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Sorrent

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Tudo que Sorrent postou

  1. DIA 9 Chuck Norris, você por aqui? Graças à bebedeira da noite anterior acordamos tarde nesse dia e pra completar perdemos o café da manhã. Como se isso já não bastasse, o banheiro do quarto estava em manutenção e estávamos sem água, tivemos que rodar o hostel para tomar banho. Depois disso conversamos um pouco e resolvemos partir de Playa Del Carmen. Saulo já estava lá havia duas noites pois ele veio antes de mim, eu fique apenas uma noite mas apesar de o lugar ser legal não senti aquela sensação de querer ficar, pra mim uma noite havia sido o suficiente. Se ficasse mais uma seria pra fazer o que? ir para mais alguma balada? Sinceramente estava pensando mais nas coisas que eu sabia que havia pela frente. Arrumamos nossa mochila, nos despedimos do Gabriel e da Vilma (que descobrimos que estava num quarto bem mais emocionante que o nosso), fizemos o check-out e partimos. Voltamos para o terminal de ônibus que não é muito longe, compramos nossas passagens para Tulum mais uma vez pela ADO por $38 e esperamos. A viagem até Tulum é bem rápida, dura cerca de uma hora e por volta de 13:00 chegamos lá. Eu havia lido a respeito do hostel Lobo Inn e quando desembarcamos no terminal começamos a procurar por ele pois havia lido que ele fica no centro de Tulum , porém ele não fica. Rodsamos um pouco, paramos num posto de informações turísticas e perguntamos a respeito do hostel, na verdade o Lobo Inn fica a dois quilômetros do centro da cidade bem na rodovia, a mesma pela qual viemos de Playa del Carmen, ele fica quase de frente às ruinas. Como ouvimos falar bem de lá, resolvemos parar para almoçar no centro e depois voltar pra lá. Na busca por um almoço decente, de repente vimos uma galera no terraço de um prédio baixo e eles começaram a acenar pra gente nos chamando, quando olhamos para o prédio vimos que era um outro hostel. Chegamos na recepção e o Santiago, um dos sócios veio falar com a gente. Ele era gente boa, nos mostrou todo o lugar que embora simples parecia até bom, e com uma insistente lábia de vendedor ele tentava nos convencer a ficar. Dissemos que iamos pro Lobo e ele insistia em nos fazer mudar de ideia. Dissemos que íamos almoçar e decidir o que fazer, ele ainda nos deixou usar o locker do hostel de graça e nos sugeriu um local bom e barato pra comer, confesso que quase quis ficar no hostel dele, que por sinal é o Hikuri Hostel. A duas quadras dali paramos para almoçar no Tacoqueto, comida boa e barata com suco incluído, aliás descobri que o suco de tamarindo não existe somente no Chaves . O almoço saiu por $60,00 Voltamos ao Hikuri, pegamos nossas mochilas e resolvemos ir mesmo para o Lobo Inn. Demos uma desculpa para o Santiago e saímos. Logo em frente ao hostel passam algumas vans, pegamos uma delas ($15,00) e voltamos ao Lobo Inn. Se você vier de Playa del Carmen e quiser ir para lá também basta pedir para o motorista do ônibus te deixar em frente às ruínas caso ele não conheça o hostel, ele fica quase em frente, não tem como errar. Chegando lá fomos recebidos pela dona do hostel, Silvia se não me engano. Super simpática nos mostrou tudo, nos deu dicas sobre onde ir e como ir, falou sobre a região, logo de cara já curti ter ido pra lá, mesmo o hostel estando vazio. Enquanto estávamos lá conversando com ela eis que surge como uma fênix das cinzas, como uma tartaruga ninja dos bueiros, ele que é uma mistura de Chuck Norris, professor Pardal, e Mcgyver, ele, o onipresente e consertador de todas as coisas e membro permanente da cúpula interestelar mochileira: LOBO. Dá vontade de rir só de olhar pra ele. Sua esposa, como que ignorando toda a importância dele para a humanidade simplesmente mandou: ele é um alcoólatra. . Seguimos para o quarto. Vamos lá, por que ficar no Lobo Inn? Nosso quarto com ar condicionado lá saiu por $180,00 por pessoa, sem ar condicionado sairia por $ 150,00. Esse valor já dá direito a usar as bicicletas do hostel quando quiser. Caso tivéssemos ficado no Hikuri o valor seria de $150,00 pelo quarto mais $70,00 pelas bikes, acabaríamos pagando $220,00 por dia num quarto sem ar condicionado. Ponto pro Lobo . No Lobo ainda há a opção de ficar em umas cabanas estilosas ao lado da piscina se não me engano por $130,00. Como já era de tarde, resolvemos ir apenas à praia pública que fica perto das ruínas. Tomamos um banho, pegamos nossas lobo-bikes e partimos. Do hostel até lá de bike é muito perto aliás quase tudo em Tulum é acessível de bike se você tiver um pouquinho de disposição. Falando em bikes é bom ressaltar que as bikes do lobo tem uma diferença que pode atrapalhar quem não tiver muita intimidade com bicicletas, os freios delas não são convencionais mas sim daqueles que você freia pedalando para trás, eu adorei aquilo. Chegamos no parque onde estão localizadas as ruínas e também o acesso à praia pública. Dentro dele a caminhada para chegar a praia é longa então se você vier de van até a entrada e depois tiver que andar tudo lá dentro vai acabar sofrendo mais do que indo de bicicleta. Chegando na praia vimos um rosto conhecido saindo de lá era a Stephane que havíamos conhecido em Cancún, depois de uma conversa rápida descobrimos que ela já estava descobrindo os prazeres da "comida" mexicana em outros lugares . Nos despedimos com um "até logo" mas sabíamos que não pretendíamos vê-la mais. Ficamos então um bom tempo na praia que é bem bonita e estava quase vazia. Cerveja vai, cerveja vem e no final da tarde voltamos pro hostel. Pensamos em economizar um pouco nesse dia então fomos ao mercado São Francisco de Assis que fica na mesma rodovia do hostel porém um pouco antes do centro da cidade, bem pertinho fomos de bicicleta mesmo. Compramos umas besteiras para fazer nossa comida na cozinha do hostel mesmo. Ainda tentei encontrar um sunga para comprar pois eu havia começado minha saga de perder coisas na viagem. Em Playa del Carmen descobri que havia esquecido minha sunga em Isla Mujeres . Tentei achar uma nova nesse mercado em Tulum mas não consegui apesar de ser um mercado bem grande, percebi que os mexicanos não são muito chegados em sunga. À noite ficamos na cozinha do hostel preparando nossa gororoba e curtindo as músicas do Lobo. Aliás saiba que se você se hospedar lá deve ter uma alta tolerância a músicas dos anos 80 pois é a única coisa que você vai ouvir por lá enquanto observa o Lobo serrando seus canos aqui e ali. À noite Lobo ainda passou por lá com algo que parecia um lança chamas, pensei que ele estivesse apenas salvando a humanidade mais uma vez de alguma ameaça russa mas não, conforme ele explicou é apenas um veneno que ele espalha por lá por causa dos insetos. Pera, eu disse insetos? Alguns bichos lá parecem um pokemon de tão grandes . Certa vez quando estava indo para o quarto tinha um pernilongo voando perto de mim e eu pensei "que coruja bonita" . Nessa noite resolvemos ficar no hostel descansando mesmo ele estando vazio. Pé na piscina, cervejinha, nada de preocupação, ao som de Cindy Lauper, isso é que é vida.
  2. Putz foi mal a demora ae, eu estava sem pc e estava complicado fazer o relato no trabalho pois demora muito para escrever cada dia. Agora já estou com computador novamente e vou poder continuar.
  3. DIA 8 Acordei às oito horas, tomei um belo café da manhã aproveitando algumas coisas que havíamos comprado no mercado na noite anterior, arrumei minha mochila e agora não tinha jeito, era hora de partir. Passei na recepção, chamei a Vanessa, me despedi dela e segui para o Ferry. Não é fácil deixar um lugar como Isla Mujeres para trás mas por sorte ainda havia muitos lugares pela frente. Como eu já tinha o bilhete de volta comprado não foi nada muito complicado, era só entrar na fila para o próximo barco. Ao sair do hostel em Isla Saulo havia enviado uma mensagem dizendo em qual hostel estava em Playa del Carmen então já sabia para onde ir. De volta a Cancún desembarquei no terminal da Ultramar e peguei um táxi ali mesmo para o terminal de ônibus da ADO, o detalhe é que o primeiro taxista com quem falei queria me cobrar $60,00 pela corrida mas como eu já tinha ideia do preço não aceitei, perguntei mais uma ou duas vezes e consegui por $30,00 que até onde eu sabia, era o preço correto. Aparentemente a fama de trapaceiros dos taxistas ultrapassa as fronteiras. Na ADO comprei a passagem para Playa del Carmen por $58,00. Depois descobri que há algumas vans saindo de Cancún para Playa, não sei o valor mas parece ser um pouco mais barato e como a viagem não é muito longa talvez valha a pena, agora se você preferir o conforto do ar condicionado no calor mexicano, fique com o ônibus da ADO afinal a passagem custa menos de 10 reais. Aliás se você viajar pela ADO guarde sempre sua passagem pois ela dá direito a um desconto equivalente a 10% do valor da sua passagem na sua próxima compra, pena que só fui me tocar a respeito disso depois. Não sei até quando isso vai durar mas quando estiver por lá, pergunte. Depois de uma hora e meia cheguei em Playa del Carmen e mesmo sem saber nada sobre o lugar não tive muita dificuldade em chegar ao hostel, nada que um mapa e 2 minutos no quiosque informações turísticas não resolvesse. Aliás até sabia de algumas opções diferentes de hostel mas como o Saulo já estava em um deles, fui direto pra lá. Ficamos no Rio Playa Hostel, localizado na calle 8. Playa del Carmen é bem movimentada e logo de cara você percebe que ela tem um aspecto de lugar um pouco mais caro, mas vale a pena a visita, bem melhor e mais bonito do que Cancún. Logo na recepção do hostel encontrei o Saulo que estava com Gabriel, um outro brasileiro doidão cheio de histórias mirabolantes pra contar, num estilo bem Forest Gump mas gente boa. Fiz meu check-in, paguei $220,00 pelo quarto compartilhado e fui guardar minhas coisas. O hostel é bom sua localização é boa, um dos donos é brasileiro porém depois de uma volta por PDC vimos que provavelmente há opções melhores e mais baratas. Resolvemos sair os 3 para dar uma volta pela praia pois eles haviam ouvido falar de um tal lugar onde tem muitas argentinas (como se as argentinas escolhessem um ponto isolado da praia pra ficar, rsss ). Andamos por horas e foi bom pra conhecer o lugar, o mar lá é muito bonito e a água é bem gostosa, o único problema na minha opinião é que com os grandes hotéis na beira da praia elas ficam bem cheias mas também não é nada desesperador. Talvez nem seja um problema mas sim porque eu tinha acabado de chegar de Isla Mujeres que é bem mais tranquila. Nessa tarde não ficamos em apenas um só local, caminhamos durante horas pela extensão da praia e às vezes parávamos em algum lugar para aproveitar o mar, sempre à procura do esconderijo das argentinas . Como você já deve imaginar, é claro que não vimos nenhuma bandeira da argentina fincada na areia com garotas de topless em volta e resolvemos voltar, ainda entramos na piscina/restaurante de um dos hotéis na beira da praia para usar o chuveiro e tirar a areia, imagino que isso não deve ser permitido mas vestimos nossa melhor cara de pau e fomos entrando, ninguém falou nada, nós também não, dava até pra ficar na piscina se quiséssemos . O caminho de volta resolvemos fazer não pela orla e sim pela rua paralela à praia, em meio a mansões e histórias do Gabriel. O cara fazia o estilo "descolado" e estava sempre pronto pra xavecar qualquer atendente de supermercado, uma figura mas meio exagerado. Um hora passamos em frente a outro hostel, o 3B que além de ser mais barato ($180,00) no animou bastante pelo que vimos passando pela recepção, .De volta ao hostel tiramos algumas horas para a milenar-arte-de-fazer-porra-nenhuma-na-beira-da-piscina. Um dos destinos bastante procurados nessa região é a ilha de Cozumel. Até pegamos algumas informações mas decidimos não ir. Vou deixar aqui algumas informações que podem ser úteis para quem for. No começo da noite fomos dar mais uma explorada pelas redondezas e a impressão que tive é que à noite com aquela infinidade de luzes das lojas, PDC parece ainda mais cara. Passamos em frente ao Cocobongo para ver os valores e o ingresso custava U$ 65,00 com direito a open bar, resolvemos pensar um pouco antes de comprar. Como em PDC há muitos restaurantes resolvemos comer bem nessa noite. Passamos em alguns lugares olhamos os menus e percebemos que seria bem difícil comer bem por um preço baixo. Na verdade os preços não chegam a ser absurdos são apenas altos para o padrão de um mochilão. De pois de pensar em algumas opções paramos em um restaurante qualquer e comemos. Salada, peixe, fritas e bebidas saíram por $365,00(U$29,00) para cada. O problema nessa noite é que eu estava com alguns sintomas de insolação provavelmente por ter ficado a tarde toda debaixo do sol de 30 graus. Aquela sensação de fraqueza e dor no corpo provavelmente iria comprometer minha diversão no Cocobongo e como Saulo também não estava muito empolgado resolvemos cortar da nossa lista afinal pagar 65 dólares para ir num lugar sem se sentir bem não compensa, ficaríamos no hostel mesmo. Aliás isso foi apenas um presságio do que eu iria sofrer nessa viagem. Na volta do restaurante uns caras ainda nos ofereceram umas pulseiras que garantiam entrada gratuita em um lugar onde moças respeitosas e de família dançam com roupas comportadas e cobram por serviços que colocam um sorriso no rosto de qualquer ser humano. Apesar da tentação resolvemos passar a oportunidade. De volta ao hostel soubemos que a galera se reuniria no bar da piscina e como essa ideia é bem vinda não importa qual seja o país, foi para lá que fomos. Música vai, álcool vem, gringas de um lado, gringas do outro, nem lembrei da insolação . Certa hora estávamos na mesa ao lado da piscina e alguém cobriu meus olhos com a mão: adivinha quem é, ela disse. Menos mal a voz era de mulher mas eu não reconheci, no final das contas era Vilma, a brasileira que conheci no hostel na Cidade do México, foi bom ela ter aparecido pois ela já tinha se enturmado com uma alemã lá no hostel, Angel. Traz ela pra cá, foi a única coisa que conseguimos falar pra Vilma naquele momento . Depois de algumas doses percebemos que ficar bebendo no bar do hostel sairia caro e como Gabriel já estava praticamente sem grana decidimos ir ao mercado comprar uma garrafa de qualquer coisa. Não me lembro se foi o Saulo ou o Gabriel que teve a brilhante ideia de perguntar para uma funcionária do hostel se podíamos trazer bebida de fora, afinal é claro que não podia mas como na vida tudo se resolve com um pouco de criatividade, resolvemos comprar assim mesmo. Um detalhe é que boa parte dos mercadinhos não vende bebidas alcoólicas a partir das 22:00 mas procure bem e você encontrará um que venda, no nosso caso foi o Oxxo. Depois de um breve debate filosófico sobre o que comprar, optamos por uma garrafa de tequila e uma de coca cola, que bela mistura, não? Isso saiu por $180,00 no total. No caminho ainda encontramos um carinha maluco que dizia que era dançarino da Jennifer Lopez e blá blá e dançava na Broadway e blá blá enfim, não entendi porque o Saulo e Gabriel se encantaram tanto com ele. De volta ao hostel, entramos com a garrafa sem problema algum e continuamos no bar. Embora a tequila já estivesse fazendo efeito há um bom tempo não vi muita probabilidade de acontecer "algo de bom" por ali, a alemã estava de olho em outro cara, embora eu não estivesse dando em cima dela, isso chateou algumas outras pessoas. Algumas outras gringas já estavam feito carniça com urubus em volta, ficamos então na companhia da Vilma e da boa e velha tequila com coca que acreditem, fez um belo estrago. Não faço ideia de que horas eram mas só sei que a galera ia sair do hostel e cada um ia pra algum canto pois há muitas opções de festa em PDC. Nisso nos juntamos com uma funcionária do hostel que ia pra um tal de Mezcalina. Depois de uma garrafa inteira de tequila, se dissessem que iam cruzar a fronteira do México com E.U.A. pelo deserto nós iríamos junto. . Sinceramente não lembro muito bem de todos os acontecimentos dessa noite, só me lembro que houveram situações engraçadas e xavecos mal sucedidos de nossos amigos pelas ruas de Playa del Carmen. Chegamos ao tal de Mezcalina e como a entrada é gratuita ficamos lá um pouco, aliás pouco mesmo pois como não estávamos muito animados com o lugar resolvemos ir embora logo. Playa del Carmen é bem legal, há diversos clubs e aparentemente alguns até no estilo Cancún então opção é o que não falta se você quiser sair à noite, o lugar vale a visita mas só acho que eu esperava algo diferente, talvez não tão agitado. Como nossa noite não rendeu nada, não forçamos, lutamos para encontrar o caminho de volta para o hostel e dormimos.
  4. Ikaro, logo no começa do relato, depois do vídeo tem um mapa do meu roteiro no google maps, dá uma olhada. Eu não fui exatamente a Copan, mas passei por lá na ida da Guatemala a Honduras. Se você for fazer algo parecido, pela empresa HEDMAN ALAS o ônibus para bem na entrada das ruínas, aí depois você pode seguir pra Honduras ou então pegar outro ônibus para outro lugar na Guatemala.
  5. Dia 7 O bicho é grande Lá estava eu num belo e tranquilo sonho, não convém dizer onde, como ou com quem. Só sei que acordei num pulo com uma ligação me dizendo que Saulo iria sair para o passeio do tubarão baleia em 10 minutos. O que? Você que está muito atento à história pode perguntar: como você recebeu uma ligação no México?. Bem, perguntas como essa e "como o universo foi criado?" talvez fiquem eternamente sem resposta. Só sei que depois de dar uma corrida eu cheguei na recepção do hostel, ainda sonolento e meio sem saber o que fazer ou pra onde ir. Encontrei Saulo e Ariane e depois de um breve momento do tipo "que diabos aconteceu noite passada?" fui pagar os $1000,00 da minha parte no passeio. Liga pra agência, corre no quarto, arruma mochila, corre pra recepção..... Quando entrei no quarto ainda vi a cama do Leon com uma toalha estendida na frente cobrindo tudo, pensei novamente que noite foi essa?, depois acabei descobrindo que Leon havia sido guerreio, não não, o cara estava mais pra discípulo de Gengis Khan. . Algumas pessoas têm coragem, outras simplesmente não têm medo de nada . Menos de 15 minutos depois dessa bagunça toda eu finalmente cheguei na recepção pronto para sair, e como todos já estavam lá partimos para o píer a pé mesmo. Mais uma vez praticamente sem dormir só que dessa vez pior pois a viagem de lancha até o local dura 1 hora e vinte minutos, portanto se você juntar na receita falta de sono, ressaca dos infernos, lancha balançando por mais de uma hora, tequila e vodka também balançando dentro de você praticamente numa dança do acasalamento extremamente perigosa, tudo isso num passeio de U$ 80,00, meu amigo você vai começar a repensar as atitudes que toma na sua vida, mas não se preocupe, depois você esquece e faz tudo de novo. Pelo menos para desviar um pouco a atenção da montanha russa alcoólica dentro de mim havia duas alemãs delicinhas na lancha e uma outra gringa, provavelmente americana, que apesar de estar com o namorado sofria da síndrome de Sharon Stone e fazia um festival de pernas abertas pra delírio geral. Ocasionalmente Ariana passava por trás dos bancos, enfiava a cabeça pela janela e mandava "tequila" para o mar. Se você sofre de enjoo no mar, prepare-se, se você não sofre, há uma grande possibilidade de descobrir nesse dia que estava errado. Cara, o tempo não passava, eu não conseguia nem levantar a cabeça de tão enjoado, ficava lá apensas pensando "maldito tubarão, maldita tequila, maldita festa, quando será que vai ser a próxima? Ahhh as alemãs, maldito tubarão, opa, pernas de novo......". Uma eternidade depois chegamos ao local, na verdade é uma área bem grande, a lancha fica dando voltas e nisso duas pessoas ficam prontas na beirada da lancha, quando o condutor avista o tubarão (pela mancha na água) ele grita "JUMP". Se você estiver com seu inglês em dia você obviamente vai pular na água, aí você dá uma mergulhada e só espera pra ver de onde o monstro vem. Durante o passeio você salta na água 3 vezes e eles dizem que caso você não veja o tubarão recebe seu dinheiro de volta, justo. O Tubarão baleia é o maior peixe do mundo. Quando você o vê pela primeira vez a sensação é de estar no filme Jurassic Park e aquele dinossauro enorme vindo em sua direção querendo humildemente te devorar vivo, mas aí o tubarão vai passando, passando e nada acontece, só posso dizer que ele é enorme, é uma experiência interessante. Como viemos a aprender no curso de mergulho, tudo dentro da água parece maior mas a impressão que tive é que o(s) tubarão(ões) que vi tinham entre 10 e 15 metros, é um ônibus. . Como nós temos que pular na água com colete salva vidas geralmente ele passa abaixo mas se você der sorte consegue ficar um pouco mais ao lado e vê-lo chegando bem de frente. Sempre saltamos de dois em dois então quando você volta para o barco, os outros pulam e você fica lá "curtindo" o balanço da lancha, esse dia pra mim foi de puro sofrimento, às vezes eu até pensava que nem queria mais ir para a água, só queria ficar ali parado esperando o tempo passar, só que na água você não sente enjoo o que melhora tudo, então se você estiver lá, passar mal e pensar em não aproveitar o passeio, lembre-se, pular na água é a melhor das opções. Rodamos mais, pulamos na água de novo e de novo, algumas gringas insistiam em mostrar o resultado da sua depilação, e depois de um bom tempo a lancha parou em um lugar para a gente nadar um pouco enquanto eles preparavam um almoço improvisado, agora sem tubarão. Ali deu pra dar uma boa aliviada no enjoo pois ficamos bastante tempo na água. Nadar no Caribe e em alto mar é ainda melhor. No barco eles serviram um ceviiiiiiche, nachos (doritos), sanduíche e refrigerante, estava bom. Depois disso encaramos o longo caminho de volta. Chegamos no hostel por volta de 15:30 e tudo que eu precisava era um banho. Enquanto eu resolvia isso, Saulo resolveu partir com os outros para Cancún pois tinha gente ali tentando descobrir os prazeres da "comida" mexicana , e como eu tinha motivos para ficar em Isla, resolvi estender minha estadia por mais uma noite e também poder descansar um pouco pois os primeiros dias haviam sido bem agitados. Nos despedimos e combinamos de nos encontrarmos no dia seguinte em Playa del Carmen. Fiquei deitado na rede em frente ao beach bar por um bom tempo e às 16:30 Vanessa, que havia acabado de terminar seu turno, apareceu e ficamos conversando um pouco. Tirei o restante da tarde para descansar pois estava destruído, só não vou contar onde fui descansar . À noite, depois de uma bela dormida , Vanessa disse que queira ir ao mercado para comprar um bolo para um barman do hostel que estava fazendo aniversário naquele dia, é claro que eu fui junto. Subimos na moto e aproveitei o passeio noturno pela ilha. Fica a dica, na parte mais movimentada da ilha, digamos no centro há alguns mercadinhos Oxxo mas bem limitados, bons apenas para comprar cerveja, bebidas em geral, salgadinhos camisinha desodorante, etc. Um pouco mais afastado há um mercado grande, um Chedraui, muito mais útil se você vai ficar alguns dias na ilha e não está num clima de funk ostentação, de moto levamos no máximo 10 minutos, não é tão longe, basta se informar por lá. No mercado ainda encontramos a argentina-loira-cantora-gata, apenas suspirei e segui para o corredor de laticínios. Aproveitei e comprei umas coisas para comer na viagem de ônibus no dia seguinte. De volta ao hostel, o começo da noite foi de comilança, uma cachorrinha engraçada, uma cama confortável e boa companhia, descansei mais um pouco. às 23:00 Vanessa tinha que voltar pra recepção pra ajudar um funcionário novato, enquanto isso eu ia pra onde? Festa no beach bar . Não queria abusar nessa noite então só tomei umas enquanto estava lá esperando a Vanessa, mas ai me esqueci disso e acabei tomando mais outras , não tinha como fugir disso, os caras estavam dando shot de tequila pra galera . Quando a Vanessa voltou ainda fomos até um outro bar procurar o tal do aniversariante mas como ele estava entretido com seus amigos resolvemos não esperar e voltamos para a festa no Pocna. Ficamos um tempo por lá, a festa não estava tão animada quanto na noite anterior porém ainda assim havia bastante gente, provavelmente ficou melhor conforme a madrugada foi avançando, talvez eu só estivesse sóbrio demais mas mesmo assim vi que a festa estava boa. Mesmo sem beber loucamente a noite ainda foi legal, ficamos na festa mas não até cinco da manhã como na noite anterior, já estava com a sensação de dever cumprido o que eu queria era uma noite de sono de verdade. Dormi.
  6. Certeza que você vai curtir os lugares. Ikaro, eu não conheço todos os lugares do seu roteiro então não posso falar se vale a pena ou não mas garanto que a Cidade do México vale a visita e as passagens de lá para cancún são baratas, se você comprar com mais antecedência pode pagar menos do que eu paguei. Alguns detalhes, depois de Isla mujeres você vai para Playa del carmen e de lá para Cozumel. Após Tulum inclua AKUMAL no seu roteiro, fica ali perto e é imperdível, você vai e volta em uma tarde. Não fique em Belize city, vá para Caye Caulker. Não sei quantos dias você terá mas como seu roteiro é circular como o meu, sugiro que pense na possibilidade de fazer como fiz pois você poderá passar por 4 países. Mas como eu disse não conheço alguns lugares do seu roteiro então não se se vale a pena cortá-los. Como eu te disse pessoalmente, você devia ter ido!!!! Mas teremos mais oportunidades, você sabe
  7. Dia 6 A isla e as mujeres Finalmente uma noite em que pude dormir bem e descansar, estava precisando disso. Acordamos cedo, tomamos café no bar do hostel e arrumamos nossas mochilas pois nesse dia partiríamos para Isla Mujeres, uma ilha situada em frente a Cancún. Eu até queria ir ao Cocobongo ainda mas Cancún realmente não me empolgou muito com relação à cidade em si então não compensava ficar lá mais uma noite só por causa de uma balada, e como também há um Cocobongo em Playa del Carmen que seria nosso próximo destino poderíamos muito bem ir lá, era então nossa despedida de Cancún e eu não estava nem um pouco triste, muito pelo contrário. Como eu havia dito, na noite em que fui para o Señor Frogs o Saulo conheceu um pessoal no hostel e eles também toparam ir conosco a Isla. Enquanto esperávamos eles chegarem, decidi ir ao mercadinho ali perto comprar algo para beber, percebi que a duas quadras do hostel há um outro hostel, pareceu mais simples e provavelmente deve ser mais barato também, então se quiserem dar uma pesquisada fica aí a dica, se não me engano ele fica na calle margaritas. Quando voltei eles já estavam lá, eram Leon, um inglês gente boa de poucas palavras que mais lembrava o Blade, uma doidinha mexicana que estava trabalhando no bar do hostel mas estava de folga nesse dia e Ariana uma outra mexicana que eu não sei muito bem o que estava fazendo por lá , Saulo é quem estava mais enturmado com eles, eu havia acabado de conhecê-los. Stephany a americana que conheci no bar na noite anterior também disse que iria mas não apareceu pela manhã então decidimos partir. Juntamos os 5 em um táxi em frente ao hostel e fomos até o terminal da empresa Ultramar que é a mais conhecida a fazer esse trajeto até a ilha, com barcos grandes bonitos e coloridos. A corrida de táxi leva 10 minutos aproximadamente e normalmente custa $30 pesos porém como estávamos em cinco pessoa, o taxista nos cobrou $50 no total, saiu barato. Compramos nossos tickets, algo para beber e ficamos esperando alguns minutos até a balsa sair. As balsas saem a cada meia hora e se você comprar ida e volta juntos sai por $146,00, um desconto de $10 pois cada trecho separadamente sai por $78,00, e como o ticket de volta não tem dia ou horário marcado, vale a pena a não ser é claro que você queira ficar morando por lá. Isso pela empresa Ultramar, até vi que há pelo menos uma outra opção mas não pesquisamos valores. Na balsa vi Stephany entre a galera e fui lá falar com ela, que disse que resolveu sair um pouco mais cedo pois não definimos bem o horário que iríamos e ela já estava pronta, bom acabamos nos juntando todos de novo. . A travessia não balança quase nada então não se preocupe com enjoos, dura uns 20 minutos e tem música ao vivo com um pedido de gorjeta no final é claro. O tempo continuava um pouco nublado mas a temperatura era alta então não atrapalhou em nada e ali ainda na balsa já pude começar a ver o mar naquela cor verde e comecei a entender do que realmente o Caribe se tratava. Vou ser bem sincero, não pesquisei muito sobre a ilha antes de ir, só vi que a galera curtia e que tinha um hostel lá, o resto descobriria na hora, acho bem mais legal assim . Desembarcamos e começamos a perguntar sobre o hostel que eu havia lido sobre, se chama Pocna e logo descobrimos onde ficava até por ser o único hostel da ilha. Começamos nossa caminhada até a calle Matamoros que é onde está localizado o hostel e logo de cara já gostei da ilha. Suas ruas movimentadas, lotadas de restaurantes e bares, seus carrinhos de golfe cruzando para lá e para cá já causaram uma impressão bem melhor do que Cancún. Embora a ilha tenha um aspecto de lugar caro, dá pra se aproveitar muito bem no $ritmo$ mochileiro. Chegamos ao hostel que à primeira vista já agradou. Aliás na noite anterior quando conheci Stephany ela estava na internet se matando para achar um hostel e fazer uma reserva, foi aí que entramos no assunto e decidimos ir juntos, porém eu como sempre confiando no Grande Pachacuti e rezando para nossa senhora da Vodka nem me preocupei com isso e qual foi o resultado? Chegando lá perguntamos por vagas e como em todo bom coração de mãe é claro que cabia mais um, no nosso caso mais cinco. . Quem nos atendeu na recepção do hostel foi a Vanessa uma brasileira que mora por lá há anos, trabalha no Pocna e foi muito simpática conosco. Pagamos $165,00 por um quarto compartilhado e mais $100,00 de depósito que seria devolvido no check-out. O hostel é grande e muito bom embora simples em alguns aspectos. Segundo a Vanessa outros hostels já tentaram se estabelecer na ilha mas não deram muito certo, chegando lá você vai entender o porquê. A localização é ótima, parte do hostel está na areia da praia e o acesso ao mar é feito por uma caminhada de menos de cinco minutos, como se isso já não bastasse há uma característica ainda melhor do que a proximidade com aquele mar incrível, o bar, ou melhor os bares . Há um bar em frente a recepção do hostel mas na parte situada na areia há um outro bar, o chamado beach bar onde acontecem festas todas as noites, há quem chame isso de paraíso . Todas as noites exceto se chover ou se o hostel estiver vazio é claro. Guardamos tudo e fomos todos para a praia finalmente nadar naquele mar que mais parece uma piscina. Ficamos muito tempo por lá, a água do mar é morna, calma e transparente . Falando em transparente, um conselho que eu dou para quem estiver indo para aqueles lados é: leve um snorkel. Tudo bem que todos os passeios que você fará na água terão um snorkel, ás vezes incluído, às vezes com pagamento à parte, mas você pode, e certamente vai encontrar lugares para nadar onde um snorkel próprio será útil, esse mar perto do hostel em Isla Mujeres é um ótimo exemplo. Sem falar no quesito higiene e qualidade pois você pode ir em passeio onde o snorkel já está bem velho ou então outros com snorkel do mais simples possível sem aquele filtro para eliminação da água que às vezes entra no tubo, fora que em alguns lugares você terá que pagar um aluguel à parte. Eu comprei o meu na Decathon antes da viagem, paguei R$ 35,00 numa máscara e R$ 35,00 no snorkel e levando em consideração tudo isso, digo que vale muito a pena. Na praia pensamos em ficar em um quiosque, beber algo por lá, talvez comer, então escolhemos um, sentamos tiramos foto, chamamos o garçom, olhamos o para os preços no menu e sem pensar duas vezes voltamos e sentamos na areia da praia . Vamos fazer um comparativo, se você consegue ir para o litoral brasileiro no verão e pagar R$ 90,00 reais numa porção de camarão não terá problemas por lá, caso contrário nem passe pelos quiosques. Fizemos então uma vaquinha e apelamos para a boa e velha six pack que as mexicanas foram comprar num mercadinho ali perto. Passamos a tarde toda na praia, foi muito legal, ainda pudemos vislumbrar uma tentativa de início de romance nas águas transparentes do Caribe . No final da tarde resolvemos voltar para o hostel. Na nossa caça por um lugar barato para comer achamos um lugar que vendia uns tacos, foi a alegria geral depois um doce de nutela com banana que a galera vende em carrinhos na rua, vale a pena, experimente. Voltamos para o hostel, tomei um banho, dei uma descansada, aproveitamos para pegar algumas informações sobre passeios pois o Saulo queria nadar com o tubarão baleia. é um passeio bem caro e descobrimos que no hostel saía mais barato do que onde eu havia visto pela rua. U$ 80,00 contra uma média de U$ 115,00 pela ilha. Não fechamos nada ainda, apenas deixamos como opção. Depois fui dar uma volta pelas redondezas. A ilha fica ainda mais bonita à noite com suas ruas estreitas lotadas de bares, restaurantes e lojinhas de tranqueiras. Opção de lugares para ir em Isla não faltam mas lembre-se, são um pouco caros. Há alguns mercadinhos para a hora do aperto mas se você pretende ficar alguns dias e quiser sair para comer ou beber fora lembre-se que é um lugar um pouco mais caro que o normal, mas procurando bem você acha preços até aceitáveis. Depois de uma boa caminhada por lá voltei para o hostel. Fiquei no bar vendo umas coisas na internet e de repente passa Vanessa por mim e pergunta: você é eletricista?. Respondi que não e perguntei por que, ela disse que precisava de ajuda para instalar uma tv no quarto dela que ela havia acabado de comprar. Ela mora no hostel. Eu disse que aquilo era simples e que podia ajudar afinal os outros também tinham ido tomar banho e eu estava ali sem fazer nada. Enquanto ajudava ela com a tv, conversamos bastante, ela é muito gente boa, ainda conversamos via Skype com uma amiga dela que mora perto de mim em São Paulo. Ficamos mais de uma hora ali, nem mais pela tv mas porque nos demos bem mesmo, os três. Vanessa então disse que para recompensar iria à festa do hostel à noite. Como ela trabalha lá não vai direto, imagino, deve cansar ir todos os dias. Como já era começo da noite combinamos então de nos encontrarmos no bar mais tarde. Voltei, me arrumei e depois fiquei no bar já animado pela perspectiva de uma festinha cheia de gringas. Até fiquei pensando onde estariam os outros que sumiram, mas que se danem hehehehe, ficar pensando no Saulo e no Blade enquanto havia uma brasileira bonitinha vindo me encontrar? Tomei uma, tomei duas, perdi a conta . pra ajudar a passar o tempo estava rolando um show no bar, um mágico FDP que fez uns truques que até agora estou pensando no segredo. Ainda dei uma volta ali por perto para comprar umas coisas que achei melhor ter por perto que por sinal são bem caras viu. por volta de 22:30 Vanessa apareceu na recepção e já começamos a beber. Desce tequila, desce vodka, desce energético, desce mais tequila, seguuuuuuura peão. Ainda teve uma banda ao vivo ao lado do bar, muito legal, Vanessa ainda foi lá fazer uma graça, tocar alguma coisa que não lembro o que era, tinha uma argentina loira que cantava bem demais. O álcool ajudou mas estava muito legal, e é claro que havia muita coisa rolando na minha mente naquele momento. Às 23:00 o bar da recepção fecha e o beach bar abre aí meu amigo nada mais na sua vida vai importar. Ao lado do bar há uma parte coberta que vira a pista de dança. Nessa noite o hostel estava cheio, consequentemente a festa também. Um detalhe é que as festas no beach bar são abertas a todos na ilha e gratuitas então por favor mesmo que você fique em alguns dos hoteizinhos da ilha, vá para lá ao menos uma noite. . Entre tequilas e vodkas a noite ia se animando e a galera perdendo o controle. Até Vanessa que era a chefe da galera por lá entrou no clima. Dançamos sobre o balcão do bar, colocamos É o Tchan pra tocar, fizemos aquele lance de passar debaixo de um cabo de vassoura, bicho aquilo estava uma loucura. Você até poderia tentar tirar o sorriso do rosto mas ele teimava em ficar lá. Em determinado momento entre uma vodka e outra vi o restante do pessoal chegando, nisso já era meia noite, nem quis saber onde eles estavam, só virei pro Leon e gritei: I´m so fucking drunk e ele mandou de volta todo feliz: I´m drunk too, we´re all drunk. Era nego dançando de um lado, nego indo até o chão no outro, nego puxando mulher pra dançar, mulher puxando nego pra dançar, o mundo ficou mais feliz naquela noite. Uma hora tive a impressão de que a a argentina cantora loira gata estava me olhando diferente mas infelizmente não pude fazer nada, se fosse em outra ocasião....... Lubrificado pelas vodkas e energéticos, misturando danças e sorrisos a noite foi passando...........passando........... A noite não............... A NOITE
  8. Dia 5 Mais pirâmides Ah, que delícia, lava estava eu de pé novamente após 15 minutos de um sono profundo. . Nos arrumamos, descemos até a recepção e ficamos esperando virem nos buscar para o passeio. Esperamos, esperamos mais e depois mais um pouco e às 7:40, depois de várias ligações da recepcionista para a agência, descobrimos que o carro havia quebrado ou explodido ou algo assim e que teríamos que pegar um táxi até o o local onde nos reuniríamos com os outros, táxi pago pela agência, é claro. A recepcionista do hostel conversou com o taxista, explicou que a agência pagaria no destino, e lá fomos nós. Algum tempo depois fomos deixados em frente a uma grande loja chamada Plaza La Fiesta, também conhecida como Mexican Outlet pois lá além de ser o ponto de encontro também era onde funcionava a agência e fomos então no caixa trocar nossos vouchers como se estivéssemos comprando algo na loja. Aliás essa loja é enorme, você pode comprar toda infinidade de tranqueiras inúteis para dar de presente ou não. Lá você também pode contratar passeios turísticos, fazer amarração para o amor, contratar assassinos de aluguel, comprar um mordomo anão, aquele lugar tem de tudo. Trocamos nossos vouchers, encontramos nosso ônibus, subimos e por volta de 08:20 saímos. Esse passeio é bem "turistão", um ônibus cheio e um guia sempre ao microfone falando algo e as vezes fazendo gracinhas. Eu como estava podre, dormi boa parte da manhã afinal já era a segunda noite consecutiva praticamente sem dormir. Chichén Itzá fica longe de Cancún então a não ser que você alugue um carro e vá por conta própria, acho que compensa ir com um tour, o problema disso é que você vai ter que ficar aguentando aqueles "extra" que eles ficam tentando te enfiar goela abaixo o tempo todo. Às 11:30 chegamos em uma cidadezinha que eu não faço a menor ideia do nome onde iríamos almoçar. Logo ao descer do ônibus eles tiram uma foto sua e você meio que sem entender o que é aquilo, algo meio paparazzi maia. Fomos para o restaurante comer (almoço incluído no preço exceto bebidas). A comida era muito boa, um buffet do tipo "coma à vontade até sair daqui suando guacamole", o Saulo só faltou beber burrito no canudinho . Comemos e vimos umas danças típicas com umas tiazinhas que poderiam trabalhar no Cirque du Soleil maia, mas antes de seguir ainda pudemos gastar um tempo em algo que estava coincidentemente junto ao restaurante, uma grande loja de souvenir, e nisso o tempo vai passando. Quando voltamos ao busão e seguimos viagem, veio um maluco maia contando uma história triste sobre ser maia, ser pobre, pagar estudo das crianças, e etc. Descobrimos então por que tiraram aquelas fotos no começo. Era uma versão maia do "eu podia estar matando, podia estar roubando mas estou aqui humildemente vendendo esse licor de sei-lá-o-que com a sua foto na garrafa pela singela quantia de vinte e dois dólares.". o licor era até bom mas U$ 22,00 por uma garrafinha só porque tem sua foto? Vou te contar se esse maias tivessem sido tão malandros quando os espanhóis invadiram talvez hoje seriam uma mega-potência das garrafinhas de licor. Devolvemos a nossa e voltei a dormir pois a chuva lá fora ajudava. Somente às 14:00 chegamos em Chichén Itzá. O cara da agência entregou nossos ingressos do parque e levou o grupo até Manuel, o guia do parque que nos acompanharia. Caso você venha por conta própria a Chichén Itzá,de carro, mula ou patinete o preço de entrada no parque é de $204,00. Nosso guia foi muito bom, falava o tempo todo e explicou uma cacetada de coisas, achei muito útil e recomendo fazer esse passeio com um guia, depois disso até bateu um certo arrependimento por não ter contratado guia em Teotihuacan, ficamos imaginando quantas coisas perdemos. Algo que achei bem interessante foi uma explicação a respeito de um esporte que era um misto de futebol, basquete, vôlei, sacrifício humano, quadribol do Harry Potter e Pogobol . . aqueles caras eram criativos O parque é bem lotado e garanto que vai ser bem difícil você tirar uma foto sem uma multidão perto da pirâmide principal mas é bem legal, vale a visita. Há também uma opção de visita noturna onde eles fazem um show de luzes e som nas pirâmides, me parece que isso só ocorre em datas específicas mas quando estiver por lá, dê uma perguntada a respeito disso, vai que você dá sorte de conseguir ir, me pareceu ser algo que vale a pena. Dê uma olhada neste LINK. Voltamos ao ônibus por volta de 16:00 e seguimos para a próxima parte do passeio. Na região de Chichén Itzá há uma série de cenotes e os passeio incluem uma parada em algum deles portanto não se esqueçam de roupa de banho. Cenotes são cavernas cujas paredes ou tetos desmoronaram expondo suas águas. Infelizmente não lembro o nome do nosso pois era meio esquisito mas não importa em qual qual cenote você vá parar, tenho certeza que vai ser bonito. . Se você não tem muita intimidade com a água é bom alugar um colete salva-vidas pois é bem fundo e a água é doce. Fomos uns dos primeiros a entrar e logo que descemos alguns lances de escada vimos uma plataforma e perguntamos pro tiozinho se podia pular de lá, era muito alto mas com a animação de ter acabado de chegar fui mergulhar de frente, estava tremendo de medo mas pulei (a cena do vídeo). Maluco, dá um medo enorme. Aí me empolguei subi de novo e resolvi dar um mortal de costas , você acha que deu certo??? Deu sim, vá jogar praga em outro , foi uma pena não ter filmado. . Mas é preciso ter muito cuidado naquilo, um maluco lá caiu de costas e deu dó dele só pelo barulho. Uma hora e meia depois, após ver algumas brasileiras ostentando sua fama de bunda mais bonita do mundo, juntamos nossas coisas, voltamos para o ônibus para ir embora e eu mais uma vez dormi o caminho todo. Já era noite e o motorista começou a deixar a galera em seus respectivos hotéis e isso foi muito ruim pois todo mundo estava na zona hoteleira e nós, os mochileiros pobres éramos os únicos no hostel no centro então fomos os últimos a descer e isso demorou muito, no caminho pudemos ver todos aqueles grandes hotéis. Pra melhorar nossa situação estava chovendo forte durante a noite e o motorista um senhor filho de uma profissional do sexo, não nos deixou na porta do hostel e sim na esquina da avenida, não chegava a ser longe mas as ruas estavam alagadas com tanta chuva e todos os outros foram deixados bem na entrada, Saulo ainda tomou um senhor tombo num chão liso que havia por lá. Reclamamos com o recepcionista do hostel que foi o mesmo com quem fechamos o passeio mas não creio que iria adiantar muito. Chegamos no quarto para descansar certo? Não pois o chão do quarto também estava alagado e quando entramos, Jorge que era mexicano, e um outro cara argentino estavam lá com um rodo puxando a água que teimava em voltar. Tentamos pedir para trocar de quarto na recepção mas não foi possível pois estavam cheios segundo eles, o jeito com encarar a situação com bom humor e revezar no rodo. Os caras eram gente boa, Saulo já havia conhecido eles na noite anterior quando eu havia saído para o Señor Frogs. Aliás uma coisa que pensei nessa noite foi o quanto havíamos sido idiotas e geralmente todos nós somos. Quando chegamos no quarto pela primeira vez ao fazer check-in eles também estavam lá, cumprimentamos rapidamente e Jorge havia sido mais receptivo enquanto o argentino ficou mais na dele. Depois quando saímos Saulo e eu comentamos que o mais arrogante sempre tinha que ser o argentino numa atitude de xenofobia gratuita. A questão é que nessa noite do dilúvio no albergue pudemos nos conhecer melhor, até saímos para comer quesadillas juntos e o argentino se mostrou bastante simpático. Hoje quando eu ouço alguém falar mal de argentino eu pergunto: você odeia mesmo eles ou é só porque todo mundo fala pra você odiar? Afinal brasileiro arrogante também tem de monte. Voltamos e ficamos no bar, ainda conheci Stephany, uma americana gente boa que só fica bonita depois de algumas tequilas , peguei algumas dicas sobre a Guatemala pois ela já tinha ido e já chamei ela pra se juntar a nós na ida a Isla Mujeres no dia seguinte, ela topou. Ficamos jogando conversa fora até a hora de dormir, brasileiros, argentino e mexicano (com um francês doidão passando ocasionalmente).
  9. Nogy, curti muito seu relato!!!! Também quero saber das freiras!
  10. Luiz você não imagina como fico feliz ao ler isso!!! Que venham as próximas viagens!
  11. Cara acho que com 45/50 dias já fica mais viável, só tenha em mente que você ainda vai deixar muita coisa pra trás. hahahah cara não sou maldoso com os outros deuses, há espaço pra todos eles mas não esquenta que nós sabemos quais são os mais importantes. O México acaba sendo mais caro sim devido à quantidade de coisas que você pode fazer. Com relação à hospedagem, comida e bebida, não achei a diferença tão gritante mas os passeios no México vão te levar um bom dinheiro. No final das contas U$ 75 por dia serviram mas dependendo da pessoa, pode faltar.
  12. Dia 4 Cancun, o paraíso.......ou não. Acordamos às 06:30, fizemos nosso check-out e na recepção ainda encontramos David, o suiço machão. Nos despedimos rapidamente e fomos embora. Como nosso voo sairia do aeroporto Benito Juarez, ou seja, o mesmo pelo qual viemos, não tivemos muitos problemas pois já sabíamos como ir até lá, bastava pegar o metrobus novamente ali perto do hostel. Fácil, rápido e mais barato que os cerca de $150,00 do táxi. No metrobus tentamos pagar a passagem com dinheiro porém isso não é possível, você precisa ter créditos no seu cartão de transporte e o nosso estava zerado, mas o motorista disse que não havia problemas, podíamos esperar no ônibus e no caminho conseguiríamos recarregar. Durante o trajeto o motorista parou em um dos pontos e disse que esperaria enquanto faríamos a recarga. Ao sair do metrobus, um funcionário do ponto veio falar conosco, nos orienttou a não passar pela catraca pois teríamos que pagar de novo para entrar, pegou nossos cartões e dinheiro, foi até a máquina (que ficava bem de frente para a catraca de saída/entrada do ponto), fez nossa recarga e nos devolveu tudo enquanto o motorista esperava. Ambos foram muito simpáticos, nota dez para os mexicanos e olha que nem estava tendo copa do mundo por lá ein. . Chegamos ao aeroporto e como todo bom turista, descemos no terminal errado, já pensamos que teríamos que pegar outro ônibus pois os terminais são bem distantes, nos lados opostos do aeroporto mas perguntando aqui e ali, ficamos sabendo que dentro do aeroporto há um trem interligando os terminais, basta você mostrar sua passagem aérea e pode embarcar :'> . Enquanto isso nós temos congonhas, a famosa versão terrestre e paulistana de um navio porta-aviões. Chegamos enfim ao terminal certo, fomos ao check-in pois nosso voo sairia às 09:40 mas ainda tomamos um susto. Fomos orientados pela atendente a imprimir nossos cartões de embarque em uma das máquinas de auto-atendimento, fomos lá e tentamos de tudo, número do voo, nome do passageiro, horário, nome da mãe do piloto, etc e nada, já pensamos: estamos fod**os. Enquanto nos dirigimos ao balcão da companhia começamos a pensar em tudo que podia ter dado errado, problemas na emissão do bilhete, data errada, magia negra, vodu, testemunhas de jeová etc. Quando explicamos o ocorrido para a atendente, já com lágrimas nos olhos, ela nos disse que o problema foi porque o voo havia sido cancelado e que teríamos que embarcar no próximo . A sorte é que o próximo sairia apenas uma hora e vinte minutos depois, menos mal. Fizemos o check-in e aproveitamos então o tempo extra pra tomar café e depois ficamos enrolando por lá. Voo no horário, decolagem, pouso, aeromoças gostosas, tudo como manda o manual e pouco tempo depois estávamos na sensacional e maravilhosa Cancun. Ainda dentro do aeroporto há um espaço de informações turísticas com muita gente pra te atender, peguei um mapa se nem fiquei por lá. Como já sabia para onde ir precisava apenas pegar o ônibus. No hostel Catedral vimos que a rede Mundo Joven também tem um hostel em Cancun e como não sabia de nenhum outro lugar já topamos ir para ele, mas para ser sincero o que nos convenceu mesmo a ir foi uma foto do bar do hostel com uma jacuzzi no meio . Aí já vem na mente praia, bebidas, mulheres seminuas, sol, isso é que é vida. Dentro do aeroporto há um guichê da empresa ADO para o centro da cidade, compramos nossas passagens por $62,00. Dependendo do número de pessoas talvez compense dividir um táxi, no nosso caso foi o busão mesmo, que leva em torno de 20 min até o centro. Se você, assim como eu antes de viajar, só conhece Cancun pelos folhetos de agências de viagens vamos a uma breve explicação para você se situar um pouco. Tudo que você vê por aí a respeito de Cancún se resume a essa área retangular do mapa, a chamada Zona Hoteleira onde estão estão localizados aqueles grandes resorts com gente endinheirada e serviços all-inclusive, talvez também tenham algumas pessoas com um grande carnê da CVC pra pagar, hehehehe. Mas a zona hoteleira não representa toda Cancun e fora dela a cidade não é muito emocionante. Cheguei à conclusão de que em Cancún há beaches e bitches só que apenas uma dessas duas vale a visita. . Se você quer praias maravilhosas mas não vai ficar na zona hoteleira em algum mega resort, esqueça Cancún, ou então venha apenas para as festas pois isso sim vale a pena, nada mais. Descemos no terminal da empresa ADO, que por sinal é a rodoviária da cidade, e perguntamos a respeito do hostel, fica bem próximo, a menos de 5 minutos de caminhada, na Av. Uxmal. Chegamos lá e fizemos nosso check-in, mais uma vez sem reservas, apenas confiando na ajuda de Zeus. Os quartos compartilhados com 10 camas custam $220,00 mas com nossa carteirinha da HI saiam por $198,00. O hostel é muito bom, diria que no mesmo nível do hostel na Cidade do México. Vou deixar alguns destinos, horários e preços de ônibus a partir de Cancún. Aproveitamos e já pegamos algumas informações na recepção embora eu já tivesse meus propósitos muito bem definidos em Cancun que eram Chichén Itzá, Cocobongo e Señor Frogs. Guardamos nossas coisas e fomos dar uma volta por lá para ver a cara do lugar e também comer algo. Até havia opções de lugares decentes pra comer mas como gostamos de viver perigosamente, sempre no limite, acabamos indo há um parque perto do hostel chamado Palapas, lugar simples com alguns quiosques com comidas umas mais suspeitas que as outras. Era o quarto dia de viagem, já estávamos sofrendo, se é que entende, mas a vontade de enfrentar o perigo de frente falava mais alto. Comemos, demos uma volta, continuei na minha interminável missão de beber as bebidas exóticas dos lugares que conheço , e depois disso voltamos para o hostel. Subimos um pouco no bar mas ele estava vazio até porque o tempo estava ruim, com uma garoa leve, usamos um pouco a internet e depois voltamos à recepção para conversar sobre passeios e etc. Fechamos o passeio de Chichén Itzá para a manhã seguinte por U$56,00 e durante a conversa descobrimos que havia uma praia pública ali perto, ok não tão perto mas ainda assim resolvemos ir até lá pois não havia nada pra fazer durante a tarde. Não é muito difícil chegar até lá mas é uma caminhada longa, levamos 50 min até a praia mas o pior de tudo foi que chegando lá ela não nos surpreendeu nem um pouco, tudo bem que estava vazia devido à garoa mas mesmo assim, achei que seria mais bonita, não acho que compensa a caminhada. Andamos pela praia toda e a impressão foi a mesma: legal mas nada de espetacular. Até pensamos em caminhar até a zona hoteleira pois estava perto mas acabamos desistindo, estava perto se você vai de carro ou ônibus, não a pé. Voltamos para o hostel, queria agora comprar meus ingressos para uma das baladas que falei acima pois o Paulo, barman do hostel era revendedor dos ingressos, ambas custavam U$ 60,00 com open bar e muita putaria diversão. Devido a uma pesquisa incessante feita antes da viagem, descobri que o Señor Frogs se encaixava mais com a minha maneira de ver o mundo , até tentei convencer Saulo a ir comigo mas ele que estava com a mesma empolgação de uma senhora de 82 anos, resolveu ficar no hostel, tive então que ir sozinho mesmo. Aliás ainda estava meio na dúvida se compensava gastar sessenta dólares numa balada num domingo chuvoso. Meu amigo, isso é Cancun, não preocupe com coisas tão banais como essa. Perguntei e perguntei mais ainda para o Paulo se realmente compensava e ele me convenceu com argumentos sólidos do tipo "cara, aquilo lota de mulher e vira uma loucura". Eu como a pessoa sensata e racional que sou, nunca poderia virar as costas para um argumento desse, saquei meu rico dinheirinho, entreguei para o Paulo com um sorriso no rosto e peguei meu voucher que trocaria na entrada da balada. Fizemos tudo isso no bar, já era em torno de 21:00 e Paulo disse: "vamos comemorar, você está em Cancun, não pode chegar lá sóbrio", pegou uma garrafa de tequila, desceu duas doses e ainda bebeu comigo, duas cada um. "Divirta-se meu amigo, você vai gostar do lugar", essas foram suas últimas palavras. O ingresso do Señor Frogs dá direito não somente à festa à noite mas também à comida a partir das 17:00 mas eu acabei não indo tão cedo então não sei como funciona, aliás se você comprar o ingresso pelo site ele sai por cinco dólares a menos e você ainda ganha uma camiseta. Pensei em comprar por lá mas cartão de crédito em mochilão para mim serve apenas para imprevistos então achei melhor não. Outra coisa que me fez decidir ir ao Señor Frogs foi o dia em que as festa acontece. Em Cancun alguns clubs tem dias certos para suas festas, por exemplo no Frogs aos domingos acontece a Glow Party e às quartas acontece a Foam Party, antes mesmo de sair do Brasil eu estava louco para ir à Foam Party mas como estava lá em um domingo tive que me contentar com a Glow. Hoje digo que voltaria lá só pela Foam. Como só teria essa oportunidade de ir ao Frogs e aquilo era algo que eu realmente queria fazer, na verdade estava mais animado para aquilo do que com qualquer ruína maia , só pensei: "cover do máscara e da Lady Gaga o escambau, que se dane o Cocobongo" aí baixou o Catra em mim e pensei: "eu vou é pra sacanagem" . Mesmo a garoa que caia não foi suficiente para diminuir minha empolgação pois lá estava eu, mochilando, sem preocupações e indo para um pedaço do paraíso na Terra. Peguei o ônibus na Av. Tulum, bem perto do hostel e 15 min depois estava na zona hoteleira, mais precisamente na Blvd kukulcán km 9 já meio calibrado pelas tequilas e cervejas do hostel. Entrei e a magia começou. Daqui em diante tudo será suavizado para que eu não seja expulso do fórum, apenas deixem suas imaginações voarem. . O lugar não tem nada muito diferente de uma balada muito boa, a grande diferença é a atmosfera em que eles te inserem. No começo o pessoal que havia chegado mais cedo ainda estava terminando de comer então poucas mesas ainda estavam montadas aqui e ali afinal não eram nem 22:00. Alguns mais animados já estavam em frente ao palco no que seria o começo da pista de dança. Antes de tudo fui ao bar que é grande e com muita gente pra te atender, e peguei uma bebida. Estava tão animado que só disse ao barman: "give me ..........ahh.......vodka with something.......anything" , nem sei o que bebi, aquilo sim é open bar de verdade. La estava eu já no meio da galera e de repente percebi que a brincadeira ia começar de verdade, pararam a música e começou um áudio falando sobre os benefícios ou dependendo do ponto de vista malefícios da tequila, muito engraçado e a frase que aparecia várias vezes e que é o lema da festa é STOP HIDING AND START LIVING. Nisso entra um cara tipo animador da festa que comanda a bagunça por boa parte do tempo fazendo graça com o pessoal entre uma música e outra. Entre danças coreografadas que a galera ia aprendendo na hora e uma espécie de Follow de Leader regado a muito álcool, a alegria ia aumentando. Deixe-me explicar uma coisa a noite lá gira em torno das mulheres, a maioria das brincadeiras são com elas e para elas e acredite, elas vão se soltando, algumas já chegam até soltas hehehehe. Falando em chegar, você minha cara amiga, não ache que por ser mulher vai encontrar aqui aquela palhaçada de que mulher não paga ou paga menos para entrar, todos pagam o mesmo preço e acredite elas lotam o lugar, diria que estava tudo na mesma proporção. Todos sabemos que baladas que cobram menos de mulheres, ou nem cobram, fazem isso para na verdade atrair os homens que naquela vontade de aparecer acabam gastando mais e fazem a alegria dos donos, por isso sempre tive a ideia de que se você mulher está pagando menos, lembre-se que está sendo colocada em segundo plano, típico de uma sociedade machista, não? Maaaaaaaaaaas como aqui não é lugar para filosofia, voltemos onde paramos. Lembre-se, é uma Glow Party e embora a tinta seja lavável, vá com uma roupa que você possa sujar, molhar e etc, considerando até mesmo a possibilidade de não poder usá-la mais. Para se ter uma ideia em frente ao palco no teto existem vários chuveiros e em determinado momento eles se abrem e uma água colorida faz a alegria da galera e te deixa parecendo um arco-íris. Outra coisa que você minha amiga deve levar em consideração antes de pensar em ir para esse lugar é que o negócio aqui é party hard. Se você está ouvindo muito uma cantora aí que faz você se achar poderosa porque você rebola no baile, afronta as fogosas e expulsa as invejosas, bom, saiba que aquelas americanas sabem como incendiar o lugar, e nem era Springbreak. Já você meu amigo mochileiro, sabe aqueles sites educativos que você frequenta coincidentemente quando não há ninguém por perto? Não faça cara de desentendido. Saiba que aquelas coisas do tipo "girls gone wild" não são feitas apenas por garotas contratadas, portanto a partir de hoje até mesmo se sua avó disser que vai passar as férias em Cancún, desconfie pois ela pode estar lá com nossas irmãs mostrando tudo ou quase tudo sem muita preocupação. Não vou falar que esse tipo de coisa me surpreendeu, já tinha ido em muitas festas nesse estilo hard mas umas coisas meio underground, do tipo Trin´s e SUP (se não conhece, mais uma vez esqueça e siga em frente), o que me chamou a atenção ali foi o clima bem patricinha que se transforma completamente. Posso te garantir que se deus existe ele não sabe da existência do Señor frogs. Lá pelas tantas da madrugada depois de muito álcool e danças comportadas me vi grudado em uma colombiana que não sei de onde surgiu , alguns minutos depois do nada ela foi embora, até achei normal, não ia me preocupar com isso naquele lugar, voltei então pra cima do palco e pouco tempo depois senti me puxarem pelo braço, era ela de novo, Camila, a colombiana that will live in my heart forever . O que era aquilo? Linda, simpática e safadinha na medida certa. Acreditem em mim, naquele momento só queria mandar o Saulo e América Central para os quintos dos infernos, pegar o próximo voo para Bogotá e ficar lá pelo resto do mês. Grudei nela o resto da noite, ou ela em mim, não sei, acho q a "grudação" foi mútua mas às 04:30 ela disse que precisava ir embora pois estavam esperando ela . Trocamos contatos e curti o fim da festa. Saí do SF todo feliz pois a noite havia sido melhor que o esperado, bastava lavar as mãos antes de comer e depois voltar ao hostel até porque às 7:00 sairíamos para Chichén Itza. Espera, ir para uma festa dessas open bar e sair às 7:00 para um passeio que dura o dia todo? Por que fazer isso? E eu respondo: porque é bom pra kct hahahahaha. Naquele momento, parei na rua, olhei ao redor para as baladas que ainda não haviam terminado, toda aquela agitação, pensei comigo sobre os preços do SF e de Chichén Itzá e num momento de pura imersão pensei; "Cara, paguei mais por putaria do que por história". Dei risada e segui, afinal eram 4:45 e a noite havia acabado. Não havia? Ainda revivendo na minha mente alguns momentos que não devem ser descritos aqui, segui na busca do ônibus para voltar pois o recepcionista do hostel me disse que havia ônibus a noite toda . Perguntei aqui e ali e descobri que não havia ônibus naquele horário, e o táxi estava um pouco caro, não era absurdo mas eu não havia levado muito dinheiro já que era open bar e o busão barato. Estava, como diziam os sábios eruditos, fodido. Pensei em voltar a pé mas era no mesmo caminho da praia pública que fui à tarde, só que ainda mais longe então sabia o que me aguardava mas como não tinha jeito fui andando pois era o mesmo caminho do ônibus então entraria no primeiro que passasse. Cinco minutos de caminhada depois vi duas garotas andando na rua na mesma direção que eu, pensei que podiam estar na mesma situação então me aproximei e com toda minha timidez que eu não lembrava onde havia guardado, puxei conversa perguntando se queriam dividir um táxi. Como a vida continua sendo uma caixinha de surpresas, é claro que elas não queriam dividir um táxi mas como estávamos na mesma direção seguimos juntos e fomos conversando, nisso percebi que uma das duas loiras estava me olhando meio diferente, sabe, "daquele jeito". Expliquei minha situação quanto ao ônibus, papo vai papo vem e elas me convidaram para ir ao seu apartamento que era ali perto e lá poderia esperar com elas. Nessa hora olhei para os céus e pensei: "obrigado Pachamama por estar comigo sempre que preciso de você, nos momentos mais difíceis da minha vida" . Passamos em um mercado, compramos umas cervejas e seguimos para o apartamento delas, porém a menos de uma quadra de distancia vimos dois caras com uma menina chorando descontrolada, ainda reconheci a garota como uma das que vi no SF sem muita roupa. Achei que passaríamos reto por eles mas as duas garotas conheciam os dois caras e pararam para conversar e para tristeza geral da nação - ou talvez só a minha mesmo - elas também convidaram eles para ir para o apartamento delas, a chorona eu não sei que fim levou, só eles foram conosco. Resolvi então curtir pois a noite pra mim já estava ganha, o que viesse seria lucro mas quando o álcool começou a dar uma diminuída comecei a pensar: "estou indo com 4 desconhecidos para um lugar desconhecido num país desconhecido e ninguém sabe onde estou", deu aquela pontada de medo. Chegamos lá, conversamos bastante, bebemos bastante, uma das loiras ainda me olhando meio diferente e fazendo umas coisas, de repente um dos caras saca um pacotinho bem servido com um pó branco . Entre uma cheirada e outra eles me ofereceram mas eu recusei afinal cerveja e vodka já eram drogas demais para mim. O outro cara ficava sempre de canto com a outra loira e começou a ficar um clima de "WTF is going on here?" mas fiquei na minha com minha latinha só fazendo um social ouvindo coisas do tipo: você não viu nada do que aconteceu aqui. Do nada conversando com um deles ele pergunta: você tem dinheiro aí?. Disse que não, o que era verdade mas já pensei: fodeu, vou ser assaltado e acordar numa banheira com gelo . Para melhorar o outro cara estava preparando um baseado que deixaria o Bob Marley chorando de emoção. Ok, drogas álcool, cocaína, maconha, o que mais? Durante a conversa o cara do baseado me perguntou após saber que eu era brasileiro: você luta jiu-jitsu? Pronto, antes de levarem meu rim, ainda vão me espancar. Foi um misto de adrenalina com aquela pitada de medo de a situação sair do controle. Depois de um tempo observando cada movimento de todos, resolvemos ir embora e fiquei até aliviado. Um dos caras disse que me levaria até o ponto de ônibus enquanto o outro entrou no seu carro e saiu. No caminho conversamos um pouco mais e ele abriu o jogo, ele é traficante, o outro cara é cafetão e estava conversando o tempo todo com uma das meninas pois estava tentando convencer ela a trabalhar para ele. Espera, trabalhar? Isso mesmo, por isso ele me perguntou se eu tinha dinheiro comigo, pois se eu quisesse qualquer coisa com elas teria que pagar pois eram prostitutas. Pra terminar ainda disse para eu não me preocupar pois o tio dele é um grande político no México e tem toda a polícia na sua folha de pagamento . Aí sim fiquei mais tranquilo . Peguei o ônibus no ponto e voltei para o hostel pensando no quão surreal aquela noite havia sido e pra ser sincero eu adorei tudo aquilo. Subi na minha beliche do hostel exatamente às 06:45, Saulo que estava na cama de baixo ainda ouviu e me lembrou: "ow, às sete temos que levantar para o passeio". Eu não mudaria nada.
  13. Vlw Suzy, só não vou comentar sua msg a fundo pq minha mente é muito poluída Ow Luiz, muito bom ver o seu vídeo, viajei de novo. Aliás foi impressão minha ou você fez outro downhill na sua viagem? Cara, não fui no cocobongo pq deu uns problemas mas fui em outra sensacional.
  14. DIA 3 As pirâmides Eis que começava a boa e velha maratona do mochilão, ou seja, dormir tarde, encher a cara e acordar cedo, a sorte é que a empolgação facilita um pouco o processo. Nesse dia faríamos o primeiro passeio que realmente estava em nossos planos afinal até agora estávamos apenas passando o tempo. Nesse dia iríamos à Teotihuacan então acordamos cedo, enchemos a barriga no café da manhã e por volta de 8:00 partimos. Teotihuacan é um tour muito conhecido no México então não será difícil encontrar informações ou agências que te levem até lá. Para se ter uma ideia, fechando o passeio no próprio hostel o valor é de U$ 49,00 por pessoa com direito a transporte e guia. Em frente ao hostel, no ponto dos ônibus turísticos também há essa opção porém sai por U$ 70,00 aproximadamente, pela empresa Turibus. Depois de perguntar aqui e ali descobri que ir lá por conta própria seria mais barato e não muito complicado então decidimos optar por essa opção. Pegamos o metrô na praça($5,00), na estação Zocalo, e logo de cara a questão da segurança já nos chamou a atenção de novo pois até no metro suas mochilas devem passar no raio-x, igual aquele de aeroporto. . Depois disso você deve seguir no sentido Quatro Caminos, descer na estação Hidalgo, seguir sentido Índios Verdes, descer em La Raza seguir sentido Politecnico e descer na estação Autobuses del Norte que como o próprio nome indica é onde fica o terminal de ônibus. O percurso de metrô dura em torno de uma hora e é bem tranquilo. Logo ao sair da estação de metrô você vai dar de cara com o terminal, nem fazendo esforço você consegue errar. Ao entrar no terminal, em frente ao portão 08 você encontra a empresa Autobuses Teotihuacan que faz o percurso até as pirâmides. Compramos nossos bilhetes por $84,00 ($42 a ida + $42 a volta) e seguimos para o embarque pois havia um ônibus saindo em poucos minutos, aliás os ônibus saem com uma boa frequência então não há muito com o que se preocupar com relação a isso. O trajeto dura em torno de uma hora e o ônibus não era nenhum exemplo de modernidade e manutenção mas se você não for muito fresco não vai sofrer. O ônibus atrasou um pouco e às 9:25 saímos em direção à cidade perdida dos Teotihuacanos. Caso você vá viajar na mesma época que eu ou no restante do período chuvoso no México, meu conselho é que saia bem cedo para as pirâmides, você dificilmente ficará lá o dia todo mas o problema é que pelo que ouvi e pelo que pude perceber, todos os dias chove no período da tarde mesmo que seja uma chuva fraca e quando chove você não pode subir nas pirâmides então pra evitar estragar seu passeio tome vergonha na cara e acorde cedo. Pagamos a entrada no valor de $59,00 e aqui há um detalhe, caso você queira usar câmera de vídeo no parque terá que pagar uma taxa de $45,00 porém essa taxa só vale para filmadoras mesmo e como hoje em dia qualquer Tecpix grava vídeo, não se preocupe pois com máquinas fotográficas você pode filmar à vontade. Embora caso você entre com uma filmadora eu acho difícil alguém te abordar lá dentro dizendo: "olá, sou fiscal de câmeras você pagou sua taxa?", lá é bem grande. Outro detalhe importante, logo ao passar pela bilheteria fomos abordados por alguns guias, já havíamos decidido ir sem guia mas resolvi perguntar só para ver se compensava. Para nós dois o guia ofereceu seus serviços por $550,00 fazendo um trajeto mais curto ou então por $750 fazendo tudo possível, barba, cabelo e bigode. U$ 44,00 e U$60,00 respectivamente. Mesmo que escolhêssemos o pacote completo ainda sairia mais barato que o tour do hostel que era o mais barato, pois indo por conta própria teríamos gastado $375,00 do guia + $84,00 do busão + $5,00 do metrô, total $464,00 ou seja U$37,00 contra U$ 49,00 do hostel. Isso porque estávamos em duas pessoas, se estivéssemos em número maior sairia mais barato ainda, sem contar que você ainda sempre pode pechinchar. :'>. Agora se você estiver sozinho e quiser um guia aí sim compensar ir com tour. Apesar da economia que faríamos, preferimos continuar sem guia e seguimos em frente. Logo antes da entrada do sitio arqueológico há umas lojinhas para comprar tranqueiras e bugigangas, você pode até pagar com dólar mas a cotação não será boa então se você quiser comprar suas miniaturas das pirâmides, traga pesos. Compramos um guia impresso por $90,00, uma pirâmide por $25,00, uma água de 1L por $10,00 e seguimos. Antes de ir para Teotihuacan relaxe, medite, encontre sua paz interior, atinja o sétimo sentido, faça o que for mas se prepare por haverá uma infinidade de vendedores te enchendo o saco o tempo todo para fazer você comprar tudo quanto é tranqueira inútil que eles jurarão que você só encontrará lá dentro e que obviamente não é verdade. Sempre recuse gentilmente e siga em frente, nunca jamais de maneira alguma faça contato visual ou dirija uma palavra que não seja em tom negativo pois eles vão começar a te seguir e encher sua honorável paciência. Nessa hora joelhadas no estômago e voadoras na altura do pescoço estão liberadas. Apesar de tudo isso que eu disse o primeiro vendedor que nos abordou vendendo cordões de ouro (foi exatamente pra isso que viemos moço, comprar ouro) foi simpático e nos deu uma breve explicação sobre aquela bagunça toda de graça, senhorzinho gente boa. Mas não seja enganado por esse ato de boa vontade pois todos os outros 432 vendedores que vieram depois só encheram o saco. Como não tínhamos guia, resolvemos criar nossa própria história do local, assim como fizemos em Machu Picchu no Peru, isso sempre é mais legal. Lá também há um museu com uma cacetada de coisas bacanas que você não vai lembrar depois. Fomos conferir. Quando estávamos no topo da pirâmide do sol, que é a maior das duas, Saulo viu uma menina cheia de pose tirando uma foto, aí ele desceu do salto, rodou a baiana e disse "sou mais diva do que essa mocréia aí, vou mostrar o que é uma foto cheia de pose". Foi nesse exato momento que toda a humanidade foi agraciada com essa visão de pura masculinidade do Saulo. Depois que a galera em volta parou de bater palmas seguimos nosso passeio. Andamos bastante, ficamos um bom tempo sentados no alto da pirâmide da lua simplesmente observando tudo e "viajando" e quando eram 14:20 resolvemos ir embora. Se vier de ônibus como nós não volte até a entrada principal. Próximo à pirâmide da lua há outra saída e em frente a ela você pode pegar o ônibus de volta para a Cidade do México. Pronto, agora já tinha mais uma cidade perdida na minha lista de lugares conhecidos. Agora eram Machu Picchu, Teotihuacan e Guarulhos Estávamos sentados na rua esperando o ônibus e apareceu do nada um moleque meio maluco perguntando sobre raves e o escambau, parecia que tava doidão . Quando pegamos o busão e no meio do caminho ele parou em um ponto para que mais uma galera subisse, o interessante é que mais uma vez deu pra ver que os caras estão preocupados mesmo com a segurança seja por cultura deles mesmo ou porque as coisas estão feias por lá. Antes dos outros entrarem, subiram dois policiais no ônibus, um deles fortemente armado e revistaram todos os passageiros, estou falando de revista pessoal e revista de mochilas. Meu amigo só digo que se você tem intenção de usar qualquer coisa ilícita, fique esperto no México, eu não curto, só deixo a dica. Descemos novamente no Terminal de ônibus e antes de seguir pelo metrô de volta ao hostel, resolvemos comer algo pois a fome estava apertando, vimos uma barraquinha na rua e fomos ali mesmo. Meu amigo, não há nada mais emocionante do que comer comida de rua num pais diferente, é uma roleta da sorte que você gira a cada pedido e as opções variam de botulismo a reinado no banheiro. Resolvemos comer alguns tacos e ao perguntar as opções, o vendedor respondeu com a maior naturalidade: cabeça de gado, tripa ou carne de porco. . Optamos pelo menos exótico e ficamos com a carne de porco, fizemos do muro do metrô nossa mesa e comemos como se não houvesse amanhã (comendo aquilo talvez não houvesse mesmo ). Correndo o risco de desintegrar de dentro para fora pegamos o metrõ e voltamos. Esse dia era um sábado mas o metrô estava lotado, não não, lotado é pouco, se tocasse uma música podia-se dizer que era uma micareta, era um festival de gente sendo encoxada, bem parecido com o metrô de São Paulo porém um pouco menos organizado. Se num sábado à tarde estava daquele jeito, imaginem durante a semana às 18:00, portanto só fiquem espertos no metrô, de olho em seus pertences. Chegando, aproveitamos os computadores do hostel e passamos nossas fotos, usamos a internet, etc. Como o passeio havia sido cansativo tiramos o final da tarde para apenas enrolar. Nessa noite resolvemos não sair pois no dia seguinte teríamos que ir ao aeroporto para pegar o voo para Cancun, na recepção vimos que lá há um outro hostel da rede Mundo Joven então já decidimos onde ficar. Lalo até ficou de nos encontrar nesse dia para fazermos algo mas depois ficamos sabendo que ele e Alejandro tiveram que ir embora mais cedo da Cidade do México. Jantamos no restaurante/bar do térreo, comemos uma mistureba maluca de um monte de coisas. Depois de comer fomos até o bar do terraço que tinha se transformado numa balada, tinha até DJ mas estava meio vazio, talvez por ser cedo ainda, apenas um ou outro grupinho isolado, nada muito animador então como sairíamos cedo no dia seguinte tomamos uma e fomos dormir não muito tarde.
  15. Antes de tudo, foi mal a demora, estou sem pc em casa e terei que fazer o relato aqui no trabalho, o que pode dificultar um pouco, mas aos poucos vai saindo Pra quem está acompanhando, deixo aqui meus agradecimentos, um beijo ou um abraço dependendo do sexo da pessoa A fama dos curtintia é internacionalmente reconhecida heheheh Guatemala é ótima. Com relação à segurança você deve ter as mesmas precauções que teria em qualquer outro lugar, pode ir sozinha numa boa, aliás você provavelmente encontrará outros(as) na mesma situação. Em seis dias você consegue aproveitar mas vai deixar muita coisa pra trás. Recomendo Tikal, Semuc Champey e por último Antígua se você tiver interesse em subir o vulcão. Outro beijo Trota provavelmente eu li mas como faz muito tempo não lembro bem de detalhes. Realmente tem mais polícia do que gente México é um lugar que dá vontade de voltar mesmo
  16. Dia 2 Uma volta pela cidade Acordei por volta de 09:30 nesse dia e fui tomar café da manhã que por sinal já está incluído no valor da diária. O café é servido no bar do hostel e conta com leite, cereal, iogurte, ovos, feijão, enchiladas e frutas. Dá pra comer bem e bastante. . Durante o café ouvi alguém falando português na mesa ao lado e embora eu fuja de brasileiros quando viajo, estava sozinho nesse dia então fui lá e puxei assunto. Conheci Vilma, uma brasileira que estava com David, um suíço gente boa de masculinidade duvidosa. Juntei-me a eles e ficamos conversando um pouco sobre onde foram, planos posteriores e etc, aquela conversinha bem batida entre viajantes. Eles me contaram que iriam ao Parque Chapultepec após o café e me chamaram para ir junto porém tive que recusar pois teria que esperar o Saulo que disse que chegaria até a hora do almoço. Eu não sabia sobre esse parque então aproveitei e suguei algumas informações deles para quem sabe ir depois. Barriga cheia, novos colegas, planos à vista, tudo estava correndo bem, então me despedi deles, ainda combinando de nos encontrarmos mais tarde no bar, e agora só teria que enrolar um pouco e esperar o Saulo chegar. Quando escolhi o período em que ia viajar, a única coisa que influenciou foi quando eu poderia tirar as férias no trabalho nada mais, mas isso acabou coincidindo com a Copa do Mundo o que acabou sendo ótimo pois como todos os brasileiros estavam em suas casas postando suas fotos com camisetas do Brasil, isso fez com que eu cruzasse com pouquíssimos brasileiros, ou seja pude me concentrar nos possíveis encontros com as norueguesas. Aliás também não me preocupei muito com a questão meteorológica. Fomos em junho então não era verão mas no final das contas me pareceu até melhor pois apesar de estar com tempo nublado em várias ocasiões, a temperatura era sempre quente, na faixa de 30°C quando íamos às praias e raras chuvas. Hoje depois do que vi, digo que junho é um bom mês pra ir, com boas temperaturas e sem o sol escaldante do verão, talvez apenas correndo o risco de arruinar seus planos de uma foto perfeita para sua capa do Facebook. Resolvi dar mais uma volta na praça até Saulo Chegar, mas não muito longe pois como ele havia me dito por mensagem, em pouco tempo estaria lá. Em uma das voltas parei numa banca de jornal e vi como o sensacionalismo não é uma exclusividade dos brasileiros, por sinal os mexicanos parecem curtir bastante isso. Se eles não tem um programa do tipo Cidade Alerta, com certeza faria muito sucesso por lá. Percebi isso ao ver a página principal de um jornal na banca. Voltando para o hostel parei um pouco na frente e quando olhei para o lado vi aquele ser campo-grandense se aproximando. Nos cumprimentamos, fizemos o check-in dele, aproveitamos e fizemos também nosso cartão da Hostelling International mas ainda era cedo para pode ir ao quarto pois ele só é liberado a partir da uma da tarde. Saulo guardou sua mochila e começamos a pensar no que fazer para passar o tempo. Nosso primeiro plano na Cidade do México era ir até as pirâmides de Teotihuacan mas como já era hora do almoço, isso ficaria para o dia seguinte. Como eu fiquei sabendo daquele parque durante o café da manhã, já perguntei na recepção do hostel como chegar até lá antes do Saulo chegar, e depois ambos concordamos que seria um bom lugar para ir. Ainda demos uma rápida volta pelo centro pois Saulo precisava trocar dólar. Vilma e David haviam me explicado como chegar no parque por meio de transporte público mas eu vi uma outra opção que pareceu mais interessante. Em frente ao hostel há um posto de empréstimo gratuito de bicicleta, basta você deixar seu passaporte e pode pegar uma biciclta por até 3 horas. Seguindo as dicas do Luis, recepcionista do hostel pegamos nossas bikes e seguimos através da calle Tacuba e Av. Passeo la Reforma até chegar ao parque. Durante o caminho fomos parando em vários lugares e tirando fotos, às vezes pedindo informações para saber se era o caminho correto. O trajeto levou cerca de 50 minutos mas ainda assim é bem simples chegar até lá. Um passeio recomendado até por ser gratuito. Um tour para te levar ao parque custa em média $200,00. Algo que mais uma vez me impressionou com relação à Cidade do México foi o fato de haver ciclovias bem demarcadas pela cidade até mesmo nas grandes avenidas onde todo bom paulistano acreditaria que todo espaço seria dado aos carros. Mais uma vez o México dando um baile no Brasil. Fizemos quase todo o trajeto em ciclovias, e onde não havia, usávamos a via do metrobus que por não contar com um fluxo intenso, também é utilizada por ciclistas, talvez não oficialmente mas eu vi vários ciclistas nela. O parque é bem grande, me lembrou um pouco o Ibirapuera aqui em São Paulo. Nele também há um zoológico e um castelo. Não fomos ao zoológico por falta de interesse e no castelo por falta de conhecimento mesmo . Demos apenas uma boa passeada por lá, paramos comemos umas comidas suspeitas no melhor estilo "moça tem banheiro aqui?" . Descansamos um pouco e depois retornamos para não perder o horário de devolução das bikes. Entregamos as bikes, pegamos nossos passaportes de volta e fomos para o hostel pois Saulo agora sim poderia arrumar suas coisas. Enquanto ele fazia isso fui até a recepção para perguntar o que mais poderíamos fazer por ali, tanto à tarde quanto à noite. O recepcionista, Luis, novamente ajudou bastante e sugeriu primeiro o Templo Mayor, um museu com ruínas a duas quadras do hostel, depois ainda disse que iria com um pessoal para um bar à noite e que poderíamos ir junto, disse que conversaria com Saulo, Vilma e David mas que provavelmente iríamos. Tomei uma no terraço enquanto Saulo se preparava. Agora com ele devidamente embelezado ficamos um pouco no bar e depois seguimos para o Templo Mayor. Já eram 16:30 e o museu fecha às 17:00 porém somente o acesso, se você estiver lá dentro pode ficar até as 18:00 então não teríamos problema. O único contratempo foi que estava garoando nesse dia e como as ruínas ficam na parte externa (obviamente ) não conseguimos dar uma boa olhada, fomos apenas ao museu mesmo. O valor do ingresso é de $59,00. Não vimos a necessidade de guia pois no museu é tudo meio que auto explicativo mas talvez valha a pena se você quiser uma explicação mais detalhada das ruínas. Acho que uma pesquisa no google resolve a questão. Saímos quase na hora de fechar o museu com a chuva fina ainda caindo, e voltamos ao hostel. Contei ao Saulo sobre a proposta do recepcionista e como queríamos sair à noite topamos a ideia e até mandei uma mensagem para Vilma falando sobre e ela também se animou. Mais tarde quando estávamos nos arrumando no quarto, conhecemos Lalo e Alejandro, dois mexicanos que estavam na Cidade do México por causa da faculdade. Papo vai, papo vem, comentamos sobre o convite do cara da recepção, e eles que também estavam com planos de sair, nos contaram sobre um bairro chamado Condesa e outro próximo chamado Roma que são repletos de bares e baladas. Eles estavam indo a uma balada chamada Rodhesia e perguntaram se não queríamos ir também. Eles eram simpáticos e como eram locais conheciam onde estavam indo. Eu me animei pra ir, Saulo topou também. Na recepção do hostel há um bar/restaurante, um pouco mais caro que o bar do terraço mas aqui também são servidas algumas comidas, então aproveitamos e comemos algumas coisas antes de sair. Nachos com guacamole saem por $40 e uma cerveja por $30 Por volta de 23:00 nos encontramos todos na recepção do hostel, conversamos ainda com Vilma que também topou se juntar a nós e David que não pôde ir. Ainda me desculpei com o recepcionista por desistirmos em cima da hora mas ele disse que estava tudo bem, outras pessoas iriam com ele. Galera animada papo fluindo, socamos os 5 num taxi e partimos para o bairro Roma. A corrida saiu por $25 por pessoa e antes de seguir para a balada paramos num Oxxo e compramos algo para beber antes de entrar para economizar um pouco. Ficamos um pouco na fila e depois de uma rápida explicação para os seguranças sobre o porquê de estarmos sem nossas identidades pagamos os $150 de entrada (só os homens pois mulher pra variar não paga ). O lugar é bom mas não me animou muito, embora tocasse música eletrônica que eu curto muito, nesse dia o estilo não era meu preferido então tive que apelar para as cervejas que por sinal não eram lá muito baratas, cada Índio saia por $45 com direito ao garçom ainda ficar te devendo troco. Apesar de tudo a noite foi bacana, com todos nós impressionados com umas mexicanas gatas de 1,90m de altura que estavam por lá. Alejandro ainda tentou algo mas sem muito sucesso. Eu como não sou muito fã de xavecar mulher em balada fiquei com minhas índio mesmo. Às 03:00 resolvemos ir embora, mais uma vez enfiamos todos num táxi porém agora saiu apenas $20 por pessoa. Pouco tempo depois chegamos ao hostel mas eu, Lalo e Alejandro não estávamos com sono então nós 3 seguimos em direção ao mercadinho enquanto os outros iam para seus quartos. Compramos algumas cervejas, subimos para o terraço que estava vazio e ficamos por lá bebendo conversando e dando risada. Tínhamos muito em comum, aliás não muito mas o suficiente, gostávamos de mulher e música eletrônica, já está bom. Foi ali então que fizemos um plano ousado para o futuro: Kazantip. Se você não sabe o que é o Kazantip, siga sua vida assim, é melhor. Ir para a balada é bom e eu gosto mas pra mim esse fim de madrugada no terraço foi mais legal, acho que combina mais com o que esperamos de uma viagem dessas. Às 5 da manhã quando tanto o álcool quanto o sono estavam atingindo seu ponto máximo, descemos para o quarto largamos os copos na porta e dormimos.
  17. Dia 1 A chegada Finalmente chegou o dia e as horas pareciam não passar. Para piorar, meu voo partiria às 03:30 a.m. então eu teria que chegar mais cedo no aeroporto e ficar enrolando por lá e isso fazia tudo parecer mais demorado ainda. Consegui uma carona e à meia noite estava já no aeroporto de Guarulhos. Nada de muito movimento, apenas umas pequenas filas aqui, outras ali. Como o check-in só começaria à 01:00 tive que ficar quase uma hora olhando para o teto e aquela soma de pouco movimento e muita ansiedade só dificultava as coisas. Check-in feito, fui dar uma volta pelo duty free mas sem muita empolgação pois queria mesmo ver se o duty free do Panamá compensa tanto quanto falam. Finalmente o voo saiu, sem atrasos e agora bastava esperar 7 horas até desembarcar no Panamá. Se você for viajar pela Copa Airlines para aqueles lados, provavelmente fará uma conexão no Panamá e se você também gosta de se entupir de tranqueiras e vodkas Absolut, escolha um voo na volta com algumas horas entre as conexões, assim você terá tempo para garimpar no Panamá, talvez até ir ao Metromall, um shopping que dizem contar com bons preços e que possui transfer gratuito do aeroporto. Chegando no Panamá, na ida só tinha 1 hora entre os voos mas foi suficiente para dar uma volta e ver que os preços são em média de 10 a 15% mais baixos que no aeroporto de Guarulhos. Já fiz a listinha das coisas que sabia que teria que comprar na volta e segui para o voo que mais uma vez não atrasou. Nesse voo conheci Silvia, uma brasileira que mora na Califórnia e já conhecia o México, me deu algumas dicas, falou um pouco sobre alguns lugares que eu iria e eu só fiquei mais animado. ÀS 13:30 desembarquei na Cidade do México e uma coisa que me chamou a atenção foi a demora para a entrega das bagagens. Na frente da esteira pude perceber através do vidro translúcido que todas as bagagens eram "revistadas" por cães farejadores até mesmo no desembarque, então algumas malas iam para a esteira e antes de serem liberadas vinha o dog dar um fungada nelas, isso ia se repetindo aos poucos. Como minhas únicas drogas eram um pacote de balas horríveis que comprei antes da viagem, não tive problemas. Imigração, passaporte, carimbos, formulários e pouco tempo depois estava finalmente livre na terra do Chapolim Colorado. Aí você vai pedir a primeira informação em outro país, outro idioma e só então a ficha cai e a única coisa que passa pela cabeça é: "vamos começar a brincadeira". Precisava chegar à Zocalo que é a praça principal no centro antigo pois havia visto que havia um hostel lá. Como sempre não reservei nada, apenas tinha fé em Odin que tudo daria certo. Depois de uma rápida conversa no balcão de informações descobri que a melhor maneira de chegar até lá seria pelo Metrobus que é um ônibus com vias exclusivas e que sai em frente ao aeroporto. Como precisava pagar o busão resolvi trocar uns poucos dólares, apenas o suficiente para isso pois preferia pesquisar mais no centro antes de trocar uma grande quantia. Há algumas casas de câmbio dentro do aeroporto e nesse dia a taxa de conversão era de U$ 1,00 = $12,14. Para pegar o Metrobus, antes de tudo você deve comprar um cartão que você pode carregar com os valores das passagens e usar no ônibus, metrõ e metrobus. Em uma das saídas do aeroporto, em frente ao ponto do metrobus há uma máquina onde você pode comprar o cartão e já recarregar, tudo muito simples e caso haja dúvidas é só perguntar no balcão de informações. O cartão custa $10 e a passagem no metrobus que vai do aeroporto ao centro custa $30. A Cidade do México é uma das cidades mais populosas do mundo e várias vezes me lembrou São Paulo então não é difícil imaginar que o transporte seja um grande problema. No meio do tráfego pesado é aí que o metrobus aparece como uma grande vantagem pois ele conta com vias exclusivas na cidade, não apenas faixas pintadas no asfalto como aqui em São Paulo que ninguém respeita mas vias próprias, algo como vemos em Curitiba. Fora isso há o fato de os ônibus serem novos, com ar condicionado, rádio para comunicação entre os motoristas que por sinal são solícitos e simpáticos e, pasmem, um policial dentro de cada veículo. Na maior cidade do país, você ir do centro ao aeroporto, uma viagem de aproximadamente 25 minutos com todo esse conforto e segurança pelo equivalente a R$ 5,00, já causa uma ótima impressão. México 1 x 0 Brasil. Algumas pessoas podem te sugerir pegar um ônibus e depois metrô para chegar à Zocalo, pode até sair um pouco mais barato mas você terá mais trabalho e menos conforto. Perguntei ao motorista como fazer para chegar à praça e ele, muito simpático, me informou que bastava eu descer no ponto republica da Argentina e eu estaria a duas ou três quadras de lá. Apesar da segurança do metrobus eu ainda estava com certo receio pois não conhecia a cidade e teria que descer bem no movimentado centro velho e andar por aí com mochilas, dinheiro e cara de turista, ou seja um alvo fácil então já me preparei para redobrar a atenção. Ao descer do ônibus já dei de cara com outro policial que estava em frente ao ponto e até pensei "legal já dá até pra tirar uma foto com o celular". Me informei sobre qual direção seguir até a catedral e fui. Poucos metros depois, outro policial, mais um pouco, outro. Que diabos está acontecendo aqui? Este lugar deveria ser perigoso! Menos de 5 minutos depois cheguei à famosa Zocalo com sua enorme bandeira do México no centro da praça. Vi que havia um grande movimento pois estava acontecendo uma feira com tendas de todos (ou quase todos) os países do mundo, com comidas típicas e toda a variedade de coisas inúteis que nós turistas adoramos. Já gostei daquilo pois como o Saulo iria chegar somente no dia seguinte, eu não iria fazer nada muito emocionante nesse dia para não correr o risco de ter que fazer de novo, iria apenas dar uma volta e fazer o reconhecimento do local portanto a feirinha já surgiu como uma ótima opção mas, antes de tudo teria que ir ao hostel, arrumar tudo e guardar as coisas de valor. O hostel fica bem na praça, ao lado da catedral, quase na esquina com a Av. Republica de Brasil, chama-se Mundo Joven Catedral. Como sempre não fiz reserva mas havia vagas. O hostel é filiado a Hostelling International então se você tiver o seu cartão de sócio terá desconto na diária. Eu até tinha o meu porém meu cachorro comeu pouco antes da viagem e sem ele, não adianta, a sorte é que já estava prestes a vencer. Como eu sabia que ficaria algumas noites na cidade do méxico seria vantajoso fazer um novo cartão e até porque fazendo lá sairia um pouco mais barato. Aqui no Brasil paguei R$ 40,00 no cartão e lá sairia por $170,00, algo como R$ 32,00, porém logo no primeiro dia de viagem já dei meus primeiros indícios de burrice aguda. Pensei "ah, hoje pago o valor normal e amanhã faço o cartão e pago com desconto". Por que uma pessoa faria isso? Se eu já faria de qualquer forma por que não fazer logo de cara e pagar tudo com desconto? Buuuuurro No quarto compartilhado, com 6 camas o valor é de $200,00 ou $170,00 para sócios da HI. Eu do alto da minha inteligência disse que pagaria os $200,00 mas que precisaria trocar o dinheiro antes pois só tinha dólar. O recepcionista me explicou onde haviam casas de câmbio, deixou que eu guardasse a mochila no hostel e lá fui eu. Na calle Francisco Maderos, bem próxima ao hostel há algumas casas de câmbio só que naquele dia eu dei uma boa volta por ela e não vi nenhuma, então um rapaz me abordou perguntando se eu queria trocar dinheiro, respondi que sim e segui ele. Entramos numa galeria e eles estavam trocando a U$ 1,00 = $12,20. Embora não fosse muita diferença, já era mais do que no aeroporto então troquei lá mesmo um pouco. Voltei ao hostel, fiz o check-in e fui para o quarto arrumar tudo e tomar um merecido banho. Os quartos são muito bons, limpos, com locker grandes, cartão magnético para acesso aos quartos e também à entrada do hostel além de cofre na recepção se você quiser guardar dinheiro, eu deixei o meu no locker mesmo. Ainda na recepção o rapaz me perguntou: "quarto misto?" Isso é pergunta que se faça? Misto, claro e de preferência cheio de mulher. Lá estava eu subindo feliz alegre e sorridente para meu quarto misto quando ao entrar sou recebido por dois venezuelanos gordos e barbudos . Tudo bem que eles eram simpáticos mas onde estavam as norueguesas? Passada a decepção momentânea fui arrumar as coisas. O quarto ficava no primeiro andar, bem de frente para a praça, se você gosta de silêncio, evite. O banheiro era compartilhado apenas com o quarto ao lado, ambiente limpo e chuveiro quente. Aproveitei para aprimorar um pouco as minhas técnicas de lavagem de roupas no chuveiro e depois saí para dar uma volta na feirinha e no centro. Essa feirinha tinha comida e artesanato de tudo quanto é lugar, e é claro que não podia faltar uma barraca do Brasil com uns safados vendendo cachaça Pitu por um preço levemente exagerado . Andei muito por lá, tomei um Pisco Sour peruano que me fez lembrar o primeiro mochilão, comi uns ovos de cordorna meio malucos das filipinas entre outras coisas diferentes, me impressionei com as barracas do leste europeu mas digamos que não foi sua culinária que chamou minha atenção . O centro estava lotado e uma coisa que me chamou atenção aqui foi o forte policiamento. Uma quantidade enorme de policiais, muitos deles bem armados e sempre em grupos ou cruzando com suas Dodge Ram e Chrysler. Se o que eles queriam era intimidação, com certeza conseguiram. Mas digo intimidação para quem queria fazer algo de errado ali pois eu como turista não tive problema algum, muito pelo contrário, apenas reforçou minha idéia de que pelo menos no centro velho, a Cidade do México é extremamente segura. Eu estava achando que tudo aquilo ali era por causa do evento na praça mas mesmo assim a primeira impressão foi boa. Um ladrão ali não conseguiria correr 15 segundos sem bater de frente com um Mariachi da lei. Depois de andar e comer bastante, voltei para o hostel pois já era final da tarde, ou seja, hora de conhecer o bar do hostel que fica localizado no terraço do prédio . O bar é bem legal e com uma ótima vista da praça, os preços são até que aceitáveis para um bar. Por exemplo no bar do hostel uma cerveja custa $ 30, já no mercadinho da praça eu comprei duas cervejas e um salgadinho por $37. Se você converter para R$ vai ver que $30 numa cerveja não é nada absurdo. Por sinal eu continuo não gostando de cerveja mas como é quase sempre o mais barato e a ideia nas viagens é economizar, tive que apelar para elas mesmo várias vezes. Alias falando em mercado esse foi o primeiro ponto negativo que achei na cidade, simplesmente não há bons mercados na região do centro, o que você vai encontrar são alguns 7eleven com pouquíssimas coisas e um ou outro Oxxo um pouco melhores mas nada que ajude muito então se sua dieta não for à base de iogurte, cerveja e salgadinho você terá que comer fora. O bar estava bem sossegado mas ainda assim o clima era bom, o barman coloca uma música, ainda tinha aquela sensação boa de estar num país diferente onde tudo é novidade. Tirei o restante da tarde e começo da noite pra ficar por lá relaxando. Ainda dei mais uma volta pelo centro mais tarde e como sempre a segurança não foi um problema. Esse dia apesar de tranquilo já serviu pra me lembrar, ou até mesmo ensinar uma coisa, nem todo lugar é perigoso igual a São Paulo. Não digo que a Cidade do México é perfeita, até ouvi histórias de que é perigosa, o que não surpreende, mas comparando o centro da Cidade do México com o centro de São Paulo que é onde vivo, só digo que eles estão bem a nossa frente. No final das contas esse não é um dos principais motivos pelo qual viajamos? Abrir nossa mente? Sem fazer muita coisa, esse primeiro dia sem muito esforço já fez isso comigo. Curti mais um pouco o bar e as redondezas do hostel e dormi. Obs: estou colocando as fotos em tamanho menor pois no primeiro relato algumas pessoas disseram que elas demoravam muito para carregar no tamanho original. Se estiver ruim assim, me avisem.
  18. Para quem quiser acompanhar: mexico-belize-guatemala-e-honduras-35-dias-incriveis-t99056.html
  19. Saudações terráqueos. Mais uma vez estou voltando ao fórum com um relato de uma viagem incrível, desta vez pelo México e um pouco da América Central, uma viagem que mudou minha visão sobre esses lugares que por sinal são sensacionais e menos explorados do que deveriam. O relato tem alguns propósitos, sendo o primeiro deles é claro uma forma de agradecimento e retribuição às informações que eu colhi daqui para poder fazer a minha viagem, mas não para por aí. Um dos motivos deste relato é pessoal, ou seja, criar um registro da minha viagem, algo que eu possa ler daqui a cinco anos talvez e relembrar coisas que teriam caído no esquecimento, portanto se você já leu meu outro relato sabe que este também será longo pois a ideia aqui não é criar apenas uma coletânea de dicas sobre onde e como ir, mas também mostrar o que passamos e o que você pode e deve esperar de cada lugar, quem sabe dando aquele ânimo que faltava para você empacotar suas coisas e cair no mundo. Lembrando que o relato irá mostrar o meu ponto de vista não apenas sobre tubarões, tartarugas e arraias afinal sou homem, maior de idade, solteiro e vacinado então comentários mulherísticos por exemplo surgirão no meio da história, se você não se importa com isso, tire a avó da sala, pegue uma caipirinha, sente, relaxe e aproveite a viagem. O vídeo: Fotos são ótimas para ajudar a contar sobre os lugares mas na minha opinião vídeos são imbatíveis e por isso eu sempre gosto de fazer um videozinho das minhas viagens, então para você ter uma noção do que este relato se trata, ou então você que não faz ideia do que é o México e a América Central, ou pior, você que acha que todos eles se parecem com Osasco, assista o vídeo abaixo antes de tudo. O Roteiro: Preparar o roteiro acho que é algo bem pessoal, uns preferem algo mais controlado, outros mais livre, eu fiz como costumo, defini apenas os locais por onde gostaria de passar e quanto tempo aproximadamente poderia ficar em cada um deles. Como não me empenhei muito na parte final da viagem e não tínhamos certeza de onde ir o que fiz foi planejar o roteiro para que ele terminasse 6 dias antes do verdadeiro final da viagem, então na viagem toda eu sabia que tinha 6 dias que poderia usar onde achássemos que valia mais a pena ou algum lugar desconhecido. Alguns podem até pensar que viajar assim é viajar sem um plano mas pra mim funciona, e eu prefiro perguntar para os locais no caminho qual a melhor opção para fazer determinada coisa do que confiar em apenas uma fonte de informação, seja ela um livro enorme e pesado do Lonely Planet ou a sua avó. [googlemap]https://www.google.com/maps/ms?msid=200573951718330605727.0004d8e083b00899f1408&msa=0&ll=17.717294,-91.94458&spn=9.492673,16.907959[/googlemap] - Cidade do México - Cancún - Chichén Itza - Isla Mujeres - Playa del Carmen - Tulum - Akumal - Chetumal - Caye Caulker - San Ignacio - Tikal - Flores - La Ceiba - Utila (com curso de mergulho) - Antigua - San Cristobal de las Casas - Cidade do México Gastos, planejamento e preparativos: E agora? Passagem: Guarulhos x Cidade do México x Guarulhos = R$ 2.207,00 pela Copa Airines Passagem: Cidade do México x Cancún = R$ 299,00 pela Aeromexico Obs: pesquisei em todos os sites possíveis, de agências e das próprias companhias e no final acabei comprando as duas com um amigo meu que hoje é dono de uma agência pois ele conseguiu preços mais baixos que no site das próprias companhias aéreas. Se você quiser mais uma opção nas suas próximas cotações, mande um e-mail pra ele, diga que foi indicação do Sorrent e chore um descontinho . [email protected] As dúvidas agora eram, quanto dinheiro levar e como levar? Depois de me informar por aí, resolvi levar uma quantia de U$ 75,00 por dia, portanto para os meus 35 dias levei U$ 2.675,00 que acabou ultrapassando em 1 dólar (nossa, to rico ). Essa quantia foi suficiente mas nos padrões bem mochileiros, sem abusar porém se permitindo beber sempre nos bares dos hostels e uma vez ou outra comer feito gente, não sempre, é claro. Muitas pessoas falam que a América Central é perigosa e isso pode influenciar na sua escolha sobre como levar seu dinheiro até porque essa é uma grande preocupação das pessoas ao viajar, uma preocupação muito pertinente por sinal. Hoje posso dizer que ir para o Guarujá em São Paulo é mais perigoso do que qualquer um dos lugares por onde passei, mas antes de viajar não sabia disso e até cheguei a considerar a possibilidade de levar metade do dinheiro em VTM afinal não era pouco dinheiro, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, uma vez Sorrent, sempre Sorrent e eu com minha eterna mania de não me preocupar muito pois no final tudo dá certo, resolvi apostar no meu moneybelt velho de guerra, soquei tudo nele e corri pro abraço. Até pensei em técnicas de guerrilha para utilizar o moneybelt. Agora em vez de levar ele preso no peito, levava ele preso na parte de trás da coxa. Esse método funciona e muito bem se você usar uma calça não muito apertada como jeans por exemplo. Como eu deixei todas as minhas leggings no Brasil, deu muito certo. . Mas o ideal pra mim é fazer isso sem o passaporte no moneybelt. Aí você me pergunta: por que isso? ................. vai, pergunta.................. Siga meu raciocínio, caro mochileiro e veja se você concorda. Se não concordar também, azar o seu . Supondo que você seja assaltado(sim, você deve considerar a possibilidade), moneybelt é uma coisa até manjada que as pessoas levam geralmente no mesmo lugar(cintura, peito...), aí o meliante, que provavelmente deve ser corintiano pede o moneybelt, você diz que não tem e levanta a camisa (ele está lá na sua coxa) se você tem seu passaporte com você, dá pra jogar um "olha, até meu passaporte está aqui", afinal moneybelt é para dinheiro e documentos e o seu lugar mais seguro seria onde você guardaria não só seu dinheiro mas também seu passaporte, e como dificilmente alguém vai querer roubar só seu passaporte você pode se livrar de perder todo seu dinheiro. Aí você que muito espertamente terá na carteira o "dinheiro do ladrão" corre o risco de perder, sei lá, cem dólares talvez, em vez de milhares. Eu levei o moneybelt na coxa quase sempre e não tive problemas mas se nada disso fez sentido pra você, é só levar o VTM que também funciona, a diferença é que quem vai te roubar nesse caso são os bancos . Mas se for levar tudo em dinheiro como eu, qual moeda levar? Bom, esqueça reais, yene, rúpias, sal para troca, etc, leve dólar, apenas dólar. Em grande parte dos lugares você pode pagar diretamente com a moeda americana, sem a necessidade de troca, às vezes compensa, às vezes não, mas se você precisar trocar não terá dificuldade. Por último e não menos importante, os vistos. Para nooooooooooossa alegria não é mais necessário visto para nenhum desses países mas não se esqueça que o passaporte deve ser válido por pelo menos mais 6 meses. Resumindo a bagunça toda, como consegui os dólares com um amigo trambiqueiro a uma taxa de 2,25, levei então o equivalente a R$ 6.018,75, somando isso às passagens aéreas, o gasto total na viagem foi de R$ 8.524,75. É uma viagem cara? Sim mas vale cada centavo. A única situação em que eu não recomendo fazer esta viagem é no caso de ser seu primeiro mochilão, não porque não vale a pena mas porque você pode começar gastando bem menos na América do Sul por exemplo, agora se mesmo assim é sua primeira viagem, você sonha em conhecer o Caribe desde criancinha e está sobrando dinheiro, antes de tudo deposite um pouco na minha conta , depois é só arrumar as malas. Vamos ao que interessa?
  20. Ferumbras, fico mto feliz por meu video/relato ter te inspirado. Como o Everton disse, realmente não tem problema algum inverter o roteiro. Quanto às compras em La Paz eu acho que só compensa se você estiver interessado em comprar coisas mais caras que você não encontraria aqui no Brasil com tanta facilidade, como mochilas, botas, algumas roupas de marcas específicas como North Face. Se for apenas pra comprar uma segunda pele comum por exemplo acho que compensa mais dar um pulo na Decathlon (ou comprar pelo site). Salkantay é difícil? É. Dá pra fazer sem ser um atleta? Dá. Bixo, eu fiz o primeiro dia doente e era só subida, nem que você vá se arrastando mas você vai. No segundo dia se precisar, aluga o cavalo, depois é só descida e reta. Só tenha em mente que você vai ficar esgotado e dolorido os 4 dias mas isso é normal. Dá pra ir para Copacabana sim, tanto é que eu passei por lá, só não fiquei pois não tinha tempo e sempre ouvi dizer que compensa mesmo ficar pelo menos uma noite lá. Rafaelalins, pode deixar que coloco o link aqui sim, devo começar na semana que vem, estou terminando de editar o video. Foi muito boa a viagem
  21. Vlw Gusthavo. Mal ae a demora pra responder, estava em outro mochilão (que logo terá relato) cara tem que garimpar pra achar boliviana bonita mas vc acha hehehhe Dica do green? Que green?
  22. Luiz, a Patagõnia tb está na minha lista, na verdade eu ia em dezembro passado pra lá mas a passagem estava muito cara e eu preferi guardar o $$ pra América Central. Tb to querendo fazer mergulho por lá mas o curso de mergulho aqui no $Brazil$ está mto caro, vou ver se compensa fazer por lá mesmo. Marcos, paguei R$ 2.207 na passagem indo e voltando pela Cidade do México, comprei em fevereiro e teria pago um pouco menos se tivesse comprado antes.
  23. Rezzende, valeu cara. Só digo uma coisa: VÁ, pois é sensacional. Eu também já passei por situações parecidas de ficar esperando amigos. Claro que é bom ir com pessoas que você gosta junto mas uma coisa eu digo por experiência própria, se você vai num grupo fechado você pode acabar perdendo oportunidades interessantes pelo caminho, se você vai sozinho, está mais aberto a novas amizades e até procura isso, então se seus amigos não puderem ir, eu digo pra você arrumar a mala, quebrar o porquinho e cair no mundo. Bixo, faltam 29 dias pra eu ir pra América Central, to desesperado aqui hehehehhe Abraço. Ae Luiz, tava querendo saber mesmo qual tinha sido o resultado da sua viagem. Que bom que deu tudo certo. Ah rapaz queria muito ir pra estrada da morte e Atacama de novo. Já decidiu o próximo destino? Abraço Fernanda, os 3700 não incluem gastos com roupa, mochila e etc. Somente inclui os gastos, digamos operacionais hehe. Talvez até dê com 3.500 sim pois você vai ficar menos dias e suponho que você não vá fazer a Salkantay por exemplo que é um passeio caro. Se você segurar os gastos no caminho e não pagar caro na passagem acho que dá sim, só tem que torcer pro dólar colaborar pois hoje já está uns 20 centavos mais caro do que quando eu fui. Bjs
  24. Glaucia, o inglês ajuda é claro mas é possível se virar sem ele, fica tranquila. Ikaro, seu roteiro ta diferente do meu então não posso opinar muito mas acho que dá certo sim. Não tenho certeza se tem ônibus de Arequipa para Copacabana mas pela proximidade entre elas, é bem possível que tenha direto, na pior das hipóteses você teria que passar por Puno mas como também faz parte do seu roteiro não tem problema, certo? Em Arequipa tem várias opções de ônibus então acho bem provável ter direto pra Copacabana. Abraço
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