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ekundera

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Tudo que ekundera postou

  1. @Tito Bosco SSA Para reserva dos passeios, eu entrei nas páginas das agências na internet, enviei mensagem informando data de interesse, hospedagem ou alguma informação relevante. Depois disso, a negociação ocorre basicamente por email. As agências mandam mensagem com as informações e detalhes para pagamento, que é feito por um link que eles enviam do Mercado Pago. Efetuado o pagamento, eu respondia o email, solicitando o voucher. Esse processo aconteceu com quase todos os passeios, com exceção da navegação nas ilhas Marta e Magdalena, em Punta Arenas, porque eles pediram para o pagamento ser feito no dia do passeio. As passagens dos trajetos de ônibus eu fiz direto no site das empresas, com pagamento no cartão internacional. Essa parte foi tranquila e fácil, sem que precisasse ficar trocando emails. Minha viagem durou 20 dias (está no título). Você pergunta sobre o passeio ao Fitz Roy (agência e guia), no entanto este é um passeio independente para quem se hospeda em El Chaltén, não sendo necessário contratar guia. O que fiz foi comprar com antecedência (um dia antes) o transporte no terminal de ônibus para a Hosteria El Pilar e começar a trilha a partir desse ponto. Os valores dos passeios que mencionou foram os seguintes (valores aproximados em reais): - Perito Moreno - Quando fiz a reserva do passeio, já deixei incluído o traslado do hostel para o parque. Minitrekking R$ 460 (https://hieloyaventura.com/pt/inicial/) Entrada do parque R$ 70 - Navegação rios de gelo R$ 402 (https://www.patagoniachic.com/) - Torres del Paine full day R$ 196 (https://www.apatagonia.com/es/) - Base Torres del Paine R$ 232 (https://www.apatagonia.com/es/) - Isla Marta & Magdalena R$ 365 (em pesos chilenos ficou 63.000) - Este foi o passeio que teve o pagamento feito no local. (https://www.soloexpediciones.com/inicio) Em Punta Arenas, fiquei no Hostal Chalet Las Violetas. A localização é muito boa, bem próximo da Plaza de Armas. Minha recomendação é ficar hospedado nessas imediações.
  2. Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias Planejamento para viagem Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor. As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência. A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão. Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado. Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país. Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos. Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming. Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido. El Calafate Minitrekking Perito Moreno No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor. No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar. No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa. Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo. Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento. Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos. No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados. No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem. Navegação Rios de Gelo Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono. Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar. Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória. A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível. O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso. Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda. O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade. O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer. Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso. El Chaltén Chegada na cidade Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas. Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente. Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor. Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda. Laguna Torre/Cerro Torre Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre. Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo. Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água. Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores. A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot. Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado. Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele. Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro. Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho. Puerto Natales Chegada na cidade Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome. Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato. Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento. Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome. Full day Torres del Paine Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón. Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche. Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas. As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia. Trekking mirador base das Torres del Paine No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade. A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes. A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos). A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar. Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto. Punta Arenas Atrações na cidade Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região. Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte. Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia. Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro. Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães. Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado. Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento. Islas Marta e Magdalena O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia. Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento. Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente. Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades. Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento. O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço. Ushuaia Chegada na cidade A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada. Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar. Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista. A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis. Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour. O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos. O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha. É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais. Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos. O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava. Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul. O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil. Parque Nacional Tierra del Fuego Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava. No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco. É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade. Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo. Trekking Laguna Esmeralda Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado. Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros. O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C. A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante. Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa. A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico. Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá. Atrações para um dia tranquilo na cidade No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante. Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei. Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
  3. @femelo22 Levei dólares e troquei por pesos. Dá uma olhada no terceiro parágrafo, onde escrevi sobre o câmbio.
  4. @L'Brazx Haha, o texto tava muito grande pra eu estender muito sobre alguns lugares. Mas vamos lá. Campeche eu tinha vontade de conhecer por ter pesquisado e lido sobre a história do lugar, que me pareceu fazer dessa uma cidade com muitos atrativos. Mas achei a distância muito grande e o dia muito cansativo, por ser necessário madrugar para tirar o melhor proveito da viagem. A cidade tem o seu charme, mas o calor foi um empecilho muito grande pra mim. Andando um pouco, eu até entrei um um museu do lado da igreja dentro da muralha, mas achei muito resumido e diminuto, apesar de ter algumas peças pré-hispânicas de muito valor histórico e que dão certa curiosidade em conhecer o lugar de onde foram tiradas. Segundo as informações dentro desse pequeno museu, há um sítio arqueológico próximo da cidade que me instigou, mas eu não sabia como visitar. Acabou que o que eu mais gostei da cidade foi a história por trás, do que exatamente atrações para gente passar o tempo e conhecer bem sobre ela, entende? Eu não quero te desencorajar, porque você pode encontrar algo além do que eu encontrei, então minha opinião é apenas uma fração de outras coisas que você pode considerar. 😉 Cobá eu voltaria de novo sem pestanejar. Achei que vale a pena conhecer porque, apesar de ser mais um sítio arqueológico dentre tantos, poder subir na pirâmide principal e passar um tempo lá em cima, observar a floresta lá embaixo, guardar o momento na memória (e na câmera), estar nas alturas e superar aquela escadaria enorme, enfim, ter um monumento como esse disponível para o vaiajante interagir com ele traz uma maior conexão com o lugar. De novo: essa foi a minha sensação, mas não quer dizer que todos apreciarão da mesma forma. Será que ajudei ou atrapalhei? 😉
  5. @D FABIANO Pelas regiões onde passei, não percebi diferença na rotina causada pelos terremotos, por isso não sei dizer se ele afetou de algum modo o turismo nesses lugares contidos no relato.
  6. Muito bom o relato, bem detalhado e inspirador para outros viajantes. Parabéns! São dois países que realmente têm muito a oferecer e até dá pra uma segunda viagem escolhendo outras cidades ou se dedicando mais ao que gostou.
  7. Muito bom! Fui à Suíça em 2014, mas não explorei os Alpes, apenas algumas cidades. Apesar dos preços não serem assim uma Brastemp, a organização e a beleza são retornos garantidos para surpreender positivamente os visitantes. 😊
  8. @Anton Fiz um pequeno ajuste na tabela, porque os valores dos passeios estavam sendo considerados erroneamente em duplicidade. 🤑
  9. @Anton Fiz a viagem no final de abril pra maio desse ano. Eu havia feito essa planilha (abaixo) no início da viagem para ter noção de valores, então acho que ela abrange a maioria dos gastos que tive.
  10. Fiz um relato hoje e também ficou sem o rótulo. Se puder dar acesso para que eu insira... Obrigado!
  11. Minha viagem ao México foi de três semanas em maio de 2018, período distribuído entre seis cidades, de onde fiz alguns bate-volta essenciais para conhecer algumas atrações imperdíveis no país. Chegando no aeroporto da Cidade do México, fui cuidar de três providências para o meu tempo de estadia no país. 1. Câmbio: como eu havia pesquisado antes de embarcar, o câmbio feito pelas financeiras do aeroporto da Cidade do México é equiparado ao que a gente encontra em outros lugares da cidade. A moeda que levei foi o dólar, mas as casas de câmbio trocam também euros. Já fui com o propósito de trocar boa parte do valor que eu usaria por um bom tempo, de forma a evitar fazer isso novamente, a menos que eu fosse muito gastador. 2. Chip para celular: também comprei no aeroporto o chip que eu usaria durante todo o período. No próprio aeroporto me indicaram uma lojinha chamada Mobo, onde vendem chips de diversas operadoras, além de acessórios para telefonia. Escolhi um da AT&T com 2GB de internet com validade para um mês ao preço equivalente a 40 reais. Funcionou muito bem em todos os lugares e foi muito útil quando eu não tinha wifi disponível. 3. Passagens de ônibus: como o meu roteiro já estava todo planejado e eu já sabia o dia certo que eu ia sair de uma cidade para outra, já fui no guichê da empresa de ônibus ADO no aeroporto para comprar os trechos. Comprar as passagens com antecedência proporciona descontos, enquanto que comprando no dia da viagem, o valor acaba sendo maior. Eu havia tentado emitir os tíquetes pela internet no Brasil, mas o site não aceita pagamento com cartão que não seja do México, informação que foi confirmada no guichê durante a compra. Na Cidade do México usei metrô o tempo todo e achei muito prático, já que tem uma boa malha que leva à maioria das atrações. Os vagões são estreitos e meio abafados, além de sempre cheios praticamente o dia todo. Como o valor da passagem é o equivalente a 1 real, é uma forma de deslocamento que vale muito a pena. Desde o dia que cheguei na cidade, saindo do aeroporto, até o dia em que parti, usei sempre o metrô. Um inconveniente é que as estações possuem muitas escadas (nem sempre rolantes), daí carregar mala não é muito fácil. Além do metrô, usei ônibus e vans na cidade e achei os motoristas de transporte público sempre muito mal educados e imprudentes no trânsito, ouvindo música alta, falando ao celular, discutindo com passageiros. Até mesmo nos ônibus intermunicipais da ADO os motoristas gostavam de colocar música alta e eu desisti de sentar na frente e fui pro fundo. Foi uma experiência que podia ter sido melhor. Por outro lado, os moradores locais foram receptivos e educados nas vezes que eu precisei de informações na rua. Teve uma mulher que insistiu em pagar minha passagem quando eu não tinha moedas trocadas suficientes para dar ao motorista do ônibus. Foi uma experiência gratificante. Quanto à comida, experimentei muitos pratos do país e de modo geral são bem apimentados, e ainda colocam umas tigelinhas de molho na mesa para quem gosta de elevar a picância. E a pimenta acompanha a comida a qualquer hora do dia, mesmo no café da manhã os cardápios já trazem muitas opções de ‘desayuno’ que têm mais cara de almoço ou jantar. Na maioria das vezes, comida com molho tem grande chance de ser bem apimentada. Quando eu não queria pimenta, eu escolhia comer ‘tacos’, que são simples e saborosos e o molho vem à parte. Cidade do México – 5 dias/6 noites Dia 1 Museu Nacional de Antropologia: o lugar é imenso e é dividido em uma quantidade sem fim de salas em dois andares. A indicação é conhecer o museu antes de partir para as demais atrações da cidade, porque assim a gente se contextualiza sobre as histórias dos lugares e suas peculiaridades, permitindo que os passeios sejam mais fluidos por causa das referências. Já na entrada do museu há uma escultura monumental, com uma grande coluna central decorada sustentando todo o teto do pátio, chamada ‘el paraguas’ (o guarda-chuva). Em um lugar tão rico de informações como esse, acaba que passamos muitas horas por lá. No entanto, senti falta de bebedouros com água, já que não é permitido entrar com garrafa de água ou mochilas, devendo ser deixados nos guarda-volumes próximo da entrada. A região onde fica o Museu de Antropologia é no Bosque de Chapultepec, um espaço bem cuidado e bem popular para os mexicanos. Eu fui em um domingo e nesse dia a rua principal (Paseo de la Reforma) fecha uma parte para permitir que as pessoas possam andar de bicicleta, patins, fazer caminhadas, levar animais, enfim, se divertir no parque. Do lado de fora do museu, acontecia uma feirinha com diversas barracas de comida e artigos variados. No meio do gramado, pessoas faziam piquenique, esquilos roubavam alguns tecos de comida, crianças corriam em meio à apresentação dos ‘Voladores de Papantla’, que consiste em um grupo de homens tipicamente vestidos e girando de cabeça para baixo, pendurados por cordas presas a um poste muito alto, enquanto vão gradualmente soltando a corda e se aproximando do chão. A contribuição do público na compra das lembrancinhas vendidas ou em ‘proprina’ aos ‘voladores’ é o que sustenta os seus espetáculos. Andando um pouco mais pelo Paseo de la Reforma, chegamos ao ‘Monumento a la Independencia’, conhecido como ‘El Angel’, erguido em comemoração ao centenário da independência mexicana. O monumento fica no meio de um cruzamento com diversas ruas, numa região com bastante policiamento, com ruas bem cuidadas, calçadas largas e prédios enormes e bonitos. Dia 2 Pirâmides de Teotihuacán: como muitas das atrações na Cidade do México são fechadas na segunda-feira, este dia é ideal para ir ao sítio arqueológico. Sendo um lugar longe e descampado, com muita exposição ao sol, melhor ir logo cedo, ainda mais porque a turistada vai chegando e enchendo o lugar à medida que o dia avança. É bom levar bastante água, um lanchinho e protetor solar. As distâncias entre uma pirâmide e outra são grandes e tudo embaixo de sol forte, nada de sombra. Para chegar lá, é necessário ir para o Terminal Norte, comprar a passagem (ida e volta) para a Zona Arqueológica de Teotihuacán e pegar um ônibus que faz o trajeto em cerca de 1h15min. Após andar um pouco e passar pela entrada, já se avista a imensidão de construções pré-colombianas ligadas por um caminho chamado de ‘Calzada de los Muertos’, cheio de sobe e desce de escadas, iniciando na Cidadela, passando pela Pirâmide do Sol e terminando na Pirâmide da Lua. Há vários vendedores de lembranças no caminho entre os monumentos e também em barracas próximas da entrada/saída e da Pirâmide da Lua. A maior construção do complexo é a Pirâmide do Sol, que dizem revigorar as energias positivas. Para chegar ao topo, é necessário fazer várias paradas para tomar fôlego, enxugar o suor e, claro, tirar as fotos do alto. Os degraus são difíceis e bem irregulares, mas só ter cuidado e calma. São vários níveis da base ao topo e o patamar mais alto, bem em cima, é bem desgastado e não tem os encaixes perfeitos de pedras que é possível ver mais abaixo. Mais adiante, a Pirâmide da Lua se destaca como a segunda maior do sítio arqueológico, mas ainda assim um monumento imponente por ter sido construído em uma posição um pouco mais alta do terreno. Segundo a crença, a Pirâmide da Lua descarrega as energias negativas das pessoas. Ao lado dela há várias outras pirâmides em tamanho menor e de frente para um altar numa praça central, onde se acredita que eram realizadas cerimônias religiosas. Andando um pouco além da Pirâmide da Lua, um pouco além do estacionamento, existe um museu que pode ser acessado usando o mesmo ingresso do complexo, onde existem várias informações e objetos preservados de Teotihuacán, mas tendo passado um tempo subindo e descendo monumentos tão imponentes, fica um pouco mais difícil se impressionar com um pequeno museu. Para retornar, basta voltar ao início e esperar o ônibus no mesmo lugar da chegada. O retorno pode ser mais demorado porque o trânsito chegando na Cidade do México não é tão fluido. Dia 3 Dia de explorar a região central da Cidade do México. El Zócalo: a grande praça principal da cidade é onde está o centro político e religioso, com uma enorme área aberta disponível para os transeuntes contemplarem os prédios majestosos ao seu redor. Ali está a Catedral da cidade, construção do século 16 logo após a conquista espanhola. A Cidade do México foi construída sobre uma região pantanosa que foi aterrada anteriormente à chegada dos espanhóis. Com o tempo, alguns prédios e monumentos foram apresentando sinais que estão afundando pouco a pouco. A Catedral é um deles, e em seu interior há registros das mudanças de posições que a torre da igreja foi tomando com o passar dos séculos. Templo Mayor: ao lado da Catedral está o sítio arqueológico que já teve dimensões gigantescas, inclusive ocupando em outra época a área hoje ocupada pela igreja, onde estão os vestígios de um templo asteca. O templo foi quase totalmente destruído pelos espanhóis e ficou por muito tempo soterrado. A sua nova descoberta só ocorreu no final dos anos 1970, com muitas áreas perdidas para várias construções próximas devido à sua localização central, onde sempre funcionou o poder político. Após percorrer as fundações do Templo Mayor, visita-se um rico e bem organizado museu com vários andares. Um destaque é a parede de crânios dos vários sacrifícios humanos feitos pelos astecas. Palácio de Belas Artes: alguns minutos andando pela rua de pedestres que inicia em frente ao Zócalo, chega-se a esse belíssimo edifício de Art Nouveau em mármore branco. Ali está o Museu do Palácio de Belas Artes, com exposições diversas, mas o que chama a atenção, além da beleza do prédio, são os murais enormes nas paredes internas dos vários andares que é possível percorrer. Torre Latinoamericana: a torre está quase em frente do Palácio de Belas Artes e é um arranha-céu que, por fora, não tem atrativo, mas lá do alto tem uma bela visão por cima do Palácio de Belas Artes e dos prédios vizinhos, além de avistar vários outros pontos importantes da cidade. O ingresso pode ser usado para subir de dia e voltar à noite no mesmo dia para contemplar a cidade em diferentes momentos. Museu Mural Diego Rivera: pouco adiante está a mais famosa obra do marido de Frida Kahlo, um pequeno museu com o mural que ocupa uma parede enorme trazendo ilustres e outros tantos personagens da cultura mexicana. Quando fui, não havia mais nenhuma exposição, somente o mural mesmo, então é uma visita relâmpago. Praça da República: próximo dali, está uma grande praça com fontes de águas orquestradas em um balé contínuo, abrigando um enorme arco. O governo da época queria erguer uma obra inspirada no Capitólio de Washington, mas a Revolução Mexicana interrompeu a continuidade da obra. No subsolo do arco há algumas exposições, além de um elevador que leva até a sacada lá no alto, onde é possível dar uma volta completa ao redor da cúpula. É também possível percorrer o interior da cúpula através de escadas vazadas, que dão um pouco de medo porque a gente consegue ver tudo embaixo. Em horários definidos (verifique com os funcionários lá em cima), o mesmo ingresso dá direito a uma visita guiada pelo interior da cúpula. Há muitas informações, detalhes, objetos de arte e personagens históricos que fazem essa visita valer muito a pena. Dia 4 Castelo de Chapultepéc: depois que se desce do metrô para o Castelo de Chapultepéc, o próprio caminho é uma atração – o lugar está localizado no agradável bosque onde as pessoas se reúnem. Para acessar o castelo, há uma longa ladeira pavimentada somente para pedestres que vai subindo em volta da colina. No início da subida, os guardas revistam os pertencem e impedem levar garrafa de água. Há armários onde podem ser deixados objetos mediante o pagamento de alguns poucos pesos. O caminho não é difícil, sempre há praticantes de atividades físicas passando, bem arborizado e com bebedouros em vários pontos. Recomendo não chegar tarde, porque quando eu já estava saindo tinha bastante fila. Eu cheguei pouco depois do horário que abriu (9h) e não esperei nada para entrar. O castelo é onde funciona o Museu Nacional de História. O espaço é cercado de jardins com fontes e terraços, com exposição de acervo de diversas obras da cultura mexicana, sobretudo os vários belos murais que ocupam cômodos inteiros, retratando importantes passagens históricas. Como também já foi usado como palácio imperial e residência presidencial, podemos ver ambientes preservados retratando outras épocas, com seus móveis, utensílios, decoração finamente expostos para o público visitante (algo como o Grand Trianon de Maria Antonieta em Versailles). Basílica de Guadalupe: no santuário há algumas igrejas e capelas, tendo destaque as duas basílicas: uma mais antiga, do século 17, pequena por dentro e, portanto, sem tanto espaço para um grande público; e outra mais ampla e moderna, de meados dos anos 1970, sendo a basílica mais visitada das Américas. Dia 5 Museu Frida Kahlo: comprei o ingresso pela internet porque havia lido que sempre há filas. O museu abre às 10h, mas o ingresso online só libera a entrada a partir de 10h30, então quem compra lá na hora acaba entrando antes. Sacanagem! Outro absurdo é ser preciso pagar uma taxa para poder tirar fotos. O museu na verdade é a casa onde a artista viveu e morreu, então pode ser percorrido em pouco tempo. A ‘Casa Azul’, como é conhecida, mostra obras de Frida Kahlo, algumas inacabadas, além de móveis e objetos de uso pessoal usados pelo casal de artistas. O quintal do terreno é bem espaçoso e possui jardins, uma lojinha de souvenir, além de algumas esculturas de arte pré-colombiana que pertenceram aos famosos moradores da casa. Não muito longe (a pé), está a Casa Museu de León Trotsky, onde se refugiou o russo. Ele foi perseguido e assassinado a mando de Stalin e a sala onde ele foi morto é preservada exatamente igual ao dia desse acontecimento. O museu é bem pequeno e pode ser interessante percorrer os cômodos se houver uma contextualização da vida do líder russo refugiado. Do contrário, pode não ser muito proveitoso. Mercado de Coyoacán: no mesmo bairro onde estão as duas casas museus, recomendo visitar o Mercado Coyoacán, onde se pode comer pratos mexicanos, além de encontrar produtos locais e ‘regalos’ com bons preços. Após andar um pouco pelo mercado, chamei um Uber (já que não tem metrô) para o museu diferentão do ilustre senhor Frida Kahlo, Diego Rivera. O prédio do museu Anahuacalli é inspirado em uma pirâmide pré-colombiana, todo construído em pedras, com um acervo de peças pré-hispânicas reunidas pelo pintor. No último andar, há alguns esboços de murais que o artista não chegou a concluir. Canais de Xochimilco: numa região bem mais distante, ao sul da cidade, cheguei as canais ‘estilo Veneza’, com barcos super coloridos, as ‘trajineras’, que levam turistas em um passeio diferente. Vários vendedores flutuantes oferecem desde comida a ‘regalos’ e acoplam os seus barcos com os turísticos para os interessados em consumir os seus produtos. Como é uma região um tanto afastada, acabei contemplando rapidamente os canais e voltando em seguida. Puebla – 2 dias/2 noites A cidade de Puebla fica a apenas duas horas de ônibus da Cidade do México. Da rodoviária peguei uma van para a região próxima do centro histórico. Fiquei hospedado perto do Zócalo, a grande praça principal e melhor região para turistar pela cidade. Achei tudo uma graça, um lugar muito gostoso de andar e com muitas opções de roteiro para fazer. Centro histórico: o Zócalo é o coração da cidade e o ponto de partida para conhecer tudo ali. Ao redor da praça estão a prefeitura, a grande catedral, prédios administrativos e um comércio bem organizado. A partir dali, começa a Avenida 5 de Mayo, uma rua somente para pedestres muito agradável de percorrer, mesma rua onde está localizada a Igreja de Santo Domingo e o seu anexo, a majestosa Capilla del Rosario, com sua bela cúpula abundantemente decorada em ouro. Outros pontos próximos são: Museo Amparo, bem grande e com um ótimo acervo, além de um terraço no último andar de onde se tem uma boa visão da cidade; Plazuela de los Sapos, uma feira de antiguidades e souvenirs no fim de semana, além de barzinhos bem agradáveis; Mercado de Sabores Poblanos, pequeno e organizado, onde se pode experimentar a culinária local. Eu tinha intenção de ir a um parque chamado Paseo Bravo, mas o recepcionista do hotel não recomendou, por ser mais afastado e ter sempre ocorrências de roubos. No segundo dia, peguei um ônibus próximo ao Mercado de Sabores para ir à cidade vizinha Cholula (cerca de 30min). Ali existe uma igreja no alto de uma montanha, em uma subida cansativa mas com uma linda vista da cidade. A igreja é pequena, mas linda por dentro, e lá do alto podemos ver ao longe um vulcão que ainda está ativo. Ao longo do dia o vulcão fica coberto pelas nuvens, então se chegar cedo é mais fácil para vê-lo. Descendo a extensa escadaria da igreja, ao pé da montanha está a entrada para o sítio arqueológico de Cholula. A grande montanha na verdade se trata de uma pirâmide de proporções gigantescas, que havia sido coberta por mato e terra com o tempo. Na impossibilidade de escavar sem trazer danos à igreja, apenas algumas partes da pirâmide estão visíveis, com acesso por um longo e estreito túnel, por onde os visitantes entram para explorar o lugar. Já perto da saída, há uma pequena amostra da pirâmide que foi restaurada e onde se pode subir até o alto. O mercado de artesanato está bem em frente e, entrando pela cidade de casas coloridas pela rua principal, ainda tem o Zócalo e um comércio bem agradável para um almoço. Na parte da tarde, incluí uma atração indicada pelo educado recepcionista do hotel: a ‘Feria de Puebla’, que é um grande parque de diversões localizado bem no alto da cidade. Mas a intenção não era de entrar nos brinquedos, e sim subir o teleférico para completar a experiência de ver a cidade por um outro ângulo e me maravilhar ainda mais com o lugar. Além de uma quantidade enorme de brinquedos, a ‘Feria’ ainda tem jardins lindos e cheio de esculturas, palco com dança caribenha, comidas, bares, em um lugar com segurança e organizado. No teleférico é possível comprar o tíquete de ida e volta, mas eu comprei só de ida para descer mais próximo da cidade e fazer o caminho de volta ao centro a pé (cerca de 30min). Oaxaca – 3 dias/3 noites De Puebla para Oaxaca de ônibus são cerca de 5h. Peguei táxi de madrugada para ir ao terminal de ônibus. Como nas outras cidades, o ponto de partida é o Zócalo, onde está a catedral, uma feirinha de artesanato, o comércio mais arrumadinho, com restaurantes e turistas transitando. Em um dia é possível conhecer as atrações do centro histórico, como o Mercado 20 de Noviembre, onde se encontra a culinária local; Mercado Benito Juárez, onde há bastante artesanato; Calle Macedônio Alcalá, rua para pedestres com opções de restaurantes; Igreja e Templo de Santo Domingo, que tem o convento onde funciona um museu com bom acervo e com vista para o jardim botânico; Museo Rufino Tamayo, que é pequeno mas bem simpático; Museo de Arte Contemporaneo de Oaxaca (Maco), que achei uma perda de tempo porque o que estava exposto parecia trabalhos de alunos na escola. Para o segundo dia, reservei um passeio diretamente na recepção do hotel e a van me pegou pela manhã. O ‘recorrido’ consistia em: Árbol del Tule, uma árvore de mais de 2 mil anos e com o caule gigantesco que fica numa cidade vizinha; Mitla, um sítio arqueológico com construções pré-colombianas que ainda preservam muitos detalhes apesar do tempo; Hierve el Agua, piscinas naturais no alto de uma montanha que ficam bem na borda do precipício e foram sedimentando e formando um desenho como cascatas de pedras nas suas bordas. Aproveitei as barracas de comida ali e já comi uns tacos, que foi uma decisão acertada porque a van parou para o almoço cerca de 15h e num lugar caro e com comida nada demais. O passeio passou ainda por uma fábrica de tapetes, mantas e roupas artesanais e terminou em uma fábrica de ‘mezcal’, que é uma bebida parente da tequila, só que um pouco mais forte e com uma larva dentro da garrafa para consumir quem bebe o último gole. Como os lugares são distantes um do outro, achei que vale a pena contratar o transporte (equivalente a cerca de 50 reais), além de ter um guia turístico para auxiliar com informações. No terceiro dia, fui por conta própria ao Monte Albán. Para ir é bem simples: compra-se o ingresso em um escritório um tanto decadente na Calle Mina 518, mesmo lugar de onde sai o ônibus a cada hora a partir de 8h30. Cerca de meia hora é o tempo para chegar ao Monte, em caminho que vai serpenteando a montanha com um pouco de emoção por causa do precipício a poucos centímetros das rodas do veículo. Comecei pelo museu, que é bem pequeno e dá pra ver em poucos minutos, para depois ir para o complexo arqueológico, que é enorme e debaixo de muito sol e calor, por isso é bom não esquecer de levar água, lanchinho e protetor solar. São muitas construções em lugares altos, onde é possível chegar por enormes escadarias de pedras e ter uma bonita vista de todo o lugar, além de ser possível ver a cidade do alto. Mérida – 3 dias/4 noites De Oaxaca para Mérida, peguei um voo pela Volaris com conexão na Cidade do México. Viajar pela companhia é parecido com viajar dentro do Brasil, nada demais, nada de diferencial. Finalmente chegando em Mérida, pude voltar a usar o Uber saindo do aeroporto, já que não tinha essa opção nas duas cidades anteriores, somente táxi. O que diferencia a cidade das anteriores é o excesso de calor e umidade que incomodam bastante. Da mesma forma, o ponto de partida é o Zócalo, com uma praça simpática, a catedral em frente e um comércio intenso ao redor. Os museus da cidade são bem pequenos e dá pra ver tudo em poucas horas, não achei muito interessante. O bom é que não cobram entrada. Os passeios dentro da cidade incluem o Museu de Montejo, Museu Macay, Museu da Cidade, Palácio do Governo, Paseo Montejo. Já no dia em que cheguei, fui providenciar no terminal de ônibus (TAME) a compra das passagens para os passeios nos dias seguintes. O interessante em se hospedar na cidade é poder visitar alguns sítios arqueológicos normalmente cheios de turistas que vêm de Cancún, mas sem pagar os preços vultuosos que cobram em Cancún. Uxmal: sítio arqueológico que fica a cerca de 80km de Mérida. Ao chegar, o lugar em que o ônibus para é no meio da estrada, sem dar muita pista de que é ali o meu destino final. Mas como há algumas placas, a gente vai andando e avistando a entrada. Bem próximo da entrada há um restaurante e hotel, além de barraquinhas de souvenir, água e lanches, mas tudo muito caro. Por isso é bom levar bastante água e algum lanche para o tempo em que estiver lá, e prepare-se para muito calor. Depois de passar pela bilheteria e andar um pouco na direção do sítio arqueológico, a bonita ‘Pirâmide do Adivinho’ vai se revelando. Não é permitido subir, mas o complexo arqueológico é tão grande e tem tantas construções, que dá para explorar bastante as demais estruturas espalhadas por lá. Uma delas é a ‘Grande Pirâmide’, que fica mais distante e num ponto mais alto do terreno, onde se pode subir as escadas muito íngremes e contemplar a beleza do local. Para retornar à cidade, basta esperar o ônibus do outro lado da pista, que passa em alguns horários específicos. O que eu esperava era o das 15h, mas ele só foi passar cerca de meia hora depois disso, enquanto o ponto ia enchendo de gente, mas acho que ninguém fez a viagem em pé no caminho de volta. Campeche: saí bem cedo para conhecer e ainda tomar café em Campeche, cidade a 180km de Mérida. Trata-se de uma cidade litorânea, onde os espanhóis se instalaram pela facilidade de escoamento de mercadorias. O intenso comércio na região portuária passou a chamar atenção de piratas, por isso foi construída uma muralha ao redor da cidade para proteção dos saqueadores dos mares. Ainda hoje existe parte dessa estrutura de pé, e as casas coloniais dentro da cidade murada estão perfeitamente conservadas. Da rodoviária para o centro histórico, peguei uma van que passa próximo da muralha. Como o calor é intenso, quando vai se aproximando do meio do dia, é um pouco difícil andar pelas ruas. Por isso, logo depois de almoçar, procurei pegar o ônibus de volta para Mérida. Chichén Itzá: a 120km de Mérida e 200km de Cancún, este é o sítio arqueológico mais cheio de turistas, com muita gente vinda de Cancún para conhecê-lo. Por esse motivo, se chegar mais cedo, fica mais fácil perambular com tranquilidade. Considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno, Chichén Itzá envolve um grande terreno com uma série de construções pré-colombianas, com destaque para uma grande pirâmide que chama atenção logo na entrada, ‘El Castillo’, muito bem conservada e onde não é permitido subir. Eu comparei um pouco o lugar com Uxmal e tive a impressão que Uxmal é maior e com mais construções espalhadas no terreno. Há uma quantidade sem fim de vendedores ambulantes oferecendo as mais diversas lembranças com um preço bem parecido. Se pechinchar um pouco, dá pra levar alguns artigos que valem a pena. O discurso dos vendedores é sempre o mesmo: ‘Como é a primeira venda do dia, então pra você eu vou fazer esse preço.’ Ao sair de Chichén, se estiver sozinho, dá pra compartilhar com algum outro turista a corrida de um táxi até o 'Cenote Ik-Kil', distante menos de 10min. Os cenotes são piscinas naturais formadas em cavernas ou em buracos bem abaixo da superfície do solo. O lugar é lindo e profundo e dá até pra aliviar o calor entrando na água. Para isso, há aluguel de armários para guardar os pertences e, se preferir, pode também alugar coletes de flutuação na água. Antes de entrar na água, é necessário usar os chuveiros do lado de fora. Na volta para Mérida, o ônibus do meio da tarde estava cheio e tinha muita gente em pé, mas ao longo do caminho alguns vão descendo e deu pra todos sentarem um tempo antes de chegar. Playa del Carmen – 3 dias/3 noites Fiquei hospedado do lado da 5ª Avenida, que é onde acontece tudo na cidade, uma rua só para pedestres com intenso comércio de todo tipo e uma quantidade enorme de turistas de todo o mundo. Cidade de praia com muito turista = preço altos. Comparado ao interior do país, a Riviera Maya (região caribenha) explora bastante o turista e nivela tudo a dólar e euro, precisando de uma quantidade enorme da desvalorizada moeda local. Cobá: pela manhã, peguei a van no terminal de ‘colectivos’ da cidade, para Tulum, onde peguei outra van para Cobá (50km). Acho que dei sorte, porque parece que os ‘colectivos’ que vão para Cobá passam em horário muito específico. Por causa dessa restrição de horário, é mais comum ver gente visitando o local de carro. As ruínas de Cobá estão bem espalhadas no meio da floresta, por isso é vantajoso alugar uma bicicleta por lá. Há também opção de ‘bicitaxi’, que é uma bicicleta adaptada com um banquinho para até duas pessoas na frente, guiada por um funcionário do local. Também é possível conhecer o lugar a pé, sem problema, só vai levar mais tempo e suar mais, porque o calor ali é muito forte. O principal templo de Cobá é a Pirâmide de Nohoch Mul, onde se pode subir seus inclinados degraus até o topo, que é bem alto. Lá de cima, tem-se uma bela vista da floresta, coisa totalmente diferente dos demais lugares que visitei, porque ficavam em terrenos sem tanta vegetação. Como cerca de 13h eu já estava pronto para sair, mas a van só partia às 15h para Tulum, me juntei a um grupo de pessoas para diluir o valor de um táxi. Tulum: almocei em Tulum e peguei o ‘colectivo’ para a zona arqueológica da cidade, que fica bem próxima. Um pouco antes da entrada, existe um serviço pago de transporte em um trenzinho que leva até a bilheteria. Acabei pegando para evitar o sol intenso do caminho, mas achei a distância pequena e perfeitamente possível a pé. As ruínas de Tulum estão espalhadas na beira do mar do Caribe e isso é o seu diferencial, um pano de fundo muito fotogênico. A maioria das construções ali estão bem desgastadas pelo tempo e ainda há algumas que sobrevivem de pé, mas não se pode aproximar muito, apenas contemplar à distância, sem interagir. Para entrar no mar, normalmente há bandeiras que indicam se é ou não recomendável, e nesse dia a bandeira vermelha estava levantada, com a água um tanto agitada e cheia de algas, infelizmente. Para o último dia na cidade, eu havia comprado pela internet um ingresso para o parque Xcaret para passar o dia. Peguei o ‘colectivo’ no terminal e desci na rodovia entre Playa del Carmen e Tulum, onde há um ponto de espera para o ônibus oficial (grátis) do parque. Para quem comprou o ingresso pela internet, a fila para trocar o voucher é diferente da fila geral, mas parece que levou o mesmo tempo para ser atendido. A vantagem é apenas o desconto por antecipação da compra. O Xcaret é um parque aquático que oferece diversas formas de entretenimento, muitas delas pagas à parte, como mergulho, passeio de balão, nadar com golfinhos ou tubarões, mas eu fiquei só com o ingresso básico mesmo e até que achei divertido, mas ainda assim superfaturado. Dentro do parque há vários caminhos para seguir com um mapa em mãos ou usando as placas espalhadas. Há aquário, borboletário, aviário, apresentações cinematográficas de cerimônias pré-hispânicas, e, claro, um mar lindo ao fundo. O passeio que eu curti muito e repeti foi o do rio subterrâneo. Dá pra guardar os pertences em uma bolsa, que depois eles levam na saída do rio pra gente pegar de volta, e também ganhamos um colete flutuante para o percurso, que é bem cansativo. Às 19h é apresentado o show de encerramento ‘México Espectacular’ em um ginásio, mostrando vários elementos da história e da cultura, grandioso, bem feito, organizado, demorado, pra família toda se divertir. Cancún – 3 dias/3 noites De Playa del Carmen para Cancún é cerca de 1h30 de ônibus, rápido e tranquilo. Fiquei hospedado no Ibis no Centro, que fica próximo a um shopping com bastantes opções de compras e refeições. Há também vários ônibus e vans que param na frente do shopping e levam para todo lugar. Um dos passeios que escolhi fazer na cidade foi atravessar a balsa para Isla Mujeres. Peguei uma van para Crucero e depois outra para Puerto Juarez, de onde sai a balsa. Deixei comprada a ida e a volta, podendo escolher na hora da compra se prefere voltar para outro porto, que foi o que fiz, voltando por Playa Tortugas. Partindo de Puerto Juarez, a travessia é rápida, cerca de 20min, deslizando sobre uma água em vários tons de azul muito límpida. Isla Mujeres tem praias muito gostosas, água com temperatura agradável e mar calmo e raso. Muita gente aluga carrinhos de golfe para percorrer a ilha toda, mas há praias ali pertinho da balsa que já compensam. Em Cancún, existe uma torre panorâmica giratória que revela uma linda vista da cidade do alto. Para quem visita o Xcaret, o ingresso na torre é gratuito, basta guardar a pulseira utilizada no parque e apresentá-la para ter direito ao ingresso. Dali se avistam as mais bonitas praias da cidade, com destaque para a mais famosa, Playa Delfines, praia pública com mar cristalino e com ondas. Nesta praia está o letreiro colorido de Cancún, onde sempre há uma fila imensa de turistas para tirar fotos. As praias em Cancún de modo geral são de propriedade particular. São poucas faixas de areia aberta ao público, a maioria é explorada exclusivamente pelos hotéis instalados em cada área. Por isso acaba sendo mais difícil para o turista encontrar muitos passeios para fazer na cidade, e muitos pagam o preço de ficar em resorts para terem disponível para si uma ‘praia particular’. Mas a beleza do lugar, a mistura do calor com aquele mar infinito que chama para um mergulho são capazes de hipnotizar o visitante, que fica exigente com outras praias depois de uma experiência como essa.
  12. @mikecerqueira Eu fui em 2016 e peguei bastante dica daqui. Acabei subindo teleférico e depois fui descendo a pé pra ir conhecendo as atrações ao longo da descida. Gostei da experiência e achei Barcelona uma cidade encantadora. Obrigado pelo retorno, mesmo tardio. =]
  13. Olá, Cristiane. Você conhece o Airbnb? Muitas vezes ficar em uma casa de um morador local pode sair mais barato que hotel, daí compensa fazer uma comparação. O bom é que também dá pra configurar da forma como preferir. Na plataforma, é possível alugar apartamento inteiro, ou quarto individual em apartamento ocupado pelo dono, ou ainda quarto compartilhado. Quanto maior o desapego por espaço individualizado, mais barato costuma ficar a hospedagem. Talvez seja interessante dar uma guaribada lá no site. Um outro serviço de hospedagem, mas que ainda nunca usei, é o Couch surfing. Algumas pessoas até curtem, então pode ser uma oportunidade para usar, dependendo do perfil de exigências do hóspede.
  14. Próximo da praça Kennedy, em Miraflores, me indicaram ir em uma “oficina”, que é a loja maior da operadora, já que os quiosques não vendem. Imagino que se você procurar por uma “oficina” da Claro vai ser essa configuração, com atendimento por senha e vários balcões, estilo lojas maiores no Brasil. Achei tranquilo usar. Usei o passaporte e pedi pro atendente deixar preparado pra eu sair de lá com tudo funcionando.
  15. Escolhi o mês de setembro para ir para o Peru, pois havia lido que o período de chuvas vai de outubro a abril e chuva sempre atrapalha qualquer viagem. Na chegada no aeroporto de Lima, a primeira coisa que procurei foi um chip de celular para uso durante o período no país (2 semanas), mas, como eu havia lido antes, a lojinha da Claro do aeroporto não vende mais. O segundo passo no aeroporto foi trocar uns dólares por soles. Como a cotação é um pouco maior que as casas de câmbio, troquei inicialmente 100 dólares para os gastos mais imediatos. Por fim, para sair do aeroporto, era hora de ver o táxi. Muitos taxistas oferecendo o transporte por preços altos e em dólares, mas segui a recomendação de pegar o Taxi Green, que tem preços mais baixos, carros em bom estado e o pagamento é feito no balcão da empresa no próprio aeroporto. Pagamos 50 soles para Miraflores. Fui com amigos e nos hospedamos durante 5 dias em um apartamento pelo Airbnb bem próximo ao mar. Mas não pense que a praia tem a configuração que estamos acostumados no Brasil. Para conseguir chegar lá, é preciso transpor a região dos barrancos, descendo uma certa quantidade de escadas e passando por passarela sobre a rua que fica à beira mar, um tanto cansativo. E não espere encontrar uma praia com areia. Mas como a época em que fomos estava bem frio, a praia, que já não era convidativa, não parecia assim uma boa ideia. Para o primeiro dia na cidade, acabamos explorando a região próxima ao apartamento, já que já era perto da hora do almoço. Após deixar malas e resgatar a dignidade depois de uma noite passada em conexões de aeroportos, almoçamos uma comida deliciosa (lomo saltado) e com ótimo preço em um restaurante do lado do Parque Kennedy. E aproveitando o comércio ao redor, procurei uma loja da Claro para a compra do chip e do pacote de internet, já que os quiosques dentro dos shoppings e mercados também não vendiam. Não foi difícil encontrar a tal “oficina”, que é uma loja maior da operadora com muitos balcões de atendimento. Gastei 5 soles no chip e 20 soles em um pacote de 1GB de internet. Aproveitando o comércio intenso, descobrimos uma casa de câmbio também para trocar uma quantidade maior de dólares com preço mais vantajoso do que no aeroporto. É interessante também pedir notas de menor valor para facilitar na hora de pagar o Uber, por exemplo. Aliás o Uber foi o nosso meio de transporte durante todo o período em Lima. É uma cidade com trânsito intenso e grande quantidade de táxi em péssimo estado de conservação, daí garantir certo conforto no Uber e com o preço já conhecido de antemão é bem prático. Lima é uma cidade sempre cinza que raramente tem chuva ou sol. Mesmo assim, é indicado usar protetor solar porque a camada de ozônio que está sobre a cidade tem um grande buraco, deixando passar os raios mais nocivos à saúde. Mesmo com o frio que fez no meu período de viagem, esse cuidado é altamente recomendado. As páginas cupofthings.com e sundaycooks.com foram as que mais gostei de explorar e que indico para pesquisar sobre Lima. Há muitas dicas valiosas que usei e que poderão ser também úteis a outros viajantes. Dia 1 – Centro histórico de Lima Pegamos o Uber e paramos inicialmente na Plaza de Armas, uma grande praça no centro em torno da qual estão alguns dos lugares que visitamos no dia. A Plaza de Armas era um lugar já povoado antes da chegada dos espanhóis. Foi refundado em 1535 pelo conquistador Francisco Pizarro. No passado foi usado para touradas e execuções. Foi também onde aconteceu a proclamação de Independência do Peru. A Catedral de Lima está de frente para a Plaza de Armas. Sua construção iniciou em 1535 e sofreu com muitos terremotos. Sua arquitetura se inspirou na Catedral de Sevilha. Outro ponto também situado ali é o Palácio Arquiepiscopado. Bem ao lado da Catedral, tem fachadas com dois grandes balcões bem conservados apesar do tempo. Desde 1535 foi o local que Pizarro escolheu para acolher o clero. De frente para a praça, o Palácio do Governo, com soldados em guarda na sua frente, é a sede do governo peruano. Para sua visitação, é necessário agendar com 48 horas de antecedência. Andando alguns quarteirões, chegamos ao Convento de São Francisco. Fundado em 1546 e reconstruído pela última vez em 1642, sua grande atração são as catacumbas, onde muitos moradores foram enterrados para estar mais perto de Deus. Essa função foi desativada em 1810. Mais adiante, o Parque da Muralha é um lugar agradável para um rápido passeio durante o dia. Mas não senti muita segurança em afastar um pouco além do parque, ainda mais que já é possível avistar favelas ao longe. Em alguns pontos embaixo da estrutura do parque, é possível ver os muros construídos pelos espanhóis para proteger a cidade de ataques piratas ou invasões inimigas. Enquanto era colônia espanhola, a cidade era toda cercada pela muralha, por isso até hoje o nome do distrito é Cercado de Lima. Perto dali está o Convento de Santo Domingo, fundado em 1535 e reconstruído pela última vez em 1746, seu interior possui grande acervo de arte sacra. Finalmente, andando um pouco mais, chegamos na Plaza San Martín. No centro da praça está a imponente estátua do libertador San Martín montado em seu alazão. Ao redor da praça, estão o Teatro Colón e o Grand Hotel Bolivar, famoso como o melhor pisco da cidade. Dia 2 Pegamos o Uber para a Huaca Pucllana. A Huaca é um sítio arqueológico dentro da cidade, entre San Isidro e Miraflores. É uma construção em tijolos de barro, constituída de uma parte térrea e uma pirâmide reservada aos rituais sagrados. A disposição dos tijolos em pé e com pequenas brechas entre eles para suportar tremores de terra já mostra os avançados conhecimentos de arquitetura dos povos pré-incas séculos atrás. A pirâmide possui sete níveis, mas eles foram construídos em diferentes momentos da história e por diferentes culturas. Logo em seguida, fomos ao Mate, que é o museu privado de Mario Testino. A visita é curta por ser um lugar pequeno, mas faz a gente experimentar entrar numa revista de moda. São fotos enormes de personalidades nas paredes, inclusive com uma ala dedicada a Lady Di. Há também uma ala que causa impacto visual com fotos super coloridas de trajes típicos andinos que faz valer a pena a visita ao pequeno museu. Em seguida, perto da hora do almoço, chegamos ao Shopping Larcomar. Ao chegar ao shopping, achei estranho não o avistar da calçada. Isso porque ele fica uns níveis abaixo da rua, bem na encosta com uma bela vista para o mar. Seguindo a dica das meninas do site Cup of Things, anotei alguns restaurantes com bons preços para experimentar na cidade. Um deles, o T’anta, tem endereço no Larcomar e foi super aprovado, além do que almoçar com vista para o mar sempre vale a pena. Após, conhecemos o Mercado de Surquillo. Além dos artigos habituais de um mercado municipal, o Surquillo tem muitos produtos, como frutas, temperos e especiarias regionais, que são muito diferentes para nós. Apesar disso, o lugar não me cativou. Fica numa região bem feia da cidade e não tem muito ar de lugar seguro, com uma confusão enorme de veículos e entulho ocupando o mesmo lugar do lado de fora, que não agrada o turista. Finalmente, atravessando a ponte próxima do mercado, fica a Av. Petit Thouars, com vários mercados de artesanato, que é um paraíso para a turistada, com muitos itens para comprinhas. Dia 3 O dia começou com o Museu Larco. O Larco é um museu privado instalado em um palácio do século 18. Sua fachada e jardins são os pontos altos da visita. Bem arborizado e com flores que dão muita cor na parte de fora, há ainda esteiras disponíveis para os visitantes desfrutarem de um lugar tão belo. Em uma sala apartada do museu, uma parte do acervo que chama atenção é a galeria de cerâmica erótica. E completando um ambiente tão agradável, existe um café-restaurante com preços bem acessíveis e comida deliciosa (características que se tornaram de praxe na cidade). A maioria das mesas já estava reservada, mas como ainda não era meio-dia, conseguimos uma das poucas mesas disponíveis. Na parte da tarde, o Parque de La Reserva foi a escolha. O parque tem um conjunto de bonitas fontes de água no “Circuito Mágico del Agua” que dançam e se iluminam. É bom verificar o horário de abertura do parque, que acontece no meio da tarde. Há também um show holográfico à noite, mas acabamos não vendo porque chegamos cedo e a espera seria longa, além do frio que fazia. Dia 4 Pegamos o Uber para Parque Bosque El Olivar. O bosque das oliveiras é um lugar bucólico e agradável que fica no charmoso bairro de San Isidro. As árvores bem cuidadas e o laguinho com crianças brincando ao redor faz do lugar um ambiente bem gostoso de visitar. A vizinhança é também muito bonitinha, com casas mais arrumadas e lojinhas bem frequentadas. Como as distâncias ficam próximas, nesse dia exploramos tudo a pé. Como nessas proximidades fica o Restaurante Barra Chalaca (sugestão das meninas do Cup of Things), foi o dia de experimentar mais recomendação. É um lugar bem pequeno, com mesas do lado de fora, com uma comida deliciosa como sempre. São poucas mesas, mas chegamos cerca de meio-dia, então não tivemos problema de espera. Mas a fila se formou pouco depois e foi só crescendo. Andando um pouco mais por San Isidro na direção do mar/Miraflores, outra surpresa recomendada pelo Cup of Things, mas que acabamos chegando por acaso foi a sorveteria artesanal Amorelado. A loja é bem pequena, mas com decoração retrô que é um charme. E os sorvetes são produção própria e bem indicados. Terminamos o passeio pelo Malecón, a região bem cuidada que fica ao longo das falésias, formada por uma sequência de vários parques. É fácil encontrar muitas pessoas fazendo uso das suas estruturas, com quadras de esporte, pista de skate, bares, restaurantes, um passeio com bastante movimento e vista para o mar do Pacífico. O Parque del Amor é um desses lugares no Malecón, com paredes de mosaico ao estilo de Gaudí em uma área bonita e bem frequentada. A descida até a praia não é tão fácil, mas em algum ponto tem um caminho íngreme com escadas que cansam um pouco. Cusco No aeroporto de Cusco, fui saber o valor do transporte no guichê de táxi oficial e me assustei, porque além de bem caro, era cobrado em dólares. Como do lado de fora havia alguns taxistas oferecendo o serviço, pedi para o motorista me mostrar o carro dele para avaliar o tamanho e estado, e negociei por 15 soles o valor até próximo à Plaza de Armas. Como é indicado fazer a aclimatação por causa da altitude, deixamos o dia livre para apenas fazer o reconhecimento da cidade sem pressa. A melhor localização é próximo à Plaza de Armas, prestando atenção que tem lugares que estão em níveis mais altos, com acesso por ruas com escadas, que podem incomodar o viajante que leva uma mala, ou cansar mais rápido por causa da altitude, ou outro inconveniente. Uma ideia para saber os níveis das ruas pode ser se posicionando no mapa na Plaza de Armas, ficando de frente para a Catedral de Cusco. À frente é subida, atrás é descida e nas laterais é plano. Para os passeios, ao chegar ao hotel em Cusco, já fui abordado por uma agência de viagem, que me mostrou o catálogo dos passeios. Como eu tinha já anotado antecipadamente os que eram de meu interesse, bastou escolher os que eles disponibilizavam. Assim, já deixei tudo pago e agendado, preenchendo os meus dias que ficaria em Cusco. Deixei também pago o boleto turístico e, mais tarde no mesmo dia, a agência já deixou ele na recepção do hotel. Esse boleto contém a maioria das entradas nos passeios de Cusco. Para prevenir do mal da altitude, no hotel em que fiquei, havia na recepção uma garrafa com água quente e folhas de coca secas para fazer infusão e tomar o chá. Como é estimulante, o indicado é só tomar o chá durante o dia. Para o preparo da infusão, 3 ou 4 folhas são suficientes. O gosto é de qualquer outro chá, nada demais. Não sei se eu passaria mal sem ele, mas eu prefiri não arriscar, com risco de estragar o passeio. A página andarilhosdomundo.com.br foi onde peguei muitas informações sobre os passeios a partir de Cusco e vale a pena a leitura dos textos para se programar melhor. Dia 1 – Vale Sagrado A van nos pegou no hotel bem cedo para um passeio que duraria o dia inteiro. Com o boleto turístico em mãos, seguimos com mais uma porção de turistas de vários países diferentes. Primeira parada: uma casa em Chinchero de umas senhoras de roupas típicas que ensinam alguns costumes e tradições, criam suas lhamas ou alpacas no pequeno curral e possuem uma pequena exposição dos mais diferentes produtos de lã para venda no local. Em seguida, chegamos a Moray, o sítio arqueológico com os anéis concêntricos em vários níveis. Uma das teorias sobre o lugar diz que é provável que os incas aproveitavam a diferença de temperatura entre os diversos níveis para fazer testes de adaptação dos produtos que plantavam. Mais adiante, para chegar nas salinas de Maras, passamos por uma estrada à beira do precipício na descida da montanha, que dá até certo medo. Maras é uma área em que se produz artesanalmente sal em várias poças rasas em terraços de níveis diferentes, de onde corre a água salgada que vem da montanha. O almoço, que também deixamos pago junto com todo o passeio, foi em um buffet em Urubamba. Como o ônibus só pararia o tempo certo de almoçar, não daria para explorar a cidade. Após o almoço, chegamos a Ollantaytambo, uma das cidades mais charmosinhas do passeio. Como há estação do trem para Machu Picchu ali, muita gente acaba não voltando para o ônibus para pegar o trem depois de conhecer melhor a cidade. O passeio envolve a subida na montanha usando os degraus construídos pelos incas. É cansativo, mas é uma vista linda a que se tem lá de cima. A última parada do dia foi em Pisaq, mas dessa vez o ônibus fez toda a subida até a montanha, poupando o esforço físico dos turistas. Mais uma vez, a vista das montanhas é um espetáculo. Os incas cultuavam a natureza e viviam em harmonia com as suas formas, aproveitando os espaços naturais para favorecer a sua sobrevivência e a vida em sociedade. A conservação desses sítios arqueológicos dá uma grande amostra de como funcionava essa relação entre os incas e a natureza. Dia 2 – City Tour O city tour dura uma tarde e se inicia em frente à Catedral, na Plaza de Armas. No meio de uma multidão de pessoas (acontecia um casamento coletivo), foi um desafio saber o ponto de encontro com o guia para o passeio. Uma vez junto do grupo, era hora de explorar o interior da Catedral. Uma pena que não é permitido tirar fotos, porque os detalhes internos acompanhados das explicações do guia fazem valer a pena uma visita. Qorikancha ou Templo do Sol fica também bem próximo da Plaza de Armas e o grupo foi conduzido a pé pelo guia. Nesse local, a base da construção inca foi aproveitada pelos espanhóis para erigir um convento, mas é possível ver a estrutura construídas pelos incas em algumas paredes preservadas até hoje. Mesmo passando por alguns terremotos, a sólida estrutura inca se preservou, enquanto a espanhola precisou ser refeita. Saindo de Qorikancha, é hora de todos entrarem no ônibus para seguir para as demais atrações. Próxima parada: Tambomachay. A partir da recepção, o caminho é uma subida cansativa, já que este é o ponto mais alto no passeio, com mais de 3700 metros acima do nível do mar. Nesse lugar, os incas se dedicavam ao culto às águas, como um templo de purificação. Diz a lenda que tomar água desse lugar cura vários males. O próximo sítio arqueológico foi Q’enqo, um lugar também no alto, de onde se tem uma boa visão de Cusco. Ali existe um labirinto de rochas, onde acessamos os túneis para chegar a um espaço apertado com uma grande pedra em forma de mesa de sacrifícios, onde os incas realizavam rituais. O último lugar no city tour é Sacsayhuaman, ou, como o guia brincou, é mais fácil dizer como os americanos: “sexy woman”. Trata-se do maior templo de Cusco, onde funcionou uma fortaleza militar guardando a entrada do império. Sua estrutura é formada por pedras gigantescas, polidas e encaixadas de forma impressionante sobre como isso foi possível cerca de um a dois séculos antes da chegada dos espanhóis. Dia 3 – Vale Sagrado Sul Um ponto negativo nesse passeio foi que a van nos pegou no hotel já eram cerca de 9h da manhã e o passeio duraria até cerca de 15h, sem parada para almoço. No caminho de volta, algumas pessoas ficaram em restaurantes com comida típica que o guia indicava fora de Cusco, mas depois esses grupos desgarrados ficariam por sua própria conta para voltar para a cidade. Passamos primeiro por Tipón, onde existe todo um sistema de irrigação bem organizado, onde os incas faziam um uso bem otimizado da água para a sua agricultura. Ao redor de um lugar bem arquitetado e fértil, existia também um templo religioso, sendo ainda preservada parte da edificação no local. Mais adiante, as ruínas de Pikillakta são de sociedades pré-incas (wari) e ainda não foram totalmente exploradas pelos pesquisadores. Pikillakta era uma cidade branca, com as paredes das construções caiadas de gesso. As pesquisas nesse sítio avançam na medida em que é liberada verba pública, mas constantemente o orçamento não é suficiente, fazendo estagnar as explorações por longos períodos. O último ponto incluído no passeio foi Andahuaylillas, um lugarejo com uma igreja ornamentada de paredes e teto pintados com imagens religiosas e, por isso, conhecida como a “Capela Sistina das Américas”. Em alguns pontos nas paredes é possível ver uma sobreposição de pinturas por outros trabalhos artísticos, o que revela uma rixa entre as ordens religiosas que dominaram o local. Em frente à igreja, há uma feirinha de artesanato e algum lanche, que foi providencial porque já passava da hora do almoço e ainda tínhamos que fazer o caminho de volta para Cusco. Dia 4 – Explorando Cusco Esse foi o dia em que não marcamos passeio com guia e resolvemos andar pela cidade para conhecer outros recantos ainda não explorados. Guiados pelo Google Maps, subimos as cansativas ruas com escadas na direção de San Blás, um bairro mais alto e bem charmosinho. Ao lado da igreja de San Blás, há uma feirinha de artesanato, além de vários pátios com produtos para turistas. Ao longo das estreitas ruas, existe comércio de todo tipo. Entramos em alguns pelo caminho para os souvenires e fomos na direção da Pedra dos 12 Ângulos. Muitas construções na cidade foram feitas em cima das bases incas, restando muitas paredes ainda originais. O encaixe perfeito das pedras muitas vezes traz recortes formando desenhos bem diversos. Assim a Pedra dos 12 Ângulos é famosa por ter essa quantidade tão original de recortes. Seguimos para dois museus incluídos no boleto turístico e que ficam bem próximos um do outro e bem próximos do templo de Qorikancha: Museu Municipal de Arte Contemporânea e Museu Histórico Regional. São lugares pequenos, com algumas exposições culturais que poderiam passar desapercebidas, mas já estavam incluídos no valor pago pelo boleto, então não tinha nada a perder a não ser a sola do sapato. Andando um pouco mais, chegamos ao Museu do Sítio de Qorikancha, que não é o mesmo que visitamos no city tour. A entrada do museu é subterrânea em fica um pouco escondida, confundindo um pouco o visitante. É um museu bem pequeno, com exposição de cerâmica, algumas múmias e rituais usados pelos incas, inclusive mostrando como eram feitas cirurgias já naquela época. Um pouco mais distante, mas ainda assim fomos a pé, está o Monumento Pachacuteq. Esse é o mesmo líder inca que tem a estátua na Plaza de Armas, mas no Monumento a estátua é gigantesca e fica em cima de uma torre. A subida é através de uma escada interna em espiral, com vários andares com pequenas exposições sobre a cultura local. No último nível, chegamos nos pés da estátua e é impossível fazê-la caber em uma foto tirada de perto. Voltando em direção ao centro, chegamos na “25 de março” de Cusco, região com vários centros comerciais e uma quantidade enorme de lojas com preços populares e todo tipo de mercadoria. Perto dali, está o popular Mercado de San Pedro, com uma grande variedade de comidas expostas sem muita higiene. Vendem muita coisa estranha, inclusive vi uns recipientes com cérebro sem refrigeração. Não comprei nada ali, só uma visita foi suficiente. Machu Picchu Se não for fazer a trilha de quatro dias que leva a Águas Calientes (=Machu Picchu Pueblo), a outra maneira para chegar é somente por trem. É imprescindível comprar antecipadamente a passagem de trem de ida e volta, já que é arriscado não ter passagem disponível quanto mais perto estiver da data da viagem. O ingresso para a entrada de Machu Picchu também é bom comprar com certa antecedência, porque tem número limitado de visitantes por dia/turno. Compramos a passagem de trem saindo da estação de Poroy, que é a mais próxima a Cusco. O próprio hotel deixou reservado o táxi para nos pegar. Como voltaríamos para o mesmo hotel posteriormente, eles guardaram nossas as malas, assim poderíamos viajar apenas com mochilas, já que a estadia em Machu Picchu era bem curta. Viajamos pela Perurail, que tem trens que variam de categoria e preço. Nos horários que escolhemos, pegamos na ida o Vistadome e na volta o Expedition. O primeiro é mais confortável e tem um lanche mais generoso, enquanto o segundo é mais simples e oferece um belisquete estilo biscoito de avião, então melhor não viajar com fome. Os trilhos seguem as margens do Rio Urubamba até Águas Calientes, em uma viagem de cerca de 3 horas e meia, com lindas paisagens entremeadas por montanhas. O povoado de Machu Picchu é bem pequeno e lá não circulam carros. Os veículos desse tipo que existem por lá são somente as vans oficiais que levam os turistas para a montanha. Então é fácil circular para o reconhecimento da cidade. E também qualquer lugar que escolher para hospedagem fica perto de tudo. Eu até esperava que a cidade fosse um pouco mais bonitinha, em vez do aspecto de favela que se via em várias partes. Diferente do clima em Lima e Cusco, Águas Calientes é mais quente e já dá pra usar bermuda e camiseta. Na chegada à cidade, já fomos ao guichê das vans para deixar comprada a passagem para subir e descer a montanha. O preço é salgado e em dólares, mas eles convertem em soles na hora. No dia seguinte acordamos de madrugada, tomamos café na pousada (que servia desde às 4h) e fomos percorrendo a gigantesca fila para ver onde acabava. Demoramos cerca de 2 horas até chegar a nossa vez de pegar a van. Por isso eu recomendo não se enrolar e pegar a fila o quanto antes se for visitar Machu Picchu no turno da manhã. Existe a opção de seguir a trilha a pé, mas pode ser cansativo e demorado. É bom lembrar que tem que ter pique ainda para conhecer a montanha. Machu Picchu é o ponto alto da viagem. Como a sequência de passeios até chegar aqui é uma onda crescente, é recomendável deixar essas ruínas para o final, senão há risco de se decepcionar com os outros lugares se eles forem visitados após Machu Picchu. Como não há banheiro dentro da cidadela dos incas, use o que tem de fora antes de passar pelas catracas. Também não é permitido comer dentro do sítio. Mas leve alguma coisa para comer na saída antes de pegar a van de volta. Leve também água para as várias horas que permanecer lá. Além do filtro soltar, outra coisa que acho essencial levar é o repelente. Os mosquitinhos grudam na pele e deixam um vermelhão que coça muito. O espetáculo das ruínas de Machu Picchu se abre rapidamente tão logo a gente entra no parque. O deslumbramento é inevitável e a vontade é de conhecer cada impressão, cada cantinho, cada detalhe para guardar na memória algo tão precioso. E é uma integração linda com a natureza, parece muito natural a existência de um lugar que se encaixa perfeitamente ao cenário das montanhas ali naquele espaço. No caminho sempre há uma boa quantidade de escadas para subir e descer, mas a exploração das áreas edificadas que podemos ver ao nosso redor é fácil e não precisa de grande preparo. Talvez seja necessário um tanto maior de esforço para explorar as áreas mais distantes, como a Porta do Sol, ou para subir as montanhas compradas à parte do passeio mais simples. Alguns turistas são repreendidos vez ou outra pelos seguranças por se alimentarem ou alimentando as lhamas. Quando os bichos sentem o cheiro de comida, eles se aproximam mesmo. Por isso muita gente, para tirar foto junto com eles, buscam atraí-los com alguma guloseima. Atualmente o parque mudou as regras para acesso. Antes o ingresso valia para o dia inteiro, agora temos que escolher o período (manhã ou tarde) e não ultrapassar o horário limite. Outra alteração foi a exigência de ter um guia turístico junto dos visitantes. Eu fui poucos meses após essas mudanças e ainda não vi a exigência por lá. Li relato de turista dizendo que conversou com funcionários do parque e esses teriam dito que as regras passariam a valer a partir de 2018. Seja como for, é melhor estar preparado caso eles passem a colocar as novas regras em prática. É bom não ser pego desprevenido para a viagem ser memorável. Mas isso não é difícil em um destino desse porte. E por fim, não se esqueça de carimbar o passaporte na saída. É uma lembrança oficial para levar pra gente mesmo.
  16. Mike, eu pretendia conhecer Montjuïc e subir usando o teleférico, mas você recomenda que não é uma boa opção. Como foi a sua experiência?
  17. Obrigado, leila.lima. Este foi o apartamento em que fiquei: https://www.airbnb.com.br/rooms/2456319 A localização é bem boa, mas como eu fui em época de calor, achei o espaço abafado e precisando de sol pra tirar um pouco do cheiro de mofo. Sobre localização em Paris: percebi que não é tão importante ficar em determinada região por ser centralizada (além de mais cara). Basta ficar próximo a uma estação de metrô, que o deslocamento fica muito facilitado. Como a gente vai pegar metrô com frequência e o sistema é muito eficaz, ter uma vizinhança tranquila, com alguma estrutura nas imediações para comprar víveres em algum mercadinho é o ideal para a estadia. Com isso em mente, eu ficaria facilmente em outro apartamento, com possibilidade de pagar até mais barato. =)
  18. Paris é apaixonante e uma cidade de mil encantos. Nunca esgotamos o que tem lá, cada viagem é única. E o seu relato resgata muita coisa boa. Quando fui em outubro de 2014 tive mais sorte com as filas e o clima. Eu entrava rápido nos lugares, inclusive na Torre, e foi muito bom poder apreciar mais a atração do que a fila. Por isso eu defendo também o Museum Pass, já que evitamos a fila de compra do ticket. Excelente relato!
  19. Issom mesmo, Manoellasb, a estimativa de gastos seria só pra uma pessoa. Com alimentação básica por pessoa, é recomendado reservar pelo menos cerca de 60 euros/dia. Os demais gastos vão depender do tipo de passeio que você pretende fazer pela cidade. Se você conseguir montar um roteiro com antecedência, dá pra estimar os valores a serem gastos com entradas nos pontos de interesse. =)
  20. Obrigado! Como eu emendei outros destinos além de Paris nessa viagem, não fiz as contas separadamente por cidade onde estive. Mas fazendo uma estimativa de valores em uma conta superficial, ficaria próximo disso: - Passagem: 2.000 reais - Estadia: 900 reais - Alimentação: 600 reais - Passeios: 300 reais - Total: 3.800 reais
  21. Através do site Mochileiros, consegui respostas a várias dúvidas que tive na elaboração do meu roteiro de viagem. Como forma de tentar contribuir com quem busca informações, compartilho o relato abaixo. Comecei o planejamento para Paris cerca de 5 meses antes da viagem. Ao pesquisar os hotéis para duas pessoas em regiões mais centralizadas na cidade, o que vimos foram preços impraticáveis, com valores exageradamente altos. E mesmo os que pudemos cogitar, rapidamente se mostravam indisponíveis para o período, tamanha é a procura por turistas para estadia na cidade. Enfim, o plano B que se mostrou mais acessível foi o aluguel de apartamento pelo AirBnb. Ainda não havíamos usado o site para alugar apartamento em viagens, mas resolvemos conhecer após comparar os preços com os hotéis e ver que era extremamente vantajoso. O ruim é ter que pagar a reserva de uma só vez antes da viagem, mas é seguro porque o site só libera o pagamento para o proprietário depois de 24 horas que chegamos ao destino, dando tempo para reportar algum possível problema. Pesquisas feitas, chegamos a uma localização no 5º arrondissement, perto da estação da Rue Monge, do lado do Quartier Latin, com boas referências de outros locadores. A chegada à cidade foi a partir do aeroporto Orly, que fica mais próximo ao centro de Paris. Menos de 15 minutos depois, eis enfim o apartamento onde ficaríamos nossas próximas 5 noites. Fomos recebidos por uma portuguesa responsável pelo apartamento, o que nos deixou aliviados pela facilidade na comunicação nesse primeiro momento. A previsão do tempo para o nosso período na cidade, do dia 30 de setembro a 5 de outubro, início do outono, estava com pouca possibilidade de chuva, com temperaturas amenas, entre 15 e 22⁰C. No fim das contas, pegamos todos os dias de sol, nada de chuva, calor no meio do dia, visibilidade excelente em todos os pontos altos, permitindo aproveitar bem todos os passeios. Como pretendíamos visitar vários lugares dia a dia, deveríamos ser rápidos e focados. Por isso, foi importante pesquisar previamente os pontos principais de cada lugar para conhecer minimamente. Como não é possível conhecer tudo de uma só vez em tão curto espaço de tempo, é necessário fazer escolhas. E como a gente não quer deixar de ver de tudo um pouco, é imprescindível ter muita disposição. Por isso, é bom escolher um sapato ou tênis bem confortável porque temos um dia inteiro de caminhada pela frente, o que não é moleza! De início, compramos o carnê de 10 tíquetes em uma estação de metrô, que foi a melhor opção para as nossas andanças pela cidade. A atendente no guichê do metrô, muito simpática, ensinou a usar a máquina para comprar em dinheiro (no guichê só vendem no cartão) e indicou o caminho para o início do nosso itinerário. Não falamos francês, mas isso não foi impedimento para qualquer coisa. Ao contrário, esse foi um dos pontos favoráveis na cidade, o que nos surpreendeu. De modo geral, ouvimos dizer que os franceses são avessos a quem se dirige a eles somente em inglês. Balela! De todas as vezes que precisamos de ajuda, todos se mostraram extremamente receptivos com o meu inglês macarrônico. O sistema de metrô é relativamente fácil de usar, além de muito vantajoso, porque poderíamos usá-lo para ir a todos os nossos pontos de interesse de maneira rápida e descomplicada, sem precisar pagar caro para isso. E, além de tudo, a gente meio que se sente um morador da cidade por pegar o mesmo meio de transporte que a população usa para ir a qualquer lugar. Basicamente para usar o metrô, é necessário saber o número da linha (conforme o mapa adquirido gratuitamente em qualquer estação) e a direção (se indo ou voltando, conforme a informação da estação final que podemos ver no mapa). Algumas estações também são servidas por trens, chamados RER, que fazem itinerários que extrapolam os do metrô. O mesmo bilhete pode ser usado dentro de uma mesma estação para fazer as conexões entre metrôs e RER. Na próxima vez que for utilizar metrô ou RER, deve ser utilizado um novo bilhete ao entrar em outra estação. Após validar o bilhete nas catracas e entrar na estação, devemos guardá-lo até o final da viagem, pois podem acontecer fiscalizações a qualquer momento e, caso ocorram, devemos mostrar o bilhete que usamos, sob o risco de pagamento de multas. Para quem pretende entrar em muitos pontos turísticos, como museus, igrejas, galerias, monumentos, o Paris Museum Pass é essencial. Esse passe inclui quase todas as entradas para os pontos turísticos da cidade (são poucos os que ele não engloba), compensando o valor gasto quando comparado com os valores de cada entrada individualmente. Além disso, já ter o ingresso em mãos permite evitar filas quando há bilheteria em outra fila à parte. O Paris Museum Pass tem opção para 2, 4 ou 6 dias consecutivos, com valores de 39, 54 ou 69 euros, respectivamente. Ele se paga se o turista visitar uma média de 2 lugares por dia. Na contracapa do passe tem um espaço para preencher a data da primeira utilização e, a partir desse dia, começa a contar o prazo de validade. Deixamos o nosso sem preencher e, no primeiro museu, já carimbaram a data. Dentro do passe há também a lista dos lugares em que é aceito. Para nós, o passe foi “mágico” em cada uso, já que sempre que víamos filas em bilheterias, íamos diretamente para a entrada e (voilà!), já estávamos dentro da atração. Mas também tivemos bastante sorte em não ver praticamente filas nos lugares. Não sei se foi porque começávamos os passeios logo pela manhã, ou se pela época do ano, mas não vimos mesmo as esperadas filas quilométricas que todos relatam encontrar nos pontos turísticos. Dia 1 Musée d’Orsay O RER-C para bem em frente ao d’Orsay. Antes de entrar no museu, paramos na banca de revistas em frente para comprar o Paris Museum Pass para 4 dias, a melhor opção para o período que passaríamos na cidade. Entramos no museu com o Museum Pass. Para administrar o dia que seria cheio (assim como os demais), passamos rapidamente por algumas obras próximas à entrada e em seguida já fomos ao 5º andar onde estão os impressionistas. Não pensei que havia tanta coisa pra ver só nessa ala! Incrível mesmo a quantidade de quadros e esculturas nessa pequena amostra da grandiosidade que é o museu. Hôtel des Invalides/Musée de l’Armée A distância do d’Orsay até o Invalides é de pouco mais de 1 quilômetro, daí resolvemos fazer a pé com ajuda do roteiro de ruas que peguei no GoogleMaps. Entramos no Invalides com o Paris Museum Pass e vimos rapidamente a entrada imponente e, descendo as escadas, a arca onde estão os restos mortais de Napoleão. O Musée de l'Armée tem entrada independente, do lado esquerdo do mesmo prédio e também aceita o Museum Pass. Possui diversos salões com armaduras, armas, uniformes, objetos de guerra, quadros, enfim uma grande quantidade de peças trazidas da época de Napoleão. Um dos itens que eu ansiava ver era o cavalo branco de Napoleão, imaginando um animal imponente, vigoroso, selvagem, dado a importância que teve paro o seu dono. Mas que nada, não me impressionou! Pont Alexandre III Saindo do museu e passando pelo jardim já estamos de frente para a ponte mais elegante e cheia de detalhes sobre o rio Sena. Me chamou muito a atenção uma obra tão bonita bem ali na rua, onde passa uma enorme quantidade de motoristas com seus carros barulhentos, parecendo alheios à beleza ao redor. Atravessando a ponte, passamos em frente ao Grand e ao Petit Palais em direção à rua mais famosa e glamourosa de Paris, a Champs Élysées, toda arborizada, cheia de transeuntes, ônibus de turismo e lojas que não estavam nos planos e nem nos orçamentos. Arc de Triomphe A Champs Élysées termina no Arco do Triunfo, após uma caminhada de cerca de 2 quilômetros. Dá para apreciar a rua enquanto toma um sorvete pelo caminho, assim a caminhada não fica cansativa. O Arco fica cercado por uma pista circular por onde passam muitos carros sem pausa, por isso não é aconselhável tentar atravessá-la. Usamos a entrada subterrânea à direita da Champs Élysées para chegar por baixo do monumento. Antes de subir, é interessante ver o túmulo do soldado desconhecido e as homenagens dos franceses aos seus combatentes mortos em guerra. Com o Paris Museum Pass, já fomos direto para a entrada, onde não havia fila, e subimos os mais de 280 degraus estreitos e circulares que levam ao topo. A subida é de tirar o fôlego, compensada pela vista impressionante da cidade, de onde dá para identificar várias das atrações turísticas, como a Champs Élysées, Torre Eiffel, Montparnasse, Sacré Coeur. Trocadéro Voltando pela passagem subterrânea do Arco, seguimos pela Avenue Kleber em direção à praça do Trocadéro. São quase 2 quilômetros e, depois de já ter andado um bocado, subido e descido tantos degraus, talvez a melhor opção seja pegar metrô e descer na estação Trocadéro. A praça do Trocadéro é o lugar que rende as melhores fotos da Torre Eiffel e, como o dia era de calor, as fontes e os canhões de água davam uma refrescância ao ar da tarde. Há também muitos vendedores de souvenirs que nos perseguem se mostrarmos o mínimo interesse pelos produtos. Melhor ficar alerta. Tour Eiffel Atravessamos a rua e fomos direto para a fila da bilheteria da torre Eiffel. O Paris Museum Pass não vale para ela. A fila foi bem rápida, demoramos cerca de 20 minutos. Compramos o bilhete para o topo por 15 euros e nos encaminhamos para o elevador lateral, que sobe na diagonal até o segundo andar. A vista do segundo andar já é incrível! De um lado, a praça do Trocadéro, com suas fontes e esculturas; de outro, o jardim do Champ de Mars, com seus visitantes sobre toalhas de piquenique, enriquecem a visão do que os olhos alcançam. O rio Sena aparece emoldurado pelas pontes, assim como pelas várias atrações que distinguimos no horizonte. A espera do elevador que leva ao topo demorou um pouco mais. Havia muita gente para subir e, antes disso, era necessário aguardar outra quantidade descendo. A subida, dessa vez na vertical, já demora um pouco mais, afinal são mais de 300 metros de altura! Agora sim, bem vindo à sua mais extensa vista de Paris e curta o momento! Descendo da torre, não deixe de perambular um pouco pelo Champ de Mars, fazer um lanche tendo como fundo a magnífica imagem da torre, perceber os grupos de parisienses jogando conversa fora, passeando com seus cachorros, ou lendo um livro aproveitando a tranquilidade do lugar. Aliás, esse foi um ponto que me chamou atenção na cidade: os moradores imersos em seus livros nos lugares públicos por onde passamos, como metrôs e parques. Dia 2 Musée du Louvre Chegamos no Louvre pouco depois da abertura e não vimos filas. Usamos o Paris Museum Pass e fomos direto para o primeiro andar da Ala Denon, onde está a Monalisa. Não precisa procurar muito porque há plaquinhas com indicações ao longo do caminho e não tem como se perder. Como é uma obra concorrida e a gente corre o risco de o museu encher quanto mais passa o tempo, já fomos logo ver a mais misteriosa obra criada por Da Vinci. Já havia algumas pessoas na sala concorrendo pela melhor foto do quadro, mas nada que atrapalhasse uma aproximação. O quadro fica solitário em uma parede exclusiva para ele, isolado sob uma camada de vidro e ainda a uma pequena distância dos visitantes, protegida por um parapeito ao seu redor. Não é pra menos: é a obra-símbolo do museu e foi avaliado como o quadro com o seguro mais caro de todo o mundo. Como o Louvre é um museu muito grande, que não dá pra percorrer em apenas um dia, é bastante útil anotar ala e andar onde estão as obras de interesse, com a ajuda do mapa do museu disponível no site. Mesmo com uma lista do que era essencial ver, paramos diante de diversas obras para contemplar tanta coisa magnífica que vai nos chamando atenção. Certamente, se não tiver um foco, dá pra perder (ou ganhar?) um bocado de tempo dentro do museu. Dentro do Louvre há lanchonete e restaurante, então nem precisa ficar preocupado em ter que sair e abrir mão do passeio quando der fome. As pirâmides que ficam na entrada principal deixamos para explorar ao sair, quando já estava tranquilo depois de ver o que interessava do lado de dentro. Elas ficam fora do Louvre, então para ter acesso ao pátio onde estão, não é necessário entrar no museu. A pirâmide invertida fica no interior do Carrousel du Louvre. Demos de cara com ela por acaso, quando andávamos pelo subterrâneo da estação de metrô. Pont des Arts Saindo do Louvre pelo Arco do Triunfo do Carrossel, passamos pelo Jardin des Tuileries em direção à ponte dos cadeados, a Pont des Arts. Essa ponte virou símbolo dos enamorados, que colocam nela um cadeado com as iniciais do casal e jogam a chave nas águas do Sena, como forma de “blindar” o relacionamento. Sobre a passarela há vendedores ambulantes oferecendo cadeados para os interessados. Se não quiser gastar um pouco a mais, é mais barato levar o seu de casa. Os parapeitos estão cobertos por uma quantidade sem número desses cadeados e quase não há mais espaço para outros novos. Devido ao peso que isso proporciona à ponte, já teve partes que cederam e essas foram substituídas por tapumes de madeira, que vemos ao longo da passarela sem os cadeados à vista. Cathédrale Notre-Dame A entrada na Notre-Dame é gratuita, mas a subida na torre é paga, mas aceita o Paris Museum Pass. Depois de uma visita ao seu interior, fomos para a entrada da torre à esquerda da igreja. Esse foi um dos poucos lugares em que esperamos um pouco na fila, algo como uns 20 minutos. As escadas em espiral são muito mais estreitas que as do Arco do Triunfo e a quantidade de degraus bem maior, mais de 380! Cheguei quase me arrastando ao topo. Os corredores que servem de mirantes são extremamente estreitos e não passam duas pessoas ao mesmo tempo. Esse é o lugar de onde vemos as gárgulas, sempre vigilantes, observando a todos do alto da igreja. Enquanto permanecemos um tempinho lá em cima, o grupo anterior de visitantes usa a mesma escada para descer, por isso temos que aguardar até que desçam completamente para sairmos de lá. Como tudo é muito estreito e não dá pra explorar livremente por conta do aglomerado de pessoas, dá uma certa agonia e parece que demora mais que os 10 minutos estabelecidos pelos seguranças até que liberem a descida. Sainte-Chapelle A uma pequena distância a pé da Notre-Dame está a Sainte-Chapelle. Não a localizamos facilmente da rua porque ela fica dentro do Palácio da Justiça. Não havia fila. Usamos o Paris Museum Pass, entramos no pátio e ainda não vimos uma igreja que nos chamasse atenção por ali, daí até desconfiei que aquele não seria um bom negócio. Ledo engano! Ao chegar às portas da igreja, nos deparamos com os mais belos vitrais que já vi em toda a minha vida. E não é pouca coisa. Eles estão em todo o nosso redor, ocupando o lugar das paredes, separados apenas pelas colunas que vão até o teto. São muitas cores e muita beleza nas imagens que eles formam. Como a igreja estava em reforma e as escadas que dão acesso ao andar superior estavam bloqueadas, não pudemos explorar muito. Mesmo assim, fiquei embasbacado com tanta beleza nas cores vivas formadas pelas imagens bíblicas retratadas por tão grande quantidade de vitrais. Jardin du Luxembourg A cerca de 1 quilômetro dali está o Jardim de Luxemburgo, cuja entrada é livre. Nos deparamos com um vasto jardim com flores bem cuidadas, uma pequena fonte envolvida por um pequeno lago artificial, esculturas, vasos nos parapeitos das escadas, árvores e gramados bem aparadas. Muitas cadeiras estão distribuídas ao redor desse cenário, onde os visitantes se acomodam para descontrair, bater um papo, ler um livro, ou apenas contemplar a beleza do local. Panthéon A 400 metros dali, chegamos ao Panthéon, um belo prédio com a fachada formada por colunas em estilo grego. Não havia fila e entramos com o Paris Museum Pass. Fomos apresentados ao seu interior decorado por enormes afrescos entre as altíssimas colunas, além de uma escultura dedicada à Revolução Francesa. No subsolo encontramos os túmulos de figuras ilustres que fizeram parte da história da França, como Victor Hugo, Dumas, Rousseau. Dia 3 Château de Versailles Esse dia, uma sexta, foi planejado para Versailles. Como o Palácio fica fora de Paris, região não abrangida pelo tíquete simples, deve ser comprado um bilhete no metrô à parte no valor de cerca de 7 euros (ida e volta). Não esquecer que o bilhete deve permanecer guardado até sair da estação no destino. Fomos para a estação, pegamos o metrô até a estação Gare d’Austerlitz e, de lá, o RER-C em direção à estação Château de Versailles. De Gare d’Austerlitz até Château de Versailles são 40 minutos em um percurso ao longo do Rio Sena. Sabendo que os dias até aqui não têm sido moleza, dá até pra tirar um cochilo. Chegando à estação, saímos e atravessamos a rua, seguimos para a direita em uma rua movimentada, viramos à esquerda no semáforo e fomos até os portões do Palácio. São menos de 10 minutos até se deparar com os portões ricamente decorados. Usamos o Paris Museum Pass e não pegamos fila para entrar. Talvez pelo horário, as bilheterias também estavam vazias. Entramos para explorar o Palácio e seguimos o fluxo, onde já havia grupos de turistas sendo guiados e parando a todo momento, atrapalhando a passagem de quem vinha atrás. Conhecer o Palácio de Versailles foi o dia que achei mais tumultuado por causa disso. Acabei apreciando mais os lugares lá dentro onde não havia tanta gente reunida, onde era mais fácil ditar o próprio ritmo do passeio. O interior do Palácio é decorado com muita suntuosidade, com muitos quadros, esculturas e outras peças usados pela realeza no decorrer de séculos antes de eclodir a Revolução Francesa. Ver tanta riqueza concentrada no lugar nos dá a dimensão do quanto a realidade da nobreza estava longe do que vivia o resto da população, que sustentava tanto luxo. Como do lado de fora do Palácio o trânsito era livre e não havia concentração de grupos de pessoas, conhecer os seus jardins nos deu um pouco mais de alívio. Trata-se de uma área muito grande para se conhecer a pé, por isso há um trenzinho elétrico que leva e traz os turistas por cerca de 7 euros. Como eu queria andar livremente e fazer minhas paradas de acordo com o que eu julgava que valia a pena olhar, preferi seguir a pé. Mas é realmente bem exaustivo e deixa a gente esgotado fisicamente. Chegada a hora do almoço, há alguns restaurantes embrenhados pelos jardins de Versailles. Foi bem tranquilo achar lugar e ser atendido rapidamente. Comida e preços compatíveis com as ruas de Paris. Para além dos jardins, seguindo as plaquinhas indicativas, chegamos ao Grand Trianon, que foi o “puxadinho” que Maria Antonieta escolheu para morar. Usando o Paris Museum Pass, entramos e nos deparamos com um palácio de menor porte que o de Versailles, mas, mesmo assim, ainda ricamente decorado. Móveis e cortinas com cores fortes e um design mais delicado me fizeram lembrar uma casinha de bonecas. A poucos metros dali, visitamos também o Petit Trianon, usando o Paris Museum Pass. Esse é de menor estrutura e há menos para se ver. Há objetos de uso na casa, como a prataria, e até o vaso sanitário de uso pessoal de Maria Antonieta. Dia 4 Basilique du Sacré-Coeur Pegamos o metrô até a estação Abbesses, aos pés da escadaria da Sacré-Coeur. São 200 degraus de subida até a igreja, mas há a opção do funicular à esquerda das escadas usando um tíquete de metrô. Como é uma escadaria aberta e larga, não achei cansativa como nos demais lugares fechados que subimos. E além disso, paramos a todo momento para tirar fotos, então a subida é tranquila. Novamente há muitos vendedores de quinquilharias, então é sempre bom ficar alerta. Como a igreja fica em cima de uma colina, isso proporciona uma bela visão da cidade a partir do alto. É possível também ter uma visão mais do alto, subindo a torre da igreja pelo lado de fora à esquerda, mas são cobrados cerca de 11 euros e não aceitam o Paris Museum Pass. Espace Dalí Descemos a Sacré-Coeur pela esquerda e andamos pelas ruas íngremes do bairro de Montmartre em direção ao Espaço Dalí, que fica a pouco mais de 300 metros da igreja. Também não aceitam o Paris Museum Pass e a entrada custa 11 euros. Entramos para conhecer a galeria com algumas obras do artista e de outros. O lugar é pequeno e dá pra ver tudo em um tempo curto. Algumas obras são conhecidas, mas nem todas as principais delas estão ali reunidas. Proporcionalmente ao que vi e ao tamanho do galeria, achei o valor do ingresso superestimado. Moulin Rouge Descendo mais pelas ruas íngremes, a menos de 1 quilômetro do Espaço Dalí, chegamos na movimentada Boulevard de Clichy, onde está o Moulin Rouge. O ingresso para os espetáculos são absurdamente caros, razão pela qual apenas passamos em frente para guardar uma lembrança na memória (e na máquina fotográfica) do lugar. A região possui várias casas noturnas, das quais o Moulin Rouge é o mais famoso. Galeries Lafayette A pouco mais de 1 quilômetro dali, chegamos até as Galerias Lafayette, loja de departamentos a preços muito longe de serem populares. São vários andares de roupas, acessórios, cosméticos e tudo o mais em um prédio com um visual de encher os olhos. Mesmo que não seja possível encarar os altos preços do lugar, ainda dá pra tomar um sorvete e observar as pessoas passando pelo caminho e ostentando suas sacolas de compras. Centre Georges Pompidou Pegamos o metrô em direção à estação Rambuteau para o Centre Beaubourg, nome popular do Centre Georges Pompidou. O museu se destaca pelas suas tubulações à mostra, desde a escada rolante na entrada. Lá aceitam o Paris Museum Pass apenas para as exposições permanentes. Não é permitido entrar com mochilas, mas oferecem guarda-volumes. Vimos algumas exposições de acesso livre com o Museum Pass. Particularmente, achei o movimento do lado de fora do museu bem atrativo, com artistas de rua, como cantores, pintores, dançarinos. Muita gente se reúne nessas proximidades e vemos o movimento dos moradores locais, em bares, praças, ruas, de forma que ali eu me senti vivendo o quotidiano parisiense.
  22. A dica do Adriano sobre a EasyJet realmente é melhor que o trem entre Itália e Paris. Viajei pela EasyJet mês passado de Veneza para Paris e foi um vôo confortável. O valor ficou bem parecido com o que eu pagaria em um trem noturno, com a diferença do menor tempo de viagem. Só tem que tomar cuidado com o volume de bagagem a ser levado, porque cada acréscimo de mala para ser despachada é pago à parte, assim como a escolha dos assentos. A bagagem de mão só pode ser um volume. Mulheres com bolsa mais uma mala pequena, por exemplo, correm o risco de pagar excesso se a bolsa não couber na mala de mão. Como é uma empresa de baixo custo, qualquer lanche ou bebida oferecidos no vôo é cobrado. É bom fazer uma simulação no site para ver os preços de acordo com o que se pretende levar na bagagem. Compensa evitar o tempo desperdiçado em uma longa viagem de trem.
  23. No site da Trenitalia entrei na opção "Manage your ticket", mas depois de informar email e código de compra, sempre ocorre um erro seguido da informação "Siamo spiacenti, si è verificato un errore. Riprovi piu tardi." Vou acatar a sugestão do site e tentar mais tarde, mas venho tentando desde a sugestão do Tartufo e ainda não tive sucesso. Obrigado pelas orientações sempre muito preciosas!
  24. Ai ai ai! O jeito vai ser andar um pouco mais logo no começo do dia então. A partir da estação Campo di Marte tem muita atração ao longo do caminho pra se ver até chegar ao centro histórico? Parece que são cerca de 3 km até a região próxima à outra estação, uma bela caminhada! E obrigado pela ajuda, me tirou uma aflição dos ombros.
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