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Carol Florianópolis

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  1. Olá pessoal! Volto ao Mochileiros para compartilhar com vocês nosso novo roteiro de carro pela América do Sul. Iremos de Florianópolis a Potosí, passando pelo oeste catarinense, Salto del Guayrá, Foz do Iguaçu, Assunção, Salta e finalmente Potosí. O trecho brasileiro será uma tentatica de percorrer um antigo caminho Sul-americano, muito utilizado pelos povos originários do Cone Sul, chamado Peaberú. Pelos estudos que tenho feito, este caminho era muito utilizado pelas tribos que compunham a grande Nação Guarani, servindo também aos incas na tentativa de expandir seu território do Alto Peru (atual Bolívia) em direção ao leste, o que não foi possível devido a presença e a resistência dos guaranis que eram muitos. Estendiam-se do Alto Peru ao Atlântico e da Lagoa dos Patos até Cananeia. A continuação do Peaberu era o Capac ñan, caminho inca, logo, através do Peaberu era possível ir do Atlântico ao Pacífico. A partir de referências colhidas em livros de escritores e historiadores brasileiros (Sérgio Buarque de Holanda, Eduardo Bueno, Rosana Bond, Luiz Galdino) e mais uma dezena de escritores estranjeiros, entre eles Cabeça de Vaca em seu livro Náufrágios e Comentários, escrito no século XVI é possível retraçar a antiga rota do Peaberu. Os detalhes dessa tentativa de retrilhar o caminho contarei em meu blog http://navelirica.blogspot.com.br/ Além do Peaberu passaremos pela Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai) a partir de Salto del Guayrá, passando por Puerto Iguazu com destino a Assunção. De Assunção seguiremos para Salta na Argentina e depois pegaremos o sentido norte na direção da fronteira entre Argentina e Bolívia. Entraremos na Bolívia via La Quiaca, com destino ao Salar de Uyuni, Oruro e finalmente Portosí. No retorno, se ainda tivermos pique, voltaremos por San Salvador de Jujuy com destino a Encarnación, para conhecer as reduções jesuíticas na região antes de retornar a Florianópolis. Seremos quatro viajantes, eu Carolina (41), Alexandre (46) Valentina (19) e Manoela (14). Desejamos compartilhar experiências sobre esses lugares, principalmente sobre o que fazer e onde se hospedar em Assunção, Potosí e Uyuni. Saludos! Carol
  2. Santa Cruz de La Sierra - Corumbá - 630 Km Saímos de La Paz no dia 1° de fevereiro. Fizemos a viagem à Cochabamba., 380 Km, em seis horas, sendo que uma delas gastamos para sair de La Paz e do seu trânsito caótico, além de nova passeata desta vez na Av. 16 de julho, a principal de La Paz. De Cochabamba a Santa Cruz de La Sierra, no dia 2 de fevereiro, foram 450 Km. percorridos em sete horas. Ambas as estradas são sinuosas, mal conservadas, mal sinalizadas e com muitos caminhões. A primeira tem características rochosas como as do altiplano e a segunda é ladeada por uma serra verdejante. Tanto Cochabamba como Santa Cruz de La Sierra são cidades bem desenvolvidas, limpas, modernas, com transito organizado, muitas praças arborizadas, ruas bem sinalizadas, principamente em Cochabamba. Lembra bem alguns bairros das capitais do sul do Brasil. Desde La Paz, mas principamente ao chegar em Santa Cruz de La Sierra, fomos colhendo informações sobre a nova estrada de asfalto que liga Santa Cruz de La Sierra à Corumbá no Brasil, a mesma do Trem da Morte, chamada de Bioceânica. Ligamos para a polícia carretera, fomos ao escritório de turismo de S C de La Sierra e a uma agência de turismo, além de conversar com um jornal local, afinal como diz a sabedoria popular "notícia ruim chega depressa". Todos sem excessão nos disseram que a estrada não oferecia maiores perigos mas ninguém soube dizer ao certo quantos kilômetros de estrada de terra ainda estariam em obras. A outra opção seria de Santa Cruz de La Sierra a Yacuíba, na fronteira com a Argentina, 550 km a mais até Florianópolis. Diante dos diversos obstáculos possíveis e narrativas não muito animadoras lidas na internet, decidimos sair num horário de maior movimento e criamos um pequeno amuleto: um casal de aymarás em miniatura, do típico artesanato altiplânico, colocados de cabeça para baixo e que seriam desvirados no Brasil, após percorrermos a estrada da morte sem sobresaltos. "No creo em brujas, pero..." Para os que pretendem percorrer este trecho, recomendamos o mesmo, sair de dia, em horário de maior tráfego e levar combustível extra. A estrada é muito deserta e sem recursos nas proximidades. O único posto de combustível depois da periferia de Santa Cruz é em San José de Chiquitos. O trecho não asfaltado é de uns 47 kilômetros, entre El Tinto e San José de Chiquitos. Ansiosos por concluir o trajeto mais perigoso da viagem, fizemos duas únicas paradas para abastecimento, uma das vezes do nosso próprio combustível reserva. A Kangoo não teve tempo de adaptar-se a rápida descida do altiplano e aumentou seu consumo de combustível nesse trecho voltando ao normal nos dias seguintes. Além disso a pilotagem foi de uma velocidade média 130 km/h no trecho de asfalto e 30 Km/h na estrada de terra.O asfalto é de concreto, super estável, quase sempre uma reta e super bem sinalizada, sem pontos de pedágio durante o percurso o que diminui a possibilidade dos golpes dos policiais. O relato de toda a viagem você encontra em www.navelirica.blogspot.com Aos que partem, Suerte! Carol PS. O combustível para estrangeiros na Bolívia é tres vezes mais o preço que eles pagam e ainda assim fica nuns 15% mais barato que o nosso. Propina na saída de S C de La Sierra desta vez por causa da película, R$ 37,00.
  3. 26/01/2012 Cuzco / Puno - 463 Km A viagem foi tranquila, mas quando se chega em Puno a única vontade que se tem é de ir embora o quanto antes desta cidade. É uma cidade mal cuidada, suja e lamentavelmente pobre, com a maioria das construções inacabadas. Na chegada a cidade, estacionamos pra consultar nossos mapas de Puno e um policial se aproximou do carro alegando que havíamos feito uma conversão "a direita" proíbida, há uma quadra atrás, e tentou nos aplicar uma multa de SOL$483. Nos fizemos de desentendidos, agradecemos a "informação" e prometemos ter mais cuidado. Insistiu, disse que na municipalidad seria este valor mas que poderíamos negociar com ele. Por fim pedimos que nos desse a multa então que pagaríamos na municipalidad. Acabou desistindo da gente. Conseguimos um hotel quatro estrelas por SOL$210 com garagem, o La Casona, bem no centro, único bairro razoável da cidade. O El Buho próximo a Plaza de Armas é uma excelente trattoria/pizzaria, com bom preço e opções vegetarianas mas só funciona a noite. 27/01/2012 Puno Fomos ao porto nos informar sobre os passeios para o Lago Titicaca. Essa porção urbana do lago é horrível e cheira muito mal. É preciso perseverança. No porto há uma cooperativa de nativos. O serviço é bom e confiável. Contratamos um tour para o dia seguinte com saída às 8h20 para tres ilhas, Uros, Amantaní e Taquile, por 2/3 do preço das agências. Somos uma família de quatro pessoas e isso faz uma bela diferença. O barco sempre possui algum guia de agência "pra pegar carona nas explicações". O tour incluia pouso na residência de alguma familia nativa na ilha de Amantaní. Contratamos uma garagem pra deixar o carro em frente ao Porto. A garagem é de uma senhora dona de um locutório na esquina em frente ao acesso ao porto. Tudo ok para o dia seguinte, fizemos cambio e fomos descansar no hotel. 28/01/2012 Lago Titicaca - Ilhas dos Uros, Amantaní e Taquile Na saída do hotel, vacilamos e um descuidista nos levou uma mochila com um computador e uma máquina fotográfica. Pelo aspecto geral da cidade nem cogitamos ir a Polícia Turística com medo de sermos ainda mais achacados e seguimos nossa programação. Tirando o péssimo incidente o passeio pelo Titicaca vai se tornando mais agradável e a água mais limpa na medida que nos afastamos da cidade. O primeiro destino do barco são as Ilhas dos Uros, as famosas ilhas flutuantes do lago construídas com totora. De Uros o barco segue para Amantaní para o almoço, passeio ao mirador, janta e pernoite. Amantaní fica há 4h de Puno, não há veículos na ilha e o idioma é predominantemente o quechua. O idioma e a agricultura ainda guardam as mesmas tradições dos incas. 29/01/2012 Lago Titicaca Após o café da manhã, a embarcação sai de Amantaní às 8h com destino a ilha de Taquile, para passeio, almoço e depois volta-se a Puno. Pra nós que vivemos numa ilha e creio que para a maioria dos brasileiros acostumados a belezas naturais e a cidades rurais, Amantaní e Taquile não reservam muitas surpresas. São ilhas com vocação rural e Taquile agrega uma vocação têxtil, mas sem nenhuma novidade em relação ao artesanato das demais regiões do Peru. O preço sempre depende de negociação. A gente das ilhas de Uros e Amantaní, são muito receptivas e simpáticas aos visitantes e acredito que sejam seu maior patrimônio pois guardam tradições ancestrais. Em Amantaní é comum haver danças tradicionais onde o visitante é convidado a vestir-se com trajes locais. Amantaní e Taquile se destacam principalmente por terem belas vistas do lago, além disso, fazendo calor, dá pra arriscar um banho nas águas geladas do Titicaca, com temperatura média de 9° e mais amena nas prais em função do fundo de pedras que ajuda a tornar a temperatura da água um pouco mais quente. Fez calor por volta das 12h e Manoela foi a única que arriscou um banho. Das ilhas do lago, o que é realmente imperdível são as ilhas flutuantes dos uros. Um povo muito antigo do lago, anterior aos incas e que desenvolveu a técnica das ilhas flutuantes pra manter seu povo e sua cultura mesmo com os diversos outros povos que dominaram o lago. Suas ilhas e seu modo de vida é muito singular e vale muito a pena conhecer. Chegando em Puno pegamos nosso carro e seguimos para a fronteira com a Bolíva. Dormimos em Yunguyo, lado peruano da fronteira. Cidade pobríssima e há somente duas hospedarias com camas razoáveis e banheiro privado, sendo que o Hostal Izabel é o melhor. SOL$ 55,00 no total incluindo a garagem. A fronteira fecha entre 19h e 8h da manhã. 30/01/2012 Yunguyo / La Paz - 150 Km. No lado peruano nos pediram propina. O "motivo" é sempre qualquer coisa absurda. Oferecemos cinco dólares e adeus Peru. No lado boliviano, estacionamos onde todos os outros estavam estavam estacionados. Pedimos informação para o policial da aduana que nos orientou sobre o tramite. "Na volta" o mesmo policial nos disse que estávamos estacionados em local proibido. Cara de pau. Depois de uma discussão chatinha ofereci cinco dólares e bem vindos a Bolívia. Os carros sem dúvida são mais visados. A corrupção é grande. Decidimos não ficar em Copacabana e seguir direto a La Paz. Nossa agenda já está apertada e os dois lados do lago são muito parecidos, mas o lado boliviano nos pareceu mais bonito. A Isla del Sol, principal atração do lado boliviano, fica a apenas 12 Km de barco de Copacabana. O lado boliviano é também mais barato, mas as atrações são diferentes. A viagem pra La Paz é belíssima, percorre-se uma península as vezes com o lago dos dois lados da estrada, até uma travessia de balsa, mas a chegada a La Paz é um caos. As pessoas andam no meio das avenindas mais importantes, entre carros e vans lotadas que gritam seus destinos. As pessoas embarcam nas vans no meio da rua. Vende-se de tudo em todos os cantos. O transito é travado. Medalha de ouro para o Pinho que sempre consegue chegar ao nosso destino. O relato completo da viagem está em navelirica.blogspot.com Abçs Carol
  4. 23/01/12 Ollantaytambo - Machupicchu Pueblo (aproximadamente 1h30min. de trem) Agendamos nosso desayuno para às 5h15 da manha. Chegamos na estação às 5h40 (1/2 hora antes conforme orientaçao da Peru Rail) para pegar o trem das 6h10. A viagem é tranquila e agradável, margeando o Rio Urubamba, em meio a montanhas belíssimas e alguns picos nevados. O percurso somente pode ser feito de trem ou através da trilha inca, 40 km, 4 dias e 3 noites. A compra do ingresso deve ser feita antes de pegar o ônibus para Machupicchu. Em Machupicchu Pueblo os ingressos são vendidos no prédio do Ministério da Cultura, na praça, próximo a Municipalidad. A compra só pode ser feita com sólis ou Visa. É bom estar prevenido com sólis, caso o cartão esteja fora do ar. Os ingressos também podem ser adquiridos nas oficinas de turismo em Cuzco. O governo peruano através do Ministério da Cultura é quem administra o sítio arqueològico. Tudo é muito caro, da passagem do trem (US$ 70, ida e volta a mais barata), passando pelo ônibus até o topo da montanha onde está a cidade sagrada de Machupicchu (US$ 17, ida e volta), até os ingressos (US$ 50, a interia, US$ 25 estudante - somente com a carteira internacional de estudantes). Alguns serviços, como os ônibus e o trem são terceirizados e outros, como um hotel que fica na porta de entrada da cidade sagrada, funcionam através de concessoes temporárias. Machupicchu A cidade é realmente uma pérola arqueológica, no topo de uma montanha, rodeada por outras montanhas mais altas e belíssimas, que assim como a terra, o sol e a lua eram sagradas para os incas. Estima-se que vivam ali em torno de 500 pessoas. A principal teoria em torno da origem da cidade é a de que era uma cidade sagrada para os incas. Seria uma cidadade de peregrinaçao, onde rendiam homenagens aos seus deuses e realizavam estudos astronômicos entre outros. Nao há nenhum vestígio da colonizaçao espanhola e nenhum relato escrito sobre a cidade sagrada. A cidade se mantinha através do intercâmbio com Cuzco, a qual era abastecida de coca por Machupicchu. Os incas desconheciam a roda mas desenvolveram um eficiente sistema de estradas. Segundo os guias locais os incas levavam dois dias para percorrer em caravanas os 120 km que a separavam de Cuzco. Já os "chasquis", mensageiros incas e exímios corredores, levavam 13 horas para fazer o mesmo percurso através de um rodízio que consistia em cada um percorrer 8 Km correndo. A cidade está perfeitamente organizada em setores como agricultura, oficinas, local onde entalhavam e cortavam as pedras, praças, área residencial, área de hospedagem, área de trocas, etc. Os incas eam também exímios arquitetos. A cidade possui vários templos sagrados e um relógio do sol bem acima, estratégicamente posicionado próximo a maioria dos templos e também de onde se tem uma vista de toda a cidade e acesso a praça central. Foram encontradas evidências de que a estrada que levava a Machupicchu foi propositalmente destruída e a cidade abandonada pouco a pouco, talvez na direçao da cidade perdida de Vilcabamba, para onde também partiam trilhas e onde foram encontrados os últimos vestígios da civilizaçao inca na década de 1570. Embora seja um museu a céu aberto e seu acesso caro, não há placas ou explicações no interior da cidade sagrada e o ingresso não dá dieito a nenhum mapa o que dificulta bastante a ¨compreensão¨ da cidade sem a ajuda de um guia: de US$40 a US$60. Alguns guias fazem tours parcias com o visitante. É bom ficar atento ao mapa em forma de painel que fica na entrada da cidade sagrada e aos serviços oferecidos pelos guias e negociar. Vale a pena levar uma canga para tirar um cochilo em algum cantinho sossegado da cidade sagrada, entre uma caminhada e outra. Nota de Rodapé: Guarda-volumes SOL$ 5,00 (passando a catraca há outro SOL$ 3,00); Um frosen de limão mais uma cerveja pequena, SOL$ 24,00 Boa Sorte pra quem parte! Fotos em www.navelirica.blogspot.com Carol
  5. 19/01/2012 Cuzco Impossível não se render a Cuzco, mas, infelizmente, não no primeiro dia. Há 3.500 mt acima do nível do mar não dá pra subestimar o mal da atitude. Dores de cabeça fortíssimas e enjôos me tiraram de combate por um dia inteiro. Pinho, apesar de um pouco de mal estar se saiu um pouco melhor e as meninas se mantiveram bem. Os três saíram para almoçar, depois dar um giro na cidade, depois jantar e eu não consegui sair da cama. Nossos guias de viagem indicavam que o sintoma perigoso é a tosse insistente que pode ser um indício de edema pulmonar. Fora isso a orientação em caso de mal de atitude é a folha de coca e repouso até que o corpo se adapte. 20/01/12 Cuzco Acordei um pouco melhor mas ainda com um pouco de dor de cabeça. Além do chá de coca no café da manhã, tomei uma pílula que indicaram ao Pinho. Finalmente pude aproveitar Cuzco apesar de que, mesmo com o alívio dos enjôos e da dor de cabeça, qualquer esforço físico como subir uma ladeira ou ½ dúzia de degraus fazia com que meu coração disparasse. Adotei o “slow motion bossa nova” e me mantive bem. Fomos a Plaza de Armas comprar as passagens de trem de Ollantaytambo para Machupicchu (é como se escreve aqui). Embora fique numa montanha Machupicchu está há mais ou menos 2.500 mt de altitude o que facilita o passeio. Ainda que tivéssemos a intenção de seguir de trem desde Cuzco, este trecho está suspenso até março. As passagens podem ser compradas pelo site da Perurail www.perurail.com Decidimos primeiro percorrer os museus de Cuzco antes de seguir para Machupicchu . A intenção é conhecer melhor a cultura inca para aproveitar melhor a visita ao Vale Sagrado. A maioria dos museus e pontos de visitação exige o boleto turístico que custa SOL$130 por pessoa e dá direito há 16 ingressos incluindo um show de danças folclóricas peruanas. O boleto é válido por 10 dias. Fomos ao Museu Inca (não incluso no boleto). SOL$10,00 por adulto. Manoela de 9 anos free. O museu tem várias salas com exemplares arqueológicos de culturas incaicas e pré-incaicas bastante interessantes. O turismo em Cuzco é caríssimo e a comida e a hospedagem tem pra todos os bolsos. Cuzco possui uma arquitetura muito particular. É preciso ficar com os olhos bem atentos porque é comum vermos um prédio, casa ou igreja colonial construída sobre as ruínas de alguma construção inca. Abraços, Carol www.navelirica.blogspot.com (possui o relato completo da viagem a partir de Florianópolis)
  6. Entramos no Peru dia 14 de janeiro de 2012. Até bem pouco tempo atrás as informações que tínhamos é que os brasileiros que desejassem viajar ao Peru deveriam apresentar passaporte atualizado (menos de 10 anos) e caso fossem de carro habilitação internacional de motorista. Além disso vacina contra a febre amarela. As coisas estão bastante simples agora. O visitante pode apresentar somente a Carteira de Identidade. A polícia de imigração do Peru emite um documento de autorização temporária para o visitante poder rodar com veículo estrangeiro no país. Este documento é também uma declaração de que o veículo é a garantia de pagamento caso o estrangeiro gere algum dano ao estado ou aos peruanos. A exigência da vacina contra a febre amarela ainda está valendo embora não tenham nos pedido. Talvez eles sejam mais diligentes com os turistas que estejam indo para a Amazônia peruana O documento de ingresso no país, preenchido pelo visitante, é solicitado sempre, em hotéis, postos de polícia, etc. É bom tê-lo sempre a mão. Os policiais estão bastante atentos a documentos que não estejam íntegros ou informações incoerentes. Carol www.navelirica.blogspot.com
  7. Olá Viageiros: Estamos indo para Arica pelo dia 13/14 de janeiro e depois Cuzco/Matchu Picchu e estamos em dúvida em relação ao melhor caminho: se indo via Tacna/Arequipa ou se indo via Bolívia. Alguma dica de alguém que já tenho feito algum dos percursos? Agradecemos desde já! Saudações estradeiras, Carol e família. www.navelirica.blogspot.com
  8. - Leve pesos chilenos ou dólar. Não há câmbio para reais ou pesos argentinos em SP de Atacama. - Ao passar pela Argentina, a diferença de preços pagando em dinheiro (efectivo) ou cartão (tarjeta) pode ser muito grande.Negocie. - A má fama dos policiais argentinos não se aplica ao norte do país, ainda assim não é recomendável deixar todo o dinheiros na carteira. - Pra quem vai ao Atacama é imprescindível levar uma farmacinha básica que deve incluir: hidratantes nasais, hidratantes para o corpo, protetores solares com altos fatores, efervescentes para o estômago, analgésicos para dor de cabeça, colírios, hidratantes labiais poderosos, chapéus (R$10,00 nos artesanatos de SP de Atacama), papel higiênico. A minha lista incluiu ainda um tubo de álcool a 75° Usamos várias vezes no percurso :-\ Se for com crianças converse com um pediatra e incremente bem a lista. - Beba água mesmo quando não estiver com sede. Quando menos esperamos nos sentimos desidratados e isso pode ocorrer durante o sono. - Ao passar por Salta ou S S de Jujuy é melhor se abastecer de folhas de coca para a subida ao altiplano. Quem não se adaptar ao amargor das folhas, ao chegar em SP de Atacama, pode trocar as folhas pelas balas de coca também vendidas nas banquinhas de artesanato. - Se pretende ir aos gêisers leve agasalhos poderosos. As temperatura são muito baixas e negativas. A dica é sair as 4h da manhã porque a ação dos gêisers se dá nas primeiras horas do dia. - Se for acampar faça reservas antecipadas no Taka Taka, o único camping bom em SP de Atacama. - Ainda pra quem for acampar recomendo levar macarrão instantâneo do Brasil. É caro em SP de Atacama e dificilmente se encontra. - Quem estiver a procura de um hostal barato com banheiros limpos, procure o Mama Tierra na Calle Pachamama, a poucas quadras do centrinho da aldeia. - A praça central da aldeia oferece internet wi-fi grátis, embora lenta. -Verifique as ferramentas que o seu carro utiliza (chave estrela, fenda, alien, boca, philips, etc) e leve-as para apertar os parafusos das peças que eventualmente afrouxarem no rípio. A oficina mais próxima pode estar a centenas de kilômetros. - Vale a pena investir em uma testeira para o capô do carro.
  9. Olá viageiros! Estamos viajando de carro pela América do Sul desde 26 de dezembro de 2011. Somos um casal com duas filhas: Carol (36), Pinho (41), Valentina (13) e Manoela (9). Nosso carro é um Renaut Kangoo Sport Way 1.6. Estivemos aqui várias vezes lendo os posts dos viageiros pra planejar nossa viagem e agora voltamos pra dividir nossa experiência com aqueles que pretendem se aventurar de carro pela América do Sul. Nosso roteiro principal saindo de Florianópolis inclui: San Pedro de Atacama, Iquique, Humberstone, Arica, Putre, Parque Nacional Lauca (Chile); Cuzco, Machu Picchu, Puno (Peru); Lago Titicaca, Potosí, Salar de Uyuni (Bolívia); Quebrada de Humahuaca, Purmamarca, Tilcara (Norte da Argentina). Os detalhes da nossa aventura estão no blog http://www.navelirica.blogspot.com Hasta la vista y suerte! Carol
  10. Olá viageiros! Estamos viajando de carro pela América do Sul desde 26 de dezembro de 2011. Somos um casal com duas filhas: Carol (36), Pinho (41), Valentina (13) e Manoela (9). Nosso carro é um Renaut Kangoo Sport Way 1.6. Estivemos aqui várias vezes lendo os posts dos viageiros pra planejar nossa viagem e agora voltamos pra dividir nossa experiência com aqueles que pretendem se aventurar de carro pela América do Sul. Nosso roteiro principal saindo de Florianópolis inclui: San Pedro de Atacama, Iquique, Humberstone, Arica, Putre, Parque Nacional Lauca (Chile); Cuzco, Machu Picchu, Puno (Peru); Lago Titicaca, Potosí, Salar de Uyuni (Bolívia); Quebrada de Humahuaca, Purmamarca, Tilcara (Norte da Argentina). Os detalhes da nossa aventura estão no blog http://www.navelirica.blogspot.com Hasta la vista y suerte! Carol upload/galeria/fotos/20120108202821.jpg upload/galeria/fotos/20120108202821.jpg
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