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mrodrygues

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  1. quote:Originally posted by dnv01 Ôi Marília, não deixe de conhecer o metrô de Buenos Aires, se já não o conhece. Inclusive na linha E, tem vagão de quase cem anos atrás. Da época da inauguração, todo em madeira, parece que vai se desmontar quando começa a correr. abraço Edmilson id="quote">id="quote"> Ah, eu visitei o Metrô de BsAs, sim. Eu adoro conhecer os metrôs de todos os lugares que eu visito. Andei num trem da década de 50, com bancos estofados de veludo vermelho!!!! Super desbotado, mas original. Desta vez não quero perder a chance de conhecer a El Ateneo, aquela mega livraria num antigo teatro... Deve ser um espetáculo!
  2. Então, lá vamos nós para as montanhas geladas. Saímos de San Francisco pela Oakland-Bay Bridge, uma ponte belíssima, com dois andares (um vai, outro volta). Chovia e ventava horrores (chove e venta bastante em SF, sempre). A ponte balança. Que sensação esquisita! Fomos rumo sul, em direção a Merced, uma cidadezinha que é a "porta de entrada" de Yosemite, segundo o guia... Pois naquela época não havia quase nada em Merced, exceto um McDonalds, e por incrível que pareça comemos ali um sanduíche tão gostoso que nem parecia McDonalds. Nem na rodoviária sabiam dizer se Yosemite estava perto ou longe... Por um instante tive a impressão que, ou estávamos perdidos, ou tínhamos caído numa roubada... Ih, acho que esse parque não existe... Mas eu queria muito ver neve, e fomos em frente. O Frommers e o mapa não podiam estar, os dois, errados... A gente podia ver as Montanhas Rochosas da estrada... É uma viagem incrível... Conforme fomos nos aproximando da cordilheira, pudemos perceber seu tamanho e sua imponência... De repente, estávamos dirigindo numa estrada estreitinha e serpenteante, e ao nosso lado estava um rio pedregoso e raso, e do outro lado do rio o paredão de pedra... Sobre as pedras, começamos a ver montes de neve, e de vez em quando passava por nós, em sentido contrário, uma pickup coberta de neve... Eu mal podia acreditar! NEVE! Pode parecer ridículo, mas ver neve era um dos maiores sonhos da minha vida... Deve ser coisa de nativo de país tropical... Mais um pouco, e a estrada entrou no parque de vez, estávamos dirigindo num bosque de pinheiros todo coberto de neve, a pista ficou gelada... Estávamos sem correntes, que medo. Não resisti: parei o carro, desci e fui pegar um pouco na mão, queria sentir a textura... É molhada! (dãããã.... Não riam - eu não tinha idéia de como era a neve, e naquele momento eu tinha apenas quatro anos de idade mental...). Frio, muito, muito frio... Não tínhamos roupas apropriadas... Paramos numa lojinha logo na entrada da vila para comprar acessórios - cachecol, luvas, gorro, meia grossa... Eu queria comprar uma bota, mas meu namorado me desencorajou, dizendo que era besteira, que eu ia usar uma vez na vida... Não comprei, e depois quase congelei o pé... Chegamos à recepção do Lodge. Yosemite é assim: dentro do parque há alguns hotéis, um mais luxuoso, e uns outros médios, e há um camping, com aquelas barracas grandes de desenho animado, que só funciona no verão. Ficamos num Lodge (não me lembro o nome) que tem a sede e vários chalés espalhados, você anda ao ar livre para ir de um lado ao outro, no meio da neve e da noite. O chalé é super confortável, num estilo bem de montanha, e não tem televisão nos quartos, para não tirar o espírito de aventura e de convivência com outras pessoas. TV só na sala comum. Este lugar era mesmo incrível. Na recepção, pedi um quarto, e a atendente perguntou de onde éramos, pelo óbvio sotaque. Quando contei, ela começou a me dar mil dicas de sobrevivência na floresta e no frio. Mandou não deixar comida nem nenhum cosmético dentro do carro. Por quê? Ora, por causa dos ursos, eles arrombam os carros e pegam tudo que parecer apetitoso: shampoo, batom, perfume, salgadinhos, etc. Hã? Mas tem ursos andando lá fora? Ah, tem, mas eles não fazem nada... Se vir um, é só ficar parado quieto e esperar um pouco, que ele vai embora... Quase morri de pânico da possibilidade de dar de cara com um urso pardo no meio da noite, mas no fim, saí arrasada de não ter visto nenhum, nem de longe. Nenhum cervo, nenhum alce, nada! Nem um esquilinho para contar a história... À noite, um ônibus levava os hóspedes para patinar no gelo, numa pista ao ar livre. Eu aprendi a patinar naquelas pistas de férias, quando criança, mas a essa altura da vida já não lembrava mais. Meu marido nunca tinha posto patins no pé. Fomos mesmo assim - quem tá na chuva, ou melhor na neve... Mais caímos do que ficamos de pé, mas a experiência foi bem engraçada. Mas o melhor de tudo foi que, lá pelas tantas, começou a nevar. Nevar prá valer mesmo. Caíam flocos enormes! Pela primeira vez na vida eu estava vendo nevar! Olhei para o céu, muito escuro, e havia aqueles pinheiros enormes, branquinhos, e a neve caía levemente, iluminada pelos refletores ao redor da pista... A neve brilhava... Não resisti - chorei feito criança. Foi a coisa mais linda que já vi em toda minha vida. No dia seguinte de manhã, subimos para a estação de esqui, nos aventurar pelos teleféricos e pistas pela primeira vez... preciso voltar ao trabalho agora... Depois eu continuo contando.
  3. Ah, ir a Buenos Aires e não visitar o Tortoni é como ir ao Rio e não ir à Confeitaria Colombo! Ícones são ícones, não sobrevivem tanto tempo à toa... Estive lá uma vez e fiquei encantada... Vou para lá daqui a uns quinze dias, e há muitos lugares de BsAs que não vi e quero ver, e há alguns que não tenho vontade de ir de novo, mas o Tortoni com certeza vai merecer um repeteco!
  4. Então, continuando. Engraçado, desta vez que estive em Monterey e San Francisco, em novembro do ano passado, achei tudo mais lindo, mais limpo, mais bacana do que da primeira vez. Acho que porque em 98 era inverno, o tempo estava sempre cinza, nublado e chuvoso. Desta vez, dei a sorte de encontrar um outono ensolarado e quente, e o céu estava sempre de um azul de tirar o fôlego. Monterey, Carmel, Pebble Beach, são todas cidades pequenas e lindas, à beira-mar, onde o luxo está no ar. Em Monterey ainda dá para ver os leões-marinhos, aos montes, ao longo dos píeres. É um espetáculo da natureza ver os bichos tranquilões, tomando sol, livres, leves e soltos... Passamos a tarde passeando pelas cidadezinhas da costa, e rumamos para San Francisco. Chovia muito. Chegamos lá à noite, a cidade estava super cheia, feriado emendado, dia dos namorados e ano novo chinês. Um monte de atrações, enfim. Só foi meio complicado achar hotel. Estava tudo lotado. Acabamos ficando no Travelodge da Lombard Street, bem localizado, dava para ir à pé à Girardelli Square, Píer 39 e arredores. Porque estávamos de carro, mas parar carro em SF não é nada fácil. Um aparte sobre este hotel - na época me pareceu bom, e desta vez, como ia estar sozinha, resolvi me hospedar nele de novo, pelo comodidade de estar numa área com a qual eu já estava um pouco familiarizada... Pois o hotel é uma droga! Não sei se da outra vez eu não percebi, ou se ele piorou muito, mas é uma catástrofe. Sujo, tinha bichos na minha cama, a tomada do secador pegou fogo, eca! Pelo menos os atendentes da recepção foram muito atenciosos, e me ajudaram bastante. Mas se for pela localização, tem um Comfort Inn do outo lado da rua, e mais uma dezena de outros hoteizinhos que parecem bem melhores nas imediações. Fujam do Travelodge by the Bay! Também tive outra impressão de SF desta vez. Achei mais limpa e mais bonita, o comércio da região dos Píeres está mais bacana, com restaurantes melhores... Acho que deram uma reformada geral em tudo. A minha impressão é que San Francisco teve um grande upgrade desde 98 até agora. Que bom - o que já era legal ficou melhor ainda! San Francisco tem tantas atrações que é difícil ver tudo e fazer tudo. E ainda assim é uma cidade relativamente pequena, e é fácil se locomover. A pé ou de Cable Car, você vai a quase todos os lugares bacanas. Só a Golden Gate mesmo, e o parque que leva o mesmo nome, é que ficam um pouco mais longe. Não percam: subir na Coit Tower, em Telegraph Hill, de dia e de noite. A vista da cidade é espetacular. Passar de carro ou a pé na Golden Gate, principalmente de noite. É lindo demais. Ir a Alcatraz e passear pelos corredores da prisão mais famosa do mundo - dá um arrepio, é meio macabro, tem até um tour noturno fantasmagórico, hehe! Mas é muito bacana. Ver os leões marinhos que escolheram o Píer 39 para morar - eles ficam ali principalemnte no inverno, dando um show para os turistas. E ninguém colocou eles lá - eles moram ali porque querem e se sentem seguros. Tivemos até a experiência de sentir um terremoto, 5 graus Richter - tremeu tudo durante a noite. Os locais nem ligam, prá eles isso não é nada. Mas parece um trovão, e você sente tudo chacoalhar - "ih, será que bebi demais ou a cama está balançando?" A Union Square é maravilhosa, especialmente para os consumistas de plantão. É a Beverly Hills sanfranciscana. Tem uma mega loja Levis onde dá para cusomizar as calças e jaquetas, show de bola (isso hoje, né? Naquela época não tinha). Tem museus para todos os gostos, restaurantes para todos os bolsos, e paisagens para todos os olhos. O cartão postal das casinhas vitorianas só vi desta vez. Parecem casinhas de bonecas, uma mais linda que a outra. Descer de carro a Lombard Street, com seu quarteirão cheio de curvas, é uma experiência divertida. Andar de Cable Car é obrigatório! Visitar Chinatown e entrar naquele monte de lojinhas de quinquilharias... Por sinal, quem quer comprar eletrônicos e outros badulaques tecnológicos, San Francisco é o lugar - é mais barato que NY, que Miami, que qualquer outro lugar! Em NY o cara queria me vender um Memory Stick da Sony c/ 256 MB por 80 dólares! Em SF, comprei por 40. San Francisco também é um bom lugar para aprender a lidar com a diversidade. Como era dia dos namorados, os restaurantes estavam cheios de casaizinhos de todos os tipos - homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres - todo mundo na sua, com respeito, com discrição... A gente nem se sente no direito de achar ruim... E depois de um tempo, nem repara mais. Lembrem - era 1998, e a coisa era um pouco menos aberta por aqui... Viémos para ficar um fim de semana, e acabamos ficando cinco dias, é uma cidade de onde não dá vontade de ir embora. Levantamos acampamento e fomos em direção à Yosemite, para viver aventuras na neve pela primeira vez na vida, eba!
  5. Olá, voltei! Puxa, faz tanto tempo que eu comecei a escrever este relato, e não tive tempo de terminar... Nesse meio tempo, fui aos Estados Unidos de novo, sozinha!, fiz um "Amazing Race" em 9 dias, que dará outro relato e tanto! Imaginem só: passei 1 dia em NY, 1 em Philadelphia, 1 em Annapolis (perto de Washington e Baltimore), 2 em Atlanta, 3 em San Francisco (dos quais 1 tarde em Monterey) e 1 em Placerville (uma cidadezinha da época da corrida do ouro entre Sacramento e Lake Tahoe)... Ufa! Nem sei como consegui! Continuando de onde eu tinha parado. Chegando de Honolulu, desembarcamos em Los Angeles. Antes de ir para o Hawaii, tínhamos dormido uma noite em LA num hotel próximo ao aeroporto (LAX) chamado Hacienda, por recomendação da agente de viagem que nos vendeu os pacotes. Foi bom porque tinha transfer grátis ao Aeroporto. Na volta, resolvemos ficar hospedados aí de novo - era um hotel bom e barato, e íamos alugar um carro, mesmo... O mais legal foi que, dessa vez, o rapaz da recepção, ao perceber que éramos brasileiros, perguntou se trabalhávamos na Varig. Por quê? Ah, porque o pessoal da Varig fica na ala especial? Ah, então somos da Varig, sim! (muitos risos!) O cara nos colocou num big quarto com cama king size, pela bagatela de 30 dólares. Com portas duplas direto para a piscina... Num corredor onde não circulava quase ninguém, só os pilotos e comissários! Vip total! E o cara ainda nos deu a dica de que ia ter jogo da Seleção Brasileira naquela noite... Imagine só! Nós assistimos a partida entre Brasil e Estados Unidos pela Golden Cup de 1998, no Estádio Olímpico de Los Angeles. Praticamente só tinha mexicanos na torcida, e torciam para qualquer um que estivesse no ataque... O Brasil jogou mal prá burro, e perdeu de 1x0... Mas valeu a diversão. E valeu a emoção de perder a entrada da freeway e atravessar LA pelas ruas dos bairros mais barra-pesadas... Eu lembro de ver a placa "Welcome to Inglewood" e gelar... Para quem é cinéfilo, vai lembrar do Samuel L. Jackson falando "I'm the king of Inglewood!" em Pulp Fiction... Esse é um dos bairros onde acontecem os piores conflitos raciais de LA, e nós dois somos branquinhos que nem papel... Mas no fim deu tudo certo. Depois de mais algumas aventuras pelas redondezas de LA, umas voltinhas pelo Santa Monica Boulevard, partimos de mala e cuia rumo a San Francisco. Não resistimos a mais uma parada em Santa Barbara, e dormimos lá mais uma noite, só para ter o gostinho de passear de carro, ir para a balada sem ter que pegar ônibus para voltar... Depois, rumo norte, paramos no caminho para conhecer San Luis Obispo, que é parecida com Santa Barbara, tem a história de colonização espanhola e Missões semelhante. Mas nosso destino mesmo era Monterey. Passamos a tarde na estrada, chegamos em Monterey já à noite. Nos hospedamos num hotel bonzinho e fomos dormir. Amanhã conto mais. A história melhora muito daqui para frente.
  6. mbcnetto, eu fui agora em junho para o Chile e fiz quase isso que você está falando (tem um relatinho lá pela pág. 103, acho...). Só que fiz tudo aéreo, inclusive Puerto Montt-Temuco, porque eu tinha pouco tempo, já tinha a passagem comprada, e a taxa de devolução do carro em outra cidade ia sair carinha, uma diária a mais. Mas dá sim para devolver o carro em outro lugar, sem problemas. De Temuco a Pucón fui de carro, que aluguei no aeroporto assim que cheguei, dá uma hora e meia de viagem numa estrada muito boa a tranquila. Sei que tem ônibus também, mas não sei preços nem horários. O alguel do carro com seguro sai entre 35 e 50 dólares, dependendo do modelo e da companhia - pesquise! A gasolina custa em torno de 1 dólar o litro, mas eu dei sorte, aluguei um Yaris, um carro muito econômico. Há pedágios nas estradas, variam muito de preço, entre 400 e 2400 pesos. Há alguns casos em que você paga na estrada principal, mas depois só mostra o comprovante quando vai entrar numa cidade, não tem que pagar duas vezes. Não fui de Puerto Montt a Pucón de carro, mas dei a volta inteira no Lago Llanquihue, e a vista é mesmo linda. Em Frutillar, na estrada, há um mirante de onde se vê os três vulcões - Osorno, Cabulco e Pontiagudo, é lindo. Se puder ajudar em mais alguma coisa, avise. Um abraço, Marília. quote:Originally posted by mbcnetto Olá, peço ajuda aos "experts" chilenos... Não sei se estou certo, mas observei que a vantagem de se comprar as passagens da LAN CHILE pela internet é se emitirmos dois trechos, uma vez que comprando apenas um trecho sai quase o mesmo preço. Minha chegada e saída ao Chile se dará por Santiago (Spam da VARIG)... Assim, vislumbro o seguinte: Santiago a Puerto Montt (1º trecho avião), a fim de ficar sediando em Puerto Varas... depois seguir via terrestre (carro alugado ou ônibus) para Pucon... A volta a Santiago se daria a partir de Temuco (2º trecho de avião), para tanto eu me deslocaria Pucon/Temuco (carro ou ônibus). Os dois trechos de avião saem por 150 dólares. Assim indago: é fácil deslocar-me de Pucon a Temuco (acredito que sim, pelo que já li aqui e pela distância entre as duas cidades). Alguém que já alugou carro no Chile.. é possível eu alugar um carro em Puerto Montt (ou Puerto Varas) e devolvê-lo em Temuco? Alguém tem base de preço do aluguel (carro simples.. eu vi que sai uns 50 dólares) e gasolina? Tem pedágio? A viagem Puerto Montt/Pucon (passando por Llanquihue, Frutillar deve ser agradável, não???). id="quote">id="quote">
  7. Oi, gente, voltei! Um aparte! O Chile é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! Fiz um relatinho da nossa viagem por lá, está no tópico "Dicas Chilenas", para quem se interessar. Um outro dia ponho a história toda aqui. Antes de contar as aventuras havaianas, lembrei de um detalhe que acho que esqueci de escrever: tínhamos um par de bicicletas à nossa disposição. Andar de bicicleta em Goleta é baba, tem ciclovia em todas as avenidas principais, e os automóveis respeitam mesmo... Passear de bicicleta pelo campus da UCSB era uma delícia, arborizado, tranqüilo, com esquilinhos pelos parques... Assim dava para queimar um pouco as calorias de tantos lanches e jarras de cerveja que a gente consumia, hehe! E as praias de Goleta também são muito bonitas, são tipo falésia, um visual incrível, altas ondas, mesmo no frio! Bom, ao Hawaii! No início de fevereiro, compramos um pacote e lá fomos nós passar uma semana em Oahu, a ilha onde está a capital Honolulu. É uma oportunidade que não dá para perder, estando na Califórnia, porque um pacote com hotel bom e avião sai muito barato (comparando com os preços saindo aqui do Brasil), ainda mais com a carteirinha de estudante da UCSB. Pena que não deu para ir ver as outras ilhas... O Hawaii tem uma cultura bem diferente do resto dos EUA, que até lembra a nossa em alguns aspectos, como alguns pratos típicos, e a língua - as vogais se pronunciam igualzinho ao português: a e i o u. Então, Hawaii se diz "avaí" mesmo, e não "rauai" como os americanos falam. O "h" é mudo no início das palavras, e tem som de "rr" no meio - aloha se diz mesmo "alorra", e serve tanto para oi como para tchau como para "tudo bem?". Se diz "aloha and mahalo", quando se quer dizer "vá em paz", ou "seja bem vindo". Mahalo é um "tudo de bom" havaiano... Chegando ao aeroporto, havia um ônibus nos esperando, e o "guia" avisou que não precisaríamos pegar as malas na esteira, um funcionário recolheria todas as bagagens com etiquetas da agência... Mas nós tínhamos muitas malas, e nem todas tinham a tal etiqueta! Pânico! Iam perder nossas coisas! Meu marido saiu correndo para resgatar as tais malas, e eu fiquei lá com o grupo... Umas havaianas estavam dando "leis" (colares de flores) de boas-vindas, e tirando fotos dos casais sorridentes... Eu fui ficando por último, e quando chegou minha vez, desatei a chorar! Nada do meu marido voltar! O ônibus foi embora, e eu fiquei lá com o tiozinho me consolando! Uns quinze minutos depois, ele apareceu - o guarda não tinha deixado ele sair por onde entrou, ele teve que dar a maior volta, foi para do outro lado do aeroporto e se perdeu! No fim, acabou dando tudo certo, fomos ao hotel de van particular... hehe. Honolulu tem umas coisas engraçadas - uma delas é o nome dos hotéis. Tem uma rede chamada Outrigger (o nome de uma canoa típica havaiana), que tem vários hotéis espalhados pela cidade: Outrigger Reef, Outrigger Reef Tower, Outrigger Beach, Outrigger Beach Lanai, Outrigger Beach Tower, etc... Todos os nomes são parecidos! E tem uma rede de lojinhas de conveniência chamada ABC, e tem duas delas em cada quarteirão! Ou seja: praticamente todo turista em Honolulu está hospedado num Outrigger ao lado de uma ABC!! Então, anote o endereço certo, porque senão um taxista não saberá te levar de volta ao seu hotel! Outra coisa que se aprende logo ao chegar é que as distâncias em Honolulu enganam, afinal, é uma ilhota no meio do Pacífico... Mas é bem grande! Tudo fica a "quinze minutos havaianos" de distância... Pode ser 1 km ou 30km! - Onde fica tal coisa? - ah, são só quinze minutos... Aí você anda meia hora e a coisa ainda não está nem perto! O sistema de ônibus no centro é ok, mas para ir ao North Shore prefira alugar um carro, de preferência um jipe, como fizemos, para tomar um ventinho na cara e se sentir de verdade no Hawaii! Os ônibus daquele lado demoram séculos! Em Waikiki, a praia do centro, você nem sente muito que está no Hawaii, é até meio decepcionante... Parece um Rio de Janeiro melhorado, ou uma Beverly Hills à beira-mar... Tem montes de lojas de grifes caras, e centenas de japoneses e coreanos e chineses comprando feito loucos! Afinal, a Ásia está ali do lado, a seis horas de avião, metade do caminho para Los Angeles, e com as taxas bem mais baratinhas que no continente... O imposto no Hawaii era 4%, enquanto na Califórnia era cerca de 11%, se não me engano... Até pensei em comprar uma passagem pro Japão, já que estávamos tão perto, mas aí já era outra viagem...! Á noite, nas calçadas de Waikiki, acontece um "espetáculo" pitoresco... prostitutas vestidas de Madonna, Marylin Monroe, etc, perseguem os homens nas ruas, cercam mesmo, se oferecendo... é grotesco e engraçado! Honolulu tem tanta coisa legal prá ver, que a gente quase esquece das praias de ondas gigantes. O Memorial de Pearl Harbour é clássico, o filme sobre o ataque é emocionante, muita gente sai chorando (não é o filmão do cinema, heim? O ano aqui era 98!) Você pega um barquinho e vai até o Memorial, construído sobre os destroços do navio USS Arizona. Os corpos dos marinheiros estão lá até hoje, nunca foram resgatados... o lugar passa uma energia, uma força impressionantes, só indo lá para saber... Também tem um Memorial da Guerra em Waikiki, perto do hotel Hilton (este hotel em si já é uma atração, dá para passear pelas áreas comuns, tem até uns pingüins africanos que vivem no calor, imagina?). Este memorial é um antigo bunker da 2a Guerra, tem uns corredores estreitos e escuros, com uns manequins vestidos de soldados de arma em punho, a gente toma cada susto! É bem legal, vale a pena. Fomos a um lugar chamado Polinesia Cultural Center, é um parque com 12 "ilhas", cada uma reproduzindo a cultura de um povo da Polinésia: Samoa, Tonga, Fidji, Ilhas Virgens, Nova Zelândia, etc... é muito bacana, tem tocadores de tambor, nativos que sobem em coqueiros, casamento típico, peixes e porcos assados em folhas de bananeira, em rochas vulcânicas aquecidas sob a terra (o microondas polinésio, hehe!)... tem bastante coisa que lembra nossa própria cultura indígena, o que nos faz lembrar que, de um jeito ou de outro, devemos ter vindo todos do mesmo lugar... À noite tem um jantar típico e shows de dança folclórica - o jantar é meia-boca, mas o show é o máximo - hula-hula, pirofagia, malabarismos... Detalhe - se você for a este lugar e te oferecerem para ir visitar o templo, esqueça, é perda de tempo. Eu fui, achando que era algum templo antigo, sei lá. Não era. É um templo mórmon (aparentemente, é uma religião muito comum no Hawaii), e passam um filminho tentando te catequizar. Nada contra a religião dos outros, mas nas minhas férias, eu não estava nem um pouco a fim... No Polinesia Cultural Center não tem bebida alcoólica nem cigarro, e coca-cola e café, só descafeinado! (mórmons não consomem essas coisas). Passeamos muito pelas praias de North shore, onde estão Sunset, Pipeline, Waimea, Haleiwa, etc... Big waves, yes! Not! Não dá para ver as ondas de perto, como a incauta aqui pensou. As ondas quebram super longe da costa, e você, sem binóculos ou luneta, só percebe o tamanho das ondas quando vê uma pessoinha muito pequenininha surfando, e três corpos de parede d'água sobre ela... Mas é emocionante mesmo assim... E gelado! Brrr! Waimea é uma praia pequena, boa para bodyboard, segundo disseram - não tive coragem de entrar naquela água fria, só molhei o dedão. Meu marido entrou, foi pegar jacaré e tomou um caldo. O mar é muito, muito forte! Aproveitem North Shore, o Hawaii dos filmes é aqui. Surfistas bronzeados, pickups com rodas gigantes, longboards para todos os lados... A paisagem da ilha é linda, tem um lugar onde filmaram uma parte do Jurassic Park, que parece mesmo saído da pré-história). Pare para uma foto! Visitamos até uma plantação de abacaxis. Os havaianos só comem abacaxi em calda, não entendi porque não comem a fruta ao natural, que é muito melhor! O café havaiano é muito bom, o Kona Coffee, cultivado nas encostas dos vulcões, delicioso. E prove uns cookies de Macadamia Nuts, água na boca. Tome muitos Mai-tais, a bebida típica. Peça drinks com guarda-chuvas, e sorvete dentro do abacaxi (hum, para quem vai à praia no Brasil, isso é meio ridículo, não é novidade nenhuma, mas você está no Hawaii, puxa vida!) Fomos a um Luau (claro, não podia faltar), em um lugar chamado Paradise Cove. O lugar é lindo, a festa começa ao pôr-do-sol, tem várias cerimônias, eles contam como o luau surgiu, era uma celebração ao rei (sim, o Hawaii era um reino), assam um porco sob a terra, que a gente janta depois. Tomei um drink chamado Lava Flow (corrente de lava), com abacaxi, morango, leite-condensado, nham! E durante o jantar eles servem jarras e jarras de mai-tais, todo mundo esquece o caminho de casa (este é um bom momento para se lembrar em qual Outrigger, perto de qual ABC você está, viu?). E tem um show maravilhoso, as moças podem subir ao palco e aprender a dançar hula-hula em um curso expresso - eu fui, e ganhei até diplominha! A hula-hula é uma dança onde a expressão corporal é fundamental, pois cada posição do pé e da mão significa uma coisa. E requebrar como aquelas havaianas não é mole, não... samba, hula-hula, acho que somos parentes dos havaianos, de algum modo! No fim do jantar, a sobremesa era um "pudim de coco", como o guia tinha avisado. As outras pessoas eram todas americanas, só eu e meu marido éramos brasileiros no grupo. O cara disse para ter cuidado com esse doce, porque dava "desarranjo"... Quando fui ver o que era, era um manjar de coco, igualzinho ao brasileiro! Comida típica havaiana, bah! (não estou dizendo que somos parentes?) Eu ri, e contei ao pessoal que no Brasil a gente come com calda ameixa preta. Ninguém acreditou, afinal, ameixa tem fama de ser laxante, e se come com um pudim laxante? Ah, esses brasileiros são doidos, devem ter pensado os gringos! Para fechar com chave de ouro, Honolulu reserva um passeio que exige um pouco de preparo físico, mas que não mata ninguém: subir a Diamond Head. Esta montanha é o cartão postal de Waikiki, é uma cratera de um vulcão extinto há muitos anos, e bem no meio dela há uma base militar. O resto é um parque, onde as pessoas vão se exercitar e passear. Há uma trilha, que vai até o topo, e de lá eu tive uma das vistas mais impressionantes da minha vida: se vê Honolulu quase inteira, o mar magnífico, e em dias de céu bem claro, dá para ver até as outras ilhas. A trilha é forte, bem íngreme em alguns pontos, mas o pior é um túnel escuro muito inclinado (te dão lanternas lá no pé da subida, hehe), e uma escada caracol apertada e escura (han?). É, no topo da montanha tem um bunker encravado na pedra, com uns labirintos escuros, e um mirante de onde os militares observavam as movimentações inimigas (hum, não viram nada no dia do ataque a Pearl Harbour, deviam estar cochilando!). Tem um passeio que eu não fiz, porque era muito caro, mas quem tiver oportunidade, deve fazer: sobrevoar os vulcões de helicóptero. Dizem que é lindo, tem um vulcão que fica lançando lava no mar direto, deve ser demais. Mas custa mais de 500 pratas por pessoa, aí não ia dar.... Bom, enquanto estávamos curtindo o Hawaii, uma tempestade varreu a costa da Califórnia de novo. Quando voltamos para Los Angeles, nossa intenção era pegar um carro e ir até San Francisco pela Hwy 1, a estrada que vai beirando as praias, e que é uma das mais belas do mundo. Mas tivemos que nos contentar com a I5 (Interstate 5), que vai por dentro do estado, mas que estava inteira... Mas a viagem não foi menos proveitosa por causa disso. Mais detalhes no próximo capítulo!
  8. quote:Originally posted by feijojr mrodrygues ótimo o seu relato, estou indo para o Chile no próximo dia 22, eu e minha esposa, e gostaria de umas informações atualizadas de lá, pode ser? Bem, primeiro vi no seu texto que vocês pegaram uma van do Aeroporto até o hotel de vcs em Santiago, como é para alugar isso, tem que reservar antes aqui do Brasil ou tem várias alternativas por lá? e o preço, muito salgado? Em relação ao aluguel de carro em Santiago para ir a Vina e Valpo, qual a empresa que vcs contrataram, quanto foi a diária? [] Obrigado pelas informações. id="quote">id="quote"> feijojr, a van foi da Turbus, custou US$ 7,00 por pessoa. Eles esperam lotar para sair do aeroporto e te deixam na porta do hotel. Tem esta e várias outras companhias no aeroporto, contratei na hora, sem reserva. Se você quiser ir exclusivo, tipo táxi, sai US$12,00 p/pax. O percurso até o centro é demoradinho, tem muito trânsito em Santiago. Levamos uma hora e meia para chegar na Providência. O carro, alugamos na Alameda Rent a Car (www.alamedarentacar.cl), uma empresa local, que achamos na internet. Fomos até lá buscar o carro, fica perto do metrô Pila del Ganso, Av. Bernardo O'Higgins, 4332. O lugar assusta um pouco (é bem na entrada da cidade), mas o cara que atendeu a gente foi super legal, super sério. O carro era um Toyota Yaris (bom e econômico), e a diária custou uns US$ 38,00. No dia da devolução, estávamos indo para Puerto Montt, e o cara levou a gente até o aeroporto. No aeroporto tem várias locadoras, mas dentro da cidade tivemos alguma dificuldade, foi a única que achamos que era mais perto do metrô. Passamos nosso último dia em Santiago, e alugamos carro de novo, desta vez direto no aeroporto, na Álamo (www.alamo.com) - um Yaris Sport por US$35,00. Todos esses preços são com seguro e IVA, e tem franquia em caso de sinistro que varia de US$ 400 a US$ 650. Dirigir no Chile é muito fácil, tirando o trânsito de Santiago nos horários de pico. A estrada para Viña e Valpo é ótima, e a paisagem é muito bonita, tem várias ninícolas no caminho. Tomara que vocês dêem sorte e não peguem tudo nublado como nós! Boa viagem! Mais alguma dúvida, é só perguntar. Abraços, Marília.
  9. fer2323, acabei de chegar de lá. Eu não vi nada de interessante para comprar no Chile. Achei tudo relativamente caro. Só roupas de frio valem a pena, mas depois acabamos não usando aqui... Nem os vinhos valem a pena nas lojas - espere o freeshop do aeroporto no dia da volta. Compramos vinhos Concha y Toro Casillero do Diabo no supermercado por 4800 pesos, que dá uns US$8,50. No freeshop custava US$5,50! No mais, o freeshop em SP está mais barato que o de Santiago - perfumes, uísque, cosméticos... em média 15% a menos. Abraços, Marília.
  10. Depois eu coloco mais fotos no Tópico de Imagens, prá não lotar aqui! Abraços, Marília.
  11. Luiz, Este sinaleiro fica na frente da Prefeitura de Pucón. Significa que o acesso ao vulcão está liberado. Mas não sei quem quer subir com aquela cerração, porque não dá para ver nada! Tentamos esquiar, mas não dava prá ver a pista! Apesar deque o pessoal de lá, que está acostumado, não parecia estar nem aí... Na avenida principal de Pucón tem uma agência atrás da outra, eles vendem os pacotes e podem te dar maiores informações sobre segurança. Aparentemente, eles nem lembram que tem um vulcão ativo ali do lado! Acho que é seguro, sim... Abraços, Marília.
  12. Esta era a vista do teleférico de Pucón - é alto pacas, tinha uma névoa forte, um frio! Mas lindo demais!
  13. Nós aos pés do Osorno, na varanda do restaurante em Ensenada.
  14. EHHHHHHH! Voltei do Chile! Uau! Tudo de bom! Primeiro, queria agradecer a todos pelas dicas, 100%, o Chile é tudo que vocês dizem e mais um pouco! Pucón, Pucón, Pucón! Uau! Se não fossem vocês, eu nem teria ido lá, nunca tinha ouvido falar. E no fim, foi a chave de ouro da viagem! Muito, muito obrigada, mesmo! Vou fazer um resuminho do meu corre-corre, porque foram poucos dias e muitos passeios. Depois, se alguém quiser mais detalhes, é só perguntar. Vou dar preços e nomes do que eu lembro, e não me achem metida, mas eu não fui de mochila, aluguei carro e fiquei em hotéis bem carinhos, mas era minha segunda lua-de-mel, então me dêem um desconto, tá? Lá vai: Dia 18 - SP - Santiago - o primeiro passeio deu errado. O vôo chegava 12:30, marquei Concha y Toro para 16:00. Só que a imigração estava abarrotada, três vôos do Brasil e dois da Austrália chegaram ao mesmo tempo, então a programação dançou. Pegamos uma van que levou horas até o hotel, e estava chovendo. Restou fazer passeio de paulista: táxi até o shopping Alto Las Condes (4000 pesos par ir, idem para voltar). Véspera de dia dos pais: shopping lotado. Mas como era Santiago, e não SP, eu estava achando bom... hehe! Ficamos hospedados no Eurotel, na Providência, muito bom, U$ 65 a diária. Dá para ir a pé ou de metrô para vários lugares, ótima localização. Jantamos no Louisiana, na Calle Suécia. Tem salsa e merengue, e uma comidinha mais ou menos. O pisco sour é muito bom, virei fã! (um aparte: todas as reservas de hotéis eu fiz sozinha, por email. Até pedi para uma agente cotar os preços para mim, mas todos que ela me passou eram pelo menos 30% mais caros...) Dia 19 - El Colorado - eu queria mesmo era ir a Valle Nevado, mas a estrada estava bloqueada, de tanta neve. Nos contentamos com a outra mesmo. Ai, gente, mas mesmo para quem não esquia (o que é meu caso...) tem que ir, e vista de lá é linda, dá prá ver Santiago inteira! É uma coisa impressionante! Fomos com a SkiTotal, alugamos equipamentos e aula, saiu 64000 para o casal. Contratamos o hotel pickup, mais 14000 para cada, mas foi bobagem, devíamos ter pegado um táxi até lá (fica em Las Condes), sairia 8500, e o táxi é baratinho... Enfim, a aula foi engraçada, muitos tombos, pouco esqui, mas muita diversão. Vale a pena! Dia 20 - alugamos um carro e fomos a Viña del Mar e Valparaíso. De manhã ainda vimos a troca da guarda no Palacio La Moneda. Como estava chovendo, sem carro não teríamos visto nada. Viña é bacaninha, Valparaíso é lindíssima. Andamos de ascensor, o Concepción, que medo! Mais emoção que subir em vulcão ativo. O negócio parece que vai despencar. Fomos até Reñaca, no mirador dos lobos, é uma graça ver os bichos nas pedras. Mas tinha tanta névoa, que quase não deu prá ver nada nos dois passeios. De noite, jantamos num lugar chamado BordeRío, em Vitacura, muito chique, tem vários restaurantes de várias especialidades. Chegamos tarde e tava tudo fechado, então fomos ao Lamu, um lounge bem "in", frequentado por executivos santiaguinos. A decoração é 10 (eu que sou arquiteta, fico de olho nessas coisas...), a comida é 2, mas as margaritas são 20! Dia 21 - Santiago - Puerto Montt (avião) - alugamos um carro e fomos direto a Puerto Varas. Ficamos no Colonos del Sur, US$ 70 a diária, quarto com vista para o lago e o Osorno, em frente ao Casino. Muito bom hotel. Tiramos o resto do dia para descansar. Dia 22 - Demos a volta inteira no lago. O que são aqueles saltos do Petrohue??!!! Muito lindo! Cheio de água, uma força, uma cor, demais. Fomos até a beira do lago de Todos os Santos, mas não fizemos a travessia. Tentamos subir até a estação de ski do Osorno, mas tinha muita lama, o carro começou a patinar e desistimos. Estava tão deserto! Mas a vista é um desbunde, dá prá ver o lago e o rio do alto, é de tirar o fôlego. E chegamos bem pertinho do topo! O dia amanheceu todo encoberto, e aos poucos foi abrindo, por fim deu prá ver até o Cerro Tronador, na Argentina. Almoçamos num restaurante sem nome na estrada, em Ensenada, mas que tinha um salmão espetacular. Ótimo custo-benefício. Em Frutillar, paramos num mirante de onde pudemos ver os três vulcões: Pontiagudo, Osorno e Cabulco. Nunca vou esquecer esta visão: deslumbrante. Dia 23 - de manhã fomos até Chiloé. Chuva e frio, e não vi nada lá, mas a travessia da balsa compensou: um monte de leões marinhos acompanhando o barco e dando piruetas. Não tem preço! Puerto Montt é mesmo uma caca, o porto de Angelmó é bacaninha, pela curiosidade, mas tava tão frio e ventava tanto que não dava prá ficar... de tarde, fomos a Temuco, e alugamos um carro. Chegamos em Pucón à noite. Ficamos no Gran Hotel Pucón - US$ 91,00 a diária. Como estava chovendo muito, valeu a pena, porque o hotel tem mil coisas para fazer, e dá prá passar o tempo... Jantamos num lugar excelente, chamado El Rincón de la Pasta, na Calle Fresia. Massa de primeira, atendimento perfeito. Dia 24 - subida do Villarica. De carro, claro! Alugamos o equipamento no hotel. Comparada com a estarada para El Colorado, esta é bico! 14 km em rípio... Mas a paisagem é tudo! O aspecto bucólico da névoa que deixava ver apenas uns dez metros na frente, a terra preta de lava, as árvores ainda meio queimadas das erupções mais recentes... Dá até um frio na barriga. Bom, nós subimos no Villarica, esquiamos (caímos), brincamos na neve... Mas não vimos o Villarica! O tempo ficou fechado até irmos embora, só dava prá ver o pé do vulcão. Em tempo: está em alerta verde, as subidas ao topo estão liberadas... mas eu não ia escalar mesmo... O primeiro lift, que vai do estacionamento até a base, é demais! Que vista incrível! A névoa não deixava ver muito longe, e o frio quese congelou os ossos, mas a atmosfera que senti foi única na minha vida. Dia 25 - o dia estava melhor, de manhã fomos ao Ojos de Caburga e ao lago Caburga, muito bonito. Andamos pelas estradas em direção às termas, e depois andamos pelo centro de Pucón, queainda não tínhamos aproveitado direito. Almoçamos numlugar chamado Parrilla Gaucha, comi um bife de chorizo melhor que qualquer um que comi na Argentina. De tarde fomos para Temuco, demos uma volta pelo centro, mas não tem nada lá... De noite fomos de volta para Santiago. Minha impresão final da Lan Chile foi ótima: super pontual, todos muito atenciosos, aviões limpos e novinhos... Li alguns comentários desabonadores sobre a Lan, mas não concordo com nenhum - conosco, deu tudo certo. Dia 26 - Último dia de Chile, que pena. Giro por Santiago, céu aberto mas meio enevoado - subimos no Cerro San Cristóbal, uau! Tirei as fotos mais maravilhosas, dá para ver até El Colorado! Fomos à Plaza de Armas e ao Mercado, mas que chato! Eles ficam seguindo a gente, empurrando para dentro dos restaurantes... Parece que temos "brasileiro" estampado na testa. Fui embora já com saudades, e programando a próxima, prá ver um pouco do que perdi desta vez... Em Pucón, demos até entrevista prá uma TV local. Eles querem saber o que nós vimos lá, dá prá acreditar? O cara disse que eles não entendem como nós, que temos tantas praias, sol, mar azul, resolvemos invadir uma terra gelada e enevoada... Mas essa é a graça! Os chilenos amam os brasileiros, e são super gentis. Numa pizzaria em Pucón, o cara pôs bossa nova por nossa causa, a bandeira do Brasil está ao lado da do Chile em todos os lugares, em Santiago uma moça quase me levou até a casa de câmbio! Amei o Chile, e não vejo a hora de voltar! Obrigada a todos mais uma vez pelas dicas preciosas, e desculpem a redação tão longa, mas eu podia ficar horas aqui falando de tudo de legal que vi e fiz no Chile, como todos vocês! Abraços, Marília.
  15. Terremoto! Mais notícias: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u84726.shtml Credo, a costa do Pacífico está tremendo toda: domingo foi Los Angeles e San Diego, na Califórnia, agora o norte do Chile e o Peru, o Villarrica já andava atacado... Espero quo no sul as coisas fiquem mais calminhas na semana que vem, quando estarei lá. Que medo! Abraços, Marília.
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