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Sorrent

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Tudo que Sorrent postou

  1. Ah sim tranquilo, é só sair no barco da manhã de Caye Caulker. Dá tempo sim.
  2. Cara como você vai de Cancún até Caye Caulker direto? fechou com alguma agência? Eles estão longe um do outro. Se foi por agência eu imagino que eles vão te levar por terra até Chetumal e depois seguir de barco, algo que você pode fazer por conta própria por um preço mais baixo. Em Caye Caulker o único transporte para o México também é até Chetumal na fronteira. Dá para voltar em um dia sim até Cancún mas você terá que pegar um barco De Caye Caulker até Chetumal e depois um ônibus até Cancún. Esse ônibus leva cerca de 5 horas até Cancún. No site de empresa ADO você pode checar os horários e preços dos ônibus. Abraço
  3. Dia 27 Um dia no busão Tivemos que acordar muito cedo pois às 04:35 o táxi passou para nos pegar. As irlandesas saíram poucos minutos antes. Nem conversamos muito mas como sabíamos que todos estavam indo para o mesmo lugar tentamos um mínimo de interação. Dean seguiu também conosco mas o outro israelense iria para outro canto então fomos somente os três. Dividimos a corrida que saiu L$50,00 para cada e fomos para o terminal da empresa Hedman Alas. Lá compramos nossas passagens por U$ 61,00. A passagem pode ser paga diretamente na moeda americana mas lembre-se que como sempre você terá um câmbio desfavorável no troco, tente ao menos não pagar com uma nota de cem dólares. O trajeto até Antígua dura o dia todo e infelizmente não há ônibus noturnos, primeiro porque devemos cruzar a fronteira e isso só pode ser feito durante o dia e também porque o trajeto não é direto, envolve algumas trocas de ônibus o que creio que ficaria mais difícil de madrugada. Às 08:30 da manhã chegamos ao terminal de San Pedro Sula, o mesmo pelo qual passamos na vinda então nenhuma novidade para nós. Apenas fomos comer alguma coisa na praça de alimentação junto com o homem bomba . Chamamos as irlandesas mas elas foram pra outro canto. Tivemos que ficar enrolando no terminal pois o próximo ônibus saiu somente às 10:20. Pelo menos a Hedman Alas tinha uma salinha de espera e ficamos vendo algum jogo da copa. Mais algumas horas de viagem e a próxima parada foi em Copán às 13:55. Já fica a dica para quem tem interesse em visitar esse sítio arqueológico pois pode-se comprar a passagem até Copán apenas, pela Hedman Alas. Na verdade a passagem até antígua é uma soma de vários trechos que a empresa faz. Enrolamos mais algum minutos na parada, comemos algo rápido, conversamos brevemente com as irlandesas pois vimos que elas usavam a camiseta de "wild rover survivor" o que já nos fazia ter algo em comum e já fez com que elas subissem em nosso conceito apesar do jeito de fresca que tinham. Às 14:20 saímos de Copán e paramos às 15:20 para cruzar a fronteira. Fila, formulários e uma taxa equivalente a três dólares por serviços migratórios. Nenhum problema aqui, seguimos em frente e agora pelo menos aviagem seria um pouco mais longa, dando para descansar um pouco no busão. Às 20:30 chegamos Guatemala City. Dentro do ônibus rodamos um bocado dentro da cidade e deu pra ter uma noção dela. Pareceu uma cidade grande como qualquer outra, nada muito emocionante mas digo isso pois eu não imaginava ela como uma cidade grande. Não estava no meu roteiro mas talvez eu devesse ter cogitado a possibilidade de passar um dia nela. Em Guatemala City todos desembarcaram pois era o ponto final para a maioria, apenas eu, Saulo, Dean (homem bomba) e as irlandesas seguiríamos para Antígua então seguimos até lá em uma van, já incluída na passagem. Foi praticamente um tour privado e como o carro era bem menor deu pra falar com as irlandesas. Descobrimos que elas estavam indo para um tal de Jungle Party Hostel e, como não tínhamos destino certo, mais uma vez seguimos elas. . O motorista também era bastante simpático e foi nos falando um pouco sobre a Guatemala e nos lembrou que Guatemala City por ser grande também tem seus perigos. No final das contas depois de alguma conversa pedimos para ele nos levar até esse tal hostel e ele topou. Rodamos por alguma ruazinhas de Antigua e finalmente achamos o hostel, paramos na frente, perguntamos sobre vagas e como tudo deu certo, demos Q$10,00 cada um para o motorista como gorjeta. Ao fazer o check-in soubemos que havia vagas mas não nos quartos propriamente ditos mas sim no loft do hostel que nada mais é do que o sótão do hostel adaptado com colchões no chão e lockers. Ele é um pouco mais barato que os quartos e como era a única opção aceitamos. Eu acabei gostando disso, foi diferente. O loft custava Q$ 65,00 pela noite mas como não tínhamos trocado e já era tarde para achar algum lugar aberto deixamos nossos passaportes na recepção como garantia e subimos. O endereço do hostel é: 6 Avenida Norte, 20 Entre a 2ª e a 3ª calle poniente Como passamos o dia todo no ônibus e não comemos nada decente resolvemos tentar achar algum lugar. A garota da recepção nos disse que havia um restaurantezinho indiano na rua do hostel e que seria a única opção. Fomos todos para lá, inclusive as irlandesas. Nos sentamos todos juntos e entre uma comida e outra pudemos conversas um pouco com as irlandesas, Laura, Lori e outra mais feinha que não fiz questão de decorar o nome. Descobrimos que elas eram até que simpáticas embora fechadas e meio fresquinhas (aparentemente), mas como eu havia dito que desencanei de mulheres nessa viagem não estava ligando muito para elas mesmo, era apenas aquela vontade de conversar com alguém diferente num país diferente. Terminando de comer, vi que a última garfada no meu prato seria numa vagem, ou o que me pareceu uma vagem . Inocentemente dei-lhe uma bela mordida. Biiiiiiixoooooooo aquilo era uma pimenta. Não não, uma pimenta indiana com traços guatemaltecos e vinda aparentemente das profundezas do inferno. Aquilo arrepiou e ardeu até os cabelos do ........ dedão do pé. Fiquei acho que algumas horas com a boca anestesiada xingando os conterrâneos do .Era tarde, estávamos cansados então a única coisa que fizemos foi tomar um banho e dormir mas a primeira impressão do hostel foi muito boa. Em Antigua guarde esse nome: Jungle party Hostel.
  4. Estou começando a programar minha viagem para a Ásia para este ano a achei suas dicas ótimas. Só uma dúvida, você disse que ouviu histórias de pessoas sendo furtadas (dinheiros, eletrônicos etc). Por acaso você viu alguém que teve o locker arrombado ou algo do tipo? Digo pois costumo viajar com meu dinheiro também e quando há locker nos hostels (que pareçam confiáveis) costumo deixar lá. Você viu algum problema quanto a isso?
  5. Dia 26 La Ceiba de novo Já mergulhadores certificados para fazer as mais diversas cagadas em até dezoito metros de profundidade, saímos às 06:30 para o nosso fundive. Fundives são mergulhos organizados pelas escolas para quem já tem o curso. Você pode pagar por eles individualmente mas no nosso caso já estava incluído no preço do curso. Nesse dia como já não estávamos mais em curso fomos com um guia e não mais com a nossa instrutora. Pra mim foi o mergulho mais legal de todos. O lugar, o fato de já não estar mais em constante supervisão, o guia também era muito engraçado.Uma hora ele alinhou todos nós no fundo do mar, pediu para tirarmos as nadadeiras e fez uma contagem regressiva para a largada. Fizemos uma corrida embaixo d´água. Outra hora ele tirou uma garota para dançar. No fundo do mar tudo fica mais legal. Um detalhe é que no fun dive quem é open water faz o mergulho mesmo com quem já é avançado e o guia fica de olho e orientando todos com relação a profundidade. Às vezes dá uma certa inveja quando ele fala pra você permanecer em 18 metros quando outros estão lá em 25. Não inveja mas sim vontade de fazer o curso avançado. Eu pretendo. Nesse dia mergulhamos em um pequeno naufrágio, um que aparece no vídeo, não era nenhum Titanic mas foi bem bacana No final do mergulho comecei a sentir um pouco de dor no ouvido esquerdo e senti dificuldade de equalizar (vocês vão aprender o que é isso). A sorte é que foi bem no final então não me prejudicou muito mas é bom para lembrar aquilo que aconteceu com o Dean. Voltamos para a escola às onze e pouco, almoçamos, preenchemos nosso log book de mergulho e estávamos finalmente prontos para seguir viagem. No dia anterior havíamos conversado com a Tatiana sobre nossos planos de seguir para Antigua na Guatemala e pegamos algumas dicas com ela, que inclusive disse que conhecia um hostel bom e La Ceiba para passarmos a noite e seguirmos no dia seguinte pois o ônibus só saia pela manhã. Após o fim do curso e organizar as coisas voltamos para conversar com a Tatiana e ela disse que já havia preparado tudo, que assim que chegássemos na balsa em La ceiba haveria aguém do hostel nos esperando para nos levar, achamos ótimo. Não posso negar que ela foi super simpática conosco. Nos despedimos de todos, tiramos fotos e às 13:15 pegamos nosso tuc tuc para o ferry por L$ 30,00 cada um. Sem dúvidas Utila foi um capítulo bem interessante na minha vida. Pode não ter sido o lugar com mais festas e agito mas passar esses 5 dias lá é algo que eu recomendo a todos. Se você for acompanhado, a ilha é muito tranquila. Se você for solteiro, seu curso e o bar da sua escola vão te fornecer tudo o que precisa. Pagamos mais U$ 26,00 no ferry para retornar a La Ceiba. Pode comprar na hora sem medo. Quando chegamos em La Ceiba rodamos um pouco procurando alguém que estivesse nos esperando e nada. Procuramos mais e nada. Ou a pessoa enrolou a Tatiana, ou ela nos enrolou. Não creio na última opção. Do nada cruzamos com Dean e um outro israelense por lá que também iriam pra Antigua e também estavam sem hospedagem, aliás esse outro israelense era o da festinha na escola de mergulho, aí descobrimos que ele não era funcionário, ou sejam fizeram um bolo pro cara, bacana isso. Depois de alguma conversa vimos algumas meninas entrarem num táxi. Se não me engano o Dean perguntou para o taxista aonde elas estavam indo. Quando taxista disse que levaria elas para um hostel, eles resolveram pegar outro táxi e seguir elas. Quem não faria isso? Hehehhe. Antes o israelense pegou o telefone do hostel com o taxista e ligou para confirmar se havia vagas. Havia. Fomos. Pagamos L$50,00 no táxi até o hotel El Estadio, não sei o endereço mas como o nome sugere fica ao lado de um pequeno estádio, fácil de achar caso você precise. O hotel era bom para as nossas necessidades mas na verdade eu ainda sugiro que você tente achar algum lugar mais empolgante em La Ceiba, não pelo hostel mas sim pelos arredores. Na verdade ainda acho que em La Ceiba não há nada empolgante para ver ou fazer. Chegamos, assistimos o final de um jogo no Brasil e fizemos nosso check-in. O quarto compartilhado nos custou U$ 9,00. No caminho perguntei para o taxista sobre onde podia compra uma camiseta do time de futebol de Honduras para dar de presente para um amigo. Ele disse que havia um shopping chamado La Diunsa e que nos levaria lá depois de acertar tudo no hostel. Saímos como taxista e fomos até a tal loja onde comprei a camisa por U$ 60,00 (presente caro, não?). Aproveitamos o shopping para comer alguma coisa nos fast foods, demos um rolê por lá e o taxista ficou conosco o tempo todo, super simpático. Na volta o engraçado foi que o taxista parou do nada em uma rua, saiu do carro e foi falar com um amigo seu que estava pintando algum anúncio em uma parede. Ele ficou lá uns 10 minutos ajudando o cara a pintar enquanto nós ficamos esperando. Coisas de Honduras. Na volta conversamos com o recepcionista do hostel sobre como ir para Antígua na Guatemala, descobrimos que as outras 4 meninas irlandesas também iriam para lá então ele tentou arrumar um transporte privado para nos levar mas acabou não dando certo. O hostel não estava animado pois estava vazio, exceto por nós, os dois israelenses e as 4 meninas mas que não eram de muito papo. Perguntamos para o recepcionista se havia algo para fazer ali por perto e ele disse que não e que inclusive era meio perigoso à noite. La Ceiba ficou ainda mais gravada na minha mente como cidade apenas de passagem. Descobrimos então que o jeito para ir até Antigua seria por ônibus convencional pela empresa Hedman Alas e que ele sairia bem cedo no dia seguinte pois a viagem dura o dia inteiro. Acertamos com o mesmo taxista para nos buscar na madrugada seguinte e enrolamos o resto da noite. Caso você precise passar a noite em La Ceiba, mande uma mensagem para o dono do hotel El Estádio na página do Facebook dele, o cara é gente boa e com certeza vai ajudar com transporte ou algo que você precise.
  6. Dia 25 Era o último dia de curso. Não mais com aulas teóricas mas somente com mergulhos para praticarmos tudo o que aprendemos antes. O legal é que esses exercícios são feitos num local real de mergulho. No mar é tudo mais legal. Fico imaginando hoje que fazer esse curso em piscina deve ser um tédio. Saímos às 7:00 da manhã e passamos o dia todo na água. Por volta das onze horas e após todos passarem nas provas práticas rolou uma dancinha debaixo d´água para comemorarmos, éramos oficialmente open water divers, foi bem legal. Algo que vimos acontecer e todos devem levar em conta que pode acontecer consigo é o fato deter algum problema que te impeça de terminar o curso. O Dean, o israelense que estava conosco, teve uma infecção no ouvido durante o curso, teve até que ir ao médico e não conseguiu fazer os últimos mergulhos, teve que sair no meio nesse dia. O detalhe foi que nós estávamos na água quando ele saiu e do nada vimos que ele não estava por perto, agora imaginem eu e o Saulo nos perguntando debaixo d´àgua “cade o homem bomba?” só com gestos. Foi engraçado. Voltamos, comemos alguma besteira na lanchonete da escola e depois voltamos para a sala de aula para as solenidades de fim do curso (preencher formulários e tirar foto). Uma coisa que percebi é a dificuldade e conseguir opções para comer bem em Utila, pelo menos a um preço acessível. Provavelmente você não encontrará algo do tipo “prato feito”. Qualquer restaurantezinho vai te custar umas boas lempiras, nada absurdo mas às vezes no final da viagem você precisa economizar um pouco mas sem viver apenas de lanches. Escolhemos um bar/restaurante mais arrumadinho lá e almoçamos decentemente. Esse dia era um domingo e como viemos a descobrir é proibido beber aos domingos então tudo parecia com um ar meio morto. Como não tinha muito o que fazer tiramos um cochilo. No final da tarde voltei à escola para pagar o curso e pegar meu passaporte de volta. Caso você comece o curso e esteja sem dinheiro na hora basta deixar seu passaporte e pagar depois, é como uma garantia. O que achei ruim na hora do pagamento foi que ninguém havia nos avisado que sobre o valor do curso incide um imposto do governo de alguns “por cento”, portanto no final das contas nosso curso de U$ 269,00 passou para U$ 309,00. Como se isso não bastasse viemos a descobrir que o Dean pagou U$ 250,00 dólares no curso (sem as taxas) ou seja, todo aquele papinho de desconto pois éramos brasileiros não colou. Aparentemente se você chorar consegue pagar ainda menos. Pra melhorar mais, depois ficamos sabendo que as canadenses pagaram o mesmo preço que nós na outra escola. Não sei o nome da escola delas, não sei se o curso foi bom e etc, só sei que fica na mesma rua do Parrots e tem tipo uma prainha. O que quero dizer é que vale a pena dar uma pesquisada antes, não faça como nós e caia no conto do pessoal que te aborda no ferry. Não reclamo do nosso curso, pelo contrário tudo correu muito bem e o pessoal é super simpático mas não custa ver as outras opções. Como era domingo e não havia muita coisa para fazer, o jeito foi enrolar por lá, dar uma volta pela ilha, parar em algum lugar para comer algo, nada muito emocionate. Em Utila você não encontrará baladas ou lugares mais agitados para ir, tudo se resume ao bar da escola e um ou outro pela ilha por isso se você for sozinho para lá trate de se enturmar rápido pois os 5 dias de curso podem ficar meio entediantes, digo isso, após as aulas. Talvez isso não seja difícil pois pelo que vimos lá quem faz o curso fica em quartos compartilhados então sempre vai haver alguém pra conversar, nós é que ficamos em quartos privados e demos azar de no começo do curso estarmos só o Saulo e eu nas aulas, mas enfim acho que isso é mais questão de sorte. De uma forma geral Utila e seus cursos de mergulho são altamente recomendados. Passamos o resto do dia, já estávamos com a cabeça no próximo destino.
  7. Dia 24 Fim das aulas Uma coisa que é bom saber é que mesmo tendo os vídeos, as aulas e os exercícios em sala, você ainda terá lição de casa todos os dias. . Nada que seja muito complicado mas você terá que dedicar um tempinho do seu dia para procurar as respostas no livro, coisas do tipo: velocidade máxima de subida, coisas que não se deve fazer enquanto mergulha, como prevenir "bends", sinais manuais para xavecar mulheres debaixo d´água, etc etc. Nessa manhã era nossa prova teórica final que já era corrigida na hora e assim caso você precisasse já poderia chorar uma segunda chance. No nosso caso não foi necessário pois passamos direto . Mais uma vez perdemos a manhã toda na sala de aula e depois fomos comer alguma besteira em algum lugar da ilha, provavelmente comemos uma baleada, gostamos daquilo. À tarde fomos fazer dois mergulhos e dessa vez em alto mar. Passamos a tarde toda na água entre mergulhos e deslocamento até os locais, foi ótimo. . Foi uma espécie de prova prática pois tudo que havíamos aprendido e praticado no confined water agora teríamos que fazer num mergulho de verdade. Infelizmente minha gopro antiga não é boa pra fotos submersas então não deu pra tirar mtas fotos mas vão lá e mergulhem, é sensacional. Quando voltamos ficamos sabendo que haveria uma festa à fantasia no Tranquila à noite e o Natan estava nos incentivando a improvisar uma fantasia para entrar no clima, resolvemos tentar. Descansamos um pouco, passeamos pela ilha, olhamos umas lojinhas de tranqueiras pra tentar comprar algo para as fantasias algo mas sem muito sucesso. Ainda procuramos uma lavanderia e depois de algum tempo conseguimos achar uma por L$ 100,00 cada leva de roupas mas acabei desistindo e lavei minhas camisetas no chuveiro mesmo . Voltamos e ficamos no bar. À noite enquanto caçávamos algo para comer encontramos as canadenses com mais três caras em um lugar comendo, até puxamos conversa, falamos sobre a festa mas como não fomos muito com a cara deles logo fomos embora e não demos mais muita bola pra elas. Vida de mochileiro, amigos vêm e vão. Enquanto estávamos no bar, encontramos as duas americanas novamente, aquelas que haviam ido para a gruta conosco no primeiro dia. Comentamos da festinha do bar e como não estávamos fazendo nada decidimos comprar umas garrafas de vinho no mercado e ficar por lá passando o tempo. Compramos as bebidas e ficamos um bom tempo lá no deck, enrolando e conversando com as americanas. Aos poucos o bar ia enchendo. Um alerta que eu devo fazer é sobre a cerveja de Utila, eu odeio cerveja mas até consigo suportar algumas só que aquela consegue ser a pior que já tomei na vida, experimente e boa sorte. Papo vai, papo vem, álcool sobe, coordenação motora desce e eis que rolou uns beijinhos na americana. Isso é bom, certo? Não pois foi uma coisa bem bizarra. Eu estava lá esbanjando sensualidade quando do nada a menina fica meio eufórica e levanta dizendo que precisa ir embora e do nada sai correndo pro hostel. Meio que sem entender nada fiquei lá na minha curtindo aquele vinho ruim que havíamos comprado e só curtindo a música. Quando Saulo saiu pra ir ao banheiro um tempo depois cheguei na amiga da americana e perguntei o que havia acontecido, se eu havia feito alguma coisa. Ela disse que não, que a amiga dela gostou de mim mas estava com receio. Receio do que minha filha? Ahhh aí desisti de vez, só mulher maluca nessa viagem. . Que se dane, a noite estava boa, tinha bebida, tinha bar, tinha festa, tinha mar e tinha deck, eu ia curtir o lugar e não me preocupar com a frescura dos outros. A noite foi ficando mais animada mas dessa vez eu nem me preocupei tanto em aproveitar a festa, fiquei só tomando umas no segundo andar do deck mesmo e curtindo a música. O engraçado é que na tal festa à fantasia o único que apareceu fantasiado foi o Natan nosso instrutor, ninguém mais foi. Curiosamente isso não impediu que algumas garotas ficassem lá babando nele, que com um lençol e um tridente improvisado estava de Poseidon. Ficamos até de madrugada por lá e nem sei que horas fui dormir, só sei que a trilha sonora dessa noite pra mim foi , não sei bem o porquê só que quando tocou eu estava tão doido que viajei.Foi uma noite bem legal.
  8. Dia 23 Um pedaço do paraíso A parte teórica do curso já estava acabando então hoje as aulas começaram um pouco mais tarde, à 9:00. Como sempre vídeos e mais vídeos, exercícios e mais exercícios e nisso a manhã inteira se foi. A essa altura do curso havia se juntado a nós o Dean, um israelense gente boa que devido a sua aparência ganhou o apelido de homem-bomba, outra garota com um nariz maior que o meu e um americano que parecia um boneco de Playmobil. Estava pelo menos mais animado o curso. Geralmente o curso é dividido em aulas teóricas na parte da manhã e práticas à tarde mas nesse dia não. Tiramos o período da tarde para um passeio à parte do curso. Tudo organizado pelo pessoal do Parrots mas nada relacionado ao curso em si, iríamos para uma ilha chamada Water Cay. Primeiro ficou uma indecisão para saber se iríamos ou não pois o barco estava cheio mas depois Maia disse que conseguiu dar um jeito de nos enfiar lá. O passeio custa L$ 250,00 e vale a pena, não deixem de ir. Não que seja algo emocionante e também não há nada específico para fazer mas é uma ilha muito bonita e ótima para fazer snorkeling naquelas águas cristalinas ou apenas relaxar numa tarde ensolarada. Só faltaram os drinks. A ilha é bem pequena e em poucos minutos você dá a volta nela andando. O interessante é que é lá que acontece o famoso UTILA SUN JAM FESTIVAL e pelo que ficamos sabendo a festa é bem interessante, do tipo que não se pode entrar nem com celular para que ninguém registre as "coisas" que acontecem por lá. Eu fiquei com muita vontade de ir mas infelizmente ele acontece em agosto. Quem sabe um dia. Então fica aí a dica pra quem for viajar nessa época do ano aproveitar essa festa nessa ilha que é sensacional. Ficamos a tarde toda lá e à noite quando voltamos, saímos pela ilha pra comer, conhecemos um bar bacana que parece uma casa na árvore (pergunte por lá, é fácil achar) demos uma explorada. No final das contas acabei ficando no Tranquila, que é o bar da escola. Quando estiver por lá sem nada pra fazer pegue um drink e fique no segundo andar do deck apenas curtindo o lugar, você vai entender
  9. Caraca que mundo pequeno ein Camila, você foi encontrar o Adriano lá em Cartagena. Certeza que ele estava borracho Vamos marcar uma caipirinha e conversar sobre as mochiladas. Manda um e-mail [email protected] Abraço
  10. Dia 22 Uma coisa que vale a pena ressaltar é que os quartos para os alunos do curso são bem simples, pelo menos o nosso era. Na verdade em frente à escola há um hotel meio que hostel e no preço do curso já está incluído um quarto lá. Tatiana quebrou um galho pra nós por sermos brasileiros e pegou um quarto de uma pessoa, colocou outra cama e então Saulo e eu ficamos com um quarto só para nós enquanto outros ficaram em quartos compartilhados. Pra ser sincero eu preferia um quarto compartilhado por motivos óbvios mas a Tatiana foi tão simpática fazendo isso por nós que não tinha como recusar. Nessa viagem as questões "mulherísticas" deram errado de várias formas, parecia uma conspiração do universo e ainda havia mais por vir (ok ok nem tudo foi tão ruim ) A única coisa ruim do curso de mergulho é que as aulas eram muito cedo. Nesse dia ela começou às sete e meia da manhã então se assistir aos vídeos já é meio entediante, imagine nesse horário . Durante as aulas não há muito o que dizer, são vídeos e mais vídeos e depois que eles acabam a instrutora continua com mais algumas explicações e exercícios e etc. O curso no Parrots (assim como eu todas as escolas da ilha) é certificado pela PADI, ou seja sua carteirinha terá validade no mundo todo . Caso você tenha interesse em fazer o curso de mergulho e queira ver os vídeos antes pra ir se acostumando, aqui estão os do Open Water: O dia até que foi corrido pois após as aulas da manhã tivemos um intervalo para o almoço, comemos as sobres da comida chinesa, enrolamos um pouco, demos mais uma volta na ilha e por volta de 14:00 já fomos para a água para os primeiros exercícios submersos, não em alto mar mas ali mesmo atrás da escola. Conhecemos Nathan, um canadense que estava estudando pra virar instrutor e no momento era o auxiliar da Abbey, nossa instrutora. Um maluco gente boa e engraçado mas o que nos deixava indignados era o fato de as mulheres parecerem entrar em transe quando conversavam com ele. Eu presenciei esse tipo de cena algumas vezes enquanto estava sentado por lá e só conseguia pensar "putz e eu tenho que me esforçar, xavecar, fingir que me importo e etc". Com ele as calcinhas pareciam cair automaticamente. Mundo injusto. A primeira vez que você vai para debaixo d´água com o cilindro é "ame ou odeie". Embora alguns exercícios sejam meio chatos e outros como o "hover" sejam um inferno (vocês vão entender quando fizerem ) de uma forma geral é muito legal. Eu confesso que não saí do Brasil achando que ia fazer o curso de mergulho mas hoje acho muito bom o fato de o Saulo ter insistido, aquilo é uma experiência sensacional, aconselho a todos pensarem seriamente sobre uma parada em Utila. Mesmo que você não faça no Parrots pois ele talvez não seja a escola mais chique mas considere a possibilidade de fazer esse curso se estiver por lá. Aliás eu até aconselho a pesquisar um pouco antes antes de escolher onde vai fazer. A ilha é pequena e com uma caminhada você consegue passar em algumas escolas. As canadenses por exemplo chegaram no dia anterior e acabaram ficando em outra escola aparentemente mais legal (em termos de infra estrutura) e por preço semelhante. Ficamos até umas cinco da tarde na água e depois que saímos paramos na recepção do Parrots pois descobrimos que era aniversário de um israelense e a Tatiana havia feito um bolo pra ele então rolou meio que uma confraternização. Na verdade nós não conseguimos entender se o cara era funcionário, se era aluno, se era amigo, se era gay, se era hetero...... ele estava toda hora com um outro cara que era uma mistura de Barbie com He-Man. . O que importa é que comemos bolo. No começo da noite Saulo saiu pra comprar umas coisas e eu fiquei no bar do Parrots e nisso chegaram Sueme e Kerrie. Não conseguimos trocar mensagens a tempo então elas acabaram indo pra outra escola. Colocamos a conversa em dia, elas contaram sobre a vinda de Flores até a ilha. Contaram que a vinda via Puerto Barrios também foi cansativa mas que no caminho de barco até a ilha eles pararam em uma ilha menor para ver alguns bichos,tudo aparentemente por simpatia do dono do barco e não porque é algo comum vindo por lá. O importante é saber que caso você venha de Flores há essa duas opções, cabe a você escolher uma delas. À noite as canadenses queriam fumar maconha, como eu não curto muito e estava podre de cansado, fui dormir.
  11. Dia 21 As três ilhas mais famosas de Honduras são: Utila, Roatán e Guanaja e pelo que vi a maneira mais prática de se chegar até elas é a partir de La Ceiba. Lembrando que chegamos em La Ceiba à noite e sem destino certo, talvez isso tenha comprometido nossas chances de achar algum lugar legal por lá, aqui nesse site você encontra mais algumas informações sobre a cidade. Se você tiver tempo para conhecer as praias de La Ceiba, talvez possa valer a pena. Ao montar o roteiro minha intenção era ir até Roatán que até onde sei é a que tem melhor infraestrutura mas consequentemente é a mais cara. Já Utila é a menor das três ilhas e voltada quase que totalmente ao mergulho. Antes de viajar fiz uma rápida pesquisa sobre cursos de mergulho, e aqui em São Paulo pelo menos o preço variava de R$ 1.200 a R$ 1.500. Como sabia que haveria várias oportunidades de mergulhos no mochilão cogitei a possibilidade de já ir com o curso mas os preços acabaram com toda a minha vontade. Pra ser sincero eu não sabia que Utila era voltada ao mergulho e descobri com as canadenses em Caye Caulker e fico feliz pelo Saulo ter insistido em ir e termos deixado Roatán pra trás, foi uma mudança que eu gostei. Acordamos cedo pois queríamos pegar o primeiro ferry para Utila, tomamos banho, arrumamos as coisas e às oito e meia da manhã o cara do hotel veio nos avisar que o taxista estava nos esperando para nos levar até o ferry (havíamos pedido na noite anterior para ele chamar um logo cedo). A corrida custou L$50,00 para cada e em vinte minutos chegamos ao porto. A empresa que faz o transporte até Utila é a Utila Princess e o preço é U$ 28,00 para a ida e mais U$ 28,00 para a volta e lembre-se de trazer dinheiro pois não é possível pagar em cartão, de preferência traga dinheiro trocado pois o troco será em lempiras e você provavelmente perderá dinheiro no câmbio. Compramos nossas passagens e ficamos esperando a saída, como o ferry atrasou um pouco pudemos notar a diferença entre os transportes para Roatán e o para Utila. Tenho certeza que escolhemos a ilha mais barata. Saímos às 09:40 e o percurso dura 1 hora mas cuidado pois se você tem problemas de enjoo vai sofrer e muito. O barco é todo fechado e balança muito, é bem provável que você chegue na ilha com seus órgãos internos dispostos de forma diferente dentro do seu corpo. Os funcionários distribuem saquinhos para vômito e não se espantem por verem alguém os usando só espere que não seja você. Depois dessa tortura chegamos à ilha. Logo na saída já fomos abordados por uma infinidade de pessoas querendo nos oferecer cursos, hospedagem e o escambau. Ouvi rapidamente um, dois e eis que no meio de um monte de homens barbados surgiu uma gracinha de loira. Mesmo que alguém tivesse oferecido curso e hospedagem de graça nós iríamos ouvir o que ela tinha a dizer. Não há melhor jogada de marketing do que colocar uma mulher bonita para vender o que quer que você vá vender, homem é idiota. Não deu outra, Maia - a loira - nos ganhou e aceitamos ir para o Parrots que é a escola de mergulho onde ela trabalha. Pegamos um Tuc Tuc (que Maia pagou) e seguimos pela ilha enquanto Maia ia nos contando um pouco sobre o lugar, dando dicas sobre onde comer e etc. como a ilha é bem pequena logo chegamos. Quando contamos que somos brasileiros Maia disse que estávamos na escola certa pois a dona era Brasileira, já vimos uma oportunidade de chorar um desconto . Chegamos no Parrots e Maia nos levou para o bar no fundo que estava cheio devido a algum jogo da copa que estava passando, nisso ela nos perguntou o que gostaríamos de beber. Quando pegamos as bebidas e fomos pagar ela recusou e disse "it´s on the house". Não tinha como sair de lá . Poucos minutos depois o jogo acabou e chegou a dona do lugar, Tatiana, uma brasileira mas que sempre morou fora do Brasil. Super simpática e com um português carregado ela, junto com Maia, nos explicou sobre o curso, disse que nos daria um desconto de U$ 20,00 no curso por sermos brasileiros. Aceitamos. O valor normal do curso open water que é o nível mais básico, é de U$ 289,00 e dura 5 dias. Nesse valor estão incluídas as aulas teóricas, práticas, equipamentos, hospedagem e dois mergulhos após o fim do curso. Levando em conta que você vai mergulhar durante o curso, dá pra ficar debaixo d´água por muito tempo. Comparando com as minhas pesquisas de cursos em São Paulo, o bom de se fazer o curso aqui em Utila, além do preço é claro, é o fato de todas as aulas práticas você fazer no mar mesmo, no começo no píer atrás da escola e depois em alto mar sendo que aqui em São Paulo você faria tudo numa piscina. Fizemos todos os acertos, guardamos nossas coisas no quarto e já voltamos para acertar os detalhes da primeira aula que seria no mesmo dia. Ainda era cedo e a primeira aula seria no final da tarde então Maia nos sugeriu sair com dois instrutores para um pequeno tour em umas cavernas que havia lá perto, duas americanas que estavam começando também se juntaram a nós. Conhecemos os caras que na verdade estavam estudando para serem instrutores, pagamos L$50,00 cada pelo Tuc Tuc e partimos e nisso os caras foram contando sobre alguns lugares interessantes na ilha. As "cavernas" na verdade eram umas pequenas grutas onde o pessoal vai pra fumar maconha com alguns lugares onde dá pra mergulhar e desafiar seus medos passando por alguns túneis formados pelas pedras debaixo d´água. São bem pequenas, nada muito emocionante mas serve para passar a tarde. Depois eles nos levaram na Candle Cave que é outra gruta bem pequena mas que só dá pra entrar se espremendo por cantos muito pequenos, não aconselhável para quem sofre de claustrofobia. Lá dentro a escuridão é total há umas velas que quem vai lá deixa para os próximos, por isso o nome Candle Cave. Demos uma gorjeta para os caras e voltamos para o Parrots. Fiquei no píer com um merecido drink nas mãos enquanto Saulo foi fazer alguma coisa. De repente Maia aparece me chamando dizendo que eu estava atrasado, olhei no relógio, 16:45 e a aula havia começado às 16:15, virei num gole e fui. . Conhecemos Abbey, uma simpática australiana que seria nossa instrutora no curso, aliás tenha um inglês no mínimo médio para fazer o curso aqui pois os vídeos, as aulas e as provas são em inglês, no nosso caso inglês de australiano da instrutora que é pior ainda de entender. Depois de uma breve introdução sobre o curso começamos a maratona de assistir vídeos, nesse dia foi só uma hora de vídeo e já descobrimos que depois do curso você poderá "go places, meet peolpe and do things" ou como você descobrirá depois "go places, meet things and do people" . Logo depois do vídeo Abbey voltou e começou com alguns exercícios práticos sobre como montar o equipamento de mergulho. O clima do curso é bem descontraído e a intenção não é reprovar ninguém mas não ache que tudo é festa, você terá matéria, exercícios, terá que aprender ou decorar algumas coisas mas não se preocupe pois não é nada muito difícil. Depois da aula fomos comer no restaurante de comida chinesa que tem dentro do Parrots, se você gosta, não perca, é muito bom. Depois mais bar à noite, uma volta pela rua principal da ilha pra reconhecer o lugar e depois cama pois a aula começaria às sete e meia na manhã seguinte.
  12. Dia 20 Acordamos às 4:50 para tomar um banho e arrumar as coisas. De um lado a empolgação de seguir para um país diferente e de outro o tédio de ter que passar o dia inteiro dentro do ônibus. Na frente do hostel tentamos entrar em uma outra van que estava embarcando algumas pessoas mas viemos a descobrir que não era o nosso carro. Quando ele se foi ficamos sentados esperando e achando que haviam esquecido de nós dois. Às 5:30 finalmente o motorista da agência chegou e numa corrida rápida nos levou até o terminal Fuente del Norte onde pegaríamos o primeiro ônibus. Quando o motorista nos deixou no terminal e pediu para esperarmos um pouco perto do ônibus nós percebemos que ele foi comprar as nossas passagens na hora, ou seja, percebemos que caímos no conto do turista desinformado pois o que compramos na agência foi apenas uma corrida de táxi e a informação correta. Podíamos ter feito tudo aquilo por conta própria e economizado alguns Quetzales . Isso sem levar em consideração que o ônibus no qual viajaríamos não era em nada parecido com o que o cara da agência nos mostrou na hora de vender. Esse terminal de ônibus fica não muito longe da ponte que leva à Flores portanto se você for fazer algo parecido, vá até lá por conta própria, esqueça a agência ao lado do hostel Los Amigos. Por ser uma viagem durante o dia ficava difícil dormir e a viagem também não é direta como haviam nos dito, às 10:40 paramos em um posto onde paramos para comer algo e trocamos de ônibus. Nada muito emocionante acontecendo e nem mulheres bonitas para distrair a atenção. Depois de algum tempo paramos novamente para cruzar a fronteira com Honduras, foi tranquilo, só fique esperto pois se você tiver algum problema na imigração o ônibus vai te deixar pra trás como quase aconteceu com um casal que estava demorando demais. Aliás soubemos que não há essa viagem de Flores para San Pedro Sula durante a noite pois não daria tempo de pegar a fronteira aberta então quem curte ganhar tempo viajando a noite, pelo menos nesse trajeto esqueça. Desembarcamos em San Pedro Sula às 14:30. Um dos argumentos que o Saulo usou para não querer vir por esse caminho é que a cidade é bastante perigosa de acordo com algumas informações encontradas na internet e até no guia das canadenses. Eu realmente não duvido dessas informações, pelo menos tive essa impressão quando vi os vário policiais no terminal. Há policiais na entrada do terminal, no desembarque, na praça de alimentação, nos caixas eletrônicos. Ao menos saiba que se você precisar passar pelo terminal rodoviário (dificilmente você vai pra outro lugar além de lá) a situação é bem tranquila, pode ir sem medo. A moeda usada em Honduras é a Lempira e na conversão cada dólar era equivalente a entre 19 e 21 Lempiras dependendo do lugar onde trocasse. As coisas acabam saindo bem baratas por lá na maioria das vezes. Demos uma volta pelo terminal para procurar passagens para La Ceiba e acabamos comprando na empresa Mirna. O trajeto que duraria em torno de 3 horas e meia custou L$121,00 ou seja em torno de U$ 6,50. Enrolamos na praça de alimentação, provamos as maravilhas culinárias hondurenhas que tem "cara de ontem" até nos fast food, assistimos um pouco de um jogo do Brasil que estava passando na sala de espera e às 15:45 partimos. Desembarcamos em la Ceiba às 19:30 mas não em um terminal rodoviário e sim na garagem da empresa. Pegamos nossas mochilas, demos uma rápida olhada ao redor e, embora meio movimentado não era um lugar turístico então não havia algo gritante dizendo para onde deveríamos ir. Ficamos parados na frente da empresa de ônibus e fomos abordados por vários taxistas tentando uma corrida. Como não sabíamos para onde ir, Saulo disse para um deles que estávamos procurando um "hostel com chicas", nisso o taxista fez uma cara de "ahhhhh sei sim, levo vocês lá". Como não tínhamos para onde ir, acreditamos nele e fomos.Rodamos alguns minutos e as ruas foram ficando (ainda) mais escuras e menos movimentadas, de repente ele para o táxi em frente a um hotel, chama alguém, conversa com ele, volta até nós e diz que era ali. Naquele momento me perguntei onde estava toda a diversão que eu ouvi falar que existia em la Ceiba. Talvez tenhamos dado azar, talvez devia ter pesquisado mais, a única coisa que eu sei é que La Ceiba me pareceu tão excitante e empolgante quanto uma cirurgia de remoção de apêndice . Mentalmente já dei a noite por perdida, conversei com Saulo e topamos ficar ali mesmo afinal já era noite e partiríamos na manhã seguinte para Utila. Nem tudo sempre dá certo O hotel nos custou L$50,00 para cada em um quarto duplo mas nem peguei mais informações sobre endereço, nome e etc porque não faz sentido indicar alguém ir para lá, se você tiver que parar em la Ceiba, não faça como eu, pesquise um pouco mais antes de ir, talvez eu só tenha dado azar. Tentamos achar um mercadinho pra comprar algo para comer e nada, rodamos um pouco e tudo vazio. Descobrimos que há duas quadras do hotel havia um "bar" que quando entramos descobrimos que na verdade era um lugar onde moças de família fazem trabalhos honestos por um dinheirinho, digamos que é um trabalho "suado". . Como sou totalmente contra pagamento em troca de sexo logo quis sair dali. Na volta estávamos conversando com o cara do hotel e descobrimos porque o taxista estava conversando com ele. Na verdade ele estava combinando que se nós quiséssemos trazer garotas nós poderíamos, aí ligamos os pontos e percebemos que o "hostel com chicas" a que Saulo se referiu acabou virando na verdade "um hotel perto das putas" . É trágico quando as coisas dão errado no meio da viagem mas estando lá fica tudo mais engraçado e dá pra rir até de uma situação dessas. Na esquina tinha um bar com umas luzes e sons que de longe parecia animador para ao menos tomar um drink mas quando cheguei na porta todos estavam na animação de um velório. Quer saber? Voltamos pro hotel, pegamos informações sobre Utila e enrolamos até a hora de dormir. Saulo ainda quis dar mais uma volta, eu fiquei por lá mesmo.
  13. Dia 19 No meio da madrugada senti algo se mexendo na cama. Seria algum bicho? Alguma norueguesa? Acabei descobrindo que era uma gata do hostel que ficava pra lá em pra cá pedindo colo para os hóspedes, como meu quarto não tinha paredes e eu estava na beliche de cima ela entrava facilmente. Eu gosto de animais então não me importei, deixei ela lá mesmo até por ela estar grávida. Foi a primeira vez nos últimos dias que dormi bem e consegui acordar cedo e disposto. Logo de cara percebi que perdi minha escova de dentes. Tomei muito prejuízo nessa viagem, perdi meu snorkel em Akumal, minha sunga em Isla Mujeres, meu boné mexicano em Caye Caulker, minha escova de dentes em Flores, fora o que eu ainda iria perder mais pra frente . Desci para o bar com Saulo, encontramos Faizal e tomamos nosso café. O engraçado foi o Saulo que já estava bem enturmado com o staff do hostel, pedindo as coisas pra eles gritando do outro lado do bar. hehehhee ahhhh as histórias de um mochilão. Depois do café nos despedimos do Faizal que estava seguindo viagem para algum lugar da Terra, ainda troquei algumas mensagens com as canadenses que disseram que estavam chegando. Na noite anterior eu passei pra elas o endereço dos Los amigos e elas disseram que viriam também. Como eu precisava fazer algumas coisas como comprar escova de dentes , trocar dólares para pagar a diária e etc, resolvi dar uma volta e ver o que encontrava pelo caminho. Até aproveitei e como passei por algumas agências de viagens no caminho já comecei a pesquisar sobre o transporte para San Pedro Sula, na fronteira com Honduras, que seria nosso próximo destino. Atravessei a ponte que liga a ilha ao continente e logo no final dela à esquerda (não tem como errar) há o shopping Mayamall. Perguntei para algumas pessoas e descobri que lá há um banco onde eu poderia trocar dólares. O banco fica no térreo e foi a melhor cotação que eu encontrei por lá: U$ 1,00 = Q$ 7,80. Para se ter uma comparação, no hostel Los Amigos a cotação é de um dólar para sete quetzales, portanto uma diferença considerável. O problema é que para fazer é troca é necessário estar com o passaporte então lá fui eu de volta até o hostel pra pegar ele e depois voltar de novo até o banco. Não que seja muito longe mas é chato ter que andar tudo de novo. Fiz tudo de novo, voltei ao banco, fiquei lá meia hora esperando minha vez e trocar o dinheiro mas no final deu tudo certo. Dentro do Mayamall há um mercado grande então já aproveitei e comprei minha escova de dentes e algumas besteiras para comer, já pensando na viagem do dia seguinte que seria bem longa. Como vocês podem ver nas fotos, o dia estava com tempo bom. Pois é. Parece que devido a alguma magia negra maia o tempo fechou em poucos minutos e bem quando eu estava cheio de sacolas atravessando a ponte, que alias é o único local descoberto por perto. . Até consegui me abrigar um pouco perto do portal da ilha só que como mais umas trinta pessoas tiveram a mesma ideia, não deu muito certo. . Dá mesma maneira que a chuva veio, ela foi e a vida seguiu normalmente. Cheguei no hostel todo molhado e de cara já encontrei as canadenses que haviam chegado. Colocamos a conversa em dia, enrolamos, comemos etc. Começamos a conversar sobre o próximo destino em Honduras, a minha ideia era ir para Roatán pois havia lido sobre ela em outros relatos mas as canadenses conseguiram convencer o Saulo a ir para a ilha de Utila que segundo o guia delas era bem mais barata e possuía cursos de mergulho a preços bem mais acessíveis. De cara eu não curti muito a ideia de mudar o roteiro de novo no meio da viagem mas como o Saulo estava empolgado com o curso de mergulho comecei a reconsiderar e no final acabei topando também. A diferença é que eu queria ai até La Ceiba em Honduras pois havia lido que lá havia bastante festas e animação e de lá seguiríamos para Utila. Já as canadenses queriam ir de Flores até Rio Dulce, de lá para Puerto Barrios e de lá para Utila. Saulo mais uma vez queria ir com elas mas dessa vez eu não me animei. Conversei com Saulo para tentarmos chegar a um acordo mas não deu muito certo. Resolvemos então ir a uma agência ao lado do hostel para perguntar qual era a melhor opção e matar as dúvidas. Chegamos na agência e contamos para o cara sobre as nossas duas opções e pedimos a opinião dele. Depois de algumas piadas sobre Brasil, copa do mundo e blá (mesma coisa em todos os lugares ) ele nos disse que a melhor opção era realmente pegar um ônibus até San Pedro Sula, de lá pegar outro para la Ceiba e depois o barco para Utila, segundo ele seria mais rápido, mais prático e mais seguro pois Puerto Barrios era perigoso e tal. Como ele vendia as passagens de ônibus para ambos os destinos acreditamos nas dicas que ele nos deu e acabamos comprando as passagens para San Pedro Sula por Q$ 280,00. Contamos para as meninas sobre nossa decisão e como elas iriam seguir o plano delas combinamos novamente de nos encontrarmos em Utila. Em Flores não há muita opção em termos de passeios, como eu já disse é o ponto de parada mais comum para quem costuma ir a Tikal, na verdade até há opções mas nada que seja específico daqui pelo que eu vi, por exemplo havia a possibilidade de contratar passeios para Semuc Champey que era um dos lugares onde eu queria ir mas como nós ainda voltaríamos para a Guatemala depois de Honduras daria pra ir depois e até mesmo por conta própria. Como não havia mais muito o que fazer dei uma enrolada básica, deixei as coisas meio arrumadas e descansei um pouco até as quatro da tarde quando começava o happy hour no bar . Na verdade depois da discussão no dia anterior sobre a viagem nós resolvemos tirar um dia pra fazer absolutamente nada e ficar no bar, precisávamos daquilo. Nos juntamos com as canadenses e ficamos conversando e jogando cartas por um bom tempo, aos poucos chegaram outras alemãs que estavam por lá e logo a mesa estava cheia. Rimos do ocorrido com o Saulo na tarde anterior com os israelenses, ajudamos a Sueme a comprar um presente de aniversário pra Kerrie, enfim, foi um dia fazendo coisas simples mas que no mochilão ficam bem legais (claro, o mojito ainda custava 2 dólares ) Por volta das seis da tarde eu tive que ir pro quarto pois dor de cabeça estava latejando de novo. Expliquei pro povo que ia deitar só meia hora para ver se melhorava e saí. Depois de algum tempo entra o Saulo no quarto e me dá um tapa na cabeça!!! "Tem seis mulheres na mesa, três delas alemãs e você aí deitado!!" Eu estava mal, bastante mas não dava pra deixar de notar a sinceridade e os 120% de razão na voz dele. Eu me odiarei eternamente por isso. Com muito esforço me levantei depois de alguns minutos e voltei pra mesa, mesmo morrendo. Meus remédios nessa noite foram mais alguns vodka mango . Aguentei até as 21:45 aí tive que ir dormir, em partes porque ainda passava mal e também porque tínhamos que acordar bem cedo no dia seguinte para pegar o ônibus para San Pedro Sula. Já era o quinto dia que eu estava mal, já estava meio desesperado por perder quase uma semana de bares, noites, festas e sabe-se lá mais o que. mas eu tinha fé que Pachacuti iria me tirar daquela situação.
  14. DIA 18 Os maias e Star Wars Como resultado da soma da minha febre e do calor que fazia por lá, minha noite foi péssima, pelas minhas contas consegui dormir apenas uma hora e meia. Acordamos às 3:45 AM pois o combinado era nos reunirmos na recepção do hotel às quatro. No breu da recepção, iluminado apenas por uma pequena lanterna, o guia se apresentou, fez uma introdução do passeio e contou algumas particularidades sobre o local. Há uma curiosidade sobre Tikal mas quem não quiser estragar a surpresa não precisa ler, quem quiser, basta clicar no botão abaixo: [mostrar-esconder]Uma cena do filme Star Wars foi gravada no topo do templo onde você sobe para curtir o nascer do sol. A cena é essa: https://www.youtube.com/watch?v=5n3hb__gmAg[/mostrar-esconder] Junto conosco foram as canadenses, Faizal, um argelino gente boa que não sei de onde surgiu e um americano com duas filhas pequenas. Grupo pequeno, ótimo. . Depois da apresentação saímos na caminhada até a entrada do sítio arqueológico que fica bem próximo ao hotel. Essa é a vantagem de se hospedar em Tikal, principalmente se você for fazer o sunrise tour, você já está ali do lado, caso você fique em Flores e queira fazer o mesmo, você terá que sair de lá às 3:00AM, ou seja acordar mais cedo ainda. Já os pontos negativos são, em primeiro lugar o preço do hotel, segundo que em Tikal é um hotel e não hostel então se você estiver buscando diversão, conhecer gente e toda aquela magia do mochilão esqueça pois você não vai conseguir aqui. Minha opinião? Vá para Flores. Na entrada do sítio arqueológico tivemos que pagar mais Q$100,00, isso porque o ingresso normal do parque só dá direito ao acesso às ruínas entre 06:00 e 17:00, o sunrise e o sunset tours são à parte, Q$100,00 cada. Já dentro do parque começamos nossa caminhada entre a mata com o guia sempre contando sobre o lugar, os maias, árvores da hora, além de alguns detalhes que você não teria se viesse durante o dia como macacos cujo grito pode ser ouvido a quilômetros de distância, uma raposa que vimos andando sobre um templo etc. A caminhada até chegar no primeiro templo dura cerca de 30 minutos, não é difícil, qualquer pessoa dá conta, só lembre-se de levar repelente e uma lanterna para o caso do sunrise tour pois pois a caminhada é feita toda na escuridão, eu não tinha nem um nem outro mas sobrevivi. Chegamos ao primeiro templo que é onde você pode subir para curtir o nascer do sol. Lá em cima silêncio absoluto, ninguém abre a boca e só fica curtindo por cerca de 40 minutos. Chegamos sozinhos mas aos poucos algumas outras pessoas também chegaram, vindo de Flores, entre eles inclusive um americano que conhecemos em Caye caulker, um oi rápido e cada um sentou no seu canto pra admirar a vista. Como nós pegamos um tempo um pouco nublado não foi tão espetacular mas ainda assim foi legal, valeu a pena. Pra ser sincero nada de muito emocionante acontece lá em cima e como o tempo não ajudava, depois de um tempo resolvemos seguir o passeio. Nisso o pai com as meninas sumiram, como eles já conheciam o parque não quiseram seguir com o guia, ficamos somente nós 5. Aí rodamos bastante passamos em outros templos e o guia contou muita coisa interessante. Tikal é o chamariz da Guatemala e vale a visita, foi o local(relacionado a ruínas) que eu mais gostei. Teotihuacan está na cidade, Chichén Itzá é legal mas parece um parque do Ibirapuera com umas pirâmides no meio, já Tikal está no meio da floresta com alguns templos ainda visíveis apenas por sobre a copa das árvores, é um clima bem diferente. Andando por lá, cruzamos com um outro grupo que tinha vindo de Flores. Como tínhamos parado para descansar Saulo acabou puxando conversa com umas meninas que disseram que estavam num Hostel chamado Los Amigos, disseram que era bom, que valia a pena e blá blá. Dane-se, era um hostel e tinha gringas, pra mim estava ótimo, não tínhamos mesmo lugar certo pra ir. Saulo que estava até mais empolgado que eu nem pensou duas vezes . Continuamos nosso passeio. Às nove da manhã terminamos o passeio, o horário é estratégico pois o café da manhã no hotel vai até as 9:30 então dava tempo de voltar e comer. Fora que também estávamos andando desde as quatro horas então já estávamos cansados. Outro detalhe é que com o amanhecer o parque fica mais cheio pois nem todos vêm para o sunrise tour, além do mais era domingo, dia que a entrada no parque é gratuita para moradores locais, ou seja criançada correndo pra todo o lado. Já era hora de ir mesmo. Voltamos para o hotel, tomamos o café, enrolamos mais na piscina e depois começamos a nos preparar para partir. As canadenses resolveram ficar pois queriam fazer o sunset tour. Vai gostar de sol e maia assim lá longe viu . Nos despedimos delas mas combinamos de nos encontrarmos novamente em Flores, nosso próximo destino. Fizemos o check-out e o recepcionista nos disse que em frente ao hotel, num posto de informações turísticas conseguiríamos transporte para Flores. Como era domingo não havia ônibus, ou eles eram bem menos frequentes, não me lembro bem, mas o que havia disponível era alguns taxistas que faziam o transporte. Nesse posto os guias te indicam motoristas então o risco é menor de cair numa furada, parece que o preço do táxi é padrão. A viagem saiu por Q$150,00 no total que nós dividimos com Faizal que apareceu do nada e foi conosco. Por volta das 14:30 chegamos em Flores e o motorista que conhecia o Los Amigos nos deixou na porta. Não peguei o endereço mas Flores é bem pequena, não será difícil achar. Fizemos nosso check-in, a diária em quarto compartilhado custou Q$ 50,00. Ufa, finalmente um hostel. Aliás aqui no Los amigos voc~e também pode contratar os tours para Tikal, inclusive o sunrise e sunset. Os preços são: Sunrise Tour: Q$ 100,00 Entrada no parque Q$ 250,00 Saída: 03:00 Retorno: 12:30 Tikal Day Tour: Q$ 120,00 Entrada no parque Q$ 150,00 Saída: 08:00 Retorno: 15:00 Sunset Tour: Q$ 100,00 Entrada no parque Q$ 160,00 Saída: 12:30 Retorno: 18:15 Nosso quarto era o mais barato pois era o mais simples, não havia nem paredes até o teto heheheh, muito legal. Não que o quarto estivesse inacabado mas ele era assim mesmo . Logo que entrei guardei as coisas, tomei um banho descansei meia horinha e já me animei pois vi o que eu precisava, um bar animado. Fui procurar algo para comer e aproveitei para dar uma volta por Flores que na verdade é uma ilha bem charmosa e tranquila. Voltei, encontrei o Saulo e fomos para o bar. O legal de lá é que as bebidas são bem baratas no happy hour. Onde mais no mundo você tomaria um mojito pelo equivalente a dois dólares? Um fato engraçado que aconteceu foi que eu estava com Saulo num sofá em frente ao bar e estávamos tentando lembrar uma frase que as israelenses haviam nos ensinado em Caye Caulker. A frase é a tradução de "Você é muito bonita" em hebreu. Tentamos lembrar, tentamos o google translate mas não conseguimos a forma exata como elas haviam falado. Enquanto tentávamos sentaram dois caras na nossa frente. Começamos a falar sobre o futebol que estava passando na tv e eles comentaram que eram israelenses. Na mesma hora Saulo teve a brilhante ideia de pegar o celular da minha mão (eu estava tentando traduzir a frase no google translate) e mostrou pra eles dizendo: "olha isso, está errado?". O problema é que o google traduziu a frase como "você é muito bonito" como se estivesse falando para um homem e não para uma mulher. Na hora os israelenses olharam com uma cara de "ihhhhhh esses caras são boiolas". Eu sentado tomando meu mojito só fui entender tudo depois que o saulo pegou o celular de volta Foi muito engraçado. Álcool vai, noite vem, encontramos Kristie, a gringa que estava com Kerrie e Sueme no bar em San Ignácio, Faizal também se juntou a nós, uma hora surgiu uma brasileira lá do nada mas nem nos empolgamos muito pois ela estava com o namorado (que maldade ). Já meio alegres começamos uma discussão filosófica sobre a viagem, em parte foi bom e em parte ruim. Como Saulo também estava comigo no mochilão pela América do Sul começamos a comparar as duas viagens, os prós e os contras de ambas. Chegamos a varias conclusões e a primeira delas é de que é errado comparar viagens, principalmente tão distintas, a América do sul com seus desertos e picos nevados e a América Central com suas praias e ruínas, mas o dano já estava causado, não tinha volta. Outra coisa que notamos é que em determinado momento, pelo menos num roteiro como o nosso, há a sensação de se estar apenas correndo de uma praia pra outra ou de uma ruína para a outra, por isso lugares como Caye Caulker são praticamente obrigatórios, são como uma pausa nisso tudo. Se você gostar, pesquisar, procurar, vai encontrar diversos outros sítios arqueológicos pelo caminho, é um prato cheio para quem gosta. Eu gosto também é claro, mas algo que é muito importante pra mim é a diversidade. Por exemplo nas nossas comparações percebemos que na América do Sul conseguimos fazer escalada, sandboard, downhill, trekkings, visitar ruínas, ir a muitas festas e etc, era sempre algo diferente que vinha na sequência. Já na América Central é inevitável você parar e pensar que está na terceira praia consecutiva. São lugares maravilhosos? Sim. Me arrependo? Não. Só é uma coisa que você acaba levando em conta no meio do caminho e talvez faça você não ver tanta graça numa cidade como San Ignácio por exemplo. Uma hora você quer sentar num bar e puxar papo com aquela maravilhosa loira de olhos claros de algum lugar do leste europeu e esquecer que os maias existiram. Isso é uma opinião bem pessoal, cada um sabe o peso que isso tem pra si. Conversando e bebendo alguns mojitos e vodka mango, ficamos até as 22:00 no bar pois é quando ele fecha. Na verdade só o bar do térreo fecha pois ele é bem em frente aos quartos, (inclusive do meu que nem parede tinha ). A partir das 22:00 um outro bar abre no andar de cima, bem legal até. Na verdade às 22:00 só eu fui dormir pois a dor de cabeça ainda me matava, aliás nessa noite que eu percebi que já estava podendo comer bem. Não havia comentado mas desde Caye Caulker quando a febre atacou eu mal conseguia comer, perdi uns bons quilos por isso mas resolvi aguentar. Dei tchau pro povo e fui pro quarto. Dormir às 22:00 num mochilão com um bar aberto a 10 metros do seu quarto? Aos poucos fui percebendo o que toda aquela doença poderia ter me custado. Saulo ficou por lá, foi dar um role sei lá, é mochilão, dane-se
  15. Dia 17 Como resultado de uma noite mal dormida e uma igreja barulhenta na frente do hotel, acordei cedo. Pra me deixar mais puto ainda o banheiro estava caindo aos pedaços, a pia mole, o chuveiro gelado, a porta com um buraco e sem trinco, tinha que fazer uma bola com papel higiênico e colocar no buraco para o caso de ter algum voyeur no hotel. Na noite anterior as meninas haviam falado de um tal mercado de rua que havia na cidade aos sábados, como era cedo, eu precisava comer e tinha tempo livre resolvi conferir. Esse tal mercado eu descobri depois de algumas voltas, fica perto da praça principal, é como uma feira de rua, diversas barracas vendendo toda a sorte de tranqueiras que você puder imaginar. Frutas, roupas, galinha...... tinha até um açougue no meio, daqueles que você nunca compraria algo. Comprei apenas umas frutas e fui embora De volta ao hotel, arrumamos nossas coisas e às 11:00 fizemos o check-out. Como na noite anterior as meninas haviam nos explicado mais ou menos onde ficava o Bellas saímos rodando a cidade certos de que encontraríamos. Rodamos, perguntamos, rodamos mais, perguntamos mais ainda e nada. Conseguimos a proeza de achar um salão de beleza chamado "bella" mas não achamos a hospedagem delas, isso porque a cidade é pequena. Depois de provavelmente uma hora rodando estávamos passando pela rua que tem os bares e vimos Kerrie, Sueme e uma outra doidinha em um deles, foi muita sorte. Nós precisávamos achar elas pois elas haviam fechado um transporte no hotel delas até Tikal na Guatemala e disseram que seria possível nos incluir. Um pouco mais aliviados, tomamos algo no bar e depois seguimos de volta até o hotel delas, o pior de tudo é que o caminho era incrivelmente simples e nós não conseguimos achar em dois dias . Quando estávamos prontos para colocar as mochilas no carro, eis que Kerrie surge com a notícia que não seria possível irmos com elas porque o carro, que não era grande, estava cheio devido a dois hóspedes que resolverem ir de última hora. Como os hóspedes eram prioridade ficamos de fora. Nisso um cara que trabalha no hotel, que mais parecida figurante do The Walking Dead, disse que nos ajudaria achando um carro para nos levar até a fronteira com a Guatemala e de lá pegaríamos outro transporte até Tikal. Ele saiu conosco na rua, parou alguns taxistas, conversou até achar um que nos levaria até a fronteira por B$ 5,00 cada, uma viagem de 15 a 20 minutos. Não tenho como negar que o cara do hotel foi bem simpático e nos ajudou bastante. Vimos rapidamente o hotel delas, aliás ficamos só na entrada e apesar de bem simples me pareceu melhor que o nosso Acropole. Caso você vá para San Ignácio sugiro tentar achar esse Bellas que pelo que eu me lembro não fica muito longe da praça principal. Se enfie nas ruazinhas, vá perguntando e tente a sorte . Eu me considero bastante mente aberta quando se trata dos destinos do mochilão, seja a cidade grande, pequena, rica ou pobre, só que San Ignácio eu senti que não adicionou nada à viagem. Talvez tenha sido apenas uma impressão ruim minha, talvez eu esteja enganado. A cidade oferece sim algumas opções de passeios que muita gente pode até gostar, não foi o meu caso, por isso todas as coisas que eu disse que adorei na viagem, tanto as que eu odiei merecem uma pesquisa antes de viajar para que cada um saiba o que agrada ou não. Talvez San Ignácio não tenha caído no meu gosto por não oferecer nada de novo, e essa diversidade foi algo que começou a nos preocupar e gerou debates regados a muito álcool em Flores, logo falarei mais sobre isso. No caminho para a fronteira comecei a passar mal de novo, provavelmente por causa do calor, tudo ainda reflexo da febre doida que peguei em Caye caulker e enquanto suava frio tentava prestar atenção na conversa do taxista que nos contava um pouco da rivalidade dele com os maias que viviam em pequenos povoados por onde passávamos. O taxista foi bastante simpático e logo que ele nos deixou na fronteira perguntamos para ele qual era a taxa de conversão da moeda para que ninguém tentasse nos enganar depois. Pegamos nossas mochilas e fomos para a fila da migração. Como se não bastasse vir passando mal no carro, piorei ainda mais na fila da migração e em determinado momento tive q sentar pois não aguentava mais. Não foi fácil, lembrem-se bem da questão saúde antes de viajar, eu sobrevivi , mas vai que alguém dá azar . Na saída de Belize você deve pagar uma taxa de B$ 37,50 portanto não se esqueça de levar dinheiro. Resolvemos isso, carimbamos o passaporte e seguimos. Logo após eu pagar a minha, vi que saulo já estava conversando com um tiozinho que era taxista e estava oferecendo transporte até Tikal, ele inicialmente cobrou U$ 50,00 dólares mas chorando ficou por U$ 45,00 no total, 22,50 para cada. O próprio tiozinho, que se chamava René disse que havia ônibus que faziam o transporte por um preço menor mas que demoraria muito mais, e o Saulo estava batendo o pé pois queria ar condicionado . Acabei topando. Seria uma hora e meia de taxi contra umas quatro ou cinco horas de ônibus. Tudo bem que a diferença era grande, só achei ruim o fato de ter topado a primeira opção sem perguntar um pouco mais para saber se o que o tiozinho disse era verdade. Portanto saiba que na fronteira há no mínimo essas duas opções, ônibus ou táxi. No outro lado da fronteira após carimbar o passaporte com a autorização de entrada fomos abordados por várias pessoas oferecendo câmbio de moeda. René que já era nosso assessor para assuntos guatemaltecos confirmou que a taxa deles era correta e então trocamos um pouco. De forma geral U$ 1,00 = Q$ 7,00 e B$ 1,00 = Q$ 3,50. Obviamente é possível conseguir taxas um pouco melhores mas na necessidade troque um pouco, não tudo. Em flores a cotação é bem melhor por exemplo. No caminho até Tikal o motorista foi muito simpático, conversou bastante sobre a Guatemala, as coisas boas e ruins de seu país, parou para nos mostrar uma montanha que parecia um jacaré, fez um desvio de percurso para nos mostrar um lago em que várias famílias viviam em volta, enfim foi legal e assumo que talvez se tivéssemos ido de ônibus provavelmente não teríamos esse tipo de experiência, a única coisa que nos deixou surpresos foi que numa parada para comprar água o motorista comprou uma latinha de cerveja. Coisas das Guatemala . Chegamos na entrada do parque às 15:00 com uma chuva forte que havia começado, Compramos nosso ingresso, que custou Q$ 150,00 (U$21,00) e tivemos que esperar um pouco pois como René nos explicou, se você entrar no parque após as 15:30 o seu ingresso vale também para o dia seguinte, essa informação foi confirmada pelo funcionário do parque que estava na entrada. Na hora ainda percebemos que havia um outro carro na frente fazendo a mesma coisa e descobrimos que era o carro das canadenses mas como a chuva estava forte não pudemos sair para falar com elas. Como a nossa ideia era fazer o tour das ruínas no dia seguinte não compensava entrar antes das 15:30 senão no outro dia teríamos que pagar outro ingresso. Quando deu o horário entramos e René nos levou ao hotel Jaguar Inn que fica dentro do parque. O quarto duplo custava U$ 50,00 para cada mas esse hotel oferecia também camping por U$ 15,00 por pessoa com o equipamento incluído (barraca, saco de dormir, etc), eu como adoro acampar nem pensei duas vezes e já queria ficar lá porém eles não tinham troco para nossas notas de 100 dólares então tivemos que ir ao hotel do lado, o Tikal Inn. Pelo que deu pra notar esses são os dois únicos hotéis dentro do parque, a opção mais comum é ficar em Flores que é a cidade mais próxima e de lá partir para o parque, essa também era minha ideia mas como já disse desviamos o caminho para San Ignácio e como lá é perto de Tikal, não compensaria ir até Flores e depois voltar, seria um gasto desnecessário. Entrando no Tikal Inn encontramos as duas canadenses que haviam acabado de fazer o check-in. O quarto lá custava os mesmos U$ 50,00 com café da manhã e jantar mais o Sunrise e Sunset Tour incluídos mas não havia a opção de camping. O hotel era grande, num estilo bem mais família do que os hostels que estávamos acostumados e como aparentemente estava vazio eu preferia ficar no camping pagando bem menos mas Saulo fez cara de cachorro sem dono e eu topei o quarto. Por um lado pode ter sido bom pois o hotel estava vazio e lá pelo menos tínhamos a companhia das canadenses. O legal é que o hotel por estar dentro do parque está numa região de bastante mata e o quarto ficava meio afastado precisando pegar uma pequena trilha para chegar até ele, essa trilha à noite, sem luz alguma, dava a impressão de estar num daqueles filmes de terror onde o gordinho e a loira gostosa morrem primeiro. Outro detalhe é que o hotel só possuía eletricidade a partir das 18:30 então como ainda era cedo nem banho pudemos tomar, somando a isso o fato de o hotel estar vazio, não ser um hostel, não ter um bar animado e estar longe de tudo foi uma tarde bem monótona. Até poderíamos explorar um pouco o parque, tentar ir até as ruínas só que era cedo mas não o suficiente para isso, logo escureceria então acabamos ficando enrolando na piscina. Depois conseguimos tomar banho, encontramos as duas e fomos jantar pois estava incluído no preço do quarto. A comida era boa (também por 50 dólares tinha que ter a até uma moça de biquíni dançando enquanto a gente comia ) e depois disso ficamos ao lado da piscina enrolando e conversando. Não demorou muito e eu comecei a sentir frio de novo mesmo no calor (maldita febre) e acabei indo para o quarto dormir. Como sairíamos ainda na madrugada para o sunrise tour foi até bom dormir cedo. Antes da minha viagem eu não sabia que havia a possibilidade de se hospedar dentro do parque em Tikal, muito menos que havia camping, estava me baseando apenas no que era mais comum de a galera fazer, que é ficar em Flores. Essa opção tem seus prós e contras mas isso eu vou falar mais pra frente.
  16. Ikaro, se for para fazer esses passeio aí, blz aí é uma opinião bem pessoal, tem gente que gosta mais de ruínas, outros mais de praia e etc. A cidade em si é que não me agradou. Na cidade eu peguei panfletos falando sobre os passeios disponíveis, o cara do hotel também nos explicou. O que eu achei é que não é nada que justifique uma mudança de rota caso você não esteja indo para lá. Tirando o fato de ter alguns ossos em grutas, os passeios que você encontra por lá não são difíceis de fazer em outros lugares. Fui olhar no google imagens essa caverna aí e realmente as fotos são bem legais e posso garantir que são BEM diferentes das que eles usam pra tentar te vender o passeio mas ainda assim não é algo que vai te animar tanto a ponto de desviar seu roteiro por exemplo depois que você nadar nos cenotes do México.
  17. Dia 16 Ainda estava me sentindo mal, com dor de cabeça só que bem melhor que na noite anterior, agora eu podia ao menos levantar da cama. Como acordei cedo, vi que Kerrie estava saindo para uma caminhada matinal e um pit-stop no Starbucks então me juntei a ela. Demos uma volta pela ilha, paramos mais uma vez para beber algo e pouco tempo depois voltamos. Depois de muita conversa com Saulo e as canadenses nos últimos dias, demos um jeito de fazer bater as datas da nossa viagem daqui em diante, então hoje era dia de dar adeus a Caye Caulker. Voltamos para o hostel e tomamos o café da manhã. O café no hostel está incluído e você pode escolher entre torradas e omelete, além de leite e café. É simples mas bom. Depois de comer, acertamos os últimos detalhes de onde nos encontraríamos posteriormente, isso porque as meninas queriam sair um pouco mais cedo para não correr o risco de viajar tarde. Como eu e o Saulo não estávamos com muita pressa, resolvemos sair por volta do horário do almoço. A minha ideia quando eu montei o roteiro era sair de Caye Caulker, ir para Belize city e de lá pegar um ônibus para Flores na Guatemala e continuar a viagem, porém o Saulo teimou em seguir as meninas numa ideia meio maluca de passar por uma cidadezinha chamada San Ignácio que faz fronteira com a Guatemala, tudo isso porque elas viram no guia delas que a cidade era boa e blá blá. . Pra ajudar, em uma das noites anteriores Smooth encorajou elas (e o Saulo) dizendo que a cidade era boa, que tinha coisas pra fazer e blá blá. Como eu era minoria e na verdade se tratava apenas de um desvio, resolvi aceitar ir junto mesmo a contragosto. Combinamos então de que assim que as meninas chegassem em San Ignácio elas mandariam uma mensagem dizendo onde estavam hospedadas e nós iríamos encontrá-las. Logo depois elas partiram. Eu e o Saulo ficamos enrolando por lá, arrumamos nossas coisas sem muita pressa e eu ainda percebi que perdi meu boné que havia comprado em Playa del Carmen . Pegamos algumas informações na recepção sobre os horários e valores do barco para Belize City. O valor é de B$ 25,00 (U$12,5) e havia um ao meio dia o que era perfeito para nós. Demos uma volta procurando o pessoal para nos despedirmos. Smooth, Benedit, a doida da recepção que queria me pegar (segundo o Saulo), Aisha...........e eis que surge ela novamente, Schoyler. Nos despedimos dela também enquanto eu mentalmente ponderava a ideia de ir morar no Canadá. Tiramos uma foto de despedida na qual Schoyler não apareceu pois havia saído para fazer alguma coisa, só depois eu me toquei que não tiramos nenhuma foto com ela. Às onze e pouco partimos. Seguimos para os escritório da empresa que faz o transporte até Belize City, não foi uma caminhada longa e compramos na hora, sem reservas, sem complicações, bastava agora esperar o barco no píer próximo dali. Caye Caulker é muito legal na minha opinião. Um lugar com clima calmo e descontraído, ótimo para dar uma descansada no meio da correria do mochilão e parada obrigatória para qualquer pessoas com um curso de mergulho afinal é um dos pontos de partida para o famoso Blue Hole, agora que tenho meu curso não descarto a possibilidade de voltar lá um dia. Os preços são semelhantes aos do Brasil, e digo de uma forma geral e não semelhante às cidades turísticas do Brasil, portanto para mim os preços estavam bem aceitáveis. Talvez sua simplicidade não agrade a todos mas se você é mochileiro e procura por luxo precisa rever algumas coisas. Antes dessa viagem eu nem sabia que Belize existia, hoje posso dizer que como destino turístico está mais do que recomendado. Desembarcamos no terminal, comemos algumas besteiras e olhamos algumas lojas de souvenir enquanto esperávamos as malas serem descarregadas. Depois da bagunça para recuperar as mochilas a missão era chegar até San Ignácio. Ali mesmo no terminal marítimo não era difícil perceber a facilidade para se conseguir transporte para Flores, Tikal, ou outros destinos na Guatemala portanto mesmo se você chegar lá sem saber nada, não se desespere. Como já havíamos perguntado em Caye Caulker, sabíamos que tínhamos que ir até o terminal rodoviário( o que faz bastante sentid, certo? ) então perguntamos aqui e ali e achamos um taxista que nos cobrou B$ 8,00 no total para nos levar até lá. Quando fomos entrar na van, o cara não conseguia abrir a porta. Depois de tentar um pouco sem sucesso ele teve que usar um alicate, aquilo foi meio estranho e como o carro não possuía nenhuma indicação já começamos a achar que estávamos sendo sequestrados ou coisa do tipo, paranóia normal de mochileiro que no final não se confirmou. Ufa! A breve volta que demos na cidade até o terminal me fez perceber que ela não parece interessante. Quando paramos em frente ao terminal rodoviário apenas confirmei o que pensava. O lugar era meio caótico com umas pessoas meio suspeitas. Talvez tenha sido impressão minha mas é o tipo de lugar que você não iria querer andar sozinho à noite. Com uma rápida olhada ao redor vimos que não havia motivo algum para que nós não saíssemos dali logo. Fomos até a bilheteria, perguntamos pelo transporte para San Ignácio, custava B$8,00 e durava três horas e meia. Como iria sair em poucos minutos e nós queríamos sair dali, fomos nesse mesmo. Até tinha um outro um pouco mais barato mas que demorava seis horas para chegar, não compensava. Quando o ônibus encostou para o embarque, o Salulo ainda perguntou para o tiozinho "não tem um melhor?" no que ele respondeu "esse é o melhor". Foi a primeira e única vez na viagem que andamos de chicken bus e isso somente porque mudamos nossa viagem para ir até San Ignácio que é uma cidadezinha na fronteira. Você pode ler muitos relatos por aí com experiências engraçadas, cansativas e até desastrosas nesses ônibus mas saiba que se você viajar pelas principais cidades da América central, o chicken bus será uma opção provavelmente mais barata mas não necessariamente a regra. Viajar pela América Central não é tão complicado quanto se pensa. Nosso chicken bus, que nada mais era do que aqueles ônibus escolares amarelos americanos, se mostrou bastante desconfortável e as três horas e meia de viagem não foram lá muito agradáveis mas como foi nossa única viagem assim tentei entrar no clima e curtir. Ali naquelas estradas de terra e campos é que as coisas ficaram mesmo com "cara" de América Central, até então Caye Caulker era bem arrumadinha. Chegamos em San Ignácio que logo de cara não empolgou, era uma típica cidade pequena com uma pracinha central onde toda a "emoção" acontecia. Como havia recebido uma mensagem das meninas dizendo que elas estavam num hospedagem chamada "bellas" saímos à procura. tentei num local de informações turísticas e nada, perguntei aqui e ali e nada, sentamos então para comer um lanche e pensar no que fazer. Logo que sentamos num quiosque falei pro Saulo que tinham uns caras na outra mesa olhando pra nós, já fiquei meio apreensivo, de repente um cara enorme levanta e vem em nossa direção com cara de mau. Mal deu tenpo de pensar alguma coisa e o cara pergunta "o que vocês vão querer?" Porra era o garçom . Mais aliviados pedimos uns sanduíches e refrigerantes enquanto tentávamos falar com as meninas. Quando os lanches chegaram vi que lá eles tem uma Fanta de frutas vermelhas que mais lembra uma mistura de pasta de dente com detergente, parecia o tipo de receita que deu errado e eles precisavam desovar em algum país. Parece que Belize foi escolhido . Depois de comer chegou um cara puxando conversa. Brasil blá blá, Copa do Mundo blá blá e depois de alguns minutos descobrimos qual era a real intenção, ele viu nossas mochilas e queria nos oferecer uma hospedagem. Desconversamos falando que estávamos tentando achar nossas amigas (obviamente ele nãao conhecia o Bellas) mas ele disse que ficaria por perto. Depois de algum tempo sem conseguir falar com elas resolvemos aceitar ir para o hotel dele. Andando por algumas ruazinhas, menos de 10 minutos depois chegamos ao hotel Acropole onde um tiozão nos atendeu e além de falar sobre o hotel tentou nos vender alguns passeios. Há algumas coisas para se fazer por lá, nada na cidade em si mas sim nos arredores, cachoeiras, caminhadas etc, nada de tirar o fôlego. Vi também um passeio de uma gruta com uns ossos meio malucos, me pareceu uma típica armadilha para turistas. Eu só queria passar a noite e ir embora. Já no quarto usamos a internet e conseguimos falar com as canadenses e explicar o ocorrido, combinamos então de nos encontrarmos na praça para tomar algo e passar o tempo. Nos arrumamos e fomos. Depois de colocar a conversa em dia e tentar entender onde ficava o hotel delas paramos em um bar qualquer. Até havia uma rua com vários bares e lojinhas mas nada que faça alguém ir para essa cidade por isso. Bebemos, conversamos, demos uma volta, até que foi legal. Tinha visto que na frente da praça havia uma baladinha, seria uma maneira de aproveitar o fato de estar naquela cidade mas depois de pensar um pouco desisti de ir. à noite acabamos voltando para o hotel e dormimos cedo. Saulo também não estava muito empolgado com aquela cidade, queríamos mesmo era seguir em frente. Para melhorar tudo, nosso quarto ficava bem de frente para a rua e bem ao lado de uma salinha de convivência do hotel, ou seja, barulho não faltava. Minha dica é seguir direto de Belize City para Flores, esqueçam San Ignácio mesmo que o Lonely Planet jure que é uma boa opção. Xingando meio mundo torcemos pra noite passar rápido.
  18. DIA 15 Ressaca? acho que não. Antes de começar, vamos falar sobre um assunto importante, que todos nós sabemos que devemos levar em conta ao viajar: Problemas de saúde. Quando fiz meu primeiro mochilão na América do Sul, peguei uma virose do capiroto um dia antes da famosa trilha Salkantay e isso quase estragou minha viagem. Não é muito difiícil também ver relatos de outras pessoas que ficam doentes enquanto viajam ou que precisam de assistência médica de algum tipo, seja por causa de uma diarreia ou uma perna quebrada. Eu confesso que nunca fui muito de me preocupar com isso, nunca contratei seguro saúde, nunca andei por aí cheio de remédios, nunca tomei Herbalife, contrariando o bom senso. Depois da minha experiência no Peru você pode até imaginar que desta vez eu seria mais precavido, bem….não. Fiz tudo da mesma forma, ou seja, não fiz nada relacionado a problemas de saúde, sempre achando que no final tudo dá certo. Eu paguei meu preço, foi uma escolha minha mas você que talvez tenha um pouco mais de juízo do que eu, deve levar isso em consideração. Talvez pagar duzentos reais em um seguro saúde pode te poupar transtornos e salvar preciosos dias na sua viagem. Porém sempre há o outro lado, o da adrenalina, do tipo “estou morrendo num país estranho, e agora?”. Se preferir seguir esse caminho, saiba que é bem arriscado. Logo cedo acordei, mas como ainda estava meio tonto voltei a dormir, imaginei que fosse apenas por causa da ressaca da noite anterior. Algumas horas depois acordei novamente, dessa vez tentei levantar da cama. Dois ou três passos depois senti um tontura que fez o quarto parecer girar, voltei e deitei de novo. Só pensei: “eita ressaca da boa”. Tentei levantar mais algumas vezes mas sem sucesso aí comecei a perceber que havia alguma coisa de errado. Com a sensação de fraqueza acabei dormindo de novo. Nesse dia era o primeiro jogo do Brasil na Copa e embora eu não estivesse ligando para o mundial, combinamos de assistir o jogo no bar do The Split, lembro que uma hora o Saulo apareceu me chamando no quarto mas eu disse que não ia, não lembro se consegui explicar o motivo, eu estava muito zuado. Tentei diversas vezes levantar mas nunca conseguia chegar à porta do quarto sem precisar desesperadamente deitar de novo. Eu estava sozinho pois as meninas haviam ido para o Blue Hole de manhã e o Saulo como eu disse havia mudado de quarto, então ninguém presenciou o meu momento zumbi. O resultado foi que eu só consegui sair da cama às duas horas da tarde. Ainda não estava me sentindo bem mas pelo menos já conseguia andar então fui até o “Split” que estava bem cheio por causa da abertura do mundial. Encontrei o Saulo, pedimos uns nachos e ficamos lá assistindo o jogo. Nesse dia o Saulo cismou que a atendente do hostel, que também estava lá vendo o jogo, estava de olho em mim. Talvez ele estivesse certo, talvez errado, só sei que eu estava tão zuado que não tinha nem como pensar nisso. Mal sabia que isso ainda iria se repetir na viagem. Depois do jogo, enrolamos um pouco por lá na beira do mar com a Schoyler e um outro pessoal do hostel dela, até me aventurei a tomar uns drinks, contrariando o que qualquer mãe diria nesse momento . Depois de admirar Schoyler nadando........digo.... digo..... de curtir as belezas de Caye Caulker, no final da tarde eu acabei voltando pro hostel pois ainda não me sentia bem. Como já havia contado pro Saulo sobre o meu estado, larguei ele lá e voltei. No hostel, não dei a mínima para a falta de água no mundo e nem para o bom senso e me enfiei debaixo do chuveiro por, o que me pareceu, uma eternidade afinal o banho gelado naquele calor me fazia sentir melhor. De repente ouvi um grito no quarto “Don´t come out naked, you have company”. Eram as canadenses que haviam voltado do Blue Hole. Quando saí do banheiro, expliquei pra elas mais ou menos o que estava acontecendo, e como elas estudavam enfermagem me deram umas dicas, do tipo “coma coisas leves, beba bastante água, e blá blá”, nada incomum. No começo da noite, a coisa estava feia pra mim. Caye Caulker tem aquele clima de “praia”, ou seja, pessoas sem camisa, ou no máximo uma regata, descalças às vezes, etc. O que é bem normal pelo ambiente e também pelo calor que faz por lá. Pois lá estava eu às sete da noite no calor de 30 graus, vestindo uma blusa e andando como se estivesse morrendo enquanto ia ao mercado. Não preciso nem dizer que eu era o único diferente por onde passava . Queria comer algo mas não sabia o que. Depois de pensar bastante e dar meu dinheiro para a máfia chinesa do mercadinho que domina também Caye Caulker, voltei para o hostel munido de um Gatorade, uma barra de cereal, uma barra de chocolate e um pacote de Skittles. Por que diabos eu comprei isso? Não faço a menor ideia. Voltei pro hostel e fiquei lá deitado na cama aparentemente apenas esperando a morte vir me buscar. De repente entram as canadenses no quarto de novo. Quando Kerrie viu os doces na cama ela só gritou “SKITTLES, You bought skittles? If you don´t die, I´m gonna kill you”. Esse foi o momento mais engraçado do meu dia. Depois de conversar com elas mais um pouco e é claro ouvir mais algumas broncas, Kerrie e Sueme me disseram que eu estava com uma febre e das bem fortes. Como boas enfermeiras que elas um dia viriam a ser, me ofereceram alguns remédios que tinham nas suas malas ma seu com minha eterna teimosia, insisti que não gosto de tomar remédios e iria esperar pelo menos um dia para ver se tudo se resolvia sozinho. Deitado lá na cama meio moribundo ainda presenciei as duas desesperadas pois disseram que havia baratas no quarto. Entre um skittles e outro e dando risada de tudo aquilo, não dei a mínima pras baratas. A noite pra mim infelizmente não foi de bebedeira, bar, e tudo aquilo que esperamos nas viagens, e pra piorar tudo, por volta de dez da noite ouvi uma batida na porta do quarto e alguém me chamando do lado de fora. Era Schoyler. Meu amigo, juntei as forças que eu não tinha e provavelmente nunca vou ter, me coloquei de pé e fui até o corredor, mesmo morrendo. Durante o jogo à tarde eu havia contado para ela que estava mal e ela veio saber como eu estava, perguntar se precisava de algo e até ver se eu queria ou tinha condições de sair pois ela ia com o pessoal pra algum lugar. Aquele momento foi de muita tristeza nas profundezas do meu ser, recusar um convite daquela perfeição da natureza, que veio até o meu quarto me convidar pessoalmente!!! Sim eu queria morrer naquele momento e não somente pelo fato de ter recusado mas também pelo fato de eu estar tão, mas tão mal que eu não conseguia ficar em pé ao lado dela, tive que me sentar pois ficar em pé me dava tontura e vontade de vomitar. Pedindo mil desculpas disse que precisava deitar, e deitei, e ela se foi…..
  19. Dia 14 Na note anterior eu acabei dormindo cedo, provavelmente por causa do rum punch, só me lembro de ver as canadenses entrando no quarto de madrugada e rindo da minha posição completamente torta na cama. O resultado foi que acabei acordando cedo também. Às cinco da manhã já estava de pé, as meninas dormindo e o Saulo no outro quarto, resolvi dar um passeio pela ilha. Aquele lugar vazio passava ainda mais a impressão que o mundo resolveu tira uma folga. Sentei no pier que fica em frente à rua do hostel e fiquei curtindo o sol nascer com um cachorro que também não demonstrava estar preocupado com muita coisa. Com o dia já claro caminhei até onde fica o The Split, dessa vez um outro cachorro resolveu me acompanhar sem se preocupar com a garoa que começou a cair. Na volta o único sinal de movimento na ilha era alguns cocos caindo do coqueiro bem perto de mim. Imagine a manchete: “brasileiro morre atingido por coco em Belize”, seria cômico se não fosse trágico. Apanhei dois cocos para mim e voltei para o hostel. Já eram sete da manhã e quando cheguei encontrei Kerrie que havia acabado de levantar e estava saindo para uma caminhada. Como não havia nada para fazer e resolvi ir com ela. Eu, mais baixo que ela, sofria pra acompanhar as passadas mas andamos bastante, até por um lado menos turístico da ilha, não que seja um trajeto longo pois até chegamos juntos à conclusão que não há necessidade nem de alugar bicicleta por lá. Nesse dia tive minha “primeira vez” e tudo por culpa da kerrie. Calma, não é nada do que você está pensando. Andando por lá vimos que há um Starbucks na rua principal e como ela é viciada queria ir lá. Ficou ainda mais animada depois de saber que eu nunca tinha ido a um Starbucks mesmo havendo um em cada esquina deste país. O fato de às sete e meia da manhã o único estabelecimento aberto numa pequena ilha de Belize ser um Starbucks só mostra como eles são um praga mesmo. Após essa reflexão matinal e um Frapuccino de caramelo me tornei mais um fã do café gelado. A diferença do starbucks aqui é que você tem a opção de escolher os mesmos preparos do starbucks porém feitos com itens locais por um preço um pouco mais barato. Ficamos batendo papo no Starbucks enquanto os habitantes da ilha começavam a dar sinal de vida, nisso sentou ao nosso lado a senhora que havia nos indicado o hostel Dirty Mcnasty quando estávamos chegando em Caye Caulker. Ela me reconheceu e logo puxamos assunto. Era uma professora americana que meio que largou a vida que tinha e havia décadas morava em Belize. Ainda ensinava à distância e uma vez ou outra ia até a universidade nos EUA. Juro que invejei ela. Entre uma conversa e outra, e após contar um pouco de suas viagens pelo mundo ela deu um conselho que achei interessante: “você deve conhecer tantos países quanto sua idade em número” Não me esqueci daquilo e hoje tento equiparar os números. Enquanto conversávamos com ela, surgiram as duas israelenses da primeira noite, aquelas que não apareceram para jantar. Elas vieram conversar e eu sem demonstrar muita empolgação continuei conversando com a Kerrie e a outra senhora. Elas começaram a dizer que iam para a Guatemala na sequência e pediram algumas dicas com transporte. A moça que mora em Belize começou a ajudar elas e enquanto isso eu e a Kerrie simplesmente viramos as costas e fomos embora. Me despedi apenas da senhora simpática e não me senti mal por isso. Voltamos para o hostel e como na noite anterior havíamos contado para as canadenses sobre nossa experiência com os tubarões e o passeio em geral, convencemos elas a também fecharem o passeio com o Benedit. Nisso Saulo já havia aparecido e se juntado a nós. A coisa ficou meio tensa pra nós quando, após as meninas fecharem o passeio, Benedit nos disse que hoje o barco sairia transbordando mulher, ao contrário de quando fomos, em que havia mais 3 australianos e um casal. Ficou aquela sensação de “e agora o que fazemos?” mas dissemos para o Benedit que não iríamos. Pouco tempo antes das 10:30 quando eles sairiam, Benedt vendo as lágrimas que quase caiam dos nossos olhos ao ver as gringas do passeio nos chamou de canto e disse: “You motherfuckers, I have six girls on this boat and no men, I know what you came here for. You know what, I´ll do it for thirty bucks for each of you, no no, I do it for twenty, come on.” Cara, confesso que poucas vezes na minha vida recebi propostas tão tentadoras. Eu e o Saulo nos olhamos com aquela cara de “nós sabemos que temos que ir, é o que manda o manual”. Só que depois depe nsar um pouco nós contrariamos todas as forças que regem o universo e decidimos não ir. Nós dissemos que não caçaríamos mais mulher na viagem e resolvemos manter nossa ideia. Me orgulho e ao mesmo tempo me odeio até hoje por isso. Nas nossas conversas com as canadenses descobrimos que depois de Belize, nosso roteiro seria parecido por um tempo, com exceção do dia que sairíamos de Caye Caulker. Nossa ideia era ir embora na manhã seguinte mas as meninas ficariam um dia a mais pois queria fazer snorkeling no Blue Hole. Ficamos um bom tempo discutindo pra ver se compensava ficar mais e irmos juntos ou encontrá-las depois na viagem. Acabamos por decidir estender nosso período em Caye Caulker, não por interesse nelas mas por que elas eram gente boa mesmo. Enquanto o pessoal saiu pro passeio ficamos esperando o sol baixar, tomamos a água do nosso coco quase assassino e nisso pensamos na possibilidade de fazer um snorkeling noturno com uma agência lá, o valor era de U$ 45,00 mas acabamos desistindo. Saulo ainda estava pensando em fazer o Snorkeling no Blue Hole com as canadenses, eu não estava muito afim. Pra quem não sabe, Belize é considerado um dos melhores lugares no mundo para mergulho exatamente por causa do Blue Hole. Alguns podem até pensar ser um desperdício ir pra lá e não aproveitar a oportunidade só que eu não queria até aquele lugar incrível fazer snorkeling, posso estar enganado mas não me pareceu valer o preço do passeio, que é de U$ 140,00 se for pra ir lá prefiro que seja para fazer mergulho mas ai envolve ter o curso, o que já fica um pouco mais caro. Na verdade pra mim mais alguns dias de sol, The Split, bebida barata, reggaeton e gringas ao redor não fariam mal algum, era tudo o que eu precisava. Atrás do hostel há essa canoa de uso liberado e gratuito para os hóspedes, nem precisa pedir, só chegar e usar se estiver disponível. , então à tarde fomos dar um passeio por conta própria. Mais tarde fui mais uma vez para o The Split com o Saulo e ficamos por lá mais um bom tempo fazendo o que há de melhor para fazer em Caye caulker: NADA. E acreditem, é muito bom. No final da tarde quando voltamos pro hostel, Smooth ainda nos chamou pra subir no topo do prédio novo que estava sendo construido e ficamos lá vendo o pôr do sol. Continuando o que começou no The Split, fomos para o bar do hostel que aos poucos foi enchendo. Essa noite acho que foi a mais animada e mais cheia, chegaram um gringos novos e a álcool só ajudava na sociabilidade. Lá pelas tantas da noite eu e o Saulo nos vimos sentados conversando com duas gringas que estavam no hostel da frente mas vieram para o nosso bar, eram Aisha e Schuyler. Duas garotas super simpáticas que nos fizeram até nos separar do restante da galera, ficamos conversando por horas. E dá-lhe Rum Punch. Não sei como, não sei por que, mas em determinado momento o Smooth chamou a gente pra dar uma volta pela ilha. Mutcho loucos que estávamos, não recusamos e lá fomos Saulo, eu Smooth, Aisha e Schuyler. Nem sei onde se enfiaram as outras canadenses, acho que ficaram no bar. Não nego que àquela altura já estava babando na Schuyler que na opinião geral era a combinação perfeita de beleza, inteligência e simpatia. O fato de ela ter um namorado no Canadá só me fazia pensar que por onde ela passa o índice de depressão deve aumentar consideravelmente. Álcool na cabeça, erva à vontade pra quem queria, saímos alegres pelas ruas de Caye Caulker. Entre uma risada e outra, em uma rua escura, surge do nada um carrinho de golfe com um cara estilo traficante e uma garota de ascendência iraniana e suiça – uma mistura bela e exótica – e ambos gritando “house party, house party”. Quando eles pararam perto da gente, descobrimos que o cara era amigo do smooth, logo todos subimos no carrinho de golfe que ficou parecendo um pau-de-arara e seguimos para a tal house party. Estávamos naquele clima de “WTF is going on here?” mas animados com a possibilidade de uma festinha. Rodamos e uma hora paramos em frente a uma casa bem grande. O cara do carrinho desceu e foi falar com o anfitrião que descobrimos estar extremamente bêbado jogado na cama e a casa estava vazia. Decepcionados, rimos da “house party for one” e fomos embora mas agora querendo achar outro lugar pra ir. Smooth sugeriu o I and I Reggae Bar e lá fomos nós novamente. Esse bar é bem bacana, com entrada gratuita e bebidas a preços muito mais justos que no Brasil, e o fato de o Saulo entrar sem camisa não foi um problema. Nada em Caye Caulker parece um problema. Ficamos lá um bom tempo e eu que já estava sem saber onde era o norte nem o sul, só ficava babando na Schuyler mas sem xavecar, Pqp o que era aquilo. Esse bar faz você se sentir nos clubs barra pesada do Bronx pela galera que está lá mas garanto que é só impressão. O lugar é legal e vale muito a visita. O único problema de lá nos percebemos quando vimos que o lugar fecha às três ou quatro da manhã, não tenho certeza mas de qualquer forma era muito cedo pra gente. Sem muita opção tivemos que voltar pra “casa”. Tentamos achar algo para comer mas sem nenhum sucesso. Cambaleamos, rimos, curtimos………… dormimos.
  20. Dia 13 Nadando com tubarões Ao contrário dos outros dias entediantes da minha vida, quando estou viajando costumo acordar cedo, provavelmente por causa da empolgação por sair daquela rotina trabalho-casa-trabalho. Dessa vez não foi diferente e logo cedo lá estava eu dando uma volta pela ilha com tudo ainda mais parado do que o normal, apenas os cachorros pelas ruas mostravam algum sinal de vida no lugar. Aproveitei que aos poucos os lugares foram abrindo e dei uma olhada nos preços do passeio até o shark and ray alley que é onde você pode nadar com os tubarões. Como fiquei sabendo durante a minha rápida pesquisa de preço, Caye caulker tem diversos outros passeios mas como esse era o que eu já tinha visto antes da viagem resolvi ficar com ele mesmo. Talvez o mais famoso lugar para se contratar passeios em Caye seja o Raggamuffin que não é nada difícil de achar. Passei lá e perguntei o preço, U$ 65,00, passei em outros lugares, peguei outros panfletos e o preço variava pouco. Vou deixar um panfleto que peguei de uma agência, assim dá pra ter uma noção das opções e média de preços da ilha. No caminho de volta para o hostel ainda vi as duas israelenses indo embora. Acho que foi a primeira vez em minhas viagens em que não fiz questão nenhuma de me despedir de alguém que conheci no caminho. No hostel fique enrolando um pouco e uma hora no corredor cruzei com Benedit, o mesmo cara que no dia anterior havia gritado do outro prédio "Hey baby i got something for you". Acabei descobrindo que ele é realmente um palhaço e além disso, é quem cuida dos passeios do hostel, seu jeito brincalhão é claramente uma maneira de atrair os hóspedes, e o cara consegue. Como ninguém planeja o orçamento de um mochilão pensando em pessoas engraçadas, no nosso caso queríamos preço baixo e foi aí que o cara conseguiu me convencer pois o passeio com ele custaria U$ 40,00 por pessoa. Fui então levar o Benedit para conversar com o Saulo e explicar pra ele sobre o passeio pra ver se ele toparia também. De manhã quando eu havia saído, Saulo disse que ia mudar de quarto pois o nosso estava muito quente. Embora fosse verdade eu resolvi ficar no mesmo. Perguntei na recepção qual era o quarto do Saulo e descobri que era o do lado, acordamos ele que ainda estava em seu sono de beleza com creme facial e pepino nos olhos. Benedit já foi logo pulando na cama, chamando o Saulo de Baby e Son of a gun enquanto eu explicava pra ele que o Benedit cuidava dos passeios do hostel e que não se tratava de uma tentativa de estupro matinal. Benedit explicou que o passeio dura das 10:00 às 14:00 e que envolve também algumas paradas em pontos estratégicos para podermos pescar tanto com linha quanto com arpão. Aliás estaríamos pescando nosso próprio jantar pois à noite os peixes pescados seriam preparados na cozinha do hostel. Depois de muitas gracinhas por parte do Benedit, topamos o passeio. Faltando pouco tempo pra sair, fomos na recepção perguntar alguma coisa e conhecemos duas canadenses que estavam fazendo o check-in, eram Sueme e Kerrie, que aliás fiquei sabendo que iriam para o meu quarto. Dei risada mentalmente do Saulo por ter mudado de quarto . Convidamos as duas para irem conosco ao passeio mas como estava em cima da hora e elas estavam chegando de não sei onde, resolveram não ir. Nos juntamos no bar do hostel onde Benedit fez as apresentações entre os participantes do passeio, com ênfase em uma francesa espetacularmente sensacional que mesmo acompanhada do namorado não escapou das palhaçadas do nosso amigo que mais era uma mistura de anfitrião com bobo da corte. Quando vimos o namorado da francesa, logo imaginamos: "esse cara deve ser rico", posteriormente na viagem descobrimos que realmente era . Conhecemos também nosso guia no passeio, Ninja, um cara bem excêntrico que poderia trabalhar muito bem como dublê do esqueleto, inimigo do He-man. Fomos para a parte de traz do hostel onde há um pequeno acesso à água e nosso barco estava esperando. Benedit ainda fez umas graças dizendo que ali havia um crocodilo e que devíamos tomar cuidado. Deve ser mais uma brincadeira pelo fato de o hostel estar localizado na Crocodile street. Aliás pelo nome da rua você já pode perceber que deve deixar o espanhol de lado pois em Caye Caulker o predominante é o inglês. Entre eles, os moradores geralmente conversam em crioulo que é uma mistureba de inglês com um monte de coisas. Subimos no nosso pequeno barco, junto com Ninja, outros três australianos, o francês e sua golddigger. O calor era forte e como o passeio é em barco aberto e dura 4 horas no período de sol mais forte do dia, protetor solar é imprescindível, a não ser que você queira ficar como as lagostas que atraem os turistas para o festival anual de Belize. Depois de rodar bastante, Ninja parou o barco no meio do nada e disse que ficaríamos ali, mas não se engane, era um "nada" com águas cristalinas e bastante vida marinha. Ninja que não era de muitas palavras simplesmente distribuiu algumas linhas com anzol para o pessoal pescar. Quanto aos arpões que se encontravam no barco, todas as suas recomendações de segurança e suas explicações sobre como armar e utilizá-los se resumiram em: "you can use it". . Ele é definitivamente uma pessoa que não faria parte de nenhuma CIPA se trabalhasse em alguma empresa brasileira. Tudo bem, o Caribe já não era mais novidade mas ali foi a primeira vez que pudemos nadar despreocupados com relação ao tempo, em alto mar e o que é melhor sem absolutamente mais ninguém por perto exceto nossos colegas do passeio. Eu não sou muito fã de pescaria, tudo bem que nesse dia era até justificável pois estávamos pescando nosso jantar e não por esporte mas ainda assim não curto muito, brinquei um pouco com o arpão, que por sinal era um c* para armar mas fiquei mais nadando pra lá e pra cá mesmo curtindo o lugar. Depois de muito tempo por lá, voltamos para o barco e comemos o que acho que foi o abacaxi mais gostoso da minha vida, que o ninja ficou descascando enquanto estávamos na água. Rodamos mais um pouco de barco e agora finalmente paramos no Shark and ray alley. É impressionante, você olha ao redor do barco e tem várias arraias e tubarões, tudo bem que são pequenos mas ainda assim são tubarões. Ninja jogou um pedaço de peixe pra eles e eles entraram numa disputa frenética pelo bicho, o que só faz você pensar: "se eles comem carne de peixe, por que diabos eu vou entrar nessa bosta junto com eles?" . Apesar de tudo ninja disse que era seguro entrar e lá fomos nós. Quando entrei na água descobri uma burrada épica minha. Havia esquecido de carregar completamente a Gopro antes de sair a acabei com o restante da bateria na parte da pescaria, ou seja nada de vídeos e fotos dos tubarões . Apenas um bem rápido que eu consegui usar no vídeo da viagem mas ali a bateria morreu. A solução foi apelar para os franceses que estavam com uma máquina à prova d´agua, pedimos emprestada para tirarmos umas fotos nossas mas na horas de pegar as fotos depois quem disse que ele nos mandou todas as nossas? Enfim, se você tivesse feito esse passeio 10 anos atrás dificilmente teria uma foto subaquática tão facilmente quanto hoje, então por que se preocupar tanto com isso? A experiência vale muito mais e acreditem, o passeio vale a pena, os tubarões são dóceis sendo possível tocar neles. Às vezes eles roçam nas suas pernas como cachorros brincando, e o lugar onde eles ficam é bem raso e com a água cristalina tornando o passeio indicado até para os mais medrosos. Chegou a hora de ir embora, afinal não podíamos ficar lá o dia inteiro vendo a francesa de biquíni .........digo digo.........aproveitando o passeio. Encaramos a longa jornada de volta e no fim ainda ouvimos uma história curiosa sobre uma caverna subterrânea onde um mergulhador havia morrido tempos atrás. Ao chegar no hostel combinamos de nos encontrarmos às 17:30 para comer a refeição preparada com nossos peixes, e cada um seguiu seu caminho. Depois vim a descobrir que quando chegamos perdi o boné que havia comprado em Playa del Carmen, só burrada pois já havia perdido minha mascara e snorkel em Akumal, tomei um bom prejuízo nessa viagem. Depois de um banho e uma rápida conversa com as canadenses que estavam no quarto, resolvemos ir juntos para um bar localizado numa área de Caye Caulker chamada de "The Split". O lugar foi o que mais curti em Caye os motivos para isso são bem simples. Caye Caulker é um lugar onde tudo é calmo, o ritmo é lento e as pessoas são animadas, e o bar no The Split parece ser a confirmação disso tudo. Um lugar à beira de um mar sem ondas com reggaeton tocando sem parar, cheio de gente e com bebidas baratas. Quaisquer que sejam os problemas da sua vida você não vai lembrar deles no Split. Com double drinks a cinco dólares belizenhos (praticamente 5 reais) ficamos o todo o final da tarde ali onde pudemos conhecer melhor as canadenses que se mostraram muito gente boa e que ainda não sabíamos mas viriam a se juntar conosco em parte da viagem. Pouco antes do pôr do sol voltamos para o hostel pois era hora da comida, chamamos Sueme e Kerrie para participar pois o jantar era aberto a outros participantes também mediante a um pagamento que se não me engano era de B$ 10,00. Como atrasou um pouco ficamos enrolando no bar. Embora não tenha saído no horário a comida valeu a pena, tinha muito. Somando isso à simpatia do Benedit e o preço que realmente é o mais barato que achei, aconselho fechar esse passeio com o ele mesmo que não fique hospedado no Dirty Mcnasty, basta procurá-lo na recepção. Depois do jantar continuamos todos lá no bar e conforme a noite foi seguindo mais gente ia aparecendo. Entre copos e mais copos de rum punch, conversas animadas, uma bebida de ervas do Smooth, uma maconha ocasional que teimava em passar pra lá e pra cá, nos perdemos em mais uma noite em Caye Caulker. Viemos para ficar dois dias mas algo dizia que não seria bem assim.
  21. Dia 12 You better Belize it Era cedo e já estávamos de pé, eu pelo menos não via a hora de sair daquela cidade e partir para Belize que era um dos lugares onde mais queria ir, e que mais tarde acabou sendo um dos lugares onde mais gostei no mochilão. Tomamos o café que já estava incluído na diária e que por sinal era bom. Não vou negar, se esse hostel estivesse localizado em outra cidade eu diria que é é muito bom mas nesse caso, não vale a pena ficar em Chetumal por causa dele. Conversamos rapidamente com a moça do hostel, colhemos mais algumas informações sobre as possibilidades de como ir para Belize e resolvemos dar uma explorada na cidade. Descobrimos que em frente ao mercado novo saem algumas vans que fazem o transporte até Belize City, como já sabíamos do transporte por barco fomos até lá para comparar as possibilidades. Esse tal mercado não fica muito longe do hostel, cerca de 20 minutos na caminhada. Rodamos pelo mercado, que de novo só tem o nome, e depois de perguntar aqui e ali descobrimos que as vans que saem para Belize ainda não estavam lá pois era cedo. Tentamos ainda trocar dólares no banco Azteca em frente ao mercado mas sem sucesso pois estávamos sem o passaporte. Depois de mais uma série de perguntas por ali descobrimos duas coisas úteis: o cara do boteco em frente ao mercado troca dólares a uma taxa melhor que o banco , e segundo um taxista você pode seguir até um aeroporto não muito longe dali e seguir para Belize de avião a um preço um pouco mais caro que de barco. De acordo com o taxista, que poderia muito bem trabalhar nas casas Bahia como vendedor, aquele era o melhor método de ir a Belize e o mais utilizado pelos turistas, mas como de bobo eu só tenho a cara e o jeito de andar, passei a oferta. Depois de toda essa exploração matinal, voltamos à primeira opção e ficamos com o barco mesmo então voltamos ao terminal rodoviário e compramos nossas passagens por $650,00 cada um para às 3:00 pm. Lá descobrimos que há um barco direto para Caye Caulker que sai às 7:00 da manhã e é mais barato ($585) mas perdemos ele por não saber antes. Tivemos que esperar até as três porque compramos direto para Caye Caulker, se fôssemos para Belize City a frequência é maior mas ai teríamos que pegar um outro barco até Caye Caulker, preferimos fazer tudo de uma vez só. Com a passagem em mão voltamos para o hostel e ficamos enrolando até dar o horário. Às 13:30 pegamos um táxi na rua do hostel e seguimos para o píer, a corrida custou $50 e durou menos de 10 min. Saímos cedo pois ainda há a migração então é bom chegar cedo. Fomos então direto para o atendimento da empresa de transporte e lá descobrimos que além da passagem ainda tínhamos que pagar U$ 10,00 de docking fee e mais U$ 27,00 de migration fee, alguém nos avisou com antecedência? Lógico que não. Pagamos a taxa de embarque, preenchemos formulários, entregamos as bagagens e como o escritório da migracão só abriria depois de algum tempo, fomos comer algo e depois ficamos enrolando em frente ao terminal marítimo. Pode até ser que a minha imagem a respeito da cidade tenha sido equivocada mas aquele terminal marítimo marcou a minha impressão sobre o lugar. A água ali tem cheiro e cor de esgoto. Ficar sentado no muro em frente a água seria até um bom passatempo enquanto esperávamos o escritório abrir, seria em outro lugar, não ali. Uma pequena fila foi se formando com os outros passageiros que também seguiriam para Belize o que no ajudou a passar o tempo pois pudemos ficar observando e é claro fazer comentários válidos sobre as "belezas naturais" que ali se encontravam. Finalmente o escritório abriu e aos poucos um a um ia passando pela minuciosa inspeção migratória que basicamente consistia em pagar a taxa, entregar o passaporte e responder algumas perguntas do tipo "E o Brasil vai ganhar a copa?". Pagamos a taxa migratória, acertamos nossos relógios para o horário de Belize e saímos. Até ficamos meio apreensivos pois ele nos deu o troco em dólares belizenhos e achamos que podia ter nos passado a perna, mais tarde descobrimos que não passaram. Quando todos terminaram, fomos para o barco. Além daquela dica sobre dormir em Tulum e não em Chetumal, deixo mais algumas sobre o lugar. Se tiver que dormir por lá, saia no barco das 7:00am para Caye Caulker, e não compre na rodoviária sua passagem, vá direto ao píer. Quando chegamos no dia anterior na rodoviária o balcão de venda estava fechado, se tivéssemos ido direto ao píer saberíamos desse barco logo cedo, fora que talvez haja outras opções. De volta ao nosso barco, encaramos as duas horas de viagem até San Pedro em Belize. Você deve fazer uma escala lá para os trâmites imigratórios e trocar de barco para ir a caye Caulker. Depois da inspeção de bagagem e carimbo no passaporte ficamos esperando cerca de 30 minutos até o outro barco. Há uma sala de espera para os passageiros mas resolvi entrar no clima local e como fazer isso? Comprando uma cerveja local.] Logo de cara já deu pra perceber como Belize é um lugar simples, tudo bem que estávamos em San Pedro que não era nosso destino final mas ainda assim já deu pra sentir o clima. Em frente à sala de espera havia algumas casas bem simples e eu estava lá tomando minha Belikin (ainda não gosto de cerveja mas no mochilão não tem outra saída) e veio um cara dessa casa puxar papo comigo, não lembro o nome dele mas era algum nome do tipo rapper vida loka, enfim embora simpático o cara queria me convencer a comprar maconha dele porque a de lá era melhor que a de Caye e blá blá e mais blá blá. Eu não curto maconha mas se você curtir vai se achar no paraíso em Belize. Maconha te persegue por lá, se você jogar uma moeda para cima as opções são: cara, coroa ou maconha. Várias pessoas em um local pequeno então logo uns começaram a conversar, até aproveitamos para pegar algumas dicas com uma senhora canadense que morava em Belize havia anos, ela nos sugeriu o hostel Dirty Mcnasty em caye Caulker. Já havia mais coisa acontecendo e tudo parecia estar voltando aos eixos, sair de Chetumal fez o mochilão voltar a parecer com um mochilão. Nosso barco chegou e partimos. No caminho conhecemos duas israelenses, Chen e uma outra com nome estranho que não lembro. Tudo parece mais legal com mulheres em volta, não? Mesmo que você não esteja xavecando elas. Mal sabíamos que estávamos na verdade prestes a desenvolver um ódio por Israel, na verdade não por Israel mas pelas israelenses em geral. Chegando em Caye Caulker fomos logo abordados por um senhor que tem como função indicar algum hostel para os turistas recém chegados, aquela velha história. Depois de ouvi-lo falar um pouco sobre a ilha e suas opções comentamos que ovimos falar sobre o Dirty Mcnasty e ele disse que realmente era bom e blá blá e que nos levaria até lá. As duas israelenses frescas não queriam hostel mas sim algo mais privado. Como bons samaritanos que somose preocupados apenas com seu conforto convencemos elas a ir até lá afinal eles também tinham quartos privados, se elas não gostassem o tiozinho as levaria a algum outro lugar. Lá fomos nós na caminhada, destino: Dirty Mcnasty hostel, Crocodile street. No caminho o tiozinho já falou sobre onde ir, onde comer e etc. A aparência geral de Caye Caulker é de um lugar simples mas simples não significa necessariamente ruim, eu gostei muito daquele lugar e acho que todo mochileiro deveria ir para lá ao menos uma vez na vida. Pra mim era algo como uma San Pedro de Atacama da América Central. Chegamos no hostel, vimos uma galera no telhado do prédio, vi outras delicinhas aqui e ali e na recepção nos disseram que havia rum punch liberado para os hóspedes. Nem sabia o preço do quarto ainda mas tudo que eu precisava já estava ali, olhei pro Saulo com aquela cara de "vamos ficar" . No fim o quarto custava U$ 17,00 por noite sem ar condicionado com 6 camas. Ali mesmo já conheci Smooth, um maluco super gente boa que nem me cumprimentou mas logo de cara já havia perguntado por que eu era tão baixinho. O cara é uma figura. Lá do outro lado do prédio tinha um outro cara gritando pra mim "Come here baby, I got something for you". Só pensei "que porra de lugar é esse?". Mas não é esse o tipo de coisa que queremos pensar quando viajamos? Estava curtindo as palhaçadas. Ainda fomos acompanhar as israelenses pra ver se elas iam ficar lá mas elas acabaram desistindo e o tiozinho disse que ia levar elas para China Town. Trocamos contatos e como todos bons mochileiros que se conhecem em um lugar novo e vão com a cara uns dos outros, combinamos de nos encontrar mais tarde para comer e explorar o local, e aqui eu confesso, não estava rolando xaveco nenhum, depois não sei mas ali não era. Combinamos de nos encontrarmos as 21:00 para ir comer num lugar indicado pelo tiozinho. Fomos para o quarto com aquele sorriso no rosto e aqui eu quero que vocês parem, respirem fundo e encarnem o Sorrentino por um breve momento. Logo que abri a porta do quarto tinham mais duas israelenses em micro shorts deitadas de bruços. Conseguem imaginar minha emoção? creio que sim. Foi um dos poucos momentos em minha vida que pensei "deus existe". Papo vai, papo vem, as meninas eram simpáticas e àquela altura nós também éramos super simpáticos . Contamos para elas que íamos encontrar as outras duas para comer algo e chamamos elas também, melhor sobrar do que faltar certo? Fomos para um lugar ali perto onde havíamos combinado, eram 20:45 e como o combinado era 21:00 ficamos esperando, tomamos uns drinks coloridos (dois por B$ 5), conversamos, o bar tinha uns balanços no balcão, estava bem legal. Deu nove horas, nove e quinze, nove e meia, quarenta e nada. Todo ser humano do sexo masculino sabe que mulheres acham que horário marcado serve apenas como algo sem importância que não deve ser cumprido, está em seu DNA mas àquela altura já estávamos de saco cheio então mandamos elas mentalmente para os quintos do mar morto e fomos comer em outro lugar. Até cheguei a pensar que algo podia ter acontecido, dei o benefício da dúvida mas mesmo assim fomos embora. Acabamos em outro lugar, comemos bastante e por um preço justo. Talvez olhando para o lugar você não o veja como um exemplo de limpeza e suntuosidade mas como eu disse, Belize é um lugar simples, se você conseguir entrar no clima do local vai curtir e muito. Voltamos para o hostel com as duas e por lá ficamos sabendo que a galera que estava no hostel se reuniria no bar no andar de cima. Eu confesso que sou uma pessoa que se contenta com pouco. Um bar e gringas e eu não preciso de mais nada então é lógico que subi. Chamamos as duas para irem também mas elas disseram que iam tomar banho ou fazer sei lá o que e depois nos encontrariam no bar (talvez dar uma barrigada, sei lá ). Como eu disse antes não estávamos xavecando elas, de verdade então nem nos preocupamos muito de elas irem depois, nós convidamos, elas disseram que iam, estava tudo dentro dos conformes, o resto só o tempo diria. No corredor ainda mandei msg pra Chen que havia nos dado um perdido, perguntei o que aconteceu, por que elas não tinham aparecido e ela desconversou e nem respondeu, não sei se considero uma falta de educação, de consideração ou puro estrelismo mesmo. Mulheres, ninguém vai morrer se vocês disserem "não", é muito mais educado do que dar perdido. Ficou aquela sensação no ar de "última bolacha no pacote" mas sinceramente de trakinas o mundo está cheio. Subimos para o bar, encontramos Smooth novamente e descobri o que era o Rum Punch, um galão de 10 litros com uma mistura que parece suco e rum embora sua verdadeira composição não seja completamente conhecida por nenhuma civilização atual. Beba e aproveite. Cara, passou meia hora, uma, duas, sei lá quanto tempo e percebemos que as outras duas israelenses não subiam, voltamos ao quarto pra ver o porquê, perguntamos pra ela mas estava claro o ar de indiferença delas e nós simplesmente não conseguíamos entender o motivo. Chegamos à conclusão que as 4 conseguiram dar um fora em pessoas que não estavam xavecando elas. O que nos chamou mais a atenção foi a atitude exatamente igual das 4 em situações diferentes, ficamos indignados e com a ajuda do rum punch tivemos discussões filosóficas sobre as mulheres de Israel. Ficamos muito putos e inclusive concordamos que não queríamos mais papo com mulher nenhuma na viagem pra não correr o risco de estragar o clima de um lugar legal como havia acontecido na primeira noite em Caye. Voltamos para o bar e ficamos jogando conversa fora com o pessoal, nem sei que horas fui dormir mas não era cedo, culpa do rum punch. You better Belize it.
  22. Ow Ikaro, pra ser sincero eu não ouvi falar sobre esse sítio arqueológico não e também não peguei nenhuma informação sobre Chetumal. Lá só me pareceu um ponto de parada mesmo para quem vai para Belize, posso até estar enganado mas acho que em Chetumal não há nada de muito interessante mesmo.
  23. Dia 11 A baía das tartarugas e a dos burros Como era dia de ir até Akumal, acordamos cedo para não perder tempo. O café da manhã no Lobo Inn não segue um padrão e nesse dia fizeram para nós uma tortilla de banana com chocolate. Antes a ideia era ir até Akumal de van, no centro da cidade é bem fácil encontrar alguma que vá para lá pois como eu havia dito ela fica na mesma direção de Playa del Carmen, e não deve ser caro. Como alugamos a moto fomos com ela até lá. Apesar de a moto não ser das mais potentes no caminho percebi que ela provavelmente tinha um limitador de velocidade pois ela atingia no máximo cem quilômetros por hora mas tudo bem afinal não estávamos apostando corrida com ninguém . Vinte e cinco minutos depois chegamos em Akumal e foi aí que começou nossa série de burradas. A única coisa que sabíamos sobre o lugar é que dava pra nadar com tartarugas e arraias mas não sabíamos onde, como ou por quanto então logo na entrada da cidade, vilarejo ou seja lá que diabos é aquilo fomos perguntar numa banquinha que aparentemente vende serviços de guia e o escambau. O cara muito espertamente tentou nos cobrar $300,00 para nos levar até as tartarugas. Já sentimos cheiro de enganação no ar e recusamos a oferta. Um pouco mais pra frente perguntamos para uma outra pessoa que disse que tínhamos que seguir na estradinha adiante (a única depois de passar o portal da cidade) até achar um tal restaurante e a baía das tartarugas ficava logo ao lado, bom já era uma informação mais concreta e sem pedir nenhum dinheiro de volta, acreditamos e como estávamos de moto, seguimos. rodamos mais alguns quilômetros e o lugar se tornou um grande aglomerado de grandes casas e pequenos hotéis e nenhuma placa ou nada que indicasse o local das benditas tartarugas. De repente a estrada terminou, bem de frente para a praia, largamos então a moto e fomos andando pela praia na esperança de ali ser o local que procurávamos. Não vou negar o lugar é bem bonito e achamos que poderia ser ali mesmo. Enquanto caminhávamos pela praia, Saulo ia passando nos hotéis e perguntando se algum deles tinha locker para alugar, depois de perguntar em alguns, achamos Agustin, funcionário de um hotel que nos deixou guardar as coisas no escritório enquanto nadávamos um pouco. Ficamos 1 hora no mar e embora o lugar fosse legal não era o que procurávamos. Uma hora Saulo foi comprar algo pra beber se não me engano e perguntou para um outro cara onde diabos ficavam as tartarugas foi então que ele nos explicou e descobrimos a burrada. Na verdade a baía das tartarugas ficava láaááá perto da entrada da cidade mas nós passamos reto. Agora com pressa voltamos à recepção do hotel, pegamos nossas coisas, demos uma caixinha para Agustin e voltamos para onde estava a moto para fazer o caminho de volta. Era nosso último dia ali antes de seguir viagem e ainda queríamos ir em um outro cenote à tarde antes de partir para Chetumal então estávamos com pressa mas eu digo que se tivéssemos mais tempo teria até gostado de ir para esse lugar pois a praia é bonita e estava vazia. Subimos na moto e voltamos na esperança de agora parar no lugar certo. Nem chega a ser tão longe (de moto, claro), apenas alguns quilômetros e alguns minutos depois estávamos na entrada da cidade novamente. Como nos explicaram, logo após a entrada da cidade, depois do portal à direita há o Akumal Dive Shop e é por ali que tínhamos que entrar, nada mais é do que uma loja de mergulho mas por ali você consegue acessar a praia. Fomos até a loja, alugamos um locker e um colete salva-vidas (diziam que era obrigatório) por $90,00 por pessoa. O ponto importante aqui e que deve ser lembrado por todo mundo que for a Akumal é: não pague nada nem ninguém para nadar com as tartarugas, simplesmente cruze o dive shop e vá pra água, no máximo alugue um locker, snorkel etc mas não contrate guia nenhum. Em frente ao dive shop a praia já era bem mais movimentada mas também nada do tipo Rio de janeiro no ano novo, dava pra encarar numa boa. Entramos na água e sem nem demorar muito já passou uma tartaruga enorme do nosso lado. Elas ficam ali na beira da água mesmo nadando junto com você sem cercas, sem restrições sem nada, é muito legal. Só aconselho você a antes de ir para a água dar uma lida nos informativos sobre as tartarugas no dive shop e seguir algumas regras básicas do tipo "não toque nos animais", lembre-se eles estão em seu habitat natural e nós somos os invasores, embora estejam acostumados com os humanos, encostar neles pode assustá-los. Depois de um bom tempo por lá era hora de voltar, até dava vontade de ficar mais mas tínhamos que ir embora. Como já sabíamos que não daria tempo de ir ao outro cenote voltamos direto para o hostel mas caso você vá para lá fica a dica, é o cenote dos ojos, ouvimos dizer que é muito bom. Almoçamos, descansamos, arrumamos as mochilas, pagamos a conta, devolvemos a moto em frente ao Lobo Inn e às 14:30 pegamos uma van para o centro($20), também em frente ao Lobo Inn. Embora o hostel fique na rodovia e a primeira impressão seja que não é uma boa ideia ficar lá, ele é bem prático e eu sinceramente recomendo. No centro fomos direto ao terminal da ADO comprar as passagens para Chetumal, pagamos $238,00 e o ônibus sairia às 15:45 (lembre-se há outra opção bem cedo), demos uma enrolada, tomamos sorvete etc. A viagem até Chetumal dura três horas, é uma viagem rápida mas hoje eu não recomendo pegarem esse ônibus à tarde e logo explicarei o porquê. Chegamos na rodoviária de Chetumal e não conseguimos muita informação pois já estava quase tudo fechado até mesmo o balcão de informações, achamos apenas um banner com informações sobre horários para Belize City e Caye Caulker, de cara já vimos que teríamos que passar a noite por lá e sair somente no outro dia. Logo em frente ao terminal há um hotelzinho daqueles bem pulgueiro mesmo, fomos até lá perguntamos o preço, $75,00 por pessoa em quarto duplo mas não estávamos tão desesperados assim. Ao lado dele há um hotel um pouco melhor, já serve caso você tenha que passar a noite lá e não queria andar muito, é o Costa Azul e o quarto duplo custa $180,00 por pessoa. Perguntamos mais um pouco e descobrimos que havia um hostel não muito longe dali, e como ainda estava claro resolvemos procurar. Cerca de 15 minutos depois achamos o Paakal Hostel e o quarto custava $180,00 com café da manhã ou $150,00 sem. Era o primeiro dia de trabalho da funcionária e ela estava toda enrolada, foi descobrindo as coisas conforme íamos perguntando. Apesar de tudo o hostel é bom, na verdade é uma casa grande que foi adaptada e virou hostel. Nas redondezas não há nada para fazer, aliás não sei se há algo para fazer em Chetumal. Além de tudo o hostel estava vazio, só vimos uma gringa pra lá e pra cá mas sem muito papo. Se você for para Chetumal como nós, apenas a caminho de Belize compensa muito mais dormir uma noite a mais em Tulum, sair de lá no ônibus da manhã e chegar a tempo de pegar os transportes para Belize à tarde. Chetumal é sem graça, aparentemente não há nada de interessante, pelo menos ali por perto do terminal rodoviário e do hostel ao contrário de Tulum que tem algumas boas opções. O jeito foi ficar no hostel enrolando na internet e caçando informações dos próximos destinos até poder sair no outro dia pela manhã.
  24. Dia 10 Mais ruínas Nesse dia acordamos cedo, às 07:45 pois tínhamos planos para o dia todo. Antes de tudo tomamos café da manhã que já estava incluído e tinha leite, omelete, purê de batata, pão e café. Pegamos nossas bicicletas e fomos para as ruínas. Lá dentro do parque, prendemos nossas bicicletas em algum canto pois o lobo também dá a corrente e cadeado, e fomos para a bilheteria. O acesso à zona arqueológica custa $59,00 por pessoa e como era cedo não estava cheio. Até pensamos em pegar um guia mas como estávamos só os dois acabamos não contratando. Essas ruínas são de uma antiga cidade que funcionava como um posto comercial, o lugar é bonito mas tem uma aparência de tão restaurada que parece falso, tudo muito bem cuidado com gramas bonitas, caminhos traçados e faixas de isolamento. Não que eu ache que tudo deva ser uma grande bagunça mas aquilo me pareceu meio artificial. Ainda assim vale a visita pois a mistura de mar com ruínas torna o lugar bem bonito. O legal dessas ruínas em Tulum é que elas ficam bem de frente para o mar. Você tem a vista de cima do morro e ainda há um acesso para a praia. Em pouco mais de uma hora conseguimos rodar o lugar todo, sem pressa, imagino que se estiver com guia deve demorar mais. Como não havia mais o que fazer por ali, fomos embora. Aproveitamos que precisávamos de mais dólares e fomos de bicicleta até o centro procurar uma casa de câmbio. Não foi muito difícil, encontramos um banco e pelo menos mais duas casas de câmbio na avenida principal, o único problema é que a contação não estava tão boa. Pesquisamos um pouco e acabamos trocando um dólar por $12.20 mesmo. Lá no quartel general do Lobo, também chamado de hostel, a esposa dele havia me falado de um outro mercado grande ali perto, um Chedraui e como eu ainda estava buscando uma sunga, lá fomos nós mais uma vez de bicicleta. O mercado também é bem grande e depois de perguntar aqui e ali, explicar com um pouco de mímica o que é uma sunga eu consegui achar uma, bom na verdade não era exatamente o que eu esperava, pois o tecido era bem fino e não segurava nada, se é que você me entende, portanto saiba que se você precisar algum dia de uma sunga mexicana vai se sentir igual àquelas mulheres com calça legging extremamente justas que mais mostram do que escondem, uma propaganda ambulante, ou até pior que isso . Apelidei ela carinhosamente de "sunga sexy mexicana". De volta ao hostel pegamos mais alguma informações com a esposa do 00lobo e resolvemos ir até o Gran Cenote que fica a uns cerca de 6 km do hostel se não me engano, nada muito complicado, mais uma vez fomos de bicicleta. O Gran Cenote não é o único da região mas dizem que é um dos imperdíveis, deixamos então a tarde desse dia para ele e iríamos em outro no dia seguinte. Só se deve ficar espero indo de bicicleta pois o caminho é pela rodovia que embora não muito movimentada pode oferecer algum perigo. A entrada do cenote custa $120,00, até pensamos em deixar nossas coisas pelo chão mas seria um risco desnecessário pois o locker custava $30 e servia para os dois, alugamos um. Se você não tiver nada de valor e quiser deixar suas coisas pelo chão, é possível. Saulo ainda alugou um snorkel por $80,00. Esse cenote é muito legal, melhor que aquele que fomos em Chichen Itzá, o lugar é bonito, a água aqui é cristalina, você consegue ver peixes, tartarugas piranhas e outros bichos. É sem dúvida um lugar imperdível. Caso você queira ainda pode fazer mergulho com cilindro por lá mas não vi o preço, só que várias vezes vi uma galerinha mergulhando só que tão próxima da gente que eu pensava "eu consigo descer aí e ver o mesmo que vocês sem cilindro", até devem ter alguns lugares legais pra ir ali mais fundo mas de uma forma geral não achei muito empolgante mergulhar ali, só nadar mesmo. É um lugar para perder um bom tempo. Já eram umas 15:00 então voltamos para o hostel, comemos e descansamos um pouco sempre ao som de Like a virgin da Madonna. . Nas nossas voltas pela cidade havíamos visto quase em frente ao hostel um lugar que aluga motos e como queríamos ir para Akumal no dia seguinte pensamos nessa possibilidade pois Akumal fica um pouco para trás no caminho, sentido Playa del Carmen. Quando fomos para as ruínas de manhã passei lá e perguntei o preço, as mais comuns são aquelas estilo Biz que saem por U$20,00 por oito horas ou então U$ 30,00 por vinte e quatro horas. Saulo resolveu ir até lá para alugar a moto enquanto eu fiquei no hostel. Estava eu quietinho no hostel quando Saulo aparece com uma moto bem diferente de uma Biz, era uma Yamaha não sei qual modelo. Ela custou U$ 40,00 pelas vinte e quatro horas e como íamos até Akumal no dia seguinte compensou pois ela é mais confortável que uma Biz. O único problema é que eu pensava "vai dar merda a gente rodando de moto aqui sem habilitação, sem porra nenhuma", afinal queríamos ir para o centro à noite e bem no caminho há um posto da polícia com caras bem armados e fiscalização constante nos veículos passando, ou seja, tudo pra dar merda, certo? Mesmo na contramão do bom senso, à noite lá fomos nós dar um rolê de moto, sem documentação, sem passaporte pois ele havia ficado na locadora e com um capacete que não protegia mais do que um balde na cabeça. Próximo ao posto posto policial, todos têm que diminuir a velocidade e nós, com aquele capacete amarelo éramos bem chamativos, vou te contar que não passava uma agulha. . Para nossa alegria passamos reto. Antes de tudo passamos no terminal da ADO para checar os preços de horários para Chetumal que seria nosso próximo destino, na fronteira com Belize. Há um ônibus às 08:30 e outro às 15:45 o que era bom pois não queríamos sair cedo mas também não queríamos dormir mais uma noite em Tulum. Embora eu diga que não queríamos ficar mais em Tulum eu confesso que gostei muito de lá, sem dúvida é um lugar que não deve ser deixado de fora. A única coisa que achei ruim é que como o hostel estava vazio, quando ficávamos lá, dava uma impressão de "nada pra fazer" mas isso acho que foi apenas azar. talvez se ficássemos no outro hostel do centro, o Hikuri teria sido diferente. O centro de Tulum não é um grande exemplo de animação mas pelo menos por lá você encontra alguns bares, lugares pra comer ou pelo menos dar uma volta e esse é o ponto negativo do Lobo Inn, se lá estiver vazio, você fica meio que isolado, é claro que dá pra ir pro centro mas fica meio difícil tomar umas pra se divertir e depois ter que voltar lá pro Lobo. Demos uma volta por lá, nos enfiamos em umas ruas escuras, paramos pra comer umas besteiras e no final das contas acabamos em um bar na avenida principal, lugar simples porém legal e criativo, a frente do bar tinha alguns balanços, daqueles com cordas presas no teto, muito legal a ideia, o problema é ficar lá depois de tomar umas. Rolou um show de percussão muito bacana, só de estar em um bar e não estar tocando sertanejo aqui já era uma maravilha. Cachorros passeavam pelo bar, até uma barata vimos andando despreocupada por lá mas tudo bem, é mochilão, no stress. Chamei a garçonete e pedi "moça me dá uma mamada". Calma, é o nome de uma bebida lá mas não vou negar que a situação foi engraçada e a garçonete ficou toda envergonhada provavelmente de saco cheio de ouvir a mesma piadinha toda vez. Depois de um bom tempo por lá fomos embora e se passar pela polícia antes já era ruim, imagina agora meio alcoolizado. Rezei até pro Lobo. No final das contas acho que os caras já sabem que aquele capacete amarelo é de moto alugada por turista e eles nem implicam com isso, eu acho. Chegamos vivos, não muito sóbrios mas vivos.
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