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Gabi CP

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Tudo que Gabi CP postou

  1. Muito bom ! obrigada pelas informações Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou
  2. Bom dia Fred. Primeiramente, obrigada por compartilhar sua rica experiência aqui no mochileiros. Tenho algumas dúvidas e gostaria de saber sua opinião Estou programando uma viagem para percorrer a Bolívia em julho de 2016 com foco na amazônia boliviana, visto que já percorri a Bolívia por outros pontos, mais turísticos e digamos que essa "parte" faltou Bem, gostaria de saber se existe nessa região que percorreu, uma estrutura mínima de turismo que possibilite que eu vá até o Valle Tuvaca e arredores, bem como águas calientes, SoZiNhA, com segurança. Pretendo chegar a região em período de festa rs 25 de julho, dia da festa tradicional de Santiago de Chiquitos. Se tiver também, recomendações de hostels, hotel, pousada, albergue ou qualquer semelhante rs, aceito de coração... não preciso de luxo, somente de um lugar para repousar em segurança e pessoas (guias) confiáveis para realizar os passeios. Agradecida.
  3. Fiz um vídeo da minha viagem, bem caseiro, mas dá pra ter uma ideia de como foi Tô postando pra quem tiver curiosidade de ver mais imagens e vídeos.
  4. Muito obrigada ! Fico feliz que tenha acompanhado e gostado! Muitas viagens a nós mochileiros ! Abraço
  5. Acordei as 5h00 e às 5h20 o taxista, que reservei no hostel, já estava a minha espera. Homem de boa índole, me levou ao aeroporto. Fiz meu check in, andei pelo aeroporto e meu voo saiu no horário previsto. Fiz a viagem de dia e as paisagens foram incríveis. Cheguei no final da tarde em São Paulo e minha sobrinha de 9 anos me esperava com um papel na mão com boas vindas, quase chorei . Estava muito feliz, missão cumprida. Cheguei com saudades de casa e já com saudades de viajar novamente... Viajar é investir na própria vida. Viajar é desapegar, por um tempo, de tudo que estamos acostumados. Viajar sozinha, é ainda, sair totalmente da zona de conforto do dia a dia... É ter domínio do próprio tempo e aprender a lidar com ele. Uma experiência inesquecível Até a próxima
  6. Esse dia, confesso que estava um pouco desanimada. O dia amanheceu nublado, com cara de chuva, bem cara de fim de viagem. Eu tinha vários planos para esse dia em Lima, como conhecer o centro histórico e ir ao Museo Larco, e percebi que não ia rolar. A grana que eu tinha dava certinho pra continuar hospedada no muquifo (Hostel 2Circus), comer e pegar o táxi para o aeroporto no dia seguinte. Conclusão: Tudo que eu tinha a fazer era ir onde dava à pé e sem pagar entradas. Ok... ultimo dia... até que eu tinha aguentado bem até então... Coloquei um sorriso no rosto e saí andando por Miraflores. Refleti muito sobre a viagem, e me senti muito agradecida por tudo que havia passado. Fora quase um mês andando naquele país maravilhoso e vivenciando experiências incríveis. Tudo o que passei não tem preço, não tem valor material, foi um aprendizado para a vida toda que jamais irei esquecer. Voltei ao hostel quase noite, fui dormir cedo por que teria a maratona do retorno a São Paulo no dia seguinte. Foi aí que o 2Circus surpreendeu novamente... o próprio dono do hostel fez uma festinha com seus amigos embaixo da minha janela... ok... fechei a janela e tentei dormir... o que eu não imaginaria é que 2 e tantas da madrugada, os amigos do dono do hostel entraram no meu quarto, sem nem bater na porta, para dormir... estavam embriagados, roncavam e um até passou mal e saiu correndo para vomitar no banheiro... uma trilha sonora incrível!!! Mesmo com esses pormenores, consegui dormir.
  7. Nesse momento da história... devo confessar um grave erro no meu relato... Em todas as minhas planilhas de viagem estavam datas... do dia 10 de maio à 05 de junho... em nenhum momento numerei a viagem como fiz aqui, dia 1, dia 2... Pois é... simplesmente escrevi 25 dias pela conta 10/05 à 05/06, que fiz na minha cabeça com um raciocínio matemático incrível , que dava 25 dias. Falei pra todo mundo que viajei 25 dias, sendo que na realidade eram 27. Eu simplesmente não contei o dia da saída nem o dia 31. Já ri muito disso, confesso... é minha cara esse tipo de coisa. Bem... Voltando ao relato, o dia depois do dia que eu bebi umas boas em Paracas... Acordei azeda. Pensa em uma ressaca... era a minha. Tomei um banho e um café frio no kokopeli e fui para a agência da Cruz del Sur. Antes comprei um cigarro e uma coca cola pra aguentar o baque. Fui na vida boa pra Lima, com a Sra Cruz del sur em uma viagem de 6h, com almoço incluso. Chegando em Lima, na empresa, mil taxistas tentavam me levar para o hostel. Incrível como eles acham que todo mundo que viaja com a Cruz del Sur é rico, queriam me cobrar 50 soles, outros 30. Meu dinheiro já estava escasso, aí me revoltei... rs rs rs e mesmo sabendo que é perigoso tomar táxi em Lima, me arrisquei e peguei um táxi do lado de fora da empresa, com um taxista que eu fui com a cara. Foi ótimo e me custou apenas 15 soles. Cheguei no Hostel 2Circus no final do dia e já percebi por que ele não tem uma boa qualificação no booking.com, dá pra ver de cara que a limpeza e os cuidados com os hóspedes não é lá aquelas coisas. Pra piorar, estava em reforma, resultando em barulho e poeira exagerada. A parte boa é que a localização é excelente, do lado do Lacomar. Esse dia, comprei miojo e fiquei pelo hostel na internet, nessas alturas eu estava cansada, de ressaca e com dinheiro contado. ãã2::'>
  8. Esse final de ano foi uma correria. Peço desculpas a todos que acompanharam o relato. Entrei hoje aqui e deparei com mensagens que me contentaram muito, vocês não imaginam a minha alegria em saber que pessoas leram meu relato e ainda melhor, gostaram. Saber que inspirei alguém a viajar ou a viajar comigo por aqui mesmo, me faz acreditar ainda mais que não viajei sozinha. Mesmo. Fico muito feliz. Hoje termino. Sem falta. Me desculpem a demora. Agora vai.
  9. Paracas tem mil passeios a se fazer, quem gosta de esporte como trekking e outros, lá tem um monte. Quem gosta de moto, quadriciclo essas coisas, também tem um monte. Quem gosta de sossego, praia e piscina, tem também. Paracas é bem turístico e a reserva é enorme e linda! Dá pra passar uns dias ali tranquilamente... Mas... eu tinha apenas 1, então tive que escolher no dedo as opções. A missão do dia era ver o candelabro, a fauna marinha e dar uma “passada na reserva”. Fechei os passeios no próprio Kokopeli e ganhei um desconto por fechar os dois: Islas Ballestas (manhã) + Reserva Nacional de Paracas (tarde) = 60 soles Boleto de entrada (pago à parte) = 10 soles MEIO período ou 15 soles integral, esse foi meu caso. Queria muito ir as Islas, principalmente para ver o candelabro, depois das linhas de Nasca esse era o ponto chave pra fechar o enigma. Por consequência eu também criei vontade de ver a fauna marinha e as aves daquele ponto do Pacífico, que me parecia incrível. Li muitos relatos de pessoas dizendo que a ida às Islas Ballestas era muito ruim, chato e até que era um lugar fétido, eu “ouvi falar”. Resolvi ver com meus próprios olhos, me surpreendi e entendi o que é que acontece... Gente... por favor... se você não gosta de bicho, não vá. Eu nunca tinha visto antes tantos leões marinhos em seu habitat natural. Os pássaros são em uma quantidade impressionante. Tem muito bicho! Com isso, é claro que lá cheira animal misturado com mar e tem chance de uma carimbada de passarinho Ossos do ofício... você tem que estar disposto e curtir tudo aquilo, para mim não teve nada de errado. Surpreendeu, achei super legal e recomendo! Voltamos a Paracas e logo saiu o micro ônibus para a Reserva Nacional. Na entrada da reserva tem um museu muito interessante (incluso no boleto). Vale a pena e clareia bem a história! Paramos em várias praias e mirantes. O contraste deserto e mar é uma coisa magnifica, fiquei impressionada e maravilhada. Chegamos em uma praia linda que tinha restaurantes, peixe fresco e tal. Eu estava morrendo de fome. O prato custava 30 soles. Achei super caro, mas pedi o peixe... na negociação, ganhei um pisco sour pra cada, eu e mais três amigas do tour. Conversa vai, conversa vem, pisco sour delicioso, falei para o garçom que estava ótimo e ele trouxe mais para todo mundo, Só que ninguém queria, só eu Entre muitas risadas, tomei os 4. E assim iniciou o primeiro dia que eu bebi de verdade no Peru... já voltei alegríssima do passeio. Tomei um banho e fui para o bar. Pedi uma cerveja e comecei a baixar as fotos. Logo começou o happy hour com promoção... tomei mais duas ! Depois dessas cervejinhas, ia começar a rolar um som ao vivo, guardei meu computador, e fui sentar no balcão, chapei no espanhol e até alemão eu falei nessa noite . Foi só risada, muitos novos amigos e uma bela apertada no orçamento.
  10. Acordei e tomei um café da manhã esperto, daquele com ovo, pra aguentar bem o dia! Saí às 9h30 de Nasca, novamente com a Soyus e cheguei em Ica 12h e pouco. Comecei a pesquisar a melhor forma para chegar em Paracas: Vi que tem ônibus toda hora para Pisco por 5 soles. De Pisco, você tem que pegar um táxi para Paracas com preço estimado de 20 soles. Somente a Cruz del Sur e a Oltursa fazem o trecho Ica X Paracas - DIRETO. Fui na Cruz del Sur e a passagem Direta custa 20 soles. Conclusão: Em grupo, pode ser que compense ir por Pisco, sozinha não, sairia mais caro que a Cruz del Sur. Fechei negócio feliz e contente, naquela empresa que tem a cara da riqueza Pela primeira vez na viagem havia compensado financeiramente, eu ia ver como era a tão falada Cruz del Sur... Esperei o horário dando uma volta pela cidade e voltei para a Cruz del Sur. Pontualmente, um homem chamou para o embarque com o microfone. Incrível a organização deles, totalmente diferente que nas rodoviárias e empresas normais no Peru. Entrei no ônibus e fiquei surpresa, anunciaram que logo eles serviriam almoço! Não imaginei que uma viagem tão curta (1h) tivesse almoço incluso. O almoço chegou e eu estava com bastante fome. Veio um arroz com frango, uma mini salada com uma batata e uma mini sobremesa com doce de leite. Estava uma delícia, e nesse momento eu percebi que tinha feito um ótimo negócio e pago bem barato na passagem. A única coisa que senti falta foi das paradas nos vendedores e do povo animado dentro do ônibus. Os turistas são mais discretos Mas ... fiz ótima viagem. Cheguei em Paracas umas 15h , e fui à pé para o Kokopeli. Lá fui extremamente bem atendida e acolhida. Uma das meninas que trabalham lá é minha amiga até hoje, nos falamos no zap. Amei o Kokopeli desde o primeiro olhar. Lugar sensacional, que tem saída para PRAIA. Fiquei em um quarto para 18 pessoas e foi ótimo, as camas são fechadas nas laterais, tem armários e tomadas individuais, um sistema excelente. Vi o por do sol na praia, na frente do Kokopeli, muito lindo. O bar de lá é maravilhoso, comi um super lanche e tomei uma cerveja essa noite. Dormi cedo para acordar disposta para o dia seguinte.
  11. Obrigada ! Eu fico muito feliz de saber que tem gente lendo e gostando. Abraços
  12. Me perguntaram por que escrevo Nasca e não Nazca. As duas formas são corretas Eu escrevo Nasca por que eles usam assim. Nasca com Z, me soa Brasil com Z. Então optei pelo S.
  13. Descansada, comecei minha maratona de retorno à Nasca. Sim, eu voltaria e voaria. Saí sem pressa de Huacachina, umas 10h e pouco da manhã e fui à Ica. Comprei a passagem ICA X NASCA para às 11h, na empresa Flores, por 10 soles. Cheguei às 14h em Nasca, nem acreditando que eu estava ali novamente. Consegui! Desci do ônibus e peguei um táxi direto para o aeroporto. Eu estava me sentindo muito esperta por não comprar o voo com nenhuma agência da cidade, nem com o Jesus do Hostel. No fim descobri que comprar o voo com agência na cidade ou comprar direto no aeroporto, não faz muita diferença financeira: PAGUEI NO AEROPORTO – 5 soles de táxi para ir ao aeroporto + 190 soles o voo, incluso van de retorno à Nasca = 195 soles. NA CIDADE Já tinham me oferecido 200 soles o pacote com voo + van ida e volta. * Taxa do aeroporto (paga à parte): 25 soles Lá, eles tem um preço combinado e baixam pouco, pechinchei o aeroporto inteiro e consegui esse preço chorado. Entrei ansiosa no avião! Há muito tempo eu queria ver as linhas com meus próprios olhos, me senti dentro dos vídeos do history Chanel Os aviões vão com piloto, co piloto e mais 4 pessoas. Você tem que prestar atenção na asa da aeronave: o co piloto avisa que vai dar para ver a figura, o avião inclina a asa para a figura (aponta, literalmente ). E nisso vai... macaco à direita, agora vejam o macaco à esquerda e se repete em todas as figuras! O bacana é que dá pra ver super bem, mas é super difícil tirar foto Você não sabe se vê ou se tira a foto e nesse vai e vem passa mal ãã2::'> Não da pra brincar não!!!! Tirei algumas fotos mas foquei em ver, por que era mais seguro. O estômago sai um pouco do lugar sim... Sai realizada do aeroporto e fui para o Brabant. Cheguei lá e o pessoal do hostel não acreditava que eu tinha voltado de verdade... foi super divertido o retorno!!!! Tinha um argentino e um americano no meu quarto, eles me zoaram e eu me zoei pela Copa do Mundo, nos tornamos amigos e fomos ver fotos no terraço, com cheiro de titica Foi uma coisa muito estranha voltar lá em outro clima, eu estava muito bem esse dia. Na manhã seguinte começaria o trâmite de voltar a Ica, para depois seguir à Paracas. Maior role o BB me fez fazer... foram horas a mais de ônibus no meu roteiro nesse ir e vir de Nasca... Sorte que eu gosto de ônibus, gosto de aventura e gosto de ler. Eu li um livro todo nesse trâmite. No fim, reto ou torto, deu certo e eu estava feliz.
  14. Pois é D fabiano... foi o que aconteceu, juro pra você... não aumentei uma vírgula, muito pelo contrário tentei resumir bem , É que menos eu não consegui... Inclusive, eu tenho muitas provas de toda a saga, e mails não respondidos, protocolos de ligação, fotos de caixas eletrônicos com data e horário, a procuração em nome da minha mãe, a transação de dinheiro... e por aí vai. Eu não entendo dessas coisas, quase não uso cartão, esse me disseram que funcionava e acreditei... O por que o cartão não funcionou, porque ninguém me instruiu direito, por que de tudo, eles que vão responder: - Na justiça! Prometo que conto depois qual foi a resposta deles
  15. Acordei super relaxada, tomei um belo banho frio (Casa de Arena não tinha chuveiro quente), um café da manhã reforçado de pão com ovo e saí. Andei na beira do lago e comecei a subir uma das dunas, andei, andei... e o que eu vi, não consigo explicar, só sei que eu fui de um lado para o outro, sentei, observei, andei, conversei e foram horas mágicas que passei ali. Depois do ótimo passeio por Huacachina e suas dunas, almocei e voltei para o hostel me preparar para o PASSEIO DE BUGG (40 soles). Tem passeios em vários horários, eu escolhi o das 16h para ver o do pôr do sol. Fechei com o próprio Casa de Arena e me deram um desconto na hospedagem O passeio me surpreendeu, foi muito mais divertido do que eu imaginava e mais bonito também. Adorei e recomendo! Gostaria de ressaltar o quanto gostei de Huacachina Li alguns relatos aqui no mochileiros um pouco desanimadores referentes a Huacachina, diziam sobre sujeira e maus cuidados. Ouvi dizer por lá que realmente teve um período complicado, mas que estão sendo tomadas medidas e ações em prol da despoluição de Huacachina. Acredito que seja verdade, pois encontrei um cenário que me encantou. Gostei muito e recomendo !!!
  16. Saí de Nasca umas 7h30 da manhã, peguei um táxi na esquina do Brabant e fui à “rodoviária”. A empresa Soyus tem ônibus toda hora para Ica à 11 soles (um deles saía às 08h00), não pensei duas vezes e fui de Soyus. Já na estrada, na Panamericana Sur, passei ao lado das linhas de Nasca, do mirante, vi as placas e os aviõezinhos voando... ahhhh deu uma batida mais forte no coração naquela hora... não ia ficar assim mesmo! Eu voltaria... ahhh se voltaria... ali é muito longe, um lugar inóspito e eu não deixaria as linhas para trás, não mesmo!!! O ônibus era bem simples, mas viagem foi tranquila e durou cerca de 2h45min. Cheguei na rodoviária de Ica e pedi informações sobre casas de câmbio, não souberam me informar direito e falaram para eu pedir informações na Cruz del Sur, do outro lado da rua! Fui. A moça da Cruz del Sur foi muito amável e me passou o endereço de um shopping (Plaza del Sol) que tem uma Western Union (casa de câmbio) e disse que lá eu ficaria tranquila e em segurança para realizar as transações. Agradeci e peguei um táxi. O shopping é um shopping de verdade, parecia São Paulo Fui na Western Union, peguei os dados necessários e fui em busca de wi fi, descobri que na praça de alimentação do shopping, tem internet aberta !!!! Não era ótima, mas salvou minha vida ! Mandei os dados para o meu pai e ele me avisou que teria que aguardar 2 horas para realização da transação. Eu não continha minha felicidade! A transação deu certo e era rápida!!!! Minha alegria era tanta, e eu vendo o sol de rachar do outro lado da janela!! Eu estava pertinho pertinho de Huacachina! Eu já me imaginei lá tomando uma cerveja gelada pra comemorar!!! Duas horas depois meu watts bipou, transação efetuada! Levei um número (senha) e o meu passaporte na Western Union. A atendente imprimiu um documento já preenchido pelo meu pai no Brasil, e me perguntou: - “Diñero en soles o dólares?” – Foi uma canção para os meus ouvidos - Assinei o documento e agradeci. Serviço excelente. E meu dinheirinho, pouco mas o suficiente para minha rotina econômica, agora estava nas minhas mãos e não preso nas máquinas! A saga BB foi pra geladeira. E a vida voltou a brilhar no Peru tão maravilhoso! Saí só sorrisos daquele shopping e peguei o primeiro táxi com taxista que fui com a cara, com preço bacana para me levar direto à Huacachina! Não tinha reservado hostel, pedi para me deixar no Casa de Arena por que tinha algumas indicações daqui do mochileiros e esse o taxista conhecia. Gostei logo de cara do lugar e me fizeram um preço razoável (25 sol), não pestanejei... e paguei. Queria sossego! Queria guardar minhas malas, meu dinheiro e ir ser feliz Essa tarde foi de pura tranquilidade e gratidão à vida. Eu estava muito feliz passeando em Huacachina.
  17. Acordei em Nasca às 6h30 da matina recordando que faltava meia hora para o banco abrir no Brasil Minha mãe foi no banco na hora que abriu e me ligou pelo watts up... e a história foi a mesma: - O gerente disse que não podia fazer nada, estava tudo certo com o meu cartão... – Nessa hora eu fiquei bem nervosa... – Como assim tá tudo certo? – Na tela do caixa diz que o cartão está INATIVO e que é pra procurar a MINHA agência! – E minha agência diz que está tudo certo... BB conseguindo me irritar em Nasca, um sonho que só faltava eu entrar no aviãozinho pra realizar... eu estava aos pés das linhas de Nasca! Depois de muito blá blá blá ãã2::'> , o gerente solicitou que eu ligasse “à cobrar” no Serviço de atendimento do banco do brasil para clientes no exterior, que eles iam resolver meu problema por esse telefone. Doce ilusão... a tonta aqui, já atordoada, foi correndo achar um telefone para efetuar a tal chamada. Encontrei um lugar sucesso, com cabines telefônicas e pessoas que me deram informações e foram simpáticas comigo. Liguei para o numero que faz chamadas à cobrar e a telefonista me informou que esse numero da central BB não aceita esse tipo de chamada. Tentei de novo, outra vez e não deu certo... – Disseram que sou louca, que esse número BB aceita sim à cobrar!!! – Pode ser... mas não foi o que aconteceu comigo aquele dia... BB, eu sei o que vocês fizeram comigo lá em Nasca... Estilo meu cartão que não tinha nada de errado também Só sei que mesmo com raiva, peguei umas moedas e resolvi pagar a ligação, eu estava até com vontade de falar com eles. Iniciou-se o telemarketing - digite 1, digite 2, digite 3 - e minhas moedas caindo, caindo... e eu colocando moedas... atendeu... bláblábláblá... – e o atendente disse que não podia fazer nada e que era para eu consultar minha agência, ele apenas abriu uma reclamação. Esse foi o momento mais danos morais da saga BB, me senti uma idiota. Eu fiquei INDIGNADA, um passando a bola para o outro na maior cara de pau... e eu gastando minhas moedas com eles como se fosse resolver alguma coisa. Nesse momento eu fiquei com raiva, chorei, me senti mal e desisti do BB, incompetentes e ponto. Não tinha mais o que fazer. Voltei para o hostel, no terraço, e contei pra minha mãe que não deu certo, ela já estava desesperada sem saber o que fazer. Falei que ela não tinha que fazer mais nada mesmo, tinha que relaxar do BB que dali não dava pra esperar soluções, agora eu iria partir para o plano B. Lá em casa sempre que a corda aperta meu pai entra em ação, e dessa vez não foi diferente, ele me chamou no watts up. Ele com certeza era a melhor pessoa do mundo pra conversar naquele momento. Ele disse tudo que eu precisava ouvir: - “Filha, que se dane esse banco, parte pra frente que senão você vai ficar até o fim da viagem aí parada brigando”. – Ele me deu a maior força e decidi ir à Ica na manhã seguinte (fim da greve), lá haveriam casas de câmbio e meu pai me mandaria o dinheiro sem depender do banco. Comecei a me tranquilizar e pensei muito sobre estar sozinha e percebi que o ser humano nunca está sozinho. Passei o dia conversando com pessoas na rua, na praça, pensando em como faria quando retornasse para voar a linhas, e claro, passei bastante tempo no terraço com o cheiro de titica. Dormi ansiosa para acordar e ir resolver de uma vez por todas o problema.
  18. Depois de uma viagem noturna cansativa com muita música nos celulares , cheguei em Nasca às 5h da matina e acordei com um senhor nada simpático gritando: -Nasca! Nasca! Nasca! – Desci no meio do “nada”, a alguns metros de uma "rodoviária" com apenas algumas luzes acesas. Fui até lá e tinham algumas pessoas oferecendo táxis, hospedagem e sobrevoos das linhas de Nasca, comecei a conversar até que senti confiança e aceitei a indicação de um táxi que me levou ao Brabant Hostel por 3 soles!!! . Chegando lá ninguém me atendia... acho que não rolou a pressão certa no dedo e a campainha não estava tocando, só tocou quando comecei a ficar com raiva e apertar com força Mas... fui super bem recebida e o Sr. Jesus (creio que dono) me arrumou um quarto para ficar até meu horário de check in. O Brabant tem uma área superior (estilo laje ) com umas cadeiras, mesas, wi fi e cheiro de titica das galinhas do vizinho Mas é bem legal o espaço e pode fumar Fui até lá, esperando ansiosamente por notícias do banco e naquele momento começou a Saga BB na laje, que perdurou até o fim da greve. Minha mãe entrou em contato, ela estava no Banco do Brasil, frente a frente com o gerente. Ele dizia que não havia detectado nenhum problema com o meu cartão... então eles iam mudar minha senha pra ver se dava certo, não entendi por que isso... mas... que que eu podia fazer lá de Nasca??? - Confio em vocês, muda aí e eu to rezando pra dar certo aqui... beleza... mudaram, me passaram a nova e eu tinha que esperar 1h para ir no caixa eletrônico testar. Enquanto eu esperava dar a hora pra “testar o cartão e a nova senha”, fui andar pela cidade, fiz umas pesquisas sobre os valores dos vôos e vi como estava a manifestação. Descobri que Nasca parou, a greve não ficou apenas em Arequipa e Puno, ela se estendeu, e com isso meu roteiro também se estendeu. Compulsoriamente eu tinha 2 dias em Nasca. Até aí tudo bem... compreendo, eu estava preparada psicologicamente, vendo as manifestação dos mineiros desde Cusco e sabia que isso poderia acontecer... O problema é quando fui “testar o cartão e a nova senha” nada havia mudado, o problema era o mesmo: “su tarjeta no esta activa. Por favor, consulta tu banco” só a senha que era nova ali, a mensagem do caixa era a mesma Voltei para o hostel e falei com a minha mãe, que ligou para o gerente e ele “não sabia o que fazer”, estava buscando uma solução nas centrais... minha mãe também ligou na Central de atendimento e nada, Eu estava em Nasca, no meio do nada, sentada no meu terraço com titicas e nessa hora, fumando um cigarro atrás do outro e tomando coca cola, fingindo que estava tranquila pra não enfartar minha mãe... o expediente acabou e nada foi resolvido. Ficamos acertados, eu, mãe e gerente, de tentar novamente pela manhã. O tema foi encerrado e acabou a saga BB do dia. Para eles... Nesse momento eu realmente comecei a ficar preocupada... e se o banco não resolvesse? Agora era isso que parecia que ia acontecer... parecia simples... agora eles não conseguiam identificar o problema? Estava tudo certo? Como tudo certo? – Refiz minhas contas e comecei a pensar o que eu faria se o cartão não funcionasse... o voo sobre as linhas de Nasca é um dos passeios mais caros... comecei a pensar o que eu ia fazer... conversei com Jesus e ele me disse que em Nasca não tinha casas de câmbio que fazem transações de dinheiro desse tipo (me mandarem $ do Brasil), saí pra rua e constatei que era verdade e pra piorar estavam fechadas (sabe a greve?). Bem... com tudo isso... nesse dia... sentada na cadeira do terraço do Jesus... sentindo o aroma... eu constatei, que se eu não sacasse dinheiro, eu teria que esperar a greve passar, ir até Ica à +- 3h, achar uma casa de câmbio que fizesse essas transações e depois voltar a Nasca para voar as linhas, por que se eu voasse naquele momento eu arriscaria ficar sem dinheiro para o trâmite de ir e vir e ainda poderia passar um belo perrengue. Nesse momento eu confesso que fiquei com muita, mas muita raiva do Banco do Brasil. Mas eu ainda tinha esperança de tudo dar certo e eu voar lindamente, esperar a greve acabar e ir ser feliz em huacachina, da forma prevista no roteiro já alterado pelo Paro... inocência
  19. Bom dia Frann, fico feliz que está gostando! Respondendo sua pergunta, SIM. Você faz o trajeto mais rápido e a diferença de preço para 2 dias não é grande. Mas pra quem tem pouco tempo é uma ótima opção para conhecer o Valle del Colca
  20. Esse foi o dia que estava todo mundo se preparando para a greve, e eu também... faria a viagem a Nasca a noite, antes do paro que começaria na manhã seguinte. Arrumei minhas malas e sai andar, me informar, comprar uns mantimentos no mercado e ir ao banco... Eis que se inicia a Saga BB... Fui sacar dinheiro e meu cartão não funcionava, “su tarjeta no esta activa. Por favor, consulta tu banco”. Andei em alguns caixas, vi que realmente o problema era com o meu cartão, mas nesse momento não me preocupei, havia deixado tudo certo e desbloqueado no banco, o gerente me garantiu que estava tudo OK, ainda por cima havia deixado uma procuração dando todos os poderes para minha mãe resolver qualquer problema bancário em meu nome, eu sempre tive medo disso, sendo assim pensei: ainda bem que me precavi, ela vai no banco, o gerente aperta um botão e tudo vai funcionar... E a história por hora morreu aí, liguei para minha mãe que ficou ciente do problema e ia resolver na primeira hora do dia seguinte, fiz minhas contas e tinha dinheiro para viver mais uns dias me informei e haviam caixas eletrônicos em Nasca, sem mudanças de planos. Me tranquilizei, andei um pouco e logo tive que voltar para o hostel pegar minhas coisas, fechar minha conta e seguir para a rodoviária com antecedência, Arequipa tem trânsito...
  21. Acordei às 5h e fazia um frio de doer as juntas... Tomei um café da manhã bem bacana no hostel e saí as 6h. O Valle del Colca é repleto de histórias, cultura e tradições peruanas. Toda a viagem foi linda e eu aprendi muito. São várias vilas antiguíssimas cheias de vida e terraços GiGaNtEs, uma paisagem fora do comum !!!!! Chegando no Mirador del Condor, estávamos todos ansiosos, estava muito frio e tínhamos medo do Condor não aparecer. Andei um pouco, tirei fotos e sentei e esperei os condores com fé. Eles apareceram e eu fiquei impressionada, não contive minha emoção e chorei, não esperava que eles fossem TÃO grandes, tão imponentes. Foi um momento que foi um presente na minha vida. Cheguei em Arequipa no fim do dia bem cansada. Retornei a Gran Hospedaje e a chave do meu quarto estava até com meu nome. Me senti acolhida, descansei e dormi.
  22. Coloquei o Valle del Colca no meu roteiro sem nenhum grande motivo, somente queria ver os condores, ave símbolo da cultura andina. Eu não imaginava que encontraria pela frente um lugar lindo, mágico e cheio de história. Foi um dos pontos surpreendentes da viagem. Dica: O Valle del Colca tem pontos que a altitude chega à 4.000mt, é mais alto e mais frio que Arequipa! Preocupe-se com a alimentação leve desde o dia que antecede a viagem e levem agasalhos apropriados! Saímos aproximadamente 8h da manhã e deu inicio a viagem. A primeira parada foi na Zona de Vicuñas, lugar lindo onde pudemos observá-las de longe e ver o vulcão El Misti ao fundo! Paramos no Mirador Vulcânico dos Andes, onde pudemos observar a belíssima cadeia de vulcões, lugar incrível com uma paisagem de arrepiar! Durante a viagem paramos em vários mirantes, tudo muito bonito . O pessoal da van era super alto astral e eu me diverti muito com eles no espanhol! Tinham duas peruanas, que sentaram do meu lado, elas são de Lima e estavam passeando no feriado, tipo paulista que tem um feriadinho já corre pra praia sabe? Elas eram muito engraçadas, colocavam músicas no celular, cantavam e faziam coreografias com as mãos, me diverti com elas... Chegamos em Chivay lá pelas 14h, o pessoal parou em um restaurante indicado pela agência que custava 30sol por pessoa, e eu e as duas peruanas fomos procurar outra opção e comemos um chicharón à 10 sol com a coca cola inclusa e foi ótimo. Só sair de perto de onde as vans param que você encontra outras opções sem requinte, mas bom e barato. Reencontramos nosso grupo e o guia iria levar cada um nos seus hostels e buscaria após 40min para ir aos banhos termais (opcional), vi o folheto, ouvi a propaganda dos banhos e preferi não ir. Me deixaram no hostel e só retornariam as 19h, estava novamente sozinha e logo saí para caminhar na cidade. Foi ótimo meu passeio, tirei um monte de fotos e conversei com muitas pessoas, no fim ainda me deparei com os moradores fazendo uma dança na rua, me pareceu uma manifestação muito autêntica, foi muito interessante. Às 19h vieram me buscar para ir ao restaurante que ia ter uma dança típica, não cobravam valor adicional e tinham pratos à partir de 10sol, fui. Comi uma sopa e tomei uma cerveja, preferi não abusar com a altura. A dança começou e foi muito agradável e divertido! Uma dança totalmente diferente daquela da praça à tarde, dessa vez eram músicos e dançarinos fazendo uma representação artística das músicas danças populares tradicionais. Interessante ter o prazer de ver um pouquinho dos dois lados. Dormi feliz em Chivay em um frio que quase batia 0° com o despertador programado para tocar às 5h.
  23. Oi analy! Eu troquei o dinheiro em Lima, então não prestei atenção nos valores em Cusco bjooo
  24. Esse dia eu tirei para me organizar. Comprei um sabão em pó por 2 sol e fui para o tanque. Eu tinha muita roupa suja e por mais que a lavanderia não fosse cara eu optei por lavar as roupas sozinha, incorporei a dona de casa e lavei tudo. Não tinha pregadores e ventava, coloquei uma cadeira perto do varal e fiquei por lá vigiando minhas roupas com meu computador no colo e um monte de panfletos com informações e preços de passeios que peguei com vendedores e nesse momento defini minha ida ao Valle del Colca. Minhas roupas secaram e eu arrumei minhas duas malas, a grande e a pequena para eu ir ao Colca no dia seguinte Faria o tour de 2 dias, estava decidido! À tarde saí para a negociação e fechei o tour de 2 dias por 80 soles para o Vale del Colca. (Transporte, guia e hospedagem). Boleto turístico pago à parte 40 S para sul americanos. Voltei para o hotel e não saí mais de lá nesse dia. Por incrível que pareça, eu estava precisando ficar sozinha uma pouco A manhã de dona de casa tinha me feito muito bem e por isso eu decidi permanecer nessa vibe durante à noite. Atualizei e reorganizei todo meu roteiro e refiz cálculos. Foi muito produtivo. Dormi cedo e animada para o dia seguinte.
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