um quadriciclo por ali. Com eu estava filmando tudo, tive que tirar o capacete e fui sem pois a câmera ficava presa na cabeça ai uma hora o guia se estressou e pediu pra eu colocar mas eu disse que não dava por causa da câmera, disse que havia assinado um termo de responsabilidade e estava ciente dos riscos, aí ele olhou com uma cara de "se você morrer, o problema é seu" e continuamos heheh. Teve uma hora que o guia deu uma freada logo após uma descida e o Saulo que estava bem perto quase bateu nele, ai o guia se estressou de novo e veio dar sermão sendo que a culpa foi dele. Meio chato esse cara, sorte que você só vai seguindo ele, nem precisa interagir muito. Esse passeio é muito show, você só vê areia por todos os lados boa parte do tempo, é subida e descida que não acaba mais e posso dizer que algumas até dão um frio na barriga. Embora não tenhamos ido com o grupo todo valeu muito a pena e apesar de ser um passeio um pouco caro, recomendo a todos. Já no final do passeio nós paramos numa duna bem alta onde dá pra ter uma visão privilegiada de Huacachina, ali paramos e tiramos algumas fotos. De volta, encontramos o restante do grupo e fomos almoçar no restaurante ao lado do hostel, preços muito bons e comida, idem. Depois disso já fechamos o passeio da tarde, sandboard e pôr do sol nas dunas. Não lembro o preço mas arriscaria que foi uns 30 soles por pessoa. OBS: ninguem comenta nada mas as pranchas do sandboard aqui não são profissionais como as de SPA, essas são tabuas de madeira com uma tira pra prender o pé, isso porque muita gente que vai fazer esse passeio (diria quase todos) desce as dunas sentados, de barriga, etc e só é possível com essas pranchas mas lá no hostel eu vi que também há pranchas boas como as que usamos em SPA então se você quiser pranchas boas, avise antes de sair para o passeio, provavelmente terá que pagar um pouco mais. Outro detalhe é que já havíamos comprado nossas passagens de ônibus para Cusco, não tenho certeza do valor da passagem mas creio que uns 80 soles, o recepcionista do hostel nos ajudou em todo o processo, na verdade ele pegou nossos dados e comprou pra gente, marcou na nossa conta e pagamos junto com a diária no check-out, excelente serviço. Ficamos com o horário apertado pois teríamos que ver o pôr do sol e voltar correndo pro hostel pra arrumar tudo e sair pra Cusco, seria o tempo de tomar apenas um banho, mas daria certo. Depois de acertar o passeio e as passagens, fizemos o check-out, guardamos nossas mochilas e o jeito foi enrolar até as 4 da tarde quando sairia o passeio, ficamos rodando por lá, sentamos na areia, nego dormiu na grama, fomos nas barraquinhas de artesanato enfim, o de sempre. À tarde voltamos para o hostel e saímos para o passeio. Mesmo já tendo feito sandboard em SPA vale a pena fazer novamente em Huacachina, na minha opinião as dunas aqui são melhores, eu gostaria muito de ter ido com uma prancha boa. A melhor parte nesse passeio é que você não precisa ficar se matando de subir as dunas o tempo todo, o guia leva o grupo todo num carro estiloso até o topo das dunas então ele pára no topo, todo mundo desce, e aí seguimos para a próxima, deu pra descer umas 5 ou 6 dunas, foi mto bom apesar de a prancha não ser das melhores. No percurso entre uma descida e outra ainda tem o passeio de carro, tem horas que parece uma montanha russa, bem legal . Eu confesso que descer aquelas dunas sentado ou deitado pareceu bem divertido mas, eu, Saulo, Adriano e Fernando resolvemos rolar areia abaixo descendo em pé, o Adriano ainda descei deitado uma vez e fritou o braço na areia, tem que tomar cuidado com aquilo. As dunas aqui são bem íngremes, quando a gente chegava no topo delas todo mundo falava "nem fodendo vou descer isso aí" hahahah era engraçado a reação de todos, e o guia ainda passava vela na prancha, aquilo escorregava bastante mas aos poucos, um a um a gente ia encarando a descida. No final da tarde paramos em uma duna e ficamos só curtindo o pôr do sol, foi bem legal, muito bonito o lugar. Esse passeio é imperdível, tem o sandboard, o passeio de buggy e o pôr do sol, ou seja 3 em 1. De volta ao hostel agora era correria pra se arrumar e seguir para Cusco. No final deu tudo certo. O busão não sairia de Huacachina e sim de Ica que fica bem próxima. Já era começo da noite e demos tchau à Huacachina, pegamos um taxi que nos deixaria na empresa de ônibus. Não lembro o valor da corrida mas não foi caro pois Ica fica a uns 20 minutos no máximo de Huacahina. Chegamos na empresa (que não lembro o nome, vou procurar) e fomos retirar nossas passagens que foram compradas via internet no hostel. Se você fizer o mesmo, cuidado, pois precisa levar para eles a confirmação impressa da compra passagem, mesmo ele tendo seu nome lá não adianta só seu documento, lembro que um de nós teve problema pois não estava achando o comprovante, mas no final, achou. Como ainda faltava um tempo até o busão sair, fomos comprar algo para comer, próximo à empresa há uma avenida grande, rodamos um pouco mas só achamos uns fast-foods pra comer por lá, aliás algo que achamos engraçado é que tinha 2 lojas de uma mesma rede de fast-food, bem grande por sinal, na mesma avenida uma de frente pra outra, hehe muito estranho Voltamos e ficamos esperando o onibus que atrasou um pouco. Saímos de lá umas 8 ou 9 da noite mais ou menos e seriam umas 20 horas de ônibus até Cusco, a viagem mais demorada até o momento.
  17. Amanda, muito obrigado pelo elogios, fico sem palavras, sério!!! Mochilão nesse estilo foi a primeira vez, já viajei bastante aqui pelo brasil mesmo só que viagens mais curtas, coisa de fim de semana ou feriado, acampei bastante já então não tive problemas em me virar com apenas uma mochila e digo mais, de uma forma geral, esse mochilão aí é bem tranquilo com relação a gastos, deslocamentos passeios, etc. Como eu disse no começo do relato, tudo vai acontecendo naturalemnte, muitas vezes chegamos nos lugares sem saber de nada mas tudo deu certo. Quanto à Noni, só vou revelar no último post do relato! hahaha
  18. 14° Dia - Paracas x Huacachina Acodamos e exceto Saulo que não bebe, ainda estávamos meio baleados da noite anterior e fomos tomar café, simples mas servia seu propósito. Os dois pra dar uma incrementada pediram alguns ovos mexidos ou como carinhosamente chamávamos, "huevitos" hahaha, eles acharam que estava incluso no café mas na hora de pagar a conta tiveram um surpresa. Cuidado com os Huevitos . O Passeio sairia naquela manhã então já fizemos o check-out e deixamos nossas mochilas guardadas la no hostel. Enquanto isso Adriano, Saulo e Fernando decidiram fechar com o Mcgyver também o passeio da Reserva de Paracas para o período da tarde. O Adriano deve relatar isso também. Eu não não estava muito afim, vi umas fotos do lugar e a explicação do cara e não me interessei muito pareciam só mais praias e o dia não estava tão bom para praia, estava meio nublado, o Adriano disse que curtiu, vamos esperar o relato dele. Tudo pronto, seguimos então para o local de onde as lanchas partiam para as Islas Ballestas. Essas Islas são bem legais você chega próximo delas e pode ver uma enorme concentração de pássaros, pinguins, leoes marinhos, elefantes voadores etc. É a maior concentração de cocô de pássaros que você vai ver na sua vida e o cheiro lembra uma granja, mas tudo bem, vale a pena. Chegando no píer havia uma fila grande com as pessoas que iriam para o passeio, são várias lanchas que saem juntas. Na fila alguém passa recolhendo a taxa de embarque e depois todos vão se acomodando. Dei sorte e fiquei no primeiro assento, é bom pois não tem nenhum cabeção na sua frente e como não sou muito alto, isso faz diferença hehehe. Como disse, o dia não estava tão bonito, e lá venta bastante pois a lancha é aberta então não esqueça de levar uma blusa. No caminho já é possível ver alguns leões marinhos na água e dizem que se você der sorte vê golfinhos também. Eu não vi. Uma hora paramos para ver o famoso candelabro que é uma figura enorme desenhada num morro. Dizem que foram pinguins intergaláticos que vieram e fizeram ele. Até chegar às islas demora um pouco, quase 30 min mas é bem legal. Chegando lá você fica dando voltas e o guia vai explicando um monte de coisas. Saem algumas pérolas tipo: "estão vendo aquela gaivota de patas vermelhas? Então o nome dela é Gaivota de Patas Vermelhas" hehehhehe. Só lembrando que terão muitos pássaros voando sobre você. Lembra daquela música dos Mamonas Assassinas que dizia: "já tem pomba com mira a laser, o tiro sai sempre fatal". Então a dica está dada. hahaha Na hora de voltar ainda pudemos ver algo que eu achei muito interessante, o guia disse que é o banho matinal dos pássaros. Vários deles saem numa "fila" gigantesca e vão dar um mergulho no mar, são milhares, nunca tinha visto algo parecido. curti. Depois de rodar muito por lá, ver milhares de pássaros e dar risada do andar engraçado dos pinguins nós voltamos. Vale muito a pena esse passeio e num dia ensolarado deve ser melhor ainda, até pra tirar fotos. De volta a paracas fomos ao hostel pois os outros tinham que acertar a ida até a reserva. Mcgyver disse que o carro ia passar em aguns minutos para buscá-los então aproveitamos para ir almoçar. Quem advinhar o que fomos comer, ganha um prêmio. Ceviiiche e é claro fomos no tal quiosque do faz-tudo, fica bem próximo do hostel, sentido praia, uns 300 metros aproximadamente. Cara nesse dia esbanjamos, pedimos ceviches e mais ceviches, arroz com frutos do mar, peixes, fritas e o escambau. O problema é que todas as porções já eram grande, resultado, sobrou. Aqui no Brasil tudo isso custaria muito caro mas lá você empolga tanto e sai pedindo tudo pois é muito mais barato e alias a comida é muito boa. Enquanto almoçávamos, chegou a van para buscar os 3 para irem à reserva e eles sairam meio que às pressas. Nisso fiquei com Beatriz e Anália e nós estávamos estragados da noite anterior pois dormimos pouco e queríamos dar uma descansada. Dei a idéia de pedir pra pra ficarmos no quarto do hostel, elas achavam que não ia dar certo pois já tinhamos feito o check-out. Bem, pedir não mata ninguem certo? fomos lá e falei com a moça da recepção, expliquei nosso caso e perguntei a que horas os quartos eram arrumados, ela respondeu (não lembro o horário) mas ainda faltava um pouco então fiz cara de cachorro sem dono e pedi pra ela deixar a gente cochilar um pouco até o pessoal voltar (usei o argumento de eles terem fechado o passeio com a agência do hostel, etc). no final a tia cedeu e disse que poderíamos dormir por uma hora no quarto. huhuhuh . Fomos para o quarto e aquela 1 hora salvou o dia. Mas deu uma hora exata e a tiazinha foi nos acordar. Já mais dispostos fomos então dar uma volta na praia, fomos na feira de artesanatos que tem lá, enfim ficamos rodando. Na praia tem uns tiozinhos que ficam andando pra lá e pra cá com uns pelicanos, parecem bichos de estimação mesmo, acompanham o dono onde els vão. Esses caras ficam lá fazendo graça com os turistas, tiram fotos, deixam a gente jogar peixe pra eles, tudo em troca de algumas moedas. Depois de algumas horas, Saulo, Adriano e Fernando voltaram do outro passeio, nos contaram, mostraram fotos. Compramos algumas cervejas no mercado e ficamos mais um pouco enrolando na praia. Já era final da tarde e seguiríamos para Huacachina. No dia anterior pegamos algumas dicas com Mcgyver sobre como iríamos pra lá pois ele também trabalha na empresa de ônibus, lembra? heheh. Pelo que ele disse só há um ônibus por dia pra lá que saia às 10:30 da manha então não servia pra gente mas como ele tem sempre uma carta na manga, disse que tinha um amigo que nos levaria lá de carro por um preço camarada. hehehe essa cara conseguia de tudo. Voltamos lá e acertamos com ele o transporte, não lembro o preço mas saiu até mais barato do que o ônibus eu acho. Huacachina não é tão longe, são cerca de duas horas de carro. Pouco depois o tiozinho apareceu pra nos buscar, arrumamos tudo no carro e fomos. O legal é que o carro era meio velho, nem o velocímetro funcionava, o cara ia no "faro" mesmo hehehe. Acho que todos dormimos no carro. Acordamos, por sorte vivos e no começo da noite chegamos em Huacachina. Pra quem não sabe, Huacachina é um pequeno vilarejo (nem sei se seria a maneira correta de chamar ela), enfim é um negócio minúsculo rodeado por dunas e com um lago no meio, um oásis literalmente, muito show, imperdível. O nosso motorista nos deixou num hostel que ele conhecia e já fomos ver os preços, achamos muito caro e ficamos sabendo que tinha outro ali perto (nada é longe em Huacachina rss) e fomos lá ver. Fica bem de frente para o lago e chama-se Desert Nights, é filiado à Hostelling International, bacana o lugar e estava mais barato que o outro e tinha até cofre eletônico no quarto, ficamos por lá então. Quarto para 8 pessoas mas só estávamos nós 6. Tomamos um banho e fomos aproveitar a noite. Ao lado do hostel tem um restaurante com preços muito bons, tem também uma galeriazinha com algumas lojas, ali achamos uma ainda aberta e vendia vinhos e outras bebidas, hahahah não deu outra, compramos mais alguns suprimentos indispensáveis e fomos pra praça. Acho que nem preciso dizer que o resultado mais uma vez foi todo mundo borracho . Tinha um barzinho lá tocando umas músicas e estava alto então ficamos ali perto e deu pra curtir também. O lugar não estava cheio mas Huacachina é muito estilosa. curti muito. Mais uma vez a madrugada chegou e lutamos para caminhar em linha reta até o hostel. Dormimos e dessa vez sem preocupação de acordar cedo.
  19. Hahahahhaa cara eu pensei a mesma coisa que você. Acho que dei sorte viu pois não vou negar, a maioria por lá é do tipo "não pego mas nem pagando promessa", quase todas lá poderiam se chamar Graça........... desGraça, sem Graça, Nem de Graça...... enfim Já que você está indo te digo uma coisa, vá feliz porque elas adoram brasileiros, tava me sentindo, sei lá, o George Clooney na Bolívia hahahahha. Se quiser te passo uns contatos bons
  20. Viajar, muitas vezes envolve estar em lugares desconhecidos afinal essa é a graça do negócio então o risco sempre vai haver então vai de cada pessoa colocar na balança e avaliar até que ponto vale a pena correr o risco. Eu acho que nada supera o fato de você poder tirar suas próprias conclusões então se tiver vontade mesmo, vá mas tome todas as precauções possíveis e se esse medo for besteira vai desaparecendo com o tempo (ou senão, é paranóia mesmo hahahah) e como eu disse no começo do relato, não tem como ficar sozinho(a) nessa viagem, estão todos no mesmo clima de descontração, muito mais abertos a novas amizades. Um copinho de qualquer coisa com alcóol e todo mundo ja é amigo.
  21. Você tocou num ótimo assunto Cris. Eu nunca vi problema algum em mulher viajar sozinha, antes mesmo de fazer esse mochilão, acho que tem muito machismo nisso aí até mesmo por parte das mulheres. Os riscos que as mulheres correm viajando sozinhas são os mesmo que qualquer pessoa corre. Uma coisa que eu percebi depois de uma extensa pesquisa extremamente profissional nos pubs é que tem muitas mulheres européias viajando sozinhas ou em dupla, isso é extremamente comum por lá e o que me pareceu é que esse medo é coisa do brasileiro. Uma coisa que eu aprendi é que ladrão gosta de gente medrosa e desatenta, seja homem, mulher ou indeciso. Fora isso, o risco de alguem te apontar uma arma é igual para mim.
  22. Nos Wild Roverstem computadores pra galera usar sim, alias pelo que vi em todos os hostels "grandes" há pcs pra galera usar. Eu não aconselho usar os pcs do hostel, quase perdi todas as minhas fotos ao conectar minha máquina num pc que provavelmente estava com vírus, compensa muito mais ir a uma lan house, eu passei a fazer isso depois da minha experiência. No WR não tem tomada dentro do locker do quarto, somente na recepção. Cara, eu fui em junho, não posso te dizer como é em janeiro mas digo o seguinte, peguei alta temporada no Peru e não tive problema nenhum. Muito obrigado Cris (olha a intimidade hehehe). Te mandei uma MP. Juliana, SPA é incrível mesmo, cidadezinha muito gostosa, tenho certeza que irá adorar. A carteirinha internacional de vacinação (somente para febre amarela) teoricamente é necessária para entrar nos 3 países mas ninguem pede. Caso queira fazer não é difícil, basta ir a um posto da Anvisa com o certificado de vacinação contra a febre amarela (vacina gratuita nos postos de saúde) Bjs Vai acompanhando aí que ainda tem muito mais hehehhe. Olha, não tive problema nenhum com a altitude mas isso varia de organismo pra organismo, tem gente que sofre até pra subir o degrau da calçada. Só fui sentir uma diferença em La Paz mas nada preocupante, você só cansa mais fácilmente mas nada que alterasse minha rotina, não fiquei preocupado em descansar para aclimatação, nada. Se você usa o Firefox provavelmente não vai conseguir ver as fotos mesmo, eu tinha o memso problema, sugiro o usar o Google Chrome ou o Opera. Esse relato só está legal pois estou tentando dar uma idéia de como me senti por lá e como disse no começo foi a melhor experiência da minha vida, não tenho dúvidas de que todos sentirão o mesmo ao fazer essa viagem!! Bjos pra mulheres e abraço pros homens
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