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RAFALSKY

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  1. Juliane, O custo benefício parece ser bastante vantajoso, a barraca possui boas especificações (peso, tamanho, etc) com preço bastante atraente. Somente daria uma pesquisada nos foruns específicos e reviews disponíveis na internet para verificar se a barraca entrega o que promete em termos de usabilidade. Uma coisa que observei é que a impermeabilidade dela é "muito baixa"! Não sei se vc pretende comprar ou alugar, porém, não se esqueça de verificar Isolante Térmico e Saco de Dormir. São tão importante quanto a barraca, principalmente em lugares frios como a Patagônia. Considere o período em que você pretende viajar e veja a especificação dos equipamentos. Normalmente a mulherada sente um frio danado... Estou planejando minha viagem para TDP no início de Novembro (não quero pegar o parque tão cheio...). Em meu caso, com certeza terei que comprar outro saco de dormir! José Grossi Ei Juliane! Bom dia e desculpe o atraso na resposta! Por sorte temos pessoas no fórum com o J. GROSSI que entende o propósito do fórum em relação à ajuda mútua através do compartilhamento de experiências e opiniões. Valeu GROSSI!!! Mas vamos lá... Primeiro, obrigado pelo elogio. O intuito do relato é tão somente ajudar as outras pessoas mesmo! Fico feliz que, de alguma forma, eu esteja conseguindo isso. Quanto a sua dúvida, faço das palavras do GROSSI as minhas. Sem tirar nenhuma virgula. Sinceramente, acho que vale a pena comprar esse modelo aí da decathlon. Até porque não ficamos em abrigos totalmente desprovidos de algum tipo de cobertura... Como seria num campo aberto sabe?! Apesar do vento em alguns acampamentos, ainda assim, ser cruel (mas nada, nem de longe, parecido com o vídeo dos "ventos patagonicos" que, de fato, eram em campo aberto ok?!)... Sempre havia umas árvores ou pedras que "amorteciam" um pouco a força da ventaca. Resumindo, pelo que eu vi lá... Eu apostaria na barraca da Decathlon... Mas também chegaria um pouco mais cedo nos acampamentos para armar a barraca num lugar bem estratégico (pelo menos até eu ganhar confiança no equipamento). Forte abraço Juliane!
  2. Salve Grossi! Loja recomendadíssima! Fiz contato com eles via web (loja de Punta Arenas - Ingrid (proprietária)) e recebemos um suporte tremendo! P. vc ter idéia, a loja deixou separado para nós tudo que iríamos comprar de modo que não corrêssemos o risco de chegar no Chile e os produtos terem sido vendidos. Fora os muitos e-mails que eram sempre respondidos com paciência e atenção. Fica a dica meu amigo! Abração e não esqueça de nos contar depois como foi essa aventura!
  3. Pelo que vi lá e tentando imaginar o seu roteiro aqui me atrevo a dizer que, caso esteja disposto a pagar por esse conforto a mais, sua mochila pode se resumir a roupa, água, kit de primeiros socorros, alguns outros detalhes e quitutes como frutas secas, barrinhas de cereais ou proteína, atum, etc. para comer durante a caminhada. Nem saco de dormir ou barraca você se preocuparia em levar. Só 2 Detalhes: 1. Os lanchinhos aí de cima também nem precisam estar acumulados na mochila... Você pode levar só o necessário pro dia e chegando no camping compra as guloseimas do dia seguinte (só não se esqueça do camping Los Perros ok?! Apesar de poder alugar barraca, saco de dormir, etc, lá não tem fogão nem restaurante... No máximo uma mercearia bem humilde). 2. Lembra que falei lá nos primeiros posts que os preços no Parque são beeeeeem maiores do que os praticados na cidade?! Avalie se não vale a pena levar alguma coisa ou se, de fato, você está disposto a comprar tudo em Torres del Paine mesmo! Até!
  4. Bom dia "J Grossi"! Antes de qualquer palavra irmão, desculpe o atraso na resposta dos seus comentários ok?! De coração… Tive uns probleminhas pessoais e profissionais que me obrigaram a deixar o fórum um pouco de lado , espero que compreenda Não acontecerá novamente rsrs Mas vamos ao que interessa! 1º: Show a ideia de fugir da Alta temporada! Nessa trip que fizemos ouvimos alguns comentários sobre a "superlotação" e o "caos" no Parque por conta do excesso de pessoas. Para você ter uma ideia, existia inclusive um comentário fortíssimo rolando por lá de que haveria limitação de visitantes no Parque durante a Alta temporada devido aos danos ambientais que o excesso de gente estava causando na fauna e flora local ... Não sei te dizer se isso procede mas ouvi vários guardaparques falando sobre isso nos campings. 2º: Segue aí um resuminho que fiz para tentar te ajudar com a relação dos locais onde eu tenho certeza de ter visto pequenas mercearias que vendiam cerveja, vinhos, leite, biscoitos, macarrão, atum enlatado, bolo, etc e, em destaque, onde tinha, além de tudo isso, restaurante: Acampamento italiano: NÃO Los Cuernos: SIM (restaurante também) Las torres: NÃO Serón: SIM (restaurante também) Dickson: SIM(restaurante também) Los Perros: SIM Acamp. Paso: NÃO Refúgio Grey: SIM (restaurante também) Refúgio Paine Grande: SIM (restaurante também) Todo camping administrado por empresas particulares (Fantástico Sur e Vertice Patagônia) no Parque tem a opção de se alimentar por conta deles (exceto o Los Perros que é muito isolado). É possível você montar um roteiro para as trilhas ficando especificamente nesses refúgios, ou ainda, optar por contratar apenas os serviços de alimentação ou guia separadamente. Fora que todos esses campings que eles administram tem também quartos compartilhados, banheiros e chuveiros com água quente, energia elétrica e lojinha de conveniência. Acho que era isso né?! Se precisar de mais alguma dica, sugestão, informação, etc. é só falar ok?! Prometo que tentarei ser mais rápido na resposta! Abração!
  5. Saaalve "morettivinicius"! Tudo tranquilo meu amigo?! Rapaz... Fico aqui na torcida para que consiga levantar essa grana p. conhecer esse paraíso irmão! E te digo mais, dependendo de quanto vc esteja disposto a gastar e/ou do conforto que você considera "aceitável", essa trip pode sair muito mais barato do que você imagina ! Qualquer coisa já sabe né?! No que eu puder ajudar... Conte comigo! Forte abraço!
  6. Ei "mmClarissa"! Que bom que esteja gostando! Como eu havia dito num outro comentário, o único objetivo desse meu “atrevimento” como escritor aqui do fórum é contribuir e incentivar as pessoas a conhecer esse paraíso chamado “Torres del Paine”!! Obrigado pelo elogio! Precisando de alguma dica é só mandar um sinal de fumaça por aqui ou pelo blog ok?! Dúvidas, orientações, sugestões… Terei o maior prazer em ajudar! Abração
  7. A TODOS, ME DESCULPEM! Talvez por falta de atenção, enfim, o 7º dia foi publicado antes do 6º ãã2::'> e agora não consigo desfazer essa ordem... Se alguém puder me ajudar... Perdão pela bagunça e pelo amadorismo! Espero que não comprometa na compreensão do relato! Abraços e obrigado a todos pela paciência!
  8. 6º DIA – ACAMPAMENTO DICKSON X ACAMP. LOS PERROS A noite anterior nos mostrou um pouco de algo que não tem teoria que descreva nem metodologia que diga como deve ser feito. Reciprocidade, companheirismo, partilha... Sem explicações nenhuma, apenas acontece. Vimos desconhecidos se auxiliando na montagem de suas barracas, outro indo buscar um pedaço de gelo no rio para colocar no calcanhar de uma trekker que parecia ter uma bola de tênis sob a pele... Ouvimos histórias e estórias ao redor de uma pequena mesa onde nada era de fulano ou beltrano... Não havia "o meu biscoito" ou "a minha fatia de pão", tudo era de todos mesmo sabendo que ainda teríamos mais 3 dias difíceis pela frente. Como diria o escritor Luciano Azevedo, perdemos a capacidade de nos admirarmos com aquilo que faz da vida o lugar da festa; a festa do encontro cotidiano, da partilha da vida e dos passos que ficam pelo caminho. Lemos O Pequeno Príncipe e esquecemos de sua mensagem, embora seja urgente para os dias de hoje. Vale lembrar que, nesse livro, o ensinamento da raposa “só se vê bem com o coração” não é mero sentimentalismo, mas condição imprescindível para que sobrevivamos todos os dias nesta terra de granito. Ou recuperamos essa capacidade de nos encantarmos pela vida, pelo outro, por aquilo que faz nossos dias, ou nos perderemos todos juntos... Enfim... Mais um inesquecível momento de reflexão e encontro que a viagem a Torres del Paine nos proporcionou. O sexto dia seria relativamente tranquilo. Deixamos aquela planície majestosa cercada por árvores frondosas e a companhia do Lago e Glaciar Dickson para seguirmos nosso caminho. Seriam 11km pela frente e apesar do tempo nublado e da chuva fininha que caía, colocamos o pé na estrada. O percurso até o camping Los Perros é relativamente fácil já que por boa parte dele você percorre dentro de um bosque. As dificuldades ficam por conta de algumas subidas mais íngremes num chão escorregadio e enlameado e, posteriormente, no trecho em que a floresta de lengas fica para trás e, em campo aberto, os ventos patagônicos te lembram de onde você está Detalhe, a proximidade com o Glaciar Los Perros e a altitude transmitem uma sensação térmica bem abaixo de zero aos viajantes... Por falar em "abaixo de zero", até neve nós encaramos nesse dia! Conforme havíamos previsto, chegamos cedo ao camping Los Perros. Com uma estrutura simples, porém limpa e organizada, o acampamento conta com uma pequena cozinha coberta onde a turma se reúne para comer, se aquecer e papear. Mesmo não estando tão cansados procuramos dormir cedo nesse dia haja vista que no seguinte encararíamos dois desafios: o famoso e temido Paso John Gardner, a travessia mais alta de todo o parque e o dilema de ficar ou não no Acampamento Paso (na dúvida teríamos que acordar bem cedo porque se decidíssemos ir adiante poderíamos correr o risco de chegar, novamente, de noite no destino). Até lá! RESUMO DO DIA: 6º dia: Acamp. Dickson – Acamp. Los Perros Distância: 11 km Total: 110,5 km Tempo: 6h Vídeo-relato do dia:
  9. 7º DIA – Acamp. Los Perros X Refúgio Grey Ainda era noite quando terminamos de ajeitar as coisas nas mochilas para partir rumo ao desafio do dia. A temperatura girava em torno de 0º C e as primeiras passadas na trilha foram cruéis até que o corpo se ajustasse ao ritmo da caminhada. O silêncio da madrugada aos poucos era quebrado pela cadência dos nossos passos (e por alguns “risinhos provocantes” vindos das barracas vizinhas que iam ficando para trás). Como não sabíamos se iríamos ficar no Acampamento Paso ou no Refúgio Grey resolvemos que tomaríamos café na estrada mesmo, sem pausas longas até que a decisão fosse tomada. O ápice do dia seria o, ora amado – ora odiado (e vamos explicar o porquê), Paso John Gardner. Do acampamento até esse que é o ponto mais alto de todo o Parque seriam apenas 4,5 km… Parece pouco né?! Aí é que se engana… Apesar da distancia curta, o trekker sai de 600 para 1200 m acima do nível do mar. São 600m de subida num trecho de 4,5 km!!! PAUSA! Antes de continuar o relato, considerando que esse é um trecho bem técnico, vamos elencar alguns fatores para vocês se nortearem e avaliarem a melhor decisão: Ficar no Acamp. Paso ou prosseguir até o Refúgio Grey. (nós optamos em seguir, mas isso não é uma regra ok?!) Trecho: Acampamento Los Perros – Acamp. Paso Subida: 4,5 Km Elevação: 600m (de 600m p. 1200m em relação ao nível do mar) Tempo de subida: 3-4 horas Descida: 4 Km Elevação: 800m (de 1200m p. 400m em relação ao nível do mar) Tempo de descida: 3 horas Trecho: Acamp. Paso – Refúgio Grey Distância: 15,5 Km Elevação: 350m (de 400m p. 50m em relação ao nível do mar) Tempo: 5 horas EM RESUMO: Até o Acampamento Paso são quase 9 km de muuuuita subida e descida que se faz em quase 7 horas. Para o refugio Grey você terá pela frente mais 7 km e 5 horas. Seja prudente e avalie. Durante o relato elencaremos os prós e contras da decisão, porém uma coisa é certa, se optar em seguir até o Grey tenha em mente que terá um caminho pesado pela frente e terá que sair de madrugada se não quiser chegar de noite no acampamento. CONTINUEMOS O RELATO… Na medida em que os primeiros raios de sol iam surgindo no horizonte íamos tendo uma noção do que nos aguardava para aquele dia. O primeiro desafio foi atravessar uma espécie de pântano de lama preta e pegajosa, sob um bosque de árvores baixas e retorcidas. Trecho vencido, iniciamos uma longa subida por um terreno cada vez mais descampado e pedregoso onde o ziguezague do caminho parecia não ter fim. Esta parte do percurso foi bem lento, haja visto que a subida era longa e íngreme. Confesso que tivemos de parar de vez em quando para recuperar o fôlego. Por estarmos percorrendo um trecho longo e em ziguezague, de tempos em tempos chegávamos a um platô que nos dava a falsa sensação de já estarmos chegando no cume. Triste ilusão… Depois de um pseudo cume de montanha vinha outro, e outro, e outro… e nada do Paso John Gardner. Nesse momento havíamos entendido o lado “odiado” do Paso. No entanto, o ódio não dura muito tempo… Ao fim de toda a subida, chegamos ao Paso John Gardner, 1200 metros de altitude, o ponto mais alto de toda a caminhada. Inexplicável… Inimaginável… Apesar do tempo estar contra nós, decidimos encarar o forte e frio vento que soprava para contemplar por uns instantes a visão que o Arquiteto do Universo nos permitiu presenciar. Afinal, gastar algum tempo para admirar a natureza é descobrir um mundo de tesouros. Confesso que ainda não encontrei momento mais agradável do que aqueles que tive apreciando a natureza e ouvindo os sons do vento. São lapsos de tempo como esse que nos lembram o quão bela a vida pode ser, pois ter um momento para descobrir a natureza é descobrir a si mesmo. Sim, concluímos que os seres humanos nunca estarão mais próximos de si do que quando estão perto da natureza… Alguns de nós gostamos de fantasiar um mundo mítico de criaturas sobrenaturais e planetas e, sinceramente, depois de ver o que vimos no Paso John Gardner, não acho essas fantasias necessárias quando vivemos em um planeta tão incrível como o nosso. O Paso John Gardner é um daqueles lugares que fazem o coração bater mais forte, que causa um nó na garganta e traz a sensação de que todo, absolutamente todo esforço valeu a pena. Uma pena as fotos não conseguirem capturar a essência surpreendente deste lugar… Infelizmente não podíamos ficar por lá muito tempo então, com a alma refrigerada, iniciamos a descida. E que descida! Sim, era tudo aquilo que haviam nos alertado! Além de escorregadio, o trecho era muito sinuoso e inclinado. E parecia não ter fim. Horas a fio. Mesmo com cuidado, nossos joelhos e pernas sofreram a cada passo. Quando chegamos ao Acampamento Paso, o que era eu dúvida virou certeza. Iríamos seguir adiante até o Refúgio Grey. O camping era numa área bem pequena, pouca gente acampa por ali. Além dum terreno muito irregular, as fortes rajadas de vento nos levaram a crer que o acampamento era, basicamente, para emergências. Paramos apenas para lanchar e recompor um pouco das forças. Caso a necessidade te leve a acampar por ali, aqui vai algumas dicas: Apesar de estar localizado na floresta, nas proximidades há uma bela vista do Glaciar Grey. É gratuito. Não possui chuveiros e os banheiros são bem precários (uma casinha sem janelas com um buraco cimentado no chão e uma cordinha para segurar enquanto se está agachado). Água só do rio, que não pode ser contaminada com nenhum tipo de componente químico (nem sabonete ok?!). Existe uma pequena área coberta com um telhado e uma grande mesa para cozinhar e comer. Possui um Guardaparque que monitora o local. Não há latas de lixo, você deve levar o lixo que produzir. A partir dali, as descidas continuavam e, mesmo que ainda dominantes, perdiam a intensidade com o passar das horas. Já podíamos novamente relaxar um pouco. Chegamos no Refúgio Grey no final da tarde e, de fato, valeu a pena caminhar um pouco mais. A infraestrutura do lugar é digna do preço que se paga por ela. 6000 mil pesos chilenos por pessoa. Banheiros limpos, duchas quentes das 19h às 21h, restaurante, albergue, camping, cozinha coletiva abrigada do vento com mesas e pia além de um armazém considerável com várias guloseimas à venda resumem os mimos deste Refúgio particular (vale dizer que o Grey constitui uma das pernas do circuito W, e, por ter um volume de visitantes maior, a estrutura se tornou proporcional ao lucro dado pelos tantos turistas que fazem o percurso mais famoso do Parque). RESUMO DO DIA: 7º dia: Acamp. Los Perros – Refúgio Grey Distância: 24 km Total: 134,5 km Tempo: 12 h Vídeo-relato do dia:
  10. 5º DIA: Acampamento Serón X Acamp. Dickson Enfim havíamos passado da metade dos dias propostos para nossa aventura! A essa altura ainda sentíamos dores pelo corpo e por vezes o cansaço nos persuadia a diminuir o ritmo mas, sinceramente, isso passou a ser irrelevante. O prazer de estar naquele lugar tão lindo falava mais alto em nosso interior. Até as mochilas pareciam estar mais leves. O caminho do Serón até o Dickson é simplesmente incrível! Proporcional a beleza, a dificuldade. Subidas íngremes e o vento implacável que por vezes nos fizeram perder o equilíbrio dominam esse trecho do percurso. A propósito, segue um vídeo que fizemos que dá para ter uma noção do quanto esses ventos são fortes! Boa parte da trilha programada para esse dia é margeando o Rio e o lago Paine. Aliás, entre um trecho de subida e outro íamos observando o esplendor daquelas águas cuja tonalidade era difícil de definir... Ora parecia verde, ora azul turquesa, ora esmeralda, ora assemelhava-se até ao azul profundo do oceano... Esse é um dia relativamente curto de caminhada e depois de algumas horas avistamos o acampamento Dickson. Ele é quase todo cercado pelo lago Paine e possui árvores em seu entorno que diminuem bastante a força dos ventos. O toque final desde que consideramos o acampamento mais belo de todos fica por conta do glaciar ao fundo, perfeito. Como havíamos chegado por volta das 16:30h, conseguimos tomar um bom banho (gelado), jantar e ainda ficar papeando em "portunhol" com uma turma animada de alemães, chilenos, bolivianos, holandeses e americanos que se conheceram durante o percurso e resolveram seguir juntos pelo circuito. Bons momentos... Detalhes do acampamento: A taxa de estadia custa $4.300 pesos e o camping possui banheiros e duchas de água fria, um tanque para lavar roupas e afins e um pequeno mercado. A área é relativamente plana e bem arborizada, porém não há uma estrutura coberta para preparar os alimentos mas sim bancos e mesas de madeira ao ar livre onde as pessoas se reunem para comer e bater papo. Até o próximo "capítulo"! Resumo do dia: 5º dia: Acamp. Serón – Acamp. Dickson Distância: 18 km Total: 99,5 km Tempo: 7,5h
  11. Salve Marcelo! Então... Segue a relação dos locais onde eu tenho certeza de ter visto pequenas mercearias que vendiam cerveja, vinhos, leite, biscoitos, macarrão, atum enlatado, bolo, etc: Acampamento italiano: NÃO Los Cuernos: SIM Las torres: NÃO Serón: SIM Dickson: SIM Los Perros: SIM Acamp. Paso: NÃO Refúgio Paine Grande: SIM Quanto a barraca, eu usei uma emprestada que foi comprada na Decathlon... 3 estações e nenhum stress! Quaisquer outras dúvidas é só falar ok?! Abração!
  12. 4º DIA - Acamp. Las Torres X Acamp. Serón O principal motivo de se acampar no “las torres”, além da gratuidade, é o fato deste ser a última base antes do Mirador “las torres”. Em outras palavras, significa que você pode acordar um pouco mais tarde e ainda ver os primeiros raios de sol beijando as rochas que são o símbolo do Parque e que dão nome à este num espetáculo incrível de beleza e paz. Devido ao cansaço da noite anterior não conseguimos acordar tão cedo quanto gostaríamos e, apesar do despertador ter gritado muitas vezes, só levantamos às 7h. Vestimos uma mochila de ataque contendo algumas frutas desidratadas e água e partimos rumo ao nosso 1º destino. O percurso é consideravelmente íngreme, leva cerca de uma hora até a base dos Picos e é bem demarcado. Vale destacar que ao longo da caminhada o viajante encontra vários pontos com vistas que rendem fotos incríveis! O céu estava perfeitamente claro - não poderíamos ter pedido por melhores condições - e assim que avistamos a base das Torres ficamos extasiados. Apesar do cansaço e das dores no corpo devido ao desgaste do dia anterior, a paisagem que te recepciona é uma recompensa emocionante! Vale cada passo, cada fisgada na panturrilha, cada gota de suor derramada na subida! Sentimo-nos simplesmente realizados e agradecidos por termos tido a oportunidade de estar ali. Revigorados e com uma sensação de paz interior incrível, iniciamos a descida. O fluxo contrário das pessoas que estavam em acampamentos mais distantes era intenso e por vezes a caminhada tinha de ser interrompida para que aqueles que estavam subindo passassem. Em alguns pontos só era possível trilhar um por vez. Chegamos no acampamento Las Torres por volta das 11h, arrumamos as coisas, desmontamos a barraca e partimos rumo ao Acampamento Serón. Novamente atrasados, é verdade, porém dessa vez de forma consciente já que preferimos estender um pouco mais a nossa permanência no mirante por conta da energia que o lugar emanava. Um dos privilégios de se fazer essas pernas do circuito "W" é que você faz o caminho indo e vindo, ou seja, aprecia as paisagens à sua frente num dia e no seguinte àquelas que estavam atrás de você. Boa parte do percurso desse dia era de paisagens que já havíamos visto no dia anterior (principalmente porque tínhamos errado o caminho , lembram?) Entre o Hotel de luxo aí da foto acima e o acampamento Serón o percurso era, digamos, "comum" e consistia numa trilha que ora era fechada e ora composta por caminhos descampados. Verdade seja dita, essa parte do percurso tinha sim a sua beleza mas quando comparado com o que tínhamos visto pela manhã concluíamos que era um paralelo injusto. O atraso proposital no Mirante Las Torres nos custou a luz natural. Chegamos no acampamento Serón de noite e exaustos. Assim como no dia anterior, não tivemos muita opção de local para montar a barraca - apesar da quantidade de trekkers ter diminuído bastante já que só vem para essas bandas quem está fazendo o circuito "Q" ou o "O". Sem stress, o cansaço, novamente, falava mais alto. Dessa vez preparamos uma sopa antes de dormir mas como passava das 22h os banheiros para banho já estavam fechados e a ducha teve de ficar para o dia seguinte. Em relação ao acampamento, fica a dica: O refúgio está localizado num campo aberto e, portanto, sujeito às intempéries do clima da região (em outras palavras, muita ventania) - cuidado ao deixar roupas penduradas fora da barraca. Possui uma pequena mercearia onde se pode comprar biscoitos, enlatados, pão, vinho, etc. e conta também com banheiros e duchas com água quente para banho das 6h às 22h. Ah, o pequeno armazém também só funciona neste horário. Resumo do dia: 4º dia: Acamp. Las Torres – Acamp. Serón Distância: 23 km Total: 81,5 km Tempo: 12,5h Video-Relato do dia:
  13. Salve Conterrâneo! Obrigado pelo elogio meu nobre! A idéia é nos ajudarmos mesmo! Quanto a sua pergunta... Sim, esse tipo de barraca aguentaria o tranco (pode ser que em alguns campings você precise amarrar mais pedras na base da lona do que em outros -portanto leve cordeletes extras - mas nada que não seja ajustável... O macete lá é, sempre que possível, ficar próximo às arvores, grandes pedras e outras barracas - jamais afastado/isolado ou próximo aos rios - para quebrar um pouco a força do vento). Em relação ao saco de dormir + um bom isolante térmico... Show de bola! Fique tranquilo quanto a isso... Principalmente se levar em consideração que você irá para lá no verão Valores dos campings: Acampamento italiano: GRÁTIS Los Cuernos: 8.500 Las torres: GRÁTIS ((Necessita de reserva!!!)) Serón: 8.500 Dickson: 4.300 Los Perros: 4.300 Acamp. Paso: GRÁTIS Refúgio Paine Grande: 5.200 Última dica irmão... Janeiro, fev, Março... Alta temporada... sabe como é né... Por via das dúvidas, certifique-se de que não precisará reservar outros acampamentos assim que chegar no Parque, enquanto estiver assinando a papelada e assistindo aos videos institucionais na entrada Laguna Amarga Digo isso porque ouvi alguns comentários lá de que o Los Perros pode ter que ser reservado em algumas épocas do ano Durante a minha jornada foi só o Las Torres masssss... vai saber né, VERÃO É VERÃO em qualquer lugar do globo! Espero ter ajudado... Precisando de mais alguma coisa é só avisar por aqui blz?! Sucesso na trip e vai por mim... Será inesquecível, concerteza! Abração
  14. Localizada na baía de Kotorska e a 90 km de carro de Dubrovnik, Kotor é uma cidade de espírito jovem e ambiente descontraído que combina tradição e modernidade em sua arte e arquitetura. Com belezas naturais intactas e o efusivo abraço da muralha medieval de 4,5km que envolve a cidade, é uma ótima (e rápida) alternativa para quem está turistando pelos países dos Balcãs. No mochilão que fizemos pela Europa (aos poucos iremos publicando aqui nossos relatos), reservamos um dos cinco dias que passaríamos no sul da Croácia para conhecer Montenegro, mais precisamente a cidade de Kotor, antigo centro marítimo e cultural que ainda hoje carrega o destaque de possuir um dos melhores carnavais da Europa. COMO CHEGAR? Com o carro que havíamos alugado dias antes no aeroporto de Split (Croácia), de Dubrovnik a Kotor levamos aproximadamente 2h30min - isso parando para tirar fotos, alfândega, etc. As estradas são muito bem pavimentadas e sinalizadas e tão logo chegamos na cidade pudemos notar o quão verdadeiro eram os relatos das pessoas que estiveram por lá antes. Que cidade linda e que povo acolhedor! PS: Não é necessário visto para entrar em Montenegro. A CIDADE MURADA: O QUE FAZER EM UM DIA EM KOTOR 1ª Parada: Conhecer a cidade velha que tanto nos havia encantado por fotos. E foi amor à primeira vista! Com uma arquitetura medieval majestosamente preservada, a cidadela cercada por muros de 4,5 km de extensão e por vezes 20m de altura, concebida em formato triangular (são dois rios em suas laterais e as encostas escarpadas do Monte Sveti Ivan atrás) é extremamente cativante e bela. Com suas ruelas emaranhadas e estreitas que formam uma espécie de labirinto harmônico, a singularidade de Kotor é transcrita no sinergismo que existe entre as casas históricas feitas de pedra, igrejas da era medieval, os palácios do século 17 e os restaurantes badalados, joalherias, cafés e lojas de renome internacional. O ponto alto de Kotor, definitivamente, não está nos prédios tombados pelo patrimônio público. A maioria, inclusive, estava fechado para visitação. Sem stress. A pequena cidade é tão aconchegante que o simples andar pelos becos observando as fachadas de pedra e a arquitetura medieval já é o suficiente para ter valido a pena o passeio. 2ª Parada (desafio): Percorrer a pé toda a extensão da muralha - quase 1400 degraus num percurso que leva aproximadamente 2h e que tem como destino final o forte Sveti Ivan de onde se tem uma vista ESPETACULAR da região! Depois de uma perambulada rápida pelas ruelas da cidade decidimos que não era a hora de cansar caminhando, nem tampouco relaxar apreciando as belezas do local. Isso porque fomos abordados por um local que, vendo que nós éramos turistas, nos sugeriu que, 1º subíssemos a muralha (se assim quiséssemos) e depois conhecêssemos a antiga cidade fortificada. Aceitamos a proposta e iniciamos o prazeroso, porém cansativo, percurso de mais de 2h margeando a Montanha pelas trilhas intramuros. Olha a dica pessoal (não façam como a gente)! Protetor solar, roupas e tênis confortáveis, além de uma boa e velha garrafinha de água acompanhada de um biscoito ou algo assim são fundamentais! O terreno é bem irregular, não há muitas áreas de sombra e água no trajeto só pagando (2x mais do que na base da cidade, é claro). Desafio cumprido, eis a conclusão: Vale cada degrau vencido! A vista da baía de Kotor e da cidade murada acalanta a alma e transmite uma sensação de paz indescritível. Sugiro, aliás, desligar por alguns minutos a câmera e os pensamentos para apenas contemplar a recompensa por ter superado o cansaço da subida. 3ª Parada: Almoçar num típico restaurante montenegrino Não preciso nem dizer que voltamos da subida maravilhados... porém exaustos e famintos ! Já passavam das 15h (o que não significa que isso seria um problema pois como uma típica cidade turística os restaurantes por lá funcionam até mais tarde) e tão logo chegamos na velha cidade pedimos uma sugestão numa lojinha de souveniers. Eles nos indicaram o KONOBA GIARDINO (konoba é o termo dado aos restaurantes administrados por famílias típicas da região e cuja gerência é passada de geração em geração) que no final nos chamou a atenção não só pela boa comida como também pelo ambiente asseado, familiar e pelo excelente atendimento. O cardápio era bem variado e, como de praxe, pedimos aperitivos, bebidas e um prato típico da região. Peixe fresco assado em churrasqueira, cordeiro com vegetais, Pašticada (famoso prato típico local), salada de polvo e outras guloseimas são só alguns exemplos...Haja coração! 4ª Parada: Continuar o passeio pela cidade murada (por no máximo 2h) Abastecidos, hora de "bater um pouquinho mais de pernas" pelas ruelas e labirintos da cidade. Vai por mim... Fazer isso em Kotor é viciante! 5ª Parada: Caminhar sem destino pela marina de Kotor A tranquilidade do local e o andar distraído pela marina superava qualquer cansaço ou dores nas pernas... A maresia suave e os rostos dourados refletindo a luz do sol de fim de tarde nos tentavam a permanecer na cidade até o anoitecer. Tenho certeza que seria super agradável e não descarte essa possibilidade em seu roteiro. Porém na nossa programação ainda faltava uma última parada e, por sinal, já estávamos atrasados se quiséssemos cumpri-la! 6ª Parada: Visitar a ilha de Sveti Nikola em Budva Esse era um ponto do roteiro que inicialmente não estava previsto e eu vou explicar o porquê. Na Croácia tínhamos ouvido falar de Budva, principal cidade de veraneio da costa montenegrina. Ouvimos falar também de num hotel badaladíssimo que ocupava toda a extensão de uma ilha e que, coincidentemente era nessa cidade. Já havíamos ficado outros 4 dias em locais praianos e, a princípio, queríamos algo mais urbano em Montenegro... Maaaas, a curiosidade e o espírito praieiro falaram mais alto! Já era por volta das 17h... E daí?! Budva, aqui fomos nós! Budva é uma cidadezinha super charmosa, simpática e de ar boêmio... Suas praias são de uma areia grossa capaz de agradar até aos mais seletivos quando o assunto são praias. Local ideal para relaxar ao som das ondas acompanhado de uma boa taça de vinho branco. Destaque também para as massas, saladas e frutos do mar (a um preço bem mais em conta do que em Kotor ou Dubrovnik por exemplo). Dizem os mais poéticos que durante a alta temporada as noites longas regradas a música, drinks e dança fazem de Budva o palco perfeito para um "amor de verão" pois os corpos bronzeados atraídos pelo prazer da liberdade e do jogo da conquista transformam os ares da cidadela. Não é à toa que milhares de italianos e, sobretudo, montenegrinos fazem de Budva o destino perfeito para suas férias (os solteiros que o digam). Quanto a praia de Sveti Stefan, uma ilha transformada num luxuoso hotel que hospeda famosos do mundo inteiro, só nos restou tirar algumas fotos . A ilha é exclusiva para hóspedes e como nosso "bolso" não nos permitia sequer chegar no saguão do hotel o jeito foi suspirar, girar no sentido contrário e retornar... Chato né?! Não tem problema não, se alguém por aí se hospedar na ilha conte-nos como foi ok?! No caminho de volta para Dubrovnik passamos novamente por Kotor e, maravilhados, constatamos que o espetáculo da cidade não se restringe apenas sob a luz do sol. Como há séculos, as tochas que antes iluminavam os postos de observação da muralha foram substituídas pela eletricidade e o resultado é um espetáculo tão belo quanto os outros vistos ao longo desse dia na cidade sob a luz do sol. EM RESUMO Kotor tem beleza, uma história riquíssima e é altamente diversificada. Facilmente acessível a partir dos destinos turísticos mais populares das proximidades, eu diria em poucas palavras para vocês: Vale muito a pena tirar um dia para conhecer esse paraíso na Terra! Segue o vídeo-relato do passeio que fizemos em Kotor. Espero que gostem!
  15. 3º DIA - Acampamento Italiano X Acampamento Las Torres Ter conseguido um bom lugar para acampar no dia anterior foi realmente fundamental . Os ventos na base do vale do francês são assustadores e o frio perto da corredeira que margeia o refúgio, pelo que ouvimos no café da manhã, atrapalhou o sono de muita gente. Nosso objetivo do dia era o Acampamento Las Torres (gratuito) e a trilha que encararíamos é, provavelmente, a mais batida e desbravada do Parque (o que significava também muito tráfego). O caminho tem uma variedade incrível de vida animal/vegetal e por grande parte do trajeto vamos margeando e sendo hipnotizado pelas as águas azuis leitosas do lago Nordenskjold à direita. Na verdade o transe alterna entre os encantos do lago e a visão do imponente maciço Paine à esquerda, com seus pontões (Los Cuernos) exibindo seus tons multi-coloridos. Depois de 1h30min (aproximadamente, muuuito tráfego de pessoas nesse trecho do percurso) chegamos ao acampamento Los Cuernos. Fizemos um lanchinho básico, retiramos de vez os casacos de frio e continuamos a caminhada rumo ao destino final. Previsão de chegada: em 5-6h, saindo de Los Cuernos. O percurso no começo é bem limpo, aberto e com pouca variação de altitude. Inclusive tudo parecia tão óbvio que cometemos um erro primário. Não observamos a placa que apontava para o Acampamento Las torres e fomos em outra direção. Eu explico: como o trecho até o camping é a última perna do "W" isto significa dizer que ele também é facultativo ou seja, você pode, caso queira, passar por ele e seguir em frente. Este erro nos custou quase 2h e tão logo percebemos o erro bateu o desespero. Será que daria para chegar ao Acampamento Las Torres antes do anoitecer? Deu, mas isso nos custou um esforço físico e psicológico tremendo... Imagine, você gasta aquele restinho de energia do dia pensando: "O acampamento está logo ali, dá para forçar mais um pouquinho... Já está acabando, vou até comer o resto de comida que sobrou!". Daí descobre que aquela parada derradeira não é o fim, 8-O que tem mais 2h de caminhada por um trecho longo de subida. Nossa, vou dizer para vocês, JAMAIS cometam esse erro!!! Que sensação horrível de desânimo... As dores na musculatura pareciam ter triplicado e os minutos começaram a parecer horas! Se tiver alguém da área médica lendo este relato, por favor, me explique que sensação terrível é essa! O caminho que nos levaria para o acampamento Las Torres, apesar de bem puxado, nos proporcionou belas imagens. Claro que não deu para prestar muita atenção por causa do cansaço e do psicológico abatido mas a sensação de paz que o lugar inspira é notório. Chegamos no Acampamento Chileno e ele já estava lotado. Era um mau sinal. Bora apertar o passo (como se fosse fácil depois de tudo que passamos)! Seguimos a trilha, que agora adentrava o bosque intercalando áreas mais abertas e outras bem fechadas. Apesar de seguir subindo, a não exposição ao sol (já passavam das 19h) e ao vento ("quebrado" pelas árvores) ajudava bastante. Quando chegamos ao acampamento Las Torres já era noite e fomos recepcionados pelo guarda-parques que nos alertaram para os perigos de caminhar a noite. Reconhecemos nosso erro e, exaustos, fomos armar o acampamento. Diferente da noite anterior, nos restaram péssimas opções de local (fora que quase destruímos umas 3 barracas pisando e tropeçando nas suas cordinhas de sustentação enquanto procurávamos um lugar no escuro), porém o cansaço era tanto que tão logo a barraca ficou em pé fomos dormir. Sim, sujos e com fome. RESUMO DO DIA: 3º dia: Acamp. Italiano – Acamp. Las Torres Distância: 20 km Total: 58,5 km Tempo: 9,5h Vídeo-relato do dia: No próximo post, a visão do paraíso! Até lá!
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