Ir para conteúdo

Ian Gon

Membros
  • Total de itens

    18
  • Registro em

  • Última visita

  • Dias Ganhos

    3

Tudo que Ian Gon postou

  1. Fala mestre. O bagageiro é parecido com este modelo da foto. Comprei em loja de bike, importante olhar capacidade de carga para evitar quebra. O meu acredito que seja 20 Kg. Outro detalhe também é que se o freio for a disco, o bagageiro tem que ter uma parte mais torta próxima do disco. Dei preferencia ao bagageiro que se fixa direto no quadro. Os alforges são Deuter Rack pack Uni (19 L cada), são semi impermeáveis. Antigamente vinha com capa de chuva mas quando comprei já não vinha mais. Logo, na Decathlon comprei duas capas para mochila de trilha que funcionam perfeitamente. Detalhe, esta marca de alforge é uma marca alemã muito boa, logo tem que haver um investimento inicial maior, porém qualidade garantida se for fazer cicloviagem com frequência. Além disso, a fixação no bagageiro é muito boa. Há várias marcas no mercado que são boas porém algumas da China podem te deixar na mão, então avalie o custo/benefício para ter uma viagem tranquila. Qualquer dúvida estou a disposição.
  2. CICLOVIAGEM SERRA DA CANASTRA Saudações cicloviajantes. Como tive dificuldades de encontrar informações precisas, deixo aqui minha experiência de cicloviagem de 6 dias pela Serra da Canastra realizada no final de abril de 2021. Preparei tudo alguns dias antes para evitar faltar algum item e parti de carro de Belo Horizonte até São Roque de Minas (SRM) (321 Km – média de 4:30 o percurso com 3 pedágios R$ 6,40 cada). O roteiro foi praticamente o abaixo em que cada cor praticamente corresponde a cada dia (a cor roxa maior e a marrom houve alteração do percurso explicado no dia 4). 1° dia: BH a SRM a São Joao Batista da Canastra (SJB da Canastra) Acordei 04:00 e saí cerca de 04:30. No início é um misto de expectativa (não conhecia a região) e prazer em poder conhecer esta Serra tão comentada pelos ciclistas. No caminho, parei em Formiga para um café e segui viagem. A ideia era chegar em SRM e já começar a viagem de bike. Ao chegar em SRM, parei no Centro de informações ao Turistas (bem na entrada da cidade) e conversando com o guia ele me deu algumas orientações (roteiro já estava definido porem alterei o percurso do dia 4 – relato mais abaixo). A cidade de São Roque é pequena mas aconchegante e tem toda a estrutura de pousadas, bares e guias. Parei o carro no posto da entrada da cidade no qual há o Empório Portal da Canastra, no qual havia obtido o contato da dona (Luciana) que me permitiu deixar o carro durante a viagem (Aproveito para agradecer imensamente a Luciana pela disponibilidade – a cidade é bem segura mas a gente fica mais tranquilo desta forma). Retirei a bike e as coisas da viagem (bike, alforges, barraca, isolante, etc - bom anotar alguns itens para lembrar de não esquecer no carro – exemplo celular). Comi um salgado muito bom no Empório (recomendo) e cerca de 11:00 comecei a odisséia rumo a São Joao Batista da Canastra O dia estava ensolarado com algumas nuvens. Saí de SRM sentido a portaria 1 do Parque Nacional (PN) da Serra da Canastra que aos poucos vai subindo a serra (algumas vezes empurrando). O terreno durante a subida era mais de pedras soltas e chão batido com algumas erosões durante o caminho. Para esta viagem, tem que haver muito preparo para subidas longas e íngremes, além do preparo psicológico exigido em todas as cicloviagens. Foram cerca de 10 Km de subidas até o Centro de visitantes – Portaria 1 (antes desta, há uma casinha do parque mas não havia ninguém). No centro, tem que apresentar documento de identidade e pagar entrada (deve ser em dinheiro) – o valor era R$ 11,00 mas não estava cobrando - imagino que devido a pandemia. Subindo a serra após SRM Subindo a serra Casinha antes do Centro de visitantes (Portaria 1) A partir daqui o percurso vai cortando dentro do PN da Serra da Canastra. Continua mais uns 2 Km subindo. Não vou ficar falando da beleza do Parque, pois é magnífico, mágico, de uma serenidade e paz. A viagem vale a pena fazer com calma para apreciar a região. A primeira atração era a Trilha do Cerrado logo após a Portaria, porém como fui subindo, acabei não vendo a entrada. Centro de visitantes (Portaria 1) Subida após Centro de visitantes (Portaria 1) Caminho dentro do parque com pedras soltas Depois uma região mais plana de cerca de 4 Km e depois começa-se a descer até chegar na nascente do Rio São Francisco (tudo sinalizado). Aproveitei para abastecer as caramanholas porém neste trecho havia uns mosquitos bem chatos, principalmente quando parei na nascente, incomodavam bastante que nem fiquei muito tempo. Custei para achar o repelente e depois que passei, no decorrer da viagem foi mais tranquilo. Dentro do parque Dentro do parque Placa indicativa da nascente do rio São Francisco Dentro do parque Dentro do parque Depois pega-se uma subida até chegar em uma bifurcação sentido Curral de Pedras (10 Km após a portaria 1). Curral de pedras Curral de pedras Vista do mirante do Curral de pedras Caminho após Curral de pedras Continuei em uma região mais plana e aos poucos vai intercalando algumas subidas, descidas e planos. Passa-se pela entrada da cachoeira Rasga Canga/Rolinhos e depois entrada da Casca D’anta. Continuei pois não haveria tempo para visitar e no outro dia seria exclusivo para fazer estes passeios. Placa indicativa par as cachoeiras Mais no meio do parque, há descida e depois subida bem fortes e depois repete, como se fosse um W. Tem que descer devagar pois pega muita velocidade devido a inclinação e por causa de pedras soltas e nas subidas as pedras soltas dificulta subir montado. Cruza-se algumas pontes sobre riachos e depois alguns trechos mais planos com subidas ou descidas leves. Passa-se pela entrada da cachoeira do Fundão (esta não visitei devido o tempo mas importante ter ciência de que segundo informações, o acesso era de descida bem íngreme que somente carro 4x4 consegue ir). Uma das descida/subida em W Continua até chegar na placa indicativa para SJB da Canastra. Daí são cerca de 3 Km só de descida em chão batido até chegar na Portaria 2. Um pouco mais chega-se ao vilarejo de SJB da Canastra que é pequeno com cerca de 200 habitantes sem muito atrativo – não vaia achando que vai jantar em um restaurante melhor ou pizzaria não. Chegando no vilarejo de SJB da Canastra SJB da Canastra No camping conheci os vizinhos de barraca: o Luciano (ciclista também) e a Sandra (casal magnífico que estava conhecendo a região de carro) e o Leandro e sua filha Lorena (dois aventureiros que estavam de carro mas levaram as bikes). A rotina média era: montar acampamento, lavar roupa, tomar banho e sair para comer algo e comprar lanche para levar para o dia seguinte (ou ver opção para compra na manhã do dia seguinte). Total Dia 1: 51 Km Ascenso 1123 m Descenso 880 m velocidade média 10,8 Km/h Resumo: SRM > 10 Km > Portaria 1 > 2,3 Km > Trilha do Cerrado > 4,3 Km > Nascente histórica do Rio São Francisco > alguns Km passando pelo Curral de Pedras (9,8 Km) até chegar no Entroncamento para Rasga Canga – passar direto e logo após à direita > 27,5 Km > Portaria 2 > Camping Vila Canastra (SJB da Canastra) Ø Estadia João Batista da Canastra Camping Vila Canastra (34) 98818 6366 (Tirulipa) – camping muito bem estruturado. Diária R$ 40,00 2° dia: Passeio PN Canastra e retorno para SJB da Canastra Neste dia deixei o acampamento no camping e fiz o passeio pelo parque sem peso. Tomei café reforçado (pequena lanchonete que serve café ao lado do camping -R$ 20,00). Separei lanche para levar pois dentro do parque não haveria nada para comer. O dia estava bem aberto e ensolarado. Vista do camping No camping O terreno do percurso varia entre chão batido, cascalho e algumas pedras soltas maiores com algumas poucas erosões pelo caminho. Placa indicativa para SJB da Canastra Dentro do parque sentido entroncamento da Casca D'anta Saí cerca de 09:00 sentido a parte alta da Cachoeira Casca D’anta. Após passar pela portaria 2, são cerca de 3 Km de subida, vira-se à esquerda e segue por região sem muitas subidas fortes (voltando pelo mesmo caminho que cheguei no dia anterior). Depois pega-se as subidas/descidas fortes em W onde encontrei com o Luciano e Sandra que estava vendo um riacho na beira da estrada. Conversamos um pouco e depois segui. No caminho ainda encontrei com a Luciana (Posto de São Roque) que estava indo com sua família visitar SJB da Canastra. Depois de cerca de 20 Km chega-se à bifurcação do caminho para a Casca D’anta (pegar à direita, tem sinalização). Mais cerca de 7 Km (algumas subidas com descida forte no final, chega-se na cachoeira. Deixei a bike embaixo de uma árvore e fui fazer uma pequena trilha de pedras até o mirante. Muito bonita a visão. Cuidado ao tirar fotos nas beiradas pois qualquer erro e pode ser fatal. Terreno é bem pedregoso e pode ser escorregadio. Dentro do parque sentido Casca D'anta Vista da trilha do mirante da Casca D'anta com a estrada de onde se chega ao fundo Uma parte da Casca D'anta Vista do mirante da Casca D'anta Poço da Casca D'anta Depois aproveitei bastante o poço da cachoeira que é bem legal para curtir (cuidado com pedras escorregadias) onde também encontrei novamente com Leandro e Lorena. Reserve algumas horas para ficar na parte alta da Casca D’anta pois vale a pena. O local tem piscinas naturais maravilhosas e a sombra de um quiosque. Depois retornei 7 Km até a principal (subida forte e longa no início) e após cerca de 1 Km virei a direita sentido a placa da Rasga Canga/Rolinhos. O percurso é cerca de 9 Km, relativamente tranquilo com algumas subidas e cerca de 4 Km de descidas mais fortes no final (lembrar que essas descidas serão subidas na volta). Dentro do parque Placa indicativa Dentro do parque Fiquei um pouco na Rolinhos (bem bonito) mas a Casca D’anta dá para aproveitar mais em questão de cachoeira. Depois tem o retorno de 9 Km até a principal (mais subida no início) e mais cerca de 21 Km até a portaria 2 Km (reserve energia e tempo para a volta pois tem muita subida forte e geralmente já está cansado pelo dia – saí da Rolinhos cerca de 15:30 e cheguei ao camping próximo de 17:50 pois fiquei vendo o pôr do sol próximo de 17:40 antes de descer para a portaria 2 (uma coisa que faço sempre é pesquisar nos sites de clima quando será o pôr do sol na época em que viajar, assim dá para ter uma ideia). Poço do Rolinhos Entardecer no parque Pôr do sol no parque Neste dia o camping teve problema com água quente, aí teve que ser frio mesmo (Esta época estava mias quente durante o dia e bem frio à noite). Total Dia 2: Média 83,5 Km Ascenso 1305 m Descenso 880 m velocidade média 13 Km/h Resumo: São João Batista da Canastra > Portaria 2 > 20 Km > Entroncamento parte alta > 7 Km > Casca D’anta > 7 Km retorno até entroncamento > 1 Km > entrada para Rasga Canga/Rolinhos > 9 Km > Cachoeira Rasga Canga > 1 Km > Poço do Alto dos Rolinhos > 9 Km retorno para a principal > 21 Km > portaria 2 > Camping 3° dia: São João Batista da Canastra a Delfinópolis Acordei cedo, recolhi acampamento, tomei café e saí cerca 08:30 sentido Delfinópolis. O dia estava aberto e ensolarado. O terreno do percurso era chão batido dentro do parque, asfalto até o entroncamento para Sete Voltas e cascalho com muita poeira (nos últimos Km muita costeleta de vaca e subidas chatas que atrapalha demais o ritmo) até Delfinópolis. SJB da Canastra Saindo do vilarejo, após a portaria 2, subi os cerca de 3 Km e depois mais ou menos 30 Km tranquilos até a portaria 3 (sentido Sacramento) com muitas subidas leves mas longas. Chegando na portaria tem uma trilha com mato de cerca de 3 Km até Ruínas da Fazenda Zagaia mas resolvi não ir pela distância a ser percorrida no dia. Subida de 3 Km desde a portaria 2 (SJB da Canastra) Dentro do parque Dentro do parque Dentro do parque Dentro do parque Dentro do parque Vista da Serra da Canastra Uma das subidas Saindo do parque tem uma pequena parte de terra e depois começa o asfalto om subida média e depois longas retas em que peguei muito vento forte em que se roda cerca de 18 Km (região de muita produção agrícola) até a MG 464 (virar à esquerda em estrada de terra). Depois de cerca 7 Km chega-se em um pequeno vilarejo chamado Sete Voltas (local para abastecimento e lanche. Após alguns trechos planos começa-se a descida da serra que é bem bonita e se vê a represa do Peixoto do alto. Após sair pela Portaria 3 Subida após saída da Portaria 3 Sentido Sete Voltas Na descida da serra das Sete Voltas Vista da represa do Peixoto na descida da Sete Voltas Depois tem algumas subidas fortes e a estrada se torna muito poeirenta principalmente quando passa carro (há momentos que a poeira fina levantada impede a visão, logo ande sempre na borda para evitar que outro carro não te veja). Este trecho é bem desgastante devido o sol, poeira e peso da bike. Carca de 30 Km antes da cidade começa-se a margear a represa. Subida após a descida da serra Paisagem depois da descida da serra Caminho após a descida da serra (tem muita subida ainda) Algumas costeletas de vaca pelo caminho Região que começa a contornar a represa sentido Delfinópolis Contornando a represa O sol foi se pondo e as costeletas de vaca e subidas mais ao final diminuíram o ritmo o que acabou fazendo que pegasse uma parte no escuro tendo que recorrer à sinalização luminosa para ajudar, principalmente pelos carros que passavam e jogavam a poeira para alto e que demorava a sedimentar. Com isso fui chegar próximo de 18:40. Quando passa carro é uma poeira só Camping O camping era bom e perto havia estrutura boa para comer. A cidade de Delfinópolis é maior e está localizada entre a Represa de Peixoto (Rio Grande) e a Serra Preta ao sudoeste do Estado de MG. *Como este percurso são mais de 100 Km e a estrada não ajuda muito, recomenda-se sair mais cedo afim de evitar pedalar a noite e também prevendo imprevistos como caso de problemas na bike. Total Dia 3: 113 Km Ascenso 1233 m Descenso 1360 m velocidade média 13 Km/h Resumo: Portaria 2 São João Batista da Canastra > 33 Km > Portaria 3 PN Canastra > 18 Km > MG 464 à esquerda > serra das Sete Voltas > 7 Km descida > 45 Km com subidas chatas, poeira e costeletas de vaca > Delfinópolis Ø Estadia Delfinópolis § Trilhas de Minas - Pousada e Camping (35) 99955 7463 Muito bom 4° dia: Delfinópolis a Pousada da Vanda (Caminho do Céu) A princípio, o roteiro era fazer Delfinópolis a São João Batista do Glória porém quando cheguei em São Roque, o guia do centro de turismo disse que a estrada iria ser de muita poeira e que passava muito carro e que com isso corria sério risco de acidentes, então me recomendou fazer o Caminho do Céu sentido Vargem Bonita. Segue relato. Vista de Delfinópolis O dia estava aberto com nuvens e ao longo foi mudando para nublado. Terreno varia de estrada de chão batido, cascalho, mais ao meio do percurso alguns trechos com areia dificultando a pedalada, tendo um chamado de Areião que não entendi direito como passei por lá e depois trechos de chão batido com diversas pedras soltas e erosão pelo caminho. Bosque sentido subida da serra para Caminho do Céu Bosque sentido subida da serra para Caminho do Céu Esse dia não tem nenhuma estrutura para lanche pelo caminho, logo se preparar para tal. Tomei café no camping e saí cerca de 08:30 sentido Complexo do Claro (complexo de cachoeiras em que há cobrança para entrar). Não é difícil de achar o caminho, só perguntar que qualquer um sabe. É uma estradinha gostosa e arborizada (aproveite a sombra pois mais a frente vai ser raro). Depois começa-se a subir uma serra longa e cansativa (essa não é a pior). Subindo a serra Subindo a serra Alguns sobe e desce No caminho Chegando no Areião (tem uma placa e não tem como errar, é muita areia funda e fofa) começa alguns sobe e desde e algumas partes planas com riachos pelo caminho por 8 Km até chegar no último local de abastecimento de água (riacho). No caminho, após o Areião Vista do alto da serra A partir daí começa a subida da Serra da Bateia, essa sim foi a pior do dia, muito difícil e cansativa, com longos trechos empurrando a bike pesada e parando para retomar o folego, mas a visão lá de cima é magnífica conseguindo ver o imenso vale. Antes da subida da Serra da Bateia (um pouco a frente te o último riacho para abastecimento). Ao fundo o início da serra. No caminho, subindo a serra Vista do vale No caminho com muita subida Visão da crista da serra Nunca me deixou na mão Depois de 8 Km do início da serra, chega-se m uma bifurcação em que há uma placa indicando “Pousada da Vanda” à direita, mas este caminho é mais longo e vai durar mais de 1:30 e o guia disse para pegar à esquerda. Peguei à esquerda e é praticamente só descida (vale mais a pena). Ao final da descida, quando começa-se a ver algumas casinhas, tive que abrir uma porteira e foi passando por dentro de uma propriedade pois não havia mais caminho mas não houve nenhum problema. Depois só virar à esquerda e mais alguns Km chega-se na Vanda. Este dia foi bem cansativo e quando cheguei acabei ficando em quarto para não ter que montar acampamento (R$ 110,00 com jantar e café pois não tem estrutura nenhuma perto). Pousada da Vanda Pousada da Vanda Resumo: Delfinópolis > 16 Km com subida de serra > Areião > 8 Km > último ponto de água > subida da Serra da Bateia > 8 Km até bifurcação para virar à esquerda > cerca de 15 Km de longas descidas até a pousada Total Dia 4: 47 Km Ascenso 1364 m Descenso 680 m velocidade média 7 Km/h Ø Estadia Delfinópolis (zona rural) § Pousada da Vanda (é uma pousada estilo rural em que vários aventureiros se hospedam para curtir a região – grupos de motos, bike, jeepeiros) Zona rural de Delfinópolis (35) 99997-0057 *Em São João Batista do Glória iria ficar na Pousada Sempre Viva pois não havia conseguido camping na cidade entretanto o dono, o Leandro se prontificou a deixar montar a barraca na pousada (com a mudança de planos acabei não ficando lá). Aqui vai meu agradecimento ao Leandro pela disponibilidade e minha indicação para quem precisar de hospedagem - Pousada Sempre Viva Rua Mauro Venâncio de Freitas, 6. (35) 98815 2462 5° dia: Pousada da Vanda a Vargem Bonita O dia estava ensolarado com nuvens e depois mais nublado, o que ajudou para evitar o desgaste. O terreno do percurso varia entre pedras soltas e erosão na subida da Serra Branca, estrada de terra com cascalho fino e depois estrada poeirenta. Acordei cedo e me preparei para subir a Serra Branca, bem difícil, praticamente somente empurrando e parando para pegar folego. Serra Branca, olhando assim parece pequena e fácil Subida da Serra Branca - olha o tamanho das pedras soltas Subida da Serra Branca Vista do vale Algumas erosões pelo caminho mas a paisagem compensa Praticamente uma hora depois, pega-se uma parte mais plana com alguns sobe e desce e vai cruzando por cima da serra com muitas paisagens bonitas. Depois umas descidas e volta a ficar plano com uma subida mais forte depois. Ao praticamente chegar na crista da serra, começa-se a descer sentido São José do Barreiro com algumas subidas até a pequena cidade, passando antes pela parte baixa da cachoeira Casca D'anta (ela vai estar de costas para quem está indo para São José do Barreiro) No caminho sentido São José do Barreiro No caminho Chegando ao mirante antes de São José do Barreiro Antes da descida forte para São José do Barreiro No caminho Parte baixa da Casca D'anta Crista da Serra Em São José cheguei quase 13:00 e como era dia de semana a cidade estava praticamente fechada (mais turística, logo o comércio abre mais durante o final de semana). Achei uma pequena lanchonete aberta e comi algo para depois seguir pela estrada poeirenta para o camping que ficava entre São José e Vargem Bonita. Pelo caminho (Em São José) São José do Barreiro O camping é bem estruturado, inclusive havia uma família em um trailer acampando por lá. *Praticamente não há estrutura próximo do camping, logo deve se prevenir e comprar algo em São José. Camping e o trailer da família que estava acampando Camping Resumo: Pousada da Vanda > 34 Km > São José do Barreiro > 9 Km > Camping (por mais que fosse pouca Km, o percurso é difícil) Total Dia 5: 44 Km Ascenso 1070 m Descenso 790 m velocidade média 10 Km/h Ø Estadia Vargem Bonita § Pousada e Camping Praia da Crioula Serra da Canastra (7 Km de Vargem Bonita): (37) 99999-5333 6° dia: Vargem Bonita a SRM O programa era fazer do camping até SRM, pegar o carro e seguir para Belo Horizonte. Acordei cedo, recolhi o acampamento, saí cerca 08:30, sentido Vargem Bonita (a 5 Km em estrada de terra) para tomar café. Dia ensolarado com nuvens e o percurso seria quase todo em asfalto. Estrada sentido Vargem Bonita (muita poeira) Na saída de Vargem Bonita há uma subida forte pelo asfalto de cerca de 3 Km. Depois há alguns trechos mais planos e alguns Km chega-se em uma rotatória onde pode-se ir pela estrada de terra (à esquerda, cerca de 12 km) até SRM ou cerca de 21 Km pelo asfalto (à direita). Como sabia como estava a poeira pela estrada de terra, decidi ir pelo asfalto Vargem Bonita Subida forte sentido São Roque Este dia praticamente não tirei foto mas a região é bem bonita. Infelizmente não tirei de SRM, no início por querer começar o pedal e no fim pelo cansaço. Resumo: Camping > 3 Km de subida > alguns Km relativamente planos > rotatória > cerca de 21 Km > SRM Total Dia 6: 33 Km Ascenso 609 m Descenso 740 m velocidade média 13 Km/h E aqui chega ao fim a saga. Um abraço Total: 371 Km Elevação acumulada: 6704 m. Nenhum pneu furado (importante ter fita antifuro na viagem) Dicas: Dentro do Parque, a vegetação é quase toda rasteira e o sol e o vento castigam bastante. Passar protetor solar e carregar muita água. Dentro do parque não há nenhuma estrutura para alimentação, logo tem que se programar para tal. O reabastecimento de comida durante os deslocamentos é quase inexistente, portanto leve tudo o que for consumir e aproveite bem os jantares e cafés-da-manhã. As serras, são bastante ermas, logo, se preparar com alimentação, água e GPS. Durante o passeio no parque o ideal é seguir em silencio aumentando a chance de visualizar animais (consegui ver um tamanduá bandeira pela estrada). Além disso, durante os percursos vi em torno de 5 filhotes de cobra, se não me engano jararaca, logo tenha sempre atenção uma vez que estamos no ambiente delas). Neste roteiro, peso é vida. Como os trechos têm muita subida, quanto menos carga, melhor. Leve somente o necessário. Como toda viagem de bike faça uma revisão completa prévia. Não me arrependo nem um pouco de ter feito o percurso mas para quem não está acostumado vai ser sofrido demais, logo, recomendo fazer 3 a 4 dias entre SRM e SJB da Canastra, não saindo sentido Delfinópolis. Tem muita coisa para conhecer no parque. Com o peso da bike, terreno irregular, poeira, sol forte e subidas íngremes, não subestime a baixa Km do trecho, principalmente nas serras. O percurso possui longos trechos por estradas esquecidas, que cruzam serras e vales quase desabitados. Passa-se várias horas pedalando muitas vezes com subidas muito íngremes e longas, grade parte das subidas mais difíceis quase toda empurrando a bike. Há também descidas, de certa forma técnicas, que podem ser vencidas contornando as partes da estrada poupadas pelas pedras e erosão. Recomendo ir devagar nas descidas. O parque é muito grande, logo recomendo definir alguns roteiro e deixar outros para uma outra ocasião, conversei com pessoas que viajam para a região por um bom tempo e não conhecem tudo – são 200 mil hectares). A região da Serra da Canastra possui uma área de mais de 200 mil hectares e abrange 6 municípios: Capitólio, São João Batista do Glória, Delfinópolis, Sacramento, São Roque de Minas e Vargem Bonita. Funcionamento do Parque: De quarta a domingo, de 08:00 as 18:00 (só pode entrar até as 16:00) O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 para preservar as nascentes do Rio São Francisco, localizadas a uma altitude de 1.200 metros. Esse rio imenso, de tamanha importância para nosso país, nasce como um pequeno olho d’água na serra da Canastra e cresce até desaguar no oceano Atlântico. Possui 200 mil hectares com mais de 90 mil regularizados. Atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. É um lugar diferente do resto de MG, já que a vegetação do parque é uma transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. Fica a 400 km de Belo Horizonte. Sua vegetação de transição entre a "borda da Mata Atlântica" e o "início do Cerrado", com predominância de Campos de Altitude que abrigam inúmeras espécies da fauna e da flora do cerrado, como o lobo guará, o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, diversos gaviões e espécies ameaçadas de extinção como o pato mergulhão e o tatu-canastra. A Serra da Canastra apresenta temperaturas médias anuais de 17°C no inverno e 23°C no verão. Pode ser visitada durante todo o ano mas é altamente recomendado ir nos períodos secos, entre abril e outubro, devido a menor incidência de chuva. Resumo do percurso de carro: BH > BR-381 (Fernão Dias) > Betim > pegar à esquerda no Shopping Partage Betim > BR 262 sentido Triângulo Mineiro > Pará de Minas > antes de Nova Serrana, pega MG 252, sentido Divinópolis > depois de Divinópolis, pega MG 050, sentido Formiga > Piumhi, pegar MG 341 sentido Bom Sucesso, Capinópolis > São Roque de Minas. Distância: 321 Km média 5 horas (possui pedágios) § Opções de camping em SRM: Camping Chalé da Mata (37) 98841 6618 (37) 3433-1452 / (37) 3433-1332 Entrada 14:00 Saída 12:00 Média R$ 40,00 ou Camping Picareta Seu Chico (37) 99951 9642 – próximo Portaria 1 (4,5 Km de SRM) Referências https://revistabicicleta.com/cicloturismo/serra-da-canastra-mg/ https://ateondedeuprairdebicicleta.com.br/cicloturismo-vales-da-serra-da-canastra/ https://www.bikersriopardo.com.br/roteiro/36/show
  3. Saudações cicloviajantes, Em novembro de 2019, peguei um voo de Belo Horizonte até Bariloche (ARG) e de lá fiz uma viagem de bike pela região dos Lagos Andinos, atravessando para o Chile e voltando para Bariloche. Rota Lagos Andinos A ideia surgiu depois que li o relato de cicloviagem do Luis do blog Eu e a magrela. Inclusive ele me deu algumas orientações por e-mail. Agradeço ao Luis e também ao cicloviajante do Latindoamerica que me ajudou com informações quanto à travessia da Cordilheira. Peguei muitas informações aqui no site e outros blogs que pesquisei (lista ao final). A viagem foi magnífica, as fotos falam por si só. Pesquisei e planejei durante um bom tempo esta viagem (mais de um ano). O roteiro básico foi: Dia 1: Belo Horizonte (BRA) – Bariloche (ARG) - voo Dia 2: Bariloche (ARG) Dia 3: Bariloche (ARG) – Ensenada (CHI) Dia 4: Ensenada (CHI) – Entre Lagos (CHI) Dia 5: Entre Lagos (CHI) – Villa la Angostura (ARG) Dia 6: Villa la Angostura (ARG) – Pedal Baia Brava, Cerro Bayo e Puerto Manzano Dia 7: Villa la Angostura (ARG) - – Villa Traful (ARG) Dia 8: Villa Traful (ARG) - Bariloche (ARG) Dia 9: Bariloche (ARG) – Trekking Refúgio Frey Dia 10: Bariloche (ARG) – descanso Dia 11: Bariloche (ARG) – Pedal Circuito Chico Dia 12 e 13: Bariloche (ARG) – conexão Buenos Aires (ARG) - Belo Horizonte (BRA) Bike Mountain bike Specialized Rockhopper Expert alumínio, aro 29, 18 (2x9) marchas e suspensão dianteira. Adaptações para cicloviagem: - Suporte para alforjes (bagageiro) - Alforjes Deuter 38 L (par) e capa de chuva para alforge. - Pneus mistos com proteção (fita) antifuro Distância pedalada: 570 km contando com os passeios de bike Bike embalada Segue abaixo o relato e outras informações. Espero ajudar. Dia 1 – 02/11/19 sáb – Voo BH (BRA) a Bariloche (ARG) Em Belo Horizonte, peguei um ônibus da Conexão no centro até o Aeroporto de Confins. De lá, voo para Bariloche (conexão em Campinas). Chegada em Bariloche cerca de 15:30 mas tem o trâmite de migração e bagagens (tem que levar nota fiscal da bike). Demorou cerca de 45 minutos. Do Brasil, já feito contato com um motorista de táxi de Bariloche pelo whatsapp e combinei de encontrar na chegada (eles acompanham o voo pelo site para saber a hora de encontrar). Taxista Henrique Whatsapp +54 2944597485. Ficou por 50 reais. Informe previamente que vai levar bike e se tiver mais gente combine um carro maior. Chegando no hostel, organização e montagem da bike, alforges e bagagem (ver se tudo em ordem - dar uma volta). Saí para comer algo e fazer o check in do Cruce Andino. Não pode fazer o cruce se não fizer o check in (informação abaixo dia 3). Aproveitei para trocar reais e dólares por pesos argentinos e chilenos (Taxa estava e 1 real = 15 pesos argentinos = 167 pesos chilenos). Casa de câmbio: Andina Cambio (Calle Mitre 102 mas tem muitas opções). O funcionamento do comércio varia, de 10 até 13hs e de 17 até 21hs devido a siesta . Hostel Periko's Hospedagem Bariloche Periko's Youth Hostel (www.perikos.com), café da manhã bem básico e Wifi. Calle Morales 5550054 Telefone +54 294 452 2326 (whatsapp) [email protected] 6 diárias quarto compartilhado ficou em PA$ 3600, média 40 reais/diária. Paguei metade via PayPal na reserva e a outra metade em dinheiro. Reservar antes do Brasil: poucos lugares e grande procura. Muito bacana, atendimento muito bom, bem localizado, confortável e com clima mochileiro. Dia 2 - 03/11/19 dom – Bariloche (ARG) Fui conhecer melhor a cidade. A cidade é bem organizada, limpa e bonita. Para se localizar melhor, achar o Centro Cívico, que fica a cerca de 3 quadras do hostel. Organizei a bagagem e comprei lanche reforçado para o próximo dia que seria o início da viagem de pedal. Separei algumas coisas que ficariam no hostel (após a cicloviagem voltaria para o mesmo hostel – não cobram nada por isso). Essa época do ano, na região, escurece cerca de 20:00, logo dá para aproveitar bastante o tempo de luz do dia evitando que pedale no escuro em caso de imprevistos. A noite jantei um belo bife argentino pois no dia seguinte precisava de energia para o pedal. Bariloche Bariloche Dia 3 – 04/11/19 seg - Pedal 1 – Bariloche (ARG) a Ensenada (CHI) – Cruce Andino Distância pedalada: 74 km Ascensão: 1117 m (trecho pedal) Trecho 1 Bariloche – P. Pañuelo 26Km Ascensão 368 m Trecho 2 P. Blest – P. Alegre 3 Km Ascensão 40 m Trecho 3 P. Frias – Peulla 31 Km Ascensão 669 m Trecho 4 Petrohue – Ensenada 16 Km Ascensão 40 m Acordei cedo, cerca de 6:00, terminei de preparar tudo (não esquecer passaporte), tomei café básico, saí cerca 07:30 e buen viaje. Este dia foi o Cruce Andino. Dia nublado no início, mas aberto ao final. Temperatura média estava em uns 9° C de manhã e foi subindo aos poucos. O Cruce Andino é a travessia da ARG para o CHI (de Puerto Pañuelo até Petrohue) que intercala parte terrestre com lacustre (bike, barco, bike, e assim vai). Lagos bonitos, cercados por verde e montanhas nevadas. As estradas de terra cruzam dois parques nacionais, o Nahuel Huapi (ARG) e Vicente Perez Rosales (CHI). Comprei o ingresso antecipado pelo site Cruce Andino (US$ 120). Marcar a opção Bike&Boat ou seja, vai fazer a parte terrestre por sua conta (pedalando) e a opção somente ida (observe a origem se na ARG ou no CHI, no meu caso foi ARG). O check in deve ser feito desde 48 horas antes do cruce. Em caso em que o passageiro não pode comparecer para o check in, deverá enviar cópia escaneada do passaporte ou documento de viagem de acordo com a origem do cruce. https://www.cruceandino.com Calle Mitre 219 y Mitre 150, Bariloche - Río Negro [email protected] Pedalei de Bariloche até Puerto Pañuelo. Estrada não tem acostamento e tem movimento. Tem que ficar atento com o fluxo de carros e sair da pista quando vem carro. Como o café do hostel era básico, parei numa loja de conveniência para tomar um café melhor. Caminho de Bariloche a Puerto Pañuelo (não tem acostamento) Em Puerto Pañuelo, tem taxa de embarque do Parque Nacional Nahuel Huapi (AR$190), pago apenas em dinheiro (en efectivo). Cada passageiro pode levar uma bike e deverá apresentar-se, 1 hora antes de zarpar a embarcação. Os alforges são levados dentro do barco (tem que tirar da bike). Encontrei com um grupo de uns 10 holandeses fazendo o cruce de bike também (média de idade deles: 60 anos). Fomos de barco até Puerto Blest pelo Lago Nahuel Huapi. Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Lago Nahuel Huapi - Cruce Andino Bikes no barco P. Blest De P. Blest, pedalamos 3 Km com chuva leve até Puerto Alegre (relativamente plano). No caminho entre P. Blest e P. Alegre com chuva leve No caminho entre P. Blest e P. Alegre P. Alegre Sentido Puerto Frías De lá, peguei o barco para Puerto Frías (Lago Frías). Em Puerto Frías, fiz o trâmite de saída da ARG (ciclistas vão primeiro e depois os demais passageiros que vão de ônibus- o agente da aduana verificou a nota fiscal da bike, inclusive a cor da bike com a nota e no fim registrou a entrada,). Depois pedalei cerca de 30 Km até a aduana do CHI (perto de Peulla). No início, muito morro mas só ir de boa (subida forte de cerca de 4 Km até a placa demarcando divisa ARG/CHI - Paso Internacional Perez Rosales. Divisa ARG -CHI - Da aduana ARG até aqui 4 Km de subida forte (Paso Internacional Perez Rosales) Da divisa até Casa Pangue (posto de polícia dos Carabineros de Chile) é uma descida de uns 6 Km de 700 m de descenso com pedras soltas no meio da floresta com muitas curvas (só ir devagar para não cair). Em Casa Pangue, já no CHI Após Casa Pangue, o pedal foi tranquilo, relativamente plano, de rípio seguindo vale do rio da geleira do Tronador até Peulla. Relato de tábanos neste trecho, mas como estava frio, não apareceram. Depois de Casa Pangue Margem do rio da geleira do Tronador sentido Peulla Sentido Peulla Em Peulla, parei na aduana para fazer o trâmite de entrada no CHI (pedir para registrar a entrada da bike). Foi bem tranquilo. Verificaram a bagagem e para evitar ter que tirar o alforge, falei que era difícil tirar, logo o agente foi até bike que estava lá fora e fez uma inspeção básica (não pode entrar com vegetais e derivados de carne). Demorou cerca de 30 min. No ancoradouro de Peulla para embarcar para Petrohue Segui de barco de Peulla, pelo Lago Todos los Santos (vista dos vulcões Osorno e Pontiagudo) – duração 1:45 até Petrohue. Lagos Todos los Santos Porto de Petrohue Pela Ruta 225, segui 16 Km até Ensenada (início rípio depois asfalto com ciclovia demarcada, mais descida do que subida). A estrada vai margeando o rio Petrohue. Pedal bem tranquilo e bonito. Sentido Ensenada Sentido Ensenada Ensenada fiquei no Cabañas Barlovento. Vale a pena ficar lá. Depois, um merecido banho, lavar roupa e comer algo mas não achei muita opção aberta pois saí tarde para comer. Cabañas Barlovento De preferência leve pesos chilenos da ARG pois quase não aceitam peso argentino e trocar dólar lá não é muito fácil. Consegue-se pagar no cartão de crédito. Hospedagem Ensenada CH$25000 – média R$ 150 Cabañas e Camping Barlovento Ruta 225, km 44 Ensenada, Puerto Varas Chile / [email protected] Cel: +56 9 94957690 (whatsapp) Tel: +56 65 2 233140– Sin desayuno (não tem café da manhã) www.campingchile.cl/camping-region-de-los-lagos/camping-barlovento-ensenada RESUMO PEDAL 1 Dia 1: Bariloche > 26 Km (cerca 1:40) > Puerto Pañuelo (longo trecho barco) > Puerto Blest > 3 Km – pedal curto e plano > Puerto Alegre > Barco > Puerto Frías > Trâmite de saída Aduana ARG em P. Frias > 4 Km de subida forte até placa demarcando a divisa ARG/CHI > descida de 6 Km (700 descenso) - Paso Vicente Perez Rosales > Casa Pangue (cerca de 15 Km de Peulla) > Aduana CHI está a 400 m de Peulla (não deixar de fazer trâmite de entrada) – total de P. Frías a Peulla 30 km > Barco 1:30h Lago Todos los Santos > Petrohue > Ruta 225 - 16 Km parte rípio parte com ciclovia asfalto. Alguns pontos passam bem perto da margem do rio Petrohue, muito caudaloso > Ensenada. Dia 4 – 05/11/19 ter - Pedal 2 -Ensenada (CHI) a Entre Lagos (CHI) Distância pedalada: 83 km Ascensão: 928 m Dia nublado no início mas ensolarado depois. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos. Acordei cedo, cerca de 7:00, preparei a bike e pneu na estrada. Saída de Ensenada - ainda dentro no Parque Nacional Vicente Perez Rosales As estradas chilenas são bem mantidas e a maioria com acostamento. Dia de bastante sobe e desce mas tranquilo para quem treinou muito morro. Saí cerca de 08:00 e pedalei cerca de 20 km até Las Cascadas (ciclovia em asfalto) pela U-99-V; parei para comer empanada numa lanchonete, fui ao Lago Llanquihue por indicação da moça da lanchonete (não arrependi), visitei a igreja e cemitério alemão um pouco a frente. Acabei encontrando com o grupo de holandeses no caminho que tinha um micro-ônibus como batedor. Na estrada sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas Sentido Las Cascadas - Lago Llanquihue à esquerda Lago Llanquihue - dica da atendente da lanchonete Igreja alemã em Las Cascadas Estrada após Las Cascadas Encontrando de novo com os holandeses no caminho Neste percurso praticamente não deu para ver o Osorno por que ele estava encoberto pelas nuvens. Cerca de 21 Km depois peguei a U-755 à direita e os holandeses foram direto sentido Frutillar. Após pegar a U-755 Sentido Entre Lagos (CHI) Sentido Entre Lagos (CHI) Segui 39 Km continuando pela U-51 até Entre Lagos. Ponta do vulcão Pontiagudo Sentido Entre Lagos (CHI) Lago Puyehue Cheguei em Entre Lagos e dei algumas voltas na cidade para conhecer melhor, ver o Lago Puyehue e comer algo. Entre Lagos é de pequena com casas de madeira, mas bastante acolhedora. Muita oferta de hospedagem boa. Curti tanto que nem tirei foto da cidade. Restaurante em Entre Lagos Reservei a hospedagem pelo Airbnb. A D. Carmem é muito hospitaleira e simpática. A noite estava bem frio. Saí para comer, beber uma cerveja e comprar itens para o próximo dia, o mais frenético, a temível subida da Cordilheira. Hospedagem em Entre Lago média R$ 100 Praná Hospedaje Reserva Airbnb RESUMO PEDAL 2 Ensenada > 20 Km pela U-99-V > Vulcão Osorno à direita > Las Cascadas (lugar para comer) > Osorno fica para trás > 20 Km > pegar à direita na U-775 (Lago Rupanco à direita alguns Km a frente) > 39 Km (continua na U-51) > Próximo de Entre Lagos. Dia 5 - 06/11/19 qua - Pedal 3 – Entre Lagos (CHI) a Villa la Angostura - VLA (ARG) Distância pedalada: 117 km Ascensão: 2797 m Acordei cedo, cerca de 6:00, preparei tudo e tomei café reforçado. Saí cerca de 7:00 para garantir as chegadas nas aduanas a tempo e prevendo algum imprevisto. Este dia tem que levar bastante lanche, gel de carboidrato (ajudou bastante na fadiga), aminoácido e água reserva no alforge. Não tem estrutura no caminho (Não há pontos intermediários de parada no roteiro – sem restaurante para almoço ou mercado. D. Carmem disse que tem uma loja conveniência na Aduana CHI mas nem procurei). Este dia cruza os Andes pelo Paso Cardenal Samoré (Aduana do CHI e ARG estava funcionando até 19:00 mas geralmente vai até 18:00, logo tenha um tempo de sobra para imprevistos). Antes de sair confira passaporte e nota fiscal da bike. Dia aberto início, chuva e frio na cordilheira e depois tempo aberto sem muito sol. Temperatura média estava em uns 10° C de manhã e foi subindo aos poucos, mas lá em cima da cordilheira caiu bem, acredito que para uns 5°C. Pedalei 49 Km (no início margeia-se o Lago Puyehue) sentido aduana do CHI pela ruta 215 (acompanhando o Rio Gol Gol). No início mais plano, depois algumas subidas longas mas suaves (tem descida também) . Saindo de Entre Lagos sentido Paso Cardenal Samoré Gigante Lago Puyehue Sentido Paso Cardenal Samoré Sentido Paso Cardenal Samoré Parque Nacioanl Puyehue Aquele registro Rio Gol gol Na aduana do CHI, realizei o trâmite de saída do CHI. Até aqui foi bem tranquilo. A partir daqui que ia ficar bruto. Saindo do CHI Aduana CHI Eram mais 23 Km até o alto da Cordilheira, no limite entre CHI e ARG. No início umas subidas fortes, mas vai. O problema que começou uma chuva fina e a esfriar muito. Aí juntou, subida forte, chuva e frio. Tem que ter um preparo psicológico bom e ter treinado muita subida de serra por aí para suportar. A paisagem era realmente magnífica, bem diferente, muita neve e bosques. Foi bem cansativo e desgastante mas nada como a emoção de estar no alto da Cordilheira e superar este desafio. Subindo a Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira No alto da Cordilheira Quando cheguei lá em cima, um grupo de motociclistas da ARG estavam lá tirando foto na placa da divisa. Aproveitaram e pediram para sacar uma foto. Acabei pedindo o mesmo. Quase chegando na placa da divisa ARG/CHI Divisa ARG/CHI A partir daí seriam cerca de 16.5 Km de descidas (o problema que não tinha como embalar muito por causa do frio). É uma região bem bonita mas não parei para tirar foto, só contemplar mesmo. Logo, chega-se ao controle de aduana ARG, numa região mais baixa e menos fria. O tramite de saída foi relativamente rápido (cerca de 30 min – devia ser umas 17:00). Olharam o alforge por alto apenas e pedi para fazer o registro da bike mas falaram que não precisava. Passei pelo controle de saída (cancela em que verificam o ticket de saída), e pedalei cerca de 15 Km continuando pela RN 231 até chegar no trevo que vai para Villa la Angostura (VLA). Região também bonita, parece que a estrada está dentro de um bosque. Antes do trevo está o Lago Espejo à esquerda. No trevo, vira-se à direita e segue mais 12 Km até o centro de VLA. Mirante Lago Espejo antes de chegar no trevo para VLA O dia foi de pedal longo mas prazeroso pelas paisagens.Como a quilometragem é alta, deve ir com calma e curtir o caminho. Ao chegar em VLA, como estava com frio pela umidade da roupa (mesmo estando com corta chuva e bota de proteção da sapatilha), só queria tomar um banho quente, mas pra minha sorte, a pousada tinha banheira, aí foi só colocar aguá morna e relaxar. Depois como de costume, lavar roupa e sair para comer algo e tomar uma gelada. VLA é uma pequena cidade mas muito bem organizada e tem muito comércio. Villa la Angostura Está localizada às margens do Lago Nahuel Huapi, no departamento Los Lagos, na província de Neuquén, rodeada de lindas montanhas da Cordilheira dos Andes. Possui muita gastronomia. Há uma boa oferta de hotéis em VLA. Basicamente duas opções: - Hospedar-se no centro, com a comodidade de poder passear a pé por lá (foi a minha opção). - Ficar afastado do centro, ideal para quem quer curtir um clima tranquilo com visual para montanhas ou para o lago (de bike fica longe). As hospedagens em VLA são um pouco mais caras que em Bariloche, mas vale a pena ficar, no mínimo 2 noites pois a subida dos Andes desgasta muito. Hospedagem em Villa la Angostura (VLA) R$337,00 cerca de $82 Reservado pelo Booking (2 diárias) Hosteria El Establo Los Maquis 56 Villa La Angostura - Neuquén Patagonia Argentina [email protected] Telefone: +54 294 436 9618 (whatsapp) +54 294 449 4142 http://www.elestablo.com.ar/ RESUMO PEDAL 3 49 Km > Aduana CHI > 23 Km de fortes subidas de 200 a 1300m Ruta 215 (não só subida) > Paso Cardenal Samoré > 16,5 Km de descidas pela RN 231 > Aduana ARG > 15 Km pela Ruta 231 com longa subida > Vira a direita na RN40 (Trevo para VLA) > 12 Km > VLA. *De preferência, acompanhe o “pronóstico metereológico” por http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ pois dependendo da neve, fecham o paso. Para maiores informações do Paso Cardenal Samoré: https://pasosfronterizos.com/paso-samore.php https://www.argentina.gob.ar/aplicaciones/fronteras/recomendaciones/chile *Contato de Autoridades Chilenas no Paso Cardenal Samoré: +56 2 64 2311563 DIA 6 - 07/11/19 qui - Pedal 4 - Passeio Villa la Angostura (ARG) Distância pedalada: 42 km Ascensão: 1144 m Este dia foi para passear pela região de Villa la Angostura (VLA). Estradas muito bonitas. Dia aberto e ensolarado. Acordei mais tarde para descansar e após o café, fui ao centro em uma bicicletaria ver meu cambio traseiro que estava falhando em algumas marchas (no dia anterior tinha pedido informação de onde ficava a bicicletaria). O rapaz olhou e após alguns testes viu que a gancheira estava um pouco empenada. Ele usou a ferramenta própria para desempenar e enquanto isso conversamos sobre a viagem. Ao final, ele se recusou a receber qualquer pagamento pelo serviço (ele também fazia cicloviagem). Agradeci a cortesia e segui meu caminho. Pedalei 3 Km até a Baia Mansa e Brava com o intuito de peladar pelo Bosque de Arrayanes (Parque los Arrayanes), mas devido uma fissura em uma parte do trajeto, estava impedido o transito por bicicletas no parque. Baía Mansa Baía Brava Então resolvi voltar e segui para o Cerro Bayo que era em sentido oposto (na rodovia tem fluxo de veículos, deve-se tomar cuidado). Após sair da rodovia, sobe-se cera de 6 Km. Um pouco antes de chegar no Cerro Bayo (cerca 1 Km), tem uma entrada à direita para a Cascada Rio Bonito (está sinalizada, dá uns 200 m dentro do bosque até o pequeno mirante). Tem uma bela cachoeira de 36 m. Mirante sentido Cerro Bayo Cascada Río Bonito Chegando no Cerro Bayo, deixei a bike na recepção e subi de teleférico para ter a visão lá de cima (não deixe de levar roupa para frio pois lá em cima é bem frio além de óculos de sol por causa da neve que reflete os raios de sol e podem causar irritações nos olhos). Tinha neve e uma visão espetacular. Os turistas vão muito na época de neve para esquiar. Depois de um tempo apreciando, desci e peguei a bike. Desci os 6 Km até a rodovia e segui sentido Puerto Manzano. Região bem bonita e rica. Voltei até chegar no centro de VLA e parei num restaurante para comer e relaxar (leia-se cerveja). Chegada no Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Vista em cima do Cerro Bayo Sentido Puerto Manzano Puerto Manzano Voltando para VLA Aquele momento especial VLA Bikes montadas para a Carrera (falo no próximo dia do relato) VLA VLA RESUMO PEDAL 4 Passeio bike até Baía Brava, Cerro Bayo, Cascada Rio Bonito e Puerto Manzano. DIA 7 - 08/11 sex - Pedal 5 - Villa la Angostura (ARG) a Villa Traful (ARG) Distância pedalada: 64 km Ascensão: 1273 m Dia tranquilo de pedal, curtir bem a região pois é bem bonita. Dia mais curto da viagem. Aproximadamente 60 km, metade asfalto, metade rípio. Estava com tempo aberto mas frio no início, depois o tempo foi esquentando. Sai de VLA, retornando na RN 40 (sentido do Paso Samoré). Após alguns Km, tem a ponte do Rio Correntoso, o menor da ARG e um dos menores do mundo (entre 200 e 300 m, indo do Lago Correntoso ao Nahuel Huapi) e mais à frente mirantes. Depois de alguns Km, chega ao trevo de onde veio do Paso Cardenal Samoré, continua na Ruta 40, rumo ao norte, tem uma descida longa e forte. Tudo asfalto. Essa região é muito bonita e constantemente tem algum mirante para diversos lagos ao longo do caminho. Vale a pena ir contemplando com calma. Saindo de VLA Rio Correntoso Ponte sobre o Rio Correntoso Lago Nahuel Huapi Trevo para ir para Ruta 65 para Villa Traful Mirante Lago Espejo Grande A placa que o cicloviajante mais gosta Muitas paisagens bonitas depois, chega-se ao rio Ruca Malen (ruína da ponte de madeira, que liga os Lagos Espejo e Correntoso). Água muito transparente. Seguindo tem mais mirantes para os lagos e muitas paisagens espetaculares. Ponte de madeira do Rio Ruca Malen Ponte sobre o Rio Ruca Malen Rio Ruca Malen Sentido Ruta 65 Lago Correntoso Cerca de 31Km após VLA, à direita, chega-se na Ruta 65 (à direita). É o fim do asfalto e início do rípio. Encontrei com um grupo de 3 ciclistas da Argentina que estavam vindo de Villa Traful. Conversamos um pouco e segui. No início tem uma longa e acentuada subida até Paso el Portezuelo (altitude 930 m), mas indo tranquilo, achei que chegou bem rápido no topo, creio que não deu 10 minutos. Depois tem uma descida contínua. Um pouco antes de chegar na Ruta 65 Ruta 65 - rípio, subida para Portezuelo Portezuelo Depois tem vales com subidas e descidas no meio de bosques e cruzando pontes, região muito legal para pedalar (tirando a poeira que os carros levantam). Começa-se a ver o Lago Traful à esquerda, que possui vários campings, basicamente frequentado por pescadores. Sentido Traful Sentido Traful Passa-se por vários arroyos (riachos) Arroyo Pedregoso Paz para pedalar Lago Traful próximo a um camping Lago Traful Camping no caminho Estudantes argentinos andando de caiaque no Lago Traful Chegando em Villa Traful Lago Traful Cabañas Aiken Continuei e passei por um grupo de estudantes argentinos que estavam em excursão e andando de caiaque. Mais alguns Km de pedal (começa-se asfalto) e cheguei em Viila Traful (era cerca de 16:00). Parei para comer algo e conhecer melhor a região. Villa Traful, fica no meio do Parque Nacional Nahuel Huapi e parece ter parado no tempo. É muito bonito e diferente. Como fui em baixa temporada, tive que ficar esperto quanto a estabelecimentos fechados, principalmente porque o fluxo maior é sábado e domingo. É uma região que atrae muitos pescadores. Observei muitos carros com barcos no reboque. Com apenas 80 casas, construídas em estilo alpino-andino, a população é pequena. Lugar de natureza absurdamente linda. Depois cheguei na cabana que fiquei, foi o ritual de sempre: tomar banho, lavar roupa e sair para comer, comprar algo para dia seguinte e curtir a região, que é muito boa para comer truta. Passei por uma situação inusitada em Traful. No caminho de VLA para Traful, tive alergia (rinite) e estava com medo de ser sinusite devido ao frio que peguei na Cordilheira. Então perguntei no restaurante se havia farmácia ou posto de saúde. A atendente disse que tinha um posto público. Peguei a bike e fui no posto, quando chego lá estavam no período da siesta e uma mulher disse que abriria as 19:00. Antes da viagem, pesquisei que estrangeiros tem atendimento médico público gratuito na Argentina. Apesar de ter o seguro viagem, as 19:00 voltei (tem que levar o passaporte ou Identidade), o médico me atendeu muito bem e me explicou que, nessa época do ano, os bosques têm muito pólen da vegetação, logo eu não estava com sinusite e sim com rinite forte. Me receitou medicamento (eles deram o medicamento) e no outro dia já estava novo. Foi uma experiência muito boa. *Tinha pesquisado que não havia internet em Traful mas o lugar que fiquei possuía e não tive problemas de comunicação. Neste dia não contar que vai chegar para almoço pois vale a pena fazer percurso com calma. *Destacamento policial Villa Traful. Teléfono: (02944) 479040 Hospedagem Villa Traful Cabañas Aiken (Reservei a cabana por $30, cerca de PA$ 1800 ou R$120). Difícil pagar com dólar pois não tem troco fácil, cidade bem pequena. Ruta Provincial 65 S/N Villa Traful, Neuquén. Patagonia Argentina CP 8403 Telefone +54 9 294 432 4281 (whatsapp) +54 9 294 431 9045 (whatsapp) Paula/Roberto [email protected] RESUMO PEDAL 5 Villa la Angostura > Ponte Lago Correntoso, mirantes > RN 40 alguns Km > Trevo Paso Cardenal Samoré > continua à direita na RN 40 > descida longa e íngreme > alguns Km > mirantes > Rio Ruca Malen (ruína da antiga ponte de madeira) > alguns Km > vários mirantes > Asfalto (Ruta 40) rumo norte > 31Km depois de VLA > Ruta 65 (início de rípio) > 26 Km até Trafull > Acentuada subida > Paso el Portezuelo (930 m) > Descida contínua > Começo do Lago Traful > vales > Camping agreste > alguns Km > Villa Traful. DIA 8 – 09/11/19 sab - Pedal 6 - Villa la Traful (ARG) a Bariloche (ARG) Distância pedalada: 101 km Ascensão: 765 m O visual do dia promete. Aproximadamente 1/3 em rípio (terra com pedras) e 2/3 em asfalto. Paisagens espetaculares. Este dia vale a pena levar lanche reserva pois não tem muita opção no caminho. Saí cedo de Traful, cerca de 07:00, segui pela estrada de terra pela Ruta 65, com o Lago Traful à esquerda. Subida forte no início e depois algumas descidas. Estava bem frio (cerca de uns 10°C) mas o sol apareceu e aos poucos foi esquentando bem. O clima estava mudando para mais quente ao longo da viagem. Cabañas Aiken cedo - apesar do sol estava bem frio Ruta 65 saindo de Villa Traful Esta parte de rípio é bem legal para pedalar. Alguns Km depois parei no mirante do Lago Traful (bem bonito). Ruta 65 vista do mirante Lago traful Mirante Lago traful Seguí mais alguns Km e encontrei com o cicloviajante argentino Guillermo (jubienviaje.blogspot.com), que estava vindo de Santa Rosa (província de La Pampa), região central da ARG. Trocamos algumas ideias, nos despedimos e depois seguí mais alguns tantos Km até chegar em Confluência (onde os rios Limay e Traful se juntam - tem um antigo posto de gasolina da ACA, que está fechado). Até aqui deu cerca de 33 Km. A partir daí começa a parte de asfalto (vira-se à direita e toma-se a Ruta 237), que segue o lindo vale do Rio Limay. Sentido Confluência Sentido Confluência, perto onde encontrei o Guillermo Sentido Confluência - Rio Limay Andei alguns Km (transito de veículos estava tranquilo no início) e cheguei no espetacular Valle Encantado. Muito legal e bonito. Parei para contemplar e tinha algumas pessoas preparando para andar de caiaque. Valle Encantado Valle Encantado Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Estava querendo comer algo e cerca de 25 Km depois de Confluência, tinha uma vila pequena do outro lado do rio. Cruzei a ponte (só passam pedestre e ciclistas) e achei um lugar simples para comer. A vila de chama Villa Llanquín. Atravessando para Villa Llanquin A temível placa do cicloviajante Mais alguns Km à frente, cheguei no lugar chamado Anfiteatro, onde o rio faz curva e cria formações rochosas diferentes. Anfiteatro A região de asfalto depois da vila é uma região que peguei bastante vento forte e muitas vezes vento contra, o que dificultou um pouco a pedalada. Tem muita subida longa mas sem muito aclive. Na RN 237 sentido Bariloche Na RN 237 sentido Bariloche Sentido Bariloche Este dia, vi vários carros passando com bikes no reboque e acabei entendendo o que era. Vou explicar: Em VLA, um dia antes, na pousada onde estava, chegaram várias bicicletas desmontadas. No café da manhã, dois argentinos me perguntaram se eu iria fazer a Carrera (uma competição anual de bike entre VLA e San Martin de los Andes). Disse que não, que estava apenas de viagem. Eles eram uns dos que iriam participar. Logo, os carros que passavam eram pessoas que iam para VLA para a competição. Em um dado momento, numa subida bem longa, um carro me passa e buzina. Beleza, cumprimentei. Mais no alto do morro vejo o carro no acostamento. Era um casal de argentinos que pararam para saber se eu precisava de água ou alguma outra coisa. Conversamos um pouco, disseram que iriam para Carrera. Depois disse que estava tudo ok e agradeci. Foi muito legal da parte deles o gesto. Logo após, tem um posto da polícia da província de Neuquén e depois a ponte sobre o Rio Limay (divisa da província de Neuquén (de onde vem) e província de Rio Negro, sentido Bariloche. Na RN 40, entrando na província de Río Negro Na mítica RN 40 Atravessando o rio que divide as províncias Lago Nahuel Huapi Passei por Dina Huapi e depois parei num posto da polícia de Rio Negro para saber mais da região. Me indicaram um festival que estava tendo próximo ao aeroporto de Bariloche (mais alguns Km à frente). Chama Fiesta de las Colectividades Europeo-Argentina. Tinha várias barracas típicas de países europeus, como comida e bebidas típicas, além de atração musical. Pagava-se um valor simbólico para entrar, creio que uns PA$ 300 (cerca R$ 20). Foi muito bom depois de um pedal longo. Bem divertido e tranquilo para curtir. Fiesta de las Colectividades Depois de um tempo, segui pela RN 40 e logo chega-se em Bariloche (trecho urbano). Ao final da viagem de pedal, aquele banho merecido, saí para comer algo e descansar. Chegada em Bariloche No hostel conheci uma argentina que iria fazer o trekking do Refugio Frey no outro dia. Minha programação era descansar um dia e fazer depois de descansado. Como ela já tinha subido várias vezes, mudei de ideia, combinei de ir com ela no próximo dia pelo menos para saber onde pegava o ônibus e outras dicas. Acabei saindo para comprar o os lanches do trekking pois tem que levar bastante água e lanche (já tinha comprado o cartão SUBE e abastecido com 2 passagens para o ônibus - os coletivos de Bariloche não têm cobrador e nem aceitam pagamento em dinheiro. Tudo automatizado e é pago com cartão pré-pago SUBE. Hospedagem Bariloche: Hostel Perikos (mesmo da chegada) RESUMO PEDAL 6 Villa Traful > Ruta 65 (rípio) – Valle del rio Traful (visual deslumbrante) > Subida forte no início e algumas descidas longas > Confluência (posto de gasolina fechado > início do asfalto > Ruta 237 – Região do Rio Limay (Valle Encantado e Anfiteatro > Ruta 40 > Posto da Polícia da província de Neuquén (2 Km de Dina Huapi) > Posto da Polícia da província de Rio Negro > Ponte sobre o Rio Limay > Dina Huapi > Bariloche DIA 9 – 10/11/19 dom - Bariloche (ARG) Subida Refúgio Frey Distância treeking: 25 km São 4 horas de caminhada na ida (praticamente subida) e cerca 3 horas na volta (praticamente descida). O refúgio fica a 1.700 m de altitude, ascensão acumulada de 1.150 m e distância de 25 km (fui e voltei pelo mesmo caminho. Tem que estar bem preparado fisicamente para fazer, é bem puxado. Use calçado adequado para trilha senão vai dar bolha no pé. Dia de tempo bom, ensolarado e temperatura média de 24 graus. Acordei cedo (cerca de 07:00), separei água e lanche reforçado, protetor solar, roupa adequada, corta vento, luva frio, bandana, óculos de sol, bota e outros. Passei em uma cafeteria para tomar café reforçado e seguí para o ponto de ônibus que ela tinha me explicado (tem que procurar saber os horários em que o ônibus passa). Encontramos no ponto e ela me deu algumas dicas sobre a subida. Pegamos o primeiro coletivo que ia até Cerro Catedral (linha Circular 55) cerca de 09:00. De ônibus até a entrada da subida do Frey são cerca de 25 minutos. O ponto final é o estacionamento da estação de esqui do Cerro Catedral. Descendo do ônibus, tem uma placa distante marcando o início da trilha ao refúgio (outras pessoas vão ir em direção à trilha). A colega argentina já estava acostumada e seguiu em ritmo acelerado enquanto eu queria ir em um ritmo mais tranquilo, de contemplação. A trilha começa mais larga e bem sinalizada (setas orientativas), há uma leve subida, e logo a caminhada fica plana e agradável. A trilha vai estreitando e aparece, no lado esquerdo, o bonito lago Gutiérrez e ao fundo a RN 40. Anda-se um bom tempo com o lago ao lado, até que começa-se a subir e entrar na floresta, passando por um longo trecho de troncos branco–acinzentados, de árvores que foram queimadas por um incêndio. Entrada do Cerro Catedral onde o ônibus para No início da trilha Lago Gutierrez ao lado esquerdo da trilha Paisagens durante o trekking Depois de alguns Km, a trilha vira à direita e começa a subida. O visual começa a mudar, com um som constante de cachoeiras e entrando em bosques da selva valdiviana (ecooregião que se caracteriza por ter bosques sempre verdes de múltiplos extratos). No caminho fui treinando o espanhol com uma venezuelana que morava em Buenos Aires. O caminho é muito bonito e vale a pena ser curtido com calma. Cada um ao seu estilo. Vi muito esportistas que subiam e desciam correndo, pareciam estar treinando para alguma competição. Montanhas nevadas Depois de um tempo caminhando, a vegetação começa a diminuir, picos nevados aparecem à direita e a trilha toma rumo à esquerda para chegar ao refúgio. Parte do trajeto Depois chega-se ao Valle do riacho (arroyo) Van Titter, começa a subir e vai acompanhando ladeira acima, até chegar no refúgio Piedritas (construída embaixo de uma grande pedra). Vale a pena parar para descansar, reforçar o protetor solar e comer. Bosque no trekking Pedritas **Não entre no abrigo Pedritas devido a ratazanas e possível infecção por fungos (foi uma das dicas da colega argetina). A última subida até o refúgio Frey é a mais empinada e cansativa. Deixa-se o riacho para trás e montanhas nevadas passam a fazer companhia no lado direito da trilha. A trilha também fica mais rústica, com pedras, água e pouca lama. Depois de Pedritas, cerca de 1 h de caminhada até o Frey. Subindo depois de Pedritas No final da subida tinha bastante neve mas nada que molhasse a bota (recomendo ir de bota de trilha). No Frey, o visual é deslumbrante, com o lago Toncek (que estava quase todo congelado) e as agulhas de alpinismo ao fundo. Do lado esquerdo está a Agulha Frey, uma torre de pedra enorme. Refúgio Frey Lago Toncek O refúgio oferece hospedagem e comida (pagos e reservado pelo site) para quem quiser usar como base para escaladas e trekkings pela montanha (havia muito turistas de várias nacionalidades). Lá em cima vale a pena curtir, hidratar, comer e descansar um pouco. Depois de um bom tempo lá em cima resolvi voltar e fiz o mesmo caminho da vinda. O corpo já está cansado então tem que tomar cuidado com possíveis torções do pé. Muita paisagem bonita para curtir e bom para refletir os momentos da cicloviagem. Ao todo foram cerca de 4:30 de subida e 3:30 de descida (fui num ritmo tranquilo). Cheguei no ponto de ônibus e aguardei cerca de uns 30 minutos até chegar. Na ida, pergunte o motorista quais os horários de volta (geralmente era sempre X hora e 15 minutos. Não deixe de saber também qual o último horário pois região está distante de Bariloche e nesta época (novembro) não tinha nada funcionando por lá (nenhuma lanchonete). Chega-se cansado mas recompensado pelo dia de trekking. Recomenda-se vontade e preparo, pois é uma experiência incrível. Na chegada, comer, banho relaxante e descansar. Itens básicos necessários Mochila pequena/média, Blusa corta vento ou anorak, bandana, meias reserva, capa de chuva, óculos de sol, protetor solar, bota de treeking, luva de frio, toalha pequena, segunda pele (se estiver muito frio) Água: pelo menos 1,5 L e mais alguma outra bebida (suco, etc) Comida: frutas, lanche reforçado (pão e recheio), massa, biscoito *Se for acampar ou ficar no refúgio, tem que realizar o registro prévio no site http://refugiofreybariloche.com – reserve com antecedência - vagas limitadas. DIA 10 – 11/11/19 seg - Bariloche (ARG) Dia de descanso pois a cicloviagem e a subida do Refúgio são muito desgastantes Compra de lanche para o próximo dia, pedal pelo Circuito Chico. DIA 11 – 12/11/19 ter - Bariloche (ARG) – Circuito Chico de bike Distância pedalada: 70 km Ascensão: 1124 m Circuito Chico de bike saindo de Bariloche. A princípio não sabia se iria fazer mas realmente valeu a pena. Região muito bonita e com muitas opções de lugares para conhecer. O circuito tem muitas subidas e descidas. É preciso disposição, mas o visual compensa. Dia aberto e ensolarado com temperatura em torno de 24 graus ao longo do dia. Saí cerca de 08:00, pedalei 25 Km pela Avenida Exequiel Bustillo até Puerto Pañuelo (mesmo caminho do primeiro dia para o Cruce Andino). Um pouco antes, em frente ao puerto, tem a Capela San Eduardo, toda feita em madeira. De belo estilo montanhês, foi construída em 1938. Vale a pena subir até lá. Em frente a Pañuelo também está o Hotel LlaoLlao, resort 5 estrelas (não cheguei a ir até o hotel). Puerto Pañuelo Capela San Eduardo Continuando o trajeto pela RP 77, ingressa-se no Parque Municipal Llao-Llao, parque enorme com várias trilhas (algumas só pode fazer a pé) por dentro dos bosques. (Localizado na Península Llao Llao, rodeada pelo Lago Nahuel Huapi, Moreno e Tacul. Não precisa pagar entrada. Estrada Circuito Chico dentro do Parque Llao Llao Segui mais uns 3 Km até ver a entrada para Villa Tacul. Pega-se uma estrada de rípio com mais descida e parece que vai ter que subir tudo de novo, mas esta parte se faz por dentro do bosque e sai um pouco mais a frente. Não cheguei a ver propriamente a Villa e fui para o Lago Tacul. Tem uma praia bonita com montanhas nevadas à frente. Bom para contemplar. Tinha poucas pessoas nesta região e depois fui para o mirador (mirante) Tacul. Muito bonito. Lago Tacul Mirante Lago Tacul De lá fui descendo a trilha, bem tranquilo e vi a placa indicando que para o Lago Escondido devia seguir em frente. Fui descendo e realmente o lago era escondido. Um casal a pé estava voltando desanimado dizendo que desistiram porque não chegava nunca. Não tinha placa da distância. Realmente à pé era distante (de bike rodei uns 10 min, cerca de 1,5 Km de distância de Tacul). O lago é bonito, mas mais escondido que bonito. A questão é que perto do lago já sai mais à frente no asfalto co Circuito. Logo, vale bem a pena fazer esta trilha (mesmo a pé –lembrando que se tiver deixado o carro no primeiro ponto, tem que voltar tudo). Depois peguei o asfalto de novo e fui pedalando (passa-se pelo mirante do Cerro Lopez) e depois peguei à esquerda no rípio para ir até Colonia Suiza pela RP 79 (possui placa indicativa). Lá é uma vila bem legal e vale a pena conhecer, além do caminho que é legal. Tem até uma cervejaria. Mirante Cerro Lopez De Colonia, pelo GPS, seguir pela calle Genoveva Beveraggi para pegar de novo a Avenida Bustillo para Bariloche (mais cerca de 18 Km até o Hostel – este trajeto dá uma média de 1:30 e tem subida. Circuito Chico Cervejaria em Colonia Suiza Ao todo foram cerca 8 horas contando pedal mais paradas. Em Bariloche após o Circuito O Circuito tem muitos pontos para parar e comer. Só vi lugar de comprar comida em Colonia Suiza (levar lanche reforçado para o dia). Ao final da tarde, desmontei e embalei a bike, organizei a bagagem e descansei satisfeito por toda viagem. Ao final da viagem, nenhum pneu furado (as fitas anti-furo ajudam bastante). DIA 12 - 13/11 qua - Bariloche (ARG) Último dia. Já havia combinado com o Henrique (taxista) e as 10:00 saí do hostel para ir ao aeroporto para o voo de volta. O voo saía 14:10, pela Aerolineas Argentinas. Despachei a bike por AR$800, cerca R$115. Cheguei em Buenos Aires (conexão) cerca de 16:30 e o voo para Belo Horizonte só saía 05:30 da manhã do dia 14. Aí você fica igual o Tom Hanks no filme Terminal, pra lá e pra cá para o tempo passar. Mala bike no aeroporto DIA 13 - 14/11 qui – Buenos Aires (ARG) – Belo Horizonte (BRA) Aguardei até o embarque em Buenos Aires (EZE) descansando numa parte de cima do aeroporto que é própria para isso (é um tablado mais alto que o chão, onde o pessoal deita para descansar e aguardar). O voo estava marcado para 05:30 e as 03:00 já tinha despachado a bike ($60, cerca R$240, pela Azul). Depois seguí para o embarque e fazer a migração. Cheguei em BH cerca de 09:00 e assim chega ao fim a grande jornada. Descanso merecido. Dicas Recomenda-se uma preparação adequada. Começando uns 6 meses antes e aumentando a frequência dos treinos e aumentando também a Km (vários ambientes, temperaturas e pesos). Isso levando em consideração alguém que já pedala. Eu pedalo a 6 anos e me preparei bem com 6 meses. Acredito que quem não pedala regularmente deve se preparar com mais tempo (senão prazer vira sofrimento). Treine muita subida de morro, serras e afins. Vai te ajudar muito, vai por mim. Não deixei tbm de fazer treinos longos, mais planos, para melhorar a resistência. Estar preparado psicologicamente para longos dias de pedal, subidas, vento contra, possíveis problemas mecânicos, desconforto físico, chuva, frio e calor. Essas e outras dificuldades comuns numa cicloviagem são tão importantes quanto a preparação física. É importante estar preparado antes de uma cicloviagem e antes de encarar os Andes. Faça Seguro viagem por precaução (tem que ser modalidade esportiva, senão não cobre). De preferência, envie o roteiro da sua viagem para familiares próximos a fim de despreocupá-los e para que estimem em qual região você deve estar em determinada data para casos de emergências. Agende o pagamento ou pague contas que irão vencer no período (Luz, água, internet, etc). Se possível, habilite o salvamento automático de fotos do celular na nuvem para caso de perda do celular (Exemplo Icloud para Iphone). Habilite o cartão do banco para uso internacional para emergências (eu precisei usar no CHI pois não tinham troco para dólar). Obtenha o máximo de informações possíveis sobre o caminho que quer percorrer: mapas, condição das estradas, previsão de tempo, rotas de GPS, informações de quem já pedalou pelas estradas. A cicloviagem tem que ser feita com segurança pois qualquer tombo pode acabar com sua alegria, logo, utilize itens de segurança e tenha sempre atenção. Uma queda pode levar a fratura de um membro e a coisa ficar pior ainda! O que levar “Menos é mais”. Levar somente o essencial sem faltar nada no meio da viagem. Semanas antes, fazer revisão da bike (padrão). Se possível, conferir a raiação da roda traseira e sapatas de freio (levei raios e pastilha reserva). De preferência pneus mistos e com proteção antifuro. Bagageiros devem ser resistentes e próprios para receber alforjes. Devem suportar o peso da bagagem se não vai quebrar no caminho. Acompanhar a previsão do tempo antes e durante a viagem (site Accuweather ajuda bastante). Organização da bagagem com antecedência e embalagem da bike de um a dois dias antes. Separar as coisas de cicloviagem três semanas antes (não deixe para comprar as coisas de última hora), pois são muitos itens e a falta de um deles pode fazer uma diferença enorme. Não deixar de xerocar a parte da foto do passaporte e plastificar para evitar que estrague. Leve documentos e itens importantes em um saco plástico, tipo ziplock para evitar que se molhem em caso de chuva forte. Fazer o check in dos voos com antecedência para garantir. De preferência, imprimir reservas de voo e pousadas, Airbnb, Booking, etc (se for hospedar). *Alguns países exigem vacina contra febre amarela. Verifique essa e outras possíveis exigências junto à representação do país estrangeiro no Brasil que irá visitar (ARG e CHI não pedem para região da Patagônia). *Conferir o registro de saída e entrada da bike na documentação quando fizer migração. Antes de viajar, recomenda-se consultar o estado das vias. O estado das rutas provinciais na ARG pode ser checado no site da Dirección Provincial de Vialidad de Neuquén (https://www.dpvneuquen.gov.ar/) e Dirección Provincial de Río Negro (https:// https://vialidad.rionegro.gov.ar/). *Atenção: Ficar atento nos dias de passagem em aduana aos horários de funcionamento (algumas fecham 16:30). Sempre reserve um tempo de garantia para casos de furos de pneus ou outras situações nestes dias. Otimize suas ferramentas Após a desmontagem e embalagem da bike, acondicione as ferramentas na bagagem de forma a encontrar tudo rapidamente. Separe as peças da bike em sacos plásticos a fim de evitar perdas (ciclocomputador, sinalizadores, parafusos, etc). Uma vez que aterrissou e está acomodado, é abrir a mala bike e parafusar tudo novamente. Leve peças de reposição adequadas, a mais importantes, como raios de reposição, parafusos, cabos de câmbio e/ou freio (se mecânico), missing/power link, manchão, dentre outros que achar necessário. Apps no celular Depois da própria bicicleta, o celular já é o item mais importante: o Para navegação utilizei o HERE WeGo (excelente app com mapas off-line - lembre-se antes de baixar os mapas da região que irá visitar, vale baixar os mapas da ARG e CHI). Baixei também o Maps.me mas não gostei muito. Algumas vezes traçava percurso por lago ao invés de terreste. Para gravar o percurso usei o Strava (Muito útil para informações de percurso, distância, velocidade média, ascensão, etc. Só precisa de internet quando for salvar, ou seja, pode pedalar à vontade e quando chegar onde tem internet, você salva). Pode gravar mais de percurso ao longo do dia e salvar todos ao final (Começa a atividade e finaliza, se precisar gravar outro percurso, começa de novo e finaliza. Não precisa salvar com internet a cada percurso). Interessante pesquisar dicas no site do Consulado Brasileiro, como “Orientações para quem vai viajar para o exterior e pegar informações em casos de emergências (nunca se sabe, além disso, todo esporte você está sujeito a riscos – embora a cicloviagem seja um estilo de vida, é também um esporte, inclusive no seguro viagem é também categorizado como tal). Para casos de EMERGÊNCIA site do Consulado Brasileiro http://www.portalconsular.itamaraty.gov.brE-mail: [email protected] SITE CONSULADO DO BRASIL EM MENDOZA – ARGENTINA http://mendoza.itamaraty.gov.br/pt-br/ E-mails: [email protected] (Cônsul-Geral) [email protected] (Setor Consular e Setor de Assistência a Brasileiros). Plantão Consular +54 9 261 5378478 (chamadas internacionais, apenas emergências), 261 5378478 (chamadas interurbanas), e 15 5378478 (para chamadas locais). SITE CONSULADO DO BRASIL EM SANTIAGO – CHILE http://santiago.itamaraty.gov.br/pt-br/ Tel: (+56) 22820-5800 - Fax: (+56) 22441-9197 - E-mail: [email protected] Telefone/whatsapp de plantão do Consulado-Geral do Brasil em Santiago (+56 99334-5103) - deve ser acionado apenas em situações de emergência. Email: cg.[email protected] Site da Repartição: http://cgsantiago.itamaraty.gov.br/es-es/ Telefones de EMERGÊNCIA ARGENTINA: Polícia 111 Emergência 107 Bombeiros 100 Polícia Turística ARG: 4346-5748 / 0800-999-5000 Central de Emergencia Nacional 911 Telefones de EMERGÊNCIA CHILE: Polícia: 133. Bombeiros: 132 Resgate Aéreo: 138 Emergência 911 *Recomendações Pasos Fronterizos CHI Fronteira Argentina Chile Viajando da ARG para CHI, assegurar de seguir estes conselhos para uma viagem segura e sem contratempos para não atrasar sua viagem Agilize os trâmites na fronteira baixando e preenchendo a declaração de imigração: http://goo.gl/cKRZx3 Declarar todos os produtos de origem vegetal e animal. Ficar atento ao que pode levar na bagagem bem como limites de valores em espécie. Não aceite pertences ou bagagem de desconhecidos. Não esquecer de levar documentos obrigatórios (Documento Nacional de identidade ou passaporte vigente). Se recomenda levar abrigo, comida e agua suficientes para casos de atrasos. Características que deves considerar no percurso (depende da época do ano): Alta altitude, mudanças bruscas de clima, possibilidade de gelo sobre a estrada ou neve de até 2 m em menos de 24h, ventos fortes e rajadas, avalanches e temperaturas extremas. DICA DE EMBALAGEM DA BIKE 1. Cortar tiras de câmara de ar ou arrumar correias de firma pé. 2. Retirar o ciclocomputador e outros acessórios que possam sofrer danos durante o transporte. 3. Arrumar espumas de embalagem de bike (pode pedir em lojas de bike). 4. Estudar a melhor maneira de embalar e fixar. 5. Baixar selim. 6. Retirar bagageiro. 7. Girar o guidão (afrouxar os dois parafusos laterais da mesa). 8. Deixar o guidão alinhado com o quadro e firmar no banco e proteger com embalagens recicláveis o suporte do guidão e o banco. 9. Embalar quadro com espuma protetora. 10. Retirar roda dianteira (atenção para não apertar o a manete de freio até que se trave os pistões). 11. Travar pistões dos freios. 12. Colocar suporte de cano de PVC no garfo e travar com a blocagem. 13. Retirar roda traseira (atenção para não apertar o a manete de freio até que se trave os pistões). 14. Travar pistões dos freios e colocar suporte de cano no quadro e travar com a blocagem. 15. Embalar corrente e proteger câmbio dentro do garfo traseiro. 16. Embalar o cassete da roda traseira (pode ser pote de sorvete) a fim de evitar danificar o mala-bike. 17. Tomar cuidado para não esquecer a blocagens (separar peças em saco). 18. Proteger zonas delicadas 19. Retirar os pedais com a chave de boca 15 mm (Para retirar, gira a chave no sentido “para trás. Para colocar gira no sentido “para frente) e chave Allen. Ao retirar, marcar qual é direito e qual é esquerdo para não trocar os lados e estragar a rosca). 20. Desinflar um pouco os pneus (deixar um pouco de ar no pneu para proteger). 21. Prender bem a roda dianteira de um lado do quadro com tiras para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 22. Não deixar a carga incidir sobre o disco de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 23. Prender bem a roda na frente de um lado para proteger a suspensão (as duas se encontram no meio e devem ser fixadas). De preferência, se a suspensão tiver travamento, deixe destravada para caso de incidência de carga ela não estrage. 24. Prender bem a roda traseira do outro lado do quadro com tiras de câmara de ar para firmar bem de forma a proteger bem as partes frágeis (câmbio, suspensão, etc). 25. Não deixar a carga incidir sobre os discos de freio (proteger com tampa de pote de sorvete). 26. Proteger bem o mala-bike por dentro nas partes que ficam em contato com a bike. 27. Colocar alguns acessórios e vestuários como as sapatilhas, caramanholas etc no interior da mala-bike. 28. Identificar a mala-bike com uma etiqueta com dados completos (nome, endereço e telefone), pois será fundamental em caso de extravio. Pesquise no site da empresa aérea as regras para envio de bicicleta. Outras dicas Estrangeiros tem 21% de desconto na hospedagem Ao reservar uma hospedagem na ARG você será informado que haverá a cobrança adicional de 21% do imposto IVA. Estrangeiros podem se livrar dessa taxa! É preciso pagar sua hospedagem com cartão de crédito ou débito internacional ou depósito bancário, além de ter que apresentar seu passaporte ou RG e o carimbo de entrada no país. Por isso, numa viagem pela ARG, prefira hospedagens que aceitam cartão de crédito. Ao fazer uma viagem pela ARG, o turista brasileiro tem direito a atendimento médico gratuito. Isso inclui emergências odontológicas, ambulatorial e hospitalar. Para usar você só precisa ter um documento que comprove sua nacionalidade. Não é recomendável viajar sem seguro particular, que possui serviços mais amplos bem como repatriação de corpo ao Brasil. Ninguém planeja morrer viajando, mas infelizmente acidentes e fatalidades podem acontecer. A repatriação de um corpo custa super caro e tendo seguro particular esse serviço deve estar incluído. Não existe casa de câmbio no Aeroporto de Bariloche. Troque dinheiro no centro da cidade. Opção de casas de câmbio em Bariloche: Intercâmbio Agência Rua Rolando, 287 (loja 2) Telefone: +54 02944 434437 Site: http://www.intercambio.srl E-mail: [email protected] Horários: 9h às 17h, de segunda a sexta-feira Cambio Andina Rua Mitre, 115 Telefone: 0294 442-6166 Site: http://www.andinacambio.com.ar E-mail: [email protected] Horários: segunda a sexta de 9h às 19h; sábado de 10h às 14h e de 16h30 às 19h30 Onde sacar pesos argentinos em Bariloche - Caixa Eletrônico 24 horas Banco de la Nación – Mitre, 531 Banco de la Nación – Mitre, 178 Banco Nación – Anasagasti, 1482 Restaurantes Bariloche Comer carne Alto El Fuego (calle 20 de Febrero 451, no centro): qualidade, atendimento e ambiente descontraído. Boliche de Alberto (calle Villegas, calle Elflein e Av. Bustillo): qualidade, carnes e massas. Dica “ojo de bife”. La Salamandra, El Patacon, Don Molina, El Refugio del Montañes, La Parrilla de Julian, La Parrilla del Tony, Nuevo Gaucho, A los Bifes, Rincón Patagonico. Pizza Girulá (calle San Martín 496): pizza individual, comem duas pessoas. O L’Italiano (calle Quaglia 219): boas massas e “menu turístico” a um valor mais econômico. Las Pastas de Gabriel, Linguini, La Brava, El Mundo Cerveja artesanal Manush (calle Neumeyer 20): cerveja artesanal boa, pratos bem elaborados, hambúrgueres caseiros e batata frita. Cervejaria Wesley (calle 20 de Febrero): cervejas e as pizzas gostosos. Perto do Alto El Fuego. Cervejarias artesanais no centro (entre calles Elflein Neumeyer, 20 de Febrero e Juramento): Bachmann, Blest, Antares, Berlina, Konna, Kutral, La Cruz, Vikingos, Kunstmann, Antares, La Cava Clandestina, Lowther. Bem próximas uma da outra. Cerveceria Patagonia: não se destaca tanto pela comida e nem cerveja em si, mas sim pelo ambiente lindo, dentro do Circuito Chico, em frente ao lago Moreno. Bem distante do centro e não tem transporte público que chegue. Fondue e pratos tradicionais La Casita (Quaglia 342): oferece tbm cordeiro e outros pratos típicos, como a truta, excelente pedida. La Marmite (calle Mitre 329) boa opção para experimentar comida tradicional. Em frente à Galeria del Sol. Familia Weiss, La Alpina, Chez Philippe, Jauja. Comer truta A truta (trucha) é um peixe muito tradicional dos lagos da região patagônica. La Casita (já mencionado), o restaurante do hotel El Casco e o Kostelo (Quaglia 111), que está localizado no centro, de frente para o lago. Cardápio variado (massa, pizza, carne, petiscos, saladas). Lojas de chocolate Rapa Nui (calle Mitre 202) e Mamuschka (calle Mitre e Rolando). Mamuschka pequena mas ótimo para desfrutar de um lanche caprichado e chocolate quente na parte da tarde. Ambos possuem sorvetes artesanais próprios, preço mais salgado mas bem recomendado. Outras: Frantom, Turista, Abuela Goye, The Coffee Store (cafeteria), Tante Frida. Fast food McDonalds e Mostaza (calle Mitre). Várias outras opções de sanduiches e hambúrgueres caseiros. Rock Chicken Chimi Bar de Choris (Elflein 73), especializado “choripanes” (sanduiche de linguiça), típico da ARG. Weiss Beer and Burguers (Mitre 585), combos de hambúrguer, batata frita e cerveja artesanal. Outros lugares pouco conhecidos pelos brasileiros e recomendados: Papagoonia (Vice Almirante O’Connor 662), hambúrgueres caseiros. Restaurantes populares: La Fonda del Tío, Galpon de Salo, La Andina. Roupas de Montanha: Patagonia Show Room, Scandivavian, Montagne, The Northface Produtos típicos: El Arbol, El Bosque Na Rua Onelli, um pouco mais afastada do setor mais turístico, está o comércio popular dos residentes de Bariloche. Referências https://eueamagrela.wordpress.com/expedicao-lagos-andinos/ http://blogdescalada.com/uma-escalada-no-frey-um-dos-lugares-mais-espetaculares-do-planeta/ http://www.trekbariloche.com/refugio-frey-trek.php http://www.trekbariloche.com/bariloche-refugios.php http://www.clubandino.org/cab/refugio-emilio-frey-frey/ http://refugiofreybariloche.com/ http://orofino.me/refugio-frey-trek-bariloche-argentina/ http://www.expedicaoandandoporai.com/2010/01/bariloche-circuito-chico.html http://www.seguindoviagem.com/destinos-internacionais/america-do-sul/argentina/bariloche/circuito-chico-de-bicicleta/ https://trilhaserumos.com.br/dicas-roteiros/dicas_de_uso/cicloturismo/ https://umasulamericana.com/parque-llao-llao-bariloche/ https://barilocheparabrasileiros.com.br/2018/01/03/o-clima-em-bariloche-em-cada-epoca-do-ano-e-quando-se-inicia-a-temporada-de-neve/ https://pelomundo.com.vc/hospedagem-em-villa-la-angostura/ https://pelomundo.com.vc/como-ir-a-villa-la-angostura/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2016/11/bariloche-7-passos-para-preparar-uma-viagem-memoravel/ https://umasulamericana.com/hostel-em-bariloche/ ENVIO DA BIKE POR AVIÃO – VÍDEOS https://www.youtube.com/watch?v=2SBR1Lsn-9I https://blog.bikevillage.com.br/bike-no-aviao-dicas-para-viajar/ Ajuste e troca de pastilha de freio https://www.youtube.com/watch?v=qPSVSxsz3yY barb bike DICA - 3 - Ajuste Freio Hidráulico Bike http://www.pedaleria.com.br Pasos fronteirizos e prognósticos metereológicos CHI http://www.pasosfronterizos.gov.cl/ Alertas do Consulado Brasileiro para Argentina http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/argentina Alertas do Consulado Brasileiro para o Chile http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/seu-destino/chile Previsao do tempo https://www.accuweather.com/ https://www.argentina.gob.ar/tema/emergencias https://mototurismogastronomico.wordpress.com/telefones-de-emergencia-argentina-chile-e-uruguai/ VLA https://instintoviajante.com/villa-la-angostura-patagonia-argentina/ https://instintoviajante.com/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-de-bicicleta/ http://viagemcult.com/villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/categoria_atractivos/atracoes_turisticas/ https://emalgumlugardomundo.com.br/o-que-fazer-em-villa-la-angostura-argentina/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/tipo_de_gastronom_ia/bar-boate-de-noite-cervejaria-pub/ https://www.atravessarfronteiras.com.br/2013/09/a-minha-villa-la-angostura/ https://umasulamericana.com/fazer-em-villa-la-angostura/ https://www.villalaangosturaturismo.gob.ar/pt/o-parque-nacional-arrayanes-e-a-finalista-das-7-maravilhas-naturais-de-argentina/ Vacinas ARG https://dicasdaargentina.com.br/2018/02/vacinas-e-certificado-de-vacinacao-para-a-argentina.html Dicas Chile https://dicaschile.com.br/
  4. Saudações mochileiros. Venho adicionar algumas informações que acho de extrema importância no planejamento de alguma viagem ao exterior. Em novembro agora vou fazer uma viagem de bike na região dos Lagos Andinos (Argentina e Chile) e nas minhas pesquisas verifiquei pouquíssimas informações a cerca de situações de emergência. Como vou solo e de bike, achei pertinente a pesquisa. Resolvi informar aqui os principais telefones de emergência para adicionarem nos roteiros. Por mais que não imaginamos, caso algo aconteça (melhor prevenir), fica mais fácil ter à mão os contatos de emergência. Tal fato se dá por um relato que vi sobre um brasileiro, que viajando de moto pela América do Sul, teve um acidente e quebrou as duas pernas (Com certeza não esperava. Não deixe de fazer o seguro viagem, a família do mesmo teve que desembolsar mais de R$ 100.000 com gastos médicos e regresso sanitário pois não tinha feito seguro viagem). Além disso, recomendo adicionar os telefones e emails do Consulado Brasileiro mais próximo das cidades a serem visitadas (disponível no site do Portal Consular http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br Dica: sempre envie o roteiro com os dados para familiares próximos a fim de tranquilizá-los. Argentina: Central de Emergência Nacional 911 Assistência Médica (Emergência): 107 Polícia: 111 Bombeiros: 100 Polícia Turística: 4346-5748 / 0800-999-5000 Chile: Polícia: 133 Bombeiros: 132 Ambulância: 131 Polícia Civil: 134 Resgate Aéreo: 138 Uruguai: Bomberos 104 y 911 Servicio de Emergencia Médico (SEMM) 159 y 2711-11-11 Ambulancias MSP 105 y 400-11-11 Radio Patrulla 109 y 911 Policía: Patrulleros 999, 109 https://www.argentina.gob.ar/tema/emergencias https://mototurismogastronomico.wordpress.com/telefones-de-emergencia-argentina-chile-e-uruguai/
  5. @mthdoliveira Boa tarde, é um formulário padrão do governo argentino em que, caso o policial queira te multar, você pode solicitar o preenchimento, o qual ele deve relatar qual penalidade está sendo infrigida (caso ele esteja inventando alguma, ele não vai querer arriscar o emprego dele). Se quiser pode me mar dar email para [email protected] que encaminho para vocês. Buenas tardes!
  6. @Juliana Champi Obrigado Juliana! Aproveitem bastante as paisagens e percurso. Registrem mas n{ao deixem de desfrutar cada segundo! ¡Buen viaje para ustedes!
  7. @Juliana Champi Boa noite Juliana. Desculpe não ter respondido antes. Fiz o seguro saúde pela Real Seguro Viagem. O contato deles é [email protected] Abraço.
  8. Atenção Mochileiros Atualização sobre emissão do Seguro Carta Verde da Seguradora que contratei. Agora pode ser enviada por email e impressa pelo cliente. Segue texto: Novidades no sistema de contratação de Carta Verde para viagens ao Mercosul. Agora você pode contratar diretamente no site e optar por envio somente por e-mail (necessário que o próprio cliente imprima em sulfite na cor verde) Possibilidade de pagamento por cartão de crédito ou boleto bancário pelo sistema PagSeguro. Continuam as opções para envio do documento impresso (por Sedex ou Carta Registrada). Com essas novas facilidades a aquisição do seguro ficou mais fácil e mais rápida! Acesse: www.lumaseguros.com/cartaverde Abraços
  9. Oi Ludmila, que legal também ter vontade. Sempre foi um sonho para mim esta viagem. Realmente o mais difícil é achar companhia para essas aventuras. Abraço!
  10. @MARCELO.RV Bacana sua complementação. Eu mesmo não consigo guardar todos os dados da viagem e muitas vezes é isso que facilita o planejamento da viagem. Sobre o kit de primeiros socorros, cambão, segundo triangulo e Carta Verde também acho interessante levar e prevenir (só o 1° socorros que não levei mas quando comecei a viagem nem lembrei dele). Abraços.
  11. @Elder Walker Fala! Então, a infra estrutura desta esta região não é das piores (não são apenas aqueles postinhos com uma bomba). Possue postos YPF (dava preferência para estes - até tem no site deles os locais que estão situados ao longo da estrada). Consegue sim banheiro e local para lanchar/almoçar. Só não vi muitas opções muito boas (vi mais loja de conveniência em alguns postos e algumas cidadezinhas na beira da estrada que possuíam alguns poucos restaurantes (como é no norte da ARG é um pouco escasso de estrutura). De preferência, tente levar coisas que vocês gostem de comer e que a busca por algum local seja mais um plus pois muitas vezes são distantes). A questão da polícia na reta do Chaco foi cerca de 30% fomos parados e 70% passamos sem ser incomodados. Em nenhuma das vezes tentaram algo, nem sequer suposição. Sempre foram gentis ou as vezes apenas cumprindo a obrigação de verificar o carro (na parada pela Gerdarmeria pediu para abrir o vidro de trás e deu uma olhada - tinha muita água e perguntaram para onde iríamos - dissemos: Salta). O importante é ir tranquilo, diminuir quando ver alguma fiscalização - geralmente tem uns cones no meio da pista - e ter a documentação em dia (não esqueça de deixar sempre o farol ligado (eu não desligava nunca para não esquecer). Não levei kit de primeiros socorros, pois não deu tempo de comprar mas acho importante levar se achar.
  12. @antoniocalves Olá Antôniocalves, na verdade iríamos comprar o chip mas não compramos. O meu celular é pré-pago então utilizava o wi fi dos hotéis e quando não usava deixava no modo avião. Ouvi relatos bons deste EasySim 4u e outros que esqueci o nome mas que outros viajantes com certeza poderão lembrar. O meu amigo tinha conta pós paga e algumas vezes não deixou no modo avião e houve cobrança de serviço de roaming. O melhor mesmo, se for pós paga é trocar o chip por um do país. Abraços
  13. Bacana. Havia lido um relato aqui no Mochileiros de Conselheiro Lafaiete mas não sei se era o seu. Preferi não colocar esta extensão do roteiro pois era a minha primeira viagem assim. Abraços.
  14. Saudações mochileiros, principalmente aqueles que querem viajar de carro. Não tive tempo de relatar minha viagem de carro de Belo Horizonte ao Atacama realizada em setembro de 2017, mas aqui vai minha contribuição. Após várias pesquisas aqui no site e com a ajuda de várias pessoas para o planejamento como o grande viajante de carro HLIRAJUNIOR e sua companheira (muito conhecimento e experiência), ao Alexandre e Rosângela do blog VIAJANDO DE CARRO (no qual baseei meu roteiro e pelas dicas providenciais por email), o João Carlos Truppel (Facebook), grande viajante de carro da América do Sul, ao Guilherme Pegoraro (que me enviou uma planilha bacana de roteiro e gastos – descobri um relato dele no blog VIAJANDO DE CARRO), ao blog www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br onde peguei várias dicas e mapas dos passeios. Também à Marisa Belle Bertoldo (relato no blog FELIPEOPEQUENOVIAJANTE) pelas dicas e ao blog MOCHILA CRÔNICA pelas informações. No relato não vou me a ter a pequenos detalhes. Caso alguém tem interesse, pode entrar em contato ([email protected]). Agradeço a todos pela disponibilidade e me coloco também a disposição para ajudar a quem pretende realizar esta viagem espetacular. Para quem vai se aventurar de carro pelo NOA ARG e CHI em direção ao Atacama é sempre bom estar com as informações claras e atualizadas. Nesta viagem fomos eu e meu irmão de república da época da faculdade Rômulo. Para quem pretende, é melhor preparar o psicológico, pois a cada dia você está mais longe de casa – mas é muito longe mesmo. Todos os hotéis da ida foram reservados antecipadamente via Booking e a volta íamos escolhendo a cada destino (mas com algumas opções já pesquisadas). Qual carro nós fomos? Punto Essence 1.6 2013/14. Mas dá para ir? Tranquilamente. A viagem foi feita em 17 dias. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (ARG e CHI) – Dica: organizar pasta com documentos. • Passaporte (agiliza o trâmite nas fronteiras) ou Identidade (com o RG o seu comprovante de entrada e saída dos países será um ticket estilo supermercado, logo se rasgar ou perder vai ter muita dor de cabeça. Com isso recomendo o passaporte). • CNH e muito recomendado Permissão Internacional para dirigir (PID). Não me pediram mas preferi evitar problemas. • CRLV do veículo. • Seguro Carta Verde (Pedi via internet no site Luma Seguros - foi mais em conta do que na minha corretora). • Seguro SOAPEX (comprei no site da HDI Seguros via cartão de crédito – para preencher os dados é necessário o número do motor do carro. Caso tenha dúvida, veja algum vídeo no youtube de como achar o número do motor do modelo do seu carro – lembrando: NÃO é número do Chassi) • Extensão de perímetro do seguro do automóvel (Eu fiz com o corretor do meu seguro. Como o meu seguro cobria o Mercosul, estava tranquilo quanto à ARG, mas os 4 dias no CHI preferir pagar quase 400 reais, pois estaria no meio do deserto e sabe-se lá o que poderia acontecer – melhor prevenir). Dia 1 Belo Horizonte-MG a Marília-SP. Distância média: 880 Km Tempo (com paradas): 11h Saímos cedo de BH e fomos tranquilos até Marília – SP. O dia estava ensolarado, a pista era duplicada e em bom estado. Paramos para lanchar e almoçar no caminho. *No roteiro, defini que os primeiros dias da viagem seriam os mais extensos para poder curtir melhor na ARG e CHI. Com o ânimo de início de viagem e tendo alguém para conversar, ajuda a deixar o cansaço de lado. *Pedágios: Foram 13 pedágios entre BH e Marília com média de R$ 5 (total de R$ 65,70). Hotel em Marília: Almaru Flat Hotel (Muito confortável). Média R$ 150,00 a diária. Já na estrada ainda em Minas Gerais. Final de tarde chegando em Marília-SP. Dia 2: Marília-SP a Puerto Iguazu-ARG Distância média: 710 Km Tempo (com paradas): 11h Saímos cedo. O dia estava ensolarado e a estrada era pedagiada e em bom estado. Fomos para Foz do Iguaçu, onde trocamos reais/dólares por pesos argentinos em um shopping. Abastecemos e depois cruzamos a fronteira no mesmo dia para Puerto Iguazu. Na travessia, geralmente tem uma pequena fila de carros (depende da época e horário que você estiver atravessando). Já separe os documentos (passaportes e do veículo, abaixe os vidros e acenda as luzes internas (se for noite) pois geralmente eles dão uma olhada geral nos passageiros para ver quantos são e se condizem com os documentos. Nossa travessia foi bem tranquila e rápida. Puerto Iguazu é muito legal de conhecer. Preferimos deixar o carro no hotel e sair para conhecer a pé. A cotação estava R$ 1 = PA$ 5. (A cotação que consegui em BH foi 1 dólar = R$ 3,28). *Pedágios: Foram 8 pedágios entre Marília e Foz do Iguaçú com média de R$ 12 (total de R$ 97,40). Hotel em Puerto Iguazu: Hotel Oxum (Simples mas limpo e confortável). Média PA$ 900,00. Na estrada no Paraná. Ainda no Paraná sentido Puerto Iguazu. Atravessando a fronteira em Foz para ARG Dia 3: Puerto Iguazu – ARG a Corrientes - ARG Distância média: 625 Km Tempo (com paradas): 10h Saímos de Puerto Iguazu e o dia estava chuvoso. Seguimos com calma por causa da pista molhada. Na saída, ficamos um pouco perdidos com o GPS que estava indicando a rota pelo Paraguai (estava configurado para menor distância. Mudamos para menor tempo e colocamos a cidade de Posadas como destino). *Dica: De preferência, no GPS coloque sempre uma cidade próxima ao invés de colocar seu destino final do dia. Com isso, você diminui a chance de ficar perdido! Havia algumas barreiras policiais mas apenas uma nos parou (Gerdameria) e perguntou aonde iríamos *Dica: Mesmo indo para o Atacama, sempre falávamos que iríamos para a próxima cidade do nosso destino, pois evitava a suspeita de que estávamos com muito dinheiro e bagagem. Isto funcionou durante toda a viagem sem problemas. As vezes que fomos parados na ARG era apenas para perguntar onde iríamos ou conversar por sermos brasileiros. A maioria era bem receptivo. Não tivemos problemas com a corrupção. Independente disso, levamos o formulário de multa anti-corrupção do governo da ARG. Neste caso, deve ser o último recurso. Passamos por San Ignácio Mini para almoçar e acabou que não fomos às ruínas (vai ficar para uma próxima oportunidade). Nosso destino neste dia foi Corrientes. É uma boa cidade para pernoite. Vale a pena visitar o cassino e a região beira-rio. *Pedágios: Foram 3 pedágios entre Puerto Iguazu e Corrientes: Eldorado PA$ 20,00, Santa Ana PA$ 20,00 e Ituazingo PA$ 20,00 (total de 12 reais). Hotel em Corrientes: Hotel Orly (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 980,00. Hotel central com estacionamento a uma quadra). Em Corrientes abasteça e compre lanche reforçado e água: próximo dia de trecho sem muito atrativo para refeições. Observação: Nas cidades das províncias de Missiones, Chaco e Salta durante a tarde, mais ou menos a partir das 14h as cidades ficam vazias depois do almoço até às 17h, parecendo que é feriado (siesta). Após as 17h, tudo volta ao normal e o comércio (principalmente bares e restaurantes) fica aberto até tarde. Ir se acostumando com a rotina das siestas. Na estrada depois da saída de Puerto Iguazu. Na estrada sentido Corrientes. Na estrada sentido Corrientes. Passando por Ita Ibate sentido Corrientes. Fim de tarde sentido Corrientes. Chegando em Corrientes. Corrientes a noite. Dia 4: Corrientes – ARG a Salta - ARG Distância média: 820 Km Tempo (com paradas): 11h Foi um dos percursos mais cansativos. Possui muitas retas e é monótono (pode dar sono). O dia estava nublado, o que ajudou por ser uma região que faz muito calor. Fique atento a animais como cabras atravessando a pista em alguns pontos próximos de cidades. A pista é simples mas boa (não possui acostamento asfaltado). Possui muitos insetos chocando contra o para-brisas (não esqueça de colocar solução de limpeza no reservatório do para-brisas para facilitar o uso). Apesar de ser quase tudo reto durante boa parte do trajeto, não abuse da velocidade. Vá curtindo a viagem e além disso não dê sorte para o azar (nem para a polícia). Saímos de Corrientes sentido Salta passando logo no início por Resistência. Andamos cerca de 700km pela RN 16 (cerca de 8h). É uma região com pouca estrutura e possui cidades pequenas na beira de estrada sem muitos atrativos para lanche (tente levar da cidade de origem). *Muito importante abastecer sempre que o tanque passar de ¾ cheio se seu carro tiver pouca autonomia ou metade se tiver uma boa autonomia (o meu tanque de 60L dava uma média de 750 km). Neste dia paramos em um posto YPF e tivemos que esperar cerca de 40 minutos até o caminhão abastecer o tanque. Os postos ficam mais nas proximidades de cidades, vilarejos (pueblos) e trevo de acesso ao último trecho de 45km para Salta. Quando chega próximo de Monte Quemado (Província de Santiago del Estero) o asfalto fica cheio de buracos e deve-se reduzir bem a velocidade. Tomar cuidado com os veículos contrários que invadem a contramão tentando desviar dos mesmos (você também terá que ir para a contramão, então cuidado ao atravessar para a outra pista e não foque apenas nos buracos). Antes de chegar no cruzamento com a Ruta 9 começa a ter mais curvas e no horizonte começa-se a ver as primeiras montanhas da Cordilheira dos Andes. Após entrar na ruta 9, a viagem já estava bem cansativa, logo redobre a atenção e tente parar um pouco mais para curtir esta região que é muito bonita. Neste momento estava próximo do pôr do sol e a paisagem ficou bem marcante. A chegada de Salta é bem bonita com uma descida espetacular. Chegamos cerca de 19:30. Durante o percurso passamos por alguns postos e blitz da polícia Caminera e Gerdameria. Não tivemos problemas em nenhum, inclusive no posto mais comentado e famoso de Pampa de Los Guanacos. *Pedágios: Foram 2 pedágios entre Corrientes e Salta: Resistência PA$ 15,00 e Makalle PA$ 30,00 (total 9 reais). Na chegada de Salta não havia pedágios (havia lido relatos de que tinha). Havia alguns trechos em obras, logo, no futuro podem haver outros pedágios ou pode ser algum pedágio que existia que estava em reforma. Salta: a cidade possui ótima estrutura turística, com diversos hotéis e restaurantes. A temperatura estava agradável. Achei a cidade tranquila e segura. A noite vale a pena conhecer as famosas peñas (por mais que seja pega-turista, como gosto da cultura, achei muito interessante). Compre folhas de coca seca para mascar ou fazer chá para tolerar melhor a altitude. Próximo dia: começa a melhor parte da viagem. Hotel: Hotel Samka (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 920,00. Hotel central com estacionamento. Saindo de Corrientes para cruzar a ponte sentido Resistência. Saindo de Corrientes para cruzar a Ponte sentido Resistência. Reta do Chaco sentido Salta. Esquece, é só reta. Reta do Chaco. Reta do Chaco. Animais na pista próximo a entrada de alguma cidadezinha no norte da ARG. Começam os buracos próximo a Monte Quemado. Primeiras montanhas da Cordilheira próximo ao cruzamento com a ruta 9 sentido Salta. Na ruta 9 sentido Salta. Fim de tarde sentido Salta. Em Salta. Dia 5: Passeio Salta Cachi Cafayate Distância média: 360 Km (boa parte em rípio) Tempo (com paradas): 8 h Saímos tarde de Salta (em torno de 11:30) em direção à Cafayate (rutas 68, 33 e 40), passando pela Cuesta del Obispo e Parque Nacional Los Cardones. O dia estava ensolarado e seco. A Cuesta del Obispo é muito linda, com paisagens bem diferentes das nossas (vale muito a pena). A estrada é de rípio e estava boa, com muitas subidas e curvas. Indo devagar, curtindo a paisagem e ouvindo uma boa música fica tudo tranquilo. Pegamos muitos ventos fortes que levantava muita poeira. Ao final do trecho de rípio pegamos um trecho de subida asfaltado em bom estado (a esquerda tinha uma placa do Parque Los Cardones e uma estradinha mas deve-se seguir direto no asfalto (entramos a esquerda e saímos em um lugar que parecia ser de piquenique, muito legal e bonito mas acabou nos atrasando – se sair cedo de Salta vale a pena). Depois tem uma descida íngreme e sinuosa (nessa hora ficamos meio confusos com o GPS pois mandava sair do asfalto - pode continuar no asfalto que não tem erro) até chegar na reta del Tin Tin, onde paramos para tirar fotos dos cactos gigantes. A região também é muito bonita e diferente. Depois seguimos para Cachi e achamos tudo fechado por causa da siesta. Só conseguimos o restaurante de um clube que fez uns sanduiches de presunto e mussarela. A cidade é muito tranquila. Seguimos para Cafayate (RN40) em estrada de rípio em estado regular. É uma região pouco habitada. Pegamos muito vento e poeira (parecia o fim do mundo, muito diferente). Atentar sempre para a direção que está seguindo no GPS pois as vezes tem alguma bifurcação e não tem placa indicando. Como saímos tarde de Salta, chegamos tarde em Quebrada las Flechas e já estava escuro e não aproveitamos (logo saia cedo de Salta e aproveite). Chegando em San Carlos, a estrada já é asfaltada. Log depois chega em Cafayate. Chegamos cansados no hostel e depois do descanso saímos para conhecer a cidade. É pequena mas muito boa e tranquila. Conhecida como a terra do bom vinho de altitude, onde as principais atrações são suas bodegas. Dicas Levar muita água, roupa corta vento, protetor solar e lanche muito reforçado. É uma região bem inóspita e a falta de água ou alimentação pode levar a uma desidratação ou hipoglicemia e o resgate pode ser muito demorado por ser uma região pouco habitada. Além disso, tem a siesta e caso chegue nestes horários, vai achar a cidade vazia e comércio em geral fechado. Parece cidade fantasma. Entre Cachi e Cafayate, dirija devagar. Não deixe de tomar o vinho Quara uva Torrontés em Cafayate. Ficar atento ao GPS se está configurado como menor distância, menor tempo ou fora de estrada. Quando íamos pegar estrada de rípio muitas vezes mudávamos para menor distância ou fora de estrada. Depende muito da hora, logo é importante estudar e conhecer muito bem todo o roteiro para evitar seguir o GPS e ir por um caminho não programado. Na saída de Salta, configure o GPS para menor distância e cidade: Cachi. Quando saímos configuramos para Cafayate e o GPS nos direcionou para a RN 68 (asfaltada e que não passaria por Cachi). Como já havia estudado o roteiro, ficou mais fácil perceber e corrigir. Vale a pena ficar 2 dias em Cafayate. Quando for embora, saia mais cedo para aproveitar as paisagens da Quebrada de Cafayate. Hotel: Hostel Andino (parece hotel mas é hostel, bem limpo e confortável). Média PA$ 900,00. Saída de Salta sentido Cuesta del Obispo. Por enquanto asfalto. Início da Cuesta del Obispo ainda asfalto. Ainda asfalto. Início para a Cuesta del Obispo. Ainda asfalto mas depois começa o rípio. Início da Cuesta del Obispo já com rípio. Paisagem no início da Cuesta del Obispo. Rípio na Cuesta del Obispo. Cuesta del Obispo. A estrada clara ao fundo é de onde viemos. Cuesta del ObispoPercorre-se todo a estrada de rípio até em cima. Imensidão. Depois do rípio da Cuesta del Obispo nesta placa deve-se seguir direto no asfalto para chegar ao Parque Nacional Los Cardones. Na placa a esquerda tem uma estrada de rípio que dá em um lugar bem bonito no meio do nada chamado Valle Encantado - mas não é sentido Los Cardones – se sair cedo de Salta vale a pena conhecer). Se virar a esquerda na placa vai conhecer o Valle Encantado (do asfalto, dá média 7 Km ida e volta). Ao final da estrada tem umas mesas para piquenique. Seguindo no asfalto após a placa sentido Los Cardones. Seguindo no asfalto após a placa vai começar algumas curvas e depois uma descida sinuosa (onde foi tirada a foto). A fina faixa reta na foto é a reta del Tin Tin já em Los Cardones. O embaçado é poeira levantada pela ventania. Los Cardones. Aqui tem um local para estacionar o carro e curtir. Cuidado com outros carros ao atravessar o asfalto. Por mais que seja uma região pouco habitada as vezes passa algum carro. Após Los Cardones, Payogasta sentido Cachi. Em Cachi. Parecia cidade fantasma por causa da siesta. Vilarejo após Cachi sentido Cafayate. Após Cachi pegamos estrada de rípio sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora, parecia o fim do mundo (veja ao fundo da imagem). Sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora. Quebrada las Flechas a noite. Uma pena não ter saído mais cedo de Salta. Dia 6: Cafayate – ARG a Tilcara Distância média: 200 Km (até Salta) e 173 Km (até Tilcara passando por La Cornisa) Tempo (com paradas e engarrafamento de acidente): 10 h Cerca de 09:00 seguimos em direção a Salta pela Ruta 68 - asfaltada e em ótima condição. No início tem-se as formações rochosas da Quebrada de Cafayate (Los Castillos, El Obelisco, El Fraile, El Sapo, El Anfiteatro e Garganta del Diablo - todas identificadas). Vale a pena fazer este percurso com calma e apreciar as paisagens e as diferentes formações rochosas. Paramos no restaurante Posta de Las Cabras (ruta 68 - Km 88) para almoçar. É um lugar gostoso para descansar e curtir a calmaria. Cuidado ao pegar o volante após o almoço por causa do sono que pode vir. Seguimos em direção à Salta e de lá pegamos a estreita Estrada de La Cornisa sentido San Salvador de Jujuy para chegar em Tilcara. Em Salta, agarramos um pouco e saímos depois de 14hs. A estrada de La Cornisa é muito bonita e diferente, mas aviso que é muito estreita, logo tem que haver muito cuidado, uma certa perícia do motorista e cautela nas curvas. Tem uns mirantes que valem a pena parar. Pegamos a parte final já escuro. Recomendo sair de Salta no máximo entre 11-12h. Vá com calma para curtir cada detalhe. Depois de Jujuy houve um acidente na estrada e ficamos mais de 1 hora parados com isso chegamos a noite em Tilcara. Tilcara é muito legal de conhecer, um lugar alternativo no norte da ARG. Hotel em Tilcara: Villa del Cielo (muito bom, só fica um pouco distante do centro, mas vale a muito a pena). Média PA$ 950,00. Bônus: O hotel já havia sido eleito um dos melhores que ficamos, mas algo nos deixou ainda mais confiantes. Meu amigo esqueceu uma bolsa com dinheiro no hotel e só constatou no meio do caminho indo para o Atacama. Como conversei muito com a gerente Marisel por email antes da viagem não preocupei muito e fiquei de mandar um email para ela quando chegássemos ao deserto uma vez que iríamos passar por Tilcara na volta. Então, quando chegamos no hotel em SPA, ela já havia enviado um email informando do ocorrido e que a bolsa estava no cofre do hotel à disposição. Combinei que na volta pegaríamos e foi isso mesmo que aconteceu. O atendimento da Marisel é muito claro e honesto. Inclusive no primeiro dia, ao pagar, o meu cartão de crédito não estava passando, então o funcionário ligou para ela (que estava em Buenos Aires) e conversamos a melhor forma de resolver o problema e foi muito tranquilo. (Dica: tente manter um contato mais próximo com os hotéis que irá ficar para facilitar numa situação como esta). Vinícola em Cafayate Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. Quebrada de Cafayate e formações rochosas. Retorno de Cafayate sentido Salta. Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. El Fraile. Quebrada de Cafayate. Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta. Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual. Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual. Dique - La Cornisa Paisagem na Estrada de La Cornisa Parador Posta de las Cabras sentido Salta Praça em Tilcara Dia 7: Tilcara (ARG) a San Pedro de Atacama (SPA) - CHI Distância média: 436 Km Tempo (com paradas): 8 h (considere o tempo que pode ficar na aduana, ficamos quase 1:30. Melhor é estimar em 10 horas para ir com calma. Esta parte é um dos lugares mais bonitos da viagem (coisa que quem só vai de avião nunca vai conhecer). De Tilcara até SPA: asfalto em bom estado e não há pedágio (apenas algumas curvas da Cuesta de Lipán que estão sem asfalto). Tomamos café da manhã e saímos cerca de 8h. Reservamos o dia para a travessia da Cordilheira dos Andes via Paso Jama. Enchemos o tanque um dia antes no posto YPF na saída de Tilcara. Saímos de Tilcara e seguimos sentido Purmamarca. Subimos a Cuesta de Lipán com uma visão sem igual. Depois da subida começa uma descida também sinuosa. Embora o trecho do dia não seja tão longo, reserve o dia todo pois possui muitos atrativos com lugares bonitos, além disso, possui grande altitude (logo o carro perde potência e vai mais lentamente) além de trechos de subidas e descidas sinuosos. Todo o trajeto é tranquilo mas deve-se tomar cuidado (curvas, subidas, descidas e altitude). Quase ao chegar no topo da Cuesta de Lipán (depois de Abra de Porterillos) começa-se a descer uma região bem bonita (todas são). Quando acabam as descidas mais ingrímes começa-se uma parte mais reta e chega-se ao salar Salinas Grandes (não tem como não parar e ver a beleza). A RN52 corta o salar e fica bem interessante. Seguindo adiante, passa-se pelo Salar de Olaroz e de Jama, que também são magníficos (ainda na ARG). Depois vem Susques (um vilarejo bem diferente; na entrada tem um centro de informação ao turista com muitos mapas e catálogos de turismo grátis). Abastecemos para garantir e seguimos em direção à aduana ARG/CHI. Já na aduana, primeiro paramos no posto para completar o tanque e depois loja de conveniência. Depois fomos aos guichês com a documentação, onde faz-se a burocracia de saída da ARG/entrada no CHI (migração). Depois você continua os trâmites em várias cabines ao lado (sanitário onde declara que não leva itens proibidos como vegetais e etc. e para verificar a documentação do carro). Depois um agente vai vistoriar o carro. O nosso apenas pediu para abrir o porta-malas, deu uma olhada e nos liberou (mas vimos carros que tiveram que tirar a bagagem – aí demora bem mais). Depois que você é liberado e recebe o recibo validado, vai com o carro até uma cancela na estrada onde um agente vistoria os recibos de migração e abre a cancela para poder continuar sentido CHI. Aí é uma paisagem mais diferente e impressionante atrás da outra. Sem explicação. Após ver paisagens que mais parece outro planeta por um longo tempo começa-se a descida já próximo a SPA (de 4200m para 2200m em 42Km). Tem que ir com o carro sempre engrenado e não deixar embalar muito (ir freando aos poucos para os discos de freio não esquentarem e perderem o atrito). Por segurança mantenha baixa velocidade durante a descida. NÃO UTILIZE O FREIO CONSTANTEMENTE EVITANDO O SUPERAQUECIMENTO. Observação: *Com as altas altitudes você vai perceber o carro perdendo potência, mas é normal. Fique atento também quanto aos sintomas da altitude. *Agasalhe bem pois nos pontos mais altos do percurso a temperatura pode chegar a temperaturas negativas. *Nos lanches que são levados, se tiver frutas e vegetais terá que jogar fora antes da fronteira; inclusive você consegue ver várias coisas jogadas antes da fronteira. Água e refrigerante fechado não tivemos problema. *Na parte de documentação pegamos agentes educados e prestativos mas também pegamos um sem paciência. Então sempre esteja com a sua documentação e a do carro em mãos para agilizar. Seguimos sentido SPA pois tínhamos que chegar antes das 16h para pagar o Tour astronômico da Space Orbs. Chegamos um pouco antes e fomos direto acertar e depois procurar o hotel. (É necessário fazer o pagamento até as 15h00 do dia para confirmar o tour, porém combinei antes por email a necessidade de um prazo um pouco maior justificando a travessia da fronteira neste dia e a agência aceitou). SPA é uma cidadezinha diferente, parecendo o velho oeste moderno em outro planeta. Não vou me ater aos detalhes pois aqui nos mochileiros já tem muitos relatos e informações sobre a cidade. Acho importante dizer que no início você fica meio perdido sem saber como funciona o trânsito. Então, antes de entrar em alguma rua, veja se já tem carros e qual o sentido que eles estão para evitar maiores problemas com os Carabineros do Chile. Sempre via carros da polícia na cidade e região. Depois achamos o hotel que havia reservado (Geisers del Tatio). Arranjamos as coisas para cerca de 20h encontrar a van da agência para irmos ao Tour. Vale muito a pena. O céu é muito diferente lá no Atacama. Experiência única estar lá no meio do nada e ver o firmamento. (Fizemos a opção em espanhol). Hotel em SPA: Geisers del Tatio (muito bom, cerca de 8 minutos andando do centro de SPA. Boa estrutura. Valeu a pena, embora queria ter reservado o Pueblo de Tierra - melhor custo benefício). Média R$ 1500 as 4 diárias. Tour Astronômico: Agência PC$ 20000 (cerca de R$ 105,00 cada). Dicas *Para o dia da travessia do Passo Jama saia com o tanque cheio pois o consumo de combustível aumenta devido a altitude. De preferência abasteça em Susques e complete o tanque na fronteira. *Conselho: NÃO LEVAR NADA REFERENTE A ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL pois pode atrasar e muito! Além disso podem revistar o carro todo ou multar. *Pesquise ao menos 3 lugares de câmbio na Calle Toconao e faça o câmbio de pesos chilenos (calcule a necessidade média para alimentação, passeios e gasolina de acordo com os dias que vai ficar em SPA). *Importante atentar que o pagamento do hotel em moeda forte (dólar ou euro) pois isenta os turistas estrangeiros (menos de 60 dias no país) do pagamento do imposto IVA, que tem alíquota de 19% no CHI. Paguei no cartão de crédito e obtive o desconto.(Apesar do IOF, é muito mais tranquilo e seguro do que ficar viajando com uma grande quantidade de dinheiro em espécie, uma vez que o hotel tende a ser o seu maior gasto em SPA). Para a isenção tem que apresentar o passaporte ou cartão de entrada no CHI (tarjeta migratória). Veja no site do hotel ou confirme se ele está registrado ano Serviço de Impuestos Internos (SII). *Antes dos passeios em altas altitudes: bastante líquido, refeição leve e evitar excesso de bebida alcoólica. *Pagamento da entrada dos passeios deve ser em pesos chilenos. De preferência, o de restaurantes também, pois com a conversão que eles aplicam você pode ficar em desvantagem. *Recuse troco de notas de dólares velhas ou rasgadas. Tente reservar hotéis ou hostels que possuam estacionamento (algumas ruas não é permitido estacionar). Leve no mínimo 2 L de água por pessoa a cada passeio. *Restaurantes: por volta das 22h00 já começam a fechar as portas. Adição de 10% de propina (gorjeta). *Leve lanche para café da manhã/tarde para os passeios independentes e para os mais longos levar um lanche mais reforçado ou programe um almoço em algum ponto de apoio (Toconao ou Socaire por exemplo). O nosso cronograma básico foi este (a parte de descanso ficou entre descanso e conhecer a cidade): Cronograma Atacama Manhã Tarde Noite Tilcara SPA Tour astronômico Descanso Laguna Chaxa/Ojos del Salar/ Laguna Tebinquiche Descanso Geisers del Tatio Almoço/ Vale de la Luna Descanso Piedras Rojas/Lagunas Altiplânicas Altiplânicas/Socaire Descanso SPA Tilcara Descanso Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán. Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán. Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán. Cuesta del Lipán. No alto da Cuesta del Lipán em Abra de Porterillos. Após Abra de Porterillos. Este local também é muito bonito. Sentido Paso Jama. Faixa branca ao fundo - Salinas Grandes Susques Susques Atravessando a Cordilheira dos Andes Atravessando a Cordilheira dos Andes Fronteira ARG/CHI Paso Jama. Atravessando a Cordilheira dos Andes Gelo na beira da estrada. Vulcão Licancabur. Quando avistar está próximo de SPA. Descida de 42 Km sentido SPA SPA SPA Hotel Geisers del Tatio Dia 8: SPA (CHI) A cotação em SPA estava US$ 1 = PC$ 620 (Como comprei o dólar a R$3,28, R$ 1 = PC$ 189). De manhã resolvemos descansar, conhecer a cidade, fazer o câmbio (Calle Toconao), almoçar e fechar o passeio de Geisers del Tatio para a manhã do próximo dia. À tarde pegamos o carro e fomos para Toconao, Laguna Chaxa, Ojos de Salar e por último ver o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. É tranquilo de ir seguindo as orientações (www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br) e placas indicativas. Não fomos à Laguna Cejar pois achei que não justificava o preço absurdo que estão cobrando. Para chegar na Laguna Chaxa é bem tranquilo (cerca de 30 min de SPA). Passa se por Toconao e depois tem a placa indicativa para virar à direita numa estrada de rípio e sal em bom estado. Da Chaxa, também é simples ir aos Ojos del Salar que já é caminho para Tebinquiche, onde o pôr do sol é um espetáculo. De Tebinquiche, volta-se já escurecendo mas fica fácil ao seguir os carros das agências. Os passeios valeram muito a pena e é inesquecível o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. A noite descasamos para o outro dia de manhã (para os Geisers tem que acordar bem cedo, a van passou no hotel cerca de 05:00). Ingresso Laguna Chaxa: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00). Ingresso Laguna Tebinquiche: $4000,00 (cerca R$ 21,00). Em nenhuma da lagunas pode entrar na água. Toconao Rípio sentido Laguna Chaxa Placa indicativa. Muito bem sinalizado. Laguna Chaxa Laguna Chaxa Placa indicativa. Muito bem sinalizado. Ojos del Salar Laguna Tebinquiche Mudança das cores na Laguna Tebinquiche com o pôr do Sol Dia 9: SPA Geisers del Tatio e Valle de la Luna Resumo do dia: a manhã toda: passeio Geisers del Tatio/povoado Machuca. Almoço em SPA. A tarde: descanso e saída cerca de 15:00 para Valle de la Luna. O horário que a agência agendou para a van nos pegar foi próximo de 05:00. No dia anterior avisamos no hotel que precisaríamos do café com antecedência e eles deixaram tudo pronto e um funcionário inclusive levantou para nos atender no que pedíssemos. Tomamos pouco café no hotel e levamos um lanche (não deixe de levar água também - ao longo do dia vai fazendo muito calor). Estava bem frio e o deslocamento foi um pouco mais de 1 hora até o parque. Leve muita roupa de frio inclusive luvas boas pois as mãos quase congelam e é muito ruim (fui com calça térmica e outra calça por cima além de blusa térmica, uma normal e uma corta vento, duas meias para trilha e luvas - mesmo assim sente um pouco de frio. O pior mesmo foram as mãos). De qualquer forma você faz um sacrifício mas vale muito a pena. O lugar é diferente do que estamos acostumados e te faz lembrar os desenhos animados de infância. Foi muito bom conhecer este lugar. O frio incomoda mesmo só até o sol aparecer (naquele dia foi cerca de 06:40). Depois ficou muito tranquilo (depende da época que você vai). Tomamos um café da agência quando chegamos lá cerca de 06:10 e a temperatura era cerca de 7 graus negativos. Na volta, passamos pelo povoado de Machuca que tinha muitos turistas. *Cuidados: Os poços são demarcados mas evite chegar muito perto. Nunca coloque a mão diretamente nos poços e nem chegue muito perto. Segundo informações do guia já aconteceram acidentes fatais. A temperatura da água pode chegar a 85°C. Geisers del tatio: Agência PC$ 19000 (cerca de R$ 100,00 cada) e ingresso para entrada: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00 cada). Chegamos cerca de 12:00 em SPA e fomos almoçar em algum restaurante. Depois descansamos um pouco no hotel e pegamos o carro e fomos ao Valle de la Luna. . Valle de la Luna É bem perto de SPA. Cerca de 15-20 minutos de carro. Para este passeio leve boné, passe protetor solar, óculos de sol, algo para comer, muita água, roupa leve, bota de trilha ou tênis. Antes passamos na entrada do Valle de la Muerte mas não entramos pois este dia foi cansativo e não daria para fazer os 3 passeios. Seguindo pelo GPS e as placas é bem fácil. O acesso é muito próximo de SPA - cerca de 3km. Depois pega-se uma estrada de rípio. Chega-se na entrada do parque e paga-se o ingresso. Eles dão um mapa e explicam o tempo médio entre cada ponto. Depois de pagar a entrada, com o carro, anda-se uma parte de rípio até ter a parada para as Cuevas de sal. Estacionamos o carro e seguimos um grupo de turistas com guia nas cavernas. É bem legal mas quem não gosta de lugar fechado não vale muito a pena. Eu não tenho problema com isso, mas como tem gente na frente e atrás, você fica um pouco apreensivo. Depois de visitar as Cuevas , pegamos o carro e seguimos até as Tres Marias (cerca de 8 minutos), mas é bem bonito o caminho então paramos muito. Antes de chegar às Tres Marias, do lado direito tem o Anfiteatro. Depois voltamos e paramos em um estacionamento e subimos a pé para a Grande Duna. É uma caminhada de cerca de 10 minutos. Lá em cima cuidado ao ficar nas beiradas dos paredões. Subimos antes do pôr do sol para aproveitar bem a paisagem. Vale muito a pena este passeio. Retornamos para o Hotel antes do escurecer e a cor do ceu é indescritível. Valle de la Luna: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa). Geisers del Tatio Geisers del Tatio Geisers del Tatio Geisers del Tatio SentidoMachuca Povoado de Machuca Entrada do Valle de la Muerte Valle de la Luna Cuevas de sal Anfiteatro Três Marias Valle de la Luna no topo da Grande Duna - a esquerda o Anfiteatro sentido Três Marias Pôr do sol no Valle de la Luna Retorno do passeio do Valle de la Luna Dia 10: Piedras Rojas (PR) / Lagunas Altiplânicas (Lagunas Miscanti y Miñiques) e Socaire (nesta ordem). Distância média: 300 Km ida e volta Tempo (com paradas): 9h. Piedras Rojas (PR): Acordamos cerca de 05:00, tomamos café no hotel (avisamos um dia antes o horário) e pegamos estrada. Ainda escuro e frio fomos tranquilo sentido Toconao, Socaire. Após Socaire seguimos sentido Lagunas Altiplânicas. Passamos pela entrada das Aliplânicas (bem sinalizado) e seguimos a estrada direto, sentido Paso Sico. Após a entrada das Lagunas, a estrada de asfalto, após um tempo, vira uma estrada de rípio. Toda a paisagem da região é também indescritível. Não tinha nenhum carro ou van de agência então ficou um pouco estranho, mas uma hora passou uma van de agência e vimos que estávamos no caminho certo. A estrada de rípio estava transitável e não era ruim. Apenas vá com calma e aprecie. Após a entrada das Altiplânicas foi cerca de 35 Km até chegar em Piedras Rojas (GPS -23.91180, -67.69249). Antes da entrada das PR havia umas curvas sinuosas e até passei direto (não vi nenhuma placa, apesar de falarem que tem uma placa a direita com o dizer Salar de Águas Calientes). Então fiquei sem saber onde era, mas como uma van havia nos passado, com o zoom da câmera ficamos procurando e a vimos bem de longe (da entrada até o local é cerca de 1,5Km). O caminho até lá é um pouco ruim mas nada demais, só ir devagar. Não conseguimos parar onde a van estava, então paramos antes e fomos andando até o local. Obs: A entrada para as PR é gratuita. Não tem banheiros. O local estava tão frio que o computador do carro acusou “9 graus negativos. Possível gelo na estrada”! Após curtir e comtemplar muito aquele local magnífico (não faça como muitos que vi por lá, chegam, tiram fotos e saem – sente e curta por muito tempo aquele local inesquecível). Antes de sair, conversei com um guia para saber se as Lagunas Altiplânicas estavam abertas (por causa do gelo, no dia que chegamos houve relatos que estava fechado – logo o local que mais queria conhecer), mas aí o guia falou que estava liberado o acesso. Dica: se for em época de muito frio tem grande chance de não conhecer as Altiplânicas por causa da neve, pois o acesso é de subida até chegar no guarda parque e descida mais íngreme para chegar às lagunas). Lagunas Altiplânicas Voltamos das PR pelo mesmo caminho e viramos à direita no acesso às Altiplânicas. Depois de sair da estrada principal, a estrada de acesso até o guarda parque é muito tranquila (cerca de 8 minutos). Chegando lá, pagamos a entrada e recebemos as instruções. Depois descemos até as lagunas (lá tem estacionamentos e banheiros). A descida estava um pouco molhada e com barro por causa do derretimento do gelo, com isso tinha que ir com mais cuidado. O local é magnífico. Se Deus quiser eu vou voltar (de carro). Depois de parar na Miscanti e contemplar, seguimos para Miñiques (parece um quadro)! Acabei perdendo algumas fotos, mas na minha memória ainda estão as paisagens. Saímos cerca de 13:00 e fomos em direção a Socaire para almoçar. Não me lembro muito bem o nome do restaurante mas fica na estrada que corta a cidade. Lagunas Altiplânicas: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa). Dica: este dia você vai para um lugar que não tem estrutura, então leve muita água, protetor solar, protetor labial, casaco corta vento, luvas, gorro, chapéu, óculos de sol e muito lanche. Faz bastante frio (e venta muito). Saia cedo para aproveitar melhor o local pois a medida que o tempo vai passando vai chegando mais turistas e fica difícil de aproveitar (como fomos bem cedo teve momentos bem tranquilos sem turistas). Como saí bem cedo ainda está escuro, então tome cuidado na estrada pois acaba sendo mais perigoso. De preferência, leve folhas de coca para mastigar pois o passeio está a quase 5000 metros de altitude. Não ultrapasse as demarcações das trilhas. Respeite a cultura e a preservação do local. Socaire: cidadezinha interessante, povoado pré-colombiano. Paramos na volta para almoçar uma comida típica atacamenha. Depois voltamos para SPA (mais uns 45 minutos). É um dia cansativo mas que vale muito a pena. Piedras Rojas: recomendo colocar as coordenadas no GPS antes de sair para garantir que vai achar. Sobre os Carabineros de Chile Os Carabineros de Chile são muito honestos. Relato duas experiências com eles. Uma foi no dia da volta da Laguna Chaxa, já a noite e na chegada, já dentro da cidade encostei o carro para verificar o GPS para ver qual caminho seguir. Como estávamos vindo da estrada, o farol estava alto e esqueci de abaixar o farol. Logo, vem um carro no sentido contrário e quando fui ver uma caminhonete verde dos Carabineros e o policial já foi logo falando em tom forte: Baja la luz! Baja la luz! Um pequeno detalhe, mas que para eles pode influenciar na segurança dos demais motoristas. Só fiquei com certo medo de querer multar, mas abaixei a luz e disse que tinha abaixado e eles foram embora. Em outro episódio, voltando das Lagunas Altiplânicas, iria parar em Socaire para almoçar e havia uma blitz na estrada principal que corta a cidadela. O policial veio e solicitou a documentação do veículo e motorista. Entreguei logo a PID (Permissão Internacional para Dirigir) para não ter problema e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Ele verificou e começou a anotar algumas coisas num caderninho dele (aí eu fiquei pensando: será que ele vai me multar?). Já fui perguntando: ¿Que eres esto? Aí ele falou que era apenas para controle deles (me pareceu mais alguma coisa sobre estatística - talvez sobre veículos estrangeiros - ou evitar parar um carro mais de uma vez, pois quando fui embora ele já acenou para passar direto). Nesta abordagem, pedi para tirar uma foto do carro dos Carabineros e ele autorizou (é bem diferente), mas acabei perdendo a foto mas não a memória. Se tiver interesse veja no google como são. Estrada asfaltada para Piedras Rojas/Altiplânicas Estrada de rípio após a entrada das Altiplânicas sentido Piedras Rojas Piedras Rojas. Lá na frente fica a estrada de rípio sentido Paso Sico Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Piedras Rojas Lagunas Altiplânicas Lagunas Altiplânicas (perdi muitas fotos da Lagunas) Retorno das Lagunas Altiplânicas sentido Socaire Dia 11: SPA (CHI) a Maimará (ARG) Aqui termina nossa estadia no deserto, mas não a aventura. Retornamos de SPA para Maimará apreciando as paisagens. Foram muitas paisagens diferentes . No caminho demos carona para um casal de mochileiros argentinos. Foi muito legal a troca de experiência e poder treinar um pouco o espanhol. Paramos muito pois na ida paramos menos por causa que tínhamos que chegar em SPA a tempo de pagar o Tour Astronômico. Na fronteira foi bem tranquilo. Inclusive meu amigo foi atendido e tomou oxigênio no centro médico. Atendimento bem rápido e prestativo. Chegamos em Maimará e fomos ao hospital da cidade pois meu amigo estava sentindo um pouco de mal por causa da altitude. Embora tínhamos o seguro viagem, resolvemos ir no hospital da cidade (público). O atendimento também foi bem prestativo e mediram a oxigenação dele que estava um pouco baixa. A noite fomos a Tilcara para distrair pois Maimará não tem opção a noite. Hotel em Maimará: Posta de Gherard (simples mas o quarto que ficamos estava com um pouco de cheiro de mofo, o que para mim é muito ruim por causa de rinite). No mais atendimento muito atencioso. Sem café da manhã. Média PA$ 600,00. Estacionamento na frente do hotel. Retorno de SPA para ARG Retorno de SPA para ARG Retorno de SPA para ARG Paletas del Pintor – Maimará Cierro Siete Colores - Pumamarca Pumamarca Tilcara Dia 12: Maimará (ARG) a Joaquín Victor Gonzales (ARG) 490 km 08h-17h Distância média: 490 Km Tempo (com paradas): 8 h Saímos cedo de Maimará para conhecer as Paletas del Pintor e depois fomos para Pumamarca conhecer o Cierro Siete Colores e passamos a manhã por lá e almoçamos. Possui muitas feiras de artesanato e é bem diferente. Havia decidido que não iríamos em Humahuaca e Iruya desta vez por falta de tempo (vai ficar apara a proxima). Em Humahuaca tem o Cierro Cuatorze Colores que parece valer muito a pena. Depois do almoço seguimos sentido joaquín Vicotr Gonzales (JVG) onde havíamos decidido que seria nossa pernoite. Na volta da viagem não reservamos nenhumlocal para ficar e achamos uma pousada de um português na beira da estrada principal que corta a cidade. JVG não tem muito atrativo, acho que vale mais como ponto de apoio para pernoite. Sem fotos. Dia 13: Joaquín Victor Gonzales a Resistência Continuação do retorno da viagem. Reta do Chaco sem muito atrativo. Manter autonomia de gasolina e comprar lanche. Resistência é uma cidade melhor estruturada do que Corrientes. Gostei muito de conhecer. Lá vale a pena tomar um chope na Choperia Mosto e tomar café da manhã na lanchonete Cascanueces. Sem fotos. Dia 14: Resistência a Foz do Iguaçu Retorno ao BRA por Foz do Iguaçu. Dia também cansativo mas tudo tranquilo. Demos carona para um venezuelano mochileiro que mora em Bariloche e estava indo para o Rio de Janeiro e nos ensinou muito o espanhol. Antes da travessia da fronteira passamos em Puerto Iguazu para comprar uns vinhos pode vale a pena. Jogar fora qualquer vestígio de folhas de coca antes de atravessar a fronteira pois é proibido no Brasil. A travessia da fronteira foi tranquila. A noite no Brasil te traz uma certa tranquilidade de saber que está em casa. A noite o venezuelano saiu para tomar uma cerveja gelada conosco. Hotel em Foz: Hotel Coroados (simples e preço justo). Média de 135,00 a diária. Sem fotos. Dia 15: Foz do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu) Resolvi deixar mais um dia em Foz no roteiro devido a previsão do cansaço acumulado da viagem. É uma boa opção tendo em vista que você pode conhecer as Cataratas do Iguaçú. Já conhecia mas vale muito a pena o passeio. Neste dia também fomos no Free Shop na ARG pois vale a pena para muitos produtos (tente ter uma noção dos preços no BRA mas as promoções de bebidas estavam com preço bom). Ingressos Cataratas: R$ 37,00 mais R$ 20,00 de estacionamento. Próximo dia preparar para pegar estrada. Cataratas do iguaçú. Por mais que seja apenas uma foto vale muito a pena conhecer. Dia 16: Foz do Iguaçu a Marília Neste dia na saída de Foz a Polícia Rodoviária Federal nos parou e deu uma revistada básica no carro, inclusive pedindo para abrir bagagem. Como há um grande contrabando de mercadorias do Paraguai para o Brasil é normal eles pararem neste posto. Não é proibido levar bebida só não vá levar todo o bagageiro de bebidas. O retorno fica mais cansativo com o passar dos dias da viagem. Logo tem que descansar bem e distrair relembrando cada detalhe de uma aventura e experiência que você vai poder contar para as pessoas mais próximas e se Deus quiser para os filhos e netos! Sem fotos. Dia 17: Marília a BH Este percurso foi bem longo e cansativo mas chegamos bem em BH, quase 22:00. Fica aqui o nosso relato e que possa ajudar muito mochileiros que desejam fazer uma aventura dessas. Abraço a todos. Último registro da viagem Dicas gerais da viagem *A média do preço da gasolina na ARG e CHI não estavam muito diferentes do Brasil, porém a gasolina lá é mais pura e rendia mais, logo acho que estava valendo o preço. *De preferência para roupas fáceis de lavar, pois uma viagem longa requer que você constantemente lave algumas peças de roupa para economizar espaço no carro. *Conhça bem o carro que vai e mantenha sempre revisado. *Na nossa saída de Belo Horizonte levamos 2 fardos de 12 garrafas de 500 mL e 1 fardo de 6 garrafas de 1L. Vale muito mais a pena você comprar antes da viagem e levar. Durante toda a viagem no carro há um grande consumo de água. Se for comprar toda essa água no caminho fica no mínimo 4 vezes mais caro. Essa água deu até o segundo dia em SPA sendo que em alguns hotéis a gente reabastecia. Se coubesse tinha levado no mínimo mais um fardo de 6 de 1 L. Logo, tente levar mais. *Segundo a legislação não pode levar bagagem no banco de trás do carro, então tente se programar com um carro que caiba toda a bagagem no porta malas de acordo com o número de pessoas. Algumas coisas levávamos embaixo e atrás dos bancos (motorista e passageiro – cuidado para não rolar para os pés do motorista podendo causar acidentes). Evitávamos colocar mochilas no banco de trás para não ter problemas com a polícia. *Tente prever uma média de gastos em cada país com alimentação, hospedagem e combustível para facilitar a média de dinheiro que será convertido em outra moeda. Caso tenha maior interesse entre em contato. *O carro fica todo empoeirado se for na época de seca, então tem que parar um dia para tentar passar uma pano úmido por dentro para facilitar a viagem (lavar não adianta muito). *Viajei de carro próprio então se for de veículo financiado procure maiores informações. *Na ARG, veículo não pode ter engate traseiro. *De preferência todos os passageiros adultos devem ter uma noção do roteiro e outros detalhes importantes da viagem. *Ande sempre com um galão de água no carro. *Tente reduzir o custo da viagem pegando promoção em sites de reserva de hoteís, levando água e lanches já da sua cidade de origem ou comprando em supermercados. *O preço médio das refeições não estavam muito diferentes do Brasil (embora a maioria dos lugares que comemos você pedia um prato e dava para duas pessoas. *Agende e/ou pague as contas/compromissos (Cemig, Condomínio, Net e outros) do período antes da viagem. Site pesquisados: www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br http://mydestinationanywhere.com/ http://www.fragatasurprise.com/2016/03/San-Ignacio-Mini.html http://www.meumapamundi.com.br https://www.viagemdigital.com.br http://www.phototravel360.com/ http://www.estrangeira.com.br/ http://www.maiorviagem.net/ http://www.portao02.comi http://viajarintenso.com.br http://estradaseuvou.com.br/ http://queimandoasfalto.com.br/ http://www.abrainternacional.com.br/servicos/paises-signatarios/ https://weather.comHYPERLINK "https://weather.com/"/ https://weatherspark.com/ http://maladeaventuras.com/ www.viaggiando.com.br http://apureguria.com/tag/atacama/ https://viajento.com/ https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-qHYPERLINK "https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-que-voce-precisa-saber/"ue-voce-precisa-saber/ http://www.ruta0.com/ http://www.guiaviagem.org/argentina-clima/ https://www.welcomeargentina.com/purmamarca/caminata_cerroscolorados.html http://viajandodecarro.com.br/ http://www.360meridianos.com/2015/02/purmamarca-e-o-cerro-de-los-siete-colores.html http://mundosemfim.com http://HYPERLINK "http://www.cabostral.com/clima-argentina.php"www.cabostral.com/clima-argentina.php# http://www.pasosfronterizos.gov.cl/complejos_pais.html http://chile.travel/donde-ir/norte-desierto-atacama/san-pedro-atacama/ http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagHYPERLINK "http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagem/"em/ http://aurelio.net/viagem/atacama/ http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atHYPERLINK "http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atacama/"acama/ http://www.terraadentro.com/2015/02/21/deserto-do-atacama-de-carro/ https://atacamadecarro.wordpress.com/2015/06/14/trajeto-de-san-pedro-de-atacama-as-lagunas-antiplanicas-e-laguna-chaxa/ Tem muitos mais sites que pesquisei não salvei. http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/sete-motivos-para-voce-conhecer-o-deserto-no-atacama/ http://www.vidavivida.com.br/2010/12/24/deserto-do-atacama-cidades-e-passeios/comment-page-1/ (Cidades norte ARG) http://viajandodeHYPERLINK "http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/"carro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/ COMBUSTÍVEL http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoesHYPERLINK "http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoes-de-assistencia"-de-assistencia CENTROS DE AJUDA AO TURISTA EM CASO DE NECESSIDADE MAPAS DE COMO CHEGAR EM ALGUNS LUGARES NO ATACAMA http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/2013/08/deserto-do-atacama-mapas-e-gps-viajando.html http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicHYPERLINK "http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicas"as http://www.rbbv.com.br/americas/america-do-sul/chile/ Postos YPF http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicioHYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"&HYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"filtro=ProvinciaES COTAÇÕES http://brl.pt.fxexchangerate.com/ars/ http://www.oanda.com/lang/pt/currency/HYPERLINK "http://www.oanda.com/lang/pt/currency/historical-rates/"historical-rates/ http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=HYPERLINK "http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=mundodeviajante"mundodeviajante http://www.cambiosantiago.cl/?page_id=17 http://g1.globo.com/economia/mercados/cotacoes/moedas/index.html http://blogdescalada.com/saiba-quais-sao-as-vacinas-necessarias-para-viajar-pela-america-do-sul/ (VACINAS) Pesquisa de notas falsas: Blog Viajeibonito e Descortinando horizontes
  15. Boa noite, fizemos de Belo Horizonte ao Atacama de carro em setembro de 2017 (Não fomos a Santiago). Entramos na ARG por Foz do Iguacú (bem tranquilo). Entre a fronteira e Salta dormimos um dia em Corrientes na ida e um dia em Resistência na volta (indico mais Resistência, é um pouco mais caro mas a cidade é muito mais estruturada e muito boa para curtir a viagem, possui bons ares e bons lugares para conhecer (digo restaurantes, etc). De interessante seria Ruínas San Ignácio Mini. De Corrientes a Salta muita reta e muito monótono, mas é bonito. Cuidado com o sono, principalmente após o almoço. Aproceitando, Salta é muito bacana, talvez vale a pena ficar mais de um dia (ficamos apenas um). De Salta seguimos para Cachi e depois Cafayate (um dia) passsando por Cuesta del Obispo, Parque Nacional los Cardones e Quebrada las Flechas - indico sair bem cedo, caro abastecido e muita água e comida - região um pouco desertica. Recomendo ficar pelo menos 2 dias em Cafayate para curtir com calma. De Salta pernoitamos um dia em Tilcara para depois ir para SPA. Na volta de Salta para Ticara, passamos pela Estrada La Cornisa (muito estreita, acaba sendo um pouco perigosa, mas muito bonita, recomendo, se for passar por lá, que saia cedo. Para SPA, passamos pelo Paso Jama (saia bem cedo, pois é o trecho mais bonito da viagem, depois do Paso então nem sem fala. Demoramos cerca de 1:30h no Paso com os trâmites. Se quiser mais dicas pode encaminhar email para [email protected] (vale para todos os mochileiros). Ainda não tive tempo de relatar minha viagem, mas agradeço imensamente a algumas pessoas especialmente ao HLIRA, que me deu várias dicas sobre esta viagem. Boa noite a vc e aos mochileiros.
  16. Fala JohnnyMG, ainda vai para o Atacama? Estou indo em setembro 2017. Depois passo as informações para você e quem mais tiver interesse. Sou de BH. Se quiser discutir algumas informações estamos a disposição. Abraço.
×
×
  • Criar Novo...